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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4623 | 22 de Julho de 2019

JORNALISMO: Inscrições ao 13º Prêmio Ocepar encerram em nove dias; 31 de julho é o prazo final

 

jornalismo 22 07 2019Daqui a nove dias encerra o prazo de inscrições ao 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo. Os interessados têm até 31 de julho para garantir a sua participação no concurso. Serão aceitos materiais publicados de 1º de julho de 2018 a 31 de julho de 2019, que façam referência a um ou mais ramos do cooperativismo paranaense em que atuam as cooperativas filiadas à Ocepar: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura, consumo e trabalho. O tema desta edição do Prêmio é: “No campo ou na cidade somos o cooperativismo no Paraná”. O evento de premiação dos vencedores está programado para o mês de setembro, em Curitiba. 

 

Valores - Ao todo, serão distribuídos R$ 88 mil em prêmios, já descontados os impostos. O Prêmio Ocepar é dividido em seis categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa, Categoria Especial Ramo Crédito, Categoria Especial Unimed. Os três primeiros colocados nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Mídia Cooperativa vão receber, respectivamente R$ 10 mil (1º lugar), R$ 4 mil (2º) e R$ 3 mil (3º). Já os vencedores nas categorias especiais Ramo Crédito e Unimed vão ganhar R$ 10 mil cada.

 

O Prêmio - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é um programa institucional desenvolvido pelo Sistema Ocepar (Ocepar - Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Fecoopar – Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná e Sescoop/PR - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). É uma iniciativa que conta com o patrocínio do Sicredi Central PR/SP/RJ e da Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná. Desde sua criação, em 2004, visa mobilizar e reconhecer o trabalho desenvolvido por jornalistas dedicados a divulgar ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo paranaense.

 

Clique aqui para acessar o regulamento do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo

 

GETEC: Informe traz expectativas do mercado sobre indicadores econômicos

getec 22 07 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (22/07), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

TRANSPORTE DE CARGAS: Ministro da Infraestrutura diz que nova tabela de frete rodoviário será suspensa

transporte cargas 22 07 2019O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou ao G1 nesta segunda-feira (22/07) que será suspensa a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que estabeleceu regras para o cálculo do piso do frete rodoviário.

Resolução - A resolução foi publicada pela ANTT na última quinta-feira (18/07), após passar por consulta pública e entrou em vigor no sábado (20/07).

Nova rodada - Segundo o ministro, vai ser aberta uma nova rodada de negociação com os caminhoneiros. Há uma reunião prevista para quarta-feira (24/07).

Criação - A nova tabela para cálculo do frete mínimo foi criada em conjunto com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, ligado à Universidade de São Paulo (USP), e gerou críticas de caminhoneiros.

Novas regras - A nova resolução prevê que 11 categorias de cargas serão usadas no cálculo do frete mínimo e amplia os itens considerados no cálculo. Além da distância percorrida, o cálculo do frete mínimo também considera o tempo de carga e descarga do caminhão, custo com depreciação do veículo, remuneração do caminhoneiro, impostos, entre outros.

Contribuições - Quando divulgou a nova tabela, a ANTT informou que a consulta pública sobre as novas regras recebeu 500 contribuições e que "parte significativa dessas contribuições foram acatadas e serviram de subsídio para o aprimoramento da proposta".

Greve - A tabela de frete foi criada no ano passado, pelo governo Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil. A criação era uma das reivindicações da categoria. (g1.com)

 

RAMO SAÚDE: Cooperativas conhecem modelo alemão de financiamento

 

ramo saude 22 07 2019Dirigentes de cooperativas brasileiras de saúde encerraram na sexta-feira (19/07), na Alemanha, um roteiro técnico voltado para o financiamento dos serviços de saúde e o trabalho de serviços de prevenção. A comitiva de 18 líderes contou com representantes dos sistemas Unimed e Uniodonto, da Federação Nacional de Cooperativas Médicas e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que organiza a missão técnica internacional.

 

Reuniões - A delegação incitou as reuniões em Bruxelas, na Bélgica, onde teve a oportunidade de se encontrar com a Aliança Cooperativa Internacional e com a Federação Belga de Cooperativas. O grupo foi também recebido pelo diretor para Sistemas de Saúde, Produtos Médicos e Inovação da Comissão da União Europeia, que compartilhou informações sobre a integração dos sistemas de saúde nos 28 países membros da União Europeia.

 

Alemanha - Já na Alemanha, a delegação buscou informações junto aos principais atores da provisão de serviços de saúde na maior economia europeia. Com apoio da Embaixada do Brasil em Berlim, foram mantidos encontros com agentes públicos e privados responsáveis pela oferta, financiamento e promoção do acesso aos serviços médicos no país.

 

Fundos estatutários - O primeiro compromisso na capital alemã foi um encontro com a Associação Nacional dos Fundos Estatutários. O sistema de fundos estatutários é responsável pela oferta de serviços de saúde para 90% da população. Trata-se de uma parceria público-privada fundada no final do século XIX em que paciente e seu empregador dividem o custo do financiamento de um valor pago mensalmente a um fundo.

 

Financiamento - Durante o encontro, a comitiva teve a oportunidade de conhecer detalhes do financiamento dos serviços de saúde, gestão de hospitais e serviços de medicina de prevenção na Alemanha. A apresentação também abordou os principais desafios encontrados pela organização na expansão da cobertura dos serviços de saúde.

 

Associação Médica - A delegação também se reuniu com a Associação Médica Alemã, entidade que representa 506 mil médicos alemães, tem funções similares à Conselho Federação de Medicina, no Brasil. O grupo pôde conhecer os projetos que fomentam a integração entre os setores público e privado na promoção dos serviços de saúde.

 

Embaixada - A convite do Embaixador do Brasil, Roberto Jaguaribe, a comitiva visitou a Embaixada do Brasil em Berlim. O grupo apresentou ao representante do Governo Brasileiro o panorama do cooperativismo no Brasil e, especificamente, sobre os objetivos da missão. O Embaixador ressaltou a importância do cooperativismo para o adensamento das relações políticas e de cooperação entre o Brasil e a Alemanha.

 

Seguros - A delegação foi ainda recebida por dirigentes da Associação Nacional dos Seguros Privados de Saúde, modalidade equivalente aos planos de saúde no Brasil. Também foi realizada uma visita à Fundação de Ciências da Saúde, entidade recentemente criada pelos agentes de saúde no país para promover o acesso às informações de qualidade sobre saúde e bem-estar.

 

DGRV - A comitiva também teve a oportunidade de se encontrar com dirigentes da Confederação Alemã de Cooperativas, a DGRV. Parceira da OCB há 30 anos, a entidade de cúpula do cooperativismo alemão representa mais de cinco mil cooperativas, que congregam 1 em cada 5 habitantes da Alemanha.

 

Ministério da Saúde - Buscando aprofundar o conhecimento sobre a interação entre governo e setor privado na Alemanha, a delegação brasileira foi recebida pelo Ministério Federal da Saúde. O grupo conhecer aspectos importantes das parcerias público-privadas no país e os pactos que poderiam ser replicados no Brasil. (Informe OCB)

FORMAÇÃO: Sescoop participa de conferência com universidades

formacao 22 07 2019As pesquisas acadêmico-científicas têm se debruçado cada vez mais sobre o universo das cooperativas brasileiras. E a tendência é de que os assuntos que envolvem a rotina do nosso modelo de negócios continuem sendo o foco de pesquisadores dentro e fora do país.

 

Conferência - Por isso, representantes do Sescoop participam, nesta segunda-feira (22/07), da conferência Panorama e Desafios do Cooperativismo no Brasil, que ocorre no âmbito da 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento ocorre na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

 

Cooperativismo - O objetivo é apresentar a força do cooperativismo brasileiro e as oportunidades de pesquisa que podem surgir a partir da observação do dia-a-dia das cooperativas. O Sescoop, por meio de uma parceria com a universidade sul-mato-grossense e o Sistema OCB/MS, apoia o evento que contará com pesquisadores (professores e estudantes) de todas as regiões do país.

 

Participação - A conferência conta com a participação do analista de Promoção Social do Sescoop, Guilherme Gonçalves, dos pesquisadores Valéria Gama Fully Bressan (UFMG) e Davi Rogério de Moura Costa (USP) e, também, Ivonei Scotton, diretor superintendente da Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (Cooasgo) – um dos grandes casos de sucesso quando o assunto envolve pesquisas acadêmicas e a importâncias delas para o desenvolvimento do setor.

 

Sobre o SBPC - A reunião da SBPC é realizada anualmente, sempre em uma universidade pública e com um tema diferente. Em 2019 o tema será Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social. Por meio da reunião ocorre uma enorme congregação de esforços da comunidade científica brasileira para o enriquecimento acadêmico e cultural da sociedade como um todo.

 

Programação científica - A programação científica do evento é composta por conferências, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres. Também são realizadas outras atividades, como a SBPC Jovem (exposição voltada para estudantes do ensino básico e público em geral), a ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia), a SBPC Cultura (apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à arte e cultura), a SBPC Afro indígena (conferências e mesas-redondas que abordam esta temática) e, encerrando o evento, teremos mais uma edição do Dia da Família na Ciência. Na semana anterior ao início da Reunião Anual, ocorrerá a SBPC Educação, com atividades voltadas para a atualização de professores do ensino fundamental e médio.

 

A SBPC - A SBPC foi criada em 1948 e é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Atualmente possui mais de 140 sociedades científicas associadas, em todas as áreas do conhecimento, e cerca de 5 mil sócios ativos. As reuniões anuais da SBPC têm, concomitantemente, os objetivos de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população. (Informe OCB)

DIA C: Colaboradores do Sicoob Ouro Verde contam história para crianças

 

dia c 22 07 2019No dia 6 de julho, foi celebrado o Dia de Cooperar. Na mesma data, aconteceu também a tradicional Festa Julina do Sicoob Ouro Verde, em Londrina (PR). Aproveitando as comemorações, voluntários da cooperativa se mobilizaram para promover algumas ações durante o arraial. 

 

Leitura - Uma delas foi organizada pelos colaboradores Thiago Franklin Alcantara e Josiane Aparecida Ferreira Rocha, que reuniram as crianças presentes na festa para juntos lerem o livro “Caio achou uma moedinha”. A publicação é a primeira da Coleção Financinhas, uma iniciativa do Sicoob para incentivar jovens e crianças a conhecerem o universo das finanças de forma simples e divertida.

 

Participação - Segundo Thiago, contribuir para a formação de outras pessoas proporciona uma sensação incrível. “As próprias crianças quiserem participar da contação da história. Uma delas não sabia ler, mas quis participar e contou aquilo que estava vendo. Foi uma experiência muito legal”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

COAMO: Ana Maria Braga reforça parceria com a cooperativa

Centenas de associados e associadas tiveram uma surpresa no dia 18 de julho, em Campo Mourão (PR), durante o Encontro de Inverno da Fazenda Experimental Coamo, com a presença da apresentadora e embaixadora dos Alimentos Coamo, Ana Maria Braga. Na oportunidade, ela falou com os participantes e, logo após, conheceu o Parque Industrial da Coamo e a Administração Central. Sobre a parceira com a Coamo, Ana Maria Braga diz que começou quando recebeu uma carta do presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, e se emocionou muito com todas as lutas e conquistas da cooperativa.

Entrevista - Ana Maria Braga concedeu entrevista coletiva à imprensa elogiando a estrutura e claro, recomendou os produtos alimentícios produzidos pela Coamo. “Os produtos que os associados da Coamo fazem é com muito orgulho, porque podem estar na mesa de qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo com a melhor qualidade, porque eles cumprem aquilo que se propõem a fazer. É uma rede de pessoas que acredita no que faz”, avaliou.

Potência - A visita à cooperativa foi para conferir de perto a qualidade com que os alimentos são produzidos. “Quando vi tudo, confirmei que a Coamo é realmente uma potência. Fiquei impressionada com a estrutura, mas me impressionei mais com as pessoas”, falou, ao dizer que durante a visita ao Parque Industrial e a Fazenda Experimental pôde perceber o ânimo de cada um dos cooperados e funcionários, e o orgulho que demonstram em fazer parte da família Coamo. “É um grande prazer e uma grande honra vir aqui e quero voltar mais”, falou, ao brincar que da próxima vez vem à cidade para aprender a receita do Carneiro no Buraco, prato típico de Campo Mourão.

Famílias - Segundo o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, foi uma visita para apresentar um pouco mais do que é Coamo. “Falamos que ela só conheceria a Coamo, só saberia quem eram os donos da Coamo e o trabalho realizado pelos donos da cooperativa, se ela viesse aqui conhecer as estratégias e operações da cooperativa. Ela conheceu todos os alimentos antes de representá-los e, agora, conheceu o grupo de cooperados, que são os donos e as indústrias de onde saem os nossos produtos. Por trás dos Alimentos Coamo têm famílias, tem alma, tem trabalho, responsabilidade, sustentabilidade e sabemos que quem dá sustentabilidade à atividade do agricultor é o consumidor”, enfatiza.

Agradecimento - O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, agradeceu a apresentadora pela visita e reforçou a importância da parceria na divulgação de sua linha de alimentos. Na ocasião, ele brincou que ela, durante sua participação no Dia de Campo de Inverno, ‘parecia entender do assunto’. “Ela veio nos visitar justamente em um dia de campo de inverno com 480 cooperados. Ela fez toda apresentação e demonstrou que é do ramo. E parece que sabe mesmo”, falou rindo. “O pessoal gostou muito da visita dela, os cooperados ficaram muito a vontade”, emendou.

Qualidade comprovada - Para fechar a parceria com a Coamo Ana Maria Braga fez questão de provar e testar toda a linha de alimentos. “Eu queria saber o que era essa cooperativa, como ela tinha sido formada, e tem uma história linda, uma história de pessoas que fazem diferença no dia a dia. Eu falei, bom vamos ver como funciona isso no fogão, na minha mesa, então me mandaram um lote e experimentei todos os produtos, margarinas, farinhas, o óleo, enfim, fiquei encantada realmente com a qualidade. Não tem comparação com a maioria dos produtos que são distribuídos no Brasil. Fiquei feliz, pois pude ter certeza da qualidade mesmo não tendo vindo aqui e olhado no olho, como fiz agora. Os produtos são excelentes, e estou muito feliz em representar os Alimentos Coamo. Sem dúvida nenhuma faz muito sucesso em qualquer mesa do mundo.”

Família Coamo - A apresentadora também ressaltou que os associados da Coamo são exemplo de união. “Vocês são uma família e passam por altos e baixos, como é o caso da agricultura. As vezes tem uma safra maravilhosa, as vezes têm uns problemas de tempo, que interferem, tem uma resvalada pelo caminho. Mas, estando numa família como essa, família Coamo, todos são amparados e sabem que estão num movimento muito maior e que não estão sozinhos. Os associados contam com apoio e estrutura altamente profissional, tecnológica e que só tem motivos para crescer no Brasil, onde as pessoas estão precisando de gente como vocês da Coamo. Parabéns.”

Ana Maria Braga é do campo - Durante o Encontro de Inverno, a embaixadora dos Alimentos Coamo fez questão de destacar para os associados que também é do campo e tem orgulho por representá-los. “Sou agricultura também, nasci em uma cidade chamada São Joaquim da Barra (SP), meu sonho sempre foi ter uma fazenda. Trabalhei bastante até comprar o primeiro sítio, depois tive a oportunidade de ter uma propriedade um pouco maior, e realizei um sonho de ser pecuarista.”

Orgulho - Ana Maria Braga ainda enalteceu o trabalho dos cooperados da Coamo. “Parabenizo vocês que vem da terra, porque é um grande feito ser agricultor e com a qualidade que vocês estão hoje. Eu realmente tenho orgulho de vocês, agricultores e agricultoras. Muito obrigada por me permitirem estar aqui”, agradeceu. (Imprensa Coamo)

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CAPAL: Julgamentos da Expoleite 2019 ocorrem nos três dias de feira

 

capal 22 07 2019A 47ª edição da Expoleite acontece em Arapoti, no Paraná, entre os dias 25 e 27 de julho. A região abriga gado da raça holandesa de alta qualidade genética e é destaque no manejo de animais. Com expectativa de receber 20 mil pessoas, o evento acontece no Parque de Exposições Capal, organizadora do evento.

 

Exposição e julgamento de animais - Uma das atrações da feira é a exposição e o julgamento dos animais, momento em que são avaliadas características leiteiras de bovinos para reconhecimento das melhores características físicas e genéticas da raça, que indicam a capacidade para produção de leite de qualidade, em quantidade e longevidade. Nesta edição da feira foram inscritos 280 animais, sendo 193 da variedade Holandês Preto e Branco e 87 da Vermelho e Branco. 

 

Juiz de pista - O juiz de pista será o gerente de Desenvolvimento Genético da Semex, Mike West. O canadense, que é formado em Ciências Leiteiras pela Universidade de Guelph em 2000, já julgou exposições em diversos países, como Japão, México e Austrália. No dia 25 serão julgados os animais da variedade Vermelho e Branco nas categorias Jovem e Adulto. Já nos dias 26 e 27 será a vez da variedade Holandês Preto e Branco nas categorias Jovem e Adulto, respectivamente. 

 

Estandes - Além disso, a programação gratuita da Expoleite inclui mais de 60 estandes de empresas ligadas ao setor de pecuária leiteira, palestras, apresentação do Clube de Bezerras e Exposição de Flores.

 

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil ha. O volume de leite negociado pela Capal mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros/dia. (Imprensa Capal)

 

SERVIÇO

47ª Expoleite

Quando: 25 a 27 de julho

Onde: Parque de Exposições Capal

Rua Luís Binoto, 164, Arapoti (PR)

www.capal.coop.br/expoleite 

SICREDI I: Com plantio de nove mil árvores, ação para neutralizar impacto ambiental é concluída

 

O Sicredi concluiu o plantio de nove mil árvores, por meio do projeto Ecoeficiência, que visa neutralizar 3.516,2 toneladas de CO² emitidas pelas agências nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Em uma cerimônia simbólica no último dia 17, a instituição financeira cooperativa concluiu o projeto, que buscou compensar o impacto por meio da metodologia GHG Protocol – ferramenta mais usada por empresas e governos do mundo para entender, quantificar e gerenciar emissões de gases de efeito estufa. O inventário das emissões foi realizado por 548 agências ligadas à Central Sicredi PR/SP/RJ, referente ao ano base de 2017.

 

Plantio - O plantio foi realizado no Parque Estadual das Araucárias, área de preservação ambiental localizada nos municípios de Galvão (SC) e São Domingos (SC) e que, desde 2016, conta com a parceria da Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP. “O apoio da Central e das demais cooperativas Sicredi é muito importante porque para nós esse é um momento histórico. O grande objetivo é fazer com que as emissões, que são inerentes a nossa parte operacional (luz, emissões de gás carbônico, consumo de papel), não causem impactos ambientais. Desta forma, estamos contribuindo com a conservação e restauração da natureza”, salientou o presidente da cooperativa, Clemente Renosto.

 

Envolvimento - A atividade envolve as cooperativas ligadas à Central Sicredi PR/SP/RJ. “Com esse trabalho nós estamos fazendo a compensação do impacto ambiental. Daqui a 20, 30 anos, essa área (Parque Estadual das Araucárias) estará diferente, por uma ação nossa, por uma ação de cooperação”, completou André Alves de Assis, gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ.

 

ODS - Conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a ação atende ao menos cinco das 17 metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para construção de um mundo melhor. Além de contribuir com o meio ambiente, o Sicredi busca reforçar as raízes nas comunidades onde atua. Por isso, a escolha dos locais de plantio esteve diretamente conectada com as suas áreas de atuação nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. “Muitas empresas acabam optando por realizar ações para minimizar o impacto em lugares distantes, como a compra de créditos de carbono ou reflorestamento em outros países. No nosso caso, essa cerimônia de conclusão apenas comprova a nossa escolha por valorizar as pessoas, os associados e as comunidades onde atuamos, como afirma nossa missão”, explica o presidente Nacional do Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

 

Selo - Desde 2017 o Sicredi mantém o selo prata do Programa GHG Protocol, como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido nas agências, que produziram um inventário, mapeando suas emissões e as disponibilizando em uma plataforma online. A partir desse levantamento, a instituição financeira cooperativa teve os subsídios necessários para identificar o tamanho da ação compensatória necessária para a neutralização.

 

Coordenação - No Brasil, o programa é coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As empresas devem contribuir com a meta assumida pelo País no Acordo de Paris: o acordo oficial prevê que, até o ano que vem, as emissões de gases sejam reduzidas entre 36,1% e 38,9%. “Independentemente do setor e do tamanho, as empresas causam impacto de acordo com suas atividades. Nosso propósito é sempre buscar melhorias de nossas políticas para darmos o exemplo para os nossos associados e para a comunidade”, ressaltou Dasenbrock.

 

Potencialização - Esse avanço foi potencializado pela instituição em agosto de 2018 com a criação da Superintendência de Sustentabilidade. A iniciativa, que deriva da Política de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da instituição, tem papel de integrar e potencializar as práticas e iniciativas ligadas ao tema. 

 

Agências sustentáveis - Além de reduzir os impactos gerados, o Sicredi tem apostado em agências mais sustentáveis, com o investimento em energia fotovoltaica e coletores de água, por exemplo. Além disso, neste ano, inaugurou a primeira agência totalmente sustentável da Paraíba, em João Pessoa. Com conceito de arquitetura contemporânea, o ponto de atendimento integra a lista de agências Smart e foi construída a partir de 22 contêineres, gerando sua própria energia elétrica e captando água da chuva. Graças a essas características, está em processo de certificação para obtenção do Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), selo de maior reconhecimento internacional de sustentabilidade.

 

Inclusão - Outra novidade está no propósito de inclusão financeira e social a partir das agências Smart. Elas levam o conceito digital ao associado, democratizando o acesso aos produtos e serviços financeiros em pequenos municípios. O modelo foi adotado em Cafeara, Candói, no Distrito de Bragantina, no Paraná, e em Fernandópolis, no interior de São Paulo. Construídas em contêineres, essas agências também focam na sustentabilidade ambiental e de negócios.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI II: Jovens do Conselho Mundial são desafiados a replicar modelo de formação da instituição brasileira

 

sicredi II 22 07 2019Um dos desafios do cooperativismo de crédito é buscar o engajamento dos jovens. A participação das novas gerações garante a sustentabilidade do sistema que, de acordo com o Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), forma uma rede com mais de 89 mil instituições em 117 países, atingindo 260 milhões de pessoas em todo o mundo e movimentando mais de US$ 1,7 trilhão na economia global. 

 

Desafio global - Devido à relevância das instituições financeiras cooperativas, a inclusão é considerada um desafio global capitaneado pelo WOCCU. Pensando nisso, os jovens que integram o Programa de desenvolvimento dos jovens cooperativistas – World Young Credit Union People (WYCUP) - foram desafiados a replicar, em todo o mundo, o modelo de Comitês Jovem desenvolvido pelo Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados em todo o Brasil. A provocação foi feita após o 2º Summit dos Comitês Jovem, realizado em Curitiba, que reuniu representantes de dez nacionalidades diferentes e integrantes dos Comitês das cooperativas filiadas à Central Sicredi PR/SP/RJ.

 

Ampliar a atuação - Durante o evento, o coordenador do WYCUP, Paul Treinen, falou sobre o trabalho da entidade, que atualmente desenvolve 671 jovens de 39 países dentro do programa. "Nossa meta é ampliar a atuação, oferecendo às cooperativas lideranças cada vez mais preparadas para superar os desafios tecnológicos e comportamentais que temos pela frente", destacou. 

 

Envolvimento - Os Comitês Jovem criados pelo Sicredi promovem maior envolvimento dos jovens e a formação de novas lideranças, proporcionando desenvolvimento pessoal e profissional que fomenta o empreendedorismo, a colaboração e o cooperativismo. O movimento vem crescendo na instituição ao longo dos anos. Somente em 2018, foram implementados 15 Comitês Jovem em cooperativas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. 

 

Evolução - “O engajamento das novas gerações é importante para que o sistema siga evoluindo e se adaptando às novas tendências da sociedade. O cooperativismo de crédito é um movimento de paz voltado a todas as pessoas, por isso realizamos esse trabalho de inclusão e renovação, também com foco na perenidade do negócio”, afirma o presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB TRANSAMAZÔNICA: Reformulação do Estatuto Social é aprovada em AGE

 

1sicoob transamazonica 22 07 2019No último dia 10, o Sicoob Transamazônica realizou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). A reunião aconteceu no Sindicato dos Produtores Rurais de Pacajá (PA) e teve a participação de mais de 100 cooperados.

 

Estatuto Social - Em pauta, a aprovação da reforma do Estatuto Social, que sofreu alterações devido a aprovação da expansão da área de atuação da cooperativa. A singular com sede em Pacajá, que antes atendia somente 13 municípios, passará a atuar em todos as 144 cidades do Estado do Pará. Por isso, teve sua razão social alterada para Cooperativa de Crédito Sicoob Transamazônica.

 

Crescimento sustentável - Segundo o diretor-presidente Lucas Gelain, o projeto de expansão do Sicoob Transamazônica visa promover o crescimento sustentável da região. “Oferecendo produtos e serviços de qualidade e com condições acessíveis, queremos nos consolidar como a principal instituição financeira do cooperado, sendo reconhecidos por nossa excelência operacional e pelo desenvolvimento de todas as comunidades em que estivermos inseridos”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB OURO VERDE: Cooperativa promove formatura de colaboradores participantes da Agência Escola

 

No último dia 16, aconteceu em Londrina (PR) a formatura dos colaboradores que participaram do projeto Agência Escola, do Sicoob Ouro Verde.  A iniciativa surgiu em 2018, com foco na capacitação dos interessados em atuar na área de negócios da cooperativa.

 

Acompanhamento - Após uma seleção, os aprovados foram acompanhados por profissionais da singular com ampla experiência na área e passaram por formações na área de atendimento, produtos e serviços. Eles também tiveram atividades práticas, que testaram suas performances diante de desafios comerciais.

 

Promoção - Durante o programa, todos os participantes foram promovidos, conforme a disponibilidade de vagas. Hoje, todos os que atuavam como caixa ou assistente de agência, trabalham como gerente de Negócios.

 

Formação e desenvolvimento - Além de parabenizar os formandos da Agência Escola, o diretor do Sicoob Ouro Verde, Ademir Aparecido de Lucca, ressaltou a necessidade de todos buscarem formação e desenvolvimento, principalmente neste momento de expansão da cooperativa. "Precisamos desse engajamento e daremos oportunidades para os profissionais que estiverem dispostos a assumir desafios possam se preparar para ingressar em novos mercados", explica.

 

Números - O gerente de Mercado, Eduardo Festi, apresentou alguns números relacionados a atuação dos formandos durante a capacitação. Eles foram responsáveis pela abertura de mais de 700 contas, comercialização de mais de R$ 11 milhões em consórcio e R$ 13 milhões em crédito. Ainda no mês de julho, o Sicoob Ouro Verde deve divulgar a formação de uma nova turma da Agência Escola. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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CARNE SUÍNA: Exportações pelo Porto de Paranaguá crescem 58%

carne suina 22 07 2019As exportações de carne porco pelo Porto de Paranaguá cresceram 58% na comparação entre o primeiro semestre de 2018 e o de 2019. Neste ano, foram 36,2 mil toneladas exportadas do produto, com receita gerada de US$ 76 milhões. De janeiro a junho do ano anterior saíram do terminal 23 mil toneladas com rumo a outros países, somando US$ 49 milhões em receita.

Diferencial - A capacidade de embarque de carnes congeladas pelo porto paranaense é um dos diferenciais para o aumento nas movimentações no Estado. “Estamos preparados para responder tanto à produção do campo quanto às novas oportunidades de mercado que se abrem aos exportadores”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Essencial - “A capacidade operacional e estrutura do terminal de contêineres, por onde são exportadas as carnes congeladas, somadas às regras operacionais, gestão e novos investimentos, são essenciais para atender a demanda crescente”, completa o diretor-presidente.

Mercado externo - Os cinco principais destinos da carne suína que embarcou pelo Porto de Paranaguá são Hong Kong (13,3 mil toneladas), China (10,8 mil), Cingapura (6,9 mil), Vietnã (1,4 mil) e Albânia (1 mil toneladas).

Origem - O produto exportado pelo terminal paranaense é principalmente do próprio Paraná e dos Estados de Santa Catarina, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Espírito Santo.

Sanidade - De acordo com o analista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Edmar Gervásio, o principal fator que impulsiona o aumento nas exportações de carne suína são as questões sanitárias internacionais.

Demanda - Ele explica que a demanda pela carne suína do Brasil cresceu como um todo e o Paraná acompanha esse crescimento, principalmente pelas questões sanitárias que envolveram a China. “A tendência é que cresça ainda mais, pois o mercado está se abrindo. Por exemplo, a Rússia está voltando a comprar a carne de porco brasileira. Esse mercado estava travado no ano passado”, afirma Gervásio.

Paraná - Segundo ele, só no Paraná são mais de 100 mil propriedades que criam porcos. Dessas, apenas 30 mil são produtores comerciais do produto. Os suinocultores paranaenses destinam a produção, via mar, principalmente para Hong Kong. Já pelo transporte terrestre, os maiores compradores são os vizinhos Argentina, Uruguai e Chile. (Agência de Notícias do Paraná)

 

AGRICULTURA: Governo impõe restrições de uso a novos defensivos agrícolas

 

agricultura 22 07 2019Seis novos produtos formulados que tiveram registros publicados nesta segunda-feira (22/07) no Diário Oficial da União terão restrições de uso estabelecidas pelo Ibama. Já registrado em 82 países, incluindo Estados Unidos e países da Europa, o ingrediente ativo sulfoxaflor, que controla pragas como pulgão, mosca-branca e psilídeo, só poderá ser usado nas lavouras brasileiras se obedecer a várias restrições.

 

Orientações do Ibama - O uso do inseticida no Brasil deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Ibama para a mitigação de risco para insetos polinizadores como, por exemplo, a restrição de aplicação em períodos de floração das culturas, o estabelecimento de dosagens máximas do produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para a proteção de abelhas não-apis. Essas restrições constam na rotulagem dos produtos e são estabelecidas de acordo com cada ingrediente e cultura.

 

Aprovação - O ingrediente ativo sulfoxaflor, que teve o registro do produto técnico (de uso industrial) concedido no fim de 2018, e os produtos formulados estavam em avaliação final das autoridades ambientais. Depois de passar por consulta pública, o produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

Condição - Segundo a Instrução Normativa (IN) n° 02/2017, do Ibama, o registro de novos defensivos no país deve ser condicionado à "apresentação de informações que permitam o uso adequado desses produtos, sem efeitos que comprometam a sobrevivência, a reprodução e o desenvolvimento das abelhas". Além da avaliação do risco para abelhas do gênero apis, o Ibama foi a primeira autoridade regulatória de pesticidas no mundo a realizar a avaliação de risco para abelhas não-apis.

 

Toxicidade - "Do ponto de vista da saúde humana, o sulfoxaflor está entre os inseticidas 20% menos tóxicos hoje aprovados. Há um possível impacto sobre insetos polinizadores, por isso a importância da avaliação do Ibama. Foram apresentados estudos técnicos sobre o impacto dos resíduos nas abelhas para determinar o que pode ou não ser aprovado. O Ibama tem a liberdade técnica de aprovar ou não o produto ou para estabelecer restrições de uso que garantam a segurança para os insetos polinizadores”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária, Carlos Venâncio.

 

Estudos - Os produtos formulados aprovados à base de sulfoxaflor apresentaram estudos laboratoriais de toxicidade aguda e crônica para abelhas adultas e larvas, estudos de resíduos em néctar e pólen em diversas culturas, além de um estudo específico com o objetivo identificar a ação desta substância sobre colônias de abelhas. Todos os estudos, realizados no Brasil e no exterior foram conduzidos de acordo com as Boas Práticas Laboratoriais (BPL) seguindo normas de qualidade, segurança e rastreabilidade reconhecidas internacionalmente.

 

Longo prazo - Na semana passada, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos retirou restrições de uso do sulfoxaflor e aprovou novos usos para o produto a longo prazo. No entanto, também é preciso seguir recomendações de uso, como distâncias mínimas e épocas de aplicação. Segundo a EPA, o sulfoxaflor é uma ferramenta importante para proteger as plantações e evitar perdas econômicas potencialmente significativas. 

 

Novo herbicida - Entre os produtos formulados registrados hoje também está um herbicida à base do ingrediente ativo florpirauxifen-benzil. O produto técnico foi aprovado em junho deste ano. O produto formulado à base deste novo herbicida poderá ser utilizado para o controle de plantas daninhas na cultura do arroz. O ingrediente ativo ganhou o prêmio de química verde em 2018.

 

Alternativa - “Com este novo herbicida, o produtor rural terá agora uma nova alternativa altamente eficiente para plantas daninhas de difícil controle e de menor toxicidade do que os disponíveis hoje no mercado”, destacou Carlos Venâncio.

Genéricos

 

Conjunto - Estes sete produtos novos fazem parte de um conjunto de 51 defensivos que tiveram registros publicados no Diário Oficial da Uniãodesta segunda-feira (22/07).  Desse total, 44 são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no país.

 

Controle - A aprovação de novos moléculas tem como objetivo disponibilizar alternativas de controle mais eficientes e com menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana. Já a aprovação de produtos genéricos é para promover a concorrência no mercado de defensivos, o que faz cair o custo de produção.

 

Registros - Do total de registros, 18 referem-se a produtos técnicos de uso industrial e outros 33 produtos são formulados, sendo quatro de origem microbiológica. Os produtos técnicos são os ingredientes ativos para uso industrial, que são destinados à fabricação dos defensivos e os produtos formulados são aqueles que já podem ser adquiridos pelos produtores rurais em lojas especializadas, mediante a emissão do receituário agronômica, para controle de pragas na agricultura brasileira.

 

Processo - Para serem registrados, os pesticidas devem ser avaliados e aprovados pelo Ministério da Agricultura quanto à eficiência agronômica, pela Anvisa quanto ao impacto para a saúde humana e pelo Ibama quanto aos impactos ao meio ambiente.

 

Fila - Atualmente, são mais de 2 mil produtos na fila para serem avaliados e o prazo legal para a liberação é de quatro meses. Há produtos que estão na fila há mais de oito anos.

 

Produtos autorizados - Com a publicação do ato nº 48, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, chega a 262 o número de produtos autorizados desde o início do ano. O aumento da velocidade dos registros se deve a ganhos de eficiência possibilitados por medidas desburocratizantes implementadas nos três órgãos nos últimos anos, em especial na Anvisa, que modernizou seu processo a partir de 2015.

 

Objetivo - O objetivo de fazer a fila andar no Brasil é justamente para aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos mais antigos. Atualmente, são cerca de 2 mil produtos na fila para serem avaliados e o prazo legal para a liberação é de quatro meses. Há produtos que estão na fila há mais de oito anos.

 

Uso - O fato de haver mais marcas disponíveis no mercado não significa que vai aumentar o uso de defensivos no campo. O que determina o consumo é a existência ou não de pragas, doenças e plantas daninhas. Os agricultores querem usar cada vez menos em suas plantações, pois os defensivos são caros e representam 30% do custo de produção. 

 

Número - De 2016 para 2017, o número de registros de defensivos passou de 277 para 405, segundo dados do Ministério da Agricultura. No mesmo período, o valor total das vendas de ingredientes ativos no país caiu de 541.861,09 toneladas para 539.944,95 toneladas, de acordo com o Boletim Anual de Produção, Importação, Exportação e Vendas de Agrotóxicos no Brasil, elaborado pelo Ibama.

 

Ranking - O Brasil aparece em 44º posição em um ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre uso de defensivos agrícolas. (Mapa)

 

REGIÃO SUL: Estados discutem equalização de benefícios fiscais

 

regiao sul 22 07 2019Diretores e auditores-fiscais da Receita Estadual do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estudam documento para uniformizar os benefícios fiscais concedidos a determinados segmentos e, com isso, diminuir eventuais perdas de receita na arrecadação de impostos.

 

Equalização - Em reunião na Secretaria da Fazenda do Paraná, os técnicos discutiram a equalização de benefícios concedidos a vários setores da economia e marcaram para 12 de setembro uma nova reunião em Porto Alegre, quando deverão finalizar a redação do documento. O possível acordo ainda terá de ser aprovado pelos secretários da Fazenda dos três estados e, depois, levados aos governadores.

 

Substituição tributária - Esta segunda reunião do Fórum de Estudos Tributários dos Estados da Região Sul também discutiu a definitiva substituição tributária nos termos do Convênio ICMS 67/2019. Na questão dos benefícios fiscais, os primeiros setores colocados em análise, a partir do volume de demandas, são o lácteo, carnes, têxtil e informática.

 

Softwares - Por sugestão do secretário da Fazenda do Paraná, Renê de Oliveira Garcia Junior, os técnicos também passarão a discutir o desenvolvimento conjunto de softwares de uso na administração tributária, para evitar que cada estado desenvolva seus produtos em separado, aumentando o custo de cada um. “A solidariedade entre vizinhos resolve muita coisa”, disse.

 

Representantes - Pelo Paraná, participaram o diretor da Receita Estadual, Luiz de Moraes Junior; a inspetora-geral de Tributação, Aquiléa Moresco; o inspetor-geral de Fiscalização, Linor Nespolo, e os auditores-fiscais Arnaldo Sobral, Paulo Bissani, Paula Costamilan, Aline Grisard, Carlos Tissi, Oscar Cosechen e Roberto de Felipi.

 

RS e SC - Pelo Rio Grande do Sul, o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Eduardo Jaeger; e por Santa Catarina, os inspetores de Fiscalização e Tributação, Fabiano Queiros de Oliveira e Felipe Letech, e o auditor-fiscal Ingon L. Rodrigues. Representando a Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe), os auditores-fiscais Mailson Brito da Costa, do Paraná, e Ramon Santos de Medeiros, de Santa Catarina. (Agência de Notícias do Paraná)

FOCUS: Mercado projeta crescimento de 0,82% para a economia

 

focus 22 07 2019Após 20 reduções consecutivas, a estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia subiu ligeiramente. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa semanal a instituições financeiras, feita pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras, pela internet.

 

PIB - A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - desta vez passou de 0,81% para 0,82%. A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020. A estimativa é 2,10%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

 

Inflação - A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,82% para 3,78% este ano.

 

Meta - A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

 

2020 - A projeção para 2020 permanece em 3,90%. A meta para o próximo ano é 4%, com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

 

2021 - Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para 2022, a meta é 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 segue em 3,75%. A estimativa para 2022 caiu de 3,75% para 3,65%.

 

Taxa básica de juros - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

 

Expectativa - Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,5% ao ano, a mesma perspectiva há 3 semanas. Para o fim de 2020, a expectativa para a taxa básica caiu de 6% para 5,75% ao ano, e, no fim de 2021, permanece em 7% ao ano. Para 2022, a previsão caiu de 7,5% para 7% ao ano.

 

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

 

Demanda aquecida - Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Dólar - A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano caiu de R$ 3,80 para R$ 3,75% e para 2020, permanece em R$ 3,80. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Multa adicional de 10% do FGTS pode cair em até 5 anos

 

economia I 22 07 2019O governo estuda acabar, em até cinco anos, com a multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) cobrada das empresas em caso de demissão sem justa causa. O presidente Jair Bolsonaro admitiu neste domingo (21/07) que a multa de 40% também pode ser revista no futuro.

 

Origem - A multa adicional foi criada em 2011 para compensar as perdas dos trabalhadores no fundo com mudanças de planos econômicos Verão (1988) e Collor (1990). Apesar de essa dívida já ter sido quitada, a multa não foi revogada. Em 2012, o Congresso chegou a aprovar o fim gradual do adicional para atender demanda das empresas, mas a medida foi integralmente vetada pela presidente Dilma Rousseff no ano seguinte. A alegação dada à época foi que o fim da cobrança geraria perda de R$ 3 bilhões para contas do FGTS, o que impactaria diretamente o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

 

Prática - Na prática, as empresas que demitem o trabalhador têm uma multa de 50%, sendo que 10% do valor é direcionado para financiar, por exemplo, o MCMV. Segundo técnico ouvido pelo Valor, a medida está sendo estudada de forma cautelosa para não prejudicar o programa habitacional. Mas a ideia é que ela acabe em até cinco anos. A proposta, que foi vetada anteriormente, previa a extinção em dez anos.

 

Anúncio - Na quarta-feira (24/07), o governo vai anunciar as mudanças nas regras de saque do FGTS, que serão feitas por medida provisória, como forma de estimular a economia no curto prazo. A ideia é permitir o saque de um percentual, que será escalonado (podendo variar de 10% a 35%) e que dependerá do saldo existente. Quando maior o saldo do trabalhador no fundo, menor o percentual que poderá ser retirado. A previsão é que a injeção na economia seja de até R$ 30 bilhões.

 

Revisão no futuro - Bolsonaro ainda admitiu neste domingo que a multa de 40% do FGTS também pode ser revista no futuro. Segundo ele, essa não é uma medida que vai ser tomada agora, porque antes é preciso "ganhar a guerra da informação". "O valor [da multa] não está na Constituição. O FGTS está no artigo 7º, acho que o valor é uma lei. Vamos pensar lá na frente. Mas antes disso a gente tem que ganhar a guerra da informação. Eu não quero a manchete amanhã: 'O presidente está estudando reduzir o valor da multa'", disse.

 

Contração - Para o presidente, os trabalhadores precisam entender que essa seria uma medida importante para estimular a contratação de pessoal. Ele disse também que a liberação do saque seria uma medida que melhora momentaneamente a economia e destacou que com a reforma da Previdência o país tende a melhorar de situação. "É um paliativo? É. Mas é aquela vitamina que você tem que tomar agora porque o ano está acabando", disse, acrescentando que ajustes na medida estão sendo feitos para não desidratar o MCMV. Sem dar detalhes, Bolsonaro afirmou que pretende lançar ainda o programa "Primeira Empresa".

 

Orçamento - O presidente disse também que o Orçamento deve sofrer um novo corte de R$ 2,5 bilhões, o que seria "uma merreca", para impedir que o governo pare. "Estou sendo obrigado a decidir por um filho. Se não fizer isso, eu pedalo, entro na Lei de Responsabilidade Fiscal. O impeachment contra mim", explicou. (Valor Econômico)

ECONOMIA II: Países devem reduzir tarifas e buscar acordos comerciais, diz Ipea

 

economia II 22 07 2019A abertura comercial é favorável ao crescimento econômico, inclusive de países emergentes como o Brasil com renda per capita média no conjunto das nações. A avaliação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, que está publicando sobre mais de 700 acordos comerciais feitos entre diversos países entre 1995 e 2015.

 

Estágios iniciais - “Em estágios inicias de desenvolvimento, o protecionismo pode fazer sentido como fez no Brasil do passado, para dar início a esse processo de crescimento. Mas quando chega ao nível de renda média que o Brasil tem, a abertura comercial se torna uma necessidade, porque é preciso gerar competição, ganhos de eficiência e redução de custo”, disse à Agência Brasil Fernando José Ribeiro, um dos autores do estudo “Liberalização das Importações: unilateral ou por meio de acordos comerciais?”

 

Contra - Ribeiro, que é economista e atua como coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do Ipea, é contra a ideia de manter reservas de mercado para produtos industriais. Ele aposta na abertura econômica para voltar a crescer a importância da indústria no Produto Interno Bruto (PIB).” Não faz sentido proteger um setor que é ineficiente e caro, quando há possibilidade de importar. A abertura é imperativa para ganho de produtividade e eficiência na indústria”.

 

Experiência - Segundo ele, a experiência de abertura comercial em diversos países e a literatura especializada, revista para a elaboração do estudo, indicam que “Se não abrirmos o mercado, teremos uma indústria que é ineficiente e vamos pagar caro pelos produtos. Vamos acabar por sustentar setores que não produzem o resultado esperado”, pondera.

 

Indústria - Conforme o especialista, a participação da indústria no PIB brasileiro, “mesmo com toda a proteção que ela tem”, é 11,3% atualmente. Em 1993, essa proporção era 29%. Nos anos 1980, estava acima dos 30%. “É um setor que não conseguiu crescer. A nossa produção industrial está parada. O nível atual é semelhante a 2004”, explica.

 

Acordo Mercosul e União Europeia - O economista é entusiasta do acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia (UE), cuja a conclusão de negociação foi anunciada há menos de um mês (28 de junho). “O Acordo Mercosul e União Europeia vai no sentido do que a gente fala. Apoiamos a iniciativa. É extremamente importante”, disse.

 

Estimativa - O Ministério da Economia estima que por causa do acordo entre os dois blocos o PIB brasileiro terá incremento de, no mínimo, US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões. O governo também espera que o país receba US$ 113 bilhões de investimentos. Só o saldo das exportações crescerá US$ 100 bilhões até 2035.

 

Produtos agrícolas - Segundo nota do Itamaraty, “produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros. As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já possuem acordos de livre comércio com a UE”.

 

Contextos político e internacional - Fernando José Ribeiro destaca que os contextos político e internacional favoreceram a assinatura o acordo entre os quatro países do cone sul americano e os 28 países da União Europeia. “A conjuntura política, a combinação de dois governos liberais no Brasil e na Argentina, o interesse da União Europeia em mostrar apoio ao comércio mais aberto em contraposição à posição mais protecionista dos Estados Unidos (em guerra comercial com a China) favoreceram que as partes aceitassem rever resistências históricas”.

 

Termos - Os termos do acordo estão disponíveis no site do Ministério das Relações Exteriores. Há também um resumo informativo preparado pelos diplomatas brasileiros.

 

Decisões unilaterais - O estudo do Ipea assinala que os acordos comerciais (bilaterais ou multilaterais) e as decisões isoladas dos países em reduzir tarifas de importação “não são políticas alternativas. Não é uma coisa ou outra. Em geral, essas iniciativas têm objetivos diferentes. São complementares. O melhor é fazer as duas coisas”.

 

Concorrência interna - Segundo o documento, a abertura unilateral serve para aumentar o nível de concorrência dentro do país, pelo maior acesso de bens, “o que gera redução de preço de produtos e serviços”. Também favorecem os ganhos de eficiência e redução de custos, a possibilidade de importar máquinas e equipamentos e insumos industriais.

 

Fluxos econômicos - Os acordos comerciais facilitam os fluxos econômicos e vão além da redução de tarifas. Os acertos do comércio internacional também tratam de revisão geral de regras, compras governamentais, respeito a propriedades intelectuais e proteção ao meio ambiente, por exemplo.

 

Desaceleração - Em outro estudo, o Ipea identificada há desaceleração global da atividade econômica “vem se mostrando mais intensa na Área do Euro (AE) e, nos últimos meses, na China”.

 

Cenário - Conforme sumariza o documento, “além da perspectiva incerta em relação ao Brexit e das tensões geopolíticas envolvendo sanções ao Irã, houve no período um agravamento do conflito comercial entre Estados Unidos e China. As tensões comerciais parecem estar impactando a atividade econômica global tanto direta quanto indiretamente. O comércio internacional nos quatro primeiros meses de 2019 cresceu apenas 0,4%, em volume, em relação a igual período de 2018, o que representa forte desaceleração em relação ao crescimento de 4,1% de meados do ano passado”.

 

Emergentes - O estudo observa que países emergentes como o Brasil podem se beneficiar da desaceleração por causa da redução das taxas de juros no mercado financeiro internacional. O momento econômico pode reduzir porém a demanda e os ganhos com as exportações. Conforme dado citado, os preços de commodities em maio passado estavam cerca de 10% abaixo dos valores observados no mesmo mês no ano passado. (Agência Brasil)

ECONOMIA III: Governo projeta crescimento intenso do crédito só em 2021

 

economia III 22 07 2019O ministério da Economia prevê um crescimento modesto para o crédito neste e no próximo ano, com um ritmo mais intenso a partir de 2021. Pela primeira vez, a Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta abriu suas estimativas de expansão do estoque de financiamentos bancários. Para 2019, a expectativa oficial é de crescimento médio de 4,9%. Para 2020, a projeção é de alta de 4,5%.

 

Grade - Os números fazem parte da chamada "grade de parâmetros" orçamentários, elaborada bimestralmente pela secretaria para subsidiar as projeções de arrecadação pela Receita Federal e de despesas em outras áreas do governo. Parte das estimativas, como PIB e inflação, eram tornadas públicas nos relatórios e outras não, ficando apenas internamente disponíveis, como era o caso do crédito.

 

Subsídio - As projeções para as taxas de expansão dos financiamentos na economia servem para subsidiar, por exemplo, os cenários para arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 

2023 - O ministério divulgou suas estimativas até 2023. O quadro para o crédito começa a se acelerar de forma mais intensa a partir de 2021, quando a taxa de crescimento médio atinge 5,8%, passando para 6,6% em 2022 e chegando a 7,3% em 2023, último ano projetado.

 

Movimento - Ao Valor, uma fonte da área econômica explicou que a queda na taxa de expansão em 2020 ante 2019 não significa necessariamente uma perda de ritmo dessa variável econômica. Segundo ele, o movimento se deve a questões de cálculo estatísticos ligados à taxa de inflação menor esperada para o ano que vem e sua composição no momento de projeção. Isso porque no primeiro semestre, avaliou a fonte, os índices de preços ficaram mais pressionados. "Isso afeta a taxa nominal de crescimento deste ano", explicou.

 

Modelos diferentes - A mesma fonte informou que são utilizados diferentes modelos econométricos para as projeções de crédito. Alguns deles apontavam taxas de crescimento bem maior, chegando até a 12%. A metodologia da SPE prevê fazer uma espécie de média ponderada dos modelos e trabalhar de forma "conservadora", dado que os números são utilizados para projetar as receitas.

 

Fonte de incerteza - Além disso, o mesmo interlocutor apontou que os cenários tendem a melhorar com a aprovação final da reforma da Previdência, o que removeria uma fonte de incerteza, elevando investimentos e o crescimento econômico, assim como a demanda por crédito.

 

Revisão - Em seu último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em junho, o Banco Central (BC) revisou para baixo a sua projeção para o crescimento do estoque do crédito neste ano, de 7,2% para 6,5% - sempre em termos nominais. Ainda assim, é uma estimativa maior do que a da SPE.

 

Recursos livres - O cenário do BC contempla um crescimento "sustentado pelas operações com recursos livres", cujo saldo total deve ter alta de 11,6%, nos cálculos da autoridade monetária.

 

Altas - O órgão também calcula altas de 2,5% no crédito para pessoas jurídicas e 7,2% para pessoas físicas. As projeções "estão em linha com a manutenção de níveis confortáveis de inadimplência e de comprometimento de renda das famílias com serviços financeiros", diz. Além disso, espera que "as principais modalidades de crédito livre (veículos, crédito pessoal e cartão de crédito) mantenham o ritmo atual" de crescimento. 

 

Crescimento nominal - A Tendências Consultoria calcula crescimento nominal de 6% do estoque de crédito neste ano e de 7,4% no ano que vem. A consultoria enxerga uma conjuntura mais favorável para os empréstimos tanto do lado da demanda, em função dos juros mais baixos e de alguma melhora do mercado do trabalho, quanto do lado da oferta, por causa da inadimplência menor.

 

Maior força - Fatores como a queda da taxa básica de juros (a Tendências calcula que a Selic ficará em 5,75% no fim deste ano) e a entrada em vigor do cadastro positivo devem dar maior força à expansão do crédito, de acordo com Isabela Tavares, economista da consultoria.

 

Desavalancagem - Menos otimista em relação ao crédito bancário, Mauricio Oreng, economista-chefe do Rabobank, afirma que o país ainda está "passando por um processo de desalavancagem dos excessos de governos anteriores". "Não vejo grande espaço para crescimento dos empréstimos feitos pelos bancos" em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), diz. "Esse não deve ser um motor de expansão da atividade."

 

Impulso - Na visão dele, a tendência é que o impulso para o crescimento da economia venha mais do mercado de capitais do que do crédito bancário. Os juros "estruturalmente mais baixos" aquecem, por exemplo, a demanda por títulos com retornos maiores, ligados ao mercado de capitais.

 

Mudança - Uma mudança destacada pelos economistas diz respeito à perda de espaço do crédito direcionado. A Tendências espera alta de 1,9% - queda de 2,1% quando descontada a inflação. Já o BC calcula crescimento ainda menor, de 0,4%. "Esse cenário é compatível com a continuidade do processo de queda na participação dos bancos públicos no total do saldo das operações de crédito", diz. "É como se o mercado de crédito ficasse com um motor ligado para a frente e outro para trás [ligado aos bancos públicos]", afirma Oreng. (Valor Econômico)

 


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