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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4632 | 02 de Agosto de 2019

WITMARSUM: Presença recorde de participantes no Simpósio do Leite

A Cooperativa Agroindustrial Witmarsum promove, nesta sexta-feira (02/08), na Colônia Witmarsum, município de Palmeira (PR), o 12º Simpósio de Leite. O evento, que vai até às 16h, teve inscrições recordes, com a presença de 460 pessoas. O tema deste ano foca a troca de experiências entre os participantes, “Quem compartilha cresce, a troca de conhecimento que fortalece”.

Abertura - A abertura contou com a presença do presidente da cooperativa, Artur Sawatzky, do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, do presidente do Conseleite e cooperado da Witmarsum, Ronei Volpi, do superintendente da Asssociação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Altair Valotto e do Pastor Anselmo.

Experiência - Para Sawatzky, o Simpósio é “uma oportunidade para que nossos cooperados, produtores visitantes e estudantes possam ouvir especialistas na área leiteira. Os assuntos que serão aqui abordados durante todo dia ajudarão na tomada de decisão, especialmente depois da porteira”. Para Artur, o produtor, em especial, tem como foco tomar decisões dentro da propriedade e acaba não se preocupando com os cenários externos, que influenciam diretamente na atividade.

Programação - Após a abertura do evento, Bruno Guilherme Soriano Moura tratou sobre o tema “Uso do genoma no melhoramento genético de bovinos leiteiros”. Houve ainda uma sabatina sobre manejo do gado leite, com Renato Palma Nogueira e produtores e a premiação dos destaques de 2018. Na sequência, André Luis Grando Pratto falou sobre os dois pilares para o sucesso da produção leiteira. Na parte da tarde, a programação contempla a realização de um painel que vai debater sucessão familiar, robotização e mudança de rumo, mediado por Sawatzky, e a apresentação de uma palestra sobre os mercados da soja, milho e leite, com Eugenio Stefanello.

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FRÍSIA I: Cooperativa faz 94 anos de história

A Frísia Cooperativa Agroindustrial completou, nesta quinta-feira (01/08), 94 anos de história, o que a coloca como a mais antiga cooperativa do Paraná e a segunda do Brasil. A receita da cooperativa é de R$ 2,669 bilhões (2018), realizou duas feiras agropecuárias e tecnológicas de âmbito nacional e prevê um crescimento de 8% na produção leiteira em 2019.

Origem - Criada em 1925 por famílias de imigrantes holandeses que perceberam a necessidade de juntar forças para produzir mais e melhor, alcançando mercados distantes, a Frísia reúne a essência do cooperativismo em sua história e aplica projetos inovadores e personalizados no campo.

Presença - Com sede em Carambeí (PR), a cooperativa está presente em mais de 30 municípios da região Centro-Sul do Paraná, além de Paraíso do Tocantins (TO). Tem 837 cooperados, atua com grãos (soja, milho e trigo), pecuária suinícola e leiteira. No leite, por exemplo, a captação em 2018 foi de 235 milhões de litros e, na agricultura, produziu mais de 800 mil toneladas de grãos. A Frísia, inclusive, foi homenageada este ano por ter sido a primeira indústria de leite instalada no Estado.

Intercooperação - Além de investimentos próprios, a cooperativa atua no sistema de intercooperação, com a Unium. Assim, investe no Moinho de Trigo, nas Unidades de Beneficiamento de Leite e na Unidade Industrial de Carnes, nos municípios de Ponta Grossa, Castro e Itapetininga (SP).

Feiras - Em 2019, a Frísia realizou a ExpoFrísia, um dos principais eventos de gado da raça Holandesa do Brasil, inclusive sendo parte do Circuito Nacional da Raça Holandesa. No evento, os principais criadores e expositores de gado leiteiro do País se encontram e apresentam o que há de melhor em genética e manejo.

Digital Agro - Já na Digital Agro, feira exclusivamente voltada a tecnologia para o campo, a Frísia reúne as maiores empresas de inovação, startups e palestrantes do Brasil. Voltada para atender à necessidade atual e/ou futura do produtor rural, a Digital Agro é a primeira feira do País a ser realizada próxima aos agropecuaristas, ou seja, ao público-alvo do evento, responsável por 70% dos visitantes.

Sociocultural - No âmbito sociocultural, além de aplicar programas como Cooperjovem e de Sucessão, a Frísia é a grande mantenedora do Parque Histórico de Carambeí. Considerado o maior museu histórico a céu aberto do País, com seus mais de 100 mil m², se destaca por ser um projeto que preserva a memória dos imigrantes e difunde a cultura em suas alas museais integradas.

Propósito - Com um olhar para o futuro sem perder a sua essência, a Frísia tem o propósito de oferecer produtos diferenciados à sociedade pelo trabalho conjunto de famílias no campo, inovando em gestão e aprimorando práticas para a viabilização no agronegócio.

Reconhecimento - A Frísia reconhece o esforço de seus cooperados e colaboradores, comemorando as inúmeras conquistas nesses 94 anos de trajetória, agradecendo o respeito conquistado em seus produtos e serviços junto à sociedade e o comprometimento de seus parceiros comerciais. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

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FRÍSIA II: Estudante que participa do Cooperjovem pela cooperativa vence Prêmio de Redação

frisia II 02 08 2019A estudante Any Vitória Pena Farias, participante do Programa Cooperjovem pela Frísia, foi uma das vencedoras do Prêmio de Redação Cooperjovem Paraná. Any fez parte da primeira categoria do concurso, que envolve matriculados no 4° e 5° anos do Ensino Fundamental. Com o programa, são atendidos mais de 500 estudantes do 4º ano. Implantado em 2009 em Carambeí (PR), o programa é interdisciplinar e objetiva a inserção de uma proposta educacional baseada na relação ensino-aprendizagem, construída a partir dos princípios, valores e da prática que embasam o cooperativismo.

Participação - Com o tema “Por que o Programa Cooperjovem merece o Oscar da Educação?”, a edição deste ano teve a participação de 20 cooperativas parceiras do programa. Na primeira categoria, foram 56 redações inscritas e, para a segunda, 18. A segunda categoria envolve matriculados entre o 6° e o 9° anos.

Entrega - A entrega dos prêmios aos três alunos vencedores de cada categoria será realizada nos dias 4 e 5 de setembro no Sesc Caiobá, no litoral do Paraná, com uma programação especial para alunos e professores.

Parceria - A Frísia tem parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Paraná (Sescoop/PR) e as prefeituras de Carambeí, Teixeira Soares, Imbituva, Ponta Grossa e Tibagi para a participação do Cooperjovem.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

COASUL: Repassados R$ 60 mil à Campanha Edificação Solidária

Sessenta mil reais foram entregues pela Coasul à Fundação Sudoestina de Combate ao Câncer, em prol da Campanha Edificação Solidária do Hospital do Câncer de Pato Branco. O repasse do recurso ocorreu no dia 31 de julho, no centro administrativo da cooperativa, em São João, no Sudoeste do Paraná, quando um cheque simbólico foi entregue pelos diretores da Coasul ao presidente do conselho da Fundação, Osmar Gabriel, à presidente executiva, Carmen Lora e ao secretário Luiz Moscon.

Agradecimento - Gabriel explanou sobre a necessidade dos investimentos e agradeceu a doação repassada pelos cooperados e funcionários da Coasul, destacando que o mais importante do que o dinheiro doado com a ação, foi a divulgação do trabalho da Fundação e a informação sobre o câncer, uma doença agressiva e cruel que tem crescido de forma alarmante na região Sudoeste do Estado.

Ação de solidariedade - O diretor-presidente da Coasul, Paulino Capelin Fachin, ressaltou a ação de solidariedade, em que todos puderam contribuir com a Fundação. “Para a Coasul, foi um momento muito sublime”, disse. Ele lembrou que o valor foi arrecadado por meio da venda do livro sobre a história dos 50 anos que a Coasul está completando neste ano e da doação de sacas de soja dos cooperados. “É gratificante ver a contribuição dos cooperados, funcionários e a sociedade através da aquisição do livro. Assim, além de poderem conhecer ou relembrar um pouco a trajetória da Coasul, também puderam apoiar a ação de solidariedade escolhida pela cooperativa para marcar os seus 50 anos”, acrescentou.

Lançamentos - A venda do livro ocorreu nos lançamentos regionais ocorridos em seis cidades da área de ação da cooperativa e também nos entrepostos da Coasul, que somaram R$ 50 mil. Além disso, a Coasul repassou mais R$ 10 mil para a Fundação, perfazendo o total de R$ 60 mil. (Com informações da Coasul)

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COPACOL: Alunos são premiados em etapa regional do Cooperjovem

Na manhã desta quinta-feira (01/08), mais de 570 alunos do Cooperjovem participaram do encerramento do programa e receberam premiações pelos trabalhos desenvolvidos. O objetivo era produzir uma redação respondendo à pergunta: “Por que o programa Cooperjovem merece o Oscar da educação?”.

Foco - Com a parceria do Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná) e direcionado aos alunos do 4º ano das escolas municipais, o foco do programa é conscientizar os participantes sobre a importância do cooperativismo, estimulando-os a leitura e a produção de textos.

Requisitos - Foram avaliados os requisitos como criatividade, conteúdo coerente com o tema, originalidade, clareza, sequência de ideias e vocabulário.

Destaques - Entre todos os trabalhos inscritos, os alunos que se destacaram nesta etapa foram: Alice Souza Paconde Soares de Souza, da Escola Nilza de Oliveira Pipino, de Formosa do Oeste, cujo tema da redação foi “O Oscar da educação”. Também recebeu premiação a aluna Amanda Borges Bourscheid, da Escola Eugênio Mezzon, de Nova Aurora, com o tema “A mudança já começou”. Por fim, o aluno Matheus da Silva Albuquerque, da Escola José Jesus Cavalcante, de Goioerê, foi melhor avaliado em seu trabalho com o tema “E o Oscar da educação vai para...”.

Transformação - Durante o evento, o presidente Valter Pitol destacou a transformação que o programa realiza na educação e a importância do cooperativismo para a formação das novas gerações. “Este evento representa para toda a Cooperativa uma oportunidade que as crianças têm de aprender e colaborar na formação de uma sociedade mais participativa e justa para todos. Todos nós temos uma responsabilidade muito grande nesta construção e juntos estamos transformando a realidade destas crianças e de toda a região”, destacou Pitol.

Dinâmicas e palestras motivacionais - O evento de premiação seguiu até o período da tarde, quando os professores participaram de dinâmicas e palestras motivacionais, e os alunos desenvolveram atividades de integração. (Imprensa Copacol)

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UNIMED: Congresso de Gestão em Saúde promove networking e atualização

Um público de mais de mil técnicos e dirigentes do Sistema Unimed se reuniu em São Paulo (SP) para acompanhar de perto o segundo e último dia de programação do 2º Congresso Nacional Unimed de Gestão em Saúde, realizado no último dia 25. Os participantes puderam presenciar discussões sobre temas como remuneração médica, inclusão de novas drogas, transformação digital e mudança do modelo assistencial. Todos muito presentes entre os desafios atuais para os gestores de saúde.

Networking - Quem esteve no Expo Center Norte entre os dias 24 e 25 poderá levar para sua cooperativa networking com profissionais referência em áreas como auditoria, tecnologia da informação, saúde ocupacional, entre outras, e, principalmente, conhecimentos que poderão fazer a diferença na superação de obstáculos e obtenção do sucesso administrativo. Essa é a visão de Orlando Fittipaldi Junior, diretor de Gestão da Saúde da Unimed do Brasil. “Só há uma maneira de termos um Sistema forte, sustentável e que consiga atender plenamente aos anseios de nossos beneficiários, que é estando em contato com o que há de mais atual em gestão. Por isso, esse Congresso é tão importante para as cooperativas”, afirma o dirigente.

Temas - Durante os dois dias de programação, temas como Atenção Primária e incorporação tecnológica permearam as apresentações e debates. “Tivemos uma amostra muito valiosa das oportunidades e desafios que temos de enfrentar já, para que possamos prestar plenamente a melhor assistência aos nossos beneficiários. Falar sobre Atenção Primária, DRG, incorporação tecnológica, entre outros temas pujantes, é essencial neste momento”, reflete a diretora de Administração e Finanças da Unimed do Brasil, Viviane Malta.

Mídias - O evento encerrou com apresentação da experiente jornalista Cristiane Segatto, ex-Época e O Globo e que conta atualmente com um blog no UOL, que apresentou o panorama da abordagem da saúde suplementar nas mídias.

Caminhos e consequências - “O Sistema Unimed tem hoje 18 milhões de clientes e, por isso, uma representatividade e a obrigação de pensar a saúde de forma bastante responsável. Em razão disso, reunimos representantes das 344 cooperativas que o compõem junto a especialistas e fornecedores de insumos e tecnologias na área da saúde para discutir, com bastante êxito, quais os caminhos que estão sendo seguidos no setor e suas consequências”, define o presidente da Unimed do Brasil, Orestes Pullin.

Sobre a Unimed - A Unimed, maior sistema cooperativo de saúde do mundo, possui 52 anos de atuação no mercado de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje é composta por 344 cooperativas médicas, com assistência para cerca de 18 milhões de beneficiários em todo País. Entusiasta do movimento SomosCoop, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Unimed conta com mais de 115 mil médicos, 119 hospitais próprios e 2.506 hospitais credenciados, além de pronto-atendimentos, laboratórios e ambulâncias para garantir a qualidade da assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar prestada aos beneficiários das cooperativas. Sua marca é ratificada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) como de alto renome por seu grande nível de conhecimento pelo público, autoridade incontestável e fama que ultrapassa os limites do segmento de saúde. (Imprensa Unimed do Brasil)

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SICOOB OURO VERDE: Na lista das 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil em 2019

Pelo quarto ano consecutivo, o Sicoob Ouro Verde está na lista das 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil. O ranking oficial com a classificação da cooperativa será anunciado pela Época NEGÓCIOS (revista de economia e negócios da Editora Globo) e pelo Instituto Great Place to Work, no dia 12 de agosto, durante cerimônia em São Paulo.

Presenças - Conselheiros, diretores e gerentes da cooperativa estarão presentes no evento, acompanhados por um grupo de 10 colaboradores, que foram sorteados para representar todos os demais neste momento de grande comemoração.

Porte médio - O Sicoob Ouro Verde participa do ranking na categoria que avalia empresas nacionais de porte médio. Em 2018, a cooperativa ocupou a 33ª posição na lista. Para o gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Sicoob Ouro Verde, Julio Cezar Cruz Da Trindade, esse reconhecimento é fruto de muito trabalho, respeito e confiança nas pessoas.

Construção diária - "Todo esse clima é construído diariamente em cada atitude da cooperativa, que leva em conta o bem-estar de cada colaborador. Prezamos por manter um ambiente ético, transparente, de diálogo e reconhecimento que é potencializado pelas ações de Recursos Humanos e Valorização Humana, que oportunizam desenvolvimento, celebram datas comemorativas e atuam na qualidade de vida do colaborador e de sua família", explica ele.

Sobre o ranking - Anualmente, o GPTW publica mais de 40 rankings, premiando as Melhores Empresas para Trabalhar em âmbito nacional, regional, setorial (como TI e Saúde) e temático (Melhores Empresas para Mulheres). Os estudos levam em conta a avaliação do índice de confiança dos funcionários com o ambiente de trabalho e análise das melhores práticas de gestão de pessoas, entre outros quesitos. (Imprensa Sicoob Unicoob)

INSTITUTO SICOOB: Expresso certificou mais de 230 pessoas em Jaguapitã e Cambé

Em julho, o Expresso Instituto Sicoob passou por duas cidades paranaenses da área de atuação do Sicoob Ouro Verde. O ônibus, que é totalmente adaptado e funciona como uma plataforma itinerante de formação profissional e cidadã, é equipado com mesas, assentos, notebooks, televisores, impressora e internet. Tudo isso para ofertar cursos profissionalizantes gratuitos na modalidade EAD para a comunidade.

Jaguapitã - Na cidade de Jaguapitã, 120 pessoas passaram pelo ônibus. Já em Cambé, foram registradas 112 participações. Todos receberam certificados de conclusão dos cursos. Durante a visita do Expresso em ambas as cidades, a cachorrinha Mel, que é mascote do Sicoob Ouro Verde, esteve presente.

Elogio - O prefeito de Jaguapitã, Ciro Brasil, elogiou e agradeceu ao Sicoob e o Instituto Sicoob pela oportunidade. "Uma brilhante iniciativa dessa cooperativa financeira que muito tem contribuído com o progresso de Jaguapitã", complementou.

Receptividade - Já a gestora administrativa da agência de Cambé, Daliane Aparecida Camargo, comentou sobre a receptividade da comunidade. “As pessoas gostaram bastante do projeto e nos perguntaram muito sobre quando o Expresso estará novamente na cidade”, disse. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Agência é instalada em novo endereço em Japurá

sicredi uniao 02 08 2019Em um período de 15 anos, a agência da Sicredi União PR/SP de Japurá saiu de um pequeno espaço que funcionava junto à Cocamar, passou por um segundo endereço, e agora está num novo espaço, moderno e aconchegante. É que na última terça-feira (30/07) foi reinaugurada a agência na avenida Bolivar, 456, num espaço de 400 metros quadrados, que segue o novo leiaute e comunicação do sistema Sicredi.

Participação - O evento de inauguração reuniu cerca de 200 pessoas, entre associados, diretores da Sicredi União e autoridades da cidade, como o prefeito Orlando Perez Frazatto e o vice, Genelson Peres, presidente da Câmara Municipal, José Pirola, presidente da Associação Comercial, Moises de Camargo Tigrão, entre outros.

Confiança - Para o gerente da agência, Carlos Eduardo da Silva, “há mais de 15 anos a Sicredi se instalou em Japurá, o que mostra o respeito pelos cidadãos. A mudança para um espaço maior é reflexo da confiança do associado, que acreditou na nossa cooperativa. Japurá merece”.

Bom atendimento - O prefeito Orlando Frazatto destacou o bom atendimento da Sicredi União e ressaltou que é associado da instituição cooperativa financeira. Já o diretor executivo, Rogério Machado, destacou que “estamos reinaugurando o espaço do tamanho do mérito dos associados, que acreditaram na nossa proposta. Oferecemos tecnologia, como internet banking e aplicativo, mas queremos que o associado se sinta bem aqui, na agência. Não fazemos apenas transações financeiras, mas transformações sociais. Estamos preocupados com as pessoas, tanto que desenvolvemos vários programas sociais”.

Novo padrão - A agência segue o novo padrão de leiaute da Sicredi União PR/SP, com design moderno, ambientes aconchegantes, e disposição interna que garante fluxos mais rápidos. Neste mês, a cooperativa vai inaugurar a centésima agência, em Araras/SP, e no total, ao longo de 2019, serão 25 novas agências, sendo 14 em São Paulo e 11 no Paraná. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Ações sociais comemorativas ao Dia C são promovidas em SP

sicredi vale piquiri 02 08 2019Durante o mês de julho, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP mobilizou as suas agências e colaboradores em prol de uma série de ações voluntárias, em comemoração ao Dia de Cooperar, também conhecido como “Dia C”. As agências da cooperativa localizadas em São Paulo (capital) e ABCD realizaram atividades voltadas para o movimento que já acontece há 10 anos no país.

Andamento - As ações seguem em andamento nas comunidades e engajam cada vez mais os voluntários. Estão sendo realizados mutirões de limpeza, capacitações profissionais, revitalizações de espaços públicos, arrecadação de alimentos e outras atividades de impacto social, em parceria com outras entidades.

Oportunidade - Para o presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Jaime Basso, a iniciativa é uma oportunidade para as cooperativas estarem próximas à comunidade. “Alinhados aos princípios cooperativistas, os voluntários desenvolvem cada vez mais projetos estruturados que promovem uma verdadeira transformação social”, ressalta.

Ações na região do ABCD - No ABCD paulista, o Sicredi tem expandido sua atuação, onde inaugurou dez agências nos últimos 4 anos. Em São Bernardo do Campo, por exemplo, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP promoveu um dia de conscientização em parceria com a Fundação Crianças. O objetivo foi explicar a importância do cooperativismo para o crescimento sustentável do planeta. Nas demais cidades do ABCD, outras ações foram desenvolvidas também.

Ações em São Paulo - Na capital, a Cooperativa conta com 18 agências que realizaram diversas ações. Em frente à agência do Sicredi localizada na Av. Paulista, as crianças participaram de brincadeiras com tabuleiro da Turma da Mônica. Na zona leste, a agência Sicredi Mooca realizou evento com mulheres empreendedoras. Enquanto as agências da Berrini, Campo Belo, Santo Amaro e Faria Lima se uniram para realizar atividades com os alunos da Escola Estadual César Martinez Indianápolis, em Moema.

“Dia C” - O Dia de Cooperar é uma iniciativa que envolve as cooperativas brasileiras com o apoio do Sistema OCB, cujo foco é o incentivo ao voluntariado. O Dia Internacional do Cooperativismo é comemorado em 6 de julho e fomenta o voluntariado cooperativo, reunindo uma média de 1.500 cooperativas por todo o Brasil. Segundo o Sistema OCB, a décima edição do “Dia C” impactou 2 milhões de pessoas por meio do trabalho de quase 121 mil voluntários.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP é uma cooperativa com 30 anos de história, mais de 130 mil associados, distribuídos em 75 agências. A cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná e Capital e Abcd Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

UNIPRIME NORTE DO PR: Cooperativa dá dicas para evitar fraudes e clonagem do cartão de crédito

uniprime norte parana 02 08 2019Mesmo considerado um meio de pagamento mais seguro quando comparado com dinheiro ou cheque, o uso de cartão de crédito pode eventualmente ocasionar problemas como clonagem e fraudes. Por isso, é importante estar atento aos detalhes que envolvem o uso deste meio de pagamento.

Dicas - O analista de Negócios, Johnny Rodrigues de Mello, separou importantes dicas que servirão como alertas.

Alertas em tempo real - "Você pode utilizar seu App ou Internet Banking para ativar o recurso de aviso de transação por “Push” em seu celular. Assim, toda vez que seu cartão for utilizado, você receberá um aviso com o valor da compra, estabelecimento e horário. Caso você receba aviso de uma transação que não reconheça, entre imediatamente no App ou Internet Banking e bloqueie seu cartão e, em seguida, entre em contato com o seu Gerente Uniprime e informe o ocorrido. O recurso de bloqueio e desbloqueio de cartão também deve ser utilizado em casos de perda ou roubo. Dessa forma, um terceiro não conseguirá realizar fraudes em seu nome".

Senhas - "Crie senhas aleatórias e não óbvias como datas comemorativas, endereços ou números sequenciais, troque-as com frequência e não as anote no cartão ou local de fácil acesso para terceiros. Não compartilhe sua senha com outras pessoas e não a digite de forma a permitir que outros possam ver ou filmar. O App Uniprime Banking tem as funções de alteração e recuperação de senha, facilitando a atualização frequente dos números e a visualização da última senha válida cadastrada”.

Call Center - "A Uniprime pode entrar em contato (pelo call center ou Gerente de Contas) para confirmar se uma transação é legítima ou não, mas nunca solicitará confirmação da sua senha ou do seu token e jamais enviará um terceiro para retirar o cartão na sua residência. Caso isso ocorra, desligue imediatamente o telefone e entre em contato com seu Gerente Uniprime, pois trata-se de um golpe”.

Dicas complementares - “Ao retirar seu cartão na agência, verifique se a embalagem plástica está devidamente lacrada e não o ative caso esteja violada. Mantenha seus dispositivos eletrônicos com o antivírus atualizado e procure não inserir os dados de seu cartão em aplicativos ou sites de equipamentos compartilhados ou de terceiros. Ao utilizar o seu cartão de crédito não o entregue à atendentes. Insira você mesmo na maquininha e certifique-se de que ninguém está observando ou filmando. Isso evita que atendentes mal-intencionados roubem seus dados para realizar fraudes on-line. Ao viajar para locais turísticos, fique atento ao utilizar o cartão, principalmente com vendedores ambulantes e em locais de grande aglomeração de pessoas, como praias, carnaval, shows e etc”, conclui Mello.

Segurança - A Uniprime prioriza a segurança e, por isso, possui tecnologia de ponta para prevenção de fraudes em seus cartões Mastercard. Todos os cartões possuem chip criptografado e, portanto, não permitem clonagem.

Dúvidas - Em caso de dúvidas sobre a segurança de seu cartão, fale com seu gerente Uniprime. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA: Ministério abre consulta pública sobre concessão do Selo Arte

instrucao normativa 02 08 2019O projeto de Instrução Normativa que estabelece os procedimentos para concessão do Selo Arte foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (01/08). A partir de agora, interessados no tema terão 30 dias para apresentar sugestões tecnicamente fundamentadas sobre os requisitos.

Cadastro - De acordo com a proposta, os Estados e o Distrito Federal deverão cadastrar os serviços de inspeção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que possam conceder o Selo. Além disso, os órgãos de agricultura e pecuária locais precisarão ter registros auditáveis referentes aos procedimentos de verificação das boas práticas de fabricação e das boas práticas agropecuárias, assim como requisitos que caracterizam a produção artesanal necessários para a obtenção do selo.

Critérios - O texto também traz os critérios que serão avaliados no registro dos produtos e as garantias que eles devem cumprir para que sejam contemplados. Para dar transparência ao processo, o Ministério da Agricultura e os estados terão que fornecer o acesso às informações sobre os estabelecimentos e os produtos, com a manutenção de registros atualizados e disponibilizados para consulta pública.

Auditorias - Todos os estados autorizados a conceder o Selo Arte serão submetidos a auditorias com periodicidade mínima de um ano. Os estabelecimentos beneficiados também serão fiscalizados. O descumprimento das normas implicará na suspensão da autorização para concessão pelos estados ou pelo Distrito Federal e na suspensão ou cancelamento do estabelecimento ou do produto.

Selo Arte - O Selo Arte é a realização de um antigo sonho de produtores artesanais de todo o Brasil. Foi regulamento em julho e vai permitir que produtos como queijos, embutidos, pescados e mel possam ser vendidos livremente em qualquer parte do território nacional, eliminando entraves burocráticos. Para os consumidores, será uma garantia de qualidade, com a segurança de que a produção é artesanal e respeita as boas práticas agropecuárias e sanitárias.

Primeira aplicação - A primeira etapa de aplicação será para produtos lácteos, especialmente queijos. As demais etapas vão abranger produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados), produtos de origem de pescados (defumados, linguiças) e produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera). (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit de US$ 2,293 bilhões em julho

comercio exterior 02 08 2019A queda nas exportações de commodities (bens primários com cotação internacional), principalmente de petróleo e soja, fez a balança comercial registrar o mais baixo superávit para meses de julho em nove anos. No mês passado, o país exportou US$ 2,293 bilhões a mais do que importou, valor 40,8% inferior a julho de 2018. Desde 2010, o saldo não registrava níveis tão baixos para meses de julho (US$ 1,332 bilhão).

Queda - Tanto as exportações como as importações caíram no mês passado. Em julho, o país vendeu US$ 20,054 bilhões para o exterior, com recuo de 14,8% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 17,761 bilhões, redução de US$ 8,9% também pela média diária.

Superávit - Com o resultado de julho, a balança comercial acumula superávit de US$ 28,369 bilhões nos sete primeiros meses do ano. O valor é 16,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (US$ 33,891 bilhões). As exportações somam US$ 129,896 bilhões, retração de 4,7% na comparação com o mesmo período de 2018 pela média diária. As importações totalizam US$ 101,527 bilhões, recuo de apenas 0,9% pelo mesmo critério.

Soja - Segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, a maior parte da queda do saldo em julho é explicada pela soja, cujo valor exportado caiu 34,6% em julho deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, e pelo petróleo, cujas vendas recuaram 61,2% na mesma comparação. “Sozinhos, esses dois produtos responderam por 57% da queda do superávit comercial”, destacou.

Petróleo - Em relação ao petróleo, Brandão disse que a desaceleração da economia mundial está reduzindo a demanda global por combustíveis. Sobre a soja, ele explicou que problemas sanitários estão reduzindo a produção de carne suína na China, impactando a demanda do país asiático pela soja brasileira, usada na alimentação dos porcos.

Fator - Outro fator que contribuiu para a queda das vendas externas foi a exportação de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 1,2 bilhão ocorrida em julho do ano passado que não se repetiu este ano. Em contrapartida, as importações de plataformas de petróleo também caíram. No mês passado, o país importou duas plataformas no valor de US$ 3,3 bilhões, contra cinco plataformas que entraram no país em julho do ano passado.

Categorias - Todas as categorias de produtos registraram queda nas exportações em julho. As vendas de manufaturados recuaram 12,3% em relação às de julho do ano passado, com destaque para turbinas de aviação (-45,9%), veículos de carga (-33,6%), autopeças (-16,2%). Segundo Brandão, a crise na Argentina, o principal importador de bens industrializados do Brasil, continua a contribuir para a queda.

Semimanufaturados - As exportações de semimanufaturados caíram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para óleo de soja bruto (-49,1%), catodos de cobre (-26,5%) e semimanufaturados de ferro e aço (-15,5%). A maior retração foi registrada nos produtos básicos, com queda de 16,7%. Além do petróleo e da soja, puxaram o recuo o minério de cobre (-32,7%), a carne de frango (-12,5%) e a carne bovina (-10,4%).

Meta anual - Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2018 em US$ 58,959 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima um superávit menor em 2019, motivado principalmente pela recuperação da economia, que reativa o consumo e as importações.

Focus - Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 52 bilhões para este ano. O Ministério da Economia projeta superávit de US$ 56,7 bilhões para o saldo da balança comercial em 2019. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: EUA buscam parceria preferencial com o Brasil

infraestrutura 02 08 2019O secretário de Comércio dos Estados Unidos (EUA), Wilbur Ross, disse nesta quinta-feira (01/08) que as empresas norte-americanas querem ampliar a participação em projetos de infraestrutura da América Latina e, em especial, no Brasil. Em discurso a empresários latino-americanos, Ross se disse impressionado com os planos do Ministério da Infraestrutura brasileiro para o setor.

Impressionado - “Encontrei hoje o ministro da Infraestrutura [Tarcísio Freitas] e fiquei impressionado com os detalhes de planos que em breve serão apresentados. O governo [brasileiro] está se movendo. Penso que isso é muito importante para quem está preocupado em fazer investimentos aqui. Eu estaria menos tenso aqui no Brasil do que em alguns outros lugares”, disse Ross, ao participar do Fórum Anual de Liderança em Infraestrutura da América Latina, em Brasília.

Apoio - De acordo com o secretário, o Departamento do Comércio dos EUA vem apoiando as empresas de seu país com a ajuda de equipes de negócios instaladas em pontos estratégicos do Brasil. “Há planos para uma missão de comércio no setor de portos e rodovias. Para tanto, nossas empresas querem [primeiro] aprender mais sobre os projetos e licitações nesses setores”, afirmou.

Parceiros preferenciais - “Os EUA desejam ser parceiros preferenciais dos projetos [de infraestrutura] na América Latina. Nossas empresas oferecem expertise, inovações, integridade e demanda de valor para oportunidades em infraestruturas cruciais”, completou.

Projetos - Por meio de nota, o Ministério da Infraestrutura informou que, durante o encontro com Ross, foi apresentada uma carteira com os principais projetos para investimentos privados em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, com destaque para 41 concessões de aeroportos previstas; leilões, arrendamentos e desestatizações de terminais portuários; e planos para concessões do setor ferroviário, que tiveram início na quarta-feira (31/07) com a assinatura do contrato da Ferrovia Norte-Sul, em Anápolis (GO). (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Fazenda promete atacar spread de 'forma intensa'

economia 02 08 2019O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta quinta-feira (01/08), em entrevista exclusiva ao Valor, que uma política de redução do spread bancário será feita neste segundo semestre de "forma intensa". Segundo ele, o governo fez estudos econométricos que mostram como o spread é constituído. "Temos elementos tributários e elementos de concentração bancária. Medidas podem contemplar esta área, mas com bastante zelo, respeitando o campo de ação do Banco Central", disse.

BNDES - De acordo com a diretriz do governo de reduzir, em termos percentuais, a participação do crédito associado ao setor público, Waldery informou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve focar sua atuação em três áreas consideradas estratégicas: financiamento a Estados e municípios, saneamento básico e privatização. Com isso, o banco deve ter um desembolso anual de aproximadamente R$ 69 bilhões, R$ 70 bilhões "ou menos".

Nova proposta de emenda - Ele informou que o governo prepara nova proposta de emenda constitucional (PEC) para reduzir os recursos que o BNDES recebe atualmente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Pacto federativo - O governo deverá, ainda neste semestre, apresentar a sua proposta para um novo pacto federativo. O secretário especial de Fazenda informou que uma das medidas da proposta é transferência para os governos estaduais da gestão e da decisão sobre a aplicação dos recursos dos atuais fundos constitucionais, que possuem um fluxo anual de R$ 13 bilhões. "O tipo de condicionalidade a ser colocada ainda está em análise, assim como o impacto fiscal associado a este processo. Mas a diretriz é clara. Nós iremos descentralizar tanto a alocação dos recursos e, mais intensamente, a decisão", afirmou.

Contingenciamento - Como a receita da União neste ano está menor do que a previsão que consta do Orçamento, o governo foi obrigado a contingenciar as dotações dos ministérios. Segundo Waldery, 13 ministérios estão em "estresse fiscal grande".

Leilão - Não citou o nome dos ministérios, mas disse que, se o governo tiver informação concreta de que o leilão do excedente da cessão onerosa ingressará nos cofres públicos ainda neste ano, poderá incluir a receita ainda no relatório de avaliação de receitas e despesas de novembro, permitindo o descontingenciamento orçamentário.

Privatização - O secretário disse também que o governo trabalha para que a privatização da Eletrobras seja feita ainda neste ano. A seguir os principais trechos da entrevista.

Estímulos à economia - Sim, nós já temos os cálculos dos efeitos das medidas já adotadas e aprovadas sobre a economia. Neste ano, o gasto primário total da União corresponderá a 19,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O gasto da Previdência ficará em 8,6% do PIB. A reforma da Previdência, já aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, vai estabilizar esse gasto até 2022, em proporção do PIB. Em 2022, o gasto previdenciário ficará em torno de 8,5% do PIB.

Impacto fiscal- Esse é o impacto fiscal da reforma. No caso do FGTS [liberação dos recursos], haverá, no curto prazo, uma injeção de R$ 28 bilhões neste ano e mais R$ 12 bilhões em 2020. No caso do PIS/Pasep, serão R$ 22,7 bilhões para 11,7 milhões de cotistas. Com isso, haverá um impacto do lado da demanda e também do lado da oferta, pois serão melhorados os critérios de rotatividade e de aprendizagem do trabalhado.

Medida estrutural - Não haverá mais incentivo para que ele force sua demissão para sacar os recursos do FGTS. É uma medida estrutural do lado da oferta, que é o mais impactante. As medidas permitirão aumento de 0,35 ponto percentual do PIB nos próximos 12 meses. A redução da Selic para 6% ao ano abre vários canais que são importantes para o crescimento. Um, é o volume de crédito. Dois, é o custo do crédito. Terceiro, a sinalização que essa taxa básica terá sobre as demais taxas de juros da economia. Cada 0,5 ponto percentual de queda da Selic implica redução de R$ 28 bilhões no pagamento de juros da dívida pública bruta. Esse é o efeito direto na relação dívida/PIB.

CDS - Outro indicador importante é o CDS (credit default swap), que atingiu o menor patamar nos últimos cinco anos. Ele está em 122, mesmo patamar do México, que é investment grade (grau de investimento). Estamos com emissões de títulos públicos em taxas mais baixas dos últimos cinco anos, em 7,12% ao ano. Entendemos que há ambiente promissor para emissão soberana (títulos no Tesouro colocado no exterior). Se e quando, ainda será analisada. Temos um conjunto de medidas que apontam, tanto interna como externamente, para condições de melhora substancial do crescimento do PIB, e de forma estrutural.

Reduzir o spread - Uma política de redução do spread bancário será feita neste segundo semestre, de forma intensa. As funções atinentes ao Banco Central serão por ele exercidas, mas também existem medidas de política econômica que melhoram o crédito. Nós segmentamos todos os componentes do spread, tanto do ponto de vista conceitual como do ponto de vista empírico.

Estudos - Fizemos estudos econométricos que mostram como o spread é constituído. Temos elementos tributários e elementos de concentração bancária. Medidas podem contemplar esta área, mas com bastante zelo, respeitando o campo de ação do Banco Central.

Tomador final - O governo quer que a redução dos juros chegue ao tomador final. Não é razoável que nós tenhamos no Brasil taxas de juros superiores a 300% ao ano. As medidas não serão postergadas. Elas serão anunciadas logo a frente.

Reduzir a dívida - Na nossa estratégia, a política fiscal ocupa a primeira posição. E, na área fiscal, a primeira questão é a Previdência. A segunda é a despesa com o pagamento de juros, que hoje corresponde a 5,9% do PIB. Ela não é primária, é financeira. Mas precisa ser atacada. Como ataco? De várias formas.

Antecipação - Uma delas é a antecipação do pagamento dos empréstimos feitos ao BNDES pelo Tesouro. Nós pedimos, para este ano, R$ 126 bilhões. Já foram devolvidos R$ 39,9 bilhões. O BNDES ainda tem R$ 170,9 bilhões a devolver. Quando isso acontecerá? O quanto antes, satisfeitas as condições de liquidez, solvência e governança do banco. Os nossos cálculos indicam que o dinheiro pode retornar ao Tesouro até 2022. De quem é a decisão? Da diretoria do banco.

Nova PEC sobre o FAT - Uma das diretrizes que seguimos é exatamente a de reduzir, em termos percentuais, a participação do crédito associado ao setor público. O BNDES tem um "funding" muito ligado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Nós entendemos que haverá uma reformatação nessa linha.

Formato - O FAT não seguirá no formato de hoje, com os recursos dele repassados ao BNDES. Vamos propor essa mudança por PEC. Mas só faremos após análise em conjunto com a diretoria do BNDES sobre liquidez, solvência e governança do banco. O papel do BNDES está associado ao financiamento de Estados e municípios, saneamento e privatização. O próprio presidente do banco já disse isso.

Áreas estratégicas - São áreas estratégicas que permitem ao BNDES, quando focado nelas, ter um desembolso por ano da ordem de R$ 69 bilhões, R$ 70 bilhões ou menos. Certamente não teremos o BNDES com desembolsos acima de R$ 100 bilhões, muito menos acima de R$ 200 bilhões como já aconteceu no passado. Por PEC que contemple esse tema.

Papel dos bancos públicos - Nós temos reuniões com os presidentes dos três maiores bancos públicos (Caixa, Banco do Brasil e BNDES), em que se discute uma política creditícia, em que se discute o papel mais adequado para essas instituições, bem como uma forma coordenada para que seja uma situação de ganha-ganha. Ganham os bancos, ganha a União e ganha a sociedade. Discutimos, por exemplo, o tratamento em relação aos chamados instrumentos híbridos de capital (empréstimos feitos pela União aos bancos), que somam hoje R$ 87 bilhões. A Caixa já devolveu R$ 3 bilhões.

Total - No total são cinco bancos, com treze contratos. A Caixa tem seis, o BNDES tem quatro, o BB tem um, o Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) têm um. A grosso modo, R$ 41 bilhões, R$ 42 bilhões são da Caixa, R$ 36 bilhões, do BNDES, R$ 8,1 bilhões, do BB, R$ 1 bilhão, do Basa, e R$ 1 bilhão, do BNB. A Caixa atuou sobre um contrato e nos devolveu R$ 3 bilhões, em uma situação muito boa para o banco, pois esse era um capital muito caro para ela.

Análise - A ideia não é repassar os 13 contratos para a União. Os contratos são de perpetuidade, não têm tempo para retornarem à União. Estamos analisando caso a caso. Sabemos que existem casos mais rígidos, mais difíceis, como o do BB, mas existem casos em que haverá ganhos para todos.

Fundos constitucionais - O "funding" dos três fundos constitucionais (do Centro Oeste, do Norte e do Nordeste) está associado à arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Hoje, os fundos constitucionais repassam os recursos aos bancos que são os agentes operadores. Os bancos têm a função de selecionar os projetos e acompanhar a execução. Com isso, os recursos têm impacto na política de desenvolvimento regional. Mas, ponto um: nós não entendemos que a melhor política de desenvolvimento regional é essa de escolha direta. Entendemos que a melhor política é aquela horizontalizada. Criam-se as condições e o mercado resolve.

Alocação de recursos - O mercado é bastante eficiente na alocação de recursos. A nossa intenção é que os recursos cheguem direto ao Estado, direto ao governador e não via banco. Portanto, uma parte considerável desses fundos, o fluxo é da ordem de R$ 13 bilhões/ano, seja repassado diretamente aos governadores. É uma política que é coerente com a diretriz mais abrangente de descentralização dos recursos da União para os entes subnacionais.

Gerência - O governo do Estado passará a ter gerência sobre os recursos. O tipo de condicionalidade a ser colocada ainda está em análise, assim como o impacto fiscal associado a este processo. Mas a diretriz é clara. Nós iremos descentralizar tanto a alocação dos recursos e, mais intensamente, a decisão.

Redução no número de fundos - Vamos propor a reformulação dos fundos públicos. Em primeiro lugar, exigir que qualquer novo fundo só seja criado por proposta de emenda constitucional (PEC). Atualmente, existem 261 fundos e apenas 93 deles são ativos. Eles são de diversas classes. Existem fundos contábeis, financeiros, outros que não têm nome de fundos, como é o caso do Proagro, por exemplo, outros parafiscais, como é o caso do FGTS e constitucionais. E até alguns com nome de fundo, mas que não são fundos. A ideia é reorganizar tudo isso e reduzir intensamente.

Foco - Três estão no foco. O FGTS, que foi objeto de medidas já adotadas pelo governo, mas que não serão as últimas para ele. Até 2022 pretendemos fazer outras mudanças no FGTS. Temos o FI-FGTS, com cerca de R$ 33 bilhões, que precisa se retrabalhado. Não só porque é uma fonte de financiamento para o próprio FGTS, mas também porque esteve associado à má alocação de recursos e, inclusive, corrupção. O segundo fundo é o FAT. O terceiro é o FCVS. A grande maioria deles não tem efeito primário.

Resultado nominal - Não serão alterações que trarão impacto no resultado primário. A ideia é promover, em primeiro lugar, uma melhor alocação dos recursos públicos. Nós não nos preocupamos apenas com o resultado primário. Trabalhamos com o resultado nominal, com o mesmo zelo com que nos preocupamos com o primário. Tratamos desse tema dos fundos com uma visão mais ampla, dos fluxos financeiros. Uma das nossas metas é reduzir substancialmente a necessidade de financiamento do setor público (NFSP) para qual uma reorganização dos fundos contribui fortemente.

Ministérios em estresse fiscal- Temos hoje 13 ministérios em situação de "estresse fiscal" grande. Uma situação herdada de governos anteriores. Estamos a seis meses resolvendo esse problema. Uma das grandes ações que a secretaria de Fazenda fez foi permitir que a máquina pública andasse, com que a União tocasse a vida sem um único solavanco. É uma ação parecida com a de um bom juiz de futebol, que não é notado e o jogo segue.

Orçamento primário - Temos um orçamento primário de R$ 1,4 trilhão. Nós começamos o ano com R$ 126 bilhões de reais de despesas discricionárias. Depois dos contingenciamentos realizados, elas estão em R$ 84 bilhões mais as emendas impositivas dos parlamentares. Neste ano, a receita da União veio abaixo do previsto no Orçamento e, por isso, tivemos que fazer o contingenciamento. O dinheiro do leilão do excedente da cessão onerosa pode mudar a situação. A nossa estimativa é que os recursos entrarão nos cofres do Tesouro até o final deste ano.

Relatório - Nós teremos o quarto relatório de avaliação de receitas e despesas a ser divulgado no dia 22 de setembro e o quinto no dia 22 de novembro. Se, nesse período, nós tivermos informações sólidas de que o leilão será realizado e de que o pagamento do bônus de assinatura será feito, o valor será incorporado ao Orçamento e faremos o descontingenciamento (até agora, mais de R$ 30 bilhões foram bloqueadas). É improvável que isso ocorra no relatório de setembro. Em novembro, é uma possibilidade. A União receberá, liquidamente, R$ 52 bilhões.

Reuniões - Estamos tendo reuniões nas várias instâncias do TCU sobre essa questão. Com o presidente, os ministros, o ministro relator (do processo sobre a cessão onerosa e o leilão), com a secretaria do Tribunal encarregada da análise do tema, com a secretaria de macroavaliação. Respondendo a todas as questões que estão sendo apresentadas. Entendemos que o TCU é totalmente convergente conosco na possibilidade de realização desse leilão ainda neste ano. Se a decisão do TCU não sair a tempo para a realização do leilão no dia 6 de novembro, temos outras medidas que permitem que a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) neste ano seja cumprida. Ela será atingida.

Metas fiscais - Em conversas com os presidentes Rodrigo Maia [Câmara] e Davi Alcolumbre [Senado], estamos negociando a PEC do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que tem elementos muito bem-postos. São negociações que estão sendo feitas há alguns anos. Entendemos que o princípio da regra de ouro é muito bem-vindo. Ou seja, que o endividamento só seja feito para fins de investimento. Isto deve ser preservado. A forma como a regra é implementada é que precisa ser reestruturada. E trazer também uma previsibilidade ao longo dos anos. Queremos um aperfeiçoamento da "regra de ouro". O governo considera que é importante ter um regramento bem feito para a política fiscal, à semelhança da nossa política de metas para a inflação, que produz bons resultados. O teto de gastos é uma medida inteiramente defendida por este governo. Entendemos que foi uma medida necessária e que trouxe ganhos. Ele já reduziu as despesas da União de 19,7% do PIB para 19,2% do PIB neste ano. O atendimento à "regra de ouro", análise do teto de gastos e de outras medidas de regramento fiscal estão sendo pensadas, em comum acordo com o Congresso Nacional. Achamos que podemos aprovar o aperfeiçoamento da regra de ouro já neste ano.

Eletrobras - Nossa intenção, em acordo com o Ministério de Minas e Energia, é ter as condições para a privatização da Eletrobras neste ano. É claro que precisaremos de consenso com o Congresso Nacional. O modelo de descotização é extremamente importante e ele terá impacto positivo sobre o sistema de geração, distribuição e transmissão de energia elétrica.

Conforto - A Eletrobras é um caso que nos dá conforto de que a privatização pode sim ser realizada neste ano. Requer diálogo com o Congresso. Há duas alternativas. Seguir com o substitutivo de um projeto que já tramita no Congresso. Ou enviar um novo projeto. Nos dois casos, é um acordo do Executivo com o Congresso. A negociação sobre isso está em andamento junto aos presidentes Alcolumbre e Maia. (Valor Econômico)

 

TRIBUTÁRIA: Reforma pode ser enviada para o Plenário em outubro

tributaria 02 08 2019A Comissão Especial que analisa a reforma tributária (PEC 45/19) poderá fazer uma série de reuniões em agosto e setembro para votar um texto a ser enviado ao Plenário em outubro. Entre as reuniões a serem feitas, estão audiências com governadores, prefeitos e secretários de Fazenda. O Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Consefaz) fechou questão quanto aos pontos que pretende mudar na proposta.

Texto - O texto de reforma tributária já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) acaba com três tributos federais – IPI, PIS e Cofins. Extingue também o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. No lugar, é criado o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), de competência de municípios, estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, de competência apenas federal. O tempo de transição previsto é de dez anos.

Menos poder para a União - Segundo Rafael Fonteles, presidente do Consefaz, os secretários de Fazenda querem, por exemplo, que o Comitê Gestor do novo imposto seja gerenciado apenas por estados e municípios, sem a participação da União.

Autonomia - “A questão da autonomia dos estados e municípios com a presença deles apenas no Comitê Gestor foi aprovada, com a possibilidade de cada estado e cada município definir a sua alíquota - claro que com a previsão de alíquota mínima, que ainda não foi definida, mas apenas uma metodologia para isso. Isso foi um ponto já acordado”, afirmou.

Emendas - Essas modificações poderão ser feitas por emenda à proposta na Comissão Especial, para aproveitar a atual tramitação do texto e evitar que uma nova proposta tenha que recomeçar todo o processo na CCJ.

União - O secretário de Fazenda de São Paulo, o ex-ministro Henrique Meirelles, destacou a união dos estados brasileiros em torno das mudanças. “Grande parte das distorções hoje se dão nos impostos estaduais e a guerra fiscal é fundamentalmente uma questão estadual, e o mais importante: os estados entenderam isso, já estão de acordo e hoje não existe aqui nenhum desacordo, ninguém que discorda de se fazer a reforma que vá alterar, também simplificar e consolidar os impostos estaduais e acabar com a guerra fiscal. ”

Audiências - O presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), quer fazer audiências em agosto e setembro, para que a comissão encerre seus trabalhos em outubro. “Estamos querendo ver se até o mês de outubro se conclui a análise da proposta do [deputado] Baleia Rossi (MDB-SP), baseada no estudo do Bernard Appy, para que a gente possa entregar ao plenário para votar. ”

Pontos - Entre os pontos que deverão ser alvo de debates na Comissão Especial estão a impossibilidade de concessão de incentivos fiscais com o novo sistema tributário, um tratamento diferenciado para a Zona Franca de Manaus e a inclusão de serviços digitais no novo imposto.

Senado - Além da que está em análise na Câmara, o Senado também avalia uma proposta sobre o tema, que tem como base texto do ex-deputado Luiz Carlos Hauly e acaba com mais tributos, e o Executivo poderá enviar ao Congresso uma terceira opção de reforma tributária. (Agência Câmara de Notícias)

 

INTERNACIONAL: Trump ameaça impor novas tarifas sobre US$ 300 bi em produtos chineses

internacional 02 08 2019O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (01/08), via Twitter, que vai impor novas tarifas de 10% sobre US$ 300 bilhões em bens chineses que ainda não foram taxados em rodadas anteriores. Depois, disse a repórteres que pode elevar essas sobretaxas para acima de 25% se as negociações comerciais com Pequim continuarem estagnadas.

Continuidade - “As negociações comerciais vão continuar, e durante as conversas, os EUA iniciarão, em 1 de setembro, a aplicação de pequenas tarifas adicionais de 10% aos US$ 300 bilhões restantes de bens e produtos vindos da China para dentro do nosso país”, escreveu Trump no Twitter. “Essas [tarifas] não incluem os US$ 250 bilhões já tarifados em 25%”, complementou.

Construtivas - Trump afirmou que as conversas desta semana entre representantes dos dois países, em Xangai, foram “construtivas para um futuro acordo comercial”, mas reclamou da abordagem chinesa. “Pensamos que tínhamos um acordo com a China três meses atrás, mas infelizmente, a China decidiu renegociar”, escreveu. “Mais recentemente, a China concordou em comprar produtos agrícolas dos EUA em grandes quantidades”, acrescentou.

Queixa - O presidente americano também se queixou de que o presidente chinês, Xi Jinping, a quem chamou de “meu amigo”, teria prometido interromper a venda do opioide Fentanyl para os EUA. “Isso nunca aconteceu e muitos americanos continuam morrendo”, reclamou.

Acordo comercial - Em declarações a jornalistas ao deixar a Casa Branca, Trump afirmou que vai tarifar a China até que os EUA consigam um acordo comercial e voltou a acusar o país asiático de desvalorizar artificialmente a sua moeda. Acrescentou acreditar que Xi Jinping, quer um acordo. “Mas, francamente, não está se movendo rápido o suficiente”, reclamou. Para Trump, quem perde com o grosso das tarifas é a China, e não os consumidores americanos. “Se a China não quiser mais um acordo comercial, tudo bem para mim”, disse.

Atraso - Na terça-feira (30/07), Trump já havia acusado a China de estar atrasando um possível acordo comercial na esperança de que algum adversário do Partido Democrata vença as eleições presidenciais do ano que vem. Ele ameaçou Pequim ao dizer que, se for reeleito, as negociações serão muito mais duras do que têm sido e pressionou por um acordo rapidamente.

Reação nos mercados - A notícia ampliou os temores com a desaceleração econômica e com a demanda por petróleo da China, que é o maior importador líquido global da commodity. O Brent para outubro encerrou o dia em queda de 7%, enquanto os contratos do WTI caíram 7,9%.

Nova York - Os índices acionários de Nova York devolveram os ganhos que apresentavam no começo do pregão. O Dow Jones encerrou o dia em queda de 1,05%, enquanto o S&P 500 recuou 0,90% e o Nasdaq cedeu 0,79%. Durante a sessão, o índice de volatilidade do S&P 500 VIX, chegou a disparar para 19,46 pontos, no maior valor desde o dia 3 de junho - época em que as tensões comerciais entre os países também se acirravam.

Rendimentos - O anúncio também derrubou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e elevou as apostas em novos cortes de juros na economia americana. Hoje, o rendimento da T-note de dez anos caiu a 1,893%, no menor valor desde o fim de 2016. O juro da T-note de 2 anos também afundou a 1,724%, nas mínimas desde dezembro de 2017.

Ibovespa - No Brasil, logo depois de tocar os 104 mil pontos na máxima do dia, o Ibovespa perdeu força e fechou em alta de 0,31%, a 102.126 pontos. O dólar terminou o dia com valorização de 0,76% sobre o real, saindo a R$ 3,8473. (Valor Econômico)

 

ARTIGO: Luxos do século XXI: privacidade, tempo e silêncio

opiniao 02 08 2019* Martha Gabriel

Temos visto e sentido a disseminação tecnológica acontecendo em ritmo de crescimento exponencial na sociedade, mas, muitas vezes, não percebemos a revolução silenciosa e invisível que a acompanha, transformando e modificando o polo de valores de nossas vidas.

Quando a internet era jovem, no final do século passado, existia um entusiasmo com as possibilidades de conexão entre pessoas e informações em qualquer lugar do planeta. Conforme a web foi se expandindo, também foi crescendo a quantidade de pessoas e objetos conectadas a ela e, hoje, isso inclui virtualmente todo tipo de dispositivo: carros, geladeiras, termostatos, casas, semáforos, lâmpadas, ou seja, qualquer tipo de objeto, inclusive os pessoais, como roupas e óculos, por exemplo, além, claro, do poderoso smartphone.

Essa é a tão falada internet of everything, termo cunhado por Kevin Ashton em 1999, na qual qualquer coisa dotada de sensores, consegue “sentir” o seu ambiente e se comunicar tanto com outras coisas, quanto com seus donos ou outras pessoas. Com isso, todas as coisas passam a ser smart, ou seja, adquirem uma camada de informação que as permite operar de forma mais inteligente. Desse modo, portanto, a inteligência das coisas tem aumentado no mundo ao nosso redor.

Por um lado, tudo isso é extremamente excitante, pois permite uma inédita otimização de recursos na história da humanidade. Geladeiras que nos informam quando um produto acabou ou perdeu a validade e que faça pedidos automaticamente aos supermercados; cidades que conseguem prever epidemias e manifestações em função da movimentação nas ruas e dados comportamentais; termostatos que regulam a temperatura do ambiente em função da quantidade de pessoas no mesmo; cordas, tênis, raquetes e patinetes que medem nossa performance durante o seu uso para nos ajudar a melhorá-la; escovas de dentes que nos informam a melhor maneira de escovar; camisas que analisam nossa saúde; e mais uma infinidade de possibilidades de otimizações.

Por outro lado, no entanto, conforme a internet of everything avança, precisamos nos conscientizar de que tudo o que fazemos, os lugares que visitamos, bem como o modo que vivemos, compramos, nos divertimos e aprendemos foram profundamente transformados por essa conexão inteligente entre tudo. A onipresença e onisciência da internet invade todos os aspectos das nossas vidas, num processo em que estamos cada vez mais “visíveis” na rede. Esse é o trade-off da otimização e personalização: quanto mais informações pessoais fornecemos, mais eficiente e rico é o processo.

Nesse contexto, torna-se cada vez mais difícil (e em alguns casos, impossível) ter privacidade. Por exemplo, se a sua camisa smart envia alertas sobre a sua saúde automaticamente para o seu médico, ela pode também informar os fabricantes de remédios sobre a sua situação. Cada vez mais empresas empreendedoras estarão minerando o campo da internet of everything em busca de oportunidades de personalização e otimização. Certamente veremos nos próximos anos uma ‘corrida do ouro’ nessa área minando cada vez mais a privacidade.

Além da ubiquidade que nos vê o tempo todo, o novo cenário tecnológico traz também mais dois impactos profundos: 1) a tecnologia nos entretém cada vez mais ininterruptamente, em todas as dimensões da nossa existência; 2) a tecnologia permite que haja muito mais fluxos de comunicação e aparelhos emitindo sons e barulho em qualquer lugar o tempo todo ao nosso redor. As consequências disso é que, além de privacidade, temos também cada vez menos tempo e silêncio em nossas vidas.

O aparato tecnológico ampliou consideravelmente a quantidade de coisas que temos para fazer tanto no trabalho quanto em casa. Por exemplo, antigamente tínhamos apenas uma dúzia de canais de televisão para assistir, enquanto hoje, temos milhares. Antes tínhamos alguns jogos de tabuleiro, hoje temos milhares de jogos online. Além disso, devido ao seu papel de desintermediação, hoje fazemos muito mais coisas que no passado – esse é o caso dos supermercados, em que além de pegar os produtos, também pesamos, embalamos e processamos o pagamento. Ou quando fazemos check-in em voos e hotéis – antes alguém nos atendia, hoje fazemos a entrada de dados, escolha de assentos/quartos, imprimimos o boarding pass e o escaneamos na entrada do avião. E assim por diante. Quanto mais dispositivos conectados, mais coisas para fazer, e menos tempo para tudo. Assim, a gestão do tempo passa a ser uma das principais habilidades humanas hoje.

Uma conclusão óbvia é de que todos esses dispositivos podem emitir sons, conteúdos e informações (por exemplo, a sua camisa smart enviou informações sobre a sua situação para fabricantes de remédio, que poderão, eventualmente te contatar), bem como habilitar o próprio ser humano a se comunicar em qualquer lugar, aumentando a poluição sonora.

No entanto, além disso, a tecnologia também alavancou o crescimento populacional e a urbanização no planeta, aumentando cada vez mais a densidade de pessoas e coisas praticando emissões sonoras ao nosso redor: televisões e monitores ligados em todos ambientes, pessoas usando seus smartphones (tanto para conversar quanto para ver e ouvir os seus conteúdos), alertas de sensores de carros, fornos, telefones, aplicativos, etc. Assim, o silêncio está se tornando uma raridade.

Sabemos que em cada momento da história, a escassez sempre determinou o valor das coisas – quanto mais escassa, mais valiosa. Partindo desse princípio, acredito que nos próximos anos nos daremos conta que, em função da transformação tecnológica em nossas vidas, os artigos de luxo do século XXI serão a privacidade, o tempo e o silêncio. Será que temos consciência e estamos preparados para isso?

*Martha Gabriel é escritora, consultora e palestrante nas áreas marketing digital, inovação e educação. É autora de seis livros, inclusive o best seller “Marketing na Era Digital” e o finalista do Prêmio Jabuti 2014 com “Educ@r: a (r)evolução digital na educação”

 


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