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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4659 | 10 de Setembro de 2019

FÓRUM: Evento em Cafelândia vai debater legislação sobre o Selo Combustível Social

Cafelândia, no Oeste do Paraná, vai sediar, no dia 17 de setembro, das 9h30 às 14h30, o Fórum sobre o Selo Combustível Social. O evento é promovido pelo Sistema Ocepar com o objetivo de uniformizar o entendimento sobre as normas mais recentes publicadas pelo Ministério da Agricultura relativas ao tema, como a Portaria nº 144, que trata da concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social, e a de nº 174, que dispõe sobre a participação e a habilitação de cooperativas como fornecedoras de matéria-prima e prestadoras de serviço de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Selo Combustível Social. “Além disso, o Fórum visa auxiliar as cooperativas para efetivamente participarem do programa e proporcionar maior entendimento do mercado de biocombustíveis”, informa o analista da gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Maiko Zanella.

Programação - O evento será aberto pelos presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e da Cooperativa Copacol, Valter Pitol. Depois, o coordenador técnico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Paulo César Dias do Nascimento Junior, apresenta palestra a respeito da atuação do cooperativismo nas discussões sobre o Selo Combustível Social. Andrea Cristina Veloso, da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, vai esclarecer como as cooperativas podem se preparar para operacionalizar o Selo Combustível Social, com enfoque nas Portarias 144 e 174. O coordenador de Crédito Rural da Emater/PR, Osmar Schultz, abordará as estratégias da Emater para a emissão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) - pessoa física no Paraná. Já o economista-chefe da Abiove, Daniel Amaral Furlan, aborda a questão do mercado e as perspectivas para o biodiesel.

Informações e inscrições - Mais informações com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) e Flavio Turra (flavio.turra@sistemaocepar.coop.br). Inscrições pelo e-mail jessica.costa@sistemaocepar.coop.br).

forum destaque 10 09 2019

COOPER UNIVERSITÁRIO: Programa será lançado às 16h, no Paço Municipal de Maringá

O Programa Cooper Universitário será lançado nesta terça-feira (10/09), às 16h, no Paço Municipal de Maringá, no auditório Hélio Moreira. A iniciativa é do Sistema Ocepar, realizada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), com o apoio do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Faculdades Maringá, Prefeitura de Maringá e cooperativas Aurora Alimentos, Cocari, Cocamar, Sicoob Central Unicoob, Sicoob Metropolitano Unicampo e Unimed Maringá. O programa será implementado em parceria com a Pluricoop Cooperativa de Trabalho de Executivos em Gestão e Treinamento. A ideia é disseminar os princípios cooperativistas no ensino superior, por meio da interação entre cooperativas e universidades.

Programação - O evento em Maringá será aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, pela gerente de desenvolvimento social de cooperativas do Sescoop Nacional, Geâne Nazaré Ferreira, e pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche. Na sequência, serão reconhecidas diversas pessoas que são parceiras e apoiam a iniciativa. Depois, a especialista em Recursos Humanos e inspiradora do Cooper Universitário, Mariza Trindade Bica Viana, ministra palestra com o tema “Um legado para o cooperativismo”. A cooperada da Pluricoop,Adriana Pierini, fará uma apresentação sobre o programa.

Painel - A programação terá ainda um painel que vai debater o tema “Cooper Universitário: construindo um futuro cooperativo”, com a participação do ex-presidente da Ocepar, João Paulo Koslosvki, de José Roberto Ricken e Leonardo Boesche. Após a explanação dos painelistas, será aberto espaço para perguntas dos estudantes universitários.

O programa - Inicialmente, o programa será realizado com o envolvimento de universidades e cooperativas da região de Maringá, no Noroeste do Paraná. Além de ampliar o conhecimento sobre o cooperativismo entre as instituições de ensino superior e estudantes universitários, o Cooper Universitário também visa preparar os acadêmicos para ocupar as vagas de estágio e de trabalho nas cooperativas paranaenses. Além disso, tem como meta disponibilizar uma plataforma de talentos onde os participantes do programa poderão manter o currículo atualizado à disposição das oportunidades que surgirem no setor. O programa é dividido em quatro fases: planejamento com a área de RH das cooperativas aderentes; articulação com instituições de ensino superior; apresentação do Cooper Universitário às instituições de ensino e planejamento de ações. Ao mesmo tempo em que proporcionará aos estudantes a oportunidade de trabalho em cooperativas, a ideia é formar um “Banco de Talentos”, com profissionais que detenham conhecimento diferenciado sobre o cooperativismo e que possam atender às demandas e peculiaridades do setor.

 

2formacao 09 09 2019

CONTABILIDADE: Coordenador jurídico da Ocepar ministra palestra no Fórum dos Profissionais da Área Cooperativista

O Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR) promove, no dia 10 de outubro, em Francisco Beltrão, na região Sudoeste do Estado, o III Fórum dos Profissionais de Contabilidade da Área Cooperativista, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR) e Sistema das Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol). O coordenador jurídico da Ocepar, Rogério Croscato, será um dos palestrantes e vai abordar o tema “Processo Administrativo no Âmbito do Estado do Paraná”. Advogado e contador, Croscato integra o Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais da Secretaria de Fazenda do Paraná e é membro do Conselho de Tributação da Associação Comercial do Paraná.

Outras palestras - Haverá ainda a participação do advogado Ricardo de Holanda Janesch, supervisor de Consultoria Tributária e especialista em Direito Empresarial, que discorrerá sobre “Propostas de Reforma Tributária e seus Impactos para o Cooperativismo Paranaense”. Já o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCPR, Roberto Aparecido Santos, falará sobre o “Programa de Educação Profissional Continuada”.

Pontos - Segundo o CRCPR, a participação no Fórum valerá quatro pontos no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), para auditores, peritos, profissionais que atuam em empresas de grande porte (PROGP) e responsáveis técnicos que assinam as demonstrações contábeis de empresas com faturamento superior a 78 milhões (PRORT).

Comissão - O evento é organizado pela Comissão do Profissional Contábil da Área Cooperativista. Criada em fevereiro de 2016, ela tem como objetivo promover a interação com o profissional contábil que atua em sociedades cooperativas, a divulgação dos princípios do cooperativismo, a realização de estudos sobre novidades da atuação contábil e a promoção de eventos direcionados a estes profissionais. Atualmente, o vice-presidente de Administração e Finanças do CRCPR, Laudelino Jochem, coordena a Comissão, que é também composta pelos membros Alcemar Luiz Candioto, Alcir Sebastião Ribeiro, Claudiomiro Rodrigues, Devair Antonio Mem e José Ronkoski.

Inscrição - Os interessados em participar do Fórum devem fazer a inscrição online. Também é preciso fazer o credenciamento, no dia do evento, por meio da doação de três quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a entidades assistenciais cadastradas no CRCPR. (Com informações do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná)

SERVIÇO

III Fórum dos Profissionais de Contabilidade da Área Cooperativista

Data: 10 de outubro

Horário: 13h30 às 17h30

Local: Sede Cresol - Ruas Ernesto Sanderson, 101, Francisco Beltrão/PR

Para inscrever-se clique aqui

contabilidade 10 09 2019

SICREDI: Conectados pelo cooperativismo, moradores de São Paulo (SP) e Arenópolis (GO) são personagens de campanha nacional

 

sicredi 10 09 2019Você conhece Ivam Cavalcanti, de São Paulo (SP)? E Delmiro Oliveiro, de Arenópolis (GO)? Se ainda não, a partir de 9 de setembro, você e os demais moradores desses municípios – e também de todo o Brasil – terão a oportunidade de conhecer suas realidades transformadas com apoio do Sicredi. Juntos, Ivam e Delmiro são personagens do novo filme da campanha da instituição financeira cooperativa, veiculada em rede nacional. Composta de 13 vídeos, ela traz 26 histórias de associados, de diferentes regiões do país, conectadas pelos impactos positivos do cooperativismo de crédito. Em cada um dos filmes, um associado vai até o município onde mora outro, evidenciando intercâmbios de trajetórias pessoais e de vivências com a instituição.

 

Personagem - Abordando a presença do Sicredi em diferentes realidades brasileiras, o vídeo da campanha em questão traz Ivam, empresário da capital paulista e associado da Cooperativa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, que viaja até Arenópolis, onde vive Delmiro, criador de gado e associado da Cooperativa Sicredi Cerrado GO. Juntos, eles compartilham suas experiências de serem associados do Sicredi e como isso tem sido positivo. 

 

Decisão - “A minha decisão pelo Sicredi aconteceu em função da forma tão próxima e pessoal que me relaciono com a instituição. As pessoas entendem perfeitamente minhas demandas e me auxiliam de forma rápida e assertiva sempre que preciso”, relata o empresário que atua no maior centro financeiro do país. Delmiro, por sua vez, destaca que uma das principais vantagens é que o Sicredi está próximo do seu cotidiano. “Além de ser a única instituição financeira da região, sempre que preciso ir até a agência sou muito bem atendido e consigo a melhor solução para as minhas demandas”.

 

Veiculação - Este e os outros vídeos da série irão ao ar nos intervalos do Jornal Nacional, na Rede Globo, e também nos canais por assinatura GloboNews, SporTV e Discovery H&H. E ainda estarão disponíveis no site do Sicredi e nos perfis da instituição nas redes sociais, no Facebook, LinkedIn, Twitter, YouTube e Instagram.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICREDI CENTRO SUL: Cooperativa comemora 35 anos de fundação

 

A Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ celebrou seus 35 anos de fundação no fim de agosto, com uma festa recheada de atrações locais no Centro Social São Josafat, de Prudentópolis (PR). Com a presença de lideranças, coordenadores de núcleo, colaboradores, associados e pioneiros da cooperativa, o evento marcou pelas homenagens aos precursores, pela realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), pelo encerramento da promoção de aniversário e também pelo lançamento do livro que conta a história da cooperativa.

 

Destaque - O destaque foi a apresentação do Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro Vesselka, com 60 anos de história, que realizou performances artísticas e culturais que remetem a colonização ucraniana, reunindo cerca de 60 componentes de diversas faixas etárias. Também foram homenageados os 26 sócios fundadores, os presidentes, os primeiros colaboradores da cooperativa e representantes dos municípios beneficiados pelo programa A União Faz a Vida. A relação da instituição financeira com essas cidades foi representada em uma apresentação infantil da Escola Clotilde dos Santos Gomes, a primeira de Prudentópolis a receber o programa.

 

Sonho - “A Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ celebra seus 35 anos porque lá atrás existiram pessoas que acreditaram num sonho e trabalharam para que se tornasse realidade”, afirma o presidente da cooperativa, Santo Cappellari. “Agora, aprovamos o avanço da cooperativa e temos a missão de levar o Sicredi aos 74 municípios que estão sob nossa responsabilidade. Está em nossas mãos continuar sonhando e realizando, fazendo cada vez mais do Brasil um país que coopera”, ressalta.

 

Homenagem - A cooperativa também foi homenageada pela Central Sicredi PR/SP/RJ, que esteve representada pelo seu presidente, Sr. Manfred Alfonso Dasembrok, ele entregou à cooperartiva uma placa e um troféu comemorativo. A Associação Comercial e Empresarial de Prudentópolis, também concretizou a sua homenagem em uma placa.

 

Expansão da área de atuação - Na Assembleia Geral Extraordinária os coordenadores de núcleo aprovaram por unanimidade a expansão da área de atuação da Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ, no estado do Rio de Janeiro. O projeto que já foi aprovado pelo Banco Central do Brasil prevê que a cooperativa sairá de 41 para 74 municípios sob a sua responsabilidade.

 

Valorização - “Uma cooperativa é formada por seus associados, com o firme propósito de valorizar a região onde está inserida, garantindo que os recursos permanecem nela. Dessa maneira, pretendemos seguir garantindo o desenvolvimento dessas comunidades nos novos municípios que serão abraçados pela nossa cooperativa”, afirma Cappellari.

 

Promoção Aniversário Premiado - Iniciada em fevereiro, a promoção “Aniversário Premiado”, distribuiu 10 mil prêmios aos associados por meio de raspinhas. Também foram sorteados dois carros 0 quilômetro e em Agosto o prêmio final de R$ 100 mil, recebido pela associada Sheronstony Ribas de Paula, de Telêmaco Borba (PR).

 

Livro “Sementes da Confiança”- A jornalista Julliane Brita comentou sobre o trabalho de entrevistar mais de 100 associados e colaboradores para redigir o livro “Sementes da Confiança”. “Tive a sorte de ver de perto o que é o cooperativismo. Para além de um sistema econômico, ele é um encontro de pessoas, uma celebração do quão longe podemos ir juntos. É um movimento de pessoas unidas pela vontade de cooperar”, diz Julliane.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI INTEGRAÇÃO: Reuniões de prestação de contas do primeiro semestre reúnem centenas de associados

 

Entre os dias 23 de julho e 28 de agosto, a Cooperativa Sicredi Integração PR/SC realizou as reuniões de prestação de contas referente ao primeiro semestre de 2019. Além de divulgar o resultado, o evento também trouxe temas como educação financeira e seguros – como as modalidades “vida” e “auto”. Ao todo, foram realizados 15 encontros, que abrangeram as cidades que fazem parte da área de atuação da cooperativa.

 

Participação - Neste ano, as reuniões mobilizaram 17% do quadro social da Sicredi Integração PR/SC - o equivalente a 5.213 mil associados. O número é 111% superior à participação registrada na edição de 2018.

 

Governança e transparência - Para o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio, a governança e a transparência são os valores do cooperativismo de crédito. “Eles se fortalecem com o tempo e com a participação ativa de nossos associados. Nossa gestão é democrática e participativa, o que fortalece o modelo de negócio e garante a força das instituições financeiras cooperativas, que crescem a passos largos em todo Brasil”, destaca Baggio.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI UNIÃO: União Solidária tem mais de 460 cadastros; inscrições continuam abertas

 

sicredi uniao 10 09 2019A campanha União Solidária foi iniciada há cerca de dois meses com três edições simultâneas (Maringá, Londrina e Centro-Leste de São Paulo) que juntas já registram 435 entidades sociais, 463 projetos e pouco mais de 295 mil cupons liberados para venda. Em Maringá e na região noroeste do Paraná a iniciativa é coordenada pelo Lions Maringá Distrito LD6, com o apoio da Sicredi União PR/SP e Cocamar, e as inscrições devem ser feitas no site www.campanhauniaosolidaria.com.br

 

Avaliação e seleção - Depois da etapa de inscrição, os projetos são avaliados pelo Lions Maringá e selecionados conforme as regras da campanha União Solidária. Também é avaliada e autorizada a quantidade de cupons que a entidade deve retirar para venda no valor unitário de R$ 10. A expectativa é que a campanha arrecade R$ 6 milhões para as entidades das três regionais, já que a comercialização segue até 30 de novembro e os sorteios serão em dezembro.

 

Renda - Cada entidade poderá obter a renda total dos cupons, sem qualquer custo e, ao final da campanha, deverão prestar contas do uso dos recursos no projeto cadastrado. Já quem comprar os cupons vai concorrer a um automóvel (Fiat Mobi Easy) e três motos (Honda CG 160 Start), que foram doados pela Sicredi União PR/SP e Cocamar. Interessados em comprar cupons para ajudar as entidades podem buscar informações no site ou nas redes sociais (Facebook e Instagram) das entidades participantes.

 

Agência Maringá Centro - O gerente da agência Maringá Centro da Sicredi União PR/SP, Marcio Roco, diz que somente na agência em que ele atua já são mais de oito entidades aprovadas e outras estão elaborando projeto. “É uma satisfação participar de uma campanha grandiosa e bem organizada como essa, que abrange toda a área de atuação da cooperativa. Temos incentivado as entidades e associados a participarem, porque a iniciativa atende o princípio de contribuir com o desenvolvimento da comunidade”, comenta.

 

Alternativa inovadora - Para o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, essa é uma alternativa inovadora de angariar recursos para as entidades sociais e destaca que a primeira edição da campanha, realizadas em 2018 no interior de São Paulo, mostrou a eficiência do método. “Por isso, decidimos ampliar o apoio para outras regiões”, justifica ao citar que a cooperativa também desenvolve cerca de 20 programas sociais nos municípios em que está inserida.

 

Edições - A campanha União Solidária realiza 3 edições simultaneamente na região Noroeste e Norte do Paraná e na região Centro-Leste de São Paulo. No total, a iniciativa abrange cerca de 110 municípios participantes. Na regional de Londrina a coordenação é feita pelo Lions Club Cambé Aliança, já em São Paulo é organizado pelo Rotary Araras. Nas três campanhas deste ano, a Sicredi União PR/SP e a Cocamar investem, juntas, R$ 550 mil em prêmios e outros custos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Um quarto rosa, o início de uma vida nova

 

Cinco crianças órfãs recebem um novo lar em Santa Rita D’Oeste, distrito de Terra Roxa, região noroeste do Paraná. Quando a mãe morreu no parto do filho mais novo, há 11 meses, a tia Claudineia da Silva acolhe as crianças na casa pequena e, a partir daí, começou uma história que envolve solidariedade e voluntariado. “As crianças não tinham com quem ficar e então eu as acolhi com muito amor e são meus filhos agora. Tinha apenas um, hoje tenho 6”, comenta. 

 

Comitê - Para poder criá-los com um pouco mais de dignidade, o casal Claudineia e Leandro foi em busca de ajuda. As mulheres do comitê da Sicredi Vale do Piquiri Abdc PR/SP conheceram e abraçaram a causa. “Nós mobilizamos as pessoas para ampliar a casa, com um quarto e um banheiro a mais e aí começou tudo”, explica Marilza Teodoro da Silva, uma das integrantes do comitê mulher. 

 

União - Ao longo de cinco meses, voluntários, autônomos, comerciantes, prefeitura e instituições se uniram em prol da causa. As mulheres e jovens coletaram material de construção, móveis, roupas de cama, dinheiro, mão de obra e colocaram a mão na massa. Por fim, a causa aos poucos moveu os moradores do distrito e localidades vizinhas. “Foi emocionante ver que muita gente estava por perto para nos ajudar”, diz Leandro da Silva esposo da Claudineia. 

 

Entrega - No início do mês de setembro, em um bate-papo com café da manhã, a obra foi entregue. A ampliação ficou pronta. O quarto ganhou a cor rosa, que as meninas sonhavam e as camas agora têm edredons de princesas. A sala ficou maior e o banheiro agora é mais confortável. 

 

Certeza - A cooperação de todos resultou não somente em uma casa mais aconchegante, mas principalmente na certeza de que a união de forças pode transformar realidades. “A cooperação e o voluntariado de todos permitem que a vida possa ser melhor no lugar onde vivemos, e, isso é incrível”, diz Claudia Bonatti, gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

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SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Associados são premiados nas campanhas de poupança e cota capital

 

A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP realizou recentemente a entrega de prêmios para um grupo de associados sorteados nas campanhas promocionais da cooperativa. 

 

Cota capital - Os associados Bruno Carlos de Aguiar, de Mangueirinha (PR); Celso Luiz Brandelero, de Mariópolis (PR); Daniel Deveras, de Coronel Vivida (PR); Divonir Rigo, de Videira (SC); Carlos Dresch e Vitor Koroll, de Treze Tílias (SC), Alexsandra Analu Martinello, de Pato Branco (PR); e a colaboradora da agência de Caçador (SC), Jessica Frigotto, foram contemplados na campanha de cota capital.

 

Aportes - A ação premia associados que realizaram aportes programados mensais a sua cota capital. O sorteio é feito pela Loteria Federal, e os ganhadores são contemplados com uma viagem com acompanhante para Natal (RN).

 

Poupança - Já as associadas Marcia Cervinski Golijewski, de Treze Tílias (SC); e o associado Rodrigo Luiz Boza, de Vitorino (PR), foram sorteados na campanha Vem Poupar e Ganhar, que   prestigiam os associados que aplicam na poupança Sicredi. 

 

Número da sorte - A cada R$ 100 de incremento líquido na poupança do associado, um número da sorte é distribuído. Se as aplicações forem na modalidade programada (quando há o débito programado mensal para conta poupança do associado), dobra-se a chance de ganhar. São feitos sorteios semanais de R$ 2 mil, mensais de R$ 50 mil, e o grande prêmio final de R$ 500 mil.

 

Total - Ao longo do ano de 2019, 13 associados da Sicredi Parque já foram contemplados pelas campanhas promocionais, sendo cinco na campanha Vem Poupar e Ganhar, seis na campanha de cota capital, e dois na campanha Seguro de Vida Mais Premiada, promoção em que o segurado pode ganhar o equivalente ao seu capital segurado em vida, por meio de quatro sorteios mensais pela Loteria Federal, limitado a R$ 50.000,00. Os seguros de vida são oferecidos pelo Sicredi em parceria com a Icatu Seguros. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

 

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SICOOB METROPOLITANO: Cooperadas da Agência Mulher participam do Startup Weekend Women Maringá

 

Nos dias 30, 31 de agosto e 1º de setembro, o Sebrae Maringá sediou uma edição do Startup Weekend Women, evento mundial que reforça a atuação feminina no ecossistema de inovação e empreendedorismo. A ação foi organizada pela RedFoot Community, comunidade formada por empreendedores locais, que têm como objetivo potencializar a inovação da Região Norte do Paraná.

 

Startup - No evento, realizado em formato de imersão, os participantes têm 54h para criar uma startup. Ou seja, criar uma empresa jovem com um modelo de negócios inovador, repetível e escalável. Os homens também podem participar, mas 75% das vagas são direcionadas para mulheres, profissionais ou estudantes, entusiastas da inovação e do empreendedorismo, que já atuam na área de computação, engenharia, informática, web, administração, marketing, contabilidade, economia, design gráfico, publicidade, comunicação e moda.

 

Apoio - O Sicoob Metropolitano foi um dos apoiadores do evento, por meio da Agência Mulher. Além de patrocinar a iniciativa, a cooperativa também marcou presença com um espaço de divulgação da agência. Além disso, incentivou a participação de colaboradoras e cooperadas.

 

Troca de experiências - Uma delas foi a psicóloga e cooperada Jhainieiry Cordeiro, que aproveitou a oportunidade para trocar experiências e aprender coisas novas. “Foi uma experiencia inesquecível, que me trouxe novos conhecimentos e também novas amizades. Trabalhar em equipe em torno de uma ideia em comum nos possibilita um exercício da escuta, do respeito e da criatividade. Vou levar o que aprendi nessa jornada sobre inovação, tecnologia e rentabilidade para a vida pessoal, mas principalmente para a área profissional e aplicar na minha empresa”, conta ela. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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LAR: Cooperativa comemora 20 anos de avicultura

 

A qualidade dos cortes de frango da Lar é reconhecida nacionalmente, presente no varejo em praticamente todos os Estados, e internacionalmente, com exportação para 74 países. No dia 9 de setembro de 1999, a Lar Cooperativa Agroindustrial iniciou as atividades da Unidade Industrial de Aves e, desde então, evoluiu e expandiu sua produção. “Se a Lar é referência hoje em qualidade, é a Cooperativa que mais emprega, e a 5ª maior empresa de frangos do país é porque temos dois parceiros excelentes: associados que entregam matéria-prima de qualidade e um quadro de funcionários que faz o melhor. Esse é o sucesso da Lar”, afirmou o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues ao comentar sobre a confiança na atividade e parabenizar todos os envolvidos. Segundo ele, desde o início, sempre acreditou que a avicultura daria certo na região Oeste do Paraná por um motivo bem claro: a cooperativa é formada por pessoas extraordinárias. 

 

Fatos e dados - Ao longo dos anos a atividade avícola na Lar Cooperativa evoluiu e se modernizou. Hoje, os aviários possuem placas evaporativas, comedores e bebedouros automatizados e sistemas de controle de temperatura e umidade modernos, o que resulta em um frango de alto padrão sanitário. O resultado aparece também na indústria, a planta frigorífica de Matelândia, inaugurada em 1999, corresponde ao abate de 342 mil aves/dia e somados aos 175 mil frangos abatidos ao dia em Cascavel na Unidade Industrial de Aves 2, chegam à casa dos 520 mil frangos/dia, ou 21.630 ton/mês. Esses números exemplificam a relevância da Lar para a região, viabilizando renda para pequenas propriedades rurais e gerando empregos.

 

Domínio - A cooperativa tem o domínio de toda a cadeia produtiva do frango.  Nesse processo estão envolvidos trabalhadores na recria de aves, produção de pintainhos, dois incubatórios de ovos férteis, fábrica de rações, assistência técnica, logística, comercialização, abate e industrialização, um total de mais de 10 mil pessoas. 

 

Comemoração - A Lar ofereceu aos funcionários do frigorífico show musical em comemoração aos 20 anos da indústria, no último domingo (08/09). Na verdade, foram dois shows com Michel Teló, um a tarde e outro à noite no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR).  O medianeirense Teló animou o público com um repertório variado, do sertanejo raiz aos sucessos da modernidade, com o show “Bem Sertanejo”. Participaram do evento Diretoria Executiva da Lar, lideranças da cooperativa, avicultores pioneiros e melhores avicultores, funcionários da indústria de Matelândia e seus cônjuges, bem como funcionários das unidades produtoras de pintainhos. A programação também incluiu entrega de troféu aos 10 associados pioneiros da avicultura e aos 20 funcionários que completaram 20 anos de trabalho na indústria. (Imprensa Lar)

 

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FRIMESA I: Colaboradores desenvolvem projetos com perspectiva de economia de mais de meio milhão em um ano

 

A Frimesa realizou o 1º Workshop de Sustentabilidade, em 3 de setembro, em Medianeira (PR). Foram 11 projetos expostos com temas relacionados ao meio ambiente que, além de reduzir os recursos utilizados, promovem a “Mudança da Cultura Ambiental”.

 

Oportunidades - Com o apoio da Apeck Consultoria de Resultado, 53 colaboradores foram envolvidos durante seis meses em metodologias que identificaram oportunidades de mudanças de hábitos, processos, equipamentos e atitudes.  A economia das propostas apresentadas, durante 12 meses de aplicação, foi de quase R$ 620 mil. “Sobram os que são competentes, aqueles que possuem a capacidade de olhar os detalhes que estão errados e corrigi-los. Os líderes da Frimesa são bons e nos fazem acreditar que em breve seremos uma das maiores indústrias de alimentos”, avalia o presidente da Frimesa, Valter Vanzella.

 

Cultura Ambiental - O projeto Mudança da Cultura Ambiental iniciou com um diagnóstico da gestão ambiental, conscientização e alinhamento de conceitos, aplicação das melhorias à sustentabilidade, indicadores e metas ambientais e o fechamento com a entrega de resultados. Os projetos envolveram aspectos ambientais ligados à água, com uma economia de 80.585 m³, energia, com 394.945 kwh, e resíduos, com 12.300 kg, todos valores anuais.

 

Avaliação - Foram entregues R$ 6 mil em premiações. Uma banca examinadora avaliou os trabalhos. Os projetos serão monitorados e serão aplicados conceitos de melhoria contínua. Em seguida, serão expandidos para as demais áreas industriais da Frimesa.

 

PREMIAÇÕES:

1º lugar – R$ 3000,00 – Redução de consumo de Epi’s – aventais e braceiras. (Ademir Hartmann, Carla Fontana, Quirino Vilas Boas, Itamar Cassol)

2º lugar – R$ 2000,00 – Iluminação do estacionamento dos caminhões. (Carlos Dai Prá, Alysson Perico, Patrícia Laurenti, Gilso dos Santos, Jonikey Roos)

3º lugar – R$ 1000,00 – Desperdício de água nos pontos de higienização externa da indústria. (Ana Carolina Conceição, Rosimeri Girardi, Renan Rafael dos Santos, Michael Rodrigues dos Santos)

(Imprensa Frimesa)

 

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FRIMESA II: Cultura organizacional é fortalecida com projetos baseados nos fundamentos corporativos

 

A Frimesa realizou, no dia 23 de agosto, em Medianeira (PR), a releitura dos fundamentos corporativos através de uma ampla ação de fortalecimento da cultura organizacional. Há algum tempo vem se discutindo os temas por meio de palestras e ações didáticas com o propósito de consolidar a identidade, ou seja, o que é dito é cumprido.

 

Palestras - O evento contou com a palestra sobre o Fortalecimento da Cultura Organizacional, ministrada pelo coach, Marcelo Karam, e pela também coach, consultora de empresas e psicóloga, Dirce Conte, que fez uma retrospectiva cultural e resgate dos trabalhos.

 

Equipes - As equipes que escolheram temas de pesquisa para melhorar alguns setores através dos fundamentos corporativos apresentaram seus projetos. Cada grupo teve cerca de dez minutos para explanar as ideias atuais já aplicadas e seus resultados a curto prazo.

 

Falar e praticar - Para o presidente da Frimesa, Valter Vanzella, não adianta apenas falar, e sim, praticar aquilo que falamos dentro da empresa. “Estamos em constante evolução e precisamos acompanhar esse crescimento. Precisamos adequar as pessoas aos fundamentos, e além de falar, praticar o fortalecimento da cultura”, explica.

 

Apresentações - Foram cinco apresentações voltadas ao resultado, cinco sobre qualidade, um sobre relacionamento interpessoal, três sobre cuidar das pessoas, quatro sobre criatividade e inovação, um com o tema encantar o cliente e dois sobre comprometimento. “Todos os valores e princípios foram observados e integrados pelas equipes”, avalia Dirce Conte.

 

DNA - A partir daí, os colaboradores serão responsáveis em garantir que o DNA da Frimesa não se perca daqui para frente. Os fundamentos corporativos são o norte a ser seguido. Os trabalhos terão continuidade e os líderes são responsáveis na aplicação dessa identidade para que todo o time lembre qual é o GPS da organização. (Imprensa Frimesa)

 

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SOJA: Instalação da lavoura é tema de webinar gratuito

 

A Embrapa considera relevante um conjunto de três fatores na fase de instalação da lavoura de soja: qualidade da semente, regulagem de máquinas e adequação da área de semeadura. Para debater o tema, a Embrapa Soja promove no dia 17 de setembro, às 11h, na Série Webinar, a palestra gratuita sobre Tecnologia sustentável auxilia na boa instalação da lavoura de soja. O tema será apresentado pelo pesquisador Alvadi Balbinot, ao vivo, pelo canal da Embrapa Soja no Youtube, Radar da Tecnologia.

 

Qualidade da semente - De acordo com Balbinot, o primeiro fator a ser observado é a qualidade da semente, que irá garantir o vigor e a germinação necessários para o estabelecimento da lavoura. O segundo fator diz respeito à regulagem das semeadoras que irão posicionar a semente adequadamente no solo e na quantidade indicada pelos obtentores das cultivares. A terceira questão a ser observada, ressalta Balbinot, está relacionada à adequação da área, ou seja, é preciso investir em sistema de plantio direto na palha e em área que esteja livre de plantas daninhas e com umidade para permitir a rápida emergência das plantas. “Estes cuidados possibilitam que o produtor comece bem a sua lavoura e tenha maior probabilidade de chegar com maior produtividade e rentabilidade ao final do ciclo”, enfatiza Balbinot. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

SERVIÇO

Webinar: Tecnologia sustentável auxilia na boa instalação da lavoura de soja

DATA: 17 de setembro 

Horário: 11h às 12h

Inscrições aqui no Sympla

 

soja 10 09 2019

CONAB: Fechamento da safra 2018/2019 aponta produção recorde de grãos estimada em 242,1 milhões de t

conab 10 09 2019Com um crescimento de 6,4% na produção, este ano o país deverá colher 242,1 milhões de toneladas de grãos. Além de ultrapassar os 227,7 milhões da safra anterior (2017/18), os dados confirmam a safra 2018/19 como recorde da série histórica. O crescimento deve-se à maior produção nas culturas de algodão e milho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10/09) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Algodão - No caso do algodão, a pesquisa realizada pela estatal revelou um crescimento de 35,9% na produção, com volume estimado de 4,1 milhões de toneladas do caroço e 2,7 milhões de t do algodão em pluma. Entre os motivos estão a taxa de câmbio, a evolução dos preços e outros fatores, que levaram os produtores a expandir a área plantada, principalmente nos estados da Bahia e Mato Grosso. Com isso, a previsão de exportação da pluma também deverá superar a do ano passado em mais de 50%, alcançando pela primeira vez a marca de 1,5 milhão de toneladas.

Milho - Já com relação ao milho, a safra total chega a quase 100 milhões de toneladas. Houve aumento na segunda safra, com crescimento de 36,9% e previsão de produção recorde de 73,8 milhões de t, e queda na primeira safra, com 26,2 milhões de t, 2,3% menor que a anterior. No quadro de oferta e demanda da Conab, o produto mostra ainda uma expectativa de exportação recorde, de quase 35 milhões de toneladas.

Feijão - O feijão apresentou bons resultados apenas na segunda e terceira safras, com aumento de 6,3% e 21,2% respectivamente. Mas não foi suficiente para garantir aumento no número total, que fechou 3% abaixo do ano anterior, com cerca de 3 milhões de toneladas nas três safras. Já no caso do arroz, a produção de 10,4 milhões de toneladas é 13,4% menor que a obtida em 2017/18, devido à redução de área e produtividade ocorridas nos principais estados produtores.

Soja - A soja também sofreu redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de t. Houve, contudo, o crescimento na área de plantio em 2,1%. Com o fim da colheita próximo (restam apenas algumas áreas na Região Norte e Nordeste), e mesmo com o decréscimo no percentual, esta consolida-se como a segunda maior produção de soja na série histórica da Conab.

Safra de inverno 2019 - A produção de trigo está estimada em 5,4 milhões de t, com uma área de 2 milhões de hectares, 0,2% maior que em 2018. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha na safra passada, para 564,8 mil ha. (Conab)

 

MAPA: Ministério publica novas especificações para registro de defensivos biológicos

mapa 10 09 2019Foi publicada nesta segunda-feira (09/09) no Diário Oficial da União a instrução normativa nº 25 que estabelece quatro novas especificações de referência para produtos fitossanitários com uso aprovado para agricultura orgânica. O atendimento às especificações é pré-requisito para que as empresas possam registrar por uma via diferenciada produtos biológicos que serão utilizados para combate de pragas e doenças em diferentes culturas.

Total - Com a publicação desta segunda, o país alcança o número de 40 especificações de referência para os fitossanitários autorizados. O Mapa analisa ainda cerca de 200 processos de solicitação para estabelecimento de novas especificações de referência.

Vários registros - Cada especificação pode gerar vários registros de produtos fitossanitários para diferentes culturas agrícolas. Um exemplo é o caso da primeira especificação de referência da Cotesia Flavipes, um agente biológico utilizado para controle de praga na cultura da cana-de-açúcar, que serviu para o registro de 27 produtos biológicos até o momento.

Abertas - Das quatro especificações publicadas nesta segunda, três são classificadas como abertas, o que permite que qualquer empresa possa ter acesso ao ingrediente ativo para formular novos biodefensivos. Atualmente, 114 produtos fitossanitários com uso aprovado para agricultura orgânica estão registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Empresas com registro - Até maio deste ano, 77 empresas brasileiras tinham registros de defensivos biológicos junto ao Mapa. Desse total, quase 70% das empresas conseguiram ter registro dos biodefensivos pela chamada via dos orgânicos, que só pode ser acessada por meio das especificações de referência.

Pequenas - Segundo o Serviço de Especificações de Referência, da Coordenação de Agrotóxicos e Afins, do Ministério da Agricultura, 70% dos produtos biológicos registrados estão na mão das empresas que utilizaram a via dos orgânicos para obter o registro. A maioria dessas empresas são pequenas.

Acesso - “Essa via dos orgânicos proporcionou que hoje pequenas empresas tivessem acesso ao mercado com 60 produtos registrados, porque se beneficiam das especificações de referência. Quer dizer, a gente aumentou o número de pequenas empresas e de produtos no mercado. Isso é muito importante para o setor”, avaliou Tereza Cristina Saminêz, chefe do Serviço de Especificações de Referência do Mapa.

Desburocratização - A coordenação de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura tem adotado medidas para desburocratizar e agilizar ainda mais o processo de estabelecimento de novas especificações de referência a fim de ampliar o acesso das empresas ao registro e a oferta de produtos de baixa toxicidade e baixo impacto ambiental para os agricultores.

Parecer - Uma das ações para agilizar os processos é a adoção de um parecer conjunto elaborado de forma mais objetiva pelos três órgãos de análise. Outra medida é o aprimoramento de instruções normativas já existentes e das que ainda serão publicadas. “Estamos procurando melhorar os procedimentos para aumentar o fluxo de análise”, disse Tereza.

Avaliação - Assim como ocorre com os defensivos convencionais, os produtos biológicos são avaliados no escopo da legislação dos agrotóxicos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura com relação ao impacto no meio ambiente, na saúde humana e à eficiência agronômica, respectivamente.

Tratamento diferenciado - Contudo, por serem considerados de baixo impacto ambiental e baixa toxicidade, os insumos destinados à agricultura orgânica têm tratamento diferenciado no processo de registro. Desde 2009, a legislação brasileira prevê que os defensivos biológicos podem seguir uma etapa mais ágil, conhecida como via dos orgânicos.

Requisitos mínimos - Neste caso, antes de serem submetidos ao processo de registro, os fitossanitários orgânicos devem atender a requisitos mínimos estabelecidos nas chamadas especificações de referência, que trazem a composição, a concentração dos ingredientes ativos e a indicação de uso dos produtos, entre outras informações técnicas que são levantadas em estudos desenvolvidos pela equipe do Mapa, instituições de pesquisa ou empresas do setor.

Solicitação - As especificações devem ser solicitadas pelos interessados às comissões de produção orgânica nos estados. Se o produto biológico atender às especificações, poderá seguir diretamente para a etapa de registro sem a necessidade de ser submetido a todos os estudos toxicológicos e de eficiência, o que garante mais agilidade do processo.

Agricultura orgânica - “Só podem ter registro nesta via, aqueles insumos que foram autorizados para uso na agricultura orgânica. O estabelecimento de especificação de referência é uma etapa anterior ao registro propriamente dito”, explica Tereza Saminêz.

Convencional - Já na via convencional, os testes da Anvisa, Ibama e Mapa são exigidos para todos os produtos registrados, inclusive os biológicos. As informações detalhadas sobre a legislação dos produtos fitossanitários, as especificações de referência e o processo de registro dos produtos orgânicos estão na página do Mapa.

Crescimento - O controle biológico faz parte do chamado Manejo Integrado de Pragas (MIP) e permite o uso de organismos vivos ou obtidos por manipulação genética para combater pragas e doenças provocadas por lagartas comuns, mosca, nematoides (vermes microscópicos), ácaros e fungos e outros agentes nocivos para a agricultura.

Uso - Os produtos biológicos podem ser utilizados em qualquer cultura, desde frutas e verduras, até grãos, cana de açúcar, entre outros. Existem dois tipos: os macrobiológicos, que consistem no uso de macroorganismos, como insetos, ácaros e outros inimigos naturais das pragas; ou microbiológicos, que se baseiam em bactérias, fungos e vírus. Também são considerados biológicos os produtos semioquímicos, feromônios e extratos vegetais.

Crescimento - O mercado de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no Brasil, em 2018. A indústria de biodefensivos movimentou no ano passado R$ 464,5 milhões, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Controle Biológico. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Exportações de carnes seguem em alta nos Portos do Paraná

 

comercio exterior I 10 09 2019As exportações de carnes pelo Porto de Paranaguá, de janeiro a agosto deste ano, foram de 1,28 milhão de toneladas. O volume representa um aumento de 13,27% em relação ao registrado no mesmo período de 2018, com 1,13 milhão de toneladas de carnes exportadas. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

Receita - As carnes exportadas pelo Porto do Paraná, segundo o Governo Federal, geraram, nos últimos oito meses, receita de cerca de US$ 2,41 bilhões. Em 2018, foram US$ 2 bilhões.

 

Maior aumento - O maior aumento registrado, entre os produtos, foi na carne de boi: 35,5% na comparação entre os meses de janeiro a agosto, de 2018 e 2019. Este ano, foram 119,25 mil toneladas exportadas do produto. Em 2018, foram 88 mil.

 

Principais mercados - Os principais mercados da carne bovina, nesses oito meses, foram China, Hong Kong, Egito, Irã e Emirados Árabes.

 

Suínos - A carne de porco também registra aumento significativo. De janeiro a agosto, este ano, foram 45,5 mil toneladas exportadas – volume 33,8% maior que o registrado em 2018, com 34 mil toneladas movimentadas. Os principais destinos são Hong Kong, China, Cingapura, Vietnã e Albânia.

 

Reflexo - Segundo o economista Marcelo Garrido, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria estadual da Agricultura, o aumento nas exportações de carne de porco ainda é reflexo da perda da China e dos vizinhos do sudeste asiático nos próprios rebanhos com a peste suína. “Esta crise nos principais consumidores de suíno do mundo abriu para o Paraná e todo o Brasil uma oportunidade muito grande”, afirma.

 

Frango - Apesar de registrar o menor aumento, a carne de frango é a exportada em maior volume pelo Porto de Paranaguá. Este ano, no período do último fechamento, foi 1,1 milhão de toneladas exportadas – 12% a mais que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (982,4 mil toneladas).

 

Valor - O produto sozinho gerou receita de US$ 1,75 bilhão. O montante representa quase 73% da receita total gerada pelas exportações de carne deste ano. Os principais destinos do frango que saiu pelo Porto de Paranaguá foram China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Hong Kong.

 

Geral - A movimentação dos Portos do Paraná passou dos 35,6 milhões de toneladas. Os números da empresa, de janeiro a agosto, acabam de ser fechados. O volume registrado nos últimos oito meses do ano é praticamente o mesmo de 2018. Cerca de 63,5% do total movimentado são de exportação.

 

Carga geral - O segmento da carga geral é que apresenta maior aumento: 7%. Este ano, de janeiro a agosto, foram quase 7,4 milhões de toneladas contra 6,9 milhões movimentados no ano passado.

 

Contêineres - Entre os produtos dessa natureza, estão os contêineres. Nos oito últimos meses do ano, foram 575.888 TEUs movimentados (quase metade exportação). O aumento registrado este ano, frente aos 495.751 TEUs movimentados no período, em 2018, é de 16%.

 

Maior volume - A carne de frango representa o maior volume entre as cargas exportadas em contêineres pelo Porto de Paranaguá. Do produto, este ano, foram 37.121 contêineres exportados.

 

Expectativa - Segundo o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a movimentação geral dos portos, que vinha numa sequência de queda, de fevereiro a maio, em relação a 2018, gradativamente vem se recuperando. “Já estamos no mesmo patamar do volume movimentado de janeiro a agosto do ano passado. De junho até agora, com produtividade e mantendo o padrão de eficiência, vimos reduzindo a diferença que começou maior”, aponta.

 

Equilíbrio - De acordo com Garcia, a expectativa para 2019 é manter o equilíbrio até dezembro.

 

Números do fechamento - Para conferir os outros números do fechamento de janeiro a agosto, basta clicar em estatísticas, no site operacional dos Portos do Paraná: www.portosdoparana.pr.gov.br/Operacional. (Agência de Notícias do Paraná)

COMÉRCIO EXTERIOR II: Balança comercial tem saldo de US$ 1,53 bi na primeira semana do mês

 

comercio exterior II 10 09 2019A balança comercial brasileira apresentou, na primeira semana de setembro, superávit de US$ 1,539 bilhão, informou nesta segunda-feira (09/09) a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. Em um período de cinco dias úteis, as exportações chegaram a US$ 4,811 bilhões e as importações somaram US$ 3,272 bilhões.

 

Recuo - Apesar do resultado positivo, na comparação da média diária de exportações com o mesmo período de setembro do ano passado, houve recuo de 4,7%, saindo de US$ 1,010 bilhão de média diária para US$ 962,1 milhões.

 

Semimanufaturados - De acordo com o ministério, o recuo foi motivado principalmente pela redução de 17,9% nos produtos semimanufaturados (como açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas e semimanufaturados de ferro/aço e ferro fundido, entre outros), de US$ 146,1 milhões para US$ 120 milhões.

 

Manufaturados - Também houve redução na venda para o exterior de 11,8% nos produtos manufaturados (óxidos e hidróxidos de alumínio, veículos de carga, partes de motores e turbinas para aviação, tratores e autopeças), de US$ 329 milhões para US$ 290 milhões.

 

Produtos básicos - Já a venda de produtos básicos teve, no mesmo período de comparação, aumento de 5%, passando de US$ 525,8 milhões para US$ 552,1 milhões. A alta foi puxada pela venda de milho em grão, minério de ferro, minério de cobre, fumo em folhas e farelo de soja.

 

Importação - A balança também registrou recuo de 11,9%, na média diária das importações até a primeira semana do mês, com US$ 654,4 milhões, em relação à média do mesmo mês do ano passado, de US$ 742,9 milhões. “Os gastos que mais diminuíram foram com aeronaves e peças (-83,6%), combustíveis e lubrificantes (-44,8%), veículos/automóveis e partes (-28,9%), instrumentos de ótica e precisão (-17,0%) e adubos e fertilizantes (-9,0%)”, informou o ministério.

 

Acumulado do ano - No acumulado do ano, as exportações somam US$ 153,450 bilhões e as importações, US$ 120,368 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,082 bilhões. (Agência Brasil)

INDÚSTRIA: Produção recua em oito dos 15 locais pesquisados em julho

industria 10 09 2019A produção da indústria caiu em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de julho para agosto deste ano, seguindo a tendência nacional, já que a produção nacional recuou 0,3%. As maiores quedas foram observadas no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%).

Mais - Também tiveram queda na produção a Região Nordeste (-2,6%) e os estados do Rio Grande do Sul (-2,4%), Ceará (-1,5%), São Paulo (-1,4%), Bahia (-1,3%) e Santa Catarina (-0,3%).

Alta - Por outro lado, sete estados tiveram alta na produção: Rio de Janeiro (6,8%), Mato Grosso (5,5%), Paraná (2%), Goiás (1,7%), Espírito Santo (1,7%), Pará (0,5%) e Minas Gerais (0,3%).

Comparação - Na comparação com julho do ano passado, oito locais tiveram alta na produção, com destaque para Paraná e Rio de Janeiro (ambos com 4,8%), e sete apresentaram recuo, entre as quais a maior foi apresentada pelo Espírito Santo (-14,2%).

Acumulado do ano - No acumulado do ano, dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda, entre eles Espírito Santo (-12,2%) e Minas Gerais (-4,7%). Já Paraná, com crescimento de 7,2%, e Rio Grande do Sul, com avanço de 6,9%, estiveram entre os cinco estados com alta na produção.

12 meses - No acumulado de 12 meses, nove dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas, com destaque para Espírito Santo (-5,9%), enquanto seis locais tiveram alta, sendo a maior delas no Rio Grande do Sul (8,4%). (Agência Brasil)

 

BRASIL: Governo mantém previsão de crescimento da economia em 0,8% em 2019

brasil 10 09 2019O Governo manteve a previsão para o crescimento da economia brasileira em 0,8%, neste ano. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi divulgada nesta terça-feira (10/09), no boletim Macro Fiscal.

Recuperação - “Projeta-se a recuperação da atividade a partir de setembro deste ano, como resposta dos efeitos iniciais do corte de juros, da elevação da confiança e início das liberações de recursos do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço", diz o relatório.

Inflação - A estimativa para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,8% para 3,6%, em 2019.

Alimentos - Segundo o boletim, a revisão para baixo na estimativa foi causada pela “descompressão” dos preço de alimentos. “Após choque de alta desses preços no primeiro trimestre, houve reversão parcial no segundo trimestre, com tendência mantida para os meses de julho e agosto”. O boletim também destacou os reajustes de combustíveis e energia elétrica e a “relativa estabilidade da inflação de serviços”.

Centro da meta - A previsão para 2019 está abaixo do centro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é 4,25% em 2019, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. (Agência Brasil)

 

RODOVIAS: Erro de cálculo no pedágio fez motoristas pagarem bilhões a mais, diz Agepar

 

rodovias 10 09 2019Todos os cálculos relacionados ao sistema estadual de pedágio terão de ser refeitos, desde o início da concessão, em 1997. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) acredita que encontrou uma falha na forma como as contas foram efetuadas ao longo dos anos e determinou que o trabalho seja refeito pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Caso as suspeitas da Agepar se confirmem, seria um rombo bilionário, com consequências a favor dos usuários das rodovias, que a essa altura dos contratos – faltando dois anos para o fim do prazo – só poderia ser compensado com redução de tarifa.

 

Engenharia matemática - A questão envolve uma complexa engenharia matemática, a partir de conceitos contábeis, econômicos e financeiros, como fluxo de caixa e Taxa Interna de Retorno (TIR). O ponto de partida é um dos documentos que fazem parte dos contratos de concessão assinados em 1997, o anexo 8, que estabelece uma bonificação em caso de realização de algumas obras pré-definidas. Esse adicional teria sido considerado na expectativa de receita das concessionárias e teria tido efeito positivo para as empresas ao longo do contrato mesmo quando as obras não foram executadas.

 

Especialistas - A Gazeta do Povo entrevistou quatro especialistas em pedágio que concordaram em colaborar com a reportagem, mas pediram para não terem os nomes revelados ou porque trabalham em empresas de outros estados ou porque não tiveram acesso a todos os detalhes necessários para se posicionar sobre o caso em específico. Todos foram unânimes em afirmar que somente o retrabalho poderá mostrar se houve erro nos cálculos. Também destacaram que é preciso confirmar se esse aspecto não foi resolvido em aditivos contratuais e preveem uma longa discussão jurídica sobre o assunto.

 

Arrecadação - A arrecadação com pedágio no Anel de Integração foi de R$ 2,4 bilhões em 2018. Estimativas preliminares da Agepar indicam que, caso a falha tenha mesmo sido cometida, nos patamares aparentes, o valor devido pelas empresas seria superior a R$ 3 bilhões. Se houvesse mais tempo de contrato, a compensação poderia ser feita por meio de antecipação ou inclusão de obras. Contudo, no cenário atual, só haveria prazo para a “devolução” de dinheiro, por meio de redução de tarifa ou, eventualmente, depósito bancário, compensação em bens ou prorrogação da prestação de serviços sem cobrança.

 

Conceitos técnicos - Para entender o que está será reavaliado no pedágio do Paraná é preciso compreender os termos envolvidos nesse tipo de contrato. A expressão que mais importa para as empresas interessadas em uma concessão é a Taxa Interna de Retorno. Muitas vezes confundida com lucro, é a TIR que define se vale a pena investir no negócio. Ela precisa ser maior que os juros do mercado (ou o dono do dinheiro optaria por uma aplicação mais conservadora e segura).

 

Interesse - Em 1997 – num cenário econômico conturbado, com inflação e juros bem mais altos do que os atuais –, as empresas se interessaram pelas concessões de rodovias do Paraná, que ficaram com TIRs entre 16,43% e 19,29% (variando em cada um dos seis lotes). A partir de aditivos contratuais, nos anos de 2000 e 2002, as taxas passaram a patamares entre 17,40% e 20,15%. Para se ter uma ideia, os pedágios federais implantados no Paraná em 2007 (portanto, dez anos depois dos contratos do Anel de Integração) tiveram TIR de 8,65% – a metade do percentual praticado no sistema estadual. Em alguns contratos negociados na gestão Dilma Rousseff a TIR chegou a 6% e depois voltou à casa de 9% (ainda bem acima da inflação, para ser atrativo para investidores).

 

Fluxo de caixa - Também no início do contrato, foi estimado um fluxo de caixa principal – uma previsão de receita e despesas. Essa conta foi feita partindo do pressuposto que a bonificação (chamada de degrau de pista dupla) seria aplicada. Ou seja, considerou que era líquido e certo que, a partir de um determinado momento, a arrecadação das empresas iria aumentar consideravelmente. E é essa previsão de caixa que é sempre considerada na hora de calcular o retorno financeiro para as empresas.

 

Conceitos - Essa técnica envolve conceitos das áreas contábil, econômica, financeira e matemática. Ela é aplicada em situações em que o investimento anual pode ser maior que a receita, principalmente em casos de longo prazo. Assim, no início das concessões, as empresas gastaram mais do que receberam (construíram praças de pedágio, compraram equipamentos e fizeram obras). Ou seja, fizeram investimentos que seriam remunerados no futuro (uma vez que a receita da cobrança daquele ano era menor do que o necessário para bancar as contas e foi necessário captar dinheiro, com investidores e/ou financiamentos).

 

A descoberta - O anexo 8 dos contratos de concessão estabelecia que se uma obra específica (geralmente duplicação, daí o nome degrau de pista dupla) fosse realizada até um determinado ano, a praça de pedágio mais próxima receberia uma bonificação, em forma de aumento da tarifa básica. Mas a maioria das obras acabou não sendo realizada – portanto, a elevação prevista não foi aplicada. O que pareceria uma “punição” para as empresas acabou sendo uma vantagem.

 

Compensação - De acordo com o entendimento da Agepar, as concessionárias foram contempladas com uma compensação nos processos de reequilíbrio econômico-financeiro, com aplicação de um reajuste maior para atingir o fluxo de caixa previsto inicialmente. Assim, a bonificação que seria dada na tarifa básica apenas da praça próxima à obra estipulada era distribuída, de forma diluída, por todas as praças da concessionária, mesmo que o projeto esperado não tivesse sido executado. Boa parte das obras que gerariam bonificação foram alvo dos aditivos contratuais feitos durante a gestão Jaime Lerner, nos anos de 2000 e 2002. As duplicações foram excluídas, adiadas ou trocadas por outras obrigações.

 

Questão - A questão foi levantada por Thiago Petchak Gomes, gerente de Regulação Econômica e Financeira da Agepar, economista aprovado no concurso feito pela agência no ano passado, mas que não tiveram os cargos nomeados ainda. Aqui é importante fazer uma ressalva: a fiscalização dos contratos de pedágio ficou, ao longo da maior parte da concessão, a cargo do DER. Somente em 2011 a agência reguladora – que é para ser um organismo independente, sem interferência política – foi formalmente criada. Contudo, a Agepar ainda está em processo de estruturação e só recentemente passou a regular os contratos de pedágio e de outros serviços delegados, como água e esgoto e transporte público intermunicipal.

 

Resolução - A Agepar publicou uma resolução normativa, alertando para a necessidade da revisão das contas do pedágio a partir do degrau de pista dupla, e também uma nota técnica detalhando o entendimento sobre o caso. Os técnicos da agência reguladora destacam que há situações, também, de desequilíbrio a favor das concessionárias, como é o caso da isenção de eixo suspenso de caminhões, que devem ser compensadas, mas seriam proporcionalmente menores que as supostas distorções causadas pelo degrau de pista dupla.

 

Esforços - A atual gestão do DER afirma não ter responsabilidade pelas decisões tomadas em governos anteriores e que vai fazer todos os esforços para seguir a determinação da Agepar. O diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti Saboia, não contestou a decisão da agência reguladora, partindo do princípio que se tratava de algo conceitual, na área econômica, que precisa ser verificado. “Já que a Agepar chegou a esse entendimento, nos cabe fazer os cálculos.”

 

Força-tarefa - Uma força-tarefa foi escalada para começar as contas com os técnicos disponíveis no DER, mas Furiatti vai incluir a demanda no termo de referência de uma licitação que deve ser publicada em setembro, visando contratar uma empresa para avaliar diversos aspectos do contrato de concessão de rodovias. O trabalho deve levar meses com os servidores, como economistas e contadores, e a contratada só auxiliará a partir de 2020. Sobre o passado, o DER informa que os responsáveis pelos cálculos não fazem mais parte do DER – ou foram presos ou se aposentaram. O trabalho também foi feito, em alguns períodos, por funcionários terceirizados, de empresas contratadas, que não estão mais acessíveis.

 

Questões políticas e jurídicas - Quando parecia que a confusão envolvendo o pedágio no Paraná não poderia aumentar – depois de levar gente para a prisão e de resultar na redução de tarifas por causa da confissão do pagamento de propina – um ingrediente é adicionado à trama. É que sempre foi um trunfo das concessionárias recorrer à chamada segurança jurídica e falar que estava previsto em contrato deveria ser cumprido. O degrau de pista dupla, estabelecido no anexo 8, é parte desse contrato original.

 

Incerteza - Ainda não é possível saber se o caso não foi percebido no passado ou foi propositalmente ignorado. A Gazeta do Povo buscou contato com ex-diretores que estavam à frente do DER-PR em momentos cruciais da gestão do contrato de concessão de rodovias, mas não houve resposta. O espaço segue aberto caso algum dos gestores queira se pronunciar sobre a forma como foram realizados os cálculos relacionados ao pedágio ao longo das últimas duas décadas.

 

Ciência - As concessionárias tomaram ciência da apuração da Agepar a partir da publicação dos documentos no site da agência reguladora. Procurada pela Gazeta do Povo, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) se manifestou em nome das empresas, informando que espera que os atos da agência reguladora respeitem “o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, os atos jurídicos perfeitos, a ampla defesa e o contraditório. Também reitera que as concessionárias do estado acatarão, como sempre, as decisões do poder concedente e estão abertas ao diálogo com todas as partes.”

 

Discussão inédita - A discussão sobre o degrau de pista dupla ter sido considerado no fluxo de caixa é inédita – nunca apareceu em nenhuma das inúmeras vezes que os contratos foram alvos de questionamento. Os órgãos de controle já demonstraram interesses da reavaliação das contas do pedágio, a partir do novo entendimento. Em reuniões realizadas com técnicos da Agepar, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e dos Tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE-PR) disseram que vão esperar os resultados do trabalho e, se confirmadas as suspeitas, pretendem agir para garantir o ressarcimento aos usuários.

 

O que acontece agora? - A revisão sobre o degrau de pista dupla atingirá cinco das seis concessionárias que atuam no Anel de Integração, sistema de rodovias pedagiadas do Paraná com 2,5 mil quilômetros de extensão. Somente a Ecovia, responsável pela BR-277 no trecho entre Curitiba e o Litoral é que não tinha nenhuma grande obra prevista, de interesse do poder público, listada no anexo 8. O documento que embasa o questionamento, e que faz parte do conjunto do contrato assinado em 1997, só foi divulgado no site do DER agora, depois que a Gazeta do Povo questionou a dificuldade de acesso ao conteúdo, o que caracteriza de falta de publicidade.

 

Auditoria - A Agepar vai contratar uma empresa para fazer uma auditoria no contrato das concessões, incluindo questões como os itens considerados no reequilíbrio econômico-financeiro. O objetivo da contratação é ter um check list completo do que precisa ser cobrado das concessionárias para garantir o encerramento adequado dos contratos.

 

O perigo que vem da Justiça - Cada vez que uma liminar é concedida (e foram dezenas nos últimos tempos) determinando a redução de tarifa ou alguma outra medida que afeta a operação das concessionárias, há a possibilidade de isso custar ainda mais caro para os usuários. As decisões são temporárias, sem análise de mérito (em termos jurídicos, sem avaliação do pedido, sem abertura de prazo para entrega de provas ou para tomar depoimentos e sem apresentação do contraditório). No Judiciário, a liminar tem a função de “estancar uma sangria” (interromper uma prática irregular para evitar mais prejuízos). Contudo, quando a irregularidade não está comprovada – ou pelo menos o tamanho do problema não está numericamente dimensionado – uma redução na receita das empresas pode motivar pedidos de reequilíbrio financeiros que costumam ser ainda mais prejudiciais aos usuários. (Gazeta do Povo)

SAÚDE: Número de beneficiários de planos cai 0,3% em 12 meses

 

saude 10 09 2019Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (09/09) pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) revela que o número de beneficiários de planos de saúde caiu 0,3% – o equivalente à perda de 133,3 mil vínculos – entre julho deste ano e igual mês do ano passado, somando um total de 46,99 milhões de pessoas. De acordo com o IESS, esta é a primeira vez, desde março de 2012, que as carteiras das operadoras de planos de saúde têm menos de 47 milhões de vínculos.

 

Setor - Segundo o superintendente executivo do IESS, José Cechin, a redução do número de beneficiários não está em desalinho com o que vem acontecendo no setor nos últimos anos. Cechin lembrou que, nos planos médico-hospitalares, o pico de queda foi sentido a partir de dezembro de 2014 e que 3 milhões de beneficiários deixaram os planos em 2015 e em 2016 – 1,5 milhão em cada ano, e mais um pouco em 2017.

 

Perdas - “Foram mais de 3 milhões de perdas de vínculos de planos médico-hospitalares em 2015, 2016 e 2017. De então para cá, o setor veio andando de lado. Um momento sobe, um momento cai e fica oscilando em torno de 47,1 milhões e 47,2 milhões [de beneficiários]. Desta vez, oscilou para baixo”, disse Cechin à Agência Brasil.

 

Aumento - Apesar disso, houve aumento de 2,2% na quantidade de vínculos com pessoas de 59 anos ou mais, o que equivale a 147,3 mil novos contratos, ressaltou.

 

Recuperação - Para Cechin, a redução de 0,3% registrada nos 12 meses findos em julho “é um pequeno soluço”, e a expectativa para o próximo resultado é de recuperação. Ele disse que tem sido assim nos últimos meses e que não acredita que isso tenha iniciado uma tendência de decréscimo do número de beneficiários." É apenas uma oscilação circunstancial, conjuntural.”

 

Funcionários - Cechin lembrou que as empresas costumam oferecer planos de saúde a seus funcionários: dois terços dos planos médico-hospitalares são corporativos. “Se, nas empresas, há desemprego, as pessoas que tinham emprego perdem o plano”, lamentou. Segundo ele, isso explica a grande saída de beneficiários dos planos de saúde em 2015 e 2016.

 

Melhores condições - Ele disse que, quando a economia voltar a crescer, as empresas terão melhores condições financeiras e vão contratar pessoal que terá planos de saúde.

 

Odontológicos - Em contrapartida à queda de vínculos nos planos médico-hospitalares, os que cobrem tratamentos odontológicos mantêm trajetória de crescimento. Quando o segmento teve início, com regulamentação a partir de 2000/2001, havia menos de 1 milhão de beneficiários, lembrou Cechin. Atualmente, esses planos detêm 24,96 milhões de beneficiários, e a tendência é de expansão.

 

Crescimento contínuo - “É tradição desse mercado crescer continuamente, mesmo na recessão e na crise”, disse Cechin, que atribuiu a expansão do setor odontológico à mensalidade paga, que é mais baixa que a de um plano médico, e as pessoas podem pagar. Ele acrescentou que muitas empresas que gostariam de oferecer um plano médico a seus funcionários ainda não têm porte, nem economicidade, renda e finanças para tal, e optam pelo odontológico, cujo tíquete é bem mais baixo.

 

O IESS - O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade que promove e realiza estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas no setor brasileiro. (Agência Brasil)

OPINIÃO: Queimadas, proteção, preservação e uso da terra no Brasil

opiniao 10 09 2019*Eugênio Stefanelo

Segundo a Embrapa Territorial, as terras legalmente atribuídas pelo governo para a conservação e aos indígenas somam 2.471 unidades com 257,3 milhões de hectares, ou 30,2% do território nacional. A média dos maiores países do mundo em extensão territorial é de 10%. Portanto, protegemos três vezes mais em uma área equivalente a 15 países da Europa.

Somando as áreas destinadas aos quilombolas, a reforma agrária e as unidades militares com florestas públicas temos 12.184 áreas com 315,9 milhões de hectares, ou 37,1% do território nacional legalmente protegidos.

Quanto à ocupação e uso das terras, o Código Florestal Brasileiro destinou entre 20% e 80% das áreas das propriedades agropecuárias à preservação ambiental. Isto equivale a 218,3 milhões de hectares, 25,6% do território nacional ou, em média, metade das áreas das propriedades agropecuárias. Nossos produtores são os maiores preservacionistas do mundo porque lei semelhante não existe em nenhum outro país.

A soma das áreas protegidas e preservadas (423,4 milhões de hectares ou 49,8% do território nacional) com as terras devoluta e imóveis ainda não cadastrados equivale a 66,3% do território brasileiro, ou 631,8 milhões de hectares. Nenhum dos produtores de alimentos do mundo mantém a cobertura vegetal nativa em tal extensão territorial, que abrange a área somada de 48 países da Europa.

As áreas ocupadas por todas as lavouras são 66,3 milhões de hectares ou 7,8% do território nacional, por pastagens plantadas 112,2 milhões de hectares ou 13,2% e por florestas plantadas 10,2 milhões de hectares ou 1,2% das terras do Brasil. Os EUA destinam 74,3% do território a exploração agrossilvipastoril, dos quais 17,4% as lavouras. Os países da União Europeia ocupam com lavouras entre 45% a 65% do território.

Considerando o que nós fazemos e o que fazem os países desenvolvidos ou em desenvolvimento em relação a proteção, preservação, ocupação e uso das terras, nenhum está em condições de nos criticar.

Aproximadamente 15% das terras da Amazônia legal foram ocupadas e 85% estão protegidas e preservadas. A região norte do Brasil produz menos de 4% do total do agronegócio e a quase totalidade em áreas sem pendências em relação a legislação ambiental. Portanto, a vinculação da a imagem do agronegócio brasileiro às queimadas da Amazônia revela no mínimo desconhecimento, ou má fé ou outros interesses que não a preservação ambiental.

Ocorreu mobilização de grupos para ampliar os focos de incêndio e isto deve ser cabalmente investigado pelos órgãos competentes. Os dados disponíveis apontam que a enorme maioria dos focos de incêndio ocorreu em áreas protegidas e foi provocado por pessoas que usam esta prática há centenas de anos, no período da seca. Mas há também desmates ilegais, provocado por grileiros de terras, madeireiros e por alguns produtores, que devem ser rigorosamente investigados e punidos.

Existe um déficit de soberania dos brasileiros sobre a Amazônia e crescente interesse estrangeiro sobre a internacionalização desse território e compete ao governo repudiar e combater essa intervenção em nossa soberania. Soberania nacional não se discute, se mantém. Dentro desse princípio, a oferta de ajuda financeira internacional só pode ser aceita se o uso dos recursos ficar a cargo dos órgãos do governo brasileiro e não de entidades estrangeiras com ação em nosso território. Isto porque estes recursos não podem comprar o direito dos países donatários de continuarem não reflorestando o que desmataram há séculos, caso o interesse seja de fato a preservação ambiental mundial.

Soberania implica em responsabilidade. Portanto, cabe aos órgãos governamentais fiscalizar e punir os desmates e queimadas ilegais e desburocratizar a concessão de licenças para as atividades legais e necessárias ao desenvolvimento sustentável das populações locais e das regiões. Também de produzir e enviar aos governos e empresas de comunicação do mundo um documento baseado em dados científicos que mostrem claramente a situação da proteção, preservação, ocupação e uso das terras no Brasil e na Amazônia. Depois de informados, embora a maioria já saiba, não há como contestar nosso direito de alertar, em linguagem diplomática, contra o uso de informações distorcidas e vinculadas a outros interesses como o combate a competitividade do agronegócio brasileiro. E de exigir dos mandatários e dirigentes dos países e organismos internacionais posturas coerentes com a realidade demonstrada.

O lema “produção sustentável e florestas aqui e lá” deve ser adotado por todos os países. Aqueles que no passado desmataram quase a totalidade dos seus territórios devem o   obrigatoriamente reflorestar. Ao Brasil cabe preservar e proteger o que determina o código florestal, diga-se de passagem, o mais restritivo do mundo. E aos verdadeiros brasileiros cabe o total repudio a outros que em nome da ideologia e da luta pelo poder desprezam e agem contra o país, nossa imagem e soberania.

*Eugenio Stefaleno é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), doutor em economia agrícola e apresentador do programa Negócios da Terra, da Rede Massa

 


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