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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4760 | 10 de Fevereiro de 2020

SHOW RURAL 2020: Evento encerra com participação recorde de visitantes

show rural 10 02 2020

O Show Rural Coopavel 2020 encerrou na sexta-feira (07/02), somando quase 300 mil visitantes (298.910) e R$ 2,5 bilhões em movimentação financeira, segundo informou a Cooperativa Coopavel, organizadora do evento, realizado em Cascavel, Oeste do Paraná. Em 2019, o público recebido na feira foi de 288.802 visitantes e os negócios fecharam em R$ 2,2 bilhões. A programação deste ano iniciou no dia 3 de fevereiro, com diversas atividades destinadas a disseminar as inovações tecnológicas para o setor do agronegócio. Durante entrevista coletiva, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, anunciou a da próxima edição: 1 a 5 de fevereiro de 2021. 

Casa Paraná Cooperativo - Uma das novidades do Show Rural desta edição foi a inauguração da Casa Paraná Cooperativo, que recebeu mais de 20 mil pessoas. Construída em um local estratégico (próximo à administração central do evento), possui dois mil metros quadrados, distribuídos em dois pavimentos. No primeiro piso, foram montados 14 estandes, expondo produtos e serviços de 42 cooperativas, e mais um estande do Sistema Ocepar. No piso de cima, a sala de reuniões, lounge para que os cooperados possam descansar, pontos para carregamento de celular, um espaço Coworking, e um mirante para fotografar a vista do evento.

Cobertura completa - A Rede Massa fez uma cobertura completa das atividades realizadas no local, com entrevistas transmitidas ao vivo. Clique nos links abaixo para conferir:

https://youtu.be/SMMXJeRxC0I

https://youtu.be/ZUioGJjnRec

https://youtu.be/srKZXt37i20

https://youtu.be/tPJ-yxU6UD4

https://youtu.be/JHEVJzmSyws

https://youtu.be/4bhbtwCzFlU

https://youtu.be/ZH4h1DX86hs

https://youtu.be/l8j_j6jlRHU

 

GETEC: Informe nº 6 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 10 02 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (10/02), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Clique aqui para conferir o Informe da Semana

 

PRIMATO: Cooperativa realiza Assembleia Geral Ordinária em março, em Toledo

primato 10 02 2020A Primato Cooperativa Agroindustrial vai realizar a sua Assembleia Geral Ordinária (AGO) do exercício 2019 no dia 21 de março, na Associação da cooperativa em Toledo (PR) a partir das 9h. Durante o evento serão apresentados os resultados do ano passado, investimentos, ações e as sobras do exercício e projeções para 2020.

Sistema - “Inicialmente a AGO aconteceria no dia 22 de fevereiro, assim como foi divulgado nas pré-assembleias e em nossos canais de comunicação, porém, devido a atualização do sistema de gestão unificado implementado no segundo semestre do ano passado, precisamos rever e chegar em uma nova data para o evento”, explicou o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin que complementou, “esse é um passo muito importante na transformação digital pela qual nossa cooperativa vem passando e o sistema unificado já trouxe inúmeras melhorias em nossa gestão, mas é preciso alinhamento e atualizações periódicas, por isso em conjunto com nosso conselho de administração, definimos a nova data para realização da AGO”.

Pré-assembleias - Segundo o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, as pré-assembleias foram importantes para a preparação da AGO. “Estes encontros foram muito positivos para que possamos alinhar todas as ações realizadas em todas as cidades e regiões em que a Primato tem atuação, apresentar as ações, os balanços contábeis, números e a previsão de investimentos e ações para 2020”, destacou Ilmo que complementou, “e os resultados de 2019 foram muito positivos e além do que foi planejado. Isso demonstra que estamos no caminho certo”.

Primato - “Tivemos um resultado muito positivo principalmente no que tange ao faturamento líquido em 2019. Tivemos desafios e conquistas, definições importantes que impactam a vida de todos os envolvidos, mas pensando no futuro de nossa cooperativa, como por exemplo o processo de transformação digital, desabilitação de espaços físicos com intensificação ao atendimento na propriedade e aberturas de novos negócios, como postos de combustíveis, corretora de seguros, mais uma unidade de supermercado e a Casa Vergara”, enalteceu o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin que concluiu, “e esses encontros serviram para esclarecer dúvidas e receber o feedback de nosso cooperado”.

AGO - Com a nova data definida, a AGO da Primato será realizada no dia 21 de março na Associação da Cooperativa em Toledo (PR). (Imprensa Primato)

 

SICREDI: Instituição financeira cooperativa apoia primeira liga de futebol virtual no Brasil

sicredi 10 02 2020O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e presença em 22 estados e no Distrito Federal, irá patrocinar a Kick-Off Electronic League (KOEL) 2020, competição de futebol eletrônico que acontece durante a temporada de jogos do Fifa. Antenado às novas tendências esportivas, esta é a primeira vez que a instituição patrocina uma liga de esportes online (eSports).

Aproximação - O objetivo do Sicredi com a parceria é, além de apoiar o crescimento de um segmento esportivo que vem ganhando cada vez mais adeptos, se aproximar mais do público de perfil digital. “Temos acompanhado o interesse crescente, principalmente por parte dos jovens, em eSports no Brasil e enxergamos uma grande oportunidade para apoiar o crescimento do segmento e nos conectarmos com essa comunidade”, explica Fernando Di Diego, gerente de Marketing do Sicredi.

Fãs - Segundo dados da Newzoo, instituto global de pesquisa focado em games e eSports, o Brasil já ultrapassou 21,2 milhões de fãs em esportes eletrônicos e é o terceiro país com o maior número de entusiastas da modalidade, atrás apenas da China e dos EUA.

Apoio - “Somos uma instituição que tem como essência apoiar as pessoas, então faz todo o sentido que invistamos em uma área com milhões de brasileiros adeptos. No setor esportivo, já patrocinamos diversos campeonatos nacionais e estaduais físicos de futebol e agora estamos expandindo ainda mais a nossa presença. O cooperativismo de crédito tem valores que se conectam muito com as gerações atuais e queremos mostrar que temos todas as soluções para atender o público praticante de eSports”, destaca Di Diego.

Presença - A marca do Sicredi estará presente nas estampas das camisetas que serão utilizadas pelos competidores individuais na final da competição, na comunicação visual da plataforma dos jogos da liga, em backdrops, vinhetas, cobertura nas redes sociais, entre outras ações de ativação.

O campeonato - A Kick-Off Electronic League 2020, ou KOEL 2020, é uma liga de futebol eletrônico que acontece durante a temporada do FIFA e conta com duas competições em paralelo: uma individual (KOEL Single) e uma por equipes (KOEL Clubs). A final dos campeonatos será realizada em um evento presencial, em um estádio de futebol, onde os jogadores e equipes se desafiam e são acompanhados pelos fãs e entusiastas do esporte pela Internet.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI I: Encontro anual do programa A União Faz a Vida é realizado com professores do Paraná

sicredi vale piquiri 10 02 2020Cerca de 400 professores de 14 municípios do Paraná participaram do encontro regional do programa A União Faz a Vida, promovido pela Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP. A reunião foi realizada em Palotina (PR) no dia 3 de fevereiro e teve como objetivo engajar os participantes, fazer um balanço das atividades e discutir os planos para o novo ano letivo que está iniciando. O União Faz a Vida tem foco na educação cooperativa e propõe projetos práticos com os alunos.

Programação - A programação incluiu palestra, oficina de fotografia e talk show de crianças que apresentaram o projeto Cidadãos do Futuro. “A participação das crianças foi incrível. Foi um encontro produtivo e com ele iniciamos o ano do programa A União Faz a Vida”, comenta Cláudia Bonatti, gerente de desenvolvimento do cooperativismo da Sicredi Vale do Piquiri.

Palestra - Os professores participaram de uma palestra de Leandro Holanda com o tema “Metodologias ativas no ensino fundamental: vivência em ensino híbrido e rotações por estações - ferramentas digitais, planejamento e avaliação”. “O professor vai pensar mais nas experiências que os alunos farão nas aulas e mediar esse processo de criação. Para o aluno, traremos mais autonomia para trabalhar em grupo, colaborar, desenvolver criatividade, comunicação, pensamento crítico e outras competências que são importantes para eles no século XXI”, conta o professor.

Gratificante - Para Marlene Aparecida Bezerra da Silva, de Moreira Sales (PR), é gratificante ver o resultado do trabalho em conjunto e como isso faz a diferença na vida de toda a comunidade. “Cada um tem seu projeto, então a troca de experiência só aumenta e é de grande valia para todos nós. É uma união de verdade”, diz.

Abrangência - No Paraná, já são 628 escolas e 7.866 professores que fazem parte do União Faz a Vida, impactando mais de 82 mil crianças e adolescentes.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri é uma cooperativa com 31 anos de história e mais de 141 mil associados, distribuídos em 82 agências. A Cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná, além da Capital e do Abcd Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI II: Professores são habilitados para o PUFV em Esperança Nova (PR) e São Jorge do Patrocínio (PR)

sicredi vale II 10 02 2020Nos dias 4 e 5 de fevereiro, 50 professores das cidades de Esperança Nova e São Jorge do Patrocínio, no Paraná, participaram da habilitação do programa A União Faz a Vida (PUFV), promovido pela Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP. A partir deste ano, os educadores começam a trabalhar a metodologia que ensina valores de cooperativismo com os alunos de duas escolas de ensino fundamental e uma de educação infantil.

Formação - A formação foi conduzida pelos assessores pedagógicos Maria Regina Varolo e Éder Cordeiro. Os professores vivenciaram todo o processo de como conduzir as atividades com as crianças. Junto com os alunos, eles irão definir temas que vão se transformar em projetos práticos, tendo como pano de fundo o cooperativismo. São iniciativas que tratam de cidadania, meio ambiente e saúde, por exemplo.

Comunidade - “A União Faz a Vida atravessa os muros da escola, andando de mãos dadas com a comunidade. Queremos contribuir para a educação das crianças e para um futuro melhor, introduzindo a cultura da cooperação desde a infância”, comenta a coordenadora pedagógica de São Jorge do Patrocínio (PR), Sandra de Souza Camargo Santos.

Desafio - “A formação veio trazer um alívio ao nosso coração pelo desafio de um novo projeto e metodologia de ensino”, completa o secretário de educação de Esperança Nova (PR), Valdeir Alves Felipe.

Importância - Para a gerente de desenvolvimento do cooperativismo da Sicredi Vale do Piquiri, Cláudia Bonatti, essa habilitação é importantíssima. “Os professores são agentes de condução dos projetos junto com as crianças. Então, quanto melhor entenderem, melhor irão participar do processo.”

Abrangência - No Paraná, já são 628 escolas e 7.866 professores que fazem parte do União Faz a Vida, impactando mais de 82 mil crianças e adolescentes.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri é uma cooperativa com 31 anos de história e mais de 141 mil associados, distribuídos em 82 agências. A Cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná, além da Capital e do Abcd Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

EVENTO: Workshop Apre/Embrapa Florestas vai discutir sanidade florestal

Será realizada, nos dias 19 e 20 de março, em Colombo (PR), a sétima edição do workshop organizado pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) e pela Embrapa Florestas, que terá como tema principal “Os cuidados com as florestas plantadas: proteção e sanidade”. As inscrições já estão abertas e custam R$ 450,00 para profissionais de empresas associadas à Apre; R$ 550,00 para profissionais de empresas associadas à Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) e à Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor); e R$ 650,00 para profissionais de empresas não associadas.

Objetivo - O encontro foi idealizado com o objetivo de reunir gerentes, coordenadores, supervisores e demais profissionais envolvidos na área para tratar de um dos temas mais importantes no setor florestal, que é a sanidade das florestas plantadas. Por isso, a Embrapa Florestas e a Apre convidaram referências no segmento de cuidados silviculturais com as florestas plantadas para tratar do assunto. Além disso, além de renomados palestrantes e especialistas, o Workshop Apre/Embrapa Florestas contará com a presença de empresas da área de equipamentos, serviços e negócios para estimular o networking e a troca de experiências entre os participantes.

Programação - A programação do evento foi dividida em quatro blocos: Questão das pragas em florestas plantadas; Efeitos da Matocompetição e a interação com as pragas na floresta; Monitoramento, estimativas e cenários de perdas não planejadas; e Como se organizar para proteção florestal / A experiencia das empresas florestais.

Questão das pragas em florestas plantadas – 19 de março – 08h30 às 12h30

– Visão geral sobre pragas em florestas plantadas” – Edson Tadeu Iede (Embrapa Florestas);

– Barreiras e entraves para exportação de madeira do Brasil – representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA);

– Análise de riscos de pragas (ARA), importação de inimigos naturais e agrotóxicos – representante da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá);

– Debate com palestrantes.

Efeitos da Matocompetição e a interação com as pragas na floresta – 19 de março – 14h às 17h15

– Resistência de plantas daninhas a herbicidas – Artur Arrobas Martins Barroso (UFPR);

– A experiência da Arauco no controle de plantas daninhas e pragas na cultura de Pinus – representante da Arauco;

– Manejo integrado de pragas – integração de sistemas – Carlos Wilcken (Unesp);

– Debate com palestrantes.

Monitoramento, estimativas e cenários de perdas não planejadas – 20 de março – 08h50 às 12h40

– Tecnologias aplicadas no monitoramento e classificação de danos por pragas e doenças – Alexandre Coutinho Vianna Lima (MIP Florestal);

– Capacidades e funcionalidades existentes nos simuladores de crescimento e produção – Julio Eduardo Arce (OpTimber);

– Modelagem biológica e integração com os simuladores de crescimento e produção – Cesar Junio

– Macaco prego: mensuração dos danos e estratégias para redução de perdas – Dieter Liebsch (Arauka Ambiental);

– Debate com palestrantes.

Como se organizar para proteção florestal: a experiência das empresas florestais – 20 de março – 14h às 17h40

– A organização de sistema integrado de prevenção e combate aos incêndios florestais – Fabio Ferlin (WestRock);

– Integração do sistema de monitoramento de pragas, doenças e de plantas daninhas – Mariane Bueno Camargo (Klabin);

– Aplicativo para o Manejo Integrado de Pragas (MIP) para formigas cortadeiras na região Sl do Brasil – Wilson Reis e Mariane Nickele (Embrapa Florestas);

– Silvicultura de Precisão – representante da Hexagon;

– Debate com palestrantes

 

SERVIÇO

7º Workshop Apre/Embrapa

Data: 19 e 20 de março de 2020

Local: Embrapa Florestas – Estrada da Ribeira, km 11 – Colombo (PR)

Informações e inscrições: https://goo.gl/Fa1Aa1

Dúvidas: apreflorestas@apreflorestas.com.br – (41) 3233-7856

(Assessoria de Imprensa da Apre)

 

evento 10 02 2020

ADAPAR: Estado vai contratar veterinários e técnicos agropecuários

adapar 10 02 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou a realização de concurso público para vagas de nível superior e médio na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O concurso é para contratação de 30 médicos veterinários e 50 técnicos.

Edital - O edital n.º 21/2020 foi publicado no Diário Oficial na sexta-feira (07/02). As inscrições podem ser feitas das 10 horas do dia 2 de março de 2020 até as 18 horas do dia 2 de abril de 2020 pelo site http://www.cebraspe.org.br/concursos/adapar_pr_20. A prova objetiva será no dia 10 de maio. O valor da taxa de inscrição para o nível técnico é de R$ 70,00 e para o nível superior R$ 100,00.

Autorização - “A autorização para esse concurso mostra a sensibilidade do governo em relação a questões que dizem respeito à economia do Estado como um todo”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Na medida em que mantivermos a sanidade do rebanho, novos mercados se abrirão para o Paraná, que hoje já é o maior produtor de proteína animal do Brasil, o que beneficia todos os produtores, independentemente do tamanho da propriedade e do rebanho.”

Reforço - Os objetivos do Estado ao contratar novos profissionais são reforçar a vigilância na busca do status de área livre da febre aftosa sem vacinação, manter o reconhecimento internacional de área livre da peste suína clássica e contribuir para a erradicação de doenças como brucelose, tuberculose e raiva, entre outras.

Sanidade - Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a garantia de um bom trabalho na manutenção da sanidade animal no Estado tem como uma das premissas a renovação dos quadros do órgão. Atualmente, a Adapar tem 237 médicos veterinários e 245 técnicos agrícolas.

Mais um passo- “Esse é mais um passo que o Estado dá sinalizando para o governo federal e para a Organização Mundial da Saúde Animal que o Paraná trabalha fortemente não apenas para conquistar o status de livre da febre aftosa sem vacinação, mas para manter vigilância permanente sobre qualquer doença que possa atingir o rebanho”, afirmou.

O concurso- O concurso é organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção (Cebraspe), uma Organização Social que trabalha com o Ministério da Educação e com a Fundação Universidade de Brasília (FUB). O Cebraspe é especializado na realização de avaliações, seleções, certificações e pesquisas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LÁCTEOS: Mapa abre consulta pública para criar regulamento técnico do soro de leite

 

lacteos 10 02 2020O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na quinta-feira (06/02) a Portaria 26 da Secretaria de Defesa Agropecuária, que abre consulta pública por 60 dias para criação do Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade para o soro de leite e o soro de leite ácido, nas formas líquida, concentrada e em pó.

 

Líquido residual - O soro de leite é o líquido residual obtido após a coagulação do leite na fabricação de queijos, caseína e outros produtos. Durante anos, o soro de leite foi considerado um subproduto, sendo descartado pelas indústrias de laticínios junto às águas residuais ou destinado à alimentação animal. No entanto, o descarte tornou-se indesejável, já que o produto possui grande potencial poluidor. 

 

Valorizado - Como se trata de um produto com elevado valor nutricional, o soro de leite tornou-se um produto valorizado pela indústria alimentícia e o estabelecimento de padrões de identidade e qualidade proporciona a padronização de sua fabricação, com respeito aos padrões microbiológicos e físico-químicos. Essa previsibilidade traz benefícios ao produtor, que vai saber exatamente os parâmetros que serão exigidos pela fiscalização, além de garantir a segurança alimentar ao consumidor. Também deverá agilizar os procedimentos administrativos para aprovação do produto junto ao Ministério.

 

Sugestões - As sugestões para a consulta, tecnicamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas via Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da SDA/Mapa, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/

 

Acesso- Para ter acesso ao SISMAN, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), do Ministério. (Mapa)

 

CARNES: Brasil pode retaliar a Indonésia

 

Um conflito sobre barreiras ao frango brasileiro na Indonésia poderá acabar em retaliação brasileira contra o país asiático. Foi o que sinalizaram as reuniões encerradas quarta-feira (05/02) diante dos juízes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Disputa - Em 2017, o Brasil ganhou uma disputa contra a Indonésia na OMC, e os panelistas deram prazo para Jacarta eliminar as barreiras contra o frango brasileiro, o que não aconteceu. Ao mesmo tempo em que não deram o reconhecimento sanitário aos exportadores brasileiros, os indonésios fizeram remendos em sua legislação, de forma que a interdição à entrada do produto persiste.

 

Painel - Nesse cenário, o Brasil voltou à OMC e pediu um “painel de implementação”, para os panelistas decidirem se a Indonésia adotou as recomendações e se o país tornou sua legislação consistente com as regras internacionais. Pelas explicações dos indonésios - e pela posição do Brasil e de terceiras partes interessadas na disputa, como União Europeia, Nova Zelândia e Japão -, Jacarta segue violando as regras da OMC.

 

Confiante - A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) segue confiante quanto ao desfecho da disputa, “visto que a Indonésia permanece com uma postura de atrasos indevidos para a implementação do painel com vitória brasileira em primeira instância”. Renata Amaral, advogada da BMJ Consultores Associados, baseada em Washington, que integra a defesa brasileira, disse: “O Brasil espera a abertura do mercado indonésio há mais de uma década, mas após a audiência desta semana em Genebra o sentimento é que os indonésios continuam buscando artifícios para não cumprirem a decisão de primeira instância da OMC”.

 

Tendência - Se nada for resolvido, a tendência é o Brasil decidir retaliar a Indonésia - que, na verdade, não deixa entrar frango de nenhum país em seu mercado. Em caso de abertura, estima-se que o Brasil poderá vender até 3 mil toneladas por ano numa fase inicial. (Valor Econômico)

CÂMARA DOS DEPUTADOS I: Plenário pode votar MP que altera regras sobre dívidas rurais

camara I 10 02 2020O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar, a partir desta terça-feira (11/02), a Medida Provisória 897/19, que prevê a criação de fundos de garantia para empréstimos rurais e faz várias mudanças relacionadas ao crédito rural.

Leitura - Para ser votada, a MP depende da leitura do ofício de encaminhamento pela comissão mista que analisou a medida. O projeto de lei de conversão do deputado Pedro Lupion (DEM-PR) trata ainda de linhas de subvenção para construção de armazéns de cereais e aperfeiçoamento de regras de títulos rurais.

Sem limite - Segundo o texto, não haverá limite da quantidade de produtores rurais que poderão participar de um fundo, que contará ainda com cotas dos credores. Poderá haver vários fundos, chamados de Fundos Garantidores Solidários (FGS), contanto que cada um deles tenha um mínimo de dois devedores, contribuindo com 4% dos saldos devedores. Igual percentual incidirá para os credores.

Garantidor - Caso exista um garantidor da dívida (um banco, por exemplo), sua contribuição será de 2% do saldo devedor.

Estímulo - A perspectiva do governo é estimular a concessão de créditos por bancos privados devido a uma maior garantia. Desde que se mantenha a proporção das cotas entre essas categorias (devedor, credor e garantidor), os percentuais poderão ser aumentados.

Parte do imóvel - A MP 897/19 também permite ao proprietário rural oferecer parte de seu imóvel como garantia nos empréstimos rurais, vinculando a área a um título (Cédula de Produto Rural – CPR ou Cédula Imobiliária Rural – CIR).

Terras da União - Outra MP que pode ir a voto é a 901/19, que facilita a transferência de terras da União aos estados de Roraima e Amapá, permitindo ainda a diminuição da Reserva Legal mesmo sem o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e o uso de parte da faixa de fronteira para atividade rural sem necessidade de permissão prévia do Conselho de Segurança Nacional.

Outros itens - Inicialmente, a MP tratava apenas da transferência de terras da União, mas o projeto de lei de conversão de autoria do deputado Edio Lopes (PL-RR), aprovado na comissão mista, inclui outros itens, como a diminuição da Reserva Legal das propriedades rurais de 80% para 50% do imóvel localizado nos estados de Roraima ou Amapá mesmo se não tiver sido aprovado o Zoneamento Ecológico-Econômico.

Transferência - O relatório também transfere ao estado de Roraima uma área de 4,74 mil hectares localizada na Floresta Nacional de Roraima e dispensa a autorização prévia do Conselho de Segurança Nacional para colonização e loteamentos rurais localizados entre os 25 Km e os 150 Km de largura da faixa de fronteira.

Venda de créditos - Consta ainda na pauta o Projeto de Lei Complementar (PLP) 459/17, do Senado, que regulamenta a securitização da dívida ativa da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Essa securitização é uma espécie de venda com deságio dos direitos de receber uma dívida, tributária ou não.

Operação - De acordo com o texto, a venda da dívida ao setor privado será considerada operação de venda definitiva de patrimônio público e não uma operação de crédito, como argumentam os contrários à proposta. Essa operação de crédito é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00).

Proibição - O texto proíbe cada ente federado de vender a parcela da dívida que cabe a outro ente por força de regras constitucionais de repartição de tributos. Assim, não será possível aos estados negociarem a parcela devida aos municípios relativa aos débitos das empresas com o ICMS; e a União não poderá vender a parcela devida a estados e municípios relativa aos débitos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Direcionamento - Do total de recursos obtidos com a cessão dos direitos sobre os créditos da administração, 50% serão direcionados a despesas associadas a regime de previdência social, e a outra metade a despesas com investimentos. Essa regra consta da lei de responsabilidade. (Agência Câmara)

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS II: CAE pode votar benefício para motoristas de cooperativas de táxi

camara II 10 02 2020Com 16 itens na pauta de votações, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) tem reunião nesta terça-feira (11/02), às 10h. Os senadores podem votar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 142/2019, do senador Major Olimpio (PSL-SP). A matéria isenta do pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS) os valores recebidos e repassados aos motoristas por sociedades cooperativas de táxi.

Autorização - O texto também autoriza os municípios a concederem isenções, incentivos ou benefícios tributários ou financeiros a serviços de transporte público individual de passageiros. O relatório favorável é do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Contingenciamento - O PLP 212/2019 também pode ser votado. Do senador Paulo Paim (PT-RS), ele proíbe o contingenciamento de recursos da seguridade social. O relator, senador Wellington Fagundes (PL-MT), é favorável ao texto.

PLS 546- Outro item na pauta é o PLS 546/2018, do ex-senador Edison Lobão. A matéria autoriza a dedução no Imposto de Renda de valores doados a Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e a projetos de organizações da sociedade civil. O relator, senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), defende a aprovação do projeto.

Dedução do IR - Já o PL 776/2019, do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), também na pauta, permite a dedução no Imposto de Renda dos valores doados a projetos de pesquisa executados por Instituição Científica e Tecnológica (ICT) ou por entidades científicas e tecnológicas privadas sem fins lucrativos. O texto tem parecer favorável do relator, o senador Confúcio Moura (MDB-RO).

CAE - Presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), a CAE tem como vice o senador Plínio Valério (PSDB-AM). A reunião será feita na sala 19 da Ala Alexandre Costa, no anexo 2 do Senado Federal. (Agência Câmara)

 

TRIBUTÁRIA: Acordo amplia número de integrantes da comissão mista da reforma

tributaria 10 02 2020A Câmara dos Deputados e o Senado Federal chegaram a um acordo para a instalação da comissão mista especial que vai discutir a reforma tributária. Havia um impasse sobre o tamanho do colegiado dirimido agora pelo acordo fechado entre as duas casas. “A comissão será formada por 40 membros, 20 senadores e 20 deputados”, tuitou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na manhã de quinta-feira (06/02).

Conciliação - A comissão, que deve ser presidida pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e relatada pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), vai propor um texto que concilie as propostas do Senado, da Câmara (PEC 45/19) e do governo, que ainda não foi encaminhada ao Congresso. Ribeiro já é relator da comissão em funcionamento na Câmara sobre o assunto.

Texto comum - No fim do ano passado, ao anunciar a criação do grupo de parlamentares, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avaliou que é possível "organizar um texto comum para que, aprovado na Câmara, chegue ao Senado de forma harmônica”.

Entendimento - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também acredita num entendimento. "O melhor caminho seria uma proposta de conciliação. Naturalmente parte do texto do Senado e parte do texto da Câmara serão incorporados com as manifestações do governo." (Agência Câmara)

 

LGPD: Falta de estrutura oficial ameaça início de lei de proteção de dados

lgpd 10 02 2020O presidente Jair Bolsonaro foi alertado na semana passada sobre os problemas que o governo poderá enfrentar para colocar de pé a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Previsto para agosto próximo, o início da vigência da legislação já foi adiado uma vez e há ministros defendendo uma nova postergação.

Bases legais - Inspirada na regulamentação europeia, a lei estabelece dez bases legais para legitimação do tratamento de dados pessoais e garante uma série de direitos aos titulares dos dados, como indenizações em caso de quebra dos princípios de privacidade.

Influência - Quando estiver valendo, a LGPD terá uma grande influência no funcionamento dos setores da economia baseados no uso de dados, como as operadoras de telefonia. As principais empresas estão criando áreas específicas para tratar do assunto e já estão contratando consultorias especializadas.

Estágio - Porém, no governo federal o planejamento se encontra em estágio bem menos avançado do que no setor privado. A falta de estrutura e, principalmente, de dinheiro para a implantação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi levada a Bolsonaro e deve ser tratada em um grupo de trabalho a ser coordenado pela Casa Civil.

Implementação - Vinculada à Presidência da República, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados será encarregada de implementar a lei e fiscalizar seu cumprimento em todo o território nacional. O órgão será constituído por 27 conselheiros, dos quais cinco serão diretores que supostamente terão autonomia técnica e decisória.

Estrutura - A estrutura também contará com corregedoria, ouvidoria e órgão de assessoramento jurídico próprio, além de unidades administrativas e especializadas necessárias à aplicação da lei.

Diretoria - Os diretores serão escolhidos pelo presidente da República e nomeados mediante aprovação do Senado. O Valor apurou que já há parlamentares procurando o governo para emplacar aliados, dado o grande poder de fogo que a autoridade terá, com poderes de aplicar multas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento.

Cumprimento do prazo - O problema é que tudo isso deve estar pronto até agosto e não há nada que indique que esse prazo será cumprido. O grande temor de conselheiros de Bolsonaro é que a implementação seja feita de forma atropelada, comprometendo a credibilidade da legislação e da autoridade.

Problema operacional - “O fato é que ainda não estamos preparados, temos um problema operacional relativamente grave”, disse uma autoridade que preferiu não ter o nome publicado. Há também uma preocupação externa, ou seja, relacionada à capacidade de todas as empresas afetadas pela lei estarem prontas para a vigência.

Novo adiamento - Por causa disso, está crescendo dentro do governo o apoio a um novo adiamento da entrada em vigor da LGPD, que já consta em um projeto de autoria do deputado Carlos Bezerra (MDB-MT). “Hoje, a poucos meses da entrada em vigor, apenas uma pequena parcela das empresas brasileiras iniciou o processo de adaptação ao novo cenário jurídico”, disse o parlamentar no início de janeiro.

Tramitação - O projeto de um novo adiamento - a data original para a entrada em vigor era janeiro - está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), sob a relatoria do deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE). Procurado para comentar o andamento da matéria, o parlamentar não foi localizado. (Valor Econômico)

 

FOCUS: Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 3,25% este ano

focus 10 02 2020As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano, pela sexta vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,40% para 3,25%. A informação consta do boletim Focus, pesquisa semanal do BC, que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

2021 - Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

Centro da meta - A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, pela quinta vez seguida, com corte de 0,25 ponto percentual. Para o mercado financeiro a Selic deve ser mantida no atual patamar até o final do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o final de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica - A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,30% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes - 2021, 2022 e 2023 – permanecem 2,50%.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10, ao final de 2021. (Agência Brasil)

 

CAGED: Cidades paranaenses multiplicam empregos entre 2018 e 2019

caged 10 02 2020Nove das dez cidades com maiores saldos de emprego no Paraná em 2019 registraram evoluções significativas no mercado de trabalho em relação a 2018, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Maiores saldos - Curitiba, Maringá, São José dos Pinhais, Cascavel, Pato Branco, Fazenda Rio Grande, Cornélio Procópio, Pinhais, Foz do Iguaçu e Toledo foram as cidades paranaenses com maiores saldos absolutos. Elas responderam, juntas, por 36.603 novos empregos em todo o ano no Estado.

Oscilação positiva - Nove desses municípios oscilaram positivamente entre um ano e outro na balança de contratações e demissões e apenas Foz do Iguaçu sofreu impacto negativo no comparativo do saldo dos dois anos.

Destaques - Entre os municípios com maiores saldos de emprego, são destaques resultados de Pato Branco (crescimento de mais de 3.000%, levando em consideração o balanço negativo de 2018), Toledo (1.280%), Cornélio Procópio (1.049%), Pinhais (377,9%) e Fazenda Rio Grande (96,2%). Cascavel e Maringá evoluíram 76,4% e 22,4% respectivamente.

Indicadores negativos - Segundo o Caged, das 60 cidades paranaenses com mais de 30 mil habitantes, apenas oito registraram indicadores negativos em 2019. Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, esses números mostram que o Estado conseguiu crescer regularmente no ano passado em todas as regiões. “Estivemos entre os maiores empregadores do País, mas o mais importante foi o crescimento orgânico em diversas áreas: construção civil, comércio, indústria de transformação e serviços”, afirma o governador.

Impulso - Suelen Glinski, economista do Departamento do Trabalho da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, diz que a geração de empregos formais foi alavancada nos centros urbanos, na Região Metropolitana de Curitiba e em cidades em franca expansão no interior.

Comércio e serviço - “Comércio e serviço foram os maiores empregadores, mas um destaque é a construção civil, que voltou a contratar”, explica. “Esse foi um setor impulsionado por investimentos privados, obras de longo prazo, com tendência de manutenção dos empregos nos próximos meses, e investimentos públicos em rodovias, saneamento e infraestrutura”.

Crescimento - Pato Branco, no Sudoeste do Estado, recuperou patamar de empregabilidade de 2017 e registrou evolução principalmente na construção civil (saldo de 754 novas vagas). Sozinha, a cidade de pouco mais de 80 mil habitantes respondeu por 12,4% de todo o balanço positivo do Estado (6.036) nesse setor. A recuperação do mercado imobiliário foi um dos principais indicadores da melhora no emprego em 2019.

Toledo - Toledo, na região Oeste, cresceu em decorrência dos investimentos da indústria de transformação (411) e do setor de serviços (539), que engloba hotelaria, educação, saúde e atividades financeiras. Mesmo o setor agropecuário apresentou alta na cidade (79 novos empregos), em contraste com os índices estaduais. Toledo é a maior produtora da suinocultura do Paraná.

Cornélio - Cornélio Procópio, no Norte, alcançou saldo superior a mil vagas abertas pela primeira vez na sua história. O crescimento na cidade também foi puxado pelo setor de serviços (859 novas vagas).

Outras - Outras grandes cidades apresentaram evoluções significativas nos saldos nos doze meses de 2019 no comparativo com o mesmo período de 2018, como Campo Largo, Londrina, Colombo, Francisco Beltrão, Rolândia, Umuarama, Arapongas e Mandaguari. Na contramão, Guarapuava, Ponta Grossa, Campo Mourão, Almirante Tamandaré, Cianorte, Irati, Jaguariaíva e Palmas oscilaram negativamente entre 2018 e 2019.

Admissibilidade - Curitiba, Maringá, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Toledo e Pinhais também estiveram entre as dez cidades que mais empregaram no Estado em 2019, junto de Londrina, Ponta Grossa e Colombo. Esse índice mede exclusivamente os admitidos e é importante para o termômetro da economia desses municípios. As contratações variam de 342.158 em Curitiba a 18.942 em Colombo, e todos eles encerram com saldos positivos.

Contratação - Segundo o Caged, 121 das 399 cidades do Paraná contrataram pelo menos mil pessoas em 2019. Mesmo cidades pequenas como Altônia, Nova Aurora e Salto do Lontra entraram nesse índice. Os municípios que mais contrataram foram Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Toledo, Pinhais, Colombo, Araucária, Guarapuava, Pato Branco, Arapongas, Apucarana, Paranaguá, Umuarama, Campo Largo e Francisco Beltrão, todos com pelo menos 10 mil novos empregos.

Novo clima- “O Paraná vive um novo clima, é um Estado parceiro dos empresários e quem quer investir. Estamos gerando empregos também por meio do trabalho proativo das Agências do Trabalhador, ajudando o paranaense a conquistar uma vaga na iniciativa privada com maior rapidez”, acrescentou o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

Curitiba tem o melhor desempenho em sete anos - Curitiba fechou 2019 com saldo de 19.325 novos postos de trabalhos, melhor desempenho dos últimos sete anos e crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período de 2018, com 13.681 empregos. Dentre todos os 5.570 municípios brasileiros, Curitiba ficou na 3ª colocação em geração de postos de trabalho, atrás apenas de Belo Horizonte (22.703) e São Paulo (80.831).

Crescimento - O comércio cresceu 325% no município em 2019, no comparativo de 4.272 novas vagas no ano passado contra saldo de 1.003 em 2018. O setor de serviços e a construção civil também apontaram crescimento regular durante todo o ano, encerrando o ano em alta.

Saldo estadual - O Paraná encerrou 2019 como um dos quatro Estados que mais geraram emprego no País. O índice geral foi o melhor dos últimos seis anos, com crescimento de 24,28% em relação a 2018. O Estado também fechou o ano com o quarto maior estoque de carteiras assinadas do País, com 2.655.253 de pessoas empregadas.

Evolução - Abaixo, a evolução do emprego em 2019 em relação a 2018 nos municípios com maiores saldos:

Curitiba – 19.325 x 13.681

Maringá - 3.781 x 3.090

São José dos Pinhais - 3.158 – 3.122

Cascavel – 2.265 x 1.284

Pato Branco - 2.159 x -73

Fazenda Rio Grande - 1.381 x 704

Cornélio Procópio - 1.161 x 101

Pinhais - 1.134 x - 408

Foz do Iguaçu - 1.121 x 2.620 (única oscilação negativa)

Toledo - 1.118 x 81.

(Agência de Notícias do Paraná)

ECONOMIA: Crise argentina vai continuar a tirar PIB do Brasil em 2020

economia 10 02 2020Sem levar em conta a nova regra para as importações, o cálculo sobre o impacto no PIB brasileiro em 2020 considera que o consumo doméstico na Argentina deve cair 4,5% neste ano e que o volume das exportações brasileiras para o país cairá, em média, 9%. O recuo das vendas é bem menor que os 32% de 2019 e os 16% de 2018, segundo estimativas do índice Icomex, da FGV, porque a baixa base de comparação ajuda. Assim, este também será o terceiro ano seguido em que a crise argentina terá efeitos negativos sobre a atividade no Brasil, embora em magnitude menor.

Estudo - Em estudo feito em setembro do ano passado com estimativas para a balança comercial no segundo semestre de 2019, Luana e a economista Mayara Santiago chegaram à conclusão de que a crise argentina tirou 0,2 ponto percentual do PIB em 2018 e outro 0,50 ponto em 2019. Atualizado após a revisão das Contas Nacionais Trimestrais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a divulgação do resultado da balança comercial fechado de 2019, o impacto em 2018 continuou em -0,2 ponto. Naquele ano, o PIB cresceu 1,3%.

Atualização - Para 2019, o número foi atualizado de 0,5 para 0,55 ponto. O crescimento estimado pelo Ibre-FGV no ano passado é de 1,2%. “A revisão foi motivada por uma queda das exportações para a Argentina maior do que esperávamos no ano passado”, afirma Luana. A previsão era de recuo de 27%, mas o resultado efetivo foi de menos 32%.

Reflexo - Para chegar aos números de impacto de 2018 a 2020, a economista calculou o reflexo da queda das exportações para o vizinho sobre o valor adicionado da indústria de transformação e dos segmentos de transportes e comércio, que são em parte influenciados pela atividade manufatureira. Também foi calculado o efeito sobre o recolhimento de impostos.

Produtos industriais - Produtos industriais (insumos e bens finais) respondem por cerca de 90% das vendas do Brasil para a Argentina. O país ainda é o quarto maior mercado para os produtos brasileiros de qualquer espécie, depois de China, Estados Unidos e Holanda.

Itens - Em 2019, cerca 35% do que o Brasil exportou para a Argentina foram insumos industriais, 22% foram peças e equipamentos de transporte, e 19,8%, automóveis. Estes eram 27% das exportações em 2017. “Os automóveis são parte importante das vendas para o país, mas têm perdido peso. O mercado argentino se tornou relevante também para os bens intermediários”, afirma Luana. No ano passado, segundo o IBGE, a produção de intermediários - que responde por 60% do que a indústria fabrica - caiu 2,2%, muito influenciada pelo desastre de Brumadinho (MG) e também pela retração na Argentina.

Queda - No total, a produção industrial brasileira caiu 1,1% em 2019, após crescer nos dois anos anteriores. Para Luana, a redução do comércio com a Argentina e também com o resto do mundo atenuou os efeitos do aquecimento da demanda doméstica em especial no fim do ano passado. “Há uma integração importante entre as cadeias produtivas argentina e brasileira no setor manufatureiro”, diz ela.

Valor adicionado - Dada a relevância desse parceiro comercial, o valor adicionado da indústria de transformação poderia ter crescido 2,2% em 2019, ante estabilidade na comparação com 2018. A previsão para 2020 é de crescimento de 1,3%. Sem o efeito Argentina, a expansão chegaria a 2,7%. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Alemanha ditará ritmo do acordo entre UE e Mercosul

A Alemanha será o país a dar o ritmo do encaminhamento do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul para exame pelas instituições europeias. O país assumirá em julho a presidência rotativa do Conselho Europeu, segundo fontes.

Oposição - O acordo entre UE e Mercosul foi anunciado em junho de 2019, e a oposição ao compromisso aumentou após o aumento das queimadas na Amazônia, que foram manchetes no mundo inteiro. A previsão dos negociadores é que até abril seja concluída a revisão legal das centenas de páginas do acordo. Depois será feita a tradução do texto para as línguas oficiais europeias.

Exame - Assim, no segundo semestre, uma segurança contra o risco de engavetamento do acordo é a presidência alemã do Conselho Europeu para levar os líderes europeus a examinar o compromisso entre os dois blocos, o que não será fácil. A França já disse que, no estado atual, não assina o acordo. A Irlanda também resiste, assim como Áustria e Luxemburgo, alegando razões ambientais.

Rejeição - Em todo caso, a Alemanha, com maior poder econômico e político e forte identidade de proteção ambiental, é vista como o país que saberá superar a rejeição de alguns membros opositores. Isso ao jogar seu peso na garantia de que serão respeitados os padrões ambientais previstos no capítulo de desenvolvimento sustentável do tratado.

Consolidação - Além disso, a nova Comissão Europeia, que é o braço executivo da UE, quer consolidar compromissos comerciais já assumidos, como o acordo com o Mercosul, e evitar várias frentes de disputas ao mesmo tempo. Sabe que, cedo ou tarde, terá confronto com os Estados Unidos especialmente sobre a “taxa carbono”, que colocará mais pressão sobre os parceiros na área ambiental.

EUA - A ideia europeia de querer taxar produtos importados de países cuja fabricação provoca muitas emissões de dióxido de carbono, punindo indústrias poluidoras, já fez o governo de Donald Trump ameaçar, na semana passada, retaliar os europeus.

Sinal verde- Só depois do sinal verde do Conselho Europeu é que o acordo UE-Mercosul vai para o Parlamento. E lá o Partido Verde, sobretudo, continua a guerra contra o tratado. No começo do ano, o partido publicou um estudo de impacto de mais de 130 páginas no qual detona o acordo.

Alegação - Os verdes, com crescente influência na cena política europeia, alegam que o Brasil assumiu o compromisso, pelo Acordo de Paris, de combater contra o desmatamento ilegal e reflorestar 12 milhões de hectares na Amazônia. Mas observam que de junho de 2018 a junho de 2019 o desmatamento aumentou 88%. Argumentam também que o Brasil, junto com os EUA, lidera o uso agrotóxicos. E dizem que o país não só reconhece 500 pesticidas como usa 150 que seriam proibidos no mercado europeu. Os verdes insistem que o governo Bolsonaro aumentou os registros de defensivos.

Desempenho - O Partido Verde considera que o acordo UE-Mercosul não tem como passar no Parlamento Europeu e acusa os países do Mercosul como um todo de terem desempenho ambiental medíocre. É nesse contexto que a Alemanha, favorável ao tratado, deverá agir. Na verdade, membros do governo de Ângela Merkel já propuseram a inclusão de uma cláusula adicional de “certificação de sustentabilidade” para a importação de carne e soja do Mercosul.

Favorável - No primeiro semestre de 2021, o cenário continuará favorável ao acordo, já que será a vez de Portugal, que também o apoia - embora tenha menor peso que a Alemanha - assumir a presidência da UE. (Valor Econômico)


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