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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4619 | 16 de Julho de 2019

VISITA: Paraná é referência em cultura cooperativista, diz representante da FAO no Brasil

Produzir alimentos, preservando o meio ambiente. Este é um compromisso das cooperativas do Paraná. Atualmente, cerca de 60% de tudo o que sai do campo passa pelas estruturas das cooperativas. Com plantas cada vez mais modernas, as cooperativas industrializam a produção de seus cooperados e distribuem para o mercado interno e para mais de 100 países. A forma como as cooperativas do Paraná são organizadas e trabalham chamou a atenção da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês). “Vocês são referência em cultura cooperativista”, disse o representante da FAO no Brasil, o mexicano Rafael Zavala.

Reunião - Acompanhado de outros três representantes da instituição - Gustavo  Kauark Chianca (assessor), Valter Bianchini (representante da FAO no Paraná) e José Roberto Borghetti (consultor) - Zavala foi recebido, na manhã desta terça-feira (16/07), em Curitiba, pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, e pelo gerente técnico Flávio Turra. “Vim conhecer um dos modelos cooperativistas mais famosos do Brasil. O Sistema Ocepar é um benchmarking, chama muito a atenção”, afirmou.

Interesses - Segundo ele, o interesse da FAO é discutir possíveis parcerias dentro e fora do Paraná. “Como FAO, queremos fortalecer instituições, políticas públicas e modelos de negócios que possibilitem oportunidades de desenvolvimento. E o cooperativismo é um caminho eficaz para melhorar a renda e estimular a agricultura sustentável. A intenção, portanto, é replicar o modelo cooperativista do Paraná em outras regiões país, principalmente, no nordeste brasileiro. No estado, o nosso foco é incentivar a adoção de boas práticas cooperativistas nos 50 municípios, dos 399 existentes do estado, em que o IDH é mais baixo”, comentou.

Cooperativas do Paraná - Mais de 170 mil produtores são associados às cooperativas agropecuárias paranaenses, sendo que 77% são pequenos e médios produtores (área de até 50 ha). Na última década, as cooperativas direcionaram boa parte de seus investimentos para diversificar a produção dos cooperados e agregar valor, por meio de processos de agroindustrialização. Graças a isso, o Paraná passou de exportador de matérias-primas para exportador de bens de consumo. Atualmente, cerca de 48% da produção primária dos cooperados paranaenses passam por algum processo de transformação e agregação de valor.

Missão - A FAO trabalha no combate à fome e à pobreza, promove o desenvolvimento agrícola, a melhoria da nutrição, a busca da segurança alimentar e o acesso de todas as pessoas, em todos os momentos, aos alimentos necessários para uma vida saudável. Reforça a agricultura e o desenvolvimento sustentável, como estratégia a longo prazo, para aumentar a produção e o acesso de todos aos alimentos, ao mesmo tempo em que preserva os recursos naturais. Seu interesse pelas cooperativas paranaenses tem uma razão óbvia, já que um dos maiores desafios da humanidade hoje é suprir a demanda por alimentos, considerando o aumento populacional do planeta. 

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SAÚDE: Profissionais do ramo buscam práticas de sucesso na Europa

saude 16 07 2019Cooperativas de saúde iniciaram nesta segunda-feira (15/07) uma missão técnica na Europa. A viagem técnica, realizada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), tem por objetivo proporcionar o conhecimento aprofundado da realidade das cooperativas europeias de saúde, sobretudo com relação a financiamentos. A equipe é formada por representantes dos Sistemas Unimed e Uniodonto, da Confemed (Confederação Nacional das Cooperativas Médicas) e da OCB.

Bruxelas - A programação desta segunda-feira ocorreu em Bruxelas, na Bélgica, e incluiu uma reunião com o diretor Geral da ACI, Bruno Roelants, e com a diretora geral da ACI Europa, Agnés Mattis. O objetivo foi conhecer aspectos gerais do cooperativismo em nível internacional e, mais detalhadamente, na União Europeia. A equipe verde-amarela, obteve informações sobre o cooperativismo de saúde, as modalidades de seguros e o trabalho de lobby da ACI Europa em prol do fortalecimento do modelo no continente europeu.

Audiência - A missão brasileira também participou de uma audiência com o diretor para Sistemas de Saúde, Produtos Médicos e Inovação da União Europeia, Andrej Rys. A discussão girou em torno de assuntos como regulação, supervisão, financiamento e integração dos serviços públicos e privados nos países da União Europeia. Os cooperativistas também conheceram um pouco mais sobre a atuação da União Europeia no setor de saúde e a participação da iniciativa privada no mercado.

Sobre a missão - A programação da missão técnica continua até sexta-feira (19/07), e inclui reuniões e audiências com representantes da Federação Belga de Cooperativas, da Associação Alemã dos Fundos Estatutários de Saúde, do Ministério da Saúde da Alemanha, da Associação Alemã de Seguros Privados de Saúde e, ainda, da Confederação das Cooperativas Alemãs e da Fundação de Ciências da Saúde da Alemanha. (Informe OCB)

 

CAPAL: Expoleite promove palestras sobre cooperativismo, economia rural e mercado agrícola

capal 16 07 2019Entre os dias 25 e 27 de julho acontece em Arapoti a 47ª edição da Expoleite, feira de pecuária de leite da região dos Campos Gerais do Paraná promovida pela Capal. Além de mostrar a alta qualidade genética do rebanho leiteiro e avanços tecnológicos no setor, a feira também promove palestras dedicadas à difusão de conhecimento sobre pecuária leiteira e suinícola.

Palestras - Abrindo a programação de palestras do dia 25, o zootecnista e produtor de leite Tobias Katsman falará sobre economia rural, colocando em pauta os temas finanças e controle da propriedade. Na palestra “Mulheres cooperativistas”, que será ministrada no período da tarde, o professor da Fundação Getúlio Vargas e CEO do Grupo Datacenso, Claudio Shimoyama, vai falar sobre promoção pessoal e dar dicas e estratégias para conquistar destaque no mercado.

Modelo de negócios - Na manhã do dia 26, o especialista em marketing no agronegócio, José Luiz Tejon, vai ministrar a palestra “Leite, cooperação e superação”. Para Tejon, que também é jornalista, publicitário e autor de diversos livros, o cooperativismo é o modelo de negócios do século XXI. “O cooperativismo é um movimento com qualidade de liderança, competência de administração e consciência coletiva, características que serão cada vez mais importantes”, ressalta.

Mercado agrícola - Fechando a programação de palestras Tayana Godinho, consultora de gerenciamento de risco da INTL FC Stone, empresa de serviços financeiros que atua no mercado de commodities, vai debater o cenário atual do mercado agrícola.

Julgamento de Raças - Além disso, a programação gratuita da Expoleite inclui Julgamento de Raças, mais de 50 estandes de empresas ligadas ao setor de pecuária leiteira, apresentação do Clube de Bezerras e Exposição de Flores. (Imprensa Capal)

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a CAPAL conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil ha. O volume de leite negociado pela CAPAL mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros/dia. (Imprensa Capal)

SERVIÇO

47ª Expoleite

Quando: 25 a 27 de julho

Onde: Parque de Exposições CAPAL

Rua Luís Binoto, 164, Arapoti (PR)

www.capal.coop.br/expoleite

 

COCAMAR: Unidade de Santa Cruz de Monte Castelo será inaugurada quarta-feira

cocamar 16 07 2019Uma das mais modernas unidades operacionais da Cocamar será inaugurada na manhã de quarta-feira (17/07) em Santa Cruz do Monte Castelo, a 104km de Paranavaí, na região noroeste do Paraná. A solenidade está prevista para às 10h com a presença de dirigentes da cooperativa, autoridades, produtores e colaboradores.

Investimento - Totalmente automatizada e, por isso, uma das mais modernas unidades da cooperativa, a estrutura recebeu investimento de R$ 29 milhões e tem capacidade estática de armazenagem de 27 mil toneladas de grãos, o equivalente a 450 mil sacas, podendo ser ampliada em mais 27 mil toneladas.

Agilidade - Para entregar suas safras, os produtores vão contar com a agilidade de um tombador bi-trem, no qual se pode descarregar um veículo em poucos minutos, além de três moegas para 120 toneladas cada. Juntas, elas absorvem 300 toneladas/hora.

Apoio aos produtores - A Cocamar já opera há alguns anos em Santa Cruz do Monte Castelo, onde ocupava um imóvel alugado. Sua presença tem estimulado o avanço do cultivo da soja, em sistema de arrendamento de pastagens. Um dos objetivos da cooperativa é aproveitar o potencial regional para promover a expansão de programas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), apoiando os produtores. (Imprensa Cocamar)

 

COPAGRIL: Comitê Ação Jovem é o campeão geral da Maratona Cultural da ACJC 2019

Cantar, dançar, encenar e declamar poesias em frente ao público… Para vencer a Maratona Cultural da Associação dos Comitês de Jovens da Copagril, esses foram os desafios que os membros dos comitês tiveram que enfrentar. Tarefas muito difíceis, porém, não para os jovens da Copagril, que a cada ano provam que estão preparados para vencer com maestria todos os quesitos exigidos na Maratona Cultural.

Espetáculos - Dessa forma, os jovens da Copagril proporcionaram à comunidade apresentações que puderam ser consideradas verdadeiros espetáculos, refletindo o empenho e dedicação dos jovens na organização e realização do evento. E em meio a toda essa qualidade nas apresentações, vários jurados tiveram um desafio ainda mais difícil que os jovens: decidir quem foram os melhores.

Encerramento - Para fechar com chave de ouro a Maratona Cultural da ACJC e para divulgar os vencedores, no último sábado (13/07), foi realizado o evento de encerramento da competição cultural, na Associação de Moradores e Amigos de Novo Horizonte.

Música e dança - A noite começou com apresentações de música e dança que fizeram parte da segunda etapa da Maratona Cultural e em seguida foi realizada a premiação dos vencedores nas categorias individuais (música, dança, poesia e teatro) e dos campeões gerais, tendo como vencedor o CJC Ação Jovem, de Novo Três Passos, que foi campeão na categoria de dança e esteve entre os três primeiros colocados em todas as outras categorias individuais.

Baile - Após a premiação, a animação da noite ficou por conta de Marcelo e Mauri, que fizeram um baile animado, para comemorar os grandes resultados conquistados por todos na Maratona Cultural da ACJC 2019.

Campeões - Os comitês campeões gerais e por categoria foram os seguintes:

Campeões gerais

1º: Ação Jovem (Novo Três Passos) – 28 pontos

2º: Progresso Sem Fronteiras (Pato Bragado) – 26 pontos

3º: Ordem e Progresso (Quatro Pontes) – 16 pontos

Campeões dança

1º: Ação Jovem (Novo Três Passos) – 258,20 pontos

2º: Progresso sem Fronteiras (Pato Bragado) – 253,60 pontos

3º: Treze de Maio (Linha Palmital) – 235,40 pontos

Campões música

1º: Esperança Jovem (Campos Sales) – 246,60 pontos

2º: Ação Jovem (Novo Três Passos) – 234,70 pontos

3º: Progresso Sem Fronteiras (Pato Bragado) – 214 pontos

Campeões Poesia

1º: Ordem e Progresso (Quatro Pontes) – 271,70 pontos

2º: Ação Jovem (Novo Três Passos) – 267,60 pontos

3º: Progresso Sem Fronteiras (Pato Bragado) – 263,80 pontos

Campeões Teatro

1º: Progresso sem Fronteiras (Pato Bragado) – 269,30

2º: Ordem e Progresso (Quatro Pontes) – 259,70

3º: Ação Jovem (Novo Três Passos) – 245,60 pontos

(Imprensa Copagril)

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SICREDI I: Conectadas pelo cooperativismo, moradoras de Maringá (PR) e Victor Graeff (RS) são personagens de campanha

Você conhece Elaine Mari Shiozaki, de Maringá (PR)? E Anegrid Lucila Gnich dos Santos, da cidade de Victor Graeff (RS)? Se ainda não, a partir de 15 de julho, você e os demais moradores desses municípios – e também todos os brasileiros – terão a oportunidade de conhecer suas realidades transformadas com apoio do Sicredi. Juntas, Anegrid e Mari, como prefere ser chamada, são personagens da nova campanha da instituição financeira cooperativa, veiculada em rede nacional. Composta de 13 vídeos, ela traz 26 histórias de associados, de diferentes regiões do país, conectadas pelos impactos positivos do cooperativismo de crédito. Em cada um dos filmes, um associado vai até o município onde mora outro, evidenciando intercâmbios de trajetórias pessoais e de vivências com a instituição.

Suporte - No filme que evidencia o suporte do Sicredi ao empreendedorismo feminino e retrata histórias de sucesso protagonizadas por mulheres, Mari – proprietária de uma empresa de organização de eventos, referência de liderança feminina na cidade do norte do Paraná e associada da Cooperativa Sicredi União PR/SP – visita o município do interior gaúcho onde reside Anegrid, dona de uma floricultura e associada da Cooperativa Sicredi Cooperação RS/SC. “A visão feminina é muito parecida com o cooperativismo. O Sicredi tem o olhar voltado para a mulher empreendedora e ele te dá todo apoio para que isso aconteça, afirma Mari. E, satisfeita, Anegrid completa: “O Sicredi sempre acreditou em mim”.

Veiculação - Este e os outros vídeos da série irão ao ar nos intervalos do Jornal Nacional, na Rede Globo, e também nos canais por assinatura GloboNews, SporTV e Discovery H&H. E ainda estarão disponíveis no site do Sicredi e nos perfis da instituição nas redes sociais, no Facebook, LinkedIn, Twitter e YouTube.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Assessoria Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI II: Site da instituição agora conta com tradução para Libras

sicredi II 16 07 2019Quando se fala em transformação digital, logo se pensa em aplicativos, robôs, nuvem, inteligência artificial e afins. Mas transformação digital é apenas um dos aspectos envolvidos nessa evolução. Mais importantes são as experiências que ela pode proporcionar às pessoas, e isso só é possível quando ocorrem mudanças na cultura das organizações. Uma transformação digital não acontece efetivamente sem que haja mudança de mindset, modernização nos processos de trabalho, diversidade e inclusão.

Novidade - Com essa premissa, o Sicredi lançou o desafio de fazer a transformação digital para se tornar, cada vez mais, uma instituição para todos. E, como resultado, traz mais uma grande novidade: a implementação em seu site do Hugo, avatar que realiza tradução de todos os conteúdos para Libras, a língua brasileira de sinais utilizada por pessoas surdas.

Avanço - O Hugo é uma ferramenta da startup brasileira Hand Talk, reconhecida pela ONU como o melhor aplicativo social do mundo. Sua introdução no site do Sicredi é, portanto, um avanço para a instituição financeira. Dados do último censo do IBGE apontam que há cerca de 10 milhões de surdos no Brasil. Segundo a Federação Mundial dos Surdos (WFD, na sigla em inglês), 80% desse público em todo o planeta têm baixa escolaridade e problemas de alfabetização. Muitos deles não têm conhecimento sobre a língua portuguesa escrita. Essa população enfrenta inúmeros desafios diários, reforçando a necessidade de soluções que tornem os ambientes mais inclusivos. Por isso, mesmo os conteúdos em texto podem dificultar a compreensão quando do acesso a ambientes digitais, por exemplo, e somente legendas ou sites bem escritos acabam não sendo suficientes.

Inclusiva - “O Sicredi é uma instituição genuinamente inclusiva, extrapolando o universo financeiro, e temos como objetivo primordial gerar impactos positivos nas regiões onde atuamos. Isso passa pela geração de oportunidades para as pessoas também. Sabemos que a introdução do Hugo se trata de um pequeno passo e que ainda há muitos outros a serem dados, mas são as pequenas ações que geram grandes transformações”, afirma Ana Paula Cossermelli, superintendente de Comunicação e Marketing do Banco Cooperativo Sicredi.

Pioneirismo - Pioneiro no cooperativismo de crédito no Brasil, o Sicredi também é a primeira instituição do segmento a usar o Hugo, considerado uma ferramenta social inovadora, premiada internacionalmente – foi vencedora do prêmio Desafio Google de Impacto em Inteligência Artificial, durante o Google I/O 2019. A solução também foi eleita a mais inovadora do Brasil na Rio Info 2012 e considerada o melhor aplicativo social do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Já a Hand Talk foi reconhecida como a startup mais inovadora da América Latina na QPrize 2014.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: União Solidária abre inscrição para projetos de entidades sociais

sicredi uniao 16 07 2019A campanha União Solidária está com as inscrições abertas para projetos de entidades sociais que atuam em Maringá e região noroeste do Paraná. O cadastro deve ser feito pelo site www.campanhauniaosolidaria.com.br. A iniciativa é coordenada pelo Lions Maringá Distrito LD6 e conta com o apoio da Sicredi União PR/SP e da Cocamar.

Avaliação - Depois da etapa de inscrição, os projetos serão avaliados pelo Lions Maringá e selecionados conforme as regras da campanha União Solidária, autorizando as entidades a retirar os cupons para venda. Ao todo devem ser distribuídos 200 mil cupons para que as entidades vendam ao custo unitário de R$ 10, totalizando R$ 2 milhões. A comercialização será até 30 de novembro. Já os sorteios serão em dezembro.

Cupons - Cada entidade poderá obter a renda total dos cupons, sem qualquer custo e, ao final da campanha, deverão prestar contas do uso dos recursos. Já quem comprar os cupons vai concorrer a um automóvel (Fiat Mobi Easy) e três motos (Honda CG 160 Start). Os veículos totalizam o valor de R$ 57 mil e foram doados pela Sicredi União PR/SP e Cocamar.

Alternativa inovadora - Para o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, essa é uma alternativa inovadora de angariar recursos para as entidades sociais. “Vamos transformar os quase R$ 400 mil que a Sicredi União e a Cocamar estão investindo em R$ 2 milhões. Esse é um exemplo de união, cooperação e participação das pessoas”.

Eficiência do método- A assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi União PR/SP, Gisely Almeida, acrescenta que outras edições da campanha, realizadas no interior de São Paulo, já mostraram a eficiência do método que, de fato, alcança o objetivo. “Por isso, decidimos ampliar o apoio para outras regiões”, justifica ao citar que a cooperativa também desenvolve cerca de 20 programas sociais nos municípios em que está inserida.

Municípios - Paralelamente, outros 30 municípios da região norte do Estado também participam da campanha, mas com coordenação do Lions Club Cambé Aliança e também com o apoio da Sicredi União PR/SP e Cocamar. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI FRONTEIRAS: Programa A União Faz a Vida é lançado no município de Jarinu

A prefeitura de Jarinu, no estado de São Paulo e a Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, assinaram, no dia 10 de julho, um acordo de cooperação para o início das atividades do Programa A União faz a Vida no município. O evento ocorreu no Acustic Hall Festas e Eventos e contou com a presença de mais de 100 pessoas, incluindo a prefeita municipal, Eliane Lorencini; presidente da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, José César Wunsch; diretora executiva da cooperativa Sicredi Fronteiras, Adriana Meês; secretária de educação de Jarinu, Érica Silveira Lorencini Batistel; gerente da agência da Sicredi, Natalia Maria Cacossi Rubio e o presidente da Câmara de vereadores, Rodrigo Batistel.

Valores - Através desta iniciativa, presente há 13 anos na Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, os valores da cooperação e cidadania são promovidos para crianças e adolescentes nas cidades paranaenses de Capitão Leônidas Marques, Ampére, Capanema e Salgado Filho no estado do Paraná e em Itupeva, e agora em Jarinu, no estado de São Paulo.

Educação empreendedora e cooperativa- Todos os professores participantes do programa são responsáveis por abordar a importância da educação empreendedora e cooperativa no ambiente educacional. Por isso, recebem anualmente uma formação, que visa o aperfeiçoamento das suas práticas aplicadas em crianças e adolescentes, público-alvo do PUFV.

Formalização - Ainda no local, o presidente da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, a prefeita municipal de Jarinu e a secretária de educação do município, assinaram o acordo de cooperação, formalizando o compromisso de ambas as instituições na concretização e desenvolvimento do programa no município.

Abelha - A Abelha, mascote legítima do Programa A União Faz a Vida, foi chamada ao palco para entregar um quadro que materializa a parceria da Sicredi com a administração municipal. Este quadro representa o compromisso de contribuir com a formação de cidadãos conscientes e cooperativos. Na sequência, os presentes puderam assistir apresentações culturais preparadas especialmente para o evento. Se apresentou no local o Grupo de Capoeira do Mestre Edivaldo Schimitt e o Grupo Folklorístico Stella Bianca.

Réplica - No encerramento, a prefeita foi presenteada com uma réplica da Abelha, mascote do PUFV, logo após foi servido um delicioso coquetel aos presentes.

Capacitação - A capacitação dos professores que atuarão no Programa acontecerá em 29 de julho, na secretaria de educação do município de Jarinu. No dia, os professores irão aprofundar seus conhecimentos sobre a metodologia do PUFV, aplicada na educação infantil. A metodologia de ensino utilizada com os alunos objetiva a construção de valores como solidariedade, justiça, diálogo, respeito à diversidade e empreendedorismo. Saiba mais sobre o Programa em: www.auniãofazavida.com.br.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICOOB OURO VERDE Mascote comemora primeiro aniversário com colaboradores, cooperados e seguidores

A colaboradora mais fofa do Sicoob Ouro Verde, a cachorrinha Mel, fez aniversário no dia 24 de junho. Para comemorar a data, a cooperativa organizou diversas ações com colaboradores, cooperados e também com os seguidores da mascote nas redes sociais.

Sessão de fotos - Antes da festa, Mel fez uma sessão de fotos junto a outros cães com quem convive no VilaPet, hotel e creche onde passa os finais de semana. Depois, posou em um cenário temático que foi montado na Unidade Administrativa da cooperativa, em Londrina (PR). Além de bexigas, bolo cenográfico e varal de fotos com momentos importantes, o espaço tinha lembrancinhas para os pets.

Valorização - O objetivo principal da ação foi valorizar a ideia da convivência dos colaboradores com a cachorrinha da raça Golden Retriever, que tem trazido tantos resultados positivos para o ambiente de trabalho do Sicoob Ouro Verde. Além dos colaboradores, que se revezam nos cuidados e compartilham momentos de lazer e descontração com ela, cooperados e visitantes se sentem mais à vontade devido a sua presença.

Saúde e bem-estar - A chegada e presença da mascote na cooperativa representa um importante investimento para a saúde e bem-estar de todos que frequentam a sede do Sicoob Ouro Verde e têm a oportunidade de conhecer e conviver com o animal.

Atenção - Atualmente, Mel também atrai a atenção de muitas outras pessoas e cooperativas, já que a rotina da cachorrinha é compartilhada com quase sete mil seguidores no Instagram (@adogdosicoob). (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SANIDADE: Estado avança para obter status livre de aftosa sem vacinação

sanidade 16 07 2019O Paraná caminha para conquistar o status sanitário de Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. A última campanha de vacinação do rebanho bovino e bubalino foi em maio, em animais de 0 a 24 meses. O índice de cobertura foi de 99%, considerado o melhor dos últimos anos.

Expectativa - A próxima campanha, prevista para novembro, pode não acontecer caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declare o estado livre de febre aftosa sem vacinação. Depois disso, a expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) chancele o novo status paranaense em maio de 2021.

Ganho - De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, essa medida representará possibilidades de ganho para os pecuaristas e para o Estado. “Não há mais motivo para os produtores continuarem a gastar dinheiro com a compra de vacinas se não há mais a doença”, afirmou. Estima-se que os produtores paranaenses deixem de gastar cerca de R$ 30 milhões nesse serviço.

Último foco- O último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral, em razão dos esforços de vários setores, entre eles o governo estadual que estruturou a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para garantir o serviço de fiscalização e vigilância animal.

Comércio mundial - Ortigara reforçou também que o status a ser concedido pela OIE possibilitará que o Estado amplie o comércio mundial de carnes, acessando mercados que têm restrições ao rebanho vacinado. “Muitas cooperativas e indústrias estão prontas para destravar investimentos de expansão em suas plantas, caso tenham condições de acessar mercados mais disputados e que pagam mais pelas carnes bovina e suína”, disse o secretário.

Segregação - Outro benefício, diz o secretário, é a segregação do Paraná em relação ao grande bloco formado por 25 Estados considerados como área livre com vacinação. Com esse isolamento, o Estado não será prejudicado se, eventualmente, aparecer doença em uma localidade distante milhares de quilômetros do Paraná.

Investimento - O Paraná preparou-se nos últimos anos para atingir o nível atual que o faz pleitear o status de livre da febre aftosa sem vacinação. Foram contratados profissionais para o trabalho de fiscalização e vigilância, além de ter reformado as instalações onde funcionam as barreiras interestaduais.

Postos de Fiscalização - O Estado tem 32 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário (PFTA) nas divisas com os estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e um posto em fase de construção na rodovia BR-116, divisa com São Paulo.

Volante - Houve também investimento em fiscalização volante, que conta com ajuda da Polícia Rodoviária Estadual, além dos sistemas de gerenciamento e monitoramento informatizados do trânsito animal, para reforçar o serviço de inteligência.

Mercados - Ortigara diz que a partir da conquista desse novo status sanitário, o Paraná poderá buscar novos mercados que pagam mais pela qualidade da carne livre da vacina. Apesar da espécie vacinada contra a febre aftosa ser a bovina, os impactos positivos de comercialização vão se refletir em todas as cadeias de proteína animal, principalmente na avicultura e suinocultura, atividades nas quais o Paraná é tido como referência nacional e mundial na produção.

Dobro - O novo status sanitário, afirma o secretário, permitirá ao Paraná dobrar as exportações de carne suína, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. Isso pode acontecer em caso de o Estado conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária. (Agência de Notícias do Paraná)

 

VBP: Valor da Produção Agropecuária é estimado em R$ 602,8 bi em 2019

vbp 16 07 2019O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado para 2019, com base nas informações de junho, é de R$ 602,8 bilhões, com acréscimo real de 1,1 % em relação a 2018. A pecuária teve acréscimo de 4,36% em relação ao ano passado e a lavoura ligeira queda (-0,45%). O faturamento é de R$ 398,8 bilhões nas lavouras e de R$ 204,0 bilhões na pecuária.

Resultados melhores - “Um grupo grande de produtos vem tendo resultados melhores do que no ano passado”, observa o coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, José Gasques. Destacam-se algodão, 17,2 % de aumento; amendoim, 15,7 %; banana, 21,6 %; batata inglesa, 119,2 %; feijão, 72,9 %; laranja, 11,5 %; mamona, 34,3 %; milho, 18,8 %; tomate, 20,4 %, e trigo, 13,6 %. No grupo, chama atenção o algodão. A Conab em seu Boletim deste mês destaca que os agricultores, diante de boas cotações da pluma, investiram nesta safra, ocorrendo incremento recorde na área plantada, de 36,2 %.

Carnes - Bons resultados vêm ocorrendo em carne bovina, suína e frango, destaca, o coordenador. “Essa melhoria deve-se especialmente ao mercado internacional favorável às carnes nos últimos 12 meses”, observou, citando como fonte o (Mapa/Agrostat 2019).

Desfavoráveis - Os desempenhos desfavoráveis vêm ocorrendo com arroz (-6,1%), café ( -24,1%), cana de açúcar(-8,2 %), mandioca (-9,4%), soja ( -13,4%) e uva (-6,6 %). Essas representam 67 % do valor da produção das lavouras. Nos últimos 10 anos, a área cultivada de arroz foi reduzida em aproximadamente 38 %, sobretudo em áreas de sequeiro. Mas houve forte salto de produtividade, estimado pela Conab em 95% entre 2001 e 2018.

Leite e ovos - Na pecuária, leite e ovos também têm apresentado valor da produção abaixo do ocorrido no ano passado.

Preços reais- Nesta safra, alguns produtos vêm obtendo acentuados aumentos de preços reais. Pode-se observar na banana, 18 %; batata inglesa, 117%; feijão, 70% tomate, 27,2 %, e carne de frango, 14,1 %.

Resultados regionais - Os resultados regionais mostram, como em relatórios anteriores, que o Centro Oeste lidera o VBP nacional com estimativa de R$ 174 bilhões, Sul R$ 150,6 bilhões, Sudeste R$ 144,9 bilhões, Nordeste R$ 57,7 bilhões, e Norte R$ 36,7 bilhões. (Mapa)

Acesso o quadro resumo e dados regionais do VBP 

 

 

PESQUISA: Iapar pesquisa novas cultivares para produção de cafés gourmets

pesquisa 16 07 2019Pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estão envolvidos em pesquisas para melhoria da qualidade do café paranaense. O foco do trabalho são variedades que combinem alta produtividade, qualidade de bebida especial e diferenciada e resistência às pragas e doenças.

Consumo - Segundo a líder do Programa Café do Iapar, a pesquisadora Patrícia Santoro, o consumo de cafés especiais está em plena expansão no Brasil e no mundo, tanto para consumo doméstico, quanto em cafeterias. “No Brasil, o consumo de cafés superiores e gourmets já chega a quase 20% do total consumido, com um crescimento de mercado superior a 100% nos últimos três anos”, destaca a pesquisadora.

Disposição - De acordo Patrícia, o consumidor que busca um café de melhor qualidade está disposto a pagar um preço mais alto, o que pode ser um bom negócio para o cafeicultor, que vai receber mais pela sua mercadoria. Um bom resultado desse trabalho foi a caracterização do café do Norte Pioneiro para a obtenção de Indicação Geográfica, uma das cinco existentes no Brasil. “A Indicação Geográfica atribui identidade própria ao café, agregando valor ao produto e dando visibilidade à região”.

Diferencial - O pesquisador do Iapar Gustavo Sera explica que existem cultivares de café reconhecidas no mercado consumidor, mas são pouco produtivas. “Nosso objetivo é desenvolver variedades que tenham um diferencial de preço devido à qualidade de bebida superior e, além disso, combine boa produtividade”, salienta Sera.

Frentes - Para atingir esses objetivos, o Iapar vem trabalhando em algumas frentes, como em sistemas agroflorestais com a junção de cafés e árvores, como a seringueira. Esse consórcio busca melhorar a qualidade física dos grãos e da bebida por meio de mudanças no microclima, com redução da temperatura por causa do sombreamento.

Avaliações - “Estes estudos, além do clima, envolvem avaliações sobre a nutrição e fisiologia das plantas, fertilidade do solo, incidência de pragas e doenças, fatores que podem ter influência direta ou indireta sobre a qualidade final do café”, explica a pesquisadora do Iapar Maria Brígida Scholz.

Melhoramento genético - Sera vem trabalhando no melhoramento genético convencional por meio do cruzamento. “Dentre os cafeeiros que estamos utilizando para transferir a qualidade de bebida especial e diferenciada estão cafeeiros silvestres da Etiópia e do grupo Sarchimor (Villa Sarchí x Híbrido de Timor)”. O objetivo, de acordo com ele, é desenvolver variedades no Iapar que unam atributos desejáveis para qualidade de bebida como aroma, sabor e acidez, com sabores e aromas exóticos como cupuaçu, jasmim, mirtilo, morango e maracujá.

Sabor - “Estamos desenvolvendo uma cultivar com sabor de cupuaçu, limão siciliano e jasmim derivada da famosa cultivar Geisha, que possui um preço de mercado de cinco a dez vezes mais caro do que os cafeeiros arábicos tradicionais”, disse Sera. Ele ressalta, entretanto, que essa futura variedade deve ter 40% do potencial produtivo de uma cultivar tradicional, o que será compensado pelo alto preço da saca.

Concursos - Para levar essas tecnologias ao produtor rural e ao consumidor, o Iapar organiza anualmente, junto à Câmara Setorial do Café e outras instituições parceiras, como a Emater-PR, dois concursos de cafés especiais: Concurso Café Qualidade Paraná e o CUP de Cafés Especiais das Mulheres do Norte Pioneiro. Esses concursos buscam divulgar os melhores cafés e reconhecer o trabalho dos agricultores em produzir cafés de qualidade superior. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA I: Novo plano facilita troca de controle em concessão

infraestrutura I 16 07 2019Tratado como peça-chave para a alocação de recursos privados na área de infraestrutura, um projeto de lei formulado pela equipe econômica promete dar mais segurança jurídica aos investidores e diminuir o risco de agentes financiadores em grandes obras, além de permitir soluções mais rápidas para concessões com problemas financeiros.

Choque de Investimento - Já apelidada pelo governo de PL do Choque de Investimento, a proposta deve ser enviada à Câmara dos Deputados na volta dos trabalhos legislativos, como parte da agenda pró-crescimento para o "day after" da reforma da Previdência. A intenção é abrir caminho para que o estoque de capital em infraestrutura saia dos atuais 36% do PIB para 61% em 2040, segundo o secretário especial de Produtividade e Competitividade, Carlos Da Costa, um dos principais responsáveis pela medida.

Iniciativas paralelas - O projeto tem várias iniciativas paralelas. As novas concessões vão ganhar indicadores de monitoramento contínuo sobre sua saúde financeira. Haverá três níveis diferentes de alerta em caso de dificuldades. No primeiro nível, apenas um sinal de atenção. No segundo, aciona-se uma cláusula de "step in rights", por meio da qual os credores podem afastar os acionistas e assumir o controle da sociedade financiada. No terceiro estágio de alerta, abre-se um processo para a caducidade (cassação) da concessão.

SPEs - Enquanto isso, as sociedades de propósito específico (SPEs) - empresas normalmente criadas pelos acionistas para gerir um projeto específico de infraestrutura - não mais poderão pedir recuperação judicial. Isso impediria a repetição de situações como a do aeroporto de Viracopos (SP), controlado pela Triunfo e pela UTC, facilitando a retomada das concessões para relicitação.

Pano de fundo - O pano de fundo do projeto é a tentativa de finalmente viabilizar o modelo de "project finance" - em que a maior parte do capital investido tem origem no mercado financeiro - para as concessões e obras de infraestrutura. Um dos pontos considerados mais importantes por Carlos Da Costa é o que elimina a "responsabilidade solidária" dos bancos e demais agentes financiadores por eventuais danos ambientais, sociais, trabalhistas, de engenharia provocados pelos acionistas.

Preferência - "Hoje o financiador pode ser corresponsável pelo risco do empreendimento. Com isso, há uma preferência em financiar a holding, não o projeto, o que compromete os balanços dos acionistas para futuros investimentos", diz o secretário especial. "'Project finance' é justamente o isolamento de risco do projeto."

Capital - Estimativas de consultorias internacionais indicam que há mais de US$ 100 trilhões em capital administrado por diferentes instituições, em especial fundos de investimento, aplicados atualmente em opções de baixa rentabilidade - como títulos da dívida de países desenvolvidos. "Capital não é problema, mas sim as formas como os projetos no Brasil são desenhados, implicando alta percepção de risco e altos custos de transação", afirma Da Costa.

Riscos - Para os investidores à frente dos empreendimentos de infraestrutura, a tentativa é reduzir os riscos "não gerenciáveis" e incentivar as possibilidades de inovação. Os riscos ambientais, por exemplo, serão alocados obrigatoriamente em contrato.

Alocação - Licenças que excedem o tempo previsto de obtenção ou gastos com compensações acima do estimado poderão ser alocados nas tarifas como forma de reequilíbrio econômico-financeiro. Hoje é comum que pedidos de reequilíbrio tramitem durante anos, nas agências reguladoras, até uma decisão final.

Estímulo - Para estimular soluções inovadoras nos projetos, afirma o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, as concessionárias não serão mais obrigadas a dividir com os consumidores seus ganhos com as chamadas "receitas acessórias". Podem ser receitas acessórias atividades como o uso de postes de distribuidoras de energia para outras finalidades, a exploração das faixas de domínio de uma rodovia para projetos comerciais ou as proximidades de uma estação de trem entre cidades para empreendimentos imobiliários.

Divisão - Hoje, a maioria dos editais e contratos prevê divisão meio a meio dos ganhos - metade fica no bolso da concessionária, metade se reverte em modicidade tarifária para os consumidores. "Se você tira 50% das receitas para o poder concedente, em prol da modicidade tarifária, o privado fica menos motivado a inovar. Se ele embolsa 100% dos ganhos, tende a buscar inovação", diz Mac Cord. Para ele, o reflexo disso é, em um segundo momento, nos leilões seguintes, os investidores oferecerem tarifas menores por saberem que há possibilidades de explorar mais receitas acessórias nos projetos.

Outras previsões - O PL do Choque de Investimento ainda tem outras previsões, como uma permissão explícita de que consórcios nos leilões sejam liderados por grupos estrangeiros. Na prática, isso já tem acontecido - mas com alguma fragilidade jurídica.

Lei - Enquanto a Lei de Concessões (8.987/95) não coloca nenhuma restrição à presença de investidores internacionais como majoritários nos consórcios, a Lei de Licitações (8.666/93) pode ensejar uma interpretação mais restrita. "Só queremos deixar isso mais claro", acrescenta Mac Cord.

Debêntures - O projeto de lei aborda também uma ampliação do uso de debêntures isentas de Imposto de Renda para investidores institucionais, como já foi noticiado pelo Valor, estendendo um incentivo que atualmente é restrito para pessoas físicas que compram debêntures de infraestrutura. Um ponto complementar do PL é a introdução de uma espécie de "fast track", ou mecanismo simplificado de leilão, para empreendimentos com investimento (capex) de até R$ 200 milhões ou faturamento anual de R$ 100 milhões. "A ideia é ter um procedimento simplificado de concessão, que torna o projeto mais parecido com algo funcionando pelo regime de autorização", conclui o secretário Mac Cord. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Ministro espera aportes de R$ 208 bi em 30 anos

infraestrutura II 16 07 2019Ao fazer um balanço do programa de concessões, o ministro Tarcísio de Freitas afirmou nesta segunda-feira (15/07) que o setor de infraestrutura de transporte deve receber R$ 208 bilhões na execução dos contratos de portos, rodovias, ferrovias e aeroportos - maior parte com prazo de 30 anos. Comparando com a oferta de projetos à iniciativa privada em outros países, o ministro assegurou que o Brasil ocupa posição privilegiada.

Maior do mundo - "A gente tem hoje o maior programa de concessões do mundo. Não existe em nenhum país um programa de transferência de ativos para iniciativa privada tão vigoroso, tão grande como o que temos", afirmou Freitas em café com jornalistas. "Isso tem chamado a atenção dos investidores mundo a fora. A gente percebe o interesse muito grande no Brasil, uma vontade de investir e entrar no país", acrescentou.

Qualificados - Boa parte dos projetos apresentados já foi qualificada no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), como os leilões da sexta e da sétima rodadas de aeroportos e a prorrogações de contratos de ferrovias. O calendário segue a sequência das 23 concessões realizadas nos seis primeiros meses de governo: 12 aeroportos, dez áreas portuárias e o trecho da Ferrovia Norte-Sul.

Rodovias - Freitas prevê que somente as concessões de rodovias vão gerar investimento de R$ 25 bilhões nos primeiros cinco anos. No portfólio de projetos está a concessão da BR-364/365, que vai a leilão em 18 de setembro. De acordo com o ministro, os grupos empresariais já começaram a manifestar interesse firme de entrar na disputa pelo primeiro trecho de rodovia a ser oferecido à iniciativa privada no governo Jair Bolsonaro.

Players - "A gente tem cinco players que já estão com o 'advisor' financeiro, ou seja, que já estão se preparando realmente para entrar na concessão", disse o ministro. O projeto prevê a concessão de 30 anos do trecho de 437 quilômetros de Jataí (GO) a Uberlândia (MG).

Receptividade - Para Freitas, as medidas econômicas tomadas pelo governo têm sido bem recebidas pelos investidores. "O pessoal percebe que a condução da política econômica, das reformas, aquilo que está sendo feito do ponto de vista estrutural, é importante e que no fim das contas geram interesse nos nossos projetos. Temos ativos que remuneram os investidores a taxas bastante interessantes, que não existem em outros países do mundo", afirmou, ressaltando que os projetos vão oferecer taxa real de retorno de 8% a 9% ao ano.

Riscos - O ministro admitiu que, apesar dos elogios ao programa de concessão, os investidores estrangeiros ainda apontam riscos em trazer recursos para o Brasil. Ele explicou que, para cada incerteza, o governo tem trabalhado com soluções distintas. O risco de judicialização dos contratos tem sido amenizado, por exemplo, com "cláusulas de arbitragem" e mecanismos de reequilíbrio econômico.

Solução - Conforme o Valor antecipou no mês passado, o governo estrutura uma solução para minimizar o risco cambial, que prejudica o investidor estrangeiro quando há depreciação do real em relação ao dólar. Isto seria resolvido com a cobrança ao longo do contrato de uma "outorga variável" do concessionário, que funcionaria como um "hedge" para os estrangeiros.

Novos mecanismos - Freitas disse nesta segunda-feira que o governo considera que, em parte, o risco cambial pode ser contornado com novos mecanismos financeiros do Banco Central para tornar mais fácil ou mais atrativas as operações de swap no mercado. "A ideia é inclusive mudar a forma de tributar. Para que essas operações sejam feitas de em longo prazo e de forma mais barata", afirmou. (Valor Econômico)

 

FECOMÉRCIO PR: Vendas do varejo paranaense crescem 6,29% em maio

As vendas do varejo paranaense cresceram 6,29% em maio, conforme a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR). O resultado compara os dados com o mesmo mês do ano passado. Destaque para o setor de óticas, cine-foto-som (54,30%), em função da diversificação de produtos, bem como para as lojas de departamentos (27,50%), autopeças (13,99%), concessionárias de veículos (12,13%) e livrarias e papelarias (11,54%).

Comparação com abril - Na comparação com o mês de abril, as vendas foram 4,87% superiores. No acumulado do ano, o varejo do estado registra alta de 3,35%. Os setores mais desenvolvidos no período de janeiro a maio foram óticas, cine-foto-som, com elevação de 41,36%, e lojas de departamentos, com 31,30%.

Dados regionais - A região Sudoeste, cujas vendas vinham em movimento ascendente nos últimos meses, teve aumento de 10,18% na comparação com maio de 2018. Essa recuperação foi motivada pelas lojas de óticas, cine-foto-som (37,15%), materiais de construção (30,03%), concessionárias de veículos (17,31%) e autopeças (16,58%). O comércio da capital e região também teve alta de 7,65% com relação a maio do ano passado. Na sequência ficou a região Oeste (6,04%), Ponta Grossa (4,85%), Maringá (4,59%) e Londrina (4,01%).

Variação mensal - Na variação mensal (maio comparado com abril) a região Sudoeste também se sobressaiu, com crescimento de 14,55%, especialmente nos setores que comercializam os presentes mais comuns para o Dia das Mães, que são calçados (35,7%) e vestuário e tecidos (34,87%). Em Londrina o varejo cresceu 9,14%; na região Oeste aumentou 4,60%; em Curitiba, 4,12% e, em Maringá, 0,77%. Apenas na região de Ponta Grossa o saldo de vendas foi negativo, com -0,17% na comparação com abril.

Perdas - Apesar do bom resultado de maio, os lojistas da região Sudoeste acumulam perdas de 9,51% na comparação com igual período do ano passado, da mesma forma que os londrinenses, com redução de 1,55% no faturamento. A região Oeste apresenta o melhor indicador do varejo acumulado, com alta de 5,57%, seguida por Curitiba (5,06%), Maringá (3,26%) e Ponta Grossa (2,59%). (Assessoria de Imprensa da Fecomércio PR)

RESULTADO DE COMPARAÇÃO POR REGIÕES

Total das vendas 

1fecomercio 16 07 20192fecomercio 16 07 20193fecomercio 16 07 2019

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PREVIDÊNCIA: Simone Tebet diz que CCJ pode votar reforma em três semanas

previdencia 16 07 2019Três semanas é o prazo estimado pela presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), para a tramitação da PEC da Reforma da Previdência (PEC 6/2019) no colegiado. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (15/07), ela disse esperar que a tramitação completa no Senado — depois da CCJ, a proposta será votada em dois turnos no Plenário — dure cerca de dois meses. A estimativa é de que a PEC, se aprovada, possa ser promulgada na primeira semana de outubro.

Tempo razoável - “Eu acho que de três semanas a um mês é um tempo razoável na CCJ e 15 dias no Plenário. Quanto mais se debater na CCJ, mais rápido se aprova em Plenário. As dúvidas são dirimidas mais facilmente”, disse a senadora, que classificou a CCJ como um filtro para que as questões cheguem ao Plenário mais bem resolvidas e para que a oposição tenha tempo para “respirar”.

Segundo turno - O início da votação em segundo turno na Câmara dos Deputados será no dia 6 de agosto, assim que recomeçar o semestre legislativo. Somente após a votação em segundo turno pelos deputados é que a reforma será enviada ao Senado, onde, segundo Simone, o texto será tratado com a celeridade possível. “O presidente [do Senado, Davi Alcolumbre], quer surpreender positivamente o país com uma tramitação rápida, célere. A rapidez é importante, sem menosprezar os ritos regimentais”.

Alterações - Para a presidente da CCJ, não há expectativa de que o Senado faça alterações de peso no texto, já que mudanças significativas devem ser incluídas em uma segunda proposta, ainda não apresentada, que vem sendo chamada de PEC paralela. A intenção é aprovar A PEC principal como veio da Câmara, para garantir a agilidade da reforma, e deixar questões ainda não resolvidas para a segunda PEC.

Estados e municípios- Uma dessas mudanças é a reforma da Previdência para servidores de estados e municípios, que ficaram de fora do texto principal. Eles constavam da versão original da proposta, enviada pelo Executivo, mas foram excluídos pela comissão especial que analisou o texto na Câmara. A estratégia defendida pela senadora é incluir na PEC paralela a autorização para que esses entes façam suas próprias reformas. Com a mudança, eles teriam o poder de alterar a idade mínima para a aposentadoria dos servidores por meio de lei estadual, o que hoje não é possível.

Incerteza - “Se nós flexibilizarmos, permitindo que os estados façam as suas reformas por meio de uma lei e não por emenda à Constituição, nós teremos os estados aprovando essas reformas e a segurança de que esta PEC paralela passará. Hoje eu não sei se nós conseguimos em uma PEC paralela já fazer a reforma dos estados e municípios”, alertou.

Outro caminho - O outro caminho, de fazer a reforma para estados e municípios na PEC paralela, é defendido pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que já é relator da comissão especial que acompanha a reforma da Previdência no Senado e será, de acordo com Simone, relator da PEC da Reforma da Previdência. Tasso se diz “extremamente favorável” à inclusão dos estados e municípios na reforma.

Difícil - Para a senadora, qualquer alteração de peso que traga impacto significativo para o governo é mais difícil no Senado, que, na avaliação dela, é mais governista.

Fisiologismo - Questionada sobre a possibilidade de que o governo libere emendas parlamentares para conseguir votos a favor da reforma no Senado, a presidente da CCJ disse acreditar que senadores não mudariam o voto por essa razão. Para ela, o presidente Jair Bolsonaro errou ao negociar emendas para aprovar o texto na Câmara.

Questionamento - “Agora é reforma da Previdência, depois a reforma tributária, depois são projetos relevantes que dependem de quórum qualificado. Ele vai negociar desta forma cada projeto que ele tem dificuldade em aprovar? O que isso tem diferente do fisiologismo toma-lá-dá-cá da gestão passada?”, questionou.

Pressa - Para ela, o Brasil tem pressa e o governo não pode ter uma pauta única. É preciso conduzir ao mesmo tempo os vários projetos da área econômica e ter uma “visão maior de país”. “A impressão que eu tenho é de que ele [Bolsonaro] está administrando no varejo, quando o Brasil precisa de atacado. Ele precisa abrir o leque. Tem a pauta econômica, que não é só a reforma da Previdência, tem uma pauta de costumes, tem uma pauta aqui que envolve serviços públicos, políticas públicas, e a gente não vê muito a equipe coordenada nesse sentido. Parece que é samba de uma nota só”, criticou. (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 696 milhões na segunda semana de julho

comercio exterior 16 07 2019A balança comercial registrou superávit de US$ 696 milhões na segunda semana de julho, informou nesta segunda-feira (15/07), a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O valor é resultado de exportações de US$ 4,226 bilhões e importações de US$ 3,531 bilhões no período. Em julho, o saldo positivo acumula US$ 1,819 bilhão e, no ano, totaliza US$ 27,895 bilhões.

Comparação - Na comparação com julho do ano passado, as exportações pelo conceito de média diária caíram 14,4%, para US$ 876,6 milhões, puxadas pela retração de básicos e manufaturados. No primeiro grupo, a média diária caiu 18,5% para US$ 470,4 milhões, por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, soja em grãos, farelo de soja, carne bovina e de frango. Entre os manufaturados, a queda foi de 11,0% para US$ 291,4 milhões, por conta de partes de motores e turbinas para aviação, tratores, veículos de carga, óleos combustíveis e automóveis de passageiros.

Semimanufaturados - O resultado só não foi pior pelo avanço de 5,1% na venda de semimanufaturados, para US$ 114,8 milhões. Nesse grupo, os destaques foram zinco em bruto, alumínio em bruto, catodos de cobre, ouro em formas semimanufaturadas e açúcar de cana em bruto.

Média diária - Já a média diária de importações nos primeiros 10 dias úteis de julho (US$ 694,7 milhões) ficou 18,1% abaixo da média de julho do ano passado. Nesse comparativo, diminuíram os gastos, principalmente, com cobre e obras (-24,0%), cereais e produtos da indústria de moagem (-22,6%), veículos automóveis e partes (-21,7%), siderúrgicos (-18,3%) e combustíveis e lubrificantes (-3,0%). (Valor Econômico)

 

FINANÇAS: Brasileiro não sabe quanto paga de tarifas bancárias

financas 16 07 2019Entre contas corrente, poupança, salário, de investimento ou de pagamento, o brasileiro bancarizado tem em média 3,7 contas abertas, sendo que a mais popular é a conta poupança, com 79% de participação, seguida pela conta corrente (78%). Apesar de manter todos esses canais abertos, pouco menos da metade dessas pessoas, 49%, sabe dizer exatamente quanto paga em tarifas. Os dados são de uma pesquisa do Ibope Inteligência, encomendada pelo C6 Bank, na qual 2.009 pessoas de todo o País responderam a um questionário.

Empecilhos - Se por um lado ter mais de uma conta já não ajuda na hora de calcular quanto se gasta para mantê-las, por outro, as instituições podem criar empecilhos para que o cliente tenha clareza sobre os valores cobrados. “As instituições vão manter isso como letrinhas minúsculas nos contratos”, diz Rogério Nakata, planejador financeiro da Planejar. “Não vai estar estampado e será necessário gastar uns minutos para entender exatamente o que está pagando”.

Pacotes de serviços - Nakata aconselha o consumidor a renegociar pacotes de serviços. “É recorrente que estejam inadequados, com muito mais transferências do que o cliente realmente faz, por exemplo”, afirma. “São como planos de TV a cabo: se o contrato é muito antigo, pode ser que ao pesquisar encontrem-se opções mais baratas e vantajosas.”

Orientação - O Procon-SP orienta os bancos a informarem tarifas e taxas nos contratos e sites de maneira “clara, ostensiva e adequada”, como prevê o Código do Consumidor. Mas nem sempre é o que acontece. Das 7.054 reclamações relacionadas a bancos registradas pelo Procon-SP no primeiro semestre, 2.762 foram sobre cobranças indevidas – o cliente não entendeu por que determinado serviço foi cobrado.

Surpresa - Para Tony Perrela, analista do Ibope responsável pela pesquisa, a surpresa foi a quantidade de pessoas que dizem saber exatamente quanto pagam de taxas. “Imagino que o movimento de novos bancos e fintechs que batem na tecla da isenção de tarifas leve clientes de bancos tradicionais a ficarem mais atentos a essas cobranças”, diz.

Serviços avulsos - Mathias Fischer, diretor da Associação Brasileira de Fintechs, afirma que a cobrança de tarifas não é a única forma de tornar as transações rentáveis para instituições e cobrar valores menores por serviços avulsos pode ser mais claro e viável. “Compensa para o cliente porque, às vezes, ele paga valores extras por operações mesmo já desembolsando por um pacote de serviços.” Vale ficar atento, porém, ao valor cobrado em cada transação: para quem faz muitas movimentações no mês, determinados pacotes podem ser mais vantajosos.

Febraban - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que reserva em seu site um espaço para que bancos divulguem suas taxas, afirma que tem como compromisso a adequação de tarifas ao uso do cliente. “É o que a gente chama de suitability: o banco deve oferecer pacotes de serviços que evitem que o cliente pague por algo que não usa e tenha gastos extras com operações que faz com mais frequência”, diz Amaury Oliva, diretor de Autorregulação da Febraban. (O Estado de S.Paulo)

 

ANATEL: Proibição de telemarketing de telefônicas começa nesta terça-feira

anatel 16 07 2019Entra em vigor nesta terça-feira (16/07) a lista Não Perturbe para as operadoras de telecomunicações. Os clientes incluídos nesse grupo não poderão ser objeto de ligações de telemarketing de empresas para a venda de serviços, como pacotes de telefonia, acesso à internet e TV paga. A medida foi uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Site - As pessoas que não desejarem receber esse tipo de chamada podem incluir seu nome no site criado para a iniciativa, no ar a partir desta terça-feira (16/07).

Lista - A lista vai ser única e atingirá as principais empresas do setor: Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo. Essas empresas também deverão, nesse prazo, criar e divulgar amplamente um canal por meio do qual o consumidor possa manifestar o seu desejo de não receber ligações.

Reclamação - Segundo a Anatel, se uma pessoa solicitar a sua inclusão e continuar recebendo ligações de oferta de bens e serviços de telecomunicações, ele pode ligar para o número 1331 e fazer uma reclamação. As sanções podem variar de advertência a multa de até R$ 50 milhões.

Outras medidas - Outra decisão da Anatel é que essas empresas não poderão mais efetuar ligações telefônicas com o objetivo de oferecer seus pacotes ou serviços de telecomunicações para os consumidores que registrarem o número na lista nacional a ser criada.

Canais - As companhias vão ter de abrir canais para que seus clientes possam solicitar a inclusão no grupo, que passará a não poder mais receber ligações com ofertas de serviços de telecomunicações. Assim, na prática, as empresas ficam impedidas se oferecer seus produtos e serviços utilizando o telemarketing.

Determinação - A agência determinou ainda que as áreas técnicas estudem medidas para combater os incômodos gerados por ligações mudas e realizadas por robôs, mesmo as que tenham por objetivo vender serviços de empresas de setores não regulados pela Anatel. Segundo a Anatel, estudos de mercado estimam que pelo menos um terço das ligações indesejadas no Brasil são realizadas com o objetivo de vender serviços de telecomunicações.

Novas ações - Além dessa iniciativa, a Anatel deve discutir novas ações relacionadas à prática do telemarketing. De acordo com o comunicado do órgão, o Conselho Diretor da autoridade solicitou que a área técnica elabore propostas para limitar os abusos nessas chamadas, mesmo que de outros serviços fora da área de telecomunicações. (Agência Brasil)

 


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