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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4762 | 12 de Fevereiro de 2020

SANIDADE: Paraná reforça defesa sanitária com inauguração de novo posto de fiscalização

O novo Posto de Fiscalização de Trânsito Agropecuário em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, na divisa com o estado de São Paulo, foi inaugurado na tarde desta terça-feira (11/02). A obra, que custou R$ 1,3 milhão, foi financiada com recursos de cooperativas do Paraná, que repassaram cerca de R$ 1,4 milhão ao Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Fundepec). Além do PFTA de Campina Grande do Sul, o apoio financeiro das cooperativas também foi destinado à reforma dos postos instalados nos municípios de Santa Mariana e Ribeirão Claro. Com a nova estrutura, o Paraná reforça sua defesa sanitária, essencial para que o estado conquiste o status de Área Livre de Febre Aftosa sem vacinação.

 

Presenças - A solenidade de inauguração contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, do diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, do presidente do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), José Roberto Ricken, do presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, do presidente do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná (Fundepec), Ronei Volpi, da chefe do Serviço de Fiscalização de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Juliana Bianchinni, e do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, além de autoridades municipais e profissionais da Secretária de Agricultura e Adapar.    

 

Estrutura - As obras do novo posto, localizado na Rodovia Regis Bittencourt, km 11, começaram em agosto do ano passado e a área construída é de 51,73 metros quadrados. Essa unidade era uma das exigências do Ministério da Agricultura para que o Paraná prepare sua estrutura de fiscalização e conquiste o status de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Oito técnicos da Adapar trabalharão, em regime de revezamento, no atendimento.

 

Vigilância - O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, disse que esse é um esforço de longo prazo na ampliação da vigilância no Paraná e falou sobre outras iniciativas como o Fundepec, que tem aproximadamente R$ 79 milhões para eventuais indenizações, das 33 unidades de fiscalização da Adapar, com o avanço da vigilância ativa e passiva, além da capacitação do seu corpo técnico.

 

Concurso - Citou também o cadastro de animais e, mais recentemente, a publicação do edital de concurso público com 80 vagas para veterinários e técnicos agrícolas, para ampliar a equipe da Agência. “Avançamos bastante para a construção de um ambiente sanitariamente adequado”, disse o secretário. “Quem vai trabalhar aqui nesse posto tem um papel muito relevante. Tudo foi feito para evoluirmos e mostrar ao mundo uma cara limpa”, acrescentou.

 

Parceria - O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, reforçou a importância da parceria entre poder público e iniciativa privada em todo o processo. “Sem a participação efetiva da iniciativa privada não teríamos condição de fazer isso. É um marco importante para o Paraná, em busca desse status”, disse. Desde outubro de 2019 está proibido o uso e comercialização da vacina contra febre aftosa no Paraná. E, desde o dia 1º de janeiro deste ano, não é permitido o ingresso de animais vacinados no Estado, exceto os destinados para o abate imediato.

 

Cooperativismo - Segundo o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o cooperativismo paranaense sempre esteve pronto a contribuir para a construção e melhoria da defesa sanitária estadual, seja na difusão de informações aos produtores, seja atuando em parceria com demais entidades em ações políticas de defesa da agropecuária do Paraná. “O trabalho em cooperação já colhe os primeiros resultados, mas há muito ainda a fazer. É uma ação contínua que depende do engajamento dos produtores, governo e iniciativa privada. É um esforço que vale a pena, pois fortalecerá a posição do Paraná como um grande fornecedor mundial de proteína animal, produto que tem alto valor agregado, ampliando a renda dos produtores, gerando empregos e desenvolvimento sustentável em todo o estado”, afirmou.

 

Estratégia - Na opinião do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, a inauguração do posto de fiscalização de Campina Grande do Sul é um avanço importante na estratégia do Paraná em conquistar o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. “O setor cooperativista compreende o retorno positivo que isso trará a toda a economia do estado. É uma ação que irá beneficiar não só o agronegócio, mas toda a economia paranaense”, disse.

 

Nova história - Para o presidente da Faep, Ágide Meneguette, o novo status vai aumentar a demanda para exportação do Paraná. “Com esse trabalho, estamos escrevendo uma nova história para a agropecuária paranaense”, afirmou. Na visão do presidente Fundepec, Ronei Volpi, a conquista dobra a responsabilidade no trabalho de reforço na vigilância. “Não podemos vender só produtos, precisamos vender credibilidade”. Por sua vez, a chefe do Serviço de Fiscalização de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Juliana Bianchinni, parabenizou o Paraná pelo trabalho de fortalecimento do sistema de defesa agropecuária. (Com informações da Agência Estadual de Notícias)

 

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CENTRO-SUL: Programa de Intercooperação Juntos reúne lideranças cooperativistas em São José dos Pinhais

 

Teve início, na manhã desta quarta-feira (12/02), na Casa da Amizade, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, o 5º Workshop do Programa de Intercooperação Juntos Centro-Sul, com a presença de 17 lideranças das cooperativas Clac, Coopagrícola, Witmarsum, Cooperponta, Cooperante, Coacan e Coamig. Os dirigentes da Unicastro justificaram suas ausências devido à realização da Assembleia Geral. Este evento tem por objetivo a troca de informações e conhecimento sobre tecnologia da informação, marcas, varejo e serviços compartilhados, para proporcionar aos participantes rodadas contínuas de negociação durante o evento que prossegue até o final do dia.

 

Boas-vindas- A abertura contou com as presenças do presidente da cooperativa anfitriã, Clac, Ricardo Gawlak e do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Gawlak disse que está muito otimista com que já foi realizado nos quatro encontros anteriores. “Avanços muito e percebemos que existe uma sinergia para darmos continuidade a este processo de intercooperação”. Já o presidente do Sistema Ocepar mais uma vez reforçou o apoio no trabalho que vem sendo realizado. “Em outras oportunidades que participei já havia falado que temos todo interesse de que este programa gere bons frutos. O que estiver ao nosso alcance nós, do Sistema Ocepar, vamos continuar dando o suporte necessário, através da parceria com a Universidade Federal do Paraná, com o professor Tomas Sparano Martins. Algumas ações já estão sendo realizadas de forma conjunta o que demonstra a evolução desta intercooperação com o aplicativo lançado por vocês para negócios. O caminho é esse mesmo, utilizar ferramentas para reduzir custos e juntas viabilizar oportunidades para ganhar dinheiro juntas”, frisou o dirigente.

 

Palestras - Durante o workshop, foram convidados para falar aos participantes sobre cooperativismo e organização do quadro social, a analista do Sescoop/PR, Eliane Lourenço Goulart Festa, e sobre o Programa de Compliance das Cooperativas Paranaenses, o coordenador da área de planejamento e compliance do Sistema Ocepar, Alfredo Benedito Kugeratski Souza. Durante o evento também será apresentado uma plataforma de tecnologia da informação da Viasoft por Diego Emerson. Faz parte ainda da programação uma revisão do último encontro; análise da plataforma Juntos, criada para troca de informações de compra e venda; rodada de negociação entre as cooperativas presentes em compra, venda e compartilhamento de serviços; discussão do valor de marcas proposto no último encontro e discussão de diagnóstico e implementação da layout para lojas físicas, que será coordenado pelo professor Tomas Sparano Martins.

 

Encontro de cooperados - O superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, aproveitou que uns dos temas do encontro era sobre a organização do quadro social para lançar uma ideia ao grupo: “Já na época que era extensionista da Emater, trabalhava com este tema que é da participação dos cooperados na vida das suas cooperativas. Gostaria de sugerir a realização de um encontro de cooperados para falar sobre o tema fidelidade e apresentar o Programa Juntos, afinal, todas as decisões que serão tomadas por vocês, interessam de foram direto à base, razão de existir das cooperativas que são os cooperados. Vamos organizar este encontro com a presença das principais lideranças, do casal para mostrarmos que estamos interessados em trabalhar em conjunto mas sem perder nossas identidades”, frisou. Alberi Godoi, diretor administrativo e financeiro da Clac complementou solicitando que também participem deste encontro todos os conselhos das cooperativas, administrativo e fiscal. Acompanham o evento, os consultores do Sistema Ocepar, Edson Luis Carvalho de Souza, Fernando Mendes, Danielle Cristiane Radulski Reginatto, Samuel Milléo Filho, além da gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira, e Rodrigo Donini, analista técnico do Sescoop/PR.

 

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CÂMARA: Plenário aprova texto-base de MP que altera regras do crédito rural

camara 12 02 2020O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11/02), o texto-base da Medida Provisória 897/19 (MP do Agro), que prevê mudanças relacionadas ao crédito rural, como um fundo de garantia para empréstimos, linhas de subvenção para construção de armazéns de cereais e aperfeiçoamento de regras de títulos rurais. A medida foi alvo de forte obstrução por partidos contrários; e a votação dos destaques foi adiada para esta quarta-feira (12/02).

Projeto de lei - O texto-base aprovado é o projeto de lei de conversão de autoria do deputado Pedro Lupion (DEM-PR), que estabelece Fundos Garantidores Solidários (FGS) para as linhas de crédito – com participação de produtores rurais e credores. O texto foi aprovado por 329 votos a 58.

Vários fundos - Segundo o texto, poderá haver vários FGS, contanto que cada um deles tenha um mínimo de dois devedores, contribuindo com 4% dos saldos devedores. Igual percentual incidirá para os credores. Caso exista um garantidor da dívida (um banco, por exemplo), sua contribuição será de 2% do saldo devedor.

Estímulo - A perspectiva do governo é estimular a concessão de créditos por bancos privados devido a uma maior garantia. Desde que se mantenha a proporção das cotas entre essas categorias (devedor, credor e garantidor), os percentuais poderão ser aumentados.

Garantia do empréstimo - Pedro Lupion ressaltou a permissão para que o produtor rural utilize como garantia do empréstimo apenas uma parte da terra, na proporção do financiamento, em vez de oferecer todo o patrimônio.

Alento - “A MP vai dar um alento e facilidade de acesso a crédito ao produtor rural brasileiro, seja com uma possibilidade de se juntar para garantir o empréstimo bancário [os FGS], seja através do patrimônio de afetação – utilizando apenas um pedaço do seu patrimônio e não mais a imobilização de toda a sua propriedade rural”, disse.

Modernização do setor - Lupion destacou que as medidas previstas, como a linha de crédito para cerealistas e a reorganização dos variados títulos que financiam o agronegócio, vão modernizar o setor. “Isso tudo é benefício para o produtor rural, benefício que possibilita a desburocratização, a facilidade do acesso ao crédito, a facilidade na hora de conseguir aquele recurso tão necessário e tão difícil para fomentar e para financiar a nossa safra, os nossos equipamentos, os nossos insumos e, principalmente, tirar o produtor rural do vermelho”, disse o relator.

Bancos privados - O aumento da participação dos bancos privados no crédito rural foi alvo de críticas da oposição, que tentou inviabilizar a votação da MP com requerimentos de obstrução. “No momento em que houver uma universalização para entrar com mais força os bancos privados no que hoje é caracterizado como financiamento agrícola fundamentalmente do banco público, você vai enfraquecer os bancos públicos”, disse o deputado Bohn Gass (PT-RS).

Subsídios - O parlamentar afirmou ainda que não está claro se os subsídios voltados ao agricultor familiar serão ampliados para os grandes produtores. Bohn Gass destacou como ponto positivo da MP a divisão da propriedade para obter garantia do empréstimo. “Isolar uma área para ser usada para facilitar a liberação do crédito é um aspecto interessante”, disse. (Agência Câmara)

 

SENADO: Isenção de ISS para cooperativas de táxi é aprovada na CAE e vai a Plenário

senado 12 02 2020A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (11/02) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 142/2019, que isenta do Imposto sobre Serviços (ISS) as cooperativas de motoristas de táxi. A proposta seguiu para votação no Plenário do Senado, em caráter urgente. De autoria do senador Major Olimpio (PSL-SP), o projeto determina que o ISS não incide sobre o valor pago pelos passageiros aos taxistas por intermédio das cooperativas. Para tanto, a proposta altera a Lei Complementar 116, de 2003 (Lei do ISS).

Atos cooperativos - De acordo com Major Olimpio, já está sedimentado em decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que quem presta o serviço de transporte é o taxista, não a cooperativa, ou seja, “a cooperativa age como mera intermediária”. Também segundo o tribunal, disse o senador, atos cooperativos não se sujeitam à incidência do ISS. O objetivo do projeto é, portanto, trazer mais segurança jurídica e tributária, impedindo que municípios taxem as cooperativas de táxi à revelia da jurisprudência.

Exigência - “Mesmo com reiteradas decisões judiciais afastando a incidência dos valores simplesmente repassados aos taxistas cooperados, diversos municípios exigem o ISS sobre o valor total recebido pelas cooperativas de taxistas, desconsiderando que se trata de ingressos financeiros com destino certo, qual seja o taxista cooperado que efetivamente prestou o serviço de transporte público individual de passageiros, e, nesta condição, é o sujeito passivo da obrigação tributária”, acrescentou o autor.

Atividades proibidas - O PLP 142/2019 também retira os motoristas de táxi da lista de atividades proibidas de ter benefícios tributários relativos ao ISS.

Voto favorável - O relator da matéria, senador Esperidião Amim (PP-SC), apresentou voto favorável à aprovação, com emendas para tornar o texto mais claro e retirar um artigo considerado desnecessário. Na reunião da CAE, o parecer foi lido pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). Esperidião Amin considerou a proposta meritória e que a medida foi bem defendida pelo autor na justificação.

Situações distintas - “Fica claramente demonstrado que o serviço prestado pelas cooperativas de táxi não pode ser confundido com o de transporte de passageiros. A sua atuação dá-se, em regra, pela intermediação entre associados [taxistas] e passageiros, geralmente mediante central telefônica de rádio-táxi. Os valores relativos às corridas realizadas, quando recebidos pelas cooperativas, são integralmente repassados aos taxistas cooperados, que efetivamente são os que prestam os serviços tributáveis”, destacou Amim. (Agência Senado)

 

OCB/FIESP: IC Agro fecha 4º trimestre com melhor resultado da série

ocb fiesp 12 02 2020A confiança do agronegócio brasileiro registrou alta no 4º trimestre. O Índice de Confiança (IC Agro) do setor subiu 8,7 pontos, fechando o período em 123,8 pontos, marcando o melhor resultado desde o início da série. “Os números demonstram alinhamento entre as expectativas geradas e a agenda prioritária do executivo e legislativo federais”, observa Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Como consequência, mesmo que as reformas não tenham avançado tanto quanto esperado, os principais indicadores econômicos mostravam ao fim do ano sinais de uma recuperação mais consistente. As projeções para o crescimento do PIB em 2019 passaram de 0,82% em meados do ano para 1,17% em dezembro.

Otimismo - Dados do relatório mostram que o otimismo atingiu praticamente todos os segmentos pesquisados. Segundo a metodologia do estudo, os resultados indicam otimismo quando ficam acima de 100 pontos – abaixo disso, o sinal é de pessimismo. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Razões - Houve boas razões para manter os ânimos elevados. As entrevistas foram realizadas em dezembro, num momento em que as negociações para encerrar a guerra comercial entre Estados Unidos e China levaram a uma melhora nos preços de algumas das principais commodities agrícolas – sem acarretar, num primeiro momento, perdas substanciais das exportações brasileiras para o mercado chinês, salvo em casos isolados. O acordo foi assinado em 15 de janeiro.

Indústrias - A confiança das indústrias ligadas ao agronegócio chegou a 122,2 pontos, alta de 3,5 pontos em relação ao trimestre anterior e o melhor resultado da série histórica, superando o recorde anterior, registrado no terceiro trimestre de 2019.

Insumos - A confiança das empresas de insumos agropecuários (122,5 pontos) superou em 3,2 pontos o resultado do trimestre anterior e foi apenas 0,4 ponto menor que o recorde registrado há um ano. “As indústrias de fertilizantes, por exemplo, começaram a fechar negócios para a safra 2020/21 com uma antecipação raramente vista. Fabricantes de defensivos agrícolas também fecharam o trimestre com a expectativa de confirmar o segundo ano consecutivo de crescimento de mercado, deixando definitivamente para trás um período de estagnação que se estendeu de 2014 a 2017”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

Depois da porteira - Já o Índice da Indústria Depois da Porteira chegou a 122,0 pontos, alta de 3,6 pontos em relação ao levantamento anterior. O resultado foi em boa parte puxado pelas indústrias de alimentos – especialmente as de carnes, favorecidas pela alta dos preços e das exportações no fim do ano.

Sucroalcooleiro - O setor sucroalcooleiro também teve motivos para melhorar o ânimo: no fim do ano passado, os preços do açúcar começaram uma recuperação no exterior e as cotações do etanol se mantiveram em alta no mercado doméstico. Algo parecido aconteceu com os exportadores de café, que viram os preços aumentar no último trimestre de 2019. Para as empresas de logística, 2019 foi um ano de elevada movimentação de cargas, em razão dos grandes volumes de soja e de milho destinados à exportação.

Produtores agropecuários - Quanto aos Produtores Agropecuários, o entusiasmo foi mantido, refletindo numa alta de 16 pontos no índice de confiança, que marcou o recorde de 126,2 pontos. Pela primeira vez, desde que o levantamento começou a ser realizado, tanto os produtores agrícolas quanto os pecuaristas compartilham níveis elevados de entusiasmo na variável que avalia as Condições do Negócio.

Produtores agrícolas - Entre os produtores agrícolas, a confiança no 4º trimestre de 2019 chegou a bater 125,7 pontos, alta de 13,5 pontos. Uma das razões foi a recuperação dos preços de alguns dos principais produtos agrícolas no mercado externo, como soja, milho e café. Foi uma consequência, em parte, à reação positiva do mercado às negociações entre americanos e chineses que culminaram com a assinatura de um acordo comercial parcial em 15 de janeiro, afastando o que era, até recentemente, uma grave ameaça ao crescimento da economia mundial.

Alta dos preços - Márcio Freitas, da OCB, explica que a alta dos preços contribuiu para melhorar a relação de trocas de produtos por insumos, estimulando os agricultores a antecipar as compras de fertilizantes para a próxima safra (2020/21). Internamente, deve-se destacar também o bom momento para o crédito rural, com juros baixos e aumento nos recursos disponíveis. Do 3º para o 4º trimestre, a taxa Selic foi reduzida em 1,4 ponto percentual, mantendo uma trajetória de queda. O resultado poderia ter sido ainda melhor, não fosse uma relativa diminuição na confiança no que diz respeito à produtividade das lavouras. “O clima demorou mais do que o esperado para se regularizar em regiões produtoras importantes, tornando o período de plantio da safra de verão um pouco mais atribulado do que no ano anterior – chegou a faltar chuva em partes do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do interior de São Paulo”, completou Márcio Freitas.

Pecuaristas - Entre os pecuaristas, em nenhum outro momento da série histórica esse grupo esteve tão otimista. A faixa de confiança se mantém por quatro trimestres consecutivos, sequência inédita na série histórica para o segmento, que era notadamente pessimista até o final do ano passado. Os resultados se sustentaram pelos bons ânimos relacionados ao crédito, à produtividade e aos preços – o que é, nesse último caso, corroborado pelos indicadores de mercado tanto para as carnes quanto para o leite.

Aumento - O índice de confiança dos pecuaristas aumentou 23,3 pontos do 3º para o 4º trimestre de 2019, fechando o ano a 127,7 pontos. O principal aspecto por trás do otimismo são os preços: as cotações do boi gordo dispararam no fim do ano, com a elevação das exportações de carne para atender a demanda de proteína pela China, onde a Febre Suína Africana dizimou rebanhos. O índice que avalia a variável preços bateu em 149 pontos, alta de 49 pontos sobre o 3º trimestre e bem acima do recorde anterior, que foi de 114 pontos no 2º trimestre de 2016.

Reformas estruturantes - Para Skaf, as reformas estruturantes perseguidas pelo governo apontam para um ciclo de recuperação com crescimento do PIB, juros baixos, inflação contida e progressiva melhora da situação fiscal do País por um período duradouro. “O cenário impactará positivamente a dinâmica do agronegócio, que deve apresentar uma reação mais acentuada do consumo no mercado doméstico, que é vetor do crescimento da produção brasileira para vários produtos do setor”, disse. (Informe OCB)

 

IMPACTO: Eventos grandiosos mexem com a economia das cidades que os sediam

impacto 12 02 2020Como se mensuram os resultados financeiros de um grande evento agropecuário? Perguntamos ao presidente da Cooperativa Coopavel, Dilvo Grolli, como a edição 32 do Show Rural, realizada de 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel, Oeste do Paraná, alcançou a marca de mais de R$ 2,5 bilhões em negócios. E não são apenas as empresas participantes do Show Rural que faturam. Dilvo dá um exemplo que ilustra bem de que maneira a cidade se beneficia do evento. Ouça aqui!

 

AGRONEGÓCIO: Laços da avicultura paranaense com o cooperativismo estão cada vez mais fortes

avicultura 12 02 2020A produção avícola paranaense superou as previsões otimistas para 2019. Em um ano de recuperação econômica, o estado fechou o ano com recorde de abates de frangos, chegando a  1,87 bilhão de cabeças. Os dados são do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). Em visita ao Show Rural Coopavel, na terça-feira retrasada (04/02), em Cascavel (PR), o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, comentou os números e destacou que os laços da indústria avícola com o cooperativismo estão cada vez mais fortes. Ouça aqui!

 

INTERCOOPERAÇÃO: Unium anuncia entrada no setor de energia

unium 12 02 2020Durante o Show Rural Coopavel 2020, realizado de 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel (PR), a Unium (marca institucional das cooperativas Frísia, Capal e Castrolanda) apresentou algumas novidades para 2020. Uma delas é a sua entrada no setor de energia.  A coordenadora de Marketing da Unium, Tais Duhatschek, fala sobre o assunto. “Temos um novo negócio, que é Enérgique, voltada à produção de energia limpa, e que utiliza resíduos para produção de biometano. Está entrando em operação na região de Castro, centro-sul do estado”, disse. Ouça aqui!

Para mais informações: www.paranacooperativo.coop.br / App Paraná Cooperativo

 

UNIMED LONDRINA: Cooperativa inicia curso para construção do sistema próprio de compliance

unimed londrina 12 02 2020A Unimed Londrina iniciou em fevereiro um movimento que visa construir e instituir um sistema de compliance na cooperativa. Para isso, um grupo formado por diretoria, conselhos técnico e fiscal, superintendentes, gerentes e lideranças deu início à participação no Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, do Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). Divididos em nove módulos, o programa foi criado por meio de uma parceria o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, e PUCPR e tem como objetivo apresentar os conceitos e metodologia do compliance e estruturar um Comitê de Compliance para atuar na cooperativa.

Transparência - O presidente da Unimed Londrina, Omar Genha Taha, afirma que a participação da Unimed Londrina na estruturação de um Programa de Compliance vem ao encontro dos objetivos de transparência, governança e conformidade nas ações da gestão. “Desta forma, consolida-se uma política voltada para atender a RN 443 da ANS e, mais do que isso, as normas rigorosas exigidas por uma gestão participativa e comprometida com prestação de contas aos cooperados”, acrescenta.

Tendências e necessidades - O gerente de Planejamento e Desenvolvimento, André Simas, explica que, com a participação no programa, a vooperativa também tem o objetivo de atender às tendências e necessidades do mercado. “A Unimed Londrina já possui sistemática de análise e cumprimento de normas internas e externas e modelos de controle, porém entendemos que este conteúdo precisa ser aprimorado e sistematizado em um modelo de compliance adequado às necessidades da empresa e que cumpra requisitos metodológicos e legais”, conta o gerente. (Imprensa Unimed Londrina)

 

LAR: Cooperativa e Basf iniciam projeto que beneficiará alunos da região

Aproximadamente 80 professores que lecionam para os 4º e 5º anos das escolas municipais de Medianeira, Matelândia e Céu Azul, no Oeste do Paraná, participaram de capacitação voltada ao tema de sustentabilidade nos dias 10 e 11 de fevereiro. O treinamento foi realizado em uma das salas do Lar Centro de Eventos e faz parte do projeto Construindo um Mundo Sustentável na Escola, desenvolvido com apoio da Lar Cooperativa, Basf e prefeituras municipais, a realização é de responsabilidade da Fundação Espaço Eco.

Programa Prioridade - De acordo com o diretor 2º vice-presidente da Lar, a iniciativa faz parte do Programa Prioridade Ambiental Lar. “Temos a responsabilidade de deixar um planeta em boas condições para as próximas gerações e as crianças são agentes multiplicadores desse conhecimento em suas casas”, afirmou o dirigente durante a abertura do curso, ao falar da importância de que os educadores repassassem o aprendizado.

Abordagem - O projeto inclui a abordagem dos objetivos do desenvolvimento sustentável e materiais para trabalhar o tema na sala de aula, em diversas disciplinas. Serão distribuídos 5.000 gibis como material lúdico para que os professores trabalhem o tema em sala de aula.

Temas - De acordo com a coordenadora de Sustentabilidade Aplica da Fundação Espaço Eco, Taísa Caires, preservação da água, além de uso e consumo consciente, são alguns dos temas abordados. “A ideia é fazer com que os alunos consigam fazer a conexão do seu dia a dia com o desenvolvimento sustentável”, enfatizou a coordenadora. No Paraná a iniciativa já foi realizada na região de Guarapuava. (Imprensa Lar)

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SICREDI: Apoio a startups acelera transformação digital

sicredi 12 02 2020Uma das iniciativas da jornada de transformação digital do Sicredi é sua aproximação com o ecossistema de startups. Lançado em julho de 2018, o programa Inovar Juntos, iniciativa que propõe a empreendedores uma série de desafios relacionados aos processos internos e ao negócio da instituição, já recebeu mais de 400 inscrições e reuniu 390 startups de várias regiões do país.

Resultados imediatos - Entre os resultados imediatos da iniciativa, que envolveu aportes que atualmente somam cerca de R$ 1 milhão, estão ganhos de dinamicidade nas atividades do dia a dia dos colaboradores do Sicredi, com processos mais ágeis, e o relacionamento da instituição com seus mais de 4 milhões de associados em todo o Brasil passou a ser ainda mais próximo.

Parceira - O Inovar Juntos é desenvolvido em parceria com a consultoria Inoscience e já contribuiu para a implementação de projetos como o Sicredi Conecta, uma plataforma criada com apoio da startup Hallo - selecionada na primeira edição do programa - com o objetivo de oferecer aos associados uma maneira moderna de interação e realização de negócios entre eles. Com isso, foi possível impulsionar a geração de renda em diversas regiões do país e incrementar ainda mais os resultados financeiros dos participantes. Atualmente, o Sicredi Conecta é aplicado em 20 cooperativas, conta com aproximadamente 6,1 mil usuários e mais de 2 mil anúncios de venda de produtos.

Soluções - Para 2020, o Sicredi vai escalar outras duas soluções que surgiram na última edição do programa: uma ferramenta cooperativa ligada à educação financeira e uma plataforma para os gerentes de conta recomendarem investimentos mais aderentes às necessidades dos associados. Segundo Dagoberto Trento, gerente de Estratégia & Inovação do Centro Administrativo Sicredi, o programa Inovar Juntos também tem o objetivo de fomentar inovação no cooperativismo de crédito. “Trata-se de um programa com potencial de conferir escala a evoluções significativas do setor, além de ser uma oportunidade para desenvolvimento de novos produtos, soluções e métodos que podem impactar de forma positiva os negócios do Sicredi”, afirma.

Próxima edição - A próxima edição do programa Inovar Juntos será realizada ainda no primeiro semestre de 2020 e os empreendedores podem acompanhar as informações pelo site www.sicredi.com.br/inovarjuntos. O programa é gratuito e startups do Brasil inteiro podem participar desde que possuam um MVP (Produto Mínimo Viável) validado e que tenham aderência aos desafios propostos pelo Sicredi.

Etapas - Durante o Inovar Juntos, os empreendedores passam por etapas online e presencial. Após a inscrição online, o Sicredi seleciona os projetos com maior aderência ao seu negócio para apresentações presenciais em um Pitch Day. As startups que seguem para a próxima fase passam por um período de imersão para colocarem o projeto piloto em prática. Os empreendedores que mais se destacarem têm a chance de se tornarem parceiros ou fornecedores do Sicredi.

Iniciativa - O programa é mais uma das iniciativas de inovação da empresa, que conta com outras como o AgTech Garage, hub de inovação de soluções para o agronegócio sediado em Piracicaba - SP. A organização também trabalha na estruturação de um Lab de inovação, que buscará aliar a inovação a novas oportunidades de negócio.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB CREDICAPITAL: Novos delegados são empossados durante evento em Cascavel

sicoob credicapital 12 02 2020No dia 21 de janeiro, o Sicoob Credicapital realizou a posse festiva dos delegados eleitos para a gestão 2020/2023. O evento aconteceu na Associação Comercial de Cascavel (PR), cidade sede da cooperativa. Além de promover uma recepção aos novos representantes dos cooperados, o evento teve como objetivo tirar dúvidas sobre as funções do cargo e aproximá-los dos gestores.

Parceria - Segundo Claudio Luiz Brunetto, delegado da singular há 5 anos, o Sicoob Credicapital tem sido um parceiro muito importante da classe empresarial de Cascavel e de outras cidades da sua área de ação.

Responsabilidade - “Sabemos da grande responsabilidade que nos foi delegada e diante disso, tentaremos responder da melhor forma possível para que nossa cooperativa seja uma ferramenta de desenvolvimento das regiões onde atua, levando soluções importantes e acessíveis aos seus cooperados”, afirma.

Avaliação positiva - De acordo com o delegado eleito em Porto Alegre (RS), Almir Luiz Parisotto, o evento de posse foi extraordinário. “As apresentações foram muito claras e bem elaboradas, nos ensinando a história da cooperativa para mostrar seus objetivos e valores. Além disso, mostrou o quão importante é o papel dos delegados na comunidade, sendo eles os responsáveis pela divulgação e representação dos cooperados nas respectivas localidades”, relata.

Marco - Para o diretor superintendente, Valdir Pacini, o jantar de posse dos novos delegados representou mais um marco histórico da cooperativa. “Além de promover a aproximação e a interação entre os novos representantes dos cooperados, o evento serviu para enaltecer o importante papel que o delegado deve desempenhar para fortalecimento da cooperativa e para defender os interesses do cooperado e da comunidade que representa”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

COOPERATIVISMO: Profissão com futuro

cooperativismo 12 02 2020Em tempos de intensa evolução tecnológica, aumento de desemprego e incertezas em relação ao futuro do mercado de trabalho, existe um setor da economia com potencial para empregar muitos brasileiros nos próximos anos: o da cooperação.

Foco - Existem hoje, no Brasil, ao menos 17 cursos de nível superior com o foco no cooperativismo, distribuídos em instituições públicas e particulares, presenciais ou a distância. E quem se forma com louvor sai da faculdade com um canudo em uma das mãos e uma proposta de emprego na outra. “A demanda por profissionais com graduação em cooperativismo é maior do que a nossa universidade consegue formar”, confirma Pablo Albino, um dos coordenadores do curso de Administração de Cooperativas, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Segundo ele, dos 15 alunos que se formaram no primeiro semestre de 2019, todos estão trabalhando. “Eu recebo pedido do setor para encaminhar bons currículos para as vagas e hoje não tenho para atender”, lamenta o professor.

Mais antigo - O curso de cooperativismo da UFV é o mais antigo do Brasil. O projeto nasceu nos anos 1970, por meio do extinto Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com a missão de capacitar a mão de obra das cooperativas. Era um curso com formação de nível técnico, até ser promovido, em 1991, a bacharelado em Administração com habilitação em Administração de Cooperativas. De lá para cá, foram muitas mudanças no currículo e no próprio nome do curso — mas manteve-se a missão de formar profissionais com os valores do cooperativismo totalmente internalizados.

Cuidado - “No primeiro ano do curso, a gente toma muito cuidado para que o aluno entenda onde está entrando. Explicamos o que é o cooperativismo, o levamos para visitar uma cooperativa, e também a Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg). É como uma imersão. O legal é que, ao conhecer os valores e os princípios do cooperativismo, o aluno se apaixona e fica”, conta Albino.

Sem conhecimento - De acordo com o docente, boa parte dos alunos chega sem conhecer nada sobre o movimento. “Dos 40 que entram, metade queria fazer outro curso, mas escolheu Cooperativismo por ser menos concorrido. Porém, quando começam a conhecer a realidade das cooperativas, ficam cativados pelas possibilidades de crescimento do setor”, explica.

Vocação - Foi exatamente isso o que aconteceu com Geâne Ferreira, gerente de desenvolvimento social do Sistema OCB. Ela entrou no curso de cooperativismo da UFV com a meta de pedir transferência para Administração de Empresas, mas logo no primeiro semestre descobriu que sua vocação era cooperar. “O curso de cooperativismo traz uma preocupação com as pessoas e a organização coletiva. Tem toda a estrutura de Administração, mas com esse gostinho a mais, que é a preocupação com o ser humano”, destaca.

O curso - O curso de Cooperativismo da federal de Viçosa tem duração de quatro anos e meio, com disciplinas como administração, direito, sociologia, contabilidade e várias cadeiras que abarcam as teorias cooperativistas. “Temos o caso de um aluno que saiu, foi para a engenharia e voltou. Ele experimentou e viu que era no cooperativismo que tinha que ficar, porque é mais humano, respeita mais as condições das pessoas. E é mais divertido”, compara Pablo.

Formar para o Sistema - Se Minas Gerais foi o berço do primeiro curso superior em cooperativismo, o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a ter uma instituição de ensino superior voltada exclusivamente para o movi - mento. A Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop) foi fundada em 2011 e já formou mais de 100 tecnólogos em Gestão de Cooperativas.

Iniciativa - A instituição é uma iniciativa do Sescoop-RS e, por essa razão, a maior parte dos alunos já têm vínculos com cooperativas, seja como colaboradores ou cooperados. A Escoop também oferece cursos de pós-graduação (especializações e MBA).

Alunos - “Nossos alunos são associados, conselheiros, dirigentes e colaboradores de cooperativas, com faixa etária média de 30 a 40 anos”, aponta Paola Londero, coordenadora de pós-graduação da instituição. Os ramos crédito e saúde, além do agropecuário, são os mais presentes nos cursos de formação. Apesar do foco no cooperativismo gaúcho, a instituição já ofereceu cursos de Gestão de Cooperativas na Bahia, no Ceará e no Pará.

Mesmo modelo - Seguindo o mesmo modelo, há ainda o Icoop, em Cuiabá (MT), e a Faculdade Unimed, com sede em Belo Horizonte (MG), nascidas com o DNA da cooperação. Ambas disponibilizam cursos de Gestão de Cooperativas, além de programas de pós-graduação e outras capacitações de curta duração. No caso da Unimed, além do foco em cooperativismo, há especializações focadas no ramo saúde, como o MBA em Administração Hospitalar.

Peculiaridades - “Considerando-se que o ensino superior, em geral, não contempla o cooperativismo adequadamente na formação das carreiras, a compreensão das características peculiares das cooperativas é extremamente relevante”, destaca Mário de Conto, diretor-geral da Escoop.

Diploma valorizado - No último ano dos cursos superiores de cooperativismo, o estágio obrigatório é mais uma oportunidade de contato com o cooperativismo na prática. As coordenações dos cursos têm firmado convênios com diversos entes do sistema para proporcionar vivências diversas aos alunos. Atualmente, há dois estudantes da UFV estagiando no Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Acre (Sescoop-AC) e, em 2020, dez irão para a unidade do Rio de Janeiro. Ao fim do estágio, muitos acabam sendo convidados a ficar. Foi assim com Thiago Freitas, analista técnico e econômico do ramo transporte na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ex-aluno da federal de Viçosa, ele se formou em 2008 e não ficou nem uma semana desemprega - do: colou grau em um sábado e na semana seguinte iniciava a primeira experiência profissional na OCB-MS.

Possiblidades - “O aluno tem possibilidades muito grandes de locais para trabalhar. Aqueles que entendem isso ficam no curso. A oferta de trabalho nos últimos anos cresceu de forma exponencial. A gente brinca que só não trabalha depois de formar quem não quer”, diz Thiago. Com o canudo debaixo do braço, as possibilidades são múltiplas: trabalhar diretamente em uma cooperativa, nas unidades estaduais do Sistema OCB, prestar consultorias ou seguir carreira acadêmica. Este último caminho é o que tem feito brilhar os olhos de Murilo Sena Baiero, 22 anos, que se forma no próximo ano pela UFV.

Projeto de pesquisa - “Estou desenvolvendo um projeto de pesquisa com professores do curso sobre uma proposta para a atualização do marco regulatório do cooperativismo. Por meio de uma metodologia participativa, estamos buscando entrevistar membros das cooperativas do Brasil inteiro sobre a eficiência da lei”, explica.

Paixão - Murilo é mais um caso de quem entrou no curso sem conhecer o cooperativismo e logo se apaixonou. “Uma opção é seguir o mestrado, mas eu também gostaria de atuar no Sescoop, para ter um contato próximo com as cooperativas e conhecer melhor todos os ramos”, planeja.

Pós-graduação - A pós-graduação tem sido a alternativa buscada por muitos entes do sistema para capacitar funcionários e cooperados que já têm diploma de ensino superior em outras áreas, mas necessitam de uma especialização para a gestão cooperativa. No Paraná, o Sescoop atua há alguns anos no apoio aos cursos de pós-graduação. Maria Emília Pereira, gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, aponta que, em média, são 40 turmas in company por ano. Foi então que a entidade decidiu dar o próximo passo.

Direcionamento - “Percebemos que o direcionamento era muito maior para assuntos técnicos de determinadas áreas, como agronegócio, gestão de projetos e de qualidade. Faltava capacitar gestores de cooperativas para trabalhar em um nível maior de governança. Como já tínhamos um público grande formado em pós, por que não elevar o nível da formação para o mestrado?”, lembra. Foi aí que surgiu o mestrado profissional em Gestão de Cooperativas, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR). O curso teve início em 2014 e já está na quinta turma. Maria Emília participou do primeiro grupo de mestrandos e fala com propriedade sobre os resultados alcançados com o programa.

Riqueza - “O fato de você colocar pessoas discutindo questões estratégicas de cooperativas de diferentes realidades e ramos traz uma riqueza de contribuições para a sala de aula. O primeiro ganho é a oportunidade da troca em nível estratégico, porque o mestrado acaba elevando o nível de discussão dos alunos”, afirma. Outra vantagem — aponta — é a possibilidade de ampliar a produção acadêmica sobre o cooperativismo.

Construção - “Percebi como nós éramos fracos em produção de conteúdo científico, artigos, estudos. A realidade do cooperativismo é diferente; você vai avaliar a partir dos estudos produzidos sobre em - presas, e é completamente diferente. Faltava embasamento e, com isso, contribuímos para essa construção”, destaca.

Modalidade - O mestrado profissional é uma modalidade ainda pouco popularizada no Brasil — eram cerca de 700 programas em funcionamento até 2017. Ele tem duração média de dois anos e é voltado para a capacitação de profissionais nas diversas áreas do conheci - mento. O formato é stricto sensu — assim como o mestrado e o doutorado —, mas com um perfil mais direcionado para atender alguma demanda do setor produtivo. No curso da PUC-PR, apesar de a chamada de seleção ser pública, o perfil dos alunos é de quem já trabalha no sistema, seja como funcionário de cooperativa ou cooperado. De acordo com Emília, a formação em nível de pós-graduação é uma demanda que chega ao Sescoop pelas próprias cooperativas.

Formação - “As cooperativas nos procuram muito com a preocupação de desenvolver essa formação de nível superior dos seus funcionários. A gente percebe esse comprometimento e o desafio de qualificar. Elas querem investir em um funcionário mais bem preparado em nível acadêmico para trazer melhores resultados”, diz.

Diferencial - O sistema cooperativista — seja na ponta ou nas unidades estaduais da OCB — oferece oportunidades de trabalho para profissionais formados nas mais variadas áreas. Mas quem está em contato direto com a formação em nível superior para o cooperativismo aposta que ela é um diferencial para o quadro funcional.

Identidade própria - “As sociedades cooperativas são empreendimentos com identidade própria e são bem diferentes das empresas mercantis. Nossa identidade está baseada em valores e é traduzida em princípios propostos há mais de um século. Os profissionais que vivenciam esse DNA cooperativo, que têm formação superior na área, compreendem nossas especificidades e atuam de uma maneira muito mais destacada. Isso faz toda a diferença quando eles estão dentro de uma cooperativa”, aponta Ronaldo Scucato, presidente da Ocemg.

Empregadora - A organização é uma das principais empregadoras dos alunos que se formam no bacharelado em cooperativismo da UFV. Scucato aponta, na prática, quais são as habilidades desse profissional. “Eles compreendem, de maneira aprofundada, a importância de um quadro social bem organizado, da realização e participação das assembleias, os conceitos de gestão e governança para atender aos anseios do cooperados, bem como o foco na eficiência do negócio”, enumera.

Retorno positivo - O professor Pablo, da coordenação do curso da UFV, diz que o retorno recebido dos empregadores é positivo, e por isso a instituição é constantemente procurada para a indicação de profissionais para ocupar vagas no sistema. “O aluno tem uma formação conceitual muito densa. Ele pode estagiar nas cooperativas, tem a oportunidade de ganhar experiência na nossa empresa júnior, mas a competência em termos teóricos é o nosso diferencial”, aponta. Ele conta que o ramo de crédito é um dos que mais procuram os egressos do curso.

Formação - “Recebi o feedback do Sicoob de que ainda contrata ex-funcionários de bancos, mas que é muito difícil ensiná-los o que é uma cooperativa, que o cooperado não é um cliente, é um dono, e por isso a abordagem precisa ser diferenciada. Para o ramo, é melhor ter o cara que tem formação em cooperativismo, e que ele aprenda as questões bancárias no sistema do Sicoob”, compara.

Um dos desafios - apontam todas as pontas do sistema — é tornar os cursos mais conhecidos e valorizar os egressos. O presidente da OCEMG lamenta que ainda haja muitos profissionais atuando em cooperativas sem conhecimento da doutrina. “Os formandos da UFV possuem um cabedal próprio para atuarem como agentes pedagógicos para o grupo que desconhece nossa utilidade, e não sabe de onde viemos, por onde passamos, onde estamos e nem o que pretendemos para o futuro”, compara.

Cursos tecnológicos: o que são? - Os cursos superiores de tecnologia ou graduações tecnológicas são cursos de graduação plena como quaisquer outros de licenciatura ou bacharelado. Seus diplomas têm validade nacional. Em geral, eles têm menor duração (em média, entre dois e três anos) e a formação é focada em desenvolver competências profissionais mais específicas, voltadas para demandas do mercado de trabalho. De acordo com o último Censo da Educação Superior, as matrículas na modalidade cresceram quase 10% entre 2017 e 2018, e já representam 21% do total de ingresso. São mais de 1 milhão de alunos em cursos superior de tecnologia em todo o país.

Universidade Federal de Viçosa (UFV)

- Cooperativismo

• Modalidade: Bacharelado

• Presencial

• 3.270 horas

• 4 anos e meio

• Público

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

- Gestão de Cooperativas

• Modalidade: Tecnológico

• Presencial

• 1.840 horas

• 3 anos

• Público

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

- Gestão de Cooperativas

• Modalidade: Tecnológico

• 1.900 horas

• 3 anos

• Público

Centro Universitário de Maringá (Unicesumar)

- Gestão de Cooperativas

• Modalidade: Tecnológico

• A distância

• 1.880 horas

• 2 anos

• Particular

Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijui)

- Gestão de Cooperativas

• Modalidade: Tecnológico

• Presencial

• 1.650 horas

• 2 anos e meio

• Particular

Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

- Gestão de Cooperativas

• Modalidade: Tecnológico

• A distância

• 1.680 horas

• 2 anos

• Particular

Faculdade Unimed

- Gestão de Cooperativas

• Modalidade: Tecnológico

• Presencial

• 2.040 horas

• 2 anos e meio

• Particular

(Revista Saber Cooperar)

 

IBGE: Indústria paranaense tem o maior crescimento do País

ibge 12 02 2020A produção industrial paranaense cresceu 5,7% em 2019 no comparativo com o ano anterior, maior evolução do País, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas oito dos 15 locais pesquisados variaram positivamente entre os dois anos, enquanto a indústria nacional recuou 1,1%.

Novembro/dezembro - Na variação mensal entre novembro e dezembro de 2019, o setor cresceu 4,8% no Paraná, também o maior resultado do Brasil. Nesse índice apenas o Pará (2,9%) e a Região Nordeste (0,3%) registraram crescimento, enquanto o acumulado nacional apontou recuo de 0,7%. Já entre dezembro de 2019 e dezembro de 2018, a indústria local cresceu 2,5% e se posiciona entre os melhores resultados neste indicador.

Força econômica - Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o desempenho industrial paranaense resulta da capacidade técnica, de pessoal e de investimento do setor. “É um número que mostra a força econômica do Paraná e se sobressai no setor no País. A indústria é importante porque emprega muito e é a base da evolução tecnológica”, afirmou. “O crescimento do setor é um termômetro da confiança do setor empresarial e de como o Estado evolui rapidamente”.

Projetos privados - O governador destacou, ainda, a atração de R$ 23 bilhões em projetos privados para o Estado em 2019, o que tende a aumentar o volume da produção industrial nos próximos anos. Neste ano já foi anunciado um investimento de R$ 650 milhões da Prati-Donaduzzi em uma nova planta em Toledo, no Oeste. “Para manter esse ritmo econômico há um esforço de todo o Governo do Estado em atrair investimentos, gerar empregos, descomplicar os trâmites burocráticos e aumentar a nossa capacidade produtiva”, complementou Ratinho Junior.

Maior desde 2011 - O resultado acumulado do ano (5,7%) é o maior do Paraná desde 2011, quando a indústria cresceu 11,2% em relação a 2010. Nos últimos oito anos foram quatro índices negativos (2012, 2014, 2015 e 2016). Em 2018, contra igual período de 2017, o resultado foi de 1,4%.

Maiores avanços - Os maiores avanços do ano passado foram em veículos automotores, reboques e carrocerias (25,7%), máquinas e equipamentos (9,5%), alimentos (8,8%), produtos de metal (7,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,3%). Nos setores automotivo e alimentício, bases consolidadas da economia estadual, os índices paranaenses também foram os maiores do País. No Brasil, os crescimentos foram de 2,1% e 1,6%, respectivamente.

Veículos - A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias também conquistou o maior resultado acumulado dos últimos oito anos (entre janeiro e dezembro). A fabricação de alimentos alcançou resultado ainda mais expressivo nessa mesma base comparativa: o crescimento de 8,8% em relação a 2018 é o maior de toda a série histórica do IBGE, desde 2002.

Dinamismo - O pesquisador Julio Suzuki Júnior, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), aponta que os resultados do Estado são reflexos do dinamismo local. “A diferença entre os resultados do Paraná e do Brasil reflete o alto patamar de produtividade, inovação e investimento de várias atividades industriais do Estado, abrangendo desde o ramo automotivo até a agroindústria”, destacou. “O desempenho paranaense é surpreendente não apenas por conta do resultado do exercício completo de 2019, mas devido também à pujança apresentada no final do ano passado, quando a maioria dos estados apresentou números desfavoráveis”.

Outros estados - Além do Paraná, registraram crescimento industrial no acumulado do ano Amazonas (4%), Goiás (2,9%), Rio Grande do Sul (2,6%), Rio de Janeiro (2,3%), Santa Catarina (2,2%), Ceará (1,6%) e São Paulo (0,2%).

PIB do setor - O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria paranaense cresceu 2,3% no acumulado dos três primeiros trimestres de 2019, segundo o Ipardes. Também houve crescimento de 1,89% no 3º trimestre na comparação com o mesmo período de 2018. A projeção do instituto para o PIB estadual de 2019, com todos os setores econômicos, é de crescimento de 0,7%.

Variação mensal também foi a mais elevada do País - O Paraná também apontou o avanço mais elevado do País no mês de dezembro em relação a novembro, com crescimento de 4,8%. A evolução do Estado interrompeu ciclo de duas quedas (outubro e novembro) e foi o maior índice do ano, que teve oito variações positivas mês a mês. Pará (2,9%) e a Região Nordeste (0,3%) também registraram índices positivos nesse comparativo.

Oscilação positiva - Em relação a dezembro de 2018, o Paraná oscilou positivamente em 2,5%, quinto melhor resultado do País, atrás de Amazonas (12,2%), Ceará (4,5%), Rio de Janeiro (4,5%) e Região Nordeste (3,8%). Espírito Santo (-24,8%) e Minas Gerais (-13,6%) assinalaram os recuos mais intensos nesse contexto.

Produção nacional recua 1,1% - Após dois anos de expansão, a produção industrial brasileira recuou 1,1% em 2019, na comparação com o ano anterior. Em 2018, a indústria havia crescido 1%. Nos últimos dez anos, foram cinco altas (2010, 2011, 2013, 2017 e 2018) e cinco baixas (2012, 2014, 2015, 2016 e 2019).

Atividades - Segundo o IBGE, entre as dez atividades que apontaram ampliação na produção, as principais influências foram registradas por produtos alimentícios (1,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), produtos de metal (5,1%) e bebidas (4%).

Quedas - As maiores quedas foram das indústrias extrativas (-9,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,1%), equipamentos de transporte (-9,0%), produtos de madeira (-5,5%) e celulose, papel e produtos de papel (-3,9%).

Recuo - Em dezembro do ano passado, a produção industrial nacional recuou 0,7% em relação ao mês anterior. Em relação a dezembro de 2018, a indústria caiu 1,2%. Com esses resultados, o setor industrial recuou tanto no fechamento do quarto trimestre de 2019 (0,6%), como no acumulado do segundo semestre do ano (0,9%), contra iguais períodos do ano anterior. (Agência de Notícias do Paraná)

 

CARNES I: Brasil embarca 112,4 mil toneladas de carne de frango na primeira semana do mês

carnes I 12 02 2020As exportações brasileiras de carne de frango in natura, somaram 112,4 mil toneladas na primeira semana de fevereiro. Com cinco dias úteis, a média diária de embarque foi de 22,5 mil toneladas, 64% maior que a média registrada no mês de janeiro, que ficou em 13,7 mil toneladas por dia.

Desvalorização - Em relação à média paga por tonelada houve ligeira desvalorização na comparação em janeiro. No primeiro mês do ano o valor pago por tonelada embarcada era de US$ 1617,43, passando para US$ 1617,43 na primeira semana do mês, queda de 4,7%. No total na primeira semana as exportações somaram US$ 173,3 milhões.

Comparação - Em relação a fevereiro de 2019, o volume registrou alta enquanto o média de preço também registrou desvalorização. A média embarcada registrada no mesmo mês do ano passado 14,5 mil toneladas, ou seja, crescimento de 55,4% em volume diário.

Valor - Em fevereiro de 2019 a média do preço pago por tonelada foi de US$ 1598,18, tendo uma desvalorização de 3,5% neste fevereiro de 2020.

Resultados gerais - Na primeira semana de fevereiro de 2020, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,160 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,151 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 4,656 bilhões e importações de US$ 3,495 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 19,096 bilhões e as importações, US$ 19,670 bilhões, com saldo negativo de US$ 575 milhões e corrente de comércio de 38,766 bilhões. (Avicultura Industrial)

 

CARNES II: Brasil embarca 20,3 mil toneladas de carne suína na primeira semana de fevereiro

carnes II 12 02 2020As exportações brasileiras de carne suína in natura, somaram 20,3 mil toneladas na primeira semana de fevereiro. Com cinco dias úteis à média diária de embarque foi de 4,1 mil toneladas, 50,9%maior que a média registrada no mês de janeiro, que ficou em 2,7 mil toneladas por dia. Em relação à média paga por tonelada houve ligeira desvalorização na comparação em janeiro. No primeiro mês do ano o valor pago por tonelada embarcada era de US$ 2572,27, passando para US$ 2481,33 na primeira semana do mês, queda de 3,5%. No total na primeira semana as exportações somaram US$ 50,4 milhões.

Altas - Já em relação a fevereiro de 2019, tanto o volume quanto os valores monetários registraram altas. A média embarcada registrada no mesmo mês do ano passado 2,3 mil toneladas, ou seja, crescimento de 77,2% em volume diário.

Média de preço - Em fevereiro de 2019 a média do preço pago por tonelada foi de US$ 1977,75, tendo uma valorização de 25,5% neste fevereiro de 2020.

Resultados gerais - Na primeira semana de fevereiro de 2020, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,160 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,151 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 4,656 bilhões e importações de US$ 3,495 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 19,096 bilhões e as importações, US$ 19,670 bilhões, com saldo negativo de US$ 575 milhões e corrente de comércio de 38,766 bilhões. (Suinocultura Industrial)

 

CÂMBIO: Dólar fecha a R$ 4,326, no maior nível desde criação do real

cambio 12 02 2020Em mais um dia de oscilações no câmbio, o dólar subiu novamente e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta terça-feira (11/02), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,326, com alta de R$ 0,006 (+0,13%).

Inversão de tendência - A divisa, que tinha caído na segunda-feira (11/02), começou o dia em baixa, mas inverteu a tendência e passou a subir a partir do início da tarde. Na máxima do dia, por volta das 15h30, a cotação chegou a R$ 4,338. Desde o começo do ano, o dólar acumula valorização de 7,81%.

BC - O Banco Central (BC) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Hoje, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. O leilão faz parte da rolagem de US$ 13 bilhões de swap que venceriam daqui a dois meses.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Depois três sessões seguidas de queda, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), que ontem tinha fechado no menor nível em quase dois meses, voltou a subir. O indicador encerrou esta terça-feira aos 115.370 pontos, com forte alta de 2,49%.

Nível global - Nos últimos dias, o dólar subiu em nível global, principalmente diante das moedas de países emergentes, depois da divulgação da geração de emprego em janeiro nos Estados Unidos. No mês passado, a maior economia do planeta criou 225 mil vagas de trabalho, número superior à previsão de 158 mil novos postos.

Aumento de juros - O bom desempenho do mercado de trabalho norte-americano abre espaço para eventuais aumentos de juros pelo Federal Reserve (FED), banco central dos Estados Unidos. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

China - Na China, o receio de que o surto de coronavírus traga impactos para a segunda maior economia do planeta continua a afetar o mercado financeiro. O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China. No entanto, o anúncio de um caso de cura em um britânico animou as bolsas de valores em todo o planeta, por causa da perspectiva de que o impacto sobre a economia global seja menor que o esperado.

Fatores domésticos - Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima. (Agência Brasil, com informações da PBS, emissora pública de televisão norte-americana)

 

VAREJO: Comércio fecha ano com alta de 1,8% nas vendas

varejo 12 02 2020O comércio varejista brasileiro fechou 2019 com um crescimento de 1,8% no volume de vendas. O dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (12/02), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Resultado inferior - O ano passado foi o terceiro consecutivo em que o varejo teve alta. No entanto, apresentou resultado inferior aos de 2018 (alta de 2,3%) e 2017 (2,1%).

Atividades - Sete das oito atividades do varejo encerraram 2019 com alta. A exceção ficou com o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que recuou 20,7% em relação ao ano anterior.

Destaques - Entre as atividades em alta, destacam-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (6%) e móveis e eletrodomésticos (3,6%).

Crescimento - Também tiveram crescimento equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,8%), combustíveis e lubrificantes (0,6%), supermercados, alimentos, bebidas e fumo (0,4%), tecidos, vestuário e calçados (0,1%).

Varejo ampliado - Considerando-se o varejo ampliado, que também inclui comércio de veículos e materiais de construção, 2019 registrou alta mais expressiva (3,9%) devido aos avanços de 10% no segmento de veículos, motos, partes e peças e de 4,3% nos materiais de construção.

Receita nominal - Em relação à receita nominal, o varejo teve expansão de 5%. O varejo ampliado encerrou 2019 com receita 6,4% maior.

Dezembro - Na passagem de novembro para dezembro, o comércio varejista teve queda de 0,1% no volume de vendas e alta de 0,6% na receita nominal.

Volume de vendas - Já o varejo ampliado apresentou queda de 0,8% no volume de vendas e manteve sua receita estável.

Comparação - Na comparação com dezembro de 2018, o varejo teve altas de 2,6% no volume e de 6,6% na receita. O varejo ampliado, por sua vez, anotou crescimentos de 4,1% no volume e de 7,2% na receita. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Plano prevê investimento de R$ 2,3 tri em energia

infraestrutura 12 02 2020O governo prevê crescimento de 2,9% da economia até 2029 e, para isso, terá de adicionar capacidade de geração de energia equivalente a quatro usinas de Itaipu para suportar esse desempenho. É o que mostra o Plano Decenal de Expansão Energética (PDE) assinado nesta terça-feira (11/02) pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Investimento - De acordo com o ministro, esse novo planejamento exigirá investimentos de R$ 2,3 trilhões para a ampliação da capacidade instalada, 74% concentrados na exploração de petróleo e gás.

Críticas - Sob críticas de empresários das chamadas energias limpas, o plano acentua ainda mais a queda do peso das fontes renováveis. Cerca de R$ 1,7 trilhão do investimento total projetado será destinado à ampliação da capacidade de exploração de petróleo e ao gás.

Queda - Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do ministério, Reive Barros, o peso das fontes renováveis cairá de 83% para 80% (sob a óptica da capacidade instalada) e continuará no patamar de 48%, levando em conta a oferta interna de energia.

Patamar suficiente - Para ele, esse é um patamar suficiente para que o país cumpra os termos do Acordo de Paris e de outros protocolos de redução de emissões de carbono. Ainda de acordo com o documento, o peso das hidrelétricas passará de 58% para 42% do total da capacidade instalada do sistema até 2029.

Petróleo e gás - Embora fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa cresçam bastante no período, a produção de petróleo e gás deve extrapolar a média registrada na década passada. Segundo o secretário, o país deve passar a ocupar a quarta posição como maior produtor de petróleo. No ano passado, a média diária de produção foi de 2,8 milhões de barris. Em uma década, a projeção é de bater em 5,5 milhões.

Posição - Com essa marca, o país ultrapassará o Iraque e ficará atrás de EUA (líder mundial), Rússia e Arábia Saudita. Ainda segundo o ministério, o país passará à condição de exportador, destinando 3,5 milhões de barris por dia ao mercado externo. Hoje, essa média é de 1,2 milhão de barris. (Valor Econômico)

 

CNI: Reclassificação de países em desenvolvimento por EUA é ilegal, diz Confederação

A decisão do governo norte-americano de retirar o status de país em desenvolvimento do Brasil e de mais 24 países em investigações comerciais é negativa e ilegal, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em nota, a entidade afirma que a decisão contrariou regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), por ter sido feita de forma unilateral.

Corte de privilégio - Na segunda-feira (10/02), os Estados Unidos anunciaram a medida, que na prática corta privilégio em exportações de economias em desenvolvimento. Com a mudança, o governo de Donald Trump tem maior margem para aplicar barreiras comerciais, como sobretaxas, a produtos brasileiros caso comprovem que as mercadorias são subsidiadas acima de um teto.

Sistema multilateral - Para a CNI, a decisão dos Estados Unidos reduz a importância do sistema multilateral de comércio. A confederação, que defende o fortalecimento da OMC, ressaltou que disputas comerciais não podem ser resolvidas isoladamente por um único país.

Alerta - Embora tenha classificado a medida do governo americano de pontual e específica, a CNI destacou que a decisão traz um alerta importante ao Brasil, ao aumentar o risco de que os Estados Unidos aprofundem a guerra comercial e promovam novas ações que podem prejudicar as exportações brasileiras.

Barreiras - Atualmente, os Estados Unidos impuseram barreiras às exportações de aço, de alumínio e de papel e celulose brasileiros. As novas regras, ressaltou a CNI, abre brecha para que o governo norte-americano amplie a sobretarifa sobre esses produtos e anunciem medidas antissubsídio que podem afetar outros setores da economia brasileira.

Legislação - A entidade pediu que o governo brasileiro e o Congresso Nacional atualizem a legislação de medidas de retaliação comercial para ampliar o conceito e os mecanismos de combate aos subsídios ilegais de exportações industriais promovidos por outras economias, especialmente de países asiáticos como China, Coreia do Sul e Vietnã. Os estudos para a nova legislação estão parados há sete anos no Poder Executivo.

Modelo econômico - Segundo a CNI, o modelo econômico adotado pela China dá subsídios às suas empresas desde a instalação até a produção e comercialização de seus produtos, criando condições artificiais de competição. Uma consequência disso é a perda de empregos em diversos setores da indústria para o país asiático, condições que, na avaliação da entidade, não existiriam num ambiente normal de concorrência.

Abdicação - Na rede social Twitter, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, escreveu que a decisão não afetará o Brasil. Isso porque não há nenhuma investigação de subsídios em curso nos Estados Unidos sobre produtos brasileiros nem previsão de que isso possa ocorrer no futuro próximo. Segundo ele, por causa das medidas de redução de subsídios e de intervenções estatais, o Brasil está usando a mudança a seu favor na construção de uma nova relação estratégica com o governo norte-americano. (Agência Brasil)


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