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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4663 | 16 de Setembro de 2019

EVENTO I: Fórum discute legislação sobre o Selo Combustível Social, em Cafelândia

 

O Sistema Ocepar promove, nesta terça-feira (17/09), em Cafelândia, no Oeste do Estado, o Fórum sobre o Selo Combustível Social, com a presença de profissionais das cooperativas paranaenses. A O evento inicia às 14h30 e tem como objetivo uniformizar o entendimento sobre as normas mais recentes publicadas pelo Ministério da Agricultura relativas ao tema, como a Portaria nº 144, que trata da concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social, e a de nº 174, que dispõe sobre a participação e a habilitação de cooperativas como fornecedoras de matéria-prima e prestadoras de serviço de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Selo Combustível Social. “Além disso, o Fórum visa auxiliar as cooperativas para efetivamente participarem do programa e proporcionar maior entendimento do mercado de biocombustíveis”, informa o analista da gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Maiko Zanella.

 

Programação - O evento será aberto pelos presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e da Cooperativa Copacol, Valter Pitol. Depois, o coordenador técnico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Paulo César Dias do Nascimento Junior, apresenta palestra a respeito da atuação do cooperativismo nas discussões sobre o Selo Combustível Social. Andrea Cristina Veloso, da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, vai esclarecer como as cooperativas podem se preparar para operacionalizar o Selo Combustível Social, com enfoque nas Portarias 144 e 174. O coordenador de Crédito Rural da Emater/PR, Osmar Schultz, abordará as estratégias da Emater para a emissão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) - pessoa física no Paraná. Já o economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral Furlan, aborda a questão do mercado e as perspectivas para o biodiesel.

 

Informações e inscrições - Mais informações com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) e Flavio Turra (flavio.turra@sistemaocepar.coop.br). Inscrições pelo e-mail jessica.costa@sistemaocepar.coop.br).

 

forum destaque 13 09 2019

EVENTO II: Seminário nacional debaterá desafios da soja

evento 16 09 2019Nos dias 25 e 26 de setembro, a Embrapa Soja reunirá em sua sede, em Londrina (PR), especialistas da cadeia da soja para debater a competitividade da cadeia produtiva da soja sob o ponto de vista técnico e de qualidade. O seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial da Soja tem como objetivo discutir os caminhos e critérios que podem manter o Brasil na condição de maior e melhor ofertante mundial de soja e derivados. O evento conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Quatro painéis - Serão quatro painéis, que abordarão exportações e implicações dos resíduos químicos e de microtoxinas na exportação de grãos brasileiros; qualidade dos grãos de soja no Brasil e perdas relacionadas a logística; soja e nutrição animal; e processo de classificação de soja, envolvendo práticas atuais e cenários futuros.

Avanço - Para José Renato Bouças Farias, chefe-geral da Embrapa Soja, “o encontro permitirá avançar em discussões importantes e que tenham como objetivo aumentar a competitividade da cadeia produtiva brasileira”.

Apoio - Promovido pela Embrapa Soja, o seminário tem o apoio da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Acebra (Associação das Empresas Cerealistas do Brasil), Anec, OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal).

Programação completa - A programação completa está disponível no site do evento (https://www.seminariodesafiosdasoja.com.br/) e as inscrições podem ser feitas através do e-mail soja.eventos@embrapa.br. (Informe OCB)

SERVIÇO

Seminário Desafios da liderança brasileira no mercado mundial de soja

Data e horário: 25/09 – das 14h às 18h30; e 26/9 – das 8h às 12h45

Local: Embrapa Soja, Londrina (PR) - Rodovia Carlos João Strass, s/nº

 

GETEC: Informe apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 16 09 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (16/09), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021. Também foi elaborado o boletim referente ao balanço de agosto, com o histórico das projeções do mês.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

COCARI: Unidade Industrial da Aurora em Mandaguari exportará para a China

cocari 16 09 2019A China informou que vai autorizar a exportação por 25 novos frigoríficos brasileiros, a decisão foi tomada antes mesmo da visita do presidente Jair Bolsonaro ao país. Dos autorizados, 17 frigoríficos trabalham com carne bovina, 6 com carne de frango, 1 com carne suína e 1 com asininos. Estes 25 novos habilitados passarão a integrar a lista de exportadores junto aos 64 frigoríficos que compunham a lista anterior.

Importante passo - Sem dúvidas, este é um importante passo para os estabelecimentos, pois a China é o principal importador de carne do Brasil, juntamente com Hong Kong. O país compra 40% do total exportado pelos frigoríficos brasileiros. Além disso, o Brasil vende aproximadamente US$ 2,5 bilhões por ano.

Aurora/Cocari, exemplo de sucesso - Na lista divulgada está a Unidade Industrial da Aurora em Mandaguari (PR), que trabalha em intercooperação com a Cocari. A cooperativa passará, portanto, a fazer parte do grupo que exporta frango para o país. Atualmente, a unidade da Aurora abate 170.000 frangos por dia e está habilitada para exportar para mais de 50 países. Dentre eles, 12 destinos se destacam em volume de exportação: África do Sul, Canadá, Chile, Japão, México, Rússia, União Europeia, China, Vietnã, Emirados Árabes, Hong Kong e Jordânia.

Conquista - Para o gerente da unidade da Aurora em Mandaguari, Gilmar Gruber, a habilitação da Unidade de Mandaguari para o mercado chinês representa mais uma conquista alcançada como resultado de um trabalho desenvolvido em conjunto. “Este mercado é muito importante para a Aurora Alimentos, a conquista é o resultado do trabalho em equipe dos colaboradores da Aurora Alimentos e todos nossos parceiros e Cooperativas Filiadas, como a Cocari aqui em Mandaguari (PR)”, afirmou.

Intercooperação - O presidente da Cocari, Vilmar Sebold, que esteve recentemente na China e fez considerações sobre a cultura e mercado chinês, também frisou a importância da habilitação, bem como o sucesso da intercooperação que ocorre em Mandaguari (PR). “Nós, da Cocari, temos orgulho de ser uma das 11 Cooperativas Filiadas à Aurora. Parabéns pela conquista!”, concluiu. (Imprensa Cocari)

 

COAGRU: 44 anos de história

coagru 16 09 2019Muito mais que estar próximo, é preciso estar junto com os cooperados. Foi com esta perspectiva que a Coagru - Cooperativa Agroindustrial União comemorou, na sexta-feira (13/09), mais um aniversário.

Credibilidade - Com o tempo, ficou mais forte, ganhou experiência e nunca deixou de olhar para frente. São 44 anos de história de credibilidade e confiança dedicados aos 2.682 cooperados, além de muito compromisso, geração de riquezas e benefícios sociais e econômicos as comunidades onde atua.

Diversificação - Nesse tempo, enxergou a necessidade de diversificar as propriedades e com ousadia e responsabilidade, em parceria, criou a Unitá Cooperativa Central, investimentos que objetivaram aumentar à diversificação, agregar valor à produção dos associados e gerar 3.953 empregos até 2020, iniciativa que vêm transformando a realidade das pessoas do médio Vale do Piquiri. Destaca-se, também, o crescimento de 117% do faturamento nos últimos oito anos, consolidando a Coagru como uma cooperativa forte, moderna e atualizada tecnicamente.

Fundamental - O presidente Áureo Zamprônio ressalta que celebrar e reconhecer a importância de cada um dos envolvidos na história da Coagru é fundamental. “Nosso imenso respeito a todos os associados e colaboradores, e por extensão seus familiares, nosso maior patrimônio, que, juntos construíram os 44 anos de uma história de união e participação ativa no desenvolvimento da região, consequentemente, em benefício direto para milhares de famílias”.

Gestão - O presidente fala sobre a importância da gestão e destaca a importância de cada etapa vencida. "O crescimento da Coagru é graças a uma gestão profissional, associada à confiança que o associado tem na cooperativa. Vencemos muitos desafios, e juntos, estamos preparados para enfrentar e vencer outros, do presente e do futuro. Por isso, o trabalho de gestão com transparência, foco nos negócios, nos custos e nas pessoas deve seguir norteando as nossas atividades. Que o empenho de todos continue trazendo bons resultados a Cooperativa e levando a um caminho cada vez mais sólido na construção de uma empresa capaz de enfrentar todos os desafios dos novos tempos”. (Imprensa Coagru)

 

PRIMATO: Lançadas linhas de financiamento para atividades do agronegócio

primato 16 09 2019Com o objetivo de incentivar investimentos nas atividades agrícola e pecuária que a Primato Cooperativa Agroindustrial fez o lançamento de linhas de financiamento para custeio à cooperados que atuam com agricultura, pecuária de corte, leite, ovinos e piscicultura, assim como linhas de crédito para melhorias em infraestrutura nas propriedades rurais.

Financiamentos - Segundo o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, se trata de uma nova modalidade de linhas de crédito para as atividades relacionadas ao agronegócio. “O objetivo do lançamento das linhas de financiamento nos custeios agrícola, pecuário e de investimentos fazem parte de uma possibilidade que disponibilizamos à nossos cooperados para que possam desenvolver suas atividades com um planejamento financeiro estruturado, podendo fazer as compras de nutrição animal e medicamentos veterinários, produtos agropecuários, insumos, sementes para as safras de verão e inverno, assim como em infraestrutura na propriedade rural”, explicou.

Agrícola - Na parte do custeio agrícola, “o objetivo é para que o cooperado e produtor rural possam negociar todos os insumos agrícolas, sejam sementes, adubos, fertilizantes e herbicidas com a cooperativa, que receberá seu planejamento e encaminhará diretamente à instituição financeira para liberação”, enfatizou Ilmo que ainda destacou, “isso para facilitar e agilizar os processos de custeio das safras que cada um desenvolve no decorrer do ano”.

Pecuária - O custeio pecuário se trata de uma linha de crédito que, “é disponibilizado para compra de rações, suplementos minerais, concentrados e medicamentos veterinários, ou seja, toda a parte pecuária para o rebanho, que também recebemos e encaminhamos diretamente para a instituição financeira para aprovação”, enalteceu Ilmo.

Inclusão - Todas as atividades pecuárias estão inclusas nesta linha de financiamento.

Investimentos - “Essa linha de custeio para investimentos é para quem busca melhorias em infraestrutura, máquinas e implementos agrícolas, tecnologia, automação, genética entre outros. Renovando e aumentando o seu patrimônio, trazendo com isso melhores rendimentos aos nossos cooperados”, definiu o presidente que concluiu, “vale ressaltar que cada caso será avaliado pela setor comercial da cooperativa junto e diretamente com a instituição financeira, podendo ter ajustes e alinhamento dentro da capacidade de cada solicitante, mas a intenção é ser o elo forte e facilitador de nossos cooperados, afinal, são processos burocráticos que demandam tempo e a ideia é agilizar este processo, deixando o produtor rural apenas focado na atividade”. (Imprensa Primato)

 

COOPERVAL I: Projeto Aprendiz Cooperativo é lançado oficialmente na cooperativa

Com o objetivo de favorecer a formação dos jovens para o mercado de trabalho, a Cooperval - Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí Ltda, com sede em Jandaia do Sul, Norte do Paraná, inicia em 2019 a sua primeira turma do Jovem Aprendiz Cooperativo. O projeto oferecerá a 20 jovens selecionados, treinamentos direcionados para a área administrativa e vivência prática nos setores administrativos da Cooperval.

Lançamento oficial - O lançamento oficial ocorreu no dia 5 de setembro, reunindo todos os jovens, seus familiares e os funcionários responsáveis pelos jovens na cooperativa. O evento ocorreu na Associval, Associação dos Funcionários da Cooperval, e contou com a apresentação artística do Mágico Arcanjo.

Oportunidade - Para os jovens, essa é uma oportunidade ímpar para ingressar no ambiente profissional. Para a Cooperval, a iniciativa se mostra como um meio importante de formar novos talentos que possam futuramente compor efetivamente a equipe da cooperativa. (Assessoria Cooperval)

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COOPERVAL II: Programa Cozinha Brasil orienta comunidade de Jandaia do Sul sobre alimentação saudável

Duas oficinas do Programa Cozinha Brasil foram realizadas em Jandaia do Sul, Norte do Paraná, em parceria com a Cooperaval -Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí Ltda. As atividades ocorreram dias 02, 03 e 04 de setembro. Os participantes aprenderam a fazer o aproveitamento de alimentos e preparar pães artesanais. Cada oficina somou três turmas, atendendo um total de 150 pessoas. Além de beneficiar funcionários da Cooperval, foram abertas inscrições para a comunidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

Saúde e qualidade de vida - O Programa Cozinha Brasil é uma iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi) e tem o intuito de elevar o nível de saúde e a qualidade de vida dos participantes, por meio da orientação para a produção de uma alimentação de alto valor nutricional e baixo custo, incentivando a adoção de hábitos alimentares saudáveis e reduzindo o desperdício. (Assessoria Cooperval)

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SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Cooperativa concorre ao ranking estadual da GPTW como uma das melhores empresas para trabalhar

O Sicoob Três Fronteiras conquistou no mês de agosto a certificação da Great Place To Work que atesta a cooperativa como um excelente lugar para trabalhar. O reconhecimento é concedido às empresas que participam da pesquisa online para diagnóstico do clima organizacional, um instrumento que serve para analisar o nível de satisfação e a percepção dos funcionários em relação ao ambiente de trabalho.

Bem-estar - Além do diagnóstico feito a partir da pesquisa, para a obtenção do selo também são levadas em conta as ações promovidas visando o bem-estar físico e emocional dos integrantes do quadro funcional. Atualmente, o Sicoob Três Fronteiras desenvolve mais de 15 iniciativas voltadas ao cuidado com os colaboradores.

Prática de políticas - As ações da cooperativa avaliadas para concessão da certificação e para o pleito ao ranking envolvem também o desenvolvimento e a prática de políticas e ações relacionadas aos itens Escutar, Agradecer, Inspirar, Celebrar e Compartilhar. Nesses aspectos, o Sicoob Três Fronteiras mantém programas como a Escola de Líderes, políticas de reconhecimento por tempo de casa e subsídio educacional.

Edição estadual - Com a conquista da certificação, agora o Sicoob Três Fronteiras está apto a concorrer à edição estadual do ranking que elege as melhores empresas para trabalhar. A premiação das empresas destaque do Paraná acontecerá no dia 30 de outubro. (Imprensa Sicoob Unicoob)

CRESOL: Cooperativa reúne conselheiros para reunião mensal e processo de formação

cresol 16 09 2019A Cresol reuniu, na semana passada, em sua sede nacional, em Francisco Beltrão (PR), os conselheiros das cooperativas para a reunião ampliada do Conselho de Administração. As atividades iniciaram na quarta-feira, 11, com a reunião que tratou sobre diversos assuntos, como estrutura organizacional, expansão, pesquisa de clima e planejamento estratégico.

Formação - Na quinta-feira (12/09), o Conselho Ampliado também se reuniu para uma manhã de formação com a empresa de consultoria Yassaka. O objetivo da Trilha de Conselheiros é construir um plano de ação para os próximos anos.

Novo conceito - “Esse é um projeto que nós vamos ajudar a construir dentro das políticas do novo conceito do sistema Cresol, deixando cada vez mais claro os papéis de cada um dos nossos conselheiros. Com certeza teremos muitos momentos como esse para interagirmos e fortalecermos ainda mais nossos programas de formação”, destacou Thomé. (Imprensa Cresol)

 

EMBRAPA: Curso aborda manejo de pragas em unidades armazenadoras de grãos e sementes

embrapa 16 09 2019A Embrapa promove o Curso de Manejo Integrado de Pragas de Grãos e de Sementes Armazenadas, nos dias 19 e 20 de setembro, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR). O curso é dirigido a aproximadamente 40 profissionais de unidades armazenadoras de grãos e sementes, gestores, supervisores, técnicos e operadores.

Técnicas de manejo - De acordo com o coordenador do curso, Irineu Lorini, pesquisador da Embrapa Soja, o objetivo é treinar os participantes em técnicas de manejo de pragas de grãos e de sementes armazenados, com ênfase em medidas preventivas, curativas, métodos de controle, amostragem e monitoramento, da produção ao armazenamento, visando à manutenção com alta qualidade.

Deterioração - Lorini explica que as espécies de besouros e de traças são responsáveis pela deterioração de lotes de grãos e de sementes armazenados no Brasil. Estas pragas perfuram a semente para se alimentar, causando prejuízos na qualidade dos grãos e também provocando perdas econômicas. O MIP é um conjunto de tecnologias que vem sendo indicado para se minimizar os danos provocados pelas pragas em grãos e sementes armazenados.

Recomendação - “Recomendamos que o ambiente de armazenagem seja limpo e higienizado antes de receber novos lotes de semente. Outra etapa é a identificação dos focos das pragas como os pontos de entrada e também de seu abrigo. Geralmente nas correias de transporte, nos elevadores, nos túneis, nos fundos dos silos de armazenagem e em máquinas de beneficiamento. Também é recomendação do MIP que seja feita a identificação correta de cada praga para a utilização do controle adequado”, destaca Lorini.

Pastilhas - Atualmente o único método curativo disponível para eliminar as pragas é a utilização de pastilhas que promovem a liberação do gás fosfina, nos lotes de sementes. O processo de expurgo das pragas exige a vedação do silo ou do lote de sementes utilizando lonas plásticas. Para garantir a eficiência do expurgo, é necessário medir a concentração da liberação do gás durante o processo.

Tratamento preventivo - O tratamento preventivo das sementes é feito com inseticidas protetores de origem química ou natural. Os inseticidas líquidos aplicados às sementes beneficiadas são químicos que conseguem prevenir a infestação dos insetos.

Inscrição - Os interessados podem se inscrever aqui pelo site do evento: https://eventos.conferencebr.com/mip2019/index.php?menu=inscricao. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

SERVIÇO

Curso de Manejo Integrado de Pragas de Grãos e de Sementes Armazenadas

Data: 19 e 20 de setembro

Horário: 8h às 17h

Local: Embrapa Soja - Rodovia Carlos João Strass - Distrito de Warta, Londrina, PR

 

MILHO: Empresas públicas e privadas pesquisam doenças que atacam a cultura

milho 16 09 2019O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa, universidades, cooperativas, empresas de experimentação agronômica e multinacionais fabricantes de agroquímicos conduzirão um projeto cooperativo para investigar o controle de doenças foliares em todas as regiões produtoras de milho segunda safra no Brasil.

Parceria - A parceria foi decidida durante reunião técnica na quinta-feira passada (12/09), em Londrina (PR). A proposta é uma ampliação da rede de pesquisas já conduzida em âmbito estadual sob coordenação do Iapar, Copacol e a empresa Tagro Tecnologia Agropecuária.

Ensaios - Em operação há quatro anos, a rede paranaense já realizou 32 ensaios, instalados nos principais municípios produtores do Estado. Foram avaliados cerca de 40 fungicidas que estão disponíveis no mercado ou com registro especial temporário.

Opções - “Há opções que oferecem mais eficiência de controle com menor impacto ambiental que poderão ser oferecidas ao setor produtivo nas próximas safras”, explica o pesquisador do Iapar que gerencia o projeto, Adriano Custódio.

Nova configuração - De acordo com Custódio, na nova configuração da parceria serão conduzidos 20 ensaios nos biomas Mata Atlântica (Paraná e São Paulo) e Cerrado (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais) a partir do próximo ano. Mancha branca, mancha de cercóspora, helmintosporiose comum e ferrugem polissora são os principais focos do estudo. “Esse conhecimento é importante para diminuir perdas, racionalizar os custos de produção e reduzir os danos ambientais por meio do uso racional de fungicidas”, explica Custódio.

Produtividade menor - Segundo o pesquisador, estima-se que para algumas doenças 1% de área foliar afetada por essas doenças pode resultar em 43 kg/ha (quilos por hectare) de redução na produtividade da lavoura. “Os resultados desses ensaios permitirão definir medidas para reduzir decréscimos de produção”, aponta.

Condução - O novo projeto será conduzido sob liderança do Iapar, Embrapa Milho e Sorgo, Centro de Pesquisas da Copacol, Universidade de Rio Verde (UniRV) e a empresa Tagro Tecnologia Agropecuária.

Safra - Antes secundária, a segunda safra de milho cresceu em importância e atualmente ocupa a maior área de plantio no Paraná. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, neste ano foram cultivados 2,2 milhões de hectares, que renderam 13,4 milhões de toneladas do grão.

No país - Em âmbito nacional, foram cultivados 12,6 milhões, com uma produção de 73,8 milhões de toneladas. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Paraná, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul são os maiores produtores de milho segunda safra. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SOJA: Expectativa do Paraná é colher 19 milhões de toneladas

soja 16 09 2019Com o encerramento do vazio sanitário na terça-feira (10/09), com o objetivo de evitar o fungo causador da ferrugem asiática, os agricultores paranaenses começaram nesta quarta-feira (11) o plantio da safra de soja.

Colheita - A previsão do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento é de que sejam colhidas 19,8 milhões de toneladas na safra 2019/2020, caso as condições climáticas sejam favoráveis. O plantio está liberado de 11 de setembro a 31 de dezembro, dependendo da região do Estado.

Área - Com relação à área, a estimativa é de sejam plantados 5,5 milhões de hectares, número semelhante ao de 2018. “No ano passado, tivemos percalços com a falta de chuva e o excesso de calor. Se os fatores climáticos colaborarem, neste ano a produção será 22% maior, o que representa uma recuperação da produtividade”, explica o chefe do Deral, Salatiel Turra. Na safra 2018/2019, a soja teve uma quebra de 17%, correspondente a cerca de 3 milhões de toneladas. Com relação aos preços, a saca de 60 kg agora é comercializada atualmente por R$ 75,00, valor considerando bom, já que cobre os custos de produção.

Chuvas - Depois de um período muito seco, o mês de setembro começou com chuvas em algumas regiões do Estado, mas elas não foram suficientes para repor a umidade do solo e garantir a germinação da semente. No entanto, ainda é cedo para indicar possíveis perdas para a cultura, o que depende de outras variáveis. “Se a escassez de chuva se prolongar mais, é possível que a safra tenha problemas. Por enquanto, a seca pode provocar atraso especialmente no Oeste, que é a primeira região do Estado a fazer a semeadura da soja”, afirma Turra. A intenção dos produtores paranaenses é plantar a soja o mais cedo possível, para adiantar o plantio do milho na segunda safra.

Demanda - Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a longa guerra comercial entre China e Estados Unidos, que aumentou a demanda pela soja da América do Sul, beneficia o produtor brasileiro. “Os problemas climáticos que reduziram a produção dos EUA neste ano, também colaboraram para aumentar a demanda do Brasil”, diz. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LÁCTEOS: Egito abre mercado para produtos brasileiros

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou no sábado (14/09) a abertura do mercado egípcio para produtos lácteos brasileiros. Aguardada desde 2016, a entrada dos produtos do Brasil poderá atingir um mercado de 100 milhões de consumidores.

Grande notícia - “Essa é uma grande notícia que nós esperávamos. Foram muito rápidas as negociações e a partir do mês que vem o Brasil está pronto para exportar produtos lácteos para o Egito. Mais uma vitória de abertura de mercados do Brasil para os países árabes”, comemorou a ministra, que iniciou nesta semana uma missão para o Oriente Médio, em busca de fortalecer a parceria comercial e abertura de mercado para os produtos agropecuários brasileiros.

Exportações - As exportações de produtos lácteos do Brasil para o Egito estavam suspensas desde 2015 e, desde 2016 havia um pedido para que o Egito aprovasse o Certificado Sanitário Internacional, que é o primeiro pré-requisito para esse tipo de exportação. As negociações foram intensificadas há duas semanas.

Novo mercado - “Esse novo mercado é de 100 milhões de consumidores, além dos países vizinhos, pois o Egito tem vários acordos de livre comércio. Vamos ter como competidores os produtores da União Europeia e da Nova Zelândia, que já têm este mercado consolidado, mas de qualquer forma é uma oportunidade para o Brasil ganhar competitividade e ter um novo mercado para os seus produtos”, explicou o adido agrícola brasileiro no Egito, Cesar Teles. O potencial de negócios com a abertura é de cerca de US$ 8 bilhões

Visitas - O Egito é o primeiro dos quatro países que serão visitados pela ministra Tereza Cristina na missão ao Oriente Médio. Até o dia 23 de setembro, a comitiva ainda passará pela Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. (Mapa)

EXPORTAÇÕES: Brasil eleva em 9,5% comércio com EUA, mas diminui com outros países

exportacoes 16 09 2019As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 9,5% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018. Já as importações de produtos daquele país aumentaram 27,9%. Ao mesmo tempo, o comércio com os outros parceiros importantes (China, Argentina e União Europeia) teve queda.

Argentina - Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16/09), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mostram que as exportações brasileiras para a Argentina recuaram 38,9% no mês. As vendas para a China caíram 17,1%, enquanto o volume exportado para a União Europeia recuou 7%.

Todos os países - Considerando-se todos os países, a corrente de comércio do país, ou seja, a soma das exportações e importações, caiu 15% entre agosto de 2018 e agosto de 2019. Os valores exportados pelo Brasil, considerando o volume de exportação mais o preço cobrado por esses produtos e serviços, recuaram 13%. O valor dos importados caiu 17%.

Explicação - Segundo nota da pela FGV, isso pode ser explicado pela “desaceleração no comércio mundial e o baixo nível da atividade brasileira”.

Volume - Em termos de volume, as exportações e importações tiveram a mesma queda (-13%), mas os preços dos bens importados recuaram mais do que os preços dos exportados. Em agosto, todos os setores tiveram queda no volume exportado, com destaque para a indústria de transformação. (Agência Brasil)

 

GUERRA COMERCIAL: China exclui soja e carne suína dos EUA de tarifas adicionais

A China excluirá alguns produtos agrícolas dos Estados Unidos de tarifas adicionais, informou na sexta-feira (13/09) a agência oficial de notícias da China, a Xinhua, no mais recente sinal de atenuação das tensões sino-americanas antes de uma nova rodada de negociações com o objetivo de conter uma guerra comercial.

Gestos conciliatórios - Washington e Pequim fizeram gestos conciliatórios. A China renovou compras de produtos agrícolas dos EUA e o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou aumento de tarifas sobre certos produtos chineses.

Tarifas adicionais - A China havia criado tarifas adicionais de 25% aos produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne de porco, em julho de 2018. Em 1º de setembro, o país aumentou as tarifas para soja em mais 5% e, para carne de porco, em mais 10%.

Apoio - "A China apoia empresas relevantes que compram hoje determinadas quantidades de soja, suínos e outros produtos agrícolas de acordo com os princípios do mercado e as regras da OMC", disse a Xinhua, acrescentando que a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China excluiria tarifas adicionais sobre esses itens.

Perspectivas - A China tem "amplas perspectivas" de importar produtos agrícolas dos EUA de alta qualidade, informou a Xinhua, citando autoridades não identificadas.

Peste - Um surto de peste suína africana reduziu em um terço o rebanho de suínos da China desde meados de 2018, levou os preços da carne de porco no país a níveis recordes e deixou a China em necessidade de suprimentos de reposição do exterior.

Compras - Também é esperado que a China intensifique as compras de soja, historicamente a exportação agrícola mais valiosa dos EUA. O país asiático evitou compras de soja norte-americana desde que a guerra comercial começou no ano passado.

Carregamentos - Antes do anúncio de isenções para tarifas adicionais, as empresas chinesas compraram pelo menos 10 carregamentos de soja nos EUA na quinta-feira (12/09), as compras mais significativas do país desde junho.

Promessa - "Espera-se que os EUA cumpram suas palavras e a promessa de criar condições favoráveis à cooperação nas áreas agrícolas entre os dois países", afirmou a Xinhua.

Reunião - Autoridades dos EUA e da China devem se reunir na próxima semana em Washington antes das negociações entre os principais negociadores comerciais no início de outubro. O presidente Donald Trump disse na quinta-feira que prefere um acordo comercial abrangente com a China, mas não descarta a possibilidade de um pacto provisório. (Suinocultura Industrial, com informações da Reuters)

INFRAESTRUTURA: Começam os estudos para novo programa de concessões de rodovias

infraestrutura 16 09 2019Foi assinada, na sexta-feira (13/09), a ordem de serviço para o início dos estudos das Concessões de Rodovias Paranaenses. É o início do trabalho conjunto do Governo do Paraná e a União para modelagem do novo programa de concessões de rodovias que cortam o Paraná. Ao todo, serão licitados pelo Governo Federal 4,1 mil quilômetros de estradas estaduais e federais até 2021.

Nove meses - A expectativa é que este estudo, que vai indicar a modelagem para o contrato de concessão, fique pronto num prazo de nove meses. A autorização para início dos estudos foi assinada pelo secretário da Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, e por representantes do Ministério da Infraestrutura e da empresa contratada para execução do serviço.

Melhor e mais transparente - “Não queremos a repetição do modelo que não deu certo no Paraná. Por isso estamos junto com o governo federal e temos a certeza que vamos fazer o melhor e mais transparente modelo de concessões”, afirmou o secretário Sandro Alex. “Nesta nova modelagem teremos mais obras e uma menor tarifa para o usuário, ponto que é a maior cobrança do governador Ratinho Júnior”, explicou. “Possivelmente será o maior lote de concessões do Brasil”, completou.

Conjuntos - O novo programa de concessões incorpora ao conjunto de rodovias que formam os 2,5 mil quilômetros do Anel de Integração mais três importantes estradas estaduais: PR-092 (Norte Pioneiro), PR-323 (Noroeste) e PR-280 (Sudoeste). O futuro leilão também deve abranger os trechos paranaenses das BRs 163, 153 e 476.

Investimento e melhorias - “O motorista paranaense pode esperar, principalmente, muito investimento e uma rodovia muito melhor, com uma tarifa menor”, disse Roger Silva Pegâs, diretor de Transporte Rodoviário da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres. Segundo ele, a redução na tarifa decorrerá da retirada de uma série de disfunções que aconteceram nestes contratos antigos, de 1997.

Funcionamento - “Hoje a gente trabalha com modelagem mais moderna, melhores análises e nossa expectativa é de tarifas com valores menores do que os praticados no Paraná, já que alguns deles são os maiores do país”, disse Pegâs. “Entendemos que o sistema vai funcionar de uma forma melhor, mais integrada, ligando por exemplo a região Oeste e Norte do Paraná, assim como com outros Estados, no caso Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo”, acrescentou.

Mais segurança- Arthur Lima, diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), responsável por realizar estudos de viabilidade para a concessão à iniciativa privada, acredita que além da redução da tarifa do pedágio haverá também em queda do número de acidentes e mortes.

Investimento - “O governo federal investiu R$ 60 milhões neste projeto e acredita fortemente que haverá redução de mortes e acidentes nas rodovias e uma tarifa menor, além de maior qualidade maior no nível de serviço da rodovia”, afirmou. “Trabalhamos com prazo de nove meses para concluir os estudos”, completou.

Destaque - Para o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Fernando Furiatti, após o processo de concessão o Estado será destaque na qualidade das rodovias. “A gente vem ao longo dos anos sendo atendido por um modelo antigo e caro. Esta nova modelagem trará inovação, com uma qualidade de rodovia muito superior ao restante do Brasil e com uma tarifa justa, o que hoje nós não temos no Paraná”, explicou Furiatti.

Trechos - O novo programa de concessões rodoviárias passará a funcionar seguindo a lógica dos pedágios federais que já funcionam no Estado, unindo corredores em formato de mosaico. Entre as ligações, destaque para o elo Guaíra-União da Vitória e o reforço na ligação com São Paulo pelo Norte Pioneiro.

Ouros pontos - Outros pontos importantes da lista de concessões são as modernizações da PR-323, entre Maringá e Guaíra, uma demanda antiga do setor produtivo do Estado; e da PR-280, que corta o Sudoeste e é uma ligação muito usada no transporte entre o Brasil e a Argentina.

Contratos - Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e se encerram em 2021. O polígono geométrico interliga Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina e Paranaguá.

Presenças - Também participaram da solenidade de assinatura da Ordem de Serviço o presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Omar Akel; o executivo de investimentos de consultoria em parcerias público-privadas para o Brasil do International Finance Corporation, Fernando Camacho; João Arthur Mohr, representando a Federação de Indústrias do Paraná (Fiep), e Maria Alice Nascimento Souza da Agência Nacional de Transportes Terrestres. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FOCUS: Mercado financeiro espera por redução da Selic para 5,5% ao ano

focus 16 09 2019O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 0,5 ponto percentual, dos atuais 6% ao ano para 5,5% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para esta terça e quarta-feira (18/09). A expectativa consta da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras no Boletim Focus.

Redução - Para o mercado financeiro, a Selic voltará a ser reduzida em 0,5 ponto percentual em outubro e permanecer em 5% ao ano na última reunião do ano marcada para dezembro. O mercado também não espera por alteração na Selic em 2020. A expectativa, que na semana passada a Selic estaria em 5,25% ao ano no fim de 2020, agora é 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a Selic volte a subir e encerre o período em 7% ao ano.

Controle da inflação - A taxa básica de juros é usada no controle da inflação, que está abaixo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2019 e 2020. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Índice - De acordo com as previsões do mercado financeiro, a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,45%, em 2019. Essa foi a sexta redução consecutiva na estimativa, que na semana passada estava em 3,54%.

2020 - Para 2020, a estimativa também foi reduzida, ao passar de 3,82% para 3,80%, na segunda revisão consecutiva. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

Meta - A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Crescimento da economia - A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019. A estimativa para 2020 caiu de 2,07% para 2%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

Dólar - A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,87 para R$ 3,90 e, para 2020, de R$ 3,85 para R$ 3,90. (Agência Brasil)

 

SELIC: Taxa básica de juros será definida nesta semana

selic 16 09 2019A taxa básica de juros – a Selic – será definida na sexta reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), nesta terça e quarta-feira (17 e 18/09).

Corte - Segundo a última pesquisa do BC ao mercado financeiro, a expectativa é que o Copom faça mais um corte 0,5 ponto percentual na taxa, em momento de economia ainda em recuperação. A previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é 0,87%, neste ano.

Ciclo - Na última reunião, no final de julho, o Copom iniciou um ciclo de cortes, reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual para 6% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que esse ciclo de cortes se encerre em outubro, com outro corte de 0,5 ponto percentual. Em dezembro, na última reunião do ano, não há expectativa de redução da Selic, que encerrará 2019 em 5% ao ano, na visão das instituições financeiras pesquisadas pelo BC.

Ata - Na ata da última reunião, o Copom informou que poderia continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. “O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo [monetário, ou seja, corte da Selic]”. O colegiado ressaltou que “dados sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, que tinha sido interrompido nos últimos trimestres”.

Principal instrumento - A taxa básica de juros é o principal instrumento do banco para alcançar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste ano, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar abaixo do centro da meta, em 3,54%. Para 2020, a previsão também está abaixo da meta (4%), em 3,82%.

Tendências - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Atuação diária - O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom.

Referência - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Histórico - De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Outubro de 2016 - Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. O processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou a 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom nas reuniões seguintes, até julho deste ano, quando foi reduzida para 6% ao ano.

Periodicidade - O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic. (Agência Brasil)

 

BNDES: Estudo prevê crescimento dos investimentos no Brasil nos próximos anos

bndes 16 09 2019Os investimentos no Brasil devem melhorar no quadriênio 2019/2022, segundo o boletim Perspectivas do Investimento, produzido por analistas setoriais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e divulgado na sexta-feira (13/09) pela instituição.

Estimativa - A publicação estima investimento total no período de R$ 1,1 trilhão para 19 setores mapeados, sendo 11 da indústria e oito da área de infraestrutura, que respondem por cerca de 25% da formação bruta de capital fixo (FBCF) da economia. O valor revela incremento real de 2,7% em relação aos investimentos previstos no levantamento anterior (2018 a 2021).

Com ou sem apoio - De acordo com o boletim, os números consideram investimentos apoiados e não apoiados pelo BNDES. “No conjunto dos setores analisados, o boletim revela crescimento real médio de 3,9% ao ano no período, puxado por uma aceleração do cres­cimento no final do quadriênio. O desempenho é bem superior às projeções atuais para o PIB [Produto Interno Bruto] do boletim Focus [produzido pelo Banco Central]”, destaca o estudo.

Perspectiva para 2022 - O economista Fernando Puga, assessor da presidência do BNDES, ressalta que a perspectiva para 2022 é de forte crescimento do investimento, sobretudo em setores como petróleo e gás e também na energia elétrica.

Expansão geral - Os investimentos na indústria justificam a previsão de expansão geral das inversões, destacando o segmento de petróleo e gás, não só em razão da recuperação do preço do petróleo no mercado internacional, mas também pelos leilões de concessão ou de partilha de blocos exploratórios ocorridos nos anos de 2017 e 2018. Já na infraestrutura, o BNDES estima que os segmentos de logística e saneamento terão melhor desempenho dos investimentos nas áreas mais carentes de desenvolvimento, especialmente a partir de 2020.

Influência positiva - O estudo prevê também que políticas públicas, mudanças no marco regulatório e programas de concessão de serviços de infraestrutura ao setor privado têm influência positiva sobre os investimentos, enquanto a situação fiscal das unidades da Federação segue sendo fator de inibição de investimentos. (Agência Brasil)

 

IBGE: Novas tecnologias entram na mira do Instituto

ibge 16 09 2019O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai reformular parte de suas pesquisas estruturais para começar a mensurar a revolução tecnológica no Brasil, como a chamada internet das coisas, inteligência artificial, robótica e economia de compartilhamento.

Indicadores - A ideia do instituto é passar a medir, em diferentes pesquisas, indicadores como a proporção de empresas com internet 5G, o número companhias com departamento de “big data” e mesmo os ganhos de produtividade dentro das empresas a partir dos investimentos em inovação.

Mudança de paradigma - “Não existe estatística oficial sobre esses fenômenos. Mais do que reformular e revisar pesquisas, o que o IBGE quer nos próximos anos é uma mudança de paradigma”, disse Cimar Azeredo, diretor-adjunto de pesquisa do instituto.

Debate - O debate sobre as pesquisas que poderão criadas ou adaptadas e as formas de mensuração da inovação será ampliado em novembro, quando o instituto vai realizar um seminário no Rio com a presença do setor privado e de integrantes do governo, como a Finep e o Ministério de Ciência e Tecnologia.

Inovação Tecnológica - Após a realização do seminário, uma das pesquisas que deverão ser reformuladas é a de Inovação Tecnológica (Pintec), que está hoje em campo. Realizada a cada três anos, a Pintec consulta 15 mil empresas por edição, a maior parte indústrias. As mudanças devem ser feitas visando a edição seguinte da pesquisa. “Eu não poderia mudar o paradigma da pesquisa em cima do início da coleta” afirma Azeredo.

Comércio eletrônico - Além das novas tecnologias, o IBGE quer mapear de forma mais abrangente o comércio eletrônico brasileiro. Hoje, o instituto levanta receita do e-commerce pela Pesquisa Anual do Comércio (PAC). Dados do IBGE obtidos com exclusividade mostram que o setor vendeu R$ 3,7 bilhões em 2017, 4,2% a mais que no ano anterior em valores nominais.

Aprimoramento - Alessandro Pinheiro, coordenador das Pesquisas Estruturais e Anuais no IBGE, afirma que os indicadores sobre comércio eletrônico podem ser aprimorados. “O indicador não cobre ainda toda a economia. Ele não inclui a parte de serviços on-line”, exemplifica. (Agência Brasil)

 

SAÚDE: Paraná isenta ICMS de medicamento de alto custo

saude 16 09 2019O Paraná não cobrará mais o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) do medicamento Spinraza (Nusinersena), um dos mais caros do País. O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou, na semana passada, o decreto que isenta o ICMS do medicamento (18%), usado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) e que custa R$ 310 mil a dose, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde.

Aquisição - No Paraná, o medicamento é adquirido pela secretaria exclusivamente para cumprimento de ordens judiciais. Atualmente, 17 pacientes estão cadastrados para receber o Spinraza, sendo que 12 já começaram o tratamento. O Ministério da Saúde anunciou, porém, que disponibilizará as doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Único - O Spinraza é o único medicamento no mundo indicado para tratar o tipo 1 da AME (o mais grave), doença hereditária caracterizada pela degeneração dos neurônios motores na medula espinhal e tronco encefálico. Com diagnóstico difícil e geralmente determinada por sinais clínicos, a doença é progressiva e prejudica os movimentos voluntários mais simples, como sustentar a cabeça, sentar ou andar.

Doses – A dose recomendada em bula é de 12 mg (um frasco de 5 ml) por administração. As três primeiras doses de carga devem ser administradas em intervalos de 14 dias, e a quarta dose 30 dias após a terceira. Em seguida, uma dose de manutenção deve ser administrada uma vez a cada quatro meses.

Tratamento - Dos pacientes cadastrados na Saúde para receber o medicamento, 12 já iniciaram o tratamento e estão na dose de manutenção. Os outros cinco aguardam o recebimento do medicamento, que está em processo de aquisição, para o início da dose de carga.

Valor - Apesar de pagar um valor menor no medicamento, por se tratar de compra pública, o valor gasto atualmente pelo Estado durante o primeiro ano de tratamento (quatro doses de carga mais duas doses a cada quatro meses) é de R$ 1,6 milhão por paciente. A partir do segundo ano (uma dose a cada quatro meses), o custo é de R$ 818 mil por paciente.

Importação - A empresa Biogen é a responsável pela importação e comercialização do medicamento em território nacional. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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