Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4666 | 19 de Setembro de 2019

FORMAÇÃO: Novos agentes recebem treinamento em Curitiba

O Sistema Ocepar promoveu, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), o treinamento para novos agentes de Desenvolvimento Humano das cooperativas do Paraná, nesta quarta-feira (18/09), na sede da entidade, em Curitiba, com a presença de 12 profissionais. O evento foi aberto pelo coordenador de Profissionalização do Sescoop/PR, Leandro Macioski, e teve com instrutora a analista técnica do Sescoop/PR, Ketlyn Sharon Zipperer Mali. Pela manhã, os participantes também percorreram todos os setores da Ocepar, conhecendo as diferentes equipes de trabalho da organização.

Importância do agente - “O agente exerce o importante papel de interlocutor entre cooperativa e o Sescoop/PR e ambos entendem que, para obter os resultados esperados e um maior alinhamento, é necessário trabalhar com esse agente para que ele desenvolva uma visão estratégica, sistêmica e orientada para resultado, de maneira mais assertiva e que contribua para a melhoria dos resultados das cooperativas”, ressaltou Macioski.

Formação - A maioria dos profissionais está recentemente na cooperativa ou acaba de assumir a função de agente, por isso a importância da formação, cujo foco é promover o aperfeiçamento deste público, no sentido de que conheçam as regras, como resoluções, normativos e portarias, o que deve ser feito para a melhor aplicação dos recursos. “Outro aspecto é promover a aproximação e o contato direto dos agentes com a Casa do Cooperativismo, para que compreendam de que forma o Sistema Ocepar e o Sescoop/PR auxiliam no desenvolvimento das cooperativas”, complementou Ketlyn.

{vsig}2019/noticias/09/19/formacao/{/vsig}

COOPERATIVISMO: OCB é apresentada em reunião do Condesul

 

cooperativismo 19 09 2019A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) participou nos dias 17, 18 e 19 de setembro de uma série de reuniões sobre o Transporte Internacional de Cargas. Na terça (17/09) iniciou sua participação Conselho Empresarial do Transporte de Cargas do Mercosul (Condesul). O grupo é composto por representantes de empresas transportadoras de cargas de seis países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. O evento ocorreu em Porto Alegre (RS).

 

Participação - A participação da OCB na reunião ordinária ocorrida nesta terça-feira teve por objetivo apresentar o cooperativismo de transporte de cargas e esclarecer dúvidas a respeito da atuação do Sistema OCB, aspectos tributários e registro de cooperativas.

 

Convite - A OCB, que não faz parte do grupo, foi convidada pela NTC e Logística, representação do bloco, aqui no Brasil. A presença de representantes da Organização na reunião do Condesul tem grande relevância, pois, além de ter sido a primeira vez, serviu para mostrar como as cooperativas de transporte verde-e-amarelas estão organizadas e, ainda, a atuação da entidade em prol do desenvolvimento do segmento.

 

Desconhecimento - Segundo o analista técnico e econômico da OCB, Tiago Barros, os representantes das empresas transportadoras de cargas dos países representantes do Condesul desconheciam a forma de acompanhamento das cooperativas brasileiras, realizado pela OCB, desde a constituição, registro, monitoramento, estímulo à melhoria da gestão.

 

Reunião produtiva - “Foi uma reunião muito produtiva. Pudemos apresentar a OCB e esclarecer muitos pontos relacionados à questão legal das cooperativas e, ainda, dúvidas ligadas à aspectos societários, tributários, contábeis e de registro, por exemplo”, explica Barros.

 

Outras questões - A reunião do Condesul também tratou de questões relacionadas ao manual de fiscalização elaborado pelos seis países e, ainda, à padronização como peso e medidas dos veículos que circulam no território dos seis países. (Informe OCB)

SEMENTES E MUDAS: Apasem traça plano estratégico para 2020

 

sementes mudas 19 09 2019Associados e diretores da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem) estiveram reunidos em Curitiba, na sede do Sistema Ocepar, na última terça-feira (17/09), com o intuito de traçar metas e objetivos da entidade para os próximos anos. Por meio de planejamento estratégico institucional, os participantes estruturaram o documento que lista uma série de ações que visam fortalecer a instituição em diferentes frentes. 

 

Pesquisa de campo - Para construir o plano, que será apreciado por Assembleia ainda neste ano, os participantes levaram em consideração itens os quais foram pontuados por pesquisa de campo junto aos associados da Apasem, levantamento esse, realizado por consultoria especializada durante o primeiro semestre de 2019. 

 

Oportunidades de melhoria - “Podemos adiantar que temos muitas oportunidades de melhorias na Associação. Precisamos selecionar e colocar em evidência aquilo que vai contribuir para que o setor de sementes paranaense esteja alinhado as rápidas mudanças que o mundo digital apresenta. Por isso, traçar rotas com objetivos específicos nos fará mais assertivos em nossas ações”, avalia o presidente da entidade, Paulo Pinto de Oliveira Filho. 

 

Colaboradores - A pesquisa que ouviu associados e também colaboradores da Apasem, já é considerada o maior levantamento realizado com seu público. “Avistamos oportunidades de melhorias em praticamente todas as áreas e temos a consciência de que temos muito a evoluir e iniciamos este processo com o desenvolvimento do Planejamento Estratégico Institucional”, frisa o presidente. 

 

Próximas etapas - As estratégias traçadas no encontro da última terça-feira agora passarão por uma nova rodada de avaliação da direção da Apasem. O texto final será votado pelos associados em Assembleia prevista para ocorrer em novembro. Sendo aprovado, o plano começa a ser executado no início de 2020 conforme prioridades e obedecendo orçamento previsto para a instituição para o período. (Assessoria de Imprensa da Apasem)

C.VALE: Cooperjovem reúne 500 alunos de Assis Chateaubriand

 

Quinhentos e três alunos de 16 escolas públicas e particulares de Assis Chateaubriand participaram, nesta quarta-feira (18/09), do encerramento da edição 2019 do programa Cooperjovem. Os estudantes se divertiram nos brinquedos montados na Asfuca de Palotina e assistiram a uma apresentação do Circo Ático, de Toledo. 

 

Vencedores - A C.Vale anunciou, durante o evento, os vencedores do concurso de desenho que, este ano, teve como tema “Aluno cidadão pratica cooperação”. A primeira colocada do município de Assis Chateaubriand foi Tatiane Vazques, da Escola Municipal Dr. Paulo Pimentel. Ela ganhou uma bicicleta de 24 marchas. A C.Vale também premiou estudantes, professores, diretores e escolas com camisetas, estojos, material escolar, jogos didáticos, bolsas e garrafas térmicas, malas e vale-compras.

 

Homenagem - O aluno da Escola Heitor de Alencar Furtado, Matheus Henrique de Abreu também foi homenageado por ter sido finalista no concurso de redação.

 

Encerramento - A etapa de encerramento do Cooperjovem prossegue nesta quinta (19/09), e na sexta-feira (20/09). O Cooperjovem é promovido pela C.Vale em parceria com a Basf e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). (Imprensa C.Vale)

 

VENCEDORES DO CONCURSO DE DESENHOS

 

Região II – Assis Chateaubriand 

 

Aluno

Município

Escola

Professora

Tatiane Vazques

Assis Chateaubriand

E.M. Dr.Paulo Pimentel

Rosângela Campos

Daniel Flores

Assis Chateaubriand

Colégio Integração

Juliana Martins

Júlia Saar

Assis Chateaubriand

E.M.J.Paschoal de Paula

Rúbia Bonomo

 

{vsig}2019/noticias/09/19/cvale/{/vsig}

SICREDI: Instituto recebe certificação de empresa que faz a gestão das emissões de gases do efeito estufa

 

O Sicredi recebeu o selo prata do Programa GHG Protocol, como reconhecimento ao projeto Ecoeficiência desenvolvido pela instituição e que, por meio do plantio de nove mil árvores, buscou neutralizar mais de 3 mil toneladas de CO² emitidas pelas agências nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O inventário das emissões foi realizado por 548 agências ligadas à Central Sicredi PR/SP/RJ, referente ao ano base de 2017. Além disso, a instituição também vem investindo em agências mais sustentáveis, com uso energia fotovoltaica e coletores de água.

 

Premiação - Promovido pelas FGVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas) e o World Resources Institute (WRI), o Programa Brasileiro GHG Protocol premia todos os anos empresas que se comprometem com a conservação do meio ambiente e buscam novas formas de gestão que reduzam os impactos da emissão de gases do efeito estufa (GEE). A edição deste ano, realizada em agosto, reconheceu pela segunda vez as iniciativas de sustentabilidade desenvolvidas pelo Sicredi em suas agências e nas superintendências regionais.

 

Impactos - “Independentemente do setor e do tamanho, as empresas causam impactos ambientais de acordo com suas atividades, mas muitas optam por realizar ações para minimizar esse impacto em lugares distantes. No nosso caso, promovemos ações que comprovam a nossa escolha por valorizar as pessoas, os associados e as comunidades onde atuamos, servindo de exemplo para todos”, explica o presidente Nacional do Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

 

Participações - Ao todo, 141 organizações que participaram do programa em 2019. A premiação tem como base o mantimento do compromisso assinado no início do programa.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

{vsig}2019/noticias/09/19/sicredi/{/vsig}

SICREDI INTEGRAÇÃO: Associados da Lapa são premiados

 

Recentemente, a Sicredi Integração PR/SC realizou a entrega de prêmios para os associados sorteados em campanhas promocionais da instituição financeira cooperativa. Ao longo do ano, mais de 9 associados foram contemplados, sendo que recentemente os associados Luís Bernardo Rocha Martins e Julita Sass Moreira, moradores da cidade da Lapa (PR), ganharam nas campanhas Poupança Premiada - Vem Poupar e Ganhar e Seguro de Vida, respectivamente.

 

Poupança - Com apenas 12 anos de idade, Luís Martins foi sorteado na campanha da poupança, sendo contemplado com R$ 2 mil. Lançada em abril, a ação irá distribuir R$ 1,5 milhão aos associados que aplicarem na poupança Sicredi, por meio de sorteios semanais de R$ 2 mil, mensais de R$ 50 mil, e o grande prêmio final de R$ 500 mil.

 

Seguro de vida - Já Julita Moreira recebeu o prêmio de R$50 mil da campanha Seguro de Vida, na qual o segurado pode ganhar o equivalente ao seu capital segurado em vida, por meio de quatro sorteios mensais pela Loteria Federal. Os seguros de vida são oferecidos pelo Sicredi em parceria com a Icatu Seguros e já distribuíram entre os associados premiados mais de R$ 33 milhões.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

{vsig}2019/noticias/09/19/sicredi_integracao/{/vsig}

SICOOB ALIANÇA: Agência divulga Sipag em evento promovido pela Associação Comercial, em Faxinal

 

sicoob alianca 19 09 2019A agência do Sicoob Aliança em Faxinal (PR) participou, no dia 7 de setembro, da 2º edição do Torra Torra da Independência. O evento, promovido pela Associação Comercial Empresarial de Faxinal, reuniu mais de 25 empresas na Praça Delciades Balhs.

 

Venda do comércio - O objetivo da feira foi incrementar as vendas do comércio local. Para isso, durante todo o dia, lojistas do ramo de confecções, calçados, materiais de construção dentre outros segmentos ofereceram aos visitantes oportunidades de negócios e produtos com descontos atrativos.

 

Divulgação - Para marcar presença no Torra Torra, a cooperativa realizou uma ação de divulgação da Sipag, a maquininha de cartão do Sicoob. Identificados com bonés e camisetas personalizados, os colaboradores da agência estiveram na praça, acompanhados do mascote Sipaguito.

 

Parceiros - “Foi muito importante a participação da cooperativa neste evento promovido pela Acef, pois são nossos parceiros. Buscamos uma divulgação mais abrangente da marca junto à comunidade nos eventos promovidos pela associação”, comenta a gerente da agência de Faxinal, Angela Oriani de Oliveira. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB OURO VERDE: Gerentes são capacitados com curso sobre agronegócios

 

Um grupo de 53 colaboradores do Sicoob Ouro Verde participou, na última semana, do Treinamento Básico de Agronegócios, um curso destinado a gerentes de negócios que atuam nas agências e outros colaboradores envolvidos nos atendimentos de demandas de crédito rural.

Promovido com apoio do departamento de Desenvolvimento Humano e Organizacional, o treinamento foi realizado em duas etapas. A primeira delas, no auditório da Unidade Administrativa da cooperativa em Londrina (PR), no dia 11 de setembro e a segunda, na sala de reuniões na agência de Cambará (PR), no dia 13 de setembro. 

 

Aprimoramento de conhecimentos - O objetivo do curso foi aprimorar os conhecimentos da equipe para agilizar o atendimento aos cooperados e com isso, melhorar a performance da cooperativa no mercado. Com os colaboradores reunidos, o encontro também foi uma oportunidade para alinhar os processos de crédito rural realizados na cooperativa.

 

Formação - “Treinar os colaboradores para prestar pronto atendimento faz parte da nossa formação e é um dos melhores caminhos para atingir nossos objetivos de colocação do crédito em menor tempo possível. Com crédito rural não é diferente. Por isso, elaboramos um treinamento com linguagem bem acessível a todos os participantes, garantindo maior nível de entendimento e esperando já de imediato colher frutos que virão com a satisfação de nossos cooperados”, conta o gerente de crédito rural do Sicoob Ouro Verde, João Carlos Bernardeli. 

 

Aprendizado - De acordo com a gerente de negócios da agência de Bandeirantes (PR), Camila Simões Trevisan, nas aulas foi possível aprender como são efetuados os processos da área, do início ao fim. “Acredito que mais pessoas deveriam ter a oportunidade de participar desse treinamento para conhecer a importância de cada um dos documentos solicitados aos cooperados. Assim, o processo fica mais rápido e minimizamos o retrabalho”, explica.

 

Crescimento - Já para a gerente de negócios da agência de Rolândia (PR), Flávia Marques Barreto, iniciativas como treinamentos e bate-papos precisam ser constantes para um efetivo crescimento dos profissionais da área. “O agronegócio cresce a cada dia e nós não podemos deixar de aproveitar as oportunidades. Em todas as cidades em que atuamos com certeza temos um agricultor ou um pecuarista que precisa de atendimento”, complementa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

{vsig}2019/noticias/09/19/sicoob_ouro_verde/{/vsig}

AILOS: Cooperativas participam de feirão de empregos para pessoas com deficiência, em Blumenau (SC)

 

ailos 19 09 2019O dia 21 de setembro é marcado pela Luta das Pessoas com Deficiência em todo país. Para celebrar a data, o Sesi comemora, de segunda (16/09) a sábado (21/09), a Semana da Inclusão. Ao longo dos seis dias a instituição promove atividades diversas para seus alunos com deficiência e encerra a semana com o feirão de empregos, aberto à comunidade.  

 

Presença - Colaboradores de gestão de pessoas da Viacredi e do Ailos marcarão presença neste dia, para conhecer interessados e captar currículos para trabalhar nas cooperativas. O atendimento será realizado das 9h às 14h, no Complexo Esportivo do Sesi.

 

Vagas - O Ailos disponibiliza vagas com critérios técnicos específicos relacionados às funções exercidas e comportamento aderente à cultura cooperativista. Segundo a coordenadora de consultoria interna e gestão de pessoal, Renata Pereira da Costa Basílio, as contratações independem de gênero, idade ou deficiência. “Para nós, quando falamos em pessoas com deficiência, não é uma questão de cumprimento de cota, e sim de comprometimento com a vida e com a condição que nos colocamos para com o próximo. Na cooperativa é assim: um completa o outro em suas diferenças e juntos somos mais fortes.” 

 

Bate-papo - Além da captação de currículos, as cooperativas do Ailos farão um bate-papo com cada interessado, para conhecer melhor sua realidade e falar um pouco dos propósitos cooperativistas. Para participar, basta comparecer no estande do Ailos, no local e horário indicado.

 

Sobre o Ailos - Constituído em 2002, o Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 750 mil cooperados, 1 Cooperativa Central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e R$ 7,5 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui mais de 3 mil colaboradores. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale. (Assessoria de Imprensa do Ailos)

COCAMAR: Peixe reduz o custo com a soja em Bela Vista do Paraíso

 

Diversificar os negócios sempre é bom, especialmente para reduzir os custos das culturas principais, de soja e milho. Há alguns anos o produtor Antonio Aparecido dos Reis, de Bela Vista do Paraíso (PR), adicionou a piscicultura à sua atividade. Em 24 mil metros quadrados de uma área antes inaproveitada da Fazenda Água Clara, na vizinha Florestópolis, ele produz tilápias que são fornecidas para engorda a compradores de várias regiões. Estão prontas quando atingem o peso entre 800g e 1,2kg. “Esse espaço aqui, antigamente, era só brejo. Hoje é a parte mais valorizada da propriedade” sorri Antônio, o Toniquinho Reis, como é conhecido o médico-veterinário de família tradicional no município. 

 

Família- Na terça-feira (17/09), o Rally Cocamar de Produtividade foi conferir essa história por sugestão do gerente da unidade local da Cocamar, Bruno Fernandes. A Fazenda Água Clara está em nome de dona Anna Esteves dos Reis, viúva de Antonio Manoel dos Reis e mãe de Toniquinho, que tem duas irmãs: Anna Virgínia dos Reis e Rosa Fátima dos Reis Matos, cujo marido, Romildo, é parceiro do produtor na lida. 

 

Receita boa- Com o faturamento obtido nos tanques, Toniquinho dilui o investimento na soja, plantada em 135 alqueires [326,7 hectares]. “Mais ou menos o equivalente a 30 sacas por alqueire”, calcula. Em resumo: para uma estimativa de custos diretos com a soja que correspondem a 70 sacas por alqueire, a receita da piscicultura faz com que o desembolso caia para 40 sacas por alqueire, em média.  

 

Braquiária- Além do peixe, pomares de laranja cultivados em 8 alqueires, numa outra propriedade, também ajudam no orçamento. Mas o produtor não queria ficar dependendo da receita de outros negócios para aumentar a lucratividade na soja. Nesse caminho, entre outras iniciativas, há quatro anos ele começou a cultivar capim braquiária em consórcio com o milho de inverno, orientado pela cooperativa. Enquanto alguns agricultores do município viam a braquiária com reservas, sua decisão foi a de ir em frente: “Se está dando certo em todo lugar, por que não daria certo aqui também?, pensou. 

 

Precisão- Em paralelo, sempre aberto a tecnologias, ele não descuidou da adubação com fertilizantes especiais, mediante análise de solo, em um programa de agricultura de precisão no qual faz ajuste fino com a reposição de vários nutrientes.  

 

Solo - “O mais importante de tudo é a construção da fertilidade do solo e, em relação a isso, a braquiária é a ferramenta principal”, comentou o produtor, que é assistido pelo engenheiro agrônomo Josimar Mazucato, da cooperativa. Ele explica que o capim atua na reestruturação física do solo, descompactando-o com suas raízes e mantendo a umidade em todo perfil do solo, o que beneficia as plantas em condições adversas. Além disso, ajuda a controlar ervas como a buva e o amargoso, diminuindo gastos com herbicidas. “Depois da braquiária, o perfil do solo melhorou muito na profundidade e também na formação de matéria orgânica.” O pH também melhorou: de abaixo de 4,0, agora está acima de 5,0. 

 

Crescendo- O resultado disso tudo é que se até alguns anos a média de produtividade de soja patinava em 120 sacas por alqueire (49,5/hectare), o patamar agora é outro: subiu para 150 sacas por alqueire (61,9/hectare) e o produtor já está de olho em uma nova meta: 180 sacas por alqueire de média (74,3/hectare).  

 

Referência- O engenheiro agrônomo Josimar Mazucato conta que tem havido expansão de braquiária em Bela Vista do Paraíso e municípios da região, um assunto no qual a família Reis se tornou referência. “O Toniquinho gosta de usar produtos de primeira qualidade e está sempre interessado em conhecer novas tecnologias”, diz Mazucato. 

 

A cooperativa- Para o produtor, a Cocamar consolidou sua presença no município e na região norte do estado, por meio da confiabilidade conquistada junto aos agricultores. “A cooperativa é uma reguladora de preços e ajuda o produtor a filtrar as informações sobre o que realmente é bom para o seu negócio”, completa. 

 

Patrocínio- O Rally Cocamar de Produtividade é patrocinado por Spraytec, Basf, Sicredi União PR/SP e Zacarias Chevrolet, com o patrocínio institucional de Sancor Seguros, Cocamar TRR, Texaco Lubrificantes, Elanco e Altofós Suplemento Mineral Cocamar, e o apoio da Aprasoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

 

{vsig}2019/noticias/09/19/cocamar/{/vsig}

PISCICULTURA: Líder na produção de pescados, Paraná sedia evento sobre o setor

 

piscicultura 19 09 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou na terça-feira (18/09) da abertura do International Fish Congress, que acontece em Foz do Iguaçu, no Oeste. O evento reúne toda a cadeia produtiva de pescados e conta com participantes de 12 países, como o Chile, Bolívia, Paraguai, Equador, Argentina e Uganda.

 

Liderança - O Paraná lidera a cadeia nacional de pescados de cultivo desde 2016, alcançando a marca de 129.900 toneladas/ano em 2018. O Estado é responsável por 29,3% da produção total do País, seguido por São Paulo e Santa Catarina. “Eventos como este são importantes porque nos dá a oportunidade de aprender com o que está sendo feito em outras localidades para também ser introduzido aqui e mostra ao mundo que temos uma escala boa na produção de peixes de qualidade”, afirmou.

 

Potencial - O Brasil possui potencial ainda inexplorado na produção de pescados, com condições de se tornar um grande produtor do mercado mundial. De acordo com o governador, o Paraná pode avançar no setor. “O Paraná é um grande produtor de alimentos, mas nosso desafio agora é industrializar a produção do campo, criar uma grande indústria de transformação de alimentos para fazer o peixe virar filé e abastecer o mundo com nossa produção”, disse.

 

Crescimento A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento projeta crescimento de 20% na atividade neste ano, com a expectativa de chegar a 170 mil toneladas. As espécies de cativeiro mais comuns no Paraná são a carpa, jundiá, pacu, lambari e, sobretudo, tilápia, que representa cerca de 80% do volume. A piscicultura de água-doce é concentrada principalmente na região Oeste, que responde por 69% da produção. A produção paranaense não é exportada.

 

Importância - O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, reforçou a importância da realização do encontro internacional no Paraná. “Importante evento para o avanço dessa atividade que gera milhares de oportunidades”, afirmou. Segundo ele, o Paraná responde por 32% da produção de tilápias do Brasil, com mais de 125.000 toneladas por ano. “A relevância desta cultura permite novos investimentos na cadeia produtiva do peixe. Novos frigoríficos devem começar a operar em breve no Paraná”, destaca Ortigara.

 

Aumento da produtividade - O crescimento no setor se deve ao aumento na produtividade. Em algumas propriedades, passou de 4-6 toneladas por hectare para 15-20 toneladas/ha, com picos de até 35-50 toneladas por ciclo. Isso se deve ao incremento em tecnologia de produção, com aeração mecânica, alimentadores automáticos, biorremediadores e melhoria da genética e das rações.

 

Consumo - Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) indicam que os brasileiros consomem menos peixe por ano do que a média mundial. São, em média, 10 kg por habitante/ano no País, contra 20 kg por habitante/ano no mundo. O consumo pelos brasileiros fica bem abaixo que o de carne bovina (40 kg), frango (42 kg) e suína (15 kg).

 

Movimentação - O mercado global da pesca movimenta cerca de US$ 160 bilhões por ano. O Brasil participa com menos de 2%. A produção de peixes cultivados no País atingiu 722.560 toneladas em 2018, com receita de cerca de R$ 5,6 bilhões.

 

Tilápia - A tendência mundial é que dentro de dois anos haja uma inversão e que a produção dos peixes de cultivo supere a de animais de captura. Nesse cenário, a tilápia ganhará ainda mais destaque. No ano passado, foram produzidos cerca de 6 milhões de toneladas de tilápia mundialmente. O Brasil contribuiu com 400 mil toneladas, sendo que 123 mil toneladas foram produzidas no Paraná.

 

Sobre o International Fish Congress Com o lema “Das águas ao consumo”  o evento tem o apoio institucional do Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, e das principais entidades do setor Abipesca – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PeixeBR - Associação Brasileira da Piscicultura, Sindipi – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, Abrapes – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/Senar e Abras – Associação Brasileira de Supermercadistas.

 

Apoio - As discussões têm o apoio da FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e Mapa, por meio da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, Adapar e Emater. O evento tem ainda o apoio científico da Unila, Unioeste, Uffs, UnivalI e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol. (Com informações da Agência de Notícias do Paraná e da Assessoria de Imprensa do evento)

AGRICULTURA: Ministros do Brics se reunirão no final do mês em Bonito (MS)

 

agricultura 19 09 2019Os ministros da Agricultura dos países que compõem o Brics se reunirão nos próximos dias 25 e 26 de setembro em Bonito, principal cidade turística da região da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. O grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representa 40% da população mundial e 25% do PIB global.

 

Inovação tecnológica - Esta é a 9ª Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics e terá como tema a inovação tecnológica na agropecuária no contexto de aumento da população mundial e da demanda por alimentos. Os ministros debaterão questões relacionadas à segurança alimentar e sustentabilidade ambiental em âmbito regional e global.

 

Fortalecimento da cooperação - O objetivo do encontro é fortalecer a cooperação entre os membros do grupo para cumprir as metas da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Os ministros discutirão estratégias para melhorar a infraestrutura e a conectividade em diferentes cadeias da agropecuária, incorporando tecnologias que geram desenvolvimento e benefícios econômicos.

 

Outros temas - Os representantes das pastas de agricultura também devem tratar de assuntos como geração de energias renováveis, comércio eletrônico de insumos e uso do princípio científico para impedir barreiras comerciais.

 

Destaques - Pela primeira vez anfitrião do encontro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destacará o papel do incremento da conectividade no campo, da dispersão da internet das coisas e o incentivo às startups do mundo agro, conhecidas como agritechs, para o avanço da produção agrícola sustentável, da produção de orgânicos, do combate às pragas e doenças e manutenção dos padrões fitossanitários dos alimentos.

 

Passeios - Além das discussões formais, na agenda oficial dos ministros estão previstos dois passeios: mergulho de flutuação e visita à Fazenda Ceita Corê, propriedade rural considerada modelo na aplicação da tecnologia de integração lavoura, pecuária e florestas e em atividades de ecoturismo.

 

Bonito - Conhecida mundialmente pelas águas cristalinas e natureza exuberante que abriga diferentes atividades de ecoturismo, a cidade de Bonito também apresenta intensa produção agropecuária. O turismo representa metade do PIB do município, a outra é resultado do desempenho do agronegócio.

 

Porte internacional - É a primeira vez que Bonito sediará um evento de porte internacional. A escolha da cidade, segundo o Ministério, é mostrar às autoridades visitantes como é possível associar boas práticas ambientais com a produção agropecuária e turismo, setor que emprega mais de sete mil pessoas com carteira assinada. O município tem 22 mil habitantes e uma área de 493,4 mil hectares, em que mais de 40% é composta por vegetação nativa.

 

Referência - “O modelo de turismo e gestão ambiental implantado aqui é referência para o Brasil e o mundo. Aqui em Bonito, nós praticamos o turismo de aventura, o turismo de natureza, o ecoturismo. Todas essas atividades acontecem na área rural”, disse Augusto Miranda, secretário de Turismo de Bonito.

 

Cúpula - Em novembro, os chefes de Estado do grupo se reunirão em Brasília, para a XI Cúpula dos Brics. O Brasil é o atual presidente e como anfitrião estabeleceu como prioridades para discussão entre os membros o fortalecimento da cooperação em ciência, tecnologia e inovação, reforço da cooperação em economia digital, no combate aos ilícitos transnacionais e o incentivo à aproximação entre o Banco do Brics e o Conselho Empresarial do agrupamento. (Mapa)

COMBUSTÍVEL: Petrobras eleva preço da gasolina em 3,5% e do diesel em 4,2%

 

combustivel 19 09 2019A Petrobras anunciou, na noite desta quarta-feira (18/09), reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel. Os novos valores passam a valer nesta quinta-feira (19/09) nas vendas de refinarias para distribuidoras.

 

Percentual - O litro da gasolina foi reajustado em 3,5% e o do diesel, em 4,2%. Para o consumidor final, porém, sobre esses valores, serão acrescidos encargos tributários e trabalhistas e as margens de lucro dos postos de combustíveis.

 

Nota - Na última segunda-feira (16/09), a Petrobras divulgou nota sobre o bombardeio de refinarias na Arábia Saudita, responsável pela produção de 5% do petróleo mundial, o que gerou uma imediata elevação dos preços dos combustíveis no mundo. A estatal informou, na ocasião, que continuaria monitorando os preços do petróleo e não faria um ajuste de forma imediata.

 

Último reajuste - O último reajuste da gasolina no Brasil havia sido em 5 de setembro e o do diesel, em 13 de setembro. Em sua página na internet, a Petrobras explica como funcionam o mecanismo e as decisões de formação de preços dos combustíveis por ela vendidos.

 

Política de preços - “Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

 

Diferentes - Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis." (Agência Brasil)

JUROS I: Mercado vê Selic abaixo de 5% em 2019

 

juros 19 09 2019O cenário surpreendentemente confortável para a inflação neste e no próximo ano, traçado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), deve dar força à visão de que a taxa Selic poderá cair abaixo dos 5% ainda este ano. As projeções apresentadas no comunicado, divulgado após a decisão do comitê de reduzir a Selic para 5,5% ao ano, mostram que, mesmo com a recente disparada do dólar para cima dos R$ 4, as projeções para o IPCA se afastaram ainda mais da meta para o próximo ano, de 4%. E, portanto, o espaço para cortes adicionais é ainda maior.

 

Espaço - Todos os economistas consultados veem espaço para o juro cair para um nível entre 4,5% e 4,75% no fim deste ano. Mas já há quem considere que, a depender da evolução do câmbio, a taxa possa ficar ainda mais baixa, em 4%. Esse é o caso do economista-chefe da Garde Asset Management, Daniel Weeks, para quem os cenários apresentados pelo comunicado agora estão muito mais realistas. E confirmam que o modelo do BC “aguenta um dólar acima de R$ 4”. Mesmo o reajuste dos combustíveis, confirmado ontem à noite pela Petrobras, deve ter efeito limitado sobre a inflação. “Temos folga”, diz. Caso o dólar caia para perto dos R$ 3,90, estimativa do mercado captada pela pesquisa Focus, então o juro pode cair ainda mais, para 4%.

 

Queda - No cenário de câmbio e juros constantes, a projeção para o IPCA em 2019 caiu de 3,6% para 3,4% e, em 2020, permaneceu em 3,6%. Mas a grande novidade do comunicado do Copom foi a volta do cenário híbrido, no qual os integrantes do BC usam uma taxa de câmbio no patamar da semana passada, mas com a projeção de juros do mercado para o fim do ano, tirada da pesquisa Focus. Nesse modelo, com um câmbio de R$ 4,05 e Selic em 5% ao ano, a inflação em 2020 ficaria abaixo da meta, em 3,8%.

 

Mais cortes - “Ou seja, mesmo com a valorização recente do dólar há espaço para mais cortes sem que haja comprometimento da convergência de inflação para a meta. Essa é a grande mensagem do comunicado”, diz Jankiel Santos, economista do Santander. O banco também trabalha com uma estimativa de Selic em 4,5% no fim deste ano e estabilidade da taxa ao longo de 2020.

 

Cenário externo - Para Santos, o BC parece mais preocupado com o cenário externo agora. “Isso vem na esteira de uma desaceleração de crescimento global mais intensa. No momento, o cenário é relativamente favorável aos emergentes, na visão do BC, mas se houver uma piora grande o risco é isso se refletir na taxa de câmbio e reforçar a aversão ao risco com aumento de prêmios.”

 

Revisão - Esse quadro mais favorável apresentado pelo comitê levou o Citi a revisar, de 5% para 4,5%, sua estimativa para a Selic no fim deste ano. Da mesma forma, as consultorias Tendências e Rosenberg devem alterar sua projeção para o juro baixo de 5% - que até aqui era o cenário base. No caso da Rosenberg, essa alteração deve se consolidar após a divulgação do Relatório de Inflação relativo ao terceiro trimestre, no fim deste mês. Além da melhora das perspectivas de inflação, a economista da Rosenberg, Thais Zara, chama a atenção para o fato de o BC classificar o cenário externo como desinflacionário para o Brasil. “Junto com as projeções isso sugere que o BC vê espaço para uma redução adicional da Selic, abaixo dos 5% da pesquisa Focus.”

 

Surpresa - “Fomos surpreendidos pelos cenários do Copom porque esperamos inflação maiores para 2020, perto de 3,7%, já contando com a fraqueza da atividade. No cenário de juro e câmbio constante do Copom, a inflação se mantém na meta, então isso deixa claro que existe espaço para reduzir o juro ainda mais”, afirma o economista Luis Bento, da Rio Bravo. “O BC tem espaço para cortar para 4,75% ou menos, a depender dos dados de inflação.” Bento afirma que o BC pode prorrogar para a primeira reunião do ano que vem um eventual corte de 0,25 ponto, mas “certamente a Selic encontra espaço hoje para ficar abaixo dos 5%”, de maneira que os mercados, sobretudo o de juros futuros, devem registrar ajustes hoje logo cedo. (Valor Econômico)

JUROS II: Fed corta juro em 0,25 ponto, mas divergência aumenta

juros II 19 09 2019O Federal Reserve (Fed) decidiu, nesta quarta-feira (18/09), cortar as taxas de juros em 0,25 ponto percentual pela segunda vez seguida para proteger a economia de uma desaceleração global ampliada pelo conflito comercial entre os Estados Unidos e a China. As autoridades do Fed deixaram a porta aberta para novos cortes, mas mostraram-se divididos na decisão desta quarta e quanto às percepções sobre novas reduções.

A favor- Sete das dez autoridades votaram a favor do corte da taxa referencial de curto prazo para a faixa entre 1,75% e 2%. Assim como em julho [na reunião anterior], dois presidentes regionais do Fed divergiram da decisão, preferindo manter os juros estáveis. O presidente do BC americano, Jerome Powell, também enfrentou uma terceira divergência de um outro presidente regional que preferia um corte maior, de meio ponto. “Demos esse passo para manter a economia forte”, disse Powell em entrevista coletiva após a decisão.

Caminho - Ele também abriu caminho para novos cortes nos juros se a economia americana se enfraquecer mais, muito embora tenha afirmado que as autoridades do Fed ainda têm uma perspectiva positiva sobre a economia.

Comunicado - O comunicado divulgado após a reunião pouco mudou em relação a julho, quando as autoridades abriam as portas para cortes futuros. À medida que o Fomc (comitê de política monetária) “avalia o caminho futuro” das taxas de juros, “continuará monitorando as implicações das informações recebidas sobre as perspectivas econômicas e agirá da maneira apropriada para sustentar a expansão”, destaca o comunicado, repetindo a linguagem de julho.

Gastos das famílias - O comitê observou que os gastos das famílias vêm aumentando num ritmo sólido, enquanto os investimentos das empresas e as exportações perderam força. Projeções divulgadas após a reunião que durou dois dias mostram o grau de divergência sobre as perspectivas para política monetária, complicando o desafio enfrentado por Powell. Sete de 17 autoridades defenderem mais um corte dos juros neste ano. Os outros dez ficaram divididos igualmente entre os que acreditam que o novo patamar, após o corte de ontem, é apropriado e aqueles que acham que as taxas não deveriam cair mais.

Divergências - Essas divergências são ainda maiores nas projeções para o ano que vem. Praticamente metade das autoridades estima que as taxas em dezembro de 2020 estarão 0,25 ponto abaixo do novo nível, enquanto outra metade acredita que seria apropriado reverter pelo menos um dos dois cortes recentes.

Razões - As autoridades citaram três razões para o corte dos juros na reunião de 30 e 31 de julho: o enfraquecimento do crescimento global, o aumento das incertezas com a política comercial americana e a inflação muito baixa. O conflito comercial entre EUA e China se agravou logo depois da reunião do Fed de julho, e a desaceleração do setor industrial em várias partes do mundo não dá sinal de que chegou ao seu ponto mais baixo.

Desafio incomum - O Fed enfrenta um desafio incomum na definição de sua política, dadas as perspectivas voláteis para o ambiente comercial mundial, que esfriaram os investimentos das empresas. “Há uma parte disso que realmente não podemos resolver. É uma situação incomum... Um momento desafiador, devo admitir”, disse Powell.

Desaceleração - As autoridades esperam desaceleração da economia americana neste ano, mas o aumento das incertezas significa que elas não sabem se a atividade vai esfriar só um pouco ou bastante. Os dados econômicos mostram um quadro instável. Os gastos do consumidor estão sólidos, mas a produção industrial perdeu força. Revisões recentes do nível de emprego e do crescimento dos lucros mostram que a economia não se mostrou tão forte ao longo do último ano quando se pensava anteriormente.

Gastos - Algumas autoridades do Fed alertaram que, se os gastos com consumo e as novas contratações caírem, o Fed poderá ter de promover um estímulo mais agressivo no momento em que suas taxas de juros já se encontram historicamente baixas. A criação de novos empregos deu uma desacelerada neste ano. O setor privado criou, em média, 129 mil vagas nos três meses encerrados em agosto, em comparação a 236 mil no período encerrado em dezembro.

Redução - Um desafio para o Fed na leitura desses números é que durante anos as autoridades esperaram uma redução nas contratações em razão do amadurecimento da expansão econômica. Ao mesmo tempo, o crescimento dos salários não teve uma aceleração substancial neste ano, como costuma acontecer quando a demanda por trabalhadores supera a oferta.

Pressão - Enquanto isso, o Fed vem sendo pressionado pelo presidente Donald Trump a reduzir os juros mais agressivamente. Logo depois que anunciou o corte ontem, Trump atacou Powell no Twitter. “Jay Powell e o Federal Reserve fracassam novamente”, escreveu ele em uma das 30 declarações feitas desde a reunião de julho. “Eles não têm coragem, não têm bom senso e não têm visão! Um comunicador terrível.”

Decisões - Powell já disse que o Fed não toma decisões com base nas exigências de líderes políticos, concentrando-se em vez disso em seu mandato conferido pelo Congresso de estimular o emprego e manter a inflação estável. O desemprego, de 3,7%, está perto do menor nível em meio século, enquanto a inflação (excluindo-se alimentos e energia) se encontra em torno de 1,6%, segundo a medida preferida do Fed, abaixo de sua meta de 2%.

Depósitos - Também nesta quarta-feira o Fomc reduziu a taxa paga aos bancos sobre os depósitos que mantêm no Fed, conhecidos como reservas, assim como a taxa das operações de recompra reversa (repo). A redução foi de 0,3 ponto, mais que o corte de 0,25 ponto na taxa básica de juro. (Valor Econômico)

 

PREVIDÊNCIA: PEC paralela volta para a CCJ para análise de emendas

 

previdencia 19 09 2019A PEC paralela da reforma da Previdência (PEC 133/2019) passou, nesta quarta-feira (18/09), pela quinta e última sessão de discussão em primeiro turno no Plenário do Senado. Assim como o texto principal (PEC 6/2019), a PEC paralela seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a análise das emendas, que já somam 168.

 

Novas regras - A PEC 6/2019 contém novas regras para o acesso a aposentadoria e pensões, para o cálculo do benefício e para as alíquotas de contribuição. Também contém regras de transição para trabalhadores em atividade. Outras mudanças foram compiladas na PEC paralela, desmembrada do primeiro texto. Entre os dispositivos, estão a inclusão de estados e municípios, a previsão de novas receitas para a Previdência e, ainda, uma revisão das intervenções da PEC original sobre benefícios assistenciais.

 

Migração - A PEC paralela também prevê a reabertura, por mais seis meses, do prazo para que servidores públicos deixem o regime próprio de Previdência e migrem para o INSS e um sistema complementar. Quem fizer a opção ganhará um adicional que leva em conta o que já contribuiu para o regime próprio de serviço público, o Benefício Especial.

 

Crítica - O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a criticar pontos da reforma presentes nos dois textos, entre eles, o aumento do tempo mínimo e do tempo total de contribuição e a mudança no cálculo dos benefícios. Atualmente, o benefício é calculado sem levar em conta as menores contribuições que somem 20% todo total. Com as mudanças, em vez da média das 80% maiores contribuições, o cálculo será feito com base em todas elas, o que, de acordo com o senador, pode reduzir muito o valor do benefício.

 

Texto principal - O senador Paulo Paim criticou também as mudanças previstas no texto principal com relação à aposentadoria por invalidez. De acordo com o senador, se o texto for aprovado como está, trabalhadores que ficarem incapacitados para o trabalho poderão perder 40% dos benefícios na época em que mais precisarão dele.

 

Abono - A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) criticou as mudanças no abono salarial que, no seu entendimento, nem deveriam estar no texto, já que os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para ela, a colocação dessa parte do texto foi “um jeitinho” que pode ser derrubado com a votação de destaques em Plenário.

 

Supressão - Paim disse acreditar que a reforma será aprovada, mas prometeu brigar pela supressão de pontos do texto principal. A supressão de partes do texto não obriga a PEC a voltar para a análise da Câmara. “Na votação do texto principal, a tendência é aprovar, mas teremos um bom debate no mínimo em dez destaques, e nesses dez destaques eu estou esperançoso de que os prejuízos que são mais preocupantes, mais truculentos contra o interesse do povo brasileiro, nós podemos suprimir”, afirmou o senador.

 

Leitura - A leitura do relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) à PEC principal está marcada para esta quinta-feira (19/09), na CCJ. (Agência Senado)

SAÚDE: Contratações no setor de planos de saúde aumentam 3,4% em um ano

saude 19 09 2019A cadeia de saúde aumentou em 3,4% o número de empregos formais no setor entre julho do ano passado e julho deste ano, o que equivale a quase 120 mil pessoas contratadas, apesar de ter-se reduzido em 0,3% o total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no mesmo período, o equivale a menos 133 mil pessoas atendidas pelos planos.

Crescimento expressivo - “Enquanto na economia como um todo, continuamos com altíssimo desemprego e um nível de demissões que está, no máximo empatando com o de novas contratações, mostrando, portanto, estabilidade no número total de empregos, na área da saúde, houve crescimento expressivo de 3,4% em um ano, enquanto o emprego cresceu 0%”. A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo superintendente executivo do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), José Cechin, e se baseia em dados do Relatório de Emprego da Cadeia Produtiva da Saúde, que foi divulgado nesta quarta-feira (18/09) pelo IESS.

Mais procedimentos - “As pessoas fazem mais procedimentos, demandam mais consultas médicas, mais exames, mais internações hospitalares. Tudo isso é que está movendo o emprego. Eu diria que o consumo de saúde é que está promovendo a geração de empregos”, ressaltou Cechin.

Indicativo - Para Cechin, o aumento do emprego nos 12 meses findos em julho deste ano é um indicativo de que há grande potencial de crescimento no setor de saúde como um todo. Ele explicou que, para isso, o Brasil gasta como percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) 9,2%, próximo dos 10% gastos pelos europeus.

Esforço - “Ou seja, o esforço que a sociedade brasileira faz com o seu sistema de saúde relativamente ao PIB é similar ao que os europeus fazem. Desse ponto de vista, estamos empatados, embora a distribuição seja diferente. Na Europa, o gasto é público, aqui o prioritário é privado”, afirmou.

Gasto per capita - De acordo com Cechin, outro ponto que explica o potencial do setor é que, enquanto os europeus gastam, em média, acima de US$ 3 mil per capita, isto é, por indivíduo, com planos de saúde, no Brasil é apenas um pouco acima dos US$ 1 mil. “Ou seja, gastamos per capita menos de um terço do que os europeus gastam”. Por isso, acrescentou Cechin, há um potencial grande de crescimento do setor, que está se revelando ano a ano no crescimento do emprego na saúde.

Empregos - Ele informou que houve um crescimento "importante" nas operadoras de planos de saúde, que, no último ano, empregaram mais de mil pessoas. Nos hospitais, médicos, clínicas, laboratórios, foram 2,8 mil novos empregos, considerando os prestadores de serviços. “Se o setor de saúde cresce, crescem também os setores que fornecem dispositivos médicos, equipamentos, medicamentos, materiais para o setor de saúde”.

Contratações - No ano passado, foram 1,5 mil novas contratações, lembrou o superintendente do IESS. Apenas em julho deste ano, o saldo líquido é de 5,4 mil postos de trabalho criados, nos sete meses findos em julho de 2019, foram 80,3 mil novas contratações na saúde privada e, em 12 meses, também encerrados em julho, os empregos no setor de saúde evidenciaram a geração de 116,8 mil novos postos.

Empregos públicos e privados - Somando os 3,6 milhões de empregos privados existentes na saúde com mais 1,3 milhão de servidores públicos contratados no setor, são 4,9 milhões de empregados nesta área como um todo, o que representa 11,3% do emprego formal do Brasil. “Se o setor de saúde pesa 9,2% do PIB e emprega 11,3% do emprego formal com carteira assinada, nós temos uma densidade de emprego por unidade de produto na saúde suplementar maior do que na economia como um todo. Ou seja, o setor de saúde é intensivo em mão de obra”, enfatizou Cechin.

Tendência - Para ele, há uma tendência forte de aumento da participação do setor no PIB e de presença crescente no quadro de empregos no país. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: Parlamento austríaco veta acordo Mercosul-UE

 

internacional 19 09 2019O Parlamento austríaco aprovou nesta quarta-feira (18/09) moção que determina que o governo vete, no âmbito do Conselho Europeu, o acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul. A proposta, segundo o site alemão Deutsche Welle (DW), teve apoio de todos os partidos, com exceção dos liberais do NEOS - que apoiam o acordo com ressalvas.

 

Triunfo - O partido SPÖ (social-democrata) comemorou a aprovação como um “triunfo aos consumidores, ambiente, proteção dos animais e direitos humanos”. A proposta teve o inesperado apoio do partido conservador ÖVP e do ultranacionalista FPÖ.

 

Governo brasileiro - A decisão foi minimizada pelo governo brasileiro. Para fontes oficiais, o movimento austríaco é “parte de um jogo que ainda está sendo jogado” e não tem efeitos por enquanto. Primeiro, conforme ressaltam auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, porque o tratado ainda nem sequer foi firmado. Houve, isso sim, um fato político - o anúncio de que as negociações foram concluídas com sucesso. O acordo está sob revisão jurídica e só deve ficar pronto para assinatura das partes no início de 2020.

 

Pressão - É natural, continuam as fontes, que setores políticos pressionem contra, para atender às suas bases. Essa resistência pode ser vista mais claramente na França e na Irlanda, mas, com as críticas ao desmatamento na Amazônia, a oposição ao tratado ficou mais popular em outros sócios do bloco europeu, como ocorre agora na Áustria.

 

Urnas - Só que os próprios austríacos vão às urnas no fim deste mês para mudar o Parlamento e disso pode resultar a formação de um novo governo, transformando a moção de hoje em algo pouco válido mais adiante, ponderam os interlocutores de Bolsonaro.

 

Ápice - De mais a mais, na avaliação do governo brasileiro, houve um ápice recente nas críticas internacionais contra o país na área ambiental, que começou a refluir. A aposta dos diplomatas é que esse movimento diminua mais após esclarecimentos que deverão ser feitos pelo país durante a Assembleia Geral da ONU, na próxima semana, e às margens do encontro internacional que ocorre em Nova York.

 

Cláusulas de proteção - Além disso, dizem assessores presidenciais, o acordo UE-Mercosul tem cláusulas de proteção ao ambiente que podem ser acionadas e levar à suspensão temporária dos benefícios comerciais. A diplomacia tentará ressaltar esse aspecto do tratado antes de sua apreciação pelo Conselho Europeu (formado pelos governos de cada país-membro) e pelo Parlamento Europeu. (Valor Econômico)


Versão para impressão


RODAPE