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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4670 | 25 de Setembro de 2019

ENCONTROS DE NÚCLEOS: Temas de interesse do cooperativismo estarão em debate de 21 a 24 de outubro

encontros nucleos 25 09 2019De 21 a 24 de outubro, a diretoria executiva do Sistema Ocepar estará reunida com lideranças cooperativistas de todas as regiões do Estado, discutindo assuntos de interesse do setor durante os Encontros de Núcleos Cooperativos. Os eventos vão ocorrer em Prudentópolis, Cascavel, Francisco Beltrão e Mandaguari. As cooperativas anfitriãs serão a Sicredi Centro Sul, no Centro-Sul; a Coopavel, Cotriguaçu, Credicoopavel e a Credicapital, no Oeste; a Cresol, no Sudoeste; e a Cocari e Rodocoop, no Norte/Noroeste.

Programação – Após a abertura com as cooperativas anfitriãs, o diretor do Datacenso, Cláudio Shimoyama, apresenta o resultado da pesquisa sobre a imagem e o posicionamento das marcas das cooperativas do Paraná. Trata-se do segundo levantamento feito pelo grupo a pedido da Ocepar. A primeira pesquisa foi realizada em 2017. Desta vez, a coleta de dados ocorreu entre os meses de junho e julho, quando foram entrevistados 1.015 consumidores, na capital e no interior do Estado, 10 diretores de cooperativas e 50 profissionais responsáveis pela aquisição das mercadorias nos supermercados. As conclusões deste trabalho têm sido utilizadas pelo Sistema Ocepar e cooperativas como subsídio para direcionar as estratégias de divulgação e promoção dos produtos e serviços ofertados pelo setor à comunidade.

Trabalho seguro e outros assuntos – Na sequência, o advogado Ernesto Emir Kugler Batista Junior vai falar sobre o Programa Trabalho Seguro e Sustentabilidade. Já a diretoria da Ocepar irá fazer um relato sobre o PRC100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, e apresentar o Programa Cooper Universitário, lançado em Maringá, no dia 10 de setembro. Realizado pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, o programa será implementado em parceria com a Pluricoop Cooperativa de Trabalho de Executivos em Gestão e Treinamento, sediada em Maringá, com objetivo de disseminar os princípios cooperativistas no ensino superior, por meio da interação entre cooperativas e universidades. A iniciativa conta com o apoio do Sistema OCB, Faculdades Maringá, Prefeitura de Maringá e cooperativas Cocamar, Cocari, Aurora Alimentos, Sicoob Central, Unicoop, Sicoob Metropolitano, Unicampo e Unimed Maringá. 

 

encontros nucleos folder 25 09 2019

 

COOPERATIVISMO: OCB e Frencoop discutem ato cooperativo e reforma tributária

 

cooperativismo 25 09 2019Representantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da diretoria da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) se reúnem nesta quarta-feira (25/09), em Brasília, para discutir a respeito da necessidade de a reforma tributária garantir que a incidência de tributos relativos aos atos cooperativos ocorra na figura do cooperado e não da cooperativa. 

 

Presenças - Além dos parlamentares e dos diretores da OCB, o evento também contará com a presença de representantes de três setores do cooperativismo (Agro, Crédito e Saúde), que apresentarão as projeções de impacto da aprovação da reforma tributária sem o detalhamento do ato cooperativo. (Informe OCB)

CASTROLANDA: Agroleite fortalece parceria e potencializa divulgação da cadeia leiteira nacional no maior evento de pecuária da Europa

 

castrolanda 25 09 2019O Agroleite se prepara para estrear na Sommet de l’élevage com a proposta de fortalecer a parceria firmada com o maior evento de pecuária europeia e potencializar a divulgação da cadeia produtiva do leite do Brasil num contexto mundial.

 

Sommet de l’élevage - Realizada no coração do Massif Central, região de planaltos localizada no centro da França, a Sommet acontecerá entre os dias 2, 3 e 4 de outubro. Essa é a 28ª edição do Sommet de l’élevage e o evento reúne 1.500 expositores, dos quais 300 são internacionais de 32 países, 2.000 animais entre bovinos de leite, de corte, ovinos e equinos, 95.000 visitantes, destes 4.500 internacionais de 85 países, incluindo o Brasil. 

 

Parceria - Após a visita de uma delegação brasileira no evento em 2018, uma parceria entre foi firmada entre os salões brasileiro e francês. Sommet estreiou no Pavilhão Internacional do Agroleite 2019 com um estande próprio e agora será a vez do evento brasileiro participar como expositor, pela primeira vez em terras estrangeiras.

 

Agroleite - O Presidente de Honra do Sommet de l’élevage Roger Blanc participou do Agroleite e mostrou entusiasmo ao visitar o Brasil pela primeira vez. “Em outubro do ano passado, quando encontrei o CEO da Castrolanda tivemos a oportunidade de falar sobre nossos eventos. Thomas me falou que o nosso salão na França era um grande salão e me propôs visitar o Agroleite e firmar essa parceria. Eu conhecia um pouco o Brasil, sabia que era um país de pecuária por excelência, e que haveria sim um interesse comum no estabelecimento dessa parceria. Gostaria de registrar que não estou nada decepcionado com tudo o que vi desde que cheguei ao Agroleite”, disse um dos fundadores da Sommet de l’élevage. 

 

Iniciativa - A iniciativa traz inúmeros benefícios não somente para os eventos como também para toda a cadeia produtiva do leite do Brasil “A parceria facilita o acesso ao conhecimento e aos benefícios deste evento mundial, com o conforto de ter uma base lá, o estande do Agroleite. Além disso, temos uma oportunidade ímpar de desenvolver o Agroleite, compartilhar experiências, divulgar a Castrolanda, realizadora do evento e as suas áreas de negócios. Será uma grande vitrine para a pecuária leiteira nacional”, disse o CEO da Castrolanda, Thomas Domhoff. 

 

Intercâmbio - O Gerente Comercial do Departamento Agrícola (agricultura, pecuária e agroindústria) da Business France, Jammer Cavalcanti avalia a participação da Sommet de l’élevage no Agroleite e enxerga a parceria entre os eventos como uma oportunidade maior de atuação. “A ida da Castrolanda para a França no contexto da parceria com o Sommet de l’élevage é para nós, promotores de intercâmbio comercial, uma oportunidade maior de atuação. Por um lado, tivemos o seu valioso apoio para a divulgação do Sommet na Capital Nacional do Leite, a acolhedora cidade de Castro. Por outro, partimos agora para promover no exterior não só o Agroleite, mas o que de melhor temos na pecuária leiteira nacional. Envolvemos inclusive a Embaixada do Brasil na França nessas ações. Por fim, vejo esta viagem da Cooperativa como o início de um movimento maior, onde os atores chaves do agronegócio brasileiro buscarão criar pontes entre nossos países, reservando para o momento da eventual assinatura do acordo UE-Mercosul somente a foto do corte do laço de inauguração”, disse o executivo da Business France no Brasil. 

 

Delegação brasileira - Além de participar do salão Sommet com um estande Agroleite a delegação brasileira, composta por cooperados e colaboradores da Castrolanda e da Nutron, vai participar de um roteiro com visitas a fazenda de pesquisa na França. A finalidade é conhecer a metodologia e os processos utilizados naquele país e na programação também irão visitar uma fazenda comercial, com um sistema de ordenha robotizado para ver as tecnologias empregadas, ferramentas de manejo e avaliação de resultados nas fazendas.  (Imprensa Castrolanda)

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Participantes do Projeto Trilha Jovem representam a cooperativa em feira de negócios de Foz do Iguaçu

 

sicoob tres fronteiras 25 09 2019Quatro participantes do Projeto Trilha Jovem representaram o Sicoob Três Fronteiras na segunda edição da Feira Jovem de Negócios Iguassu. Desenvolvida pelo Instituto Polo Internacional Iguassu, a iniciativa existe desde 2006 e capacita jovens em situação de risco e vulnerabilidade social para atuarem no mercado de turismo e áreas afins de Foz do Iguaçu (PR).

 

Conhecimento e habilidades - Realizada no dia 18 de setembro, no Wish Resort Golf Convention, a Feira Jovem de Negócios Iguassu possibilitou aos 162 participantes do projeto mostrarem um pouco do conhecimento e habilidades adquiridos após cinco meses de treinamento na área de turismo, atendimento, comércio, hospedagem e eventos.

 

Estandes - A feira abrigou 36 estandes de empresas parceiras do projeto, que tiveram seus produtos e serviços oferecidos e apresentados pelos trilheiros. Foi uma oportunidade para aproximar os jovens capacitados de empresários, gestores e recrutadores de pessoal.

 

Imersão - Para que os jovens pudessem atuar como embaixadores do Sicoob, eles fizeram uma imersão de dois dias na Unidade Administrativa da singular. Na oportunidade, puderam conhecer os produtos e serviços oferecidos, bem como os diferenciais de uma cooperativa e como ela pode contribuir com o desenvolvimento das comunidades onde está inserida.

 

Oportunidade - “Esse intercâmbio na empresa que vamos representar é a oportunidade que temos de agregar mais conhecimento e preparação para a feira. Hoje eu aprendi o que é uma cooperativa de crédito e como ela torna mais justa as relações financeiras”, disse o trilheiro Rodrigo Fitz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICREDI UNIÃO PR/SP: Espaço Escuta participa da campanha União Solidária

 

sicredi uniao 25 09 2019Criado há 18 anos, o Espaço Escuta, de Londrina (PR), é uma das entidades participantes da campanha União Solidária, realizada pela Sicredi União PR/SP e Cocamar e coordenada, na Regional Norte da cooperativa de crédito, pelo Lions Aliança Cambé.

 

Atendimento - O Espaço, localizado na Rua Paes Leme, é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) criada há 18 anos para atender crianças com transtorno global de desenvolvimento e seus familiares. Atualmente, estão em atendimento 150 crianças, embora o convênio mantido desde 2007 com o Sistema Único de Saúde, custeie o atendimento de 87 delas.

 

Recursos - Os recursos para os atendimentos e manutenção do local são oriundos do SUS, de cursos oferecidos pelo Espaço e por doações. E é justamente com o objetivo de aumentar a arrecadação que o Espaço Escuta se inscreveu na campanha União Solidária. “Queremos reformar uma sala e construir outra para podermos ampliar o número de alunos nos cursos, que são importante fonte de renda para o espaço”, informa Caroline Portela Lima, fisioterapeuta da instituição.

 

Cursos - Segundo ela, os cursos oferecidos são nas áreas de psicanálise e transdisciplinas, capacitando todos os profissionais, independentemente de sua área específica de atuação, com o mesmo referencial teórico. Atendem na instituição fisioterapeutas, psicólogos, psicomotricista, terapeuta ocupacional e assistente social. O foco do atendimento são as crianças em risco psíquico e dificuldades em questões de relacionamento. “O tratamento é estendido às famílias, pois se não reposicionarmos os familiares não há avanço no tratamento”, explica Caroline. 

 

Ampliação - Com a participação na campanha União Solidária, o Espaço Escuta pretende arrecadar R$ 100 mil. Após a conclusão da obra, a intenção é dobrar o número de alunos no curso, hoje em torno de 40.

 

Portas abertas - A agência Bandeirantes da Sicredi União, em Londrina, abriu as portas para a entidade receber seus convidados para divulgação e adesão à campanha. A gerente da agência, Suelen Lopes, destacou a importância da união de todos para o sucesso da campanha. “Juntos podemos fazer muito e para nós é um prazer enorme poder colaborar com um projeto deste, que contribui para o desenvolvimento de tantas crianças”, comentou.

 

Prêmios - A campanha consiste em distribuição de cupons às entidades cadastradas e que tiverem seus projetos aprovados. Caberá às entidades vender os cupons, a R$ 10,00. Cada entidade terá como renda a totalidade do número de cupons que comercializar, sem qualquer custo. Os compradores dos cupons concorrerão a duas motos e um carro, adquiridos pela Sicredi União PR/SP e Cocamar. Nas quatro regiões de atuação da cooperativa – Norte e Noroeste do Paraná; Leste e Centro-Leste Paulista – já estão cadastradas cerca de 470 entidades, sendo 150 delas na Regional Norte.

 

Ainda dá tempo - As entidades interessadas e que tenham um projeto ainda podem inscrevê-los pelo site da campanha (www.campanhauniaosolidaria.com.br). O cadastro não tem prazo para encerrar, mas é preciso que a entidade tenha tempo hábil para as vendas, que se encerram dia 30 de novembro. O sorteio acontecerá dia 14 de dezembro. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

UNIMED LONDRINA: Unimed Inspira Cultura 2019 será em outubro; participe!

 

unimed londrina 25 09 2019A Unimed Londrina realiza no dia 6 de outubro, domingo, a partir das 16h, no Aterro do Lago Igapó II, o Unimed Inspira Cultura 2019. Diversas atrações culturais gratuitas para toda a família estão programadas. Os interessados devem fazer a pré-inscrição no link http://unimed.me/1008L8 até às 12h do dia 4 de outubro. Após esta data, o cadastro deve ser feito durante o evento.

 

Atividades - Neste ano, a organização trará contação de histórias, oficina de batuque do grupo Sigma, grafite, apresentações do Grupo Sansey e do Plantão Sorriso e cinema ao ar livre, com a exibição do filme Viva! A Vida é Uma Festa (Disney, 2018). 

 

Brindes - Além disso, o público vai concorrer a brindes participando de atividades recreativas, como a roleta Mude1Hábito, na qual o participante que fizer o exercício sugerido ganha um prêmio, caça ao tesouro e Jogos de Sustentabilidade (Jogo de Argolas e Quantos lacres tem na garrafa?).

 

Espaço Saúde - Haverá também o Espaço Saúde. Nele, as equipes assistenciais da Unimed Londrina farão aferição de pressão, teste de glicemia e orientações de medicina preventiva.

 

Distribuição - Ainda serão distribuídos gratuitamente pipoca, frutas, picolés, água e água de coco.

 

Adiado - No início do ano, este evento precisou ser adiado por conta da chuva ou indisponibilidade do local. (Imprensa Unimed Londrina)

EVENTO: Começa em Londrina debate sobre mercado mundial de soja

 

evento 25 09 2019O seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial da Soja será aberto nesta quarta-feira (25/09), a partir das 14 horas, pelo chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, na sede da Embrapa, em Londrina (PR). O evento, que se estende até o dia 26 de setembro, reunirá especialistas da cadeia da soja para debater a competitividade da cadeia produtiva da soja sob o ponto de vista técnico e de qualidade.  

 

Caminhos e critérios - O objetivo é discutir os caminhos e critérios que podem manter o Brasil na condição de maior e melhor ofertante mundial de soja e derivados. Serão quatro painéis, que abordarão implicações dos resíduos químicos e de micotoxinas nos grãos brasileiros; qualidade dos grãos de soja no Brasil e perdas relacionadas a logística; soja e nutrição animal; e processo de classificação de soja, envolvendo práticas atuais e cenários futuros. 

 

Avanço - Para José Renato Bouças Farias, chefe-geral da Embrapa Soja, “o encontro permitirá avançar em discussões importantes e que tenham como objetivo preparar o setor para buscar garantir e incrementar a competitividade da cadeia produtiva brasileira".

 

Debate de alto nível - Para Daniel Furlan Amaral, economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o seminário trará um debate de alto nível que com certeza ajudará toda a cadeia produtiva da soja a entender as melhores práticas e as exigências de qualidade para que o Brasil continue na liderança  mundial na produção e exportação do grão e seus derivados.

 

Apoio - Promovido pela Embrapa Soja, o seminário tem o apoio da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), ACebra (Associação das Empresas Cerealistas do Brasil), Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal). 

 

Programação completa - A programação completa e as inscrições para o Seminário que é destinado para técnicos de empresas e pesquisadores da área podem ser feitas por meio do site: www.seminariodesafiosdasoja.com.br/.  

 

SERVIÇO

Seminário Desafios da liderança brasileira no mercado mundial de soja

Data e horário: 25 de setembro – das 14h às 18h30  

                         26 de setembro – das 8h às 12h45

Local: Embrapa Soja, Londrina (PR) - Rodovia Carlos João Strass, s/nº

As inscrições para o evento podem ser feitas até o dia 26 de setembro

 

(Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

TECNOLOGIA: Mapa apoia Agrohackathon 2019, que vai debater soluções para a gestão de riscos rurais

 

tecnologia 25 09 2019O uso da tecnologia aliada à gestão dos riscos da produção agrícola será debatido pelos participantes do Agrohackathon 2019, entre os dias 11 e 13 de outubro, no Setor de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba. No evento, estudantes de todo Brasil irão identificar problemas sobre o monitoramento da produção, seguro rural e Proagro, avaliação de riscos, e sinistros, desenvolvimento de produtos inovadores e integração de bancos de dados para a gestão da agricultura com a utilização de tecnologias como drones, equipamentos digitais, bancos de dados, aplicativos e plataformas digitais para o desenvolvimento de soluções que possam ser aplicadas na prática.

 

Realização - O Agrohackathon será realizado pelo Centro de Economia Aplicada, Cooperação e Inovação do Agronegócio da Universidade Federal do Paraná (CEA-UFPR), em parceria com o Campus Curitiba da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR).

 

Interação - Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola, Pedro Loyola, que representará o Ministério da Agricultura, o Agrohackaton vai propiciar a interação das demandas das políticas do governo com as soluções da academia com pesquisas aplicadas. “Vamos contribuir também com a proposição de problemáticas reais do seguro e do Proagro para serem resolvidas durante o evento”, explica. 

 

Estímulo - O professor Gilson Martins, coordenador do evento pelo CEA-UFPR, explica que o evento é importante para estimular a produção de soluções tecnológicas de acordo com as necessidades do mercado. “Trata-se de uma oportunidade para que os estudantes entendam às necessidade dos produtores, órgãos do governo e empresas privadas e utilizem seus conhecimentos para propor soluções tecnológicas práticas”, diz. 

 

Melhoria - O evento deverá contribuir para a melhoria de programas como o seguro rural e Proagro, pois as tecnologias desenvolvidas poderão ajudar na redução de custos para o produtor e para a melhoria operacional dos programas do governo. O professor Roberto Cândido, da UTFPR, acrescenta que, por ser um evento multidisciplinar, o Agrohackaton é uma oportunidade única para fazer estudantes da tecnologia e das ciências agrárias trabalharem juntos.”

 

Valorização - Para a vice-reitora da Universidade Federal do Paraná, a professora Graciela Inês Bolzón de Muñiz, a universidade deve sempre valorizar esse tipo de iniciativa. “É uma oportunidade de juntarmos a academia e os diferentes setores da sociedade e propormos soluções que gerem valor, unindo a criatividade, o conhecimento e as necessidades da economia”, diz. 

 

Apoio - O Sistema Faep/Senar e o Sistema Ocepar também apoiam a iniciativa, que deverá contar ainda com a participação de seguradoras e organizações do agronegócio.

 

Inscrições As inscrições para o evento podem ser feitas até o dia 26 de setembro. (Mapa)

FLORESTAS PLANTADAS: Setor mantém tendência de crescimento e fatura R$ 86,6 bilhões em 2018

 

florestas plantadas 25 09 2019O setor de florestas plantadas para fins industriais alcançou uma receita total de R$ 86,6 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. A indústria de produtos florestais apresentou uma participação de 1,3% do PIB e 6,9% do PIB industrial, desempenho maior do que outros setores da indústria e agropecuária.

 

Produtos - Entre os produtos que compõem o setor estão pisos, painéis de madeira, papel, celulose, madeira serrada e carvão vegetal. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), em Brasília.

 

Exportações - O crescimento do setor foi impulsionado pelas exportações. No ano passado, as vendas de produtos florestais renderam US$ 12,5 bilhões, volume 24,1% maior do que o registrado em 2017.  A participação do segmento no saldo da balança comercial atingiu novo recorde com o resultado de US$ 11,47 bilhões. A celulose teve desempenho recorde no mercado externo, colocando o Brasil como o maior exportador mundial desse insumo.

 

Parcela - Os produtos florestais representam cerca de 15% do total exportado pela agropecuária do país, percentual que ocupa a terceira posição das exportações brasileiras do agronegócio. O setor só fica atrás dos complexos da soja e de carnes.

 

Área certificada - O total de área certificada aumentou para 6,3 milhões de hectares, incluindo área produtiva e de conservação. Se considerada apenas a área de árvores plantadas, o total certificado é 3,5 milhões de hectares, o que representa um aumento de 9,4% na comparação com o total certificado em 2017. A categoria que teve aumento mais expressivo na certificação foi a de pequenos produtores, com uma variação percentual positiva de 140%.

 

Plantar florestas - Segundo a IBÁ, o setor manteve o nível de crescimento porque não foi afetado pela crise econômica como outras culturas agrícolas. A expectativa da indústria é que os investimentos em produtos florestais deem um salto nos próximos três anos.

 

Investimento - Em 2018, o total investido foi de R$ 6,3 bilhões em pesquisa e inovação, em florestas e na indústria. A entidade projeta que o volume de investimentos chegue a R$ 22,2 bilhões até 2022.

 

Volume - O volume esperado de investimentos está alinhado aos objetivos do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (Plantar Florestas), lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O programa foi criado para delinear ações que possam impulsionar e fortalecer o setor, reconhecido como estratégico para o alcance de metas de produção agrícola sustentável.

 

Ambiente de negócios - “Um dos objetivos do plano é melhorar o ambiente de negócios. A visão do plano é que este setor seja reconhecido como importante do ponto de vista econômico, ambiental e social”, comentou João Fagundes Salomão, coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar, da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

 

Área plantada - Outra meta do plano é aumentar a extensão da área plantada em dois milhões de hectares até 2030. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 10 milhões de hectares de florestas plantadas para fins comerciais. Mais de 70% da área plantada está nas regiões Sul e Sudeste.

 

Eucalipto e pinus - Atualmente, o cultivo de eucalipto e pinus ocupa 96,3% da cobertura total. A maior área florestal plantada do país está em Minas Gerais, com destaque para o eucalipto, seguida do Paraná, que tem mais da metade da área plantada com pinus. (Mapa)

BRICS: Tereza Cristina recebe ministros do bloco e defende interligação dos mercados globais de alimentos

 

brics 25 09 2019A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) recebeu nesta terça-feira (24/09), em São Paulo, os ministros de Agricultura dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em um jantar na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a ministra e o presidente da entidade, Paulo Skaf, receberam cerca de 50 convidados.

 

Complementariedade - Ao receber os ministros, Tereza Cristina disse que os países do Brics têm feito bom uso da complementariedade de suas economias, especialmente no setor agropecuário, em benefício de nossas sociedades.

 

Papel fundamental - “A liberalização do comércio agrícola e a interligação dos mercados globais de alimentos têm um papel fundamental nas políticas de segurança alimentar e nutricional, ampliando e diversificando a oferta de produtos, levando em consideração o bem-estar da sociedade em sua totalidade, inclusive os consumidores urbanos, e especialmente aqueles mais pobres”.

 

Parcerias estratégicas - Ela também ressaltou que há muito espaço para parcerias estratégicas de longo prazo, com ganhos recíprocos. “Nesse sentido, a relação fraterna que soubemos construir é, sem dúvida, um ótimo fiador”.

 

Aumento da produtividade - Em relação ao Brasil, ela lembrou que o aumento da produtividade no campo, com recordes sucessivos nas safras, origina de forma sustentável produtos ofertados a mais de 200 mercados. “Contribuímos e continuaremos a contribuir para a segurança alimentar e nutricional de todo o planeta, fornecendo alimentos de qualidade, a preços justos, a mais de um bilhão de pessoas por dia. Muitos desses, é claro, residem em nossos sócios do Brics, que se firmam como aliados estratégicos em prol de benefícios mútuos”, disse.

 

Representatividade - A ministra também lembrou que os cinco países do Brics representam 42% da população e 23% do PIB mundial. “Ocupamos 26% da superfície do planeta, detemos 29% de sua água doce e movimentamos quase 20% do comércio global”, destacou. 

 

Saudações - As delegações dos outros quatro países também fizeram saudações durante o encontro, destacando a importância da agricultura para o mundo, e de os países do Brics estarem unidos. Empresários de vários setores do agronegócio destacaram a sustentabilidade e a qualidade dos produtos agropecuários brasileiros. 

 

Reunião - Os ministros estarão reunidos nos nesta quarta e quinta-feira (25 e 26/09), em Bonito, em Mato Grosso do Sul para a 9ª Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics. O encontro tem como tema a inovação tecnológica na agropecuária no contexto de aumento da população mundial e da demanda por alimentos. Os ministros debaterão questões relacionadas à segurança alimentar e sustentabilidade ambiental em âmbito regional e global. (Mapa)

FPA: Nishimori preside debate sobre a modernização da legislação de pesticidas no Brasil

 

fpa 25 09 2019As plantas estão suscetíveis a milhares de doenças e pragas, que destroem, somente no Brasil, 25 milhões de toneladas de alimentos por ano. Sem o uso de pesticidas, a perda poderia chegar de 20% a 40% de toda a produção nacional. Os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram a importância desses produtos para a produção de alimentos. Para discutir o assunto, que tem rendido polêmicas e muita desinformação, a Câmara dos Deputados promoveu, na segunda-feira (16/09), Comissão Geral, com a presença de especialistas.

 

Projeto de Lei - O Projeto de Lei 6299/02, relatado na Câmara pelo deputado Luiz Nishimori (PL-PR), que atualiza as regras que tratam sobre a análise de pesticidas, foi o centro do debate. Para o parlamentar, a proposta irá trazer mais rigor científico na análise técnica para a aprovação de novos produtos e mais transparência em todo o processo.

 

Debate - “A lei de pesticidas foi debatida por dois anos, com 12 audiências públicas, apresentações e estudos. Chegamos, então, a um texto muito responsável. A modernização é necessária pois a lei que trata do assunto foi criada em 1989. Durante esse período, ocorreram grandes avanços científicos e tecnológicos na agricultura e a legislação ficou defasada, não acompanhou essa evolução”, defendeu Nishimori.

 

Segurança alimentar - De acordo com ele, o PL não só irá permitir maior produtividade de alimentos no Brasil como mais segurança alimentar. “Hoje temos a oportunidade de discutir e quebrar alguns paradigmas, para possibilitar o uso de produtos mais modernos e menos tóxicos. Além de adequar nossa legislação aos padrões internacionais e trazer mais celeridade ao processo de análise e aprovação dos produtos, que hoje demora, em média, de 3 a 8 anos para autorização de um novo princípio ativo. E temos uma fila de mais de 2 mil produtos, sendo 95% dela de genéricos. Em outros países, o princípio ativo é autorizado em seis meses”.

 

Estudo - Os professores e pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-ESALQ) da USP, Mauro Osaki e Lucílio Alves, apresentaram um estudo realizado pelo instituto, em 35 regiões produtoras de soja em 14 estados no país, sobre o impacto econômico de não utilizar os pesticidas na cultura da soja.

 

Ferrugem asiática - De acordo com a pesquisa, para tratar a ferrugem asiática, o setor gasta R$ 8 bilhões de reais com pesticidas. “Se o produtor optar por não combater o fungo, isso reduziria, em média, 30% a produção. Para compensar, seria preciso aumentar 30% a área agrícola cultivada e investir R$ 47 bilhões de reais”, explicou Osaki.

 

Impacto econômico - O impacto econômico no preço ao consumidor final foi apresentado por Alves. De acordo com ele, não combater a ferrugem iria causar redução na disponibilidade do produto para a sociedade, com impacto de 23% nos preços. “Temos óleo de soja e derivados de soja presentes no leite, na margarina, no sabão, no frango, no suíno. Com 30% a menos de oferta, o aumento de preço direto no caso do óleo de soja para o consumidor seria de 11%”, completou Alves.

 

Produtos mais modernos - Para o representante da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Eduardo Brandão, o Brasil carece hoje de produtos mais modernos, mais baratos, testados cientificamente, que deem mais competitividade aos alimentos. “Em nosso setor, o gasto com pesticidas fica acima de 20% a 30% do custo de produção, ou seja, o produtor só usa porque é necessário”, afirmou.

 

Uso - Coordenador de Tecnologia da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Reginaldo Minaré, foi enfático ao afirmar que não existe país que tenha uma agricultura minimamente razoável que não faça uso dos pesticidas. Segundo ele, junto com sementes, máquinas e fertilizantes, eles formam a base da agricultura mundial hoje. “A CNA defende, desde 2005, a mudança da lei atual, que estabeleceu um ritmo moroso à aprovação e dificulta o acesso, principalmente dos pequenos produtores. Precisamos que os genéricos, que reduzem o custo da produção, cheguem a eles. A nova legislação vai fazer renascer, inclusive, a disposição para o investimento de novas empresas do setor no Brasil”.

 

Registro - Sobre o trabalho realizado no registro de produtos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o diretor do Departamento de Temas Técnicos, Sanitários e Fitossanitários, Leandro Diamantino Feijó, defendeu que o processo leva em conta todos os regramentos internacionais. “Seguimos as boas práticas regulatórias internacionais e isso nos traz segurança nos resultados. A política de registro e controle de agrotóxicos no Brasil é segura e rígida; afinal exportamos alimentos para centenas de países com características distintas”.

 

Exportação - O diretor de Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa, Carlos Goulart, corroborou a fala de Feijó. De acordo com ele, não existe nação soberana com potencial agrícola como o Brasil que possa dispensar o uso de pesticidas. “Se os nossos alimentos não fossem seguros, não exportaríamos para mais de 160 países no mundo”.

 

Avanço - Para Goulart, a indústria de inovação avançou enormemente em descompasso com a legislação atual, que precisa ser modernizada. “Nossa legislação completou 30 anos agora em julho. Os governos precisam produzir regulações para deixar os produtos competitivos e conseguir fornecer alimentos em grandes quantidades. Os produtos genéricos vão trazer essa competitividade e reduzir custos para os produtores”.

 

Orgânicos - Também falando em nome do Mapa, o secretário de Defesa Agropecuária do órgão, José Guilherme Leal, destacou que existem hoje no Brasil cerca de 20 mil produtores orgânicos e outros cinco milhões de estabelecimentos rurais, de acordo com o Censo 2017. “O único sistema no Brasil que tem restrição aos pesticidas é o orgânico, que tem um embasamento e uma lógica de cumprimento de regras socioambientais. Mas ele não consegue abastecer o Brasil”.

 

Necessidade - De acordo com ele, a utilização dos pesticidas precisa de regulamentação e controle, capacitação e fiscalização, além de monitoramento do impacto à saúde. “O PL que está em discussão mantém a avaliação de saúde, do meio ambiente e agrícola. E nós precisamos avançar em um arcabouço que dê mais agilidade, mas sem perder o rigor científico”, concluiu.

Dados oficiais do Ministério da Saúde, por meio do DataSus, mostram que, em 10 anos, das mais de 800 mil notificações registradas no sistema, 43% das intoxicações cadastradas foram por remédios, enquanto somente 5% foram por produtos fitossanitários. Ainda sim, as intoxicações por pesticidas não foram por ingestão de “comida intoxicada”, mas por utilização incorreta, como erro ou abuso de administração dos produtos; tentativas de homicídio, e na maioria dos casos, tentativas de suicídio.

 

Revolução - Professor e pesquisador da Unesp, Caio Carbonari, afirmou que o Brasil realizou uma verdadeira revolução em termos de manejo fitossanitário e, apesar da imagem negativa que se criou, faz um uso bastante racional dos pesticidas. “O Brasil tem conseguido aumentar continuamente sua produtividade agrícola e isso só é possível pautando-se na ciência, tecnologia e inovação. Para evoluirmos, precisamos de uma legislação que avence no mesmo nível que a agricultura brasileira avançou”. (Agência FPA – Frente Parlamentar da Agricultura)

TRABALHO E EMPREGO: Governo faz revisão de normas de segurança e saúde no trabalho

 

trabalho emprego 25 09 2019A modernização de três normas foi publicada nesta terça-feira (24/09) no Diário Oficial da União pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.

 

NRs - Estão com nova redação a Norma Regulamentadora NR-3, sobre embargo e interdição; a NR-24, que trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho; e a NR-28, de fiscalização e penalidades. Com isso, chega a seis o número de normas sobre segurança e saúde dos trabalhadores nas empresas que já passaram por revisão este ano.

 

Modernização - Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, a modernização das 36 normas reguladoras em vigor na data, iniciada em fevereiro, prevê revisão de todo o conteúdo.

 

Comissão Tripartite - Conduzida pela Secretaria do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a modernização ocorre a partir de discussões na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), que tem representantes do governo, de empregadores e trabalhadores. Também estão sendo levadas em conta as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

Embargo e Interdição - A norma regulamentadora NR-3, anteriormente vigente, tinha cinco itens, fazendo com que seu conteúdo fosse subjetivo, na avaliação da secretaria. “A nova NR 3 estabelece diretrizes e requisitos técnicos objetivos para caracterização das situações ou condições de trabalho que levem ao embargo e interdição. Esses requisitos técnicos, que até então não eram claro, tem como objetivo auxiliar os auditores a tomarem decisões consistentes e transparentes.”

 

Condições de Higiene e Conforto nos locais de Trabalho - Para a secretaria, os problemas mais graves da NR-24 estavam relacionados à desatualização da norma. Publicada em 1978, ela ainda estava vigente com a mesma redação e trazia exigências que 41 anos. “Entre os itens obsoletos da regra, estavam a exigência de que as janelas dos alojamentos fossem de madeira ou de ferro; determinava o uso de lâmpadas incandescentes, obrigava a instalação de um banheiro masculino e um feminino para qualquer tipo e tamanho de empreendimento e previa a possibilidade de aplicar mais de 40 multas apenas em um banheiro.”

 

Banheiro individual - Pela nova NR-24, estabelecimentos com funções comerciais, administrativas ou similares com até 10 trabalhadores podem ter apenas um banheiro individual de uso comum entre os sexos, desde que garantida a privacidade. Também de acordo com as mudanças, todas as instalações previstas, como sanitários, vestiários e locais para refeições, por exemplo, deverão ser dimensionadas com base no número de trabalhadores usuários do turno com maior contingente.

 

Fiscalização e penalidades - Com a modernização da NR-28, que estabelece as linhas de fiscalização, caiu para 4 mil o número de possibilidades de multa para todo o setor produtivo. Como é para toda a economia, uma mesma empresa não está submetida a todas essas linhas de fiscalização. Exemplo: a construção civil tem 600 itens aplicáveis, enquanto 534 são do setor de mineração.

 

Redução maior - Com a revisão das outras 30 NRs, o número terá uma redução ainda maior.

 

Possibilidades - A norma antiga previa aproximadamente 6,8 mil possibilidades de multas. Na nova NR-28, ocorreu um processo de racionalização dessas possibilidades de multas. Tópicos que tratavam do mesmo assunto foram unificados, sem prejuízo aos trabalhadores ou à ação da auditoria fiscal, informou a secretaria. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Arrecadação cresce 5,67% e chega a R$ 119,9 bi em agosto

 

economia 25 09 2019A arrecadação das receitas federais somou R$ 119,951 bilhões, em agosto de 2019, informou nesta terça-feira (24/09) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia. O crescimento real (descontada a inflação), comparado ao mesmo mês de 2018, chegou a 5,67%. É o maior resultado para o mês desde agosto de 2014 (R$ 124,372 bilhões).

 

Oito meses - Nos oito meses do ano, a arrecadação chegou R$ 1,015 trilhão, com aumento real de 2,39%. O valor corrigido pela inflação chegou a R$ 1,023 trilhão, o maior volume arrecadado no período também desde 2014, quando chegou a R$ 1,030 trilhão em valores corrigidos pela inflação.

 

Extraordinária - Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, em agosto, assim como em julho, o resultado foi influenciado pela arrecadação de receitas extraordinárias de aproximadamente R$ 5,2 bilhões com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

 

Reorganizações societárias - De acordo com Malaquias, isso aconteceu devido a reorganizações societárias, em que há incidência dos tributos sobre o ganho de capital com a nova organização societária das empresas. Ele acrescentou que esse movimento ocorre em momento de recuperação da atividade econômica. Em julho, essa arrecadação extraordinária ficou em R$ 3,2 bilhões. Malaquias acrescentou que essas reorganizações ocorrem em grandes empresas, entre elas, estatais. Segundo ele, se o governo mantiver o empenho em realizar mais privatizações, isso dará mais impulso à arrecadação.

 

Desempenho - Ele afirmou ainda que “o desemprenho da arrecadação está bem superior ao ritmo de retomada da economia”. “Os indicadores macroeconômicos mostram que temos um ritmo de atividade econômica mais dinâmico do que em 2018 e isso está refletindo na arrecadação”, disse.

 

Ganho de capital - De acordo com a Receita, também houve influência do crescimento do ganho de capital na venda de bens e de ganhos líquidos em operações em bolsa, refletindo na arrecadação. A Receita também registrou crescimento da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em razão do aumento do volume de operações de crédito.

 

Receitas administradas pela Receita - As receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 117,533 bilhões, em agosto, com aumento real de 6,02%, e acumularam R$ 971,817 bilhões nos oito meses do ano, alta de 2,11%.

 

Outros órgãos - As receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo) registraram queda em agosto. Essas receitas totalizaram R$ 2,418 bilhões, no mês passado, com retração de 5,86% em relação a agosto de 2018. De janeiro a agosto, o total chegou a R$ 43,464 bilhões, com aumento real de 8,98%, na comparação com o mesmo período do ano passado. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Cenário externo ajuda a derrubar projeções de inflação do Copom

 

economia II 25 09 2019Ventos favoráveis vindos do exterior vão ajudar a baixar a inflação nos próximos meses, propagando-se para 2020, ano que é o principal alvo da política de juros, informa o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na ata de sua última reunião, divulgada nesta terça-feira (24/09). O colegiado, porém, vê uma intensificação dos riscos no cenário internacional.

 

Detalhamento - O documento detalha os fatores que levaram à forte queda das projeções oficiais de inflação do colegiado, divulgadas na semana passada, que alimentaram apostas dos analistas econômicos de que os juros básicos da economia poderão cair abaixo de 5% ao ano.

 

Três projeções - Na semana passada, o Copom divulgou três projeções de inflação - uma delas, que usava uma cotação do dólar mais baixa, indicava um espaço para cortes mais pronunciados de juros. Na ata divulgada ontem, porém, o colegiado se disse “agnóstico” sobre a cotação do dólar que usa em um dos cenários, numa sinalização de que não tem nenhuma preferência entre as projeções de inflação. Isso significa que o espaço para o corte de juros dependerá da evolução do dólar até a reunião de outubro e seguintes.

 

Curto prazo - “As projeções de curto prazo indicam que a inflação acumulada em doze meses deve recuar nos próximos meses e retornar, ao final do ano, para níveis próximos aos observados até agosto”, afirma a ata do Copom.

 

“Comportamento benigno” - Segundo o colegiado, essa queda esperada pode ser explicada principalmente pelo “comportamento benigno” de itens com preços mais voláteis e pela “dinâmica da inflação importada”. O documento diz que “vetores altistas” - uma provável referência à alta recente da cotação do dólar - “têm sido moderados pela trajetória de preços externos”, possivelmente a queda de cotações de commodities.

 

Eleito prolongado - O Copom prevê um efeito prolongado dessa inflação favorável no curto prazo, ao afirmar que as suas próprias projeções para os índices de preços de 2020 “são impactadas pela propagação da inflação corrente mais baixa”.

 

Abaixo da meta - O BC projeta inflação de 3,6% em 2020, abaixo da meta de 4%, em dois cenários. Num deles, assume como pressuposto uma taxa de câmbio estável nos R$ 4,05 e taxa de juros de 6% ao ano vigentes nos dias anteriores à sua reunião; em outro, pressupõe que os juros vão cair a 5% e a taxa de câmbio recuará para R$ 3,90 até o fim do ano, como preveem analistas de mercado.

 

Terceira projeção - O colegiado divulgou uma terceira projeção - o chamado cenário híbrido -, que supõe a queda de juros prevista pelo mercado (para 5% ao ano) e taxa de câmbio estável em R$ 4,05.

 

Aposta - Após a reunião do Copom da semana passada, que levou a Selic de 6% para 5,5%, e a divulgação dos cenários, instituições financeiras e consultorias passaram a apostar que a taxa básica de juros terminará 2019 abaixo de 5%. A mediana do Top 5 de curto prazo, formado pelas cinco casas com maior índice de acerto das projeções do Focus, aponta agora para Selic em 4,75% no fim do ano. Até a semana passada, a mediana estava em 5%.

 

Sinalização concreta - A sinalização concreta do BC é que, em outubro, poderá fazer um corte adicional de 0,5 ponto percentual na taxa de juros. Mas o colegiado vem alertando que essa indicação não restringe o seu próximo passo de política monetária - e que poderá mudar de ideia, dependendo da evolução da atividade econômica, dos riscos no cenário, das projeções de inflação do BC e das expectativas do mercado.

 

Cautela - Um outro sinal de cautela na ata é a avaliação do Copom de que “o risco de cenários adversos para ativos de risco parece ter se intensificado”. O Copom, em comunicado na semana passada, já havia traçado um quadro menos otimista para a conjuntura internacional. Antes considerado “benigno”, agora o cenário externo é descrito pelo colegiado como “relativamente favorável” para os emergentes.

 

Bancos centrais - “Por um lado, bancos centrais de diversas economias, incluindo algumas centrais, têm provido estímulos monetários adicionais, o que contribui para afrouxamento das condições financeiras globais”, afirma.

 

Economia global - Entretanto, “riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem”. Na visão dos membros do Copom, “incertezas sobre políticas econômicas e de natureza geopolítica - notadamente as disputas comerciais e tensões geopolíticas - podem contribuir para um crescimento global ainda menor”.

 

Aumento dos investimentos - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vem afirmando em discursos recentes que os juros negativos levaram ao aumento dos investimentos de alto risco ao redor do mundo. Uma queda repentina da economia mundial, sustentou ele, poderia desencadear uma forte aversão a riscos no mercado internacional. 

 

Assimetria - Apesar da maior incerteza no cenário internacional, o BC não colocou nenhuma assimetria no balanço de riscos. Isso significa que, por enquanto, esse ambiente internacional mais perigoso não está sendo um forte determinante das decisões de política monetária mais imediatas.

 

Condições financeiras - Já as condições financeiras, apesar de permanecerem em patamares favoráveis, foram objeto de “alguma volatilidade” desde a reunião anterior, causada por “movimentos nos mercados internacionais” e “impactos pontuais da crise na Argentina”.

 

Atividade - Em relação à atividade econômica, o colegiado avalia que o crescimento no segundo trimestre foi “acima do esperado”. Para o terceiro trimestre, a estimativa é de “ligeiro crescimento”.

 

Aceleração - “Os trimestres seguintes devem apresentar alguma aceleração” da expansão econômica. A tendência é que esse movimento seja reforçado, principalmente nos últimos três meses do ano, pela liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep. “O cenário básico do Copom supõe que o ritmo de crescimento subjacente da economia, que exclui os efeitos de estímulos temporários, será gradual”, diz. (Valor Econômico)

PROJEÇÃO: Para Moody's, volta do grau de investimento para o Brasil vai demorar alguns anos

 

projecao 25 09 2019Apesar da melhora no ambiente econômico, a recuperação do grau de investimento pelo Brasil ainda vai levar alguns anos, afirmou Samar Maziad, vice-presidente e analista sênior da Moody's, nesta terça-feira (24/09). Segundo ela, a aprovação da reforma da Previdência é importante para a manutenção do status atual, e não um gatilho para uma melhora no rating.

 

Reformas - O aumento da nota, ressaltou Samar, depende do avanço da agenda de reformas, da recuperação do crescimento econômico e da melhora na situação fiscal. “A aprovação da reforma da Previdência não é um gatilho para [elevar] o rating. O cenário-base para manter o rating atual é ter sustentabilidade fiscal”, disse a jornalistas durante evento promovido pela Moody’s. A nota soberana do Brasil na agência de classificação de risco é Ba2.

 

Situação fiscal - Samar afirmou também que a redução da taxa de juros pelo Banco Central reflete a perspectiva de uma melhor situação fiscal com a reforma da Previdência. Para ela, os juros mais baixos terão impacto na demanda e nos investimentos, mas ainda não há perspectiva de um crescimento econômico forte. A Moody’s prevê um aumento de 0,9% no PIB em 2019 e em torno de 2% em 2020.

 

Fator positivo -  Segundo a executiva, um fator positivo para o Brasil é que o nível de incerteza política diminuiu. Comentários polêmicos do presidente Jair Bolsonaro até podem afetar o sentimento dos investidores de alguma forma, disse ela, mas não mudam o fato de que o foco está nas reformas e no aumento da competitividade da economia. (Valor Econômico)

PARANÁ: PIB do Estado cresce 1,05% no segundo trimestre, o dobro do Brasil

 

parana 25 09 2019O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 1,05% no segundo trimestre de 2019, em comparação com os três primeiros meses do ano segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). É a maior taxa de crescimento em dois anos e o dobro do resultado nacional, que teve alta 0,44% no mesmo trimestre.

 

Agro e indústria - O desempenho paranaense decorreu principalmente pelos bons resultados no setor agropecuário e da indústria, com crescimentos de 3,52% e 2,94%, respectivamente. A produção florestal, pecuária, fabricação de veículos automotores e indústria de máquinas e equipamentos (bens de capital) foram decisivos na retomada apontada no período.

 

Ritmo - O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que o ritmo de crescimento do Estado já vinha sendo registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A produção industrial paranaense cresceu 7,2% no acumulado dos primeiros sete meses de 2019, melhor resultado desde 2010. Isso mostra que o Paraná está conseguindo reverter o caminho negativo da economia”, apontou.

 

Sinal - O pesquisador Júlio Suzuki Júnior, do Ipardes, explica que a variação do trimestre representa um sinal mais sólido da retomada da economia paranaense. “Até então, a economia do Estado vinha apresentando uma recuperação oscilante, com taxas trimestrais de crescimento às vezes positivas e às vezes negativas. Agora, com o mercado mais confiante e sem percalços climáticos, a economia paranaense apresenta condições melhores para um crescimento continuado”, apontou.

 

Setores - À exceção do setor terciário, todos os outros setores apresentaram resultados positivos no segundo trimestre, em relação ao primeiro. “Esperamos a continuidade dessa dinâmica de crescimento no terceiro trimestre, novamente com forte contribuição do setor industrial”, complementou Suzuki.

 

Soma - O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Estado e serve para medir a evolução da economia. Em relação ao mesmo período do ano passado houve aumento de 0,45% no PIB paranaense.

 

Produção industrial - O resultado foi motivado por um crescimento de 2,71% na produção industrial no período. Os maiores registros de crescimento foram nos setores automotivo, máquinas e equipamentos e produtos químicos.

 

Futuro - O crescimento gradual da economia paranaense deve ser incrementado nos próximos meses com iniciativas que propõe acesso facilitado a crédito, novos investimentos privados, melhores condições de infraestrutura e desburocratização.

 

Janeiro e julho - Entre janeiro e julho, a produção industrial aumentou 7,2%, à frente de quinze locais pesquisados pelo IBGE (dez tiveram variação negativa) e do índice nacional, que apresentou queda de -1,7%.

 

Investimentos privados - O Estado conseguiu atrair até agosto R$ 16,5 bilhões em investimentos privados e abriu 129.728 novas empresas. Os empreendimentos prospectados pelo Estado significam crescimento de mais de 500% em relação a tudo que entrou via Agência Paraná Desenvolvimento (APD) em 2018.

 

Empresas - Esse valor foi puxado pelo investimento anunciado pela Klabin em Ortigueira, na casa de R$ 9,1 bilhões, maior anúncio de expansão da América Latina neste ano, e do Grupo Madero, em torno de R$ 600 milhões.

 

Sete meses - O Paraná fechou os sete primeiros meses do ano como o quarto Estado que mais contratou, com 40.537 novos empregos, segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

 

Programas - O governador Carlos Massa Ratinho Junior ressalta de outras medidas adotadas para aquecer a economia. Entre elas o Programa Descomplica, idealizado para desburocratizar a abertura de empresas; linhas de financiamento específicas para mulheres e cooperativas; a retirada de mais de 60 mil itens do regime de substituição tributária, o que favorece a competitividade dos produtos locais; e o fortalecimento do sistema de defesa sanitária com intuito de conquistar o status de área livre de vacinação da febre aftosa, fundamental para a pecuária de corte e exportação

 

Infraestrutura - O Estado também busca a manutenção de uma rede de infraestrutura capaz de fazer frente ao crescimento econômico e anunciou um pacote de investimentos em parcerias público-privadas e um banco de projetos executivos; novas linhas aéreas e programas específicos com as três companhias (Gol, Azul e Latam); e investimentos da Copel e Sanepar prioritários no Paraná, capazes de ampliar a rede estadual de infraestrutura. (Agência de Notícias do Paraná)

SAÚDE: Paraná tem um município em epidemia e oito em alerta para a dengue

 

saude 25 09 2019O município de Inajá (Noroeste) está em situação de epidemia de dengue, de acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (24/09) pela Secretaria de Estado da Saúde. Segundo cálculo da secretaria, a incidência acumulada desde o final do mês julho na cidade aponta 322,27 casos por 100 mil habitantes. São dez casos autóctones confirmados. Outros oito municípios paranaenses estão em situação de epidemia – Uraí, Santa Izabel do Ivaí, Florestópolis, Jesuítas, São Carlos do Ivaí, Floraí, Indianópolis, e Flórida.

 

Combate diário - “O combate à dengue deve ser feito diariamente e precisamos da participação ativa da população na eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da dengue”, destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Os municípios estão aplicando várias estratégias de combate à proliferação do mosquito, mas o apoio de cada paranaense é fundamental na luta contra a dengue”. Ele reforçou que é essencial deixar os quintais e terrenos livres de recipientes que acumulam água e lixo.

 

Casos confirmados - O boletim semanal registra 454 casos confirmados da dengue no Estado. São 100 casos a mais que na semana anterior. As 22 Regionais de Saúde do Estado apresentam notificações. O Paraná soma 4.084 notificações. Os dados são referentes ao monitoramento realizado entre 28 de julho de 2019 até esta segunda-feira (23 de setembro).

 

Controle vetorial - As informações relacionadas ao controle vetorial comprovam que 77,5% dos criadouros estão nos imóveis comerciais e domiciliares, em recipientes que acumulam água parada, como vasos de plantas, garrafas, plásticos, sucatas, materiais de construção, fontes ornamentais, entre outros. “Temos bastante preocupação em relação à mudança da estação. A primavera indica dias quentes e chuvosos, clima propício para o aumento do número de criadouros e de pessoas contaminadas, caso não intensifiquemos as ações preventivas de eliminação dos focos”, destaca a coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria, Ivana Belmonte.

 

Ciclo rápido - Segundo ela, o ciclo do mosquito é rápido. “Entre deposito do ovo pela fêmea do mosquito, à transformação em larva e, depois em mosquito, o período é de apenas uma semana. Basta deixar água parada acumulada para que o mosquito se prolifere”.

 

Chikungunya - O boletim mostra ainda dois casos confirmados de chickungunya no Estado, nos municípios de Araucária e Maringá. São casos importados, ou seja, as pessoas adquiriram a doença passando por outras regiões do país. Um foi contraído em Arapiraca, estado de Alagoas, e o segundo em João Pessoa, na Paraíba. (Agência de Notícias do Paraná)

ASSEMBLEIA GERAL: Bolsonaro ataca França, mídia, ONGs e a própria ONU

 

assembleia geral 25 09 2019Em sua estreia na tribuna das Nações Unidas, nesta terça-feira (24/09), o presidente Jair Bolsonaro deixou de lado a expectativa de conciliação e fez um discurso polêmico, com ataques à França e questionando a eficácia da própria ONU, colocando o socialismo como ameaça a ser combatida e fazendo exaltações ao regime militar no Brasil, com uma série de referências religiosas e insistindo na ideia de que questionamentos internacionais sobre a Amazônia são contaminados por interesses econômicos.

 

Reforço - O pronunciamento reforçou a ala ideológica do governo, que teve influência decisiva em sua construção. Coube ao quarteto formado pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e ao assessor internacional Filipe Martins a maior parte das contribuições. De acordo com assessores, no entanto, o próprio presidente fez questão de deixar o discurso com a sua cara e evitar uma fala artificial.

 

Sentimento patriótico - “Os ataques sensacionalistas que sofremos por grande parte da mídia internacional devido aos focos de incêndio na Amazônia despertaram nosso sentimento patriótico”, disse Bolsonaro, na abertura da Assembleia Geral da ONU. “É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo.”

 

Macron - O presidente mirou, então, no colega francês Emmanuel Macron - sem mencioná-lo diretamente. “Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista”, afirmou Bolsonaro. “Um deles, por ocasião do encontro do G-7, ousou sugerir aplicar sanções ao Brasil, sem sequer nos ouvir.”

 

ONGs - O brasileiro impôs um tom bastante incisivo ao falar de ONGs que, segundo ele, “teimam em tratar e manter nossos índios como verdadeiros homens das cavernas”. Classificou o cacique Raoni como “peça de manobra” usada por governos estrangeiros. “Rechaçamos as tentativas de instrumentalizar a questão ambiental ou a política indigenista em prol de interesses políticos e econômicos externos, em especial os disfarçados de boas intenções.”

 

Discordância - A premiê da Noruega, Erna Solberg, discordou das afirmações. Ela frisou que respeita a soberania do Brasil e defendeu o desenvolvimento sustentável das florestas tropicais como alavanca para a prosperidade econômica. “Não concordaria totalmente com muitas coisas que ele falou”, disse. “A preservação das florestas tropicais pode também levar ao desenvolvimento econômico de suas áreas. Nós temos uma preocupação com o futuro delas e queremos ajudar a salvá-las, trabalhando em conjunto e respeitando inteiramente a soberania do Brasil.”

 

Portas abertas - A Noruega, que já colocou mais de R$ 3 bilhões no Fundo Amazônia em dez anos, deixou as portas abertas para voltar a contribuir - os repasses foram suspensos em agosto. “Esperamos continuar com essa parceria. Gostaríamos imensamente de cooperar.”

 

Silêncio - Já Macron preferiu manter o silêncio e evitar enfrentamento com Bolsonaro. Enquanto voltava para a sede da ONU, em uma caminhada de três quadras, ele foi questionado duas vezes pelo Valor sobre o discurso do brasileiro. Olhou para a reportagem e disse que não responderia. Antes, havia afirmado que “não é lobby ou interesse” o desejo de ajudar no combate ao desmatamento na Amazônia.

 

Enérgico - Ao analisar o discurso do chefe, o ministro Augusto Heleno disse classificou como “enérgico”, mas “muito cordial”. “Acho que a repercussão vai ser muito boa. Também, a repercussão com os nossos adversários sendo ruim, é sinal de que o discurso foi muito bom.”

 

Objetivo - Em entrevista à TV Bandeirantes, Bolsonaro disse que seu discurso não foi agressivo. “Foi objetivo. É que cada vez mais as pessoas não estão preparadas para ouvir a verdade. A verdade me elegeu no Brasil. Eu mantive a linha.” Ele classificou como positivo o balanço da viagem.

 

Recados - Outros recados, bem como aparentes contradições, foram notados no discurso de Bolsonaro. Ao atacar seus antecessores “socialistas” que desviaram “centenas de bilhões de dólares”, parabenizou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, por seu trabalho na Lava-Jato. Ressaltou o compromisso com a democracia e os direitos humanos, mas falou em visitar China e Arábia Saudita em giro pela Ásia, continente que visita ainda neste mês.

 

Lamento - Na semana em que a menina Ágatha Félix morreu por uma bala perdida que partiu de policiais, no Rio de Janeiro, lamentou que 400 PMs tenham sido assassinados em 2017. Diante de uma plateia composta em grande parte por muçulmanos, lamentou a perseguição religiosa a missionários cristãos. E colocou em xeque a própria ONU: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato”. (Valor Econômico)


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