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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4631 | 01 de Agosto de 2019

ENCONTROS FOLHA I: Superintendente da OCB destaca importância de atuação política

encontros folha I 01 08 2019O superintendente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Renato Nobile, destacou a importância de fomentar o debate político acerca do cooperativismo, para fazer com que o sistema associativista chegue a mais pessoas e gere um ainda maior crescimento socioeconômico. Palestrante principal da 14ª edição dos EncontrosFolha, Nobile citou como exemplo a mudança de classificação dos ramos de negócios a partir deste ano, para favorecer a comunicação e ampliar o alcance da representação em Brasília. O evento foi na última quinta-feira (25/07), no Aurora Shopping, em Londrina.

Ramos - As cooperativas eram divididas até o ano passado em 13 ramos estipulados pela própria OCB. A entidade reorganizou a classificação em sete atividades neste ano, de forma a seguir o modelo usado em todo o mundo. “Isso com o intuito de fortalecer a representação das cooperativas, fazendo um enquadramento mais adequado pela condição e pelas legislações que são colocados, já que muitos ramos dependem de agentes reguladores como Banco Central [para o crédito], ANS [Agência Nacional de Saúde], ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] ou Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]”, diz Nobile.

Transição - O superintendente da OCB classificou 2019 como um ano de transição, com a implementação final a partir de janeiro próximo. “Fizemos um trabalho primeiramente técnico, com todo o cuidado, para fazer o enxugamento [de ramos]. Percebemos que o Brasil era o único país do mundo, entre os que têm um cooperativismo atuante, que contava com essa quantidade de 13 ramos”, explicou.

Comunicação - A mudança não chega a ter impacto no funcionamento das cooperativas, já que a razão social é que estabelece o enquadramento da atividade. No entanto, ele contou que será possível facilitar a comunicação e compreensão da população em geral e junto a representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em relação ao cooperativismo. Assim, a expectativa é que o setor cresça ainda mais nos próximos anos e se aproxime da realidade europeia, canadense e asiática.

Anuário Brasileiro do Cooperativismo - Nobile lembrou também da relevância do lançamento no último dia 4 de julho do Anuário Brasileiro do Cooperativismo, depois de dez anos da última edição. “As informações que usamos em Brasília dependem das organizações estaduais. Esse sistema funciona muito bem azeitado no Paraná, mas não é a realidade do Brasil e, por isso, foi importante conseguirmos fazer esse lançamento.”

Tomada de decisões - Assim, explicou, é possível mostrar como o sistema participativo é importante para tomada de decisões, com assembleias entre todo o quadro social ou de alguns delegados, além de todos os resultados socioeconômicos. “Sem viabilidade econômica não existe cooperativa, mas sem viabilidade social a cooperativa não tem razão de existir. Toda a geração de riqueza, de oportunidades e de renda feita pelo cooperativismo é inserida na localidade onde está.”

Frente parlamentar - O superintendente afirmou ainda que o Sistema OCB apoia a frente parlamentar de apoio ao cooperativismo, composta por 267 deputados e 38 senadores.

Configuração - Os 13 ramos considerados até o ano passado passam a ser sete no próximo ano, já que Nobile disse que 2019 é um ano de transição. Não houve alterações nas denominações Agropecuária e de Crédito. Em dois houve poucas alterações. Em Saúde, as cooperativas de profissionais como médicos e dentistas somente ganharam a companhia de usuários que se unem para constituir um plano, porque também são considerados como operadoras. Já em Infraestrutura, nas quais as mais comuns são as de geração e compartilhamento de energia elétrica, foi incorporada a antiga Habitacional, para construção de imóveis.

Consumo- Em Consumo, ficaram quaisquer associativismos relacionados à compra de bens ou serviços, como supermercados, farmácias ou mesmo de pacotes de viagens, que antes ficavam dentro de Turismo e Lazer.

Transporte - Em Transporte, o conceito foi ajustado para representar somente cooperativas de profissionais proprietários de veículos. O ramo também passa a abranger parte do antigo Turismo e Lazer, para casos de agrupamentos de donos de ônibus ou bugues.

Maior mudança - A maior mudança foi na criação do ramo de Produção de Bens e Serviços, que reúne as cooperativas de professores e os antigos segmentos de produção, mineral, especial e parte do turismo e lazer (sem propriedade de veículos). Nesse grupo se enquadra, por exemplo, associações de reciclagem e de artesãos.

Braços da OCB orientam associados - O superintendente da OCB, Renato Nobile, explicou, no EncontrosFolha, o funcionamento do Sistema OCB, dividido em três entidades que atuam pela orientação e organização de demandas dos associados. “Cada um com uma finalidade, mas com conselhos ou diretorias independentes, para fazer a representação do sistema.”

Cinquenta anos - A OCB, que completou 50 anos em 2019, representa o cooperativismo junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de debates em organismos internacionais. Já o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) nasceu para canalizar ao setor recursos dispersos dentro do Sistema S. Nobile contou que o objetivo é contribuir para que a cooperativa se adeque à legislação do setor, implemente o modelo de direção estratégica fundamentada nos valores cooperativistas, aperfeiçoe os processos organizacionais e acompanhe os resultados socioeconômicos.

Corte - “Assim como outros participantes do Sistema S, como Sebrae, estamos na possível iminência de um corte anunciado pelo ministro [da Economia, Paulo] Guedes, que usou o termo 'facada' no Sistema S”, disse, para completar que busca fazer com que o governo entenda o trabalho técnico desenvolvido.

CNCoop - Por fim, há o Cncoop (Confederação Nacional das Cooperativas), que é o braço sindical. A entidade debate as necessidades da categoria nos âmbitos administrativo, extrajudicial e judicial e é importante diante da quantidade de postos de trabalho que o setor gera. (Folha de Londrina)

 

ENCONTROS FOLHA II: O cooperativismo é o grande colchão de amortecimento da crise

encontros folha II 01 08 2019O desafio econômico do governo Jair Bolsonaro (PSL) - que assumiu os rumos das políticas públicas do País há sete meses - foi um dos assuntos debatidos pelos painelistas durante a 14ª edição do EncontrosFolha com o tema Cooperativismo – A União traz resultados. A discussão foi mediada pelo editor de política da FOLHA, Diego Prazeres, e os convidados foram David Conchon, superintendente de negócios da Sicredi União PR/SP; Jorge Hashimoto, diretor-presidente da Integrada Cooperativa Agroindustrial; Omar Taha, presidente da Unimed Londrina; e o superintendente do sistema OCB, Renato Nobile.

Otimismo - Taha vê com otimismo a agenda de reformas em trâmite no Congresso Nacional. Ele citou que além da reforma trabalhista (governo Temer), e a da Previdência (governo Bolsonaro), é preciso trabalhar pelas reformas tributária e política. "Essa é a agenda básica que o governo tem que cumprir" citou.

Investimento - O presidente da Unimed Londrina cobrou maior investimento do governo federal em saúde pública. Segundo ele, entre os oito países que mais investem no setor, o Brasil é o único onde o investimento de saúde suplementar (operação de planos e seguros privados de assistência médica à saúde,) supera o investimento público.

Abrangência - "A saúde suplementar atende 38% da população, mas o investimento em tecnologia e infraestrutura é de mais de 60%". Isto é, nos países desenvolvidos o investimento do setor público é inversamente proporcional, acima de 60%. "Esperamos que essas medidas surtam efeito, que o governo recupere a capacidade de investimento e deixe a gente trabalhar. Não estamos pedindo isenção de impostos, queremos apenas condições de trabalho" complementou Taha.

Regras claras - Na mesma linha, o superintendente de negócios do Sicredi considera que o setor tem autonomia para fazer a economia girar, mas exigiu que as regras e legislação sejam mais claras. "Do governo federal, precisamos que deixe o caminho para a cooperativa fazer o seu trabalho. Não precisamos de tanto impulso, mas não podemos ter tantas barreiras." Por outro lado, Conchon elogiou o Banco Central que tem regulamentado as metas do setor de cooperativas de crédito.

Avanço - Para o gestor do Sicredi, o governo Bolsonaro precisa avançar na política de descentralização do poder de Brasília e adotar o pacto federativo. "É preciso delegar aos municípios, às empresas e às entidades o protagonismo. Não podemos esperar que a reforma da Previdência irá transformar a economia da noite para o dia, mas são medidas pontuais que poderão ajudar nossa economia."

Infraestrutura - O presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, também mostrou otimismo com as reformas, mas citou a necessidade de mais investimentos em infraestrutura em estradas e portos, sobretudo para escoamento da safra agrícola. Segundo ele, a expectativa das cooperativas está na diminuição do chamado custo Brasil. "O governo precisa fazer a parte dele. Da porteira para dentro os agricultores estão se preparando. Em questão de eficiência e produtividade, podemos competir de igual para igual com qualquer player do mundo" ressaltou Hashimoto.

Convencimento - O superintendente do Sistema OCB informou que os ministérios da Economia e Agricultura e o Banco Central são o tripé para políticas do segmento. Segundo ele, o principal trabalho das cooperativas com Brasília é convencer os agentes públicos que as políticas voltadas ao setor têm um retorno efetivo para a comunidade. "Às vezes, há dificuldade de entender que um CNPJ que movimentou bilhões é pulverizado em milhares de CPFs", disse ao citar políticas de crédito rural do governo central.

Primordial - Nobile também considerou a reforma Tributária primordial para destravar a economia. "Nós da OCB temos um grupo técnico especialista nisso nos assessorando com o Congresso. A complexidade tributária atrasa o processo produtivo." Ele citou ainda a necessidade de regulamentar o ato cooperativo para evitar a bi-tributação que penaliza cooperativa e cooperado. "Até hoje ele não foi regulamentado, ele está previsto na Constituição, mas não há regulamentação".

Ponto fora da curva - Os painelistas do EncontrosFolha revelaram, contudo, que o cooperativismo é um ponto fora da curva por ter atravessado diversas crises econômicas. "Nós vivemos numa bolha econômica dentro do Brasil, principalmente pela pujança da agricultura" pontuou Conchon. Para Nobile, o cooperativismo é "o grande colchão de amortecimento da crise". (Folha de Londrina)

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MÍDIA: Reportagem sobre o Colégio Cooperativa da Lapa destaca diferenciais do ramo educacional

midia 01 08 2019Os diferenciais proporcionados pelo cooperativismo do ramo educacional são ressaltados na reportagem exibida pela TV Evangelizar sobre o Colégio Cooperativa da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. A repórter Winny Amorin esteve lá e conversou com alunos, professores e demais profissionais que atuam na cooperativa, criada em setembro de 1995, com objetivo de oferecer ensino de qualidade à comunidade. Atualmente, o colégio possui 215 alunos do ensino infantil ao fundamental e 40 colaboradores, entre docentes e profissionais de apoio. “É um modelo baseado em valores da cooperação e cidadania que encanta mestres e alunos e transforma o ambiente escolar”, destaca a jornalista.

Clique aqui para conferir na íntegra a reportagem

 

JOVEMCOOP: Cocamar vai sediar o evento em 2020

 

jovemcoop 01 08 2019Com 17 representantes, a Cocamar participou, nos dias 24 e 25/07, em Palotina, Oeste do Estado, do 28º Encontro Estadual da Juventude Cooperativista, o Jovemcoop, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e que teve a C.Vale como anfitriã.

  

Cidades - Acompanhando o grupo, Alessandra Almeida, analista de Cooperativismo da Cocamar, comentou que os jovens são filhos ou netos de produtores cooperados, moradores em Assaí, São Jerônimo da Serra, Sertanópolis, Serrinha, Arapongas, Pitangueiras, Maringá e São Jorge do Ivaí, no Paraná, Cruzália e Palmital, no estado de São Paulo. 

 

Em 2020 - Ela destaca que no próximo ano a Cocamar sediará o Encontro, tendo participado da solenidade na qual recebeu a bandeira do evento. “Ser a sede de uma realização com essa proposta, para a qual já estamos nos preparando, é muito importante para atrair cada vez mais os jovens para próximo da cooperativa”, diz. 

 

Apaixonante - Alessandra destaca, ainda, um trecho da palestra de Rodrigo Pimentel, palestrante em Palotina, que reforçou a importância de o jovem ter comprometimento e inovar para a sucessão das atividades do campo e para a perpetuação do cooperativismo. “Nada mais apaixonante do que poder colocar alimento na mesa das pessoas”, afirmou ele, acrescentando: “O jovem cooperativista deve acreditar em seu potencial, estar motivado e preparado para dar continuidade ao trabalho feito por seus pais. Com atitude, disciplina e conhecimento ele pode encarar e vencer qualquer desafio”. (Imprensa Cocamar)

COOPAVEL: 32º Show Rural terá novidades

 

coopavel 01 08 2019Agendada para 3 a 7 de fevereiro de 2020, a 32ª edição do Show Rural Coopavel terá novidades. Uma delas será a presença de novas estruturas no parque que desde 1989 recepciona um dos três maiores eventos do mundo em disseminação de conhecimentos, tecnologias e inovações para o campo.

 

Prédio - Um prédio de dois mil metros quadrados, já em construção, vai aproximar ainda mais o evento do cooperativismo do Paraná. Construído por iniciativa da Coopavel, com apoio da Ocepar e cooperativas filiadas, o espaço chamado de Paraná Cooperativo será um ambiente exclusivo para o cooperativismo paranaense. Durante o evento, as cooperativas poderão participar mais ativamente do Show Rural, divulgar produtos e soluções e envolver seus cooperados em diversas atividades.

 

Dobro do tamanho - A área que abrigará o Show Rural Digital terá o dobro do tamanho comparativamente à da primeira edição – serão mais de cinco mil metros quadrados -, desenvolvida de 4 a 8 de fevereiro de 2019. “Percebemos que, diante do sucesso da inaugural, a próxima precisaria contar com um ambiente maior e ainda melhor estruturado”, diz o presidente da Coopavel e presidente do Show Rural, Dilvo Grolli. “Teremos inúmeras atrações e estamos trabalhando inclusive na atração de CEOs de empresas de inovação do exterior”, informa o coordenador do SRD, José Rodrigues da Costa Neto.

 

Melhorias - O parque também ganhará outras melhorias para a 32ª edição. A parte de comercialização de animais, na estrutura da pecuária, será toda coberta. Mais ruas serão alargadas e asfaltadas dos atuais três para cinco metros e outras vão ser cobertas, diz o coordenador geral do Show Rural Coopavel, Rogério Rizzardi. As etapas do projeto de ajardinamento, uma das atrações da mostra, também estão adiantadas. A previsão é que mais de 500 expositores participem do evento, que costuma atrair produtores rurais, técnicos, autoridades e caravanas do Brasil e exterior. (Imprensa Coopavel)

COAMO: Linha de Alimentos conta com Farinhas de Trigo Específicas

 

Sempre na busca de facilitar a vida de clientes e consumidores, a Coamo por meio da sua linha alimentícia, composta das marcas Coamo, Primê, Anniela e Sollus, conta com farinhas de trigo específicas, além das tradicionais. São as farinhas de Trigo Coamo Salgados, Coamo Pastel, Coamo Pizza e Coamo Integral Moinho de Pedra. Trata-se de um diferencial para o segmento, conforme esclarece o gerente Comercial de Alimentos, Wagner Schneider. “A farinha é produzida com trigo específico para cada segmento. Isso deixa o produto muito melhor na mesa do consumidor.”

 

Facilidade - Schneider acrescenta que as farinhas específicas servem para facilitar a vida dos consumidores. “A Farinha de Trigo Coamo Pizza, é uma farinha que vai deixar a massa de pizza mais extensível, facilitando a abertura do disco da pizza. A Farinha de Trigo Coamo Salgado, facilita o cozimento da massa para a produção de coxinha, rissole, bolinha de queijo, deixando o salgado no ponto ideal de manuseio para moldar e não estourar no momento da fritura.  A farinha de Trigo Coamo Pastel é uma farinha muito branca, considerada um produto Premium no mercado, ideal para a produção de massa de pastel. Essa farinha conserva a massa fresca, em refrigeração, por mais tempo sem escurecer ou pigmentar, além de deixar o pastel com muitas “bolinhas” na massa após a fritura. Essa farinha também pode ser utilizada para produzir massas frescas de pastel, lasanha e macarrão”, esclarece.

 

Integral - Com relação à Farinha de Trigo Integral Coamo Moinho de Pedra, o gerente Comercial de Alimentos, explica que possui um aroma característico de defumado, devido ao processo de moagem no Moinho de Pedra. “Essa farinha é utilizada para produzir produtos integrais, como: bolos, biscoitos, cookies e pães. Os pães produzidos com farinha integral de moinho de pedra, são os genuínos pães integrais, pois mantêm toda a qualidade intrínseca do grão. Durante o processo de moagem, os discos de pedra moem os grãos, preservando o farelo e o gérmen, obtendo assim, uma farinha rica em nutrientes e fibras.”

 

Fibras - Schneider salienta que o verdadeiro pão integral é mais pesado e com o miolo escuro, devido às fibras na farinha. Ele dá a dica de que, “Caso o consumidor queira um pão ‘integral’ mais macio, a farinha integral pode ser misturada com um pouco de farinha branca. ”

 

Diferencial - Outro diferencial das farinhas de trigo Coamo está no fato da origem da matéria-prima ser reconhecida e rastreada. “A qualidade dos Alimentos Coamo começa na escolha das sementes que serão germinadas nos campos dos mais de 28 mil associados da Coamo. São sementes desenvolvidas pela Coamo para atender os mais diversos mercados, e passam por um rigoroso controle de qualidade, assistência técnica em todas as etapas de produção, aliados à tecnologia empregada no campo, que proporcionará um trigo com alta qualidade e produtividade”, afirma o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni.

 

Reconhecimento - Quanto ao recebimento do trigo, é outra etapa criteriosa, conforme salienta Divaldo. “Quando a produção é entregue pelo associado, passa por classificação e, no moinho, a  selecionadora óptica, por meio de câmeras infravermelho, detecta  e descarta as impurezas contidas na massa dos grãos . Poucos moinhos de trigo, no Brasil, possuem esse equipamento. Além disso, durante o processo, a farinha passa por ímãs, peneiramento de segurança e detectores de metais, além de rigoroso controle de qualidade, que realiza diversas coletas de amostras durante o processo. Tudo isso para garantir um produto seguro para os clientes e consumidores.”

 

O Moinho- O Moinho de Trigo da Coamo é um dos melhores e mais modernos moinhos de trigo da América Latina. Além disso a Coamo está sempre pesquisando e desenvolvendo produtos para facilitar a vida dos consumidores que gostam de “colocar a mão na massa”. Em constante processo de crescimento Wagner Schneider ainda garante que em breve virão mais novidades para a linha alimentícia da Coamo. “Aguardem”, adianta o gerente Comercial de Alimentos. (Imprensa Coamo)

 

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SICREDI: Intensa programação no penúltimo dia do maior evento do cooperativismo mundial

 

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, participou de diversos debates e seminários no penúltimo dia da Conferência Mundial do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, na tradução da sigla em inglês), maior encontro do segmento no mundo. O evento, realizado em Nassau, nas Bahamas, reuniu mais de 2 mil representantes de cooperativas de crédito de mais de 50 países.

 

Educação financeira e inclusão - Na terça-feira (30/07), o presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Woccu, Manfred Alfonso Dasenbrock, falou sobre as iniciativas voltadas à educação financeira e inclusão. "Temos um compromisso com os nossos associados, de ajudá-los a crescer e a melhorar suas vidas e de seus familiares. Realizamos inúmeras ações com base nesses eixos para desenvolvermos as regiões onde atuamos e as pessoas que vivem nelas. Uma das mais impactantes é a parceria com a Mauricio de Sousa Produções, na qual foram produzidas revistas em quadrinhos e desenhos animados para ajudar os pais na educação financeira dos filhos", afirmou o executivo.

 

Iniciativas - Durante a apresentação, Dasenbrock citou algumas iniciativas realizadas pela instituição para inclusão de jovens e mulheres no dia a dia do Sicredi, como o plantio de árvores para a recuperação de nascentes de rios no estado do Mato Grosso, o programa educacional “A União Faz a Vida” e a criação de comitês específicos para incentivar a liderança das mulheres e disseminar o cooperativismo entre o público jovem, além das ações para o Dia C.

 

Sustentabilidade - “Nossa visão de sustentabilidade é de as cooperativas se engajarem dentro das comunidades. É preciso se conectar com algo que se possa colaborar, dar início às iniciativas e, a partir disso, os grupos vão criando a sua autonomia para a continuidade e crescimento dos projetos”, resumiu Dasenbrock.

 

Apresentações - O evento também contou com apresentações de George Ombado, CEO da Confederação Africana da Associação Cooperativa de Poupança e Crédito (ACCOSCA); Elenita San Roque, CEO da Associação da Confederação Asiática de Cooperativas de Crédito (ACCU) e Brett Martinez, presidente e CEO da Redwood Credit Union, que estimularam o público a criar iniciativas para influenciar estrategicamente suas comunidades e a promoverem mudanças econômicas sustentáveis para associados, como o Sicredi tem feito.

 

Perspectiva para os jovens profissionais - Na abertura do painel "O futuro da cultura globalizada: uma perspectiva para os jovens profissionais", Brandi Stankovic, que coordena as atividades do World Council Young Credit Union People (WYCUP), apresentou resultados do programa que já capacitou mais de mil profissionais de 93 países nos últimos sete anos. A iniciativa do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito possibilita aos colaboradores e associados das cooperativas vivenciarem diferentes realidades, promovendo a multidisciplinaridade e a multiculturalidade.

 

Características - A coordenadora do GWLN no Brasil, Gisele Gomes, representou o Sicredi nessa apresentação para destacar algumas características da juventude brasileira. Ela também abordou as estratégias utilizadas pelo Sicredi para aumentar as oportunidades para esse público dentro do Sistema. "Criamos comitês jovens nas cooperativas, não apenas para colaboradores, mas também para associados, e realizamos um Summit anual para compartilhar os resultados. 

 

Cases fantásticos - São cases fantásticos que inspiram outras cooperativas. Apesar de o Brasil ser um país de diferenças, existem muitas ideias que são aplicadas em outras regiões", lembrou.

Durante sua palestra, Gisele ainda apresentou o Inovar Juntos, programa de conexão com startups, realizado em parceria com a consultoria Innoscience. A iniciativa está estruturada para atender tanto às demandas do negócio quanto a melhoria de processos internos para associados e colaboradores, que têm o objetivo de identificar startups que possam desenvolver soluções para áreas estratégicas.

 

Mais - O painel contou ainda com a participação de Melissa Swee, do Ministério da Cultura, Comunidade e Juventude de Singapura, Dorwin Manzano, presidente da U.W.I. (cooperativa de crédito sediada em Trinidad e Tobago), e de Paul Norgrove, CEO da Police Credit Union, da Irlanda.

 

Diferenças culturais - Gisele Gomes também realizou uma apresentação em conjunto com Ingrid Muller Costa, associada da Sicredi União MS/TO, para discutirem sobre as diferenças culturais e as barreiras criadas a partir delas - principalmente para as mulheres. Na palestra, realizada no Lounge da Global Women Leadership Network, as duas representantes do Sicredi abordaram as diferenças entre as regiões, no que diz respeito aos costumes e comportamentos profissionais que influenciam sobremaneira as relações interpessoais.

 

Tecnologia cognitiva - Tecnologia também foi assunto durante este dia da conferência. O superintendente de Operações de Produtos do Sicredi, Felipe Sessin, aproveitou a oportunidade para apresentar o case do atendente de inteligência cognitiva do Sicredi, o Theo. Em sua palestra, com o tema “Como a Tecnologia Cognitiva pode ajudar a fornecer um melhor serviço aos associados”, o executivo demonstrou o projeto de implementação de atendimento (help desk) interno por meio de inteligência artificial. O conteúdo mostrou todo o caminho de evolução do Sicredi no atendimento aos chamados internos, começando pelo estabelecimento de indicadores de satisfação e eficiência, até a definição pelo investimento na implementação em um atendente digital.

 

Início - Batizado de Theo, em homenagem ao Padre Theodor Amstad, fundador da instituição financeira cooperativa - há mais de um século -, o atendente começou com a resolução de perguntas simples e, com o apoio de uma equipe humana de curadoria, foi aprendendo a resolver questões mais complexas, com maior assertividade. “Fomos ensinando a máquina a responder, identificando quais as perguntas mais frequentes e, a partir disso, criamos as respostas mais adequadas para elas”, contou.

 

Indicadores - Sessin ainda expôs alguns indicadores de uso da ferramenta, que atualmente já atende mais de 20% dos chamados internos dos mais de 26 mil colaboradores do Sicredi. “Nosso indicador de satisfação com os chamados aumentou substancialmente com o uso da solução, chegando atualmente a 95%”, contextualizou o executivo.

 

Jantar para comitiva brasileira - Na noite de terça-feira, os integrantes da comitiva brasileira que participaram da Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito nas Bahamas se reuniram no Centro de Convenções do The Atlantis Resort para assistirem a uma palestra do líder de Produtos da HP, Vinícius Davi.

 

Outros sistemas - Representantes de outros sistemas, como Cresol, Unicred e Sicoob, da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e do Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCoop), assim como o CEO do WOCCU, Brian Branch, e o presidente do Conselho, Steven Stapp, também prestigiaram o encontro. A palestrante Pippa Malmgren foi outra presença ilustre no jantar.

 

Delegação brasileira - Na abertura do evento, Manfred Dasenbrock celebrou a presença maciça da delegação brasileira (apenas o Sicredi levou 134 pessoas à conferência) e o Growth Award, reconhecimento recebido pelo Sicredi graças ao crescimento na base de associados, que atualmente passa de 4 milhões.

 

Quarta revolução - Durante a palestra, Vinicius discutiu a quarta revolução industrial e como as mudanças tecnológicas vão impactar os negócios nos próximos anos. A inteligência artificial, o Big Data e a impressão 3D são algumas das disrupções previstas. “E todas essas mudanças vão gerar muitas oportunidades. O motorista do trator, por exemplo, será necessário em outras atividades, pois a produtividade vai aumentar muito”, previu.

 

Musculatura financeira - Segundo ele, não são apenas as startups que podem inovar. “Nove a cada dez startups morrem no primeiro ano por não ter musculatura financeira. As empresas maiores têm essa força, então, por que não juntar com as empresas novas para gerar soluções e novos negócios?”, questionou.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Projeto Conecta 10 é lançado com encontro de mulheres

 

sicredi uniao pr sp 01 08 2019Com o propósito de criar rede de relacionamentos, incentivar a busca por conhecimento e apresentar a instituição financeira cooperativa, a Sicredi União PR/SP lança o projeto Conecta 10 com evento realizado na terça-feira (30/07), na agência da Vila Operária. Trata-se de um incentivo para que dez associados convidem um amigo cada para participar de happy hour no ponto de atendimento.

 

Foco - A gerente da agência Vila Operária, Marjorie Gimenez Mafra Lira, destacou que a primeira edição da iniciativa foi focada no público feminino porque o quadro de colaboradores da agência Vila Operária é composto por mulheres. “Claro que em outras edições vamos incluir os associados, afinal nosso objetivo é ser relevante na comunidade, por isso, queremos nos aproximar das pessoas”, enfatizou.

 

História de vida - A programação foi iniciada com a presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Maria Iraclézia, que compartilhou a sua história de vida. “Sou do interior do Ceará, tenho cinco irmãos e morei no sítio até 14 anos. Meus pais sempre nos incentivaram a buscar conhecimento para ser independente. Naquele tempo tudo era muito difícil, e eu sonhava em morar em um lugar que chovesse muito e que tivesse vegetação”, revelou.

 

Convite - Ao passar férias na casa de um tio, em Maringá, recebeu o convite para ficar e não voltou mais. A decisão exigiu renúncia ao convívio com a família e amigos, além disso precisou se adequar à cultura e ao clima local. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM) cursou Zootecnia e paralelamente trabalhava para cobrir os seus custos. “Não foi fácil, mas venci. Depois disso aproveitei muitas outras oportunidades, mas para trilhar um caminho de sucesso sempre foi preciso manter foco, planejamento e muito trabalho”, enfatiz ou.

 

Trajetória de vida - Em seguida, a empresária Lígia Pereira Blanco também contou a sua trajetória de vida. Graduada em Comércio Exterior, ela diz que na década de 1990 ninguém entendia muito bem a sua formação. “Foram muitos os desafios, mas eu queria atuar na área e iniciei empresa de importação e exportação. Já enfrentei muitos altos e baixos junto com minha sócia, mas permaneço empreendendo e realizada”, comentou.

 

Desafios - Lígia também destacou os desafios enfrentados por toda mulher, como discriminação, jornada múltipla, falta de incentivo, entre outros. Para vencer tantos obstáculos, ela aconselha: “Se conecte com pessoas que te inspiram, tenha autoestima, seja autêntica, se mantenha em constante aprendizado, se reinvente, tenha coragem e não pare de sonhar”.

 

Apresentação - Por fim, a gerente Marjorie apresentou a Sicredi União PR/SP às convidadas, destacando que o diferencial da instituição financeira cooperativa em relação aos bancos é o relacionamento próximo e o propósito de ser relevante para a comunidade. “Além de produtos e serviços, como investimentos, crédito, seguros e consórcios destinados tanto para pessoas físicas, jurídicas e produtores rurais, temos 20 programas sociais que contribuem com o desenvolvimento local”, garante. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

CRESOL I: Presente na Conferência Mundial do Cooperativismo de Crédito, nas Bahamas

 

cresol I 01 08 2019A Cresol participou, de 28 a 31 de julho, da Conferência Mundial do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito) que aconteceu nas Bahamas. A cooperativa esteve representada pelo presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, pelo Diretor Executivo de Negócios Claiquer Carneiro, além do presidente da Cresol Baser, Alzimiro Thomé, e dos conselheiros Geraldo Maziero, Paulinho do Patrocínio, Valdecir Parafianiuk, Miguel Antonio Thomé, Luiz Antônio Fernandes, Claudomiro Garcia, João Paulo Dias da Fonseca e Ivan Duarte. 

 

Público - Participaram da conferência, que ofereceu conteúdos valiosos, colaborações e conexões em escala global, além de palestras e sessões de grupo ministradas por especialistas do mercado, mais de 3.200 participantes de 61 países, sendo que o Brasil foi a maior delegação entre os participantes. Para o presidente da Cresol, Alzimiro Thomé, a conferência é um ambiente que proporciona discussões com líderes mundiais do cooperativismo. 

 

Experiência única - “É uma experiência única estar participando desse evento que traz palestrantes de referência no setor e apresenta novidades nas áreas de tecnologia, relacionamento e gestão. Com certeza voltaremos motivados e com ideias inovadoras para construir um cooperativismo ainda mais forte”, destacou Thomé. (Imprensa Cresol)

CRESOL II: Ações solidárias são realizadas no mês da cooperação

 

cresol II 01 08 2019O cooperativismo possui grandes responsabilidades, entre elas fortalece valores como democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Durante o mês de julho, onde é comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo, ações sociais e de cooperação foram intensificadas pelos colaboradores da Central Cresol Baser e suas cooperativas filiadas.

 

Tema - Com o tema “Transformando juntos o mundo ao nosso redor” colaboradores da Central e da Cresol Tradição, de Francisco Beltrão, se reuniram voluntariamente e construíram oito projetos com o objetivo de transformar o dia a dia do maior número de pessoas. As ações tinham a finalidade de ajudar instituições e famílias carentes que precisam, além de apoio financeiro, de carinho e atenção.

 

Trabalho contínuo - De acordo com o diretor superintendente da Cresol, Adriano Michelon, o sistema desenvolve um trabalho social contínuo nas comunidades onde tem atuação. “Nosso diferencial está no relacionamento com nosso cooperado, e não só nas agências, mas nas comunidades, com o público rural e urbano, proporcionando formação e levando conhecimento a quem tiver interesse”, destaca Michelon que também acrescenta as ações pontuais que são desenvolvidas pela Cresol: “em várias datas durante o ano a Cresol desenvolve ações que destacam o real objetivo do cooperativismo, que é proporcionar bem-estar econômico e social às pessoas e durante o mês da cooperação não poderia ser diferente”.

 

A Cresol - A Cresol, maior sistema de cooperativas de crédito rural solidário do Brasil, é uma instituição financeira que nasceu há 24 anos com uma importante missão, a qual evoluiu com o passar dos anos e hoje leva desenvolvimento econômico e social para seus cooperados e para a comunidade. Muito mais do que fornecer soluções financeiras, a Cresol realiza um papel fundamental na sociedade, por meio de programas sociais desenvolvidos por suas cooperativas filiadas.

 

Campanhas - Nesse sentido, durante o mês da cooperação, as agências Cresol, presentes hoje em 10 estados brasileiros, desenvolveram campanhas nas suas regiões de abrangência, buscando despertar na população o sentimento de empatia.

 

Gincana Cresol Coopera - Para finalizar o mês da cooperação e comemorar o resultado dos projetos sociais desenvolvidos em Francisco Beltrão, no sábado (27/07), os colaboradores participaram de uma gincana. Com as equipes divididas, foram realizados jogos de cooperação para reafirmar o objetivo do cooperativismo e fortalecer o trabalho em equipe. 

 

Grupos e ações - Confira quais são os grupos e as ações de cooperação desenvolvidas durante o mês:

Grupo 1 - doação de brinquedos para a brinquedoteca de uma Escola da cidade;

Grupo 2 - doação de toalhas de banho e de rosto para a casa de apoio Mão Amiga;

Grupo 3 - construção de um deck para as crianças de uma Escola da cidade para fazer leitura ao ar livre;

Grupo 4 - construção de uma caixa de areia para as crianças no parquinho de uma Escola da cidade;

Grupo 5 - pintura de um corredor de uma instituição de apoio na cidade e fazer um vídeo institucional da mesma;

Grupo 6 - doação de eletrodomésticos, roupas, calçados, produtos de higiene para uma instituição que recebe moradores de rua;

Grupo 7 - apoio a famílias carentes com alimentos, reforma da casa, doação de móveis;

Grupo 8 - doação de calçados, roupas, produtos de higiene e cosméticos paras uma instituição que abriga crianças. 

(Imprensa Cresol)

SICOOB ALIANÇA: Cooperativa oferta financiamento, produtos e serviços na 47ª edição da Expoleite

 

sicoob alianca 01 08 2019Entre os dias 24 e 27 de julho, o Sicoob Aliança participou da 47ª edição da Expoleite, feira que acontece na cidade de Arapoti (PR) e apresenta destaques em genética e manejo do gado holandês. 

 

Público e programação - Cerca de 20 mil pessoas passaram pelo evento, que é realizado no Parque de Exposições da Capal, cooperativa organizadora, e conta com julgamento de animais, palestras técnicas, encontro de produtores e apresentações culturais. A Expoleite movimenta toda a cidade, já que traz oportunidades de negócios para os mais diversos setores, gera empregos temporários e proporciona maior integração entre os criadores.

 

Oferta - Reforçando sua parceria com o homem do campo, durante a feira o Sicoob Aliança ofertou linhas de crédito rural, produtos e serviços com condições diferenciadas para os participantes. No estande da cooperativa, os visitantes foram recepcionados pelas equipes da agência local e de Apucarana, cidade sede da singular. “Foram distribuídos vários brindes personalizados e folders, além da veiculação do vídeo institucional com os números da atuação do Sicoob no Brasil”, conta o gerente de Crédito Rural, Edson Maximo.

 

Segunda vez - “É a segunda vez que marcamos presença na Expoleite. Da primeira vez, ainda não tínhamos agência na cidade. Em outubro de 2018 iniciamos nossas atividades em Arapoti. O objetivo da nossa participação foi principalmente reforçar a marca Sicoob na cidade, além da apresentar os produtos e serviços comercializados pela cooperativa”, complementa. (Imprensa Sicoob Aliança)

COPAGRIL: Olimpíadas da ACJC terão disputas de futebol suíço no domingo

 

copagril 01 08 2019A segunda etapa das Olimpíadas da ACJC (Associação dos Comitês de Jovens da Copagril) será realizada no domingo (04/08) no distrito de Novo Três Passos, em Marechal Cândido Rondon. Nessa fase serão realizadas disputas de futebol suíço entre os times dos comitês de jovens participantes.

 

Abertura - A etapa de abertura foi realizada em junho, no distrito rondonense de Iguiporã, quando foram realizadas as competições da modalidade de vôlei. Ao total serão 14 modalidades disputadas em quatro etapas. A terceira será em outubro com os jogos de futsal e a última etapa, com jogos de mesa e premiação geral, ainda terá a data definida.

 

Futebol suíço - A etapa de domingo será sediada pelo CJC Ação Jovem e as competições esportivas serão no campo da Família Warken, em Novo Três Passos. Estão previstas 18 equipes, entre os naipes masculino e feminino.

 

Convite - Maiara Lindner, presidente do CJC anfitrião, convida familiares, amigos, cooperados e a comunidade para prestigiar a competição que começa às 9 horas e segue durante todo domingo. “Haverá almoço preparado pelos jovens e familiares para os comitês participantes com venda de ficha no valor de R$ 25,00 e infantil R$ 12,00. Outras pessoas que quiserem comparecer ao evento e também almoçar podem entrar em contato com a diretoria para adquirir a sua ficha antecipada nesse mesmo valor”, convida. 

 

Contato - O contado para fichas e maiores informações é (45) 99937-3181. (Imprensa Copagril)

RAMO CRÉDITO: A ação de transformar atendimento em relacionamento e evolução

 

ramo credito 01 08 2019Qual a próxima etapa para a sociedade evoluir? Mais diálogo? Mais negociação? Mais trabalho? Para evoluir é preciso cooperar. Aprender a cooperar é o grande desafio. A cooperação significa um conjunto de regras para negociar conflitos de interesses de uma forma que os resolva. Melhor que negociar, é retribuir com o que for possível e a quem precisar. O cooperativismo colabora com o desenvolvimento econômico, sustentável e social de uma sociedade.

 

Crédito - Uma das modalidades que mais cresce no Brasil, nos últimos anos, é o crédito cooperativo. Conforme o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, publicado pelo Banco Central neste mês, a participação das cooperativas na carteira de crédito total do país passou de 3,2% (2017) para 3,8% em 2018.

 

Item fundamental - De acordo com o presidente da Sicredi Progresso PR/SP Cirio Kunzler, o crédito é um item fundamental para o desenvolvimento do cidadão e, consequentemente, de um município. “Quando o cooperativismo tem uma atuação destaque na cidade observamos que o desenvolvimento de sua população é maior. Todo o recurso investido na cooperativa é reinvestido na sociedade. Isso gera renda e emprego”.

 

Associados - A instituição financeira cooperativa Sicredi ultrapassou os quatro milhões de associados em 2019. Eles estão distribuídos em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. No geral, cooperativismo de crédito totaliza nove milhões de associados no país. Um número considerado pequeno em relação ao tamanho do Brasil. Os dados representam cerca de 8% do público que poderia ser atendido.

 

Outros países - O índice também é menor ao comparar com outros países. Na Irlanda, um país considerado desenvolvido, 74% das pessoas, em idade economicamente ativa, são associadas a uma cooperativa de crédito e 52% nos Estados Unidos.

 

Potencial - Neste sentindo, o Brasil é ainda um bebê engatinhando. O país ainda tem muito a crescer. Em Toledo, município localizado na região Oeste do Paraná, o programa Crescer da Cooperativa Sicredi Progresso PR/SP é uma das iniciativas responsáveis por ampliar o número de cooperados em suas contas. Em 2019, a ideia completa dez anos. De acordo com o assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo Higor Loredo, educação, formação e informação são princípios do cooperativismo. “O programa propicia o conhecimento do cooperativismo para toda

a comunidade, seja criança, adulto ou para a melhor idade”.

 

Palestras e dinâmicas - Com palestras e dinâmicas, os colaboradores apresentam a iniciativa para a comunidade. “Reunimos um grupo de associados com interesse na formação. Repassamos informações da atuação da cooperativa e do trabalho do cooperativismo. Utilizamos técnicas para que os novos ou possíveis associados memorizem e compreendam o negócio”, afirma Loredo.

 

Entrantes - Geralmente, as pessoas participantes do programa Crescer são as chamadas entrantes. A primeira fase é recepcionar. A segunda fase é a formação ao associado. A Cooperativa Sicredi Progresso PR/SP possui 33 mil associados e está em constante expansão.

 

Vários programas sociais - O presidente da cooperativa menciona que a Sicredi Progresso PR/SP atua com vários programas sociais, entre eles, o Crescer. “Ele qualifica o associado no modelo de participação mais efetiva no uso de produtos e serviços, como também na gestão da cooperativa”.

 

Pertencer - Paralelo ao Crescer, a Sicredi ainda desenvolve o programa Pertencer. “Por se tratar de uma cooperativa, os assuntos são abordados e definidos em assembleias. Com isso, o Pertencer contribui para ampliar a participação do associado”, relata o assessor. Em 2018, aproximadamente 23% dos associados participaram das assembleias, um índice considerado positivo para a cooperativa.

 

Gestão - Loredo revela que o cooperativismo consegue fazer a sua gestão independente. Após o cidadão participar ao programa Crescer, ele torna-se mais fidelizado na cooperativa. “Hoje são cooperativistas pessoas físicas, jurídicas ou do agronegócio. Até 2006, éramos uma cooperativa

agropecuária. A partir daquele ano, passamos a ser uma cooperativa de livre admissão”.

 

Negócios - É notório que a proposta do Programa Crescer é ampliar a participação do associado, pois ele passa a compreender o modelo de negócio oferecido pela cooperativa. A Sicredi Progresso PR/SP tem como desafio fazer o associado ou a comunidade entender as ações promovidas pelo cooperativismo. “Não somos um banco ou uma financeira. Somos uma cooperativa de crédito e oferecemos produtos e serviços para os nossos associados”, comenta o profissional.

 

Produtos e serviços - Os produtos e os serviços são ofertados de uma maneira mais simples e com taxas mais justas. “É um modelo de negócio com a participação de todos os associados e busca atender a necessidade de cada cidadão, seja social ou econômico”, pondera Loredo.

 

Diferenciado - O empresário Douglas Denzan Carneiro é associado da Sicredi Progresso PR/SP há quase dez anos e três anos representando a empresa 77 Pilares. “Conheci a cooperativa, por meio de indicação e, principalmente, devido ao atendimento e serviços diferenciados”.

 

Construção civil - A empresa 77 Pilares é uma indústria de pré-fabricados e estruturas para construção civil. O empreendimento oferece produtos, como pilares, vigas, lajes, placas paredes e estruturas metálicas para obras residenciais de dois a cinco pavimentos, obras comerciais e industriais barracões.

 

Aproximação - A cooperativa, segundo o associado, tem prestado um excelente atendimento e serviço. “Além disso, a equipe busca aproximar o associado com a cooperativa, traduzindo de forma sucinta o cooperativismo nos projetos, como o programa Crescer. A capacitação e a integração da comunidade gera valores intangíveis. Aprendi no programa Crescer que cooperar gera mais resultados do que competir!”.

 

Comunidade - A Sicredi Progresso PR/SP também colabora para o desenvolvimento de uma comunidade. Exemplo é o distrito Novo Sarandi, localizado no município de Toledo. Um local com aproximadamente três mil habitantes e com uma média de 400 aposentados. O assessor explica que os aposentados, antes da instalação da Sicredi, recebiam os seus recursos financeiros em Toledo. Com isso, os investimentos eram realizados no município. Com a abertura da instituição, os recursos fortaleceram o comércio daquele distrito. Isso também acontece em outras localidades, como Vila Nova e Dez de Maio.

 

Condição - Para o prefeito de Toledo Lucio de Marchi, as cooperativas são fundamentais para o desenvolvimento do município. “A cidade já oferece a condição cultural para fortalecer o sistema cooperativista, pois as nossas origens estão relacionadas ao cooperar. Além disso, o agronegócio oferece condições para fortalecer as instituições e, por consequência, gerar economia, renda e emprego no município”.

 

Benefício - Gerar economia e renda para o cidadão é meta para todo o Brasil. Diante dos resultados sociais e financeiros, com a mudança das autoridades no Governo Federal, o cooperativismo foi convidado para um diálogo. A meta do Banco Central é ampliar a participação

da sociedade em cooperativas até o ano de 2022. Existe o entendimento que o cooperativismo é a melhor maneira para o cidadão acessar ao crédito.

 

Cafeara - O assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo Higor Loredo recorda que uma mobilização foi realizada pela Sicredi. O fato aconteceu no município de Cafeara, no Norte do Estado do Paraná.

 

Inclusão financeira - A população da cidade presenciava uma série de roubos e furtos e nenhuma instituição financeira queria oferecer os serviços naquele local. Após um amplo estudo, a Sicredi União optou por trazer esse benefício à população, porque o sistema cooperativo tem também a preocupação da inclusão financeira. A cooperativa decidiu implantar uma agência Smart.

 

Atendimento - A nova agência atende à população de cerca de três mil habitantes que, até então, precisam se deslocar até cidades vizinhas para ter acesso ao sistema bancário. O assessor revela que a população somente utiliza o cartão de crédito ou de débito. Uma cidade mais segura, mais tranquila e economicamente ativa.

 

Outra realidade - Já em Toledo, a história vive outra realidade. O município possui em funcionamento a primeira cooperativa de crédito Sicredi instalada no Paraná. Na cidade, as pessoas possuem a cultura de compartilhar, sejam amizades ou costumes. “A cultura de colaborar e cooperar favorece ao cooperativismo de crédito. A força de prospecção de um novo associado é mais fácil aqui. Cerca de 29% do market share de mercado é nosso. É um número grande da participação”, salienta Loredo.

 

Papeis - São papeis do cooperativismo agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. E complementando a resposta da pergunta deste início do texto, a evolução humana está associada ao surgimento de uma sociedade marcada pela cooperação e no campo ou na cidade, a sociedade vive o cooperativismo no Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul. (Jornal do Oeste)

JUROS: Economia ganha novo alento de bancos centrais

 

juros 01 08 2019Em dia de decisões importantes para o desempenho das economias americana e brasileira nos próximos meses, o Federal Reserve (Fed), a autoridade monetária dos EUA, e o Banco Central (BC) baixaram nesta quarta-feira (31/07) as taxas básicas de juros, que servem de referência para os mercados dos dois países - no caso do Fed, também para o restante do mundo. Em suas justificativas, as duas instituições alegaram inflação baixa e necessidade de estímulo adicional à atividade econômica.

 

Primeiro corte - O Fed reduziu o juro em 0,25 ponto percentual, para a faixa de variação entre 2% e 2,25% ao ano. Foi o primeiro corte desde 2008, quando a economia americana se tornou o epicentro da mais grave crise mundial desde 1929. No Brasil, o BC reduziu a taxa Selic de 6,5% para 6% ao ano, novo recorde de baixa, e sinalizou em sua comunicação que fará, na próxima reunião, pelo menos mais um corte, entendido pelo mercado como de 0,5 ponto percentual.

 

Pressões neutras - Em seu comunicado, o Fed citou "pressões inflacionárias neutras" e "implicações dos desdobramentos globais" – uma referência aos efeitos negativos da guerra comercial entre China e EUA - como razões para cortar os juros. Embora a maior economia do mundo siga avançando em bom ritmo, há sinais de desaceleração dos investimentos.

 

Esperada - A decisão do Fed era esperada, mas durante entrevista, o presidente da instituição, Jerome Powell, emitiu sinais dúbios sobre os próximos passos. Até ontem, a expectativa criada por Powell era a de que o Fed iniciaria novo ciclo de afrouxamento monetário. Ele disse, porém, que a redução foi apenas um "ajuste de meio de ciclo" e não o início de um longo período de cortes. Depois, ressaltou que, em outras ocasiões, o Fed fez pequenos ajustes nos juros, sugerindo que a expectativa do mercado de dois a três cortes até dezembro não seria irracional.

 

Mercados - Essa dubiedade derrubou os mercados, fazendo com que a bolsa de Nova York recuasse 1,23% e provocasse efeito dominó nos principais mercados acionários pelo mundo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,09%, para 101.812 pontos. Ao contrário do que ocorre quando os juros caem nos EUA, o dólar valorizou-se diante das outras moedas.

 

Brasil - No mercado brasileiro, o dólar teve alta de 0,73%, para R$ 3,81. Os objetivos dos dois bancos centrais são semelhantes. No caso americano, trata-se de evitar uma desaceleração acentuada da economia. No brasileiro, de retomar o crescimento. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Norte-Sul é obra de empreendedor, não empreiteiro, diz Bolsonaro

 

infraestrutura 01 08 2019O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quarta-feira (31/07), que a Ferrovia Norte-Sul não é uma obra para empreiteiros, mas para empreendedores. Ele fez a afirmação em Anápolis (GO), durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão para o grupo Rumo do trecho da ferrovia que liga as cidades de Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP).

 

Empreendedores - "Essa obra aqui não é para empreiteiros, é para empreendedores. Vocês estão acreditando no Brasil", disse Bolsonaro, referindo-se ao fato de que a concessão não foi feita a uma construtora, mas a um grupo com interesse na operação da própria ferrovia. "E a maior prova de que o Brasil pode dar certo é a confiança entre nós".

 

Maior operadora - Ligada ao grupo Cosan, a Rumo é a maior operadora de ferrovias do país. Com a Norte-Sul, a empresa passará a operar 14 mil km de ferrovias nos Estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Sua base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.

 

Trechos - A Rumo arrematou em maio os trechos central e sul da ferrovia Norte-Sul. A empresa pagou R$ 2,7 bilhões para operar cerca de 1.537 km de ferrovias por 30 anos. O trajeto concedido se conectará a outras ferrovias já operadas pela empresa, que cortam o Estado de São Paulo até o Porto de Santos.

 

Operação - A expectativa da concessionária é que a ferrovia comece a operar até o fim do ano. Antes disso, será necessário concluir o tramo sul, que interliga Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Segundo a empresa, 95% das obras estão concluídas. Pelas regras contratuais, a Rumo tem até o fim de 2021 para concluir as obras e iniciar as operações.

 

Nova direção - Rubens Ometto, presidente do conselho de administração dos grupos Cosan e Rumo, discursou no evento elogiando o governo Bolsonaro. "Essa nova direção, com menos Estado, menos burocracia, menos obstáculos a quem produz, está inaugurando uma nova era no Brasil", disse. "Essa mudança permite que nós empreendedores sejamos a locomotiva do desenvolvimento do Brasil e não meros vagões da máquina do Estado."

 

Valorização - Segundo Ometto, "a Norte-Sul vai valorizar as terras de quem tem fazendas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, e vai expandir as fronteiras do país". "Vamos completar em poucos meses o que falta da Norte-Sul, que começou a ser construída há mais de três décadas", prometeu. "Este trecho vai ser construído por quem tem interesse em atender o cliente, e não em ganhar dinheiro na obra."

 

Interligação - Também presente, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, lembrou que a obra foi primeiro pensada durante o reinado de Dom Pedro II e iniciada durante o governo José Sarney, há 30 anos. "Essa é a ferrovia que vai interligar o Brasil. Vai ser a grande espinha dorsal ferroviária. É o início de uma mudança, de uma transformação que vai atingir o nosso setor de transportes", disse o ministro. "Nós vamos mudar a matriz de transporte brasileira. Essa ferrovia se agrega a outros tantos empreendimentos que estão em curso dentro de uma estratégia ferroviária muito sólida, muito pensada." (Valor Econômico)

TRANSPORTE DE CARGAS: Governo propõe derrubar obrigação de tabela do frete

 

transporte cargas 01 08 2019Às vésperas do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governo costura um acordo com caminhoneiros e embarcadores para transformar a tabela de frete em referencial, apurou o Valor. Para tal, o governo estuda encaminhar ao Congresso uma medida provisória alterando a Lei do Frete Mínimo ou apoiar uma emenda à MP da Liberdade Econômica, que já se encontra no plenário da Câmara.

 

Proposta - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, já propôs a solução tanto às empresas contratantes de frete, que sempre defenderam a ideia de uma tabela de referência, quanto aos transportadores autônomos, que nunca receberam bem a proposta no passado. Caso as partes

concordem, a tabela de frete deixaria de ser obrigatória e passaria a ser facultativa, abrindo margem para que não se cumpra a tabela na prática e voltem as negociações no âmbito do livre mercado.

 

Republicação - Ao mesmo tempo, ainda que passe a ser apenas uma referência, Freitas promete republicar a tabela da Esalq – suspensa após decisão colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - com o adicional de uma "taxa de lucro", a ser cobrada por rota e setor econômico. Ele apresentou a alternativa na semana passada.

 

Mesas de negociações - Pela proposta de Tarcísio, que também já tratou do tema com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, embarcadores e caminhoneiros formariam mesas de negociação para definir esses preços, num acordo privado que só entraria em vigor após a sanção da lei sobre a tabela de referência. Até agora, porém, nenhum dos dois ainda respondeu ao ministro.

 

Alternativa - Ao mesmo tempo, o relator das três ações contra o tabelamento no STF, o ministro Luiz Fux, também já vem costurando a alternativa da tabela referencial, numa solução que não desagrade o empresariado nem azede a relação do governo com os caminhoneiros, em meio aos riscos de novas greves como as que afetaram o país no ano passado.

 

Congresso - Mesmo porque, ainda que Freitas obtenha um acordo entre transportadores e embarcadores, pode ser que o Congresso não consiga votar a tempo uma proposta de lei antes do Supremo julgar o assunto, avaliam fontes que acompanham a questão.

 

Explicação - Em 2018, lideranças de caminhoneiros autônomos, transportadoras e empresas contratantes de frete puderam explicar seus motivos pessoalmente ao ministro Fux durante uma audiência pública realizada diante da sensibilidade do assunto. À época, a ideia de uma tabela de referência também já vinha sendo defendida junto a Fux e também chegou a ser apresentada por meio de diversas emendas parlamentares no Congresso, apoiadas pelo setor empresarial.

 

Argumentos - Alçado ao posto de principal articulador da corte com o Planalto, Fux tem buscado ouvir todos os argumentos. O Supremo retoma suas atividades hoje, mas antes do recesso, porém, ele já havia marcado para o próximo dia 4 de setembro o julgamento sobre a constitucionalidade da tabela. A iniciativa de Fux foi vista como "prazo final" para que as articulações fora do Judiciário ganhassem corpo.

Interlocutores da corte apontam, porém, que o relator está pronto para votar e pretende, durante o julgamento, ouvir os pontos de vista dos outros pares a fim de chegar a um "voto médio", numa solução intermediária para o impasse.

 

Avaliação - Internamente, a avaliação feita é de que o relator vote pela inconstitucionalidade da vinculação da tabela, tornando-a referencial - um pedido que já existe em duas das três ações diretas de inconstitucionalidade contra a tabela. A ideia ganha força diante do apelo de que, ao considerar constitucional a tabela, a corte crie um precedente para a volta dos tabelamentos de preço que assombraram a economia brasileira na década de 1980.

 

Indicativo - Ao acionarem o STF, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) defenderam, em suas petições iniciais, que o tabelamento de preços tem apenas caráter indicativo ao setor privado, retirando sua força vinculante. (Valor Econômico)

CAGED: Junho de 2019 tem saldo positivo de empregos no Paraná

caged 01 08 2019Após cinco anos seguidos de resultados negativos no mês de junho, neste ano o mercado de trabalho do Paraná fechou o mês com saldo positivo, com 158 contratações, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged), do Ministério da Economia. Contribuíram para este resultado algumas ações do Governo do Estado.

 

Sazonalidade - Tradicionalmente o mês de junho não gera grandes expectativas em termos de contratações, explica a economista do Departamento do Trabalho da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, o que torna os números deste ano ainda mais importantes. “O Paraná é um estado agrícola e por uma questão de sazonalidade já se espera um resultado mais modesto em junho, devido à entressafra. No ano passado, por exemplo, o resultado foi negativo em mais de seis mil postos de trabalho em junho. Então, o resultado desse ano pode ser considerado excepcional”, afirma ela.

 

Empresas e qualificação - O secretário da Justiça, Família e Trabalho Ney Leprevost lembra que, só de janeiro a maio, o Estado havia atraído R$ 12,5 bilhões em investimentos privados e aberto 105.130 empresas. “Por outra via, estamos investindo forte em qualificação profissional, oferecendo ferramentas para que os paranaenses possam também ter condições de aumentar a renda”, disse o secretário.

 

Aproximação - Ele destaca, ainda, que por orientação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho passou a atuar proativamente na intermediação de vagas, aproximando-se das empresas. “Estamos qualificando o atendimento nas Agências do Trabalhador e ajudando os paranaenses a se colocarem mais rapidamente no mercado”, diz Leprevost.

 

Sete anos - Confira o saldo de empregos formais no Paraná no mês de junho em sete anos

JUNHO/2019 - 158

JUNHO/2018 (-6.609)

JUNHO/2017 (-3.561)

JUNHO/2016 (-7.130)

JUNHO/2015 (-8.893)

JUNHO/2014 (-2.952)

JUNHO/2013 - 5.257

(Agência de Notícias do Paraná)

INSTRUÇÃO NORMATIVA: Aberta consulta pública sobre descarte de carcaças e resíduos da pecuária

 

instrucao normativa 01 08 2019Já está disponível para consulta pública o projeto de Instrução Normativa que visa estabelecer regras sobre o recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária. Interessados em opinar sobre o tema podem enviar sugestões tecnicamente fundamentadas pelo Sistema de Monitoramento de Atos Normativos até 29 de agosto.

 

Sem regulamentação - Atualmente, não há legislação específica que atenda aos aspectos sanitários, ambientais, econômicos e imponha regras e fiscalize esse descarte. Na ausência do regulamento, é comum produtores utilizarem técnica de compostagem, indicada pela Embrapa.

 

Demanda - Segundo Carlos Fonseca, coordenador de qualidade regulatória do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, “existe demanda dos pecuaristas para resolver o tema, porque há acúmulo de resíduos nas propriedades. Há preocupação ambiental e sanitária, porque podem ser animais que morreram em virtude de alguma doença”.

 

Regras - O projeto de Instrução Normativa determina que, para encaminhar animais mortos a uma unidade de recebimento, transformação ou eliminação, a propriedade deve ter cadastro atualizado junto ao Sistema Veterinário Oficial (SVO).

 

Local específico - A exploração pecuária também deve ter um local específico para o recolhimento de cadáveres e resíduos da produção. O ambiente será de uso exclusivo para a finalidade e deverá atender a condições, como estar fora das áreas utilizadas para o manejo da produção animal, afastado das demais instalações da propriedade. “O que se busca é a destinação correta e recolhimento com segurança”, explica Carlos Fonseca.

 

Transporte - Já os veículos utilizados para o transporte desses animais deverão ser vedados, para que não ocorra derramamentos, contato indevido com a carga ou exalação de odores, sendo dotados de estruturas mecânicas capazes de facilitar o carregamento e descarregamento, a fim de minimizar contato dos operadores. Além disso, deverão ter os dizeres: “Uso exclusivo no transporte de animais mortos e resíduos”.

 

Unidades de recebimento - Para as unidades de recebimento, as regras incluem serem registrados no SVO, disporem de responsável técnico com formação em medicina veterinária e possuírem manual de condições e procedimentos higiênico-sanitários e operacionais implantados e disponíveis.

 

Controle oficial - O controle oficial do trânsito de animais mortos será feito por meio do Documento de Trânsito de Animais de Produção Mortos (DTAM).  A emissão poderá ser feita pelo local de procedência, pelos operadores do veículo transportador ou, ainda, pelo SVO.

 

Insumos - Os produtos que forem gerados no processo de transformação poderão ser utilizados como insumos na indústria química, de adubos, biodiesel, higiene e limpeza, entre outros. (Mapa)

INSUMOS AGRÍCOLAS: Fertilizantes passam a ter registro automático

 

insumos agricolas 01 08 2019Já está disponível no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) uma funcionalidade que permite o registro de deferimento automático de fertilizantes, corretivos e substratos para plantas, o que dará mais agilidade na interação da fiscalização federal com o setor produtivo. A nova ferramenta entrou em funcionamento na última sexta-feira (26/07).

 

Mais tempo - “Com a automação do serviço, os auditores fiscais federais agropecuários da área passam a ter maior disponibilidade de tempo para realizar fiscalizações e coletas de produtos, verificando a qualidade dos fertilizantes produzidos”, explica o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

 

Obrigações mantidas - Apesar do deferimento passar a ser automático, todas as obrigações legais para o registro de produtos estão mantidas. Desta forma, cabe ao produtor e ao importador de fertilizantes, corretivos e substratos para plantas, que representam mais de 90% dos produtos registrados, o controle para que a composição, garantias e parâmetros propostos estejam em acordo com os regulamentos e padrões vigentes.

 

Particularidades - Os produtos inoculantes, biofertilizantes e remineralizadores não entram no registro de deferimento automático, pois possuem particularidades que, no momento, não puderam ser atendidas pela nova sistemática.

 

Fiscalização - O Ministério fiscaliza estabelecimentos produtivos e produtos por meio das superintendências federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento nas unidades da Federação. Todos os estabelecimentos produtores, comerciantes, exportadores e importadores devem ser registrados no Mapa, assim como os produtos produzidos e importados. (Mapa)

PARANAGUÁ: Porto é referência no prêmio positivo de exportação

 

paranagua 01 08 2019O Porto de Paranaguá é referência no pagamento do “prêmio da soja”, uma remuneração extra para a entrega do grão para exportação. A eficiência do porto e a confiança do mercado na qualidade do produto exportado são essenciais para a formação dos preços e têm impacto direto no lucro dos produtores.

 

Indicador - No Brasil, o valor do prêmio pago pelos produtos embarcados no Porto de Paranaguá é um indicador que vale para todas as negociações no país. “Os prêmios têm reajustes positivos desde janeiro e seguem em alta. Além disso, os valores pagos no prêmio em Paranaguá são maiores que nos demais portos, como Santos e Rio Grande”, explica o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

 

Diferenciais - Entre os diferenciais do modelo paranaense está a preferência de atracação para navios que já tenham carga pronta para o embarque. Assim, o tempo de espera ou “lay time”, fica abaixo da média e reduz os custos de estadia do navio.

 

Corredor de Exportação - Além disso, o formato do Corredor de Exportação, com nove terminais interligados e operações simultâneas, acaba com as paradas operacionais para troca de terminal e permite mais margem de negociação dos exportadores.

 

Eficiência logística - Segundo Nilson Hanke, assessor técnico da Federação de Agricultura do Paraná, o prêmio positivo é considerado um indicativo de eficiência logística. “Quando as operações portuárias são rápidas, sem entraves, sem filas, o comprador paga este valor ao vendedor, pois entende que a carga chegará no prazo. Hoje o Porto de Paranaguá é reconhecido internacionalmente por esta qualidade nas operações”, destaca.

 

Campo - Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, indicam que das 16 milhões de toneladas de soja produzidos pelo Paraná, 68% já foram comercializadas, sendo 4,4 milhões de toneladas para exportação.

 

Tendência - “A previsão é exportar cerca de 8 milhões de toneladas até o final do ano. Por questões de mercado os produtores estão optando por segurar as vendas mas, com a recuperação das cotações nos últimos dias, a tendência é que o volume de negócios aumente”, diz o economista do Deral, Marcelo Garrido.

 

Como funciona - Para entender como a Portos do Paraná se destaca no mercado internacional é preciso saber como funciona esta vantagem:

 

O PREÇO: Os prêmios são pagos pelos compradores aos vendedores. O pagamento é negociado entre as tradings e os compradores internacionais. A base de cálculo é uma porcentagem da cotação de Chicago descontando os custos logísticos. Para chegar no valor que será pago, os importadores estimam os chamados preços CIF (Custo, Seguro e Frete) e vão deduzindo preços das diversas etapas do processo de comercialização.

 

OS CUSTOS: O prêmio leva em conta a origem e o destino do produto exportado, a qualidade, a oportunidade, o frete marítimo, a demanda, o câmbio e a eficiência do porto exportador. O preço do produto vai ser afetado ainda pelos custos com o transporte terrestre do produtor até o porto, o armazenamento, taxas portuárias e tempo de embarque.

 

INTERNACIONAL: O mercado monitora esses fatores e aplica esse prêmio à cotação da Bolsa de Chicago (CBOT). Se as condições são favoráveis no porto exportador o prêmio recebe ágio. Se forem desfavoráveis o prêmio será negativo, ou seja, com deságio. Com muita oferta de soja recém-colhida, os preços do frete tendem subir com força, enquanto os prêmios de exportação devem sofrer o inverso e ficar mais baixos. (Agência de Notícias do Paraná)

COMÉRCIO EXTERIOR: Brasil e Estados Unidos formalizam tratativas para acordo de livre-comércio

comercio exterior 01 08 2019Brasil e Estados Unidos oficializaram nesta quarta-feira (31/07) as tratativas para um acordo de livre-comércio. "O que era só um pensamento agora é o seguinte: já estamos oficialmente começando as negociações com os Estados Unidos", afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, após reunir-se com o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross.

 

Excelente - Antes, Ross havia estado com o presidente Jair Bolsonaro. "Foi excelente o encontro com ele. Falou do interesse dos EUA, está seguindo a linha que já conversei com [Donald] Trump lá atrás", disse o brasileiro. "Acho que nosso comércio, dois países que tem juntos mais de 500 milhões de habitantes, é muito fraco."

 

Elogios - Bolsonaro disse estar "cada vez mais apaixonado" por Trump, ao comentar os elogios do americano à indicação de seu filho Eduardo como embaixador nos EUA.

 

Alerta - Disse ainda que Ross o alertou para "armadilhas" no acordo Mercosul-União Europeia que possam inviabilizar o entendimento com os EUA. O brasileiro disse que deve haver preocupação. "A gente parte do princípio de que não há [armadilhas]."

 

Conversa - O que é visto nos bastidores como "dor de cotovelo" dos americanos em relação aos europeus foi amenizado por Guedes. Ele afirmou que, após décadas fora dos grandes acordos comerciais, o Brasil voltou a campo. "Negociamos com a União Europeia e agora os americanos querem uma conversa."

 

Compromisso - "Combinamos de nos engajar em ambas possibilidades: um acordo com tarifas, envolvendo o Mercosul, e um bilateral, sem envolver tarifas", disse o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo.

 

Cronograma - O secretário informou que, na condição de presidente temporário do Mercosul, o Brasil vai procurar os demais sócios (Argentina, Paraguai e Uruguai) para estabelecer um cronograma de diálogo com os EUA. "Mas não vamos deixar de negociar individualmente." Troyjo ressaltou que a intenção é trabalhar pelo objetivo mais ambicioso.

 

Momento favorável - O momento é favorável, explicou. Há um alinhamento entre Bolsonaro, Trump, e o presidente da Argentina, Mauricio Macri, a favor de um acordo. Além disso, a Casa Branca detém uma autorização do Congresso para negociar tarifas de comércio com blocos de países, chamado Trade Promotion Authority (TPA). Esse aval expira em junho de 2021.

 

Cautela - O Valor apurou que a cautela quanto ao alcance do acordo se deve a incertezas no campo político. Há eleições neste ano no país vizinho e em 2020 nos EUA.

 

Etanol - Guedes admitiu que há alguns "quiproquós" na relação entre Brasil e Estados Unidos. Por exemplo, o etanol. As usinas brasileiras, observou o ministro, podem produzir açúcar ou álcool. "A gente pode abrir para eles entrarem com o etanol, mas aí precisaremos colocar nosso açúcar lá", afirmou. "Está se falando em cota de açúcar e tudo isso."

 

Importação - Hoje, o Brasil importa 600 mil toneladas anuais de etanol com tarifa zero. A cota expira em setembro. Ainda não está definido se ela será prorrogada ou substituída.

 

Trigo - Outro ponto de tensão é o trigo. Em março passado, ficou acertada a abertura de uma cota de 750 mil toneladas por ano. A medida ainda não está implementada.

 

Questões menores - O ministro destacou que essas questões são menores, diante dos ganhos de um acordo abrangente. A relação com os EUA pode adquirir a dimensão de uma aliança estratégica.

 

Integração - Para além do comércio, o presidente americano fala em uma Organização do Tratado do Atlântico, em vez de Organização do Tratado do Atlântico Norte. Ross, por sua vez, destacou na conversa com Guedes outro exemplo de integração: a fusão de Boeing e Embraer.

 

Principal reivindicação - Pelo lado brasileiro, a principal reivindicação era o apoio dos EUA à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também na visita em março, o apoio foi prometido. (Valor Econômico)

PREÇO DE REFERÊNCIA: Receita e OCDE discutem novas regras para o comércio exterior

 

preco referencia 01 08 2019A Receita Federal e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) trabalharão no desenho de uma proposta de legislação e política de implementação para mudar as regras de preço de transferência no Brasil. Em recente diagnóstico, a organização identificou 30 divergências entre as regras brasileiras e os padrões da instituição e 27 delas geram risco de

dupla tributação.

 

Padronização - Além de ser um dos passos que o país precisa dar para ser membro da OCDE, essa padronização é importante para conferir maior previsibilidade aos negócios, reduzindo as chances de questionamentos. As regras de preço de transferência no Brasil são baseadas em margens de lucro predeterminadas. Elas são impostas às multinacionais para evitar o envio de lucro de empresas brasileiras às vinculadas no exterior em operações de importação e exportação - o que reduziria a base de cálculo do Imposto de Renda e CSLL.

 

Adoção - A OCDE quer a adoção pelo país de critérios que aproximem os preços de transferência dos efetivamente praticados pelo mercado. Como se a operação fosse realizada por empresas que não pertencem ao mesmo grupo econômico.

 

Queixa - A tributarista Raquel Novais, do Machado Meyer Advogados, afirma que o Brasil reclama de não ter condições de fiscalizar a aplicação de métodos baseados em sistemas complexos - como os que usam os preços reais. Mas, para ela, a OCDE poderia exigir do país a revisão das margens predeterminadas para se ajustarem ao preço justo de mercado. "O Brasil é a oitava economia do mundo. Não faz sentido estar fora da OCDE", diz.

 

Regras atuais - A Receita admite que a aplicação das regras atuais reduz a arrecadação quando a margem fixa de lucro usada para o cálculo dos tributos, em uma transação entre empresas vinculadas, é menor do que a rentabilidade de uma mesma operação realizada por empresas independentes. Contudo, acrescenta o órgão, uma alteração legal diminuiria a arrecadação hoje obtida nas transações cuja rentabilidade é menor do que a margem fixa.

 

Arrecadação - Também impactam de forma negativa a arrecadação do governo federal, segundo a Receita, as transações relacionadas a serviços. Isso porque não são avaliadas pelas regras de preço de transferência no Brasil.

 

Análise - De acordo com a advogada Ana Utumi, sócia do escritório Utumi Advogados, que participou de recente evento sobre o tema organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a Receita Federal e representantes do alto escalão da OCDE, sem uma análise de produto a produto, com base nas regras atuais, as empresas podem usar um preço muito diferente do mercado para o cálculo tributário. "Mas a OCDE reconhece as dificuldades de se implementar todas as mudanças necessárias de uma vez e sugere alterações aos poucos", afirma.

 

Integração - A CNI espera que a aproximação do país aos padrões internacionais, principalmente sobre preço de transferência, facilite a integração das empresas brasileiras a cadeias globais de valor. "Será mais comum que partes da industrialização, realizada em países diferentes, sejam feitas no Brasil", diz Romero Tavares, consultor da CNI.

 

Investimento - Por estimativa, se as normas tributárias brasileiras fossem adequadas aos padrões da OCDE, haveria impacto de mais 20% no investimento estrangeiro direto, segundo o consultor. "Hoje, a indústria deixa de ter capacidade produtiva utilizada quando prevê a possibilidade de bitributação", afirma.

 

Proposta - A proposta da CNI para preço de transferência seria a criação de um sistema misto, sem descartar a metodologia mais simples adotada pelo Brasil. "Atualmente há um contencioso relevante no Brasil sobre preço de transferência, que poderia até aumentar com uma nova legislação a respeito. Mas esse não seria o tipo de litígio que afugenta o capital estrangeiro", diz o consultor.

 

Outras medidas - Além de mudanças nas regras de preço de transferência, a OCDE aponta várias outras medidas para serem implementadas. "O Brasil, por exemplo, não aderiu ao acordo multilateral para a interpretação de tratados para evitar a bitributação e erosão da base de cálculo dos tributos", afirma a advogada Ana Utumi. Até 28 de junho, 89 países já faziam parte do "Multilateral Convention to Implement Tax Treaty Related Measures to Prevent Base Erosion and Profit Shifting (MLI)".

 

Sem critérios - Para Ana, a não adesão do Brasil ao acordo deixa o país sem critérios claros para classificar o uso abusivo dos tratados, o que faz o país perder atratividade. O uso abusivo acontece, por exemplo, quando uma empresa do Reino Unido (sem tratado) cria uma empresa na Holanda só para reduzir a tributação das operações com o Brasil, aproveitando-se do tratado entre Brasil e Holanda. "Assusta os estrangeiros a agressividade do Fisco em autuar, muitas vezes com multa qualificada de 150%, sem base nos mesmos critérios usados pelos países da OCDE", diz.

 

Atualização - Por meio de nota, a Receita afirma que o Brasil se comprometeu a atualizar seus 33 acordos em vigor para evitar a dupla tributação. "O país optou por renegociar seus tratados bilateralmente, em vez de assinar o MLI, e já assinou duas atualizações, com Argentina e Suécia, além de quatro novos acordos já no novo padrão, com Suíça, Cingapura, Emirados Árabes Unidos e Uruguai", diz o órgão por nota. (Valor Econômico)


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