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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4652 | 30 de Agosto de 2019

PRÊMIO OCEPAR: Membros do júri analisam 130 trabalhos e divulgam finalistas

A décima terceira edição do Prêmio Ocepar de Jornalismo teve um total de 130 trabalhos inscritos, recorde de participações, dos quais, 14 são os finalistas do concurso. A relação foi anunciada no final da tarde desta quinta-feira (29/08), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, pela Comissão Julgadora que selecionou, durante a terceira e última fase do processo, os jornalistas que irão disputar os primeiros, segundos e terceiros lugares em cada categoria e também aqueles que receberão os prêmios Especial Crédito e Especial Unimed.

Trabalhos - Segundo o coordenador da Comissão Julgadora, Samuel Milléo Filho, “na avaliação dos 13 profissionais que integram o júri deste ano, foi muito difícil julgar pela qualidade dos trabalhos inscritos em cada categoria. Notamos que a cada ano os participantes produzem conteúdos relevantes, com detalhes e personagens que ajudam a contar a história do cooperativismo no Paraná. Isso faz com que a responsabilidade do júri aumente na mesma proporção. A missão é escolher entre tantas matérias e reportagens, apenas três vencedores ou no caso dos prêmios especiais, apenas dois. Sabemos o quanto é difícil ficar aguardando este dia, o anúncio dos finalistas. Um dos jurados até comentou que bom seria se pudesse premiar a todos, pela excelente qualidade dos trabalhos”, contou.

Premiações - Milléo lembra que a os vencedores serão conhecidos na próxima sexta-feira (06/09), às 11h, durante o encerramento do Fórum dos Presidentes das Cooperativas, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. “Contamos com a presença de cada um dos finalistas e demais coautores dos trabalhos classificados para receberem seus respectivos troféus e o valor correspondente a cada classificação. Após a solenidade, que deverá contar com a presença do governador Ratinho Júnior, todos os presentes participarão da 2ª Feijoada Cooperativa, preparada pelo chef Ricardo Filizola, no próprio restaurante do MON, com produtos de cooperativas paranaenses”, destaca.

Comissão julgadora - Participaram das três etapas de seleção dos materiais inscritos neste ano, os jornalistas, Alexandre Salvador, André Franco, Bruna Carvalho, Jossânia Veloso, Júlio Tarnowski Júnior, Luana Godoy, Lucia Suzukawa, Marli Vieira, Ricardo Rossi, Roberto Monteiro, Silvio Oricolli, o publicitário Rogério Leal e o engenheiro agrônomo, Flávio Turra. A organização dos trabalhos contou com o apoio de Stella Solliman e Edite Viana dos Santos Alves. A coordenação geral do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo ficou a cargo de Samuel Milléo Filho.

Categorias - Os 130 trabalhos inscritos ficaram assim distribuídos: categoria Telejornalismo 22 trabalhos; Radiojornalismo 18; Jornalismo Impresso 26; Mídia Cooperativa 30; Prêmio Especial Unimed (Ramo Saúde) 11; e Prêmio Especial Ramo Crédito 23. “Superamos a marca história de 120 trabalhos do 11º Prêmio. Recebemos nesta 13ª edição, 130 trabalhos inscritos em todas as categorias. Em 13 anos de existência do Prêmio Ocepar, foram inscritos um total de 1.124 trabalhos com 265 profissionais contemplados com o troféu, o que demonstra o reconhecimento do concurso como um dos principais prêmios do jornalismo brasileiro”, afirma Milléo.

Valores - “No campo ou na cidade somos o cooperativismo no Paraná” foi o tema escolhido para a décima terceira edição do prêmio. Os vencedores das seis categorias irão dividir um total de R$ 88.000,00 em premiações: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa e dois destaques, Prêmio Especial Unimed e Prêmio Especial Ramo Crédito. Em cada categoria, o valor será distribuído da seguinte maneira: 1º lugar: R$ 10.000,00, 2º lugar: R$ 4.000,00 e 3º lugar: R$ 3.000.00. Nos dois prêmios especiais, cada vencedor receberá R$ 10.000,00. Lembrando em que em todas as premiações já estão descontados todos os impostos.

Serviço - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é uma iniciativa do Sistema Ocepar, com apoio financeiro da Central Sicredi PR/SP/RJ e Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná. Veja abaixo a lista em ordem alfabética de autoria dos trabalhos inscritos e não de classificação. Dessa relação também sairão os vencedores das Categorias Especiais, Crédito e Unimed.

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FÓRUM DOS PRESIDENTES: Cooperativistas participam de debates sobre os desafios do agronegócio na próxima semana

O Sistema Ocepar espera reunir 100 lideranças do setor em Curitiba no Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses que será realizado na quinta e sexta-feira (05 e 06/09). O evento ocorre paralelamente ao 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, uma iniciativa do jornal Gazeta do Povo que conta com o apoio da entidade.

Tema - De acordo com os organizadores, a partir do tema “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”, a ideia é intensificar as discussões sobre as tendências transversais do agronegócio que impactam na produção e no consumo, como oferta e demanda, tecnologia e logística, sanidade, mercado e políticas comerciais. A pergunta a ser respondida é: como se manter eficiente e competitivo em um ambiente geopolítico cada vez mais globalizado e que passa por constantes e intensas transformações?

Especialistas - Para discutir o assunto, foram convidados especialistas de diversas entidades com atuação mundial. A conferência de abertura, por exemplo, será ministrada por Edwini Kessie, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Durante o evento haverá ainda a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), CME Group, Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura do Paraná, Solar Cluster, Senai, John Deere, entre outros.

Solenidade - Além de acompanhar os debates do Fórum de Agricultura, os participantes do Fórum dos Presidentes participam, no segundo dia, da solenidade que será realizada com a presença do governador do Paraná, Ratinho Junior, e a diretoria da Ocepar, para apresentar os investimentos do setor cooperativista paranaense. Também serão anunciados os vencedores do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo. O evento encerra com a 2ª Feijoada Cooperativa, elaborada com produtos das cooperativas do Paraná.

Informações - Mais informações com Neuza ou Luana, pelos fones (41) 32001104 / 3200 1105 ou pelo e-mail secretaria@sistemaocepar.coop.br. As inscrições para o público cooperativista devem ser feitas pelo link https://bit.ly/2ZBlE18.

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SISTEMA OCB: “Queremos fortalecer o diálogo com as unidades estaduais”, diz superintendente

A atualização do Planejamento Estratégico do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e a implantação de um novo sistema de registro e cadastro das cooperativas em âmbito nacional. Estes foram os assuntos que trouxeram ao Paraná, o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. “Estamos em busca sempre do alinhamento com as organizações estaduais. O Paraná já é o 12º estado que visitamos para discutir duas agendas importantes, uma ligada ao Sescoop e outra da OCB, especificamente, sobre a necessidade de termos um registro e cadastro nacional das cooperativas”, disse Nobile, que esteve na sede do Sistema Ocepar, nesta quinta e sexta-feira (29 e 30/08), acompanhado da gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira, das gerentes Susan Miyashita (Gestão de Cooperativas), Priscilla Topolski (Planejamento), Clara Maffia (Técnica e Econômica), e do gerente de TI,  Ivan Figueiredo Mafra.

Planejamento – A equipe do Sistema OCB reuniu-se com o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e com os superintendentes Leonardo Boesche (Sescoop/PR), Nelson Costa (Fecoopar) e Robson Mafioletti (Ocepar). “Em relação à atualização do planejamento estratégico, estamos trabalhando num ajuste tendo como insumos as informações levantadas durante o Congresso Brasileiro de Cooperativas, que foi realizado no mês de maio. Também fizemos pesquisas e ouvimos dirigentes, no âmbito da diretoria da OCB e do conselho do Sescoop. E para completar essa busca por informações que possam auxiliar na atualização do planejamento, estamos visitando alguns estados para fortalecer o diálogo”, completou.

Autogestão – Em relação ao sistema de registro e cadastro das cooperativas brasileiras, Nobile disse que o trabalho realizado no Paraná pode contribuir em função da experiência que o estado tem nesse assunto. “O Paraná tem, historicamente, os dados das cooperativas muito bem estruturados, em função do seu programa de Autogestão. Mas nacionalmente somos carentes. Neste sentido, achamos que o estado pode nos ajudar muito, já que o trabalho de monitoramento e acompanhamento realizado aqui é uma referência”, concluiu.

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VISITA: Jovens líderes da Coamo conhecem o Sistema Ocepar

A 23ª turma do Programa de Formação de Jovens Líderes da Coamo realizou, no final da tarde desta quinta-feira (29/08), uma visita ao Sistema Ocepar, em Curitiba. O grupo de 50 jovens entre 18 e 40 anos, representando várias regiões do Paraná e do Mato Grosso do Sul, foi recebido pelo presidente da entidade, José Roberto Ricken, pelo superintendente da OCB, Renato Nobile, e pelos superintendentes Nelson Costa, da Fecoopar, e Robson Mafioletti, da Ocepar. O grupo estava acompanhado pelo assessor de Cooperativismo da Coamo, Guilherme Montenegro Savio.

Representação - Ricken enalteceu este importante trabalho realizado pela Coamo há 23 anos. “Todos vocês têm um motivo para estar aqui hoje. Vocês foram escolhidos pela cooperativa para participar desta importante formação, a qual levarão para suas vidas. Esta é uma oportunidade em poder conhecer o sistema cooperativista e aprofundar conhecimentos técnicos que serão utilizados na gestão de suas propriedades, além é claro de reforçar os princípios que regem o cooperativismo”.

Brasília - Já o superintendente da OCB deixou um convite para que o grupo possa visitar Brasília. “Temos um programa na OCB que se chama Portas Abertas, quem sabe uma das turmas deste programa possa ir até a capital federal para conhecer sobre o trabalho da nossa entidade”. Ele fez questão de destacar o importante trabalho realizado por toda equipe do Sistema Ocepar. “Diariamente recebemos demandas do Paraná nos mais diversos assuntos de interesse das cooperativas. Com o apoio de lideranças como o Ricken, que também faz parte da diretoria da OCB, temos conseguido avançar em muitas dessas reivindicações, seja no Executivo ou no Legislativo. Sei que a entidade aqui do Paraná é muito exigida pelo grau de profissionalização que as cooperativas alcançaram, precisamos atender da melhor forma possível”, destacou Nobile.

Apresentação - O superintendente Nelson Costa fez uma apresentação sobre as principais atividades realizadas pelo Sistema Ocepar com o propósito de promover o desenvolvimento do cooperativismo paranaense.

Formação - Nesta formação, que conta com o apoio do Sescoop/PR, os jovens passam a ser responsáveis pela implantação de um novo modelo de administração rural, muito mais profissional. Na gestão dos seus negócios na propriedade, ou mesmo quando atuam em parceria em os pais, eles trabalham de forma arrojada, sem esquecer das lições geradas por suas famílias. Com os pés no chão e a mente no futuro, eles buscam resultados concretos baseados na prática do planejamento e gerenciamento, e o sucesso do seu empreendimento.

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SELO COMBUSTÍVEL: Portaria possibilita a inclusão de 40 mil agricultores familiares na cadeia produtiva do biodiesel

 

selo combustivel 30 08 2019Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (29/08) a Portaria nº 174, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que dispõe sobre a participação e a habilitação de cooperativas como fornecedoras de matéria-prima e prestadoras de serviço de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Selo Combustível Social, instrumento que integra o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

 

DAP - O texto possibilita que cooperativas sem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Jurídica, mas com agricultores familiares que disponham de DAP Física em seus quadros de cooperados, sejam habilitadas como fornecedoras de matéria-prima para produtores de biodiesel detentores da concessão de uso do Selo Combustível Social. 

 

Inclusão - De acordo com dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a iniciativa permite que 40 mil novos agricultores familiares cooperados sejam inseridos na cadeia produtiva do biodiesel e possam comercializar a matéria-prima para a produção do biocombustível.

 

Quadro - Antes da publicação, cooperativas que tinham 30%, 40% ou até 50% de agricultores familiares em seus quadros não podiam ser reconhecidas e habilitadas para fins do programa do Selo Combustível Social. Isso porque uma das condições para obter a DAP Jurídica é ter, no mínimo, 50% + 1 (cinquenta por cento mais um) dos membros com a DAP Física ativa, no caso de associações e cooperativas.

 

Emprego e renda - “Estamos falando da geração de emprego e renda para milhares de famílias de agricultores familiares. Essa mudança significa um verdadeiro avanço, pois, otimizando o alcance dessa importante política pública, estamos ampliando de forma significativa a participação de pequenos produtores rurais na cadeia do biodiesel”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

 

Substituição - A nova portaria substitui a Instrução Normativa nº 1, de 20 de junho de 2011, do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e regulamenta as alterações referentes à participação das cooperativas na política de incentivo, dispostas na Portaria nº 144, de 22 de julho de 2019, que  trata dos procedimentos relativos à concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social.

 

Incentivo - As cooperativas agropecuárias que possuem DAP Jurídica continuam participando do programa federal e contando com o incentivo do fator multiplicador para as aquisições de matérias-primas que delas advirem, de 1,2, ou de 1,7, quando se tratar de cooperativa agropecuária com quadro composto por mais de 80% de agricultores familiares.

 

Habilitação - As cooperativas, detentoras ou não de DAP Jurídica, que desejam participar como fornecedoras de matéria-prima para as empresas de biodiesel, deverão ser habilitadas conforme os procedimentos previstos pela Portaria nº 174.

 

Requisitos - Para solicitar a habilitação, cooperativas sem DAP Jurídica deverão estar constituídas, no mínimo, há dois anos. Também será necessária a apresentação de listagem dos agricultores familiares associados, constando os respectivos números da DAP Ativa, e declaração assinada pelo responsável legal da cooperativa agropecuária, na forma do Anexo II da portaria, afirmando que os agricultores familiares com DAP Ativa integram o seu quadro social de cooperados.

 

Solicitação - A solicitação de habilitação deverá ser protocolada junto à sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou em qualquer unidade do órgão que tenha Protocolo Integrado. Poderá ser feita, ainda, mediante envio da documentação por via postal para a sede do Mapa ou para uma das Superintendências Federais de Agricultura (SFAs).

 

Validade, auditoria e insumos - Além da inserção de cooperativas sem DAP Jurídica, mas com agricultores familiares em seus quadros, destacam-se outras alterações importantes que foram incluídas na nova portaria: a validade de habilitação, que agora será de cinco anos; a possibilidade de realização dos procedimentos de auditoria anual por amostragem; e a viabilidade de fornecimento de insumos utilizados pelos produtores de biodiesel no processo de produção do biocombustível, por meio das cooperativas.

 

Balanço - O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) é uma ação interministerial do governo federal, que possui um forte cunho social com diretrizes claras de inclusão da agricultura familiar na cadeia agroindustrial do biodiesel.

 

Famílias beneficiadas - Uma das ferramentas que integra o programa, o Selo Combustível Social, beneficia cerca de 61 mil famílias da agricultura familiar em todo o país, totalizando um volume de aquisição de matéria-prima da agricultura familiar da ordem de 3,9 milhões de toneladas em 2018, último ano apurado. Essas aquisições totalizaram R$ 5,1 bilhões. 

 

Usinas - Atualmente, existem 40 usinas produtoras de biodiesel (que representam aproximadamente 99% do volume de biodiesel comercializado) com a concessão de uso do Selo Combustível Social. São 123 cooperativas habilitadas para o fornecimento de matérias-primas às unidades industriais produtoras de biodiesel detentoras do Selo, das quais, no ano de 2018, 74 comercializaram com empresas de biodiesel, cerca de 80% do volume e valor total comercializados no programa. (Mapa)

COOPERATIVISMO: Senado reconhece Padre Amstad como padroeiro do setor

 

cooperativismo 30 08 2019O Senado Federal aprovou na terça-feira (27/08) o Projeto de Lei 2.107/2019, de autoria do deputado Giovani Cherini (RS), que concede o título de Patrono do Cooperativismo Brasileiro ao padre Theodor Amstad. O texto segue, agora, para sanção da Presidência da República, mas lá, no Rio Grande do Sul, a importância da atuação do religioso suíço em prol da disseminação da cultura cooperativista já foi reconhecida. Em 2003, por meio de uma lei estadual, o governo gaúcho concedeu ao padre o título de Patrono do Cooperativismo em nível estadual.

 

Necessária - Para o autor do projeto, deputado Giovani Cherini que integra à diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e também é cooperado, a homenagem é mais do que merecida. É necessária. “Estamos valorizando aquilo que o cooperativismo tem de melhor, desde sua origem. Esse reconhecimento é essencial para que as gerações futuras sempre se lembrem daquele que se empenhou tanto em disseminar esse modelo tão inovador de gerar negócios”, avalia.

 

Primeira cooperativa - Theodor Amstad nasceu em 9 de novembro de 1851, em Beckenried, na Suíça. No ano de 1885 chegou ao Brasil e se dedicou a prestar assistência econômica, social e cultural aos colonos do Rio Grande do Sul, dando início ao processo de fundação das associações de lavradores e cooperativas no estado.

 

Pioneira - O padre foi o responsável por constituir, em 1902, a primeira cooperativa de crédito brasileira no município de Nova Petrópolis/RS, batizada como Caixa de Economia e Empréstimos Amstad. A cooperativa continua em atividade, porém agora com o nome de Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Pioneira da Serra Gaúcha, a Sicredi Pioneira/RS. (Informe OCB)

BOM JESUS: Primeira edição do Fibra Leite será realizada dia 3 de setembro

 

No dia 3 de setembro, o cooperado ou produtor rural que trabalha com pecuária de leite tem um motivo especial para viajar até a Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. A Cooperativa Bom Jesus realizará a primeira edição Fibra Leite, das 9h às 16h30. O evento tem como finalidade aumentar a produtividade na área leiteira e de manejos especializados. A abertura oficial será feita pelo presidente da cooperativa, Luiz Roberto Baggio. Serão ministradas palestras sobre legislação, como as Instruções Normativas 76 e 77, silagem de milho e gestão da propriedade leiteira. Os interessados em participar do evento devem retirar os convites na unidade da Cooperativa Bom Jesus mais próxima. As vagas são limitadas. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Bom Jesus)

 

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COCAMAR: Loanda reúne 150 produtores para negócios e palestras

 

Com a participação de 150 produtores do município e região, entre produtores rurais e pecuaristas, a unidade da Cocamar em Loanda, extremo-noroeste do estado, promoveu nesta quinta-feira (29/08) um Dia de Negócios e também palestras com especialistas sobre Silagem e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). 

 

Conteúdo - Realizado no estacionamento do Clube Japonês, o Dia de Negócios começou por volta das 9h reunindo mais de uma dezena de empresas fornecedoras de produtos veterinários, que ali se instalaram com seus estandes.  E, às 11 e às 13h30, no auditório do clube, duas palestras técnicas levaram informação e possibilitaram que o público interagisse com os palestrantes. 

 

Silagem - Na primeira delas, o zootecnista Paulo Tanaka, da empresa Lallemand, destacou os cuidados que os pecuaristas precisam ter ao produzir silagem. Segundo ele ressaltou, são demandados de um a dois dias nesse trabalho para que o gado tenha alimento durante meses. “Não é permitido improvisar nem usar lonas de má-qualidade para cobrir o silo, pois o barato pode sair caro.” 

 

ILPF - Na segunda palestra, Alex Marcel Melotto, pesquisador da Sistemas de Produção Integrados e diretor-executivo da Fundação MS, de Maracaju-MS, disse que na sua região os técnicos elaboram um planejamento estratégico agronômico (Pea) que é seguido pelo produtor, com todas as diretrizes e recomendações técnicas. 

 

Solo - Melotto comentou que o modelo de pecuária tradicional tem vida curta devido a baixa rentabilidade. “Os custos sobem 12% ao ano e tem muito produtor que ainda não sabe que quebrou e vive de vender pedaços da própria fazenda.” Para ele, o modelo atual carece de uma reflexão, especialmente no que se refere aos cuidados com o solo. “Se o produtor perder o solo por causa da erosão, nunca mais recupera. Seu maior ativo é o solo”, frisou. 

 

Bom negócio - Na integração, explicou o palestrante, uma atividade complementa a outra. A agricultura reforma o pasto e a pecuária fornece o seguro agrícola para a agricultura, em forma de palhada que protege o solo.  “Temos todas as tecnologias disponíveis para fazer integração”, disse Melotto, informando que na Fazenda Sucuriú, em Chapadão do Céu, a integração promoveu um aumento de produtividade de soja em 14% e uma redução de 73% no consumo de herbicida, por causa da palhada que recobre o solo. 

 

Braquiária - Ele comentou também que o plantio de capim braquiária após a colheita da soja, para formar a pastagem, melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. 

 

Potencial - O gerente da unidade da Cocamar em Loanda, Natan Rafael Borges, destacou que a região apresenta grande potencial para projetos integrados, além de ser uma nova fronteira para produtores que planejam expandir os seus negócios. “Aqui a terra ainda é relativamente barata, quando comparada, por exemplo, à região de Maringá”. 

 

Eventos - Segundo o gerente, o objetivo, a partir de agora, é realizar eventos técnicos para levar informação aos produtores do município, ajudando-os a se desenvolverem em seus negócios. 

 

Confiante - Atento às palestras, o produtor de grãos Maycon Mendes trocou o solo fértil de Apucarana, onde tem propriedade, pelo desafio de ser um desbravador, conduzindo um projeto de integração lavoura-pecuária no areião de Loanda, onde o teor de argila varia de 15 a 20%. Mendes está finalizando preparativos para o plantio de soja, programado para outubro, em área de pastagem dessecada. “Estou muito confiante, especialmente porque terei aqui o apoio técnico da Cocamar”, completou. (Imprensa Cocamar)

 

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SICREDI: Impactadas pelo cooperativismo, moradoras de São J. dos Pinhais (PR) são personagens de campanha nacional

sicredi 30 08 2019Você conhece Desiree Hudson e Loraynne Hudson, de São José dos Pinhais (PR)? E Wesley Rozo Santos, de Lucas do Rio Verde (MT)? Se ainda não, a partir de 02 de setembro, você e os demais moradores desses municípios – e também todos os brasileiros – terão a oportunidade de conhecer suas realidades transformadas com apoio do Sicredi. Juntos, eles são personagens da nova campanha da instituição financeira cooperativa, veiculada em rede nacional. Composta de 13 vídeos, ela traz 26 histórias de associados, de diferentes regiões do país, conectadas pelos impactos positivos do cooperativismo de crédito. Em cada um dos filmes, um associado vai até o município onde mora outro, evidenciando intercâmbios de trajetórias pessoais e de vivências com a instituição.

Viagem - Contando as histórias de pessoas jurídicas que nasceram e cresceram com o Sicredi e fazem uso das soluções da instituição, um dos filmes mostra a viagem de Desiree e de sua filha Loraynne, sócias na escola de educação infantil Semeando o Futuro, em São José dos Pinhais, até Lucas no Rio Verde, onde vive Wesley. Associada da Cooperativa Sicredi Integração PR/SC, a escola tem atualmente duas unidades e, em média, 130 alunos e 21 empregados. “O momento em que o Sicredi foi mais marcante para nós foi o começo da nossa jornada, no início da escola, quando precisamos investir sem ter nada, com a cara e a coragem. E o Sicredi apostou em nós”, recorda-se, com emoção, Desiree. Já Wesley, associado da Cooperativa Sicredi Ouro Verde MT que possuía um carrinho de sorvetes e os vendia em um parque, pôde contar com o apoio da instituição para adquirir um contêiner, atendendo a clientela em um food park, novo e diferenciado espaço gastronômico de sua cidade.

Veiculação - Este e os outros vídeos da série irão ao ar nos intervalos do Jornal Nacional, na Rede Globo, e também nos canais por assinatura GloboNews, SporTV e Discovery H&H. E ainda estarão disponíveis no site do Sicredi e nos perfis da instituição nas redes sociais, no Facebook, LinkedIn, Twitter e YouTube.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

INSTITUTO SICOOB: Expresso oferece cursos para a comunidade de Guaíra

 

instituto sicoob 30 08 2019Nos dias 17, 18 e 19 de setembro, o Expresso Instituto Sicoob estará em Guaíra (PR), área de atuação do Sicoob Meridional.  O ônibus, totalmente adaptado, funciona como uma plataforma itinerante de formação profissional e cidadã. Por isso, é equipado com mesas, assentos, notebooks, televisores, impressora e internet.

 

Cursos profissionalizantes - No Expresso, os alunos têm acesso a uma ampla variedade de cursos profissionalizantes de temas variados, que são ministrados na modalidade EAD. Durante os três dias, o Expresso ficará estacionado na Praça Duque de Caxias, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

 

Contato - Para se inscrever em uma das 53 opções de capacitação, é preciso entrar em contato com a agência do Sicoob na cidade (Rua Bandeirantes, 186 / (44) 3642-3700). Todos os cursos são certificados e gratuitos. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB MERIDIONAL: Curso da Fundação Estudar chega a Toledo com patrocínio da cooperativa

A cidade de Toledo (PR) irá receber a primeira edição do Liderança na Prática, uma iniciativa da Fundação Estudar para impactar jovens em busca de uma carreira de sucesso. O Sicoob Meridional é um dos patrocinadores do evento, que tem como foco a autoliderança.

Módulos - O curso é composto por uma programação de 16 horas de conteúdo, dividido em dois módulos que abordam o desenvolvimento de competências e ensinam ferramentas que ajudam a despertar uma mentalidade protagonista para alavancar a carreira. As aulas serão realizadas nos dias 21/09 e 19/10.

Sorteio - Para oportunizar a participação de um colaborador da cooperativa no curso, o Sicoob Meridional realizou o sorteio de uma inscrição. A contemplada foi a assistente de agência, Karina Mattge. “Fiquei muito feliz por ganhar. Será uma experiência muito boa e acredito que irá agregar novos conhecimentos. Além disso, a iniciativa do Sicoob é importante, pois contribui para o crescimento pessoal do colaborador”, afirma.

Inscrição - Para se inscrever, basta acessar: https://www.napratica.org.br/edicoes/lideranca-16/. (Imprensa Sicoob Unicoob)

AGRONEGÓCIO: Ministra negocia com BNDES redução de juros de dívidas rurais

 

agronegocio 30 08 2019Ao visitar a 42ª Expointer nesta quinta-feira (29/08), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o governo trabalha para baixar os juros para os produtores rurais. Segundo ela, uma das medidas que estão sendo trabalhadas é a redução do spread praticado pelo BNDES na linha de repactuação de dívidas, dos atuais 1,5% para 0,8%. Isso faria com que o custo final ao produtor fosse menor.

 

Custo menor - “Estamos brigando para baixar o juro dessa linha. Esse juro não cabe na conta do agricultor, principalmente aquele que tem problemas no passado, que carrega dívidas”, disse a ministra. A ideia é que o custo dos juros caia de 11% para 9%. 

 

Convencimento - Tereza Cristina disse também que está trabalhando para convencer outras instituições financeiras oferecer essa linha de financiamento. “Precisamos de mais gente dentro dessa linha. Isso vai trazer mais recursos e mais opções para os produtores, principalmente o de arroz que tem mais urgência de acesso. Tenham a certeza de que nós vamos até o último minuto e sabemos da urgência de resolver esse problema”, disse.

 

Embrapa - A ministra disse que pediu à Embrapa se debruce de maneira profunda sobre os problemas enfrentados pelos produtores de arroz do Rio Grande do Sul. “Precisamos ter uma saída para isso. Nossa preocupação é deixar esse setor de pé novamente, não podemos prescindir do setor arrozeiro, que é importantíssimo no nosso país”, disse.

 

A Expointer - Realizada em em Esteio (RS), a Expointer é considerada a maior feira agropecuária da América Latina. A ministra vai ficar até esta sexta-feira (30/08) na feira, para ouvir as demandas do setor. Nesta quinta-feira, será aberto oficialmente o Pavilhão da Agricultura Familiar.

 

Abertura de mercado - Tereza Cristina também relatou o esforço do Ministério da Agricultura para abrir novos mercados aos produtos agrícolas brasileiros. Ela lembrou o acordo firmado no com México em maio para a exportação do arroz, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o acordo entre Mercosul e EFTA e citou que próximos acordos devem ser assinados com o Canadá, Singapura e Coreia do Sul.

 

Indonésia - A abertura do mercado de carnes para a Indonésia, anunciada na quarta-feira (28/08) também foi destacada pela ministra. “Temos muitos desafios, mas temos perspectivas enormes. Precisamos abrir nossas cabeças e nos modernizar”, ressaltou.

 

Sala de situação - A ministra anunciou que na próxima semana será inaugurada no Ministério da Agricultura uma sala de situação para monitoramento de dados sobre índices agronômicos, zootécnicos, de cadastros de terras, e também números ambientais. “Temos que ter essa parte consistente para repassar com segurança e números verdadeiros. O Brasil não precisa maquiar dados para mostrar que é uma potência agrícola sustentável”, disse a ministra.

 

Ataque mundial - Segundo ela, hoje o Brasil sofre um ataque mundial porque todos têm medo do agronegócio brasileiro. “O Brasil é uma potência agrícola e ambiental. Toda essa propaganda e fake news que estão criando fora do Brasil para atingir o nosso agronegócio temos que responder com respeito e com seriedade, mas temos que mostrar os números”, disse, lembrando que neste ano o Brasil aumentou a produção em 6% e cresceu apenas 0,6% em área produzida.

 

Impactos dos acordos - Na Expointer, a ministra também se reuniu com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, com o embaixador interino dos Estados Unidos, William Popp, para debater os impactos dos acordos comerciais no agronegócio do Rio Grande do Sul e soluções para a produção de arroz no estado. Também esteve com representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária. (Mapa)

DECRETO: Uso do fogo fica proibido por 60 dias em todo o território nacional

 

decreto 30 08 2019O presidente Jair Bolsonaro decretou a suspensão do emprego do fogo no território nacional pelo período de 60 dias. O prazo começou a contar nesta quinta-feira (29/08), data de publicação do decreto no Diário Oficial da União.  

 

Isentas - Ficam isentas de cumprir a determinação as atividades de controle de pragas e doenças por uso do fogo desde que autorizadas por órgão ambiental competente, as práticas de prevenção e combate a incêndios e de agricultura de subsistência executadas por indígenas e populações tradicionais, como quilombolas. A medida integra as ações da Operação Verde Brasil, deflagrada pelo governo federal para conter os focos de incêndio em áreas da floresta amazônica.

 

Queima controlada - A determinação, publicada hoje no Diário Oficial, suspende a permissão do uso do fogo, prevista no Decreto nº 2661, de 1998, para práticas agropastoris e florestais, como limpeza e preparação do solo antes do plantio, a chamada queima controlada.

 

Autorização - Este tipo de queima foi estabelecido para evitar a ocorrência de incêndios e só é permitido ao interessado que obter autorização do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), para uso em etapas da produção e manejo agrícola ou florestal ou para fins de pesquisa científica e tecnológica em áreas definidas previamente pelo órgão público competente.

 

Requisitos - A autorização é dada mediante a apresentação das técnicas, equipamentos e a mão-de-obra a serem utilizados pelo interessado, entre outros critérios. A emissão da autorização também depende de vistoria prévia nos casos em que o território contenha restos de exploração florestal e que faça limite às áreas de proteção.

 

Casos vedados - O decreto de 1998 já proíbe o emprego do fogo nas florestas e demais formas de vegetação quando o objetivo é a queima pura e simples como forma de descarte de aparas de madeira e resíduos florestais produzidos por serrarias e madeireiras.

 

Faixas de segurança - A queima também já é vedada pela legislação brasileira no espaço de 15 metros dos limites das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica; a 100 metros da área de domínio de subestação de energia elétrica; 25 metros da área de estações de telecomunicações.

 

Unidades de Conservação - O fogo também não deve ser empregado na faixa de 50 metros a partir de aceiro de 10 metros de largura ao redor das Unidades de Conservação; nem a 15 metros de cada lado de rodovias estaduais e federais e de ferrovias.

 

Alternativas - O engenheiro agrônomo Elvison Ramos, coordenador-geral de Mudança do Clima, Florestas Plantadas e Agropecuária Conservacionista do Ministério da Agricultura, explica que o fogo é utilizado na agricultura com o objetivo de aproveitar as cinzas para potencializar os nutrientes do solo e favorecer o crescimento saudável da planta.

 

Uso indiscriminado - No entanto, o técnico ressalta que o uso indiscriminado da queima pode gerar o efeito contrário e degradar o solo, afetando a conservação da microbiologia. O engenheiro esclarece que os incêndios também podem ser causados nas propriedades rurais de forma acidental, quando o produtor coloca fogo em folhas do quintal ou no lixo e as chamas são ampliadas pelo vento, por exemplo. A prática ainda é utilizada de forma mais frequente por produtores que tem baixo acesso a novas tecnologias de plantio e limpeza do solo.

 

Não recomendado - “O Ministério da Agricultura não recomenda o uso do fogo para manejo das culturas produzidas no Brasil, porque já existem outras práticas desenvolvidas pela pesquisa agropecuária brasileira que não prejudicam o solo e não geram risco de causar incêndios florestais”, comentou Ramos.

 

Tecnologias sustentáveis - Entre as tecnologias sustentáveis de produção e manejo estão os sistemas agroflorestais, o plantio direto e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Algumas dessas técnicas são desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outras instituições de pesquisa e assistência rural do país. (Mapa)

SENADO I: PEC paralela deve ser aprovada até o final do ano, afirma Davi

 

senado 30 08 2019Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se reuniram nesta quinta-feira (29/08) para fechar o acordo de votação da chamada PEC paralela nas duas Casas até o final do ano. O relator da reforma da Previdência (PEC 6/2019), senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), participou do encontro. Foi ele quem sugeriu a inclusão de estados e municípios na reforma por meio de um texto alternativo que será analisado primeiramente no Senado.

 

Equilíbrio nas contas - Para Davi Alcolumbre, a PEC paralela vai ajudar a equilibrar as contas dos estados, o que dará, conforme afirmou, solução definitiva ao assunto. Ele ressaltou a importância do debate nas duas Casas, inclusive com os parlamentares da oposição.

 

Agenda de trabalho - “A gente estabeleceu essa agenda de trabalho, numa relação que tem sido de parceria e harmonia entre a Câmara e o Senado. O debate sobre o texto construído pelo senador Tasso ameniza a discussão sobre a inclusão dos governadores, mas também passa a responsabilidade para que eles façam as reformas em seus estados e municípios por lei ordinária, e não emenda constitucional, junto às suas assembleias e câmaras de vereadores.”

 

Compreensão - Davi observou que setores da sociedade que antes resistiam à reforma da Previdência passaram a compreender a importância da medida. Para ele, foi esse entendimento que levou número expressivo de deputados a votarem favoravelmente à PEC 6/2019. Ao lembrar que o Senado está acompanhando o assunto desde que o texto chegou à Câmara, em fevereiro, o presidente observou que os senadores têm o mesmo sentimento de responsabilidade com o país.

 

Celeridade - Rodrigo Maia cumprimentou Davi, pela condução do trabalho de acompanhamento dos senadores desde que a reforma da Previdência chegou ao Congresso. Para ele, essa medida facilitou o entendimento dos deputados e governadores. O presidente da Câmara disse que já tinha conhecimento da PEC paralela proposta pelo senador Tasso e considerou que a análise terá celeridade, por se tratar de matéria menos polêmica.

 

Engajamento - “Acredito que, da forma como o relator colocou no texto a questão dos estados e municípios, facilita muito, e isso vai mostrar um engajamento dos governadores e de seus deputados, de forma transparente. Então, assim que o Senado votar a PEC paralela, a Câmara já começa as discussões, para avançarmos o mais rápido possível.” (Agência Senado)

SENADO II: Comissão altera inscrição Cotas de Reserva Ambiental no CAR

 

senado II 30 08 2019A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou, na quarta-feira (28/08), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 251/2018, do senador Wellington Fagundes (MT), que substitui o local onde deve ser registrada a informação de que a reserva legal (RL) de determinado imóvel está sendo cumprida sob a forma de Cota de Reserva Ambiental – CRA.

 

Redação atual - Pela redação atual da legislação, tal informação (cumprimento de RL por meio da CRA) deve ser averbada na matrícula dos imóveis envolvidos, ou seja, junto ao Cartório de Registro de Imóveis. Já o PL em questão propõe que tal informação passe a ser inscrita no Cadastro Ambiental Rural (CAR), de forma eletrônica.

 

Cooperativismo - A senadora Leila Barros (DF), relatora na CMA, apresentou parecer favorável, conforme posicionamento da OCB, visto que a medida contida no PL é positiva e está alinhada com os anseios do setor cooperativista, no sentido de priorizar a desburocratização das medidas envolvidas para o cumprimento das obrigações ambientais.

 

Medida mais adequada - Nesse sentido, a inscrição da informação no CAR (banco de dados destinado justamente para concentrar as informações ambientais dos imóveis rurais) é a medida mais adequada do que o previsto na legislação atual. Inclusive, por ocasião da tramitação do Código Florestal, a OCB já havia feito indicação com o objetivo de excluir qualquer vinculação das obrigações ambientais com o Registro de Imóveis (concentrando todas elas no CAR).

 

Deliberação - Caso não seja apresentado para deliberação pelo Plenário do Senado, o projeto seguirá para deliberação da Câmara dos Deputados. (Informe OCB)

TRANSPORTE DE CARGAS: Após pressão do Planalto, Supremo adia decisão sobre tabela do frete

 

transporte cargas 30 08 2019Às vésperas do julgamento que poderia dar um desfecho para a novela do tabelamento do frete - iniciada há um ano e três meses com a greve de caminhoneiros - o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu esticar o prazo e retirou da pauta as três ações que discutem a questão.

 

Análise - O plenário da corte analisaria a constitucionalidade da Lei 13.703/18, que estabeleceu a política de pisos mínimos do frete, na próxima quarta-feira (04/09). Mas os recursos foram extintos da pauta por ordem do relator, ministro Luiz Fux. Segundo o Valor apurou, partiu do Palácio do Planalto, sob a articulação do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni - um dos interlocutores do movimento dos caminhoneiros no governo -, a ofensiva para que a análise fosse adiada.

 

Pedido - Interlocutores do tribunal dizem que o adiamento foi um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). O advogado-geral da União, ministro André Mendonça, teria explicado a Fux que não havia conseguido despachar com todos os ministros sobre o assunto, fato que traria mais segurança para os ministros tomarem a decisão. "O governo estava com receio de que o STF considerasse a tabela inconstitucional, contrariando os caminhoneiros", diz uma fonte a par do assunto.

 

Movimentação de caminhoneiros - O movimento do STF também se deu em meio em meio à movimentação de caminhoneiros, que preparavam mobilizações em todo o país a partir de segunda-feira. A ideia dos motoristas era demonstrar força de maneira coordenada para pressionar o tribunal: grupos se reuniriam em trevos, colocariam faixas e eventualmente barrariam caminhões de motoristas autônomos. No dia 4, o movimento seria intensificado e os caminhoneiros não aceitariam carga.

 

Não desagradou - Ao mesmo tempo em que atendeu ao governo, o adiamento não desagradou os caminhoneiros. Sem decisão do STF, afinal, a política de pisos mínimos do frete permanece em vigor. Do outro lado do balcão, porém, a medida de Fux não foi bem recebida. Para os embarcadores, a palavra dos ministros trará segurança jurídica. Uma reunião de emergência foi convocada para hoje, para discutir o que fazer. Por ora, dizem não haver negociação em curso.

 

Ações - As Ações Diretas de Inconstitucionalidade foram propostas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Associação do Transporte Rodoviário do Brasil (ATR Brasil, representantes dos contratantes de frete).

 

Voto - Fux vinha sendo aconselhado a construir um voto pela inconstitucionalidade da tabela obrigatória de fretes, mas considerá-la referencial, em linha com o que o governo defende. Por outro lado, Fux também aguardava as negociações conduzidas pelo governo em torno da tabela de referência.

 

Sem avanço - Para interlocutores que acompanham a discussão sobre o tabelamento, a retirada de pauta sinaliza que os esforços do governo na negociação com os caminhoneiros não avançaram.

 

Posições opostas - Caminhoneiros e embarcadores chegam às vésperas do julgamento em posições opostas, que se mostraram impossíveis de conciliar nesse último ano. Capitaneado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governo tentou diversas formas de acordo. O impasse cristalizou-se a ponto de não terem sido convocadas reuniões na semana que passou.

 

Sem queixa - E ninguém reclamou. "Hoje qual é o impasse da negociação? Eles querem que a tabela seja referencial, e nós, que [a tabela] seja vinculativa", disse o caminhoneiro Wallace Landim, o Chorão, liderança do setor.

 

Outra tabela - A lei mandou que fosse elaborada outra tabela, mais completa, seguindo o rito regulatório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Foi elaborada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Quando entrou em vigor, provocou protestos dos caminhoneiros e foi revogada. Eles alegam que a tabela cobre apenas os custos. Mas precisam de uma margem de lucro. Embarcadores concordaram em negociar um adicional sobre a tabela da Esalq, desde que ela fosse referencial, e não obrigatória. (Valor Econômico)

ECONOMIA I: PIB cresce mais que o esperado, mas retomada segue gradual

 

economia I 30 08 2019A economia brasileira cresceu no segundo trimestre 0,4% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, um resultado melhor do que a encomenda, com altas fortes do investimento, pelo lado da demanda, e da indústria de transformação e da construção civil, pelo lado da oferta. 

 

Acima da mediana - O desempenho superou a mediana das projeções dos analistas ouvidos pelo Valor Data, de expansão de 0,2%, afastando o temor de uma recessão técnica, caracterizada por dois recuos seguidos na comparação com os três meses imediatamente anteriores - no primeiro trimestre de 2019, o PIB recuou 0,1%.

 

Construção - Uma das melhores notícias foi o crescimento da construção. Houve alta no segundo trimestre, de 1,9%, o que contribuiu para o avanço significativo da formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe em máquinas e investimentos, construção civil e inovação) no período, de 3,2% sobre o trimestre anterior. Ainda assim, essa melhora se dá sobre uma base deprimida. Em 12 meses, o PIB acumula alta de apenas 1%.

 

Impulso - Os juros em queda, a melhora da confiança devido à iminente aprovação da reforma da Previdência e a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem dar impulso à atividade no segundo semestre. Joga contra a piora do cenário externo, devido à desaceleração da economia global e a intensificação da crise na Argentina. A expectativa é que a retomada siga em ritmo gradual. Há sinais positivos na construção residencial, nas vendas no varejo, especialmente de veículos, e algum aumento da confiança empresarial e do consumidor. Os números do crédito para automóveis e para o setor imobiliário também têm sido favoráveis.

 

Demanda doméstica final - A demanda doméstica final mostrou uma aceleração considerável, passando de quase estabilidade no primeiro trimestre - 0,05% - para uma alta no segundo de 0,5%, como ressalta o economista Alberto Ramos, diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs. O indicador é composto por consumo das famílias, consumo do governo e investimento, excluída a variação de estoques. 

 

Destaque - O destaque entre os três componentes foi a alta da formação bruta de capital fixo, uma notícia mais do que bem-vinda, uma vez que a recuperação dependerá bastante do investimento, num quadro em que o consumo das famílias ainda está contido pela fraqueza do mercado de trabalho, o consumo do governo está travado pelo ajuste fiscal e o setor externo é afetado pela perda de fôlego da economia mundial.

 

Elemento inicial - "O investimento é elemento inicial de retomada de crescimento e a sinalização é de que tanto máquinas e equipamentos quanto construção civil residencial parecem começar a recuperação, especialmente este último", diz, em nota, o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.

 

Taxa baixa - A taxa de investimento, porém, permanece baixa, como lembra Ramos. Ficou em 15,9% do PIB entre abril e junho, acima dos 15,3% do PIB do mesmo período de 2018, mas significativamente abaixo dos mais de 20% do PIB observados entre 2010 e 2013, nota ele.

 

Consumo das famílias - No segundo trimestre, o consumo das famílias, que tem peso de dois terços no PIB pelo lado da demanda, cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior, enquanto o consumo do governo recuou 1%, refletindo o esforço do setor público em conter gastos.

 

Exportações - As exportações, por sua vez, caíram 1,6% nessa base de comparação, num cenário de demanda externa mais fraca. As importações subiram 1%. Com isso, o setor externo tirou 0,4 ponto percentual do PIB no segundo trimestre, nas contas de Ramos.

 

Oferta - No lado da oferta, a principal surpresa veio da indústria, que cresceu 0,7%. Os principais responsáveis por essa alta foram a indústria de transformação, com avanço de 2% sobre o trimestre anterior, e a construção civil, com aumento de 1,9%. A indústria extrativa foi mal outra vez, registrando queda de 3,8%, em boa parte ainda um reflexo da tragédia com a barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais. Já a agropecuária recuou 0,4% na comparação com o primeiro trimestre, enquanto os serviços, que respondem por mais de 70% do PIB pelo lado da oferta, avançaram 0,3%.

 

Consenso de mercado - Com a alta do PIB de 0,4% no segundo trimestre, uma nova leva de reduções das projeções de crescimento para 2019 não deverá ocorrer, como era possível se o crescimento tivesse ficado em 0,2% ou menos. O consenso de mercado aponta para uma expansão do PIB de 0,8% neste ano. Para que isso se concretize, é preciso uma alta média do PIB de 0,2% a 0,3% no terceiro e no quarto trimestres, nas contas do economista Luka Barbosa, do Itaú Unibanco.

 

Factível - Um avanço de 1% em 2019 parece hoje factível, segundo os analistas da LCA Consultores. Para que isso ocorra, é necessário que o PIB avance a um ritmo de 0,4% nos dois trimestres restantes do ano. Na visão da consultoria, a queda adicional dos juros, a melhora da confiança associada ao avanço de reformas e a adoção de medidas para estimular o consumo, como a liberação dos recursos do FGTS, "sugerem que é razoável uma variação do PIB próxima de 1% no acumulado de 2019". O cenário externo, porém, pode afetar essa expectativa nos próximos meses, pondera a LCA, enfatizando em especial a piora das condições da Argentina.

 

Sinais de aceleração - Apesar da alta do PIB de 0,4% no segundo trimestre, Barbosa, do Itaú Unibanco, diz não ver sinais de aceleração da atividade. O banco calcula um indicador de crescimento subjacente, que segue estável em 1% há nove trimestres. O índice é composto por dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do nível do índice de confiança empresarial da Fundação Getulio Vargas, do crédito para pessoa física e jurídica e da difusão de dados de atividade.

 

Projeção mantida - Nesse cenário, Barbosa manteve a projeção de crescimento para o ano em 0,8%, também por causa de informações preliminares negativas relativas ao terceiro trimestre. Ele cita como exemplo a importação de bens intermediários (insumos e matérias-primas), que tem boa correlação com a produção industrial.

 

Acumulado - No acumulado em 12 meses, o PIB tem orbitado na casa de 1% desde o fim de 2017, quando atingiu 1,1%. Nos 12 meses até o segundo e o terceiro trimestres de 2018, teve expansão de 1,4%, mas o ritmo não se sustentou. Caiu para 0,9% até o primeiro trimestre de 2019 e voltou para 1% no segundo trimestre deste ano. Para 2020, a expectativa é de uma aceleração para a casa de 2%, o que vai depender do investimento e do consumo das famílias - os gastos públicos e o setor externo não vão ajudar. (Valor Econômico)

ECONOMIA II: Contas públicas têm déficit de R$ 5,9 bi, o menor em 5 anos

 

economia II 30 08 2019As contas públicas fecharam julho com o melhor resultado para o mês desde 2014. O déficit primário, que são as receitas menos as despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 5,995 bilhões, informou nesta quinta-feira (29/08) a Secretaria do Tesouro Nacional.

 

Junho 2018 - Em julho de 2018, o déficit primário do Governo Central foi maior: R$ 7,488 bilhões. “Essa melhora é explicada, pela elevação real da receita líquida em R$ 4,3 bilhões (3,9%) acima da elevação real da despesa total de R$ 2,6 bilhões (2,2%)”, diz o Tesouro.

 

Sete meses - Nos sete meses do ano, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 35,249 bilhões. Em 2018, o déficit acumulado nos sete primeiros meses atingiu R$ 39,081 bilhões.

 

Fatores - Segundo o Tesouro, a redução do déficit primário no acumulado até julho decorreu da “diminuição das despesas discricionárias (não obrigatórias) que, até julho de 2019, foram R$ 12 bilhões inferiores às do mesmo período de 2018”. Além disso, no acumulado, a receita líquida apresentou elevação real de R$ 2,6 bilhões.

 

Meta - Para este ano, a meta de déficit primário está estipulada em R$ 139 bilhões. Para atingir essa meta, o governo já contingenciou (bloqueou) R$ 31,22 bilhões do orçamento deste ano. (Agência Brasil)

IBGE I: Taxa de desemprego no Brasil cai para 11,8% em julho

ibge 30 08 2019A taxa de desemprego do país recuou para 11,8% no trimestre finalizado em julho deste ano. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (30/08), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa é inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril deste ano e aos 12,3% de julho de 2018.

Desocupados - A população desocupada ficou em 12,6 milhões de pessoas no trimestre finalizado em julho, 4,6% abaixo do trimestre encerrado em abril (menos 609 mil pessoas), mas estatisticamente estável em relação a igual período de 2018.

Ocupados - Já a população ocupada ficou em 93,6 milhões de pessoas e chegou ao maior número da série histórica, iniciada em 2012.

Aumento - O contingente é 1,3% maior (mais 1,22 milhão de pessoas) do que em relação ao trimestre encerrado em abril e 2,4% superior (mais 2,22 milhões de pessoas) do que o trimestre finalizado em julho do ano passado. (Agência Brasil)

 

IBGE II: Emprego é recorde no Brasil no trimestre encerrado em julho

ibge II 30 08 2019O mercado de trabalho no Brasil atingiu, no trimestre encerrado em julho deste ano, um volume recorde de pessoas empregadas: 93,6 milhões. É o maior número da série histórica iniciada em 2012 e representa aumentos de 1,3% na comparação com o trimestre encerrado em abril deste ano e de 2,4% na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2018.

Impulso - Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada nesta sexta-feira (30/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento foi puxado pelos empregados sem carteira assinada e pelos trabalhadores por conta própria.

Sem carteira assinada - Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, também um recorde na série histórica. A alta chegou a 3,9% em relação a abril (mais 441 mil pessoas) e a 5,6% em relação a julho de 2018 (mais 619 mil pessoas).

Por conta própria - Os trabalhadores por conta própria somaram 24,2 milhões e também atingiram um contingente recorde, subindo nas duas comparações: 1,4% (mais 343 mil pessoas) ante abril e 5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante julho de 2018.

Recuo - A taxa de desemprego recuou para 11,8% em julho deste ano, abaixo dos 12,5% de abril deste ano e aos 12,3% de julho do ano passado.

Fora da força de trabalho - A população fora da força de trabalho, ou seja, as pessoas que não estão nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 64,8 milhões em julho, estável em ambas comparações.

Subutilizada - A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego mas não estava disponível para a vaga) ficou em 28,1 milhões de pessoas em julho, estável em relação ao trimestre anterior e 2,6% superior a julho do ano passado.

Taxa - A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, inferior aos 24,9% de abril e aos 24,4% de julho de 2018.

Desalentados - O total de pessoas desalentadas (aquelas que desistiram de procurar emprego) chegou a 4,8 milhões, estável em ambas as comparações. Já o percentual de desalentados chegou a 4,4%, também estável.

Rendimento médio - O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.286, uma queda de 1% ante o trimestre anterior e não teve variação significativa frente ao mesmo trimestre de 2018. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 208,6 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,2% (mais R$ 4,5 bilhões) frente ao mesmo período de 2018. (Agência Brasil)

 

PARANÁ: Produção industrial tem melhor primeiro semestre em nove anos no Estado

 

parana 30 08 2019A produção industrial paranaense cresceu 7,8% no primeiro semestre de 2019, melhor resultado dos primeiros seis meses nos últimos nove anos, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é bem superior ao mesmo período de 2018, quando houve crescimento de apenas 0,2% no setor, e aponta para uma retomada depois das retrações registradas entre 2014 e 2016.

 

Segundo melhor índice - É o segundo melhor índice do País, atrás apenas do Rio Grande do Sul (8%), e bem superior ao nacional, que apontou retração de -1,6%.

 

Bom desempenho - O crescimento do Paraná no semestre foi puxado principalmente pelo bom desempenho do setor automotivo (23,8%), de máquinas e equipamentos (22,2%), alimentos (10,5%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,6%). Os números da indústria automobilística paranaense cresceram quase sete vezes mais do que o resultado nacional, de 3,5%.

 

Retomada - A retomada na produção industrial foi registrada paulatinamente ao longo de todos os meses do ano no comparativo com os mesmos meses de 2018, mesmo diante de uma pequena retração de -3,3% em junho em relação ao mesmo período do ano passado. Janeiro (9,9%), fevereiro (11,8%) e maio (27,9%) registraram os maiores crescimentos.

 

Variação - Em maio, por exemplo, o Paraná registrou variação de 27,9% em relação ao mesmo mês de 2018, melhor registro de janeiro a julho em relação a qualquer mês do ano passado em todas as unidades pesquisadas (Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás). Isso aponta para retomada acelerada depois da greve dos caminhoneiros, que impactou os resultados de 2018. Em maio de 2019 o Paraná atingiu índice fixo (indicador do IBGE) que não alcançava desde junho de 2010.

 

Doze meses - Nos últimos doze meses (encerrados em junho) o aumento na produção industrial do Paraná foi de 5,1%. É o segundo melhor desempenho do país também neste indicador, logo atrás do Rio Grande do Sul (9,4%), e muito distante do Brasil (retração de -0,8%).

 

Nacionais - O desempenho paranaense contrasta com os índices nacionais. O setor industrial brasileiro apresentou retração de -1,6% no primeiro semestre deste ano e acumula três trimestres seguidos de queda na série histórica. Segundo o IBGE, o nível de produção da indústria em junho retrocedeu para o patamar de 2009.

 

Indústria dinâmica - Julio Suzuki Júnior, pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), afirma que os números refletem o dinamismo do setor industrial do Estado. “O crescimento da indústria paranaense espelha a diversificação da estrutura manufatureira local, que permite atender mercados diversos, tanto no âmbito doméstico quanto em nível internacional”, ponderou.

 

Confiança - O pesquisador também aponta que os resultados alcançados são fruto da confiança do industrial no Estado e na retomada da economia brasileira, além do desempenho de segmentos representativos como o de automóveis. “A elevação do nível de emprego, observada nos últimos meses, está atrelada ao aumento de investimentos como um todo no setor”, complementou.

 

Reformas - Thiago Ramos, economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), aponta que as reformas promovidas pelo Governo Federal podem gerar resultados ainda mais positivos no setor nesse segundo semestre. “Há grande expectativa entre os industriais. A consolidação das reformas previdenciária e tributária vai gerar resultados ainda mais positivos, contribuindo com o desempenho do setor nos níveis regional e nacional”, pontuou.

 

Mais empregos - O Paraná também mantém em 2019 a tendência de crescimento na criação de empregos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No acumulado de 2019, o Estado abriu 40.537 vagas, sendo a quarta unidade da federação que mais empregou. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais no Brasil, variação de 1,2% sobre o estoque do mesmo período do ano passado.

 

Carteira assinada - O Paraná foi o Estado que registrou o maior crescimento na variação de empregados com carteira assinada no setor privado no segundo trimestre de 2019. Houve evolução tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2019 quanto com o segundo trimestre de 2018. Os aumentos foram de 3,4% e 4,2%, respectivamente.

 

PNAD - Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE, mostram o Paraná como terceiro Estado com maior percentual de empregados com carteira assinada no setor privado, com 81,4% no segundo trimestre de 2019, atrás apenas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

 

Economia aquecida - Segundo o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBC-Br), o Paraná aponta crescimento de 2,65% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano em comparação a igual período de 2018 (sem ajuste sazonal). O IBC-Br acumulou alta de 0,62% no primeiro semestre do ano no País. (Agência de Notícias do Paraná)

ARTIGO: Meio século da OCB

 

artigo 30 08 2019*Roberto Rodrigues

 

Para celebrar os 50 anos de sua criação, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) realizou, 8 a 10 de maio, seu 14° Congresso, discutindo a construção do futuro do movimento diante do cenário econômico e político do país e do mundo, com mais de 1.300 participantes de todo o país.

 

Trata-se de um movimento que ganhou credibilidade ao longo deste meio século de existência, estando expressivamente presente nos diferentes segmentos socioeconômicos do Brasil, com cerca de 6.800 cooperativas atuantes que nucleiam mais de 14 milhões de cooperados. Para se ter uma ideia da importância dessas empresas, basta dizer que, na área rural, mais da metade da produção agropecuária nacional passa por cooperativas, com uma condição: a grande maioria dos associados é de pequenos e médios produtores. E, na área do crédito, o dado é ainda mais relevante: as cooperativas de crédito só cresceram depois da Constituição de 1988, na qual foram reconhecidas como integrantes do Sistema Financeiro Nacional e passaram a ser fiscalizadas pelo Banco Central, assim como já eram os demais bancos. Com isso, a evolução recente desse setor foi tão espetacular que, se todas as cooperativas de crédito integrassem um único banco de cúpula, este já seria o sexto maior do país, atrás apenas do Banco do Brasil, da CAIXA e dos privados Itaú, Bradesco e Santander. E é um velho sonho dos líderes cooperativistas que essa unicidade seja alcançada num futuro não muito distante.

 

No Congresso, foram discutidos alguns temas recorrentes nunca resolvidos até então. Entre eles, foi aprovada uma recomendação de que todas as cooperativas, de qualquer ramo de atividade, passassem a ter em seu Conselho de Administração pelo menos uma mulher e um(a) jovem. Antigos líderes não gostavam dessas ideias, argumentando que nos quadros sociais não havia representantes do sexo feminino ou da juventude suficientemente preparados para assumir um cargo nos Conselhos. Com isso, inibiam o acesso a tais pessoas.

 

Mas desta vez ficou aprovada a tese: mesmo que não existam mulheres ou jovens já capacitados para a função e, portanto, sem condições eleitorais, a direção da cooperativa cooptará pessoas indicadas nos seus comitês feminino e de juventude, que passarão a integrar o Conselho com direito a voz e sem direito a voto (para se diferenciar dos colegas eleitos).

 

Tal proposta ajudou na reafirmação de outros aspectos que têm a ver com o posicionamento das cooperativas no cenário global.

 

E aí ressalta a conceituação clara de que cooperativa é uma empresa; constituída sob a orientação da doutrina, margeada por valores e princípios universais, mas uma empresa. Presta serviços aos seus associados para que eles possam progredir econômica e socialmente, mas é uma empresa. Sendo assim, a cooperativa precisa estar inserida nos mercados de forma competitiva, com gestão profissional focada e eficiente, assumindo que a sustentabilidade da sua produção é elemento central da competitividade. Definitivamente, cooperativa não é sociedade beneficente, nem palco para amadores.

 

Num mundo tremendamente concorrencial, com “guerras comerciais” legítimas ou não – com lideranças mundiais desestabilizando instituições multilaterais construídas a duras penas por décadas, dando espaço para um neoprotecionismo que afetará os países emergentes –, as cooperativas serão elemento de destaque na defesa de pequenos e médios investidores de qualquer setor econômico, garantindo, assim, a inclusão social e a preservação da democracia no planeta.

 

*Roberto Rodrigues é coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas. Artigo publicado na revista Saber Cooperar.


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