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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4639 | 13 de Agosto de 2019

AGROLEITE 2019: Feira é aberta com a presença de autoridades e lideranças cooperativistas e do agronegócio

A 19ª edição da Agroleite, promovida pela Cooperativa Castrolanda, teve início, na manhã desta terça-feira (13/08), em Castro, na região paranaense dos Campos Gerais, com a presença de autoridades e lideranças cooperativistas e do agronegócio. O governador Ratinho Junior foi representado pelo secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara. A abertura foi ainda prestigiada pelo prefeito da cidade, Moacir Fadel, e pelos deputados federais Aline Sleutjes, Evandro Rogério Roman e Sergio Souza. Também participaram da solenidade, os embaixadores dos Países Baixos, Kees van Rij, e da Nova Zelândia, Chris Langley,  e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Apoio - “A quem pertence a Agroleite? Aos imigrantes que há 67 anos vieram para cá para produzir. Aos cooperados de hoje, à população de Castro, ao povo do Paraná. Hoje, nossa cooperativa participa de uma parceria de sucesso com a Frísia e Capal, através da Unium. Sempre contamos também com o importante apoio do Sistema Ocepar na realização da Agroleite, que é um dos principais eventos do agronegócio voltado à produção de leite. Por isso, agradeço a todas as autoridades presentes aqui”, afirmou o vice-presidente da Castrolanda, Richard Borg, ao recepcionar os participantes. O presidente da cooperativa, Frans Borg, está em uma missão técnica na China e não pode comparecer à abertura.

Desenvolvimento - O prefeito Moacir Fadel ressaltou a importância da Agroleite para o desenvolvimento do município de Castro, hoje intitulado como Capital Nacional do Leite. “Muitos criticam o agronegócio mas não sabem do sofrimento do homem do campo, do que ele representa na geração de riquezas, empregos e quanto contribuem para o crescimento do País. Castro produz 300 milhões de litros por ano. Uma marca que só acontece graças ao trabalho de cooperativas como a Castrolanda, que tanto nos orgulha e realiza esta feira grandiosa, que é referência para o setor”, frisou.

Unium - O presidente do Sistema Ocepar destacou o trabalho realizado pelas cooperativas que integram a Unium (Castrolanda, Frísia e Capal) no desenvolvimento do agronegócio e do cooperativismo. Ricken lembrou que há um ano foi lançado durante a Agroleite o Programa de Educação Política do Cooperativismo Paranaense, com uma rede de mais de 1,2 milhão de participantes e que contribuiu para o fortalecimento da Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo), com a eleição de parlamentares comprometidos com o setor, como os presentes no evento. “O Brasil é a solução para alimentar o mundo e, neste cenário, o cooperativismo tem uma responsabilidade muito grande, como aqui neste evento que visa difundir novas tecnologias”, acrescentou ele.

O evento - A Agroleite prossegue até sábado (17/08). Acesse o site http://www.agroleitecastrolanda.com.br para saber mais sobre o evento.

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FÓRUM DOS PRESIDENTES: Solenidade com governador e entrega do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo fazem parte da programação

Os investimentos realizados pelo cooperativismo do Paraná serão apresentados em solenidade com a presença do governador do Estado, Ratinho Junior, e a diretoria da Ocepar durante a programação do segundo dia do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses. Na sequência, haverá o anúncio dos vencedores do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo, com a entrega dos troféus, e a Feijoada Cooperativa, elaborada com produtos das cooperativas paranaenses. Essas atividades ocorrerão no dia 6 de setembro, a partir das 12h10, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Fórum de Agricultura - Antes, os participantes vão acompanhar as palestras do 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, uma iniciativa do jornal Gazeta do Povo que nesta edição terá como tema “Da produção ao mercado – global e sustentável”. O evento inicia no dia 5 de setembro. A conferência de abertura será ministrada por Edwini Kessie, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Haverá ainda a participação de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), CME Group, Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura do Paraná, Solar Cluster, Senai, John Deere, entre outros.

Inscrições e informações - As inscrições devem ser efetuadas por meio do link https://bit.ly/2ZBlE18. Mais informações com Neuza ou Luana, pelos fones (41) 32001104 / 3200 1105 ou pelo e-mail secretaria@sistemaocepar.coop.br.

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SANIDADE: Evento capacita para atendimento em caso de foco de febre aftosa

Um simulado em emergência sanitária para atendimento de foco de febre aftosa foi aberto nesta segunda-feira (12/08), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O evento segue até 17 de agosto com o objetivo de preparar os profissionais para atendimento em uma eventual situação de foco da doença, já que o Paraná trabalha para se tornar Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.

Plano - As atividades fazem parte do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), com a Coordenação Técnica do Comitê Veterinário Permanente do Mercosul (CVP/Mercosul) e Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa).

Público - Participam 160 profissionais – fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), servidores estaduais de outros estados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Defesa Civil, da Prefeitura de São José dos Pinhais, além de profissionais de outros países como Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile e Paraguai.

Benefícios - De acordo com o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a suspensão da vacinação contra a febre aftosa trará vários benefícios ao Estado, como a economia de cerca de R$ 30 milhões ao ano destinados à vacinação, a abertura de novos mercados e o isolamento do Paraná de outros estados, evitando a entrada de doenças com o fortalecimento das barreiras.

Resultados positivos - “A estratégica técnica de imunização trouxe resultados positivos. Nós não temos mais casos nem evidências do vírus circulando em nosso meio há muito tempo. Esse simulado é para aferir a capacidade de ação e intervenção da equipe, do complexo organizado. O fim da vacinação vai ajudar nossa economia a crescer”, diz.

Monitoramento - O secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, que também participou da abertura do evento, disse que a pasta está pronta para atuar nas ações de monitoramento das fronteiras do Estado. “Vamos fortalecer o controle da entrada de animais no Paraná, estabelecer uma força-tarefa, fazer o mapeamento, para que possamos realizar o trabalho da melhor maneira possível”, disse.

Atualização - O Ministério da Agricultura atua em conjunto com o serviço veterinário do Estado para atualizar constantemente o manual de procedimentos necessários. “A gente espera que isso seja bastante discutido e praticado ao longo dessa semana para que possamos estar preparados. Trabalhamos para nos fortalecer para esse momento”, diz o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria de Saúde Animal, Geraldo Marcos de Moraes.

Parceria - Em todo o processo de busca pelo status de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, o Paraná conta com parceiros do setor privado. “A parceria público-privada é de fundamental”, disse o assessor da diretoria da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) Ronei Volpi. Ele também é diretor-executivo do Fundepec, um fundo para eventuais emergências sanitárias, um dos fatores que contribuem para que o Paraná esteja preparado para a retirada da vacinação.

Investimentos - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou que a expectativa de abertura de mercados estimula mais investimentos no Paraná. “Não basta produzir, nós temos que identificar e trabalhar as demandas e ter disposição para investir. As cooperativas do Paraná estão investindo muito nos últimos anos, mais de 70% dentro da agroindústria. Queremos dar sequência a isso”, completa.

Reconhecimento - Lideranças do setor têm reconhecido o preparo do Paraná em busca do novo status. Segundo o coordenador da área de Febre Aftosa no Centro Pan-americano de Febre Aftosa (Panaftosa), Alexandro Rivera Salazar, o Estado tem um grande potencial e este é o momento de realizar a mudança. “Os trabalhos de vigilância demonstram ausência de transmissão. Há evidência de que os vírus que circularam no passado não circulam mais. Esses treinamentos acontecem em vários países, e têm que ser feitos para mostrar a capacidade de resposta. O Estado tem um sistema de prevenção e está bem preparado”.

Como funciona - As atividades do simulado envolvem questões teóricas e práticas e seguem as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para a doença, explica o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. Isso inclui, por exemplo, localizar a propriedade, isolá-la, vacinar os animais e fazer a vigilância permanente, simulando todo o procedimento necessário.

Propriedades - “Além da teoria, os técnicos também vão às propriedades simulando um foco da aftosa e todo o atendimento que precisa ser feito. Assim, estarão preparados para atender o mais rápido possível em caso de foco da doença”.

Normativo - Em setembro, o Ministério da Agricultura deve publicar um ato normativo que mudará o status do Paraná para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve reconhecer a condição do Estado em 2021. (Agência de Notícias do Paraná)

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INFRAESTRUTURA: Encontro de lideranças articula criação de Plano Ferroviário Paranaense

infraestrutura 13 08 2019Um grupo formado por representantes de entidades do setor produtivo, concessionárias das ferrovias (Rumo e Ferroeste), do governo estadual e de empresas de engenharia e projetos na área de infraestrutura quer discutir uma nova metodologia para um projeto que visa melhorar as ferrovias do estado: o Plano Ferroviário Paranaense. O objetivo é adotar um novo modal para fazer o transporte de cargas, com logística mais eficiente e tarifas mais baixas, para tornar o Paraná mais competitivo.

Porto de Paranaguá - De acordo com informações do Porto de Paranaguá, em 2020, o terminal deve operar 54 milhões de toneladas de cargas. E, até 2030, estima-se que a quantidade deve ultrapassar os 75 milhões. Hoje, só 20% das cargas são movimentadas por trem, enquanto 80% restantes são levadas por caminhões. Diante das previsões, uma melhor logística no estado e o desenvolvimento de um novo modal para fazer o escoamento de produtos é fundamental. Mas as ferrovias paranaenses têm capacidade limitada e alguns gargalos precisam ser resolvidos com prioridade.

Guarapuava e Curitiba - Um entre Guarapuava e Curitiba, e na Serra do Mar, entre a capital e Paranaguá, onde a velocidade das locomotivas fica muito lenta, abaixo dos 15 km/hora. Um outro ponto envolve uma questão de rentabilidade, no trecho entre Cascavel e Guarapuava, operado pela Ferroeste. A partir de Guarapuava, a ferrovia passa ser controlada pela Rumo, que prioriza, em função de um menor custo operacional, cargas vindas de Maringá e Londrina, dificultando o escoamento de produtos da região Oeste do estado. Atualmente, 95% da produção do Oeste paranaense chega ao Porto de Paranaguá por caminhões.

Redução de custos - O transporte de cargas por trens reduziria custos com frete e pedágio, descongestionaria as rodovias que cortam o estado, diminuindo o risco de acidentes e oferecendo mais segurança aos usuários. Outra vantagem é a diminuição no impacto ambiental, com emissão de menos poluentes na atmosfera. “O transporte por caminhões continuaria sendo utilizado, porém para fazer prioritariamente o transporte em curtas distâncias, por exemplo, das indústrias e cooperativas até as ferrovias”, explica o consultor de Infraestrutura da Fiep, João Arthur Mohr.

Navegação por cabotagem - Outras alternativas, como a navegação por cabotagem – entre portos de um mesmo país –, e a horizontalização de cargas, que é circulação de outras mercadorias utilizando o modal ferroviário, também estão sendo avaliados no projeto.

Funcionamento - Pela proposta deste novo Plano Ferroviário Paranaense, estão sendo formados diferentes grupos de trabalho, divididos em três frentes, com metodologia definidas em curto, médio e longo prazos. A ideia é construir um modelo único de projeto que contemple todas as áreas envolvidas.

Modelagem - Um deles seria na área de modelagem, para definir a melhor forma de exploração das ferrovias, fazer estudos de origem e destino de cargas, avaliar a demanda e definir investimentos. Um segundo grupo vai debater questões ligadas à solução de gargalos, de engenharia, novos traçados e licenças ambientais. E um terceiro, temas regulatórios, questões de tarifas, monopólios, compartilhamento de linhas, concessões e licitações.

Primeiro encontro - Agora em agosto, será marcado um primeiro encontro para debater o tema modelagem. “Também este mês temos prevista uma missão internacional, junto com representantes do governo federal, para as cidades de Washington e Chicago, nos Estados Unidos, e Montreal, no Canadá, para conhecermos melhor os sistemas de operação, segurança e comunicação das ferrovias, o modelo regulatório e de cobrança de tarifas nestas localidades”, adianta o coordenador do Conselho de Infraestrutura da Fiep, Edson Vasconcelos.

Momento oportuno - O presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, reforça que o momento é oportuno para a mobilização em torno do assunto. “Temos o poder público, tanto na esfera estadual quanto federal, disposto a investir em ferrovias. Também é necessário estancar a concorrência de outros estados e até de países vizinhos em oferecer alternativas logísticas mais acessíveis para escoamento de produtos paranaenses – em decorrência das dificuldades logísticas e do custo mais elevado dentro do estado. Tudo isso, somado ao alto custo e às dificuldades do transporte rodoviário, que compromete a competitividade das empresas paranaenses, torna imprescindível a união de esforços para aprimorar a infraestrutura ferroviária do estado”, defende.

Comprometido - O assessor especial do governo do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, garante que o executivo está fortemente comprometido com o desenvolvimento e a melhora na infraestrutura do estado. “A situação atual já não suporta as demandas da sociedade e dos setores produtivos, muito menos as futuras necessidades. A superação da deficiência estrutural da atual malha ferroviária é de extrema importância para o desenvolvimento e terá especial atenção dentro de uma visão integrada, ambientalmente e socialmente responsável, e alinhada com as iniciativas de âmbito federal”, informou.

Benefícios - O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, concorda que a aposta em um novo modal traria muitos benefícios para o agronegócio paranaense, cuja produção este ano atingiu a marca de 37 milhões de toneladas. “Com um volume de grãos tão alto num produto de baixo valor agregado como o nosso, o impacto do preço do frete é muito grande. Em países desenvolvidos há uma maior capilaridade logística para escoamento de produtos. Aqui no Brasil, a dependência do transporte rodoviário ainda é muito grande. Como representante das 220 cooperativas do Paraná, sendo 70 delas ligadas ao agronegócio, vemos com bons olhos e apoiamos a construção deste plano ferroviário conjunto, que vai tornar nossos produtos muito mais competitivos”, resumiu.

Oportunidades - “Iniciativas como esta são extremamente importantes para construção do Plano Ferroviário Paranaense. É a oportunidade que todas as entidades têm de debater para construir o futuro das ferrovias no estado”, completa Giana Custódio, gerente de Relações Governamentais da Rumo Logística. (Agência Fiep de Notícias)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Duas agências serão inauguradas em Londrina

sicredi uniao 13 08 2019A Sicredi União PR/SP inaugura duas novas agências em Londrina (PR) nos próximos dias. A cooperativa de crédito chega à zona Sul, com a abertura da Agência Londrina Inglaterra, localizada na avenida Portugal, 1.180, no cruzamento com as avenidas Dez de Dezembro e Inglaterra. Na zona Norte, a cooperativa estreia endereço novo, na mesma avenida Saul Elkind, onde está instalada desde 2012, mas num prédio mais amplo e moderno, distante apenas algumas quadras do atual endereço.

Associados - A agência Londrina Inglaterra será a oitava na cidade e está localizada numa região de comércio variado e densamente ocupada. Segundo o gerente da agência, Carlos Vieira, o trabalho de instalação da agência começou há alguns meses e abre já com 350 associados.

Solenidade - Com 300 metros quadrados, a agência terá caixas eletrônicos e todos os demais serviços disponíveis numa instituição financeira. A solenidade de abertura está marcada para 19 horas desta quinta-feira, dia 15 de agosto, e estão sendo esperados 200 convidados.

Zona Norte - Na região Norte de Londrina, a Sicredi União está presente desde 2012 e conta com mais de 2.200 associados. O novo prédio está localizado no número 1.700 da avenida Saul Elkind e tem 426 metros quadrados em dois pavimentos, e estacionamento com capacidade para 14 veículos.

Compartilhamento - No novo prédio, uma sala de reuniões com capacidade para até 25 pessoas estará disponível para uso dos associados, onde poderão se reunir com clientes ou colaboradores, discutir ou fechar negócios ou qualquer outra necessidade.

Atendimento Expresso - A gerente Sibele Passos de Oliveira informa que outros diferenciais da agência serão o Atendimento Expresso e a Orientação Empresarial, numa parceria com o Sebrae. O atendimento Expresso será feito por meio de um totem, em que serão disponibilizadas senhas segmentadas para direcionamento do associado ou não ao atendimento que necessita. Também poderão ser solicitadas, ali, segunda via da fatura de cartões de crédito, sustação de cheques, inclusão em débito automático, entre outros serviços. “Queremos otimizar o tempo de nosso associado. A tecnologia ganha espaço na agência, mas mantendo nosso grande diferencial, que é o relacionamento próximo com nossos associados”, comenta Sibele.

Orientação Empresarial - Já a Orientação Empresarial será feira pelo Sebrae semanalmente. Um consultor ficará à disposição para atender aos associados da Sicredi, ajudando no seu plano de negócios e a sanar dúvidas empresariais.

Data - A inauguração do novo prédio da agência da Zona Norte será na segunda-feira, dia 19 de agosto, às 19 horas.

Expansão - A Sicredi União PR/SP vem registrando um crescimento da ordem de 20% ao ano e tem feito muitos investimentos. Só na Regional Norte, foi inaugurada uma agência em Centenário do Sul e uma em Londrina (na avenida Bandeirantes) e, agora, serão inauguradas mais essas duas em Londrina. Outras duas estão previstas para Londrina entre o final deste ano e o começo do próximo. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa promove exposição de arte em Pato Branco

A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP está promovendo uma exposição de arte com obras da artista plástica Cristiane Campestrini, que está sendo realizada na agência Pato Branco Zona Norte (PR). Até o próximo dia 30 de agosto, os associados da cooperativa e o público em geral poderão conhecer parte do acervo da artista, composto por quadros inspirados na arte sacra, retratos, paisagens, florais, entre outros.

Abertura - Na manhã da última sexta-feira (09/08) foi realizada a abertura da exposição, a segunda na agência por meio do projeto Open Space, que pretende abrir os espaços da cooperativa para atividades da comunidade. Em maio, a agência recebeu uma exposição de quadros da artista Mara Lucia Gayovis.

Parceria - Ambas as exposições são promovidas em parceria com o Município de Pato Branco, por meio do Departamento de Cultura. Através da iniciativa, a Sicredi Parque busca valorizar os artistas locais oferecendo um espaço para a apresentação de seus trabalhos, e desse modo, contribuir para o desenvolvimento cultural e social da comunidade, este que é um dos princípios do cooperativismo. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

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SICOOB CREDICAPITAL: Empresa de Cascavel conhece o Escritório de Processos

sicoob credicapital 13 08 2019No último dia 7, representantes da empresa de consultoria em transporte Transdesk estiveram na Unidade Administrativa do Sicoob Credicapital, em Cascavel (PR) para uma visita com foco na troca de experiências.

Escritório de Processos - Recebido pela gerente Administrativo e Financeiro, Evellyn Zabotti e pelos analistas, Eduardo Lopes e Ilselena Machado, o grupo conheceu o Escritório de Processos da cooperativa, já que a empresa tem planos de replicar o modelo. Eles foram apresentados à metodologia de trabalho utilizada e puderam entender como foi realizada a estruturação da área. Além disso, também conheceram as práticas da área de Gestão de Pessoas.

Gratificante - Para o analista do Sicoob Credicapital, Eduardo Lopes, é muito gratificante para o recém-criado Escritório de Projetos receber essa visita. “Isso demonstra que estamos no caminho correto em busca da excelência. Ficamos felizes de compartilhar nossas experiências e ajudar outras empresas a realizarem uma gestão mais planejada, principalmente quando também são nossos cooperados, como é o caso da Transdesk”, relata.

Relacionamento - Segundo o analista de Recursos Humanos da Transdesk, Adriano Oliveira de Souza, a visita colaborou para estreitar o relacionamento entre a empresa e a cooperativa. “Ficamos felizes por termos sido tão bem recebidos por todos do Sicoob. Reforçamos que as portas da nossa empresa estão abertas para toda a equipe da cooperativa para acrescentar, naquilo que pudermos, em seu crescimento”, explica.

Mais - Além de Adriano, visitaram a cooperativa os gerentes Leonardo Dias e Diego Poleto e o assistente executivo Danilo Marçal. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB OURO VERDE: Voluntárias promovem contação de histórias em escola de Londrina

Com foco na educação financeira, colaboradoras do Sicoob Ouro Verde promoveram no último dia 7 uma ação especial para 360 alunos da Escola Educativa de Londrina (PR). Na ocasião, a Pessoa de Apoio Estratégico do Instituto Sicoob, Maisa Hangai, e a voluntária transformadora, Daneille Faria Ricardo, contaram a história do livro “Caio achou uma moedinha”, que é o primeiro da Coleção Financinhas, uma iniciativa do Sicoob para incentivar jovens e crianças a conhecerem o universo das finanças de forma simples e divertida.

Exemplar - Ao final da história, cada aluno recebeu um exemplar do livro, além de um cofrinho do Sicoob para poder colocar em prática o que aprenderam: poupar para realizar sonhos.

Trabalho - Segundo a professora Elzinha Mello, a escola está desenvolvendo um trabalho sobre sistema monetário e ações voltadas para a educação financeira ajudam a agregar e enriquecer o conteúdo pedagógico. “A forma lúdica e criativa deste projeto deixou as crianças fascinadas. Todas já estão contando sobre as diversas maneiras que estão economizando, assim como o personagem do livro fez. Parabéns ao Sicoob pela iniciativa, tenho certeza que juntos podemos formar cidadãos mais conscientes”, afirma.

Receptividade - Para a voluntária Daneille Faria Ricardo, foi muito bom participar da ação. “As crianças foram super carinhosas e receptivas conosco e ficaram atentas à história fazendo perguntas e comentários o tempo todo. Certamente essa foi a primeira de muitas participações que pretendo fazer como voluntária transformadora. A experiencia foi gratificante", ressalta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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COOPAVEL: Curso ensina sobre educação financeira

coopavel 13 08 2019Trinta e três pessoas participaram, na última sexta-feira (09/08), de um treinamento sobre educação financeira na Unicoop, a Universidade Coopavel, em Cascavel (PR). Gerentes de atendimento e alguns cooperados da Credicoopavel aprenderam mais sobre fundamentos comuns da área financeira e, com as dicas repassadas, poderão agregar conhecimentos e, principalmente, obter melhores resultados práticos em suas decisões diárias. O curso foi realizado em parceria com o Sescoop/PR.

Instrutor - Os conteúdos foram repassados pelo professor Gilson Marcos Balliana, da empresa Balliana e Vasconcelos Consultorias Empresariais, de Curitiba. Gilson repassou informações teóricas e práticas sobre questões fundamentais da administração financeira. “Todos que participaram receberam inúmeras novas informações que agora serão aliadas aos seus conhecimentos. Isso poderá trazer resultados muito animadores”, diz o diretor operacional da Cooperativa de Crédito Rural Coopavel, Mario José Zambiazi.

Decisão assertiva - O instrutor falou, entre outras coisas, sobre o que é Selic e sua aplicação e detalhou aspectos que tornam mais prática e segura a elaboração de planilhas, análises de viabilidade de investimentos, prazo de retorno de investimentos e também ofereceu embasamento técnico que permite entender melhor a metodologia empregada pelo mercado financeiro. “Com mais informações em mãos, fica mais fácil decidir de forma assertiva e de olho nos melhores retornos possíveis”, observa Zambiazi. (Assessoria Coopavel)

 

COCAMAR: Tratour 2019 será realizado nesta semana

Para o compartilhamento de tecnologias e informações sobre a nova linha de tratores John Deere 5E, a Cocamar Máquinas promove, desta terça-feira (12/08) até quinta-feira (15/08), na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da Cocamar em Floresta, região de Maringá, o Tratour 2019.

Conteúdo - O evento vai reunir produtores de vários municípios, com turmas às 10 e às 16h, para a realização de apresentações técnicas e demonstrações práticas, sendo que eles poderão experimentar e testar o maquinário, de maneira a conhecer todo o seu aporte tecnológico.

Concessionário - A Cocamar Máquinas é concessionário John Deere para as regiões de Maringá, Paranavaí, Querência do Norte, São Pedro do Ivaí, Ivaiporã, Apucarana, Cambé e Cornélio Procópio. (Imprensa Cocamar)

cocamar 13 08 2019

PECUÁRIA: Gado com carteira de identidade

pecuaria 13 08 2019Em propriedades rurais da pecuária leiteira no Sudoeste do Paraná, as mulheres são as responsáveis pela retirada do leite dos animais. Quando essa atividade, por alguma circunstância, ficava sob responsabilidade do marido ou filhos, aconteceu em certas ocasiões deles não reconhecerem os animais e, assim, dificultava as anotações individuais de produção em propriedades de referência e a informação se perdia.

Pesquisa - Dessa situação, digamos, pitoresca, surgiu uma pesquisa do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) para desenvolvimento de um método de identificação baseado no padrão biométrico do espelho nasal (o focinho) dos animais, a partir de tecnologias como inteligência artificial e algoritmos. O pesquisador do instituto, João Aril Hill conduz o trabalho de pesquisa com o estudante de engenharia da computação da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), de Curitiba, Lucas Nolasco.

Novas tecnologias - É a partir da identificação precisa dos animais que é possível a inserção de novas tecnologias no rebanho, caso da pecuária de precisão, saindo do conceito de lotes e partindo para uma individualização do manejo.

“Impressão digital” - Em entrevista à Folha Rural, Hill comenta que lendo um livro do exame clínico de ruminantes de 1906 já se demonstrava que o espelho nasal funciona como uma “impressão digital” para bovinos. “O nosso trabalho acontece desde o início de 2018, tínhamos um banco de imagens com 90 animais e agora temos mais de 500 animais. Descobrimos poucos trabalhos nesse sentido aqui no Brasil, um deles na USP (Universidade de São Paulo). Conversamos com o pesquisador, que cedeu também a base de dados dele.”

Análise - A imagem será analisada por redes neurais e algoritmos que vão buscar padrões e assim auxiliar na identificação. Os testes até aqui mostraram taxas de acerto superiores a 95%. “Estamos trabalhando com perspectiva que o produtor use o seu celular (para tirar a foto do espelho nasal). A ideia é vincular essa imagem com uma ficha do animal, como é a nossa identidade, com informações básicas de uso rotineiro do produtor.”

Banco de imagens - Como a conectividade ainda não é forte nas propriedades rurais brasileiras – e isso acaba travando algumas tecnologias de agricultura e pecuária de precisão – o pesquisador imagina que num primeiro momento o pequeno e médio produtor tenha um banco de imagens no próprio celular. “Ele teria que fazer o cadastro do rebanho, já que ainda é difícil a rede nos estabelecimentos rurais. ”

Ampliação - Com o passar do tempo, a tecnologia de identificação poderia ser ampliada para associações de produtores e pela própria Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), que ajuda na vigilância, rastreabilidade e até checar se exames e vacinação estão em dia. “Além de evitar marcar os animais na cara com ferro quente, o novo método também é mais eficaz e confiável que o brinco fixado na orelha do animal porque não há risco de perda e não pode ser trocado.”

Viabilidade - Por fim, ele trata da viabilidade dessas tecnologias na pecuária, que segundo ele, tem uma lacuna muito grande para preencher. “Para inteligência artificial (IA), aprendizado de máquinas, é preciso de um banco de dados robusto para que se torne realidade. Mas já há uma série de tecnologias que estão sendo utilizadas em rebanhos mais tecnificados. Como a ordenha mecânica, que pouco se tinha acesso e hoje dificilmente se encontra alguém que ordenhe com as mãos.”

Individualização do manejo - A ideia do pesquisador do Iapar, João Aril Hill, em relação à identificação dos animais casa perfeitamente com as tecnologias de pecuária de precisão que estão sendo estudadas em diversas instituições de pesquisa e já comercializadas com pecuaristas mais tecnificados. Se a agricultura de precisão ganhou impulso com a indústria de máquinas – e a suinocultura e avicultura também estão muito fortes nesse sentido por trabalharem em ambientes fechados – a pecuária tem todo o potencial para seguir essas mesmas tendências.

Adaptação - Pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, em São Carlos (SP), que atua com agricultura e pecuária de precisão, relata que o trabalho da equipe da instituição é adaptar essas novas tecnologias para o manejo animal. Para isso, é preciso uma identificação animal eficiente. “A ideia é individualizar o manejo buscando um maior retorno do negócio. Isso passa por tecnologias como brincos ativos, que armazenam informações e puxam o histórico daquele animal. Hoje isso já está acontecendo, mas ainda sem esse detalhamento todo.”

Estudo - Bernardi comenta que equipamentos e sensores estão sendo estudados. Os testes envolvem por exemplo colocarem gadgets que monitoram quanto tempo um animal está andando, parado, e até o tempo de pastejo e ruminação. “Isso começa a dar informações interessantes sobre saúde animal, se ele andou menos o que está acontecendo? Um problema no casco? Se a fêmea andou mais pode indicar um período de cio. São informações para auxiliar no manejo. Tudo isso são facilitadores para a tomada de dados e assim subsidiar as decisões.”

Finalidade bem definida - Uma situação interessante que o pesquisador da Embrapa bate na tecla é que pecuária de precisão não é simplesmente ter uma máquina cara ou sensor funcionando, sem finalidade muito bem definida. “Se não conseguir extrair os dados e a informação daquilo, não estou fazendo a gestão do negócio. Entendemos (essa tecnologia) como ferramentas de gestão. O pecuarista precisa deve ter em mente primeiramente todo o processo dele, e o técnico precisa estar ligado para saber onde é possível automatizar (a produção) e a partir daí detectar as necessidades deles.”

Entendimento - Portanto, o processo de escolha dessas tecnologias está ligado ao entendimento claro do sistema de produção e, antes de qualquer coisas, o manejo básico precisa estar muito bem afinado. “Existe um conjunto de boas práticas que devem ser aplicados na produção, desde pastagem, manejo animal...se não tiver cumprindo esse bê-á-bá, dando comida para os animais, sanidade, não adianta aplicar equipamentos caros. Se não fizer o básico bem feito, que efeito terá tais equipamentos?”

Boa gestão - Com esse pensamento de gestão, talvez antes de qualquer investimento em equipamentos, a pecuária de precisão já comece com uma boa gestão da propriedade, tomando nota da produção e individualidades de cada animal, controle de custos, receitas do negócio... “Isso já faz parte da pecuária de precisão. Mas estamos vendo que o setor cada vez mais vai se profissionalizar e lançar mão dessas tecnologias. Hoje ainda temos o pecuarista extrativista, mas também aqueles extremamente profissionais, com foco em exportação, por exemplo. Esse último está dentro do mercado e os outros vão ter que se adequar”, avisa. (Folha Rural / Folha de Londrina)

 

SOJA I: Brasil passa a controlar mais de 50% da exportação do grão

soja II 13 08 2019As disputas comerciais entre Estados Unidos e China, que ainda não têm hora marcada para terminar, abriram espaço para o aumento da participação brasileira nas exportações mundiais de soja em grão na safra internacional 2018/19, que terminará neste mês, e deverão manter em alta o protagonismo do país nesse mercado na próxima temporada. O cenário foi confirmado por novas estimativas para oferta e demanda de grãos divulgadas nesta segunda-feira (12/08) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) - que atestaram, ainda, a consolidação do Brasil como um grande fornecedor global de milho.

Embarques - De acordo com o USDA, os embarques brasileiros de soja alcançarão 76,9 milhões de toneladas no ciclo que chegará ao fim este ano, ou 51,8% do total (148,3 milhões). Em 2017/18, segundo o órgão, foram 76,2 milhões de toneladas, ou 49,8% de um volume que totalizou 153,1 milhões de toneladas. A queda do total é puxada pela China, cujas importações cairão de 94,1 milhões de toneladas, em 2017/18, para 83 milhões em 2018/19 - 56,3% do total global -, e vitimarão os EUA, cuja fatia nas exportações recuará de 37,9% para 31,2% na mesma comparação.

Quadro - Para a safra 2019/20, o quadro não deverá mudar muito. Embalado por uma colheita que o USDA projeta em 123 milhões de toneladas, 6 milhões a mais do que em 2018/19 e equivalente a 35,4% do total projetado para o mundo, o Brasil deverá exportar, segundo o órgão, 76,5 milhões de toneladas, ou 50,6% de um total de 149,2 milhões. Com a renovação da tensão entre Washington e Pequim, os EUA, cuja colheita deverá cair 19%, para 100,2 milhões de toneladas, deverão exportar 48,3 milhões, ou 31,9% do total - Argentina e Paraguai tendem a ganhar pequenas fatias no comércio, e a China deverá importar 2 milhões de toneladas a mais (cerca de 85 milhões).

Preço médio - Se prevalecer o preço médio das exportações de soja em grão do Brasil em julho (US$ 356,6), os embarques previstos pelo USDA para o país em 2019/20 renderão US$ 27,3 bilhões. No Hemisfério Norte, a colheita de grãos da safra 2019/20 começará a ganhar força em setembro, ao passo que no Hemisfério Sul é o plantio da nova temporada que terá início no mês que vem.

Semeadura - Ainda não há projeções oficiais no Brasil sobre as tendências para a semeadura, mas analistas preveem novo aumento, sobretudo pelo fortalecimento da "parceria" com a China - que, em mais um round da briga com os EUA, orientou recentemente suas estatais a não comprarem produtos agrícolas americanos.

Fornecedor de milho - Além de confirmar a consolidação do Brasil na liderança das exportações mundiais de soja em grão, o levantamento publicado nesta segunda pelo USDA também apontou que o país está se firmando como um importante fornecedor de milho. Nas contas do órgão, a safra 2018/19 vai terminar com os embarques do país em 34 milhões de toneladas, ou 21% do total – em 2017/18, com 25,1 milhões de toneladas, a fatia brasileira foi de 16,9%. Embora produza muito menos que os EUA (101 milhões de toneladas, contra 366,3 milhões), o Brasil, sem problemas climáticos, tem condições de apresentar um excedente exportável expressivo, o que deverá se repetir no ciclo 2019/20.

Repetição - De acordo com os dados divulgados pelo USDA, que ainda não levam em consideração estimativas concretas de plantio, o Brasil repetirá na próxima temporada o volume de produção e de exportações. Se confirmado o horizonte, o país vai se manter como o segundo maior exportador de milho do mundo, com cerca de 20% do total e, mais uma vez, atrás apenas dos americanos. (Valor Econômico)

 

SOJA II: Com mercado aquecido, indústria de produtos biológicos deve viver novos ciclos de inovação

soja I 13 08 2019“Estamos vivendo um novo momento. O controle biológico deixou de ser agricultura alternativa. Evoluiu em conceitos e abordagens e está cada vez mais integrado às estratégias de gestão produtiva. Isso demanda cada vez mais profissionalização na área”. A avaliação é do pesquisador e professor da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP), José Roberto Postali Parra, que apresentou a conferência de abertura do 16º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol), em Londrina (PR), no domingo (11/08). O evento, promovido pela Sociedade Entomológica do Brasil, Embrapa Soja e Universidade Estadual de Londrina, prossegue até quinta-feira (15/08).

Evolução - Durante a conferência, Parra mostrou a evolução do mercado de biológicos no Brasil e no mundo, apontando mitos, mudanças e oportunidades de inovação na área. O professor destacou que há uma mudança de cultura do produtor, o que torna o mercado mais favorável, embora exija também maior profissionalização da indústria. De acordo com o professor, o conceito de controle biológico se ampliou nos últimos anos. Não se trata apenas de controlar um inseto como ocorria nos primeiros anos. O conceito hoje também abrange outras abordagens de manejo, com os biofertilizantes, bioestimulantes e bioagentes. “É um mercado que está aumentando na ordem de 10 a 15% ao ano no mundo”, destaca.

Novas abordagens - Como a agricultura brasileira é muito complexa e há pressão da sociedade por formas mais sustentáveis de produzir, os sistemas de produção demandam novas abordagens. “Nosso desafio é consolidar um modelo de controle biológico para a agricultura tropical. Não se pode simplesmente comparar com modelo europeu de agricultura, onde se trabalha em condições controladas, como casas de vegetação, com a agricultura brasileira que é realizada em campos abertos e extensos. O controle biológico não resolve nada isoladamente. É um componente das estratégias que compõem o Manejo Integrado de Praga”, explica.

Mudança - O pesquisador destaca que houve uma grande mudança entre o primeiro ciclo de produtos biológicos, conhecido por controle biológico clássico e os procedimentos que vêm sendo adotados atualmente. “Conhecimentos multidisciplinares estão permitindo formar nova massa crítica para soluções biológicas”, avalia. De acordo com Parra, a agregação de conhecimentos de outras áreas, além da biológica, está permitindo uma revolução no segmento. Anteriormente, por exemplo, a liberação de insetos era feita em pequenas quantidades e as populações de inimigos naturais aumentavam lentamente. As culturas agrícolas tinham que ser perenes ou semi-perenes.

Ação mais rápida- Hoje, o volume de produção de insetos produzidos nas biofábricas, associado às novas tecnologias de liberação, como uso de drones e técnicas de georeferenciamento, permite uma ação muito mais rápida, precisa e com resultados reais. “A tecnologia permite adotar o que chamamos de New Aproach, ou seja, novas abordagens, como o caso do manejo externo à lavoura”, explica o pesquisador. O controle biológico passa a integrar uma estratégia que reduz a pressão no ambiente, ampliando inimigos naturais em regiões com forte presença de hospedeiros da praga. O caso do greening do Citrus é um exemplo de como o manejo externo pode contribuir decisivamente para produção com sustentabilidade.

Mitos - De acordo com o professor, é preciso quebrar mitos do controle biológico. Um dos aspectos é cultural: as gerações de produtores vêm de uma tradição de uso de químicos e resiste em incorporar novas estratégias. Outro mito apontado pelo pesquisador é de que a tecnologia é fácil de produzir e seu custo deveria ser menor do que o químico, sem se observar outros aspectos sociais e biológicos envolvidos, além dos econômicos. “É preciso técnica e treinamento adequado para utilizar o controle biológico”, afirma.

Crescimento da área - De acordo com Parra, a entrada de grandes players no segmento confirma a tendência de crescimento da área. Além do alto custo de desenvolvimento de novas moléculas químicas e da pressão da sociedade contra o uso de produtos de alto impacto ambiental, a resistência a princípios ativos e maiores exigências de mercados internacionais em relação à redução de resíduos, criam o novo momento dos biológicos. “O desenvolvimento de novos químicos custa cerca de US$ 350 milhões e há desconhecimento para sínteses de novas moléculas que atendam às exigências de mercado”.

Potencial de inovação - O mundo está olhando para o potencial de inovação dos biológicos. “A China, por exemplo, anunciou investimentos da ordem de US$ 340 milhões em produtos biológicos”, aponta. No Brasil, os investimentos também estão crescendo, com projetos financiados pela Embrapii e pela Fundação Fapesp junto às empresas privadas, assim como maior incentivo às startups. Além disso, a associação do conhecimento agronômico e biológico com as novas tecnologias habilitadoras da agricultura 4.0 devem propiciar avanços rápidos.

Drones - “O uso de drones já é realidade na liberação dos inimigos naturais. Mas temos que avançar mais”, entusiasma-se. “Estamos evoluindo em indicadores de monitoramento e sistemas de zoneamento climático de pragas e inimigos naturais, que irão facilitar ainda mais o processo de tomada de decisão por parte de técnicos e produtores”. Novas formas de amostragem de pragas, uso de sensores e métodos de reflectância, logística de armazenamento de insetos e inimigos naturais e métodos mais eficientes de transporte em um país com dimensões continentais são exemplos de áreas com grandes oportunidades de inovação e alto potencial no mercado. “Há conhecimento sobre inimigos naturais com potencial de aplicação em grandes culturas. E temos inúmeros desafios de ajustes de escala da produção em laboratório para a produção industrial. Também há demandas de automatização de etapas e rotinas das biofábricas”, explica.

Otimismo - O pesquisador mostra-se bastante otimista com a evolução do mercado. “Há uma abertura maior por parte do setor produtivo para incorporar novas tecnologias e um ambiente bastante propício para novos saltos de inovação, com a aproximação entre universidade, grandes empresas e startups”. Um avanço e tanto, considerando que o mercado mundial saltará de US$3 bilhões em 2019, para a US$5 bilhões nos próximos anos. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

TRIGO: Aumentam os focos de oídio nas lavouras do Sul, alerta a Biotrigo

O clima ameno e seco registrado na região Sul do Brasil traz um alerta para os produtores de trigo pois já existem registros da ocorrência de oídio nas lavouras. O ataque do fungo acontece especialmente nas lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e nas regiões Sudoeste, Campos Gerais e Central do Paraná.

Fungo - Segundo o engenheiro agrônomo da Biotrigo Genética, Everton Garcia, a doença é causada por um fungo (Blumeria graminis f.sp. tritici) que desenvolve um mofo esbranquiçado sobre folhas e colmos e leva uma vantagem em relação as outras doenças nestas condições climáticas, pois o fungo não precisa de molhamento foliar para causar a infecção e colonização.

Agente de disseminação - Everton explica ainda que o vento é o principal agente de disseminação da doença, que ao atingirem a planta de trigo, conseguem germinar, infectar e colonizar o tecido foliar. Por isso, ele ressalta a importância do monitoramento. “Nesse momento, mesmo com o bom desenvolvimento da cultura nesta safra, o ambiente tem sido favorável para a infecção do fungo. Tivemos clima mais seco e com temperaturas mais altas, entre 15 e 22°C. Por isso, é preciso monitorar as lavouras para não perder o controle nessas primeiras áreas que podem gerar grande quantidade de inóculo para outras lavouras", alerta Everton.

Manejo - A alternativa para reduzir os impactos da doença é realizar a aplicação de fungicidas, porém o agrônomo ressalta que em lavouras que o fungo infectou a planta na fase de alongamento, a aplicação já não se torna tão eficiente. “Na medida que a planta cresce, a cobertura da pulverização se torna mais difícil na região do colmo e na base da planta, mantendo o inóculo do oídio”, explica. Nestes casos, é importante estar atento a intensidade da doença e realizar a aplicação de fungicidas antes do fechamento das entrelinhas da lavoura para uma adequada eficiência de controle e manutenção do potencial produtivo da cultivar. Nos casos em que a fase está mais adiantada, é importante estar atento ao volume de calda utilizado na pulverização, para que se tenha uma melhor cobertura. Outra medida que pode ser realizada de forma preventiva é a escolha de cultivares resistentes tendo no tratamento de sementes uma ação preventiva e importante para cultivares mais sensíveis. (Assessoria de Imprensa da Biotrigo)

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ECONOMIA: Bolsonaro e Maia descartam volta de CPMF em reforma tributária

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), condenaram nesta segunda-feira (12/08) a possibilidade de recriação da CPMF, no âmbito da reforma tributária. Em Barra do Ribeiro (RS), Bolsonaro foi taxativo: "Determinei que não existirá nova CPMF. Nós vamos é fundir impostos". A proposta do governo sobre reforma tributária deve ser entregue ao Congresso nos próximos dias.

Emenda constitucional - Já existe em tramitação na Câmara a proposta de emenda constitucional 45, apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP). Bolsonaro disse que estará atento à repercussão popular em relação ao tema. "Tudo aquilo que porventura surja de novo, vamos sondar a opinião pública para tomar decisão nesse sentido", disse.

Certeza - Em São Paulo, durante evento no Banco Santander, Rodrigo Maia afirmou que "a única certeza" que tem é que a CPMF não será retomada "sob hipótese nenhuma". Maia garantiu que existe ambiente favorável no Congresso para a discussão da reforma tributária, sem que haja disputas entre Câmara e Senado - propostas distintas tramitam paralelamente nas duas Casas.

Saída - Segundo o presidente da Câmara, os parlamentares terão de construir uma saída para que nenhum setor econômico seja taxado com alíquotas maiores do que possa pagar.

Avanço - De acordo com Rodrigo Maia, as grandes empresas avançaram muito na defesa de seus interesses nos últimos anos, com base em leis aprovadas no Legislativo Federal. "Ao longo dos anos foi ficando claro que entregamos orçamento para eles, teve R$ 400 bilhões de incentivo fiscal. E não temos mais orçamento pra atender sociedade e espaço para aumentar imposto", afirmou.

Setores - "Tem setores da economia hoje que pagam muito pouco imposto", criticou. Segundo o presidente da Câmara, mesmo que a carga tributária não seja reduzida, apenas simplificar a estrutura de impostos vai acabar com distorções existentes hoje.

Redução do texto - Maia também defendeu a redução do texto constitucional como medida para facilitar alterações legislativas, quando forem necessárias, e afirmou que muito do ativismo do STF é responsabilidade da Política. "Quanto mais reduzido o que está escrito na Constituição, melhor. Só uma norma geral [na Constituição] e o resto por lei que facilita, inclusive, mudanças futuras em qualquer um dos temas. Nós tentamos isso na reforma previdenciária e não foi possível. Mas era uma defesa do cidadão. Acho que na tributária poderia ser possível. Seria um caminho que evitaria milhões de ações na Justiça", afirmou em entrevista coletiva.

Conclusão - Segundo o presidente da comissão especial da reforma tributária, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), a expectativa é concluir a análise da proposta apresentada por Baleia Rossi no colegiado na primeira quinzena de outubro. O relator do texto, o líder da maioria na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), se reunirá com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã de hoje para fechar o cronograma da comissão especial antes da apresentação do plano de trabalho.

Dois meses - "Queremos votar na comissão em até dois meses. É importante que consigamos cumprir esse calendário para que o plenário tenha tempo suficiente para concluir os dois turnos ainda neste ano", disse Rocha. O plano de trabalho será apresentado na sessão da comissão especial desta terça-feira (13/08).

Plano de trabalho - Segundo Rocha, o plano de trabalho está "enxuto", porém, "completo". Ele explicou que, além das audiências públicas na comissão especial, o relator fará seminários nas cinco regiões do país para conversar com governadores, prefeitos, empresários e representantes da sociedade. O objetivo é debater a reforma e "os aspectos da proposta de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA)", explicou o parlamentar. (Valor Econômico)

 

TRANSPORTE DE CARGAS: Frente de parlamentares sugere trocar tabela de frete por planilha

transporte cargas 13 08 2019Às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) das três ações diretas de inconstitucionalidade contra a lei que criou os pisos mínimos do frete rodoviário, formou-se no Congresso Nacional uma frente parlamentar com quase 300 integrantes para buscar uma conciliação entre caminhoneiros e embarcadores. Ela deverá ser oficialmente instalada em setembro, mas seus articuladores já participam das negociações. Nesta terça-feira (13/08), uma nova reunião será realizada no Ministério da Infraestrutura.

Valores justos - "Queremos criar um ambiente com valores justos que contemplem os dois lados", disse ao Valor o presidente da frente, deputado Nereu Crispim (PSL-RS). O vice-presidente será o líder do mesmo partido no Senado, Major Olímpio (SP). Parlamentares ligados aos embarcadores também integram o grupo.

Conversas avançadas - Crispim disse que está em "conversas avançadas" com o Ministério da Infraestrutura para chegar a um meio-termo entre a tabela obrigatória defendida pelos caminhoneiros e a metodologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) aplicada como uma referência, como defendem os embarcadores.

Ponto de partida - Um ponto de partida, afirmou o deputado, é não falar mais em tabela, e sim em planilha de custos. Um preço fixo pode ser maior ou menor do que o custo, explicou. Já a planilha permitiria calcular o frete considerando as especificidades de carga, veículo, trajeto e pavimento, entre outras variáveis.

Posição intermediária - Se encontrada, essa posição intermediária poderá ser mantida qualquer que seja a decisão do STF. É o que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, vem chamando de "desmame" da tabela de preços.

Difícil - Uma conciliação, porém, continua bastante difícil. Hoje haverá reuniões no Ministério da Infraestrutura, e empresas e motoristas estabeleceram como limite de negociação posições muito distantes. Nos dois lados, há ceticismo quanto a um acordo.

Premissa - "Nossa premissa básica é de que qualquer negociação só prospera com uma tabela referencial", afirmou o presidente executivo da Associação Nacional dos Usuários de Transportes de Carga (Anut), Luiz Henrique Teixeira Baldez. "Fora disso, não tem negociação."

Inconstitucionalidade - Os embarcadores acreditam que o STF definirá pela inconstitucionalidade da lei dos pisos mínimos. Por isso, insistem que a negociação deve ser feita em torno de preços de referência, ou seja, não obrigatórios.

Vinculatória - Os caminhoneiros, porém, não abrem mão da obrigatoriedade. "Não concordo, porque ganhamos a lei e ela é vinculatória", afirmou o líder caminhoneiro Wallace Landim, o Chorão, um dos convidados para a reunião no ministério.

Documento - Na semana passada, 32 entidades representativas das empresas entregaram ao governo um documento defendendo que os preços do frete sejam referenciais. E se comprometendo a estimular, entre os associados, a contratação direta de caminhoneiros autônomos. Foi uma contraproposta à solução apresentada antes pelos caminhoneiros, que era uma tabela aperfeiçoada. "Ela reflete os preços de mercado, ou seja, a realidade que já existe hoje", disse Chorão.

Ameaça - O diálogo tem sido difícil. Na semana passada, o Valor mostrou que o clima havia azedado e alguns embarcadores ameaçavam deixar a mesa de negociações. Esse ambiente permanece. "Se não resolver, eu lavo minhas mãos", afirmou o caminhoneiro. Não se trata de convocar uma paralisação, explicou. "Mas não dá para ir toda semana a Brasília e não resolver nada."

Conquista - A lei dos pisos mínimos, que os caminhoneiros evitam chamar de "tabelamento" justamente para descaracterizar conflito com o princípio constitucional da livre iniciativa, foi uma conquista histórica da categoria, alcançada após a paralisação de 2018. A grande queixa da categoria é que ela não vem sendo aplicada.

Fiscalização insuficiente - A fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é insuficiente. O governo trabalha em duas formas de fiscalização eletrônica: um documento eletrônico de transporte chamado DT-e, ainda em desenvolvimento, que informará entre outras coisas o valor do frete. E o "travamento" da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) para cargas contratadas abaixo do valor mínimo. Sem o Ciot, a carga não pode viajar.

Polêmica - Essa segunda alternativa gera polêmica com os embarcadores, que querem manter em aberto a possibilidade de contratar frete menor, ainda que sob o risco de pagar multa. É, porém, a solução defendida pelos caminhoneiros desde o ano passado. (Valor Econômico)

 

PORTOS: Áreas de Santos e Paranaguá são arrematadas por R$ 148,5 milhões

portos 13 08 2019 Foram arrecadados, nesta terça-feira (13/08), R$ 148,5 milhões em outorgas no leilão de três áreas nos portos de Santos e Paranaguá. O certame aconteceu de manhã na B3.

Primeira - A primeira área foi arrematada por R$ 112,5 milhões pela Hidrovias do Brasil. A empresa ganhou o direito de exploração por 25 anos de três armazéns interligados por esteiras ao cais, em um total de 29,3 mil metros quadrados para movimentação de sal e fertilizantes. A previsão do governo federal é que a nova concessionária traga investimentos de cerca de R$ 219,3 milhões.

Disputa apertada- A disputa foi apertada, com diversos lances em viva voz. A proposta inicial da Hidrovias do Brasil havia sido de R$ 65 milhões, mas foi aumentada para competir com as novas ofertas feitas pela Aba Infraestrutura e pelo Consórcio TRH, que também participaram do leilão. A última proposta, do TRH ficou em R$ 112 milhões, sendo que a Hidrovias do Brasil venceu com um lance R$ 500 mil superior.

Segunda - A segunda área em Santos foi leiloada para a Aba Infraestrutura por R$ 35 milhões. A outra concorrente, a Empresa Brasileira de Terminais, teve o lance desclassificado por ter diversos outros ativos na mesma parte do porto. Sendo assim, a oferta da Aba foi a única considerada válida. O espaço, com 38,4 mil metros quadrados, é destinado à movimentação de líquidos, como produtos químicos, etanol e derivados de petróleo. A estimativa do governo é que sejam feitos R$ 110,7 milhões em investimentos.

Lance único- Também em lance único, a Kablin arrematou por R$ 1 milhão uma área de 27,5 mil metros quadrados para movimentação de cargas em geral. Estão previstos investimentos de R$ 87 milhões. (Agência Brasil)

 

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Balança tem superávit de US$ 633 mi nas 2 primeiras semanas de agosto

comercio exterior 13 08 2019A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 633 milhões nas duas primeiras semanas de agosto — período com sete dias úteis. O valor é resultado de US$ 6,114 bilhões em exportações e US$ 5,480 bilhões em importações no período. As informações foram divulgadas na tarde desta segunda-feira (12/08) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. Na primeira semana de agosto (1 a 4), a balança registrou déficit de US$ 686 milhões. Na segunda (5 a 11), teve superávit de US$ 1,319 bilhão. No ano, o saldo está positivo em US$ 29,108 bilhões. (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: EUA e UE disputam mercado de US$ 50 bi por ano no Brasil

comercio exterior II 13 08 2019A disputa entre Estados Unidos e União Europeia pelo mercado brasileiro se concentra em negócios de aproximadamente US$ 50 bilhões ao ano. É essa a essência do duelo travado entre as duas potências globais para ganhar espaço em suas exportações para o Brasil. E o que motiva a Casa Branca, em última instância, na busca por um tratado de livre-comércio como o fechado pelo Mercosul com a União Europeia em junho.

Radiografia - Uma radiografia completa das transações comerciais do Brasil com Estados Unidos e Europa foi feita pela Câmara Americana de Comércio (Amcham). Obtido pelo Valor, o estudo mostra que eles concorrem diretamente no mercado brasileiro em um universo de 5.956 produtos, cujas importações atingiram US$ 59 bilhões em 2018.

Segregação - No entanto, para chegar ao que realmente está em jogo, o levantamento da Amcham segregou as compras com valor anual abaixo de US$ 10 milhões. Com isso, pode-se averiguar o fluxo de mercadorias e os segmentos mais representativas do comércio. Resultado: a verdadeira "briga" gira em torno de 906 produtos, que movimentaram US$ 50,9 bilhões no ano passado.

Bens industrializados - Trata-se sobretudo de bens industrializados de médio e alto valor agregado: máquinas e equipamentos, químicos, farmacêuticos, veículos, plásticos, eletrônicos, combustíveis, fertilizantes, bebidas, aeronaves e cosméticos.

Tarifas - A maior parte das importações paga tarifas de até 14% ou 16%. Uma pequena parcela paga alíquotas ainda mais salgadas: alimentos (20%), tecidos (26%), automóveis (35%). A corrida está sendo vencida pelos europeus. Eles são fornecedores de 54% (US$ 27,2 bilhões) do que o Brasil tem importado nesse universo de 906 produtos. Os americanos ficam atrás e detêm 46% (23,7 bilhões) do mercado brasileiro.

Conclusão - Conclusão relativamente óbvia, de certa forma, da Amcham: o acordo recém-anunciado entre UE e Mercosul, ao eliminar gradualmente as tarifas de importação em um período de 15 anos, tende a ampliar essa vantagem dos europeus porque lhes confere maior competitividade nas exportações para o Brasil.

Relevante - Óbvia, mas relevante e com implicações: se os Estados Unidos não se engajarem em ter um tratado de livre-comércio com o Mercosul, essa situação vai se agravar. Até porque mais acordos estão em negociação pelo bloco e devem reforçar a posição de outros fornecedores no mercado brasileiro: EFTA (Suíça e Noruega à frente), Canadá, Coreia do Sul e Cingapura.

Conveniente - "Queremos mostrar, com esse estudo, como seria conveniente para os Estados Unidos avançarem nas tratativas", afirma a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, que se mostrou otimista com os desdobramentos da visita feita no início do mês pelo secretário americano de Comércio, Wilbur Ross, ao país. "Temos elementos para acreditar que a intenção de abrir negociações sobre um acordo de livre-comércio continuará se desenvolvendo."

Barreiras - Além dos efeitos da redução tarifária, o acordo União Europeia-Mercosul tenderá a diminuir as barreiras não tarifárias enfrentadas por produtos europeus no mercado brasileiro, bem como estimular o aumento de investimentos da Europa no Brasil.

Variáveis - O estudo aponta ainda que variáveis como o comércio intrafirma e a qualidade e grau de substituição dos produtos também influenciarão no potencial de concorrência. "Um tratado de livre-comércio muda de forma dramática o ambiente de negócios entre os signatários", diz o vice-presidente-executivo da Amcham, Abrão Árabe Neto. "Não estamos falando apenas de eliminação de tarifas, mas facilitação de comércio, abertura em serviços, barreiras técnicas. Criam-se condições mais favoráveis para o aprofundamento da integração", acrescenta Árabe Neto. Para ele, pesa a favor da abertura de negociações o bom relacionamento entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro. "A sintonia que existe entre os dois governos ajuda muito", completa. (Valor Econômico)

comercio exterior II quadro 13 08 2019

 

PARANÁ: Governo projeta economia de R$ 16 milhões com fusão de autarquias

parana 13 08 2019O Governo do Paraná deu início à segunda etapa da reforma administrativa, que tem como foco a junção e reestruturação de autarquias. Nesta segunda-feira (12/08), o chefe da Casa Civil, Guto Silva, protocolou na Assembleia Legislativa três projetos de lei. O mais complexo trata da redução do Sistema Estadual de Agricultura, que deverá gerar uma economia de R$ 16 milhões anuais com a redução de cargos e de estrutura.

Fusão - A proposta prevê a fusão do Instituto Paranaense de Assistência técnica e Extensão Rural (Emater), do Centro de Referência em Agroecologia (CPRA) e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) num único órgão, que passa a chamar Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, e a liquidação da sociedade de economia mista Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), que será extinta por incorporação, com as atribuições e servidores passando ao novo órgão.

Legado - “Um dos legados do governo Carlos Massa Ratinho Junior será a reforma do Estado. Estamos promovendo uma grande e consistente reestruturação que vai modernizar o Paraná, dar velocidade à gestão e fazer com que os resultados cheguem aos paranaenses de forma mais efetiva”, afirmou Silva.

Outros projetos - As outras duas propostas entregues à Assembleia Legislativa fazem modificações na finalidade e estrutura organizacional do Serviço Social Autônomo Paraná Projetos e do Simepar, que passa ser vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e recebe o nome de Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.

Celeridade - O presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, afirmou que a Casa vai dar a celeridade necessária aos projetos da reforma administrativa. “Vamos fazer a leitura ainda hoje e, se possível, incluir na pauta da Comissão de Constituição e Justiça desta terça-feira”, disse.

Apoio - Para o líder do Governo, deputado Hussein Bakri, a proposta receberá total apoio dos deputados. “Estamos otimistas em relação à votação dos projetos importantes para o Paraná”, afirmou.

Etapas da reforma -  A primeira fase da reforma administrativa, que reduziu o número de secretarias de 28 para 15 e eliminou 339 cargos, foi votada e aprovada pelos deputados em abril. A economia com a redução e modernização da administração direta foi calculada em R$ 10,6 milhões anuais.

Outros - Com a entrega dos projetos de lei à Assembleia Legislativa, o Governo dá início à segunda etapa da reforma, começando pela agricultura. Outros projetos de lei serão encaminhados ainda este ano para análise dos deputados para complementar o enxugamento e fusão de órgãos da administração indireta.

Terceira - A terceira e última etapa da reforma administrativa vai tratar da economia com estruturas e despesas dela decorrentes e de contratos.

Soma - Somadas, as três etapas poderão poupar até R$ 160 milhões em quatro anos aos cofres públicos. “É uma economia bem considerável, o que nos permitirá realizar investimentos e aumentar a qualidade de vida dos paranaenses”, ressaltou Guto Silva. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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