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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4650 | 28 de Agosto de 2019

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Especialistas vão discutir as tendências do agronegócio que impactam na produção e no consumo

 

Com a expectativa de reunir aproximadamente 100 lideranças do setor, o Sistema Ocepar promove, nos dias 5 e 6 de setembro, em Curitiba, o Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses. O evento ocorre paralelamente ao 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, uma iniciativa do jornal Gazeta do Povo que conta com o apoio da entidade.

 

Tema - De acordo com os organizadores, a partir do tema “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”, a ideia é intensificar as discussões sobre as tendências transversais do agronegócio que impactam na produção e no consumo, como oferta e demanda, tecnologia e logística, sanidade, mercado e políticas comerciais. A pergunta a ser respondida é: como se manter eficiente e competitivo em um ambiente geopolítico cada vez mais globalizado e que passa por constantes e intensas transformações?

 

Especialistas - Para discutir o assunto, foram convidados especialistas de diversas entidades com atuação mundial. A conferência de abertura, por exemplo, será ministrada por Edwini Kessie, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Durante o evento haverá ainda a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), CME Group, Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura do Paraná, Solar Cluster, Senai, John Deere, entre outros.

 

Solenidade - Além de acompanhar os debates do Fórum de Agricultura, os participantes do Fórum dos Presidentes participam, no segundo dia, da solenidade que será realizada com a presença do governador do Paraná, Ratinho Junior, e a diretoria da Ocepar, para apresentar os investimentos do setor cooperativista paranaense. Também serão anunciados os vencedores do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo. O evento encerra com a 2ª Feijoada Cooperativa, elaborada com produtos das cooperativas do Paraná.

 

Informações - Mais informações com Neuza ou Luana, pelos fones (41) 32001104 / 3200 1105 ou pelo e-mail secretaria@sistemaocepar.coop.brAs inscrições para o público cooperativista devem ser feitas pelo link https://bit.ly/2ZBlE18.

 

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FRÍSIA: Cooperativa conquista Troféu Destaque do Ano na categoria Leite

frisia 28 08 2019Pela segunda vez consecutiva, a Frísia vence o Troféu Destaque do Ano no segmento Leite. A premiação, realizada pela revista A Granja há 34 anos, foi realizada na noite desta terça-feira (27/08) durante a Expointer, uma das principais feiras agropecuárias da América Latina, realizada em Esteio (RS).

Categorias - O troféu reúne 30 categorias dos segmentos pecuário, agrícola, agronegócio e setores ligados direta e indiretamente ao campo. A votação, que ocorreu de forma direta e espontânea pelos leitores da revista, aconteceu de 1º de junho a 15 de julho deste ano.

Representante - O diretor-conselheiro de Pecuária Leiteira da Frísia, Raphael Cornelis Hoogerheide, representou a cooperativa no evento de entrega do prêmio junto com Luciano Tonon, coordenador da cooperativa. Hoogerheide destaca a importância do prêmio em um segmento que a cooperativa tem um laço histórico, além de realizar sucessivos investimentos em qualidade e gestão das propriedades pelos cooperados.

Orgulho - “Nos orgulha muito receber esse tradicional prêmio, que coroa a nossa trajetória de trabalho, sempre buscando a qualidade do produto, com animais de alta genética e manejo de excelência”, destaca o diretor-conselheiro.

Produção leiteira - A produção leiteira da cooperativa em 2018 foi de 235 milhões de litros gerados por 290 produtores, com a expectativa de crescimento de 8% na produção deste ano.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

COPAGRIL: Dia da Avicultura é celebrado com perspectivas de crescimento

O Dia da Avicultura é comemorado nesta quarta-feira (28/08) e as perspectivas para o setor são de crescimento. Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne de frango devem crescer entre 4% e 5% no acumulado do ano de 2019, resultado apontado pelos primeiros sete meses de 2019 que apresentaram forte retomada nas exportações e indicam o ritmo do ano.

Semestre - Os resultados entre janeiro e julho apresentaram ampliação na exportação em relação ao ano anterior. A expectativa da associação, em relação à carne de frango, é fechar o ano com aumento de 1% na produção, passando de 12,8 milhões de toneladas, em 2018, para 13 milhões de toneladas, em 2019. As exportações devem alcançar 4,3 milhões de toneladas – volume de 4% a 5% superior em relação às 4,1 milhões de toneladas do último ano.

Modernização - A cadeia de produção de frangos de corte no Brasil está em constante processo de modernização e melhoria, em modelo de produção como também em gestão e comercialização. A avicultura nacional é uma das mais organizadas no mundo, destacando-se pelos resultados alcançados em indicadores de produtividade, volume de abate e no desempenho social, ambiental, sanitário e econômico.

Maior exportador - O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o estado do Paraná representa 37% deste volume, conforme relatório da ABPA divulgado em 2018. O que consolida o estado como líder nacional no segmento, o que se deve ao investimento de produtores e instituições, como a Cooperativa Agroindustrial Copagril, que atuam em toda a cadeia por meio da integração com cooperados, desde a produção de matrizes e ovos férteis, ração para os animais, abate e comercialização internacional.

Copagril - São mais de 200 cooperados da Copagril que produziram em 2018, 91 mil toneladas de carne de frango. O número atual é de quase 180 mil aves abatidas por dia. Resultado de um sistema de integração entre produtor rural e indústria, fortalecido pelo modelo de cooperativismo.

Núcleo - A Copagril conta um Núcleo de Recria de Matrizes e produção de Ovos Férteis, com produção estimada em 32 milhões de ovos férteis/ano – atendendo 65% da demanda de pintainhos da Copagril. Os ovos são levados para eclosão e retornam aos aviários dos cooperados, que trabalham no desenvolvimento dos animais até os 45 dias, quando os frangos alcançam o peso ideal e são levados para o abate na Unidade Industrial de Aves, de onde a carne é enviada para mais de 60 países em todo o globo.

Integração - O modelo de integração dos cooperados conta com assistência técnica, ração e assessoramento da Copagril em todas as fases, entre elas implantação e atualização estrutural, licenças, documentação e manejo animal. Colaborando e incentivando a produção de alto desempenho e qualidade, seguindo normas mundiais de bem-estar e segurança alimentar. Atividades que refletem em toda a cadeia de produção e contribuem para o reconhecimento da produção brasileira e paranaense junto aos mercados internacionais. (Imprensa Copagril)

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C.VALE: Cooperativa é a 2ª maior da agropecuária

cvale 28 08 2019A receita líquida de R$ 8,4 bilhões em 2018 garantiu à C.Vale a condição de 82ª maior empresa do Brasil. No segmento agropecuário, a cooperativa ficou em segundo lugar em receita líquida e em nono lugar considerando-se oito indicadores de desempenho. Entre as maiores da região Sul, a C.Vale ficou em 10º lugar, atrás de empresas como Bunge, Copel e Renault. A classificação consta do levantamento Valor 1000, do Valor Econômico, principal jornal de economia do Brasil. (Imprensa C.Vale)

Classificação da C.Vale

2ª maior da agropecuária do Brasil

5ª maior do PR

10ª maior da região Sul

82ª maior do Brasil

 

SICREDI: Instituição cooperativa patrocina torneio internacional de futebol feminino

 

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal – será um dos patrocinadores do Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino de Seleções, organizado pela Federação Internacional de Football 7 Society (Fifos), que será realizado entre os dias 29 de agosto e 1 de setembro, no estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP). 

 

Essência - “O apoio ao esporte coletivo feminino vai ao encontro da nossa essência por ser um importante instrumento de transformação e de inclusão social, além de reforçar o nosso compromisso com o desenvolvimento do esporte no Brasil”, afirma o gerente de Marketing do Sicredi, Fernando Di Diego.

 

Cota - A cota de patrocínio adquirida pelo Sicredi prevê a exposição da marca da instituição financeira cooperativa nas placas de campo dos quatro jogos, no pódio em que os troféus serão entregues e nas redes sociais da Fifos. Além disso, a campanha também contempla ativações com a jogadora craque da rodada nas redes sociais do Sicredi e a disponibilização de ingressos para ações de relacionamento da companhia.

 

Primeira edição - Com transmissão ao vivo pela TV Cultura e também no canal por assinatura SporTV, essa será a primeira edição do Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino de Seleções, competição que faz parte do calendário da FIFA. Ao todo, serão disputadas quatro partidas entre as seleções do Brasil, Argentina, Chile e Costa Rica. Os jogos classificatórios acontecem no dia 29 de agosto, às 19h e às 21h30 e no dia 1 de setembro, às 10h30 será a disputa do terceiro lugar e a grande final acontecerá às 13h30.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICREDI UNIÃO PR/SP: Cooperativa apoia 1º Seminário Regional da Soja em Maringá

 

Com o objetivo de melhorar a eficiência das lavouras por meio de estratégias para o controle de ferrugem asiática e percevejos da soja, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Maringá (PR), com apoio da Sicredi União PR/SP e outras instituições, promove nesta quarta-feira (28/08), o 1º Seminário Regional da Soja. O evento será realizado no auditório Ermelindo Bolfer (recinto de leilões), do Parque de Exposição de Maringá, das 13h30 às 17 horas.

 

Público - O seminário é gratuito e destinado a produtores, técnicos, estudantes, lideranças e profissionais do agronegócio em geral que pertençam aos 29 municípios atendidos pela regional da Emater. A programação conta com duas palestras conduzidas por pesquisadores da Embrapa Soja, de Londrina. São eles: Claudine Seixas, que é doutora em fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa; e Samuel Roggia, doutor em Entomologia, especialidade da biologia que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas, os animais e o meio ambiente. 

 

Resultado - Além das orientações técnicas sobre controle da ferrugem asiática e dos percevejos da soja, os palestrantes apresentarão o resultado do manejo integrado de pragas e doenças da soja no Paraná na safra 2018/2019.

 

Plantio - O coordenador regional de grãos da Emater, Pedro Cecere Filho, informa que os produtores de soja de todo o Paraná devem iniciar o plantio da safra de verão no início de setembro e, por isso, a grande preocupação com os problemas causados pela ferrugem asiática e pelos percevejos, já que se não forem controlados adequadamente podem resultar em sérios prejuízos aos agricultores. 

 

Aplicação - “Muitas vezes, os produtores fazem aplicação de agroquímicos que não controlam com eficiência as pragas e doenças, e ainda geram custo alto de produção. No seminário, vamos tratar dessa questão e apresentar propostas e estratégias para o controle eficiente e sustentável das pragas e doenças para, assim, obter um cultivo mais produtivo e rentável”, esclarece Cecere.

 

Mais apoiadores - Além da Sicredi União PR/SP, o evento conta com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, Prefeitura de Maringá, Embrapa, Sociedade Rural de Maringá, Senar-PR, Sindicato Rural de Maringá, Unicesumar, Universidade Estadual de Maringá e Amusep. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SERVIÇO

1º Seminário Regional da Soja

Dia: 28/08/19

Horário: 13h30 às 17h

Local: auditório Ermelindo Bolfer do Parque de Exposição de Maringá

Inscrições gratuitas pelo link: https://forms.gle/7MhPDdABpgDHr7wp9

 

sicredi uniao cartaz 28 08 2019

CRESOL: Presente na 42ª Expointer com atrações especiais

 

cresol 28 08 2019Pelo quarto ano consecutivo, a Cresol participa da Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS). O estande conta com atrações gratuitas especiais para os cooperados e visitantes da 42ª edição da feira, que será realizada até o dia 1º de setembro.

 

Bebidas e pipoca - O Balão Cresol, em que drinks são servidos a mais de 40 metros de altura, e o Café Entre Amigos, no qual versões especiais da bebida são distribuídas, continuam entre as atrações que viraram referência no parque. Neste ano, há também a Bike Pipoca, em que o alimento é produzido a partir das pedaladas em seis bicicletas estáticas, valorizando a energia renovável.

 

Negócios - Na parte negocial, as linhas de crédito para energia renovável são novidades nesta edição da Expointer. À espera das caravanas de associados, as equipes da Cresol na feira estão prontas para proporcionar aos cooperados as condições para aquisições de maquinários, veículos e insumos dentro do parque – houve um trabalho especial para a liberação de crédito pré-aprovado para o evento.

 

Encontros estratégicos - Estão previstos também encontros estratégicos com a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com o BNDES, além da reunião do Conselho de Administração da Cresol Confederação.

 

Expectativa - “A Cresol vem participando de feiras importantes e a Expointer é uma delas. A cada ano, ampliamos a participação no ponto de vista de negócios e de projeção da marca. A expectativa desse ano é muito grande, temos várias agendas importantes e também esperamos realizar bons negócios e ações que possam fortalecer e consolidar ainda mais o trabalho da Cresol”, valorizou Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação. (Imprensa Cresol)

AILOS: Os desafios e oportunidades do cooperativismo de crédito são debatidos em Criciúma (SC)

 

Líderes de cooperativas de crédito de mais de 70 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estiveram reunidos nos dias 22 e 23 agosto, em Criciúma (SC) para a ampliação e troca de conhecimentos. O Seminário de Dirigentes do Ailos, que esteve em sua quinta edição, é um evento itinerante que acontece a cada dois anos em cidades onde as cooperativas que fazem parte do sistema atuam. Protagonismo, Conexão e Inovação em Alto e Bom Som foi o tema escolhido para ser explanado a aproximadamente 300 convidados. Um dos pontos altos do encontro foi a exposição de abertura ministrada pelo diretor de fiscalização do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza. Ele apresentou os desafios e oportunidades do cooperativismo de crédito no país. 

 

Panorama - Na ocasião, Souza, que atua na instituição desde 1998, traçou um panorama do Sistema Financeiro Nacional (SFN) dos últimos 10 anos e apresentou metas para serem realizadas até 2022. Entre elas, a maior participação das cooperativas no crédito, que deve passar de 8% para 20%, e o crescimento de 24% para 40% no crédito dos cooperados no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), além do aumento no quadro associativo de pessoas com renda de até 10 salários mínimos. “Levar para os municípios os valores do cooperativismo, a educação, o relacionamento e o interesse pelo crescimento das comunidades é o grande diferencial dessas instituições para o sistema financeiro tradicional”, enfatizou. 

 

Protagonismo - Mostrar que todos são autores e fazedores das suas próprias histórias foram alguns dos objetivos do evento. Além de evidenciar esse protagonismo, conforme o diretor executivo da Central Ailos, Ivo Bracht, o encontro amplia e direciona o olhar dos líderes para o futuro. “São as estratégias, a troca de informações e o conhecimento trazido pelas palestras inspiradoras que motivam as boas e novas práticas”, disse.

 

Exposição dinâmica e interativa - Carlos Alberto Júlio, CEO da Digital House e colunista da rádio CBN, envolveu os presentes com uma exposição dinâmica e interativa sobre o protagonismo. Para ele, não existe competência mais importante de um bom gestor do que a sua capacidade de tomar decisões e de aprender com os erros. “Você não pode esperar resultados diferentes se faz tudo igual”, destacou.

 

Liderança e inovação - O autor do best-seller Empreendedorismo na veia, um aprendizado constante, Rogério Chér, disse que o verdadeiro líder deve estar comprometido com algo muito maior do que consigo mesmo. “É a emoção que faz a gente tomar decisões e é por isso que precisamos estar engajados com aquilo que nos faça sentir energizados e comprometidos”, enfatizou. Para ele, coração, mente e espírito devem andar juntos e questiona: “toda a empresa precisa de um algo a mais, além das tarefas do trabalho. Com que frequência as pessoas que atuam com você se sentem fortemente entusiasmadas e apaixonadas?”.

 

Inovação e criatividade - Por fim, Martha Gabriel, referência em marketing digital, levou para os gestores reflexões sobre a inovação e a criatividade nesta nova era. Segundo ela, a tecnologia é essencial, mas não adianta ela existir se as pessoas não souberem utilizá-la. Martha acredita que até 2060 os robôs farão tudo o que o ser humano hoje faz. “Algum dia esse momento chegará. E até lá o que podemos fazer para termos os melhores resultados?”, indaga. “As máquinas são ótimas para respostas, humanos para perguntas. O problema é que não fomos educados a questionar”, complementa. Para acompanhar as transformações constantes é importante se antecipar e não apenas reagir. “Mude antes que seja preciso”, sugere. 

 

Ideias - Ivo Bracht ressaltou que o conhecimento adquirido nos dois dias de seminário trouxe ideias que serão utilizadas no dia a dia de trabalho. “Vamos sair daqui muito mais fortes e preparados, tanto como líderes, quanto como cooperativas e respondendo a expectativa da nossa sociedade”, finalizou. 

 

Sobre o Ailos - Constituído em 2002, o Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 780 mil cooperados, uma Cooperativa Central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e R$ 7,9 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui mais de 3 mil colaboradores. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale. (Imprensa Ailos)

 

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SICOOB ARENITO: Primeira agência é inaugurada em São Paulo

O Sicoob Arenito inaugurou, na segunda-feira (26/08), sua primeira agência no estado de São Paulo. A unidade fica localizada na cidade São Paulo, no bairro de Mirandópolis e é a 12ª da cooperativa, que tem sede em Umuarama (PR).

Estrutura - Ampla e moderna, a agência foi toda estruturada de acordo com as novas diretrizes da marca Sicoob. No espaço, a tecnologia e a praticidade conectam-se com a simplicidade, transmitindo a proximidade do cooperativismo.

Desafio - “Teremos um grande desafio pela frente, mas sabemos que com determinação e união contribuiremos para o crescimento e desenvolvimento local”, afirma o gerente da agência, Daniel Rosa.

Presenças - No evento de inauguração, estiveram presentes dirigentes e colaboradores do Sicoob Arenito e do Sicoob Central Unicoob, além de cooperados, autoridades e convidados.

Local - O endereço da nova agência do Sicoob Arenito é Av. Jabaquara, 2819. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB METROPOLITANO: Parceria é firmada com prefeitura de Campo Mourão para coleta de pilhas usadas

 

sicoob metropolitano 28 08 2019O Sicoob Metropolitano acaba de firmar uma parceria de conscientização ambiental com a prefeitura de Campo Mourão. Formalizada no último dia 16, a parceria tem como objetivo aumentar os pontos de coleta de pilhas e baterias usadas para um descarte ecologicamente correto.

 

Papa-pilhas - Para isso, serão disponibilizados na cidade 30 papa-pilhas, em locais como escolas municipais, unidades de saúde, prefeitura e Câmara de Vereadores. Todo o material coletado será encaminhado para instituições especializadas na destinação correta e reciclagem. Isso porque uma única pilha contamina o solo durante 50 anos e é capaz de poluir 20 mil litros de água com o tempo de degradação, que pode variar entre 100 a 500 anos.

 

Meio ambiente - "Além de reforçar o 7º princípio do cooperativismo que é o interesse pela comunidade, o Sicoob Metropolitano também colabora para a preservação do meio ambiente, possibilitando o descarte correto de um material tão danoso”, afirma a gerente da agência de Campo Mourão, Celia Dorigan Matos Furlanetto. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SOJA: Prêmios pelo grão brasileiro voltam a registrar forte alta

soja 28 08 2019A guerra comercial entre Estados Unidos e China continua a beneficiar produtores e tradings de soja no Brasil. Depois de um período de calmaria nas disputas entre as duas maiores potências econômicas do mundo, a decisão do presidente americano Donald Trump de impor uma nova rodada de tarifas sobre produtos chineses fez os prêmios pagos pelo grão brasileiro registrarem nova disparada nos portos do país.

Paranaguá - Em Paranaguá, no Paraná, os prêmios já alcançaram, em média, US$ 1,45 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos) em agosto, quase 53% acima da média de julho (US$ 0,95). Esse prêmio é uma espécie de ajuste em relação às cotações praticadas na bolsa de Chicago, que refletem, sobretudo, a realidade do mercado americano. E por aqui a demanda da China está mais aquecida do que por lá, uma vez que, logo do início da troca de agressões comerciais, Pequim taxou as importações da oleaginosa dos EUA em 25%.

Chicago - Nesta terça-feira (27/08), em Chicago, os contratos futuros para novembro fecharam a US$ 8,5925 por bushel, praticamente o mesmo patamar de um ano atrás. “O último gatilho para a alta dos prêmios foi a reação de Trump de criar novas tarifas contra produtos chineses. Depois veio a contrapartida da China de elevar a tarifa de soja americana de 25% para 30%. E, apesar de nos últimos dias as partes terem dado sinais de que voltarão a negociar, os prêmios no Brasil continuam firmes”, diz o analista Carlos Cogo. Os valores praticados costumam oscilar diariamente, explica, mas levando-se em consideração as médias até esta terçam, a valorização dos prêmios da soja em grão em Paranaguá chegou a 13,4% em apenas uma semana.

Média - Cogo lembra que a média histórica para os prêmios no porto paranaense nos últimos cinco anos para agosto é de US$ 0,55 o bushel.

Pico - Em Paranaguá, o pico dos prêmios aconteceu em outubro de 2018, no ápice da guerra comercial entre Washington e Pequim — o valor chegou a bater em US$ 2,50 o bushel. De lá para cá, o patamar diminuiu, mas os valores continuaram positivos. Ao longo desse período, o piso mensal foi em abril passado (US$ 0,30 por bushel), auge do escoamento da colheita brasileira da safra passada (2018/19). “A demanda garante esses prêmios e tem compensado o baixo patamar de preços em Chicago”, afirma Cogo.

Tendência - “Enquanto o cenário atual continuar, e as incertezas internacionais perdurarem, a tendência é que os olhos dos players continuem voltados para a soja brasileira. De modo geral, a bonificação portuária, aliada ao aumento da taxa de câmbio, segue a impulsionar e a sustentar as negociações no mercado interno”, reforça análise divulgada pelo Instituto Matogrossense de Economia Aplicada (Imea), órgão ligado à federação estadual de produtores rurais (Famato).

Resultado - Como resultado, aponta o Imea, o preço da soja disponível em Mato Grosso, que lidera a produção do grão no país, está em alta. No início da semana alcançou R$ 70,47 a saca de 60 quilos, um incremento de 2,24% em relação à segunda-feira passada.

Exportações menores - O fato de os prêmios estarem atraentes, contudo, não será capaz de evitar uma forte queda nas exportações brasileiras de soja este ano. Isso porque, embora esteja privilegiando a matéria-prima do Brasil — que encabeça as exportações mundiais, à frente dos EUA —, a China, que lidera com folga as importações globais, está comprando volumes menores. Boa parte dessa queda decorre da forte redução do plantel de porcos do país asiático, em decorrência da epidemia de peste suína africana. Com menos animais, a China precisa de menos soja, que junto com o milho é um dos principais ingredientes das rações. (Valor Econômico)

 

FEIJÃO: Iapar realiza curso de atualização sobre a cultura

 

feijao 28 08 2019O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) realiza a partir desta quarta e até sexta-feira (28 a 30/08) Curso de Atualização na Cultura do Feijão no Polo Regional de Pesquisa de Ponta Grossa. O curso é dirigido apenas a agrônomos previamente matriculados, que já trabalham com a cultura.

 

Abertura - A programação será aberta nesta quarta-feira (28/08), com a pesquisadora e diretora de inovação e transferência de tecnologia do Iapar, Vania Cirino, que recentemente recebeu o Prêmio Destaque Feminino em Melhoramento de Plantas da Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas (SBMP). Vania vai tratar de ecofisiologia da cultura do feijão e melhoramento genético e características de cultivares.

 

Demais dias - Nos demais dias, instituições parceiras do Iapar, como a Fundação ABC, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Embrapa vão tratar de diversos assuntos, como manejo da cultura do feijoeiro para alta performance e principais doenças da cultura do feijão. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SERVIÇO

Curso de Atualização na Cultura do Feijão

Data: Quarta a sexta (28 a 30)

Local: Polo Regional de Pesquisa do Iapar em Ponta Grossa

Público: Agrônomos que trabalham na região (já inscritos).

ANVISA: Agência coloca sete defensivos agrícolas em reavaliação

 

A Anvisa divulgou, na segunda-feira (26/08), a primeira lista de ingredientes ativos de agrotóxicos que terão reavaliação toxicológica a partir de uma metodologia própria do órgão. A lista foi estabelecida a partir de critérios de riscos à saúde humana, em especial consumidores e trabalhadores rurais. Entre eles, estão o risco de causar câncer, alterações no DNA humano, mutações, problemas reprodutivos e endócrinos, entre outros.

 

Modelo - “Pela primeira vez, a Anvisa cria um modelo para fazer a reavaliação de agrotóxicos. Todas as reavaliações até hoje foram feitas de acordo com outras regras e por demanda de órgãos como Ministério Público e do Judiciário”, afirma o diretor Renato Porto. Para ele, o uso do modelo da Anvisa trará impactos positivos, como a redução da taxa de toxidade dos produtos e maior proteção para a saúde da população.

 

Avaliação positiva - Portanto, a partir do novo ciclo, as listas serão definidas com base em avaliação objetiva, com a utilizando de uma pontuação de risco para definir os agrotóxicos com prioridade de reavaliação. Confira abaixo os sete primeiros indicados.

 

Lista - Lista de ingredientes ativos selecionados para reavaliação:

 

anvisa quadro 28 08 2019

 

Utilização - Somente os sete selecionados para a nova avaliação são usados em 180 produtos diferentes.  

 

Início e duração das reavaliações - As reavaliações terão início com a publicação de edital de convocação das empresas com registro de agrotóxicos para apresentação dos dados de segurança atualizados. O tempo de análise de cada processo de reavaliação vai variar de acordo com o número e a complexidade dos estudos apresentados para cada produto.

 

Esclarecimento - A Anvisa esclarece que os sete agrotóxicos selecionados não serão reavaliados ao mesmo tempo. O primeiro edital de início da reavaliação para a apresentação dos dados de segurança do Carbendazim (o primeiro da lista) deve ser publicado em dezembro, com prazo de até seis meses para a entrega dos estudos.

 

Segundo edital - O segundo edital, do Tiofanato Metílico, será publicado em janeiro. A partir daí as próximas reavaliações serão abertas à medida que as análises anteriores forem finalizadas.

 

Redução da toxidade - No Brasil, o registro de agrotóxicos não tem prazo de validade. Assim, uma vez que um produto entra no mercado, ele pode permanecer de forma indefinida. Por isso, a reavaliação é o instrumento técnico e legal para a revisão do perfil de segurança de produtos, a partir de novas informações produzidas pelos sistemas de monitoramento ou pesquisas científicas.

 

Possibilidade - De acordo com a Anvisa, a análise dos itens da lista pode levar ao banimento do produto ou pode mantê-lo em comercialização com medidas para reduzir o perigo decorrente do seu uso. A reavaliação também poderá levar à decisão de manter o produto em circulação sem nenhuma nova recomendação. 

 

Toxicidade - Como no Brasil um agrotóxico novo só pode ser registrado em categoria toxicológica igual ou inferior a outro já existente no mercado, a reavaliação torna-se instrumento fundamental para a diminuição, ao longo do tempo, do padrão de toxicidade do país. Ou seja, essa atividade tende a retirar produtos mais tóxicos e, portanto, inviabilizar a registro de novos na mesma categoria.

 

Seleção de produtos - A lista divulgada pela Anvisa nesta segunda-feira (26/08) é resultado da aplicação das normas da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 221/2018, que estabeleceu critérios e procedimentos para o processo de reavaliação toxicológica.

 

Informações - As informações para o preenchimento dos critérios foram obtidas a partir de referências internacionais de entidades como a Autoridade Europeia para Segurança Alimentar (European Food Safety Authority – EFSA) e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency – US EPA).

 

Dados - Também foram usados dados Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), comercialização dos produtos e a identificação de outros usos além do agrícola. A lista inicial contou com 43 agrotóxicos indicados por diferentes entidades. Também foram incluídos produtos que tiveram sua reavaliação iniciada antes de 2008, mas que não foram concluídas. Em seguida foram selecionados 24 produtos, conforme algumas características.

 

Critérios de pontuação - Na sequência, a Anvisa aplicou os critérios de pontuação a cada um destes 24 agrotóxicos, chegando aos sete prioritários para o próximo ciclo de reavaliação. Entre os critérios de priorização foram considerados, por exemplo, posição de comercialização e outros usos além do agrícola.

 

Discussão - Os critérios foram e discutidos pela Anvisa com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), que também são responsáveis pelo registro de agrotóxicos no Brasil. Também marcaram presença o Ministério da Saúde, Vigilâncias Sanitárias, Ministério Público Federal e associações da indústria de agrotóxicos.

 

Etapas - Confira todas as etapas de um processo de reavaliação estabelecidas pela nova atuação regulatória da Anvisa – RDC 221, 2018.(Mapa)

 

Foto: Arquivo Idaf

 

MEIO AMBIENTE: Governo estuda decreto para proibir queimadas

 

meio ambiente 28 08 2019Diante da crise com os incêndios na Amazônia, o governo avalia baixar um decreto para proibir o uso do fogo em todo o território nacional por um período de dois meses por causa das estiagens. A medida vem sendo estudada para regulamentar mais ainda as queimadas legais no país.

 

Minuta - "Já encaminhei uma minuta de decreto para a Casa Civil e, se não houver nenhum problema legal, o presidente pode assinar nos próximos dias", disse ao Valor o ministro Ricardo Salles. "Não é tão simples fazer a proibição peremptória, precisa ser transitória. Tem comunidades tradicionais que usam o fogo como parte da sua cultura", acrescentou. Só ficariam livres do decreto as queimadas para fins fitossanitários (usadas para doenças e pragas em pastos e lavouras).

 

Possibilidade - O ministro já havia aventado a possibilidade do decreto há dois dias, ainda admitiu que alguns governos estaduais já publicaram decretos nesse sentido conforme o rigor do clima seco em suas regiões, outros não proíbem e há os que proíbem mas não cumprem. A Casa Civil vem ponderando que a proibição deve se restringir a unidades de conservação ambiental.

 

Maranhão - O governador do Maranhão, Flávio Dino, por exemplo, editou na segunda-feira decreto proibindo o uso de fogo nesse "período crítico" e que prevê práticas sustentáveis com o intuito de conciliar a preparação de áreas para agricultura e a proteção ambiental. "Achamos que esse é o mecanismo útil para que possamos sair desse quadro emergencial."

 

Código Florestal - O artigo 38 do Código Florestal, de 2012, já prevê as chamadas "queimadas legais" em todo Brasil para atividades agropecuárias e florestais, em unidades de conservação e para pesquisa científica, desde que autorizadas por órgãos ambientais. Quem queimar áreas já abertas ou para desmatar sem autorização, está sujeito a uma multa de R$ 1 mil por hectare. Por outro lado, o órgão que fiscaliza precisa provar a origem do eventual "uso irregular do fogo" - se a queima for acidental ou causada por terceiros, o produtor não é penalizado.

 

Junho e setembro - Rodrigo Justus, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), lembra que os Estados costumam vedar a queimada geralmente entre junho e setembro, auge do clima seco, para evitar incêndios. E voltam a permitir as queimadas quando aparecem as chuvas, de outubro a abril.

 

Queima controlada - Em casos de desmatamento previsto em lei e usado para abrir novas áreas de plantio - no caso do bioma amazônico, o máximo permitido para desmatar é de 20% da propriedade -, é preciso retirar a madeira e cercar a área, antes de queimar, além de comunicar vizinhos. Trata-se da queima controlada que, se bem conduzida, guarda baixo risco do fogo se espalhar e causar um incêndio. "A queima autorizada só é feita para abrir área, geralmente na agricultura familiar ou assentamentos. Usar fogo na agricultura moderna é ter prejuízo na certa e você perde 10% de produtividade."

 

Natureza acidental - Assuero Veronez, presidente da Federação de Agricultura do Acre, admite que o desmatamento ilegal é uma realidade na região, mas adverte que as queimadas também podem ter natureza acidental, como cigarro jogados em estradas e mesmo queima de lixo.

 

Alerta - Nesta semana, o Instituto Chico Mendes (ICMBio) alertou que, além de supostos incêndios criminosos, os órgãos da força-tarefa deslocados para a Amazônia também têm atuado em incêndios naturais, facilitados pelo clima seco. (Valor Econômico)

PREVIDÊNCIA: Relatório da reforma é apresentado com mudanças

 

previdencia 28 08 2019O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu, no início da tarde desta terça-feira (27/08), o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a reforma da Previdência - a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019.  Ele apresentou novas fontes de arrecadação e sugeriu a inclusão dos estados e municípios na reforma, por meio de uma PEC paralela, que, caso aprovada, trará uma economia de R$ 1,350 trilhão, maior do que os R$ 930  bilhões previstos no texto da Câmara dos Deputados.

 

Acordo - Se houver acordo entre os líderes, a leitura do relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá ocorrer na quarta-feira (28/08), ou no mais tardar, 48 horas depois, na sexta-feira (30/08). A informação é da presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), que também participou da entrega do texto da reforma no gabinete da presidência do Senado. 

 

Conclusão - “Entre 1º de outubro e 10 de outubro vamos concluir a votação em Plenário”, prometeu Davi Alcolumbre. Simone também reforçou que o calendário firmado anteriormente está mantido. A expectativa é de que a votação do relatório na CCJ ocorra no dia 4 de setembro.

 

Mudanças - Segundo o relator Tasso Jereissati, foram sugeridas algumas supressões de dispositivos da proposta que veio da Câmara, principalmente em relação às aposentadorias rurais e ao Benefício da Prestação Continuada (BPC). Mudanças como a inclusão dos estados e municípios na reforma e a sugestão de duas novas fontes de recursos para a Previdência Social serão discutidas num texto independente, a chamada PEC paralela.

 

Economia - Com essas novas fontes e com a inclusão dos estados na reforma, se a PEC paralela também for aprovada, Tasso afirma que a reforma da Previdência trará uma economia de R$ 1,350 trilhão, maior do que os R$ 930 bilhões previstos no texto da Câmara, e maior do que o R$ 1 trilhão  que pretendia o governo federal inicialmente.

 

Avaliação - “Para que estados e municípios possam aderir a essa emenda e fazer  suas reformas, para equilibrar União, estados e municípios, para o equilíbrio das contas, para ajustar deficit monstruoso em relação às  contas da Previdência, e fazer justiça como foi feito com BPC e aposentadoria rural”, avaliou Davi em coletiva à imprensa, referindo-se  ao texto entregue nesta terça.

 

Dois caminhos - Tasso Jereissati não detalhou quais foram as supressões sugeridas, mas frisou que elas não alteram o mérito da proposta, o que não obriga  seu retorno para nova análise na Câmara, e viabiliza a aprovação do  texto base e a promulgação da PEC rapidamente.

 

Coleta de assinaturas - Com a apresentação da PEC paralela, que ainda vai depender da coleta de assinaturas de 27 senadores, os estados terão a oportunidade de aderir à reforma. Tasso explicou ainda que, apesar de haver em seu texto pontos que podem elevar a despesa previdenciária para beneficiar a população mais carente, ele sugeriu a criação de duas novas fontes de recursos.

 

Discussão - “Vamos colocar para discussão pontos que vão elevar de maneira relevante a receita, como a contribuição previdenciária de entidades  filantrópicas, com exceção das Santas Casas e de assistência social, que cobram de seus usuários e não contribuem para a Previdência. E vamos  incluir para a discussão a contribuição do agroexportador”, disse.

As duas novas receitas, explicou o senador, serão adotadas de maneira paulatina, em cinco anos.

 

Pensão por morte - Outra mudança sugerida foi em relação à pensão por morte. O relator não aceitou que o pagamento possa ser inferior a um salário mínimo.

 

Detalhamento - O relatório, explicou Tasso, será detalhado na reunião da CCJ. Davi Alcolumbre também garantiu para o dia 10 de setembro a sessão temática, no Plenário do Senado, para discutir com especialistas as minúcias da PEC 6/2019. (Agência Senado)

REFORMA TRIBUTÁRIA: Nova PEC cria imposto sobre movimentação financeira e mantém IPI

 

reforma tributaria 28 08 2019A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 128/19 promove mudanças no sistema tributário brasileiro com o objetivo de reduzir a participação dos impostos sobre o consumo e aumentar a tributação sobre a renda. O texto também cria um imposto sobre movimentação financeira (IMF), nos moldes da antiga CPMF, extinta em 2007, mas com outras regras e um novo objetivo: ele será usado para compensar a redução da contribuição previdenciária das empresas. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

 

Autoria - O projeto é de autoria do deputado Luis Miranda (DEM-DF), coordenador da Frente Parlamentar Mista da Reforma Tributária, e é fruto de conversas com o setor produtivo e com especialistas em tributação. Miranda afirma que o projeto aproveita “80% da proposta do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) [PEC 45/19]”, que está sendo debatida na comissão especial da reforma tributária, mais prioriza a redução da carga tributária sobre o dia a dia dos cidadãos e empresas, e mantém prerrogativas tributárias de estados e municípios.

 

IPI - Entre as mudanças, além do tributo sobre movimentação financeira, está a manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que é extinto pela PEC 45/19, e a criação de uma “IVA dual”, com desmembramento do imposto em dois tributos, um federal e outro dos estados e municípios.

 

Terceira - A proposta de Miranda é a terceira em análise na Casa que altera o sistema tributário. Além da dele e a de Baleia Rossi, existe a do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PEC 293/04), que está pronta para votação no Plenário.

 

Apensadas - Em regra, matérias análogas são imediatamente apensadas na Câmara, sendo que a mais antiga ‘puxa’ as demais. PECs, no entanto, têm regras distintas. A proposta de Miranda só será apensada à de Rossi após passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). E as duas só serão reunidas à de Hauly, a mais antiga delas, quando chegarem ao Plenário.

 

Proposta do governo - Destino idêntico deve ter uma eventual reforma tributária enviada pelo governo. Essa regra pode mudar se houver acordo político, permitindo que uma proposta pule etapas.

 

Nova CPMF - Conforme a PEC 128/19, o IMF será regulamentado por lei específica, que definirá a alíquota e a faixa de renda isenta, incidirá sobre a movimentação de valores dentro e fora do sistema financeiro (as operações tributáveis serão definidas na lei) e sobre pagadores e recebedores de valores. Haverá uma alíquota provisória, a ser definida pelo Senado, até a sanção da lei.

 

Alíquota pequena - Miranda afirma que a criação do IMF terá uma alíquota pequena, sem impactar a renda das pessoas.

 

IPI e IBS - A proposta do deputado determina que o IPI incidirá apenas para desestimular o consumo de produtos que trazem riscos à saúde e à segurança pública, como cigarros e bebidas. Hoje, o imposto atinge todos os produtos industrializados, fabricados no País ou importados. A PEC também mantém os mecanismos de incentivo da Zona Franca de Manaus baseados no IPI. Miranda alega que o Brasil ainda não pode abrir mão da região produtora.

 

Segurança jurídica - O deputado defende que o IPI é um bom tributo, desde que bem usado. "Não faz sentido abrir mão da segurança jurídica e previsibilidade lentamente construídas em contenciosos no Judiciário", disse.

 

IBS - Em relação ao IVA dual, a PEC cria um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) de âmbito federal, que unificará PIS, Cofins e IOF, e outro para os estados e municípios, que unificará ICMS e ISS, atendendo à reivindicação dos secretários de fazenda dos entes federativos. A proposta do deputado difere da PEC em discussão na comissão especial da reforma tributária, que propõe um IBS único para todo o País, reunindo IPI, ICMS, ISS e PIS/Cofins.

 

Não cumulativo - O novo tributo será não cumulativo, compensando-se o imposto devido em cada operação com aquele incidente nas etapas anteriores. Também não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios tributários ou financeiros. Nas operações interestaduais e intermunicipais, a cobrança será sempre no destino.

 

Dividendos - A PEC 128/19 resgata a tributação, pelo Imposto de Renda, dos lucros e dividendos recebidos pelos sócios e acionistas das empresas, que deixou ser cobrada em 1996. Segundo o texto, os lucros ou dividendos pagarão alíquota de 4%, exclusivamente na fonte. A cobrança ocorrerá independentemente da forma de tributação da empresa (lucro real, presumido, arbitrado ou outra).

 

Redução - Como compensação, a alíquota do Imposto de Renda das empresas será reduzida na mesma proporção da tributação sobre os lucros e dividendos.

 

Tramitação - A PEC 128/19 será examinada agora pela CCJ, que se restringirá a analisar a admissibilidade do texto. (Agência Câmara)

CENTENÁRIO OIT: Futuro das relações laborais é debatido em sessão solene na Assembleia

 

Uma combinação de necessidades norteará as relações de trabalho no futuro. Preservação de direitos trabalhistas, salários adequados, igualdade entre os gêneros, segurança, saúde, crescimento econômico, envelhecimento da população, abolição do trabalho infantil e escravo, tecnologia, automatização, robótica, ecologia. Os diversos pontos de vista foram observados durante a sessão solene, realizada nesta terça-feira (27/08) no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que homenageou o centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A proposição foi do primeiro secretário da Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), e do deputado Evandro Araújo (PSC). O Sistema Ocepar foi representado no evento por Carlos Roberto Gonçalves, assessor da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar).

 

Seminário - As comemorações dos 100 anos da Organização no Paraná fazem parte do Seminário "O centenário da OIT e o futuro do trabalho", que está ocorrendo desde segunda-feira (26/08) e vai até a próxima sexta-feira (30/08) em Curitiba e Ponta Grossa. Durante a solenidade, o diretor da OIT no Brasil, Martin Hahn, recebeu dos parlamentares proponentes da homenagem um certificado de menção honrosa celebrando a centenária organização.

 

Panorama - Durante o encontro, Hahn fez um panorama das modernas relações laborais, surgidas com a revolução industrial, e recordou o ambiente de pós-guerra de criação da Organização Internacional do Trabalho, em 1919. O diretor da instituição ponderou ainda pontos em relação ao futuro. “Temos de colocar sempre o ser humano no centro das relações laborais. Isto pode parecer óbvio, mas não é o que acontece na prática. Temos de estar prontos para enfrentar os desafios que virão”, observou. De acordo com ele, é preciso agir agora para dar forma ao futuro do trabalho, melhorando salários e qualidade de vida dos trabalhadores, reduzindo ainda falsas simetrias entre gêneros e diminuindo desigualdades.

 

Importância - O deputado Romanelli lembrou a importância da promoção de condições de trabalho decentes aliada ao desenvolvimento econômico sustentável. Também recordou a necessidade de diálogo constante entre estado, patrões e trabalhadores. “Os 100 anos da OIT marcam o surgimento de novos desafios, como a tecnologia cada vez mais presente, o trabalho por aplicativos, as mudanças climáticas, a luta por empregos decentes e pelo fim do trabalho precário, infantil ou escravo. Neste contexto, a OIT teve e tem um papel fundamental de regular as relações. Por isso, esta data deve ser celebrada”, ressaltou.

 

Futuro - Para o deputado Evandro Araújo, o momento é de discutir o futuro das ocupações para garantir empregos decentes. Ele lembrou que as Constituições brasileira e paranaense trazem uma série de direitos ao trabalhador. Segundo o parlamentar, o ser humano deve estar no centro do debate. “Entre nossos princípios constitucionais estão a dignidade humana e o direito ao trabalho. No futuro, devemos garantir acesso à salários que preservem direitos básicos. É um processo civilizatório para o desenvolvimento humano. Neste sentido, não poderíamos deixar passar em branco a atuação da OIT nestes 100 anos”, destacou.

 

Mesa de discussão - Participaram ainda da mesa de discussão os deputados Emerson Bacil (PSL), Dr. Batista (PMN), Luciana Rafagnin (PT), além do assessor da Governadoria, Marcos Aurélio Souza Pereira, representando o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a juíza Camila Caldas, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 9° Região, o chefe do departamento do Trabalho e Emprego do governo estadual, Ederson Colaço, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sandro Nicoladeli, o coordenador do Conselho de Relações Trabalhistas da Associação Comercial do Paraná (ACP), Célio Pereira Oliveira Neto, e o presidente da Força Paraná, Sérgio Butka. 

 

Mais discussões - O debate na Assembleia é parte da programação de comemoração do centenário da instituição. O Seminário "O centenário da OIT e o futuro do trabalho” inclui audiências, palestras e debates que serão realizados na UFPR, MPT/PR, OAB-PR, ACP, UEPG, Universidade Positivo, TRT, UniCuritiba e IMT/Isae. A programação completa das atividades pode ser acessada no site da UFPR: https://bit.ly/2HcPrpI

 

História - A Organização Internacional do Trabalho foi fundada em 1919 para promover a justiça social. É a única agência das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, com representantes de governos, de organizações de empregadores e de trabalhadores. Conta com a participação de 187 Estados-membros em situação de igualdade.

 

Missão - De acordo com a organização, sua missão é promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho decente e produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade. Para a OIT, o trabalho decente é condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável.

 

Legislação - A OIT desempenhou importante papel na definição das legislações trabalhistas e na elaboração de políticas econômicas, sociais e trabalhistas durante boa parte do século 20. Em 1998, adotou a Declaração dos Direitos e Princípios Fundamentais no Trabalho, definidos como o respeito à liberdade sindical e de associação e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva, a eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório, a efetiva abolição do trabalho infantil e a eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Alep)

 

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ECONOMIA: Dólar se aproxima de R$ 4,20 e força intervenção

 

economia 28 08 2018No dia em que o dólar caminhava para renovar suas máximas históricas e já superava a marca de R$ 4,19, o Banco Central mostrou um pouco da munição que carrega para enfrentar momentos de nervosismo. Pela primeira vez em dez anos, desde fevereiro de 2009, a autoridade monetária injetou dólares no mercado à vista, numa operação feita sem aviso prévio nem retirada de contratos de swap cambial como vem fazendo nos últimos dias. Ou seja, mexeu nas reservas internacionais para acessar um instrumento de intervenção bastante potente.

 

Surpresa - O tamanho da surpresa fica claro no tombo do dólar. Perto do horário do almoço desta terça-feira (27/08), quando a operação foi anunciada, a moeda americana despencou. Saiu de mais de R$ 4,19 para níveis próximos de R$ 4,12, o que evitou que o dólar rompesse a máxima histórica de fechamento: de R$ 4,1952, registrada em 19 de setembro do ano passado. Vale dizer, contudo, que ao longo do dia a queda foi paulatinamente se revertendo e a cotação encerrou o pregão em alta de 0,50%, aos R$ 4,1575.

 

Trajetória de alta - Profissionais de mercado notaram que a moeda americana já vinha em trajetória de alta, em linha com o exterior, mas acelerou o ritmo após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reafirmar que não via nenhum comportamento atípico no câmbio, gerando receio de que não haveria suporte ao mercado. "Recentemente, com temas comerciais e geopolíticos, o dólar se valorizou em relação a todas as moedas", disse o dirigente. Campos até admitiu que o real tem demonstrado desvalorização um pouco acima dos demais emergentes, mas notou que está "no padrão".

 

“Espiral negativa” - Com a leitura dos agentes de que não havia ninguém do lado vendedor, o mercado entrou em uma espécie de "espiral negativa". E isso teria forçado a autoridade monetária a agir. "O BC deve ter ficado desconfortável e, no intuito de acalmar esse ânimo, decidiu entrar no mercado", diz um profissional de tesouraria de um grande banco local.

 

Anúncio - O BC anunciou oferta de dólares no mercado à vista, com lotes mínimos, oferecidos às instituições financeiras, de US$ 1 milhão. A taxa de corte para a venda foi de R$ 4,1250 - abaixo dos valores negociados no mercado. Mas o volume vendido de fato só será informado nos próximos dias com a atualização dos dados das reservas internacionais.

 

Sob pressão - Apesar da intervenção, o fechamento em alta do dólar indica que o câmbio deve se manter sob pressão nos próximos dias.

 

Falta de liquidez - A operação foi adotada num momento de claros sinais de falta de liquidez. O dólar à vista estava sendo negociado acima do preço do contrato futuro, enquanto a taxa do FRA de cupom cambial (juros em dólares) saltava para mais de 3,30% na B3.

 

Indícios - Estes são todos indícios de que o mercado busca dólares, num momento de nervosismo no exterior e pressão de remessas sazonais típicas do fim do mês. E tudo agravado pela perspectiva de novos cortes de juros, o que diminui a atratividade do mercado local diante do fluxo internacional.

 

Apreciação rápida demais - Entre os entrevistados é unânime a avaliação de que o BC não atuou para defender um nível determinado da moeda, mas uma apreciação excessivamente rápida. "Claramente houve uma disfuncionalidade, não no nível, mas na velocidade com o que o dólar andou", diz um diretor de câmbio. Porém, o BC indica, ainda que informalmente, uma espécie de patamar de intervenção, diz outro profissional. "Não acho que seja isso que o BC esteja querendo defender, mas o mercado poderá trabalhar com esse ponto informalmente", afirma.

 

Disfuncionalidade - Os sinais do mercado são de que a disfuncionalidade não acabou. E isso deve manter os agentes em alerta por novas atuações. Ontem, depois do fechamento do pregão, o BC anunciou para hoje leilões para rolagem de US$ 1,5 bilhão em operação de linha - venda com compromisso de recompra - que venceria em setembro.

 

Juros futuros - Além do câmbio, um efeito talvez até mais expressivo da ação do BC nesta terça-feira foi sobre os juros futuros. As taxas dispararam, logo após o anúncio, porque o mercado passou a temer que, com o dólar nesse preço, o cenário de corte de juros fica sob risco - vale lembrar que o mercado vinha carregando muitas apostas em queda de juros. "A leitura é que, se a intervençãofalhar, o instrumento será a política monetária", explica um experiente profissional de mercado. Por outro lado, o receio se dissipou em parte até o fechamento e muitos analistas acreditam que os fundamentos respaldam a queda da Selic para perto de 5%. (Valor Econômico)

ABIMAQ: Setor de máquinas e equipamentos cresce 2,4% em julho

 

abimaq 28 08 2019A indústria brasileira de máquinas e equipamentos recuou 5,2% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas teve crescimento de 2,4% na comparação com junho deste ano, totalizando R$ 6,953 milhões de receita líquida total. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27/08) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

 

Encolhimento - Segundo a Abimaq, o crescimento acumulado neste ano encolheu mais um pouco, caindo de 3,9%, observado no encerramento do semestre para 2,4% até o mês de julho. De acordo com a instituição, o baixo crescimento em julho é influenciado principalmente pelo mercado doméstico, que encolheu tanto em relação ao mês anterior (9,8%) quanto sobre o mesmo mês de 2018 (-17,2%). No acumulado entre janeiro e julho, porém, o setor cresceu 5,8%.

 

Saldo negativo - A balança comercial do setor teve saldo negativo de US$ 828,69 milhões em julho, o que representou recuo de 15,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado, mas as exportações cresceram, atingindo US$ 846,24 milhões, incremento de 24,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Por coincidência, também houve aumento de 24,1% em relação a junho. As importações também cresceram em julho, 11,1% em relação a junho e 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

 

Exportações - Para a Abimaq, o crescimento das exportações foi reflexo das vendas de máquinas e equipamentos para o Paraguai e para a Holanda, que juntos contribuíram para reduzir a queda acumulada em 2019, de -7,1% no semestre para -3,2% até o mês de julho.

 

Argentina - As vendas para a América Latina, que, no passado, chegaram a superar a marca de 50% do total exportado pelo setor, vêm apresentando retração contínua e, em 2019, chegaram a 31,9%.

 

Reflexo - Esse cenário reflete, principalmente nos últimos dois anos, a crise no mercado argentino, que levou as aquisições de máquinas a recuar de 15% das vendas externas nacionais, em 2017, para 6% neste ano. "Em 2017 exportávamos US$1,4 bilhões e hoje exportamos R$ 600 milhões, 50% abaixo do que  exportávamos. E a expectativa não é boa: provavelmente vamos fechar o ano com esse nível baixo", disse a gerente de Competitividade, Economia e Estatística, Maria Cristina Zanella.

 

Previsão de crescimento - Maria Cristina disse esperar para este ano expectativa de crescimento entre 3% e 4%. "Nós iniciamos o ano com uma expectativa melhor, com crescimento da ordem de 5%, mas os números mostraram que vamos fechar o ano em 3% ou 4%."

 

Fatores - A Abimaq atribui a queda na expectativa a uma série de fatores. "Uma combinação de mercado doméstico com mercado internacional desaquecido, o que comprometeu as nossas vendas. No mercado doméstico, temos visto maior dificuldade de novos investimentos. É com base neste cenário, que prevemos crescimento um pouco abaixo do que se esperava", acrescentou Maria Cristina.

 

Emprego - O balanço divulgado hoje demonstra ligeiro crescimento do emprego, com 0,6% em julho e crescimento de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Até o mês passado foram criados 8 mil postos de trabalho. Atualmente, o setor emprega 309 mil colaboradores.

 

Capacidade de melhoria - Segundo o presidente da entidade, João Carlos Marchesan, os números divulgados nesta terça não são bons, mas o país tem capacidade para ser bem melhor. "Precisamos fazer com que a indústria volte a crescer, principalmente a indústria de bens de capital – hoje, o salário de um empregado da indústria de bens de capital está 86% maior do que a média nacional, o que gera renda, e precisamos de emprego no país para destravar o crescimento", afirmou. (Agência Brasil)

MERCOSUL-UE: França pode tentar bloquear acordo até 2022

 

mercosul ue 28 08 2019O governo francês pode ser tentado a arranjar todo pretexto para bloquear a ratificação do acordo de livre-comércio União Europeia-Mercosul pelo menos até 2022, ano em que Emmanuel Macron buscará a reeleição à Presidência do país. É com esse cenário que trabalham diferentes fontes na Europa que conhecem Macron, negociações comerciais, o tamanho da irritação francesa com Jair Bolsonaro e a dimensão da "onda verde" na cena política europeia.

 

Pressão ecologista - Sob a pressão ecologista, Macron aproveitou as queimadas na Amazônia e as reações de Bolsonaro para partir para o lado "verde". O bom resultado dos Verdes franceses, com 13,5% na eleição para o Parlamento Europeu, ameaça agora o partido macronista La République en Marche (LM) para as eleições municipais do ano que vem.

 

Insuficiente - Macron já avisou que o texto do acordo UE-Mercosul não é suficiente - ou seja, será preciso reabrir o tratado, o que já dá espaço para a Europa pressionar o Brasil a respeitar engajamentos sobre clima e desmatamento. Paris não disse o que desejaria reabrir no acordo. A julgar pelas posições de Macron, analistas acham que sobra para ele buscar incluir no tratado algum mecanismo de sanção vinculado à implementação de compromissos ambientais.

 

Troca de concessões - Mas o entendimento geral entre negociadores é de que isso não passa de jeito nenhum no Mercosul, ainda mais vindo como pressão de Macron. O acordo é resultado de troca de concessões que formam um certo equilíbrio. "Se reabrir o acordo, mata tudo", diz uma fonte.

 

Curioso - Certas fontes consideram curioso que a lógica de reabrir o tratado tenha o pressuposto de que o acordo UE-Mercosul interessa muito mais ao Brasil do que aos europeus. É que quem cortará tarifas altas é o Mercosul, o mercado fechado que vai se abrir é o Cone Sul. De seu lado, os europeus estão fechados no setor agrícola e não abrem, apenas oferecem pequenas cotas, num comércio administrado. Na ponta do lápis, quem está pagando o preço maior é o Mercosul, argumenta uma importante fonte.

 

Acordo político - Atualmente, o que existe de concreto é um acordo político do qual nem sequer foi feita a revisão jurídica do texto. Alguns "ajustes marginais" poderiam ocorrer, mas sem impacto maior, como já foi o caso em outras negociações da UE.

 

“Instrumento interpretativo” - No acordo entre a UE e o Canadá, diante da revolta das regiões belgas, os dois lados tiveram que introduzir um "instrumento interpretativo", com a mesma força jurídica, para deixar claro que o tratado não limitaria a capacidade dos governos de adotar medidas ambientais, de saúde pública e outras.

 

Referendo - Quando a UE negociou um acordo de associação com a Ucrânia, a Holanda lançou um referendo popular não obrigatório contra a ratificação do entendimento. Apesar da aprovação do referendo, a negociação foi concluída, mas com uma "interpretação" esclarecendo que o acordo de associação não implicava uma futura adesão da Ucrânia à UE.

 

Atraso - Assim, a inclusão de algum documento anexo varia conforme a preocupação manifestada antes da ratificação do acordo. Com sua influência na cena europeia e a pressão política interna, Macron pode torpedear a ratificação do acordo UE-Mercosul por um bom tempo, atrasando os benefícios para as empresas dos dois blocos. (Valor Econômico)

 

Foto: Agência Brasil

SAÚDE: Pesquisa do IBGE começa com um ano de atraso

 

saude 28 08 2019O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou na segunda-feira (26/08), com um ano de atraso, a coleta da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que retrata as condições de saúde da população e ao acesso a serviços do setor. Cerca de 1.200 entrevistadores vão visitar 108 mil lares em 2.167 municípios até fevereiro do ano que vem.

 

A mais completa - Considerada a mais completa na América Latina no tema de saúde, a PNS investiga a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e quantifica a população com incapacidades físicas. Também levanta nos domicílios indicadores sobre estilo de vida, como sedentarismo, tabagismo, dieta e consumo de álcool.

 

Primeira edição - A primeira edição da PNS foi a campo em 2013, mas dava continuidade a um ciclo de investigações realizadas a cada cinco anos pelo IBGE dentro da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Desta forma, a edição atual deveria ter ido a campo em 2018, mas foi adiada para ser aperfeiçoada e por questões orçamentárias.

 

Encerramento - Segundo Cimar Azeredo, diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE, o instituto não conseguiu encerrar no ano passado, em tempo hábil, o questionário da pesquisa, que é complexo e envolve diferentes demandas da sociedade. Também faltaram recursos para comprar balanças para pesar a população. Sem elas, a pesquisa ficaria incompleta.

 

Suporte financeiro - O orçamento total da PNS não foi informado, mas contou com suporte financeiro de R$ 32 milhões do Ministério da Saúde e mais recursos da Fiocruz para compra de balanças. "Vamos ter uma pesquisa melhor do que teríamos no ano passado, mais completa e aperfeiçoada", resumiu Azeredo, durante entrevista coletiva.

 

Peso e altura - A PNS também coleta os dados antropométricos - peso e altura - de um dos moradores dos domicílios visitados, para detectar a incidência de obesidade e estabelecer as medianas de peso e altura da população. A pesquisa trará um módulo sobre atividade sexual, que será aplicado aos moradores maiores de 18 anos.

 

Pesquisa complexa - Por ser uma pesquisa bastante completa e complexa, os domicílios selecionados levam em média uma hora para responder ao questionário, mas o tempo pode ser muito superior conforme o perfil do domicílio. Por isso, os entrevistadores podem retornar mais de uma vez nos lares para levantar as informações. "Nesta pesquisa deste ano não tivemos qualquer redução de questionário ou perda de orçamento", disse Azeredo.

 

População - Durante entrevista coletiva de lançamento da PNS, o diretor de Pesquisas do IBGE, Eduardo Rios Neto pediu para que a população receba dos recenseadores do IBGE para o sucesso da pesquisa, que vai a campo de 26 de agosto deste ano a fevereiro de 2020. "Isso é muito importante para a pesquisa", disse. (Valor Econômico)

 

Foto: IBGE

BRASIL: Estimativa da população do país passa de 210 milhões, diz IBGE

brasil 28 08 2019O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (28/08) as estimativas da população. Pela data de referência de 1º de julho de 2019, o Brasil tem uma população total de 210.147.125 pessoas. Os dados relativos aos estados foram publicados na edição de hoje do Diário Oficial da União.

2018 - Em 1º de julho do ano passado, o número era de 208.494.900. O crescimento absoluto da população em um ano foi 1.652.225 pessoas, o que representa aumento de 0,79%.

Menor - O estado com a menor população continua a ser Roraima, que chegou a 605.761 pessoas, um crescimento de 5,06% frente os 576.568 registrados no ano passado. Amapá tem população de 845.731 pessoas e o Acre somou 881.935.

Maior - A maior população se encontra em São Paulo, com 45.919.049 pessoas, um aumento de 0,83% em relação aos 45.538.936 estimados há um ano. Minas Gerais tem uma estimativa de população de 21.168.791 pessoas e o Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar, com 17.264.943. (Agência Brasil)

 


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