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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4625 | 24 de Julho de 2019

SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL: Nova portaria do Mapa atende pleito das cooperativas

selo 24 07 2019Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (24/07), a Portaria nº 144, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que dispõe sobre os critérios e procedimentos relativos à concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social. “A principal alteração observada na nova medida é que está prevista a possibilidade das cooperativas agropecuárias que não possuem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Jurídica se habilitarem a participar do programa, ou seja, elas poderão, a partir de agora, comercializar a matéria-prima de seus associados que detêm a DAP Física. Esse é um pleito que já vinha sendo trabalhado há algum tempo pelo cooperativismo, por meio do Sistema OCB, e que foi contemplado com esta Portaria”, afirma o analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Maiko Zanella.

Soja - Uma das matérias-primas utilizadas para a produção do biocombustível é a soja. No Paraná, 85 mil produtores rurais cultivam o grão, sendo que aproximadamente 55 mil são vinculados às 70 cooperativas agropecuárias registradas no Sistema Ocepar. Desse total, há no Estado cerca de 20 mil agricultores familiares, que são os potenciais beneficiários do Selo Combustível Social. Em relação às cooperativas, algumas possuem a DAP Jurídica, como a Coasul (São João), Bom Jesus (Lapa), Coopertradição (Pato Branco), Coagro (Capanema), Cooperante (Campo do Tenente), Coprossel (Laranjeiras do Sul), Camisc (Mariópolis), Copagril (Marechal Cândido Rondon, Primato (Toledo), Coopagrícola (Ponta Grossa), entre outras, e obtiveram a Declaração porque mais de 50% dos seus cooperados são agricultores familiares, possuindo condições de utilização do Selo Social. Com a publicação da Portaria 144, as demais cooperativas agropecuárias paranaenses que não detêm a DAP Jurídica também poderão se beneficiar. Para ter direito ao Selo Combustível Social, elas necessitam se habilitar junto ao Mapa e atender aos requisitos estabelecidos na nova normativa do ministério.

O Selo - O Selo Combustível Social foi criado a partir do Decreto Nº 5.297, de 6 de dezembro de 2004. É concedido pelo Mapa ao produtor de biodiesel que cumpre os critérios descritos na Portaria nº 512, de 5 de setembro de 2017O Selo confere ao seu possuidor o caráter de promotor de inclusão social dos agricultores familiares enquadrados do Pronaf. A concessão do direito de uso do Selo Combustível Social permite ao produtor de biodiesel ter acesso as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, que varia de acordo com a matéria-prima adquirida e região da aquisição, incentivos comerciais e de financiamento.

Foto: Embrapa

Clique aqui para conferir na íntegra a Portaria nº 144, do Mapa

 

RAMO EDUCACIONAL: Cooperativas do PR participam de debate sobre gestão e inovação, em Brasília

O Sistema OCB está reunido as cooperativas do ramo educacional de todo o país, nesta quarta-feira (24/07), em Brasília, para discutir gestão e inovação do negócio educacional. Esse é o tema principal do Seminário Nacional de Cooperativas Educacionais que conta com representantes das cooperativas paranaenses Ceilin, Colégio Cooperativa da Lapa e Coopermundi. O coordenador de desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto, também acompanha o evento. Entre os assuntos abordados estão: a gestão do negócio cooperativo, cenário educacional, gestão e inovação do ambiente escolar, entre outros, além de atividades de alinhamento estratégico.

O ramo– O ramo educacional abrange 265 cooperativas no Brasil, com 60,7 mil cooperados 3,4 mil empregados, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro.

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COOPERATIVISMO I: Fonte de riqueza para o Brasil e o Paraná

 

cooperativismo I 24 07 2019Não faltam números para comprovar a importância do cooperativismo para o Brasil e particularmente ao Paraná. Segundo a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), são 6.828 unidades espalhadas pelo território nacional. Elas reúnem 14,6 milhões de cooperados e empregam nada menos que 425 mil pessoas.

 

Empregos - O Paraná é o Estado brasileiro onde as cooperativas mais empregam: são 101.228 postos de trabalho, quase um quarto do total. Todas as 220 cooperativas paranaenses faturaram em 2018 cerca de R$ 83,7 bilhões, o que representa praticamente 18% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado. Os números são da Ocepar, a Organização das Cooperativas do Paraná.

 

Entrevistas - A reportagem entrevistou os superintendentes das duas entidades para tratar da importância dessas empresas para a economia, bem como saber um pouco mais sobre os vários ramos que formam o cooperativismo e as metas do futuro. Veja os principais trechos das entrevistas:

 

Força - De acordo com o superintendente da OCB, Renato Nobile, as cooperativas recolheram aos cofres públicos R$ 7 bilhões em impostos apenas em 2018 em todas as esferas de governo. “Também fizemos a economia girar no ano passado, ao injetarmos mais de R$ 9 bilhões, apenas com o pagamento de salários outros benefícios destinados a colaboradores do sistema”, ressalta.

 

Rankings - Ele alega que as cooperativas estão nos principais rankings das empresas melhores para se trabalhar. E que um dos indicadores avaliados nessas listas é salário. “Vale destacar que somos uma grande referência no indicador ‘geração de emprego’. Geramos, entre 2014 e 2018, cerca de 18% a mais de postos de trabalho, bem mais do que os outros setores econômicos.”

 

Empregabilidade - Citando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), Nobile diz que a empregabilidade brasileira cresceu apenas 5% no período. “Estamos na contramão do desemprego. Tanto que o número de cooperados também cresceu. E o percentual é de encher os olhos: 15%”, declara.

 

Salários e benefícios - O superintendente conta que somente em salário e benefícios, as cooperativas injetaram mais de R$ 9 bilhões na economia, no ano passado.

 

PIB - O superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, destaca que as cooperativas paranaenses são responsáveis por 60% do PIB agropecuário do Estado e 18% do PIB geral. “Contribuem com R$ 2,5 bilhões de impostos, exportam mais de US$ 2 bilhões por ano, investem cerca de R$ 2 bilhões anualmente na construção de novas fábricas e na modernização da produção.”

 

Saúde - E ainda ajudam a desafogar o serviço público. “Na área da saúde, as cooperativas têm cerca de 1,5 milhão de vidas em seus planos. São pessoas que deixaram de demandar serviços de saúde pública”, alega.

 

Crédito - Na área de crédito, prossegue Costa, as cooperativas estão em praticamente todos os municípios do Paraná. Em 130 deles, são a única instituição financeira. “Em muitas cidades, como por exemplo, Cafelândia, Ubiratã, Medianeira, Palotina, Marechal Cândido Rondon, Matelândia, dentre outras, a cooperativa é a maior geradora de emprego e renda para a população local.”

 

Diferenças - O superintendente da OCB enfatiza que uma cooperativa é uma empresa “com um diferencial humano”. “Ela nasce da vontade de pessoas motivadas por algum objetivo comum. E é exatamente este o ponto que torna uma cooperativa mais imune às intempéries econômicas ou, ainda, menos suscetíveis às crises.”

 

Pessoas - Segundo Nobile, mesmo diante das exigências dos mercados, das urgências dos contratos, do montante a ser gerado, as cooperativas sabem que o “bem-estar das pessoas que as compõem é o mais importante”.

 

Governança - Nelson Costa diz que o sistema tem cada vez mais aperfeiçoado sua governança com capacitações de seus quadros diretivos para pode gerir o negócio de forma eficiente. E busca envolver todos os associados em suas decisões. “É um sistema participativo, democrático, onde uma pessoa representa um voto”, explica o superintendente da Fecoopar.

 

Intercooperação - Um outro diferencial é a intercooperação, pelo qual as cooperativas unem esforços em torno de um projeto comum. “Por exemplo, a Unium, na Região dos Campos Gerais, se integrou às cooperativas Frísia, de Carambeí, Castrolanda, de Castro, e Capal, de Arapoti. Sozinha não teria condições de investir num determinado negócio”, conta. Juntas, tocaram um projeto nas áreas de leite, carnes e trigo.

 

Ramos - Embora existam mais de 10 ramos no cooperativismo brasileiro, as cooperativas, o faturamento e os empregos se concentram em alguns poucos como crédito, saúde e principalmente agronegócio. “O número de cooperativas do agropecuário corresponde a 24% do total de cooperativas do País. Além dos ramos saúde e crédito, temos também o transporte, cujas cooperativas têm feito um excelente dever de casa e, assim, obtendo números muito relevantes para a economia, movimentando cerca de R$ 6 bilhões por ano”, conta Nobile.

 

Origem - Ele ressalta que as cooperativas nascem das necessidades e que vem surgindo mais interesse pelas áreas como educação, infraestrutura (energia, saneamento básico e internet) e até seguros. “É claro que a OCB quer ver o Brasil com mais cooperativas, cada vez mais. Entretanto, é importante dizer que melhor do que o maior número de cooperativas é o número de cooperativas fortes e conscientes de seu papel transformador, social e economicamente falando.”

 

Razões históricas - Nelson Costa, da Fecoopar, vê razões históricas para uma concentração grande do cooperativismo no agronegócio. “As cooperativas têm ligação histórica com as imigrações, pessoas que trouxeram a prática do cooperativismo de seus países de origem, principalmente da Europa e Japão.” O cooperativismo surgiu e se desenvolveu inicialmente nas colônias formadas por imigrantes, alemães, holandeses, italianos, poloneses, japoneses.

 

Poder público - “As ações do Poder Público nessas colônias eram praticamente inexistentes, e aí surgiram as cooperativas para suprir as necessidades das pessoas.”

 

Outros ramos - O número de cooperativas é pequeno em outros ramos por causa da legislação, que dificulta seu desenvolvimento. “As autoridades têm um entendimento de que a cooperativa suprime direitos das pessoas. Não há entendimento de que a pessoa é a dona de seu negócio, porque a legislação a ser cumprida não é a trabalhista e sim a cooperativista”, explica.

 

Interesse - Mesmo assim, há algumas áreas que começam a despertar maior interesse por cooperativas e uma delas é a de transporte. “Os caminhoneiros autônomos, sufocados pelo sistema de transporte existente no País, passaram a criar cooperativas de transporte para atender suas necessidades de busca de cargas e suprimento de peças, pneus, etc.”

 

Fonte de riqueza para o Brasil e o Paraná - Renato Nobile diz que as cooperativas brasileiras são modelo e referência para muitos países, inclusive a Alemanha, além de outros que buscam estruturar o segmento econômico nos moldes brasileiros, como alguns países africanos.

 

Espaço - De acordo com o superintendente, a OCB não traça metas para o futuro, mas sabe que há muito espaço para crescer porque as demandas da sociedade por negócios comprometidos com as pessoas e com a preservação dos recursos naturais é cada vez maior.

 

Brasil Mais Cooperativo - E o cooperativismo vem influenciando inclusive ações do Estado. Um exemplo, segundo ele, é o plano Brasil Mais Cooperativo, lançado pelo Ministério da Agricultura. “Tanto o nome quanto as premissas têm origem no cooperativismo. Por meio desse plano, o Mapa quer organizar o produtor rural das regiões mais carentes do País em cooperativas.”

 

Agenda BC# - Outro exemplo é a Agenda BC#, lançada pelo Banco Central que prevê o aumento da participação das cooperativas de crédito no Sistema Financeiro Nacional de 8% para 20%, ampliando a oferta de serviços financeiros por cooperativas nas regiões Norte e Nordeste.

 

PRC 100 - Já o superintendente da Fecoopar diz que, no Paraná, há o Plano Estratégico do Cooperativismo (PRC 100) que contém 16 diretrizes estratégicas com vistas ao atingimento de metas nas diversas áreas de atuação. “Uma delas é que toda cooperativa tenha seu plano estratégico quinquenal, com atualizações anuais.”

 

Metas - O PRC 100 foi lançado em 2015 e tem como uma de suas metas levar a R$ 100 bilhões o faturamento das cooperativas filiadas ao Sistema Ocepar. “Para atingir essa meta, foram criados grupos de trabalho formados pelas lideranças e executivos das cooperativas que debateram área por área, nos diversos ramos de cooperativas, ou seja, o PRC 100 foi formatado ouvindo as bases e debatendo as ações para se atingir a meta delineada.” (Folha de Londrina)

Clique aqui para conferir o Caderno Especial sobre o cooperativismo publicado pela Folha de Londrina

 

COOPERATIVISMO II: A união que traz resultados

 

cooperativismo II 24 07 2019O superintendente da OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) e do Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), Renato Nobile, é o palestrante do 14º EncontrosFolha, que o Grupo Folha de Comunicação realiza nesta quinta-feira (25/07), pela manhã, no Aurora Shopping. O tema desta edição é “Cooperativismo – A união que traz resultados”.

 

Painelistas - Ainda vão participar, como painelistas, o diretor-presidente da Integrada Cooperativa Agroindustrial, Jorge Hashimoto, que é engenheiro agrônomo formado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) e pós-graduado em gestão de empresas; o presidente da Unimed Londrina, Omar Taha, pós-graduado em radiologia e diagnóstico por imagem pela USP e com MBA em gestão executiva; e o superintendente da Sicredi União PR/SP, David Conchon, especializado em gestão nas áreas de marketing e vendas e em gestão comercial e formações internacionais em liderança.

 

Fundamental - “O cooperativismo tem se mostrado fundamental para o crescimento do agronegócio paranaense e da economia como um todo. Também estamos vendo o crescimento importante do cooperativismo nos segmentos financeiro e da saúde. Por isso, escolhemos este tema para ser abordado neste EncontrosFolha, que busca discutir temas relevantes para o desenvolvimento de Londrina e região”, afirma o superintendente do Grupo Folha, José Nicolás Mejia.

 

Desafios e necessidades - De acordo com ele, a expectativa é de que, além de discutir a importância do cooperativismo, sejam debatidos os desafios e as necessidades das cooperativas, de modo que elas continuem sendo “propulsoras do crescimento econômico da nossa região”.

 

Edições - O primeiro EncontrosFolha foi realizado em junho de 2014 e teve como tema “Desafios do Brasil para 2015 – novo cenário para Londrina e Paraná”. O segundo, em setembro de 2014, discutiu “Logística, uma visão para o Brasil, um foco sobre o Estado do Paraná”. 

 

Temas - Em março de 2015, foi a vez do evento debater “Qualificação de mão de obra como fator de desenvolvimento regional”. “A Indústria da Tecnologia e das Comunicações como diferencial competitivo do interior do Estado” foi o tema da 4ª edição, em julho de 2015. Em outubro do mesmo ano o tema debatido foi “Desafios do agronegócio no Paraná: produzir, transformar e exportar”. 

 

Sustentabilidade empresarial - O 6º EncontrosFolha, realizado em março de 2016, teve como tema “Sustentabilidade Empresarial”.  Em julho daquele ano, o assunto foi “Projetando Londrina para o desenvolvimento: indústria, comércio e serviços.”

 

Ética - A 8ª edição, em março e 2017, teve como tema “Ética e transparência nas empresas: o País da Lava Jato”. E, em julho, foi a vez de “Como as mudanças climáticas desafiam o crescimento”. Já o tema do 10º, em outubro de 2017, foi “Saúde financeira – os reflexos da atual conjuntura econômica para pequenos e médios empresários brasileiros”.

 

Edições - No ano passado, o Grupo Folha realizou duas edições. Em março, foi debatida a “Educação como elemento transformador da sociedade”, e em julho, na 12ª edição, o “Mercado da Saúde em Londrina – tecnologia e Inovação para serviços e produtos”. 

 

Construção civil - E, finalmente, em março deste ano, “A construção civil e imobiliário – o papel da construção civil na economia do Norte do Paraná”, foi o tema da 13º EncontrosFolha. 

 

Patrocínio - A 14ª edição tem patrocínio da Integrada, do Sicredi e da Unimed Londrina e apoio dos Sistemas OCB e Ocepar. (Folha de Londrina)

 

SERVIÇO

14º EncontrosFolha

Data: 25 de julho

Horário: às 8 horas

Local: Aurora Shopping

CAPAL: Expoleite 2019 começa nesta quinta-feira em Arapoti (PR)

 

capal 24 07 2019Economia rural, cooperativismo, mercado agrícola e alta qualidade genética pecuária são alguns dos temas que serão debatidos durante a 47ª edição da Expoleite, que começa nesta quinta-feira (25/07) e segue até sábado (27/07), em Arapoti, na região dos Campos Gerais no Paraná. A feira, que deve receber 20 mil visitantes durante os três dias, acontece no Parque de Exposições da Capal, cooperativa organizadora do evento.

 

Desenvolvimento profissional - O diretor industrial da Capal, Lourenço Teixeira, explica que a programação é focada no desenvolvimento profissional do produtor rural. “A região tem o melhor gado da raça holandesa do País, mas isso não vem de graça. Acontece devido a muito trabalho, atualização constante, investimento em genética e assistência técnica da cooperativa. E com essa seleção de temas incentivamos o desenvolvimento do produtor rural e ampliamos as possibilidades para continuar fazendo mais”, destaca.

 

Exposição e julgamento de animais - Além disso, uma das atrações da feira é a exposição e o julgamento dos animais, momento em que são avaliadas características leiteiras de bovinos para reconhecimento das melhores características físicas e genéticas da raça. Nesta edição foram inscritos 280 animais, sendo 193 da variedade Holandês Preto e Branco e 87 da Vermelho e Branco. Os julgamentos acontecem durante os três dias de feira. 

 

Mais - A programação gratuita da Expoleite também inclui mais de 60 estandes de empresas ligadas ao setor de pecuária leiteira, apresentação do Clube de Bezerras e Exposição de Flores.

 

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil ha. O volume de leite negociado pela Capal mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros/dia. (Imprensa Capal)

 

SERVIÇO

47ª Expoleite

Quando: 25 a 27 de julho

Onde: Parque de Exposições Capal

Rua Luís Binoto, 164, Arapoti (PR)

www.capal.coop.br/expoleite

SICREDI: Instituição financeira cooperativa leva 11 projetos sociais brasileiros para premiação internacional

 

sicredi 24 07 2019O Sicredi, instituição pioneira no segmento de cooperativismo de crédito no Brasil e na América Latina, vai participar da Conferência Mundial do Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito), entre os dias 28 e 31 de julho em Nassau, nas Bahamas. Na ocasião, apresentará 11 projetos que vão concorrer ao WYCUP - World Council Young Credit Union People, um concurso que estimula a formação de jovens lideranças e premia participantes que desenvolveram projetos com potencial de causar influência global no cooperativismo de crédito.

 

Áreas - As iniciativas inscritas pelo Sicredi neste ano evidenciam liderança jovem na realização de ações voltadas para as áreas como empreendedorismo, educação, inclusão e sustentabilidade. Entre os cases, seis são de colaboradores e cinco foram desenvolvidos por associados, oriundos dos Comitês Jovem da instituição.

 

Conferência Mundial - O WYCUP é realizado anualmente dentro da programação da Conferência Mundial do Woccu. Como prêmio, os vencedores terão direito a participar da edição de 2020 da Conferência, prevista para ser realizada nos Estados Unidos, com todas as despesas pagas. A Conferência do Woccu é o maior encontro do segmento de cooperativismo de crédito do mundo e, neste ano, vai reunir cerca de 5 mil representantes de cooperativas de mais de 50 países para discutir iniciativas que possam melhorar a vida das pessoas por meio da atuação das cooperativas.

 

Entre as melhores iniciativas - Em 2018, sete cases foram apresentados pelo Sicredi no encontro e dois deles ficaram entre as cinco melhores iniciativas: um dos projetos foi o “Acreditadores”, apresentado por Lucas Araújo dos Santos, colaborador da Cooperativa Sicredi Alta Noroeste/SP. A iniciativa integrada por 20 agentes transformadores contou com o envolvimento de cerca de 200 colaboradores do Sicredi e realizou 14 ações de impacto positivo em 12 municípios da região. Já o case “Inclusão Financeira da Mulher”, apresentado por Carlos Antônio Soratto, colaborador da Cooperativa Sicredi Ouro Verde/MT, visou estimular as mulheres para que tenham papel de protagonistas no agronegócio. Como resultado, houve participação de centenas de mulheres, as quais tiveram acesso à crédito e com isso puderam aumentar sua renda.

 

Projetos - Conheça os projetos apoiados pelo Sicredi que concorrerão ao WYCUP 2019 e assista aos vídeos com os Wycupers, associados e colaboradores que se apresentarão na Conferência: 

 

Conselho Jovem da Cooperativa Sicredi Pioneira, do associado Nikolas Bratz, da Cooperativa Sicredi Pioneira, em Nova Petrópolis (RS). Bratz formou o Comitê Jovem da Cooperativa com a intenção de aproximar jovens da região do cooperativismo de crédito para formar líderes que possam colaborar para o desenvolvimento das regiões onde vivem. O projeto atende jovens que passaram pelas Cooperativas Escolares, que são associações de estudantes com finalidade educativa organizadas pelo Sicredi em parceria com escolas da educação básica, e conta com uma agenda com palestras e encontros entre os jovens e colaboradores da instituição financeira cooperativa para discussões sobre cooperativismo e inovação. Desde a criação do projeto, mais de 22 jovens já integraram o grupo.

 

Cooperativas Escolares, da estudante Thais Christ, associada a Cooperativa Sicredi Ouro Branco, em Teutônia (RS). Em parcerias com o Sicredi e escolas da região, o programa complementa a matriz curricular das instituições de ensino com atividades que promovem formação em liderança, cidadania e educação financeira. Os professores contam com assessoria pedagógica e os alunos se reúnem semanalmente e são incentivados a desenvolverem projetos de melhoria na escola, auxiliarem na administração da própria Cooperativa Escolar e participarem de atividades que ajudam a desenvolver habilidades para falar em público. A região já conta com 23 cooperativas escolares e mais de 1.500 jovens envolvidos.

 

Programa Líder Jovem,da colaboradora Micheli Thiesen, da Cooperativa Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, em Rodeio Bonito (RS). Micheli criou o programa com o objetivo de incentivar o espírito de liderança nos jovens por meio de ações práticas, que propiciem o desenvolvimento de aptidões, competências e habilidades, contribuindo para a sua participação na sociedade. As atividades são voltadas aos jovens de 15 a 17 anos, associados ou filhos de associados, que durante um ano participam de módulos de formação, conduzidos por profissionais de universidades parceiras ou da própria cooperativa. O conteúdo envolve temas como educação financeira, cooperativismo, empreendedorismo, planejamento financeiro e dicção e oratória. A participação dos jovens no programa está condicionada a participação de seus pais, familiares ou responsáveis em um evento promovido pelo Sicredi com o objetivo de destacar a importância da presença da família neste processo de aprendizagem. Desde a sua criação, o programa já formou mais de 330 jovens em 25 municípios da região de atuação da cooperativa. Outros 81 jovens ainda estão em turmas em andamento.

 

Projeto Jovens Inspiradores, do associado Tiago Franciscon, da Cooperativa Sicredi Norte Sul PR/SP, em Santo Antônio da Platina (PR). O projeto tem o objetivo de incentivar e conscientizar jovens entre 15 e 18 anos sobre sua importância na comunidade onde vivem. Periodicamente, o projeto realiza encontros com representantes da comunidade, convidados a compartilhar suas histórias de vida aos jovens, estimulando-os a refletirem sobre seu papel na sociedade. A intenção é que tanto o representante da comunidade como os jovens tenham um novo olhar a partir dos relatos sobre superação e empreendedorismo. Mais de 480 jovens já participaram nas ações do programa.

 

Projeto Cooper Jovem Horta Escolar, da colaboradora Sthefanie Silva, da Cooperativa Sicredi União, que atende associados de regiões do Mato Grosso do Sul, Tocantins e Oeste da Bahia. O projeto visa disseminar o cooperativismo entre os jovens por meio de hortas construídas em escolas da região. Alunos de várias idades, na educação básica, aprendem sobre o poder da colaboração nas atividades pedagógicas desenvolvidas nas hortas. A comunidade local, também envolvida na iniciativa, compartilha técnicas de plantio e cultivo com os estudantes por meio de workshops e as famílias contam com o apoio da cooperativa para a inclusão financeira. O projeto envolve mais de 1.800 alunos e 64 professores e tem contribuído com o desempenho escolar dos estudantes. 

 

Programa de Mentoria para Jovens, do colaborador Moisés Alves, da Cooperativa Sicredi Planalto Central, em Catalão (GO). O programa foi criado para direcionar jovens universitários ao conhecimento prático do cooperativismo, para que possam ter um modelo de empreendedorismo cooperativista a partir de uma liderança transformadora, capaz de preparar novos líderes disruptivos e influenciadores na comunidade. Mais de 2 mil jovens da cidade já foram impactados com feiras de negócios, palestras e workshops sobre empreendedorismo. Do programa, surgiu também o Idea Challenge, que desafia jovens a desenvolverem projetos sociais que beneficiem a região onde vivem – 23 estudantes universitários já apresentaram quatro projetos e alguns deles já foram implementados e já estão gerando recursos.

 

Programa de Inclusão e Educação Financeira para Mulheres, do associado Guilherme Melo, da Cooperativa Sicredi Paranapanema, em Cândido Mota (SP). Depois de uma visita a um grupo de mulheres que utilizavam o salão comunitário de uma igreja da cidade para confeccionar tapetes a partir de retalhos de panos doados pela comunidade, o associado decidiu criar o programa para auxiliar o grupo a administrar melhor a renda familiar. Com palestras sobre educação financeira e planejamento, a iniciativa está mudando a vida de mais de 15 mulheres do município e suas famílias.

 

Leite com qualidade e tecnologia, do associado Marcos Antônio Paulino, da Cooperativa Sicredi do Vale do Piquiri ABCD PR/SP, em Iporã (PR). A iniciativa envolve 20 produtores de leite da região de atuação da cooperativa e conta com parcerias com o governo e empresas de nutrição animal para disseminar conhecimento de manejo e produção, com foco na qualidade e preço. Além disso, gestores e gerentes do Sicredi também são convidados a participar dos debates, sempre com olhar financeiro para conscientizar produtores sobre gestão dos recursos. Dentre os resultados alcançados, está o reconhecimento nacional da qualidade do produto, com prêmio e menções honrosas, e também a conscientização sobre o uso correto do crédito.

 

Plantando, colhendo e sustentando, do colaborador Fernando da Silva Ferreira, da Cooperativa Sicredi do Vale do Cerrado/MT. O projeto consiste na revitalização da feira pública da cidade de Dom Aquino (MT) e no cadastro de feirantes interessados em comercializar sua produção no local. Para a ação, foram transmitidos conhecimentos básicos de educação financeira para os feirantes e abertura de contas para inclusão financeira, entre outras iniciativas. Além de revitalizar a feira, a ação foi fundamental para levar uma nova fonte de renda aos agricultores familiares.

 

Mulheres que cooperam, da colaboradora Carla Borré, da Cooperativa Sicredi do Guarantã do Norte/MT, em Guarantã do Norte (MT). Carla reuniu um grupo de 60 mulheres, entre associadas e não associadas, para compartilhar ideias e debater o que poderia ser feito para contribuir com o desenvolvimento da região e aumentar a participação da figura feminina nos negócios da cidade. O movimento “mulheres que cooperam” atua no município com o foco econômico, social e de educação financeira. 

 

Transformação digital, do colaborador Davan Rocha, do Centro Administrativo Sicredi, em Porto Alegre (RS). Com o objetivo de levar informações sobre o cooperativismo para um número ainda maior de pessoas, Davan trabalhou no projeto de transformação digital dentro da instituição, iniciado em 2017. Um dos resultados foi o lançamento do Woop, conta 100% digital do Sicredi. O aplicativo auxiliou o Sicredi a levar o cooperativismo de crédito para um grupo de associados mais jovens, com uma idade média de 29 anos.

 

Apoio- As inscrições da delegação do Sicredi na Conferência Mundial do Woccu contaram com o apoio do Sescoop.

 

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB NOROESTE DO PR: Agência é inaugurada em Santo Amaro

 

O Sicoob Noroeste do Paraná inaugurou, no último dia 15, uma agência distrito de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. A primeira unidade no estado marca o início do projeto de expansão da singular.

 

Autoridades e lideranças - O evento foi prestigiado por autoridades e lideranças paranaenses e paulistanas, dentre elas, o diretor superintendente da Associação Comercial de São Paulo (Distrital Sul), Antonio Benedito Leite da Silva Souza e o atleta Danilo Avelar, jogador do Esporte Club Corinthians Paulista.

 

Características - O diretor da Associação Comercial falou das características econômicas da região da cidade e desejou sucesso ao novo empreendimento. Ele também citou a geração de vagas de trabalho e desenvolvimento econômico a partir de novos negócios.

 

Experiência - O jogador, por sua vez, falou da experiência em oito temporadas na Europa, onde o cooperativismo de crédito está consolidado, respondendo pela maior parte das movimentações bancárias das pessoas (acima de 70%). Danilo é natural de Paranavaí (PR), cidade onde também nasceu o Sicoob Noroeste do Paraná, e não hesitou em se tornar um dos sócios-fundadores da agência.

 

Bons negócios - O presidente da cooperativa, Rafael Cargnin, reiterou a disposição do Sicoob de fazer bons negócios para ajudar no desenvolvimento econômico do Brasil, mantendo o compromisso de cumprir integralmente o 7º princípio cooperativista, que é o interesse pela comunidade.

 

Convite - “Convidamos todos para conhecer as soluções financeiras, os produtos e serviços do Sicoob e, principalmente, o nosso atendimento diferenciado. Buscamos estar sempre próximo ao cooperado, sem abrir mão da tecnologia. Por isso, também contamos com o melhor aplicativo do país em todo o sistema financeiro, premiado por cinco anos seguidos”, ressalta Rafael.

 

Localização - A nova agência do Sicoob em Santo Amaro está localizada na Rua Voluntário Delmiro Sampaio, 49 - Largo 13 de Maio.(Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB METROPOLITANO: Agora nas redes sociais

 

sicoob metropolitano 24 07 2019Em busca aproximação com seus cooperados e com a comunidade, o Sicoob Metropolitano agora também está presente nas redes sociais. A cooperativa de Maringá (PR) iniciou suas atividades no Facebook e Instagram na última semana e, em breve, também estará no LinkedIn.

 

Ganho - A gerente de Comunicação, Marketing e Eventos da Central, Mirna Bevilaqua, explica que ao seguir as recomendações do Sicoob Confederação, todas as cooperativas filiadas ao Sicoob Unicoob só têm a ganhar. “Desta forma, estaremos todos alinhados com uma mesma abordagem e uma mesma linguagem, o que aproximará ainda mais os nossos cooperados. Também é uma oportunidade para reforçarmos e fortalecermos a marca Sicoob”, complementa.

 

Relação mais próxima - Segundo a superintendente estratégica da Unidade Administrativa, Luciana Pizaia Sakai, por ser uma organização formada de pessoas e para pessoas, o Sicoob Metropolitano busca uma relação cada vez mais próxima com todos os envolvidos.

 

Interação e engajamento - “Entendemos que a atuação nas redes sociais nos possibilita estarmos mais perto e conectados com nossos cooperados, colaboradores e com a comunidade, permitindo uma maior interação e engajamento dessas pessoas com o nosso propósito de humanizar as relações financeiras", afirma.

 

Agência Digital - O gerente de TI, Douglas Amaral, é cooperado da singular desde 2004, mas migrou recentemente para a Agência Digital. Segundo ele, atualmente a maioria das pessoas está nas mídias digitais e como instituição financeira, o Sicoob deve acompanhar esse movimento para alcançar as pessoas.

 

Redes - “Se você quer encontrar seu cliente, com certeza o fará nas redes sociais. Além disso, ao criar essa relação com o cooperado, o Sicoob deixa de ser apenas uma cooperativa para ser também um amigo", ressalta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

COMÉRCIO EXTERIOR: China abre mercado para lácteos brasileiros, anuncia Tereza Cristina

 

comercio exterior 24 07 2019A China abriu mercado para os produtos lácteos brasileiros. Os chineses habilitaram 24 estabelecimentos brasileiros para exportação de produtos como leite em pó e queijos. O anúncio foi feito pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) nesta terça-feira (23/07).

 

Impulso - A ministra destacou que a abertura do mercado irá impulsionar a cadeia produtiva do leite. "Acho que é uma notícia excepcional para o setor leiteiro que passa por um momento muito difícil, sem esperança. E isso traz esperança para a indústria de leite", comemorou. 

 

Pequenos produtores - Atualmente, há 1,2 milhão de pequenos produtores de leite no Brasil. "Fiquei muito feliz e gostaria de passar essa boa notícia para os produtores brasileiros, que estão vivendo um momento difícil, acabaram de perder R$ 0,30 no litro de leite, e agora vão poder ter a perspectiva. É claro que não é para amanhã, mas é uma abertura excelente para o Brasil". 

 

Acesso - Tereza Cristina destacou que "o Brasil sempre quis ter acesso ao mercado chinês, para poder tirar o produto do Brasil, melhorando, inclusive o preço dos produtores brasileiros”.

 

Certificação - A certificação estava acordada com a China desde 2007, mas não havia nenhuma planta brasileira habilitada a exportar. Na viagem que fez ao país em maio, o assunto foi uma das prioridades da ministra. "O Brasil é um grande produtor e a China é a o maior importador do mundo. O Brasil produz 600 milhões de toneladas de leite, mas a China importa 800 milhões de toneladas,  200 milhões de toneladas a mais do que produzimos". 

 

Lista - Antes, em abril deste ano, o ministério havia encaminhado a lista dos 24 estabelecimentos ao país asiático. Entre os produtos que poderão ser exportados estão não fluidos, como leite em pó, queijos e leite condensado. "Queijos brasileiros poderão ser exportados e, com isso, regulamentar o mercado de leite brasileiro”, ressaltou Tereza Cristina. 

 

Exportações - Com a habilitação dos estabelecimentos, a expectativa é o setor exportar US$ 4,5 milhões em queijos, estima a Viva Lácteos - Associação Brasileira de Laticínios. Em 2018, os chineses importaram 108 mil toneladas em queijos. A importação do produto tem crescido a uma taxa média anual de 13% nos últimos cinco anos. 

 

Queijos - As exportações brasileiras de queijos cresceram 65,2% nos últimos três anos. Antes da abertura do mercado chinês, o setor já vinha investindo no ingresso dos produtos na China, por meio da participação em feiras. (Mapa)

ANVISA: Agência aprova novo marco regulatório de classificação de agroquímicos

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (23/07), um novo marco regulatório para avaliação e classificação toxicológica de agrotóxicos. Entre 2011 e 2018, a Anvisa realizou quatro consultas públicas sobre o tema.

 

Vital - "O agronegócio é vital para o nosso país e a agência não pode ser um entrave para este desenvolvimento", disse William Dib, diretor-presidente da Anvisa.

 

Padrão internacional - Agora, o Brasil passa a adotar o padrão internacional Sistema de Classificação Globalmente Unificado (Globally Harmozed System of Classification and Labelling of Chemicals — GHS). Segundo a Anvisa, o método é mais restritivo.

 

Resultado restritivo - Antes, a classificação toxicológica era feita com base no resultado restritivo de todos os estudos de toxidade oral, dérmica e inalatório, incluindo irritação cutânea e ocular. Por isso, mortalidade e potencial de irritação eram tratados de forma igual, por exemplo.

 

Perigo - A partir de agora, com a implementação do GHS, os resultados toxicológicos de irritação dérmica e ocular e de sensibilização dérmica inalatória são utilizados para comunicação de perigo dos produtos e não para classificação toxicológica.

 

Comunicação mais clara - Os rótulos terão uma comunicação mais clara com advertência, pictogramas, frases de perigo para auxiliar o manuseio dos agricultores. Serão seis classificações: extremamente tóxico, altamente tóxico, moderadamente tóxico, pouco tóxico, improvável de causar dano agudo e não classificado (por não ter toxidade).

 

Testes - Além disso, apesar de já ser um compromisso da agência manifestado publicamente, o novo marco removeu a exigência de teste em animais para a regulação dos produtos.

 

Padrão internacional - O GHS proposto pela primeira vez em 1992, na ECO 92. A partir de 2008, a comunidade europeia adotou o GHS para classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e produtos. Além disso, 53 países já realizaram a implementação total e 12 países a implementação parcial.

 

Novo marco - O novo marco também permite a avaliação por analogia. Uma autoridade poderá buscar similaridade na fórmula de um produto já liberado pela Anvisa e, assim, avaliar se um novo agrotóxico tem a mesma avaliação toxicológica para obter registro.

 

O que é o padrão GHS? - É um método usado proposto pela primeira vez em 1992, na ECO 92 para classificar substâncias; atualmente, 53 países já o adotaram totalmente, e outros 12 de forma parcial; segundo a Anvisa, o método é mais restritivo do que a política brasileira atual. (g1.com)

 

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FOMENTO PARANÁ: Estado terá linhas de crédito para mulheres, agricultores e startups

 

fomento parana 24 07 2019A Fomento Paraná lançará nos próximos meses linhas de crédito específicas para mulheres, agricultores familiares e startups, além de dar continuidade ao financiamento de obras de infraestrutura nos 399 municípios paranaenses. Os novos projetos foram apresentados nesta terça-feira (23/07) pelo diretor-presidente da instituição, Heraldo Neves, na reunião do governador Carlos Massa Ratinho Junior com a equipe de governo.

 

Plano de governo - O governador afirmou que esses projetos estavam previstos em seu plano de governo para incentivar o empreendedorismo, a criação de novas empresas e ampliar a geração de emprego. “Queremos fortalecer bastante a Fomento, que tem a capacidade de potencializar ainda mais os novos negócios no Estado”, afirmou. “A instituição tem um trabalho importante que contribui com o desenvolvimento de diversos setores da sociedade. Essa grande capilaridade é um modelo de sucesso para ampliar os investimentos em infraestrutura e aos empreendedores”, disse.

 

Banco - O Banco da Mulher Empreendedora deve ser lançado até o início de setembro e prevê financiamentos com juros inferiores a 1% para mulheres que tenham negócio próprio, ou seja como sócia, Microempreendedora Individual (MEI) ou mesmo que queira sair da informalidade. “A oferta de crédito subsidiado dará condições diferenciadas para as mulheres empreendedoras. Elas terão uma vantagem competitiva muito grande no Paraná e poderão acessar créditos que variam de R$ 300,00 a R$ 500 mil”, explicou Neves.

 

Agricultores familiares - Por meio da Fomento Paraná e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Governo do Estado também vai ampliar o acesso a crédito pelos agricultores familiares paranaenses. O objetivo do Banco do Agricultor é oferecer condições diferenciadas aos produtores rurais, com a subvenção do prêmio do seguro rural e do Fundo de Aval Rural, além de disponibilizar carteiras de microcrédito para os pequenos agricultores.

 

Inovação - Os projetos para ampliar a inovação no Estado também passam pelos mecanismos de fomento a startups e empresas de base tecnológica. “Além do crédito barato, também devemos colocar em funcionamento ainda neste ano a modalidade de participação nos negócios, a partir de um fundo de capital de risco que está sendo implementado”, afirmou Neves. “O incentivo à inovação é um nicho importante e está em alinhamento com o DNA de governo, que quer fazer do Paraná um Estado mais inovador”.

 

Municípios - Além do incentivo a pequenos e microempreendedores, uma das principais linhas de atuação da Fomento Paraná é no financiamento de obras de infraestrutura e mobilidade urbana nos 399 municípios paranaenses, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas e o Paranacidade.

 

SFM - O Sistema de Financiamento dos Municípios (SFM) já destinou R$ 3 bilhões para obras de urbanização, pavimentação de vias urbanas, aquisição de máquinas e equipamentos rodoviários, revitalização de praças e parques, construção de hospitais, postos de saúde, ginásios esportivos e centros de educação infantil.

 

Setor público - Também estão previstos novos projetos para o setor público, como o financiamento de projetos de engenharia, equipamentos para a geração de energia renovável e para a gestão eficiente do uso da água, de resíduos sólidos e consumo de energia.

 

Presenças - Além de secretários de Estado, superintendentes e diretores de autarquias e empresas públicas, a reunião contou com a presença dos deputados estaduais Hussein Bakri, Soldado Adriano José, e Michele Caputo Neto. (Agência de Notícias do Paraná)

ECONOMIA I: Guedes projeta injeção de R$ 30 bi com FGTS neste ano

 

economia I 24 07 2019O esperado anúncio da liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep está marcado para esta quarta-feira (24/07) à tarde no Palácio do Planalto e, segundo o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, o governo deve mesmo liberar saques em torno de R$ 500. O porta-voz disse ainda que com a medida o governo "quer dar oportunidade de acesso ao dinheiro que é do trabalhador".

 

Expectativa - Nesta terça-feira (23/07), após uma cerimônia no Planalto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a expectativa é que sejam injetados na economia R$ 42 bilhões por meio dos saques de contas ativas e inativas do FGTS. Segundo ele, devem ser liberados R$ 30 bilhões neste ano e R$ 12 bilhões no ano que vem. "Eles [governo anterior] soltaram de uma vez só, nós vamos soltar para sempre, todo ano vai ter", disse Guedes.

 

Detalhamento - O ministro, porém, não detalhou quanto do valor liberado se refere ao FGTS e quanto poderia vir do PIS/Pasep. Fontes da área econômica indicaram ao Valor que, no caso do PIS/Pasep a liberação deve atingir 11,5 milhões de pessoas, o que envolveria cerca de R$ 2 bilhões entre setembro deste ano e março de 2020.

 

Reuniões - Segundo fontes do Planalto, a Casa Civil e técnicos do Ministério da Economia ainda fariam reuniões nesta terça e quarta pela manhã para concluir e revisar o texto da Medida Provisória (MP) que tratará da liberação dos recursos. Um auxiliar do presidente salientou que é preciso fazer uma avaliação criteriosa no texto da medida para evitar erros. O maior receio, segundo a fonte, é de que haja alguma irregularidade que possa enquadrar o presidente em crime de responsabilidade fiscal.

 

Linhas gerais - Na reunião preparatória do Conselho Curador do FGTS, nesta terça, o representante do Ministério da Economia, Igor Vilas Boas de Freitas, apresentou as linhas gerais da medida provisória. Para indignação de representantes do conselho, Freitas contou apenas que a MP deve propor a criação de uma nova possibilidade de saque anual dos recursos na data de aniversário do trabalhador (saque-aniversário) e um saque extraordinário, no valor de R$ 500 para todos os cotistas de contas ativas e inativas.

 

Impactos - Segundo um dos representantes do conselho, apesar da pressão feita, Freitas, que preside o Conselho Curador, não passou detalhes sobre impacto das mudanças para o fundo. A reunião do órgão ocorrerá na próxima semana.

 

Distribuição - A MP deverá autorizar, ainda, a distribuição de 100% dos rendimentos do FGTS aos trabalhadores. No governo do presidente Michel Temer foi permitida a distribuição de 50% do lucro para melhorar a rentabilidade dos trabalhadores. Os depósitos do fundo são remunerados somente pela TR mais 3% ao ano.

 

Construção civil - A indústria da construção civil pressionou o governo para que não houvesse redução dos recursos do fundo de garantia que financia habitações e projetos de saneamento básico. Ontem várias fontes da área econômica asseguraram ao Valor que o funding dos financiamentos para esses dois setores está preservado.

 

Estímulo ao consumo - O governo espera, com a liberação dos recursos do FGTS e do PIS/Pasep, estimular o consumo e dar um alento à atividade econômica, enquanto aguarda a expansão dos investimentos. (Valor Econômico)

ECONOMIA II: Arrecadação chega a R$ 119,9 bilhões, a maior para junho desde 2014

 

economia II 24 07 2019A arrecadação das receitas federais somou R$ 119,946 bilhões, em junho de 2019, informou nesta terça-feira (23/07) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia. O crescimento real (descontada a inflação) comparado ao mesmo mês de 2018 chegou a 4,68%. É o maior resultado para o mês desde junho de 2014 (R$ 120,384 bilhões).

 

Primeiro semestre - No primeiro semestre, a arrecadação chegou R$ 757,595 bilhões, com aumento real de 1,8%. O valor corrigido pela inflação chegou a R$ 763,321 bilhões, o maior volume arrecadado no período também desde 2014, quando chegou a R$ 773,496 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

 

Receita Federal - As receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 116,729 bilhões, em junho, com aumento real de 4,43%, e acumularam R$ 726,647 bilhões nos seis meses do ano, alta de 1,17%.

 

Outros órgãos - As receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo) totalizaram R$ 3,217 bilhões, no mês passado, e R$ 30,948 bilhões, no primeiro semestre, com crescimento de 14,3% e 19%, respectivamente, em comparação com iguais períodos de 2018.

 

Impactos na arrecadação - O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que o aumento da arrecadação em junho comparado ao mesmo mês de 2018 foi influenciado pela greve dos caminhoneiros no passado. Segundo a Receita, “a paralisação impactou, negativamente, a base de alguns tributos, notadamente, de tributos que incidem sobre a produção e comercialização de bens e serviços deprimindo a base de arrecadação de 2018”.

 

Bloqueio - Malaquias lembrou que, em junho do ano passado, houve “bloqueio da saída de todas as indústrias”, o que levou a menor arrecadação. “Em junho de 2018 foram contabilizados todos os efeitos da greve dos caminheiros. A base de comparação estava muito baixa”, afirmou.

 

Acumulado do ano - Já o resultado acumulado no ano foi impactado pelo aumento da arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esses tributos tiveram crescimento real de 12,27% no recolhimento. “Esse resultado decorre da melhora no resultado das empresas [no ano passado, com recolhimento neste ano], especialmente das empresas não financeiras, e das arrecadações atípicas, no mês de fevereiro de 2019, no montante de aproximadamente R$ 4,5 bilhões”, diz a Receita, em seu relatório. (Agência Brasil)

ENERGIA: Programa deve reduzir preço de gás em até 40%

 

energia 24 07 2019Principal aposta para reindustrializar o País, o governo lançou nesta terça-feira (23/07), o Novo Mercado de Gás, programa que visa a reduzir o preço do insumo em até 40% nos próximos dois anos. Com o plano, a União quer incentivar o aumento de investimentos, enfrentar monopólios e diversificar o número de empresas que atuam no segmento. A ideia é criar um ambiente de mercado e aproveitar o aumento da oferta do gás oriundo das áreas do pré-sal.

 

Comitê - Entre as medidas anunciadas nesta terça, o presidente assinou um decreto para criar o Comitê de Monitoramento da Abertura do Gás Natural. O colegiado terá como função avaliar o cumprimento das ações que já foram anunciadas nas últimas semanas. Além disso, há iniciativas para serem desenvolvidas a partir deste ano e até 2023.

 

Linhas gerais - As linhas gerais do programa já haviam sido anunciadas há um mês, no dia 24 de junho, em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O colegiado é formado pelos ministros do governo, entre eles o ministro da Economia, Paulo Guedes, e presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

 

Medidas infralegais - Para cumprir a promessa de reduzir o custo do gás, a gestão Bolsonaro aposta em medidas infralegais, que não precisam ser aprovadas por parlamentares, adotadas pelo CNPE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

 

Acordos - Nas últimas semanas, a Petrobrás assinou dois acordos com o Cade para cessar condutas anticompetitivas e sair dos segmentos de gasodutos de transporte e de distribuidoras de gás. Essa é uma das medidas cujo cumprimento será acompanhado pelo comitê criado ontem.

 

Adesão - Fundamental para o sucesso do plano, a adesão dos Estados será incentivada. A União promete transferir por ano de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões do fundo social do pré-sal ao conjunto dos Estados que privatizarem suas empresas de distribuição de gás e adotarem medidas para abrir o mercado – como a criação de agências reguladoras estaduais e da figura do consumidor livre (que pode adquirir gás de qualquer empresa). Os Estados que adotarem o maior número de medidas receberão mais dinheiro e também poderão obter autorização para tomar financiamentos com garantia da União.

 

Preço - O ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê que o preço do gás natural vai cair nos próximos dois anos “com certeza”. Segundo ele, porém, não é possível estimar o porcentual da redução. Citando como referência preços praticados na Europa, EUA e Japão, ele disse que, no Brasil, o preço da molécula de gás precisa chegar a, pelo menos, US$ 7 ou US$ 8 por milhão de BTU (unidade térmica britânica, na sigla em inglês).

 

Variação - Hoje, o preço do gás varia entre US$ 12 e US$ 14 por milhão de BTU. “Tem gente que estima em até 40% em dois anos a queda do preço no Brasil. Temos certeza que o preço vai cair. Que o preço vai cair, vai. Se vai cair 20%, 30%, 40% ou mais, não sabemos”, disse.

 

Monopólios - O ministro falou ainda que o novo programa vai quebrar monopólios e, com isso, “todo mundo quer se juntar ao barco”. “Vem gás da Bolívia, do fundo do oceano, do pré-sal, vem da Argentina, e isso vai derrubar o preço do gás.”

 

Contratos em vigor - O presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado, Augusto Salomon, elogiou as medidas, mas cobrou respeito aos contratos de concessão em vigor. “Os governos estaduais possuem plena competência para desenvolverem o arcabouço regulatório que garanta agências reguladoras autônomas, independentes e com corpo técnico qualificado, atuando em benefício dos consumidores como um todo e, em paralelo, mantendo a modicidade tarifária e o equilíbrio econômico-financeiro das concessões.”

 

Governo quer liberar compra de botijão parcialmente cheio - O governo quer mudar as regras para facilitar a compra de botijões de gás pela população. A proposta em estudo é permitir que os consumidores possam abastecer seus bujões em qualquer distribuidora e liberar a compra de bujões parcialmente cheios – a exemplo do permitido no abastecimento de veículos, que pode ser feito em postos de todas as bandeiras e em qualquer quantidade.

 

Proibições e restrições - De acordo com o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, a regulação atual está repleta de proibições e restrições, especialmente para o gás de cozinha. “Aumentar oferta e dar transparência aos preços não basta”, disse ele. Hoje, os bujões são vendidos, em média, a R$ 70. Segundo ele, o custo do produto é de R$ 26; tributos estaduais representam R$ 10, e federais, R$ 2. 

 

Revogação - A ideia em estudo é revogar a diferenciação nos preços do gás de cozinha. Hoje, o botijão residencial de R$ 13 kg tem um subsídio, mas todos os demais envasamentos não contam com o mesmo benefício. Outra restrição em vigor – e que também deve ser revista – é a que impede que um botijão de uma determinada marca possa ser abastecido por uma empresa concorrente.

 

Revisão - A regulação deve ser revista em reunião programada para o fim de agosto, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. A decisão será tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e deve entrar em vigor ainda neste ano.

 

População mais carente - Para Oddone, a permissão para que os consumidores possam encher seus botijões com o volume que quiserem pode beneficiar a população mais carente. 

 

Perguntas e respostas

1. O que é o gás natural?

O gás natural é um combustível fóssil normalmente encontrado em camadas profundas do subsolo, associado (dissolvido) ou não ao petróleo. No Brasil, a maior parte da produção é associada ao petróleo. O gás natural é usado como combustível no transporte e nas usinas termoelétricas, bem como fonte de energia em casas, fábricas e estabelecimentos comerciais. Também pode ser convertido em ureia, amônia e outros produtos usados como matéria-prima em diversas indústrias.

 

2. Quanto o Brasil produz?

Segundo o dado mais recente da ANP, em abril o País produziu 113 milhões de metros cúbicos por dia. No ano passado, foram produzidos 40,8 bilhões de metros cúbicos, uma média diária de 111 milhões de metros cúbicos.

 

3. Onde ele é usado? Por quem?

A grande consumidora no País é a indústria, que usa 52% do total produzido. Em seguida, com 33%, está o setor de geração elétrica, com as termoelétricas. Depois vem o uso como combustível automotivo (GNV), com 9%. Outros 4% são usados por cogeração de energia, enquanto o uso residencial e o de estabelecimentos comerciais responde, cada um, por apenas 1% do consumo total.

 

4. Qual a diferença para o gás de cozinha?

O gás natural que chega à residência dos consumidores é o encanado. O chamado gás de cozinha, vendido em botijões, é de outro tipo: o gás liquefeito de petróleo (GLP). O primeiro é composto principalmente por metano e etano, enquanto o segundo é uma mistura de hidrocarbonetos, entre eles os gases butano e propano.

 

5. Como o gás chega ao consumidor?

Depois de extraído, precisa passar por unidades de processamento, onde é transformado em produtos que servirão de combustível ou matéria-prima para a indústria. Ele também pode ser importado de outros países na forma liquefeita, via navios – nesse caso, precisa passar por um processo chamado “regaseificação”. Já tratado, o gás é transportado por gasodutos até as distribuidoras. 

 

6. Quem produz gás natural no Brasil?

Além da Petrobrás, o País tem cerca de 30 outras empresas que produzem gás natural. Mas a estatal responde pela grande maioria da produção. 

 

7. Quem fica responsável pela distribuição?

Em geral, a distribuição é feita por Estado, na maioria por empresas estatais. Apenas São Paulo é abastecido por mais de uma companhia. Além da Petrobrás, que atua no ES, existem outras 26 distribuidoras no País. A Petrobrás, por meio da Gaspetro, tem participação em 19 dessas companhias. 

 

8. Qual o tamanho da Petrobrás nesse mercado?

Segundo o governo, a estatal responde por 77% da produção e por 100% do que é importado. É sócia de 20 das 27 distribuidoras do País e consome 40% da oferta total. A empresa opera quase 100% da infraestrutura, e detém toda a capacidade da malha de transporte, com fatia em todos os dutos.

 

9. Quanto custa?

O preço do gás natural do Brasil é alto na comparação com outros países, de cerca de US$ 10 por milhões de BTUs, segundo dados apresentados pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, à Câmara. Nos EUA, por exemplo, o preço é de cerca de US$ 3 e na Europa, US$ 7.

 

10. O Brasil produz todo o gás natural que consome?

Não. O País não é autossuficiente na produção de gás e, portanto, ainda importa boa parte do gás que consome.

 

11. Qual é a ideia do governo?

O objetivo do governo é aumentar o número de empresas atuantes no mercado de gás, rompendo assim o monopólio da Petrobrás. A ideia é que, com mais empresas competindo no mercado, o preço seja reduzido. Assim, espera-se que a Petrobrás se comprometa a vender distribuidoras e transportadoras de gás natural. A estatal também deve abrir mão da exclusividade de uso da capacidade dos dutos.

 

12.Qual a redução de preço esperada?

O ministro Paulo Guedes disse que “pode ser que caia 40% em menos de dois anos até”. Já o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirma que o mercado vai regular o preço. 

 

13.Quanto o novo mercado deve movimentar?

O Ministério de Minas e Energia calcula que o programa pode destravar R$ 32,8 bilhões em investimentos em infraestrutura para gás no País até 2032.

 

14. A energia pode ficar mais barata?

O governo diz que, com a abertura do mercado, o preço do gás natural poderá cair e, consequentemente, o preço da energia elétrica, já que parte das térmicas usa o combustível para gerar eletricidade. (O Estado de S.Paulo)

ANS I: Reajuste de planos de saúde individuais e familiares é limitado a 7,3%

 

ans I 24 07 2019O reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares com aniversário entre maio de 2019 e abril de 2020 não poderá ultrapassar 7,35%. O limite foi anunciado nesta terça-feira (23/07) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (24/07). 

 

Metodologia - A ANS mudou a metodologia do cálculo que define o limite do reajuste, após oito anos de estudos e discussões com o setor e a sociedade. Pela primeira vez, a agência combinou o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), calculado por ela própria, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sem o subitem plano de saúde. O IPCA é o indicador oficial que mede a inflação na economia brasileira e é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Medição - O IVDA mede a variação dos custos com atendimento aos beneficiários de planos de saúde e tem peso de 80% nessa nova metodologia da ANS. Já o IPCA (sem o subitem planos de saúde) tem peso de 20% e serve para considerar os custos das operadoras com despesas de outras naturezas, como as administrativas. 

 

Percentual - O percentual máximo para reajuste autorizado para 2019 é o menor desde 2010. No ano passado, a agência autorizou reajustes de até 10% para os planos individuais e familiares, e, nos três anos anteriores, o reajuste máximo ficou na casa dos 13%.

 

Orientação - A agência orienta os beneficiários a observarem se os reajustes aplicados serão iguais ou inferiores a esse limite e se a cobrança reajustada está sendo feita a partir do mês de aniversário do contrato.  

 

Procedimentos - Segundo dados da agência reguladora, em 2018 o número de procedimentos realizados com a cobertura dos planos de saúde aumentou 5,4%, enquanto o número de beneficiários permaneceu praticamente estável, variando de 47,15 milhões em 2017 para 47,26 milhões em 2018. 

 

Limite - O limite de reajuste é válido para os planos de saúde individuais ou familiares médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. Esse grupo inclui atualmente 17% do total de beneficiários em planos de assistência médica - aproximadamente 8 milhões de usuários. (Agência Brasil)

ANS II: Agência passará a receber dados do Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física

 

ans II 24 07 2019A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez adequações no Sistema de Informações de Beneficiários (SIB), ferramenta eletrônica que recebe os dados dos consumidores de planos de saúde enviados regularmente pelas operadoras, para passar a receber também as informações do Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF), dado da Receita Federal que substitui o Cadastro Específico do INSS (CEI). A mudança foi publicada no ano passado pelo órgão fiscal. 

 

Transição - As operadoras terão um período de 6 meses de transição para atualização do dado junto ao SIB. O CAEPF é o cadastro da Receita Federal do Brasil (RFB) com informações das atividades econômicas exercidas pela pessoa física, quando dispensadas de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). (ANS)

 

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SAÚDE: Boletim semanal da dengue confirma morte na região Oeste

 

saude 24 07 2019O boletim epidemiológico semanal da dengue publicado nesta terça-feira (23/07) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma a morte de uma mulher residente no município de Medianeira, área da 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu. Ela tinha 86 anos, com quadro de hipertensão, que evoluiu com arritmia cardíaca grave. O óbito ocorreu em 20 de abril, mas a causa da morte estava sendo em investigada.

 

Boletim - O informativo aponta 895 novos casos confirmados da doença no Paraná. O número diminuiu em relação aos boletins divulgados nos últimos dois meses, período em que foram registrados semanalmente mais de mil novos casos.

 

Atenção redobrada - “No inverno existe uma redução da circulação viral, mas não podemos nos descuidar. É neste momento que devemos redobrar a atenção quanto às medidas preventivas da dengue, eliminando os criadouros do mosquito”, afirma Ivana Belmonte, coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria.

 

Casos confirmados - O Paraná totaliza 21.391 casos de dengue confirmados. São dados contabilizados a partir da primeira semana de agosto de 2018. As 22 Regionais de Saúde apresentam casos autóctones de dengue, o que significa que as pessoas contraíram a doença na cidade de residência.

 

Municípios - Hoje são 91 municípios considerados em epidemia da doença. Na semana anterior eram 89. Entraram para esta relação as cidades de Itaguajé, na região Noroeste, e Assaí, no Norte.

 

Incidência - A incidência da dengue no Estado é de 187,28 casos por 100 mil habitantes, considerada situação de Alerta de Epidemia pelo Ministério de Saúde (100 a 299,99 casos/100 mil habitantes).

 

Prevenção - “Cerca de 77,2% dos focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus, estão nos quintais das residências, terrenos baldios e imóveis comerciais”, destaca a coordenadora da secretaria estadual da saúde “É preciso aproveitar o período do frio para a acabar com os focos, que normalmente estão em locais que acumulam água parada”, ressalta. (Agência de Notícias do Paraná)

 

Foto: Wikipedia


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