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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4630 | 31 de Julho de 2019

COOPERJOVEM: Divulgados os vencedores do Prêmio de Redação de 2019

 

cooperjovem 31 07 2019“Por que o Programa Cooperjovem merece o Oscar da Educação?” Este foi o tema da edição deste ano do Prêmio de Redação do Cooperjovem, que contou com a participação de 20 cooperativas paranaenses parceiras do Programa. A lista dos alunos vencedores foi divulgada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) na tarde desta terça-feira (30/07). Ao todo, foram 56 redações inscritas na primeira categoria (alunos matriculados no 4° e 5° ano do ensino fundamental) e 18 redações na segunda categoria (alunos matriculados do 6° e 9° ano do ensino fundamental). 

 

Entrega - “A entrega dos prêmios aos três alunos vencedores de cada categoria será realizada nos dias 4 e 5 de setembro no Sesc Caiobá, com uma programação especial para alunos e professores”, informa a analista técnico do Sescoop/PR, Fabianne Ratzke. “Lembramos que não há 1°, 2° ou 3° lugares. Os seis alunos foram classificados por ter as melhores redações e todos os participantes podem ser considerados vencedores”, acrescenta.

 

Finalistas - Na categoria 1, as cooperativas vencedoras são: Sicoob Metropolitano, Cocari e Frísia. Na categoria 2: Agrária, Coopermundi e Agrária.

 

Tema - Fizeram parte da comissão julgadora os profissionais do Sistema Ocepar: Leandro Roberto Macioski (Gecoop), Sandra de Souza Schmidt (Gecoop), Rodrigo Gandara Donini (Gecoop), Daniele Cristiane Radulski Reginatto (Auditoria) e Edite Viana dos Santos Alves (Comunicação).

 

VENCEDORES

 

Primeira categoria

Vinicius Assunção Siviero – Sicoob Metropolitano

Emily Ferrari de Oliveira – Cocari

Any Vitória Pena Farias – Frísia

 

Segunda categoria

Júlia Nauy – Agrária 

Inácio Perondi Hank – Coopermundi

Isabela Donato Vidal – Agrária

SICREDI I: Premiada internacionalmente por crescimento no cooperativismo de crédito

sicredi I 31 07 2019O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, recebeu o prêmio Growth Award durante a Conferência Mundial do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, na tradução da sigla em inglês), na segunda-feira (29/07), em Nassau, nas Bahamas. A premiação, conferida pela entidade internacional em reconhecimento ao crescimento do Sicredi no segmento de cooperativismo de crédito, foi entregue durante a Assembleia Geral Anual do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito.

Relevância - Após receber o prêmio de Steven Stapp e Brian Branch, respectivamente presidente e Ceo do Woccu, o presidente da SicrediPar, da Central PR/SP/RJ e conselheiro do Woccu, Manfred Alfonso Dasenbrock, destacou a relevância da honraria. “Este é um prêmio a todos os presidentes das cooperativas que integram o Sicredi, assim como a todos os colaboradores e associados, que, diariamente, trabalham em suas regiões para que a nossa instituição siga tendo um crescimento continuo e sustentável”, ressalta Dasenbrock. 

Números - Recentemente, o Sicredi ultrapassou a marca de quatro milhões de associados e já conta com mais de 26 mil colaboradores e mais de 1.700 agências em mais de 1300 cidades brasileiras.

Future Forum - Além receber o prêmio Growth Award nesta terça-feira (30/07), o Sicredi também participou da programação do Future Forum, uma agenda da Conferência Mundial do Woccu que reúne lideranças das principais cooperativas de crédito do mundo. Na ocasião, o Sicredi debateu temas como “Liderança Estratégica”, “Tecnologia e Desenvolvimento”, “Remuneração das Lideranças” e “Marcas Sistêmicas e Campanhas Publicitárias”, liderados por João Tavares, presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi. O executivo apresentou o modelo de marca única da instituição cooperativa, também dividindo com os participantes a estratégias d e campanhas nacionais de posicionamento institucional, somadas a ações de comunicação regionais e locais.

Entendimento - “Na busca por gerar entendimento sobre os benefícios do cooperativismo de crédito e do Sicredi, procuramos unir forças para fazermos juntos a diferença com mensagens unificadas, mas respeitando a autonomia para que as cooperativas utilizem, por exemplo, a linguagem regional para se comunicar de uma maneira próxima com os associados. Foi uma oportunidade extraordinária de mostrar a executivos de grandes cooperativas do mundo os pilares de governança estruturada, responsabilidade solidária, padrões operacionais e respeito às decisões estratégicas, que são o que sustenta nossa marca. Recebemos feedbacks de que o modelo do Sicredi é algo a ser seguido mundialmente, o que nos deixa muito orgulhosos”, resumiu Tavares.

Participantes - Também participaram dos debates, que têm como dinâmica a rotatividade dos presentes entre os grupos de discussões temáticas, a vice-presidente da Cooperativa Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, Angelita Cadona; Wellington Ferreira, presidente da Cooperativa Sicredi União PR/SP; Domingos Sousa, vice-presidente da Cooperativa Sicredi Celeiro MT e Jaime Basso, presidente da Cooperativa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP. Os dirigentes puderam dividir os exemplos das suas cooperativas e do Sicredi de maneira geral, além de conhecerem o trabalho de cooperativistas de países como Estados Unidos, Canadá, Colômbia a Austrália.

Apoio - As inscrições da delegação do Sicredi na Conferência Mundial do Woccu contaram com o apoio do Sescoop.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI II: Instituição cooperativa isenta planos de previdência privada da taxa de carregamento

 

sicredi 31 07 2019Ainda em discussão no Congresso, a possível aprovação de uma Reforma da Previdência – que pode tornar mais duras as regras para a aposentadoria – já está fazendo com que muitas pessoas passem a planejar seu futuro de forma diferente. Um dos caminhos buscados é justamente o de realizar aplicações em produtos financeiros como a previdência privada. Por esse motivo, desde o início de julho, o Sicredi isentou a taxa de carregamento dos planos pessoa física de previdência privada, independentemente de serem o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

 

Fundos - Os associados com reservas nos fundos Sicredi Seleto Juros, Sicredi Reserva, Sicredi Valor Inflação, Sicredi Essencial Composto e Sicredi Valor Composto, independentemente da data de adesão aos planos, também serão beneficiados pela isenção da taxa, já a partir deste mês. 

 

Reforma - “Sabemos que, com a possibilidade de uma reforma da previdência, muitas pessoas passaram a pensar nesse tipo de solução financeira. Por isso, tornamos ainda mais atrativo o nosso produto, que pode dar mais segurança para o futuro de nossos cooperados”, diz a gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adriana Zandoná França.

 

Modalidades - Algumas modalidades contavam com taxa de 0,5% para o carregamento de entrada e de até 3% para o de saída. A partir de agora, qualquer valor acima de R$ 50 destinado às previdências privadas não terá incidência de taxas aos associados da instituição financeira cooperativa. 

 

Compromisso - “Temos um compromisso de oferecer um portfólio de produtos adequados aos nossos associados. A previdência privada permite o planejamento para o futuro e também contribui na fidelização dos cooperados, especialmente em um momento no qual a aposentadoria pela previdência pública caminha para se tornar mais complexa”, ressalta Adriana.

 

Crescimento - De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar, 13,1 milhões de brasileiros – aproximadamente 6,2% do total da população e 14,3% dos brasileiros com ocupação no mercado de trabalho – aplicam recursos nesta modalidade. As reservas desse tipo de solução financeira cresceram 10% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, atingindo R$ 857,9 bilhões.

 

Soma - Nos primeiros três meses, as contribuições somaram R$ 26,3 bilhões – aumento de 3,5% frente aos R$ 25,4 bilhões do mesmo período de 2018. A modalidade mais buscada é a individual, que respondeu por R$ 23,1 bilhões das contribuições registradas neste início de 2019. O produto mais buscado pelos brasileiros é o VGBL, com R$ 23,8 bilhões, enquanto o PGBL soma R$ 2,2 bilhões.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

PRIMATO: Vencedora na categoria Varejo do Prêmio Quem é Quem 2019

primato 31 07 2019O Prêmio Quem é Quem celebrou por mais um ano o trabalho de milhares de famílias cooperadas do sul do país. A premiação foi o ponto alto na abertura oficial da AveSui EuroTier South America 2019, ocorrida no dia 23 de julho, em Medianeira, oeste do Paraná. No total, a premiação reconheceu os vencedores de 12 categorias a partir da votação de integrantes do setor e a avaliação de especialistas no agronegócio.

Evento - O evento é organizado pela Gessulli Agribusiness e contou com a presença dos presidentes de cooperativas, visitantes presentes e autoridades como o governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior. “As cooperativas e os produtores paranaenses são protagonistas e serão cada vez mais já que a grande demanda do planeta vai ser por comida. O governo do estado tem a função de fomentar isso e uma feira como esta é fundamental para isso. De nossa parte, também, estamos empenhando todo o esforço para também termos o Paraná como livre de aftosa sem vacinação. Viva o cooperativismo”, exaltou.

Espaço - O AveSui EuroTier 2019 contou com um espaço de exposições 40% maior do que no ano anterior e a expectativa de público superada. Foram mais de 40 palestras técnicas, 150 expositores e outras atrações como o Espaço Digital Farming.A abertura oficial do evento foi encerrada com a entrega dos troféus das 12 categorias pelos representantes da AveSui, Ricardo Gessuli, pelo governador Ratinho Júnior, Alexandre Rosa da Agroceres PIC e Rinus Donkers da De Heus.

Prêmio Quem é Quem - Foram 12 categorias no Prêmio Quem é Quem 2019: Categoria econômico-financeiro, responsabilidade social, responsabilidade ambiental, sustentabilidade, assistência técnica, gestão operacional agroindústria, melhor cooperado aves, melhor cooperado suínos, mulher cooperada, inovação, varejo, biomassa e bioenergia.

Primato - A Primato Cooperativa Agroindustrial, com sede em Toledo (PR), foi a vencedora na categoria varejo, com embalagens de corte de frangos. “Sem dúvida, é um momento muito especial para todos nós da Primato, afinal, este é um projeto baseado na intercooperação entre pessoas e cooperativas”, enalteceu o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, que complementou, “além da importância do reconhecimento das iniciativas que são desenvolvidas, um evento onde reúne as principais cooperativas e empresas do segmento, é uma honra e um grande incentivo para continuarmos investindo em qualificação, infraestrutura, tecnologia, capacitação de colaboradores e cooperados, para que a evolução seja uma constante”.

Parceria - A linha de cortes de frango congelados é uma parceria inédita de intercooperação entre a Primato e a Coopavel, que teve início em novembro de 2018 e foi lançada em março deste ano. “Cada cooperativa faz aquilo que tem de melhor. A Coopavel, com o abate e industrialização, e a Primato, com a marca e a comercialização em nossa rede de supermercados. Estamos tendo excelentes resultados e aceitação pelo público, algo que certifica a parceria”, enfatizou o encarregado de marketing e comunicação da Primato, Thiago Renner. “Ser contemplado com este prêmio nos dá a certeza que o trabalho está no caminho certo e queremos agradecer a todos os envolvidos no projeto, afinal, essa é uma vitória da intercooperação”, complementou. (Imprensa Primato)

VENCEDORES

Econômico-financeiro
– Frimesa

Responsabilidade social
– Languiru

Responsabilidade ambiental
– C.Vale

Sustentabilidade
– C.Vale

Assistência técnica
– Bruno Alves da Luz (C.Vale)

Gestão operacional agroindústria
– Antonio Alexandre Wanzuit Junior (Aurora)

Melhor cooperado – Aves
– Roque Besen (Lar)

Melhor cooperado – Suínos
– Luciano Miotto (C.Vale)

Mulher cooperada
– Eleane Hartmann Knaul (Copagril)

Inovação
– Lar

Varejo
– Primato

Biomassa e Bioenergia
– Lar

 

SOJA: Guerra comercial consolida Brasil como maior exportador mundial do grão

 

soja 31 07 2019A disputa comercial entre Estados Unidos e China parece estar refletindo nas estatísticas de exportações agrícolas no mundo. Um relatório publicado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) revelou que o Brasil se consolidou na liderança global de exportações de soja. O país foi responsável, em 2018, por 56% das vendas externas da oleaginosa no planeta – 29% de aumento em relação a 2017.

 

EUA - Por outro lado, os EUA, segundo colocado, responderam por 29% das exportações mundiais de soja no ano passado, cerca de 20% a menos do que em 2017. Outros destaques foram o Paraguai, que cresceu 3% de um ano para o outro, chegando a 4% de participação global, e o Canadá, com os mesmos 4%, mas com um aumento de 14% em um ano.

 

Participação - A participação da soja na pauta de commodities agrícolas subiu de 2,6% (2008) para 3,3% em 2018, totalizando US$ 60 bilhões comercializados – acréscimo de US$ 35 bilhões em dez anos. De acordo com o relatório da OMC, as exportações de soja cresceram mais do que a média mundial dos outros produtos agrícolas (3,1% ao ano, em média). Por outro lado, os preços do grão despencaram 24% na última década.(Gazeta do Povo)

PISCICULTURA: International Fish Congress Brasil divulga programação oficial

 

piscicultura 31 07 2019 A comissão organizadora divulga a programação oficial do Internacional Fish Congress com mais de 30 conferencistas de 12 países. O maior evento da cadeia de pescados será realizado de 17 a 19 de setembro, no Centro de Eventos Maestra, no Recanto Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

 

Cadeia produtiva - O evento reunirá todos os elos da cadeia produtiva em um só tempo e lugar com Congresso Internacional, Feira de Negócios Fish Expo Brasil, que já tem a presença confirmada das principais empresas de equipamentos, nutrição, sanidade e industrialização do pescado. A feira de negócios será realizada nos dias 18 e 19 de setembro, das 14h às 22h. com exposição de tecnologias e conhecimento por empresas e instituições públicas. Ainda nos dias 18 e 19 o evento apresenta o Espaço Áqua 4.0, para startups agro mostrarem suas soluções. 

 

Tecnologias - O ex-ministro da Pesca e Presidente do International Fish Congress, Altemir Gregolin, destaca que “A feira de negócios apresentará o que temos de melhor em termos de tecnologias no mercado. E o Espaço Aqua 4.0 pretende dar visibilidade para as inovações que estão sendo desenvolvidas no marco da revolução informacional e que serão determinantes para a competitividade do setor de pescados no próximo período"

 

Temas relevantes - Com a presença de conferencistas nacionais e internacionais, o IFC Brasil discute temas relevantes para a cadeia produtiva do pescado. Buscará respostas aos desafios do desenvolvimento, sejam eles relacionados a questões de estratégia, de políticas públicas, de ação dos agentes da cadeia, de tecnologias, etc.

 

Rumos e oportunidades - Eliana Panty, diretora executiva do IFC & FEB, complementa que este é o primeiro evento que reúne toda a cadeia do pescado para discutir os rumos e oportunidades do setor “Temos na programação painéis que vão discutir assuntos de interesse de toda a cadeia do pescado, com a presença de conferencistas de pelo menos 10 países, uma oportunidade de unir os interesses e traçar estratégias conjuntas para o Brasil cumprir a meta se ocupar um posto mais alto entre os players globais, como já faz com a carne bovina, de frango e suína”.

 

Abertura e palestra magna - O credenciamento abre na terça-feira, 17 de setembro, às 14h. A solenidade de abertura do IFC Brasil está marcada para às 18h. Às 19h30min, José Graziano da Silva, Diretor Geral da FAO, ministra a Palestra Magna com o tema: Estado atual e tendências em relação à produção, consumo e comércio mundial de pescados. E o Futuro do acordo reitor dos portos.

 

Congresso  Internacional - Na quarta-feira, 18 de setembro, serão discutidos temas de caráter conjuntural e estratégico para a cadeia de pescados. Também serão realizadas apresentações de trabalhos científicos das universidades: Unila, Unioeste, UFPR, UFFS e IFPR. Confira os temas apresentados:

- Desenvolvimento e estratégias de mercado dos grandes produtores mundiais de pescados - Nils Martin Gunneng, Embaixador da Noruega; Carlos Wurman – M. Sc. Economics, Hull University, Reino Unido. Wurman é Presidente Executivo do Programa Estratégico do Salmon, Chile e consultor sobre mercados mundiais futuros;

- Tendências em relação ao consumo de pescados e as mudanças no processo produtivo: sustentabilidade, rastreabilidade e certificação - FAO e Carrefour;

- Das águas à mesa do consumidor – Como tornar a cadeia competitiva e sustentável! Copacol e Bom Peixe;

- Estratégias e Políticas para transformar o Brasil em um grande player mundial de pescados - Jorge Seif Junior - Secretário Nacional de Aquicultura e Pesca - MAPA; Eduardo Lobo – Presidente da ABIPESCA; Francisco Medeiros – Presidente Executivo da PEIXEBR; Jorge Neves – Presidente do Sindipi; Eduardo Ono – Presidente do Comitê de Aquicultura da CNA e Itamar Rocha da ABCC;

- Exportar para ampliar o mercado - oportunidades e estratégias para o Brasil - APEX - Brasil;

- A competitividade da tilápia no mercado nacional e internacional - Nícolas Landolt – Sócio e CEO da Empresa Tilabrás e Geneseas;

- Peixes Amazônicos - As oportunidades para o Brasil no mercado mundial - Gustavo Sakata – Empresário, Piscicultor e Exportador de Pirarucu para os EUA e membro da Sociedade Nacional de Aquicultura, Peru.

 

Seminário Internacional de Aquicultura - Na quinta-feira, 19 de setembro, a programação científica abre às 8h e encerra às 18h com os seguintes temas:

- Evoluções na indústria de proteína animal: os caminhos para a indústria de tilápia no Brasil - Fernando Bocabello - DSM;

- A Revolução Informacional e a Aquicultura 4.0. Estamos preparados? - Felipe Matias, Engenheiro de Pesca, Mestre em Aquicultura e Sustentabilidade, Dr em Biotecnologia em Recursos Pesqueiros;

- Tendências e Inovações em rações para peixes - Spencer Lawson - Manager, U P & C Technology at Wenger Manufacturing – EUA; 

- Tilápia Season: Ajustando o conteúdo da ração e o arraçoamento conforme a sazonalidade - Frederic Baron – França – Grupo NEOVIA; 

- Nutrição de alta performance em produções intensivas - Giovanni Sampaio – Instituto de Pesca de SP;

- “Nutrição de precisão: Como aproveitar ao máximo o alimento ingerido, aumentando a eficiência e poluindo menos o meio ambiente - João Manoel Cordeiro Alves – Aquafeed Product Manager – Grupo Guabi;

- O uso de aditivos e seus resultados zootécnicos - Wilson Boscollo - Professor e Pesquisador da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE;

- Sanidade nutricional e qualidade da água na piscicultura: O uso de aditivos e biorremediadores como estratégia para aumentar a imunidade e alcançar melhores resultados econômicos - José Luiz Mouriño – Professor e Pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina;

- Uma Nova Era no melhoramento genético da tilápia – seguiremos o caminho do frango?”, por Diones Bender Almeida, diretor de melhoramento genético da Genomar Genetics Latino América, Mestre e Doutor em Zootecnia. Desenvolve programa exclusivo de genética de tilápia para a Aquabel em parceria com a Aquagen e Genomar;

- Pesquisa, desenvolvimento e inovações em aquicultura: Prioridades e investimentos da Embrapa Pesca e Aquicultura - . Alexandre Freitas - Diretor Geral da Embrapa Pesca e Aquicultura;Tendências da produção de tilápia em tanques-redes - Eduardo Yamashita – Gerente Técnico Latam Áqua - DSM;;

- O uso de ácidos orgânicos no controle de gram negativos (foco em Francisela) e óleos essenciais no controle de gram positivos (foco em estreptococos) - Dr. Benedict Standen – Áustria;

- Biossegurança na aquicultura – A urgência de medidas para evitar riscos à atividade - MAPA

- Vacinas e questões sanitárias na aquicultura - Rodrigo Zanollo – Gerente Aquacultura - MSD;

- Vacinas autógenas na aquicultura: Ferramenta para a gestão dos desafios sanitários emergentes no Brasil - Santiago Benites de Pádua – Médico Veterinário, Mestre em Aquicultura, pesquisador e gerente de produtos Aqua do Laboratório Biovet Vaxxinova;

- Medidas de controle de off flaver na produção de peixes cultivados - Dr. Gianmarco Silva David – Pesquisador do Instituto de Pesca de São Paulo;

- Manejo de efluentes na aquicultura - Anderson Codebela – Professor e Pesquisador do Instituto Federal do Paraná;

- O cultivo de camarões no interior do Brasil: uma nova alternativa econômica - Geraldo Fóes – Professor e Pesquisador da Universidade Federal de Rio Grande -FURG;

- Produção do Peixe Panga no Brasil: Indicadores de resultados e viabilidade econômica - Martinho Carlos Colpani Filho – ABCPanga;

- Sistema IMMERSUS de controle de arraçoamento - Wagner Camis – Zootecnista, Piscicultura Água Pura - SP;

- O desenvolvimento da maricultura no Brasil: avanços e desafios tecnológicos, econômicos e de regulamentação - Gilberto Manzoni – Professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí – Univale;

- Case de sucesso em sistema de produção e manejo de tambaqui em células - Experiências: Jenner de Menezes – Engenheiro de Pesca e Piscicultor - Biofish/RO;

- Case de sucesso em sistema de produção e Manejo de tilápia;

 

Seminário Internacional de Pesca - A Programação já está definida, apenas aguardando a confirmação de todos os conferencistas para ser divulgada.

 

Público - O Internacional Fish Congress é voltado para empresários, aquicultores, pescadores, armadores de pesca, agentes do mercado, prestadores de serviços, fornecedores, dirigentes, profissionais do setor e formadores de opinião. A programação científica do evento foi construída com a colaboração das entidades do setor, Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca, empresas e profissionais do setor.

 

Inscrições - As inscrições estão abertas com os seguintes valores: até 30 de julho R$ 300,00 para profissionais e R$ 150,00 para estudantes; de 31 de julho a 05 de setembro, R$ 350,00 para profissionais e R$ 175,00 para estudantes; a partir de 06 de setembro e durante o evento, R$ 450,00 para profissionais e R$ 225,00 para estudantes. As inscrições devem ser realizadas pelo site: https://ifc.quemvai.com.br/ 

 

Sobre o International Fish Congress - Com o lema “Das águas ao consumo”  o evento tem o apoio das principais entidades do setor Aquabio - Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática, Ocepar - Organização das Cooperativas do Paraná, Abipesca – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR - Associação Brasileira da Piscicultura, Sindipi – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, Abrapes – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/Senar e Abras – Associação Brasileira de Supermercadistas.

 

Apoio - As discussões têm o apoio da FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e Mapa, por meio da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, Adapar e Emater. O evento tem ainda o apoio científico da Unila, Unioeste, UFFS, Univali e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

SERVIÇO

International Fish Congress e Fish Expo Brasil

Quando: 17 a 19 de setembro

Onde: Centro de Eventos Maestra, Cataratas Resort, Foz do Iguaçu, Paraná

Saiba mais: http://www.internationalfishcongress.com.br/inicial

ENERGIAS RENOVÁVEIS: Chapecó receberá o 2º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano

 

energias renovaveis 31 07 2019A cidade de Chapecó (SC) é o destino da segunda edição do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que acontece de 4 a 6 de setembro de 2019, no Salão Nobre da Unochapecó - Universidade Comunitária da Região de Chapecó. O evento desembarca em um dos polos agroindustriais do Sul do Brasil, cidade com prestígio internacional no agronegócio. O Fórum objetiva contribuir para o desenvolvimento da cadeia de biogás e biometano nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, como também em todo o País, por meio de um espaço que oportuniza a discussão sobre a produção e o uso do biogás como fonte de energia e, especialmente, sobre o potencial de desenvolvimento desse setor frente às barreiras existentes.

 

Desenvolvimento - Segundo o coordenador-geral do Fórum, Clóvis Leopoldo Reichert, está sendo preparado um evento para apoiar o desenvolvimento da cadeia do biogás e facilitar o contato entre os atores desse setor, gerando negócios e projetos. Profissionais de várias partes do País estarão mais uma vez reunidos para participar de painéis, debates, apresentação de cases e visitas técnicas que integram a programação, possibilitando a discussão sobre políticas públicas, inovação, tecnologias, processos e panorama setorial de oportunidades. O Fórum também contará com o Espaço Biogás de Negócios, um ambiente para que empresas e entidades possam divulgar produtos e serviços, ampliar networking, firmar parcerias e realizar negócios.

 

Continuidade - O evento, que nasceu como Fórum Estadual em 2017, em Caxias do Sul (RS), dará continuidade aos assuntos tratados no 1º Fórum Sul Brasileiro, realizado em junho de 2018, em Foz do Iguaçu (PR). “Ao longo desses três anos, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento setorial do biogás e do biometano nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, como também em todo o País, a consolidação do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano tem acompanhado a evolução de novas oportunidades setoriais. Chapecó abriga as principais empresas processadoras e exportadoras brasileiras de carne suína, aves e derivados, com grande potencial de geração de biogás. Com seu polo universitário, infraestrutura, meios de hospedagem, gastronomia e com o apoio da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia, e da UnoChapecó, a capital do oeste catarinense é endereço estratégico para o evento”, destaca Clóvis Leopoldo Reichert.

 

Programação - No dia 4 de setembro, após a solenidade de abertura, prevista para as 9h, se iniciam as atividades do Fórum. Às 9h40, o Painel 01 debaterá ‘Políticas Públicas’, em que será abordado o marco legal para o biogás e o biometano como base para discutir o papel e as oportunidades do biogás na matriz energética brasileira. A partir das 14h, o Painel 02 tratará de ‘Inovação’. Nesse debate, serão tratados os impactos das tecnologias em permanente transformação e modelos de negócios inovadores.

 

Segundo dia - No dia 5 de setembro, os trabalhos começam às 8h30, com o Painel 03 ‘Tecnologias e processos’, e serão abordados temas como a otimização de processos, a transferência de tecnologias e a pesquisa aplicada à estruturação da cadeia industrial do biogás e do biometano.  Às 15h, o Painel 04 dará ênfase ao ‘Panorama setorial de oportunidades’, em que serão debatidas as iniciativas que já vêm sendo realizadas em diversas frentes (instituições públicas, sistema educacional, mercado). Após a apresentação de cada painel, haverá espaço para debates.

 

Interação direta - Ao longo dos dois dias haverá interação direta entre atores do setor energético, investidores, empresas fornecedoras de tecnologias e os usuários deste combustível renovável que é o biogás. A articulação ocorre por meio da apresentação de cases, distribuídos em meio à programação dos painéis e no Espaço Biogás de Negócios, local em que serão apresentadas as novidades tecnológicas do setor e, também, ocorre ´matchmaking´, propiciando novas ideias, projetos e negócios.

 

Visitas técnicas - O terceiro e último dia, 6 de setembro, será destinado às visitas técnicas. Os participantes do Fórum poderão escolher duas opções de roteiro:

 

Primeiro roteiro - O Roteiro 01 terá como destinos a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Industriais (Cetric), em Chapecó (SC), e Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia (SC).  Na Cetric, os participantes conhecerão a experiência da empresa no aproveitamento do biogás produzido pelo lixiviado do aterro industrial para a secagem de lodo. Na Embrapa, será conhecida a unidade BiogásFORT, planta piloto onde o biogás de dejetos de suínos é convertido em biometano para uso veicular.

 

Segundo roteiro - No Roteiro 02, será visitado o Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (Sistrates), na Granja São Roque, em Videira (SC). Os visitantes conhecerão uma alternativa de geração de energia elétrica a partir do biogás conciliada ao tratamento de efluentes para atender padrões de lançamento conforme Conama 430. A visita também contempla um momento de descontração na Cervejaria Bierbaum, em Treze Tílias (SC). As vagas são limitadas.

 

Programação - Veja a programação e os palestrantes do Fórum aqui.

 

Inscrições para o Fórum - Até o dia 1º de agosto, as inscrições para profissionais, professores e empresários terão o investimento de R$ 230,00. Já para inscrições no período de 2 de agosto a 4 de setembro, o valor passa a ser R$ 280,00. As visitas técnicas são exclusivas para os participantes inscritos no Fórum nos dias 4 e 5 de setembro. O investimento para o roteiro 1 é de R$ 130,00 e para o roteiro 2 é de R$ 150,00. Faça sua inscrições aqui.

 

Realização - A realização do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano é do Arranjo Produtivo Local Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha (APL MMeA), do Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CIBiogás), do Instituto SENAI de Tecnologia em Petróleo, Gás e Energia (IST PGE), da Embrapa Suínos e Aves e da Universidade de Caxias do Sul (UCS)/TecnoUCS. A correalização é da Unochapecó/Parque Científico e Tecnológico Chapecó@.

 

Patrocínio e apoio - O evento tem patrocínio Prata do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e patrocínio Bronze da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS). O apoio é da Abiogás, Governo do RS, Fiesc, Fiergs, Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina, Sistema Ocergs Sescoop/RS, Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera), Low Carbon Business Action Brazil, Unido, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e Chapecó e Região Convention& Visitors Bureau. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

SERVIÇO

O quê: 2º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano

Quando: 4 a 6 de setembro de 2019

Local: Salão Nobre Unochapecó

Endereço: Universidade Comunitária da Região de Chapecó - Servidão Anjo da Guarda, nº 295-D, Bairro Efapi - Chapecó (SC)

Inscrições: www.biogasebiometano.com.br

Informações: organizacaoforum@biogasebiometano.com.br

(54 3419.6563 | (54) 999669713  |(54) 98101.7357

https://www.facebook.com/BiogaseBiometano/

https://www.instagram.com/biogasebiometano/

BRDE: Banco planeja investimentos de R$ 1 bilhão no Paraná em 2019

 

brde 31 07 2019O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) planeja viabilizar investimentos na ordem de R$ 1 bilhão no Paraná em 2019. O intuito é fomentar ainda mais as cooperativas, o agronegócio e o ecossistema de inovação do Estado, além de atuar como órgão auxiliar das demais secretarias para concretizar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento das cidades e das cadeias produtivas. Essa projeção foi apresentada pelo diretor de operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, ao governador Carlos Massa Ratinho Junior durante reunião de secretariado nesta terça-feira (30/07).

 

Determinação - O Banco, disse ele, segue a determinação do governador Ratinho Junior de estar mais próximo da população, com equipes no Interior do Estado, para que as políticas de crédito sejam difundidas de ponta a ponta. “Foi uma encomenda do governador tornar o BRDE mais conhecido e que pudéssemos interiorizar a instituição para conhecer as realidades de todo o Estado, e a partir disso customizar linhas de crédito para gerar mais emprego, renda e tributos”, afirmou.

 

Carteira - A instituição financeira conta uma carteira com 35,3 mil clientes ativos e um histórico de R$ 13,4 bilhões em contratações nos últimos cinco anos, com cobertura em 90% dos municípios da região Sul. Neste ano já foram contratados R$ 1,081 bilhão em crédito nos três estados – sendo que o Paraná representa 36% dessas captações. O Banco tem 47 linhas de crédito e é parte integrante do sistema paranaense de fomento, que conta com a Fomento Paraná e a Agência Paraná de Desenvolvimento.

 

Retomada da economia - O diretor de operações do BRDE afirmou que a instituição tem importância vital para a retomada da economia paranaense, com oferta de crédito personalizado para os empresários. Segundo ele, essa possibilidade de incremento de renda ainda possibilita transformar aspectos sociais locais com mais velocidade. “Não vendemos linhas de crédito, mas soluções de crédito, com apoio técnico para que os projetos efetivamente tenham sucesso no Estado”, afirmou Lipski.

 

Inovação e agro - O diretor de operações também destacou que o banco é o maior repassador de linhas de crédito de inovação no Brasil, além de ter sido responsável por 59% dos repasses do Fundo Clima (vinculado ao BNDES) em 2018. Também é um agente credenciado pelo Ministério do Turismo para operar o Fundo Geral de Turismo, beneficiando a infraestrutura desse setor no Paraná.

 

Participação - “Nesses seis meses tivemos participação nas Parcerias Público-Privadas, na desestatização, no processo de inovação, turismo, e reafirmamos nossa vocação maior que é a agricultura. Esse apoio que damos ao setor agropecuário faz toda a diferença porque 60% da nossa carteira é vocacionada às cooperativas e agricultores. Queremos fortalecer esses setores, fundamentais para o Estado”, completou.

 

Redução da dependência - Lipski ainda disse que a instituição trabalha paulatinamente para diminuir a dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com possibilidade de captar recursos de outras instituições. Essa mudança de postura trouxe perto de 130 milhões de euros para dentro do banco nos últimos meses, e capacidade de oferta de crédito mais barato ao empresariado.

 

Integração - O intuito do BRDE para os próximos anos é abrir ainda mais a participação na economia paranaense com parcerias e programas de irrigação para o agronegócio, iluminação pública e oferta de recursos para a Defesa Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano levarem soluções para as áreas mais impactadas por intempéries. Além disso, contribuirá com a formatação de programas estaduais de emprego, com possibilidade de oferta de juros personalizada para empresas que tenham compromisso com abertura de vagas.

 

Estado - “O BRDE é uma instituição do Estado. Motivamos as secretarias a nos procurarem para discutir políticas públicas e dentro das nossas competências dar o apoio necessário. Temos alguns recursos de incentivos fiscais que as vezes não têm entrega com o alinhamento estratégico do Estado. Nós podemos dar esse apoio, reforçando essas atividades e nossa participação na sociedade”, completou Lipski. A instituição ainda prepara o lançamento de um aplicativo em parceria com a Celepar para facilitar o acesso a simulações de crédito.

 

Presenças - Participaram da reunião os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do Governo) e Emerson Bacil. (Agência de Notícias do Paraná)

TRIBUTOS: Estados poderão ter opção de incluir o ICMS em IVA federal

 

tributos 31 07 2019O governo deve permitir que os Estados possam individualmente acoplar o ICMS ao Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) federal, a ser criado no âmbito da proposta de reforma tributária em fase final de elaboração no Ministério da Economia. A informação foi confirmada ao Valor pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra.

 

Estimativas - Ele apontou ainda que as estimativas mais recentes indicavam que o IVA federal, que vai juntar PIS/Cofins e IPI (e eventualmente algumas modalidades de IOF) tende a ter uma alíquota da ordem de 15%. "É uma visão liberal, não impositiva", disse Cintra, apontando que o mecanismo de permitir aos Estados aderirem e incorporarem o ICMS no IVA federal é similar ao conceito de "IVA Dual", que está sendo estudado como proposta alternativa pelos secretários estaduais de Fazenda. "Nosso IVA será espelho da PEC 45 [apresentada pelo deputado Baleia Rossi na Câmara dos Deputados]", comentou.

 

Pagamentos - Segundo ele, o Ministério da Economia continua trabalhando com a ideia de um imposto sobre pagamentos (transações financeiras) para substituir a tributação sobre folha de pagamentos das empresas, hoje de 20%. Mas o valor da alíquota desse novo tributo não está definido. Os estudos apontavam para uma taxa de 0,6% nos dois lados de cada transição, mas números menores também estavam sendo analisados. A definição depende do que mais seria substituído por essa contribuição.

 

Reunião - O secretário de Fazenda do Piauí e presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), Rafael Fonteles, não quis comentar a ideia em gestação no ministério da Economia de dar opção de os Estados individualmente aderirem ao IVA federal. Mas informou que, haverá uma reunião, nesta quarta-feira (31/07), em Brasília por parte do colegiado para apresentação de proposta de alternativa à PEC 45, a ser levada para posterior reunião de governadores, possivelmente na semana seguinte.

 

Autonomia - Entre as mudanças que o grupo quer propor está a garantia de autonomia dos Estados na definição de alíquota e a ausência do governo federal no comitê gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o IVA nacional, que seria recolhido pelos Estados e repassado para a União e os municípios. "O modelo de comitê gestor do Simples atual não agradou", comentou.

 

Fundo - Outro item que deve constar na proposta dos secretários é a criação do fundo de desenvolvimento regional a ser abastecido com uma parcela da alíquota do IBS. Esse fundo visa compensar os Estados pelo fim da guerra fiscal, o que deve ocorrer a partir da mudança da cobrança do imposto estadual da origem para o destino.

 

Transição - Fonteles disse que a ideia também é encurtar a transição do modelo para 10 anos, ante 50 anos previstos na PEC 45. Além disso, eles querem manter um tratamento diferenciado para a Zona Franca de Manaus.

 

Alternativa - O secretário do Piauí esclareceu que a proposta de IVA dual é uma alternativa que os secretários estaduais estão trabalhando caso a ideia da equipe econômica, de IVA federal, avance mais rapidamente do que a proposta de IVA Nacional amplo prevista tanto na PEC da Câmara como na do Senado. "Queremos um IVA amplo, mas podemos caminhar para um IVA dual", explicou.

 

Indicação - Para Emerson Casali, consultor do setor de serviços e diretor da CBPI Produtividade Institucional, a indicação de uma alíquota de 15% para o IVA federal favorece alguns setores, mas não todos. "Se pegar um setor que paga IPI, a redução é boa, pois sai de uma carga de 20% para 15% (por fora), a base cálculo é menor em cerca de 18% e poderá aproveitar créditos que não aproveita hoje. No outro extremo estão serviços tributados hoje pelo regime cumulativo, além das empresas do lucro presumido, que vão de 3,65% (e mais alguns poucos créditos não aproveitados) para 15%, com redução de apenas 5% na base de cálculo", disse. "O impacto é muito assimétrico".

 

Desoneração - Para ele, a eventual desoneração da folha poderia amenizar eventuais impactos do IVA, mas isso dependerá da intensidade em que ela for adotada. "Se o objetivo for evitar impactos negativos sobre os setores, parece imprescindível estabelecer alíquotas diferentes, com ou sem desoneração de folha", comentou. (Valor Econômico)

LEGISLATIVO: Congressistas vão analisar 11 medidas provisórias a partir de agosto

 

legislativo 31 07 2019Em agosto, senadores e deputados precisarão analisar 11 medidas provisórias com temas variados, que vão desde mudanças na estrutura governamental até novas regras para a venda de bens apreendidos de traficantes. A maioria aguarda avaliação na comissão especial, e as mais próximas do vencimento expiram no final de agosto.

 

Regras - As MPs em tramitação obedecerão às regras de votação ainda em vigor, pois a emenda constitucional que garante prazo de 30 dias para a análise pelo Senado (de acordo com a proposta de emenda à Constituição 91/2019, aprovada pelo Congresso no primeiro semestre) ainda não foi promulgada. Somente as MPs editadas após a promulgação da nova emenda, que deve ocorrem em agosto, seguirão os novos prazos que determinam que a MP perde a eficácia em 80 dias, caso a Câmara não avalie o texto nesse prazo. Hoje, as medidas valem por até 120 dias (60 dias prorrogáveis por prazo igual), independentemente de serem votadas ou não.

 

Burocracia - A MP 881/2019, da Liberdade Econômica, foi aprovada na comissão mista em 11 de julho, e agora aguarda avaliação no Plenário da Câmara. O texto busca reduzir a burocracia para os negócios da iniciativa privada, cria a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica e estabelece garantias para o livre mercado e para o exercício da atividade econômica.

 

Liberação - A medida libera pessoas físicas e jurídicas para desenvolver negócios considerados de baixo risco, sem depender de qualquer ato de liberação da administração pública — licenças, autorizações, inscrições, registros ou alvarás.

 

Startups - Conhecida também como “MP das Startups”, a norma dá imunidade burocrática para o desenvolvimento de novos produtos e serviços e para a criação de startups — empresas em estágio inicial com foco em inovação tecnológica.

 

Fim do eSocial - O relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), modificou o texto para acabar com o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). O sistema unifica o pagamento de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. As mudanças também garantiram anistia a multas aplicadas a transportadoras que descumpriram a primeira tabela de frete fixada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2018, além de alterar regras trabalhistas. A MP extingue ainda o Fundo Soberano do Brasil e precisa ser votada até 27 de agosto, quando expira.

 

Traficantes - Outra MP importante é a que facilita a venda de bens apreendidos ou confiscados do tráfico, para que o dinheiro seja utilizado em políticas públicas. A comissão mista que a analista tem o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) como presidente e o deputado Capitão Wagner (Pros-CE) como relator.

 

Bens apreendidos - A MP 885/2019 permite que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) disponha de instrumentos legais para dar mais eficiência e racionalidade à gestão dos bens apreendidos ou confiscados. Também facilita o acesso dos estados ao dinheiro da venda desses ativos. O MJ vai regulamentar os procedimentos para a administração, a preservação e a destinação dos recursos.

 

Itens - No Brasil, atualmente, cerca de 30 mil bens, entre joias, veículos de luxo até aeronaves e fazendas, estão à disposição da União aguardando destinação depois de terem sido apreendidos em condutas criminosas associadas ao tráfico de drogas. O texto deve vencer em 15 de outubro.

 

Reforma - A MP 886/2019 é complementar a outra (MP 870/2019), já foi aprovada pelo Congresso (transformada na Lei 13.844, de 2019), que já modificou a estrutura do governo e extinguiu ministérios. A MP 886 altera a configuração da Presidência da República e entre outras mudanças, transfere o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que reúne investimentos prioritários para o governo em conjunto com a iniciativa privada, da Secretaria de Governo para a Casa Civil.

 

Mudanças no organograma - A MP faz várias mudanças no organograma da Casa Civil, comandada pelo ministro Onyx Lorenzoni, que terá uma única secretaria para se relacionar com Câmara e Senado. Antes da MP, havia duas estruturas. Também confirma o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) dentro do Ministério da Economia, conforme decisão anterior dos congressistas na MP 870, mas que havia sido vetada na sanção presidencial.

 

Funai - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu impugnar, no fim de junho, o trecho da MP 886 que transferiu a demarcação de terras indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura. Com isso, permanece com a Funai a competência para tratar de reforma agrária, regularização fundiária de áreas rurais, da Amazônia Legal e de terras quilombolas. A Funai continua ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 

Trecho - Davi, que também preside a Mesa do Congresso Nacional, afirmou que o trecho cancelado é igual ao que já havia sido rejeitado pelo Parlamento na votação da MP 870/2019. Ou seja, contrariava o art. 62 da Constituição Federal, que proíbe a reedição, na mesma sessão legislativa (ano legislativo), de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.

 

Novas MPs - Nos últimos dias de julho, que não tiveram atividade parlamentar, a Presidência editou duas novas medidas provisórias. A MP 888/2019 mantém na Defensoria Pública da União (DPU) 819 servidores requisitados do Poder Executivo federal.

 

Funcionamento - O texto garante o funcionamento de 43 unidades da DPU espalhadas pelo país que corriam o risco de fechamento caso os servidores — cerca de dois terços da força de trabalho administrativa da DPU — tivessem que voltar aos órgãos de origem a partir de 27 de julho.

 

Devolução compulsória - A possibilidade de devolução compulsória dos funcionários estava prevista na Lei 13.328, de 2016, que estabeleceu prazo máximo de três anos de tempo de requisição de servidores da administração pública federal.

 

FGTS - Já a MP 889/2019 traz novas regras de liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS): permite o saque imediato de R$ 500 das contas ativas e inativas, uma vez por ano até 2020, e cria o chamado “saque-aniversário”, quando o trabalhador poderá sacar uma quantia limitada de sua conta, anualmente.

 

Parcela - O saque será uma parcela do saldo, que pode variar entre 5% (para as contas maiores) e 50% (para as contas menores). A adesão a essa nova modalidade deve ser comunicada à Caixa Econômica Federal, e quem optar por ela abrirá mão de receber o FGTS no caso de demissão sem justa causa. É possível reverter a escolha após dois anos.

 

Integral - O texto também permite o saque integral, a partir de agosto e sem prazo determinado, do saldo das contas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), que afetam apenas quem trabalhou com carteira assinada entre 1970 e 1988.

 

MP suspensa - Há um caso particular entre as MPs a serem avaliadas pelos congressistas. A MP 866/2018 criava, em decorrência da cisão parcial da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a empresa pública NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea. Mas foi revogada pela MP 883, como procedimento necessário para a votação da MP 870/2019, da reforma administrativa.

 

Destino - A MP 866, portanto, está suspensa esperando o destino da MP 883. Se esta for rejeitada ou caducar, a 866 volta a valer e sua análise terá continuidade no Congresso.

 

Perda de eficácia - Duas MPs perderam eficácia durante a pausa dos trabalhos parlamentares de julho. Como os congressistas não entraram em recesso, os prazos de tramitação não foram suspensos.

 

Impostos - A MP 877/2019 mudava a cobrança de quatro impostos na compra de passagens por órgãos públicos federais feita diretamente às companhias aéreas, e expirou no dia 23 de julho. Já a MP 878/2019, que prorroga contratos temporários de pessoal no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), caducou no dia 24 de julho. Ambas foram aprovadas em comissão mista, mas não chegaram a ser analisadas nos plenários da Câmara e do Senado. (Agência Senado)

SEGURANÇA E SAÚDE: Governo sanciona novas normas trabalhistas

 

seguranca saude 31 07 2019O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta terça-feira (30/07), novas normas de segurança e saúde do trabalho. As mudanças abrangem três das 36 normas reguladoras (NRs). A NR 1, que trata das disposições gerais sobre saúde e segurança no trabalho; e a NR 12, que dispõe sobre a segurança na operação de máquinas e equipamentos, tiveram a redação modernizada, com regras menos rígidas. A NR 2, que previa inspeções prévias, foi revogada. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia estima que as novas regras vão gerar economia de pelo menos R$ 68 bilhões nos próximos dez anos.

 

Debate - Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, todas as normas foram debatidas por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente. Ele reiterou que os padrões internacionais de diálogo social e de segurança continuarão a ser respeitados e que a revisão das normas teve como objetivo reduzir a burocracia e o custo Brasil (custo para produzir no país).

 

Modernização - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo está tirando amarras da economia, ao pôr em marcha a reforma da Previdência e a modernização das relações de trabalho. “As relações no Brasil são obsoletas e representam armas de destruição em massa de empregos. Hoje temos de 30 [milhões] a 40 milhões de brasileiros sem emprego, na informalidade ou desalentados”, declarou.

 

Micro e pequenas - Para o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o governo deu um passo importante para “tirar o Estado do cangote do cidadão”. Para ele, a revisão das normas pretende facilitar a criação de empregos principalmente nas empresas de menor porte. “O Brasil que queremos é o Brasil simplificado, desburocratizado. As medidas têm endereço certeiro, a micro e pequena empresa, que é o grande empregador brasileiro. Nossa meta para o segundo semestre é emprego, emprego e cada vez mais emprego”, discursou.

 

Desburocratização - A NR 1 terá tratamento diferenciado para os pequenos empregadores, flexibilizando as regras de segurança e de saúde. As micro e pequenas empresas serão dispensadas de elaborar programas de prevenção de riscos ambientais, de controle médico e de saúde ocupacional, caso não atuem em atividades com riscos químicos, físicos ou biológicos.

 

Capacitação - O novo texto da NR 1 também moderniza as regras de capacitação. O tema que, estava disperso em 232 itens, subitens, alíneas ou incisos de outras NRs, agora terá um capítulo exclusivo dentro da norma. Será permitido o aproveitamento total ou parcial de treinamentos quando um trabalhador muda de emprego dentro da mesma atividade. Segundo a SPE, essas medidas devem gerar economia de R$ 25 bilhões em dez anos.

 

Insegurança jurídica - Criada na década de 1970 e revisada em 2010, a NR 12, conforme a comissão tripartite, era considerada de difícil execução, pois não estava alinhada com normas internacionais de proteção de máquinas e trazia insegurança jurídica por dúvidas sobre a correta aplicação. De acordo com a SPE, a atualização reduzirá os custos para a indústria em R$ 43,2 bilhões nos próximos dez anos, resultando em aumento de 0,5% a 1% da produção industrial.

 

Inspeção prévia - Com redação de 1983, a NR 2 exigia uma inspeção do trabalho prévia para abrir pequenos negócios, como lojas em shopping. De acordo com o Ministério da Economia, a revogação diminui a burocracia e reduz a intervenção estatal na iniciativa privada.

 

Consolidação - O governo também anunciou a consolidação de cerca de 160 decretos sobre normas de trabalho em quatro textos. Um primeiro grupo de decretos abrange 19 textos que tratam de direitos trabalhistas dispostos em várias leis, como gratificação natalina, vale-transporte e autorização para desconto em folha de pagamento, entre outros. O segundo texto agrupa 51 decretos que regulamentam 36 profissões. Oito decretos que tratavam de legislações antigas, sem efeitos nos dias atuais, foram revogados.

 

Terceiro texto - O terceiro texto agrupa os decretos relativos às convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Até o momento, o Brasil ratificou 97 convenções, das quais 77 estão em vigor. Os textos originais dos decretos e a ordem cronológica em que foram adotadas no país foram mantidos.

 

Regulamentação - Por fim, a Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia propõe a edição de decreto para regulamentar o Conselho Nacional do Trabalho e a Comissão Tripartite Paritária Permanente. De acordo com o governo, o texto pretende viabilizar o diálogo social relativo às relações de trabalho e às normas de segurança e saúde no trabalho.

 

Redução de acidentes - Marinho também anunciou que pretende construir uma estratégia nacional para a redução de acidentes de trabalho. Ainda este ano, o governo iniciará a revisão da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, instituída por decreto em 2011. Além disso, um acordo de cooperação entre a Secretaria Especial de Trabalho e Previdência e as Federações das Indústrias dos Estados do Rio de Janeiro (Firjan) e de Santa Catarina (Fiesc) prevê o desenvolvimento de ações para reduzir as ocorrências e a incidência de doenças ocupacionais. (Com informações da Agência Brasil)

ECONOMIA: Corte atingirá área social e Educação

 

Com a necessidade de cortar R$ 2,25 bilhões em despesas, o governo Jair Bolsonaro decidiu reduzir os limites de gastos da área social. Entre os ministérios, o mais afetado na nova programação orçamentária foi a pasta da Cidadania, que teve uma redução de R$ 619 milhões.

 

Políticas sociais - O ministério, comandando por Osmar Terra, é o responsável por políticas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nos relatórios anteriores, a pasta já havia perdido R$ 689 milhões. Não se sabe, contudo, onde a pasta vai promover os cortes, já que redução determinada pela área econômica é para o limite geral do ministério.

 

Publicação - O decreto com a nova programação orçamentária deve ser publicado até quinta-feira (01/08) no "Diário Oficial da União". O texto foi editado após a reavaliação das receitas primárias e das despesas primárias obrigatórias constantes da LOA 2019 ao final do terceiro bimestre de 2019.

 

Educação - Além da Cidadania, o ministério da Educação também sofreu corte, de R$ 348 milhões. A pasta já havia perdido R$ 5,8 bilhões nos dois primeiros decretos do ano. O Ministério da Economia teve perda de R$ 282 milhões em seu limite orçamentário.

 

Infraestrutura - O governo Bolsonaro resolveu também dar uma ligeira ampliação de limites para o Ministério da Infraestrutura, que teve acréscimo de recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no valor de R$ 60 milhões. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos teve um adicional de R$ 5 milhões. (Valor Econômico)

IBGE: Taxa de desocupação é de 12,0% e taxa de subutilização é 24,8% no trimestre encerrado em junho

No trimestre encerrado em junho de 2019, a taxa de desocupação (12,0%) recuou 0,7 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre de janeiro a março de 2019 (12,7%) e caiu 0,4 p.p. na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (12,4%).

Recuo - A população desocupada (12,8 milhões de pessoas) recuou (-4,6%, ou menos 621 mil pessoas em busca de trabalho) frente ao trimestre anterior e ficou estatisticamente estável em relação a igual período de 2018.

População ocupada - A população ocupada (93,3 milhões de pessoas) cresceu em ambas as comparações: 1,6% (mais 1.479 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 2,6% (mais 2.401 mil pessoas) na comparação como o mesmo período de 2018.

Fora da força de trabalho - A população fora da força de trabalho (64,8 milhões de pessoas) recuou em ambas as comparações: -0,8%, ou menos 494 mil pessoas frente ao trimestre anterior e -1,0%, ou menos 621 mil pessoas frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Subutilização - A taxa composta de subutilização da força de trabalho (24,8%) não teve variação estatisticamente significativa tanto em relação ao trimestre anterior (25,0%) quanto ao mesmo trimestre móvel de 2018 (24,5%).

Sem variação significativa - A população subutilizada (28,4 milhões) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e subiu 3,4% (mais 923 mil pessoas) frente ao mesmo tri de 2018.

Desalentadas - O número de pessoas desalentadas (4,9 milhões) não mostrou variação significativa em ambas as comparações. O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi de 4,4%, repetindo o recorde da série e mantendo estabilidade em ambas as comparações.

Setor privado - O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,2 milhões de pessoas, subindo em ambas as comparações: 0,9% (mais 294 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 1,4% (mais 450 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018. Mas o número de empregados sem carteira assinada (11,5 milhões de pessoas) também subiu em ambas as comparações: 3,4% (mais 376 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,2% (mais 565 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Por conta própria - O número de trabalhadores por conta própria (24,1 milhões) bateu novo recorde da série histórica e subiu nas duas comparações: 1,6% (mais 391 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,0% (mais 1.156 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

Rendimento médio - O rendimento médio real habitual (R$ 2.290) caiu 1,3% frente ao trimestre anterior e não teve variação significativa frente ao mesmo trimestre de 2018. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 208,4 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,4% (mais R$ 4,8 bilhões) frente ao mesmo período de 2018. (IBGE)

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ABIMAQ: Setor de máquinas e equipamentos tem queda de 12,1% em junho

 

abimaq 31 07 2019Em junho, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos teve queda nas vendas de 6,1% na comparação com o mês anterior e recuo de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira (30/07) a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

 

Crescimento - Segundo a Abimaq, o resultado de junho influenciou na taxa de crescimento acumulada do ano, que passou de 7,5% (entre janeiro e maio) a 3,6% de crescimento (entre janeiro e junho). O desempenho deste ano, diz a associação, é baseado principalmente no mercado doméstico, que cresceu 10,2% no semestre.

 

Mercado externo - As vendas para o mercado externo registraram retração pelo terceiro mês consecutivo, com desempenho negativo de 8% na comparação com maio. Na comparação a junho do ano passado, a queda foi de 22,5%, acumulando US$ 681 milhões. Grande parte disso se deve à crise na Argentina, que era o segundo maior cliente do Brasil, atrás dos Estados Unidos, e que reduziu as compras de máquinas e equipamentos em cerca de 50%.

 

Importação - O setor também registrou queda de 2,9% na importação na comparação com maio. No entanto, na comparação anual, a importação cresceu 20,5%.

 

Empregos - Com relação aos empregos, o mês de junho apresentou queda de 0,4% em relação a maio e aumento de 4,2% na comparação com junho de 2018. Neste ano, até o mês de maio, o setor vinha registrando aumento no número de contratações, mas em junho houve uma pequena redução, resultado, segundo a associação, de um desaquecimento das atividades do setor. O setor fabricante de máquinas e equipamentos conta atualmente com 307.526 pessoas ocupadas.

 

Estimular economia - Em entrevista coletiva concedida hoje para apresentar o balanço, o diretor da Abimaq, Mario Bernardini, disse que o governo precisa estimular a economia brasileira e retomar o crescimento, recuperando os investimentos. “O crescimento econômico e retomada do crescimento é prioridade número um desse país, mais do que as reformas. As reformas são meio importante para fazerem efeito a médio e longo prazo. O que tem que fazer a curto prazo é recuperar os investimentos”, disse.

 

Segurança jurídica - Para Bernardini, a recuperação dos investimentos passaria por fornecer maior segurança jurídica, por exemplo. “Tudo isso demanda um tempo, portanto não prevejo retomada dos investimentos privados e em infraestrutura antes de dois anos. Mas o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar mais dois anos nessa situação de desemprego elevado. Minha posição pessoal é que o governo deixe de lado a ideologia [de ser liberal] e que tome medidas para retomar os investimentos públicos”, disse. “A equipe econômica, liberal, acredita que estado não deve investir na economia. Mas, neste momento, acho que eles deveriam abrir uma exceção porque o Brasil precisa de retomada do crescimento no curto prazo”. (Agência Brasil)

FINANCEIRO: Avanço de fintechs pressiona bancos a melhorar eficiência

 

financeiro 31 07 2019O impacto da concorrência das fintechs, embora ainda tímido, começa a se tornar visível nos números dos grandes bancos. Do fechamento de agências ao lançamento de plataformas digitais, as maiores instituições financeiras do país deixaram claro, nos últimos dias, que sentem os efeitos dessa nova competição e estão reagindo a ela.

 

Sinal - O sinal mais recente veio do Itaú Unibanco. O maior banco do país em ativos fechou 195 agências físicas apenas no segundo trimestre, um ritmo bem mais acelerado do que vinha adotando até então. De março para junho, a instituição reduziu de 99,7 mil para 98,4 mil seu quadro de funcionários, incluindo outros países da América Latina. Essa base vai encolher mais nas próximas semanas, a depender das adesões a um programa de desligamentos voluntários (PDV) anunciado anteontem, elegível para 6,9 mil pessoas. É a primeira iniciativa do tipo adotada pelo banco desde 2009, pouco depois da fusão entre Itaú e Unibanco.

 

Digitalização - O presidente do Itaú, Candido Bracher, disse que um "incremento na digitalização" tem diminuído o fluxo nas agências físicas - daí a decisão de reduzi-las. O banco tem agora 3,3 mil unidades. "O fechamento de agências tem se dado exclusivamente em razão das necessidades dos clientes", afirmou.

 

BB - O Itaú não está sozinho. O Banco do Brasil (BB) anunciou um plano de reorganização interna que resultará no encerramento de 242 agências das 4,7 mil existentes. Esse é o número líquido de um processo de combinará a conversão de agências em postos de atendimento (estrutura mais leve do ponto de vista regulatório), de postos de atendimento em agências e a abertura de unidades voltadas a micro e pequenas empresas. As mudanças levarão a um enxugamento de pouco mais de 2 mil funcionários no quadro do BB, composto por 96,6 mil pessoas.

 

Números - Os números são pequenos diante da estrutura dessas instituições, mas indicam uma preocupação em aumentar a eficiência num momento em que as fintechs avançam com modelos de negócio bem mais enxutos e atraem investimentos milionários. Somente em julho, três operações relevantes foram fechadas envolvendo novatas do setor. A Creditas, plataforma de crédito com garantia, captou US$ 231 milhões, numa rodada liderada pelo Softbank. O grupo japonês também colocou R$ 1 bilhão numa oferta de R$ 1,25 bilhão em ações do Banco Inter fechada na segunda-feira (29/07). 

 

Nubank - O Nubank, por sua vez, levantou US$ 400 milhões numa transação na qual foi avaliado em US$ 10 bilhões.

 

Bradesco - Diferentemente dos pares, o Bradesco mexeu pouco na sua rede de agências: foram 36 fechamentos desde o início do ano, dos quais 13 entre abril e junho, ficando com pouco menos de 4,6 mil. Porém, o balanço do segundo trimestre deixou evidente o impacto da concorrência em credenciamento de cartões e investimentos, duas das áreas de negócios em que a atuação das fintechs tem sido mais intensa.

 

Aposta - O banco aposta em seu gigantismo e na retomada da economia para mitigar o impacto da perda de receita nessas áreas, enquanto avança em sua estratégia de digitalização. "Tudo aqui se resume a ganhar escala, e nós estamos conseguindo ganhar escala", afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr., em teleconferência com analistas na semana passada. "Podemos voltar a crescer em receita de serviços em 2020 com a economia melhor."

 

Custo - A rede física impõe aos bancos tradicionais um custo que seus competidores digitais não têm - por isso, o grande desafio das instituições financeiras é dosar a velocidade da transição para os novos canais e buscar um equilíbrio entre os mundos físico e digital. "O ritmo da digitalização depende de uma combinação de nossa capacidade [de oferecer novas tecnologias] e da demanda de clientes. Não é algo que está totalmente fora do nosso controle", afirmou Bracher.

 

Dados - Dados do próprio Itaú ajudam a entender o dilema. As agências digitais são 2,5 vezes mais eficientes que as físicas. Porém, a maior parte dos clientes do banco ainda chega por meio das unidades de tijolo e cimento.

 

Equiparação - Se olhados apenas os clientes que abrem conta digital ou chegam espontaneamente às agências físicas, a conta se equipara em 70 mil por mês para cada um, segundo Bracher. Mas a maior parte dos novos clientes nas unidades físicas vêm por meio da oferta de serviços de folha de pagamentos para empresas, um filão importante para as instituições financeiras. Por causa desse efeito, o Itaú abriu 1 milhão de contas "físicas" e 205 mil digitais no segundo trimestre deste ano.

 

Fechamento - Por isso, o fechamento de agências do Itaú nos últimos meses se concentrou onde havia duas unidades próximas. "Não houve redução de cobertura geográfica. É muito importante manter", disse Bracher. "As agências nos dão capacidade de atender um público diverso, enquanto os bancos puramente digitais costumam ter um público mais homogêneo."

 

Novos tempos - Para se adequar aos novos tempos, cada banco tem sua estratégia. O Itaú aposta na digitalização de dentro para fora, substituindo os sistemas legados. O banco também criou a plataforma de pagamentos instantâneos "iti", entrando na competição pelas carteiras digitais. O Bradesco trabalha em duas frentes: abriu o banco digital Next para atrair um público mais jovem e, em paralelo, tenta modernizar a estrutura já existente.

 

Santander - O Santander, mais novo entre os privados, ainda tem um ritmo diferente: abriu 16 agências no segundo trimestre para se interiorizar e avançar no agronegócio. Mas, em outra frente, o presidente do banco, Sergio Rial, disse que quer estabelecê-lo como uma "grande incubadora" de negócios. Até o fim do ano, a instituição planeja lançar uma plataforma digital de crédito com garantia em bens como veículos e imóveis, uma empresa digital para renegociação de dívidas de pessoas físicas, e uma operação digital de seguros de veículos, parceria com a HDI.

 

Novos competidores - Em entrevista a jornalistas na semana passada, Rial afirmou que a oferta de crédito no Brasil tem aumentado com o impulso de novos competidores, "o que é ótimo". Porém, segundo ele, é importante que os modelos de crédito sejam testados para saber se são efetivamente rentáveis.

 

Concorrência - Mesmo com a pressão maior da concorrência, os resultados e a rentabilidade dos grandes bancos ainda são crescentes. Juntos, Itaú, Bradesco e Santander lucraram R$ 17,1 bilhões no segundo trimestre, alta anual de 17,85%. "Um modelo de negócios com vários produtos tem essa vantagem. Em alguns momentos, o crédito vai melhor. Em outros, são os serviços", disse Bracher a analistas. (Valor Econômico)

SAÚDE: Paraná registra 22.946 casos de dengue em 12 meses

 

saude 31 07 2019O 44º boletim epidemiológico da dengue registra 22.946 casos da doença confirmados no Paraná. O informe publicado pela Secretaria de Estado da Saúde consolida os dados do período sazonal da doença, monitorado entre 29 de julho de 2018 até segunda-feira, 30 de julho. O ciclo registra 23 mortes por dengue no Estado.

 

Ciclo de acompanhamento - “Estamos encerrando mais um ciclo de acompanhamento dos casos de dengue e outras arboviroses. Mas as ações de Vigilância e combate ao mosquito transmissor da dengue seguem em todo Estado e, da mesma forma, manteremos o monitoramento para o novo período de 2019/2020”, explica a coordenadora da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

 

Medidas de combate - O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça o pedido à população para que não deixe de tomar medidas de combate ao mosquito Aedes Aegypti. “É exatamente agora, no inverno, que devemos observar atentamente e eliminar os criadouros que podem estar próximos, principalmente em lugares não tão comuns como o pneu velho no quintal ou os pratos dos vasos de plantas”.

 

Alerta - A orientação da secretaria estadual da Saúde é para que as pessoas fiquem atentas a todos os tipos de criadouros. A coordenadora destaca que é importante verificar locais que muitas vezes não são identificados como criadouros, mas que colocam a saúde de todos em risco. Alguns exemplos são as caixas de água, que devem estar bem fechadas, antenas parabólicas, grades e portões, troncos ocos de árvores, além de ralos e vasos sanitários de residências que estão fechadas, como casas de praia.

 

Acúmulo - Todo lugar que pode acumular água de ser investigado, limpo e protegido. “Os ovos do mosquito Aedes aegypti permanecem viáveis por até 450 dias. No momento em que encontram as condições ideais, como o aumento das temperaturas na mudança para a próxima estação, eclodem, se transformam em larvas e depois em mosquitos”, explica Irvana.

 

Aumento de casos - O médico Enéas Cordeiro de Souza Filho, da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores, da Secretaria da Saúde, chama a atenção para a possibilidade de aumento do número de casos de dengue no próximo ciclo. “O risco é alto devido à circulação do novo sorotipo do vírus da dengue, o Den-2. Pessoas infectadas por subtipos diferentes em um período anterior podem evoluir para formas mais graves da dengue. Por isso, reafirmamos que este é o momento da eliminação dos criadouros”.

 

Consolidação de dados - O Paraná encerra o período com 22.946 casos confirmados de dengue, 22.360 deles considerados autóctones, ou seja, em que as pessoas contraíram a doença no município onde residem. O Estado registrou neste ciclo 23 óbitos por dengue. Foram confirmados também 29 casos de chikungunya e cinco de zika vírus.

 

Regionais - As 22 Regionais de Saúde do Estado registram casos da doença – 96 municípios estão no patamar de epidemia de dengue e 57 estão em alerta. Apesar do encerramento do período, os dados do Boletim Semanal Epidemiológico nº 44 estão sujeitos a atualizações em função da finalização de investigação de casos. (Agência de Notícias do Paraná)

ARTIGO: O poder do tempo sobre o seu dinheiro

 

artigo 31 07 2019*Juliana Olivieri Refundini

 

“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”, é com a frase de José Saramago, consagrado escritor português, que iniciamos a reflexão desta semana falando um pouco sobre a relação do tempo com o dinheiro. Afinal, você sabia que o tempo pode ser um grande aliado para alcançar seus objetivos financeiros?

 

Investir é a melhor maneira de fazer com que seu dinheiro se multiplique e trabalhe para você ao longo dos anos. Quanto mais cedo começar a investir, maior será o efeito do tempo sobre a multiplicação do seu dinheiro.

 

Um exemplo que gosto de dar, é o efeito desse mesmo tempo em seu planejamento de aposentadoria. Vejamos duas situações:

 

Situação 1 - Você tem 30 anos e resolve investir o valor de R$ 500,00 mensais em um fundo para sua aposentadoria. Vamos considerar que este fundo tenha rentabilidade de 0,52% ao mês. Você faz esse investimento por 15 anos consecutivos e então, não investe mais, deixando o montante aplicado até que você complete 60 anos e queira se aposentar com o valor que, ao final, será de R$ 377.523,00.

 

Situação 2 - Você está com 45 anos e decide investir R$ 1.000,00 mensais (também com rentabilidade de 0,52% ao mês) para se aposentar aos 60 anos. Quando chegar a esta idade você terá acumulado aproximadamente R$ 296.843,41

Como pode perceber, ambos os casos investiram recursos durante 15 anos. Mas por que então o primeiro que investiu menor valor mensal conseguiu ter um montante acumulado bem melhor que o segundo caso? Porque ele utilizou o tempo a seu favor. Esse é o poder dos juros sobre juros, fazer seu dinheiro trabalhar por você! O segundo caso, mesmo tendo investido o dobro do valor, não teve o tempo a seu favor, pois a data de sua aposentadoria estava próxima.

 

Começar a se planejar financeiramente desde cedo faz toda diferença, podendo inclusive fazer um esforço menor mensalmente e obter um resultado muito melhor. Lembre-se de procurar investimentos e produtos financeiros com uma boa rentabilidade e que sejam indicados ao seu perfil de investidor. Use o tempo a seu favor!

 

Gostaria de saber sobre outro assunto da área financeira? Fale com a gente através do e-mail: faleconosco@uniprimebr.com.br

 

*Juliana Olivieri Refundini é colaboradora Uniprime e profissional com Certificação CFP®


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