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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4655 | 04 de Setembro de 2019

VISITA: Diretor da OMC é recebido na sede do Sistema Ocepar

O diretor da Divisão de Agricultura de Produtos de Base da Organização Mundial do Comércio (OMC), Edwini Kessie, visitou, na manhã desta quarta-feira (04/09), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. O visitante foi recebido pelo presidente da entidade, José Roberto Ricken, o superintendente Robson Mafioletti, e o presidente da Cooperativa Bom Jesus e  coordenador nacional do ramo agropecuário da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Luiz Roberto Baggio. Também participou da reunião a consultora Emily Rees, gestora da Trade Strategies. Ambos participarão, nesta quinta-feira (05/09), do 7° Fórum de Agricultura da América do Sul, uma iniciativa do jornal Gazeta do Povo, que será realizada no Museu Oscar Niemeyer.

Desenvolvimento O analista Maiko Vinicius Zanella apresentou os indicadores econômicos e sociais do cooperativismo paranaense. O presidente Ricken entregou ao diretor da OMC um catálogo dos produtos produzidos por cooperativas paranaenses. Kessie afirmou que a força do cooperativismo do Paraná, em especial no ramo agropecuário, o surpreendeu. “É um setor muito organizado e que traz muitos benefícios ao desenvolvimento dos produtores agrícolas e também para a economia do estado”, afirmou.

Fórum - Kessie vai ministrar a conferência de abertura do 7º Fórum de Agricultura, evento que ocorre paralelamente ao Fórum dos Presidentes das Cooperativas do Paraná promovido pelo Sistema Ocepar e que será acompanhado por cerca de 100 lideranças do cooperativismo paranaense, nesta quinta e sexta-feira (05 e 06/09).

Tema - Nesta edição, o Fórum de Agricultura da América do Sul vai debater o tema “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”. De acordo com os organizadores, a ideia é intensificar as discussões sobre as tendências transversais do agronegócio que impactam na produção e no consumo, como oferta e demanda, tecnologia e logística, sanidade, mercado e políticas comerciais. A pergunta a ser respondida é: como se manter eficiente e competitivo em um ambiente geopolítico cada vez mais globalizado e que passa por constantes e intensas transformações?

Especialistas - Para discutir o assunto, foram convidados especialistas de diversas entidades com atuação mundial. Alem do diretor da OMC, Edwini Kessie, haverá a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), CME Group, Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura do Paraná, Solar Cluster, Senai, John Deere, entre outros.

Investimentos - Os investimentos realizados pelo cooperativismo paranaense serão apresentados no segundo dia do evento, durante solenidade com o governador Ratinho Junior e a diretoria da Ocepar. Somente no ano passado, o ramo agropecuário investiu R$ 2 bilhões em infraestrutura. Na sequência, serão anunciados os vencedores do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo. O evento encerra com a 2ª Feijoada Cooperativa, elaborada com produtos das cooperativas do Paraná.

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G7: Paranaenses defendem que sede da superintendência da Receita Federal fique em Curitiba

 

O presidente do Sistema Ocepar e coordenador do G7, José Roberto Ricken, participou, nesta terça-feira (03/09), de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que discutiu o processo de reformulação administrativa da Receita Federal. Na oportunidade, Ricken entregou ao coordenador-geral de Planejamento, Organização e Avaliação Institucional da Receita, Jaime Durra, um documento solicitando que uma das superintendências da entidade seja mantida em Curitiba. De acordo com a proposta do governo, a ideia é reduzir o número de unidades no país e centralizar em Porto Alegre (RS) as demandas de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

 

Defesa - O G7, que é composto pelas principais entidades representativas do setor produtivo paranaense, vem defendendo a manutenção da superintendência da Receita em Curitiba desde o anúncio da reestruturação. No dia 25 de junho, um ofício dirigido ao secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi entregue por Ricken ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que esteve em Curitiba na época como presidente interino da República. As entidades ressaltaram a importância da localização geográfica da capital paranaense, com uma estrutura constituída e com entregas eficientes, e os custos para os cofres públicos que serão acarretados em caso de mudanças na sede, hoje responsável pelos estados do Paraná e Santa Catarina.

 

G7 – O G7 é formado pela Federação e Organização das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio/PR), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

 

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COOPERJOVEM: Finalistas do Prêmio de Redação recebem os troféus em Caiobá

 

Um troféu no formato da estatueta da maior premiação do cinema – o Oscar – foi entregue, na manhã desta quarta-feira (04/09), aos alunos finalistas da edição deste ano do Prêmio de Redação do Programa Cooperjovem. Os pais e professores também foram homenageados. A solenidade ocorreu no Sesc Caiobá, no litoral paranaense, com a presença de alunos, professores, diretores, coordenadores do Cooperjovem nas cooperativas parceiras, instrutores e secretários de educação. O evento, aberto pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, está sendo prestigiado pela da analista de Desenvolvimento e Gestão do Sescoop Nacional, Edlane Resende. A programação deste primeiro dia teve a participação do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR). Na parte da tarde, será ministrada uma palestra com o educador Marcos Meier.

 

Mais - O evento prossegue nesta quinta-feira (05/09), com apresentações culturais e palestra de encerramento com o consultor João Carlos de Oliveira.

 

Cooperativas - No Encontro de premiação do Cooperjovem há 13 cooperativas representadas: Sicoob Ouro Verde, Sicoob Sul, Sicoob Metropolitano, Cocari, Cocamar, Agrária, Coopermundi, Colégio Cooperativa da Lapa, Coopagrícola, Castrolanda, Frísia, Lar e Copagril.

 

O concurso - O troféu entregue aos finalistas do Prêmio de Redação remete ao tema desta edição do concurso: “Por que o Programa Cooperjovem merece o Oscar da Educação?”. Neste ano, houve a participação de 20 cooperativas paranaenses parceiras do Programa. Ao todo, foram 56 redações inscritas na primeira categoria (alunos matriculados no 4° e 5° ano do ensino fundamental) e 18 redações na segunda categoria (alunos matriculados do 6° e 9° ano do ensino fundamental).

 

Classificação -“Lembramos que não há 1°, 2° ou 3° lugares no concurso. Os seis alunos foram classificados por ter as melhores redações e todos os participantes podem ser considerados vencedores”, ressalta a analista técnico do Sescoop/PR, Fabianne Ratzke.

 

Finalistas - Veja abaixo a lista dos finalistas.

 

Primeira categoria

Vinicius Assunção Siviero – Sicoob Metropolitano

Emily Ferrari de Oliveira – Cocari

Any Vitória Pena Farias – Frísia

 

Segunda categoria

Júlia Nauy – Agrária

Inácio Perondi Hank – Coopermundi

Isabela Donato Vidal – Agrária

 

O Cooperjovem - O Programa Cooperjovem é desenvolvido em todo o país pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). No Paraná, é coordenado pelo Sescoop/PR e realizado em parceria cooperativas agropecuárias, educacionais e de crédito. Abrange atualmente 31.387 alunos do ensino fundamental, 1.762 professores, 370 escolas e 68 municípios paranaenses. O Cooperjovem possui uma metodologia própria, que inclui a capacitação dos professores e educadores, proporcionando a vivência do trabalho coletivo e a identificação de práticas educacionais pautadas na cultura da cooperação. Assim, eles são preparados a desenvolver atividades diversas com os estudantes, baseadas na filosofia cooperativista, sendo que o prêmio de redação é uma dessas iniciativas.

 

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CRÉDITO RURAL: Agosto encerra com acumulado de R$ 39 bilhões aplicados na safra 2019/20

 

credito rural destaque 04 09 2019Dois meses após o início da safra 2019/20, já foram contabilizados R$ 39 bilhões em recursos captados em crédito rural no país. Esse é o montante acumulado até agosto, de acordo com levantamento do Banco Central e representa 17,3% do total de R$ 225,59 bilhões anunciados pelo governo federal para esta safra, que começou no dia 1º de julho. Segundo acompanhamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), esses recursos tiveram a seguinte origem: 38% na poupança rural; 25% em recursos obrigatórios; 21% em recursos com taxas livres; 8% no BNDES equalizável, 7% em fundos constitucionais e 1% em outras fontes.

 

Cooperativas - O estudo da Getec revela ainda que, neste período, as cooperativas brasileiras captaram R$ 5,23 bilhões, destinados a custeio e industrialização. Já as cooperativas paranaenses aplicaram R$ 2,33 bilhões em industrialização e custeio, no acumulado de agosto.

 

Evolução - O Informe também traz a soma dos recursos aplicados na safra 2018/19, por origem, e a evolução registrada desde a safra 2016/17 até a atual. Clique aqui para conferir o Informe Crédito Rural da Getec.

 

Informações - Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Costa (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br  / 41 3200-1133).

COMPLIANCE: Início do Programa é mais um compromisso da Capal com a transparência

 

compliance 04 09 2019A Capal é a primeira cooperativa agroindustrial a dar início no Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense. A iniciativa visa consolidar o modelo de gestão das cooperativas do Paraná como instituições ainda mais comprometidas com transparência, valores, desenvolvimento social e econômico. Compliance quer dizer conformidade às leis e ordens, com a melhora de processos das organizações.

 

O programa - O programa foi desenvolvido de forma conjunta pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), o Sistema Ocepar e a Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

 

Nivelamento - Membros do Conselho de Administração, da diretoria executiva, da gerência e funcionários da Capal participaram da segunda de oito etapas do programa, que focou no nivelamento dos conhecimentos em compliance, curso dividido em dois módulos. O programa foi lançado em abril deste ano na sede da Ocepar, em Curitiba.

 

Novo cenário - “A Lei Anticorrupção abordou um novo cenário nas organizações brasileiras, um cenário que dá importância à transparência, à ética, à conduta. Esse assunto traz em sua pauta, além da governança, questões relacionadas a compliance, à integridade. O Sescoop, preocupado com as cooperativas do Paraná, trouxe o desafio de disseminar a cultura da compliance, da integridade, da conformidade do sistema cooperativista do Paraná”, afirma o superintendente do Sescoop (PR), Leonardo Boesche.

 

Diferencial - Um dos diferenciais do programa é a oferta de soluções customizadas, segundo a realidade de cada cooperativa.

 

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. O volume de leite negociado pela Capal mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros/dia. (Imprensa Capal)

 

JUNTOS: Cooperativas do Centro-Sul se reúnem para avaliar diagnósticos de intercooperação

 

O Programa Juntos Centro-Sul de Intercooperação reuniu, nesta quarta-feira (04/09), na Colônia Witmarsum, em Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais, lideranças de oito cooperativas. Este é o terceiro encontro promovido pelo Sistema Ocepar, dentro do Programa Juntos, desenvolvido durante curso de Alta Performance por funcionários/consultores do sistema. O presidente da cooperativa Witmarsum, Artur Zawatsky, anfitriã do encontro, disse que era uma satisfação poder receber o evento. “Estamos num processo de construção de parcerias e reunir todos vocês aqui é uma demonstração de interesse que podemos intercooperar”.

 

Avaliação - Durante o dia todo, os 27 participantes, entre os quais 20 lideranças, irão avaliar o diagnóstico levantado nas mais de 30 entrevistas realizadas com as cooperativas participantes, com apoio do professor Flávio Osten, no mês de agosto. A apresentação do diagnóstico foi realizada pelo professor da Universidade Federal do Paraná, Tomas Sparano Martins.

 

Fatores - Segundo ele, “os principais fatores que contribuem para intercooperação são: experiência prévia; conhecimento dos parceiros (cultura, sistema de gestão, capacidades, fraquezas) e se a cooperativa está capitalizada ou não”. Já os fatores críticos apresentados nestes diagnósticos são: “as capacidades de interrelacionamento, investimentos específicos em tempo gerencial para atender, discutir, codificar o que é aprendido e o que se quer fazer”. Tomas destacou também os primeiros passos necessários para desencadear o processo: “avaliar os recursos dos parceiros, grau de interdependência e complemetariedade de recursos. Também, criar ativos para relação, rotinas de compartilhamento de conhecimento. Além disso, governar mecanismos informais baseados em confiança, mecanismos formais, estrutura, contratos, entre outros. É importante ainda aprender sobre novos ativos e novas rotinas”, frisou.

 

Participação - Participam do evento também os consultores do programa, Cristiano Michalovicz, Danielle Raduski, Edson Luis Carvalho de Souza, Fernando Mendes e Samuel Milléo Filho. Acompanha o grupo a analista do Sescoop/PR, Carla Lampe.

 

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FORMAÇÃO: Curso sobre retenções previdenciárias continua com inscrições abertas

 

Continuam abertas as inscrições para o Curso Retenções na Fonte – da teoria à prática, destinado a profissionais que atuam nas cooperativas paranaenses. Elas devem ser feitas com Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br/ 41 3200-1138). A formação será realizada nos dias 26 e 27 de setembro, no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba.

 

Instrutor - O contador especializado em direito tributário, Werinton Garcia dos Santos, vai orientar os participantes sobre vários aspectos ligados às retenções previdenciárias. O curso vai tratar das estruturas tributárias, solidárias ou não, vinculadas aos compromissos de retenções na fonte que devem ser seguidos pelas instituições que prestam serviços e/ou as contratantes de serviços, oferecendo de forma prática a visão dos processos internos, especialmente nas sociedades cooperativas, para que haja compreensão da importância das rotinas na nova escrituração fiscal de retenções e respectivas obrigações acessórias vinculadas.

 

 

formacao folder 04 09 2019

COOPERATIVISMO: Vem tomar um café da manhã com a gente!

 

Que tal um cafezinho diferente? E uma boa xícara de leite? Também pode ser um suco! É que a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), está realizando uma degustação de produtos de cooperativas agropecuárias, à base de café, leite e suco de uva, entre os dias 3 e 5 de setembro de 2019, no Hall da Taquigrafia do Congresso Nacional, em Brasília.

 

Presença - O evento tem por objetivo mostrar o quanto o cooperativismo está presente na vida dos brasileiros e, ainda, como a sociedade pode escolher os produtos que vai consumir e, ao mesmo tempo, valorizar o trabalho das famílias que vivem da agricultura.

 

Cooperativas - Ao todo, 19 cooperativas estarão no local com seus produtos, demonstrando a força da agricultura nacional e a rica qualidade dos alimentos e bebidas produzidos pelas cooperativas do setor. São elas: Coocapec, Cooabriel, Coopfam, Cooxupé, Agrocoop, Expocaccer, Minasul, CooperRita, Cemil, Coopatos, Cativa, Frísia, Frimesa, Witmarsum, Castrolanda, Fecovinho, Nova Aliança, Garibaldi e Cooperativa Vinícola Aurora.

 

Apoio - A iniciativa conta, ainda, com o apoio das Frentes Parlamentares da Agropecuária e do Café, da Associação Brasileira de Cafés Especiais, do Conselho Nacional do Café, da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária e da Embrapa. Ao longo dos três dias de evento, os visitantes e a imprensa poderão degustar diversos produtos das cooperativas e, ainda, e conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

 

Força - “Iniciativas como essa são essenciais para mostrarmos à sociedade que o cooperativismo está muito mais presente na vida das pessoas do que elas imaginam. Da hora que a gente levanta até a hora que vamos dormir, consumimos produtos ou serviços de cooperativas. Isso é um fato! E quanto mais as pessoas souberem disso, mais as cooperativas poderão contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do nosso país. Afinal, um cooperativismo forte é sinônimo de uma economia forte”, ressaltou Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

 

Harmonia - “O Cooperativismo é mais que um conceito econômico. As cooperativas são nossos grandes instrumentos de proteção, pois conseguem transformar vidas, garantindo renda sustentável aos produtores, de forma harmônica. Precisamos deles do nosso lado, para que os bons brasileiros de conteúdo, de moral e de ética se insiram dentro do ambiente político e pautem a agenda do nosso país”, comentou o deputado Evair de Melo, presidente da Frencoop.

 

Café - O Brasil tem cerca de 100 cooperativas voltadas ao cultivo, beneficiamento e comercialização de café. Além disso, a cafeicultura brasileira está presente em cerca de 1,8 mil municípios e reúne mais de 330 mil produtores. A atividade gera aproximadamente 8,4 milhões de empregos direta e indiretamente e o valor bruto da produção supera os R$ 25 bilhões. Já as exportações rendem, anualmente, cerca de US$ 6 bilhões e, em 2018, o Brasil produziu 61,7 milhões de sacas de 60 kg de café.

 

Leite - No tocante ao setor leiteiro, o país tem cerca de 160 cooperativas voltadas à produção, beneficiamento e comercialização de lácteos, que contam com aproximadamente 71 mil cooperados. Na região Sul e Sudeste, as cooperativas respondem com 46,5% e 35,2% da captação total destas regiões. O faturamento total das indústrias associadas ao cooperativismo registra, em média, R$ 8 bilhões anuais. Entre os produtos que se destacam estão o leite longa vida (38% do faturamento), o leite em pó (15%) e o leite pasteurizado (12%). De acordo com o ranking da Leite Brasil, entre os 13 maiores laticínios do Brasil, seis são cooperativas que recebem 37% do volume de leite captado pelo grupo e contam com 52% dos produtores como associados.

 

Presenças - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, prestigiou o evento nesta terça-feira (03/09). Também estiveram presentes os deputados federais do Paraná, Luiz Nishimori e Pedro Lupion. (Com informações da OCB)

 

SERVIÇO

Venham prestigiar!

Local: Hall da Taquigrafia, Anexo II da Câmara dos Deputados

Data e horário: 3, 4 e 5 de setembro de 2019, das 9h às 18h (terça e quarta) e 9h às 14h, na quinta.

Não é necessária inscrição prévia.

 

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C.VALE: A melhor em aves e suínos, segundo a revista Exame

A edição “Melhores e Maiores de 2019” da revista Exame elegeu a C.Vale como a melhor empresa do Brasil em aves e suínos. Para chegar ao resultado que mostrou a C.Vale entre as 11 líderes do agronegócio nacional, a publicação analisou o lucro líquido, patrimônio líquido, margem de vendas e riqueza criada por empregado ao longo de 2018.

Vendas - A C.Vale também aparece como a 72ª maior empresa brasileira em vendas, crescendo nove posições, com vendas líquidas equivalentes a R$ 8,56 bilhões no ano passado.

Segmento comercial - Entre as empresas do segmento comercial, a cooperativa aparece como a 20ª maior do país do comércio por vendas. O levantamento mostra, ainda, a C.Vale na 48ª posição entre as maiores exportadoras.

Agronegócio - O estudo publicado pela Revista Exame comparou também o desempenho das 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro por receita líquida. Neste seguimento a cooperativa ocupa a 21ª colocação. No Paraná, a cooperativa aparece como a 2ª maior e na 5ª posição no Sul do país.

Estratégia - Para o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, a estratégia focada na industrialização e agregação de valor colocou a cooperativa entre as melhores e maiores do país. (Imprensa C.Vale)

DESEMPENHO DA C.VALE EM 2018

Brasil

1ª em aves e suínos

72ª maior em vendas

20ª maior do comércio

Região Sul

7ª em receita líquida

Agronegócio

2ª maior do Paraná

5ª maior do Sul

21ª maior do Brasil em receita líquida

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COPAGRIL: Revisão e regulagem das máquinas são indispensáveis para sucesso na semeadura

 

copagril 04 09 2019Antes de iniciar os trabalhos de implantação das culturas de verão, a área técnica da Cooperativa Agroindustrial Copagril orienta aos produtores que providenciem a revisão da semeadora e dos implementos que serão utilizados no plantio da safra 2019/2020.

 

Regulagem - Uma boa regulagem dos equipamentos contribui para melhor qualidade no processo, com distribuição regular das sementes e do adubo. Evitando o desperdício de insumos e falhas nas linhas semeadas, favorecendo o desenvolvimento da cultura de modo uniforme, com reflexo em produção e qualidade da lavoura.

 

Discos - O primeiro passo na regulagem da semeadora é a escolha correta dos discos e anéis que serão utilizados. Após a escolha do disco, deve-se realizar um teste prático para confirmar a precisão: com o disco em mãos e uma pequena amostra de sementes, escolhe-se o anel com friso para sementes redondas ou liso para sementes chatas.

 

Engrenagens - A combinação de engrenagens é a responsável pela distribuição do número de sementes na linha de plantio. Deve-se escolher a relação de engrenagem que mais se aproxima do número de sementes desejado por metro linear, observando a distribuição, a profundidade e, em especial a uniformidade do plantio. Avaliando as condições do solo conforme as características de cada talhão. 

 

Monitoramento - A regulagem precisa ser constantemente monitorada e caso necessário, devem ser feitas novas regulagens durante a semeadura.

 

Adubo e velocidade - Além das sementes, o operador necessita ter atenção especial para a profundidade e o local de deposição do adubo. Obrigatoriamente, deve ser posicionado ao lado e abaixo da semente, evitando-se efeitos de salinização e uma possível redução na taxa de germinação e emergência. A velocidade de trabalho da semeadora deverá ficar entre 4 e 6 km/hora para regularidade de distribuição das sementes e do fertilizante.

 

Assistência técnica - Caso o produtor tenha alguma dúvida, pode entrar em contato com os profissionais da Copagril para assistência técnica e orientações, bem como a aquisição de peças e implementos novos. (Imprensa Copagril)

SICREDI CENTRO SUL: Corrida e caminhada da cooperação reúnem cerca de 500 pessoas em Prudentópolis

 

O domingo, dia 25 de agosto, amanheceu diferente em Prudentópolis (PR). O sol e o espírito de cooperação também despertaram, pois nesta data aconteceu a Corrida e Caminhada da Cooperação, um evento organizado pelo Rotary Club de Prudentópolis Cachoeiras, Prefeitura Municipal de Prudentópolis, Serviços de Obras Sociais e Academia TNT e patrocinado pelo Sicredi, com o objetivo de estimular a atividade física na comunidade da região, inspirar a cooperação e ajudar algumas instituições beneficentes da cidade de Prudentópolis-PR, sendo elas: ACTA (Associação e Comunidade do tratamento do alcoolismo e dependentes químicos), Apae, Apasfa (Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis), Casa Lar, Hospital Sagrado Coração de Jesus e Santa Casa de Misericórdia. No momento da inscrição o participante escolhia para qual entidade sua doação seria destinada, mas havia também a opção de “Todas”, dividindo o valor igualmente para as entidades participantes.

 

Alegria - O presidente da Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ, Santo Cappellari, agradeceu a participação de todos e comentou: “estar junto com os participantes, entidades e organizadores é uma alegria muito grande para nós. Hoje comemoramos 35 anos aqui em Prudentópolis e é gratificante poder comemorar essa data cumprindo com a nossa missão, que também é contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e da comunidade”.

 

Modalidades - O evento reuniu toda a família para uma manhã de esportes e cooperação, com a corrida de 7km, caminhada de 4km, cicloturismo de 29km e corridas para as crianças (de 100 e 200m). Os alunos da Apae também fizeram questão de participar junto com a comunidade.

 

Premiações - Todos que participaram ganharam medalha e na corrida aconteceu a premiação com troféus para os primeiros colocados na classificação geral e também para as categorias definidas.

 

Resultados - O principal objetivo do evento foi estimular o espírito cooperativo que há dentro das pessoas e assim ajudar as instituições da cidade. Com o fechamento dos dados do evento, pode-se dizer que a missão foi concluída com sucesso, pois foram 456 inscritos, mais de 50 voluntários e R$ 14.570,00 arrecadados, que agora serão direcionados às entidades, conforme a definição dos inscritos.

 

Positivo - O presidente do Rotary Club de Prudentópolis Cachoeira, Alysson Wolski, avaliou o evento como muito positivo. “As pessoas se desafiaram a estar aqui hoje para praticar uma atividade física e pelo grande propósito disso tudo, que é fazer o bem. E a atmosfera de solidariedade e cooperação que paira no ar, tornou essa manhã ainda mais especial”, concluiu.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Centro Sul PR/SC/RJ)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI FRONTEIRAS: Cooperativa contemplou 11 associados com a Promoção Poupança Premiada

 

sicredi fronteiras 04 09 2019O investimento mais utilizado pelos brasileiros, devido à facilidade e garantia de rendimento sem riscos, a poupança segue em alta. Em 2018, os depósitos brutos em todo o País somaram R$ 2,253 trilhões, enquanto os saques ficaram em R$ 2,214 trilhões. A aplicação fechou o ano com R$ 797,2 bilhões de saldo, incluindo os rendimentos de R$ 34,4 bilhões no período.

 

Sicredi - No Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados em todo País, a realidade não é diferente. Em 2018, apenas nas cooperativas que atuam no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, houve um crescimento de 38% na captação da poupança, em comparação a 2017 - chegando a um montante de R$ 3,9 bilhões em recursos e mais de 774 mil poupadores. No Brasil, segundo dados do Banco Central do Brasil, o Sicredi já possui a sexta maior carteira de poupança entre todas as instituições financeiras do País. 

 

Retomada - Com as perspectivas de retomada da economia, a capacidade do brasileiro de economizar tende a crescer também. Dessa maneira, para incentivar o brasileiro a poupar ainda mais em 2019, a instituição financeira cooperativa realiza pela quarta vez a campanha Poupança Premiada Sicredi.

 

Sorteios semanais - A ação está realizando, desde abril, sorteios semanais de 10 prêmios de R$ 2 mil, um sorteio mensal de R$ 50 mil e o prêmio final de R$ 500 mil, entregue em dezembro de 2019. Nos nove meses de campanha, a soma de prêmios distribuídos chega a R$ 1,5 milhão. Para participar é muito simples: a cada R$ 100 de incremento líquido na poupança do associado, um número da sorte será distribuído – se as aplicações forem na modalidade programada (quando há o débito programado mensal para conta poupança do associado), dobra-se a chance de ganhar.

 

Sicredi Fronteiras PR/SC/SP - A promoção Poupança Premiada, promovida pela Central Sicredi PR/SP/RJ está há 4 anos na Sicredi Fronteiras e contemplou 20 associados somente no ano de 2018. 

 

Reforço - Segundo José César Wunsch, presidente da cooperativa Sicredi Fronteiras, a premiação dada aos ganhadores da Promoção Poupança Premiada vem com o intuito de reforçar o conceito de educação financeira e incentivar os associados a guardar recursos para conquistar seus objetivos e sonhos. “O interessante da ação é o diferencial cooperativo, já que o recurso da poupança Sicredi beneficia as regiões em que é captado, resultando em mais desenvolvimento local por meio de concessão de crédito”, ressalta o presidente.

 

Lista - Até a presente data, a Sicredi Fronteiras contemplou 11 associados com o prêmio de R$ 2.000 reais para cada um. Confira abaixo os ganhadores:

- Nelci Sponchiado Zandonai - Santa Izabel do Oeste/PR

- Cleber da Silva - Boa Vista da Aparecida/PR

- Gecieli Sagioratto Pinto - Jundiaí/SP

- Claudio Augusto de Wallau - Capanema/PR

- Ivo João Scapini, de Capitão Leônidas Marques/PR

- Luiz Carlos Battistella - Realeza/PR

- Marcus Vinicius Angelo – Jundiaí/SP 

- Valmir Costa de Andrade - Capitão Leônidas Marques/PR

- Vitório Dário – Santa Izabel do Oeste/PR

- Rosangela Consorte Vieira – Santa Izabel do Oeste/PR

- Marciano Maldaner – Guaraciaba/SC

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

UNIMED CURITIBA: Lançada nova campanha institucional

 

unimed curitiba 04 09 2019Com situações inspiradas em momentos do cotidiano em que é preciso cuidado e atenção, a Unimed Curitiba lançou, na última segunda-feira (02/09), sua nova campanha institucional com o mote “O mundo precisa de mais cuidado. Qual é o seu plano?”.

 

Importância - Criado pela Bronx Comunicação, o filme institucional mostra a importância do cuidado com as pessoas e consigo próprio por meio de situações cotidianas (como um pai brincando com o filho, uma mulher escalando uma montanha, um idoso iniciando uma atividade física, uma pessoa brincando com seu cachorro de estimação e outras) que remetem à prevenção, ao bem-estar e à qualidade de vida. O objetivo é fazer as pessoas refletirem sobre o que realmente vale a pena viver, aproveitando também para enaltecer todos os recursos que a Unimed Curitiba dispõe para cuidar dos seus clientes.

 

Veiculação - Com a assinatura “O mundo precisa de mais cuidado. Qual é o seu plano?”, a campanha acontece de forma integrada nos meios on e off-line. O filme tem versões de 30 e 60 segundos, além de vinheta de dez segundos. A produção é da Softcine Produções. O lançamento aconteceu dia 02/09 no intervalo da novela das nove na afiliada da Rede Globo (RPC) e também será divulgado em alguns nos canais como TV Record, GNT, GloboNews e SporTV. Entre o lançamento e a sustentação, a campanha institucional terá duração de um ano.

 

Vídeo - Confira o vídeo no Youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ja3N-Rtw2iI&feature=youtu.be. (Imprensa Unimed Curitiba)

 

Ficha Técnica:

Agência: Bronx Comunicação

Título: Qual é o seu plano?

Cliente: Unimed Curitiba

Direção de Criação: Alexandre Silveira

Redatores: Alexandre Silveira e Gabriel Lachowski

Diretores de Arte: Lucas Alves e Martin Castro

Atendimento: Caroline Zimann

Mídia: Flávia Stamm

Planejamento: Maria Cecília

Produtora de vídeo: Softcine Produções

Produtora de Áudio: Canja Audio Culture

Aprovação Cliente: Rached Hajar Traya, Valéria Lopes, Bruna Kotaka e Taiana Bara

COOPERA PARANÁ: Governo reforça apoio ao cooperativismo da agricultura familiar

 

coopera parana 04 09 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta terça-feira (03/09), no Palácio Iguaçu, o Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar no Paraná - Coopera Paraná. Coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o programa tem como objetivo o fortalecimento das organizações cooperativas como instrumentos para melhorar a competitividade e a renda dos agricultores familiares. Será dado assessoramento às cooperativas, capacitação de seus dirigentes e apoio financeiro às organizações.

 

Lei - No mesmo evento, o governador também regulamentou a Lei 16.751/10, que prevê que a alimentação das escolas da rede estadual de ensino seja composta totalmente por alimentos orgânicos. A ideia é aumentar gradualmente a inclusão de produtos orgânicos na alimentação escolar até atingir o objetivo de 100% da merenda em 2030.

 

Fortalecimento - Ratinho Junior afirmou que as iniciativas fortalecem ainda mais a produção de alimentos no Estado, que é um dos maiores produtores agrícolas do mundo. “A ideia é fomentar, melhorar a renda das famílias, produzir alimentos cada vez mais saudáveis e fazer com que a agricultura familiar possa industrializar esses alimentos”, afirmou.

 

Meta - “Queremos que o Paraná aumente o número de pequenas cooperativas e processe mais alimentos. A industrialização agrega valor ao produto, gera mais empregos e renda para as famílias e, automaticamente, desenvolvimento aos municípios”, disse.

 

Pilares - Ele destacou que o sistema cooperativista paranaense é um dos pilares que fazem com que a produção agropecuária do Estado seja tão forte. “O Paraná tem na sua vocação produzir alimentos, ser um estado cooperativista e a ideia é que o governo seja um grande parceiro e incentive as micro e pequenas cooperativas”.

 

157 mil famílias - De acordo com a média dos últimos censos agropecuários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 84% das 305 mil propriedades rurais no Paraná são da agricultura familiar. São pelo menos 157 mil famílias trabalhando com a produção agrícola, que é caracterizada pela variedade de alimentos produzidos. Em algumas cadeias produtivas, a agricultura familiar responde por mais de 50% da produção.

 

Essencial - Para o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, a organização das cooperativas é essencial para profissionalizar e melhorar o ambiente econômico dessas famílias. “Temos um grande contingente de mais de 50 mil famílias organizadas em cooperativas ou associações, que trazem melhor desempenho e facilitam a chegada dos alimentos ao comércio, além de processar e agregar valor por meio da agroindústria”, explicou. “Criamos um conjunto de esforços para melhorar esse ambiente no Estado, atendendo as necessidades das organizações desde a roça, passando pela agroindustrialização até chegar ao consumidor final”, disse Ortigara.

 

Programa - O Coopera Paraná prevê ações integradas entre setor público e privado, por meio de acompanhamento e assessoramento às cooperativas em aspectos administrativos, financeiros, de comercialização e acesso a mercados; qualificação de dirigentes, técnicos e colaboradores da área administrativa; e políticas de apoio financeiro para investimentos socioprodutivos que garantam condições de sustentabilidade para as organizações.

 

Comitê gestor - O comitê gestor do programa terá participação de representantes da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Instituto Emater, Ocepar/Sescoop e União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

 

Critérios - Para participar do programa, as organizações precisam ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) jurídica e o faturamento anual não pode ultrapassar R$ 20 milhões. Atualmente, o Paraná conta com 175 pequenas cooperativas e cerca de 400 associações de agricultores familiares.

 

Metas - Entre as metas do Coopera Paraná estão o acompanhamento e assessoramento de 100 cooperativas da agricultura familiar nos próximos quatro anos e a implementação de dez bases de serviços de acompanhamento. Também vai apoiar 100 cooperativas na elaboração de planejamento estratégico e nos planos de gestão e de negócios.

 

Qualificação - O programa foca, ainda, na qualificação de gestores, dirigentes e cooperados. As metas preveem a capacitação de 300 dirigentes em questões como visão estratégica, gestão cooperativa, comercialização e acesso ao mercado, de 200 agentes de cooperativismo, mil jovens e mulheres, 100 técnicos em organização rural e de 8 mil cooperados em temas relacionados à educação cooperativa e processos de produção.

 

Apoio financeiro - Uma das ações do programa será o apoio financeiro às cooperativas da agricultura familiar, tanto a fundo perdido, com recursos do Fundo de Combate à Pobreza do Estado, como por financiamentos com juros mais baixos que o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), já que o Estado irá subsidiar parte dos juros.

 

Primeiro edital - O primeiro edital do programa já está aberto, com recursos de R$ 30 milhões para apoiar Projetos de Negócios que melhorem a competitividade e o acesso a mercados de pequenas organizações de produtores. Cada projeto pode receber até R$ 420 mil.

 

Inscrições - As inscrições podem ser realizadas até o dia 18 de setembro em qualquer um dos 23 Núcleos Regionais da Secretaria da Agricultura. É necessário apresentar os documentos exigidos no edital e o Projeto de Negócio.

 

Itens financiáveis - Podem ser financiadas obras, aquisição de máquinas, equipamentos e móveis, contratação de assistência técnica, contratação de profissionais da engenharia civil ou arquitetura, equipamentos de informática, veículos, matéria-prima e serviços de divulgação. Além disso, os produtores podem receber capacitação e orientação técnica nas áreas de organização e gestão coletiva, comercialização, apoio ao desenvolvimento de infraestruturas de beneficiamento e armazenamento, entre outros.

 

Momento importante - O presidente da Unicafes, Vanderley Ziger, afirmou que o programa reafirma o papel das pequenas cooperativas nos municípios onde estão instaladas. “O Coopera Paraná nasce em um momento importante, no Estado que tem um cooperativismo muito forte, e com enfoque para a agricultura familiar”, disse. “É um programa estruturante para que as pequenas cooperativas possam se fortalecer no âmbito da gestão e na área de negócios”, ressaltou.

 

Áreas não consolidadas - O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná, Leonardo Boesche, destacou que a iniciativa fará com que o sistema cooperativista chegue a áreas que ainda não estão consolidadas, como na produção de hortifrutigranjeiros, carne e leite. “O Estado já é referência na área, mas ainda temos alguns setores que precisam ser melhores organizados. Esse projeto vai diretamente neste ponto”, disse.

 

Presenças - Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil Guto Silva; o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto; o superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; os presidentes do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley; da Fomento Paraná, Heraldo Neves; do Tecpar, Jorge Callado, e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Roseli Pittner; e os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do governo na Assembleia); Nelson Luersen, Evandro Araújo, Professor Lemos, Élio Rush, Luciana Rafagnin, Emerson Bacil, Anibelli Neto, Goura, Marcel Micheletto. (Agência de Notícias do Paraná)  

COMÉRCIO EXTERIOR: China espera Bolsonaro para habilitar novos frigoríficos brasileiros

 

comercio exterior 04 09 2019A China poderá habilitar 34 novos frigoríficos brasileiros para exportar carnes a seu mercado no fim de outubro, durante visita do presidente Jair Bolsonaro a Pequim, apurou o Valor. O país asiático já é o principal destino dos embarques brasileiros de carnes — junto com Hong Kong, absorve mais de 40% das vendas.

 

Unidades - Hoje, 64 estabelecimentos brasileiros podem vender carnes ao mercado chinês, onde faturaram US$ 2,5 bilhões em 2018. Com a ampliação do número de unidades, o potencial de crescimento dos negócios chega a US$ 1 bilhão por ano, conforme fontes do segmento.

 

Solicitação - No ano passado, o Ministério da Agricultura pediu à China a habilitação de 78 novos frigoríficos. A China enviou ao Brasil uma missão sanitária que auditou 11 plantas, com resultados negativos. A demanda brasileira caiu para 34 unidades, consideradas as com melhores chances de serem habilitadas por Pequim.

 

Otimismo - Em meados do ano, a ministra Teresa Cristina esteve na capital chinesa e voltou otimista. No mês passado, o secretário-executivo do ministério, Marcos Montes, chegou a anunciar que Pequim poderia habilitar novas plantas brasileiras em uma semana.

 

Pressão - A declaração de Montes foi encarada pelos chineses como pressão, e causou irritação. Daí Teresa Cristina ter sido “aconselhada” por Pequim a não fazer uma nova visita à China prevista para agosto. A alegação foi de que as autoridades chinesas não poderiam recebê-la por problema de agenda.

 

Realista - Agora, a expectativa “realista” é que nas próximas semanas seja concluído o processo de habilitação dos 34 frigoríficos de carne bovina, suína e de frango — um é de carne de jumento. Mas há riscos, já que os chineses costumam colocar uma exigência a mais depois de resolvida a anterior.

 

Contexto favorável - De qualquer forma, o contexto é favorável a países como o Brasil. Em primeiro lugar porque a China precisa de carne, por causa da epidemia de peste suína africana que está reduzindo seu plantel de porcos em um terço.

 

Canadá - Em segundo lugar, porque Pequim barrou a carne suína do Canadá após identificar um carregamento com ractopamina, substância que estimula o crescimento de massa muscular, em vez de gordura. E também porque os EUA, grandes fornecedores de carnes para os chineses, enfrentam tarifas adicionais em razão da guerra comercial com Pequim e seus estão mais caros.

 

Interesse político - Além disso, o governo chinês parece ter todo interesse político para que a visita de Bolsonaro a Pequim seja um sucesso, até para contrabalançar um pouco a relação extremamente próxima do presidente com Donald Trump.

 

Tóquio - Bolsonaro vai primeiro a Tóquio, para a cerimônia de proclamação do príncipe Naruhito como imperador, no dia 22 de outubro. O presidente chegará a Pequim no dia 24, se encontrará com o presidente Xi Jinping no dia 25 e partirá para a Arábia Saudita no dia 26, de acordo com os planos no momento.

 

Anúncio mais relevantes - A habilitação de mais frigoríficos brasileiros deverá ser o anúncio mais relevante na visita. Mas outros protocolos serão assinados. Um deles é na área sanitária, para facilitar a venda de melões brasileiros para a China e de peras chinesas para o Brasil. (Valor Econômico)

 

Foto:AEN

GRÃOS: Colheita da 2ª safra de milho atinge 98% no Paraná

 

graos 04 09 2019O Paraná já colheu 98% da área de milho de segunda safra referente ao ciclo 2018/19 até a segunda-feira (02/09), informou nesta terça-feira (03/09), o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

 

Avanço - O avanço foi de 2 pontos porcentuais em relação ao levantamento da semana anterior. A área plantada com o cereal no Estado está estimada em 2,232 milhões de hectares.

 

Condições - Das lavouras ainda a serem colhidas, 71% apresentavam boa condição, 18% condição média e 11% condição ruim, de acordo com levantamento do Deral. Do total cultivado, 100% das lavouras estão em maturação.

 

Trigo - Em relação ao trigo, 12% da área plantada, de 1,024 milhão de hectares, já foi colhida. Das lavouras ainda a serem colhidas, 51% tinham condição boa, 38% condição média e 11% condição ruim, informou o Deral.

 

Fase - As lavouras encontram-se em fase de maturação (52%), frutificação (20%) desenvolvimento vegetativo (14%) e floração (14%). No levantamento desta terça-feira, o Deral inclui também o início do plantio da safra 2019/20 de milho.

 

Semeadura - O Departamento aponta que a semeadura do cereal atingiu 3% da área estimada de 335.815 hectares. Do total plantado, 92% está em germinação e 8% em desenvolvimento vegetativo, com 94% em boa condição e 6% em condição média. (Agrolink)

AGRICULTURA: “MP do Agro” deve ser publicada ainda em setembro, diz secretário

 

agricultura 04 09 2019O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, disse nesta terça-feira (03/09) que a prometida Medida Provisória para o setor deve ser publicada ainda no mês de setembro. De acordo com Sampaio, a “MP do Agro” dará maiores instrumentos para que ocorra a migração do apoio público ao setor para o financiamento privado do campo.

 

Linhas - Prometida ainda no primeiro semestre deste ano, a MP trará linhas de crédito do BNDES para cerealistas investirem em armazenagem e pretende garantir o acesso de mecanismo de equalização para instituições financeiras autorizadas a operarem o crédito rural. A MP também tratará do fundo de aval fraterno, patrimônio de afetação e Célula Imobiliária Rural (CIR), Cédula de Produto Rural (CPR) em dólar, e de melhorias nos títulos do agronegócio (LCA, CDA/WA, CDCA e CRA). (Estadão Conteúdo)

REFORMA TRIBUTÁRIA: Propostas opõem Estados e Guedes

 

Às vésperas da apresentação, pelo governo federal, de sua proposta de reforma tributária, os secretários estaduais de Fazenda aprovaram nesta terça-feira (03/09), por unanimidade, uma proposta alternativa de mudança no sistema de impostos e contribuições. Com o aval político de 20 governadores e contando com o sinal verde dos demais sete nos próximos dias, a proposta deverá chegar ao Congresso na semana que vem. E propõe uma estratégia completamente diferente daquela formulada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Primeira vez - "Pela primeira vez em 30 anos, temos uma proposta de reforma tributária chancelada pelos 27 secretários de Fazenda", destacou o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Rafael Fonteles, secretário de Fazenda do Piauí.

 

Inclusão total - Enquanto a proposta do Ministério da Economia se concentra só nos tributos federais e deixa aberta a possibilidade Estados e municípios aderirem ao novo sistema conforme sua conveniência, os secretários estaduais de Fazenda defendem a inclusão total e imediata do ICMS na reforma. E discordam do esquema de adesão voluntária.

 

Necessidade - "É absolutamente necessário que a reforma tributária inclua os Estados", afirmou o secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda. "Pode-se argumentar que a aprovação apenas dos impostos federais é mais simples, mas nós não concordamos com isso", afirmou. "Mesmo que fosse, não resolveria a maior parte do problema."

 

ICMS - Segundo o secretário, a complexidade do sistema de impostos brasileiros está concentrada no ICMS. Questionado sobre a possibilidade de os Estados aderirem voluntariamente ao sistema federal, como proposto pela equipe de Guedes, Meirelles foi taxativo: "não foi aprovada." Já Fonteles disse que, uma vez iniciada a discussão no Congresso, pode haver os mais variados tipos de composição política. No entanto, ressalvou, os Estados não abrem mão de apresentar sua proposta e defendê-la no Legislativo.

 

Contrário - Para Meirelles, a inclusão de Estados na reforma vai, ao contrário do que avalia o governo federal, acelerar o andamento da proposta. Isso porque governadores e bancadas federais pressionariam pela aprovação.

 

Assinaturas - Os secretários querem reunir as assinaturas de 27 governadores para que a proposta, já consolidada no nível técnico, chegue ao Congresso com um aval político de peso inédito. Para unificar todos os Estados, o desenho fechado nesta terça-feira atende a antigas pautas locais, como a manutenção dos benefícios da Zona Franca de Manaus e a criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional, a ser regulado por lei complementar. Outros pontos importantes são a preservação da autonomia para fixar alíquotas e o Comitê Gestor do IBS ser formado apenas por representantes de Estados e municípios.

 

Crise fiscal generalizada - Num quadro de crise fiscal generalizada, a proposta dos Estados também busca assegurar que não haja perda de arrecadação para nenhuma unidade da Federação pelo prazo de 20 anos, pelo menos. Por outro lado, não haverá aumento da carga tributária.

 

Base - A base da proposta é o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) formulado pelo economista Bernard Appy, que tramita no Congresso na forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45. Ela unifica os cinco tributos sobre consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) no IBS. Esse novo tributo, porém, seria introduzido de forma gradual. Nos dois primeiros anos, teria alíquota de 1%. Nesse período seria possível avaliar seu potencial arrecadatório.

 

Substituição gradual - Gradualmente, pelo prazo de 10 anos, o IBS substituiria os tributos que os compõem. A alíquota subiria aos poucos, enquanto a dos impostos e contribuições "antigos" cairia. Para evitar aumento de tributação, a alíquota de 1% do IBS seria compensada pela redução da Cofins.

 

Falta de entendimento - Na visão do secretário especial de Fazenda, Marcos Cintra, a falta de entendimento entre os Estados foi o que impediu a reforma tributária nas últimas três décadas. Ele tem dito que não adianta insistir numa estratégia que fracassou. Por isso, defende começar pelos tributos federais, que são mais de 60% da carga tributária. (Valor Econômico)

 

reforma tributaria quadro 04 09 2019

LEGISLATIVO I: Câmara aprova projeto que prevê pagamento por serviços ambientais

legislativo I 04 09 2019O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (03/09) o Projeto de Lei 312/15, do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), que cria a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), destinada a ajudar produtores, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais a conservar áreas de preservação. A proposta será enviada ao Senado.

Substitutivo - De acordo com o substitutivo do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ao lado da política, para a qual são definidos objetivos e diretrizes, haverá um programa federal de pagamento por esses serviços (PFPSA).

Foco - Esse programa terá foco nas ações de manutenção, recuperação ou melhoria da cobertura vegetal em áreas consideradas prioritárias para a conservação, nas ações de combate à fragmentação de habitats e para a formação de corredores de biodiversidade e para a conservação dos recursos hídricos.

Prioridade - A prioridade será para os serviços ambientais providos por comunidades tradicionais, povos indígenas e agricultores familiares. Para participar, o interessado deverá se enquadrar em uma das ações definidas para o programa, comprovar uso ou ocupação regular do imóvel rural e inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), além de assinar um contrato.

Verificação e comprovação - Já o pagamento depende da verificação e comprovação das ações, conforme regulamento. Para o financiamento do programa, a União poderá captar recursos de pessoas físicas, empresas e de agências multilaterais e bilaterais de cooperação internacional, preferencialmente sob a forma de doações.

Iniciativas positivas - “No atual momento, precisamos de iniciativas positivas e construtivas e de projetos dessa natureza para mostrar o protagonismo do Parlamento”, disse Arnaldo Jardim. Ele agradeceu ainda ao deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), autor do substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Momento rico - O autor do projeto, deputado Rubens Bueno, ressaltou que “este é um momento rico do Parlamento brasileiro, que atende a uma urgência do povo”.

Avanços - Já o deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) disse que o texto traz avanços para a população da Amazônia e para os produtores rurais. “É claro que não há consenso, que não é um projeto perfeito, mas a sociedade brasileira quer que a natureza seja preservada com desenvolvimento sustentável”, disse o deputado.

Parecer - Capiberibe é autor de parecer ao projeto na Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que não chegou a ser votado na comissão.

Incentivos - O pagamento pelos serviços ambientais poderá ser de várias formas: direto (monetário ou não); prestação de melhorias sociais a comunidades rurais e urbanas; compensação vinculada a certificado de redução de emissões por desmatamento e degradação; comodato e Cota de Reserva Ambiental instituída pelo Código Florestal (Lei 12.651/12).

Comitê - Receitas obtidas com a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, de que trata a Lei 9.433/97, poderão ser usadas para o pagamento desses serviços ambientais, mas dependerão de decisão do comitê da bacia hidrográfica.

Outras modalidades - Outras modalidades de pagamento poderão ser estabelecidas por atos normativos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que será o órgão gestor da política nacional.

Base de cálculo - No caso dos valores financeiros recebidos, o substitutivo prevê que eles não farão parte da base de cálculo de tributos federais como o Imposto sobre a Renda, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o PIS/Pasep e a Cofins.

Incentivos tributários - Além dessas medidas, o Poder Executivo poderá conceder incentivos tributários para promover mudanças nos padrões de produção e de gestão dos recursos naturais para incorporação da sustentabilidade ambiental e fomentar a recuperação de áreas degradadas.

Crédito com juros diferenciados - Outra forma de benefício é a concessão de créditos com juros diferenciados para a produção de mudas de espécies nativas, a recuperação de áreas degradadas e a restauração de ecossistemas em áreas prioritárias para a conservação, em áreas de preservação permanente (APPs) e em reserva legal em bacias hidrográficas consideradas críticas.

Medidas de incentivo - Estão englobadas como medidas de incentivo também a assistência técnica para o manejo sustentável da biodiversidade; programas de educação ambiental voltados a populações tradicionais e agricultores familiares; e incentivos a compras de produtos sustentáveis associados a ações de conservação e prestação de serviços ambientais na propriedade ou posse.

Cadastro nacional - O substitutivo cria o Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (CNPSA), que deve conter, no mínimo, os contratos de pagamento por serviços ambientais realizados envolvendo agentes públicos e privados; as áreas potenciais e os respectivos serviços ambientais prestados, bem como as informações sobre os planos, programas e projetos que integram a política nacional.

Unificação - Nesse cadastro devem ser unificados os dados de todas as esferas de governo, dos agentes privados e das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e de outras organizações não governamentais que atuarem em projetos desse tipo. O cadastro deverá estar integrado ao Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima) e ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

Ações - O texto detalha as ações que a política nacional deverá promover, como de conservação e recuperação da vegetação nativa, principalmente daquelas de elevada diversidade biológica e importantes para a formação de corredores de biodiversidade.

Remanescentes vegetais - Também estão no foco a conservação de remanescentes vegetais em áreas urbanas e adjacentes, de importância para a manutenção e a melhoria da qualidade do ar, dos recursos hídricos e do bem-estar da população; de conservação e melhoria da quantidade e da qualidade da água, especialmente em bacias hidrográficas com cobertura vegetal crítica; recuperação e recomposição da cobertura vegetal nativa de áreas degradadas, por meio do plantio de espécies nativas ou por sistema agroflorestal; e manejo sustentável de sistemas agrícolas, agroflorestais e agrossilvopastoris que contribuam para captura e retenção de carbono.

Áreas - As áreas nas quais podem ser executadas essas ações abrangem as cobertas com vegetação nativa; aquelas sujeitas a restauração ecossistêmica; as unidades de conservação de proteção integral e áreas silvestres das unidades de conservação de uso sustentável; terras indígenas e quilombolas e áreas de exclusão de pesca.

Aplicação - Os recursos recebidos por serviços ambientais de conservação em unidades de conservação devem ser aplicados pelo órgão ambiental competente em atividades de regularização fundiária, elaboração, atualização e implantação do plano de manejo, fiscalização e monitoramento, manejo sustentável da biodiversidade e outras vinculadas à própria unidade.

Pescadores - No caso de áreas em que a pesca é proibida, as comunidades tradicionais e os pescadores profissionais poderão ajudar o órgão ambiental na fiscalização da área.

Imóveis privados - Em relação aos imóveis privados, poderão participar aqueles situados em zona rural inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os situados em zona urbana que estejam em conformidade com o plano diretor.

Proibições - O substitutivo proíbe a aplicação de recursos públicos para pagamento por serviços ambientais a pessoas físicas e jurídicas inadimplentes em relação a termo de ajustamento de conduta ou de compromisso firmado junto aos órgãos ambientais e também sobre áreas embargadas.

Contrato - O contrato de serviços ambientais deverá conter cláusulas essenciais, como a descrição desses serviços a serem pagos; a delimitação territorial da área envolvida; os direitos e obrigações do provedor do serviço ambiental; as modalidades de pagamento; e as penalidades contratuais e administrativas.

Ações - As ações de manutenção, recuperação e melhoria ambiental assumidas por meio do contrato são consideradas de relevante interesse ambiental, para os efeitos da penalidade de deixar de cumprir obrigação firmada com órgão ambiental, nos termos da Lei 9.605/98.

Acesso - Deverá ser assegurado ainda ao pagador pleno acesso à área objeto do contrato e aos dados relativos às ações.

Colegiado - O projeto cria um órgão colegiado tripartite para estabelecer metas e acompanhar os resultados da política nacional de serviços ambientais; para propor a métrica de valoração dos contratos e definir os critérios de proporcionalidade no pagamento por serviços ambientais que envolvam recursos públicos; para definir como será o monitoramento e a avaliação; e indicar as bacias hidrográficas consideradas críticas para o abastecimento público de água. (Agência Câmara)

 

LEGISLATIVO II: Comissão deve votar MP que reabre inscrições no CAR nesta quarta

legislativo II 04 09 2019A comissão mista da Medida Provisória (MP) 884/2019 reúne-se nesta quarta-feira (04/08) para votação do relatório preliminar da proposição, que retira o prazo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A reunião da comissão foi marcada para às 14h30, na sala 2 da ala Nilo Coelho.

Vista coletiva- Nessa terça (03/09), foi concedida vista coletiva ao relatório da matéria. O projeto de lei de conversão apresentado pelo senador Irajá (PSD-TO) estabelece que a inscrição no CAR é obrigatória e por prazo indeterminado para todas as propriedades e posses rurais do país.

Ilegalidade - “Sem a alteração proposta, milhares de produtores rurais serão lançados indevidamente na ilegalidade. Existem regiões que ainda não conseguiram integral adesão dos produtores rurais ao CAR, principalmente no tocante aos pequenos proprietários em áreas como o Nordeste brasileiro, onde a assistência técnica, acessibilidade e efetividade das políticas públicas não alcançam essa classe de produtores. Nesse sentido, nada mais acertado que manter o CAR um registro permanentemente aberto, de modo a não restringir as possibilidades e vantagens de registro no cadastro”, destacou Irajá na leitura do relatório.

Emendas rejeitadas - O relator rejeitou as 35 emendas apresentadas à proposição, mas incluiu na MP dispositivo segundo o qual ficam dispensadas as assinaturas dos confrontantes (donos de imóveis limítrofes), quando da indicação das coordenadas dos pontos definidores da área dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão fixada pelo INCRA, bastando a declaração do proprietário interessado de que respeitou os limites e as confrontações.

Divergência - Irajá explicou que o dispositivo visa solucionar divergência atual entre os cartórios na interpretação da Lei 13.838, de 2019, visto que parte dos registradores de imóveis têm interpretado restritivamente a norma, o que estaria tirando-lhe a eficácia. A lei, que teve origem em projeto apresentado pelo relator quando era deputado federal, foi aprovada com a intenção de remover a exigência burocrática de anuência dos confrontantes, explicou Irajá. “Trata-se de mera tradução de linguagem das informações contidas em título de propriedade preexistente, sem alterar o direito de propriedade”, concluiu o relator.

Oposição - Encerrada a leitura do projeto de lei de conversão, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) pediu vista do relatório, e propôs a realização de pelo menos duas audiências públicas para ampliar o debate e tentar construir um consenso nesse período. A sugestão foi rejeitada pelo presidente da comissão mista, deputado Jose Mario Schreiner (DEM-GO), por entender que a proposição foi debatida exaustivamente no colegiado.

Prejuízo - O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), por sua vez, afirmou que a adesão ao CAR por prazo indeterminado prejudica a regularização fundiária e favorece a grilagem, dada a existência de cadastros de terras públicas como terra privada.  Ele alegou ainda que o dispositivo introduzido pelo relator altera a Lei de Registros Públicos, e não diz respeito à MP.

Peculiaridades regionais - Já o senador Paulo Rocha (PT-PA), que também defendeu a realização de audiências públicas, observou que as peculiaridades regionais precisam ser levadas em conta, tendo em vista as diferenças existentes entre as áreas de reserva legal.

Resposta - Em resposta aos opositores, Irajá explicou que o projeto de lei não prevê anistia ou perdão de dívida, ou obrigação ambiental dos produtores. “Tratamos unicamente do CAR. Quanto ao dispositivo incluído na MP, as medições antigas de terras eram imprecisas, e a adoção do georreferenciamento foi um grande avanço em todo o país ao promover segurança jurídica aos proprietários”, afirmou.

Ferramenta necessária - Na avaliação de Jose Mario Schreiner (DEM-GO), o georreferenciamento é uma ferramenta necessária para que os produtores tenham acesso ao CAR e às políticas públicas.

Apelo - Líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), presente no final da reunião, apelou aos pares para a aprovação do projeto de lei de conversão.

Cadastramento - A MP 884/2019 torna o Cadastro Ambiental Rural (CAR) um sistema aberto a atualizações e novas inscrições, de modo a possibilitar a constante inclusão de dados. Criado pelo Código Florestal em 2012, o CAR determinou o cadastramento das propriedades e a implementação dos mecanismos previstos no Programa de Regularização Ambiental (PRA) para adequação dos produtores às exigências legais. Foi dado um prazo de adesão, que se encerrou em 31 de dezembro de 2018. Quem não aderiu estava proibido, por exemplo, de acessar linhas de crédito.

Propriedades registradas - Atualmente existem mais de 5 milhões de propriedades registradas, o que demonstra a maciça adesão dos produtores rurais, na avaliação do governo, segundo o qual os ajustes são necessários para permitir que a lei não gere exclusão e impeça a regularidade de novas matrículas. (Agência Senado)

 

INFRAESTRUTURA I: ANTT busca um desfecho em 'pacotão' de ferrovias

infraestrutura I 04 09 2019Investimentos acima de R$ 50 bilhões em novas ferrovias ou na revitalização da malha existente aguardam há anos um emaranhado de trâmites administrativos para sair do papel, mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está confiante em dar passos decisivos entre o fim deste ano e o início de 2020.

 

Destravamento - A expectativa de Davi Barreto, novo diretor da ANTT responsável pelo segmento de ferrovias, é destravar nos próximos meses dois processos importantes. Um deles prorroga o contrato de concessão da Rumo na Malha Paulista por 30 anos, até 2058, em troca de investimentos superiores a R$ 5 bilhões. Outro são os leilões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que está em ritmo vagaroso de obras pela estatal Valec, e da Ferrogrão (ativo totalmente novo). Juntos, esses dois leilões devem exigir cerca de R$ 20 bilhões em capital privado.

 

Malha Paulista - No caso da Malha Paulista, o processo de renovação antecipada do contrato completa, hoje, 11 meses nas mãos do Tribunal de Contas da União (TCU). A unidade técnica do órgão de controle fez algumas determinações e recomendações, mas o parecer não impõe obstáculos à prorrogação. Depois, o Ministério Público junto ao tribunal se manifestou contra e defendeu nova licitação da ferrovia ao término do atual contrato, em 2028.

 

Audiência pública - O ministro Augusto Nardes, relator do caso no TCU, marcou para o dia 26 uma audiência pública para discutir o assunto com os principais atores envolvidos. A ideia é repetir a experiência na concessão da BR-364/365, que também teve um debate para encontrar pontos de convergência, e resolver atritos em um número menor de itens.

 

Primeira - Como é a primeira de cinco extensões contratuais em ferrovias, que podem resultar em investimentos bilionários, o caso da Malha Paulista servirá para ditar o rumo das seguintes. "É um processo essencial pela complexidade e pela relevância, mas tem sido tocado com toda a transparência", afirma Barreto. "Como o governo decidiu que não haverá processo relicitatório, é preciso esgarçar todas as discussões."

 

Apontamentos técnicos - Segundo ele, a ANTT está se adiantando aos apontamentos da área técnica e do MP no tribunal de contas, já incorporando de 70% a 80% das determinações (compulsórias) e até das recomendações (não obrigatórias). São questões como contabilidade da base de ativos, cláusulas regulatórias e ajustes nos estudos de demanda. "Do que temos visto nas discussões, não percebemos barreiras à prorrogação. É mais uma questão de melhorias e de aperfeiçoamentos", comenta.

 

Sem data - Nardes não tem data para levar a plenário o processo da Malha Paulista. Na BR-364/365, a decisão do TCU ocorreu menos de um mês depois da audiência pública.

 

Definição- Na ANTT e no Ministério da Infraestrutura, espera-se que uma definição sobre esse primeiro caso acelere a análise de outras renovações. Os pedidos da Vale para a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) já estão no órgão de controle. A prorrogação da MRS Logística fica em consulta pública até o fim da semana que vem. Em seguida, caberá à agência reguladora avaliar as contribuições e preparar a documentação final.

 

Novas concessões - Até dezembro, segundo Barreto, o processo sobre as novas concessões também deve ser remetido ao TCU. A Fiol, que já tem mais de 80% de suas obras executadas entre Caetité e Ilhéus (BA), está na frente. A Ferrogrão, que exigirá investimentos de R$ 16 bilhões entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), avançou. Por determinação judicial, a audiência pública da ANTT precisou ser reaberta e foram marcados dois novos encontros com interessados, ambos no Pará – Itaituba e Novo Progresso. As reuniões ocorrem nos dias 10 e 11.

 

Formação - Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Barreto é auditor licenciado do TCU e passou no concurso de conselheiro do Tribunal de Contas do Ceará, mas abriu mão do cargo para atender aos apelos do ministro Tarcísio Freitas e assumir uma diretoria na ANTT. Tomou posse em junho.

 

Trâmites adminstrativos - O "pacote" de renovação antecipada das concessões de ferrovias tem sido prometido desde o governo Dilma Rousseff, mas esbarra nos lentos trâmites administrativos. Para Barreto, agora há robustez técnica nos projetos. "Já tive a experiência de ver planos de investimento em logística que, com todo o respeito, se sustentavam apenas em Power Point. Agora temos um pipeline ferroviário sólido." (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA II: Leilão deve 'forçar' térmicas a buscar mais eficiência

infraestrutura II 04 09 2019As termelétricas existentes no Brasil que queiram ser recontratadas no leilão que o governo está preparando para o primeiro trimestre do ano que vem precisarão ser mais eficientes - e baratas - que eventuais novas usinas a gás natural ou carvão mineral, que também poderão participar da disputa. A ideia do governo, com isso, é aproveitar a abertura do setor de gás natural para estimular novos empreendimentos mais competitivos e com preço menor.

 

Justificativa oficial - A justificativa oficial do Ministério de Minas e Energia (MME) para o leilão, que está em consulta pública desde 30 de agosto, é a substituição de quase 3 gigawatts (GW) em termelétricas caras a óleo combustível cujos contratos vencem entre 2024 e 2025. A decisão de contratação dessa energia caberá às distribuidoras de energia. Voltado para projetos existentes,o leilão será exclusivo para usinas a carvão mineral e gás natural, mas novos empreendimentos poderão disputar os contratos.

 

Contestadas - "As termelétricas existentes poderão ser contestadas pelas novas", disse Thiago Barral, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável pelo planejamento do setor de energia. Segundo ele, essa é uma forma de estimular usinas a fazer 'retrofit' e renegociar contratos de gás, por exemplo, a fim de se tornarem competitivas na disputa por contratos no mercado regulado por meio do leilão. "Acreditamos que bons projetos novos poderão ser mais interessantes que manter usinas existentes no sistema", disse.

 

Inclusão - "Abrimos a possibilidade de incluir também energia nova no leilão por causa do Novo Mercado de Gás. Acreditamos que teremos ofertas de gás natural a preços competitivos", disse Ricardo Cyrino, secretário de Energia do MME.

 

Pouco competitivas - As usinas existentes a óleo combustível dificilmente serão competitivas em um leilão como esse, mas as usinas enquadradas no Plano Prioritário de Termelétricas (PPT, criado em 2000 na véspera do racionamento de energia) podem buscar novas condições de fornecimento de gás para reduzir o custo.

 

Fortaleza - É o caso da termelétrica de Fortaleza, da Enel, com 326 MW de potência. Na semana passada, o presidente da empresa no Brasil, Nicola Cotugno, disse que o contrato vigente da usina termina em 2023 e que participar do leilão "é uma possibilidade".

 

Tipo A-4 - Esse será o primeiro leilão do tipo A-4 (com entrega em quatro anos, no início de 2024 nesse caso) voltado para energia existente e com contratos de longo prazo. A demanda vai depender da declaração de necessidade de contratação das distribuidoras, que precisarão comprar energia para repor esses contratos que vencem. Também será um momento de contratar, a critério da concessionária, a "recuperação de mercado" - ou seja, substituir agora contratos que venceram no passado, mas que não foram repostos por causa da redução do mercado e das sobras de energia dos últimos anos.

 

Outro - O MME deve fazer outro A-4 em 2020, voltado a novos projetos de geração de energia, disse Cyrino. A ideia é que este leilão ocorra em abril do ano que vem.

 

Distribuidoras - A demanda também dependerá das distribuidoras, mas dessa vez será contratada energia para suprir crescimento do mercado, que tem ficado abaixo das expectativas nos últimos anos. Os novos empreendimentos de fontes renováveis só poderão substituir os contratos das usinas que vencerão se houver frustração na oferta no primeiro A-4, voltado para termelétricas.

 

Termômetro - O leilão das termelétricas também servirá como termômetro da demanda por novos projetos de geração. Caso as distribuidoras não vejam necessidade de repor a totalidade dos contratos que vencem entre 2024 e 2025, não haverá, consequentemente, demanda por crescimento de consumo de energia para esses anos.

 

Segurança - Segundo Barral, a decisão de contratar de novas térmicas para substituição das existentes se deve à segurança do sistema, e não à preferência por uma ou outra fonte. "A lógica é substituir os contratos que vencem por geração qualitativamente equivalente, justamente para que não tenhamos um problema de suprimento de potência nos próximos anos", disse.

Representantes de outras fontes, contudo, devem apresentar contribuições questionando alguns pontos do modelo proposto na consulta pública. "Existem modelos de contratação mais neutros para fazer a substituição de termelétricas", disse o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Ele citou, por exemplo, a associação de painéis solares com baterias para armazenar energia.

 

Méritos - Sobre o assunto, Barral disse que "o pleito tem seus méritos", mas ainda são necessários estudos adicionais para poder viabilizar isso. "Entendemos que é o momento de começar a olhar na direção colocada pelas renováveis. Mas, em certos momentos, o pragmatismo tem que prevalecer. A segurança de suprimento prevalece, sem prejuízo de essa discussão evoluir", disse Barral. (Valor Econômico)


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