Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4668 | 23 de Setembro de 2019

VISITA I: Comitiva chinesa de Hainan conhece cooperativismo e sonda o setor de agronegócios no Paraná

Com o propósito de se informar sobre o sistema cooperativo e articular parcerias na área comercial, principalmente no setor do agronegócio, uma delegação chinesa da Província de Hainan, integrada por seis pessoas e liderada pelo vice-presidente do Comitê da Conferência Popular Consultiva Política da província, Li Guoliang, foi recepcionada pela Diretoria Executiva, gerente e técnicos do Sistema Ocepar, no final da manhã da última sexta-feira (20/09) na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba.

Recepção - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a importância da visita técnica, ao ressaltar que atualmente a China é o maior parceiro comercial do Brasil e também destino de produtos das cooperativas agroindustriais do Paraná, ressaltando a oportunidade de incrementar essa cooperação. Ainda discorreu, aos integrantes da comitiva, sobre os princípios do cooperativismo e a importância do sistema para o desenvolvimento do Paraná em todos os segmentos em que atua.

Indicadores -  O analista de Desenvolvimento Técnico – Mercado da Gerência Técnica da Ocepar, Maiko Zanella, mostrou, em uma projeção, a capilaridade do sistema cooperativo no mundo, com a geração de cerca de 250 milhões de empregos diretos em 2,6 milhões de cooperativas e a estimativa de que uma em cada seis pessoas do planeta tem ligação com o sistema. Também informou sobre o cooperativismo no Brasil e, especialmente no Paraná. De acordo com o técnico, as 222 cooperativas paranaenses, em 2018, faturaram R$ 83,5 bilhões. As 70 corporações do ramo agropecuário respondem por 70% da produção da soja no estado, 64% de milho, 64% do trigo, 45% da produção leiteira, 40% de suínos e 34% de aves. As exportações para mais de 100 destinos totalizaram US$ 3,9 bilhões.

Economia - O chefe da delegação da Hainan, Li Guoliang, informou que sua província tem na agricultura, turismo e serviços, além da indústria, setor petrolífero e automotivo, a base da economia. A agricultura, no entanto, é a principal atividade. Ressaltou que Hainan é uma ilha de clima tropical, e explora agricultura com esta característica. Por isso, muitas variedades de frutas e hortaliças foram importadas do Brasil e da América do Sul. A busca da adaptação de variedades e o desenvolvimento de outras é responsabilidade do Instituto de Pesquisa Tropical da China. E revelou que o objetivo, não só do governo local, mas do país é buscar a autossuficiência em alimentos, que ainda são escassos. Disse ainda que se impressionou com os avanços que o cooperativismo promoveu no campo e na agroindústria e concorda que o modelo seria uma saída para organizar, capacitar e difundir tecnologia entre os agricultores de seu país. E, concordando com a sugestão do presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, adiantou que vai indicar a inclusão de visitas à Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) nas próximas vindas de comitivas de seu país ao Brasil para incrementar a parceria técnica com a empresa brasileira.   

Contribuição - Li Guoliang lembrou que o Brasil já está presente no dia a dia da alimentação de  Hainan e da China. Segundo ele, a batata doce tem um papel importante na agricultura e alimentação da população, pelas suas qualidades nutritivas, assim como a fruta pão, também muito apreciada pelos chineses. E comentou que, no período em que trabalhou no norte da China, constatou que o Pau Brasil se tornou uma planta de decoração das casas e, por isso, é muito popular por lá. “As crianças, antes mesmo de irem para a escola, já aprendem sobre esta árvore”, disse.

Audiência - Antes de visitar o Sistema Ocepar, Li Guoliang e a comitiva tiveram um encontro com o vice-governador do Paraná, Darci Piana, no Palácio Iguaçu, oportunidade que em foram tratados vários assuntos, como parcerias em relação à agricultura e questões ligadas à infraestrutura. No período da tarde, a delegação chinesa, junto com o analista da Ocepar, Maiko Zanella, fizeram uma visita técnica à Cooperativa Bom Jesus, na Lapa.

Recepção - Além do presidente Roberto Ricken e do analista Maiko Zanella, recepcionaram a delegação de Hainan os superintendentes Robson Mafioletti (Ocepar) e Nelson Costa (Fecoopar) e o gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra.

Referência - Província insular e o ponto mais ao sul da China, Hainan, cuja população é estimada em 9,34 milhões de habitantes e ocupa território do tamanho da Bélgica, tem clima tropical e, por isso, muitos balneários e interior montanhoso e florestas exuberantes. Devido às belas praias, a ilha é chamada de “Havaí da China”.  A cidade de Sanya, ao sul, tem muitas praias, como a baía de Sanya, com 22 quilômetros de extensão, e a baía de Yalong, em formato de lua crescente e com hotéis luxuosos. Nas proximidades de Sanya, as trilhas montanhosas da zona de turismo cultural da floresta Yanoda passam por pontes suspensas e cachoeiras. A capital de Hainan é Haikou. O Paraná e Hainan são estados-irmãos desde 2010.

{vsig}2019/noticias/09/23/visita/{/vsig}

 

VISITA II: Sistema Ocepar recebe grupo de produtores de Minas Gerais

Um grupo com 35 produtores de café associados à Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), de Minas Gerais, esteve, na manhã desta segunda-feira (23/09), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, capital do Paraná. Eles são alunos egressos do MBA em Cooperativismo, promovido pelo Sistema Ocemg, e vieram ao estado para conhecer o trabalho do Sistema Ocepar e das cooperativas paranaenses, em especial, do ramo agropecuário. Além do Sistema Ocepar, o grupo irá visitar diversas cooperativas paranaenses.

Recepção - Acompanhados pelos superintendentes Renato Nobile (Sistema OCB) e Alexandre Gatti Lages (Ocemg), os visitantes foram recepcionados pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e por profissionais da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná), Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná) e Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná).

Temas de interesse - “O Sistema Ocepar é um exemplo em organização cooperativista, por isso a nossa vinda ao Paraná é com o intuito de conhecer o modelo aplicado no estado e a pujança de cooperativas que são sucesso no cenário nacional”, disse o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo. Entre os assuntos relacionado ao Sistema Ocepar e que são de interesse do grupo estão: o modelo de organização (divisão por núcleos, conselhos, profissionalização da gestão e Assembleia Geral); características regionais do cooperativismo paranaense; panorama geral do ramo agro; principais desafios e conquistas; oportunidades de negócios; intercooperação; programas executados (Autogestão, Programa de Excelência, Inovação, Compliance, entre outros),  organização do quadro social (Jovemcoop; Cooperjovem, Elicoop Jovem e Feminino, cursos e demais ações para promover a  participação do associado na liderança da cooperativa).

Roteiro - Além de Curitiba, onde o grupo conheceu o Sistema Ocepar, o roteiro inclui viagem aos Campos Gerais para conhecer o projeto de intercooperação envolvendo a Frísia, Capal e Castrolanda, que resultou na criação da marca Unium. Na Castrolanda, o objetivo é também conhecer os principais projetos da cooperativa, incluindo a Universidade Corporativa que está sendo estruturada com o objetivo de desenvolver, dentre outros, projetos voltados para o quadro social. Depois, o grupo segue para visitas na Lar, em Medianeira, na C.Vale, em Palotina, e na Cocamar, em Maringá.

Cooxupé - Com mais de 85 anos de história, a Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda) iniciou suas atividades em 1932, com a fundação de uma Cooperativa de Crédito Agrícola, transformada em 1957 em Cooperativa de Cafeicultores. A mudança aconteceu graças à sensibilidade dos primeiros cooperados às carências regionais. Naquele ano, a organização passou a ter a produção de café como seu principal produto. Logo em seguida, em 1959, a cooperativa já exportava seu café pela primeira vez.

Quadro social - Atualmente a Cooxupé possui mais de 14 mil cooperados - 95% deles pequenos produtores que vivem da agricultura familiar –, recebendo café produzido em mais de 200 municípios de sua área de ação, localizada nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Vale do Rio Pardo (no estado de São Paulo). Pensando na diversificação de seus negócios, a Cooxupé também possui projetos como torrefação própria, auxílio na produção e comercialização de milho, fábrica de rações, laboratórios para análise de folhas e solos, geoprocessamento, entre outros investimentos. Além disso, a cooperativa vem, ao longo dos anos, ampliando mercados como o de cafés especiais e certificados.

{vsig}2019/noticias/09/23/ocmg/{/vsig}

GERÊNCIA TÉCNICA: Confira o Informe nº 43 com as projeções de mercado da semana

getec destaque 23 09 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (23/09), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021. Também foi elaborado o boletim referente ao balanço de agosto, com o histórico das projeções do mês.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

LEGISLAÇÃO: MP da Liberdade Econômica é sancionada

legislacao 23 09 2019A Medida Provisória nº 881/2019 que trata da liberdade econômica e simplifica os procedimentos burocráticos que, atualmente, geram entraves para o empreendedorismo foi sancionada na sexta-feira (20/09) pela Presidência da República, numa cerimônia no Palácio do Planalto. O texto foi encaminhado para sanção logo após sua aprovação no Congresso Nacional, há um mês.

Cooperativismo - A medida provisória trouxe o reconhecimento da importância do cooperativismo para o desenvolvimento do país e estendeu às cooperativas o mesmo tratamento conferido aos demais modelos societários que terão o registro automático para abertura e fechamento de empresas nas Juntas Comerciais.

Conquista - Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, essa é uma grande conquista para o movimento cooperativista nacional, na medida em que reduz o tempo de espera no momento de constituição da cooperativa e, assim, estimula a geração de trabalho, emprego e renda.

Atuação - A OCB vem trabalhando com o tema desde março, no âmbito MPV 876/2019, que tratou da simplificação da abertura de empresas. Inicialmente a proposta proibia expressamente o registro automático das cooperativas nas Juntas Comerciais.

Articulação - A extensão do registro simplificado às cooperativas foi contemplada, após articulação da OCB com o diretor do Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI), André Luiz Santa Cruz , com o relator da MP 876, deputado Áureo Ribeiro (RJ), com o presidente da Comissão Mista, senador Jorginho Mello (SC), e com apoio do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair de Melo (ES). Com a perda da eficácia da MPV 876, esse texto foi incluído no parecer do deputado Jerônimo Goergen (RS) na Comissão Mista da MPV 881/2019.

Atos - Para que o deferimento automático nas Juntas Comerciais entre em vigor será necessária a adoção de atos constitutivos e de fechamento padronizados. A OCB está trabalhando em conjunto com o DREI para elaboração dos documentos padronizados, que têm como base cases de sucesso das unidades estaduais.

Pontos - Outros pontos trazidos pela MP:

Substituição do eSocial por novo sistema simplificado;

Extinção de alvarás e licenças para negócios de baixo risco;

Preservação da autonomia da vontade, prestigiando atos e contratos dos particulares, ou seja, segurança jurídica nas relações e intervenção mínima do Estado;

Afastamento de normas infralegais desatualizadas;

Efeito vinculante em decisões administrativas de liberação e in dubio pro libertate, com regra de interpretação;

Proibição de exigências, como definição de preços, sem previsão em lei;

Vedação de emissão de certidões com prazo de validade sobre fatos imutáveis;

Positivação de conceitos afetos à desconsideração de personalidade jurídica;

Carteira de trabalho digital;

Imunidade burocrática para atividade econômica de inovação;

Vedação da emissão de certidões com prazo de validade sobre fatos imutáveis;

Afastamento do abuso regulatório; e

Obrigatoriedade de Análise de Impacto Regulatório (AIR) para novos normativos.

(Informe OCB)

 

PRIMATO I: Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense é apresentado em Toledo

 

O Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, do Sistema Ocepar, se propõe a modelar a organização internamente para atender a todos os requisitos que implicam em estar em Compliance. Com objetivo de apresentar mais detalhes do programa, foi realizada, no dia 13 de setembro, uma reunião com diretoria, encarregados e conselheiros da Primato Cooperativa Agroindustrial, na sede da associação, em Toledo (PR).

 

Compliance - Compliance é uma palavra da língua inglesa que significa conformidade e tem origem no verbo “to comply” que significa obedecer, cumprir, agir de acordo com uma regra. Através dele, garante que os mecanismos e procedimentos internos como normas, fiscalização, auditoria, incentivo às denúncias de não conformidades e aplicação do código de conduta cumpram a sua finalidade e sejam comunicados internamente. Empresas são pessoas jurídicas compostas por várias pessoas físicas e que, sem regulamentos que orientem suas condutas, as possibilidades de ocorrerem comportamentos indesejados são maiores. 

 

Programa - O Programa de Compliance é uma estratégia que comunica às pessoas que a empresa não está disposta a aceitar comportamentos e atitudes que não estejam de acordo com as regras. Para instituir este modelo de gestão, o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, lançou o Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, em parceria com a Escola de Negócios da PUCPR.

 

Compromisso - “O compromisso do Sistema Ocepar é trazer conhecimentos e informações para que as cooperativas desenvolvam o seu próprio Programa de Compliance”, enfatizou superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, por meio do Portal do Programa. Por sua vez, o decano da Escola de Negócios da PUCPR, Bruno Henrique da Rocha Fernandes, também pelo portal do programa, destacou “Compliance significa conformidade com as leis e as normas. Neste Programa em particular, procuramos estimular a cultura da integridade e melhorar processos, em cada uma das Cooperativas, de tal forma que consigam melhorar a visibilidade para todas as partes interessadas.”

 

Primato - “Muito importante o lançamento deste projeto que visa a conformidade na condução dos negócios dentro das cooperativas. Aqui na Primato nós temos implementado há dois anos o compliance através de nossa auditoria interna, mas é preciso ressaltar que esta ação do Sescoop/PR e da Escola de Negócios da PUCPR é fundamental para que possamos ter mais informações, discutir os principais pontos e com isso, implementar em cada setor e negócio de nossa cooperativa este programa que é benéfico à todos os envolvidos”, enalteceu o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter. 

 

Mais - Para conhecer mais sobre o Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense acesse http://compliance.sistemaocepar.coop.br/#PROGRAMA. (Imprensa Primato)

 

{vsig}2019/noticias/09/20/primato_I/{/vsig}

PRIMATO II: Cooperativa sobe 28 posições entre as 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro

 

Por mais um ano consecutivo, a Primato Cooperativa Agroindustrial está entre as 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro. O anúncio foi feito dia 26, em São Paulo, durante a cerimônia de premiação dos Melhores & Maiores 2019, da revista Exame. O evento contou com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de representantes das maiores empresas do país em diversos setores.

 

Ranking - A edição especial da revista Exame, que chegou às bancas em 29 de agosto e trouxe o ranking das mil maiores empresas do Brasil, dos 200 maiores grupos empresariais, das 400 maiores empresas do agronegócio, além de indicadores do desempenho das 500 maiores e uma análise dos principais setores produtivos. A edição 2019 da publicação, que é referência na análise de empresas do país, reúne os destaques de vários segmentos do mercado brasileiro a partir de seus balanços em 2018. Na categoria “400 Maiores do Agronegócio”, que classificou as empresas por vendas líquidas, Primato ocupa a 264ª posição geral. 

 

Agronegócio - Este é o terceiro ano consecutivo que a Primato teve avanço no ranking na categoria. “Em 2016 estavámos na posição 294 e avançamos em 2017 para posição 292. Mas em 2018 tivemos um destaque positivo e subimos 28 posições e agora somos a 264ª empresa neste importante ranking da edição da revista Exame, um balizador do mercado que apresenta indicadores de desempenho em várias categorias”, enfatizou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter que complementou, “isso demonstra que todo o planejamento estratégico, o engajamento de nossos colaboradores e fornecedores, assim com a confiança de nosso cooperado, estão sendo desenvolvidas de forma assertiva e nos motiva a continuar o trabalho”.

 

Primato - Segundo o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin, esta é mais uma prova que o cooperativismo é diferenciado, assim como todos os envolvidos no processo. “O sistema cooperativista nos proporciona este cenário, porque apresenta uma representatividade de produtores da pecuária e agricultura, que precisam ser competitivos perante o mercado. E a Primato vem desenvolvendo essa representatividade através da diversificação dos negócios, aumento do portfólio de produtos e serviços, investimentos em infraestrutura, tecnologia e capacitação, buscando apresentar um ciclo de oportunidades de negócios com nossos cooperados que fazem a receita da cooperativa crescer a cada ano”. 

 

Orgulho - Sabadin concluiu destacando o orgulho em cada conquista. “Este ano está sendo muito positivo pelo reconhecimento que a Primato vem recebendo, foram premiações locais, regionais e nacional, logo, todos nós estamos felizes e cientes da responsabilidade que temos, afinal, temos orgulho de cada conquista”. (Imprensa Primato)

 

{vsig}2019/noticias/09/23/primato_II/{/vsig}

FRÍSIA: Sementes do Bem une sustentabilidade e autonomia das pessoas com necessidades especiais

 

frisia 23 09 2019Em comemoração ao Dia da Árvore (21 de setembro), o projeto Sementes do Bem promoveu o plantio de mudas de árvores em uma área de preservação permanente em recuperação, na Estrada Santo André, em Carambeí (PR). O projeto é resultado de uma parceria entre a Frísia e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ponta Grossa.

 

Plantio - As mudas foram plantadas no dia 19 de setembro (quinta-feira) por estudantes do Colégio Elo Sagrado e da Escola Evangélica, ambos de Carambeí. O plantio visa promover a conscientização sobre a preservação ambiental com a produção sustentável. Anteriormente, o Parque Histórico de Carambeí – maior museu histórico a céu aberto do Brasil – ganhou um canteiro de flores plantados por colaboradores da Frísia.

 

Processo - Entretanto, antes das mudas chegarem aos seus destinos, um processo cuidadoso, dedicado e eficiente é realizado. Pelo projeto Sementes do Bem, 19 colaboradores – sendo 18 estudantes da Apae – trabalham no contraturno, o que promove a inclusão de pessoas com necessidades especiais e a aplicação da sustentabilidade socioambiental.

 

Participação - Os estudantes participam de todo o processo desde o recebimento da terra, o uso da semente, manejo para o crescimento da muda até a entrega aos voluntários para o plantio. Com o trabalho, os estudantes da Apae são remunerados, o que auxilia na melhora da autoestima, já que contribuem para as demandas das suas casas.

 

Início - Com o slogan “Quando somos bons para os outros, somos ainda melhores para nós”, o projeto foi iniciado em abril deste ano e teve a Apae de Ponta Grossa a parceira escolhida devido à estrutura e proximidade para a atividade. Coordenadora de Desenvolvimento Humano da Frísia, Mayb Maia conduz o projeto e destaca a sustentabilidade social e ambiental que a cooperativa realiza. “São 19 colaboradores nossos que trabalham em um ambiente seguro, desenvolvendo atividades que já sabem fazer, e temos que ter sim essa volta social e sustentável, que é o plantar, o reflorestar, o melhorar o meio ambiente”.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

BOM JESUS: Cooperativa recebe visita de comitiva chinesa

Na sexta-feira (20/09), na Lapa (PR), a Cooperativa Bom Jesus recebeu em sua sede uma comitiva chinesa da província de Hainan que veio conhecer o cooperativismo e o agronegócio brasileiro. Estiveram presentes LI Guoliang, vice-presidente do Comitê da Conferência Popular Consultiva Política; LOU Dongfeng, diretor-geral do Departamento de Turismo, Cultura, Rádio, TV e Esportes do Comitê da Conferência Popular Consultiva Política; LI Shiping, diretor de Divisão do Subcomitê de Economia Comitê da Conferência Popular Consultiva Política; Yang Wei, vice-diretor Geral da Divisão de Relações Internacionais e Irmandades do Escritório de Relações Internacionais do Comitê da Conferência Popular Consultiva Política; HAN Jia, Vice Diretora Geral da Divisão de Relações Internacionais e Irmandades do Escritório de Relações Internacionais do Comitê da Conferência Popular Consultiva Política; e LI Tingting, do Staff da Divisão de Relações Internacionais e Irmandades do Escritório de Relações Internacionais do Comitê da Conferência Popular Consultiva Política. O grupo estava acompanhando do analista técnico do Sistema Ocepar, Maiko Zanella, e, pela Bom Jesus, a comitiva foi recebida pelo gerente técnico, Severino Giacomel.

Informações - Giacomel apresentou a história da Bom Jesus, seu desenvolvimento regional, as culturas que são trabalhadas com os associados e algumas curiosidades do cooperativismo paranaense. Após a passagem pela cooperativa, o grupo fez uma visita na propriedade dos cooperados João Baggio e João Baggio Neto, este último recepcionando o grupo, realizando a visita numa lavoura de feijão. (Imprensa Bom Jesus)

{vsig}2019/noticias/09/23/bom_jesus/{/vsig}

COPACOL: Cooperativa começa a operar com escritório de vendas no Rio de Janeiro

copacol 23 09 2019Para aumentar as vendas no mercado nacional, a Copacol, cooperativa agropecuária sediada em Cafelândia, Oeste do Paraná, começou a atuar com um escritório de vendas no Rio de Janeiro. Por meio dele, serão atendidos os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com um volume de aproximadamente de 1.200 toneladas de produtos por mês.

Mix de produtos - Segundo o presidente da Copacol, Valter Pitol, o objetivo dessa abertura é de desenvolver o mercado desta região, principalmente no Rio de Janeiro com a ampliação do mix de produtos Copacol nas principais redes do Estado. “Vamos fortalecer a nossa participação e a nossa marca, ajudando a absorver o aumento de produção da Copacol e da Unitá com os produtos de frangos, peixes e a nossa linha de vegetais”, ressalta o presidente Pitol. (O Novo Oeste)

 

SICOOB INTEGRADO: Campanha arrecada roupas e sapatos para pacientes do Hospital do Câncer

 

sicoob integrado 23 09 2019Reforçando seu compromisso com a comunidade, o Sicoob Integrado promoveu uma ação solidária em prol da Fundação Sudoestina de Combate ao Câncer. Colaboradores da agência da cooperativa localizada na região sul da cidade de Pato Branco (PR) se uniram à equipe da loja ADS Calçados e Confecções e arrecadaram grande quantidade de roupas e sapatos. 

 

Mobilização - “Constantemente ouvimos sobre a importância do trabalho voluntário dos envolvidos na Fundação Sudoestina de Combate ao Câncer e sentimos que nós, da agência Sul, também poderíamos ajudar de alguma forma. Mobilizamos amigos, familiares e associados para a ação e todas essas doações irão beneficiar os pacientes em tratamento no hospital”, explica a gerente Joicy Rigo.

 

Clientes - Ela conta ainda que além dos donativos enviados, a loja ADS, que é cooperada do Sicoob Integrado, aderiu a ideia de estender a ação aos seus clientes. Com isso, durante o mês de setembro, está promovendo uma campanha que aceita tênis usados como parte de pagamento na compra de um par novo.

 

Preocupação - “A ADS sempre teve uma preocupação com o meio social pois acreditamos que, como seres humanos, temos a obrigação de contribuir com entidades e proporcionar mais conforto aos menos favorecidos. A campanha em parceria com o Sicoob vem surpreendendo e mostrando como nossos clientes são conscientes, pois estão doando além do que pedimos”, comemora a gerente da loja, Thais Murasaki.

 

Continuidade - “Continuaremos a arrecadação no decorrer dos próximos meses, pois acreditamos que essa corrente se expandirá cada vez mais”, complementa a gerente do Sicoob Integrado. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB CREDICAPITAL: Agência em Quedas do Iguaçu divulga poupança com ação no centro da cidade

sicoob credicapital 23 09 2019No último sábado (14/09), a agência do Sicoob Credicapital em Quedas do Iguaçu (PR) promoveu a 1ª Blitz Poupança Sicoob. A ação aconteceu na Praça Pedro Alzides Giraldi e teve como objetivo divulgar as vantagens do produto, que é uma opção de investimento sem tarifas e com rentabilidade garantida.

Promoção - De acordo com o gerente da unidade, Valdair Zdonek, além de esclarecer dúvidas das pessoas que passaram pelo local, a equipe também destacou a promoção Poupança Premiada Sicoob, que a cada R$ 200 depositados, garante um número da sorte para concorrer a diversos prêmios.

Sucesso - “A ação foi um sucesso, tivemos uma ótima adesão da população em geral e superamos nossas metas. O que podemos levar deste dia é que iniciativa como esta devem ser feitas com maior frequência, pois a aceitação do público foi muito boa e nossa equipe gerou inúmeros negócios. Abordamos mais de 300 pessoas diretamente e um número incalculável através das mídias.”, comenta o gerente. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

INSTITUTO SICOOB: Expresso faz sucesso em Guaíra (PR)

 

instituto sicoob 23 09 2019O Expresso Instituto Sicoob fez sucesso na cidade de Guaíra (PR). Por intermédio do Sicoob Meridional, em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Guaíra (Aciag), a plataforma itinerante de formação profissional e cidadã esteve presente na cidade, entre os dias 17 e 19, ofertando cursos gratuitos na modalidade de Educação a Distância (EAD). Ao todo, cerca de 120 pessoas foram atendidas.

 

Sucesso - A plataforma fez tanto sucesso que até a presidente da Câmara Municipal de Guaíra, Lígia Lumi Tsukamoto Suga, fez questão de se inscrever para ter a oportunidade de entrar no ônibus, sentar em frente ao computador e fazer o curso. “Me inscrevi em dois cursos e vamos ver se consigo concluir, mas é uma boa oportunidade para nossos jovens adquirem mais conhecimento. O Sicoob tem sido um parceiro muito grande para o município.”

 

Inclusão - O especialista em Desenvolvimento Cooperativo do Sicoob Meridional e Pessoa de Apoio Estratégico (APE) do Instituto Sicoob, Airton Bagli, afirma que, além de ser uma plataforma educacional, o Expresso Instituto Sicoob também é uma plataforma de inclusão. “O intuito do Instituto Sicoob é promover o 5º e o 7º princípio do cooperativismo (Educação, formação e informação e Interesse pela Comunidade, respectivamente). É a reciprocidade que o cooperado nos beneficia trazer o Expresso gratuitamente para a comunidade de Guaíra, ofertando cursos profissionalizantes reconhecidos pelo MEC. O Expresso percorre cidades promovendo essa cidadania, inclusão social e proporcionado às pessoas uma modalidade de cursos na plataforma EAD.”

 

Sobre o Expresso Instituto Sicoob - O Expresso Instituto Sicoob é um ônibus adaptado e equipado com mesas, assentos, notebooks, televisores, impressora e acesso à internet. A plataforma de estrutura móvel de ensino é um projeto de livre acesso e tem como objetivo promover a igualdade à educação técnica de qualidade, por meio de uma educação inovadora e democrática.

 

Vídeo - Confira o vídeo sobre a visita do Expresso Instituto Sicoob em Guaíra no link: https://www.youtube.com/watch?v=ywD7lpCzA1I. (Imprensa Instituto Sicoob)

SICREDI RIO PARANÁ: 2º Moove reúne 180 jovens

Com muita informação, conhecimento e diversão, evento realizado pela Sicredi Rio Paraná PR/SP visa promover o cooperativismo, Educação Política e empreendedorismo com o público jovem. Com a presença de 180 jovens de 25 cidades dos estados de São Paulo e Paraná o evento aconteceu na sexta-feira (20/09), em Nova Londrina (PR).

Recepção - Os jovens foram recepcionados pelo artista Gael Nasmastê que tocou Deep House ao som do violino elétrico. A abertura do evento foi feita por duas jovens do Comitê Jovem da cooperativa e as boas vindas do presidente, Jorge Guedes.

Bate-papo - Em seguida, foi realizado um bate-papo com jovens que se destacaram na política, sendo eles, o atual prefeito de Nova Londrina-PR, Vico Bono e o prefeito de Santa Cruz do Monte Castelo, Fran Boni.

Talk show - Depois, ocorreu o Talk Show com jovens que tiveram sucesso em suas carreiras, o membro do Comitê Jovem Leonardo Ratti contou sua trajetória de empreendedorismo e o diretor de Operações da Sicredi Rio Paraná, Bruno Gasparetti contou a jornada de intra-empreendedorismo.

Adaptabilidade - Em seguida, o palestrante especialista em estratégias empresariais e desenvolvimento de negócios com experiência nas áreas de empreendedorismo, inovação, Startups, tecnologia e tendências de mercado, gestor de negócios do Sebrae PR, Nickolas Zeni Kretzmann falou sobre a adaptabilidade das pessoas no mundo Vuca.

Encerramento - O encerramento contou com sorteios e um show da dupla Danilo e Márcio.

Informações - Para mais informações acesse @sicredirioparana. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

{vsig}2019/noticias/09/23/sicredi_rio_parana/{/vsig}

IBGE: Produção de leite sobe e a de ovos bate recorde, revela pesquisa

 

ibge 23 09 2019O Brasil registrou aumento na produção e produtividade do leite em 2018, além de expansão na produção de mel e ovos de galinha e recuperação na carcinicultura (camarão). Em contrapartida, o efetivo de bovinos sofreu a segunda queda consecutiva, depois de atingir o recorde de 218,2 milhões de cabeças em 2016. Os dados constam da pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2018 (PPM), divulgada na sexta-feira (20/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Volume - A produção brasileira de leite atingiu 33,8 bilhões de litros, aumento de 1,6%, retomando a tendência de alta após queda de 1,1% em 2017. De acordo com o estudo, as regiões Sul e Sudeste, com participação de 34,2% e 33,9%, respectivamente, lideram a produção nacional.

 

Estados - Por estados, Minas Gerais foi o maior produtor, respondendo por mais de um quarto da produção nacional (8,9 bilhões de litros, ou o equivalente a 26,4% do total).

 

Preço médio - De 2017 para 2018, o preço médio nacional por litro de leite foi R$ 1,16, com alta de 4,7%, o que resultou em um valor de produção de R$ 39,3 bilhões.

 

Maior e menor - O maior preço médio (R$ 1,26 por litro) foi encontrado na Região Nordeste, enquanto o menor preço (R$ 0,99 por litro) ficou na Região Norte. Em termos de municípios, a cidade de Castro (PR) liderou o ranking de produção nacional, com 0,9%, respondendo por 6,7% da produção do estado.

 

Valor de produção - Castro é também o terceiro município em valor de produção na soma dos seis produtos pesquisados pelo IBGE (leite, ovos de galinha, ovos de codorna, mel de abelha, lã e casulos de bicho-da-seda).

 

Primeiros - Os primeiros lugares são ocupados por Santa Maria de Jetibá (ES) e Passos (SP), que são destaques também na produção de ovos de galinha.

 

Ordenhas - A pesquisa revela, ainda, que em 2018 foram ordenhadas 16,4 milhões de vacas, representativas de 7,7% do efetivo de bovinos do país. O número mostra queda de 2,9% em comparação com a quantidade ordenhada no ano anterior. O Sudeste apresenta o maior efetivo ordenhado do país (29,2%), seguido da Região Sul (20,6%) e do Nordeste (20,4%).

 

Produtividade - Em 2018, o Brasil atingiu média de produtividade de 2.069 litros/vaca/ano. “O Sul foi responsável pelo aumento da produtividade, com 3.437 litros por vaca no ano”, informou à Agência Brasil a analista da pesquisa, engenheira agrônoma Mariana Oliveira. O aumento alcançou 4,3% em relação a 2017.

 

Sul - Os três estados do Sul tiveram produtividades superiores a 3.200 litros/vaca/ano. Em seguida, aparece Minas Gerais, com 2.840 litros/vaca/ano.

 

Galináceos - Em 31 de dezembro do ano passado, o efetivo de galináceos, que envolve galos, galinhas, frangos e pintos, atingiu 1,468 bilhão de cabeças, alta de 2,9% sobre o resultado de 2017. O Sul é destaque na criação de frangos para abate, com 46,9%, seguido do Sudeste, com 25,4%. Essa região é destaque na produção de ovos de galinha. O Paraná lidera o ranking nacional do efetivo de galináceos, com 26,2% do total.

 

Cabeças - A pesquisa registra 246,9 milhões de galinhas existentes em 2018, aumento de 2,5% em relação a 2017, com o Sudeste respondendo por 38,9% do total de cabeças no país, superando o Sul, que ficou com 25% do total. O Sudeste aparece também em primeiro lugar na produção de ovos, respondendo por 43,8% do total produzido em 2018, ou 1,946 bilhão de dúzias.

 

Produção - A produção brasileira de ovos de galinha foi recorde no ano passado, alcançando 4,4 bilhões de dúzias, alta de 5,4% em comparação ao resultado apurado no ano anterior, com rendimento de R$ 14 bilhões.

 

Primeira vez - O IBGE ressaltou que essa é a primeira vez na série histórica que o total de ovos ultrapassou 4 bilhões de dúzias. O maior produtor nacional foi o estado de São Paulo, com 25,6% do total de ovos.

 

Maior valor - Ovos de galinha e leite foram os produtos que geraram maior valor de produção pecuária, em 2018. Destaque para os municípios de Santa Maria de Jetibá (ES), com valor de produção de R$ 986,9 milhões e ovos de galinha como principal produto; Bastos (SP), também liderado por ovos de galinha, com valor de produção de R$ 708,5 milhões; e Castro (PR), com valor de produção de R$ 449,7 milhões, e tendo o leite como produto principal.

 

Codornas - A pesquisa do IBGE informa que, no período de 2003 a 2014, o efetivo de codornas e a produção de ovos desse animal mostraram crescimento constante, embora tenham ocorrido duas quedas seguidas, em 2015 e 2016.

 

Crescimento - A atividade voltou a crescer em 2017. No ano passado, o efetivo somou 16,8 milhões de aves, expansão de 3,9% sobre o ano anterior. Já a produção de ovos de codorna - 297,3 milhões de dúzias - caiu 2,1%.

 

Sudeste - A região Sudeste concentra mais da metade do efetivo brasileiro (64%), com destaque para os estados de São Paulo, com participação de 24,6% do total, e Espírito Santo, com 21% da produção. Embora São Paulo ocupe a liderança, a atividade entrou em declínio desde 2015 naquele estado, enquanto no Espírito Santo ela evoluiu 32% no período compreendido entre 2015 e 2018, com a introdução de novas tecnologias. “São Paulo tem tradição, mas o Espírito Santo tem inovação”, disse a pesquisadora do IBGE Mariana de Oliveira. O Sudeste detém ainda 68,5% da produção de ovos de codorna.

 

Municípios - A análise por municípios mostra Santa Maria de Jetibá (ES) na primeira posição nacional, tanto em quantidade de codornas, como na produção de ovos, com aumentos respectivos de 35,7% e 31,7%, em 2018.

 

Caprinos - Entre os animais de médio porte, a pesquisa mostra que houve aumento, em 2018, tanto na criação de ovinos (+1,8%), como na de caprinos (+4,3%). Os dois rebanhos somaram, respectivamente, 18,9 milhões de cabeças e 16,8 milhões de cabeças no ano passado.

 

Nordeste - A Região Nordeste se destaca, historicamente, nas duas criações, respondendo por 93,9% do total de caprinos do Brasil (10,7 milhões de cabeças no ano passado), e por 66,7% do total de 18,9 milhões de ovinos. Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará responderam por 79,6% do total de caprinos do país. “Essas criações de médio porte se adaptam muito bem à Região Nordeste”, disse Mariana.

 

Bahia - A Bahia lidera o ranking dos dois rebanhos desde 2016, com 30,2% do efetivo de caprinos e com 22,1% do total de ovinos.

 

Rio Grande do Sul - O Rio Grande do Sul surge na segunda posição, por causa da criação voltada para a produção de lã que, em 2018, concentrava 99% na Região Sul do país, revelou a pesquisadora. No Rio Grande do Sul estão 94,3% da produção de lã destinada à comercialização., que somou 8,7 milhões de quilogramas.

 

Suínos - Em termos de suínos, o estudo do IBGE estimou para 2018 a existência de 41,4 milhões de animais, alta de 0,14% em comparação a 2017. 

 

Quarto maior rebanho - O Brasil possui o quarto maior rebanho suíno do mundo. Quase metade desse efetivo (49,7%) fica na Região Sul, onde Santa Catarina respondeu por 19,2% do total nacional. Em seguida, vêm Paraná (16,6%) e Rio Grande do Sul (13,8%).

 

2018 - No ano passado, 5.486 municípios brasileiros apresentaram criação de suínos e 5.381 de matrizes de suínos. O efetivo total de suínos (11,6% ou o correspondente a 4,8 milhões), foi de matrizes, com alta de 1,5% sobre 2017.

 

Mel de abelha - A produção de mel no Brasil totalizou 42,3 mil toneladas, aumento de 1,6% em relação a 2017. A Região Sul manteve a liderança nacional, com 38,9% do total, mas a Região Nordeste, que sofreu longa estiagem desde 2012, vem recuperando a produção, tendo participado com 33,6% da produção brasileira de mel em 2018.

 

Aumento - Mariana Oliveira informou que - de 2017 a 2018 - a produção de mel de abelha no Nordeste cresceu 11%, o que correspondeu a 1,4 milhão de quilos a mais. O valor da produção foi R$ 502,8 milhões, retração de 2,2% comparativamente ao ano anterior.

 

Piauí - O Piauí aparece como destaque no Nordeste, com 12,3% da produção nacional e expansão de 18,6% na quantidade produzida, o que equivale a mais de 800 mil quilos de mel. O Piauí ocupa a terceira posição no ranking de produção, depois do Rio Grande do Sul (15,2%) e Paraná (14,9%).

 

Sensível - A pesquisadora disse, ainda, que a produção de mel é sensível a diversos fatores climáticos e ambientais. “Ela é afetada, é sensível. E agora é que o Piauí está se recuperando”.

 

Queda - Em Minas Gerais, a produção caiu cerca de 10%. Observou ainda que na Região Centro-Oeste, a produção de mel recuou 22,5% no ano passado, enquanto subiu 10,9% no Norte brasileiro, mas a participação dessa região no total da produção é de apenas 2,1%.

 

Piscicultura - A produção de peixes em criadouros somou 519,3 mil toneladas em 2018, alta de 3,4% em comparação a 2017. O IBGE não coleta dados de pesca.

 

Liderança - A Região Sul manteve a liderança, respondendo por 32% da produção nacional, aumento de 15,2%. O valor de produção para a atividade atingiu R$ 3,3 bilhões em todo o país. Em termos de estados, Paraná ocupa a primeira classificação, com produção de 23,4% do total da piscicultura nacional, seguido por São Paulo (9,9%) e Rondônia (9,7%).

 

Tilápia - A tilápia representa 60% de todas as espécies criadas, enquanto o tambaqui detém participação de 19,7%. O Paraná responde por 95% da produção brasileira de tilápia e por 73% da produção da piscicultura do país. O tambaqui predomina na Região Norte, onde foi responsável por 73,1% do total de 102,6 mil toneladas produzidas em 2018.

 

Camarão - A produção de camarão, ou carcinicultura, somou 45,8 mil toneladas no ano passado, aumento de 11,4% em relação ao ano anterior. Entre 2016 e 2017, a produção sofreu queda de 21,2%, devido ao Vírus da Síndrome da Mancha Branca. O resultado de 2018 já demonstra recuperação, disse a analista da pesquisa. “A gente teve queda nas edições anteriores (da pesquisa), mas agora ela voltou a crescer”.

 

Nordeste - A Região Nordeste responde por 99,4% do total nacional. Destaque para os estados do Rio Grande do Norte, responsável por 43,2% do total da produção, e Ceará, com participação de 28,5%.

 

Valor - O valor de produção da carcinicultura atingiu R$ 1,1 bilhão. Dos 162 municípios que produziram camarão em cativeiro no ano passado, Pendências (RN) se tornou o líder.

 

Bovinos - O efetivo de bovinos foi de 213,5 milhões de cabeças em 2018, com redução de 0,7% em relação ao ano anterior. Após o recorde de 218,2 milhões de cabeças registrado em 2016, o rebanho caiu para 215 milhões em 2017. Segundo o IBGE, o ano de 2018 foi marcado pelo aumento anual consecutivo do abate de bovinos e pelo recorde no volume de carne bovina exportada.

 

Centro-Oeste - A Região Centro-Oeste, que detém o maior efetivo de bovinos desde 1981, teve queda de 0,4% em 2018, somando rebanho de 73,8 milhões de cabeças e respondendo por 34,6% do total nacional.

 

Maior plantel - Mato Grosso segue como o estado com maior plantel bovino desde 2004, reunindo 30,2 milhões de cabeças, ou o equivalente a 14,1% do efetivo nacional.

 

Volume - De acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, Mato Grosso teve o maior volume de abate bovino por estado, o que significa 16,3% dos 32 milhões de cabeças abatidas no Brasil no ano passado.

 

Efetivos - Dos 26 municípios com os maiores efetivos de bovinos em 2018, 15 foram identificados na Região Centro-Oeste e 11 na Região Norte. A cidade de São Félix do Xingu (PA) se manteve na liderança do ranking de bovinos do país, com 2,3 milhões de cabeças e alta de 0,7% no ano.

 

Top 10 - Mariana Oliveira informou, ainda, que no Top 10 do efetivo de bovinos, quatro municípios estão no Pará, dois no Mato Grosso do Sul, três em Minas Gerais e um em Rondônia.

 

Levantamento - Todos os efetivos da pecuária são apurados pelo IBGE no último dia do ano, ou seja, em 31 de dezembro. Já a produção considera os resultados registrados durante todo o ano de 2018. (Agência Brasil)

AGRICULTURA: Ministra apresenta oportunidades de investimentos no Brasil para autoridades e empresários em Dubai

 

agricultura 23 09 2019Ao participar, neste domingo (22/09), de seminário sobre oportunidades de negócios no Brasil na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, em Dubai, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou as oportunidades de comércio e de investimentos no Brasil. Segundo ela, a retomada do crescimento brasileiro depende de recursos externos a serem aplicados em vários setores da economia, especialmente no agronegócio. 

 

Espaço - A ministra destacou que há enorme espaço para Brasil e Emirados Árabes trabalharem em conjunto, em uma relação benéfica para os dois países. “Existem oportunidades ao longo de toda a cadeia produtiva do agro: insumos, maquinário, produção, processamento, estocagem, distribuição, transporte, pesquisa, tecnologia e inovação”, destacou Tereza Cristina. 

 

Projetos de infraestrutura - Ela também citou projetos de infraestrutura que podem receber investimentos externos, como ferrovias e rodovias, além de oportunidades de investimentos em setores produtivos como produtos florestais, lácteos, aquicultura e horticultura. 

 

Agenda internacional - “É com esse objetivo de ampliar a presença brasileira no mercado global e apresentar oportunidades de investimentos para parceiros estratégicos que tenho intensificado minha agenda internacional. A nossa ambição é continuar a divulgar a imagem internacional da agricultura brasileira, de forma a apresentá-la a parceiros exatamente como ela é: inovadora, dinâmica, responsável, lucrativa e sustentável”, concluiu a ministra, lembrando que o potencial de comércio e investimentos entre Brasil e Emirados Árabes é enorme e precisa ser aprofundado.

 

Crescimento dos negócios - No seminário, o presidente da Câmara Árabe-Brasileira, Rubens Hanun, disse que a missão do Ministério da Agricultura ao Oriente Médio vai contribuir para o crescimento dos negócios do Brasil com os países da região. Segundo ele, a relação será reforçada com a visita do presidente Jair Bolsonaro aos países do Golfo, prevista para outubro. 

 

Segurança alimentar - O presidente da Autoridade Árabe para Agricultura, Investimento e Desenvolvimento, Mohammed Bin Obaid Al-Mazrooei, destacou os investimentos em segurança alimentar nos países árabes. 

 

CNA e Apex - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) também fizeram apresentações sobre o agronegócio brasileiro. 

 

Comércio - O comércio entre o Brasil e os Emirados Árabes gira em torno de US$ 2,5 bilhões, sendo que praticamente metade são de produtos agrícolas. Frango, açúcar e carne bovina respondem por 77% de tudo o que o Brasil exporta para os Emirados.

 

Status sanitário e meio ambiente - A ministra destacou que, além de altamente produtiva, a agropecuária brasileira tem um elevadíssimo status sanitário: nunca registrou casos de influenza aviária e está avançando na erradicação da febre aftosa, além de ser classificado como de risco insignificante para a doença da vaca louca. 

 

Resultado - “A excelência sanitária da produção é resultado de diversos programas coordenados pelo Ministério da Agricultura e desenvolvidos com o apoio e a parceria dos produtores rurais. Complementarmente, inspeções sanitárias nas etapas de recebimento dos animais, abate e processamento garantem a inocuidade de todas as carnes produzidas”, disse. 

 

Políticas e mecanismos - Segundo a ministra, ao mesmo tempo em que busca aumentar a produtividade e qualidade da sua agropecuária, o Brasil desenvolve políticas e mecanismos para proteger o meio ambiente. “A associação internacional entre a produção de alimentos no Brasil e o desmatamento e queimadas na Amazônia são distorções que, nem de longe, correspondem à realidade.

 

Seriedade - O problema na Amazônia existe e está sendo tratado com a seriedade que merece, como pude comprovar em recente visita à região”, disse a ministra, lembrando que a preservação ambiental é uma preocupação não apenas do governo brasileiro, mas dos próprios produtores rurais.

 

Reunião - Tereza Cristina reuniu-se com a ministra de Estado de Segurança Alimentar, Miriam Bint Mohammed Saeed Hareb e com o presidente da DP World (Dubai Ports World), Sultan Ahmed bin Sulayem

 

Investimentos e pesquisa - Ainda neste domingo, a ministra Tereza Cristina reuniu-se com a ministra de Estado de Segurança Alimentar, Miriam Bint Mohammed Saeed Hareb, e com o presidente da DP World (Dubai Ports World), Sultan Ahmed bin Sulayem. A empresa é responsável pela operação do Porto de Santos (SP) e do Jebel Ali Port, em Dubai, o maior terminal marítimo do Oriente Médio. 

 

Área industrial - O presidente falou sobre a área industrial que se formou em volta do porto em Dubai e a possibilidade de empresas brasileiras se instalarem no país. A ministra disse que já conversou com empresários brasileiros sobre as oportunidades de investimento nos Emirados Árabes. “Vamos fazer com que eles entendam as regras para estarem aqui”, disse. 

 

Embrapa - A diretora geral do International Center for Biosaline Agriculture, Ismahane Elouafi, conversou com a ministra sobre a possibilidade de parcerias com a Embrapa na pesquisa sobre dessalinização da água. A ministra disse que esse assunto é importantíssimo para o Nordeste brasileiro. 

 

Caminho - “Hoje ainda é muito caro para a agricultura, mas podemos achar um caminho juntos para que possamos usar essa água dessalinizada mais barata. Assim, o Nordeste pode também ser um grande produtor de alimentos no nosso país”, disse Tereza Cristina. Nos Emirados Árabes, grande parte da água usada na agricultura vem da dessalinização da água do mar. 

 

Fazenda de peixes - A comitiva brasileira também visitou uma fazenda de peixes que cria salmão em cativeiro, com tanques climatizados, reproduzindo as condições ideais para a produção do peixe. (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Governo quer criar arbitragem para conter judicialização de concessões

 

infraestrutura 23 09 2019O Ministério da Infraestrutura já enviou à Casa Civil uma minuta de decreto presidencial para detalhar como o mecanismo de arbitragem poderá ser acionado nos contratos de concessão. A ideia é acabar com o excesso de judicialização entre concessionárias e poder concedente, resolvendo fora dos tribunais eventuais litígios que não forem totalmente solucionados no âmbito administrativo, segundo o ministro Tarcísio Freitas.

 

Conforto - Para ele, o fortalecimento da arbitragem dará “enorme conforto” para investidores estrangeiros ao replicar, no Brasil, um ambiente de solução de controvérsias ao qual já estão acostumados em seus países de origem. Poderão ser tratadas, entre outras questões, divergências em torno de pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro que hoje geram impasses de bilhões de reais com as concessionárias.

 

Definição - Nas câmaras arbitrais, os conflitos levam até 24 meses para uma definição. No Judiciário, alguns chegam a durar dez anos. Quem optar pelo primeiro caminho abre mão, automaticamente, de seguir pela via judicial.

 

Agências reguladoras - De acordo com o ministro, a arbitragem não encolhe o papel das agências reguladoras na gestão dos contratos, mas aumenta a segurança jurídica dos investidores. “Se a agência não resolver, se ainda houver dissenso entre as partes, ninguém quer ficar anos e anos esperando na Justiça.”

 

“Bola da vez” - Em entrevista ao Valor, após cinco dias de reuniões em Nova York com grandes bancos e gestores de fundos responsáveis por uma carteira superior a US$ 2 trilhões, Freitas relatou sua percepção de que “o Brasil é a bola da vez” na infraestrutura e elencou os projetos que mais despertaram o interesse dos investidores: os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), a capitalização da Eletrobras, a privatização da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a concessão da BR-163 entre o Mato Grosso e o Pará, a construção da Ferrogrão e a relicitação da rodovia Presidente Dutra (Rio-São Paulo).

 

Estruturação - “Tivemos 21 reuniões, com 68 players diferentes, e eles reconheceram que a nossa estruturação de projetos está ficando extremamente sofisticada”, afirmou Freitas. “O Brasil é a bola da vez. O mundo está desacelerando e as economias centrais estão respondendo com redução das taxas de juros, enquanto nós estamos com inflação abaixo do centro da meta, reforma da Previdência praticamente aprovada, tivemos um primeiro semestre bom na emissão de debêntures e com crescimento do mercado de capitais. E há um correto endereçamento dos riscos contratuais.”

 

MP 752 - O fortalecimento do mecanismo de arbitragem nas concessões é um advento da MP 752, medida provisória editada pelo ex-presidente Michel Temer em 2017 e convertida na Lei 13.448, mas há mais de dois anos carece de regulamentação. Só uma parte da lei - a que define procedimentos para a devolução e relicitação de concessões problemáticas - foi regulamentada. Agora o decreto está finalmente pronto e sai nas próximas semanas, informou Freitas, dependendo apenas de uma revisão no Palácio do Planalto.

 

Ações - Além da arbitragem, outras duas ações compõem um “pacote” do governo Jair Bolsonaro para atrair o capital estrangeiro às concessões e privatizações na área de infraestrutura. Uma é a mitigação do risco cambial. Novos contratos de rodovias, por exemplo, devem ter pagamento de outorga variável - o valor devido à União pode cair em caso de aumentos súbitos do dólar. Paralelamente, mecanismos financeiros discutidos entre o ministério e o Banco Central tornarão mais fáceis e atrativas as operações de swap no mercado.

 

Mudança legislativa - A outra iniciativa do “pacote”, como antecipou o Valor em julho, é uma mudança na Lei 12.431 para aumentar o papel das debêntures incentivadas no financiamento da infraestrutura. Hoje só são isentas da cobrança de Imposto de Renda os papéis comprados por pessoas físicas. Uma das alterações previstas é a extensão do benefício tributário para emissões, fora do país, de debêntures que financiem projetos no Brasil. Quando for remeter dividendos ao exterior, o investidor estrangeiro não pagaria mais IR de 15% - a alíquota normalmente praticada nas transações.

 

Emissões - “Isso é importante porque o investidor poderá fazer as emissões dentro das regras que ele já conhece. Ele não precisa entender das regras [tributárias e contábeis] do Brasil. Só precisa entender do projeto no qual está efetivamente investindo”, explica a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa, que também esteve nas conversas em Nova York. “Essa mudança na lei vai proporcionar uma nova série de emissões de debêntures.”

 

Salto - Para o ministro, dada a grande liquidez nos mercados internacionais, um salto poderá ser dado se o governo for bem-sucedido em conectar os donos do capital financeiro (fundos de investimentos, de pensão, private equity, institucionais) às operadoras de infraestrutura. No dia 30, Freitas e sua equipe vão à Espanha para novas apresentações a investidores. “Os road shows valem muito a pena”, avalia. (Valor Econômico)

FOCUS: Mercado espera que inflação de 2019 seja de 3,44%

 

focus 23 09 2019De acordo com pesquisa do Banco Central (BC) ao mercado financeiro, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 3,45% para 3,44%, em 2019.

 

2020 - Para 2020, foi mantida em 3,80%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

 

Abaixo da meta - As estimativas para 2019 e o próximo ano estão abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

 

Selic - O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

 

Demanda aquecida - Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Projeção - Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 5% ao ano. Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic de 6% para 5,5% ao ano.

 

Redução - A expectativa do mercado é que Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e permanecerá em 5% ao ano na última reunião do ano marcada para dezembro.

 

Sem alteração - O mercado não espera por alteração na Selic em 2020, com a taxa permanecendo em 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6,75% ao ano. Na semana passada, a previsão era 7% ao ano. Para o fim de 2022, a expectativa é que a taxa chegue a 7% ao ano.

 

Crescimento da economia - A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019. As estimativas para os anos seguintes também não foram alteradas: 2%, em 2020; e 2,50%, em 2021 e 2022.

 

Dólar - A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,90 para R$ 3,95 e, para 2020, foi mantida em R$ 3,90. (Agência Brasil)

ECONOMIA: Governo desbloqueia R$ 8,3 bilhões do Orçamento

 

economia 23 09 2019O Governo desbloqueou R$ 8,3 bilhões do Orçamento deste ano. A informação consta do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que foi divulgado na sexta-feira (20/09) pelo Ministério da Economia.

 

Revisão dos parâmetros - O relatório bimestral orienta a execução do Orçamento Geral da União com base na revisão dos parâmetros econômicos e das receitas. Quando as receitas caem, o governo tem que fazer bloqueios para cumprir a meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para este ano.

 

Julho - No relatório divulgado em julho, o valor contingenciado do Orçamento de 2019 chegou a R$ 31,225 bilhões.

 

Melhora na previsão do PIB - A liberação de sexta foi possível devido à melhora na previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 0,81% para 0,85%, neste ano, à expansão da arrecadação e ao aumento de receitas de dividendos e participações em empresas estatais.

 

Valor - Na última terça-feira (17/09), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já havia antecipado que o descontingenciamento ficaria em torno de R$ 8,3 bilhões.

 

Ministérios - Entre os ministérios, o que teve maior liberação foi o da Educação, com R$ 1,99 bilhão, seguido por Economia (R$ 1,75 bilhão) e Defesa (R$ 1,65 bilhão).

 

Multa - Além desse valor do descontingenciamento, na liberação de recursos do orçamento também foram considerados R$ 2,661 bilhões referentes à multa paga pela Petrobras às autoridades brasileiras após um acordo junto ao governo dos Estados Unidos.

 

Acordo homologado - Na última terça-feira (17/09), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes homologou acordo para destinar R$ 1 bilhão para a preservação da Amazônia, e R$ 1,6 bilhão para a área de educação. (Agência Brasil)

MUNDO I: Esforço climático dos países precisa subir muito, diz estudo

 

mundo I 23 09 2019O nível de ambição dos países quanto à mudança do clima deveria triplicar para que se consiga limitar o aquecimento global a 2º C. E deveria quintuplicar para se conter o aquecimento a 1.5º C, conforme consta do Acordo de Paris.

 

Pontos-chave - Esses são alguns dos pontos-chave do relatório “Unidos pela Ciência”, síntese das mais recentes conclusões da ciência elaborada pelo conselho científico da ONU para a Cúpula de Ação Climática, que ocorre em Nova York.

 

Subsídios - Esse relatório, que acaba de ser lançado, dá subsídios para que o secretário-geral da ONU, António Guterres, convoque os líderes globais a ampliar os esforços para proteger conter o aquecimento.

 

Sem boas notícias - Não há boas notícias. O gelo no verão do Ártico caiu 12% por década entre 1979 e 2018. Os valores menores da camada de gelo foram registrados entre 2015 e 2019. A perda de gelo anual na Antártida aumentou seis vezes entre 1979 e 2017. A perda de gelo nos glaciares nos últimos cinco anos é a maior já registrada. O relatório indica claramente a influência das ações humanas na mudança do clima global.

 

Temperatura média global - A temperatura média global de 2015 a 2019 deve ser a maior já registrada em qualquer período de cinco anos. A estimativa é que esteja 1,1º C acima do período pré-revolução industrial e 0,2º C mais quente que no período 2011-15.

 

Combustíveis fósseis - As emissões globais de combustíveis fósseis continuam a crescer acima de 1% ao ano, chegando a 2% em 2018. Os impactos da mudança do clima são mais fortes e vêm ocorrendo antes do previsto. Mesmo com o crescimento das energias renováveis em muitas economias, o mundo segue queimando combustíveis fósseis como nunca. Petróleo, carvão e gás dominam o sistema de energia global.

 

Concentrações - As concentrações de CO2 e outros gases-estufa, como metano e N2 0, continuam subindo. Cálculos de cientistas indicam que as metas climáticas adotadas pelos países no Acordo de Paris, conhecidas pela sigla NDCs, levam a um aquecimento global entre 2,9º C e 3,4º C no fim deste século.

 

Lacuna - “Tecnicamente é possível cobrir esta lacuna”, diz o relatório. O estudo traz as mais recentes conclusões científicas sobre mudança do clima, seus vetores e impactos. Ele foi produzido por cientistas da Organização Meteorológica Mundial, da ONU Meio Ambiente, do Global Carbon Project, do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima e de outras agências das Nações Unidas e institutos. 

 

Impacto climático - O crescimento do impacto climático eleva o risco de que o mundo ultrapasse os “pontos de não retorno”. No caso da Amazônia, por exemplo, seria o fim da floresta e seu processo de savanização. (Valor Econômico)

MUNDO II: Alemanha anuncia pacote de € 60bilhões para combater mudança climática

 

mundo II 23 09 2019A Alemanha anunciou um programa de 54 bilhões de euros (US$ 60 bilhões) para retomar sua meta climática sem abandonar sua política de austeridade fiscal. O pacote é maior do que o plano de estímulo econômico adotado pela Alemanha em 2009, após a crise financeira. Ele aumenta gradualmente os preços dos combustíveis automotivos e tributa as viagens aéreas, ao mesmo tempo em que reduz os custos dos trens. Ele também introduz permissões de emissão de carbono para transporte e incentiva as pessoas a descartar aquecedores antigos.

 

Conferência - O programa dá à chanceler Angela Merkel algo para mostrar na conferência climática da ONU nesta semana, alivia parcialmente as preocupações dos investidores de que os gastos crescentes possam aumentar a dívida pública e, pelo menos temporariamente, dá vida nova à fragilizada coalizão de governo. No entanto, os críticos dizem que as medidas podem estar um pouco atrasadas demais para atingir a meta de 2030 de reduzir em 55% as emissões de gases de efeito estufa.

 

Peça central - A peça central do plano impõe um preço para as emissões de carbono para transporte e edifícios, que subirá de 10 euros por tonelada em 2021 para 35 euros em 2025.

 

Carros convencionais - Os carros convencionais ficarão mais caros para operar, com impostos mais altos para carros mais poluentes. Incentivos estarão disponíveis para veículos elétricos que custam menos de 40.000 euros e as estações de carregamento serão ampliadas.

 

Voos - O governo vai elevar impostos sobre voos e diminuí-los para passagens ferroviárias, e a operadora ferroviária estatal Deutsche Bahn receberá 1 bilhão de euros a mais por ano em capital para ampliar a infraestrutura ferroviária e o transporte público do país.

 

Calefação - Além disso, o governo oferecerá subsídios e descontos fiscais para a instalação de calefação, janelas e isolamento e proibirá novos aquecedores a óleo a partir de 2026.

 

Compromisso - Falando em uma entrevista coletiva para detalhar o plano, Merkel disse que as medidas são um compromisso entre o que a ciência precisa para retardar as mudanças climáticas e o que a população está disposta a apoiar. "Criamos vários incentivos, para que as pessoas possam se comportar de uma maneira mais ambientalmente responsável", disse Merkel.

 

Endividamento - Ela insistiu que o plano não exigiria que o governo aumentasse o endividamento. Os custos dos incentivos, como a promoção de veículos elétricos e a atualização de aquecedores antigos, serão equilibrados pela receita proveniente de créditos de carbono. O acordo foi alcançado após mais de 16 horas de negociações durante a noite que começaram na noite de quinta-feira em Berlim. (Valor Econômico)


Versão para impressão


RODAPE