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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4662 | 13 de Setembro de 2019

FÓRUM: Cooperativas do PR se reúnem em Cafelândia para debater o Selo Combustível Social

 

Na próxima terça-feira (17/09), o Sistema Ocepar vai reunir profissionais das cooperativas paranaenses em Cafelândia, no Oeste do Paraná, no Fórum sobre o Selo Combustível Social. O evento inicia às 9h30 e tem como objetivo uniformizar o entendimento sobre as normas mais recentes publicadas pelo Ministério da Agricultura relativas ao tema, como a Portaria nº 144, que trata da concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social, e a de nº 174, que dispõe sobre a participação e a habilitação de cooperativas como fornecedoras de matéria-prima e prestadoras de serviço de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Selo Combustível Social. “Além disso, o Fórum visa auxiliar as cooperativas para efetivamente participarem do programa e proporcionar maior entendimento do mercado de biocombustíveis”, informa o analista da gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Maiko Zanella.

 

Programação - O evento será aberto pelos presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e da Cooperativa Copacol, Valter Pitol. Depois, o coordenador técnico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Paulo César Dias do Nascimento Junior, apresenta palestra a respeito da atuação do cooperativismo nas discussões sobre o Selo Combustível Social. Andrea Cristina Veloso, da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, vai esclarecer como as cooperativas podem se preparar para operacionalizar o Selo Combustível Social, com enfoque nas Portarias 144 e 174. O coordenador de Crédito Rural da Emater/PR, Osmar Schultz, abordará as estratégias da Emater para a emissão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) - pessoa física no Paraná. Já o economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral Furlan, aborda a questão do mercado e as perspectivas para o biodiesel.

 

Informações e inscrições - Mais informações com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) e Flavio Turra (flavio.turra@sistemaocepar.coop.br). Inscrições pelo e-mail jessica.costa@sistemaocepar.coop.br).

 

forum destaque 13 09 2019

COCAMAR: Governador promete esforços pela irrigação no Noroeste

 

Destacando o papel de liderança da Cocamar em obter conquistas para a região noroeste do estado, o governador Carlos Massa Ratinho Júnior participou, na tarde desta quinta-feira (12/09), em Paranavaí, do Fórum de Irrigação. Na oportunidade, diante de mais de 250 participantes, entre produtores e técnicos, que lotaram o Recinto Felício Jorge no Parque de Exposições, foram anunciadas medidas de incentivo para investimentos em culturas irrigadas.

 

Desenvolver - “O Paraná é o maior produtor mundial de alimentos em quantidade e qualidade por metro quadrado, mas podemos ampliar os volumes por meio da irrigação”, disse o governador, acrescentando que a junção de trabalho entre governo, Cocamar e parceiros, vai desenvolver a região. “Se a região precisa investir em irrigação para gerar mais riquezas, empregos e desenvolvimento, vamos trabalhar, entre outras frentes, para baixar os preços dos equipamentos e também para conseguir um crédito mais acessível”, comentou. 

 

Potencial a explorar - Antes dele, o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, havia se pronunciado para dizer que “a região noroeste apresenta grande potencial a explorar, precisa de incentivo e, no caso da irrigação, de uma outorga da água que seja menos burocrática”. Ele elogiou o trabalho realizado ao longo das décadas pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), cujos pesquisadores têm sido fundamentais para o avanço do Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Só na região da cooperativa, citou Lourenço, há mais de 200 mil hectares com projetos integrados demonstrando, com seus resultados, que esse é caminho para promover uma revolução econômica no noroeste.

 

Mudar - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Anacleto Ortigara, disse que “tem jeito de mudar o cenário de pastos degradados do noroeste. O caminho é cobrir o solo o tempo todo com culturas e armazenar água no solo”, explicando que o produtor, ao investir em irrigação, precisa seguir um projeto bem elaborado e atender todas as recomendações técnicas. 

 

Ferramenta - “A irrigação é uma das ferramentas, não é a única solução para tudo”, destacou, salientando que o custo do uso da energia elétrica, em horários fora de pico, tem 60% de desconto; haverá linhas de crédito mais baratas para irrigação; estão sendo estudadas formas de reduzir os preços dos equipamentos e também de tornar a licença e a outorga da água mais simplificados. “Temos 3 milhões de hectares de solos arenosos na região noroeste, a maior parte com pastos degradados. Podemos mudar a realidade da região para melhor”, completou.  

 

Fórum - Ao longo do dia, especialistas debateram o tema irrigação, em inúmeros aspectos. Realizado por Cocamar, Iapar, Emater e Seab, o evento contou com o apoio da Lindsay Brasil, Prefeitura de Paranavaí, Sociedade Rural do Noroeste do Paraná e Sociedade Civil de Paranavaí e Região. (Imprensa Cocamar)

 

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COAMO: Café Premium é destaque no mercado

 

coamo 13 09 2019Quem procura um café de qualidade superior, aroma inigualável e sabor intenso, pode encontrar todos esses atributos em um único produto: o Café Coamo Premium. Um produto dos Alimentos Coamo que vem ganhado espaço no mercado e no coração de milhares de brasileiros. São pessoas que têm buscado por produtos Premium em diversos segmentos e com o produto que é paixão nacional, presente em 95% dos lares Brasileiros, não poderia ser diferente.

 

Vendas - Em 2018, as vendas do Café Coamo Premium cresceram 30% e em 2019, já ultrapassam 20%. Os cafés da categoria Premium agradam os paladares de todas as faixas etárias, sendo também destaque pelo fato de ser produzido por uma cooperativa. “Os consumidores buscam e se preocupam com a origem e a sustentabilidade em todas as etapas da produção. São quesitos que a Coamo pode garantir”, afirma o gerente Comercial dos Alimentos Coamo, Wagner Schneider. 

 

Exigentes - Schneider acrescenta que os consumidores estão cada vez mais exigentes, buscando por uma bebida melhor e tem encontrado no Café Coamo Premium este produto. “Recebemos diariamente o retorno de que se trata de um café com alta qualidade por um preço justo, destacando o sabor marcante e intenso com aroma frutado. Com esses atributos, o consumidor degusta o Café Coamo Premium sem adição açúcar. ”

 

Seleção dos grãos - Conforme o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, o que diferencia o Café Coamo Premium é a seleção qualificada dos grãos, produção com certificado de qualidade, além do aroma, sabor, acidez e o conceito final do café. “O Café Coamo Premium é originado da combinação de grãos selecionados, que resulta em uma bebida dura, equilibrada, de sabor marcante e intenso com aroma frutado e notas cítricas, preservando o verdadeiro sabor do café. Um blend que atende aos mais exigentes paladares. Produzido com alta tecnologia e dentro do mais alto padrão de qualidade atestado com certificado ABIC de Qualidade Superior e Selo de Pureza, assim como toda linha de Cafés torrado e moído da Coamo. Tanto a marca Coamo quanto Sollus possuem os selos de pureza e qualidade da ABIC.”

 

Qualidade - De acordo com o superintendente Industrial da Coamo, Divaldo Correa, o ponto forte das indústrias da Coamo, é o controle de qualidade. “Os produtos da linha alimentícia são preparados a partir de um rigoroso controle, mediante as Boas Práticas de Fabricação (BPF), Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e NBR – ISO 9001:2000”, ressalta Correa.

 

Destaque - No ranking das 100 maiores indústrias de café do Brasil, que fazem parte da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), a Coamo ocupa a 19ª colocação. Trata-se de uma marca comemorada pela cooperativa, uma vez que, compete com empresas multinacionais e nacionais e com tradição no mercado cafeeiro.

 

Linha de cafés - Na torrefação de café da Coamo, são produzidos os cafés, Coamo Premium – categoria superior, em embalagens de 1kg e 500 gramas; Coamo Tradicional em grãos torrados e moídos, embalagens a vácuo e almofada de 500 gramas; Coamo Extra Forte, embalagens a vácuo e almofada de 500 gramas e Sollus Extra Forte, em embalagens a vácuo e almofada de 500 gramas. 

 

Informações - Para outras informações e consulta técnica de cada alimento, acesse os sites da cooperativa: www.coamo.com.br ou www.alimentoscoamo.com.br. Curta também a fan page dos Alimentos Coamo, onde você encontra deliciosas receitas de família para curtir e compartilhar. (Imprensa Coamo)

UNIMED LONDRINA: Vinte e seis cadeiras de rodas são entregues para seis instituições de Londrina e região

 

unimed londrina 13 09 2019A campanha Eu Ajudo na Lata 2019, da Unimed Londrina, entregou na última quinta-feira (12/09), no auditório da sede administrativa (Av. Ayrton Senna, 1065), 26 cadeiras de rodas para seis instituições de Londrina e região.

 

Cadeiras de roda - Nesta edição, com a venda dos lacres de alumínio arrecadados, a cooperativa conseguiu comprar 20 cadeiras de rodas. Outras quatro foram doadas pela Unimed Londrina, que se comprometeu a comprar uma cadeira a cada cinco adquiridas com a venda dos anéis. Para completar, dois clientes quiseram participar da iniciativa e doaram um equipamento cada.

 

Estandes - Além da contribuição de colaboradores, clientes e parceiros, a arrecadação de lacres de alumínio contou com a ajuda de estudantes de Londrina, Ibiporã e Porecatu. As secretarias municipais de educação destas cidades se tornaram parceiras na arrecadação e, graças a essa iniciativa, as pastas destes municípios receberam uma cadeira de rodas cada.

 

Enquete - No evento de entrega das cadeiras, a Unimed revelou o resultado da enquete da campanha, que definiu o número de equipamentos que cada instituição iria receber: 1º Unidade Básica de Saúde Maria Cristina Tavian, de Porecatu, com 7 cadeiras; 2º Unidade de Pronto Atendimento Dr. Justino Alves Pereira, de Ibiporã, com 5 cadeiras; 3º Associação Flávia Cristina, de Londrina, com 4 cadeiras; 4º Escola João XXIII – Modalidade Educação Especial (Apae), de Ibiporã, com 3 cadeiras; 5º Secretaria Municipal de Saúde de Tamarana com 2 cadeiras; 6º Cáritas Arquidiocesana, de Londrina, com 1 cadeira.

 

Comemoração - O secretário municipal de Saúde de Porecatu, Gerson Aparecido Cavallari, comemorou a primeira colocação na enquete: “A gente está passando por um período crítico financeiro e nós temos uma demanda mensal de pessoas precisando de cadeiras de roda e isso [as doações] vai nos ajudar e muito”, comenta.

 

Compromisso - “Nosso compromisso vai além de cuidar dos beneficiários. Como cooperativa, temos o dever de atender a comunidade, e esta campanha vem para melhorar a vida de quem precisa”, comenta a gerente de Sustentabilidade da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti.

 

Iniciativa - A campanha Eu Ajudo na Lata é uma iniciativa da Unimed do Brasil replicada pela Unimed Londrina. Com os lacres de latas de alumínio arrecadados, a equipe organizadora comercializa o material e utiliza o dinheiro dessa venda para a compra de cadeiras de rodas. Os equipamentos são doados a instituições de Londrina e região, que se inscreveram num edital no início deste ano no site da Unimed Londrina. Saiba mais assistindo ao vídeo no link https://www.youtube.com/watch?v=a5IqFYrvzhw! (Imprensa Unimed Londrina)

SICREDI UNIÃO PR/SP: Entrega do Prêmio Empresário do Ano para Wellington Ferreira será nesta sexta

 

sicredi uniao 13 09 2019A cerimônia de entrega do Prêmio Empresário do Ano para o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, será nesta sexta-feira (13/09). O evento está marcado para as 20 horas, no Fashion Hall e deverá reunir mil pessoas. Entre as autoridades confirmadas estão os deputados federais Enio Verri, Luiz Nishimori e Ricardo Barros, o prefeito Ulisses Maia, vereadores e o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken. O prêmio é concedido anualmente pela ACIM, Sivamar, Apras e Fiep.

 

Trajetória - Ferreira preside a Sicredi União desde 1997. A cooperativa iniciou sua trajetória em 1985, reunindo 24 produtores rurais e transformou-se em um vetor importante do sistema financeiro brasileiro. Com mais de R$ 3 bilhões em recursos totais e R$ 2 bilhões em crédito, é a quarta maior cooperativa de crédito do Brasil. 

 

Números - A Sicredi União tem mais de 220 mil associados, 101 agências, número que chegará a 116 até o final do ano, e emprega mais de mil colaboradores. Já o número de pessoas impactadas pelos programas sociais que desenvolve supera os cem mil. “É um modelo de negócio diferenciado e, por isso, segue crescendo. O cooperativismo pensa na coletividade. Afinal, ni nguém é feliz sozinho. Trabalhamos pela transformação social”, diz Ferreira.

 

Formação - Ele é formado em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Financeira. É conselheiro da Ocepar, Sicredi Participações, Banco Cooperativo Sicredi e Sicredi Fundos Garantidores, além de ter sido conselheiro de outras entidades cooperativas. É casado com Vanessa, pai de Nathan e Leandro e avô de Eduardo e Cauã.

 

Patrocínio - A cerimônia terá patrocínio de BRDE, Certezza Consultoria Empresarial, Cocamar, Colégio São Francisco Xavier, Coopcana, Coopercard, Fomento Paraná, Maringá Park Shopping Center, Complexo Paraná Park, Plaenge, Saint Helena, Sancor Seguros, Sanepar-Governo do Paraná, Sicoob, Unicesumar, Unimed Maringá e Shopping Cidade. No ano passado o homenageado com o prêmio foi o empresário Gilmar Leal Santos, franqueado do McDonalds e fundador da rede Cineflix. 

 

O Prêmio Empresário do Ano - A escolha do ganhador do Prêmio Empresário do Ano acontece depois de duas etapas. Na primeira fase, 26 entidades foram convidadas a indicar nomes de empresários e executivos. Depois, o ganhador é escolhido entre os nomes com maior número de indicações. Segundo o regulamento, para ser indicado, é preciso ser sócio ou diretor de empresa estabelecida em Maringá cujos negócios foram expandidos no último ano, e o indicado também deve ter participação ativa na vida comunitária. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

CONTABILIDADE I: Francisco Beltrão sedia 3º Fórum dos Profissionais da Área Cooperativista, no dia 10 de outubro

 

O Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR) promove, no dia 10 de outubro, em Francisco Beltrão, na região Sudoeste do Estado, o III Fórum dos Profissionais de Contabilidade da Área Cooperativista, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR) e Sistema das Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol). O coordenador jurídico da Ocepar, Rogério Croscato, será um dos palestrantes e vai abordar o tema “Processo Administrativo no Âmbito do Estado do Paraná”. Advogado e contador, Croscato integra o Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais da Secretaria de Fazenda do Paraná e é membro do Conselho de Tributação da Associação Comercial do Paraná.

 

Outras palestras - Haverá ainda a participação do advogado Ricardo de Holanda Janesch, supervisor de Consultoria Tributária e especialista em Direito Empresarial, que discorrerá sobre “Propostas de Reforma Tributária e seus Impactos para o Cooperativismo Paranaense”. Já o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCPR, Roberto Aparecido Santos, falará sobre o “Programa de Educação Profissional Continuada”.

 

Pontos - Segundo o CRCPR, a participação no Fórum valerá quatro pontos no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), para auditores, peritos, profissionais que atuam em empresas de grande porte (PROGP) e responsáveis técnicos que assinam as demonstrações contábeis de empresas com faturamento superior a 78 milhões (PRORT).

 

Comissão - O evento é organizado pela Comissão do Profissional Contábil da Área Cooperativista. Criada em fevereiro de 2016, ela tem como objetivo promover a interação com o profissional contábil que atua em sociedades cooperativas, a divulgação dos princípios do cooperativismo, a realização de estudos sobre novidades da atuação contábil e a promoção de eventos direcionados a estes profissionais. Atualmente, o vice-presidente de Administração e Finanças do CRCPR, Laudelino Jochem, coordena a Comissão, que é também composta pelos membros Alcemar Luiz Candioto, Alcir Sebastião Ribeiro, Claudiomiro Rodrigues, Devair Antonio Mem e José Ronkoski.

 

Inscrição - Os interessados em participar do Fórum devem fazer a inscrição online. Também é preciso fazer o credenciamento, no dia do evento, por meio da doação de três quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a entidades assistenciais cadastradas no CRCPR. (Com informações do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná)

 

SERVIÇO

III Fórum dos Profissionais de Contabilidade da Área Cooperativista

Data: 10 de outubro

Horário: 13h30 às 17h30

Local: Sede Cresol - Ruas Ernesto Sanderson, 101, Francisco Beltrão/PR

Para inscrever-se clique aqui

 

 contabilidade 13 09 2019

 

CONTABILIDADE II: Carteiras de Identidade Profissional físicas do contador não terão mais chip

 

Em decorrência da Resolução 1.566/19, que dispõe sobre a Carteira de Identidade Profissional, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), informa que as futuras carteiras de identificação físicas não serão mais confeccionadas com chip. Quando foi incluído na carteira em 2007, o chip era uma novidade. Entretanto, tendo em vista a evolução tecnológica de outras formas mais práticas de assinatura digital, popularizou-se a utilização da certificação por meio de Token e a consequente redução do uso do chip. 

 

Suspensa - Por enquanto, a emissão de carteiras físicas está suspensa, e os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) estão emitindo - sem custo - apenas a carteira de identidade profissional no modelo digital, tanto para os bacharéis em Ciências Contábeis que foram aprovados no Exame de Suficiência, como para profissionais já registrados, pois terminou no dia 25 de julho o contrato do CFC com a empresa Giesecke + Devrient América do Sul Indústria e Comércio de Smart Cards S/A. Um novo processo licitatório está em andamento e, quando concluído, as carteiras físicas serão novamente confeccionadas, mediante pagamento da respectiva taxa.

 

CRCDigital - Gratuita e sustentável, a carteira digital tem sido elogiada pela comunidade contábil por conta de sua inovação. O profissional da contabilidade que quiser se identificar de forma digital, deverá procurar o CRC de sua jurisdição. Outros documentos importantes, como o Título de Eleitor e a Carteira de Motorista, estão migrando para o mundo eletrônico graças aos avanços tecnológicos que trazem novidades a cada dia. E pegando carona com o que há de mais moderno no mundo, o Sistema CFC/CRCs foi pioneiro ao lançar a carteira digital. 

 

Procedimento - O procedimento é simples para quem já emitiu a carteira com chip a partir de outubro 2007. Basta baixar o aplicativo “CRCDigital” em uma das duas lojas (App Store e Play Store), digitar o CPF e a senha de acesso ao sistema. Após realizar os procedimentos a carteira aparecerá automaticamente no celular.  

 

Acesso - O profissional que não emitiu a carteira com chip e de consequência não possui a biometria nos cadastros do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), deverá acessar: www.crcpr.org.br/ serviços online / carteira de identidade profissional / fazer a impressão do requerimento (pedido de carteira) / comparecer a uma delegacia regional, escritório regional ou sede do CRCPR, portando uma foto 3x4 (recente, de frente, colorida, com fundo branco), para colher assinatura (caneta com escrita preta e de ponta grossa) e digital (digiselo com grafite). (Assessoria de Imprensa do CFC)

 

contabilidade II 13 09 2019

PISCICULTURA: Internacional Fish Congress apresenta medidas de controle para o off flavor

 

piscicultura 13 09 2019O aumento no consumo de peixe no Brasil é um grande desafio para o setor. Além da questão cultural  de consumir carne bovina e de frango, está a resistência ao sabor, que ás vezes parece forte ao paladar. Problema muitas vezes causado por técnica de manejo inadequados e o nome dado para essa característica é o off flavor.

 

Perdas - O off-flavor é responsável por perdas substanciais na piscicultura porque o sabor atípico indesejado prejudica a comercialização. Medidas de controle do off flavor na produção de peixes serão destaque no International Fish Congress, no dia 19 de setembro, em Foz do Iguaçu, Paraná. "Off flavor nada mais é do que o conhecido gosto de barro no peixe, que em grandes centros consumidores ainda causa resistência ao consumo. Precisamos resolver este problema para aumentar o consumo de pescado de água doce e reduzir perdas para a indústria e os piscicultores" destaca Altemir Gregolin, Ex Ministro da Pesca e Presidente do IFC.  

 

Comércio mundial - De acordo com a agência da Organização Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a estimativa é que o comércio mundial de peixes ultrapasse os mais de US$ 150 bilhões neste ano. Representando alternativa de renda para produtores em todo o mundo, e que aumenta a cada ano no Brasil. Mas que para se tornar um grande player mundial precisa superar desafios, como aumento de consumo.

 

Consumo - “Hoje consumimos, anualmente, cerca de 42 quilos de frango, 40 quilos de carne bovina e 15 quilos de suína, contra apenas 9,5 quilos de pescado. Os países que têm maior consumo per capita de peixe possuem melhor qualidade de vida do ponto de vista da saúde e esse consumo chega a 40k/hab./ano” complementa Eliana Panty – Diretora Executiva do IFC.

 

Especialista - O Off Flavor é um dos problemas que tira o sono de muitos piscicultores e, no IFC, será tratado por um dos maiores especialistas no assunto. Gianmarco Silva David, Doutor pela Universidade Federal de São Carlos e Pesquisador do Instituto de Pesca de SP, falará sobre as medidas de controle do Off Flavor.

 

Esclarecimento - “Na apresentação, vamos esclarecer as causas dos problemas de off flavor na produção de peixes, as características dos agentes causadores e as estratégias para eliminar o problema”, afirma David. “Com base científica, vamos explorar as técnicas de manejo necessárias para mitigar o off flavor, além das inovações tecnológicas disponíveis para garantir a qualidade dos peixes cultivados" destaca o pesquisador.

 

Data - O Internacional Fish Congress, será realizado entre os dias 17 e 19 de setembro, no Maestra Grand Convention - Recanto Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento tem o apoio institucional do Sebrae e já conta com mais de 600 inscritos. Inscrições, com vagas limitadas, ainda podem ser realizadas via site do evento: https://ifc.quemvai.com.br/

 

Apoio - O evento conta com o apoio de empresas como Marel, DSM, YES, BIOMIN, Presence, Wisium, Socil, Ampario, Prilabsa, Byosin, MQpack, Trevisan, Braspeixe, Guabi, Zaltana, Frescatto, Alaska Seafood, Potiporâ, Gelonese, Aquabel, PCI Gases, Wenger, Colpani, Multipesca, Nexco, Beraqua, Bom Peixe, Copisces, FrozenOcean Feeds, Escama Forte, e Supra, entre outras. O evento internacional tem o apoio institucional do Sebrae, Governo do Estado do Paraná/ Seap, Governo Federal - Ministério da Agricultura , Pecuária e Abastecimento, Secretaria da Pesca, Prefeitura de Foz do Iguaçu, Cresol, BRDE, Fiep, Senar, Sanepar, Copel, Agência de Fomento, Faep, Abipesca, Aquabio, Peixe BR, Aprapes, ABCC, Conepe, Abras e FAO.

 

Sobre o International Fish Congress - Com o lema “Das águas ao consumo” o evento tem o apoio das principais entidades do setor Aquabio - Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática, Ocepar - Organização das Cooperativas do Paraná, Abipesca – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PeixeBR - Associação Brasileira da Piscicultura, Sindipi – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, Abrapes – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e Abpa – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/Senar, Cresol, Sebrae e Abras – Associação Brasileira de Supermercadistas.

 

Mais - As discussões têm o apoio da FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e Mapa, através da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, Adapar e Emater. O evento tem ainda o apoio científico da Unila, Unioeste, UFFS, Univali e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

SERVIÇO

International Fish Congress e Fish Expo Brasil

Quando: 17 a 19 de setembro

Onde: Centro de Eventos Maestra, Cataratas Resort, Foz do Iguaçu, Paraná

Saiba mais: http://www.internationalfishcongress.com.br/inicial

 

MILHO: Embarques somam US$ 1,34 bi em agosto, alta de 169,2%

 

milho 13 09 2019Com uma safra recorde de cerca de 100 milhões de toneladas de milho, as exportações do cereal foram recorde em agosto deste ano e atingiram US$ 1,34 bilhão no período (+169,2%) e também em quantidade embarcada com 7,6 milhões de toneladas (+170,5%). O recorde anterior para os meses de agosto ocorreu em 2017, quando o país exportou 5,3 milhões de toneladas.

 

Importadores - Os cinco principais países importadores de milho brasileiro, no mês, foram Egito (894,3 mil toneladas), Irã (885 mil toneladas), Japão (831,7 mil toneladas), Espanha (798,1 mil toneladas) e Vietnã (633,6 mil toneladas).

 

Algodão - O algodão foi outro produto com destaque nas exportações com incremento nas vendas de 51%, com US$ 66 milhões e embarques de 41 milhões de toneladas (71%).

 

Café - Outro setor com ganho real foi o café (verde e solúvel) que registrou aumentou de 6,9% ou US$ 404 milhões e 187 mil toneladas vendidas no exterior (+30%).

 

Sucroalcooleiro - No complexo sucroalcooleiro, o etanol teve desempenho favorável passando de US$ 117,35 milhões, em agosto de 2018, para US$ 161,75 milhões em agosto deste ano (+37,8%).

 

Soja - O complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro. No entanto, o desempenho nesse mês caiu 38,7% em comparação ao registrado no mesmo mês do ano passado. A queda, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ocorreu principalmente por causa da diminuição das exportações do grão para China, em razão da febre suína africana que atinge o rebanho país asiático e, com isso, reduziu a demanda de soja. Outro motivo foi a baixa do preço da commodity no mercado internacional (-10,1%).

 

China - No mês passado, a China reduziu as compras de soja brasileira para 4,1 milhões de toneladas, menos 2,8 milhões de toneladas em relação às 6,9 milhões de toneladas exportadas em agosto de 2018. "Deve-se ressaltar que a queda nas exportações de soja em grão à China foi idêntica à queda para o mundo", diz nota da secretaria. 

 

Resultado total do mês - As exportações do agronegócio foram de US$ 8,27 bilhões, em agosto deste ano, uma redução de 11% em comparação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a SCRI, essa queda foi resultado, principalmente, do recuo dos preços médios de exportação dos produtos do agronegócio brasileiro (-7,2%) e da queda da quantidade embarcada (-4,1%).

 

Participação - Mesmo com as reduções, a participação dos produtos do agronegócio aumentou no total das exportações brasileiras, chegando a 44,1%. "Tal efeito ocorreu em virtude da queda mais pronunciada nas exportações dos demais produtos que não são do agronegócio. Esses produtos tiveram redução de 14,5%, portanto, uma queda superior aos 11% das exportações do agronegócio brasileiro", diz a nota. (Mapa)

 

Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do Agronegócio 

Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

CARNES: Abate de bovinos e suínos cresce no segundo trimestre no país

 

carnes 13 09 2019O abate de bovinos e suínos cresceu no segundo trimestre deste ano no país, tanto na comparação com o primeiro trimestre quanto em relação ao segundo trimestre de 2018. Os dados do setor pecuário foram divulgados nesta quinta-feira (12/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Total - O total de bois, vacas e novilhos abatidos no segundo trimestre deste ano chegou a 8,04 milhões de animais, 1,4% a mais do que no trimestre anterior e 3,5% superior ao segundo trimestre do ano passado.

 

Abate - No segundo trimestre deste ano, foram abatidos 11,39 milhões de porcos, ou seja, 0,9% a mais do que no trimestre anterior e 5,2% a mais do que no segundo trimestre de 2018.

 

Frangos - Já o total de frangos abatidos (1,42 bilhão de animais) também cresceu em relação ao ano anterior (3,4%), mas caiu em relação ao primeiro trimestre deste ano (-0,9%).

 

Outros dados - A aquisição de leite somou 5,85 bilhões de litros no segundo trimestre de 2019, uma alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 5,8% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

 

Ovos - A produção de ovos (942,45 mil dúzias) foi superior em 7,2% ao volume do mesmo período do ano passado e em 1,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Guedes quer desoneração da folha mesmo sem criação de nova CPMF

 

economia I 13 09 2019O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu à equipe da Receita Federal que faça estudos para saber se é possível fazer a desoneração da folha de pagamento das empresas sem a Contribuição sobre Pagamentos (CP), que ele também chama de Imposto sobre Transações Financeiras (ITR). “Temos que fazer simulações para saber se há espaço para desonerar a folha sem a CP”, disse uma fonte da área econômica.

 

Retomada - A desoneração da folha é uma das principais propostas de Guedes para a retomada da economia e para a criação de empregos no curto prazo. A área econômica está convencida de que o melhor caminho para aumentar a oferta de emprego no Brasil é reduzir os encargos pagos pelos empresários na contratação de mão de obra.

 

CP - Por isso, a criação da CP integrava a proposta do governo para a reforma tributária, a ser encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional. Ela foi idealizada pelo ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra e iria permitir uma redução da alíquota de contribuição patronal ao INSS, hoje em 20%, para algo em torno de 13%.

 

Solução - Autor da proposta de reforma tributária que tramita na Câmara dos Deputados como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), o economista Bernard Appy afirmou que há solução. “Possível, é”, disse. “Há custos e benefícios, e essa é uma questão de escolha.”

 

Hauly - O ex-deputado Luiz Carlos Hauly PSDB-PR), autor da proposta de reforma tributária que tramita no Senado, a PEC 110/19, informou que discute com o relator da matéria, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) alternativas para a desoneração da folha. Ele informou que a proposta também permite a criação da Contribuição sobre Pagamentos (CP).

 

Ideia - A ideia de Guedes era que, dependendo da alíquota da CP, ela poderia substituir também a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A CP seria uma nova versão da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ela incidiria sobre débitos, créditos e sobre saques e depósitos em dinheiro, com alíquota que variaria de 0,2% a 0,4%.

 

Implementação rápida - “A CP seria de implementação rápida, teria alíquota baixa e pegaria os 40% da economia informal”, explicou a mesma fonte. “Nada (nenhum outro tributo) tem esse poder”, lamentou. O problema é que o presidente Jair Bolsonaro, ao demitir o Marcos Cintra, deixou claro, em sua conta no “Twitter”, que “a recriação da CPMF está fora da reforma tributária”.

 

Debate - Em reunião nesta quinta-feira com o secretário substituto da Receita Federal, José de Assis Ferraz, e com os principais assessores do órgão, Guedes discutiu o tema. O ministro ainda não tem segurança se será possível fazer a desoneração da folha, sem a CP. “É preciso fazer contas. Estamos fazendo isso agora”, informou a fonte.

 

CCiF - O Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), think tank dirigido por Appy, formulou uma proposta de desoneração da folha que não depende do tributo sobre transação. 

 

Pilares - Em linhas gerais, a proposta tem três pilares. A primeira é a eliminação de contribuições cobradas sobre a folha que não são pessoais, como o salário-educação e a contribuição ao Sistema S. O segundo, acabar com a contribuição empresarial acima do teto de contribuição do INSS. Segundo Appy, essa é a principal causa do processo de “pejotização” dos trabalhadores.

 

Primeiro salário mínimo - O terceiro pilar é reduzir a contribuição cobrada sobre o primeiro salário mínimo do trabalhador, num desenho parecido com a tributação por faixas do Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo Appy, a tributação hoje para os trabalhadores que ganham perto de um salário mínimo praticamente não compensa, porque ele tem a perspectiva de, aos 65 anos, alcançar um benefício igual a um salário mínimo mesmo que não tenha contribuído.

 

IR - O financiamento dessas desonerações viria do Imposto de Renda. Com a eliminação de deduções e isenções. No primeiro dia após a demissão de Marcos Cintra como secretário especial de Receita, o ritmo de trabalho no Ministério da Economia para formulação da reforma tributária continuou o mesmo, segundo apurou o Valor. Os objetivos gerais da reforma foram mantidos: simplificar, desburocratizar, cortar privilégios e ampliar a base de tributação. O mantra é: se todos pagarem, todos pagarão menos. (Valor Econômico)

ECONOMIA II: Acordo pode pôr fim à Lei Kandir e limitar taxação a exportações

 

economia II 13 09 2019O acordo feito sobre o novo pacto federativo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), na presença de líderes partidários, no fim de agosto, prevê, entre outras medidas, o fim da chamada Lei Kandir e a tributação pelos Estados das exportações de produtos primários e semielaborados.

 

Limite - Ficou acertado, no entanto, que haverá um limite para a alíquota a ser aplicada sobre as exportações desses produtos. “Será uma alíquota baixa, de 2% a 3%”, revelou o senador Cid Gomes (PDT-CE), que participou das negociações. “Mas o limite ainda não está definido”, informou.

 

Queixa - Os Estados exportadores de grãos e de minérios sempre se queixaram das perdas de arrecadação com a Lei Kandir, que desonerou do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) as exportações de produtos primários e semielaborados. A lei tomou esse nome porque, em 1996, o então deputado Antônio Kandir, por São Paulo, apresentou um projeto de lei complementar propondo a desoneração do ICMS desses produtos.

 

Compensação - Ela previa que a União compensaria os Estados pelas perdas de receitas até o exercício financeiro de 2002, com possibilidade de extensão até o exercício de 2006. Depois, esse dispositivo foi alterado várias vezes. Não há compensação prevista para a Lei Kandir no Orçamento deste ano nem na proposta orçamentária de 2020. Uma das dificuldades para incluir a compensação no Orçamento é o teto de gastos.

 

STF - O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a dar um prazo para que o governo e o Congresso definissem uma forma de compensação aos Estados. Caso isso não acontecesse, o Tribunal de Contas da União (TCU) seria obrigado a estabelecer um valor. Nada disso, no entanto, foi feito até agora.

 

Mobilização - O setor de agronegócios já tem se mobilizado há pelo menos dois anos diante de ameaças anteriores no Congresso de acabar com a Lei Kandir e taxar exportações de commodities agrícolas, ramo em que o Brasil se destaca mundialmente com o embarque de produtos como soja, café, carnes bovina e de frango, açúcar e suco de laranja. E promete também reação à nova PEC.

 

Recuo - No fim de 2017, o então senador Wellington Fagundes, relator da PEC que previa ressarcimento aos Estados pelo não pagamento pela União das compensações pela Lei Kandir, chegou a propor uma alíquota de 2,5% sobre as exportações de commodities, mas recuou diante da pressão do agronegócio. E, no início deste ano, vários Estados que decretaram calamidade fiscal, como Mato Grosso, taxaram o setor agropecuário ou ameaçaram retirar incentivos fiscais a insumos agropecuários com a intenção de equilibrar suas contas.

 

Estudo - Um estudo recente conduzido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) concluiu que “as recentes (e recorrentes) iniciativas em revogar o dispositivo legal” da Lei Kandir levariam a uma “corrosão da rentabilidade, redução dos investimentos ou mesmo instabilidade jurídica (...) aos investidores”. E mostrou que, com a possível extinção da lei, as vendas externas totais do agronegócio brasileiro recuariam US$ 6,2 bilhões ao ano, levando-se em conta a somatória das perdas previstas para apenas três produtos: carne suína, celulose e melões frescos. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: BCE corta juro em nova tentativa de estimular economia

 

internacional 13 09 2019Perto do fim de sua longa jornada de oito anos na presidência do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi buscou fazer justiça ao apelido de “Super Mario” que recebeu do mercado financeiro por enfrentar os riscos para a economia da zona do euro. Antes de passar o comando do BCE a Christine Lagarde, Draghi anunciou um amplo pacote de estímulos, incluindo novos cortes de juros e - o que mais agradou os investidores - um programa de compra de ativos sem prazo determinado para terminar.

 

Mercado - A partir de novembro, a autoridade monetária entrará no mercado, a cada mês, com a compra de € 20 bilhões em ativos financeiros, numa nova edição do relaxamento quantitativo (“QE”, na sigla em inglês) que foi apresentado, inicialmente, na esteira da crise global de 2008.

 

Duração - De acordo com o BCE, o programa durará “quanto tempo for necessário” para reforçar o efeito da queda de juros e só deve terminar pouco antes de as taxas voltarem a subir - na avaliação de analistas, essa é uma perspectiva de longo prazo e é bem possível que a iniciativa precise até ser intensificada em algum momento.

 

Ferramentas - Dentre as ferramentas a seu alcance, o BCE também decidiu colocar a taxa de depósito num território ainda mais negativo. A principal referência de juros na zona do euro caiu de -0,4% para -0,5%, num movimento que foi acompanhado por um sinal claro sobre os próximos passos. A taxa permanecerá em “níveis atuais ou inferiores” até que a expectativa de inflação convirja para a meta, de algo “próximo, mas abaixo de 2%”, segundo o BCE. Em agosto, a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da região marcou alta de apenas 1,0% no acumulado em 12 meses, quase metade da meta do BCE.

 

Pacote - “O pacote de estímulos deve ser bem-sucedido em ancorar os mercados”, disse Nicola Mai, gestor de carteiras e analista de crédito soberano da Pimco, ao Valor. No entanto, ainda há grande incerteza sobre o impacto das medidas para a atividade econômica na zona do euro. “Eu sou um pouco mais cético se isso será suficiente para sustentar a atividade e a inflação.”

 

Expectativas - As medidas de Draghi atenderam boa parte das expectativas dos participantes do mercado. Numa reação inicial, os investidores venderam euros, compraram títulos dos países da região e reforçaram as carteiras com ações - tudo isso sob a leitura de que a liquidez vai aumentar com a aquisição de ativos pelo BCE. No entanto, este é um momento de preocupações crescentes com o risco de recessão na zona do euro - no segundo trimestre, a economia da região desacelerou o crescimento pela metade, a 0,2% - e, gradualmente, o clima de incerteza se traduziu em ceticismo sobre o efeito das medidas na atividade e na inflação.

 

Desaceleração acentuada - Caso uma desaceleração mais acentuada do crescimento econômico ocorra na região, entretanto, a política monetária sozinha não deve ter ferramentas suficientes para reverter o quadro. Neste cenário, haveria a necessidade de uma coordenação maior com as políticas fiscais para alavancar o crescimento no continente. “O problema é que os países que tem espaço fiscal não estão muito dispostos a recorrer a isso, e os países que estão dispostos não tem muito espaço fiscal porque já tem muita dívida”, afirma Mai.

 

Crítica - Na coletiva após a reunião do BCE, Draghi criticou a relutância dos governos europeus em ampliar os estímulos econômicos e afirmou que os esforços para provocar uma melhora da demanda e crescimento mais forte precisam começar a ser apoiados por eles. “A política fiscal deveria virar um instrumento principal”, afirmou o dirigente. “É hora de a política fiscal assumir a responsabilidade” para sustentar o crescimento.

 

Bolsas - Após a empolgação inicial, as bolsas europeias se afastaram das máximas do dia e chegaram a zerar os ganhos. O ânimo só foi retomado com a especulação de que EUA e China poderiam firmar uma trégua na disputa comercial, que se arrasta há meses. O principal índice da bolsa de Frankfurt, o DAX, teve alta de 0,41%, enquanto o CAC, de Paris, avançou 0,44%. Em Wall Street, o índice S&P 500 avançou 0,29%, aos 3.009 pontos.

 

Questão-chave - “A questão-chave agora é ver se a política monetária será suficiente”, afirma a estrategista-chefe de renda fixa nos EUA do Société Générale, Subadra Rajappa. Pesquisas do próprio BCE mostram que a maior parte do efeito positivo das ações da instituição sobre as expectativas de inflação e crescimento se deve à compra de ativos. O problema, diz Subadra, é que “todos sabemos que, quanto mais QE é implementado, menor o ganho marginal das medidas”.

 

Agressivo - No geral, porém, a estrategista avalia que este “foi um pacote bem agressivo”. “E não acho que os mercados estavam totalmente preparados para uma mensagem tão ‘dovish’ [favorável a afrouxamento monetário] por parte de Draghi”.

 

Reação mais intensa - Foi justamente na renda fixa que veio a reação mais intensa à decisão do BCE. Uma onda de compras dos títulos soberanos europeus derrubou os rendimentos dos papéis italianos de dez anos momentaneamente a uma nova mínima histórica, de 0,758%. Os bunds alemães para o mesmo vencimento chegaram a tocar os -0,647% na mínima intradiária. Após o choque inicial - e nova amenização das tensões entre Estados Unidos e China - ambos os títulos passaram a subir, com o papel alemão fechando em alta, a -0,517%, de -0,538%, e o italiano avançando a 0,903%, de 0,844%.

 

Eficiência - Toda essa instabilidade ocorre num momento de intenso debate sobre a eficiência do uso de taxas negativas para estimular a economia. Executivos de grandes bancos europeus têm reclamado que o ambiente de juros negativos afeta o balanço das instituições, o que poderia ter efeito contracionista no crédito.

 

Sistema de depósitos - De olho nisso, o BCE decidiu nesta quinta-feira (12/09) criar um sistema de depósitos em camadas, em que apenas uma parte dos depósitos compulsórios esteja sujeita a taxas negativas. E isso deve trazer alívio ao sistema bancário europeu e pode abrir espaço para novos cortes de juros na zona do euro, avalia a chefe de pesquisa macroeconômica da BlackRock Investment Institute, Elga Bartsch. 

 

Espaço - “Há um limite para colocar os juros em patamares ainda mais negativos, mas estudos acadêmicos apontam que as taxas poderiam cair para níveis de cerca de -1%. Então, ainda há espaço para novos cortes”, diz a especialista. (Valor Econômico


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