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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4679 | 08 de Outubro de 2019

ENCONTRO ESTADUAL: Show com Michel Teló será uma das atrações do evento

 

O Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses será encerrado com uma grande atração: um show com o cantor medianeirense Michel Teló, que irá animar o público no período da tarde. O evento será realizado dia 6 de dezembro, das 8h30 às 15h30, em Medianeira, Oeste do Paraná. Promovido pelo Sistema Ocepar para celebrar as conquistas do ano do cooperativismo paranaense, vai reunir lideranças de todo o Estado no Centro de Eventos da Lar.

 

Programação – A programação contempla o Painel com autoridades, seguido de apresentação sobre a Cooperativa Lar, anfitriã do Encontro. “Improviso e criatividade” e “A arte de viver a transformação” são os temas das palestras que serão apresentadas, na sequência, pelo ator, diretor e dramaturgo, Márcio Ballas, e pelo doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica e professor Pedro Calabrez, respectivamente.

 

Inscrições – O Encontro Estadual é destinado a cooperados, colaboradores, dirigentes, demais lideranças ligadas ao cooperativismo paranaense, seus familiares e convidados. As inscrições ao evento devem ser realizadas até dia 2 de dezembro, por meio do agente de Desenvolvimento Humano da cooperativa ou no Sistema Ocepar (inscricoes@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1105).

 

encontro estadual folder 08 10 2019

SANIDADE: Entidades do Paraná realizam reunião preparatória para visita da Ministra da Agricultura

Representantes de entidades do setor produtivo paranaense estiveram reunidos, nesta segunda-feira (07/10), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, com o objetivo de discutir temas ligados à febre aftosa e peste suína clássica e se preparar para a visita da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no próximo dia 15, na capital paranaense. Ela vem assinar a Instrução Normativa n° 44, que possibilita tornar o Paraná área livre de febre aftosa sem vacinação. “Essa medida vem para coroar todo o trabalho realizado em conjunto entre entidades públicas e privadas, com o objetivo de alcançarmos esse novo status sanitário. Para que isso ocorresse, foram desencadeadas várias ações, como construção de barreiras, publicação de edital para contratação de pessoal, entre outras, em atendimento às exigências que o processo impõe, incluindo as auditorias do Mapa. É um passo importante para que, em 2021, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) também reconheça essa condição do Paraná, durante sua Assembleia Geral. Isso será fundamental para abrir mercado às carnes produzidas aqui”, afirma o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.  

Participantes – Participaram da reunião ocorrida nesta segunda representantes do Ministério da Agricultura, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ocepar e Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec).

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RAMO CRÉDITO: Comitê Técnico se reúne na Ocepar

A regulação a que estão submetidas as cooperativas de crédito foi um dos temas discutidos na reunião do Comitê Técnico do Ramo Crédito do Paraná, que foi realizada nesta segunda-feira (07/10), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. “É de suma importância para o setor manter-se alinhado com as diretrizes regulatórias do Banco Central e vemos esta oportunidade fundamental para a aproximação das entidades”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ao abrir a reunião.  “Também é importante atualizar os membros do comitê a respeito dos avanços do Conselho Consultivo Nacional do Ramo de Crédito (Ceco), e discutir as potencialidades e cenários de planejamento das cooperativas de crédito do Paraná”, completou o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Para falar sobre esses temas, participaram o gerente Técnico do Banco Central do Brasil, Rogério Bisi, e o coordenador do Ramo Crédito da OCB, Thiago Borba Abrantes.

Comitê - O Comitê Técnico é uma iniciativa do Sistema Ocepar que tem a finalidade de organizar e fortalecer o cooperativismo de crédito paranaense. Ele é composto por representantes de todos os sistemas de crédito registrados na Ocepar e cooperativas independentes: Central Sicredi PR/SP/RJ, Sicoob Central Unicoob, Uniprime Central, Central Cresol Baser, Credicoamo, Coopesf, CrediSanepar, Votorantin, Credialiança, Credicoopavel, Evolua, Creserv, CrediBRF, Sicredi Centro Sul.

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PR COOPERATIVO: Revista destaca pesquisa que mapeou a percepção dos consumidores sobre produtos de cooperativas paranaenses

pr cooperativo 08 10 2019Para os consumidores, a qualidade é o principal atrativo dos produtos das cooperativas do Paraná. O preço justo e a boa procedência da produção do setor também influenciam na decisão de compra. É o que demonstra a Pesquisa de Imagem e Posicionamento do Cooperativismo e Suas Marcas, encomendada pelo Sistema Ocepar e realizada pelo Grupo Datacenso. O levantamento quantitativo entrevistou 508 consumidores e 507 não consumidores de produtos de cooperativas. O assunto é tema da matéria de capa da Revista Paraná Cooperativo, em sua edição de número 174. “O objetivo da pesquisa é subsidiar os gestores cooperativistas com informações aprofundadas, para verificar lacunas, dificuldades e oportunidades. O mapeamento do entendimento e das necessidades dos consumidores é o ponto inicial para uma estratégia assertiva de marketing e comunicação. Sem esse conhecimento, navega-se às cegas num mercado em transformação constante”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Entrevista - A entrevista desta edição é com a consultora Emily Rees, ex-chefe de Assuntos da União Europeia da Apex-Brasil, Agência Brasileira de Comércio e Investimento, e ex-adida comercial da França no Brasil. Segundo ela, as disputas por espaço no mercado internacional, muitas vezes acabam “contaminadas” por desinformação, criando estigmas e assimetrias entre os países. “Não há dúvida que existem campanhas negativas providas por interesses protecionistas, mas também há diferenças culturais e socioeconômicas. O reconhecimento humilde de nossas lacunas permite uma comunicação mais sincera, com mais possibilidade de aproximação e entendimentos”, explica.

Mais -A edição de outubro também destaca o Fórum dos Presidentes, que debateu temas como inovação, meio ambiente e mercado. Outro assunto abordado é 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo, com a divulgação dos trabalhos vencedores e premiação dos profissionais de comunicação, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. No mesmo local, durante o Fórum de Agricultura, o Mercado SomosCoop apresentou produtos de cooperativas do Paraná. Em Maringá, foi lançado o Programa Cooper Universitário, que visa preparar estudantes para atuar no setor cooperativista. Na seção Conexão Frencoop, as últimas informações sobre o trabalho da Frente Parlamentar do Cooperativismo.

Clique aqui para acessar na íntegra o conteúdo da edição 174 da revista Paraná Cooperativo

 

OUTUBRO ROSA: Funcionários do Sistema Ocepar aderem à campanha de prevenção ao câncer de mama

Vestidos predominantemente com a cor rosa, os funcionários do Sistema Ocepar se reuniram, na manhã desta terça-feira (08/10), em frente à sede da entidade, em Curitiba, para tirar uma foto simbolizando a aderência à Campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama. A iniciativa da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) contou com o apoio da Associação dos Funcionários (Afoca). O prédio do Sistema Ocepar também está sendo iluminado com a cor rosa ao longo do mês.

 

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SICREDI: Na contramão do setor, instituição cooperativa registra alta de mais de 20% na poupança

 

sicredi 08 10 2019Um estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicou que, em 2018, 56% da população declarava algum tipo de interesse em investir em produtos financeiros até o fim do ano. No entanto, somente 8% conseguiu, efetivamente, fazer aplicações neste período. Em 2019, o índice de brasileiros que afirmaram que irão investir subiu para 64%, mas há tendência de que a grande maioria não tenha sucesso. Não à toa, em 31 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Poupança, visando conscientizar as pessoas sobre a importância de poupar.

 

Escolha - Em 2018, 88% dos brasileiros que realizaram investimentos escolheram a poupança, de acordo com a Anbima. Neste ano, contudo, o saldo da poupança está no negativo. Em outras palavras, as retiradas estão superando os depósitos em R$ 14,8 bilhões. Foram aplicados R$ 1,570 trilhão e retirados R$ 1,585 trilhão. A maior parte do “prejuízo” se deve aos saques de janeiro, que geraram déficit de R$ 11,2 bilhões.

 

Saldo positivo - Na contramão do setor bancário, o Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados, registra saldo positivo. No primeiro semestre deste ano, a poupança registrou alta de 20,9%, atingindo R$ 14 bilhões. A carteira de crédito da instituição financeira cooperativa totalizou R$ 60,8 bilhões, aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2018. 

 

Planejamento financeiro - “A poupança costuma ser o início do planejamento financeiro das famílias, por se tratar de um produto simples e de fácil entendimento. Ao criar esse hábito de poupar, aos poucos, as pessoas vão avançando para outros tipos de produtos, como os fundos de renda fixa até atingirem a renda variável, se for de seu perfil e de seu interesse”, explica a gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adriana Zandoná.

 

Comunidade - No caso do Sicredi, o investimento na poupança também acaba beneficiando às comunidades e ao próprio associado. “Os recursos fomentam o crédito da cooperativa, que ganha mais capacidade de apoiar o desenvolvimento da região onde está instalada e, como consequência, da comunidade. Ou seja, torna-se um ciclo virtuoso, pois contribui para a economia regional e beneficia os negócios locais”, diz Adriana.

 

Distribuição dos resultados - “Além disso, o associado que investe nos produtos da cooperativa acaba sendo beneficiado no fim do ano, quando há a distribuição dos resultados de acordo com o volume de negócios realizados com a cooperativa. Quanto maior o volume aplicado, maior o resultado que terá”, pondera Adriana.

 

Educação financeira - O hábito de poupar tende a se tornar mais simples se for incentivado desde a infância. No ano passado, o Sicredi lançou, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, uma série especial de revistas em quadrinhos e vídeos da Turma da Mônica com a temática "educação financeira para crianças". No total, seis edições e três desenhos animados integram o portfólio de informações disseminadas: Nossa Relação com o Dinheiro; Orçamento Pessoal ou Familiar; Uso do Crédito e Administração das Dívidas; Consumo Planejado e Consciente; Poupança e Investimento; e Prevenção e Proteção.

 

Projeto - A instituição financeira cooperativa também realiza o projeto Cooperação na Ponta do Lápis, na qual promove gratuitamente para a comunidade, contando com o apoio voluntário dos colaboradores, oficinas de educação financeira.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICREDI UNIÃO PR/SP: Projetos de programa social da cooperativa concorrem a prêmio em Paranavaí

 

Dois projetos da Escola Municipal Santos Dumont de Paranavaí são finalistas do Prêmio ‘Educador Inovador - Compromisso com a Educação’, promovido pela Secretaria Municipal de Educação. O ‘35 floristas: cores, formas e aromas’, da professora do 4º ano, Liliane Cristina Rocha Buzignani, concorre na categoria de Ciências, já o ‘Cooperando com a sustentabilidade’, da professora do 5º ano, Angélica Tomiello, está na categoria 3º, 4º e 5º anos. Ambos foram desenvolvidos por meio do Programa A União Faz a Vida, da Sicredi União PR/SP. 

 

Resultado - O resultado final será anunciado no dia 18 de outubro, durante jantar de comemoração ao Dia do Professor, que será realizado no Harmonia Country Club, às 19h30. Ao todo, foram inscritos 66 projetos em nove categorias e cada vencedor ganhará um notebook. O objetivo da iniciativa é valorizar e incentivar os professores ao reconhecer trabalhos que contribuem com a melhoria do processo de aprendizagem.

 

Tema - A professora Liliane conta que a expedição investigativa foi feita na 25ª Expoflores de Paranavaí, em abril, e logo em seguida definiram o tema do projeto. “Fomos com os 35 alunos da turma, que se entusiasmaram em conhecer diferentes tipos de plantas e flores”, lembra. Depois, em roda de conversa, as crianças expressaram diversas curiosidades sobre o tema, que nortearam as atividades. 

 

Plantas em casa - “Primeiro, propomos descobrir as plantas que cada um tinha em casa e, nesse processo, observaram que na escola não havia plantas. Então, decidimos fazer um jardim com sete pneus reutilizados, tinta doada pela escola e mudas trazidas de casa”, cita Liliane. 

 

Apoio - O projeto também contou com o apoio do ônibus itinerante da Sanepar, que sanou dúvidas dos alunos sobre solo e água, e da irmã da professora Liliane, que mora na Europa e fez pesquisa sobre a vegetação que predomina no continente para apresentar para as crianças. “Os alunos também foram de sala em sala conscientizar os outros colegas sobre os cuidados com a vegetação, evitando jogar lix o no chão e até mesmo quebrar as plantas”, conta orgulhosa. 

 

Sustentabilidade - Já o projeto “Cooperando com a sustentabilidade”, da professora Angélica, foi iniciado em março por meio de debate sobre o que é sustentabilidade. Depois, a turma fez expedição investigativa no Noroestão, um ginásio de Paranavaí que está em desuso. “Lá fizeram várias anotações sobre o lixo no chão, a presença de moradores de rua e as condi ções do local. As informações foram aproveitadas nas disciplinas por meio de gráficos, tabelas e cálculos matemáticos”, conta a professora.

 

Ofício - As crianças também aprenderam a elaborar ofício durante as aulas de língua portuguesa, no qual expressaram ideias sustentáveis para melhorar o Noroestão. O ofício foi apresentado ao prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes, durante uma visita da turma na prefeitura. “Diante da iniciativa, ele acatou a ideia de disponibilizar mudas para as crianças plantarem no ginásio. Isso deve ser feito ainda este m ês”, informa Angélica. 

 

Lixo reciclável - No dia em que fizerem o plantio, as crianças também vão recolher e separar o lixo reciclável. Além disso, farão uma campanha de conscientização na comunidade do entorno, entregando bilhetinhos em papel reciclável para incentivar as pessoas a adotarem práticas sustentáveis. “Vale citar que tanto a mensagem quanto o papel reciclável foi feito pelos próprios alunos em sala d e aula”, diz a professora ao acrescentar que para finalizar as atividades do projeto as crianças também vão produzir uma reportagem para contar todo o trabalho que foi feito.

 

Programa - O Programa A União Faz a Vida foi criado há 21 anos no Sistema Sicredi com o objetivo de contribuir com a sociedade por meio da melhoria da qualidade de ensino. O foco é incentivar os alunos a terem mais interesse pelo conhecimento, tornando-os protagonistas do processo de aprendizagem. A ideia é que se tornem cidadãos mais cooperativos e proativos no desenvolvimento da comunidade onde vivem.

 

Expedição investigativa - As atividades são feitas por meio de expedição investigativa, pesquisa, relatos, rodas de conversa, entre outros. Vale ressaltar que as práticas educativas contam, quase sempre, com o envolvimento da família dos alunos e de apoiadores da comunidade - profissionais e moradores voluntá rios que agregam conhecimento e, assim, viabilizam a proposta de aproximar o processo educativo da sociedade. O ano letivo é encerrado com a apresentação do aprendizado em forma de dança, teatro, música ou feira de ciências. Há também a exposição do portfólio dos projetos desenvolvidos ao longo do ano. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

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SICREDI PARANAPANEMA: Evento cultural com pianista e cantora lírica mirim é realizado em Cambará PR

 

Uma noite cheia de emoções e muita cultura. Assim pode ser resumido o evento ocorrido na última sexta-feira (04/10) em Cambará/PR. A Sicredi Paranapanema PR/SP e Grupo Bourbon promoveram a primeira edição do projeto “Palco Sicredi”, evento cultural que busca revelar os talentos locais e que reuniu aproximadamente 250 pessoas. Na oportunidade, houve a apresentação da professora e pianista Marili Cury Moreira e sua aluna, a cantora mirim Ana Luíza Paladino dos Reis. 

 

Informações institucionais - Também foram repassadas informações institucionais das duas empresas, com ênfase na atuação do Instituto Bourbon, que está sediado em Cambará e entrega um trabalho social e de desenvolvimento humano ímpar. 

 

Desenvolvimento - Promover o desenvolvimento, a inclusão e o enriquecimento cultural de famílias e da comunidade, é uma das bandeiras defendidas pelo Instituto Bourbon de Responsabilidade Socioambiental e do Sicredi. A entidade tem expandido seu atendimento e precisa de doações para seguir beneficiando milhares de pessoas. Para isso, existem algumas formas de doações, inclusive uma delas com incentivo fiscal:

1. Imposto de Renda: basta destinar parte do seu IR a pagar aos projetos e programas oferecidos pelo Instituto, vai depósito na conta do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CNPJ 19.403.266/0001-03 | Banco 001 | Agência: 0317-4 | Conta corrente: 29.319-9. 

2. Nota Paraná: As notas fiscais sem CPF podem ser doadas das seguintes formas: 

a. acessando o site com o número do CPF e senha, vá na aba ¨minhas doações¨, busque pelo Instituto e digite a chave de acesso da nota fiscal; 

b. pelo aplicativo Nota Paraná;

c. usando a opção Doações, busque pela Entidade e efetue a leitura do QR Code da nota fiscal; 

d. depositando a nota em urnas disponibilizadas pelo Instituto nos estabelecimentos comerciais; 

e. levar pessoalmente as notas no Instituto ou no Hotel Bourbon Cambará.

3. Doação voluntária direta: Basta efetuar um depósito ou transferência financeira para a conta corrente do Instituto Bourbon de Responsabilidade Socioambiental no Sicredi. Para os associados do Sicredi, é possível ainda fazer programações automáticas de transferências mensais. Banco 748 | Agência: 0717 | Conta corrente: 1027-3.

 

Comunidade - Através de iniciativas como o Palco Sicredi, é possível levar ao conhecimento da comunidade o trabalho desenvolvido pelo Instituto Bourbon para melhorar a vida de famílias em situação de necessidades, e também o desenvolvimento de profissionais através de cursos técnicos. O Sicredi atua constantemente realizando ações que contribuem com o desenvolvimento regional, e por meio deste evento firmou um novo parceiro, e assim seguirá realizando iniciativas de transformação social. 

 

Momento especial - Para o diretor executivo do Sicredi, Volmir Caraciolo, trata-se de um momento muito especial. “Vimos hoje uma apresentação belíssima, de uma menina encantadora, junto com sua professora de música. Estamos muito felizes por participar deste projeto”. Volmir acrescentou ainda que o Sicredi tem uma filosofia de trabalho diferente dos bancos convencionais. “Há 117 anos buscamos promover um mundo melhor com ações que trabalham questões econômicas, sociais, ambientais, e desta vez foi no pilar cultural. Esta ação junto com o Bourbon retrata o início de uma bela parceria. Momento de celebrar”, complementou. 

 

Motivo de orgulho - Para o gerente do Hotel Boubon de Cambará, Fabiano Collet, é motivo de orgulho poder participar desta ação cultural do Sicredi “Foi uma apresentação de alto nível das artistas, arrepiante a performance. Parabéns ao Sicredi pela bela iniciativa, ficamos muito felizes em poder fazer parte deste evento que oferece cultura e entretenimento, além de revelar um grande talento da cidade. Que venham mais momentos juntos destas empresas que atuam com responsabilidade na sociedade”, destacou Fabiano.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Sobre o Instituto Bourbon de Responsabilidade Socioambiental - O Instituto Bourbon de Responsabilidade Socioambiental promove ações educacionais, culturais e esportivas subsidiárias ao curriculum escolar oficial nas Escolas Vezozzo da Vila Rotary de Cambará, além de ações sociais e de cuidados da saúde dessa população, promovendo parcerias que espera ver replicadas em outras comunidades.

 

Bem-estar social - O maior objetivo do Instituto Bourbon é a promoção do bem-estar social das famílias, com ênfase no enriquecimento cultural das novas gerações e o incentivo para que essas pessoas possam ascender social e economicamente. A amplitude do seu estatuto e a possibilidade de atuação sem restrição geográfica foram estabelecidas para permitir essas ações sociais, educacionais e culturais através de parcerias ou de maneira própria, de forma a tornar-se um paradigma para outras instituições brasileiras para transformações profundas e necessárias ao papel que cabe ao Brasil moderno que se deseja construir.

 

Bourbon Cambará Hotel - O Bourbon Cambará Hotel, aberto em dezembro de 2018, está localizado na Rua Marechal Deodoro, 785, no município de Cambará (PR), cidade natal do fundador da empresa, Alceu ÂntimoVezozzo. O empreendimento, que era um sonho antigo do empresário, possui 80 apartamentos, oito andares, dois espaços gastronômicos, duas salas de eventos, 25 funcionários, estacionamento e 4.191,60 m² de área construída. Localizado no centro da cidade, o hotel oferece fácil acesso à Prefeitura, comércio, bancos, bares e restaurantes. Também dispõe de ótima infraestrutura e conveniência para realizações de eventos e reuniões.

Para garantir a reserva e desfrutar de qualquer uma destas oportunidades incríveis basta acessar o site Bourbon, Central de Reservas e departamentos de reservas do hotel. Confira todas as opções de destinos e hotéis: http://www.bourbon.com.br/ . (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP) 

 

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SICOOB OURO VERDE: Inteligência Financeira é tema de capacitação

 

sicoob ouro verde 08 10 2019Desenvolver os colaboradores para que eles possam atender os cooperados com excelência e tenham um comportamento assertivo ao indicar as soluções financeiras que o Sicoob Ouro Verde possui em seu portfólio. Esse foi o objetivo da Trilha de Inteligência Financeira, treinamento que a cooperativa realizou com cerca de 20 colaboradores, nos dias 17 e 18 de setembro, no auditório da Unidade Administrativa em Londrina (PR).

 

Técnicas e certificações - Durante a capacitação, ministrada pelo instrutor Tiago Luz Boeira, os participantes puderam conhecer mais sobre as técnicas e certificações necessárias para a atuação no mercado financeiro. O treinamento abordou ainda a importância de conhecer os produtos e serviços do portfólio do Sicoob e avaliar o perfil de cada cooperado da carteira para identificar as oportunidades que podem ser oferecidas.

 

Alertas - Para Josiane de Souza Fernandes, que atua como gerente de Negócios Trainee, o treinamento prepara e capacita os colaboradores, mas também traz alertas fundamentais sobre riscos do mercado financeiro. “Fiquei muito feliz por essa oportunidade. Adquiri muitos conhecimentos em todos os módulos, que transformaram meu modo de pensar, agir e até mesmo planejar. Isso é algo que levarei para a vida”, ressalta.

 

Confiança e objetividade - Além disso, a gerente reforça que a capacitação proporcionou mais confiança e objetividade para o trabalho que desenvolve no dia a dia. “Pude aperfeiçoar meu relacionamento com os cooperados e contribuir para a prospecção de novos negócios”, explica.

 

Pensamento crítico - Segundo a gerente de Negócios, Fabiana Galonetti Facco, o curso foi de suma importância, pois despertou o pensamento crítico em relação ao mercado financeiro. “O mais importante é entender e realizar a análise dos cenários e dos investimentos”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

AGROPECUÁRIA: Produtividade cresce 3,36% ao ano, aponta estudo do Mapa

agropecuaria 08 10 2019A produtividade é o principal fator de estímulo ao crescimento da agropecuária brasileira nos últimos 43 anos. No período de 1975 a 2018, o setor cresceu, em média, 3,36% ao ano. Essa taxa é superior à de países como Argentina, Austrália e China. A média histórica dos Estados Unidos (1948-2015), por exemplo, é de 1,38%.

 

Incremento - O estudo da Produtividade da Agricultura Brasileira, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostra que o produto da agropecuária teve incremento de 3,81% e o de insumos, 0,44%, no período analisado.

 

Ganhos - Os ganhos de produtividade vieram, principalmente, dos investimentos em pesquisa, da adoção de novos sistemas de produção, das melhorias em infraestrutura, incluindo estradas e escoamento da produção para o exterior por portos do Norte do país e aumento da capacidade portuária de Paranaguá (PR) e Santos (SP), e instrumentos adequados de política agrícola.

 

Mão de obra mais qualificada - De acordo José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, a melhoria da produtividade no campo está associada, em especial, à mão de obra mais qualificada e à eficiência no uso de máquinas e implementos, com ganhos de qualidade e treinamento para a realização das operações. A produtividade nos anos recentes, principalmente, no período 2000-2009, teve um desempenho considerado favorável, de 3,8% ao ano e o produto, 5,18% a.a.

 

Fatores climáticos - No entanto, nos últimos cinco anos (2014-2018), o crescimento desacelerou devido a fatores climáticos, como secas que afetaram principalmente a produção de grãos. Destacam-se os anos de 2016 e 2018, quando as safras de arroz, milho e algodão foram fortemente afetadas. O desempenho econômico foi outro fator que forçou o baixo crescimento.

 

Escolha - “É possível que a produtividade desse período também foi afetada pela complexidade associada a uma escolha ótima de insumos. Isto também pode ser aceito sabendo que esse período [2014-2018] foi um período difícil de uma maneira geral, inclusive pelo baixo crescimento da economia brasileira nesses anos”, explica Gasques.

 

Censo Agropecuário - O estudo foi atualizado e incorpora informações preliminares do Censo Agropecuário 2017, informações das pesquisas anuais do IBGE -  Produção Agrícola Municipal e Pesquisa da Pecuária Municipal, o que permite maior precisão das estimativas.

 

Estimativas - O coordenador ainda destaca que as estimativas são feitas com base na Produtividade Total dos Fatores (PTF), que é a relação entre o produto da agropecuária (lavouras perenes e temporárias, a produção animal, leite, mel, seda e casulo, além dos abates de animais bovinos, suínos e de aves) e os insumos (mão de obra, terra de lavoura e de pastagem, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos). O índice é abrangente e permite a comparação dos índices de produtividade entre países.

 

Participação - O estudo teve a participação da Secretária de Política Agrícola do Mapa, da Embrapa, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e uso de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês). (Mapa)

 

>> Leia aqui nota técnica sobre a produtividade da agropecuária

FINANÇAS: BC propõe lei para modernizar mercado de câmbio

 

financas 08 10 2019O Banco Central (BC) propôs projeto de lei (PL) para modernização do mercado de câmbio. Segundo o BC, o projeto “tem por objetivo instituir um novo marco legal, mais moderno, mais conciso e juridicamente seguro para o mercado de câmbio e de capitais estrangeiros no Brasil e brasileiros no exterior”.

 

Câmara dos Deputados - O PL foi encaminhado nesta segunda-feira (07/10) à Câmara dos Deputados por meio de Mensagem nº 483, do presidente da República, Jair Bolsonaro. “Caso venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional, o PL permitirá a melhoria do ambiente de negócios no país trazendo simplificação e agilidade para todos os que lidam com operações internacionais. O PL também permitirá que modelos de negócios inovadores possam ser implantados com segurança jurídica, aumentando a competição e propiciando a oferta de serviços mais eficientes para o mercado de câmbio e para operações relacionadas aos capitais estrangeiros”, diz o BC, em nota.

 

Moeda estrangeira - Uma das mudanças é a possibilidade de ter contas de depósito em reais e em moeda estrangeira, e de contas de custódia tituladas por organismos internacionais, bem como contas em reais de depósito e de custódia tituladas por bancos centrais estrangeiros e por instituições domiciliadas ou com sede no exterior que prestem serviços de compensação, liquidação e custódia no mercado internacional. “Tais preceitos contribuem para que o real passe a integrar efetivamente os ativos dessas instituições, expandindo o uso da moeda nacional em negociações no exterior, além de simplificar a participação de investidores internacionais em títulos públicos denominados em reais diretamente no exterior”, diz a justificativa do projeto.

 

Real em negócios internacionais - “O anteprojeto também favorece o uso do real em negócios internacionais ao permitir o envio ao exterior de ordens de pagamento de terceiros a partir de contas em reais mantidas no Brasil e tituladas por bancos do exterior”, acrescenta o BC, na justificativa.

 

Pilares - O PL está estruturado em 3 pilares: consolidação, modernização e simplificação.

 

Consolidação - Segundo o BC, o projeto consolida em lei única mais de 40 dispositivos legais, editados desde 1920, “que apresentam comandos dispersos e eventualmente obsoletos, que aumentam a insegurança jurídica do público e não contemplam as mudanças tecnológicas em curso e as necessidades atuais da economia brasileira”.

 

Modernização - De acordo com o BC, o PL compatibiliza os requerimentos legais às exigências de uma economia inserida nas cadeias globais de produção, facilitando o desenvolvimento do comércio exterior e do fluxo de recursos e investimentos. Além disso, permite adotar novos modelos de negócio que visem a aumentar a eficiência e promover a competição, a transparência e a inclusão financeira, trazendo benefícios para os cidadãos e para as empresas.

 

Exigências - O PL também possibilita eliminar exigências criadas há mais de 50 anos, em contextos econômicos superados e configuração das relações econômicas mundiais totalmente diferentes das atuais, e que se tornaram entraves à atividade econômica, propiciando ambiente de negócio desburocratizado e mais atrativo, inclusive para o capital estrangeiro.

 

Simplificação - A proposta permite adotar requerimentos proporcionais aos valores dos negócios e aos riscos envolvidos. Permite racionalizar as exigências para os investimentos estrangeiros no Brasil, bem como para os investimentos brasileiros no exterior. Também aprimora as regras para que o Banco Central obtenha informações para a compilação de estatísticas.

 

Segmentos - O BC diz ainda que as empresas que operam no comércio exterior serão um dos segmentos mais beneficiados, visto que um dos objetivos principais desse projeto é fomentar a maior inserção das empresas brasileiras no mercado internacional. Entre os vários aperfeiçoamentos, o novo PL vai permitir eliminar, com segurança, o excesso de burocracia hoje em vigor no processo de contratação de câmbio para importação e exportação, eliminar restrições dos exportadores no uso de suas receitas mantidos em sua conta no exterior e também facilitar a maior integração dessas empresas nas cadeias globais.

 

Concorrência e eficiência - Segundo o BC, ao permitir que novos modelos de negócio venham a atuar com aderência à regulação, espera-se maior concorrência e maior eficiência do mercado, o que deve beneficiar especialmente as pessoas com pequenos valores a receber ou a enviar para o exterior e que pagam as despesas referentes às operações de câmbio. Da mesma forma, o PL permite flexibilizar a necessidade de registro de operações de crédito externo para operações de baixos valores, como acontece até em empréstimos dentro de famílias envolvendo residentes e não residentes no Brasil.

 

Investidores - Finalmente, o PL deverá facilitar a participação de investidores estrangeiros nos mercados financeiro e de capitais ao tornar mais eficiente o processo de registros no Banco Central, diz a autoridade monetária. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Comitê instituído por MP da Liberdade Econômica será ampliado

 

economia 08 10 2019Instituído pela Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica, o Comitê de Súmulas da Administração Tributária Federal será ampliado para ter a participação de representantes dos contribuintes. O Ministério da Economia revogou nesta segunda-feira (07/10) a portaria que regulamentava o órgão.

 

Atos normativos - Com poder para editar súmulas que vincularão os atos normativos para contribuintes devedores, Comitê de Súmulas pretende unificar as decisões do governo em relação a devedores da União. Os inadimplentes na esfera tributária são julgados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal (Carf), e os devedores inscritos na dívida ativa (com cobrança em juízo), são julgados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

 

Questões pacificadas - Criado pela MP da Liberdade Econômica, aprovada no fim de agosto, o comitê fixará súmulas de questões tributárias pacificadas. Em nota, o Ministério da Economia explicou que proporá a edição de uma nova regulamentação que será submetida a consulta pública.

 

Composição paritária - Editada em 30 de setembro, a portaria anterior só estabelecia a participação de representantes da Receita Federal, do Carf e da PGFN no Comitê de Súmulas. A nova minuta, informou o ministério, pretende respeitar a atual composição paritária do Carf (com representantes do governo e da sociedade) ao garantir a presença de representantes dos contribuintes no novo órgão. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Inflação medida pelo IGP-DI sobe para 0,50% em setembro

economia II 08 10 2019O Índice Geral de Preços–Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 0,50% em setembro. Em agosto, o indicador havia tido uma deflação (queda de preços) de 0,51%. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (08/10), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-DI acumula 4,39% no ano e 3% em 12 meses.

Setembro de 2018 - Apesar da alta em relação a agosto, o índice caiu em relação a setembro do ano passado, quando houve inflação de 1,79% no mês e de 10,33% em 12 meses.

Preços no atacado - A alta da taxa de agosto para setembro deste ano foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 0,69% em setembro. Em agosto, os preços haviam caído 0,90%.

Construção - O Índice Nacional de Custo da Construção também subiu, mas de forma mais moderada, ao passar de uma taxa de inflação de 0,42% em agosto para uma alta de preços de 0,46% em setembro.

Preços ao Consumidor - E o Índice de Preços ao Consumidor ficou estável em setembro. Em agosto, houve inflação de 0,17%. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Concessão pode ter fundo de segurança cambial

 

infraestrutura 09 10 2019A comissão especial da Câmara dos Deputados que prepara um novo marco legal para concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) discute a criação de um fundo para dar segurança cambial aos investidores estrangeiros que queiram aplicar em infraestrutura no Brasil. Seria formado com dinheiro das taxas de outorgas arrecadadas pelo governo nos leilões de concessão de infraestrutura. “A ideia está avançando, e eu estou otimista”, disse o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

 

Mecanismo - O mecanismo é desenhado para concessões e PPPs federais. Porém, “não é impossível” estendê-lo a empreendimentos de responsabilidade de Estados e municípios, disse o deputado. “No momento, não há demanda para isso.”

 

Empecilho - A imprevisibilidade da taxa de câmbio brasileira é hoje o maior empecilho a que investidores estrangeiros entrem como financiadores de projetos de infraestrutura no Brasil. As taxas de juros negativas praticadas na Europa fazem com que os fundos de investimento busquem alternativas com maior rentabilidade. As concessões em infraestrutura no Brasil chamam a atenção, mas os investidores receiam ter pouca flexibilidade para manejar seus recursos. Uma taxa de conversão desfavorável na hora de retirar os recursos do Brasil pode anular os ganhos.

 

Proteção - O fundo, cujos detalhes ainda estão em discussão, funcionaria como proteção aos investidores. Evitaria perdas com variações muito grandes da moeda estrangeira. A busca por mecanismos de hedge cambial para investidores estrangeiros com perfil mais adequado do que os atualmente oferecidos pelo mercado financeiro ganhou relevo no governo Michel Temer.

 

Taxa de outorga - Estudou-se utilizar parte da taxa de outorga de rodovias e aeroportos para garantir determinado nível de câmbio ao investidor. É um mecanismo já utilizado em concessões rodoviárias em São Paulo.

 

Indexação - Outra possibilidade seria indexar as tarifas de concessões, total ou parcialmente à variação do dólar. O mecanismo poderia ser usado em empreendimentos cujas receitas são geradas em moeda estrangeira, como é o caso da Ferrogrão, ferrovia a ser construída para exportar soja e milho do Centro-Oeste por portos do Norte do país.

 

Não é novidade - A dolarização parcial de algumas tarifas não seria exatamente uma novidade no Brasil. Contratos no setor elétrico são impactados pela variação da moeda estrangeira. A energia de Itaipu é cotada em dólares. A moeda impacta também o custo das térmicas movidas a derivados de petróleo. “A equipe econômica é contra a dolarização”, informou Arnaldo Jardim, que mantém diálogo constante com membros do Executivo na relatoria do novo marco. A palavra “indexação” não agrada ao time do ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Demanda - A falta de proteção cambial é demanda principalmente dos financiadores de projetos em infraestrutura. É um problema mais contornável para investidores que entram como sócios nos grupos que administram concessões pois são negócios de longo prazo e é possível aguardar momentos mais propícios para movimentar os recursos.

 

Relatório - Jardim espera apresentar até o final do mês seu relatório com aperfeiçoamentos nas regras para concessões e PPPs. O projeto deve propor a proibição a que concessões entrem em recuperação judicial, como ocorreu com Viracopos. Poderá também trazer limite de prazo a que agências reguladoras respondam a pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro de contratos e estabelecer normas para uma nova matriz de risco. (Valor Econômico)

TRIBUTÁRIA: Relator diz que aspectos ambientais devem ser levados em conta na reforma

 

tributaria 09 10 2019O relator da reforma tributária (PEC 45/19) na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que a questão ambiental deve ser levada em conta em seu parecer. O deputado participou na última quarta-feira (02/10) de reunião da Frente Parlamentar Mista para a Criação de Estímulos Econômicos para a Preservação Ambiental, com foco na reforma tributária.

 

Riqueza - "Cada dia mais a gente vai percebendo que o meio ambiente é uma riqueza. Do ponto de vista inclusive econômico e de monetização. Então, no aspecto da reforma tributária, nós estaremos levando em consideração", disse Ribeiro.

 

Tributação diferenciada - No encontro da frente, deputados e representantes do setor produtivo reafirmaram a necessidade de uma tributação diferenciada para quem preserva o meio ambiente.

 

Novos conceitos - Também conhecida como Frente da Economia Verde, o grupo tem como presidente o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Ele propõe que a reforma tributária induza comportamentos, com novos conceitos de produzir e de consumir.

 

Tributação diferenciada - Arnaldo Jardim informou que vários pontos importantes para a economia verde já foram apresentados, por meio de emendas, à proposta da reforma tributária:

"Um deles estimula o conceito de ciclo de vida; outro estimula um tratamento tributário diferenciado para aqueles produtos que são reciclados; um outro estabelece condições para que a logística reversa seja considerada também no custo e possa ter uma tributação diferente. Nós não estamos propondo nenhum acréscimo de carga tributária", observou.

 

Momento - O parlamentar ressaltou que esse é o momento de utilizar a política tributária para que os preços dos diversos bens e serviços reflitam também os seus custos ambientais.

 

Pontos importantes - O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), elencou pontos importantes para a reforma tributária: "Para que a nossa política nacional de resíduos possa ser implementada; que a gente possa ter uma mudança efetiva na utilização do biodiesel em detrimento do diesel convencional; que a gente possa valorizar e permitir a chegada dos investimentos na área de energia solar e eólica. A maior parte dos países tem tributação zero para esse tipo de situação, porque embora hoje já seja mais acessível, é caro, e o governo precisa dar algum incentivo", afirmou.

 

Lista verde - O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio, Cátilo Cândido, ressaltou que o tratamento diferenciado para quem preserva o meio ambiente não é uma inovação, pois já consta do artigo 170 da Constituição: “Quando a gente olha para fora do país, a gente nota listas verdes e vermelhas, ou seja, são produtos que ou estão na lista verde e detêm uma alíquota diferenciada, ou são produtos ou serviços que estejam numa lista vermelha, que são produtos que tenham uma alíquota normal", disse. (Agência Câmara)

INTERNACIONAL: EUA retomam negociação, mas barram empresas chinesas

 

internacional 08 10 2019O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, colocou oito empresas chinesas de tecnologia em uma lista negra nesta segunda-feira (07/10), acusadas de envolvimento em violações de direitos humanos contra minorias muçulmanas na província de Xinjiang, extremo oeste da China.

 

Vigilância - Entre empresas acusadas estão duas empresas de vigilância por vídeo - a Hangzhou Hikvision Digital Technology e a Zhejiang Dahua Technology - que, segundo algumas fontes, controlam até um terço do mercado global de videomonitoramento e têm câmeras espalhadas por todo o mundo.

 

Anúncio - A medida foi anunciada após o fechamento dos mercados nos EUA e no mesmo dia em que representantes americanos e chineses deram início aos preparativos para as negociações de alto nível previstas para esta quinta-feira, em Washington. As entidades incluídas na lista negra estão proibidas de fazer negócios com empresas americanas sem uma autorização do governo americano.

 

Violações - “Especificamente, essas entidades foram implicadas em violações de direitos humanos e abusos na implementação da campanha da China de repressão, detenções arbitrárias em massa e vigilância de alta tecnologia contra uigures, cazaques e outros membros de grupos minoritários muçulmanos” em Xinjiang, segundo nota do Departamento de Comércio dos EUA.

 

Críticas - Em Xinjiang, cerca de um milhão de muçulmanos uigures foram colocados em campos de detenção em massa, o que provocou críticas por todo o mundo. A notícia foi divulgada no momento em que o presidente Trump participava da assinatura de um acordo comercial parcial com o Japão e previa uma grande semana de negociações com a China.

 

Acordo - “Acreditamos que há uma boa chance de podermos fazer algo muito substancial”, disse Trump. “Acho que eles estão chegando para fechar um acordo, vamos ver se um acordo pode ou não ser feito.”

 

Lista negra - Além da Hikvision e da Dahua, foram incluídas na lista negra as empresas de inteligência artificial iFlytek, Megvii Technology, Sense Time e Yitu Technologies. Também estão na lista a Xiamen Meiya Pico Information - que se denomina “especialista em ciência forense digital e segurança cibernética na China”, segundo seu site - e a Yixin Science and Technology, uma fornecedora de equipamentos de micro e nano fabricação com sede em Xangai.

 

Discussão - A inclusão dessas empresas na lista negra era discutida faz tempo e os conselheiros para a segurança nacional pressionavam Trump há meses para oficializar a medida.

 

Provocador - Mas o momento escolhido é altamente provocador, poucos dias antes da chegada prevista do vice-premiê da China, Liu He, a Washington para as negociações comerciais de alto nível que serão acompanhadas pelos mercados financeiros de todo o mundo.

 

Pacote de sanções - A Casa Branca tinha preparado em maio o pacote de sanções contra empresas de tecnologia de vigilância acusadas de violações de direitos humanos, mas decidiu segurá-lo por causa das negociações comerciais em andamento.

 

Adiamento - O governo Trump voltou a considerar as sanções em junho e planejava anunciá-las, junto com um discurso sobre os direitos humanos do vice-presidente Mike Pence, no aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial. O discurso foi adiado indefinidamente - a pedido de Pequim - para que Trump pudesse garantir um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula do G-20 em Osaka.

 

Inclusão - A chamada “lista de entidades” do Departamento de Comércio dos EUA também incluirá o Departamento de Segurança Pública da região de Xinjiang e 18 departamentos de segurança pública municipais e locais, bem como a academia de polícia da província. (Valor Econômico)

 

Foto: Pixabay

SAÚDE: Política terá que mudar com volta de velhas doenças

 

saude 08 10 2019A volta ao cotidiano de doenças erradicadas ou controladas há décadas marca o início de uma nova etapa no direcionamento das políticas de saúde pública, a partir da qual o enfrentamento não dependerá somente das estratégias de atenção básica que demonstraram sucesso, campanhas de vacinação e suprimento de medicamentos. Para especialistas, além da crise fiscal, que espremeu recursos federais e regionais, reduzindo a capacidade de atendimento, há falhas de vigilância, aspectos socioeconômicos, ambientais e migratórios que agora impactam a área nos campos da infectologia e das doenças transmissíveis. Todos esses fatores exigem uma abordagem mais proativa do sistema de saúde.

 

Patologias - Sarampo, sífilis e raiva humana são algumas das patologias que são de novo assunto no dia a dia das pessoas, sem discriminação de idade ou classe social. Pelo mais recente balanço do Ministério da Saúde sobre sarampo, foram confirmados 5.404 casos em 19 unidades da federação, dos quais 97% concentrados em São Paulo (ver tabela ao lado). Os dados se referem ao período de 7 de julho a 28 de setembro. Houve seis mortes no país - cinco em São Paulo e uma em Pernambuco. Para combater a epidemia, uma nova campanha de vacinação começou nesta segunda-feira (07/10).

 

Retorno - O retorno da doença foi impulsionado pela entrada no país de casos estrangeiros e pela baixa cobertura vacinal. Esse quadro fez o Brasil perder neste ano o certificado de país livre da doença, entregue pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em 2016. Para a perda desse reconhecimento, é preciso haver transmissão sustentada - ou seja, incidência de um mesmo surto por mais de 12 meses. A disseminação de informações falsas sobre a credibilidade da imunização oferecida pelos serviços públicos também contribuiu para esse retrocesso.

 

Movimento antivacina - Pesquisador do “Brasil Saúde Amanhã” - projeto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) voltado para a prospecção estratégica, identificação de riscos e ameaças -, José Noronha diz que nunca havia imaginado que o país viveria um movimento antivacina. E, embora considere que o sistema vacinal do país seja complexo do ponto de vista de tecnologia de saúde - o fracionamento das doses que pode levar à descontinuidade na aplicação seria um dos exemplos -, há disponíveis medicamentos e meios preventivos contra as doenças.

 

Vigilância - Mas ele não responsabiliza a população. “O sarampo é evitado com uma vacina só, a febre amarela também. Teríamos menos problemas com a febre amarela se a vigilância tivesse sido acionada com rapidez. Não era para morrer mais ninguém a essa altura.”

 

Cobertura vacinal - Para Marco Aurélio Sáfadi, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, a manutenção de 95% da cobertura vacinal é imprescindível para evitar a reintrodução de vírus já controlados no país. Embora a aplicação da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) tenha ficado acima de 90% nos últimos três anos - 93% em 2016; 91,3% em 2017; 90,5% em 2018 -, foi insuficiente para conter o surto na região Norte, em 2018, e em São Paulo, neste ano. “É um percentual rígido. Você tem que ter 95% da população vacinada, principalmente de forma homogênea. Se houver, por exemplo, cidades em que a cobertura só alcança 10%, você cria bolsões de suscetibilidade”, diz ele, também presidente do Departamento de Epidemiologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

 

Causas diversas - O professor destaca que, assim como o retorno de doenças controladas se deve a vários fatores, as causas da baixa cobertura vacinal também são diversas. Além da desinformação e disseminação de notícias falsas, assim como a rejeição à proteção baseada em convicções religiosas, há uma dificuldade estrutural e logística no acesso da população ao sistema de saúde. “A gente tem que reconhecer que há falhas que dificultam o acesso, como o horário reduzido de atendimento em postos e desabastecimento pontual de algumas vacinas”.

 

Caminho - Para ele, no entanto, a solução não passaria por ações punitivas ou repressoras - como obrigar os responsáveis legais a vacinar menores por via judicial. “Isso piora e afasta mais ainda os que desconfiam da verdade. O caminho para contornar é a boa informação e o reconhecimento das nossas limitações. Não adianta querermos dizer que as vacinas são 100% eficazes ou 100% isentas de risco, mas precisamos difundir que a contribuição das vacinas na proteção da população é inquestionável. Tem que melhorar o acesso à informação.”

 

Exemplo - Um dos exemplos que Sáfadi dá é a discussão sobre casos de sarampo identificados em jovens adultos imunizados na infância. “O vírus não circulou por muitos anos. Aqueles que têm entre 20 e 40 anos foram vacinados, mas passaram a juventude sem ter contato com o vírus, o que impediu que desenvolvessem resposta imunológica melhor. É preciso lembrar que esses casos em eventuais vacinados são mais leves e menos sujeitos à hospitalização e à morte. A vacina pode até ‘falhar’ no sentido de impedir a doença, mas melhora muito a resposta ao vírus.”

 

Varíola - O Ministério da Saúde informou ao Valor que a única doença já considerada erradicada do país é a varíola. “A erradicação acontece quando não somente foram eliminados os casos, mas também as causas da doença, em especial, o agente. É importante destacar que a erradicação de uma doença adquire seu real significado quando alcançada numa escala mundial”, afirmou a pasta. “As vacinas foram responsáveis pela erradicação da varíola no mundo, em 1980, pela interrupção da transmissão da poliomielite nas Américas em 1994, sendo que o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil ocorreu em 1989, e pela eliminação da rubéola e síndrome da rubéola congênita nas Américas, reconhecida pela Opas em 2015”, ressaltou o ministério, em nota.

 

Casos recentes - Das doenças eliminadas, a única que voltou a registrar casos, recentemente, foi o sarampo, de acordo com a pasta. “Com a entrada de novos casos da doença no país, o Ministério da Saúde tem reforçado as ações de combate e prevenção da doença nos Estados que estão com circulação ativa do vírus do sarampo. Entre as ações de combate, está a vacinação, em todo o país, de todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano. Essa medida preventiva deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses.”

 

São Paulo - Em São Paulo, após a adesão de pouco mais de 40% dos jovens de 15 a 29 anos à campanha de vacinação contra o sarampo terminada em agosto, a Secretaria de Saúde decidiu intensificar as chamadas ações de “bloqueio” e mapear as cadeias de transmissão, segundo a diretora técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, Helena Sato. Ela reconhece que a cobertura de pouco mais de 40% para o público-alvo da campanha foi baixa. E também atribui a ausência dos jovens aos movimentos anti-vacinas e à disseminação de notícias falsas.

 

Além - Os problemas, contudo, vão bem além da vacinação, alertam os especialistas. Pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Christovam Barcellos destaca aspecto que, na rota da doença, liga os pontos entre o Norte do país, onde ficam as localidades mais pobres, e o Sudeste, que tem o rico Estado de São Paulo.

 

Mobilidade humana - “São regiões que têm em comum intensa ou repentina mobilidade humana, onde há cada vez mais pessoas circulando e entrada de não locais ou estrangeiros, muitos deles sem proteção vacinal. Isso é explosivo, quando eles chegam a localidades com baixo nível de imunização”, explica Barcellos.

 

Novo desafio - Segundo ele, o aumento desses deslocamentos - devido ao turismo, ao movimento pendular entre municípios, à migração de concidadãos ou estrangeiros - e a favelização crescente em razão de crises econômicas são o mais novo desafio ao Sistema Único de Saúde (SUS). É nesse contexto que surgem comunidades na clandestinidade, caso de imigrantes ilegais ou grupos isolados pelo extremo empobrecimento, como moradores de rua ou de áreas inóspitas - e quase sempre à margem dos serviços de saúde e das ações de vigilância. Grandes capitais e cidades situadas em fronteiras com países que enfrentam crises humanitárias estão entre as regiões mais vulneráveis a surtos de doenças que podem eclodir a partir desses grupos. “De repente uma concentração de pessoas maior ou menor num bairro ou localidade vira um foco de disseminação de vírus. Nesse momento é que se apresentam as falhas de monitoramento, e isso é um novo desafio que está se impondo”, diz.

 

Destino - O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que o Brasil é destino de refugiados do mundo inteiro, com intenso fluxo de venezuelanos neste momento por causa da crise política no país vizinho. E que qualquer estrangeiro que entra no país como refugiado pode solicitar o reconhecimento dessa condição, passando a contar com atendimento de saúde.

 

Entradas - “Registramos uma média de 500 a 800 entradas de venezuelanos por dia pela cidade de Pacaraima, Roraima, onde a Operação Acolhida e o Acnur mantêm o Centro de Registro e Triagem. Ali, todos os venezuelanos que querem ficar no Brasil recebem documentação provisória, o que lhes permite trabalhar, estudar e ter acesso aos serviços básicos do governo. Junto à documentação, os venezuelanos passam por avaliação médica e são imunizados pelo Exército. O mesmo vale para o Programa de Interiorização: a vacinação é obrigatória para aqueles venezuelanos que serão realocados para outras cidades”, diz a entidade.

 

Problema global - Mesmo com o país contando com o trabalho de organizações humanitárias, José Noronha, da Fiocruz, avalia que falhas de vigilância são um problema global, e que é preciso haver coordenação melhor entre os países neste campo. Ele cita as dez ameaças à saúde global listadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no início do ano como pontos que deveriam motivar ações preventivas no Brasil: poluição do ar e mudanças climáticas; doenças crônicas não transmissíveis; pandemia de influenza; cenários de fragilidade e vulnerabilidade; resistência antimicrobiana; ebola; atenção primária; vacinação; dengue e HIV.

 

Grupos - Já ao mapear os males que nos últimos anos se tornaram, em menor ou maior grau, problema para brasileiros, Noronha os separa em quatro grupos: doenças antes controladas, para as quais há meios de combate, e que por razões diversas voltaram; moléstias transmitidas por mosquitos que viraram epidemias por arboviroses - aqui incluídas algumas das listadas pela OMS e males causados até por vírus ainda não urbanizados; enfermidades que surgem com a pobreza e falta de informação; e as grandes ameaças globais, como influenza.

 

Mais complexo - O segundo grupo de doenças, com transmissão via artrópode (carrapatos ou mosquitos), é o mais complexo, diz ele. “Não têm vacina, são perigosas, globais. A solução é controlar o mosquito, mas aí tem as questões ambientais. Então não há ainda um horizonte de saída para esses casos”. Os tratamentos são apenas sintomáticos - caso da dengue, chikungunya e zika.

 

Surtos - Sáfadi, da Santa Casa, pondera que a mobilidade maior de pessoas pelo mundo facilita a circulação dos vírus, mas volta a reforçar que a cobertura vacinal acima de 95% poderia evitar surtos como o do sarampo. “No caso de São Paulo, o vírus veio com famílias que foram para Europa, para Israel, e o trouxeram. É um pouco fruto da globalização, mas também resultado da baixa cobertura vacinal.”

 

Disseminação - Além do sarampo, outras doenças podem se disseminar entre a população brasileira seguindo a mesma trilha, segundo ele. “Há a difteria, por exemplo. Houve um recrudescimento na Venezuela, que deixou de vacinar sua população há anos e teve um surto com centenas de mortos por difteria. Está absolutamente controlada no Brasil, mas se tiver reintrodução, corremos risco. Outro perigo vem da poliomelite. Não tivemos novos registros nas Américas, mas países como Afeganistão e Paquistão reportam casos de pólio selvagem. Se não houver reforço na imunização, corremos risco”.

 

Sífilis - Barcellos, da Fiocruz, manifesta preocupação também com a sífilis. “É um problema mais ou menos parecido com o sarampo, pois existe solução. É tratado com antibiótico. Mas é preciso haver diagnóstico oportuno. E temos essa questão da mobilidade, gente circulando cada vez mais. No Brasil, os casos aumentaram 48% de 2016 para 2017, segundo o Datasus”.

 

Alta incidência - O cientista considera a ainda alta incidência da doença uma falha no sistema de saúde, já que há casos de sífilis de natureza congênita. “Acontecer isso hoje é uma vergonha, porque a gestante não foi diagnosticada, tratada e transmitiu para o bebê. Isso demonstra uma falha enorme na atenção básica”.

 

Restrições orçamentárias - Em relação às restrições orçamentárias no país, Sáfadi afirma que as brechas na vigilância epidemiológica não são exclusividade do governo atual e que é preciso defender os gastos em saúde e educação como prioridades absolutas. “As gestões anteriores erraram também. Mas a população precisa deixar claro aos governantes que é possível apertar de todos os lados. Saúde e educação, porém, precisam ter um mínimo de aportes, pois o corte nessas áreas vai piorar muito o quadro de assistência.” (Valor Econômico)

 


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