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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4626 | 25 de Julho de 2019

28º JOVEMCOOP: Encontro reúne jovens cooperativistas em Palotina

Mais de 200 jovens de 17 cooperativas do Paraná estão participando nesta quarta e quinta-feira (24 e 25/07), na Associação dos Funcionários da C.Vale, em Palotina, no oeste do Paraná, do Encontro Estadual da Juventude Cooperativista.

Promoção - A 28ª edição do evento é promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), com apoio da C.Vale. De acordo com a coordenadora estadual do Programa de Juventude Cooperativista, Eliane Goulart Festa, os participantes estão envolvidos em atividades que promovem o desenvolvimento e a troca de experiências fortalecendo o cooperativismo.

Protagonismo - A abertura do evento contou com a participação do vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron. Ele destacou a importância de os jovens assumirem papéis de protagonistas nas atividades do campo e em suas cooperativas. “Todos vocês estão de parabéns pela atitude de participar deste evento. As novas gerações precisam dar sequência ao trabalho dos pais e garantir a continuidade do cooperativismo”, pontou Pedron.

Papel - Ao falar sobre cenário e desafios do agronegócio, o economista da Safras e Mercado, Paulo Molinari, chamou a atenção do público jovem sobre seu real papel no desenvolvimento do agronegócio. Um dos primeiros pontos levantados por Molinari foi a importância da terra como meio de produção e negócio. O economista reforçou que os jovens devem ficar atentos a quarta revolução industrial, que é a tecnologia. “Vocês já dominam essas ferramentas. Leiam, estudem economia. Basicamente esse é o negócio de vocês. A demanda será sempre crescente. Olhem para frente”, reforçou.

Programação - A programação desta quarta continuou no período da tarde com dinâmicas e atividades em grupo conduzidas pelo consultor Eliseu Hoffmann. Nesta quinta-feira (25/07), serão realizadas atividades culturais e uma palestra com ex-integrante do Bope e consultor de segurança Rodrigo Pimentel. (Imprensa C.Vale)

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TRIBUTOS: Solução de Consulta revisa incidência de IOF em recursos oriundos de exportações

tributos 25 07 2019Foi publicada, na edição desta quarta-feira (24/07) do Diário Oficial da União (DOU), a Solução de Consulta (SC) nº 231, que revisa a incidência de IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) na internalização de recursos de exportações, reformando a SC nº 246, de 11 de dezembro de 2018. “Em nossa avaliação, amenizou a interpretação anterior e restabelece o entendimento do Decreto 6.306, de 2007, esclarecendo quanto aos prazos para determinar a incidência do IOF”, afirma o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Devair Mem.

Exportações - No item que trata dos recursos provenientes de exportações, diz a SC que não há incidência de IOF quando os recursos em moeda estrangeira forem mantidos em instituição financeira fora do país, relativos aos recebimentos de exportações brasileiras de mercadorias e de serviços para o exterior, realizadas por pessoas físicas ou jurídicas. “Nesta situação, não há liquidação de contrato de câmbio e, portanto, não se verifica a ocorrência do fato gerador do imposto conforme definido no art. 63, II do Código Tributário Nacional (CTN) e no art. 11 do Decreto 6.306, de 2007”, diz ainda texto.

Operações de câmbio - A SC 231 também traz esclarecimentos sobre as operações de câmbio vinculadas à entrada no país de receitas oriundas de exportações de bens e serviços. “No caso de operações de câmbio relativas ao ingresso no país de receitas de exportação de bens e serviços, há a incidência do IOF, à alíquota zero, conforme expressa previsão no art. 15-B, I, do Decreto nº 6.306, de 2007”, consta no documento. Porém, para a incidência da alíquota zero devem ser observados a forma e os prazos estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil (BC), independentemente de os recursos terem sido inicialmente recebidos em conta mantida no exterior, conforme autoriza a legislação pátria. A SC 231 contempla outras orientações. Clique aqui para conferi-la na íntegra.

 

LÁCTEOS: Frimesa está entre os estabelecimentos habilitados a exportar para a China

 

lacteos 25 07 2019 A Frimesa Cooperativa Central, do Paraná, está entre os 24 estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar produtos lácteos para a China, de acordo com a lista divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quarta-feira (24/07). A central paranaense poderá vender leite condensado e queijo. Ainda segundo o Mapa, a certificação estava acordada com o país asiático desde 2007, mas não havia nenhuma planta brasileira habilitada a exportar. Os chineses são os maiores importadores do mundo de lácteos. Em 2018, eles importaram, por exemplo, 108 mil toneladas em queijos, com um crescimento médio anual de 13% nos últimos cinco anos. O setor lácteo brasileiro exportou, no ano passado, para mais de 50 destinos. 

 

Lista - Confira abaixo a lista dos estabelecimentos habilitados. As informações são do General Administration of Customs (China):

1 – Laticínios São João – São João do Oeste (SC) – queijo e manteiga

2 – Itambé Alimentos – Goiânia (GO) – leite em pó e manteiga

3 – Cooperativa Central Gaúcha – Cruz Alta (RS) – leite em pó e creme de leite

4 – Nutrifont Alimentos – Três de Maio (RS) – whey protein, soro de leite em pó e outros

5 – Itambé Alimentos – Sete Lagoas (MG) – leite em pó

6 – Celles Cordeiro Alimentos – Macuco (RJ) – leite em pó

7 – Itambé Alimentos – Uberlândia (MG) – leite em pó

8 – Laticínios Tirolez – Lins (SP) – queijo

9 – Aurea Indústria e Comércio – Braço do Norte (SC) – leite condensado

10 – Polenghi Indústrias Alimentícias – Angatuba (SP) – queijo e outros

11 – Mococa Produtos Alimentícios – Mococa (SP) – leite condensado e creme de leite

12 – Laticínios Bela Vista – Bela Vista de Goiás (GO) – leite em pó

13 – Alibra Ingredientes – Marechal Cândido Rondon (PR) – leite em pó, soro de leite em pó e outros

14 – Sooro Concentrado Indústria de Produtos Lácteos – Marechal Cândido Rondon (PR) – soro de leite em pó e whey protein

15 – Frimesa Cooperativa Central – Marechal Cândido Rondon (PR) – leite condensado e queijo

16 – Laticínios J.L. – Orizona (GO) – queijos

17 – Laticínios Tirolez – Tiros (MG) – queijo

18 – Laticínios Tirolez – Arapuá (MG) – manteiga

19 – Lactalis do Brasil – Ijuí (RS) – leite em pó, fórmula infantil, soro de leite em pó, queijos e outros

20 – Lactalis do Brasil – Teutônia (RS) – manteiga, leite em pó, fórmula infantil e outros

21 – Cooperativa Consulati – Capão do Leão (RS) – leite em pó

22 – Cooperativa dos Suinocultores de Encantado – Arroio do Meio (RS) – leite em pó

23 – Itambé Alimentos – Guanhães (MG) – leite em pó e manteiga

24 - Schreiber Foods do Brasil – Rio Azul (PR) – queijos e outros

(Com informações do Mapa)

DIA DO AGRICULTOR: Clac e Sicredi Integração comemoram data com cooperados e entidades parceiras

A Cooperativa de Laticínios Curitiba (Clac) e o Sicredi Integração reuniram cooperados e entidades parceiras para celebrar, na manhã desta quinta-feira (25/07), o Dia do Agricultor. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e a auditora interna do Sescoop/PR, Daniele Radulski Reginatto, participaram da solenidade, ocorrida na sede da Clac, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Na parte da manhã, a programação também contemplou a apresentação da palestra sobre nutrição de equinos, com Ricardo Larrossa. À tarde, um profissional da Emater repassará orientações sobre poda de árvores frutíferas. O evento prossegue nesta sexta-feira (26/07), com a palestra “Produção de silagem de alta qualidade”, ministrada pelo médico veterinário Luiz Eduardo Zampar. Às 14h, ocorre a inauguração oficial da agroindústria municipal “Prefeito João Ferreira”.

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QUEM É QUEM I: Prêmio é entregue a cooperativas na abertura do AveSui EuroTier 2019

 

O Prêmio Quem é Quem celebrou por mais um ano o trabalho de milhares de famílias cooperadas do sul do país. A premiação foi o ponto alto na abertura oficial da AveSui EuroTier South America 2019, na noite de terça-feira (23/07), em Medianeira (PR). No total, a premiação reconheceu os vencedores de 12 categorias a partir da votação de integrantes do setor e a avaliação de especialistas no agronegócio.

 

Abertura - No discurso de abertura, a diretora da Gessulli Agribusiness e organizadora do evento, Andrea Gessulli, saudou autoridades e visitantes presentes, como o governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e compartilhou sua emoção por mais uma edição do encontro. Além disso, Andrea destacou os 110 anos de história da Gessulli a serem completados em outubro.

 

Momento especial - “Esse é um momento muito especial para mim e o Ricardo, meu irmão. Abrir mais uma edição da AveSui sempre traz emoções e recordações. Quero deixar um agradecimento especial ao senhor Irineo, presidente da Lar, que nos abraçou no ano passado e reforçou a presença do evento na região com a maior produção de proteína animal por metro quadrado do planeta”, disse.

 

Parceria - Andrea também reconheceu a parceria com a EuroTier, promovida pela DLG (Sociedade Alemã de Agricultura), nesta edição, bem como a todos os expositores, visitantes e, principalmente, produtores.

 

Orgulho - “O que é feito neste estado enche o Brasil de orgulho. Comprovam a vocação e a eficiência do estado que, além da proteína animal, também se destaca como maior polo de energia renováveis também contempladas pelas feiras Biomassa Energia e a Energy Decentral”, completou.

 

Força do cooperativismo - O governador do Paraná também teve a palavra e ressaltou que todos conhecem a força do cooperativismo do estado e destacou o empenho do poder público estadual de apoiar as iniciativas para desenvolvimento deste modelo, bem como a produção agrícola em geral.

 

Protagonistas - “As cooperativas e os produtores paranaenses são protagonistas e serão cada vez mais já que a grande demanda do planeta vai ser por comida. O governo do estado tem a função de fomentar isso e uma feira como esta é fundamental para isso. De nossa parte, também, estamos empenhando todo o esforço para também termos o Paraná como livre de aftosa sem vacinação. Viva o cooperativismo”, exaltou.

 

Espaço maior - O primeiro dia da AveSui EuroTier 2019 conta com um espaço de exposições 40% maior do que no ano anterior e a expectativa de público foi revista para cima, após o primeiro dia do evento, e pelo momento favorável para a produção animal, bem como pelas mais de 40 palestras técnicas, 150 expositores e outras atrações como o Espaço Digital Farming.

 

Troféus - A abertura oficial do evento foi encerrada com a entrega dos troféus das 12 categorias pelos representantes da AveSui, Ricardo Gessuli, pelo governador Ratinho Júnior, Alexandre Rosa da Agroceres PIC; Rinus Donkers da De Heus.

 

Prêmio Quem é Quem - A primeira categoria a ser premiada foi a Econômico-financeiro, cuja a grande vencedora foi a Coopercentral Frimesa. A cooperativa conta com mais de 40 anos de fundação e, com foco em suínos e leite, faturou cerca de R$ 3 bilhões em 2018.

 

Responsabilidade Social - Já na categoria Responsabilidade Social, a Languiru foi a ganhadora pois, além de um programa para inclusão de pessoas com deficiência, promove ações como o natal solidário, com apresentações culturais e arrecadação de alimentos para instituições de caridade.

 

Responsabilidade Ambiental - Em Responsabilidade Ambiental, a laureada foi a C.Vale, que desenvolve, mantém e monitora projetos próprios de recuperação e proteção ambiental e conservação de espécies nativas de fauna e flora.

 

Sustentabilidade - Na premiação sobre Sustentabilidade, a C. Vale, também, foi a ganhadora. Com sede em Palotina, no Paraná, a união obteve a melhor média entre as categorias Econômico-financeira, Ambiental e Social, tripé do conceito de sustentabilidade, para tal reconhecimento.

 

Assistência Técnica - Por sua vez, o troféu Assistência Técnica foi para o médico veterinário Bruno Alves da Luz, da C.Vale, sendo um dos criadores do Promob, programa de biosseguridade da cooperativa.

 

Gestão Operacional Agroindústria - Quanta ao prêmio Gestão Operacional Agroindústria, o vencedor foi Antonio Alexandre Wanzuit Junior que, à frente de 65 mil produtores da Aurora, atua no avanço de projetos, gestão de custos e resultados em toda a cadeia produtiva de suínos da cooperativa.

 

Melhor Cooperado/aves - Por sua vez, o troféu de Melhor Cooperado – aves foi para as mãos de Roque Besen, que é cooperado da Lar e proprietário de três aviários climatizados em Santa Helena, onde têm obtidos bons índices zootécnicos por meio de uma correta gestão da produção.

 

Melhor Cooperado/ suínos - Já o Melhor Cooperado – suínos foi Luciano Miotto, Cooperado da C.Vale, que implantou em sua propriedade sistemas de gestão, tratamento e reaproveitamento de dejetos, além de programas de capacitação de seus colaboradores.

 

Mulher Cooperada - A premiação Mulher Cooperada foi vencida por Eleane Hartmann Knaul. Com forte ligação com o cooperativismo, ela lidera 11 comitês femininos, a partir dos quais articulou o direito da Copagril sediar nesse ano o principal encontro de lideranças femininas cooperativistas.

 

Inovação - A startup Trivonati, apoiada pela Lar, foi a grande vencedora da categoria Inovação pelo desenvolvimento de um sistema de monitoramento de dados de ambiência e desempenho em frangos de corte em tempo real, diretamente dos aviários.

 

Varejo - O penúltimo prêmio da noite foi a categoria Varejo, na qual a Primato, detentora de uma linha de alimentos com sua marca, entrou para o mercado de cortes de frango a partir de um projeto de intercooperação, agregando valor ao produto comercializado em sua rede de supermercados. 

 

Biomassa e Bionergia - Enfim, a última categoria da edição 2019 do prêmio “Quem é Quem”, que estreou este ano, foi Biomassa e Bioenergia e Cooperativa Lar foi a ganhadora com o projeto São Roque. A iniciativa fomenta o uso de energias renováveis como fontes limpas para o aumento da eficiência energética, promovendo o uso de biomassa residual das diversas atividades de produção e industrialização.

 

Vencedores em cada categoria

 

Econômico-financeiro

- Frimesa

Responsabilidade social

- Languiru

Responsabilidade ambiental

- C.Vale

Sustentabilidade

- C.Vale

Assistência técnica

- Bruno Alves da Luz (C.Vale)

Gestão operacional agroindústria

- Antonio Alexandre Wanzuit Junior (Aurora)

Melhor cooperado – Aves

- Roque Besen (Lar)

Melhor cooperado – Suínos

- Luciano Miotto (C Vale)

Mulher cooperada

- Eleane Hartmann Knaul (Copagril)

Inovação

- Lar

Varejo

- Primato

Biomassa e Bioenergia

- Lar

(Suinocultura Industrial)

 

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QUEM É QUEM II: C.Vale é premiada em quatro categorias

 

Pelo segundo ano consecutivo, a C.Vale  foi a grande vencedora do Prêmio Quem é Quem, da Gessulli Agribusiness. Das 12 categorias, a cooperativa ficou em primeiro lugar em quatro. A cerimônia reuniu dirigentes, funcionários e produtores das principais cooperativas brasileiras, no dia 23 de agosto, em Medianeira (PR), durante a AveSui 2019, que é considerada a maior feira dos segmentos de aves, suínos e peixes da América Latina. 

 

Categorias - A cooperativa ficou em primeiro lugar nas categorias, Ambiental, Sustentabilidade, Assistência Técnica (Bruno Alves da Luz) e Melhor Cooperado Suínos (Luciano Miotto).

 

História - A diretora da Gessulli Agribusiness, Andrea Gessulli, destacou os 110 anos de história da Gessulli e do evento que acontece na região com a maior produção de proteína animal por metro quadrado do planeta, que é o oeste do Paraná. O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, reforçou que as cooperativas e seus produtores são protagonistas da grande demanda de comida pelo planeta. “Viva o cooperativismo”, exaltou.

 

Trabalho em equipe - O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, participou da solenidade e destacou que a premiação é resultado de um trabalho em equipe. “Isso demonstra que estamos no caminho certo. É sempre muito gratificante participar de eventos que coroam a nossa marca e o talento de nosso associados e funcionários. Parabéns!”. (Imprensa C.Vale)

 

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QUEM É QUEM III: Presidente da ACFC é premiada na categoria mulher cooperada

 

A presidente da Associação dos Comitês Femininos da Copagril (ACFC), Eleane Hartmann Knaul, recebeu o Prêmio Quem é Quem, em ato realizado durante a abertura oficial da AveSui EuroTier South America 2019 – um dos maiores nos segmentos de aves, suínos, peixes e leite da América Latina, na noite de terça-feira (23/07).

 

Mulher Cooperada - Eleane foi escolhida na categoria Mulher Cooperada, resultado do trabalho que realiza como presidente da ACFC à frente dos 11 comitês femininos da Copagril e em especial, neste ano, a realização do Encontro Estadual de Lideranças Femininas Cooperativistas (Elicoop Feminino), evento que reuniu mulheres de 20 cooperativas de todo o Paraná.

 

Surpresa - A representante da Copagril revelou que ficou surpresa com o reconhecimento, em especial destacou a importância do prêmio na valorização da mulher do campo, seu trabalho e ações. “É o resultado da participação de todas as mulheres, do trabalho de todas integrantes dos comitês. O prêmio é de todas”, revela Eleane ao agradecer o apoio dos comitês e da cooperativa com cursos e eventos voltados para as mulheres.

 

O Prêmio - Esta foi a quarta edição do Prêmio Quem é Quem: Maiores e Melhores Cooperativas Brasileiras de Aves e Suínos, o qual selecionou 12 categorias do agronegócio, com o objetivo de valorizar a produção e as atividades no campo, por meio do compromisso em levar tecnologia, renda e bem-estar ao campo e às famílias rurais.

 

Revistas - Prêmio encabeçado pelas revistas Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial, publicações da Gessulli Agribusiness e apresentado pela empresa de genética suína Agroceres PIC, tendo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) como entidade patronal.

 

AveSui - A AveSui EuroTier é considerado um dos maiores eventos das cadeias produtivas de proteína animal, reunindo tecnologia, negócios e programação técnico-científica com foco nos produtores, profissionais da agroindústria e cooperativas. São mais de 150 expositores de diferentes segmentos da cadeia de aves, peixes, suínos e pecuária leiteira. Os stands apresentam novas tecnologias e serviços para produtores de cooperativas e agroindústria. A feira, que ocorre em Medianeira (PR), iniciou na terça-feira (23/07) e segue até esta quinta-feira (25/07). (Imprensa Copagril)

 

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COCAMAR: Profissionais participam da comemoração do Dia do Motorista

Centenas de caminhoneiros participam nesta quinta-feira (25/07) da comemoração do Dia do Motorista no pátio da Transcocamar e Posto Cocamar, em Maringá (PR), situado na PR-317, saída para Campo Mourão.

Exames - Iniciada às 8h, a programação segue até às 17h30. Os motoristas que passam pelo local são convidados a prestarem exames oftalmológicos, de glicemia, a aferir a pressão arterial e a receber orientações sobre alimentação adequada e nutrição, entre outros temas, em meio a diversões, distribuição de brindes, alimentos e prestação de serviços.

O profissional - O condutor de caminhão é um profissional de grande relevância no dia a dia da cooperativa, estando presente em praticamente todas as atividades, desde o transporte de insumos dos fabricantes até as unidades operacionais – e de lá às propriedades dos cooperados, bem como da condução das safras até os locais de armazenamento, industrialização e distribuição de produtos aos mais diversos segmentos de mercado.

Triagem - Em períodos de colheita, mais de 2 mil veículos trafegam diariamente pela cooperativa, que conta com um amplo pátio de triagem em seu parque industrial, onde os caminhoneiros são servidos de estruturas como restaurante e sanitários.

O evento - A comemoração do Dia do Motorista é uma iniciativa da Cocamar e suas coligadas Transcocamar, Cocamar TRR e Cocamar Postos, com apoio do Setcamar, Fetranspar, Sest/Senat, Sicredi, Hortiz, PB Lopes, Unimed, Secretaria de Saúde de Maringá e Pamcary. (Imprensa Cocamar)

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SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa é patrocinadora do Comercial FC

 

sicredi parque araucarias 25 07 2019A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP formalizou recentemente mais uma parceria esportiva. Ao longo da temporada 2019, a cooperativa será patrocinadora do Comercial Futebol Clube, de Ribeirão Preto (SP). 

 

Espaço de destaque - Por conta da parceria, a marca Sicredi passa a ter espaço de destaque no uniforme do clube, além de materiais e ações de marketing nas partidas do time, que está disputando a Copa Paulista. 

 

Principais equipes - Com o apoio ao Comercial, a Sicredi Parque passa a ser patrocinadora das duas principais equipes de futebol de Ribeirão Preto. A cooperativa também é parceira do Botafogo-SP, que em 2019 disputa a série B do Campeonato Brasileiro. Enquanto sistema, o Sicredi está presente no campeonato estadual de futebol de São Paulo, chamado de Paulistão Sicredi nas edições 2019 e 2020. 

 

Outras equipes - Além das duas equipes, a Sicredi Parque também é patrocinadora do Pato Futsal e Pato Basquete, de Pato Branco (PR); e dos times de futsal AAEMA, de Mariópolis (PR); Palmas Esportes, de Palmas (PR), e ADAF de Coronel Domingos Soares (PR). Segundo a diretoria da cooperativa, promover o crescimento das comunidades onde atua é um dos princípios do cooperativismo, e a Sicredi Parque das Araucárias acredita no esporte como vetor de desenvolvimento. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

UNIPRIME NORTE DO PR: Arrecadação de fraldas geriátricas segue até o dia 31 de julho

uniprime norte pr 25 07 2019Com o objetivo de beneficiar instituições carentes das cidades em que atua, a Uniprime Norte do Paraná, com sede em Londrina, está realizando a 8ª Campanha de Doação de Fraldas Geriátricas. A campanha que segue até o dia 31 de julho, é feita anualmente pela cooperativa.

Participação - Para participar, basta levar o(s) pacote(s) de fraldas até a agência mais próxima, ou preencher a autorização de débito em conta com seu Gerente Uniprime. Neste caso, cada agência é responsável pela compra das fraldas com o valor arrecadado e realiza o mesmo processo de entrega nas instituições carentes da cidade.

Comunidade - Vale ressaltar que não é necessário ser um cooperado para contribuir. Toda a comunidade pode fazer parte desta ação solidária que já somam mais de 320 mil fraldas doadas pelos cooperados e colaboradores da cooperativa.

Agência mais próxima - Encontre AQUI a agência Uniprime mais próxima e contribua com a campanha. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

 

GRÃOS I: Safra deve atingir 37 milhões de toneladas no Paraná

 

graos I 25 07 2019A safra de grãos 2018/19 no Paraná caminha para o final da colheita com um volume total de 37,2 milhões de toneladas, que equivale a um aumento de 5% sobre a safra anterior que rendeu um volume de 35,4 milhões de toneladas.

 

Perdas - A safra seria ainda maior não fosse as perdas na soja, de 17%, e no trigo, ao redor de 16% da produção. Em contrapartida, a segunda safra de milho, que está com 65% da área colhida, está apresentando um dos melhores resultados da história do grão plantado nesta época do ano.

 

Análise - A análise é do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, que divulgou nesta quarta-feira (24/07) os resultados parciais da safra de grãos 2018/19. A preocupação era com a geada recente, ocorrida no início de julho, que poderia ter atingido várias culturas.

 

Trigo - A onda de frio atingiu em cheio o trigo plantado na região Oeste do Estado, que estava em fase suscetível. O trigo plantado nas regiões Sul e Norte foi pouco prejudicado e não apresenta perdas significativas, disse o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho.

 

Liderança - A produção estimada inicialmente pelo Deral era de 3,2 milhões de toneladas. Agora essa estimativa baixou para 2,7 milhões, uma queda de 500 mil toneladas, que corresponde a 16% da produção em relação à estimada. Mesmo assim, o Paraná continua na liderança da produção de trigo no País, informou Godinho.

 

Safra passada - Isso porque, segundo ele, em relação à produção da safra passada, a perda provocada pelas geadas este ano não passa de 100 mil toneladas. Na safra anterior, foram colhidas 2,8 milhões de toneladas de trigo no Paraná.

 

Cultivo - Nesta safra foram plantados um total de um milhão de hectares com trigo, dos quais 80 mil hectares apresentam perda total nas lavouras. A região Oeste produziria em torno de um quinto do trigo no Paraná, sendo uma das principais produtoras. Só na região Oeste, a quebra alcançou 51% da produção prevista para a região. Com isso, o Deral reduziu para 10% a participação do Oeste em relação à produção total de trigo no Estado.

 

Antes da geada - Segundo Godinho, antes das geadas o Paraná atenderia seu autoabastecimento, em torno de 3 milhões de toneladas.

 

Milho - A produção do milho surpreendeu e está resultando num dos melhores volumes colhidos durante a segunda safra, registrando a maior produtividade dos últimos anos. De acordo com o analista Edmar Gervásio (Deral), a segunda safra de milho deverá alcançar produção de 13,7 milhões de toneladas, um aumento de 50% em relação ao que foi colhido no mesmo período do ano passado, cujo volume foi em torno de 9,1 milhões de toneladas.

 

Colheita - A colheita atinge 65% da área plantada e o resultado está alcançando uma produtividade média de 6.100 quilos por hectare, uma das maiores da história do Estado. O clima foi favorável durante todo o desenvolvimento vegetativo e as geadas ocorridas no início de julho não provocaram impacto na cultura. Quando as geadas aconteceram, as lavouras de milho já estavam prontas para a colheita, explicou Gervásio.

 

Volume - Com esse resultado, as duas safras de milho cultivadas no Estado estão rendendo um volume de 16,7 milhões de toneladas que vai colaborar com a safra brasileira que este ano deve ser recorde, atingindo 98 milhões de toneladas.

 

Mercados - O milho paranaense vai ajudar a atender os mercados interno e externo, cuja demanda está em alta. No Brasil, a demanda por milho está aquecida em virtude da produção de carne suína, cuja cadeia está se expandindo para outros mercados no cenário internacional.

 

China e Rússia - A China e a Rússia estão comprando carne suína do Brasil e do Paraná. Este ano também haverá exportação de milho em grão em maior quantidade, prevê Gervásio. Das 30 milhões de toneladas que deverão ser exportadas pelo Brasil, entre 3 a 4 milhões sairão do Paraná.

 

Preços - Por conta desse aquecimento, os preços estão se sustentando entre R$ 28,00 e R$ 30,00 a saca, considerados bons. No ano passado, os preços eram os mesmos mas teve quebra de safra. Por isso, os produtores estão satisfeitos com a colheita de uma boa safra e preços acima do custo de produção.

 

Canola e cevada - Canola e cevada são dois produtos da safra de inverno cultivados no Paraná, com comportamento semelhante ao trigo. Mas somente as lavouras de canola e o trigo foram afetadas pelas geadas.

 

Área - Este ano foram plantados 887 hectares com canola, na região de Guarapuava, e a estimativa inicial do Deral apontava para uma colheita de 1.500 toneladas. Com as geadas, a estimativa caiu para 990 toneladas, uma perda de 34%, disse o engenheiro agrônomo do Deral Rogério Nogueira.

 

Fim - O plantio de cevada encerrou recentemente, com uma área ocupada de 58.075 hectares, 4,3% maior que no ano passado. A produção prevista é de 253.997 toneladas, 20,5% maior em relação à safra do ano passado. As geadas não afetaram a lavoura, que estava em desenvolvimento vegetativo quando ocorreram.

 

Integração - No Paraná, o plantio de cevada ocorre no regime de integração com as indústrias, semelhante ao sistema da avicultura. Com isso, cerca de 30% da produção estadual já está comercializada, sendo direcionada para fabricação de malte.

 

Qualidade - Segundo Nogueira, a cevada produzida no Paraná é de excelente qualidade com bom rendimento industrial. Conforme acompanhamento do Deral, 89% das lavouras estão em boas condições de desenvolvimento e a colheita começa no final de setembro a início de outubro.

 

Soja e feijão - As lavouras de soja e de feijão da safra 2018/19 estão colhidas e os resultados são de queda na produção de soja, devido a problemas climáticos ocorridos no último trimestre do ano passado, quando faltaram chuvas durante o desenvolvimento vegetativo, disse o economista Marcelo Garrido, do Deral.

 

Expectativa inicial - Segundo ele, a expectativa inicial era colher 19,6 milhões de toneladas, mas foram colhidas 16,2 milhões, uma perda de 17%, que equivale 3,4 milhões de toneladas do grão que foram perdidas.

 

Comercialização - A preocupação do produtor é com a comercialização, porque a cotação da soja está enfrentando turbulências no cenário interno e externo. No cenário interno, o preço está submetido ao câmbio que está em baixa no momento. E no cenário externo, há as inseguranças da guerra comercial entre Estados Unidos e China, e a peste suína ocorrida na China que derrubou a compra do grão pelo país asiático.

 

Preço médio - Com isso, a saca da soja está sendo comercializada em média por R$ 66,40, valor 13,2% menor que em igual período do ano passado, quando foi vendida em média por R$ 76,50.

 

Terceira - As duas primeiras safras de feijão plantadas no Paraná já estão colhidas, restando no campo a terceira safra plantada de forma localizada na região Norte, constituindo uma safra pequena em relação às duas primeiras.

 

Estável - Segundo o Deral, o Paraná produziu este ano 602 mil toneladas de feijão, mantendo a liderança da produção nacional. Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, os preços estão estabilizados em R$ 119,00 a saca para o feijão-de-cor, e R$ 114,00 para o feijão-preto.

 

Mandioca - Cerca de 47% da safra de mandioca 2018/19 já está colhida, com produtos de boa qualidade. A previsão do Deral aponta para uma colheita de 3,37 milhões de toneladas, 3% menor em relação ao ano passado.

 

Problemas - Os produtores paranaenses estão enfrentando problemas com a comercialização da produção, disse o economista do Deral Methódio Groxko. Segundo ele, a indústria está comprando pouco devido à boa produção de mandioca no Nordeste, maior região consumidora do País, portanto está atendendo a demanda regional. Mas no País houve queda no consumo em geral, observou o técnico.

 

Queda - Com isso, os preços já tiveram uma queda de 31%, baixando de R$ 476,00 a tonelada comercializada em julho de 2018 para R$ 328,00 a tonelada que corresponde a média comercializada em julho deste ano. (Agência de Notícias do Paraná)

GRÃOS II: Produção do país crescerá 27% na próxima década, prevê estudo do Ministério

 

Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento anual deverá ser de 2,4% até 2028/29. Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, atualizados em julho deste ano.

 

Cálculos - O estudo leva em consideração para os cálculos a produção de grãos de 236,7 milhões de toneladas, segundo levantamento de maio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

 

Soja e milho - De acordo com José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores das projeções, o aumento virá, principalmente, do cultivo de soja e de milho nos estados do Mato Grosso (+129,5 mil toneladas) e do Paraná (+ 64 mil toneladas).

 

Produtividade - A produtividade da agricultura (Produtividade Total dos Fatores – PTF) deve crescer no próximo decênio a uma taxa anual de 2,98%, pouco abaixo da calculada para anos anteriores.

 

Variáveis - “Além disso, testes realizados sobre os impactos de políticas mostram que entre outras medidas, os investimentos em pesquisa e as exportações do agronegócio são as principais variáveis impactando positivamente na produtividade”, destaca Gasques. O coordenador também cita o crédito rural e os preços agrícolas como fatores significativos para o aumento da produtividade.

 

Produtividade - O crescimento da produção agrícola no Brasil deverá continuar ocorrendo com base na produtividade. “Em grãos, esse fato é verificado ao observar que para os próximos dez anos, a produção está prevista crescer 27% e a área plantada, 15,3%”.

 

Maior alta - Com base na produtividade, a maior alta deverá ocorrer no norte e no centro nordeste do país.

 

Mercado interno - O mercado interno, juntamente, com as exportações e os ganhos de produtividade, também irá alavancar o crescimento nos próximos dez anos.

 

Dados - A pesquisa usou dados da Conab, Embrapa, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture/USDA, sigla em inglês), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

 

Dinâmicos - Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro (com maior crescimento) deverão ser carne suína, soja em grão, algodão em pluma, celulose, milho, carne de frango, leite e açúcar. Entre as frutas, os destaques são para a manga, uva e maçã.

 

Carnes - As carnes (bovina, suína e de frango) devem passar do volume atual de 26 milhões de toneladas para 33 milhões de toneladas, alta de 27%. As carnes suínas e de frango são as que apresentam maior destaque nos próximos anos, com incremento de aproximadamente 28% cada uma.

 

Regiões - A maior expansão de produção se dará no Centro-Oeste: de 107,4 milhões de toneladas para 143 milhões de toneladas, com projeção de ganhos de produção de 33%.

 

Sul - Na Região Sul, o aumento será de 20% na produção de grãos, saindo de 78 milhões toneladas para 93,6 milhões toneladas.

 

Norte - A Região Norte crescerá 30% no período estudado, de quase 10 milhões de toneladas para 12,7 milhões de toneladas.

 

Grandes produtores - Entre os grandes estados produtores, Mato Grosso continuará liderando a expansão da produção de milho e soja no país, com aumentos previstos de 35,4% e 43,1%, respectivamente. “O acréscimo da produção de milho deve ocorrer especialmente pela expansão da produção do milho de segunda safra”, explica Gasques.

 

Etanol - O interesse pelo grão ocorre por causa da expansão da indústria do etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste, e também como suprimento de ração animal por meio do DDG (Dried Destilers Grains), que é um subproduto rico em proteínas e fibras fornecido como alimento a bovinos, suínos e aves, exemplifica o coordenador.

 

Soja - A soja, carro-chefe do setor, deve ter forte expansão em estados da Região Norte (Tocantins, Rondônia e Pará). No Pará, a produção deve aumentar 51,3%; em Rondônia, 55,9%; e em Tocantins, 57,78%. Contribuem para isso a atração pela cultura e a abertura de novos modais de transporte nos próximos anos. (Mapa)

 

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TRANSPORTE DE CARGAS: Nova tabela do frete será definida por setor em "convenção coletiva"

 

transporte cargas 25 07 2019Para conter a nova ameaça de greve dos caminhoneiros, o governo definiu que a nova tabela de frete rodoviário será fechada na próxima semana em mesas de negociação entre caminhoneiros autônomos, setores produtivos e transportadoras. Os novos valores do frete serão acertados em tratativas setorizadas, para cada um dos 11 tipos de cargas transportadas.

 

Acerto - O acerto com os três segmentos foi costurado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, nos últimos dois dias. Ao deixar a reunião com o ministro, os caminhoneiros autônomos já informavam que será feita uma espécie de "convenção coletiva" para cada modalidade de carga, como granéis sólidos, líquido, carga perigosa, frigorificada, entre outras. As condições do acordo deverão ser revisadas ano a ano.

 

Recompensa - "Isso nos garante a recompensa pelo nosso trabalho", disse Norival de Almeida, representante da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), após reunião com o ministro.

 

Próxima semana - As novas reuniões serão realizadas na próxima semana, entre os dias 29 e 31 deste mês. A saída proposta pelo ministro deve garantir a remuneração dos caminhoneiros sem a imposição unilateral de uma "taxa de lucro" sobre o custo mínimo do frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Com a estratégia, o governo espera afastar o risco de novos pedidos de liminares do setor produtivo.

 

Cultura de negociação - "Acho que a gente começa a criar uma cultura de negociação de mercado, de solução de mercado para o estabelecimento da justa remuneração. Acho que todo mundo saiu satisfeito. Vamos fechar esse acordo na semana que vem, setor por setor", afirmou o ministro a jornalistas.

 

Expectativa - A expectativa da categoria é de que a solução proposta pelo ministro garanta a margem de lucro do transportador autônomo. A nova tabela não incluía a receita dos caminhoneiros no cálculo do custo mínimo do frete, o que deveria ser resultado da livre negociação entre as partes.

 

Custos operacionais - O ministro reconheceu nesta quarta-feira (24/07) que os valores cobriam apenas os custos operacionais. "Agora, a tabela elaborada pela Esalq se torna uma grande referência", afirmou, mencionando a consultoria contratada pela ANTT para elaborar a metodologia.

 

Fim do cadastro - Freitas afirmou que o Ciot, cadastro de caminhoneiros autônomos, usado pela ANTT para fiscalizar o cumprimento da tabela do frete, deixará de existir. "Ele servia para dar uma condição especial para os autônomos. Com o acordo coletivo, o Ciot não tem mais razão de existir", disse.

 

Margem de lucro - Ao suspender a nova tabela, a diretoria da ANTT já havia sinalizado que a margem de lucro era um dos pontos de desacordo da categoria. O diretor Davi Barreto chegou a dizer que, sem a previsão de margem de lucro, o transportador não receberia pela entrega da carga e a própria operação do serviço seria inviabilizada.

 

Transportadores - Nesta quarta pela manhã, Freitas recebeu representantes dos transportadores de carga para discutir a definição da nova tabela de frete. O segmento é formado por empresas que possuem frota própria, mas costumam recorrer aos caminhoneiros autônomos para atender às demandas de grandes contratos.

 

Consenso - Ao sair de reunião, o presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC), José Hélio Fernandes, chegou a defender a busca de consenso entre os setores sobre a tabela. Nos instantes seguintes, admitiu que o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) "seria o ideal".

 

Insegurança jurídica - "[A decisão do Supremo] tira a insegurança jurídica. É o que nós queremos", afirmou a jornalistas após a reunião do ministro com os transportadores. O STF marcou para o dia 4 de setembro o julgamento sobre a constitucionalidade da política nacional de frete rodoviário, instituída no ano passado após a greve dos caminhoneiros. A corte tem três ações diretas de inconstitucionalidade contra a tabela de frete.

 

Suspensão - A nova tabela foi suspensa após os caminhoneiros reclamarem que os valores foram reduzidos de 30% a 50% em relação aos preços mínimos atuais. Os valores foram publicados na última quinta-feira, entrando em vigor no sábado. Três dias depois, os novos valores deixaram de valer. (Valor Econômico)

CAGED: Brasil cria 408 mil empregos formais no 1º semestre, maior saldo em 5 anos

A economia brasileira gerou 408.500 empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (25/07) pelo Ministério da Economia.

Saldo - O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Nos seis primeiros meses deste ano, o país registrou 8.221.237 contratações e 7.812.737 demissões.

Melhor resultado - De acordo com o governo, trata-se do melhor resultado, para este período, desde 2014, ou seja, em cinco anos. No mesmo período do ano passado, por exemplo, foram abertas 392.461 vagas com carteira assinada.

Ajuste - Os números de criação de empregos formais do primeiro semestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e maio. Os dados de junho ainda são considerados sem ajuste.

Geração - Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

Mês de junho - Os números oficiais do governo mostram também que, em junho deste ano, a criação de empregos formais somou 48.436 vagas com carteira assinada. Segundo o governo, esse é o melhor resultado para esse mês desde 2013 - quando foram abertas 123.836 vagas formais.

Últimos 12 meses - Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, foram criados 524.931 postos de trabalho formais. Com o resultado de junho, o estoque de empregos estava em 38,819 milhões no final do mês passado. No final do mesmo mês de 2018 eram 38,294 milhões. 

Por setores- Os números do governo revelam que, no primeiro semestre deste ano, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já o comércio foi o único setor que demitiu no período.

Indústria de Transformação: +69.286

Serviços: +272.784

Agropecuária: +75.380

Construção Civil: +57.644

Extrativa Mineral: +3.181

Comércio: -88.772

Administração Pública: +15.657

Serviços Industriais de Utilidade Pública: +3.340

Dados regionais- Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em quatro das cinco regiões do país nos seis primeiros meses deste ano.

Sudeste: +251.656

Sul: +111.455

Centro-Oeste: +76.110

Norte: +4.472

Nordeste: -35.193

Trabalho intermitente e parcial - Somente no mês de junho deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 15.520 admissões e 5.343 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 10.177 empregos no período.

Esporádico - O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

Principais contratações - No mês passado, as principais contratações dentro dessa modalidade de contrato foram: vigilante, porteiro de edifícios, recepcionista, bombeiro civil, assistente de vendas, recepcionista de casas de espetáculo, faxineiro, vendedor do comércio varejista, porteiro de locais de diversão e soldador.

Admissões e desligamentos - Foram registradas ainda, no mês passado, 5.922 admissões nas novas modalidades de regime de trabalho parcial e 4.495 desligamentos, gerando saldo positivo de 1.427 empregos.

Mais - As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

Salário médio de admissão - O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.606,62 em junho. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 1,56% no salário de admissão, ou de R$ 24,79, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Maio - Em relação a maio de 2019, porém, houve uma alta real de 1,42%, ou de R$ 22,57, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia. (g1.com)

caged tabela 25 07 2019

ENERGIA: Paraná inaugura primeira termelétrica de biogás do Brasil

 

energia 25 07 2019A primeira usina do Brasil de produção de biogás a partir do tratamento dos dejetos de suínos começou a funcionar no Paraná nesta quarta-feira (24/07), em Entre Rios do Oeste, na Região Oeste do Estado. O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou a unidade geradora cuja capacidade total é de 480 KW, transformando por dia 215 toneladas de um agente poluidor em energia limpa. O investimento da Copel, financiadora do projeto, foi de R$ 17 milhões.

 

Sustentável - “É uma cidade se transformando em uma cidade sustentável, autossuficiente em energia. Um exemplo que Entre Rios do Oeste e o Paraná dão para o Brasil”, disse o governador.

 

Economia circular - “Investir no biometano é um exemplo de economia circular que transforma resíduos em geração de renda, num modelo que queremos ver replicado em todo o Estado”, acrescentou Ratinho Junior, que também lembrou a determinação à Copel para que priorize os investimentos no Paraná - fato que se verá materializado em um investimento recorde de R$ 836 milhões da Copel Distribuição nas redes urbanas e rurais do Paraná ainda em 2019.

 

Produtores de suínos - Mistura de sustentabilidade, tecnologia e inovação, a usina é composta por um grupo de 18 produtores de suínos, que produzirão biogás a partir do tratamento dos dejetos de aproximadamente 40 mil suínos em sistemas de biodigestão.

 

Rede coletora - O biogás será conduzido por meio de uma rede coletora de 20,6 quilômetros, interligando as propriedades rurais a uma Minicentral Termelétrica, onde estão instalados dois grupos motogeradores de 240 kW de potência cada um.

 

Compensação - A energia gerada será utilizada para compensar o consumo energético nos prédios públicos do município, num total de 72 unidades consumidoras, na modalidade de autoconsumo remoto. Os produtores envolvidos receberão um repasse mensal pelo volume de biogás injetado na rede.

 

Futuro - “Esse será o futuro da energia que será produzida no Paraná, aliando uma marca importante do Estado como a suinocultura à geração de biogás”, afirmou o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

 

Combinação de vocações - Segundo ele, a primeira unidade de geração termelétrica de biogás do Brasil corresponde à visão que este governo cultiva para a matriz energética da próxima década. "É um projeto que combina duas vocações de nosso Estado: o agronegócio e a geração renovável de energia”, afirmou.

 

Economia - Aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto deve gerar uma economia significativa para a prefeitura no pagamento de energia elétrica, além da preservação ambiental com toneladas de gases de efeito estufa que deixarão de ser emitidas com os dejetos que serão tratados.

 

Produção - A estimativa é que haja uma produção de energia elétrica renovável no meio rural de 250 MWh/mês ou 3.000MWh/ano com a utilização de 5.000 m3 de biogás/dia. “Costumo dizer que esse é o Pré-Sal caipira, produzido no interior do Brasil, que transforma um passivo ambiental em um ativo econômico”, ressaltou Rodrigo Régis de Almeida Galvão, diretor-presidente da CIBiogás, empresa responsável pela parte técnica do projeto.

 

Acordo - A construção da unidade geradora uniu diversas frentes em Entre Rios do Oeste, cidade em que o número de suínos é mais de 30 vezes maior do que o de habitantes (4.481 pessoas).

 

Financiadora - A Copel Geração e Transmissão foi a financiadora da obra, com um valor estimado em R$ 17 milhões. A Prefeitura forneceu o terreno para instalação da Minicentral Termelétrica, além de alguns serviços, como o de terraplenagem para implantação dos biodigestores.

 

Realidade - Os produtores entraram no projeto com investimentos para a instalação dos biodigestores em suas propriedades. “São mais de dez anos de expectativa que agora se tornam realidade”, disse Jones Heiden, prefeito de Entre Rios do Oeste.

 

Execução - Participam a ainda da ação, também na condição de executor, as equipes técnicas da Parque Tecnológico Itaipu (PTI). “É um arranjo técnico inovador. Para Itaipu sempre ficava a dúvida de para onde iriam os dejetos. Agora eles viram energia”, destacou Rafael Deitos, diretor-técnico do PTI.

 

Meio ambiente - Antes do funcionamento da Usina, os dejetos produzidos nas propriedades eram aplicados na lavoura como adubo. Esse material tem alto potencial de poluição dos recursos hídricos e odor desagradável, além de produzir gases de efeito estufa. O uso da biomassa residual para geração de energia evita que o metano gerado pelos resíduos sejam lançados na atmosfera.

 

Emissões - Segundo estimativas, os rebanhos de suínos respondem por 13% das emissões do efeito estufa no mundo.

 

Proliferação descontrolada de algas - Outro ponto é que ao reduzir o despejo de dejetos nos rios e reservatórios de água, o projeto minimiza a proliferação descontrolada de algas, que além de nocivas à saúde humana podem causar entupimento de canais adutores nas usinas hidrelétricas e aumentar a mortandade da fauna e flora aquáticas. “É uma nova maneira de pensar as cidades, com uma destinação responsável para os dejetos”, afirmou Ratinho Junior.

 

Suinocultura - A produção de suínos é uma das principais atividades econômicas do Estado. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura, o Paraná produziu 840 mil toneladas de carne suína em 2018, o que representa 21,3% da produção brasileira que é de 3,9 milhões de toneladas. “Esse projeto nos permite um ganho extra. Pretendo dobrar a criação de porcos, passando de 900 para 1.800 cabeças”, afirmou o produtor Jaime José Joner.

 

Presenças - Participaram do evento em Entre Rios do Oeste o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara; o presidente da Compagas, Rafael Lamastra; os deputados estaduais Hussein Bakri, Moacir Micheletto e Élio Rush; o deputado estadual por Santa Catarina, Altair Silva; além de prefeitos, vereadores e cooperativistas da região.

 

Transporte público - O governador Carlos Massa Ratinho Junior avalia que a proposta do uso de biogás como combustível pode ser incorporada pelos órgãos da administração e pediu estudos da Copel, Sanepar e Compagas para oferecer aos paranaenses modelos mais sustentáveis de consumo, principalmente em cidades menores.

 

Único - O Paraná é o único Estado a ter um centro dedicado a essa pesquisa de arranjos e soluções, e tem diversidade de plantas com resíduos de cana, suínos, aves, cadeia do boi, fecularias e esgoto.

 

Barateamento - O governador disse que a transformação pode atender o transporte público de algumas cidades. O intuito, a médio e longo prazos, é baratear a passagem e os sistemas municipais, afirmou.

 

Valor - De acordo com a CIBiogás, enquanto a equação do combustível etanol sai R$ 0,40 por quilômetro rodado, com biometano esse valor cai para R$ 0,24. O Estado também tem potencial para ser um grande indutor de tecnologia nessa indústria de transformação, capaz de gerar empregos em larga escala. “Queremos espalhar essa tecnologia pelo Paraná”, acrescentou o governador. (Agência de Notícias do Paraná)

FGTS: Tire suas dúvidas sobre o que muda

 

fgts 25 07 2019Como antecipou o Estado, o governo anunciou nesta quarta-feira (24/07), a liberação de saques de até R$ 500 de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep. O limite é por conta. Ou seja, se o trabalhador tiver uma conta ativa e uma inativa, poderá sacar R$ 1 mil.  Hoje, há cerca de 260 milhões de contas ativas e inativas no FGTS. Desse total, cerca de 211 milhões (80%) têm saldo de até R$ 500. 

 

De que forma eu posso sacar?

Quem tiver conta na Caixa, o banco depositará automaticamente o valor. Quem não tiver conta na Caixa deverá seguir o cronograma que será divulgado pelo banco. Os detalhes vão ser divulgados pela Caixa no dia 5 de agosto. O que se sabe: os saques vão de setembro a março; os idosos terão prioridade.

Quem tiver o Cartão Cidadão poderá fazer o saque em caixa automático. Saques inferiores a R$ 100 poderão ser feitos em casas lotéricas, mediante apresentação de carteira de identidade e CPF. 

 

Qual nova modalidade de saque foi criada?

Além do saque de até R$ 500 por conta, o governo também anunciou uma nova modalidade de saques a partir de 2020: o "saque aniversário", também antecipada pelo Estado.

A modalidade permitirá a realização de saques anuais, mas, ao aderir a essa opção, o trabalhador abre mão de resgatar a totalidade do fundo caso seja demitido sem justa causa.

Nesse caso, ele receberá a multa de 40% sobre a totalidade do que a empresa depositou ao longo do serviço. O dinheiro restante do fundo deverá ser retirado ao longo dos anos seguintes, em parcelas, até acabar. 

 

Quanto posso tirar da minha conta inativa?

Das contas de contratos anteriores, será possível retirar R$ 500 por conta

 

Tenho interesse, como faço?

Os interessados em migrar para a modalidade terão que comunicar a decisão à Caixa Econômica a partir de outubro. Ao confirmar a mudança, o trabalhador deixará de efetuar o saque em caso de rescisão de contrato de trabalho. A migração não é obrigatória. Se o trabalhador não comunicar à Caixa a intenção de aderir ao saque-aniversário, permanecerá na regra anterior.

 

Mas quanto posso tirar no saque-aniversário?

Na modalidade saque aniversário, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente porcentuais maiores: 

Até R$ 500,00: 50% 

De R$ 500,01 a R$ 1.000,00: 40% + R$ 50,00

De R$ 1.000,01 a R$ 5.000,00: 30% + R$ 150,00

R$ 5.000,01 a R$ 10.000,00: 20% + R$ 650,00

R$ 10.000,01 a R$ 15.000,00: 15% + R$ 1.150,00

R$ 15.000,01 a R$ 20.000,00: 10% + R$ 1.900,00

acima de R$ 20.000,01: 5% + R$ 2.900,00

 

Quando começa o saque-aniversário?

De acordo com o governo, o calendário do saque-aniversário em 2020 ainda será divulgado pela Caixa. Eles vão começar em abril do ano que vem. Quem nasceu em janeiro e fevereiro poderá sacar em abril, quem nasceu em março e abril sacará em maio, e quem nasceu em maio e junho sacará em junho. A partir de julho seguirá o calendário normal de saques no mês do aniversário. 

A partir de 2021, o saque deverá ser feito no primeiro dia do mês do aniversário até o último dia útil do segundo mês subsequente. Portanto: se a data de aniversário for dia 10 de março, o trabalhador terá de 1.º de março até o último dia útil de maio para efetuar o saque.

 

Posso usar o saque aniversário como garantia nos empréstimos pessoais?

Sim. O Ministério da Economia informou que o trabalhador que optar pela modalidade saque aniversário poderá usar os recursos como garantia para empréstimo pessoal. Nesse caso, explicou o governo, o pagamento das parcelas será descontado diretamente da conta do trabalhador no FGTS no momento em que for feita a transferência de recursos do saque aniversário. É o mesmo modelo usado pelos bancos nas linhas de crédito que antecipam a restituição do Imposto de Renda e o pagamento do 13º salário.

 

E se eu me arrepender e quiser voltar para as regras atuais?

De acordo com o governo, quem realizar a mudança só poderá retornar à modalidade anterior após dois anos a partir da data de solicitação de retorno à Caixa.

 

Qual a vantagem do saque aniversário?

O Ministério da Economia informou que o trabalhador que optar pela modalidade saque aniversário poderá utilizar os recursos como garantia para empréstimo pessoal. Neste caso, explicou o governo, o pagamento das parcelas será descontado diretamente da conta do trabalhador no FGTS no momento em que for feita a transferência de recursos do saque aniversário.

 

Houve alterações nas outras regras de saque?

O governo informou que as demais hipóteses de saque, como as relacionadas à aquisição de casa própria, a doenças graves, à aposentadoria e ao falecimento, não foram alteradas.

O trabalhador poderá, portanto, mesmo em caso de opção pelo saque aniversário, utilizar seu saldo para compra de imóveis para habitação ou usá-lo para pagar dívidas resultantes de financiamento habitacional.

 

Mudou alguma coisa na multa de 40% do FGTS?

De acordo com o Ministério da Economia, não haverá alteração na multa de 40% em caso de demissão sem justa causa para quem migrar para o saque aniversário.

 

O que o governo fez para melhorar o retorno para o trabalhador do FGTS?

O governo informou que passará a distribuir aos trabalhadores 100% do lucro do FGTS. Atualmente, 50% são distribuídos. O Estado apurou que serão distribuídos R$ 9,5 bilhões do lucro do ano passado.

No ano passado, a distribuição de resultados do FGTS de 2017 elevou a rentabilidade das contas do fundo de 3,8% ao ano (3%+ TR) para 5,59% ao ano. Foram distribuídos R$ 6,23 bilhões (metade do lucro de R$ 12,46 bilhões) para 90,7 milhões de trabalhadores. Em média, o lucro representou R$ 38 por conta, mas o valor foi proporcional ao saldo da conta. Ou seja, a divisão d lucro proporcionou um rendimento extra de 1,72% (R$ 17,2 para cada R$ 1 mil de saldo do FGTS).  

 

E os saques do PIS/Pasep?

Além dos saques do FGTS, o governo também anunciou a liberação de saques do PIS-Pasep. Não haverá prazo para o saque. Quem tiver recursos referentes ao PIS: o saque deverá ser feito na Caixa. Quem tiver recursos referentes ao Pasep: o saque deverá ser feito no Banco do Brasil.

De acordo com o governo, o saque para herdeiros será "facilitado", isso porque bastará ao dependente apresentar a certidão do INSS par ater acesso ao recurso. (O Estado de S.Paulo)

INTERNACIONAL: Mercosul pode fechar acordo com mais países europeus até o fim do ano

 

internacional 25 07 2019Depois da União Europeia, o Mercosul pode fechar mais um acordo com países europeus até o fim do ano, disse nesta quarta-feira (24/07) o secretário de comércio exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz. O bloco sul-americano formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai terá mais duas rodadas de negociação com EFTA, grupo que reúne Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein, e o governo federal está otimista com a possibilidade de concluir as negociações. 

 

Certeza - "Assinaremos ainda este ano, com alto grau de certeza", disse Lucas Ferraz, que participou da reunião da diretoria da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro. "É um acordo importante. Apesar de ser pequena, é uma região que é provavelmente o PIB per capita mais alto da Europa. Tem mais de uma vez e meia o PIB da Argentina, algo como 1,1 trilhão de dólares".

 

Negociações - Mercosul e EFTA devem retornar às negociações dentro de 30 dias e mais uma rodada de negociação deve acontecer até outubro. Até o fim de 2021, o secretário aposta ainda na conclusão de acordos comerciais do Mercosul com Canadá, Coréia do Sul e Cingapura, e, até o fim do mandato, o objetivo é se aproximar de um acordo com duas das maiores economias do mundo.

 

Diálogo - "Temos já um diálogo exploratório com Estados Unidos e Japão. É algo que está no nosso radar até o final desse governo. Estamos muito otimistas de que se consiga até o final desse mandato concluir essas negociações", afirmou Ferraz.

 

Brexit - O secretário explicou que a forma como se dará a saída do Reino Unido da União Europeia pode fazer com que o Mercosul precise reiniciar as negociações com os britânicos, que têm até 31 de outubro para definir como se dará a separação, apelidada de Brexit.

 

Saída - A saída do bloco foi aprovada em um referendo popular em 2016, e, desde então, o governo britânico não conseguiu definir de que modo se dará o Brexit. A ex-primeira-ministra, Theresa May, conseguiu negociar um acordo que mantinha vantagens comerciais para britânicos e europeus, mas o parlamento britânico não aprovou os termos. Seu sucessor, Boris Johnson, assumiu com a disposição de levar o Brexit adiante mesmo sem acordo com a UE, caso não consiga renegociar os termos.

 

Renegociação - "Se o Reino Unido decide sair da União Europeia sem nenhum tipo acordo, ele passa a ser um país que não tem acordo especificamente com ninguém. Ele vai ter que renegociar todos os seus acordos, e, possivelmente, ele teria que renegociar o acordo com o Mercosul", disse Lucas Ferraz, que afirma ser difícil fazer qualquer especulação porque todos os cenários ainda estão na mesa. "Para o Brasil, o interessante é que a gente mantenha os parâmetros do acordo como eles estão hoje. Portanto, se sai o Reino Unido, a nossa ideia é que o Mercosul renegocie um possível novo acordo com o Reino Unido nos mesmos parâmetros que foram negociados com o continente europeu".

 

Tarifas de importação - O acordo entre Mercosul e União Europeia eliminará tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. O secretário prevê que a discussão da parte comercial do acordo deve levar um ano e meio para ser aprovada pelos europeus, o que faria com que as tarifas começassem a ser reduzidas entre o fim de 2020 e o início de 2021.

 

15 anos - Os países do Mercosul terão 15 anos para eliminar as tarifas previstas no acordo, enquanto os europeus farão o mesmo em 10 anos. Lucas Ferraz acredita que prazo de 15 anos será suficiente para que os setores da economia brasileira se preparem para a concorrência com os produtos europeus, e também para que o o governo implemente reformas voltadas para a redução do custo de produzir no Brasil, como melhoria de infraestrutura, reforma tributária e desburocratização. "A gente acredita que o tempo é um tempo razoável".

 

Adicional - O acordo entre Mercosul e União Europeia deve adicionar à economia brasileira R$ 1 trilhão em exportações e importações nos próximos 15 anos, além de um ganho de R$ 500 bilhões no PIB e de R$ 450 bilhões em investimentos. (Agência Brasil)


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