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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4616 | 11 de Julho de 2019

SANIDADE: Adapar emite nota sobre a importância do PR ser reconhecido como de área livre de aftosa sem vacinação

sanidade 11 07 2019A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou, nesta quarta-feira (10/07), uma nota de esclarecimento assinada pelo presidente da entidade, Otamir Cesar Martins, que trata sobre a importância do Estado do Paraná obter o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. “Para que novos e valiosos mercados possam ser prospectados, aumentando a participação mundial do agronegócio paranaense, é necessário o formal reconhecimento pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, da condição sanitária do Paraná de livre da febre aftosa sem vacinação, afirma ele no documento. “Há muito tempo o Paraná é livre de febre aftosa, porém enquanto não houver o reconhecimento nacional e internacional desta condição, obrigatoriamente tem que continuar vacinando os rebanhos, fato que prejudica a conquista de novos mercados para seus produtos, além de exigir um desembolso pelo produtor rural da ordem de R$ 30 milhões anuais com a aquisição das vacinas”, acrescenta.

Fim da vacinação - Nesse sentido, o Paraná realizou em maio a sua última campanha de vacinação do rebanho contra a febre aftosa. No documento são apresentados dados e informações que mostram que a suspensão da vacina contra a febre aftosa no Estado do Paraná, com consequente mudança do status sanitário para o Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, trará benefícios nas cadeias produtivas, com o aumento do valor agregado, especialmente suinícola, com potencial abertura de novos mercados. Na nota, Martins ainda sintetiza os três motivos para que essa medida fosse tomada: “parar de gastar dinheiro para vacinar contra uma doença que não existe mais; tentar ampliar o comércio mundial de carnes produzidas pelo Paraná, pelo acesso aos mercados que não importam de quem vacina e, separar o Paraná do grande bloco formado por 25 Estados considerados como área livre com vacinação, isolando-o de eventual reintrodução da enfermidade e da consequente perda de status.” Veja abaixo a nota na íntegra.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – Adapar, é o órgão oficial estadual com atribuições de promover defesa agropecuária no Estado, consistente na inspeção de produtos de origem animal e dos insumos agropecuários, prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais e de pragas dos vegetais de interesse econômico ou que importe na saúde da população.

Em razão de informações midiáticas equivocadas e em detrimento de todas as cadeias produtivas do setor agropecuário e prejudiciais ao desenvolvimento econômico e social do Estado do Paraná, vem a público esclarecer que: Nos últimos anos o Paraná vem galgando posições de destaque no mercado mundial de produtos de origem animal devido ao melhoramento progressivo da situação sanitária do seu rebanho animal, além da inegável qualidade dos produtos exportados. Cada vez mais vem se destacando na produção agropecuária brasileira, por meio do aumento da produtividade e pelo uso de tecnologias avançadas nas suas lavouras, pomares e rebanhos, mesmo dispondo de quantidade limitada de novas áreas para incorporação na atividade agropecuária. Desta forma, coube ao Paraná uma única escolha: produzir com qualidade e sanidade para ser competitivo em todos os mercados, seja no âmbito nacional ou internacional.

Para que novos e valiosos mercados possam ser prospectados, aumentando a participação mundial do agronegócio paranaense, é necessário o formal reconhecimento pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, da condição sanitária do Paraná de livre da febre aftosa sem vacinação.

Há muito tempo o Paraná é livre de febre aftosa, porém enquanto não houver o reconhecimento nacional e internacional desta condição, obrigatoriamente tem que continuar vacinando os rebanhos, fato que prejudica a conquista de novos mercados para seus produtos, além de exigir um desembolso pelo produtor rural da ordem de R$ 30 milhões anuais com a aquisição das vacinas.

Desde que definiu como objetivo a obtenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, os setores público e privado têm se empenhado para que o Estado tenha seu serviço de defesa agropecuária reconhecido internacionalmente, e ocupe o lugar que lhe cabe no mercado mundial de proteína animal.

A Adapar submeteu-se, em 2018, a duas auditorias por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, com a finalidade de avaliar programas, estrutura, capacidades técnica, financeira e administrativa do serviço de vigilância da sanidade agropecuária paranaense. Essas auditorias verificaram se o Estado tem, de fato, as condições necessárias para pleitear o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e depois mantê-lo. O resultado das duas auditorias foi excelente. O serviço de defesa agropecuária do Paraná foi o mais bem avaliado do Brasil.

Aguardar que todo Bloco V (RS, SC, PR, MS e MT) se estruture para retirar a vacina não é estratégico para os produtores paranaenses, uma vez que o Estado já tem todas as condições técnicas para isso.

Inicialmente, de acordo com o calendário do PNEFA - Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, a última etapa de imunização do rebanho bovino e bubalino do Bloco V (RS, SC, PR, MS e MT), o qual o Paraná integra, seria apenas em maio de 2020. Porém, como o Estado comprovou perante o Mapa de que seu serviço de defesa agropecuária está estruturado e robusto e que as etapas do cronograma estão sendo cumpridas, a aprovação da antecipação da retirada da vacina poderá ocorrer ainda este ano de 2019. Desta forma, o Paraná poderá solicitar o status de área livre de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em setembro de 2020, com o reconhecimento previsto pela Assembleia Geral da OIE de maio de 2021.

Ao longo das últimas décadas, o Estado se estruturou – com a participação de diversos setores da sociedade – de modo a fortalecer sua defesa agropecuária. Nessa trajetória podemos destacar a criação dos Conselhos de Sanidade Agropecuária (CSA), que atuam localmente para promover a sanidade animal e vegetal e a criação do Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec) que, dentre outras atribuições, viabiliza recursos financeiros para emergências sanitárias do Estado.

A febre aftosa é uma doença que mede, como um termômetro, a qualidade do serviço veterinário oficial, deixando subentender ao mercado internacional de que se vacina é porque tem a doença, fato que não corresponde à condição sanitária do rebanho paranaense. A partir da conquista desse novo status sanitário, o Paraná poderá buscar novos mercados que pagam mais pela qualidade da carne livre da vacina. Apesar da espécie vacinada contra a febre aftosa ser a bovina, os impactos positivos de comercialização vão se refletir em todas as cadeias de proteínas animal, principalmente na avicultura e suinocultura, atividades nas quais o Paraná é tido como referência nacional e mundial na produção, tanto na qualidade como na quantidade, além de possibilitar a abertura de novos mercados para os demais produtos da agropecuária, como os de origem vegetal.

As três principais cadeias de proteína animal (ave, suíno e bovino) têm um peso significativo na socioeconomia do Paraná. Em 2018, o Valor Bruto de Produção (VBP) do frango atingiu R$ 14,43 bilhões, valor que representa 16,1% do faturamento da produção agropecuária paranaense, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural - Deral, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento-Seab. No mesmo ano, a suinocultura contabilizou R$ 3,57 bilhões, enquanto a bovinocultura outros R$ 3,79 bilhões, ambas as cadeias com cerca de 4% de participação no Valor Bruto da Produção agropecuária.

Com o reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, esses valores tendem a aumentar significativamente, com o acesso a mercados que pagam mais. A suspensão da vacina contra a febre aftosa no Paraná tem inúmeros desdobramentos positivos para o agronegócio e a socioeconomia estadual, com destaque para as cadeias de proteína animal. O novo status sanitário permitiria ao Paraná dobrar as exportações de carne suína, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. Este cenário é previsto se o Paraná conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína. Atualmente o Paraná acessa mercados periféricos da Ásia, como Hong Kong e Singapura, mas ainda não vende para o Japão, que paga 20% a mais. Esse status sanitário coloca o Paraná ao lado dos principais países exportadores de alimentos, além de simplificar os requisitos de obtenção de certificado sanitário e licenças de exportação junto aos principais mercados compradores.

É muito fácil verificar esta diferenciação quando comparamos nossas vendas com nosso vizinho, Santa Catarina, que já possui o status e Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação desde 2007. Em 2017, a tonelada do frango paranaense foi exportada por US$ 1.595,65, em média, enquanto que a tonelada da ave de Santa Catarina foi comercializada em média por US$ 1.867,98, valor cerca de 17% superior.

Em 2010 foi realizado um estudo sobre a estratégia de controle de febre aftosa no Estado do Paraná pelo Prof. Dr. Jorge Madeira Nogueira (UnB), Celso Doliveira (Faep) e Silmar Pires Burer (Seab). Tal estudo envolveu questões que afetam a produção pecuária no Estado, tendo alguns pontos positivos e outros negativos dentre as alternativas. O problema enfrentado pelos Governantes da área no Estado era decidir se o rebanho paranaense continuaria a vacinação no modelo atual ou avançaria na tecnologia retirando a vacinação com efeitos diretos no bem-estar animal, no mercado de insumos e produtos, bem como nas exportações. A pesquisa teve como suporte metodológico a Análise de Custo-Benefício (ACB), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Valor Presente Líquido (VPL). As análises apresentaram os seguintes resultados, respectivamente:

• ACB: 1,341, sugerindo que para cada real gasto é esperado R$ 1,34 de Benefício;

• TIR: 10,83%, bastante superior à taxa de desconto aplicada em todas as séries de custos e de benefícios (de 6%);

• VPL: R$ 1,2 bilhão, indicando benefícios superiores aos custos da nova estratégia por uma margem de aproximadamente 25%;

Portanto, os resultados demonstraram-se favoráveis à implantação do plano elaborado, concluindo ser interessante a retirada da vacinação na pecuária paranaense, desde que haja cautela, no sentido de que certas unidades de benefício só se materializam à medida que ocorram certas unidades de custo, e firmeza por parte dos proponentes da nova estratégia para que ela seja percebida como uma alternativa efetiva de política pública.

Portanto, a presente Nota demonstra por meio de dados e informações que a suspensão da vacina contra a febre aftosa no Estado do Paraná, com consequente mudança do status sanitário para o Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação haverá benefícios nas cadeias produtivas, com o aumento do valor agregado, especialmente suinícola, com potencial abertura de novos mercados. Em resumo, por três motivos é importante parar de vacinar: parar de gastar dinheiro para vacinar contra uma doença que não existe mais; tentar ampliar o comércio mundial de carnes produzidas pelo Paraná, pelo acesso aos mercados que não importam de quem vacina e, separar o Paraná do grande bloco formado por 25 Estados considerados como área livre com vacinação, isolando-o de eventual reintrodução da enfermidade e da consequente perda de status.

Otamir Cesar Martins

Diretor-presidente da Adapar

 

PREVIDÊNCIA I: Com 379 votos favoráveis, Câmara aprova texto-base da reforma

 

previdencia I 11 07 2019O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, nesta quarta-feira (10/07), o texto-base da proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19). Foram 379 votos a favor e 131 contra a matéria. Os deputados continuam a votação da proposta nesta quinta-feira (11/09).

 

Substitutivo - O texto-base aprovado é o substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

 

Destaque - Nesta quarta, apenas um dos destaques apresentados ao texto foi votado. Era uma emenda do deputado Wellington Roberto (PL-PB) que pretendia retirar os professores das mudanças impostas pela PEC, mantendo-os nas regras atuais. A emenda foi rejeitada foi 265 votos a 184.

 

De fora - Em relação à proposta original do governo, ficaram de fora a capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais.

 

Idade mínima - Na nova regra geral para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

 

Requisitos - Para todos os trabalhadores que ainda não tenham atingido os requisitos para se aposentar, regras definitivas de pensão por morte, de acúmulo de pensões e de cálculo dos benefícios dependerão também de lei futura, mas o texto traz também normas transitórias até ela ser feita.

 

Pensão - Já a pensão por morte poderá ser inferior a um salário mínimo quando essa não for a única fonte de renda do conjunto de dependentes. O valor a pagar está vinculado ao tempo de contribuição.

 

Direito adquirido - Quem já tiver reunido as condições para se aposentar segundo as regras vigentes na data de publicação da futura emenda constitucional terá direito adquirido a contar com essas regras mesmo depois da publicação.

 

Estados - Os estados ficaram de fora das novas normas, devendo apenas adotar fundos complementares para seus servidores dentro do prazo de dois anos da futura emenda, além de poderem cobrar alíquotas progressivas, nos moldes da instituída para os servidores federais.

 

Conjunto - Para o relator da reforma, é preciso olhar para o conjunto da sociedade. “O Brasil, com contas deterioradas, é um país que perde muito em produtividade, em competitividade, é um país com muitas dificuldades do ponto de vista fiscal. E nós precisamos olhar o conjunto da sociedade, devemos estar a serviço dela", disse Samuel Moreira. "Não podemos, neste momento, pensar apenas em nós mesmos. Às vezes, nós nos fechamos em nossas corporações e esquecemos que até mesmo os nossos filhos não pertencem às mesmas categorias em que trabalhamos ou, às vezes, que o mais próximo está desempregado”, afirmou.

 

Recessiva - Segundo o líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), a reforma é recessiva. “Essa reforma vai fazer mais mal ao Brasil, porque pagará pensões menores, impedirá o acesso à aposentadoria, menos gente terá dinheiro para comprar, menos investimentos serão feitos, menos empregos serão gerados e menos a Previdência arrecadará, causando ainda mais desequilíbrio, no médio prazo, por conta da perda da receita que esta reforma, a médio e longo prazo, irá causar”, argumentou.

 

Benefício continuado - Quanto ao pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o relator limitou o seu recebimento ao idoso e à pessoa com deficiência de famílias cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 do salário mínimo, admitida a adoção de outros critérios de vulnerabilidade social. Esse valor constava da lei de assistência social e foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013, mas o tribunal não declarou nula a norma e famílias com renda de até meio salário têm obtido o benefício na Justiça.

 

Déficit - O objetivo da reforma, segundo o governo, é conter o déficit previdenciário – diferença entre o que é arrecado pelo sistema e o montante usado para pagar benefícios. Em 2018, o déficit previdenciário total da União, que inclui os setores privado e público mais militares, foi de R$ 264,4 bilhões.

 

Economia - A expectativa do Planalto com a reforma da Previdência era economizar R$ 1,236 trilhão em dez anos, considerando apenas as mudanças para trabalhadores do setor privado e para servidores da União. Com as alterações promovidas pelo relator, a economia poderá ficar em torno de R$ 1 trilhão nesse mesmo período.

 

Receita - Na parte da receita, o relator propõe a volta da alíquota de 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para os bancos. Essa alíquota estava vigente até dezembro de 2018, quando passou a ser de 15%.

 

DRU - Ainda sobre a receita, o texto acaba com a Desvinculação de Receitas da União (DRU) incidente sobre as contribuições que financiam a seguridade social, como a própria CSLL e a Cofins. A DRU permite ao governo federal usar 30% da arrecadação de todas as contribuições sociais ou de intervenção no domínio econômico e taxas para custear outras despesas.

 

Regras de transição - Para os atuais trabalhadores segurados do INSS (Regime Geral da Previdência Social – RGPS), o texto cria cinco regras de transição, e a pessoa poderá optar por uma delas.

 

Destaques - Pontos importantes do texto ainda precisam ser votados para apontar uma regra definitiva, como a transição para os policiais e o salário das trabalhadoras que se aposentarem com contribuição mínima de 15 anos permitida pela PEC.

 

Outros - Outros destaques da oposição pretendem retirar do texto regras sobre valores das pensões, cálculo da aposentadoria com percentual sobre a média das contribuições e mudanças no pedágio cobrado para se aposentar segundo as regras de transição para os atuais segurados.

 

Bancada feminina - Dentre estes temas, o que demonstra mais acordo para aprovação é o que foi negociado pela bancada feminina e aumenta o salário final da aposentadoria de mulheres com tempo de contribuição acima do limite mínimo de 15 anos. Pelo texto do substitutivo, o aumento somente pode ocorrer para o que passar de 20 anos de contribuição.

 

Emenda ou texto - Os destaques podem ser de emenda ou de texto. Para aprovar uma emenda, seus apoiadores precisam de 308 votos favoráveis. No caso do texto do substitutivo separado para votação à parte, aqueles que pretendem incluí-lo novamente na redação final da PEC é que precisam garantir esse quórum favorável ao trecho destacado. (Agência Câmara)

 

Veja os principais pontos do texto-base aprovado

Veja como os deputados votaram no texto-base da reforma da Previdência

PREVIDÊNCIA II: Reforma traz risco recessivo, diz estudo

 

A reforma da Previdência pode ter efeito recessivo sobre a economia brasileira, caso não ocorra um aumento relevante do investimento privado em resposta à melhora da confiança, alerta o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), em nota técnica publicada nesta semana.

 

Impacto sistêmico - Com um modelo que estima o impacto sistêmico da redução dos pagamentos de aposentadorias e pensões pelo governos obre a renda das famílias - e suas consequências sobre o consumo, atividade econômica, investimento, preços e comércio exterior -, os economistas estimam que uma reforma com economia para os cofres públicos de R$ 800 bilhões em dez anos teria um impacto sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de -1% a 2% no acumulado da década, a depender da resposta do investimento.

 

Desigualdade - O estudo mostra ainda que cortes no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) pioram a desigualdade de renda entre as famílias, enquanto reduções nas aposentadorias do setor público (RPPS) melhorariam a iniquidade, um argumento em favor da proposta de alíquotas progressivas para os servidores, na visão dos pesquisadores Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso, Luís Eduardo Afonso e Guilherme Cardoso, do Cedeplar.

 

Cálculo - Para realizar o cálculo, usaram um modelo de equilíbrio geral computável, que permite estimar como variações na renda das famílias afetam a economia como um todo. Além disso, foram adotados dois cenários para a resposta do investimento ao corte de benefícios. Num deles, o investimento apenas responde à queda da demanda como resultado da redução da renda disponível das famílias. No outro, a queda da despesa do governo com Previdência seria integralmente substituída por aumento equivalente do investimento privado.

 

Otimista - Essa segunda hipótese é considerada, no entanto, muito otimista pelos pesquisadores. Em primeiro lugar, porque não há consenso na economia sobre o efeito da confiança sobre o investimento, afirma Débora. Além disso, a morosidade da queda da taxa básica de juros, recuperação muito lenta da atividade passada a recessão, ausência de espaço fiscal para o crescimento do investimento público sob a regra do teto de gasto e redução do papel do BNDES como banco de financiamento são fatores que jogam contra uma retomada mais forte do investimento privado, avaliam os autores do estudo.

 

Cenário recessivo - "Só a reforma da Previdência, se o investimento não responder dessa forma tão otimista quanto alguns economistas estão prevendo, coloca de fato a possibilidade de um cenário recessivo", diz Débora, frisando que ela e seus coautores são plenamente favoráveis à aprovação da reforma, mas avaliam que a mudança deve ser acompanhada de medidas de estímulo ao investimento, como queda dos juros, revisão do teto de gastos e uma reforma tributária com viés redistributivo.

 

Simulação - Simulando o efeito de um corte de R$ 1 bilhão nos benefícios do regime geral, na Previdência dos servidores públicos e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), os pesquisadores encontraram que a redução do benefício para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda é a que teria efeito mais drástico para piora da desigualdade - resultado que respalda a retirada desse ponto do texto final.

 

Impactos socioeconômicos - No entanto, alertam os pesquisadores, a mudança no regime geral também tende a piorar a desigualdade do país, embora em menor escala do que o BPC. "Não estar atento aos impactos socioeconômicos da reforma implica ampliação das desigualdades, em um país onde não existe mais espaço pra isso", conclui Débora. (Valor Econômico)

 

previdencia II 11 07 2019

DIA C I: Três toneladas de alimentos são arrecadados em Medianeira no Dia de Cooperar

 

Nem mesmo o frio atrapalhou as ações do Dia de Cooperar – Dia C em Medianeira (PR) realizado no sábado (06/07) pelas cooperativas Frimesa, Sicredi, Sicoob, Lar e Unimed. Foram mais de seis horas de iniciativas voluntárias, das quais, resultou em mais de três toneladas de alimentos arrecadados em pontos de recolha distribuídos nos Supermercados Lar Centro, Supermercado Lar Park, no Parque Independência, e Cotrasul. Foram envolvidos cerca de cem voluntários que ajudaram na conscientização e a importância de cooperar para a comunidade. 

 

Entrega - Os alimentos arrecadados foram entregues para a Associação Anjos do Bem que destinará para Ceonc - Hospital do Câncer, e Hospital Ministro Cavalcanti. 

 

Mudança - Para a presidente do Anjos do Bem, Ana Cláudia dos Santos Lima, o Dia C é mais uma ação social que muda a vida das pessoas de nossa comunidade.  “Foi de extrema gratidão à todas as cooperativas reunidas, instigar a solidariedade é sempre a carta ímpar da sociedade, e vendo cooperativas de renome realizar isso é gratificante. Agradecemos imensamente, os colaboradores que de forma voluntária se prontificaram a ajudar e também a comunidade de Medianeira que sempre de forma solicita ajuda quando chamados”, comemora. 

 

Ações de voluntariado - A responsável da área de Gestão de Pessoas da Frimesa, Elisa Fredo, lembra que o Dia C representa as ações de voluntariado do cooperativismo em nossa comunidade. “Onde possui uma cooperativa instalada prevalece o ato de cooperar, unir, crescer, estimulando através do voluntariado o auxílio ao próximo. O resultado alcançado com as doações comprova como tudo isso tem transformado a vida de muitas pessoas. Agradecemos a todos que colaboraram de uma forma ou outra, pois como diz o lema do Dia C, Atitudes pequenas movem o mundo” o reforça. 

 

Dia C - Em 2019, o Dia de Cooperar – Dia C completou dez anos e envolveu 1,5 mil cooperativas em todo o Brasil, beneficiaram mais de dois milhões de pessoas por meio do trabalho de quase 121 mil voluntários. O Dia C acontece em âmbito nacional pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e  Serviço de Aprendizagem Nacional do Cooperativismo – Sescoop, e conta com cooperativas de todos os 13 ramos do cooperativismo no Brasil – incluindo o cooperativismo agropecuário, no qual atua a Frimesa, com ações nas áreas de saúde, educação, cidadania e preservação do meio ambiente em diversos estados. (Imprensa Frimesa)

 

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DIA C II: Cooperativas de Cascavel promovem o bem e arrecadam mais de 1,3 t de alimentos

 

No dia que teve as temperaturas mais baixas de 2019, uma demonstração de união e calor humano garantiu o sucesso do Dia de Cooperar, promovido no sábado (06/07) por seis cooperativas de Cascavel (PR). O Dia C começou às 10h, na estrutura montada em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida. “Começamos bem. A hora que eu vi todo mundo de mãos dadas, tive a certeza de que o espírito cooperativo estava aqui”, comemorou Humberto Golfieri Junior, diretor de Mercado da Unimed Cascavel.

 

Unimed Cascavel - A Unimed Cascavel ofereceu exames gratuitos, massagens relaxantes, orientações sobre saúde/nutrição e ainda distribuiu frutas aos participantes.  A cooperativa também levou ao palco as crianças do Coral Rouxinol, formado por mais de 50 vozes infantis e mantido pela Unimed Cascavel.

 

Orgulho - “É um grande orgulho colocar em prática a ideia de um cooperar com o outro, gerando riqueza para a sociedade. É também uma alegria imensa ver que tudo isso tenha dado tão certo”, elogia Danilo Galletto, diretor-presidente da Unimed Cascavel.

 

Uniprime - A Uniprime trouxe como foco a conscientização sobre o descarte correto de pilhas e outros produtos contaminantes, em uma demonstração de responsabilidade ambiental e colaboração com a saúde do planeta. “A gente fez esse Dia C com um sentimento de agradecimento mútuo entre todas as cooperativas que se uniram com esse propósito, provando como atitudes simples movem o mundo”, resumo Amarildo Cadamuro, assistente de Marketing da Uniprime. 

 

Sicoob - “Esta é uma oportunidade de fazer a intercooperação. Hoje não é cada um como uma marca; hoje somos todos um só: o cooperativismo. A intenção é mostrar às pessoas que o cooperativismo faz a diferença,” destacou Vanessa de Castro Mota, coordenadora de Responsabilidade Social do Sicoob.

 

Cooperativa Mirim - Entre os destaques trazidos ao Dia C pelo Sicoob esteve a Cooperativa Mirim. Em Cascavel, um dos projetos pilotos é em um condomínio, onde crianças e adolescentes de sete a 17 anos de idade se reúnem tal qual uma cooperativa oficial e realizam assembleias com presidentes e diretores para deliberar sobre a elaboração de educativos feitos com materiais de reaproveitamento.  “O cooperativismo tem sete princípios e a gente usa todos eles não só no condomínio, mas em todas as áreas da nossa vida. Uma sociedade em que as pessoas cooperam umas com as outras tem muito mais chance de dar certo,” ensina o jovem Gabriel Leandro Kühl, presidente da cooperativa mirim. 

 

Sicredi - O Sicredi ofereceu gratuitamente à população uma série de orientações sobre educação financeira. Os interessados aprenderam dicas sobre como poupar dinheiro e fazer as economias pessoais renderem mais. “Este Dia C está muito legal desde o início, com as pessoas se abraçando e se unindo para aquecer os corações de outras pessoas e aprenderem juntas como podem viver melhor”, contou Debora Cristina de Moura Amboni, gerente de agência do Sicredi.

 

Cresol - A Cresol promoveu o Chimarrão Cooperativo, oferendo erva e água quente para quem quisesse entrar na roda para espantar o frio. “Esse é um evento exemplar de parceria entre cooperativas. Esse formato do Dia C representa um avanço muito importante para Cascavel”, elogia Rafael Luiz Junges, gerente Comercial da Cresol.

 

Cotriguaçu - A Cotriguaçu ensinou cooperativismo e deu exemplos de como iniciativas como essa podem estimular a sociedade toda: “Conseguimos aqui fazer uma aproximação entre as cooperativas e a comunidade. Mostramos que o cooperativismo pode atuar de forma efetiva em todas as comunidades, seja o ramo que for. A Cotriguaçu lida com o agronegócio e com uma união de cooperativas que dão mais força para que esse setor movimente a economia do país inteiro”, destaca Andressa Portes, psicóloga de Gestão de Talentos da Cotriguaçu.

 

Tarde de atrações - A programação vespertina do Dia C teve vários pontos altos, a exemplo da apresentação da dupla sertaneja Bruno & Zeca. O grupo folclórico Ladri di Cuori trouxe para o calçadão a cultura italiana e envolveu os participantes em uma dança coletiva que ajudou esquentar a tarde.

 

Pedal Solidário - Às 14h foi dada a largada de uma pedalada em que ciclistas partiram ou da Praça Itália ou da Prefeitura de Cascavel, todos em direção à Catedral. Para participar, a inscrição era 1kg de alimento que, somado às arrecadações feitas pelas próprias cooperativas, somaram mais de 1,3 toneladas de comida. Tudo foi repassado ao Provopar da cidade. Entre os participantes, foi sorteada uma bicicleta. 

 

Outras atividades - Das 10h às 16h, as crianças também puderam brincar no espaço kids, onde havia cama elástica e brinquedos infláveis, além de participar das oficinas de desenho, distribuição de livros e ainda receberam pipoca a algodão-doce.

 

Ações que inspiram e se multiplicam - Vilmara Leopoldina é uma costureira que foi até o Dia C para contar o quanto o cooperativismo mudou a vida dela e de outras mulheres. Ela criou uma cooperativa de costureiras para reunir força de trabalho e fazer o bem a outras pessoas. “Dias atrás a gente confeccionou cobertores e doamos para famílias que não tinham condições de comprar e que estavam passando frio”, conta. Vilmara também passou a fazer parte de um grupo de arrecadação de donativos, doados para moradores carentes. “Precisamos fazer essa aliança pelo bem se multiplicar pelo mundo. Parabéns ao cooperativismo”, finaliza a costureira.

 

Cooperativismo - A finalidade do cooperativismo é reunir pessoas para cuidar umas das outras. Com a consciência de que atitudes simples movem o mundo, grupos do Brasil inteiro estão cada vez mais engajados com o movimento Dia de Cooperar. Trata-se de um compromisso na busca por um mundo mais justo e igual, por meio de iniciativas voluntárias que promovam a responsabilidade social e levem desenvolvimento às comunidades.

 

SomosCoop - A Unimed Cascavel integra o movimento SomosCoop, que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil. Seu principal objetivo é conectar e pessoas em torno de uma única causa para tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade. “O evento surpreendeu pelo prestígio que o oeste do Paraná tem no cooperativismo paranaense. Enquanto cidade-polo, Cascavel e as cooperativas daqui fizeram muito bonito, especialmente na arrecadação de alimentos”, concluiu Humberto Cesar Bridi, coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR. (Imprensa Unimed Cascavel)

 

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CAPAL: Produção leiteira da cooperativa tem média quatro vezes maior que a nacional

 

capal 11 07 2019A Capal negocia 9 milhões de litros de leite por mês. Essa quantidade, registrada em junho deste ano, é 12% maior que o mesmo período de 2018 e quatro vezes superior à média nacional, que variou entre 3% e 3,5% o crescimento. Os visitantes da 47ª Expoleite, feira organizada pela Capal e que será realizada entre 25 e 27 de julho em Arapoti (PR), poderão conferir de perto a qualidade dos animais da região.

 

Primeiro semestre - Segundo o coordenador de pecuária leiteira da Capal, Roberto Caldeira, o primeiro semestre deste ano foi excelente para o produtor da cooperativa, superando a média brasileira de produção. No período, houve boas condições para produção (maior oferta), com o cenário internacional e o câmbio voltando a favorecer as importações. Além disso, a disponibilidade financeira per capita cresceu. Entretanto, no segundo semestre, apesar da produção (em volume) continuar subindo, os preços não deverão acompanhar essa tendência, já que, até o momento, é apontada piora na perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Redução no valor - “Deve haver uma redução no valor por litro devido ao impasse na economia do País. O consumo de leite UHT e de derivados, como muçarela e iogurte, além das férias escolares, impactam essa redução do valor”, explica Caldeira.

 

Capacidade de gestão - O coordenador da Capal destaca a capacidade de gestão dos cooperados, ou seja, mesmo com uma queda no valor, com um trabalho profissional na propriedade o produtor deve trabalhar para a redução dos custos e, assim, manter a margem de rentabilidade com a produção em alta. Os cooperados produzem uma média de 2,5 mil litros de leite/dia, com uma média de produção por vaca de 28 litros. 

 

Programação da Expoleite - No dia 25 de manhã serão realizados o Clube de Bezerras e o Clube Infantil, além da palestra sobre economia rural ministrada por Tobias Katsman, zootecnista e produtor de leite. No período da tarde será a vez do primeiro julgamento da Feira, do gado jovem holandês Vermelho e Branco, seguido do adulto da mesma variedade. Também está na programação do primeiro dia a palestra “Mulheres Cooperativistas”, ministrada pelo professor da Fundação Getúlio Vargas e CEO do Grupo Datacenso, Claudio Shimoyama.

 

Prêmio - No dia seguinte, pela manhã, será entregue o prêmio “Qualidade do Leite”. A palestra principal, ministrada pelo professor, escritor e referência em gestão de vendas, marketing e agronegócio, José Luiz Tejon, também acontece no segundo dia. A palestra “Leite, cooperação e superação” focará na produção leiteira. À tarde, será realizado o julgamento do gado jovem holandês Preto e Branco e a palestra com tema da área agrícola, desta vez com o representante da empresa FC Stone.

 

Copa dos Puxadores - No último dia de evento, sábado, será realizada a Copa dos Puxadores, o julgamento do gado adulto holandês Preto e Branco e as premiações. (Imprensa Capal)

 

SERVIÇO

47ª Expoleite

Quando: 25 a 27 de julho

Onde: Parque de Exposições Capal

Rua Luís Binoto, 164, Arapoti (PR)

www.capal.coop.br/expoleite

CASTROLANDA: Brian Carscadden é um dos nomes internacionais do Agroleite 2019

 

castrolanda 11 07 2019O Agroleite, um dos maiores eventos agropecuários da América Latina, terá o canadense Brian Carscadden como jurado de pista para as Raças Holandesa P&B, V&B e participará da grande final, na escolha da Suprema Agroleite 2019. O juiz chega no Brasil na quarta-feira (14/08) para iniciar a julgamentos no dia seguinte, quando entram em pista belas novilhas e vacas da raça holandesa V&B.

 

Carreira - Carscadden mora em Guelph, é casado com Linda, tem três filhos, Craig, Lauren e Colin e na sua vida profissional além de Gerente de Desenvolvimento de Produto da Semex, no Canadá, traz uma vasta experiência em julgamentos ao redor do mundo. Julgou em mais de 30 países diferentes. Entre eles, exposições no Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha, Itália, Irlanda, Guatemala, Costa Rica, Japão, Coréia, México, Nova Zelândia, Uruguai, Argentina, Rússia, África do Sul e Austrália. Na Europa ele também julgou grandes exposições na França, Alemanha e Holanda. Na América do Norte Brian, entre tantas Royal Winter Fair e World Dairy Expo já tiveram seus trabalhos em pista em diferentes raças. 

 

Julgamentos - No Brasil julgou diferentes exposições, entre elas a Agroleite 2008 e agora na sua volta se mostra impressionado com o desenvolvimento do evento. “Estou muito animado para voltar na Castrolanda e julgar pela 4ª vez. O Brasil é um dos meus países favoritos devido a cultura e as pessoas que conheci ao longo dos anos. O gosto pela atividade leiteira e a paixão por boas vacas é incomparável. Eu assisti o crescimento do Agroleite ao longo dos anos. Acompanhei admirado através de fotos desde a minha última visita, em 2008, quando os edifícios permanentes eram apenas um sonho. Teremos um evento fantástico com uma ótima atmosfera, muitas vacas bonitas e novilhas preparadas em nível mundial”, disse Carscadden.

 

Programas com crianças e jovens - O canadense também apresenta em seu currículo vários programas com crianças e jovens, promovendo o envolvimento e incentivo para a atividade leiteira. É ele quem vai julgar também no Agroleite a Copa dos Apresentadores, Clube de Bezerras e Fraldinha, julgamentos previstos para o sábado (17/08). 

 

Agroleite 2019 - Um novo olhar é o tema da edição 2019 do Agroleite que será realizado no período de 13 a 17 de agosto, na Cidade do Leite e Parque de Exposições Dario Macedo em Castro. Confira as informações e a programação completa em www.agroleitecastrolanda.com.br. (Imprensa Agroleite)

 

Agroleite 2019

19ª edição 

Data: 13 a 17 de agosto 

Local: Cidade do Leite e Parque de Exposições Dario Macedo – Castro/PR

Horário: Das 8h às 18h

Mais informações sobre o evento podem ser acessadas pelo site www.agroleitecastrolanda.com.br 

COCAMAR: Luiz Lourenço será homenageado na sexta-feira pela Fecomércio PR

cocamar 11 07 2019A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), em comemoração ao Dia do Comerciante, promove na sexta-feira (12/07), às 19h30, em Curitiba, a 14ª edição do troféu Guerreiro do Comércio, em que destaca empresários e suas trajetórias de sucesso. 

Agraciados - Neste ano, 47 empresários ligados a sindicatos filiados à Fecomércio serão agraciados com a homenagem, no Centro de Eventos Expo Unimed.  

 

Ordem - O presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, receberá a Ordem do Mérito do Comércio do Paraná, distinção que destaca importantes nomes do cenário paranaense. 

 

Personalidades - Desde a sua criação, há 51 anos, a homenagem foi entregue a apenas 26 personalidades e, nesta edição, contempla, além de Lourenço, o jurista Eduardo Rocha Virmond e o senador Orovisto Guimarães. 

 

Medalhas - Aos homenageados serão entregues medalhas no formato da Cruz de Malta – um desenho formado por oito pontas. (Assessoria de Imprensa da Fecomércio PR)

SICREDI: Instituição financeira cooperativa disponibiliza R$ 20,1 bilhões para o Plano Safra 2019/2020

 

Seguindo seu objetivo de fomentar cada vez mais o agronegócio, o Sicredi vai viabilizar mais de R$ 20,1 bilhões em crédito rural no Plano Safra 2019/2020, projetando atingir mais de 220 mil operações – o valor representa um crescimento de 21% nos recursos concedidos no ano-safra anterior (R$ 16,6 bilhões até maio último). 

 

Expectativa - Do montante para este novo ciclo, a expectativa da instituição financeira cooperativa é disponibilizar R$ 17,5 bilhões em operações de custeio, comercialização e investimento, além de R$ 2,6 bilhões com recursos direcionados, oriundos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e do FCO (Fundo Constitucional do Centro Oeste). 

 

Sustentabilidade do agro - “O crédito rural é fundamental para a sustentabilidade do agro. Ao optar pelo Sicredi, o associado obtém o financiamento necessário para o seu empreendimento rural e contribui com a sua cooperativa, beneficiando-se ainda com a possibilidade de retorno de resultados e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico da comunidade local”, ressalta Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi. 

 

Valor - Para os produtores rurais associados do Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro serão disponibilizados R$ 6,2 bilhões. Este valor é 23% superior ao disponibilizado na Safra 2018/2019 na região. A instituição projeta atingir mais de 100 mil operações, entre custeio, comercialização e investimento nos três estados, que contemplam aproximadamente 400 mil associados que atuam no agronegócio.

 

Custeio e investimento - Desse total, R$ 5,1 bilhões são voltados ao custeio e R$ 1,1 bilhão para investimentos. Para os pequenos e médios produtores rurais, a instituição disponibilizará R$ 1,1 bilhão nos três estados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e R$ 1,5 bilhão pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

 

Gilson Farias - Para o gerente de Desenvolvimento de Crédito da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias, os números refletem a parceria da instituição com o agricultor. “Trabalhamos próximos aos nossos associados disponibilizando crédito de forma consciente. Nossas cooperativas oferecem a consultoria necessária para que o produtor encontre a melhor opção para o desenvolvimento de sua propriedade”, destaca. 

 

Forte atuação - Tradicionalmente, o Sicredi possui forte atuação no agronegócio brasileiro, estando entre os principais financiadores da atividade. “Nosso trabalho reforça a relevância do setor, que responde por cerca de 25% do PIB e está nas raízes de nossa fundação, em 1902”, enfatiza Freitas. No Plano Safra 2019/2020, os pequenos e médios produtores rurais continuam sendo os principais perfis atendidos pela instituição – no ciclo anterior, 80% das operações realizadas foram direcionados a estes públicos. 

 

Agricultura familiar - Por meio de desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com recursos do BNDES, o Sicredi tem apoiado fortemente a agricultura familiar. Para se ter uma ideia, entre janeiro e dezembro de 2018, a instituição realizou aproximadamente 20 mil operações de investimento, totalizando mais de R$ 1,2 bilhão via Pronaf. Com isso, foi o agente financeiro com o maior volume de recursos e de operações nesta categoria no ano passado com recursos do banco de desenvolvimento – também ocupando o 1º lugar em operações indiretas nas linhas Pronamp, Inovagro e Moderagro.

 

Propostas - O Sicredi já está recebendo as propostas de financiamento para o Plano Safra 2019/2020, que vai até o final de junho do próximo ano. Antes de solicitar o crédito, o produtor rural associado deve fazer o planejamento da próxima safra – o que vai plantar, qual é a área de cultivo e o orçamento necessário com base na análise de solo e sob orientação técnica quanto ao uso dos insumos e os demais serviços que serão utilizados. A seguir, munido de todas essas informações, pode procurar a sua agência para dar andamento à proposta e demais procedimentos para aprovação e liberação do crédito.

 

Balanço da safra 2018/2019 no Sicredi - No ano-safra 2018/2019 (dados apurados até maio de 2019), o Sicredi liberou R$ 16,6 bilhões, em aproximadamente 179 mil operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização. A expectativa para o fechamento desse ciclo (encerra em junho deste ano) é liberar R$ 15,4 bilhões. Além desses recursos, a expectativa é de R$ 2,4 bilhões com recursos oriundos do BNDES e do FCO para investimento, totalizando R$ 17,8 bilhões, crescimento de 23,6% se comparado ao ano-safra anterior, de 2017/2018.

 

Plano Safra 2019/2020 - Para financiar o custeio e investimento dos pequenos, médios e grandes produtores rurais do País, o governo federal anunciou em 18 de junho que o Plano Safra terá R$ 225,59 bilhões em crédito na temporada 2019/2020 – o montante é ligeiramente superior aos R$ 225,3 bilhões do ciclo anterior. Do total do Plano Safra 2019/2020, R$ 169,3 bilhões são destinados para custeio, comercialização e industrialização, R$ 53,41 bilhões para investimentos, R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização e R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP I: Programa “A União Faz a Vida” chega a mais dois municípios do Norte do PR

 

sicredi uniao I 11 07 2019Sertanópolis e Primeiro de Maio são os mais novos municípios a contarem com o programa “A União Faz a Vida”, desenvolvido pela Sicredi União PR/SP. O lançamento oficial ocorreu no começo de junho nas duas cidades.

 

Adesão - Em Sertanópolis, as quatro escolas municipais aderiram ao programa, envolvendo 54 professores e 782 alunos. A secretária de Educação do município, Carina Bernini Barco Marcon, destacou o impacto que o programa já causou na educação. “Os professores, alunos e comunidade estão bastante envolvidos nos trabalhos e isso é importante porque as crianças crescem com o sentimento de que podem fazer a diferença, principalmente, quando se faz algo junto com outras pessoas”. Segundo ela, várias empresas da cidade já abriram as portas para as expedições investigativas feitas pelos alunos e que embasam os seus trabalhos. Em Sertanópolis, o programa já teve início, embora tenha sido lançado oficialmente apenas semana passada. 

 

Pilares - O programa tem como pilares o desenvolvimento de uma educação cooperativa e uma metodologia de ensino que privilegia o empreendedorismo e a cooperação. Para isso, a cooperativa contrata especialistas que fazem a formação dos professores e o acompanhamento do desenvolvimento dos trabalhos.

 

Benefícios - A coordenadora do Programa em Sertanópolis, Simone  Jacinto Ribeiro da Silva, também destacou os benefícios do “A União Faz a Vida”. “Trata-se de um programa muito bom e que, com nossas escolas em período integral, conseguimos desenvolver e envolver alunos, professores e comunidade”. 

 

Conquista - Para o gerente da agência de Sertanópolis, Thiago Andrez dos Santos Souza, implantar o programa na cidade foi uma grande conquista. “O impacto que ele causa não é só para as crianças, mas para todo o município, porque atinge  famílias, parceiros que abrem as portas para as expedições investigativas, os pais dos alunos. E isso vai mostrando para todos a força da cooperação”. 

 

Primeiro de Maio - Em Primeiro de Maio, 89 professores foram certificados durante a solenidade de lançamento oficial do programa na cidade.  O gerente da agência, Thiago Luglio, observa que a instalação do programa marca a presença da Sicredi União na cidade e “numa área considerada de grande importância para a cooperativa, “que é a educação cooperativa”.

 

Nota 10 - A secretária de Educação do município Vera Lúcia Paschoalino Stivanelli dá “nota 10 ao programa”. Segundo ela, o que mais encantou os professores foi a forma como ele é trabalhado, envolvendo o aluno na busca de conhecimento. “Temos certeza que será muito bom para o crescimento das crianças e dos professores”, disse. Segundo ela, a grande maioria dos 960 alunos das sete escolas do município serão envolvidos nos trabalhos, que terão início, efetivamente, ano que vem. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Agências realizam encontro para discutir cenário econômico e produtos de investimento

 

sicredi uniao II 11 07 2019O cenário econômico e os produtos de investimento da Sicredi União PR/SP estarão em pauta, nesta quinta-feira (11/07), em evento organizado pela gerencia de Desenvolvimento da Regional Norte. Participam todas as agências de Londrina e também as de Ibiporã e Cambé. O encontro é dirigido a associados e convidados e será realizado no Buffet Estação, a partir das 19 horas, em Londrina (PR).

 

Análise - O tema será abordado pelo gerente de captação da cooperativa de crédito Roberto dos Santos Rodrigues. O objetivo do encontro, segundo a gerente de Desenvolvimento Regional, Carla Sonoda, é proporcionar momento para que os associados possam ouvir a análise do cenário atual e também oportunidade para conversar com os gerentes da cooperativa sobre investimentos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

UNIPRIME NORTE DO PR: Cooperativa participa de evento nos EUA

 

uniprime norte pr 11 07 2019Os dias 18, 19 e 20 de junho foram marcados por trocas de experiências e melhores práticas no que diz respeito à prevenção de fraudes nos meios de pagamento. O Fórum Regional de Gestão de Fraudes aconteceu em Orlando, cidade americana da Flórida, e reuniu especialistas da América Latina e do Caribe para falar sobre as inovações no mercado e apresentou ferramentas e técnicas para operação e prevenção de fraudes nesse setor.

 

Convite - A Uniprime Norte do Paraná recebeu o convite da Mastercard para participar em razão da relevância que possui como emissora diante do cenário nacional. De acordo com Larissa Zamarian Ducci, analista de negócios da Uniprime, que esteve no evento, "A Uniprime é reconhecida como case de sucesso pela Bandeira, pois é a única cooperativa sem interveniência de um banco com licença de emissão e está de acordo com as principais regras e melhores práticas em sua atuação como emissora de cartões", explica Ducci.

 

Novas tecnologias - Entre o público presente, estiveram emissores, adquirentes e outros players do mercado de meios de pagamentos de vários países da América Latina. "Foram apresentadas novas tecnologias desenvolvidas pela Bandeira para prevenção a fraude e que estão à disposição dos parceiros da Mastercard, como por exemplo, inovações que usam biometria para autenticação dos portadores em compras on-line, inteligência artificial e análise comportamental dos usuários”, conclui a analista. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

SICOOB MERIDIONAL: Agências são inauguradas em SP

 

sicoob meridional 11 07 2019Em processo de expansão da sua área de atuação, o Sicoob Meridional inaugura nesta quarta e quinta-feira (10 e 11/07) suas primeiras agências na Região Metropolitana de São Paulo. As unidades ficam em Osasco e no bairro Alphaville, em Barueri. Com as duas novas unidades, a cooperativa passa a contar com 22 pontos de atendimento. O Sicoob Meridional tem sede em Toledo (PR) e já atende os estados do Paraná e Rio Grande do Sul. (Imprensa Sicoob Unicoob)

CONAB: Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

conab 11 07 2019Os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgados nesta quinta-feira (11/07) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicam que a produção no Brasil deve chegar a 240,7 milhões de toneladas, mais um recorde da série histórica. O crescimento deverá ser de 5,7% ou 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

Milho safrinha - Um dos maiores destaques do período, frente à safra passada, é o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de t, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, ou seja, queda de 2,5%. Outro destaque é o algodão, com aumento de produção na faixa de 32,9%. Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. No caso da soja há uma redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

Arroz - O arroz tem produção estimada em 10,4 milhões de t, 13,6% menor que a obtida em 2017/18, devido às reduções ocorridas nos principais estados produtores. Já o feijão primeira safra também apresentou uma redução (22,5%), ficando em 996,9 mil t. O clima favorável contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t do feijão segunda safra, 7,1% acima da anterior. E a terceira safra, com plantio finalizado em meados de julho, deve ter produção de 721,5 mil t, 17,5% superior ao volume já produzido em 2017/18.

Área plantada - Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Culturas de inverno - Com uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018, a produção de trigo deve ser de 5,5 milhões de toneladas. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras. (Conab)

Saiba mais detalhes do estudo no link.

 

Foto: Agência Brasil

 

IBGE: Safra de grãos deve fechar 2019 com alta de 4,2%, estima Instituto

ibge 11 07 2019A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano de 2019 em 236 milhões de toneladas. A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado em junho e divulgado nesta quinta-feira (11/07), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Acréscimo - A estimativa de junho prevê uma safra 4,2% maior que a obtida em 2018, ou seja, um acréscimo de 9,5 milhões de toneladas na produção. Em relação à estimativa realizada em maio deste ano, houve um crescimento de 0,6%, ou seja, 1,3 milhão de toneladas a mais do que o previsto naquele mês.

Área colhida - A estimativa de área a ser colhida é de 62,8 milhões de hectares, 3% maior do que a de 2018 e 0,3% maior que a prevista em maio.

Milho - Das três principais lavouras de grãos, apenas o milho deverá ter crescimento na produção neste ano em relação a 2018 (17,1%). Para a soja, é esperada uma queda de 4,5%. Já para o arroz, deve haver uma redução de 11,2%.

Alta - Entre as outras lavouras com produção prevista de mais de um milhão de toneladas, deverão fechar o ano com alta o feijão (1,7%), o algodão (31,5%), o sorgo (11,2%) e o trigo (14,5%).

Outros produtos - O levantamento também abrange a produção de outros produtos agrícolas importantes, além dos cereais, leguminosas e oleaginosas. A cana-de-açúcar, por exemplo, principal lavoura brasileira deverá fechar o ano com uma produção de 665 milhões de toneladas, ou 1,4% a menos do que em 2018. Também deverão ter queda na produção o café (-12,2%), a laranja (-1,2%), o tomate (-5,3%) e a uva (-10,8%). E devem ter alta a banana (3%), a batata-inglesa (1%) e a mandioca (4,2%). (Agência Brasil)

 

BNDES: Banco disponibiliza R$ 23 bilhões para Plano Safra 2019/2020

 

bndes 11 07 2019 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a disponibilizar, nesta quarta-feira (10/07), R$ 23 bilhões para o Plano Safra 2019/2020, sendo R$ 19,6 bilhões para agricultura empresarial e R$ 3,3 bilhões para agricultura familiar.

 

Maior - O total supera em R$ 700 milhões o valor destinado ao setor pelo banco no ano passado, e objetiva o financiamento de investimentos e custeio da produção agropecuária brasileira.

 

Linhas de fomento - Todas as principais linhas de fomento à agropecuária empresarial tiveram o orçamento ampliado.

 

Juros - Os juros variam entre 0,5% e 4,6% ao ano para a agricultura familiar, e entre 5,25% a 10,5% para a agricultura empresarial.

 

Parceria - O BNDES vai operar em parceria com mais de 30 instituições financeiras. Segundo o banco, essa rede facilita o desenvolvimento de uma política pública de apoio ao setor agropecuário, na medida em que descentraliza o acesso aos recursos dos Programas Agropecuários do Governo Federal – Pagf.

 

Destinações - Para a linha Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), voltada para aquisição de máquinasAgronegoci e equipamentos agrícolas, foram destinados R$ 7,5 bilhões; para o Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Agropecuária), que envolve cooperativas agropecuárias, os recursos somam em torno de R$ 1 bilhão; o Programa ABC, destinado às práticas agrícolas para redução das emissões de gases contará com R$ 746 milhões; e o Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), que abrange iniciativas inovadoras em agropecuária, terá R$ 750 milhões.

 

Plano Safra 2018/2019 - Mais de R$ 13 bilhões foram aprovados pelo BNDES no Plano Safra 2018/2019, encerrado no último dia 30 de junho, atingindo 35 mil operações.

 

Pronaf - Para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o banco aprovou em torno de R$ 3,2 bilhões em mais de 70 mil operações.

 

Aprovação em tempo real - A assessoria de imprensa do BNDES observou que graças ao processo de modernização digital iniciado em 2017, 70% das operações de financiamento a produtores rurais já são aprovados em tempo real.

 

Segurança e agilidade - O banco estima que, até o fim do atual ano agrícola, a grande maioria das operações já será digitalizada, o que garantirá maior segurança e agilidade para a concessão dos empréstimos. (Agência Brasil)

 

MISSÃO OFICIAL: Brasil e Paraguai fecham acordo para fortalecer controle sanitário na fronteira

 

missao oficial 11 07 2019Brasil e Paraguai firmaram na terça-feira (09/07) um memorando de entendimento sobre temas na área sanitária animal e vegetal. O assunto foi tratado em encontro da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) com o ministro da Agricultura paraguaio, Denis Lichi, em Assunção.

 

Temas - Segundo a ministra, o memorando trata de temas como vazio sanitário, uso de defensivos agrícolas, época de plantio de soja e a construção de um banco de vacinas público de aftosa entre os dois países.

 

Mercados - “Tratamos de assuntos de interesse entre os dois países na área sanitária animal e vegetal visando os mercados que temos em conjunto e que poderemos aumentar essa abertura de mercado entre os nossos países”, disse. Segundo ela, a cada três ou quatro meses haverá uma reunião conjunta entre os dois países para avançar nesses temas.

 

Fronteiras - Para o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, os acordos reforçam o controle nas fronteiras. “Isso dá mais credibilidade e segurança aos pecuaristas em relação aos seus rebanhos e respaldo no mercado internacional, pelo reforço integrado dos dois países”, afirmou o secretário, após a reunião.

 

Cadeias importantes - Segundo ele, o reforço acertado envolve questões sanitárias em cadeias muito importantes, como a pecuária de corte. “E, na área vegetal, o foco é na cadeira produtiva da soja, no controle da ferrugem asiática. Vai permitir maior eficiência do nosso serviço sanitário”, explicou.

 

Benefícios - O secretário observou que o acordo traz benefícios aos produtores, melhorando o controle das doenças animais e as pragas vegetais. “Também nos fortalece do ponto de vista das exportações. O serviço sanitário dos dois países mais forte nos dá condições para ampliar o mercado nesse momento importante em que o Mercosul fechou acordo com a União Europeia”.

 

Comércio bilateral - Também é favorecido, disse Leal, o comércio bilateral, “com as medidas de controle integrado das aduanas e outras medidas adicionais de desburocratização, para controle efetivo, mas dando um fluxo maior das mercadorias de parte a parte”.

 

Calendário - O secretário de Política Agrícola do Ministério, Eduardo Sampaio Marques, comentou ser “muito importante coordenar com o Paraguai o calendário de plantio, especificamente de soja”, para o controle de pragas. Também participou da reunião o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Ribeiro.

 

Arroz - Durante a reunião, a ministra propôs a organização de um acordo entre o setor privado dos dois países sobre os períodos de exportação de arroz. Segundo ela, a entrada do produto no Paraguai no Brasil não envolve problema de volume. “São questões pontuais de impostos em determinados estados e o período de importação”, disse.

 

Preço - Segundo a ministra, a força exercida por comerciantes nos meses em que a produção é colhida joga o preço do produto para baixo. Ela acrescentou que os produtores têm sofrido muito com o preço. “Neste ano, houve quebra de produção, com a cheia e depois seca e mesmo assim, o preço não recuperou para compensar custos de produção”.

 

Mercosul - Segundo ela, esse é um problema em todo o Mercosul, no Uruguai, no Paraguai e Brasil. “Não é assunto do governo mas podemos organizar a conversa para melhorar a situação”, sugeriu. A ministra comentou ainda que tem trabalhado juntamente com secretários do Mapa para ampliar mercados em vez de disputar espaço no Mercosul.

 

Pesca - O secretário da Pesca, Jorge Seif, disse que o governo paraguaio deverá alterar legislação que permitirá a produção de tilápia no Lago de Itaipu. “Eles se comprometeram a fazer isso”, disse o secretário, lembrando que o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) já reverteu a proibição para espécies exóticas. A expectativa é produzir, “o que se produz em todo o Brasil, que são 400 mil toneladas, sendo que 50% ficarão com produtores paraguaios e 50% para os brasileiros”. (Mapa)

LEGISLATIVO: Instaladas as comissões mistas das MPs 884 e 885

 

legislacao 11 07 2019As comissões mistas das Medidas Provisórias 884/19 e 885/19 foram instaladas e tiveram os presidentes e vice-presidentes eleitos nesta quarta-feira (10/07). Para presidente da Comissão Mista da MP 884 foi eleito o deputado José Mário Schreiner (DEM-GO) e para vice-presidente o senador Márcio Bittar (MDB-AC). O senador Irajá Abreu (PSD-TO) e o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) foram designados relator e relator revisor, respectivamente.

 

Plano de trabalho - Já para a Comissão Mista da MP 885 foi eleito presidente o senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) e escolhido como relator o deputado capitão Wagner (Pros-CE). Durante a reunião, foi aprovado também o plano de trabalho que propõe uma audiência pública com representantes da Polícia Federal, da Polícia Militar, dos ministérios da Justiça e da Economia e do Ministério Público Federal.

 

Cadastro Ambiental Rural - A MP 884 retira o prazo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro público eletrônico de âmbito nacional obrigatório para todas as propriedades rurais.

 

Perene - De acordo com o texto, é necessário que o CAR se torne um cadastro perene, sem limite de tempo para a adesão, pois após o prazo estabelecido os produtores que não cadastraram suas terras passam a ter suas áreas consideradas irregulares. Este problema afeta principalmente os pequenos proprietários do Nordeste que não são alcançados pelas políticas públicas.

 

Sistema aberto - “A MP pretende tornar o CAR um sistema aberto a atualizações e novas inscrições, de modo a possibilitar a constante inclusão de dados de propriedades rurais, configurando-se numa ferramenta efetiva e permanente de gestão de propriedades rurais”, explicou o governo na justificativa da medida.

 

Código Florestal - Durante a reunião, Schreiner também ressaltou que os ajustes ao Código Florestal propostos pela medida são extremamente importantes para o setor produtivo rural.

 

Fundo Nacional Antidrogas - A MP 885 altera o Fundo Nacional Antidrogas para dar maior efetividade à alienação de bens apreendidos por tráfico de entorpecentes. Também altera a Lei 8.745/93 para autorizar a contratação de encargos temporários de obras e serviços de engenharia destinados à construção e à reforma de prisões. (Agência Câmara)

SAÚDE: Paraná registra 77 mortes por gripe desde janeiro

 

saude 11 07 2019O Boletim de Influenza da Secretaria de Estado da Saúde divulgado nesta quarta-feira (10/07) confirma a 77ª morte por gripe no Estado. O documento mostra que, desde janeiro deste ano, 374 casos da doença foram confirmados no Paraná. A maioria foi entre os idosos, com 105 ocorrências – 28,1% do total. Esse mesmo grupo registra o maior número de mortes por conta da gripe. Dos 77 óbitos registrados, 40 (51,9%) foram vítimas com 60 anos ou mais.

 

Influenza - O Paraná tem casos de influenza em 66 municípios. Vinte e uma das 22 Regionais de Saúde do Estado apresentam casos da doença. “O vírus está circulando em todo o Paraná. Nenhuma região está livre da influenza. Estamos em pleno inverno, época de maior ocorrência. Não podemos nos descuidar”, alerta o Secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

 

Prevenção - Entre os principais cuidados que devem ser tomados para diminuir o risco de contaminação pelo vírus da gripe está à higienização correta das mãos. Elas devem ser lavadas frequentemente com água e sabão, sendo recomendável complementar o processo com a aplicação de álcool em gel após a lavagem. Outra medida é higienizar periodicamente com álcool em gel as superfícies que entram em contato com as mãos, como mesas, teclados e maçanetas.

 

Compartilhamento - Recomenda-se ainda que as pessoas evitem compartilhar talheres, copos e alimentos e sempre usem lenços descartáveis para cobrir a boca na hora de tossir ou espirrar, além de manter os ambientes ventilados e evitar a aglomeração de pessoas.

 

Cuidados preventivos - O chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Renato Lopes, ressalta que os cuidados preventivos devem ser adotados continuamente, mesmo por pessoas que foram vacinadas contra a gripe em 2019. “São hábitos saudáveis que precisam ser praticados por todos para diminuir o risco de contaminação e a disseminação não apenas do vírus da gripe, mas de uma série de doenças”.

 

Sintomas - Lopes alerta para os sintomas da doença, que incluem febre alta (acima de 38°), dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse. “Quando há suspeita de influenza, deve-se procurar os serviços de saúde para avaliação médica e início oportuno do tratamento com antiviral específico. A pessoa nunca deve se automedicar”, lembra Renato. (Agência de Notícias do Paraná)

 

Foto: Pixabay

MEIO AMBIENTE: Alemanha cobra proteção a florestas para ampliar parceria

 

meio ambiente 11 07 2019O ministro alemão da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, Gerd Müller, disse que o interesse do país europeu é reforçar e ampliar a parceria econômica com o Brasil. A proteção das florestas, contudo, é ponto fundamental desta colaboração.

 

Visita - Müller está em visita ao Brasil e chegou nesta quarta-feira (10/07) a Manaus. A Alemanha é a maior parceira socioambiental do Brasil, com um portfólio de empréstimos e doações que chega a € 2 bilhões. É, junto com a Noruega, doadora do Fundo Amazônia, o maior mecanismo existente de proteção às florestas tropicais.

 

Futuro - O futuro do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está em discussão desde março, quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, empreendeu uma auditoria na operação. Salles diz ter encontrado irregularidades, mas o relatório não é público e não chegou aos doadores, que não tinham queixas quanto ao funcionamento do fundo.

 

Reunião - Müller esteve na terça-feira (09/07) no Ministério do Meio Ambiente (MMA). A reunião com Salles durou duas horas. O clima foi menos tenso do que tem sido. Os alemães escutaram as propostas da equipe de Salles, mas não avançaram no debate sem os parceiros noruegueses. Aguardam uma proposta por escrito, vinda do MMA, na próxima segunda, para discutirem em Oslo e Berlim.

 

Acordo - O acordo de livre-comércio Mercosul-União Europeia fechado no fim de junho não foi debatido na reunião com Salles. Mas é evidente que a importância da continuidade do Fundo Amazônia é mensagem estratégica para que Parlamentos europeus ratifiquem o acordo, principalmente na Alemanha, onde o Partido Verde é uma força política cada vez importante.

 

Ampliação da parceria - "Queremos ampliar a parceria econômica entre Brasil e Alemanha. E acredito que o acordo de livre comércio MercosulUnião Europeia vai contribuir bastante para isso", disse ao Valor um membro da delegação alemã. "Mas não queremos fazer comércio pelo comércio."

 

Otimismo - Müller se disse otimista tanto com a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia como com a continuidade do Fundo Amazônia. Não respondeu, contudo, quais as reais possibilidades de o acordo de livre-comércio ser aprovado na Alemanha.

 

Preocupação - "Os agricultores e ambientalistas europeus estão preocupados que não se aumentem as áreas de soja e pecuária às custas da floresta", registrou Müller. "Reconhecemos tudo o que o Brasil tem feito em prol das energias renováveis e na redução do desmatamento nos últimos anos, embora os últimos meses tenham mostrado tendência de alta."

 

Preservação ambiental - Müller tocou em ponto crucial do acordo de livre-comércio: as cláusulas que garantem a preservação ambiental. "Esse acordo tem também um capítulo sobre sustentabilidade. Achamos importante que isso tudo seja implementado, com uma cadeia de fornecimento sem desmatamento na produção de soja e de carne." "A Floresta Amazônica é importante para o mundo inteiro e estamos interessados em continuar com os programas no âmbito do Fundo Amazônia. Conversei sobre isso com o ministro [Salles]. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: CE alerta para queda mais forte da economia com tensão EUA-China

 

internacional 11 07 2019A Comissão Europeia disse nesta quarta-feira (10/07) que mais elevações das tarifas comerciais dos EUA e da China podem fragilizar a confiança do investidor e os mercados financeiros globais e reviu para baixo as suas previsões para o crescimento econômico para 2020.

 

Relatório trimestral - No seu relatório trimestral divulgado nesta quarta-feira, a Comissão Europeia (CE) informou que espera agora que o crescimento na área do euro seja de 1,4% no próximo ano, de 1,5% anterior. A comissão deixou inalterada a previsão para este ano de 1,2%, que marca um abrandamento acentuado face à taxa de expansão de 1,9% de 2018.

 

Alerta - No entanto, a comissão alertou que o crescimento pode ser ainda mais lento em ambos os anos, se os EUA e a China impuserem tarifas mais elevadas sobre os bens que circulam entre ambos os países. O braço executivo da UE disse que o aumento das tensões entre as duas maiores economias do mundo levou a uma queda da atividade do comércio e da indústria, que pressionou o crescimento da zona do euro desde o início de 2018.

 

Tensões - "Qualquer aumento das tensões comerciais e uma elevação da incerteza política pode prolongar o atual esfriamento do comércio e indústria globais, despertando uma mudança acentuada do sentimento de risco global e uma rápida restrição das condições financeiras globais", disse a CE.

 

Desemprego - A comissão disse que a diminuição do desemprego ajudou a dar suporte ao crescimento, mas alertou que uma queda prolongada da indústria pode se espalhar para o resto da economia. "A resiliência das nossas economias está sendo testada pela persistente fragilidade industrial que advém das tensões comerciais e da incerteza política", disse Valdis Dombrovskis, vice-presidente da comissão.

 

2020 - A CE reviu em baixa as previsões do crescimento para 2020 tanto para a Alemanha como para França, ao mesmo tempo que reviu em alta a da Espanha para 2019, deixando as previsões para Itália inalteradas. Também reviu em baixa as projeções de inflação para este ano e para o próximo, vendo agora os preços ao consumidor a 1,3% em cada um dos anos. Isso deixará a inflação bastante abaixo do alvo do Banco Central Europeu (BCE) de ligeiramente abaixo de 2%. O BCE disse que poderá cortar a taxa de juros ou retomar as compras de ativos, se os preços

continuarem longe do objetivo da autoridade monetária. (Valor Econômico)


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