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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4669 | 24 de Setembro de 2019

ENCONTRO ESTADUAL: Evento será realizado pela primeira vez no interior do Estado

O tradicional evento promovido pelo Sistema Ocepar para celebrar as conquistas do cooperativismo ganhou um novo endereço neste ano. Pela primeira vez, o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, que sempre foi realizado em Curitiba, vai ocorrer no interior e a cidade escolhida foi Medianeira, no Oeste do Estado. Será dia 6 de dezembro, no Centro de Eventos da Cooperativa Lar, das 8h30 às 15h30. “Estamos inovando e queremos reunir a família cooperativista do Paraná em um local diferente para promovermos uma aproximação maior ainda com o nosso público, possibilitando que os participantes possam conhecer a realidade de outras regiões”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Programação – Após a abertura oficial, será realizado o Painel com autoridades, seguido de apresentação sobre a Lar. Depois, o palhaço, ator, diretor e dramaturgo Márcio Ballas vai falar sobre “Improviso e criatividade”. Na parte da manhã, haverá ainda a participação do palestrante Pedro Calabrez, que abordará o tema “A arte de viver a transformação”.

Michel Teló – No período da tarde, a grande atração é o show com o cantor medianeirense Michel Teló.

Inscrições – O Encontro Estadual é destinado a cooperados, colaboradores, dirigentes, demais lideranças ligadas ao cooperativismo paranaense, seus familiares e convidados. As inscrições ao evento devem ser realizadas até dia 2 de dezembro, por meio do agente de Desenvolvimento Humano da cooperativa ou no Sistema Ocepar (inscricoes@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1105).

encontro estadual folder 24 09 2019

INTERCÂMBIO: Missão das Ilhas Canárias propõe vantagens para a exportação de produtos agropecuários paranaenses

Recepcionada pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, uma missão empresarial das Ilhas Canárias, na Espanha, esteve na manhã desta terça-feira (24/09) na sede da entidade, para mostrar as vantagens fiscais de exportar produtos do agronegócio para a Europa e países da África Ocidental, utilizando tradings que reexportariam os produtos como se fossem locais. Isso representaria a incidência de apenas 4% de imposto de renda sobre o lucro da operação.

Impressão – Ricken lembrou que o contato com missões das Ilhas Canárias não é novidade para empresários e cooperativas do Paraná, contato que se iniciou em 2016, inclusive com a primeira visita ao Paraná e ida de uma delegação paranaense, integrada por representantes das cooperativas, da Associação Comercial do Paraná e Federação das Indústrias do Paraná, à ilha. E disse que a impressão que se teve foi das melhores, principalmente em relação à infraestrutura.

Proposta – No entanto, a avaliação das vantagens de se utilizar desse expediente para o ingresso de produtos do agronegócio paranaense poderá ser feita com a missão empresarial paranaense, incluindo representantes das cooperativas, às Ilhas Canárias e também Madri e Barcelona, na Espanha, em abril de 2020, para avaliar a proposta de internacionalização e otimização logística, tributária, cambial e energética da agroindústria do Paraná.

Presentes – A comitiva espanhola, composta por Bernardino Santana, diretor executivo de La Luz Market, Sergio Galvan, gerente da Autoridade Portuária do Porto de Las Palmas, Alexandre Bolson, diretor regional da Câmara de Comércio Brasil Espanha, Monroe Olsen, do Escritório Marins Bertoldi Advogados, e Gabriella Rangel, especialista  em Negócios Internacionais da Britcham Brasil, filial Paraná, foi recebida pelo gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, pelo analista de Desenvolvimento Técnico – Mercado da Ocepar, Maiko Zanella, além do presidente Ricken e superintendente Costa. Também participou do encontro o consultor técnico da Faep, Nilson Hanke Camargo, entre outros.

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SINDILEITE: Nova diretoria toma posse; Wilson Thiesen é homenageado pela CNI

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou, na noite desta segunda-feira (23/09), no Campus da Indústria da Fiep, em Curitiba, da posse da nova diretoria do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná – Sindileite Paraná e da entrega da Ordem do Mérito Industrial ao empresário Wilson Thiesen.

Diretoria – O atual presidente do Sindileite Paraná, Marco Antônio Galassini foi reconduzido para mais um mandato. Também tomaram posse na nova diretoria do sindicato, o presidente da Frimesa, Valter Vanzella e o ex-presidente da Confepar e atual conselheiro administrativo, Renato Beleze. Fazem parte ainda as lideranças Eder Desconsi, Roberto Bombardelli e Paulo Maciel. Conselho Fiscal – Efetivos, Carlos Augusto Aguiar, Silvestre Ferreira e Valdomiro Leite. Suplentes, Valter Pereira da Rocha, Rafael Felipe Schuck e Lino Alfeu Zeni. Delegados Efetivos - Marco Antonio Gallassini da Silva e Eder Desconsi e suplentes Renato Beleze e Valter Pereira da Rocha.

Medalha – O ponto alto da noite foi a entrega da Medalha do Mérito Industrial ao ex-presidente do Sindileite Paraná e da Ocepar, Wilson Thiesen. Criada em 1958, a Ordem do Mérito Industrial é concedida pela (CNI) a personalidades e instituições que contribuem significativamente para o desenvolvimento da indústria brasileira e do país. Em 57 anos, personalidades e empresários receberam a comenda, entre os quais o ex-presidente Juscelino Kubitschek, além do ex-vice-presidente José Alencar e dos industriais Jorge Gerdau, Antônio Ermírio de Moraes e Ivo Hering e empresários como Flávio Rocha e Olacyr Francisco de Moraes. Prestigiaram a solenidade, além de Ricken, o ex-governador Orlando Pessuti, o presidente da Fiep, Edson Campagnollo, o presidente da Federação das Indústria do Rio Grande do Norte, representando a presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Amaro Sales, o presidente eleito da Fiep, Carlos Walter Pedro, o superintendente da OCB, Renato Nobile, lideranças sindicais, convidados e familiares do homenageado.

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LEGISLAÇÃO: Senado sinaliza votar PEC que revoga a Lei Kandir

 

legislacao 24 09 2019A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acompanha com preocupação a tramitação da PEC 42/2019, que propõe a revogação da Lei Kandir ― que desobriga a incidência do ICMS sobre a exportação de produtos não-industrializados e semielaborados. A matéria consta na pauta de deliberação do Senado Federal para esta terça-feira (24/09). O tema já foi debatido no Congresso com a PEC 37/2017, que acabou arquivada em dezembro de 2018. A OCB também vai discutir o tema em audiência pública do Senado, nesta quarta-feira (25/09), de manhã.

 

Entendimento - Representante de 14,6 milhões de cooperados, reunidos em 6.828 cooperativas ― das quais 1,6 mil são do Ramo Agropecuário com mais de 1 milhão de produtores ―, a OCB entende que a Lei Kandir é um dos maiores pilares nacionais para o avanço da competitividade e da produção de diversas cadeias do setor agropecuário. São culturas que, graças a esse incentivo, têm aumentado seu desempenho no comércio global, como, por exemplo, o milho (19%), soja (45%), café (25%), frango (39%), açúcar (67%) e outros, segundo dados de 2017 da ITC/TradeMap.

 

Evolução - O Departamento de Agricultura Americano USDA e Aprosoja Brasil também registram uma evolução de 654% na exportação de soja, se comparados entre os anos de 1996 a 1997 (8,424) e 2017 a 2018 (63,5). Já o milho registrou, no mesmo período, crescimento de 3.7678%, sendo em 1996 a 1997 (0,09) e 2017 a 2018 (34).

 

Queda nos preços - A revogação da norma traria impactos diretos na geração de valor em todos os elos da cadeia produtiva, na geração de emprego e renda, além do superávit da balança comercial brasileira e do IDH do meio rural. O cenário que a OCB prevê caso a proposta seja aprovada é de imediato excesso de oferta de produtos no mercado interno e uma queda brusca nos preços.

 

Acesso ao mercado - Em um contexto global altamente competitivo, a Lei Kandir contribuiu fortemente para que milhares de pequenos e médios produtores, por meio do cooperativismo, pudessem acessar o mercado externo. Sua revogação provocaria um prejuízo econômico em efeito dominó, reduzindo a geração de emprego e renda, o que posteriormente demandaria a implementação de políticas de cobertura de preços mínimos e outras medidas por parte do governo.

 

Atuação - Em Ofício encaminhado nesta segunda-feira (23/9) aos senadores, a OCB destaca os números apurados pelo índice de Competitividade Global 2018. Segundo a pesquisa, o Brasil aparece “bastante atrás dos seus principais concorrentes no quesito de peso da regulamentação governamental; visão de longo prazo dos governos; índice de qualidade rodoviária e efeitos distorcivos de impostos; dentre outros”.

 

Mais prejuízos - Um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que a revogação da Lei Kandir resultaria numa redução de R$ 47, 8 bilhões no faturamento. Além disso, a entidade calcula que, sem a Lei Kandir, o resultado do setor, em 2018, teria sido: 10,1% a menos com a produção agrícola, 8,1% a menos na agropecuária e 4,4% a menos na pecuária.

 

Investimentos - Além disso, a volta da incidência de ICMS frustraria os altos investimentos já empregados na especialização da exportação de produtos primários e semielaborados, devido à deficiente estruturação de políticas públicas nacionais para o setor.

 

Audiência pública - O Sistema OCB continua acompanhando a tramitação da proposta, posicionando-se contra essa medida. Outros esclarecimentos a respeito da importância da Lei Kandir no estímulo de toda essa cadeia produtiva serão apresentados pela OCB, na manhã desta quarta (25/09), durante Audiência Pública do Senado, que vai discutir Políticas Públicas para Exportação. (Informe OCB)

 

SISTEMA OCB: Saiu o resultado dos escolhidos para o Somos Líderes

 

sistema ocb 24 09 2019O Sistema OCB já tem os nomes dos jovens que vão participar do programa Somos Líderes. Com o objetivo de formar lideranças conscientes e engajadas, o Sescoop lançou a seleção em agosto. Ao todo, 1.553 rapazes e moças se inscreveram para concorrer a 35 vagas. O primeiro encontro será no dia 8 de outubro, durante a cerimônia do Prêmio Somoscoop – Excelência de Gestão, em Brasília.

 

Princípio - Preparar jovens para o futuro e com os olhos atentos às inovações é um dos princípios basilares do cooperativismo – o de educar, formar e informar. Os participantes do Somos Líderes têm entre 21 e 35 anos e serão verdadeiros advogados da marca cooperativista na sociedade.

 

Critérios - Entre os critérios de classificação, foram avaliados o comprometimento com o desenvolvimento de um cooperativismo ético, a habilidade na comunicação e no relacionamento com outras pessoas, e possuir, claro, um mindset voltado à inovação e à transformação.

 

Metodologia inovadora - O curso foi elaborado com metodologia inovadora adotando o sistema de gameficação e trilhas de aprendizagem - essas, utilizadas desde o momento da inscrição. Até abril de 2020, os participantes terão aulas de Tendência, Inovação e Liderança; Liderança no contexto cooperativista; Liderança no contexto organizacional; Liderança no contexto social; e Liderança no contexto político.

 

Mais - Cada um desses módulos disponibiliza também conteúdo via podcasts, encontros virtuais em webnários e mentorias individuais com dirigentes de cooperativas premiadas com o selo SomosCoop de Excelência.

 

Lista - Confira aqui a lista com os nomes dos 35 selecionados!

Adriano Gil Fernandes - Empregado de cooperativa

Alessandra Cristina de Lima Soares - Cooperada 

Amanda Chiodi - Empregada de cooperativa 

Ana Luíza Borges Brum - Cooperada 

Angélica Santos Batista Boy - Empregada de cooperativa 

Antonio Victor Ferreira Silva - Cooperado 

Ariel Luis Ferraz - Cooperado 

Bruno Cassoli Bortoloto - Cooperado 

Camila Fernanda Alves Silva - Empregada de cooperativa 

Camilla Beatriz de Souza Duarte - Empregada de cooperativa 

Carolina Mussolini Celestino de Oliveira - Empregada de cooperativa 

Daniel Edson de Oliveira Vitorino - Cooperado

Dhionata Oliveira da Silva - Empregado de cooperativa 

Diogo Roberto Pedrazzi - Empregado de cooperativa 

Erica Alves de Paula - Cooperada 

Estefany Franciny Piastu - Cooperada 

Evando Lima Bento - Empregado de cooperativa 

Fábio Gonçalves da Silva - Empregado de cooperativa 

Gian Carlos Piton - Empregado de cooperativa 

Henrique Perlatto Moura - Filho de cooperado

Hugo Ataíde Silva - Empregado de cooperativa

Ítalo Ricardo Sampaio da Silva - Filho de cooperado 

Jessica Diefenbach - Cooperada 

Jessyca Leon Bolzan - Empregada de cooperativa 

Jorge Alberto Soares Varanis - Empregado de cooperativa 

Kamila Porto de Oliveira - Filha de cooperado 

Larissa Lacerda Matos Mascarenhas - Empregada de cooperativa 

Lívia Rezende Milhortato - Filha de empregado de cooperativa 

Mara Cristina F.S. Gomes - Empregada de cooperativa 

Rafael Teixeira Escórcio Athayde - Cooperado 

Rayssa de Melo Ferreira - Empregada de cooperativa 

Renato Geraldo da Costa - Empregado de cooperativa 

Rodrigo Franciel Allebrandt - Empregado de cooperativa

Talison Osório Soares da Silva - Empregado de cooperativa 

Victor Emannuel de Souza Teixeira - Filho de cooperado

(Informe OCB)

AGRÁRIA: Com recorde de expositores, WinterShow se consolida como grande evento do setor agrícola

 

Considerado o maior evento científico do Brasil sobre cereais de inverno, o WinterShow, promovido pela Fapa – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária – e pela Agrária, a cada edição tem se consolidado como um importante canal de comunicação entre fornecedores do setor agrícola e produtores da região. 

 

Expositores - O aumento significativo na quantidade de expositores que participarão do evento em 2019 é prova disso. Nesta 16ª edição, o número de estandes passou de uma média de 60 para cerca de 90. São empresas de maquinários e implementos, adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas, instituições financeiras e de ensino, e indústrias de massas, pães e biscoitos. 

 

Balcão de Negócios - Além das visitas aos estandes realizadas durante os intervalos entre as palestras e painéis, este ano o WinterShow terá um espaço exclusivo na programação para que público e expositores interajam: o Balcão de Negócios. “A agricultura é o setor que também passa por inovação e a feira é uma boa oportunidade para que as empresas mostrem ao público estas novidades”, avalia Marcio Mourão, coordenador da Fapa.

 

Relevância e credibilidade - Para Juliano Woruby, representante técnico e comercial da Oro Agri, uma das patrocinadoras do WinterShow, a relevância do mesmo para o mercado de cereais de inverno e a credibilidade da Fapa e da Agrária no setor são requisitos fundamentais para participação da empresa no evento. “O WinterShow é importante local e nacionalmente. Esperamos um bom público entre cooperados e produtores da região”, afirma. 

 

Bayer - A Bayer é outra empresa que mais uma vez estará no evento. Presente desde a primeira edição, este ano a multinacional também será uma das participantes da Estação Open Innovation. “Queremos fortalecer e apoiar novas tecnologias, pensando também nessa aproximação com o cliente”, explica Julien Witzel, representante técnico de vendas da Bayer S.A.

 

Patrocínio - O WinterShow 2019 é patrocinado pela Oro Agri, Banco do Brasil, Sicredi, Caixa Econômica Federal, BRDE, Gigamix, Rocha Terminais Portuários e Logística, e Sindicato Rural de Guarapuava. (Imprensa Agrária)

 

SERVIÇO

WinterShow 2019

Balcão de Negócios

Data: 17/10

Horário: 11h às 12h; das 13h às 15h30

Local: Fapa, Colônia Vitória, Distrito de Entre Rios, Guarapuava- PR 

 

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COCAMAR: Rally visita propriedade em Nova Esperança para ver melhoria contínua

 

Aos 23 anos, prestes a se formar em agronomia, Pedro Henrique Sambini é mais um jovem produtor a se destacar no agro regional. Depois do avô Alvino e do tio Edmir, que começaram a cultivar pomares de laranja em 1989, estando entre os primeiros a introduzir essa cultura em Nova Esperança (PR), agora é a vez dele mostrar o quanto pode fazer pela citricultura.  

 

Vale a pena - À frente de 90 hectares de pomares onde plantios mais antigos e com produtividade em declínio vêm sendo substituídos por novos, Pedro se diz um entusiasta da produção de laranja. “Nenhuma outra atividade é tão interessante financeiramente”, salienta, acrescentando que sua média tem ficado ao redor de 2,5 caixas de 40,8 quilos por planta. 

 

Programa - Mas o que também tem atraído a atenção da Cocamar para esse produtor é a sua resposta a um programa de melhoria contínua que acaba de ser realizado pela cooperativa com a orientação da engenheira agrônoma Amanda Caroline Zito e o apoio da estagiária Daniela Sala. O Rally Cocamar de Produtividade foi até Nova Esperança na segunda-feira (23/09) para conferir. 

 

Liderança - Realizado entre julho e setembro, o programa envolveu 8 produtores de laranja da região e, segundo Amanda, mais de 400 melhorias foram implementadas, das quais 120 na propriedade conduzida por Pedro, que liderou e soube motivar, nesse processo, uma equipe de dez funcionários. 

 

Mudanças - Em resumo, eles participaram, oferecendo sugestões, da reorganização dos sistemas de trabalho, tornando-os mais eficientes. No galpão da propriedade, o depósito de ferramentas foi totalmente reconfigurado, colocando-se um painel onde cada uma tem o seu lugar, de maneira que, se retirada, sua falta é percebida num olhar. Tudo passou a ser guardado para ficar à mão, com etiquetas e sinalização, eliminando-se materiais inservíveis e reaproveitando muitos outros. 

 

Mais - Copos plásticos, antes descartados, deram lugar a canecas com o nome de cada colaborador; uma caçamba, que não tinha aproveitamento, virou uma caixa d’água; e duas adubadeiras, com capacidade para 2,5 mil quilos cada uma, ganharam uma estrutura sobressalente para comportar 4 mil quilos, reduzindo-se assim o número de recarregamentos. “As melhorias foram efetuadas sem a necessidade de gastos extras”, disse Pedro, mostrando uma caixa afixada à parede onde os funcionários depositavam suas sugestões. “A equipe foi motivada a pensar em melhorias e apresentar ideias”, comentou Amanda, lembrando que cada uma delas foi analisada. Com isso, segundo a engenheira agrônoma, a propriedade como um todo ficou bem mais organizada, registrando ganhos em eficiência operacional, além de mais segura, bonita e com cada objeto e equipamento em seu lugar. 

 

Expandir - A partir dos bons resultados desse programa de melhoria contínua, que funcionou como um piloto, a Cocamar pretende levá-lo para outros produtores de laranja e até mesmo para os demais segmentos da cooperativa. 

 

Acompanhando - Nessa visita, além da engenheira agrônoma Amanda Caroline Zito e da estagiária Daniela Sala, o Rally foi acompanhado de Sérgio Mendes e Renato Pesarini do programa de TV RIC Rural e por uma equipe da Sicredi União PR/SP: Victor Pasquini, gerente de Desenvolvimento Agro, Gilberto Rauber, assessor Agro da Regional Noroeste e Luiz Lazaretti, gerente da unidade de Nova Esperança. 

 

Patrocinadores - Em sua quinta edição, o Rally Cocamar de Produtividade tem a finalidade de valorizar as boas práticas agrícolas. Patrocinam a iniciativa: Sicredi União PR/SP, Basf, Zacarias Chevrolet e Spraytec (principais), Sancor Seguros, Texaco Lubrificantes, Cocamar TRR, Elanco e Altofós Suplemento Mineral Cocamar (institucionais), com o apoio do Cesb, Aprasoja/PR e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

 

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COCARI I: Vem aí o II Fórum Agropecuário da Cocari

cocari I 24 09 2019No próximo sábado (28/09), a Cocari realizará o II Fórum Agropecuário, na Associação Atlética Cocari, em Mandaguari (PR), das 8h às 12h. A manhã será de difusão de conhecimentos com várias palestras e visitação aos estandes de empresas parceiras.

Cenário – O fórum será oportunidade para que cooperados e técnicos tratem sobre o cenário atual e o futuro da pecuária. O palestrante Eugênio Stefanelo é engenheiro agrônomo, mestre em economia rural e doutor em engenharia de produção; professor nos cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências Agrárias da UFPR, da FAE Centro Universitário (FAE Business School), da UTFPR (Campus de Pato Branco) e da Unoesc. Além disso, o professor é também apresentador do programa diário Negócios da Terra na Rede Massa (SBT do Paraná) e no SBT de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. É especialista em política agrícola, em mercados agropecuários e em política econômica mundial e brasileira.

Manejo – Haverá ainda uma palestra para abordar o tema "A importância da brachiária na produtividade do agricultor até o pecuarista", que será ministrada pelo professor me. Neimar Rotta Nagano, especialista em manejo de pastagens e plantas de cobertura, da Unoeste SP – Projeto ILPF. Além disso, o médico veterinário mestre em ciência e especialista em nutrição de bovinos, Antenor Fornazari Neto, tratará das Novas tecnologias – em busca da eficiência na pecuária moderna. (Imprensa Cocari)

 

COCARI II: Nova estratégia de comunicação aproxima cooperativa e cooperados

 

cocari 24 09 2019A Cocari lançou a TV Cocari, um programa pensado para aproximar ainda mais a cooperativa de seus cooperados, levando informação técnica, difundindo conhecimento, trazendo notícias do agronegócio e novidades tecnológicas para o campo. O primeiro programa foi ao ar no dia 20 de setembro, sexta-feira, sendo divulgado nas redes sociais da cooperativa. 

 

Projeto Olho Água - A TV Cocari conta com a apresentação da jornalista e assessora de comunicação da Cocari, Cláudia Carvalho. Neste primeiro episódio, o programa resgatou a história do Projeto Olho D’Água, que restaura nascentes em propriedades de cooperados, com a presença do gerente ambiental e avícola da Cocari, Thiago Toshio Ricci, além de uma visita à primeira nascente restaurada, na propriedade do cooperado Nelson Peloso, de Mandaguari (PR).  

 

Vazio sanitário - Aproveitando o fim do vazio sanitário da soja, o programa trouxe também informações sobre a preparação do solo para o plantio, com direcionamentos do professor Dr. Marcelo Batista, da Universidade Estadual de Maringá. Além disso, o superintendente de Logística Integrada, Jacy Cesar Fermino da Rocha, visitou o estúdio e falou sobre as Sementes Cocari, mostrando ao produtor as vantagens na escolha da semente beneficiada na UBS da cooperativa. 

 

Quinzenal - Com frequência quinzenal, a TV Cocari continuará levando informação e assistência ao cooperado, reforçando o ideal da cooperativa: sempre ao lado do homem do campo. Confira o programa na íntegra no canal da Cocari no Youtube. (Imprensa Cocari)

UNIMED LONDRINA: Projeto Saúde Bucal atende mais de 240 alunos de uma escola pública de Londrina

 

unimed londrina 24 09 2019A quarta edição do Projeto Saúde Bucal, da Unimed Londrina, atendeu 248 crianças da Escola Municipal Nina Gardemann. A instituição fica na região Oeste de Londrina e foi indicada pela Secretaria Municipal de Educação para ser atendida pela iniciativa. Neste ano, o projeto realizou três visitas na escola para ensinar os estudantes sobre a importância da higienização bucal por meio de orientações com profissionais da odontologia.

 

Quarto ano - O projeto está em seu quarto ano e conta com a ajuda de dentistas voluntários da UnimedOdonto, que deram todo o respaldo técnico, e de estudantes do curso de Ondontologia da Unopar (Universidade do Norte do Paraná), que ficaram responsáveis por ensinar as crianças como fazer a higiene bucal correta. Além disso, os voluntários fizeram a avaliação da saúde bucal dos estudantes e acompanharam durante as três visitas a evolução de cada um deles. Em casos mais complexos, os profissionais direcionaram as crianças para a Clínica-Escola de Odontologia da universidade parceira que disponibilizou tratamento gratuito para as crianças.

 

Kit - Para reforçar as orientações sobre higienização bucal, os participantes também ganharam um kit fornecido gratuitamente pela DentalClean, contendo fio dental, escova de dente, pasta de dente e nécessaire.

 

Estímulo - A diretora da escola atendida, Tania Machado, agradeceu a iniciativa da Unimed Londrina e destacou que a visita estimula os alunos a terem uma maior atenção com a saúde bucal. “Nós vemos o quanto a visita da Unimed foi positiva. Um dia depois da ação, todos os alunos queriam escovar os dentes após o recreio”, afirmou. “É gratificante receber esse projeto e alertar as crianças sobre os riscos de não cuidar da saúde bucal e evitar futuras doenças”, completa.

 

Princípio fundamental - Fabianne Piojetti, gerente de Sustentabilidade da cooperativa médica, destaca que o projeto vai ao encontro de um dos princípios fundamentais da marca Unimed Londrina: a promoção em saúde. “A higienização bucal correta evita doenças preocupantes que podem, inclusive, afetar o coração. Então, este projeto busca orientar as crianças a cuidarem da saúde desde pequenas”, explica.

 

Realização - O projeto Saúde Bucal é uma realização da Unimed Londrina, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, UnimedOdonto, Unopar e DentalClean. (Imprensa Unimed Londrina)

ADAPAR: Raiva animal exige vacina e alerta no campo e na cidade

adapar 24 09 2019A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) promove nesta quarta-feira (25/09), em Medianeira, no Oeste do Estado, o Encontro Paranaense de Vigilância e Prevenção da Raiva, na Associação de Funcionários da Cooperativa Lar.

 

Série de eventos - O encontro é parte de uma série de eventos que ocorrerão nesta semana para lembrar 28 de setembro como Dia Mundial contra a Raiva. A solenidade terá participação de representantes da Secretaria de Estado da Saúde, que abordará a vigilância e prevenção da doença. Toda a comunidade urbana e produtores rurais são convidados.

 

Ciclo rural - Segundo o coordenador da área de Vigilância e Prevenção da Raiva dos Herbívoros da Adapar, Ricardo Vieira, um dos objetivos do encontro é esclarecer a tarefa que cada um tem no combate à doença. “A sanidade dos rebanhos é responsabilidade de todos”, afirma. “Vacinar os animais é a forma mais eficaz de prevenir essa doença viral”. Ela é transmitida aos animais de produção por meio da saliva do morcego hematófago (que se alimenta de sangue), seu principal hospedeiro.

 

Sintomas - Entre os sintomas mais visíveis estão o andar cambaleante, mugido constante, falta de apetite e salivação intensa até a morte, que ocorre em até 10 dias. Vieira alerta os produtores para que chamem um servidor da Adapar quando perceberem alguma mudança de comportamento do animal e também depois que ele morreu para os procedimentos de exame. Este ano, das 226 coletas feitas pelos técnicos da Adapar, 75 resultaram positivas.

 

Comprovação - Comprovada a raiva, as propriedades vizinhas são visitadas para ampliar o alerta, vacinar os animais que eventualmente não tenham recebido a imunização e identificar possíveis abrigos de morcegos. “É preciso estar consciente de que a vacina protege o animal”, reforça Vieira. Muitos agropecuaristas aplicavam a vacina durante a campanha de combate à aftosa. Com o fim da vacinação para essa doença, há necessidade de o proprietário rural estar mais alerta em relação à raiva. Ele deve vacinar o rebanho pelo menos uma vez ao ano. Se for a primeira dose, deve ser repetida 30 dias depois.

 

Ciclo urbano - O Paraná é definido epidemiologicamente como área livre de raiva canina (AgV1 e AgV2). Pelos padrões da Organização Mundial da Saúde, esse status é conquistado quando não foi verificado nenhum caso de infecção autóctone de vírus da raiva canina em humanos, cães, gatos ou qualquer outra espécie animal durante os dois anos anteriores. O último caso dessa variante de raiva foi registrado em 2005.

 

Maior risco - Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva, Tatiane Dombroski, os morcegos também estão na área urbana e representam o maior risco para infecção por raiva tanto para os animais quanto para o homem. “Por esse motivo, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda que os tutores de cães e gatos busquem um médico veterinário e vacinem os animais todos os anos”, afirmou.

 

Bloqueio vacinal - Diante da situação epidemiológica do Estado, as normas internacionais não indicam campanha de vacinação, mas sim a realização de bloqueio vacinal em área de foco em casos de raiva canina. Dessa forma, o tutor ficará responsável pela vacinação dos seus animais de estimação.

 

Doença endêmica - A raiva é uma doença endêmica na América do Sul, que pode ser transmitida pela saliva de um mamífero infectado. A morte é inevitável em praticamente todos os casos de comprovação da enfermidade. Por isso, a importância de atitudes preventivas, como a vacinação e o contato com a Unidade Local da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), no caso de animais de produção, e com a Secretaria Municipal de Saúde, no caso de outras espécies de mamíferos.

 

ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO

- Evite tocar em qualquer morcego, vivo ou morto.

- Os morcegos são animais de hábitos noturnos. Quando encontrados caídos ou voando durante o dia, podem estar doentes, com o vírus da raiva.

- O contato direto com morcegos por toque, arranhões ou mordidas é grave. Caso isso aconteça, procure a unidade de saúde mais próxima.

- Qualquer espécie de morcego pode transmitir o vírus da raiva, não apenas o hematófago.

- É importante a vacinação anual contra raiva de cães e gatos, mesmo para animais idosos e que não tenham acesso às ruas.

- Para humanos, não há indicação de vacinação prévia, com exceção dos profissionais que trabalham na área e com manejo de animais, conforme avaliação baseada no protocolo do Ministério da Saúde.

No caso de sofrer qualquer tipo de agressão por animais mamíferos:

- Lave o ferimento imediatamente com água corrente e sabão.

- Procure rapidamente uma unidade de saúde.

-Faça o tratamento quando for indicado sem faltar às vacinações.

- No contato com morcego (lambedura, mordedura ou arranhão), ou no caso de acordar com o animal caído dentro do quarto de dormir, procure o serviço de Saúde para avaliação do caso.

 

SERVIÇO

Encontro Paranaense de Vigilância e Prevenção da Raiva.

Data: 25 (quarta-feira).

Horário: 8h30 às 15 horas.

Local: Associação dos Funcionários da Cooperativa Lar - Avenida 24 de outubro, 59 (margem da BR 277, Km 669) - Medianeira – Paraná

(Agência de Notícias do Paraná)

MAPA: Ministério lança nova página do Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros

 

mapa 24 09 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou nesta segunda-feira (23/09) nova página do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH)para mostrar a importância e a necessidade de controle da enfermidade.

 

Dia Mundial - A nova página marca também o Dia Mundial de Luta Contra a Raiva, celebrado no dia 28 de setembro. A data foi instituída em 2007 em homenagem a Louis Pasteur, que desenvolveu a primeira vacina eficaz contra a doença.

 

Mais atrativa - A página ficou mais atrativa visualmente com a inserção de imagens e textos explicativos. Pelo site, o usuário pode acessar a página do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que leva a informações sobre a raiva dos herbívoros.

 

Outras informações - Outras informações disponíveis são como deve ser feita a notificação dos casos, os endereços dos locais de notificação e um mapa com os endereços e os contatos das Superintendências Federais da Agricultura nos estados e dos serviços veterinários estaduais. São informadas ainda as medidas a serem adotadas em caso de suspeita de raiva e os locais para onde devem ser encaminhadas as amostras para o diagnóstico da doença.

 

O que é a raiva? - A raiva dos herbívoros é registrada o ano todo no meio rural. É transmitida pelo morcego hematófago, que ataca os animais (bovinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos).  Alguns dos sinais mais comuns da doença são paralisia do animal, isolamento (se afasta do rebanho), aumento da sensibilidade, salivação abundante e dificuldade de engolir. 

 

Áreas urbanas - A raiva em áreas urbanas é transmitida ao homem pela mordedura de cães e gatos infectados por morcegos ou outros animais silvestres. Ambas são letais em praticamente 100% dos casos. 

 

O que é o programa contra raiva? - O principal objetivo é reduzir a incidência da doença entre herbívoros domésticos. A linha de trabalho segue o conceito de saúde única, que é a integração entre a saúde humana, a saúde animal, o ambiente e a adoção de políticas públicas efetivas de prevenção e controle de enfermidades nos níveis local, regional, nacional e global, em conjunto com os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.

 

Outros objetivos - Outros objetivos são: a vigilância ativa nas áreas de maior risco; investigação dos casos suspeitos em herbívoros domésticos e morcegos; diagnóstico laboratorial dos casos suspeitos; vacinação dos animais domésticos e monitoramento dos morcegos. (Mapa)

GESTÃO DE RISCOS: Operações de Proagro começam a ser fiscalizadas pela Conab

 

gestao risco 24 09 2019A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai fiscalizar, a partir deste mês, propriedades rurais beneficiadas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Técnicos da estatal vão percorrer as lavouras para conferir os dados declarados pelos peritos encarregados pela comprovação de perdas nas áreas amparadas pelo programa.

 

Procedimentos - A Conab vai fiscalizar os procedimentos de comprovação de perdas realizando levantamentos sobre os trabalhos de operacionalização do programa, dos agentes financeiros e dos encarregados de realizar a comprovação de perdas junto aos agricultores.

 

Acesso - O Diretor de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, ressalta que é importante o produtor permitir o acesso e fornecer as informações solicitadas pelos técnicos. “O Proagro oferece cobertura abrangente e requer um processo criterioso desde o enquadramento das operações até o deferimento de pedidos de cobertura, com o pagamento de indenizações refletindo as perdas efetivamente ocorridas por causas amparadas. As fiscalizações serão rigorosas e realizadas com maior frequência”, garante Loyola.

 

Monitoramento - A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está monitorando o processo de operacionalização do Proagro para identificar e implementar os aprimoramentos que se fizerem necessários. A Conab irá monitorar o programa in loco, realizando visitas aos empreendimentos, contatos com produtores, funcionários dos agentes financeiros, movimentos sociais, técnicos e empresas encarregadas de comprovação de perdas.

 

Capilaridade - A fiscalização é realizada pela Conab devido à sua capilaridade, recursos técnicos, humanos e o seu vínculo com o Mapa, mediante a assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Procedimento similar já é realizado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

 

Proagro - O Programa é custeado por recursos alocados pela União, além de recursos provenientes da taxa paga pelo produtor rural para aderir ao Proagro. O objetivo do programa é garantir a amortização ou liquidação de custeios agrícolas objeto de financiamento, no caso de ocorrência de sinistro na lavoura, na proporção das perdas apuradas e permitir o recebimento dos recursos próprios comprovadamente aplicados na lavoura.

 

Custeio - Nas operações de custeio agrícola são causas de cobertura dos empreendimentos efetivamente enquadrados no Proagro os seguintes fenômenos naturais fortuitos e suas consequências diretas e indiretas: chuva excessiva, geada, granizo, seca, variação excessiva de temperatura, ventos fortes, ventos frios, doença ou praga sem método difundido de combate, controle ou profilaxia, técnica e economicamente exequíveis. Nas operações de custeio pecuário, são amparadas as perdas decorrentes de doenças sem método de combate, controle ou profilaxia.

 

Operações - O Proagro é formado por operações do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), denominado de Proagro Mais, que conta com mais de 270 mil operações que garantem o financiamento do Pronaf em caso de perdas de produção por problemas climáticas, e pelo Proagro Tradicional, em torno de 30 mil operações de produtores que não estão enquadrados como Pronafianos e que contratam crédito de custeio de até R$ 300 mil.

 

Garantida de renda - São instrumentos de política para a agricultura familiar que proporcionam garantia de renda para as atividades agropecuárias e que na safra 2018/2019 contou com 300 mil operações contratadas pelos agricultores familiares, situados em mais de 3 mil municípios do território nacional, com um valor segurado total superior a R$ 13 bilhões.

 

Administração e operacionalização - O Proagro é administrado pelo Banco Central do Brasil e operado por seus agentes, representados pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural, as quais contratam as operações de custeio e se encarregam de formalizar a adesão do mutuário ao Programa, da cobrança do adicional, das análises dos processos e da decisão dos pedidos de cobertura, do encaminhamento dos recursos à Comissão Especial de Recursos – CER, dos pagamentos e registros das despesas. (Mapa)

OPERAÇÃO INTEGRAÇÃO: Novo acordo de leniência prevê R$ 20 milhões em obras nas estradas

 

operacao integracao 24 09 2019O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná firmou mais um acordo de leniência no âmbito da Operação Integração, investigação derivada da Operação Lava Jato e que apura desvio de dinheiro a partir de contratos de concessionárias de pedágio com o governo do Paraná. O acordo de leniência foi assinado na última quinta-feira (19/09) com a empresa Puruña.

 

Reconhecimento - De acordo com o MPF, a empresa reconheceu que gerou caixa para que a Rodonorte realizasse pagamentos ilícitos. A própria Rodonorte também já firmou um acordo de leniência, homologado em março. Os termos com a Puruña ainda dependem de homologação da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.

 

Compensação - Pelo acordo de leniência, a Puruña pagará, em decorrência das infrações e ilícitos revelados, uma compensação de R$ 20,5 milhões. Deste valor, R$ 20 milhões serão destinados à execução de parte das obras consideradas prioritárias atualmente pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), órgão do governo do Paraná. O restante será destinado aos cofres do estado do Paraná.

 

Primeiro - Trata-se do primeiro acordo com empresa que participou lateralmente no esquema de corrupção apontado pelo MPF.

 

Informações e provas relevantes - Segundo o MPF, além de reconhecer ilícitos praticados, a empresa apresentou “informações e provas relevantes para o esclarecimento dos crimes, que contribuirão para o aprofundamento das investigações”. (Gazeta do Povo)

INFRAESTRUTURA: Para Maia, retomada do crescimento só virá com concessões e parcerias público-privadas

 

infraestrutura 24 09 2019O Brasil chega ao fim da década imerso em uma crise de geração de empregos, de falta de investimentos e de crescimento considerado pequeno. Para um dos protagonistas do atual cenário político brasileiro, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a saída é a melhoria da lei que trata das parcerias público-privadas e concessões de obras e serviços no país. Na visão do presidente, os estados estão no limite e sem capacidade para investir, com orçamentos já comprometidos. A carga tributária sustenta uma estrutura ineficiente na devolução de serviços à população. Com a construção de nova lei, mais moderna, transparente e segura, o capital pode voltar a investir no país, estados e municípios.

 

Marco regulatório - É o que acredita Maia, que participou nesta segunda-feira (23/09), no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), da discussão do marco regulatório sobre Concessões Públicas de Obras e Serviços, sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs) e sobre Fundos de Investimentos em Infraestrutura. A Alep promoveu, no Plenário da Casa, uma sessão especial para debater o projeto de Lei 3453/08, do Senado Federal, que tem como finalidade aperfeiçoar a questão, contemplando especificidades do Estado do Paraná. O debate contou com a participação de deputados estaduais, federais, além de representantes de órgãos públicos e de toda a sociedade organizada paranaense. (LEIA MAIS AQUI)

 

Avanço - Segundo o presidente da Câmara, a discussão representa um avanço na pauta de desenvolvimento. “As parcerias público-privadas são fundamentais. O Paraná ainda vive uma situação diferente, mas a maioria dos estados perdeu sua capacidade de investir. Temos de melhorar esta lei para garantir mais segurança jurídica aos investidores”, comenta o deputado federal. Para ele, o Paraná tem um papel fundamental no processo. “Este diálogo com o Estado permite a construção de uma lei transparente e objetiva, que promova o maior número de parcerias”, completa.

 

Experiência - O Estado tem experiência no assunto. O Programa de Parcerias do Paraná (PAR) foi criado por lei neste ano e visa garantir qualidade das parcerias do Estado com o setor privado, dando segurança jurídica para o poder público e para os investidores. Para o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB), o Estado só tem a contribuir com o debate nacional. “A magnitude da discussão de hoje é criar um alicerce para que o País tenha uma lei mais moderna”, avalia.

 

Tempo - De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), a discussão no Paraná tem de avançar em um ponto: o tempo em que as PPPs levam para sair do papel. “Precisamos rever isto. Atualmente, para uma parceria desse tipo sair do papel, são cerca de 500 dias. É muito tempo para um país que precisa urgentemente de investimentos”, pondera o governador.

 

Formalização - Ele lembra que o Governo do Paraná iniciou nesta segunda-feira o processo de Parcerias Público-Privadas (PPPs) com a formalização de três projetos. A iniciativa inclui a construção e gestão da Penitenciária Industrial de Piraquara (PIP) e implantação e administração de pátios de veículos que atualmente são geridos pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran). Além disso, o Estado prevê a criação de uma central de atendimento ao cidadão. A justificativa do Governo para os três projetos, que somam R$ 630 milhões, é a economia. Com a medida, também deixa de gastar com a manutenção dos pátios veiculares e com as refeições do sistema penitenciário.

 

Projeto de lei - O projeto de lei 3453/08, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), altera o art. 116 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, para condicionar a celebração de convênios com pessoas jurídicas de direito privado a prévio processo seletivo. Na prática, pretende modernizar as regras para concessões e contratações de parcerias público-privadas (Lei 11.079/04). 

 

Proposta - Segundo o presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto, deputado João Maia (PL/RN), o objetivo é apresentar, até o final de outubro, uma proposta de marco legal amplo que possibilite os investimentos privados, principalmente na área de infraestrutura. A nova legislação deve tornar claras as regras para as PPPs. “Já estamos no sexto ano sem crescimento no Brasil. Não vamos retomar isto com o consumo, nem oferecendo crédito, nem com os gastos do Governo. Precisamos de investimentos privados”, afirma. O relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), explica que um dos pontos do projeto é evitar o excesso de judicialização nas parcerias. “Estamos preocupados na construção de um projeto que seja um instrumento da retomada do crescimento”.  

 

Proponente - O proponente da discussão no Paraná, o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania), lembra que não há vontade do capital estrangeiro, por exemplo, de investir no Brasil. “Há uma desconfiança política, jurídica, econômica. Estamos trabalhando para mudar isso”, comenta Bueno, concordando os outros participantes da sessão, de que parcerias público-privadas e a concessões podem mudar a realidade brasileira. Como diz Maia: “O estado custa muito e devolve pouco para a população”.

 

Mesa - Também compuseram a mesa da sessão especial o prefeito de Guarapuava e vice-presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, César Silvestri Filho; o doutor em Direito, Fernando Vernalha, o primeiro secretário da Alep, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), e o segundo secretário da Alep, Gilson de Souza (PSC). (Alep)

PARANÁ: Estado avança em modernização da Fazenda e Receita Estadual

 

parana 24 09 2019A Receita Estadual iniciou neste mês de setembro a terceira fase da implantação do Sistema de Lançamento de Ofício e Processo Administrativo Fiscal Eletrônico, o e-PAF, para dar mais agilidade, transparência e segurança aos processos fiscais. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Estado da Fazenda caminha na modernização tecnológica de toda sua estrutura. A fase piloto foi iniciada em março deste ano, quando foram disponibilizadas a notificação para apresentação de Defesa Prévia, lavratura de Autos de Infração e a concessão de Procuração Eletrônica, entre outras funcionalidades.

 

Resultados - Até agora, os resultados são considerados excelentes, conforme avalia o diretor da Receita, Luiz Fernandes de Moraes Junior. Trabalham no novo sistema auditores-fiscais representantes de todas as delegacias regionais. Já foram feitas autuações que somam cerca de R$ 1,7 milhão; desse total, mais de R$ 500 mil foram pagos pelos devedores.

 

Treinamento - “Treinamos 20 auditores para começar os trabalhos e vamos ampliar o acesso ao longo do projeto”, explica o líder técnico do projeto, Gabriel Argolo Matos Rocha, auditor-fiscal responsável pelo Setor de Processo Administrativo Fiscal da Inspetoria Geral de Tributação.

 

Novos módulos - A fase piloto deve prosseguir até o final de 2020, com a inclusão de novos módulos. Será então definida a estratégia de implantação gradual em toda a Receita do Estado e programada a realização do treinamento necessário para todos os auditores- fiscais”, explica Moraes Junior.

 

Pontos fortes - Com a utilização dos processos fiscais em formato digital, ganha-se também transparência, avalia Argolo. “As informações e as peças inseridas nos processos administrativos fiscais eletrônicos podem ser visualizadas em tempo real pelos contribuintes e seus representantes legais”.

 

Formato digital - Com o sistema e-PAF, tanto Estado como o contribuinte se beneficiam, uma vez que todos os dados e documentos estão em formato digital e são armazenados em uma estrutura computacional moderna, seguindo as melhores práticas adotadas no mercado, proporcionando maior segurança.

 

Agilidade - Outro ponto forte do projeto é a agilidade na tramitação e instrução processual, já que automatiza diversos procedimentos até então manuais e a documentação não precisa circular fisicamente de um ponto a outro, muitas vezes entre cidades diferentes, o que retarda significativamente a finalização do processo.

 

Histórico - No e-PAF, o histórico de eventos e de documentos inseridos pode ser visualizado, bem como o valor do crédito tributário atualizado, os pagamentos/parcelamentos realizados e o saldo devedor para quitação da exigência fiscal. O acesso ao portal é feito por meio do menu de serviços do Receita/PR (www.receita.pr.gov.br). (Agência de Notícias do Paraná)

IBGE: Prévia da inflação oficial é de 0,09% em setembro

ibge 24 09 2019A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,09% em setembro. A taxa é a mesma da prévia de setembro do ano passado e maior que a de agosto deste ano (0,08%). Segundo dados divulgados nesta terça-feira (24/09), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula 0,26% no terceiro trimestre, 2,6% no ano e 3,22% em 12 meses.

Grupo - Em setembro, o grupo de despesas habitação foi o principal responsável pela inflação, com uma alta de preços de 0,76%, influenciado pelo aumento do custo com energia elétrica (2,31%).

Vestuário - Outro grupo com impacto importante na inflação foi vestuário (alta de 0,58%). Por outro lado, os alimentos e bebidas, com uma deflação (queda de preços) de 0,34%, foram os principais responsáveis por evitar uma inflação maior.

Quedas - Foram observadas quedas do tomate (-24,83%), cenoura (-16,11%), hortaliças e verduras (-6,66%), frutas (-0,93%) e carnes (-0,38%). (Agência Brasil)

 

FINANÇAS: Juro real bate mínima histórica com aposta em queda adicional da Selic

 

financas 24 09 2019O forte recuo das taxas de mercado aliado à perspectiva de que a inflação seguirá bastante contida, num mundo em desaceleração, derrubou os juros reais para suas mínimas históricas. Analistas apontam que parte do movimento se deve a fatores cíclicos e ainda haveria algum espaço para quedas adicionais no curto prazo, mas destacam que este ainda não pode ser considerado um “novo normal” para a economia brasileira.

 

Taxa real - Cálculo do Valor Data a partir do contrato de swap de juro de 360 dias descontada a projeção de inflação para um ano indica uma taxa de juro real de 1,37%, o nível mais baixo em toda a série histórica iniciada em 2002.

 

Passo além - Com isso, as projeções de mercado dão um passo além do que foi observado entre 2012 e 2013, quando a taxa real chegou a bater 1,39%. Na época, porém, a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida de forma quase que artificial, na visão de muitos economistas. A Selic caiu, em outubro de 2012, para 7,25% ao ano, mas a inflação superou os 5%, acima da meta de 4,5%.

 

Cenário mais sustentável - Desta vez, o cenário parece ser mais sustentável, já que apresenta apostas de juros cada vez mais baixos e a perspectiva de que a inflação manterá alguma distância do centro da meta oficial. De acordo com as novas projeções do Banco Central, divulgadas na semana passada, o índice de preços ao consumidor (IPCA) deve ficar em 3,8% em 2020 - abaixo do alvo de 4% - mesmo num cenário de dólar constante a R$ 4,05 e Selic de 5% até o fim do ano que vem.

 

Componente cíclico - Analistas apontam que o componente cíclico do cenário para o juro real envolve a recuperação lenta da atividade no Brasil e o risco de desaceleração da economia global, o que inibe pressões inflacionárias. Inclusive, grandes instituições financeiras têm revisado seus cenários e colocado a Selic em menos de 5% até o fim deste ano.

 

Estímulos monetários - “Em função da elevada capacidade ociosa da economia e o cenário de inflação baixa, é possível que haja necessidade de estímulos monetários por algum tempo, o que implicaria uma taxa de juro real próxima aos níveis atuais por um período mais longo”, afirma Isabela Guarino, economista-chefe da XP Asset Management.

 

Estrutural - Além do fator cíclico, ainda há um componente estrutural que seria representado pela taxa de juro neutro - aquela que produz o máximo de crescimento sem gerar inflação. De acordo com os analistas, o ajuste de contas públicas - encabeçado pela lei do Teto de Gastos e pela reforma da Previdência, junto com a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e a redução do estímulo fiscal do governo via BNDES - ajuda a colocar a taxa em níveis mais baixos e até abre espaço para quedas adicionais da Selic.

 

Capacidade ociosa - “O juro neutro tem caído com o avanço de reformas e com o cenário internacional que também traz juros reais de equilíbrio menores”, afirma Solange Srour, economista-chefe da ARX. No entanto, o nível atual dos juros reais não é o mesmo da taxa neutra e deve voltar a subir quando a economia ganhar força. “Eu não acho que este é o novo normal no Brasil, porque o crescimento que estamos vendo hoje está muito aquém do potencial. Não estamos ocupando nossa capacidade ociosa. O equilíbrio só ocorre quando a economia cresce perto do potencial.”

 

Passageiro - Ou seja, a agenda de reformas que vem sendo tocada desde 2017 traz um suporte estrutural para a queda do juro real, mas analistas apontam que a mudança não chega a colocar a taxa de equilíbrio em 1%. “O nível atual do juro real é passageiro, mas um ‘novo normal’ para as taxas pode incluir níveis mais baixos que os anteriores”, afirma Fernando Rocha, economista-chefe da JGP.

 

Ajuste fiscal - Quedas adicionais do juro neutro da economia exigem novos avanços no ajuste fiscal, principalmente na redução de gastos obrigatórios, afirma Solange, da ARX. “Se a gente não avançar nessa agenda e o Teto de Gastos for ameaçado, por exemplo, a taxa de juro neutra que vem caindo nos últimos anos vai voltar a subir”, alerta.

 

Contexto fiscal e credibilidade do governo - Todo o contexto fiscal e a credibilidade do governo ganham ainda mais relevância num quadro de fraqueza da economia. Isso porque a taxa de juro baixa não resolve, sozinha, o problema de crescimento. “É preciso que haja confiança. Nesse ponto, ainda estamos tateando”, aponta Rocha, da JGP. O índice de incerteza econômica da FGV ainda está longe de mostrar um ambiente de confiança, por exemplo.

 

Expectativa - De acordo com as estimativas coletadas na Pesquisa Focus, os analistas acreditam que a economia crescerá apenas 0,87% neste ano, mas poderá ganhar algum fôlego em 2020, com expansão esperada de 2%. Já a inflação deve ficar em 3,44% em 2019 e 3,80% em 2020 - tudo isso com Selic a 5%.

 

Fatores - Analistas comentam que o crescimento baixo é gerado por inúmeros fatores, como as incertezas globais com fatores geopolíticos e o próprio efeito defasado dos juros baixos na atividade. No entanto, alguns problemas estruturais também estão pesando na economia.

 

Construção civil - “O setor de construção civil pesada foi duramente afetado pela Lava-Jato. Praticamente todas as empresas grandes do setor pararam de operar. Além disso, a redução do gasto fiscal e parafiscal teve um efeito grande. É preciso fazer o ‘crowding in’, ou seja, o setor privado ocupar o espaço que o setor público ocupava. Isso leva tempo. A receita é persistência. A transição leva tempo, mas costuma compensar”, aponta Rocha, da JGP. (Valor Econômico

ECONOMIA: Contas externas têm déficit de US$ 4,27 bilhões em agosto

 

economia 24 09 2019O déficit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 4,274 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23/09) pelo Banco Central (BC). O resultado ficou bem acima do registrado em igual mês de 2018: déficit de US$ 1,757 bilhão.

 

Janeiro a agosto - De janeiro a agosto, o déficit chegou a US$ 30,277 bilhões, contra US$ 18,372 bilhões em igual período do ano passado.

 

Balança comercial - Entre os dados das contas externas está a balança comercial, que registrou superávit de US$ 2,664 bilhões, em agosto e acumulou US$ 27,164 bilhões, nos oito meses do ano.

 

Serviços - Por outro lado, a conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 2,461 bilhões, em agosto, e de US$ 23,327 bilhões, de janeiro a agosto deste ano.

 

Primária - A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 4,727 bilhões no mês passado e em US$ 35,107 bilhões, em oito meses.

 

Secundária - A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 249 milhões, em agosto, e de US$ 992 milhões, em oito meses.

 

Investimento estrangeiro - Em agosto, o resultado negativo para as contas externas foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

 

IDP - A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 9,470 bilhões, contra US$ 9,651 bilhões de igual mês de 2018. De janeiro a agosto, esses investimentos totalizaram US$ 41,213 bilhões, contra US$ 46,037 bilhões em igual período do ano passado.

 

Nova metodologia - O BC informou nesta segunda-feira (23/09) que revisou a metodologia de cálculo das contas externas, com melhora nas fontes de informações. “As revisões no balanço de pagamentos refletem o uso de novas fontes de dados para as transações entre residentes e não residentes realizadas diretamente no exterior – buscando suprir esta que é a mais importante lacuna de informações no balanço de pagamentos brasileiro –, além da melhoria de qualidade de fontes já existentes”, diz nota do BC.

 

Alta - Com a revisão da metodologia, o déficit de transações correntes subiu de US$ 7,2 bilhões para US$ 15 bilhões, em 2017, de US$ 15 bilhões para US$ 21,9 bilhões, em 2018, de US$ 21,7 bilhões para US$ 26 bilhões, de janeiro a julho deste ano. Também houve alteração do IDP: US$ 70,3 bilhões para US$ 68,9 bilhões, em 2017, de US$ 88,3 bilhões para US$ 76,8 bilhões, em 2018, e de US$ 45 bilhões para US$ 31,7 bilhões, de janeiro a julho deste ano.

 

Sustentabilidade - Apesar do aumento do déficit das transações correntes e redução do IDP, o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que a “sustentabilidade das contas externas continuam inalteradas”. Ele destacou que o déficit em transações correntes continua sendo integralmente coberto pelo IDP. (Agência Brasil)

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit de US$ 968 milhões na 3ª semana do mês

 

comercio exterior 24 09 2019A balança comercial brasileira apresentou, na terceira semana de setembro, superávit de US$ 968 milhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23/09) pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. As exportações no período de cinco dias úteis chegaram a US$ 4,422 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 3,454 bilhões.

 

Mês - No mês, as exportações somam US$ 14,097 bilhões e as importações, US$ 12,101 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,996 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 162,736 bilhões e as importações, US$ 129,197 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,540 bilhões.

 

Média - A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 884,5 milhões, 8,6% abaixo da média de US$ 967,5 milhões, até a segunda semana. Segundo a pasta, a redução ocorreu devido à queda nas exportações de produtos manufaturados, como plataforma de exploração de petróleo, óleos combustíveis, gasolina, laminados planos de ferro e aço, além de máquinas e aparelhos para terraplanagem. A venda desses produtos diminuiu 31,3%, saindo de US$ 413,9 milhões para US$ 284,4 milhões no período.

 

Semimanufaturados - Por outro lado, as vendas de produtos semimanufaturados apresentaram crescimento de 13,2%, passando de US$ 99,9 milhões para US$ 113,1 milhões. O crescimento foi puxado pelo aumento das vendas de açúcar em bruto, ferro fundido bruto, celulose, catodos de cobre, ferro-ligas, estanho em bruto.

 

Básicos - Os produtos básicos também apresentaram crescimento de 7,3%, indo de US$ 453,7 milhões para US$ 487 milhões. O aumento se deve a venda de petróleo bruto, soja em grãos, café em grãos, minério de manganês, mármores e granitos brutos ou desbastados.

 

Importações - Do lado das importações, houve queda de 20,1%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, de US$ 690,8 milhões, sobre média até a segunda semana, de US$ 864,7 milhões). O resultado é explicado, principalmente, pela diminuição nos gastos com cereais e produtos da indústria da moagem, siderúrgicos, equipamentos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, adubos e lubrificantes. (Agência Brasil)

LEI 13.876: Governo edita norma com novas regras para acordos trabalhistas

 

lei 13876 24 09 2019Ao firmarem acordos judiciais ou extrajudiciais com trabalhadores, as empresas devem ficar atentas a uma nova legislação publicada nesta segunda-feira (23/09), que tem impacto nos valores envolvidos. Com a entrada em vigor da Lei nº 13.876, os acordos não podem apenas discriminar valores como indenizatórios, caso existam verbas de natureza remuneratória - como férias, 13º salário e horas extras.

 

Prática comum - Até a edição da lei, as partes podiam determinar como discriminariam os valores acertados. A nova norma acaba com uma prática comum, de estabelecer todo o valor como indenização (danos morais, prêmios e bonificações, por exemplo) para fugir da tributação - contribuição previdenciária e Imposto de Renda. A lei, sancionada na sexta-feira (20/09) pelo presidente Jair Bolsonaro, ainda traz parâmetros mínimos do que deverá ser estipulado como verba indenizatória.

 

Dificuldades - De acordo com o advogado Daniel Chiode, do Chiode Minicucci Advogados, a norma tende a dificultar um pouco a realização de novos acordos na Justiça do Trabalho. Ele conta, por exemplo, que estava para fechar um acerto na sexta-feira no valor de R$ 240 mil, com verbas indenizatórias. Com as novas regras, segundo seu cálculo, haverá um aumento de 20% no valor. “A partir de agora, o juiz já não pode mais aceitar um acordo somente firmado como verbas indenizatórias”, diz.

 

Base de cálculo - O artigo 2º da Lei nº 13.876 altera o artigo 832 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Estabelece que “salvo na hipótese de o pedido da ação limitar-se expressamente ao reconhecimento de verbas de natureza exclusivamente indenizatória, a parcela referente às verbas de natureza remuneratória” não poderá ter como base de cálculo valor inferior: ao salário mínimo ou o piso salarial da categoria definido por acordo ou convenção coletiva de trabalho, “caso exista, para as competências que integram o vínculo empregatício reconhecido”. Ou a diferença entre a remuneração reconhecida como devida na decisão e a efetivamente paga pelo empregador, respeitando o valor do salário mínimo.

 

Cautela - Para Chiode, a lei vai exigir mais cautela na elaboração desses cálculos. Isso porque, em geral, as empresas estipulam valores máximos de quanto podem gastar. Por outro lado, o trabalhador também pensa em um valor mínimo que poderia aceitar.

 

Possibilidade - E nessa negociação, antes havia a possibilidade de caracterizar todos os valores como indenizatórios. “Se a empresa não tem condições de oferecer mais, pode haver uma diminuição no número de acordos.”

 

Aumento da arrecadação - A norma, segundo Chiode, foi sancionada com a necessidade de aumentar a arrecadação com os acordos trabalhistas. Somente os pedidos judiciais que tratarem de verbas indenizatórias é que poderão resultar em acordos sem a incidência efetiva de contribuição previdenciária e Imposto de Renda.

 

Preocupação - A preocupação com a arrecadação de contribuição previdenciária vem desde o ano 2000, com alterações na CLT, segundo a advogada Carla Lobo, do escritório Romar, Massoni e Lobo Advogados. A Lei nº 10.035, de 2000, estabeleceu que as decisões deverão sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da condenação ou do acordo homologado, “inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuição previdenciária, se for o caso”.

 

União - Depois disso, em 2004, a Lei nº 11.033 previu que a União será intimada das decisões homologatórias de acordos que contenham parcela indenizatória “facultada a interposição de recurso relativo aos tributos que lhe forem devidos”. E agora, com essa nova alteração, fica ainda mais clara que deve haver parcela remuneratória, respeitando o que diz o pedido. “As partes agora têm que ficar mais atentas. Deve haver maior recolhimento de INSS”, diz Carla. (Valor Econômico)


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