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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4761 | 11 de Fevereiro de 2020

CRÉDITO RURAL: Mais de 50% dos recursos da safra 2019/20 foram aplicados até janeiro

credito rural destaque 11 02 2020Levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec), com base nos dados do Banco Central, mostra que, dos R$ 225,59 bilhões anunciados pelo governo federal para a safra 2019/20, R$ 119,6 bilhões foram aplicados até o mês de janeiro de 2020. O montante representa 53% do total. A maior parte dos recursos, ou seja, 28%, teve origem na poupança rural; 27% em recursos obrigatórios; 24% em recursos com taxas livres; 9% no BNDES equalizável, 11% em fundos constitucionais e 1% em outras fontes.

Cooperativas - Ainda de acordo com a Getec, de julho de 2019 até janeiro de 2020, as cooperativas brasileiras captaram R$ 9,09 bilhões, sendo a maior parte destinados à industrialização, ao custeio e à comercialização. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 5, 74 bilhões, principalmente em industrialização e custeio.

Captação total - Verifica-se também que a captação total de recursos na política do crédito rural se manteve estável em janeiro da safra atual (2019/2020) em relação ao mesmo período referente às três safras anteriores (2016/2017, 2017/2018, e 2018/19).

 

credito rural folder 11 02 2020

 

FORMAÇÃO I: Sescoop/PR testa nova metodologia em curso para multiplicadores

Vinte e cinco profissionais do Sistema Sicoob participam de curso de formação de multiplicadores do cooperativismo, que teve início na manhã desta terça-feira (11/02) e segue até sexta-feira (14/02), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. A turma é a primeira a conhecer a nova metodologia para multiplicação do conhecimento sobre o cooperativismo, desenvolvida em parceria pelo Sescoop Nacional e Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), com a empresa Educare Consultoria e Desenvolvimento. O projeto, que passa pelos ajustes finais, deve ser lançado em abril.

Norte - Segundo a analista técnica do Sescoop/PR, Eliane Lourenço Goulart, a nova metodologia pedagógica vai nortear as ações de apresentação do cooperativismo aos diversos públicos, com orientações aos agentes multiplicadores das cooperativas. “Baseada na metodologia andragógica (educação para adultos), os profissionais das cooperativas terão linhas diferenciadas para atuar junto a cinco públicos: cooperados, novos cooperados, funcionários, empresas parceiras e conselheiros”, explicou. O curso é ministrado pela instrutora Nara Liane Silveira, diretora da Educare Consultoria e Desenvolvimento.

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FORMAÇÃO II: Programa inicia módulo sobre Compliance e Auditoria Interna

Teve início, na manhã desta terça-feira (11/02), em Curitiba, mais um módulo do Programa de Formação de Auditores Internos, com a participação de 35 profissionais de 12 cooperativas paranaenses. A programação tem como tema Compliance e Auditoria Interna. Uma das instrutoras é a professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Jacqueline Leoni, que começou sua explanação tratando sobre governança. As atividades prosseguem até esta quarta-feira (12/02), no Hotel San Juan.

O Programa - O Programa de Formação de Auditores Internos foi lançado pelo Sistema Ocepar no final de 2018. Ao todo, são 144 horas/aula distribuídas em onze módulos. Os dois primeiros foram realizados entre o final de 2018 e o começo de 2019. Um módulo de formação inicial destinado a profissionais que atuam em todos os ramos do cooperativismo paranaense ocorreu nos dias 21 e 22 de maio do ano passado. Os demais são voltados a representantes das cooperativas agropecuárias.

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RÁDIO: Cobertura do Show Rural está disponível no Portal Paraná Cooperativo

radio 11 02 2020Quer saber tudo o que aconteceu na Casa Paraná Cooperativo durante o Show Rural Coopavel? A reportagem da Rádio Paraná Cooperativo marcou presença nos cinco dias de evento. Conversou com cooperados que visitaram o espaço, entrevistou palestrantes, fez um giro pelas cooperativas de crédito expositoras, ouviu dirigentes e empresas parceiras. Clique aqui e ouça a cobertura completa! Saiba mais em www.paranacooperativo.coop.br.

 

AGRONEGÓCIO: Saiba o que é VBP (Valor Bruto de Produção Agropecuária)

agronegocio 11 02 2020Você sabe o que é Valor Bruto de Produção Agropecuária, conhecido pelas letras VBP? Quem explica é o Maiko Zanella, analista técnico da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Organização das Cooperativas do Paraná, a Ocepar (Getec). Segundo Zanella, o VBP mostra a evolução das lavouras dentro das propriedades, ou seja, o valor recebido pelo produtor. Ouça aqui!

 

COAMO: Cooperativa tem receitas globais de R$ 13,97 bi e Gallassini é reeleito presidente do Conselho de Administração

A Coamo Agroindustrial Cooperativa realizou, nesta segunda-feira (10/02), em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), a 50ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), para prestação de contas do Conselho de Administração relativo ao exercício 2019. Os associados aprovaram as receitas globais no valor de R$ 13,97 bilhões e, a partir do dia 11, irão receber o montante de R$ 361,67 milhões nos entrepostos da cooperativa nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, como resultado da sua movimentação no abastecimento de insumos e entrega da produção no ano passado.

Governança - Em outubro de 2019, os associados aprovaram a nova estrutura organizacional da Coamo e na AGO eles reelegeram o engenheiro agrônomo e idealizador da cooperativa, José Aroldo Gallassini, para presidente do Conselho de Administração 2020/2024. A mudança visa modernizar a administração da Coamo que irá completar 50 anos de fundação no dia 28 de novembro deste ano.

Composição - O novo Conselho de Administração eleito tem a seguinte composição - Presidente do Conselho: José Aroldo Gallassini, membros vogais: Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Wilson Pereira de Godoy, Rogério de Mello Barth e Adriano Bartchechen. Foram eleitos para a gestão 2020 do Conselho Fiscal os associados Ricieri Zanatta Neto, Diego Rogério Chitolina e Jonathan Henrique Welz Negri (Membros Efetivos); Eder Ricci, Clóvis Antonio Brunetta e Jorge Luiz Tonet (Membros Suplentes).

Diretoria Executiva - Na oportunidade foi apresentado por Gallassini a nova diretoria executiva dentro do novo modelo de governança na cooperativa, composta pelo presidente executivo Airton Galinari, diretor Administrativo e Financeiro Antonio Sérgio Gabriel, diretor Comercial Rogério Trannin de Mello, diretor Industrial Divaldo Correa, diretor de Logística e Operações Edenilson Carlos de Oliveira, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica Aquiles de Oliveira Dias.

Desempenho - “O faturamento da Coamo em 2019 não foi maior devido quebras na produção das culturas de soja e trigo”, comenta Gallassini. Contudo, o Patrimônio Líquido atingiu um montante de R$ 5,56 bilhões, representando um crescimento de 8,8% em relação ao ano anterior. Os principais índices foram: liquidez corrente 2,29; liquidez geral 1,55; margem de garantia 225,84% e o grau de endividamento 44,28%. A Coamo gerou e recolheu o montante de R$ 382,32 milhões em impostos, taxas e contribuições sociais.

Investimentos - Em 2019 o total de investimentos da Coamo foi de R$ 565,17 milhões em indústrias, entrepostos, terminais portuários e áreas de apoio, que foram modernizadas e ampliadas. Destaca-se como relevante a inauguração de um moderno e amplo complexo industrial em Dourados – MS

Recebimento - As safras recebidas em 2019 foram uma das maiores da história da Coamo. O recebimento ocorreu em 110 unidades e a capacidade estática de armazenagem passou para 5,62 milhões de toneladas a granel e 969,28 mil toneladas de ensacados, totalizando 6,59 milhões de toneladas. Com esta estrutura, a Coamo recebeu 7,48 milhões de toneladas de produtos, correspondente a 3,1% da produção brasileira de grãos.

Industrialização - Em 2019, foram industrializados 1,60 milhão de toneladas de soja; 196,15 mil toneladas de trigo; 3,95 mil toneladas de café beneficiado e 4,97 mil toneladas de algodão em pluma, no Parque Industrial da Coamo, composto por onze indústrias, sendo três para o processamento de soja, duas refinadoras de óleo vegetal, uma fábrica de margarina, uma de gordura vegetal hidrogenada, uma torrefadora e moagem de café, uma fiação de algodão e dois moinhos de trigo. As receitas com os Alimentos Coamo foram de R$ 1,17 bilhão, representando um crescimento de 9,9% em relação ao ano anterior.

Exportação - A Coamo atingiu recorde em volumes exportados, num total de 4,81 milhões de toneladas de produtos, atingindo o faturamento de US$ 1,49 bilhão, posicionando-se como uma das maiores exportadoras do Brasil.

Ano positivo - A cooperativa encerrou o ano com 29.115 associados e 7.938 funcionários efetivos. “Podemos considerar 2019 um bom ano para as atividades da cooperativa, que graças a participação do seu quadro social nas operações disponibilizadas, proporcionou os bons resultados apresentados, aliados à dedicação de funcionários. Assim, estendemos nossos agradecimentos a todos que, direta ou indiretamente contribuíram pelos bons resultados desse ano. E a Deus por mais um ano à frente das atividades da Coamo, juntamente com nossos diretores, conselheiros, associados, funcionários, demais colaboradores e familiares”, comenta o José Aroldo Gallassini, reeleito presidente do Conselho de Administração para o período 2020/2024. (Imprensa Coamo)

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SICREDI: Instituição financeira cooperativa registra R$ 188 milhões em negócios no Show Rural

Com público de 300 mil pessoas e volume de negócios de R$2,5 bilhões, a 32ª edição do Show Rural Coopavel, terminou no último dia 7 em Cascavel (PR), confirmando a força do agronegócio na economia brasileira. Os números positivos também foram sentidos pelo Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, que durante a feira registrou mais de 760 propostas de financiamento protocoladas e um volume de negócios de R$ 188 milhões.

Oportunidade - De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias, a feira é uma oportunidade para estar ainda próximo do associado oferecendo as melhores soluções financeiras. “O Show Rural é o local onde o nosso associado está para buscar melhorias para sua propriedade e para a sua vida. Por isso sempre nos preparamos para o atendimento mais eficiente, apresentando novidades que melhoram o relacionamento”, afirma.

Melhorias - Esse ano o Sicredi implementou melhorias no atendimento das demandas de crédito, operando de maneira 100% online. Com o novo sistema, o pedido de financiamento era feito do estande ou mesmo da revenda de maquinário. O aplicativo era acessado pelo colaborador Sicredi que estava em contato direto com produtores rurais e vendedores de maquinário agrícola, veículos e demais tecnologias, agilizado a solicitação. “A cada ano procuramos trazer mais agilidade pensando sempre na experiência do nosso associado. Com o sistema online, todo o fluxo se torna mais rápido e fácil para o interessado no crédito, engrossando o volume de negócios da instituição”, explica Farias.

Impacto do cooperativismo - Os benefícios gerados pelo cooperativismo na economia brasileira foi tema do Encontro com Jornalistas realizado pelo Sicredi durante o Show Rural Coopavel. Durante o evento, o presidente nacional do Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, repercutiu a recente pesquisa divulgada Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O estudo destacou que 1,4 mil municípios de todo o país, que passaram a contar com uma ou mais cooperativas, entre 1994 e 2017, registraram um impacto agregado de mais de R$ 48 bilhões em um ano.

Fomento - No campo, o cooperativismo também atua diretamente no fomento ao produtor rural. O Sicredi é reconhecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como agente financeiro com maior volume de operações de investimento contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de ser a segunda maior instituição financeira em liberação de crédito rural do país, segundo ranking “Maiores e Melhores” da revista Exame.

Desenvolvimento sustentável - “O Sicredi atua baseado nos ideais e princípios dos fundadores do cooperativismo. Todo o trabalho é realizado para o desenvolvimento dos associados e das comunidades de maneira sustentável. Desta forma, investimos para o crescimento econômico e uma sociedade mais justa e colaborativa”, finaliza Dasenbrock.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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COAGRU: Associados participam do Show Rural

Com a finalidade de fomentar a difusão de tecnologias proporcionando o desenvolvimento econômico e social de seus cooperantes, a Coagru todos os anos organiza caravanas para visitar o Show Rural, em Cascavel (PR), evento que permite o acesso a inovações importantes relacionadas ao agronegócio, sendo considerado a maior feira do agronegócio da América Latina e uma das maiores vitrines do agronegócio no mundo.

Casa Paraná Cooperativo - Neste ano, a feira ocorreu de 3 e 7 de fevereiro e a Coagru esteve presente com a participação de seus associados, familiares e funcionários. Uma das novidades dessa edição foi a inauguração da “Casa Paraná Cooperativo” um espaço dedicado ao cooperativismo paranaense e que serve de ponto de apoio para as cooperativas. As comitivas da Coagru foram recepcionadas pela equipe da Ocepar e participaram de uma mini palestra onde puderam conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pela entidade. Na sequência, visitaram os demais atrações e estandes do Show Rural. Além dos cooperados, diversos profissionais da cooperativa participaram de fóruns e palestras que aconteceram também na Casa Paraná Cooperativo. (Imprensa Coagru)

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BRDE: Governador lança programa de aceleração de startups e assina contratos com cooperativas

Na quinta-feira passada (06/02), o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, cumpriu agenda no estande do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

Edital - A solenidade contou com o lançamento do edital de abertura do Programa BRDE Labs, a assinatura de contratos com diversas cooperativas paranaenses totalizando mais de R$80 milhões e a assinatura do termo de compromisso de reativação de um frigorífico na cidade de Umuarama no valor de R$30 milhões.

Fomento - Para o governador do Paraná, Ratinho Junior, o BRDE vem fomentar novas startups brasileiras ligadas ao agronegócio e a indústria 4,0, trazendo inovação e desenvolvimento para o Estado. “É fundamental oferecer ferramentas para se produzir cada vez mais e o BRDE em parceria com a Hot Milk- a aceleradora de startups da PUCPR - irá investir neste projeto de capacitação e orientação destas empresas para lançá-las no mercado”, destacou.

Relevância - Segundo o diretor de operações do BRDE, Wilson Bley Lipsky, oferecer apoio às cooperativas paranaenses por meio da assinatura desses contratos é de extrema relevância para o desenvolvimento do setor agrícola. “O Show Rural traduz esse momento de crescimento e fortalecimento das cooperativas por meio de soluções de crédito do banco”, ressalta.

Termo de compromisso - Durante o evento também foi assinado pelo governador do estado e o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, o termo de compromisso de reativação de um frigorífico de aves, em Umuarama, a Plusval, que é uma fusão das empresas C.Vale e Pluma. A operação deve iniciar ainda no primeiro semestre deste ano. “Serão gerados mais de dois mil empregos diretos neste frigorífico o que vem contribuir para o aumento da receita do município e da região noroeste” conclui.

BRDE Labs - Dentro do Programa, ocorrerá o processo de aceleração das startups, aproximando-as das instituições de ensino e de potenciais clientes, além de fomentar a inovação no Paraná, sempre com o apoio e mentoria de representantes de cooperativas agroindustriais paranaenses, como Lar, Frimesa, Coopavel, CVale, Copacol, Castrolanda, Cocari, Cocamar e Integrada e empresas como a Angelus.

Fases - O diretor da aceleradora Hot Milk da Pontifícia Universidade Católica (PUCPR), Fernando Luciano, o processo de desenvolvimento das startups selecionadas consiste em duas fases: a produt lab e a business lab. A Produt lab - laboratório de produto – é o desenvolvimento inicial em relação ao tipo de produto apresentado e o mercado que irá atuar. Nesta etapa, as startups recebem diversas mentorias da Hot Milk e das cooperativas do Estado. Já a segunda etapa é de business lab - laboratório de negócios - onde empresas já mais amadurecidas necessitam de soluções para vendas e de marketing dos seus produtos.

Fundos de investimentos - Com o processo de aceleração concluído, as startups consolidadas dentro da aceleradora serão apresentadas para os fundos de investimentos em que o BRDE é cotista. Além disso, ao final dos trabalhos, um dos principais objetivos é que as empresas selecionadas apresentem soluções para os desafios indicados pelas cooperativas do Paraná que participarão do BRDE Labs.

Duração - O projeto tem duração de dez meses. As inscrições podem ser efetuadas por meio do site www.brdelabs.com.br até o mês de abril. (Assessoria de Imprensa do BRDE)

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CRÉDITO: Cada R$ 1 de crédito cooperativo gera R$ 2,45

credito 11 02 2020A concessão de R$ 1 de crédito cooperativo gera R$ 2,45 para a economia brasileira, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Encomendado pelo Sicredi, que atua na área do crédito cooperativo, o trabalho foi apresentado na semana passada ao diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Souza. O estudo aponta também que esse volume decorrente dos empréstimos tem impactos concretos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o mercado de trabalho e a abertura de empresas.

Movimentação - Entre 2012 e 2018, as cooperativas concederam R$ 8,58 bilhões em empréstimos, o que movimentou um total de R$ 20,99 bilhões na economia brasileira, de acordo com o levantamento. “Os efeitos positivos são potencializados pelas características peculiares da organização e operação das cooperativas de crédito, que se inserem de forma mais ativa e participativa na vida das comunidades”, diz a Fipe.

PIB per capita - O trabalho indica, por exemplo, que o crédito cooperativo impulsiona o PIB per capita. De 2002 a 2016, nas cidades com pelo menos uma cooperativa, o indicador cresceu em média R$ 1.081 a mais do que nos demais municípios. Isso representa uma diferença de 5,6%, já corrigida a inflação.

Mercado de trabalho - No caso do mercado de trabalho, a população em idade ativa empregada formalmente era 6,2% maior nas cidades em que havia esse tipo de crédito. Além disso, cada R$ 35,8 mil concedidos via cooperativas geram um posto de trabalho, nas estimativas da Fipe. Já o número de estabelecimentos comerciais era 15,7% maior nos municípios com cooperativa.

Dados - O levantamento avaliou dados de todas as cidades brasileiras entre 1994 e 2017, separando aquelas que têm pelo menos uma cooperativa das demais. Ao todo, aproximadamente 1,4 mil municípios contaram em algum momento do período com pelo menos uma instituição atuando no nicho. Todos os números foram, na sequência, analisados conjuntamente com informações do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).

Metodologia - A metodologia adotada (diferenças em diferenças) é usada, por exemplo, pela Comissão Europeia para avaliar políticas públicas, segundo Pedro Ramos, economista-chefe do Sicredi. De acordo com ele, o trabalho foi feito de maneira a minimizar a influência de outros fatores, como a atuação dos bancos tradicionais, sobre as variáveis analisadas. O encerramento do estudo foi divulgado para o BC, que teve interesse em conhecer mais profundamente as conclusões, segundo o economista. (Valor Econômico)

 

CONAB: Mais um recorde histórico marca a safra de grãos com 251 milhões de toneladas

conab 11 02 2020A produção de grãos no Brasil novamente supera as previsões de boa safra, como mostram os resultados do quinto levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As lavouras de soja e milho, principalmente, impulsionam o volume total de grãos para mais um recorde histórico, com estimativa de 251,1 milhões de toneladas, uma variação de 3,8% sobre a safra passada e ganho de 9,1 milhões de toneladas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11/02), em Brasília.

Área total - Para área total, espera-se um incremento de 2,5%, alcançando cerca de 64,8 milhões de hectares e acréscimo de 1,6 milhão de ha. O que marca esta previsão são as boas condições climáticas que favorecem a recuperação das lavouras, abatidas na última temporada pela estiagem nos estados de maior produção. As culturas de primeira safra estão respondendo por 45,6 mil hectares, enquanto que as de segunda, terceira e de inverno, por 19,3 mil.

Soja - As lavouras de soja, que ocupam uma área 2,6% maior, começam a ser colhidas com uma boa produtividade, mantendo a tendência de crescimento das últimas safras. A produção estimada é de 123,2 milhões de toneladas da oleaginosa, o que também representa um recorde na série histórica, graças à melhoria da distribuição das chuvas que sacrificaram a semeadura no início do plantio de muitos estados. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a colheita já está 25% finalizada, enquanto que em Mato Grosso do Sul e Goiás está no estágio inicial.

Milho - A produção do milho de primeira, segunda e terceiras safras devem alcançar algo próximo a 100 milhões de toneladas, com um crescimento de 0,4%. A estimativa de área do milho primeira safra é de 4,25 milhões de hectares, 3,4% maior que o da safra 2018/19. O impulso deve-se às boas cotações do cereal no mercado. No Rio Grande do Sul, apesar do aumento de área, o rendimento deverá ser 1,8% menor, devido à estiagem que atinge a região. Na segunda safra, Mato Grosso já adiantou 20% da semeadura, bem à frente de outros estados. A expectativa é de um bom crescimento de área, graças à rentabilidade produtiva e às boas condições do tempo.

Algodão - Com relação ao algodão, que aproveita o espaço deixado pela colheita da soja, a expectativa é de um crescimento de 5,3% na área, chegando a cerca de 1,7 milhão de hectares. A produção também bate recorde da série histórica, alcançando 2,82 milhões de toneladas de pluma. Por sua vez, o caroço chega a 4,23 milhões de toneladas, com 1,6% de crescimento frente à safra passada.

Arroz - O arroz entra na relação de beneficiados pelas condições climáticas, inclusive nas lavouras do Rio Grande do Sul, estado que produz mais de 80% do consumo nacional, com um aumento de 0,6% e produção de 10,51 milhões de toneladas. Por outro lado, o feijão primeira safra perde 0,1% na área, alcançando 921,4 mil hectares, mas ganha 9,4% na produção com a ajuda da produtividade. A produção deve superar 1 milhão de toneladas. A segunda safra, que está em início de cultivo, deve ocupar a mesma área da safra passada de 1,4 milhão de hectares. (Conab)

 

 o Boletim completo do 5° Levantamento - Safra de Grãos 2019/2020

 

EMPREENDEDORISMO: Lançado Prêmio Juventude Rural Inovadora para América Latina e Caribe

empreendedorismo 11 02 2020Foi lançado, no dia 30 de janeiro, o Prêmio Juventude Rural Inovadora na América Latina e no Caribe. Podem participar jovem ou grupo de jovens de 18 a 35 anos de idade; nacionais e residentes de países da América Latina e do Caribe que tenham iniciativas inovadoras (como as Agtechs) com foco no desenvolvimento rural. São 8 categorias técnicas. Serão selecionadas vinte iniciativas finalistas que terão suas despesas pagas para participarem da Cerimônia de Premiação que acontecerá em Bogotá, no dia 4 de junho de 2020. Na cerimônia serão anunciados os 10 ganhadores, que receberão prêmio em dinheiro; programa de aceleração com 2 imersões presenciais, no Brasil e na Argentina; mentorias online; e eventos de difusão e reaplicação das iniciativas em outros países da América Latina e do Caribe (com despesas de viagem pagas); entre outros.

Fida- O prêmio é uma iniciativa do FundoInternacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). Desde sua criação, em 1977, o fundo se concentra na redução da pobreza rural, trabalhando com populações rurais pobres nos países em desenvolvimento para eliminar a pobreza, a fome e a desnutrição; no aumento de sua produtividade e renda e na melhoria de sua qualidade de vida. O Fida é uma instituição financeira internacional e uma agência especializada das Nações Unidas com sede em Roma. Já destinamos US $ 18,5 bilhões em doações e empréstimos com juros baixos a projetos que beneficiaram cerca de 464 milhões de pessoas. Em 2019, temos 39 projetos em andamento em 20 países da América Latina e do Caribe. Ao todo, são mais de US$ 1,8 bilhão investidos e 1,04 milhão de beneficiários diretos ao completarmos os projetos em andamento.

Cenário - Atualmente existem mais de 1,2 bilhão de jovens (15-24 anos) no mundo. Todas os dias, jovens enfrentam desafios para ingressar no mercado de trabalho e encontrar lugares decentes que garantam a estabilidade a longo prazo. Nas áreas rurais, os desafios se tornam mais complexos. Restrições ao acesso à terra, aos recursos naturais, à financiamento, à tecnologia, ao conhecimento, à informação e à educação dificultam a contribuição dos jovens para a economia rural. Poucos jovens podem permanecer nas áreas rurais e viver da agricultura. Geralmente, a única opção é migrar. Na América Latina e no Caribe, os jovens representam 25,3% da população e, em média, representam apenas 17,47% da população rural da região, conforme indica o gráfico abaixo em espanhol (Fida, 2019). Os dados mostram a saída dos jovens das áreas rurais e a necessidade de adicionar métodos de produção inovadores e conhecimentos realizados por e para eles. O Fida entende que investir na juventude é crucial para gerar um crescimento econômico rural sustentável. Portanto, à partir de 2019, pelo menos 50% de nossos projetos terão elementos que promovam o empoderamento da juventude rural. Os jovens estão mais dispostos a correrem riscos e estão mais aptos a inovar e adotar novas tecnologias. Essas habilidades serão fundamentais para a reforma do sistema alimentar e a adaptação ao desafio global da crise climáticas.

Serviço - As inscrições estão abertas até 29 de fevereiro de 2020, pelo site: https://premiojovenrural.org/pt/inscreva-se/. Mais informações no site do Prêmio: https://premiojovenrural.org/pt/br/. Dúvidas enviar e-mail para: premiorural@ifad.org.

 

INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná registram aumento em carga geral e granéis líquidos

infraestrutura 11 02 2020Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 3,44 milhões de toneladas de carga nos primeiros 31 dias do ano. Janeiro foi um mês de alta nos volumes de carga geral e granéis líquidos, tanto importação quanto exportação. Os terminais paranaenses apostam na multimodalidade e tiveram destaque no embarque de açúcar em saca, contêineres, óleo vegetal e derivados de petróleo.

Granéis sólidos - De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (10/02), pela empresa pública Portos do Paraná, mais de 55% da movimentação (1,9 milhão de toneladas) ainda é de granéis sólidos. No entanto, os maiores crescimentos são em embarques e desembarques de granéis líquidos (25% na comparação com o mesmo mês do ano anterior) e de carga geral (aumento de 19% no período).

Capacidade e estrutura - “Temos capacidade e estrutura para atender diferentes tipos de carga, com eficiência e agilidade. Isso é essencial porque garante que o porto mantenha a atividade, os empregos e os investimentos, sem depender de um único tipo de produto”, explica Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Essencial - “Essa multimodalidade foi essencial para alcançar a marca histórica de 53,2 milhões de toneladas movimentadas em 2019. Foi um ano com muita chuva, variações de câmbio e muita disputa no mercado internacional, o que teve impacto direto na exportação de soja, por exemplo”, completa.

Líquidos - No primeiro mês de 2020, os portos paranaenses movimentaram 610,37 mil toneladas de granéis líquidos. No mesmo mês do ano anterior foram 487.835 toneladas.

Maior aumento - Dentro desse segmento, os produtos que registram maior aumento são os derivados de petróleo, cujo volume exportado (103.528 toneladas) está 491% superior ao registrado em janeiro do ano passado (17.517 toneladas). Na importação, alta de 35%, passando de 275.884 toneladas em janeiro de 2019 para 371.518 toneladas em 2020.

Operadores - Os operadores desses produtos, pelo Porto de Paranaguá, são a CPA, CBL, Transpetro e Cattalini - sendo a última responsável por 43% das movimentações. Segundo o gerente da Cattalini, Lucas Cézar Guzen, quando se fala em derivados de petróleo trata-se, principalmente, de Diesel (S-10 e S-500) e gasolina, especialmente de importação. “Este é um mercado que ganhou corpo nos últimos anos, principalmente pautado pela política de preços que tem sido consistente e acompanhado o mercado internacional”, comenta Guzen.

Óleo vegetal - A movimentação dos óleos vegetais, principalmente de soja, foi de 27.548 toneladas no mês de janeiro. O volume é 6% maior que o registrado nos primeiros 31 dias de 2019. Esses produtos são exportados, principalmente para a Ásia.

Explicação - “A explicação para a exportação acentuada que tivemos no início do ano, diferente de anos anteriores, é que o preço do produto no mercado argentino, nosso principal concorrente nas exportações para o mercado asiático, estava superior ao preço brasileiro. Acaba-se, então, buscando o mercado brasileiro para suprir a demanda internacional”, afirma Guzen.

Consumidores - Os principais consumidores do óleo vegetal exportado pelo Porto de Paranaguá são China e Índia, de acordo com o gerente da Cattalini. Segundo ele, a expectativa para o ano, porém, é de redução na exportação dos óleos vegetais, motivada pelo aumento da mistura do biodiesel no óleo diesel, que previsto em decreto nacional (de 11 para 12%).

Compensação - Essa redução prevista, no entanto, não incomoda o operador. A redução prevista nas exportações do óleo de soja vem ao encontro ao aumento previsto nas importações do óleo metílico, o metanol, que é um dos principais produtos utilizados na fabricação do biodiesel. Lucas Guzen estima um aumento de cerca de 10% na movimentação do metanol (vindo, principalmente de Trinidad e Tobago, Chile, Venezuela e Argentina).

Meta - Considerando todos os líquidos que movimenta, a meta da empresa é alcançar 4,4 milhões de toneladas em 2020, volume quase 15,8% maior que o movimentado em 2019 (3,8 milhões). Motivados, principalmente, pelo aumento dos derivados de petróleo.

Carga geral - Em janeiro, os portos paranaenses movimentaram 917.855 toneladas de carga geral. O volume é 19% maior que o registrado no primeiro mês de 2019. Destaque para as exportações de açúcar em saca e na movimentação de contêineres, nos dois sentidos.

Primeiros dias - Nos primeiros dias do ano passado não houve nenhum embarque de açúcar ensacado. Este ano, porém, 25.077 toneladas foram exportadas para a África, gerando aumento de 17% para o segmento do açúcar em geral, mesmo o produto a granel tendo registrado queda de 10%.

Operação - A operação foi realizada pela Marcon, no Porto de Paranaguá. Segundo o gerente de operações da empresa, Jorge Maurício de Lemos, atualmente o ciclo de exportação dos ensacados não seguem mais o padrão de meses definidos. “As exportações do açúcar ensacado sempre ocorrem de abril até novembro. Porém, nos últimos anos, houve uma alteração devido às condições mercadológicas. Hoje o Brasil concorre com a índia, Tailândia, Paquistão e Vietnam, países mais próximos das áreas importadoras, cujos fretes marítimos são mais compensadores. Isso tem afetado nossos exportadores”, explica.

Principais destinos - África e Ásia são os principais destinos do produto que vem, principalmente, dos estados de São Paulo e do Paraná. Em saca, o açúcar exportado pelos portos paranaenses pode ser granulado ou refinado. Para 2020 é esperado um bom volume, considerando que a produção na Índia foi baixa, como afirma o representante da Marcon.

Contêineres - O Paraná conta hoje com a maior capacidade para movimentação de contêineres do Brasil. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimenta os mais diferentes produtos, com destaque para frango congelado na exportação e fertilizantes na importação.

Crescimento - Em janeiro deste ano, 74.976 TEUs (unidade de medida) foram importados e exportados via Porto de Paranaguá. O total é 20% maior que o movimentado em 2019, quando foram 62.617 TEU. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit de US$ 1,160 bi na 1ª semana de fevereiro

comercio exterior 11 02 2020Na primeira semana de fevereiro, que teve 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,160 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,151 bilhões — resultados de exportações no valor de US$ 4,656 bilhões e importações de US$ 3,495 bilhões.

Soma - No ano, as exportações somam US$ 19,096 bilhões e as importações, US$ 19,670 bilhões, com saldo negativo de US$ 575 milhões e corrente de comércio de 38,766 bilhões, informou a Secretaria Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (10/02).

Exportações - Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana de fevereiro deste ano (US$ 931,1 milhões) com a de fevereiro de 2019 (US$ 786,9 milhões), houve crescimento de 18,3%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+32,8%, de US$ 97,7 milhões para US$ 129,7 milhões, por conta, principalmente, de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ferro fundido, celulose, ouro em formas semimanufaturadas); básicos (+19,4%, de US$ 397,0 milhões para US$ 473,8 milhões, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, carnes de frango, bovina e suína, minério de ferro, algodão em bruto) e manufaturados (+12,1%, de US$ 292,2 milhões para US$ 327,6 milhões, por conta de óleos combustíveis, tubos flexíveis de ferro ou aço, centrifugadores e aparelhos para filtrar ou depurar, gasolina, bombas, compressores e ventiladores).

Janeiro - Em relação a janeiro deste ano, houve aumento de 41,9%, em virtude da expansão nas vendas de produtos básicos (+45,0%, de US$ 326,8 milhões para US$ 473,8 milhões), manufaturados (+41,6%, de US$ 231,4 milhões para US$ 327,6 milhões) e semimanufaturados (+32,1%, de US$ 98,2 milhões para US$ 129,7 milhões).

Importações - Nas importações, a média diária da 1ª semana de fevereiro de 2020, de US$ 699,1 milhões, ficou 10,8% acima da média de fevereiro de 2019 (US$ 631,1 milhões).

Gastos maiores - Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com farmacêuticos (+39,8%), plásticos e obras (+15,8%), equipamentos mecânicos (+11,7%), combustíveis e lubrificantes (+7,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+6,1%).

Queda - Ante janeiro de 2020, foi registrada queda de 4,9%, pelas diminuições nas compras de aeronaves e peças (-41,7%), siderúrgicos (-11,5%), equipamentos mecânicos (-11,5%), equipamentos eletroeletrônicos (-7,7%), instrumentos de ótica e precisão (-7,0%). (Valor Econômico)

 

ECONOMIA I: Publicada portaria que reajusta em 4,8% os benefícios do INSS

economia I 11 02 2020Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram reajustados em 4,48%, a partir de 1º de janeiro de 2020. Com isso, a partir de 1º de fevereiro de 2020, o salário de benefício e o salário de contribuição não podem ser inferiores a R$ 1.045,00 nem superiores a R$ 6.101,06.

Incidência - O reajuste atinge as pensões especiais pagas às vítimas da síndrome da talidomida, às pessoas atingidas pela hanseníase e aos benefícios de prestação continuada pagos pelo INSS correspondentes a aposentadorias, auxílio-doença e pensão por morte.

Portaria - A portaria que trata dos reajustes dos benefícios do INSS está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (11/02). Ela prevê ainda que o valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade, a partir de 1º de janeiro de 2020, é de R$ 48,62 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.425,56. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: Petrobras tem recorde na produção de petróleo e gás

economia II 11 02 2020A Petrobras registrou em 2019 uma média diária recorde de produção de petróleo e gás. Foram produzidos, em média, 2,77 milhões de barris de óleo equivalente (boe, medida que une barris de petróleo e metros cúbicos de gás).

Acima da meta - O volume ficou acima da meta de 2,7 milhões de boe diários e foi 5,4% superior ao registrado na média de 2018. Os números incluem a produção no Brasil (2,688 milhões de boe por dia) e no exterior (82 mil boe por dia). A produção de petróleo em 2019 ficou em 2,172 milhões de barris, dos quais 1,277 milhão de barris foram no pré-sal.

Último trimestre - No último trimestre do ano, a produção média diária atingiu 3,025 milhões de boe. Foi a primeira vez que a empresa rompeu a barreira de 3 milhões de boe por dia, em uma média trimestral.

Reservas - De acordo com a Petrobras, as reservas da empresa mantiveram-se em 9,59 bilhões de boe. A relação entre reservas provadas e produção é de 10,5 anos. O número não inclui ainda os ativos de Itapu e Búzios, adquiridos no leilão da Excedente da Cessão Onerosa. As informações foram divulgadas na noite desta segunda-feira (10/02), no Rio de Janeiro. (Agência Brasil)

 

INDÚSTRIA: Produção encerra 2019 com queda em sete locais

industria 11 02 2019A produção industrial caiu em sete dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. As principais quedas foram observadas nos estados de Minas Gerais (-5,6%) e Espírito Santo (-15,7%) e podem ser explicadas pela crise do setor extrativo.

Extrativa - A indústria extrativa foi afetada pela queda na produção de minério de ferro, em Minas Gerais, devido ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), no início de 2019. No Espírito Santo, a indústria sofreu impactos tanto do incidente em Minas Gerais quanto dos recuos na produção de óleos brutos de petróleo e gás natural e do setor de celulose.

Recuo - Também tiveram recuo na produção industrial a região Nordeste (-3,1%) e os estados da Bahia (-2,9%), Mato Grosso (-2,6%), Pernambuco (-2,2%) e Pará (-1,3%). Juntos, eles foram responsáveis pela queda de 1,1% na indústria nacional no ano de 2019.

Alta - Por outro lado, oito estados tiveram alta na produção, com destaque para o Paraná (5,7%). Outros locais com aumento na indústria foram Rio de Janeiro (2,3%), Amazonas (4%), Goiás (2,9%), Rio Grande do Sul (2,6%), Santa Catarina (2,2%), Ceará (1,6%) e São Paulo (0,2%).

Dezembro - Na passagem de novembro para dezembro do ano passado, 12 dos 15 locais tiveram queda na produção, com destaque para Rio de Janeiro (-4,3%) e Minas Gerais (-4,1%). Os três resultados positivos ficaram com Paraná (4,8%), Pará (2,9%) e região Nordeste (0,3%). (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: EUA retira Brasil de lista de países em desenvolvimento

internacional 11 02 2020O Departamento de Comércio dos Estados Unidos publicou nota nesta segunda-feira (10/02) na qual informa que retirou o Brasil da lista de países em desenvolvimento. Essa medida pode reduzir benefícios comerciais concedidos às nações que estão nessa categoria, como prazos mais longos para negociar, vantagens tarifárias e de acesso a mercados. As informações são do site “G1”.

Outros países - Além do Brasil, outros 18 países foram tirados da lista, como África do Sul, Índia e Colômbia. A medida também dará mais espaço para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, investigue casos de exportações subsidiadas em outros países.

Fatores - A nota informa ainda que a decisão leva em conta "fatores econômicos, comerciais e outros, como o nível de desenvolvimento de um país e a participação no comércio mundial."

Pedidos - Outro fator que motivou a decisão dos Estados Unidos, segundo a nota, foram os pedidos de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Viagem - Em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro viajou a Washington para pedir a Donald Trump apoio à entrada do Brasil na OCDE. Em troca, o presidente dos EUA disse que o país teria que "abrir mão" do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Indicadores - Ainda na nota oficial, o governo dos EUA destacou que não considerou indicadores de desenvolvimento social, como taxas de mortalidade infantil, analfabetismo e expectativa de vida ao nascer nascimento, como base para mudar o status dos países. (Valor Econômico)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Prioridade é reaproximação com Brasil, diz chanceler argentino

relacoes externas 11 02 2020A reaproximação com o Brasil é a prioridade número um do governo argentino em matéria de relações internacionais, segundo o chanceler Felipe Solá. A estratégia para atingir esse objetivo é deixar de lado as ideologias e avançar em acordos que melhorem as economias de ambos os países e do Mercosul. É com este espírito que Solá desembarcará nesta terça-feira (11/02) em Brasília para uma reunião nesta quarta-feira (12/02) com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo.

Primeiro encontro - Esse será o primeiro encontro bilateral depois das diversas rusgas ocorridas entre os presidentes Alberto Fernández e Jair Bolsonaro, que distanciaram um sócio do outro. Em entrevista a jornalistas brasileiros em Buenos Aires, Solá disse que o governo argentino pagará qualquer custo interno para evitar que se abra uma distância maior entre os dois países.

Relevância - “O objetivo da visita é nos aproximar. Jogamos na frente externa da Argentina, não interna. Se a metade dos que votaram em nós quer que briguemos ou respondamos a [Jair] Bolsonaro, não nos interessa, não nos importa, pagamos o custo que for necessário. O que importa é que a brecha com o Brasil não se aprofunde”, disse o chanceler. Nesse sentido, ele afirmou que vai deixar claro para o governo brasileiro a relevância que seu governo lhe confere ao Brasil.

Agenda aberta - Dessa maneira, a agenda do encontro será aberta. “Vamos tratar sobre todos os assuntos que o Brasil precisa que sejam tratados, e vice-versa”, disse ele, ao ser consultado pelo Valor se discutiria sobre o comércio bilateral e a ampliação das licenças não automáticas para importação, incluindo produtos brasileiros.

Estratégia - Uma fonte disse que a Casa Rosada tem a estratégia de defender o Mercosul e a América Latina sem consultar as bases, para evitar que as relações multilaterais se ideologizem. Após a entrevista, em discurso durante reunião dos representantes do Parlamento do Mercosul (Parlasul), Solá disse que a América Latina, incluindo o bloco regional, passa por uma crise na qual se produzem menos patentes e há menos empresas multilatinas. Por isso, defendeu que o bloco regional seja um lugar de crescimento conjunto entre países irmãos.

Controvérsias - O chanceler recordou que, quando participava de discussões nas negociações do Mercosul há 25 anos, havia “terríveis discussões”, mas elas terminavam o dia com um jantar amistoso. Ele reconheceu que há dificuldades na relação bilateral, mas que devem ser superadas. “Há controvérsias e todos temos ideologias, mas há formas de administrar, porque uma ideologia nunca pode ser obstáculo ao diálogo”, afirmou ele.

Paz e amor - “Não é preciso buscar a verdade porque não há só uma verdade. Para unir irmão há que buscar o irmão. O importante é que nos encontremos”, disse Solá. Além da paz, o chanceler também pregou o amor: “A verdade sem amor não serve para nada. Tem que ter amor fraterno entre os países”.

Proposta - Nesse contexto, o chanceler argentino disse que vai propor ao Brasil que o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia deixe de ser um empecilho entre os dois países porque vai demorar uns dois anos até que o tratado seja aprovado internamente na UE. “Se não terá uma aprovação rápida na Europa, por que vamos fazer mais rápido no Mercosul?”, indagou o chanceler, completando que vai pedir ao Brasil para aproveitar o tempo e avançar em assuntos mais concretos e tão importantes quanto esse.

Ações conjuntas - “Vamos propor ações conjuntas para fazer acordos que nos fortaleçam, como criar uma associação de produtores de energia do sul com o gás e petróleo de xisto argentino e offshore brasileiro", sugeriu. Solá disse ainda que vai propor ao colega Araújo discutir sobre acordo de sociedade para ter a tecnologia chinesa de 5G, além de desenvolver políticas comuns na área nuclear e de fronteiras. “Podemos combinar nossas políticas.”

Questões ambientais - O chanceler argentino afirmou ainda que é preciso pensar nas questões ambientais. Ele relatou que teve que defender o Brasil pelo impacto “injusto” na Europa sobre os incêndios na Amazônia. “Tivemos que defender porque não se exporta carnes e soja queimando bosques.”

Ajuda - Ele também anunciou que vai pedir a ajuda do Brasil na negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar um crédito de US$ 44 bilhões e disse que existe expectativa de ter uma reunião bilateral com Bolsonaro. O deputado Celso Russomanno (Republicanos/SP), vice-líder do governo e representante do Brasil no Parlasul, classificou o discurso de Solá como uma posição animadora do governo argentino, e disse que vai conversar com o Bolsonaro para que ele receba o chanceler. (Valor Econômico)

 

SAÚDE: Paraná inicia campanha de vacinação contra sarampo

saude 11 02 2020A Campanha Nacional de vacinação contra o sarampo começou nesta segunda-feira (10/02) e segue até o dia 13 de março. O dia D de mobilização nacional será neste sábado (15/02), e a vacina já está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado.

Abrangência - Diferente da campanha nacional, que preconiza que nesta primeira etapa seja vacinado o público de cinco a 19 anos, o Paraná vai vacinar todas as pessoas de cinco até 59 anos. O público-alvo do Estado são as pessoas de 20 a 29 anos, que representam hoje 52% dos casos confirmados com a doença. A estimativa é vacinar cerca de 600 mil pessoas nessa faixa etária.

Doses - O Paraná recebeu mais de 1,245 milhão de doses da vacina e, se for necessário, já existem doses adicionais previstas pelo Ministério. “O Ministério da Saúde disponibiliza as doses ao Estado, que distribui para as 22 Regionais de Saúde, que por sua vez repassa aos 399 municípios”, explicou a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria, Vera Rita da Maia.

Distribuição - Os caminhões que fazem a distribuição das doses pelo Estado já fizeram o itinerário com as vacinas. Segundo a diretora do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Margely de Souza Nunes, o abastecimento dos insumos já está garantido e ainda há estoque reserva. “Os caminhões refrigerados já entregaram as doses das vacinas para as Regionais. Todos os municípios já foram abastecidos para a campanha contra o sarampo, mas caso seja necessário o Cemepar possui estoque para enviar mais doses e atender as demandas”.

Campanha no Paraná - No Estado a campanha contempla as pessoas de cinco até 59 anos. Para as faixas etárias de cinco até 19 anos e as de 30 até 59 anos a vacinação é seletiva. “Esse grupo deve comparecer à Unidade Básica de Saúde levando o comprovante vacinal. Só vai receber a vacina a pessoa que não tem o registro vacinal ou está com o esquema vacinal incompleto”, orientou Vera Rita da Maia.

Indiscriminada - Já para o público de 20 a 29 anos, a vacinação é indiscriminada, ou seja, todas as pessoas nessa faixa etária devem procurar as unidades no período da campanha.

Dia D - No próximo sábado (15/02), o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, vai receber a coordenadora nacional do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato. Ela estará na Capital para incentivar e mobilizar as pessoas sobre a importância da vacina. Além da vacinação, as pessoas poderão participar de diversas atividades culturais que serão oferecidas no decorrer do dia.

Doença – O sarampo é uma doença infecciosa, transmitida por vírus e que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações decorrentes do sarampo são mais graves em crianças menores de cinco anos e podem causar meningite, encefalite, pneumonia, entre outras.

Transmissão - O vírus é transmitido pela respiração, fala, tosse e espirro. As micropartículas virais ficam suspensas no ar, por isso o alto poder de contágio da doença.

Sintomas - Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo), outros sintomas como cefaleia, indisposição e diarreia também podem ocorrer.

Tratamento específico - Como não existe tratamento específico para o sarampo, é importante ficar atento com o aparecimento dos sintomas. Os doentes ficam em isolamento domiciliar ou hospitalar por um período de sete dias a partir do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

Vacinação - A vacina contra o sarampo é gratuita e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A Sesa orienta para que a população fique atenta às datas da carteira de vacinação e aos registros de doses.

Dose zero - A dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A primeira dose deve ser aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral (que previne sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda dose aos 15 meses de vida com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora).

Duas doses - A população com até 29 anos deve receber duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose.

Mulheres - Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina. Todos os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária.

Sem indicação - Não tem indicação para tomar a vacina pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade e pacientes que tomam medicações imunossupressoras. (Agência de Notícias do Paraná)

SERVIÇO

Dia D de mobilização nacional da campanha contra o sarampo – com a participação do secretário Beto Preto

Data: 15 (sábado)

Horário: 9h

Local: Unidade Básica de Saúde Vila Guaíra (R. São Paulo, 1495 - Guaíra, Curitiba).

 

OPINIÃO: Governança e gestão das empresas do agronegócio

opiniao 11 02 2020*Adriano Machado e Fabio Pereira

O Brasil é notadamente um dos mais importantes players globais do agronegócio. Dessa forma, os empresários do setor estão expostos a um mercado cada vez mais competitivo e inovador. Impulsionadas por esse ambiente de negócios e pela necessidade de diminuir riscos e aumentar sua rentabilidade, as empresas do agronegócio brasileiro necessitam cada vez mais aprimorar e profissionalizar sua gestão, solidificando suas estruturas e criando estratégias para o amadurecimento das relações internas.

 

Constata-se hoje que a maior parte dos produtores rurais no Brasil são empresários capitalizados, altamente especializados, que investem em conhecimento, tecnologia e serviços, atentos às dinâmicas do setor. Inseridas nesse contexto, também estão as empresas familiares, responsáveis por grande parte da produção agrícola e pecuária do país.

 

No entanto, somente a excelência produtiva no campo muitas vezes não é suficiente para as empresas do agronegócio prosperarem no setor, são diversos desafios.

 

A volatilidade da taxa de câmbio, que iniciou 2019 próximo de R$ 3,80 e chegou a atingir R$ 4,25 no final de novembro, por exemplo, apesar de favorecer as exportações do setor, também encarece insumos básicos da produção agropecuária, como fertilizantes e defensivos, impactando os custos de produção.

 

Outro fator que as empresas não conseguem controlar são os preços das commodities agrícolas. Em 2019, os preços do café atingiram o menor valor em 10 anos, na bolsa de Nova York, e não estavam cobrindo os custos de produção em Minas Gerais, estado responsável por mais da metade da produção brasileira. Situação parecida aconteceu na safra 2018/19, com a cultura do arroz, no Rio Grande do Sul, na qual a rentabilidade foi negativa para parte dos produtores, fazendo com que alguns se afastassem da atividade.

 

Para conseguirem sobreviver a esse cenário bastante desafiador e ganhar competitividade, adotar os princípios de governança torna-se primordial para as empresas, uma vez que estes oferecem condições para a atuação dos gestores e protege os interesses dos investidores. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a governança é um conjunto de boas práticas de gestão, que convertem princípios em recomendações objetivas à empresa, a fim de preservar e otimizar o valor da organização, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade.

 

Este conceito pode ser aplicado em diferentes tipos de empresas. No âmbito das empresas familiares, a governança é expandida a fim de abordar questões que possibilitem à família desenvolver sua atividade empresarial baseada em valores e princípios, atenuando assim, possíveis conflitos familiares. Já no ambiente das cooperativas, a adoção de práticas de governança deve garantir e assegurar uma gestão sustentável, em sintonia aos interesses dos cooperados.

 

O estabelecimento de diretrizes de governança traz inúmeros benefícios, como a criação de controles e rotinas administrativas, maior eficácia nas tomadas de decisão, atração e retenção de profissionais qualificados e melhores condições para obtenção de recursos financeiros. Além disso, no caso das empresas familiares, estabelece os critérios para a relação profissional entre parentes e atua na preparação para a sucessão patrimonial. Essas medidas influenciam diretamente o sucesso das empresas e a possibilidade de expansão do negócio.

 

Nos últimos anos, fatores como o forte crescimento do setor agropecuário brasileiro, com aumento da complexidade e da competição nas diferentes cadeias de valor, além do amadurecimento do empresariado, incentivaram o crescimento da adoção de estratégias de controle e governança nas empresas do agro brasileiro.

 

A pesquisa Governança em Empresas Familiares: Evidências Brasileiras, conduzida pela PwC em parceria com o IBGC, deixa isso bem evidente. De acordo com o estudo, somente 10% das empresas entrevistadas afirmaram nunca ter discutido a adoção de práticas de governança. Já para 67,4% das empresas, a necessidade de aprimoramento do modelo de gestão foi o principal motivo que as levou a discutir questões de governança. Além disso, 73,1% das empresas têm pelo menos uma estrutura de governança familiar, sendo que a reunião ou assembleia familiar é a mais comum.

 

A pesquisa mostra ainda que algumas práticas de governança estão mais consolidadas, como a adoção de mecanismos formais para separar o patrimônio entre família e empresa e a criação de órgãos de fiscalização e controle. Contudo, questões como processo sucessório e a avaliação do conselho de administração (quando existente) ainda carecem de medidas.

 

O agronegócio brasileiro passa por transformações que exigem do empresário rural capacidade de adaptação para se encaixar à nova realidade. O investimento em governança permite às empresas se fortalecerem, por meio da construção de um planejamento estratégico apurado e de uma estrutura organizacional adequada para atrair investimentos. Somente essa profissionalização, pautada pela governança, irá permitir que as empresas rurais cresçam e possam planejar novos investimentos para seguir prosperando pelas próximas gerações.

 

*Adriano Machado é sócio da PwC Brasil e Fabio Pereira é gerente sênior da PwC Brasil e especialista em Agribusiness

 

Foto: Pixabay

 

 


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