Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4620 | 17 de Julho de 2019

DEBATE: Cooperativismo, a união que traz resultados é o tema do 14º Encontros Folha

O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, os presidentes das cooperativas Integrada, Jorge Hashimoto, e da Unimed Londrina, Omar Taha, e o superintendente do Sicredi União PR/SP, David Conchon, estarão participando como palestrante e painelistas, respectivamente,  da 14ª edição do Encontros Folha, que vai discutir o tema “Cooperativismo, a união que traz resultados”. O evento ocorre no dia 25 de julho, a partir das 8h, no auditório do Aurora Shopping, em Londrina, Norte do Paraná.

Cooperativismo - As 222 cooperativas do Paraná registradas no Sistema Ocepar contemplam 2,06 milhões de cooperados e 104.807 funcionários. Até o final do primeiro semestre deste ano já haviam somado R$ 41,1 bilhões de faturamento, o que representa um crescimento de 8,3% nos últimos doze meses, ou seja, entre junho de 2018 e junho de 2019, segundo levantamento da coordenação de desempenho da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo (Gecoop). O setor responde por aproximadamente 60% do PIB agropecuário paranaense.

Desenvolvimento - O Encontros Folha é promovido pelo jornal Folha de Londrina, com objetivo de incentivar a participação de lideranças no debate de temas relevantes para o desenvolvimento do Paraná. O evento conta com a participação de especialistas, líderes políticos e empresariais, além de jornalistas da Folha de Londrina e tem ampla cobertura editorial multiplataforma: Edição especial impressa, Programa FolhaTV e transmissão on-line pelos portais do Grupo Folha de Comunicação.

Informações - Mais informações pelo fone 43 – 3374-2122.

 

debate 17 07 2019

 

 

SISTEMA OCB: Começa o Capacitacoop 2019

 

A maior iniciativa de desenvolvimento profissional do Sistema OCB, o CapacitaCoop, começou nesta terça-feira (16/07), em Brasília, e vai até sexta (19/07). Quase 200 pessoas que trabalham diretamente na execução dos processos de monitoramento, formação profissional, promoção social, planejamento e operações das unidades tanto estaduais quanto nacional participam da programação.

 

Tema - Com o tema “É impossível implantar processo sem plantar atitudes”, o objetivo dessa edição do evento é possibilitar uma visão integrada sobre a importância de se aprimorar processos, focando nos resultados que podem ser utilizados como ferramentas estratégicas no desenvolvimento do cooperativismo.

 

Agradecimento - Durante a abertura do evento, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, agradeceu os participantes pela disponibilidade e pelo compromisso com o fortalecimento das cooperativas brasileiras.

 

Disruptura - “Espero que ao longo desses dias vocês possam pensar fora da caixa. Porque o que queremos é promover realmente uma disruptura completa na nossa forma de dar resultados e de mostrar esses resultados. Por isso, agradeço a cada um por participar desse evento que já se consolidou como um modelo que dá certo, que tem efetividade e que melhora a vida dos cooperados brasileiros”, comentou dando as boas-vindas.

 

Indicadores - Dentre os temas as serem abordados ao longo dos quatro dias do Capacitacoop está a implantação dos indicadores institucionais do Sistema OCB. Segundo o superintendente, Renato Nobile, os indicadores são importantes ferramentas de gestão interna, pois contribuem para uma maior clareza quanto ao direcionamento institucional e para a pactuação de metas. Além disso, eles permitem a avaliação da execução da estratégia proposta e do próprio modelo de atuação.

 

Informações - “Vale destacar que os indicadores favorecem, também, a geração de informações, de forma a mensurar e comunicar a contribuição do Sistema OCB para o fortalecimento do modelo cooperativista, além da transparência perante as cooperativas, a sociedade e demais partes interessadas”, avalia o superintendente. (Leia mais)

 

PROGRAMAÇÃO

 

1º Dia – Terça-feira

11h – 13h: Credenciamento

13h – 13h30: Abertura

13h30 – 14h: Dados do Cooperativismo: Relevância para nossas estratégias

14h – 18h30: Conecta Sistema OCB - Rodas de conversas temáticas sobre os seguintes temas: estruturação dos ramos; registro e regularidade; licitação e gestão de contratos; e-Social; oferta de soluções.

 

2º Dia – Quarta-feira

8h30 – 12h30: Integração dos processos finalísticos e de planejamento

12h30 – 13h30: Almoço

13h30 – 14h: Campanha Somoscoop - Valorização do Sescoop

14h – 18h: Game: Competição ou cooperação?

 

3º Dia – Quinta-feira

8h30 – 12h30: Indicadores: Apontando o melhor caminho (Como os resultados impactam na tomada de decisão? Quais os melhores indicadores para mensurar os resultados? Por que ter dados consistentes para a geração de resultados? Por que utilizar indicadores de desempenho para mensurar o alcance das estratégias e eficiência dos processos?)

12h30 – 13h30: Almoço

13h30 – 18h: Indicadores: Apontando o melhor caminho

 

4º Dia – Sexta-feira

8h30 – 10h30: Consolidando o conhecimento

10h30 – 12h10: Palestra: “É impossível implantar processos sem plantar atitudes.”

12h10 – 12h30 Encerramento

 

(Informe OCB)

 

{vsig}2019/noticias/07/17/sistema_ocb/{/vsig}

DIA C: Ação conjunta de cooperativas beneficia entidade de Toledo

Mais que uma comemoração, a entrega de um benefício permanente. Essa foi a dinâmica escolhida por oito cooperativas de Toledo (PR) para celebrar o Dia de Cooperar, ou o Dia C como ficou popularmente conhecido. Para registrar a passagem desta data, elas se uniram em prol da Fundação Waldyr Luiz Becker, que apoia pacientes em tratamento contra o câncer, e doaram um container, que será utilizado para a criação e exposição de artesanatos produzidos pelos voluntários.

Entrega simbólica - A entrega simbólica da estrutura aconteceu no dia 6 de julho, em uma solenidade que reuniu representantes das oito cooperativas envolvidas: Uniprime Pioneria do Paraná, Sicredi, Sicoob Meridional, Coamo, Primato, Cotroledo, Cooarte e Unimed Costa Oeste, que foi a anfitriã do evento. No auditório da cooperativa, o presidente, Hiroshi Nishitani, falou do orgulho em promover uma ação com tamanha representatividade. “Nos unimos em torno de um interesse comum que irá perpetuar em benefício de muitas pessoas”, ressaltou.

Valor - A voluntária da Fundação, Andrea Becker, enalteceu o valor desse movimento intercooperativo. “O container irá organizar melhor o espaço físico, já que a casa é alugada e está pequena para as necessidades. Ele fará muita diferença na qualidade e na forma de trabalho da Fundação”, complementou.

Donativos - Além da estrutura, as cooperativas arrecadaram donativos como roupas, calçados, cobertores e alimentos que também foram doados à entidade. “A Fundação sobrevive graças as doações, eventos que promove, venda de artesanato e o bazar de roupas usadas. As doações ajudarão a manter o auxílio que prestamos às famílias com pouca condição financeira”, frisou Andrea.

Empresas - Além das cooperativas, empresas e profissionais também se mobilizaram em prol desta causa e participaram por meio de conhecimento técnico, mão-de-obra e facilidade nas condições de compra: Prisma Construtora de Obras, Strom Engenharia, Alutol Esquadrias, Fique Frio, Decoradora Decampos, Intensicor, Lunkes Transportes e Locações e Cesar Alexandre Gomes.

Dia C - O Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C, nasceu em 2009, em Minas Gerais, como um projeto inovador. A iniciativa ganhou força por meio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e foi estendida para outros estados a partir de 2013. Hoje o Dia C assume a feição de movimento perene, com adesão cada vez maior de cooperativas e de voluntários. Em 2019, o Dia de Cooperar completa 10 anos de existência e já é uma realidade em todos os estados brasileiros, onde uma média de 1,5 mil cooperativas beneficiam, todos os anos e a cada edição, mais de dois milhões de pessoas. (Imprensa Sicoob Unicoob)

{vsig}2019/noticias/07/17/dia_c/{/vsig}

INTEGRADA: Cooperativa investe na otimização de processos

integrada 17 07 2019Até o início do próximo ano, a Integrada espera uma redução de custos em mais de R$ 2 milhões em diversos departamentos da cooperativa por meio da metodologia Lean Six Sigma, que foi implementada neste ano. Os projetos de redução de despesas foram apresentados recentemente para os superintendentes da Integrada.

Total - Ao todo, são dez projetos de redução de despesas de diferentes departamentos, explica o gerente da área de planejamento e desenvolvimento da Integrada, André Galletti. De todos os projetos, três deles estão ligados à redução de despesas nas regionais como melhor utilização dos secadores, redução no consumo de lenha e otimização na mão de obra terceirizada.

Mais - Outros três projetos envolvem a redução das despesas nas indústrias e outros em atividades distintas como controle estoque de insumos, gestão da manutenção, otimização de visitas técnicas e redução de custos na produção de sementes. Todos os superintendentes acompanharão o desenvolvimento mensalmente dos projetos.

Planejamento estratégico - A redução de despesas da cooperativa faz parte do planejamento estratégico da cooperativa, que tem por prioridade trazer mais desenvolvimento e resultados para os mais de 10 mil associados da Integrada. O diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, explica que a cooperativa está buscando aperfeiçoar a gestão e percebeu na metodologia Lean Six Sigma uma oportunidade para revisar os processos de cada área de negócio da cooperativa.

Redução de custos - “O objetivo final deste trabalho é de reduzir os nossos custos, as nossas despesas e valorizar o nosso cooperado”, observa. Hashimoto completa que todo esse trabalho visa melhorar o atendimento, dando mais foco às necessidades dos cooperados. Segundo ele, por meio da maior agilidade dos processos, é possível reduzir custos e otimizar os processos para gerar mais retorno para o cooperado e trazer mais investimentos para a Integrada. (Imprensa Integrada)

 

COPACOL: Produtos industrializados começam a ser divulgados no programa do Ratinho nesta quarta

Estreia, nesta quarta-feira (17/07), a divulgação de produtos processados pela Cooperativa Copacol, com destaque para a mortadela, no programa Boteco do Ratinho, veiculado pela emissora SBT, com início às 22h45. Considerado um dos apresentadores mais carismáticos do Brasil, ele também vai passar dicas e receitas com a mortadela da Copacol para todo o Brasil. A divulgação ocorrerá todas as quartas-feiras, até o dia 18 de setembro. (Imprensa Copacol)

copacol 17 07 2019

 

 

COASUL: Livro conta a história dos 50 anos da cooperativa

Os 50 anos de trajetória da Coasul, com sede em São João, no Sudoeste do Estado, estão registrados num livro de 207 páginas, que relata cronologicamente a história da cooperativa, com ênfase nos principais acontecimentos e conquistas. “Valoriza, também, os participantes da história, os cooperados fundadores, integrantes das diretorias e conselheiros fiscais”, afirma o autor da publicação, jornalista Eloy Setti.

Eventos - Foram realizados vários eventos de lançamento da obra, a partir do dia 13 de junho, inclusive regionalmente, nos municípios de Francisco Beltrão, Chopinzinho, Dois Vizinhos, São Jorge D'Oeste e Laranjeiras do  Sul, culminando com a maior de todas as solenidades, ocorrida em São João, no dia 21 de junho, data da celebração das cinco décadas da Coasul, com a presença de mais de 400 pessoas.

Raízes - "A Coasul celebra, hoje, dia 21 de junho, 50 anos de fundação. Tendo suas raízes na cidade de São João, contribuiu para o crescimento social e econômico do município sede, dos municípios circunvizinhos e dos municípios onde atua com o seu trabalho de atendimento aos cooperados e comunidade. Ao completar 50 anos de existência, a cooperativa dá um belo exemplo de que é possível realizar sonhos quando se tem um objetivo bem definido. O comando diretivo responsável, o apoio de uma equipe de colaboradores comprometidos e, principalmente, dos cooperados, que acreditaram que através do cooperativismo é possível viabilizar a atividade de milhares de pequenos agricultores, são realidades que colocam a Coasul como uma cooperativa destaque no nosso estado", afirmou na oportunidade o presidente da cooperativa, Paulinho Fachin.

Arrecadação - Durante as comemorações relativas aos 50 anos de constituição, a cooperativa decidiu colocar o livro à venda por R$ 30,00, destinando o valor arrecadado à campanha realizada no Sudoeste para viabilizar R$ 500.000,00 para a construção da casamata da unidade oncológica do hospital do câncer de Pato Branco. A iniciativa conta com a adesão das cooperativas agropecuárias e de crédito. O hospital recebeu a doação de um acelerador linear no valor de R$ 1.300.000,00, da Itaipu Binacional, que vai beneficiar toda a população da região. 

{vsig}2019/noticias/07/17/coasul/{/vsig}

SICOOB MERIDIONAL: Cooperativa chega a SP e inaugura agências em Osasco e Alphaville

 

sicoob meridional 17 07 2019Na última semana, o Sicoob Meridional inaugurou agências em Osasco e no bairro Alphaville, em Barueri. A cooperativa, que tem sede em Toledo e já atende os estados do Paraná e Rio Grande do Sul, está expandindo sua atuação para São Paulo e com as duas novas unidades, passa a contar com 22 pontos de atendimento.

 

Marco - Segundo a presidente do Sicoob Meridional, Solange Martins, a chegada da cooperativa ao território paulista é um grande marco e as expectativas são grandes. “Já estamos em três estados e o que me deixa mais feliz é que podemos levar nosso atendimento diferenciado, nossos produtos e serviços para pessoas que ainda não conhecem o cooperativismo de crédito”, afirma.

 

Aproximação  - As duas agências trazem a proposta de aproximação com o cooperado e por isso, contam com espaço de coworking. “Os espaços foram pensados para que as pessoas não venham apenas realizar transações financeiras, mas que sirvam como um ponto de encontro para reuniões, negociações com clientes e fornecedores”, explica Solange.

 

Presença - Em Barueri, a solenidade de inauguração contou com a participação do co-fundador da HSM e coautor do livro Gestão do Amanhã, José Salibi Neto, que ministrou uma palestra sobre novas tecnologias e tendências. Ele também aproveitou a ocasião para se cooperar ao Sicoob Meridional.

 

Localização - Em Osasco, o novo ponto de atendimento fica na Rua Pedro Fioretti, 313 e em Barueri o endereço é Alameda Araguaia, 272. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB OURO VERDE I: Duas agências são abertas no interior de São Paulo

 

sicoob ouro verde I 17 07 2019No ano passado, o Sicoob Ouro Verde deu início ao seu projeto de expansão. Após ultrapassar as fronteiras do interior paranaense rumo ao Norte do Brasil e começar a atuar também no Amapá, agora a cooperativa chega a São Paulo.

 

Cidades - As primeiras cidades do interior paulista que receberão agências da cooperativa são Campinas e Hortolândia. Os espaços serão inaugurados nos dias 30 e 31 de julho, respectivamente.

 

Novo mercado - Segundo o presidente do Conselho de Administração, Rafael de Giovani Netto, a chegada a São Paulo representa a abertura de um novo mercado para a cooperativa, em um polo forte de negócios. “Irá melhorar ainda mais os números da cooperativa e, mais importante que isso, ampliar as possibilidades de promovermos ações alinhadas ao nosso propósito de humanizar as relações financeiras”, afirma.

 

Pontos de atendimento - Com a inauguração das duas novas unidades, o Sicoob Ouro Verde passa a contar com 34 pontos de atendimento. Em Campinas, a agência fica localizada na Av. Barão de Itapura, 1997 e em Hortolândia, o endereço é R. Luis Camilo de Camargo, 890. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB OURO VERDE II: Cooperativa participa de workshop sobre cooperativismo e agronegócio

 

No dia 26 de junho, o Sicoob Ouro Verde participou de um workshop sobre cooperativismo e agronegócio, promovido pela Universidade Estadual de Londrina. O evento, que foi realizado para contribuir com a grade curricular do curso de Zootecnia, teve a participação de cerca de 30 alunos.

 

Palestra - Uma das palestras realizadas durante o workshop foi organizada e ministrada pelo gerente de Crédito Rural do Sicoob Ouro Verde, João Carlos Bernardeli e pelo cooperado e engenheiro agrônomo, Agostinho Expedito de Oliveira Feijó.

 

Atuação dos profissionais - Na ocasião, eles falaram sobre a visão da cooperativa em relação a atuação dos profissionais da área, principalmente diante de projetos que envolvem captação de recursos, investimentos e obtenção de crédito.

 

Crédito rural - Para a docente do curso de Zootecnia da UEL, Amanda Massaneira de Souza Schuntzemberger, a abordagem da palestra e os conceitos utilizados para esclarecer o assunto foram muito interessantes. “Esse talvez seja um dos únicos momentos que os nossos alunos têm contato com o universo do crédito rural. Uma vez formados, a chance desses futuros zootecnistas ajudarem os produtores nas tomadas de decisão a respeito de financiamentos é grande, por isso considero que a palestra foi de extrema importância”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

{vsig}2019/noticias/07/17/sicoob_ouro_verde_II/{/vsig}

SICOOB VALE DO IGUAÇU: Cooperativa Mirim é constituída em Francisco Beltrão

 

O Sicoob Vale do Iguaçu constituiu, no dia 9, a Cooperativa Mirim Aprender e Ensinar do Recanto Feliz (Coaref). A assembleia de constituição foi realizada nas dependências da Escola Municipal de mesmo nome da cooperativa, no bairro Pinheirinho, em Francisco Beltrão (PR), e contou com aproximadamente 70 pessoas.

 

Definições - Além da fundação, a assembleia também definiu o Estatuto Social, a eleição dos conselhos fiscal e administrativo, e nome e logo da Cooaref, tudo por meio de votação dos próprios sócios mirins que integram a organização.

 

Presenças - Várias autoridades e representantes participaram da solenidade, entre os quais se destacam: a professora Maria de Fátima, diretora da escola; Mariah Ivonete Silva e Juliane Andrade, respectivamente secretária de educação e responsável pelo projeto de escolas integrais em Francisco Beltrão; Luís José Bonaldo, Vice-Presidente do Sicoob Vale do Iguaçu, cooperativa madrinha da Cooaref; Maria Neli Montagna, delegada da singular; e Júlia Fagan e Fernanda Pedrone, representantes do Instituto Sicoob na Central Unicoob.

 

Protagonistas - Para a assistente de Comunicação do Sicoob Vale do Iguaçu e Pessoa de Apoio Estratégico (PAE) do Instituto Sicoob, Silvana Terezinha Gonzatti, responsável por auxiliar as crianças na implantação da Cooperativa Mirim, a assembleia de constituição mostrou um pouco do que o Programa busca. “Foi algo lindo de se ver. As crianças foram protagonistas nessa noite, mostrando, na prática, o objetivo das Cooperativas Mirins, que é tornar as crianças protagonistas da própria história, futuros líderes e responsáveis pelas decisões. Hoje elas deixaram a vergonha de lado e emocionaram a muitos.” 

 

Cidadania - Fernanda Pedrone, analista de Projetos da área Comunidade da Unidade de Desenvolvimento Cooperativo (UDC), responsável por coordenar o programa Cooperativa Mirim do Instituto Sicoob na Central Unicoob, destaca que a iniciativa tem o objetivo de promover a cidadania por intermédio do desenvolvimento de valores e de práticas participativas e cooperativas para crianças e jovens. “O programa proporciona para os alunos um espaço para desenvolver competências, cultura empreendedora, senso de coletividade, hábitos e atitudes alinhados aos princípios do cooperativismo.”

 

Composição - Composta por 22 crianças de 8 e 9 anos, a Cooperativa Mirim Cooaref conta com alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Recanto Feliz. Esta é a 25ª Cooperativa Mirim do Instituto Sicoob e a 24ª da Central Unicoob.

 

Programa Cooperativa Mirim - Cooperativa Mirim é uma associação de alunos que, sob a direção de um professor orientador, unem-se voluntariamente visando satisfazer anseios e necessidades sociais e culturais comuns, por meio da vivência e prática do cooperativismo. São eles, os pequenos cooperados, que dirigem e gerenciam as atividades da cooperativa, o que, consequentemente, ajuda no desenvolvimento de competências, hábitos e atitudes por meio de uma prática pedagógica que dissemina os princípios do cooperativismo, harmonizando-os aos interesses com a comunidade e obtendo responsabilidades sociais, morais e econômicas. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

{vsig}2019/noticias/07/17/sicoob_vale_iguacu/{/vsig}

SICOOB MÉDIO OESTE: Adolescentes do Projeto Guayi recebem cartões de conta poupança em Tupãssi

 

sicoob medio oeste 17 07 2019No último dia 9, o Sicoob Médio Oeste entregou aos jovens participantes do Projeto Guayi um cartão poupança da cooperativa. O Projeto Guayi é desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social de Tupãssi há cerca de oito anos. Atualmente, atende adolescentes com idades entre 13 a 17 anos dos municípios e dos distritos de Brasiliana e Jotaesse, com diversas atividades todas as segundas, quartas e sextas-feiras.

 

Entrega - A entrega dos cartões aconteceu na reunião mensal do projeto, que reúne os pais e adolescentes para o alinhamento e o bom andamento das atividades e também para fortalecer o vínculo entre família e projeto.

 

Acesso - De acordo com o gerente da agência do Sicoob Médio Oeste em Tupãssi, Christian Kholler, o objetivo da iniciativa é facilitar o acesso das famílias aos repasses da prefeitura, já que nesta conta eles receberão a bolsa auxílio e alimentação.

 

Facilidade - “Os pais e beneficiários não precisarão mais buscar o dinheiro na prefeitura, porque tudo será depositado. É uma forma mais fácil também de poupar e incentivar novos hábitos, como guardar parte da renda e investir futuramente”, comenta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

UNIPRIME NORTE DO PR: Presente no Simpósio das Unimeds do Estado de São Paulo com um estande interativo

 

uniprime norte pr 17 07 2019De 3 a 6 de julho, foi realizado no Guarujá a 36ª edição do Simpósio das Unimeds do Estado de São Paulo (Suesp). E a Uniprime Norte do Paraná não podia ficar de fora. Prestigiado por autoridades políticas, jurídicas e cooperativistas, o encontro é reconhecido como um divisor de águas para o cooperativismo médico no Estado de São Paulo. O tema central deste ano foi a Inovação da Saúde Suplementar, com debates sobre o cooperativismo, atualizações dos conhecimentos técnicos sobre regulação, além de novas tecnologias.

 

Ação interativa - Com um aplicativo desenvolvido exclusivamente para a ocasião, os visitantes participam de uma ação interativa para identificar o seu Perfil de Investidor, como também, aprofundam o tema com os profissionais da Uniprime presentes no estande. A ação foi um sucesso entre o público, e o app será disponibilizado em breve no site da cooperativa. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

PUCPR: Os desafios para internacionalizar as empresas paranaenses

 

pucpr 17 07 2019Companhias paranaenses vêm conquistando o mercado internacional em setores chave da economia do estado. Mas o processo de internacionalização das empresas e cooperativas enfrenta desafios, tanto no mercado internacional quanto nos processos das próprias organizações. 

 

Projeto - Para mapear esse cenário, o Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) está conduzindo um projeto com duração de sete anos. O objetivo é analisar os efeitos e desafios da internacionalização para a indústria paranaense, repassando-os para a sociedade. 

 

Abrangência - O projeto, com conclusão prevista para 2020, engloba duas teses de doutorado, seis mestrados, dez PIBICs, professores doutores, pesquisadores e mais um grupo de pesquisa ligados ao tema.

 

Indústria Metal Mecânica - O levantamento aponta que a indústria metal mecânica, um dos setores mais expressivos do Paraná, enfrenta dificuldades para internacionalização. Entre os principais entraves estão burocracia excessiva, a complexidade tributária e a infraestrutura logística precária, que causam queda de produtividade e redução da competitividade. 

 

Complexo e burocrático - “O atual modelo de ressarcimento de créditos de exportação é complexo e burocrático”, diz Juliane Andretta, pesquisadora que analisou os processos de internacionalização da indústria metal mecânica.

 

Formalidades desnecessárias - Segundo ela, o processo atual exige formalidades desnecessárias para a obtenção do registro e da declaração de exportação que, juntamente com a dispersão da legislação aduaneira, dificultam a internacionalização. “É necessário que ocorram algumas alterações legislativas, procedimentais e organizacionais”, explica.

 

Etanol e demais energias renováveis - No setor de etanol, o mercado tem potencial de crescimento em meio ao aumento da demanda no mercado internacional, após novas regulamentações do uso do etanol misturado à gasolina. Neste contexto, o Paraná se destaca por ser o segundo maior produtor de etanol, atrás apenas de São Paulo.

 

Terra roxa - Segundo Nelma Terezinha Bouard, pesquisadora participante do projeto, o que contribui para que o Paraná ganhe destaque é o solo de terra roxa característico da região, extremamente fértil para o cultivo de cana-de-açúcar. Juntamente com a condição natural favorável, a queda no intervencionismo estatal foi um impulso para o desenvolvimento do setor.

 

Entraves - Por outro lado, as empresas produtoras de etanol paranaense enfrentam diversos entraves para a internacionalização: o principal delas é a dificuldade para estreitar relações com países estrangeiros para a exportação. Outro desafio é transformar o etanol em commodity para viabilizar a comercialização no mercado internacional, além de produzir em volume suficiente para atender ao mercado interno e externo.

 

Ambiente favorável - Mesmo assim, o Paraná vem se mostrando um ambiente favorável ao desenvolvimento das empresas de energia renovável, oferecendo incentivos fiscais e fomento para busca por eficiência energética. As fontes de energia solar e eólica, especificamente, vem atraindo atenção para investimentos e desenvolvimento. Mas o cenário ainda é de entraves em infraestrutura e falta de políticas públicas nacionais para o setor.

 

Crise - “A crise energética vem potencializando seus efeitos no Brasil em vista da ausência de políticas econômicas de longo prazo e dos impasses em torno da atuação da Aneel”, afirma Luis Guilherme Natalio de Mello, participante de pesquisa sobre a crise enérgica e seus efeitos sobre a economia paranaense. Segundo ele, esse cenário está tornando o setor o carente de investimentos em infraestrutura e dependente de uma única matriz energética, a energia hidrelétrica.

 

Cooperativas - Por outro lado, as cooperativas enfrentam desafios diferentes: o maior delas é a diversificação de produtos e a industrialização das cooperativas agrícolas, explica Matheus Camparim, um dos pesquisadores. Ele aponta ainda a necessidade de encontrar novos mercados, além dos velhos conhecidos das cooperativas nacionais.

 

Participação - O Paraná conta hoje com 74 cooperativas agropecuárias filiadas à Organização das Cooperativas do Estado (Ocepar), formadas por aproximadamente 140 mil cooperados. Estas cooperativas representam 55% da economia agrícola do Estado do Paraná, além de participarem ativamente do processo de produção, beneficiamento, armazenagem e industrialização de grande parte dos produtos agropecuários produzidos no Paraná.

 

Diversificação - “A diversificação das atividades também pode influenciar na minimização dos riscos de se operar em um único mercado”, explica Camparim. “Isso também acarreta o rompimento das barreiras protecionistas impostas aos produtos comoditizados, além de intensificar a competitividade global entre cooperativas, o que acaba chamando a atenção do consumidor final”, acrescenta.

 

Acordo - Vale lembrar que a indústria metal mecânica, o etanol e alguns setores das cooperativas ficaram, com restrições, por razões diferentes, no Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. (Assessoria de Imprensa da PUCPR)

 

Foto: Pixabay

TRANSPORTE DE CARGA: ANTT cede a caminhoneiros em tabela do frete

 

transporte cargas 17 07 2019A nova forma de cálculos da tabela de frete rodoviário foi aprovada nesta terça-feira (16/07) pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Por decisão unânime, o comando da agência aprovou a nova resolução sobre o tema e validou o relatório com a análise das contribuições apresentadas na audiência pública sobre o estudo técnico elaborado por pesquisadores em logística da Esalq/USP.

 

Ajustes - A ANTT teve que ceder aos apelos de caminhoneiros autônomos, transportadoras e entidades do setor produtivo. O órgão acatou pedidos de ajustes pontuais na metodologia de cálculo dos valores mínimos (o piso) do frete. A nova tabela será publicada na próxima semana.

 

Novas composições - A definição do valor mínimo do frete, aprovada nesta terça, prevê novas composições de veículos por eixo para as cargas conteinerizada, perigosa e neogranel. Também inclui os custos que haviam sido desconsiderados ou estavam imprecisos, como os relacionados à velocidade de deslocamento do veículo carregado, ao tempo de carga e descarga, à jornada de trabalho dos motoristas e às despesas com a manutenção (diesel e pneus), o IPVA e o licenciamento do caminhão.

 

Segunda tabela - Além disso, foi admitida a criação de uma segunda tabela com o valor mínimo do frete para a contratação apenas do caminhão - o veículo automotor -, sem as partes usadas para o transporte da carga (carreta ou semirreboque).

 

Segunda-feira - Nesta terça, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse ao Valor que a nova tabela sairá na segunda-feira. Segundo ele, há "muito consenso" e que a maior parte da categoria, que parou o país em greve contra o aumento do óleo diesel em maio de 2018, "está confortável" com os valores.

 

Novas frentes - Se acabarem, de fato, os embates em torno do frete rodoviário, o Ministério da Infraestrutura deve começar a atuar em novas frentes. "A receptividade da tabela está boa, o que os caminhoneiros querem é o Ciot [Código Identificador da Operação de Transportes] para todos", disse, ressaltando que o tema já "está em estudo". O código é usado pela ANTT para regulamentar o pagamento do frete rodoviário.

 

Aplicativo - Os caminhoneiros autônomos devem contar com um aplicativo de celular para calcular o valor do frete em cada viagem, a partir dos novos critérios da ANTT. O recurso tecnológico foi desenvolvido pela estatal de tecnologia da informação, o Serpro, a pedido do Ministério da Infraestrutura.

 

Apresentação - A última versão do aplicativo foi apresentada aos representantes dos caminhoneiros, das transportadoras e do setor produtivo que se reuniram com integrantes do governo federal na semana passada.

 

Disponibilização - O aplicativo de celular será disponibilizado de forma gratuita nas lojas virtuais. A ideia é permitir que o próprio caminhoneiro saiba o valor mínimo do frete antes de negociar com quem for contratar o serviço, bastando fornecer informações sobre valor de pedágio, previsão de parada e pernoite, entre outras. O governo prevê o lançamento do aplicativo após a publicação da nova tabela de frete.

 

Mudanças significativas - A nova tabela trará mudanças significativas em relação à atual. Os valores vigentes, aprovados no ano passado, foram estabelecidos para apenas cinco categorias de carga. O trabalho da Esalq ampliou para 11 categorias e também incluiu veículos com maior número de eixos.

 

Custos fixos - Agora, os valores mínimos consideraram, de um lado, custos fixos do serviço de carga nas rodovias, que não variam com a distância percorrida e existem mesmo se o caminhão está parado, como perda de valor do veículo (depreciação), o salário do motoristas, e encargos sociais.

 

Custos variáveis - A tabela também incorporou custos variáveis, que aumentam de acordo com a distância da entrega e caem praticamente a zero quando o caminhão não está sendo usado. Isso envolve as despesas com manutenção e o combustível, por exemplo.

 

Referência - Com o aprofundamento dos estudos técnicos, a ANTT conseguiu afastar a ideia de que estaria impondo um "tabelamento" de preços no setor, mas apenas estabelecendo uma referência de custos para a livre negociação. Esta, inclusive, foi a questão que levou as entidades do setor produtivo a questionar a constitucionalidade da política nacional de piso mínimo no Supremo Tribunal Federal.

 

Aprovação - O novo cálculo do frete foi aprovado em rápida análise da diretoria da ANTT. O processo foi relatado pela diretora Elisabeth Braga. Ela disse que houve apenas um ajuste na minuta de resolução levada à audiência pública. A alteração estava relacionada à exigência de documento de transporte eletrônico (DTE). (Valor Econômico)

CRÉDITO RURAL: Caixa oferece R$ 7,5 bilhões na safra 2019/20

 

credito rural 17 07 2019Depois de registrar uma queda de quase 20% nos desembolsos de crédito rural durante a última safra (2018/19), a Caixa Econômica Federal resolveu traçar uma nova estratégia para voltar a crescer nesse mercado e vai ofertar R$ 7,5 bilhões na safra 2019/20, o que seria um recorde para o banco público. Na última safra, encerrada no dia 30 de junho, o banco desembolsou R$ 4,6 bilhões em crédito rural, conforme dados do Banco Central.

 

Triplicar - No médio prazo, a Caixa pretende mais do que triplicar a carteira de crédito ao agronegócio, de R$ 7 bilhões para R$ 25 bilhões na safra 2022/23, disse nesta terça-feira (16/07), em entrevista ao Valor, o presidente da instituição, Pedro Guimarães.

 

Investimentos - Para atingir esse crescimento nos próximos anos, o presidente da Caixa afirmou que o banco vai concentrar a atuação no financiamento a investimentos, como a construção de armazéns, e a compra de máquinas agrícolas. Os investimentos na infraestrutura de agroindústrias também estão no foco do banco, disse o executivo.

 

Queixa-  A nova estratégia da Caixa ocorre em um momento no qual produtores se queixam da falta de recursos disponíveis para financiar silos em propriedades rurais e a indústria de máquinas reclama da oferta insuficiente de recursos do Moderfrota, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos subsidiados.

 

BNDES - Nesse sentido, a Caixa admite que sua estratégia para o crédito rural se complementa à atuação do BNDES no meio rural, calcada em financiamento com prazos maiores - para pagamento em 10 a 15 anos. "Vamos focar em coisas específicas, buscando mais operações de investimento. Vamos crescer no crédito rural, mas nem de perto penso em competir com o Banco do Brasil", ressaltou Guimarães. "A expansão que faremos será importante para o agronegócio, mas vamos atuar onde já estamos", disse.

 

Taxas - O presidente do banco fez questão de frisar que a instituição continuará aplicando taxas de juros do Plano Safra e operando com custeio agropecuário, a modalidade mais demandada de crédito rural no país, mas com menos ênfase.

 

Empresas e cooperativas - A nova ordem na Caixa é mirar menos os produtores rurais pessoa física e mais empréstimos para empresas rurais e cooperativas de produção agropecuária. Esse público será sustentado principalmente por uma nova linha de crédito para investimento que o banco vem estruturando e deve lançar neste ano.

 

Erro - Segundo Guimarães, a primeira experiência da Caixa no agronegócio, no início do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, foi "ruim". Para ele, o banco errou ao expandir suas operações com foco no varejo, de maneira agressiva, mas sem a devida estrutura de equipe especializada para atender à crescente demanda por crédito agrícola no país. Essa escolha resultou no aumento indesejável do nível de inadimplência, a que ultrapassou a casa de 1% - média atual do indicador na área rural.

 

Desempenho - No setor agrícola, é comum ouvir queixas à atuação da Caixa. A avaliação é que o banco estatal teve um desempenho tímido no mercado de crédito rural, ao contrário do que parecia ser após uma grande campanha de marketing promovida pelo banco nos últimos anos - a campanha contava com os cantores sertanejos Paula Fernandes e Almir Sater.

 

Juros livres - Para mudar o quadro, além de ampliar a rede de agrônomos que atuam em suas agências bancárias já a partir da atual temporada, a ideia da Caixa é ampliar o montante de financiamentos a juros livres, sobretudo emitindo mais Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), título financeiro que é isento de Imposto de Renda e vem crescendo como fonte de recursos para as operações de crédito rural. A emissão de LCAs também vem sendo intensificada pelo Banco do Brasil, líder histórico em crédito rural e dono de uma carteira de cerca de R$ 190 bilhões.

 

Volume - Na safra 2018/19, que se encerrou em junho último, o volume de crédito rural com base em LCA desembolsado pela Caixa representou menos de 1% dos R$ 4,6 bilhões liberados. Para a temporada 2019/20, a expectativa é que esse percentual atinja 15% das contratações previstas pelo banco, estimou Júlio Volpi, vice-presidente de Produtos da Caixa. O executivo não soube dizer, no entanto, a que taxas de juros esses financiamentos com LCA serão ofertados. "Quando olhamos para trás e enxergamos onde o banco acertou e errou, vemos que a Caixa pode se tornar um player maior", reforçou o vice-presidente do banco estatal. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná têm saldo positivo de US$ 1,87 bilhão

 

infraestrutura 17 07 2019Os portos paranaenses movimentaram no primeiro semestre do ano mais de US$ 14 bilhões em mercadorias. As exportações representaram 56,5% do valor total e geraram US$ 8 bilhões em receita. As importações somaram US$ 6,15 bilhões (43,5% do total). Com isso, os terminais paranaenses tiveram saldo positivo de US$ 1,87 bilhão.

 

Terceiro lugar - Segundo dados do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Porto de Paranaguá ocupa o terceiro lugar ente os portos públicos brasileiros em valor gerado com as exportações. “Ficamos atrás apenas do porto de Santos, que tem o triplo de cais e é o maior do país, e de Itaguaí, no Rio de Janeiro, que transporta minério de ferro e, por isso, tem uma grande participação nas exportações nacionais”, explica Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná.

 

Exportações - O produto que mais gerou receita no período foi a soja. O grão exportado pelo Porto de Paranaguá gerou mais de US$ 2,13 bilhões. Desse total, US$ 1,9 bilhão - quase 90%, teve como destino a China.Os outros dois principais países compradores da soja embarcada no Paraná foram Bangladesh (cujo comércio gerou receita de cerca de US$ 79 milhões) e Holanda (US$ 59 milhões).

 

Carne de frango - O segundo produto que mais gerou receita no semestre foi a carne de frango: quase US$ 1,9 bilhão. A China é o principal destino (US$ 303,5 milhões), seguida do Japão (US$ 149,5 milhões) e Emirados Árabes (US$ 126,5 milhões). O terceiro produto no ranking das exportações, em valor gerado, foi o farelo de soja: US$ 1 bilhão, sendo Holanda (US$ 233,2 milhões), França (US$192 milhões) e Coreia do Sul (US$138,7 milhões) os maiores compradores.

 

Destaques - Destaque ainda para a celulose (US$ 385 milhões), milho (US$ 342 milhões) e carne de boi (US$ 336 milhões).

 

Importações - Entre os principais produtos importados pelos terminais paranaenses estão os fertilizantes, os derivados do petróleo e os veículos. Somente em fertilizantes, de todos os tipos, os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram US$ 1,33 bilhão. Considerando as cinco variedades de adubos importados, as principais origens foram Canadá, China, Estados Unidos, Marrocos e Rússia.

 

Derivados de petróleo - Em derivados de petróleo foram US$ 754,9 milhões importados. O produto veio, principalmente, dos Estados Unidos, da Holanda e dos Emirados Árabes. As importações de veículos somaram US$ 603,5 milhões, no semestre. Os automóveis chegaram, principalmente, da Argentina, do México e da Alemanha. (Agência de Notícias do Paraná)

ECONOMIA: Governo vai liberar R$ 63 bi do FGTS e PIS

 

economia 17 07 2019O governo tem medidas de estímulo para a economia prontas para anunciar nos próximos dez dias, disse nesta terça-feira (16/07) à noite o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Valor. A tendência, segundo ele, é divulgar na quinta-feira as regras de liberação de recursos do PIS/Pasep e de contas do FGTS. Na semana que vem, seria a vez de uma cerimônia no Planalto para o "choque de energia barata", com a abertura do mercado de gás.

 

Valor - Guedes disse que sua expectativa é liberar R$ 42 bilhões do FGTS, a serem sacados no mês de aniversário dos correntistas. 

 

Previsão - No caso do PIS/Pasep, ele prevê que R$ 21 bilhões ficarão disponíveis, mas só R$ 2 bilhões devem ser efetivamente retirados pelos trabalhadores. "Agora, com o avanço na tramitação da Previdência, podemos levar essas medidas adiante".

 

Decreto - Um decreto presidencial transformará em decisão as recomendações do Conselho Nacional de Política Energética para reduzir o preço do gás natural. Questionado sobre a possibilidade de renovação antecipada das concessões de distribuidoras como Comgás (SP) e CEG (RJ), Guedes disse que esse é o caminho preferido pelo governo, mas a extensão contratual terá como contrapartida um incentivo ao mercado livre, dando maior possibilidade de escolha do fornecedor pelos clientes.

 

Recuperação - Para o ministro, após 20 semanas consecutivas de redução nas projeções do mercado para o crescimento do PIB em 2019, a economia parou de piorar. "Estava caindo, mas já saímos do fundo do poço". De acordo com ele, o Banco Central e a Secretaria de Política Econômica lhe repassaram dados mostrando que já existe uma "ligeira melhora" em indicadores de consumo e de empréstimos no sistema financeiro.

 

Abertura gradual - Na chegada a Santa Fe, onde ocorre a cúpula presidencial do Mercosul, Guedes e seus auxiliares defenderam uma abertura gradual da economia brasileira. O secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, disse que a ideia é chegar a dezembro com um plano de trabalho para a reestruturação da Tarifa Externa Comum (TEC).

 

Alíquotas - Hoje as alíquotas de importação do bloco estão em 13,5%. Ferraz considera factível diminuir essa média para algo entre 6% e 7% - não de uma vez. "Mas boa parte disso no atual governo", enfatiza. O Brasil assume hoje a presidência rotativa do Mercosul, até o fim do ano, e tem como prioridade a entrega do plano de revisão da TEC em seis meses. Seria o primeiro corte unilateral de tarifas significativo em 25 anos. (Valor Econômico)

 

Foto: Antônio CruzAgência Brasil

PREVIDÊNCIA: Maia espera apoio para aprovar ‘PEC paralela’ da reforma

 

previdencia 17 07 2019O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que deputados de todos os partidos precisam colaborar para aprovar as alterações que o Senado fizer na reforma da Previdência. A expectativa é que o Senado reinclua estados e municípios e encaminhe as modificações à Câmara por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela. Maia se reuniu nesta terça-feira (16/07) com diversos parlamentares para fazer um balanço sobre a aprovação da reforma.

 

Dificuldade - “A única coisa que vai precisar, quando voltar para Câmara, é que os partidos de todos os governadores colaborem, se não a gente vai ter dificuldade de aprovar. A gente vai precisar que o PT, PSB e PDT ajudem a aprovar a PEC paralela, se não vai ter obstrução”, disse.

 

Reinserção - Rodrigo Maia disse esperar que estados e municípios sejam reinseridos na reforma, para que possam corrigir o déficit previdenciário. Na avaliação do presidente, o déficit nos entes federados vai crescer mais R$ 40 bilhões nos próximos quatro anos, o que diminui a capacidade de investimento e de pagamento.

 

Organização - “Sou a favor que se reorganizem os sistemas, mas tem o debate político, e não podemos deixar de dar clareza a isso: há estados que governadores querem a inclusão dos seus estados, mas os deputados estão votando contra”, afirmou o presidente.

 

Negociações - O presidente avaliou ainda que mantém as negociações com os parlamentares e os líderes para garantir a vitória da PEC no segundo turno. Segundo ele, alguns destaques quase foram aprovados e isso poderia gerar uma perda de economia muito grande. Maia afirmou que os articuladores da reforma não podem errar no quórum e nos destaques.

 

Maior quórum - Rodrigo Maia explicou ainda que, tirando o impeachment e o quórum para posse e eleição para a presidência da Casa, a reforma da previdência teve o maior quórum da história numa votação de uma proposição. (Agência Câmara)

PARANÁ: Observatório vai ampliar controle de despesas do Estado

 

Aparana 17 07 2019 Controladoria-Geral do Estado (CGE) apresentou nesta terça-feira (16/07), durante reunião de secretariado, a metodologia de trabalho do Observatório da Despesa Pública (ODP), criado para fornecer informações estratégicas e produzir conhecimento para subsidiar as ações do órgão por meio do monitoramento dos gastos públicos.

 

Informações estratégicas - Um dos primeiros trabalhos da unidade neste primeiro semestre é um olhar atento para a folha de pagamento do Governo. O ODP utiliza bases de dados para produzir informações estratégicas com objetivo de identificar fraudes, riscos, irregularidades e mau uso do dinheiro público. Segundo Raul Siqueira, controlador-geral do Estado, trata-se de um trabalho permanente dentro da CGE.

 

Servidores - Essa análise da composição da remuneração de cerca de 274 mil servidores ativos e inativos deve ser complementada neste ano. A pesquisa conta com apoio e dados das secretarias da Fazenda e da Administração e da Previdência. “É um trabalho preliminar e que pode subsidiar a auditoria externa a ser contratada”, informou Siqueira.

 

Sigilo - Esse processo dos técnicos da CGE respeita o sigilo de informações e a Lei Geral de Proteção de Dados e ampara as decisões estratégicas dos gestores. “Com ele conseguimos dar mais agilidade e segurança ao trabalho da CGE, com intuito de garantir integridade na administração pública”, completou Siqueira.

 

Folha - A auditoria da folha salarial do Estado foi determinada pelo governador Ratinho Junior em janeiro e atinge a administração direta e autárquica. A folha de pagamento mensal do Poder Executivo é de R$ 1,2 bilhão para ativos e R$ 700 milhões para inativos (aposentados e pensionistas).

 

Observatório - O Observatório da Despesa Pública foi criado em 2016 para produzir informações estratégicas voltadas à melhoria do controle e monitoramento das ações do Poder Executivo, visando o aprimoramento das atividades que norteiam o sistema de controle interno. As análises conduzidas pelos técnicos do ODP são direcionados à identificação de situações que possam constituir indícios de irregularidades, de modo a prevenir suas ocorrências. (Agência de Notícias do Paraná)

SAÚDE: Casos de dengue aumentam mesmo com dias mais frios

 

saude 17 07 2019Mesmo com temperaturas mais baixas, os casos de dengue no Paraná continuam aumentando. O boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (16/07) pela Secretaria de Estado da Saúde totaliza 20.496 casos da doença confirmados. Na semana anterior eram 18.779. O informe também contabiliza mais uma morte, totalizando 22 óbitos por dengue no Estado.

 

Ubiratã - rata-se uma mulher de 72 anos, de Ubiratã, na região Centro-Oeste, portadora de quadro articular crônico. A morte foi em 30 de maio e o exame laboratorial confirmou a doença.

 

Notificações - As 22 Regionais de Saúde apresentam notificações para a dengue e orientam a Vigilância dos municípios no monitoramento dos casos e medidas preventivas e de combate. São 90 municípios em epidemia. Entraram para a relação, a partir da publicação do boletim desta semana, Corumbataí do Sul e Santana do Itararé. Outras 58 cidades estão em estado de alerta.

 

Monitoramento - O período de monitoramento deste informativo da dengue, chigungunya e zika vírus no Estado começou em 29 de julho de 2018. Esta é a 42ª semana de acompanhamento.

 

Chikungunya - Além da dengue, o boletim também apresenta nesta semana um novo caso de chikungunya no Paraná, em Sarandi, no Noroeste. São 22 casos confirmados e 636 notificados. O boletim registra também cinco casos confirmados do zika vírus e 310 notificados.

 

Alerta - De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, Ivana Belmonte, os números alertam para a importância do apoio da população na adoção das medidas de combate ao mosquito transmissor das doenças, mantendo os domicílios livres de recipientes que geram acúmulo de água.

 

Criadouros - “Uma pesquisa da Vigilância constata que 77,2% dos criadouros do Aedes Aegypti estão em residências e quintais, terrenos e imóveis comerciais. Precisamos estar conscientes de que são doenças virais transmitidas pelo mosquito, que se reproduz facilmente em locais que acumulam água parada”, explica Ivana.

 

Inverno - Segundo ela, é preciso aproveitar o inverno, quando a circulação viral diminui, para a eliminação dos criadouros, pois os ovos resistem por meses. “Se não acabarmos com os foco e criadouros agora, teremos aumento ainda maior de casos das doenças na próxima estação”.

 

Sintomas - Os sintomas iniciais das doenças são febre de início abrupto, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza e dor atrás dos olhos. Segundo o médico, Eneas Cordeiro de Souza Filho, da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da secretaria, na dengue predominam a dor muscular e a febre alta. Na chikungunya, as dores nas articulações e também febre alta, e no zika vírus a febre é baixa, com vermelhidão, coceira e erupções cutâneas com prurido. (Agência de Notícias do Paraná)

EUA: Economia deve manter crescimento em ritmo sólido, mesmo com incertezas globais, diz Fed

 

eua 17 07 2019O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, afirmou que as incertezas "em relação aos acontecimentos no comércio e no crescimento globais" têm aumentado. Em discurso durante conferência em Paris sobre os 75 anos de Bretton Woods, Powell previu que, ainda assim, o crescimento econômico nos Estados Unidos continue em ritmo "sólido" e o mercado de trabalho, a mostrar força. 

 

Questões - Entre as incertezas, a autoridade comentou que questões como a necessidade de se elevar o teto da dívida dos EUA e o processo de separação do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, continuam sem resolução. Nesse quadro, dirigentes do Fed têm mostrado a preocupação de que possa haver um período mais prolongado de inflação abaixo da meta de 2% do Fed, disse Powell. "As medidas de inflação baseadas no mercado têm diminuído e algumas medidas baseadas em pesquisas de expectativa estão perto do mínimo de suas médias históricas", apontou. 

 

Postura - Nesse quadro, muitos dirigentes do Fed avaliaram na reunião de junho que uma combinação de fatores "fortalece o argumento por uma postura um pouco mais acomodatícia da política" monetária, lembrou Powell. "Nós monitoraremos com cuidado esses acontecimentos e avaliaremos suas implicações para a perspectiva econômica e a inflação dos EUA e agiremos como apropriado para sustentar a inflação, com um mercado de trabalho forte e a inflação perto da meta simétrica de 2%."

 

Mercado de trabalho - Powell afirmou que o crescimento "sólido" tem apoiado o mercado de trabalho, que também mostra força. O crescimento econômico americano no segundo trimestre, contudo, desacelerou. O avanço nos gastos dos consumidores, que foi modesto no primeiro trimestre, parece ter ganhado força novamente, mas os investimentos em ativos fixos tiveram desaceleração "digna de nota", ressaltou ele. O setor manufatureiro tem mostrado fraqueza desde o início do ano, em parte graças aos gastos das empresas mais modestos, ao crescimento mais fraco na economia global e a preocupações com as tensões comerciais, disse ainda Powell. (O Estado de S.Paulo)

OPINIÃO: Ferrovia eficiente e competitiva, o caminho do futuro

 

opiniao 17 07 2019*Dilvo Grolli

 

Nossa experiência com a luta pela não renovação das concessões de rodovia no Estado do Paraná demonstrou que o melhor caminho é dos leilões transparentes, competitivos e abertos a empresas nacionais e estrangeiras, evitando, assim, a cobrança escorchante dos pedágios, os cartéis e a corrupção.

 

A nova licitação em 2021 deve ampliar o Anel de Integração, dos atuais de 2.800 quilômetros de estradas pedagiadas para 4.100 quilômetros. Com um novo modelo de concessão, vislumbra-se maior eficiência e menor custo para todos os usuários. A expectativa é de redução de, no mínimo, 50% do valor do pedágio e um número muito maior de obras sendo construídas nas rodovias paranaenses.

 

Com uma licitação bem-feita e coordenada por um processo de responsabilidade do governo federal, com a participação do governo do Estado do Paraná, acrescida da permanente abertura da economia brasileira com a ampliação das privatizações, poderemos antever um novo ciclo de crescimento da economia nacional.

 

A oportunidade de privatizações e de novas concessões abre espaço para construirmos a economia que toda a grande nação deseja. Quando abrimos a economia para a iniciativa privada, o estado economiza, os cidadãos pagam menos impostos e o governo tem mais recursos para investimentos na saúde, na educação e na segurança.

 

No Paraná, faz-se necessária uma nova versão de concessão, bem como um programa de investimentos em melhorias nas ferrovias e em novos trechos como o de Cascavel a Paranaguá, inclusive, com o aproveitamento de parte da malha existente, e a ampliação da linha da Ferroeste para Mato Grosso do Sul e para o Paraguai, em Foz do Iguaçu/PR.

 

O Paraguai é o terceiro maior produtor de grãos da América do Sul, não tem porto marítimo para as suas exportações de mais de 12 milhões de toneladas de produção de soja, milho e trigo, que poderá ser via Porto de Paranaguá/PR. O maior exemplo de integração dos dois países é a hidrelétrica de Itaipu, que ampliou e fortaleceu o relacionamento do Brasil e Paraguai.

 

A estrada de Ferro Paraná Oeste S/A – Ferroeste, está no melhor momento da sua história. Os números do primeiro semestre de 2019 comprovam o grande crescimento. O faturamento recorde de R$ 17,5 milhões superou em 50% quando o do mesmo período de 2018. Foram transportadas mais de 600 mil toneladas de grãos e carnes, um aumento de 42% no volume, gerando uma economia, para o agronegócio, de mais de 30% do valor do frete quando comparado aos valores do frete rodoviário.

 

É preciso mais que um bom programa de concessões. Necessitamos de investimentos em infraestrutura para obtermos valores competitivos aos do mercado internacional, senão, ficaremos, no máximo, “marcando passo”, enquanto outros países, hoje menos expressivos, ocuparão nosso lugar no contexto econômico internacional e a nossa população permanecerá só no sonho de uma vida melhor.

 

Neste momento, temos ainda a possibilidade e a perspectiva de uma Ferrovia Bioceânica, que poderá causar verdadeira revolução na economia do Paraná, inclusive, com o fortalecimento do Porto de Paranaguá, que já foi o primeiro porto brasileiro em exportações de grãos. Hoje, é o segundo colocado com a metade dos grãos exportados, pelo Porto de Santos, primeiro do ranking.

 

O Estado de São Paulo é o sétimo produtor de grãos do Brasil, com 8,2 milhões de toneladas, mas o Porto de Santos é o primeiro exportador de grãos, com mais de 40,0 milhões de toneladas ao ano, isto tudo somente em decorrência de uma boa logística e da maior competitividade.

 

A perspectiva da retomada do crescimento da economia brasileira passa inevitavelmente por melhorias na infraestrutura. O que aconteceu com o pedágio no Paraná, onde o custo causou um desastre na economia, não pode ser repetido nas ferrovias do Estado.

 

O melhor caminho para o crescimento sustentável da economia do Paraná é uma ferrovia eficiente, que dê condições de competitividade, integrada a um novo programa de concessão ferroviária. Isto deve somar-se à continuidade e a ampliação da abertura da economia para o comércio global, recentemente, ampliada com acordo do Mercosul com a União Europeia.

 

A renovação antecipada das concessões das ferrovias do Brasil já tem posicionamento contrário do Ministério Público do Tribunal de Contas da União – (TCU), que pediu a rejeição da renovação antecipada da Concessão Ferroviária da Malha Paulista, operada pela mesma concessionária do Paraná, a empresa Rumo. O procurador Dr. Júlio Marcelo de Oliveira pediu a rejeição da prorrogação do contrato. Ele alega não enxergar vantagens à sociedade brasileira na renovação e diz preferir uma nova licitação da ferrovia após o término do contrato. (Jornal Valor Econômico edição de 11/07/2019).

 

Os governos têm instrumentos mais eficazes do que simplesmente a prorrogação de contratos de concessão. Além da melhora da eficiência, é preciso investimentos em infraestrutura.

 

O Governador do Estado do Paraná, senhor Carlos Roberto Massa Júnior, tem clara visão do estadista que sabe ouvir as forças políticas, sociais e econômicas legítimas e está procurando identificar as reais prioridades das gerações atuais com visão nas necessidades das gerações futuras.

 

Desse modo, o POD – Programa Oeste em Desenvolvimento está alinhado aos anseios da sociedade do Oeste com um trabalho de priorização das principais necessidades da economia do Oeste do Paraná e com experiências do empreendedorismo de seus membros. Esta missão, somada à visão estadista do Governador do Estado, estabelecerá uma conexão logística entre o Oeste e o Leste do Paraná, com uma ferrovia que também passa do Atlântico ao Pacífico, ligando vários países da América do Sul. 

 

A história mostra que o sucesso de uma região depende da preservação dos valores fundamentais da sociedade. O Programa Oeste em Desenvolvimento une o governo e a sociedade, por meio dos valores dos visionários e dos empreendedores. O projeto da nova ferrovia tem a visão clara de como o Oeste do Paraná e todo o Paraná vai conectar com o mundo.

 

Voltando às concessões, é certo que a perspectiva de uma nova licitação para a malha ferroviária paranaense e do Sul do país, com novos investimentos e a inclusão de um novo modelo de negociação, para possibilitar, de modo específico, a oportunidade de melhorias para as cooperativas, as empresas, o agronegócio e todos os usuários do transporte. A nova ferrovia, com aproveitamento de vários trechos da existente, precisa atender a demanda de mais de 25 milhões de toneladas ao ano de grãos, carnes e outros produtos para o Porto de Paranaguá e retorno de mais de 20 milhões de toneladas de fertilizantes e outros produtos para o Oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

 

Os países do bloco do Mercosul deverão crescer de 30% a 40% até 2030 na produção agrícola e pecuária e 30% nas exportações e tornar-se-ão os maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo, para atender, principalmente, a demanda de alimentos da Europa, África, Índia e China, conforme projeção é da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

 

Precisamos manter a luta no sentido de evitar a prorrogação das concessões, iniciadas em 1997, e que não nos trouxeram os prometidos investimentos em novas ferrovias ou o desembaraço dos gargalos existentes. A boa experiência da luta contra a renovação do pedágio no Anel de Integração do Paraná deve ser estendida para as ferrovias paranaenses e as da malha ferroviária do Sul do Brasil, para que o agronegócio paranaense e da América do Sul sejam fortalecidos.

 

Por outro lado, é legítimo que uma nova licitação dê oportunidades para que a atual concessionária se habilite juntamente às demais empresas de logística, para a preservação dos valores fundamentais da economia de mercado que, abre caminho para um futuro próspero e grandioso da economia paranaense, puxada por uma ferrovia eficiente e competitiva para a América do Sul e por rodovias práticas, com valores de pedágios dentro da realidade e livres da corrupção.

 

*Dilvo Grolli é diretor-presidente da Cooperativa Coopavel, com sede em Cascavel (PR)


Versão para impressão


RODAPE