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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4614 | 09 de Julho de 2019

PARANÁ: G7 se posiciona em favor das reformas nacionais estruturantes

Entidades que compõem o G7, grupo formado pelas federações paranaenses do setor produtivo, encaminharam demandas e se posicionaram sobre medidas estruturantes necessárias para o desenvolvimento do estado e do país. Durante o mês de junho, foram entregues documentos ao vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, ao governador Carlos Roberto Massa Ratinho Junior, e ao secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque. Segundo o coordenador do G7, José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, o grupo manifestou ao vice-presidente “apoio irrestrito” ao empenho do governo federal e do Congresso Nacional em realizar as reformas previdenciária e tributária. No dia 28 de junho, durante visita do general Hamilton Mourão à sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), na condição de presidente da República em exercício, foi entregue documento do G7 com o posicionamento do setor produtivo do Paraná. “Não é uma questão matemática, é uma questão social. A reforma da Previdência Social é uma medida indispensável para o equilíbrio fiscal e uma alavanca para a retomada da economia em todos os seus setores”, afirmam as entidades.

G7 – O G7 é formado pela Federação e Organização das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio/PR), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).  

Previdência  “Não podemos mais tratar o desemprego como mera estatística. Hoje, são 13,5 milhões de pessoas sem emprego e renda”, diz o texto do documento entregue ao vice-presidente Mourão. “A adoção de regras atualizadas à realidade demográfica brasileira para o regime da Previdência, permitirá, ao minorar o déficit público, equilibrar o orçamento e reduzir os juros básicos – requisito fundamental para a melhoria do emprego e da renda”, avaliam as entidades. Por fim, o G7 reafirma o apoio à continuidade do combate à corrupção, “para a construção de uma sociedade ética com o fortalecimento estratégico das instituições em seu alinhamento com a sociedade civil fundamentado no rigoroso cumprimento das normas legais.”

Tributária – O documento também menciona a necessidade da reforma tributária. “A classe empresarial apoiou, anteriormente, até mesmo duras medidas de aumentos de impostos, em prol de um futuro melhor no cenário econômico nacional. Eis que chega o momento de os empreendedores receberem contrapartida com a simplificação e redução de impostos. Nem os empresários, nem os trabalhadores podem ser punidos com novos aumentos de carga tributária”, ressalta o G7.

Liberdade econômica – O documento entregue ao general Mourão manifesta apoio à Medida Provisória n° 881, de 30 de abril de 2019, que institui a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, estabelece garantias de livre mercado e análise de impacto regulatório. Para o setor produtivo do Paraná, a MP é uma alternativa para simplificar a vida das empresas e abre espaço para uma maior desburocratização. “A abertura de novos negócios deve acontecer de forma mais rápida e menos burocrática, para que as empresas possam funcionar com mais liberdade, pois elas é que geram emprego e renda no Brasil”, afirma o G7.

Governador Ratinho Junior – Em 19 de junho, o G7 solicitou ao governador do Paraná, Ratinho Junior, medidas para a recomposição do quadro funcional da Adapar, ação importante para atender as exigências do Ministério da Agricultura visando dotar o estado de um serviço de defesa agropecuária reconhecido internacionalmente. O setor produtivo está engajado neste processo, contribuindo para a construção do Posto de Fiscalização de Trânsito Animal (PFTA), na divisa com São Paulo, e atuando em sintonia com o governo estadual para que o Paraná seja reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação. “Esse reconhecimento provocará uma transformação nas cadeias produtivas de proteína animal, impulsionando significativamente as exportações de carnes e derivados”, ressaltam as entidades.

Contra a regionalização da RF – Ao secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, o G7 encaminhou, no dia 25 de junho, documento manifestando preocupação com a possibilidade, dentro do processo de reformulação do órgão, da instalação da 5ª Região Fiscal em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, retirando de Curitiba a sede atual da 9ª Região Fiscal. As entidades ressaltam a importância da localização geográfica da capital paranaense, com uma estrutura constituída e com entregas eficientes, e os custos para os cofres públicos que serão acarretados em caso de mudanças na sede, hoje responsável pelos estados do Paraná e Santa Catarina. O setor produtivo reivindica, em caso de reformulação, que a sede da 5ª Região Fiscal seja centralizada em Curitiba.

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EVENTO: Cooperativas e Corpo de Bombeiros discutem legislação

 

evento 09 07 2019Profissionais do Sistema Ocepar, das cooperativas do Paraná e do Corpo de Bombeiros se reúnem, no dia 6 de agosto, das 8h às 17h, na sede da Ocepar, em Curitiba, com o propósito de discutir temas relativos à legislação. Um dos itens em pauta será o Decreto Estadual nº 11.868, de 3 de março de 2018, que regulamenta as ações decorrentes do poder de polícia administrativa do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Paraná e a execução das medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres nas edificações, estabelecimentos, áreas de risco e eventos temporários. 

 

Objetivo - De acordo com o analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Jhony Moller, muitas das atividades executadas pelas cooperativas agropecuárias, como armazenagem de grãos, por exemplo, devem seguir as normas estabelecidas pelos Corpo de Bombeiros, e o objetivo do evento é chegar a um entendimento harmônico sobre as regras. 

 

Temas - Além do Decreto nº 11.868, estará em debate a Norma de Procedimento Técnico (NPT) 27, que estabelece as medidas de segurança para a proteção contra incêndios e explosões em unidades de armazenamento e/ou beneficiamento de produtos agrícolas e insumos. Também faz parte da programação discutir as Normas de Procedimento de Auditoria (NPA) de números 001, sobre processos de vistoria, licenciamento, fiscalização e recursos, e a NPA 004, que estabelece o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta.

 

Presença - Os técnicos das cooperativas paranaenses interessados em participar devem confirmar presença com a analista Jéssica Costa (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br/ (41) 3200 1133) até o dia 2 de agosto.

 

Foto: Corpo de Bombeiros do Paraná

DIA C I: Escola é revitalizada por voluntários em Palotina

 

A Escola Municipal Celino Rocha de Araújo, localizada no Bairro Cohapar, em Palotina (PR), foi beneficiada com uma ação social alusiva ao Dia C (Dia de Cooperar). Durante dois finais de semana, de forma voluntária, funcionários e associados das cooperativas C.Vale, Sicredi, Cotriguaçu, Unimed, Uniprime, Sicoob e Cerpa se juntaram a empresários, pintores, servidores do município e da UFPR, pais de alunos, Arca Arquitetura, Madeforte, Móveis Polosi e integrantes da Associação de Senhoras de Rotarianos para revitalizar a escola. 

 

Transformação - O local foi totalmente transformado. Foram feitas pinturas dos muros, paredes, quadras, bancos, reparos nas mesas e parquinhos e construção de novos espaços para recreação. A Escola Municipal Celino Rocha de Araújo fica em estrutura anexa ao Colégio Estadual Domingos Francisco Zardo. Assim, alunos do ensino fundamental e médio também poderão usufruir das melhorias. 

 

Presenças - A solenidade de entrega das melhorias contou com a participação de diretores das cooperativas e lideranças da comunidade. O Dia C é uma promoção do Sistema OCB, em parceria com a Ocepar, em comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado anualmente do primeiro sábado do mês de julho. As iniciativas do movimento estão alinhadas aos Dezessete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). (Imprensa C.Vale)

 

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DIA C II: Evento é celebrado com recuperação de nascentes pela Bom Jesus e Sicredi Integração

 

No dia 6 de julho foi comemorado o Dia Mundial do Cooperativismo e, no Brasil, é celebrado o Dia C, Dia de Cooperar, iniciativa do OCB para celebrar o cooperativismo em todo país. Essa ação respeita umas dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) elaborado pela ONU para um mundo melhor.

 

Recuperação de nascentes - A Cooperativa Bom Jesus e o Sicredi Integração se organizaram para ações na região de abrangência das duas cooperativas com a recuperação de nascentes, obedecendo o ODS número 15, chamado: Vida sobre a terra. O intuito é recuperar as nascentes e realizar o plantio de árvores no entorno, mantendo a água limpa para consumo e preservando o entorno para o desague em rios.

 

Ação - A ação entre as cooperativas começou no sábado, dia 29 de junho, com a recuperação de nascentes nas cidades de São Mateus do Sul e São João do Triunfo. No dia 06 de julho foram realizadas mais duas ações, na Lapa e em Contenda. As próximas ações acontecerão nos sábados dia 13/07, em Balsa Nova, e dia 20 em Quitandinha. (Imprensa Bom Jesus)

 

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DIA C III: Dia de Cooperar é sucesso em Laranjeiras do Sul

 

Desde sua origem, no ano de 2009, o Dia C, Dia de Cooperar, vem se fortalecendo a cada ano como movimento de incentivo a ações voluntárias de transformação social. De acordo com o site somoscooperativismo.coop.br, da primeira edição, com adesão de 139 cooperativas, em Minas Gerais, passamos a mais de 1,5 mil cooperativas que se envolveram na cooperação, mobilizando mais de 2 milhões de pessoas, e 121 mil voluntários em 2019.  

 

Cooperação - Em Laranjeiras do Sul (PR), o frio do inverno não esfriou o ímpeto da cooperação e ajuda a entidades filantrópicas beneficiadas pelo valor arrecadado com as inscrições. A Cooperativa Coprossel, em parceria com o Sicredi Grandes Lagos PR/SP, coordenou ações que movimentaram a região no último sábado (06/07).  Caminhada, corrida, ciclismo, futebol, hora do mate, coleta de amostra de sangue para doação de medula óssea, vôlei e muito entrosamento entre os mais de 50 parceiros do evento, fizeram o sucesso do Dia C. 

 

Superação das expectativas - Para o presidente do Sicredi Grandes Lagos PR/SP, Orlando Mufatto, a quarta caminhada solidária superou as expectativas. “Nesses últimos dois anos tivemos o apoio da Coprossel, e vários apoiadores que fizeram a diferença. O mérito é de toda a comunidade que se integrou e participou do evento”, declarou Orlando. 

 

Agradecimento - O secretário de Saúde de Laranjeiras do Sul, Valdemir Scarpari agradeceu, em nome da Semusa, toda equipe do Hemocentro de Guarapuava, em especial ao Fernando Luiz Guiné, diretor da instituição, que não mediu esforços para colaborar com o evento. “Quero parabenizar o Sicredi e a Cooperativa Coprossel pelo sucesso obtido no Dia de Cooperar. Agradeço, também, toda população que, mais uma vez, atendeu ao chamado e lotou o espaço do Lago Municipal, deixando a tarde deste sábado aquecida com tanto calor humano.”

 

Consolidação - Com o evento, a Coprossel consolida o compromisso de buscar a cada ação o desenvolvimento regional que está em seu DNA, sempre em parceria com a comunidade local e com seus associados. O presidente da cooperativa e da Associação Paranaense de Produtores de Sementes e Mudas (Apasem), Paulo Pinto de Oliveira Filho, avaliou positivamente o evento, que mobilizou a cooperativa e seus colaboradores. “A participação dos parceiros e da população é notória. Com certeza, cumprimos a missão do Dia C. Consideramos todas as ações que o cooperativismo faz e fez nesse dia especial. Agradecemos a todos os parceiros, ao Sicredi e à Coprossel e, juntos, mostramos a força do cooperativismo”, finalizou Paulo. 

 

Nova Laranjeiras - No município de Nova Laranjeiras (PR) também foram desenvolvidas ações diferenciadas, como a arrecadação mais de uma tonelada de alimentos que serão distribuídos às famílias carentes desse município. Foi conduzida pelo gerente da Coprossel de Nova Laranjeiras, Eder Pozzer, e gerente da agência do Sicredi do município, Adriano Oro, juntamente as suas equipes. (Assessoria de Imprensa)

 

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DIA C IV: Núcleo feminino da Integrada organiza festa para arrecadação de fraldas

 

dia c IV 09 07 2019Em prol do Dia de Cooperar 2019, comemorado no último sábado (06/07), o núcleo feminino da unidade da Integrada em Barra do Jacaré (PR) realizou na última sexta-feira (05/07), uma festa junina solidária para arrecadação de fraldas geriátricas.

 

Festa - O evento foi realizado no Sítio Duas Irmãs, propriedade do cooperado Valdemir Dutra. A festa foi aberta para toda a comunidade, onde cada participante levou um prato típico. De acordo com as organizadoras do evento, cerca de 100 pessoas participaram da festa junina. Com a ajuda da festa junina, a regional Cambará arrecadou 1.300 fraldas geriátricas.

 

Participação - A festa junina contou com a participação da diretoria da Integrada com a presença do diretor-secretário, Sérgio Otaguiri, que agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância das parcerias em prol desse movimento. Em nome da diretoria, ele agradeceu a todos os cooperados e colaboradores que ajudaram na campanha de arrecadação. (Imprensa Integrada)

DIA C V: Coagru e Unitá realizam mutirão das fraldas

A Coagru, em parceria com a Unitá, realizou, nos dias 29 de junho e 6 de julho, a Manhã Solidária, ação vinculada ao Dia C – Dia de Cooperar. Durante os dois dias foram terminadas 13.000 fraldas que serão doadas para o Lar dos Velhinhos de Campina da Lagoa (PR), entidade beneficiada neste ano.

Ubiratã – No sábado, 29 de junho, mais de 200 voluntários compareceram no Centro de Treinamentos da Coagru para produzir 8.250 fraldas. Participaram da atividade os funcionários da Coagru e Unitá e os integrantes dos programas Cooperjovem e Coopermulher das unidades de Ubiratã, Yolanda, Rio Verde e Anahy. Foi uma manhã de muito trabalho e dedicação por parte dos voluntários, mas ao mesmo tempo uma atividade muito recompensadora, conforme avaliação da equipe organizadora, pois quem participa de trabalhos voluntários se beneficia da melhora da saúde física e mental, cria novas amizades e eleva a autoestima.

Campina da Lagoa– No dia 6 de julho foi a vez dos voluntários de Campina da Lagoa e Nova Cantu se mobilizarem para confeccionar mais 4.850 fraldas. Participaram da solenidade de abertura o diretor presidente da Coagru, Áureo Zamprônio; Cavalini Carvalho, vice-presidente da Coagru e da Unitá; Padre Gianny José Bento Gracioso, pároco de Campina da Lagoa, os gerentes das agências do Sicredi, Sicoob e Banco do Brasil; presidente do Sindicato Rural de Campina da Lagoa e a presidente do Lar dos Velhinhos. Nesta mesma data se comemorou o Dia Internacional do Cooperativismo, que é comemorado anualmente no primeiro sábado de julho, e neste ano teve como tema “Cooperativas em prol do trabalho decente”.

Avaliação – Tanto para os participantes quanto para os parceiros, foram dois dias muito produtivos e que, com certeza, ficarão marcados nos corações de cada pessoa que participou. O diretor-presidente da Coagru, Áureo Zamprônio, estava muito feliz com o resultado e o envolvimento de todos. “É uma manhã diferente, mas muito recompensadora para nós, cooperativa, como também para os nossos voluntários. Isto mostra como a força do cooperativismo motiva, integra e ajuda as pessoas, tanto aquelas que estão doando o seu tempo como para aquelas que vão ser beneficiadas com as fraldas produzidas no dia de hoje” destacou o presidente.

Princípio - Cavalini Carvalho, diretor vice-presidente da Coagru e da Unitá, também destacou a importância das cooperativas ao praticarem o 7º princípio do cooperativismo, que se baseia no interesse pela comunidade. “Desde 2014, a Coagru está engajada desenvolvendo diversas ações voltadas ao Dia de Cooperar. Este ano foi selecionado o Lar dos Velhinhos de Campina da Lagoa, para o ano que vem será a vez das entidades em Nova Cantu e Anahy. Procuramos sempre atender toda a nossa área de ação, porque esse é o nosso compromisso com a região. E mais uma vez os voluntários atenderam nosso chamado e concluímos com sucesso o nosso objetivo”, ressaltou Cavalini. (Imprensa Coagru)

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DIA C VI: Cooperativas de Assis Chateaubriand se unem para comemorar o Dia de Cooperar

Cooperativas de Assis Chateaubriand (PR) se uniram para realizar um grande movimento em comemoração ao Dia de Cooperar, o Dia C. O evento, realizado também para celebrar o Dia do Cooperativismo, ocorreu no último sábado (06/07), e contou com a participação de voluntários do Sicoob, Sicredi, Uniprime, Agropar, C.Vale e Unimed.

Cobertores - Durante o dia, foram realizadas várias ações, como a entrega de mais de 100 cobertores para o Auxílio Fraterno e Casa Abrigo, orientação aos motoristas sobre a importância do respeito a faixa de pedestres e conscientização do uso do celular no trânsito. Além disso, quem passou pela Praça dos Pioneiros teve a oportunidade de aferir a pressão arterial, realizar teste de glicemia e calcular o IMC. Na ocasião, também foram coletadas 2,5 toneladas de lixo eletrônico.

DNA - “O cooperativismo está no nosso DNA e para comemorar os 10 anos do Dia C, conseguimos atingir bons resultados. Cerca de 10 mil pessoas foram impactadas, diretamente e indiretamente”, conta o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Médio Oeste, Edson de Oliveira Pereira.

Apoio - A realização do Dia de Cooperar em Assis Chateaubriand também contou com o apoio da Prefeitura Municipal e da Associação dos Catadores de Material Reciclável (Acamar). (Imprensa Sicoob Unicoob)

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UNIPRIME NORTE DO PR: Fitch eleva rating da cooperativa

 

uniprime norte pr 09 07 2019A Agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou, recentemente, o Rating Nacional de Curto Prazo da Uniprime Norte do Paraná para F1(bra), de F2(bra). A elevação do rating reflete o êxito da cooperativa em honrar suas obrigações de pagamento e na estabilidade dos indicadores de liquidez, principalmente se comparados aos de entidades com ratings nacionais semelhantes.

 

Longo Prazo - Reconhecida como uma das maiores agências de classificação de risco de crédito, a Fitch Ratings publicou, também, o Rating Nacional de Longo Prazo A(bra) da Uniprime, que se manteve com perspectiva Estável.

 

Experiência no mercado - Com sistemas de tecnologia da informação e controles de riscos sólidos e padronizados, os bons indicadores da Uniprime reafirmam sua ampla experiência no mercado cooperativo e o forte vínculo com seus cooperados.

 

Relatório - Para acessar o relatório do Fitch na íntegra, clique AQUI. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

SICREDI: Conectados pelo cooperativismo, moradores de Campestre da Serra (RS) e Realeza (PR) são personagens de campanha

 

sicredi 09 07 2019Você conhece Geromildo Castagna, de Campestre da Serra (RS)? E Luiz Cezar Dias e Mauro Reichert, de Realeza (PR)? Se ainda não, a partir de 8 de julho, você e os demais moradores desses municípios – e também todos os brasileiros – terão a oportunidade de conhecer suas realidades transformadas com apoio do Sicredi. Juntos, os três são personagens da nova campanha da instituição financeira cooperativa, veiculada em rede nacional. Composta de 13 vídeos, ela traz 26 histórias de associados, de diferentes regiões do país, conectadas pelos impactos positivos do cooperativismo de crédito. Em cada um dos filmes, um associado vai até o município onde mora outro, evidenciando intercâmbios de trajetórias pessoais e de vivências com a instituição.

 

Viagem - Para destacar como o Sicredi desenvolve as regiões onde atua e os negócios que cresceram com apoio da instituição, um dos filmes da série mostra a viagem de Geromildo à Biorgânica, de propriedade de Roberto e Mauro. Pequeno agricultor e associado da Cooperativa Sicredi Ibiraiaras RS/MG, Geromildo produz ameixa, pêssego e caqui, em agricultura familiar. “O Sicredi foi determinante porque trabalhávamos com muitas dificuldades. Não tínhamos sede própria, era pavilhão alugado. E o Sicredi nos acolheu e resolveu a situação”, confidencia “Patchola", como também é conhecido em Campestre da Serra. Já a Biorgânica, empresa associada da Cooperativa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, é uma empresa que comercializa produtos orgânicos para o Brasil e o exterior. “A relação com o Sicredi é muito diferente. Existe conversa, proximidade, uma relação mais direta. O Sicredi se envolve no teu empreendimento, participa”, afirmam os sócios Roberto e Mauro.

 

Exibição - Este e os outros vídeos da série irão ao ar nos intervalos do Jornal Nacional, na Rede Globo, e também nos canais por assinatura GloboNews, SporTV e Discovery H&H. E ainda estarão disponíveis no site sicredi.com.br/fazadiferenca e nos perfis da instituição nas redes sociais, no Facebook, LinkedIn, Twitter e YouTube.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB UNICOOB: UDC apoia ação de sensibilização para abertura de PA em Caxias do Sul (RS)

 

sicoob unicoob 09 07 2019Na terça-feira passada (02/07), a Unidade de Desenvolvimento Cooperativo (UDC) do Sicoob Central Unicoob participou, em Caxias do Sul (RS), da palestra de sensibilização para futuros cooperados. O evento foi realizado no CTG Ginetes da Tradição, no bairro Ana Rech, e reuniu mais de 300 pessoas. 

 

Vantagens - “Nosso objetivo foi apresentar as vantagens do cooperativismo e o que o Sicoob Unicoob Meridional já está fazendo em Caxias do Sul, a fim de sensibilizar esses futuros cooperados”, destacou César Antônio Backes, diretor de mercado do Sicoob Meridional. 

 

Abertura - A abertura do Ponto de Atendimento (PA) Ana Rech está prevista para meados de setembro ou outubro. “A grande presença do público que prestigiou o nosso evento, mesmo em uma noite muito fria e de jogo da seleção brasileira, demonstra o reconhecimento ao trabalho que o Sicoob Meridional, por meio de nossa equipe de gerentes e colaboradores, realiza em Caxias”, apontou Backes. 

 

Diferenciais - O conselheiro de Administração, Sadi João Donazzolo, representando a presidente do Conselho, Solange Martins, deu as boas-vindas aos participantes e destacou os diferenciais do Sicoob para os micro e pequenos empreendedores e para o produtor rural. O diretor de Mercado do Sicoob Central Unicoob, Elisberto Torrecilha, destacou a aproximação da cooperativa com os cooperados e o relacionamento diferenciado que há no processo de humanizar as relações financeiras. 

 

Palestra - O gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sicoob Central Unicoob, Sérgio Gini, foi o responsável por ministrar uma palestra de 40 minutos em que abordou o tema: “O cooperativismo financeiro e o desenvolvimento econômico local”. Gini apresentou os números do mercado financeiro, destacando os lucros dos cinco maiores bancos em 2018 e as receitas com taxas e tarifas, que foram as maiores da história. Depois, apresentou como está formado o Sicoob em nível nacional e como a Central auxilia as cooperativas a se tornarem competitivas e a serem propulsoras do desenvolvimento local. “Depois da palestra, ouvimos reações muito positivas sobre a instalação do PA do Sicoob Meridional naquela localidade e muitos procuraram os colaboradores para se tornarem cooperados”, destacou Gini. 

 

Ana Rech - O bairro Ana Rech é um distrito turístico de Caxias do Sul que fica ao norte da cidade. Rota de passagem de tropeiros, instalada entre bosques verdes, a vila mantém vivas tradições italianas, como o dialeto vêneto, as construções típicas e, claro, a gastronomia farta. 

 

Monumento - Na vila, é possível visitar o monumento Epopeia Imigrante, uma obra composta por 15 grandes painéis que retratam a chegada e o cotidiano dos italianos na cidade; a Capelinha Nossa Senhora do Rosário; o Sítio Místico Caminho da Luz, onde acontecem retiros espirituais e são feitas caminhadas por trilhas ou pelo labirinto do local; e a associação cultural Paisagens do Tempo, onde se pode apreciar o artesanato feito na vila e comprar alguns suvenires e produtos típicos. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Cooperativa e Rotary doam mais uma cadeira de rodas por meio do Projeto Lacre Solidário

 

sicoob tres fronteiras 09 07 2019A parceria entre Sicoob Três Fronteiras e clubes Rotary de Foz do Iguaçu no Projeto Lacre Solidário segue rendendo bons resultados. Na manhã do dia 26 de junho, mais uma pessoa recebeu a doação de uma cadeira de rodas no conforto de sua casa.

 

Independência e mobilidade - O beneficiado foi Rogério Comin, morador de Foz do Iguaçu, que ficou muito feliz com a doação. Para ele, o ato foi sinônimo de maior independência e mobilidade pela casa nesse momento de adaptação com a cadeira. Rogério conta que já conhecia o projeto e por isso, se empenhou na arrecadação dos lacres e ainda mobilizou toda a família para contribuir, até receber a tão esperada cadeira de rodas.

 

Ecossistema - O rotariano da equipe do Projeto Lacre Solidário pelo Rotary, José Fernandes Grezzana, explica que além da doação das cadeiras de roda, o grande objetivo da campanha é contribuir com o ecossistema. “São toneladas de alumínio recicladas corretamente, o que ajuda a minimizar o impacto no meio ambiente. Hoje, a cada 100 kg de lacre vendidos a um valor de R$ 3,50 o kg, conseguimos obter a quantia necessária para a compra de uma cadeira”, destaca.

 

Felicidade - “Participar desse momento da entrega da cadeira de rodas é motivo de grande felicidade para nós, do Sicoob Três Fronteiras. A simples ação de arrecadar os lacres pode significar muito para alguém. Não temos como mensurar a alegria de quem recebe essa doação”, pontuou o Diretor de Negócios da cooperativa, Conderlei Lorenzetti.

 

Entrega - A entrega foi feita por Fernando Muraro da Silva, Presidente do Banco de Cadeira de Rodas Rotary Club Foz do Iguaçu Ponte; Reinaldo dos Santos Santana, membro da Comissão de Imagem Pública do Rotary Club Foz do Iguaçu Ponte; Conderlei Lorenzetti, Diretor de Negócios do Sicoob Três Fronteiras; José Fernandes Grezzana, rotariano da equipe do projeto Lacre Solidário; e Marta Munslinger, gerente de agência do Sicoob em Foz do Iguaçu.

 

Parceria - A parceria entre o Sicoob Três Fronteiras e o Rotary teve início no final de 2018 e desde então, vem mobilizando colaboradores e cooperados, membros do Rotary, comunidade local, além de outras instituições públicas e privadas. A gestão da entrega das cadeiras e o direcionamento é feito pelos oito clubes Rotary da cidade.

 

Recipientes - Os recipientes para coleta dos lacres estão espalhados em estabelecimentos comerciais de Foz do Iguaçu, bem como nas agências do Sicoob na cidade e na região. 

 

Gratificante - “Acredito que essa ação é aquele pouquinho que cada um pode fazer. A felicidade de ver o beneficiado, que até então, por vezes, estava acamado é muito gratificante. Se cada um fizer a sua parte conseguiremos ajudar muitas outras pessoas”, ressalta a gerente do Sicoob Três Fronteiras e membro do Rotary, Marta Munslinger. (Imprensa Sicoob Unicoob)

COPACOL: Cooperativa investe R$ 32 milhões na ampliação do Incubatório de Goioerê

copacol 09 07 2019Para atender o crescimento do complexo avícola da Copacol e da Unitá, visando ser autossuficiente na incubação de ovos, foram investidos R$ 32 milhões na ampliação do Incubatório de Goioerê (PR), para incubar 15 milhões de ovos por mês.

Nova Aurora - Somando com os 7 milhões de ovos incubados em Nova Aurora, será de 22 milhões de ovos, a capacidade de incubação nas duas estruturas da Copacol por mês.

Eclosão - Com uma média de 85% de eclosão dos ovos, serão produzidos aproximadamente 19 milhões de pintainhos por mês, para atender o alojamento nas propriedades dos avicultores integrados da Copacol e da Unitá.

Primeiros lotes - A partir do dia 15 de julho, a parte que foi ampliada em Goioerê, já vai começar a receber os primeiros lotes de ovos para serem incubados, na estrutura que é considerada uma das maiores e mais modernas do Brasil.

Demanda - Segundo o presidente da Copacol e da Unitá, Valter Pitol, os investimentos realizados visam atender à demanda de pintainhos com qualidade, principalmente com o aumento da capacidade de abate da Unidade Industrial de Aves da Unitá em Ubiratã.

Qualidade - “Vamos ser autossuficientes na produção de ovos férteis dominando toda a cadeia de produção, para oferecer pintainhos de qualidade para os nossos produtores integrados, sempre em busca dos melhores índices de eficiência produtiva dentro da nossa integração”, afirma o presidente Pitol. (Avicultura Industrial)

 

BOM JESUS: Vencedor do projeto Colher Mais alcançou 225 sc/alq de soja

 

A agricultura no Brasil sempre passou por uma transformação tecnológica expressiva, visto que hoje temos pouco crescimento territorial da agricultura, mas as médias de produtividades alcançam patamares com mais de 223% relacionando a comparação atual com o começo dos anos 90. Pensando no desenvolvimento dos agricultores, o Projeto Colher Mais, da Timac Agro, visa maior produção atendendo a busca por produtividade. Na região da Lapa (PR), o projeto contou com apoio da Syngenta e da Cooperativa Bom Jesus no fomento dos cooperados locais.

 

Premiação - A premiação do projeto aconteceu no dia 4 de julho, na Ares (Associação de Funcionários da Bom Jesus), em evento para cooperados que participaram do projeto, colaboradores e convidados. O evento contou com a presença do diretor-secretário da Cooperativa Bom Jesus, Marcelo Luis Kosinski.

 

Desafio da Soja - O Colher Mais objetiva o produtor a participar do “Desafio da Soja” elaborado pelo CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil) que é uma entidade sem fins lucrativos formados por profissionais e pesquisadores de diversas áreas que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras em prol da sojicultura nacional. O “Desafio da Soja” acontece para produtores de todo Brasil e esse ano o ganhador veio do Rio Grande do Sul.

 

Palestra - Com a temática de produzir mais, o evento contou com palestra do coordenador técnico do CESB, João Pascoalino, tratando sobre os detalhes que passam despercebidos na agricultura, mas que fazem grande diferença para se produzir mais. Na palestra, João destacou manejo necessário para maiores produções e através de pesquisa destacou que os desafios da agricultura está 50% no clima, na qual o produtor não tem poder de atuar, mas nos outros 50% está na conservação do solo e cuidados no manejo para garantir que as plantas destaquem seu maior potencial produtivo, e isso o produtor tem domínio sobre a cultura.

 

Pousada - Já na premiação os participantes que tiraram do 2º ao 5º lugares ganharão estadia na Pousada Varshana Boutique Hotel, na região de São Luiz do Purunã, no Paraná. O grande vencedor ganhará uma viagem para o Nordeste.

 

Objetivo - O objetivo de produzir mais é um serviço que a Bom Jesus tem na região, instruindo os consultores técnicos para que os produtores tenham cada vez mais produtividade em suas lavouras, com maior rentabilidade de acordo com o ano safra. Para saber mais do Projeto Colher Mais, entre em contato em qualquer unidade da cooperativa.  

 

Relação - Veja abaixo a relação dos ganhadores de produtividade de soja participantes do projeto: 

 

5º Colocado

Produtor: Wilson Moreira

Local: Contenda PR

Consultor Técnico: José Roberto

Produtividade: 203,28 sc/alq

 

4º Colocado

Produtor: Luiz Fernando Mendes e Luiz Mendes

Local: Lapa PR

Consultor Técnico: Jasmine Pilatti

Produtividade: 208,85 sc/alq

 

3º Colocado

Produtor: João Vidal Baggio Neto

Local: Lapa PR

Consultor Técnico: Carlos Alberto Klenki

Produtividade: 209,09 sc/alq

 

2º Colocado

Produtor: Joel Portella Buaski

Local: São Mateus do Sul PR

Consultor Técnico: Celso Ronaldo de Paula

Produtividade: 212,96 sc/alq

 

1º Colocado

Produtor: Marcos Plodeck

Local: Palmeira PR

Consultor Técnico: Wilian Dusi

Produtividade: 225,66 sc/alq

 

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COAMO: Regional Sede define últimos classificados para a final da Copa De Cooperados

 

coamo 09 07 2019Foi realizada no sábado (06/07) a última etapa classificatória para a final da Copa Coamo, que será no dia 27 de julho em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). A bola rolou nos campos da Arcam de Araruna, Campo Mourão, Luiziana e Peabiru num total de 63 jogos e 183 gols marcados, uma média de quase três gols por partida. Mesmo com o frio, cerca de três mil pessoas prestigiaram e vibraram com os cooperados/atletas que fizeram bonito dentro e fora de campo. 

 

Araruna - Em Araruna, a equipe Primavera venceu São Martinho por 1 a 0. No total, foram 17 jogos, 47 gols, cinco cartões amarelos e um azul. A equipe Sambatti venceu os Amigos da Bola por 4 a 1 na final e sangrou-se a campeã. Foram marcados 74 gols em 19 jogos, com 26 cartões amarelos e cinco azul. 

 

Luiziana - Em Luiziana, a equipe Santa Maria foi campeã após empatar em 0 a 0 com a Fazenda São Paulo no tempo normal e vencer por 3 a 2 nas cobranças de pênaltis. A etapa contou com 15 jogos, 32 gols marcados, nove cartões amarelos e um azul.  Por 3 a 0, a equipe Nossa Senhora Aparecida venceu a Placa União e foi a campeã em Peabiru. Foram 12 jogos e 30 gols marcados, com quatro cartões amarelos e nenhum azul.

 

Congresso da final - O congresso técnico da fase final está confirmado para a próxima quinta-feira (11/07), às 15 horas, na Administração Central da Coamo, em Campo Mourão. Participarão representantes das 33 equipes finalistas para sorteio dos grupos e divulgação da tabela dos jogos. (Imprensa Coamo)

AGRICULTURA I: Geadas prejudicam áreas de cana e café

 

agricultura I 09 07 2019As geadas do último fim de semana atingiram diversas regiões produtoras de café e cana nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e no Triângulo Mineiro, mas ficaram concentradas em áreas de baixada e mais localizadas. A proporção do impacto da intempérie na produtividade ainda é incerta. Especialistas advertem que novas ondas de frio ainda podem voltar a ocorrer.

 

Centro-Sul - De acordo com a consultoria RPA, as geadas atingiram mais de 60% das regiões canavieiras do Centro-Sul. A distribuição e a intensidade variam conforme a localidade. "Houve algum dano [nos canaviais], mas não generalizado", disse o professor Fábio Marin, responsável pelo Sistema Tempocampo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

 

Rebrota - Segundo Marin, as geadas atingiram sobretudo regiões em que a cana estava rebrotando após colheita. Nesses casos, a rebrota pode atrasar e até ser necessário passar o trator na terra para fazer a cana rebrotar. Nas áreas onde as geadas atingiram pés de cana mais maduros, o trabalho será correr para colher o mais rápido possível para evitar a perda de concentração de sacarose nas plantas. "Isso pode bagunçar a programação das usinas, porque pode ter atingido áreas que seriam cortadas só no fim da safra", disse.

 

Mato Grosso do Sul - Em Mato Grosso do Sul, ocorreram geadas por dois dias seguidos na região sul, que abriga 80% da produção de cana do Estado, e parte da região leste, conforme a Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul). Segundo Roberto Hollanda, presidente da associação, as geadas ocorreram em áreas além das que normalmente são mais suscetíveis à intempérie. "Mas os efeitos só aparecem três dias depois", disse.

 

Grupo São Martinho - O Grupo São Martinho, que possui três usinas em São Paulo e uma em Goiás, informou nesta segunda-feira (08/07) ao mercado que a geada de sábado para domingo atingiu cerca de 12 mil hectares de seu canavial. A empresa, que previa moer 22 milhões de tonelada nesta safra, informou que "ainda está analisando" o eventual impacto para este ano, mas que "as primeiras impressões demonstram que o impacto, se houver, será pequeno na produtividade da safra 2019/20".

 

Avaliação do impacto - Nas áreas de café, produtores e cooperativas ainda avaliam o impacto. Segundo o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro, os primeiros relatos indicam que a geada teve maior intensidade no Paraná e Mogiana, em São Paulo. No Cerrado e Sul de Minas, os casos foram mais localizados. "A expectativa inicial é que as perdas não superem as 2 milhões de sacas", projetou. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita de 50,9 milhões de sacas em 2019/20.

 

Ciclo seguinte - No caso do café, a preocupação maior é com o ciclo seguinte. "A supersafra esperada para 2020/21 pode não vir mais", disse. Embora a próxima safra seja de bienalidade positiva, se as lavouras não estiverem bem nutridas podem apresentar problemas na florada. Outra preocupação é com as áreas de renovação de cafezais. "Essas plantas novas são mais suscetíveis aos estragos causados pelo frio, ainda que não tão intenso", disse Vegro.

 

Próximos dias - De acordo com Ludmila Camparotto, agrometeorologista da Rural Clima, o frio previsto para os próximos 15 dias não deve causar geadas. "Mas não podemos descartar a possibilidade de uma ocorrência de geada semelhante em agosto", disse. (Valor Econômico)

AGRICULTURA II: Seguro rural deve ter o dobro de recursos no próximo Plano Safra, diz ministra

 

agricultura II 09 07 2019A ministra Tereza Cristina participou nesta segunda-feira (08/07) do lançamento do Plano Safra 2019/2020 do Banco do Brasil, em Campo Grande (MS). Segundo ela, “se Deus quiser”, no próximo Plano Safra o governo vai disponibilizar R$ 2 bilhões para o Seguro Rural, o dobro do que foi liberado para 2020.

 

Modernidade e inclusão - “Esse é o caminho da modernidade e da inclusão de outras instituições de crédito para estarem juntos conosco também no crédito rural e fazer uma parte desse papel tão importante que o Banco do Brasil sempre desenvolveu na agropecuária brasileira. Mas está na hora de outros contribuírem. A nossa agropecuária cresceu muito, e pode crescer muito mais”, disse a ministra.

 

Valor - Para 2020, será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro rural em todo o país. Com esse valor, cerca de 150,5 mil produtores rurais poderão ter a safra segurada. Devem ser contratadas 212,1 mil apólices, com a cobertura de 15,6 milhões de hectares e valor segurado de R$ 42 bilhões.

 

Unificação - Para a ministra, o grande ganho do Plano Safra 2019/2020 foi a unificação do financiamento. “A pedido do presidente Bolsonaro, temos agora uma só agricultura. Não temos mais pequenos, médios e grandes agricultores, temos uma política agrícola. É claro que os pequenos, aqueles que precisam ser ajudados vão continuar sendo, e outros estão sendo ‘desmamados’ aos poucos”, disse a ministra.

 

Principais números - O secretário de Política Agrícola do Ministério, Eduardo Sampaio Marques, apresentou os principais números do Plano Safra 2019/2020, que prevê R$ 225, 59 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. Do total, R$ 222,74 bilhões são para o crédito rural (custeio, comercialização, industrialização e investimentos), R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

 

Destinação - O Banco do Brasil destinará R$ 103 bilhões em crédito para a safra 2019/2020, valor 20% superior ao realizado na safra anterior. Para o Mato Grosso do Sul, serão R$ 9,5 bilhões (R$ 4,4 bilhões para custeio, comercialização e industrialização e R$ 5,1 bilhões para investimentos).

 

Moderfrota - Sobre o Programa Moderfrota, a ministra explicou que , como o "cobertor é curto", teve ordem expressa do presidente de atender primeiro os pequenos e os médios. “Eles receberam um valor um pouco maior do que no ano passado. Fizemos outras ferramentas de crédito para que eles possam vender equipamentos, mas que outros bancos e não só o governo brasileiro coloque dinheiro nesses programas”, explicou a ministra.

 

Participações - Também participaram do evento os secretários do Ministério Orlando Ribeiro (Comércio e Relações Internacionais), Jorge Seif Jr. (Aquicultura e Pesca) e José Guilherme Leal (Defesa Agropecuária). Também participaram o Diretor de Agronegócios do BB, Marco Túlio Moraes da Costa, e o superintendente Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Sandro Grando.

 

Patrulhas - A ministra também participou em Campo Grande da entrega de 101 patrulhas mecanizadas em 14 municípios, além de implementos agrícolas. Os recursos são estaduais e federais, provenientes de emendas parlamentares da bancada de Mato Grosso do Sul. “Sabemos o que isso traz de benefício para os pequenos agricultores, para os agricultores familiares, para os assentamentos e para os prefeitos, que podem organizar a produção nos seus municípios”, disse.

 

Acordo - A ministra também lembrou o acordo Mercosul-União Europeia, fechado recentemente. “O Brasil foi decisivo e a agricultura brasileira foi quem bateu o martelo para fechar esse acordo. Vamos ter muitos benefícios, mas vamos ter que fazer a lição de casa. Tenho certeza que o Brasil será competitivo, vamos poder atingir mais de 600 milhões de pessoas com esse acordo”

 

Competitividade - Segundo ela, agora toda a agricultura brasileira terá que ser mais competitiva ainda, principalmente os pequenos produtores. "Eu recebi aqui uma pimenta, então por que não exportar pimenta? Vamos ver o que temos de bom: mel, pimenta, rapadura, uma série de produtos que eles não conhecem lá e que vamos poder jogar de igual para igual com outros países que hoje já acessam esse mercado”, disse.

 

Regularização de títulos - A ministra anunciou que, a partir de agosto, o governo vai regularizar o maior número possível de títulos. “Estamos preparando os cadastros e fazendo tudo da melhor maneira para que possa ser entregue o maior número possível de títulos, pra que vocês possam fazer das suas propriedades o que bem entenderem. Aí vocês vão ser donos do seu nariz., poderão pegar crédito e poder empreender”, disse.

 

Defensivos - Em entrevista à imprensa, a ministra também comentou sobre o que chamou de “desinformação para deixar o consumidor brasileiro aterrorizado”, em relação à liberação de defensivos agrícolas no país. Ela explicou que o que houve nos últimos meses foi uma mudança na metodologia de registros que ficavam parados ideologicamente

 

Revisão - “O Brasil está liberando produtos mas também está revendo outros produtos que poderão ser banidos ou requisitados para ver a forma de uso”, disse Tereza Cristina, lembrando que, mesmo com a liberação de mais registros, não aumentou o número de produtos comercializados no país.

 

Seguros - A ministra garantiu que os alimentos produzidos no Brasil são seguros. “Vocês acham que teríamos todos esses países recebendo os nossos produtos se estivéssemos acima do Codex Alimentarius, que diz o quanto cada produto pode ter de resíduos? O que temos que ter é acompanhamento do pequeno agricultor, que precisa se proteger quando passa esse defensivo, porque ele é o mais prejudicado se não tomar os devidos cuidados”, concluiu. (Mapa)

ECONOMIA: Equipe tenta elevar receita para evitar contingenciamento

 

economia I 09 07 2019O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse nesta segunda-feira (08/07) que o governo estuda medidas para elevar receitas e tentar evitar um novo contingenciamento de despesas. Além da liberação do PIS/Pasep (que vai para o setor privado, mas que o governo também pretende usar para reforçar seu caixa), ele disse que iniciativas na área tributária e também em fundos públicos podem trazer recursos para o Tesouro Nacional.

 

Aumento de impostos - Ele não detalhou quais seriam essas medidas, mas disse que não envolvem aumento de impostos. "Não é aumento de impostos. Não acreditamos em melhoria fiscal com aumento de impostos", disse. O esforço, explicou, é para anunciar algumas delas até o dia 22, quando será divulgado o terceiro relatório bimestral de receitas e despesas. Esse documento trará a nova projeção de PIB para 2019, que deve ficar entre 0,8% e 1,2%. Waldery informou que a divulgação dos dados econômicos que servirão de suporte para o relatório será antecipada para o dia 11.

 

Tendência - Com redução da expectativa de PIB, a tendência é que a previsão de receitas seja menor, elevando o risco de novo contingenciamento, caso as medidas para gerar arrecadação não fiquem prontas a tempo e só possam ser incorporadas nos relatórios seguintes. O governo admite a possibilidade de diversos ministérios terem dificuldade para funcionar até o fim do ano no atual quadro de corte.

 

Reserva - Se houver mesmo necessidade de novo bloqueio, Waldery disse que deverá ser consumida a reserva de R$ 1,5 bilhão que ainda sobrou do último relatório. Mas o bloqueio total pode ser ainda maior, reconheceu o secretário. Até agora, já foram retirados do orçamento R$ 32 bilhões em despesas por causa da redução das receitas previstas.

 

Oferta - Em seminário promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e pelo Valor, Waldery delineou o plano econômico do governo e voltou a defender uma agenda de medidas "do lado da oferta", e não por estímulos à demanda - a despeito de o governo estudar algumas iniciativas nessa direção, como a liberação do FGTS. "A economia precisa ser incentivada pelo lado da oferta. Isso é uma diretriz básica nossa", afirmou.

 

Capacidade - Segundo ele, o governo tem capacidade de mudar as expectativas de crescimento a partir de suas ações para ajustar as contas públicas, aumentar a produtividade e a eficiência, a agenda de reformas, como a da Previdência. "Estamos sob fortíssimo estresse fiscal".

 

Reforma tributária - Waldery afirmou que, após a Previdência ser aprovada na Câmara, o governo vai enviar uma proposta de reforma tributária para o Congresso, que será complementar à que já em tramitação no Legislativo. Ele disse que o projeto do governo trabalha com três vertentes: a unificação de impostos federais, sem a inclusão do ICMS e ISS; a contribuição sobre pagamentos (que é uma espécie de CPMF), com fato gerador na entrada e saída; e a reformatação do Imposto de Renda.

 

Melhorias - Waldery argumenta que as reformas melhoram o PIB potencial e projeta que a da Previdência terá impacto de 0,4 a 0,5 ponto percentual do PIB ao ano, e a tributária, em torno de 0,5 ponto. A conta mencionada, segundo ele, considera uma reforma tributária mais modesta que a em gestação na área econômica.

 

Crédito privado - Ele disse também que o governo quer ampliar substancialmente o crédito privado e trabalha em 20 a 30 medidas nessa direção, com fortalecimento do mercado de capitais como fonte de recursos para o financiamento da economia. "Este governo acredita na liderança do setor privado. Em particular, no financiamento via mercado de capitais", disse. "O [crédito] público deve ser qualificado e ter efetivamente uma redução", acrescentou, ressaltando que a política de crédito tem importante "interface" com a fiscal.

 

Volta - Ele reiterou que pediu a volta de R$ 126 bilhões do BNDES para o Tesouro neste ano e disse que a devolução dos R$ 270 bilhões hoje devidos pelo banco reduzirá a conta de juros em R$ 30 bilhões.

 

Elevação - O secretário disse que o governo pretende elevar o crédito em relação ao PIB a 55%, 60% ou mais. "Queremos 'crowding in', que tem interface com a política fiscal", complementa. Ele defendeu ainda que a economia deve ser reformatada no sentido de menor nível do setor público, com desestatizações e privatizações. E destacou a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia e disse que a parte aberta da economia também tem interface com a política fiscal.

 

Aprovação - Ao tratar das reformas, Waldery comemorou a aprovação da Previdência na comissão especial da Câmara e disse que ela "é a maior reforma paramétrica que o sistema de aposentadorias vai viver". O secretário afirma que as alterações têm papel importante de redução de privilégios e se sustentam intertemporalmente. "Há 12 meses, não se pensava que poderia aprovar, agora temos reforma paramétrica importante", comentou.

 

Previsão - O secretário lembrou que a previsão é que as contas encerrarão o ano com R$ 139 bilhões de déficit primário e que o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) em tramitação projeta déficits primários até 2022, o que configurará uma sequência de nove anos de resultados negativos, lembra. "É algo nunca visto", frisou.

 

Regras de ouro - Por causa da sequência, o Brasil tem riscos de violar a regra de ouro, das contas públicas (que proíbe o endividamento para financiar gastos correntes), o que só não aconteceu porque o Congresso autorizou um crédito suplementar de R$ 249 bilhões. E ainda tem estrangulamento dos investimentos. "No ano passado, o investimento público foi o menor da história. Neste ano, teremos desempenho similar", disse.

 

Pacto federativo - Outro ponto da agenda do governo apontada pelo secretário é a questão do pacto federativo. Ele lembrou que os governos subnacionais também estão em situação fiscal ruim e que o governo quer ampliar a descentralização de recursos, dividir parcela do dinheiro do bônus de assinatura do leilão da área da cessão onerosa com os entes e desindexar e desvincular os orçamentos, no âmbito da PEC do pacto federativo que vem sendo já discutida com os presidentes da Câmara e do Senado.

 

Déficit nominal - Segundo Waldery, a equipe econômica busca reduzir o déficit nominal das contas públicas e não apenas melhorar o resultado primário. "Se olharmos os cerca de últimos 30 anos, o gasto público cresceu quase que de forma contínua", afirmou. "Hoje o déficit nominal é de 6,8% do PIB. É um resultado ruim. Precisamos melhorá-lo substancialmente. O Ministério da Economia olha não só para o primário, como para o nominal. O resultado nominal é importantíssimo", disse, após lembrar que o gasto com juros é a segunda maior despesa, atrás só da Previdência.

 

Ciclo orçamentário - Ele ressaltou que, na atual estrutura administrativa, todo o ciclo orçamentário está reunido sob uma só área: a elaboração do Orçamento, a execução do gasto público e a avaliação de resultados. O secretário reafirmou, sem dar detalhes, que haverá mudanças no FGTS. Há uma diretoria que trata especificamente de FGTS e FAT. "Temos cerca de 280 fundos. É um tema que trataremos de forma atenciosa." (Valor Econômico)

COMBUSTÍVEL: Petrobras reduz gasolina em R$ 0,07 e diesel em R$ 0,08

 

combustivel 09 07 2019A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (08/07), uma redução no preço do litro da gasolina de R$ 0,0778 e no litro do diesel de R$ 0,0825. Os valores são referentes aos preços médios dos combustíveis vendidos pelas refinarias aos distribuidores e valem a partir da meia-noite desta terça-feira (09/07).

 

Variação de preços - Os preços variam segundo cada refinaria da estatal, nos diversos estados brasileiros. Os menores valores da gasolina são praticados em São Luís (MA), R$ 1,59; Itacoatiara (AM), R$ 1,62; e Manaus (AM), R$ 1,66. Os maiores valores da gasolina estão nas refinarias de Brasília, R$ 1,89; Senador Canedo (GO), R$ 1,88; e Uberaba, R$ 1,87.

 

Menores preços - Os menores preços do diesel S500, mais vendido nas estradas, estão em Itacoatiara (AM), R$ 2,02; Guamaré (RN), R$ 2,04; e Manaus (AM), R$ 2,05. Os maiores valores são os praticados em Senador Canedo (GO), R$ 2,25; Brasília, R$ 2,25; e Uberaba (MG), R$ 2,25.

 

Base - Segundo a estatal “os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias”.

 

Diferentes - A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis. Os preços divulgados pela estatal se referem aos produtos tipo A.

 

Margem de lucro - Sobre esses valores, vão incidir a margem de lucro das distribuidoras e dos postos de combustíveis, os impostos, que variam de um estado para outro, o custo da mão de obra, entre outras variáveis. A tabela completa com os valores pode ser conferida na página da Petrobras na internet. (Agência Brasil)

PREVIDÊNCIA: Plenário da Câmara começa nesta terça a discutir reforma

 

previdencia 09 07 2019O Plenário da Câmara dos Deputados começa a discutir a proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19) nesta terça-feira (09/07), em sessões pela manhã e pela tarde até quinta-feira (11/07). A proposta de emenda à Constituição, aprovada na madrugada da última sexta-feira (05/07) na comissão especial, aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

 

Aprovação - Para ser aprovado, o texto e cada parte dele que pode ser votada em separado precisam do voto favorável de, ao menos, 308 deputados em dois turnos de votação.

 

Confira os principais pontos da reforma da Previdência, após votação na comissão especial

 

De fora - De acordo com o substitutivo adotado pela comissão especial, do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), mudanças na aposentadoria de pequenos produtores e trabalhadores rurais, no pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a capitalização (poupança individual) ficaram de fora do texto.

 

Regras definitivas - Regras definitivas de tempo de contribuição, pensão por morte, acúmulo de pensões e cálculo dos benefícios dependerão de lei futura, mas o texto traz normas transitórias até ela ser feita.

 

Pensão por morte - A pensão por morte poderá ser inferior a um salário mínimo quando essa não for a única fonte de renda do conjunto de dependentes. O valor depende do cálculo vinculado ao tempo de contribuição.

 

Direito adquirido - Quem já tiver reunido as condições para se aposentar segundo as regras vigentes na data de publicação da futura emenda constitucional terá direito adquirido a contar com essas regras mesmo depois da publicação.

 

Transição - Para os atuais trabalhadores segurados do INSS (Regime Geral da Previdência Social – RGPS), o texto cria cinco regras de transição e a pessoa poderá optar por uma delas.

 

Receita - Na parte da receita, o relator incluiu a volta da alíquota de 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para os bancos. Essa alíquota estava vigente até dezembro de 2018, quando passou a ser de 15%.

 

Déficit previdenciário - O governo alega que o objetivo da reforma é conter o déficit previdenciário – diferença entre o que é arrecado pelo sistema e o montante usado para pagar os benefícios – ocasionado por despesas crescentes e de difícil redução. Em 2018, o déficit previdenciário total da União, que engloba os setores privado e público mais os militares, foi de R$ 264,4 bilhões, de acordo com o governo.

 

Expectativa - A expectativa do Executivo com a reforma da Previdência era economizar R$ 1,236 trilhão em dez anos, considerando apenas as mudanças para os trabalhadores vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para os servidores da União. Com as mudanças até agora, o substitutivo poderá economizar algo perto de perto de R$ 1,071 trilhão no mesmo período, segundo a assessoria do relator.

 

Oposição - A oposição promete obstruir os trabalhos em Plenário por ser contra os termos da reforma ao argumentar que ela diminui os valores da aposentadoria e dificulta a obtenção do benefício pelos trabalhadores de menor renda, sujeitos a mais rotatividade no emprego. (Agência Câmara)

EXECUTIVO ESTADUAL: Governo dá passo decisivo para fomentar parcerias no Estado

 

parana 09 07 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou decreto na última sexta-feira (05/07) que regulamenta o Programa de Parcerias do Paraná (PAR), criado por lei neste ano para garantir qualidade das parcerias do Estado com o setor privado e dar segurança jurídica para o poder público e para os investidores.

 

Passo decisivo - Segundo Ratinho Junior, a regulamentação da legislação é um passo decisivo na busca de novos investimentos para o Estado. “O Paraná tem a lei mais moderna do País na área de concessões”, afirmou. “Queremos estabelecer boas parcerias para atender demandas da sociedade e também permitir investimentos que gerem riqueza e emprego”.

 

PAR - Elaborada na fase de transição de governos, a lei do Programa de Parcerias do Paraná (PAR) foi sancionada em fevereiro e seu regulamento dependia da conclusão da reforma administrativa, aprovada pela Assembleia Legislativa, que redefiniu as competências de cada área do governo estadual.

 

Investimentos - “Os projetos de concessões e parcerias público-privadas exigem volumes altos de investimentos e os contratos são de longo prazo, 20 a 30 anos, passando de um governo a outro. Isso exige transparência e previsibilidade para as partes envolvidas”, explica o secretário do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge, lembrando que já há projetos de parcerias em fase avançada de estudo.

 

Carteira - A carteira de projetos do PAR será formada por investimentos nas mais variadas áreas: infraestrutura, como ferrovia, ponte e saneamento básico; social, como hospitais e centro de atendimento ao cidadão; segurança pública, como presídios; turismo e ambiental, como gestão de parques.

 

Conselho - O PAR contará com um conselho (CPAR) formado pelo chefe da Casa Civil e pelos secretários de Planejamento, Fazenda e Administração, além da Fomento Paraná, responsável pela administração do Fundo Garantidor de PPP e o Fundo do Programa de Parceria (Funpar). Também terá dois especialistas que serão indicados pelo governador do Estado.

 

Gestão - Caberá ao CPAR aprovar os projetos de parceria e acompanhar sua estruturação e execução. A Secretaria de Planejamento e Projetos Estruturantes será a unidade gestora do programa, a quem compete apoiar o conselho por meio da análise técnica das propostas de parcerias advindas de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas.

 

Compartilhamento - “O CPAR aumenta a governança do programa, pois compartilha entre a alta administração do poder executivo do Estado o poder decisório sobre as prioridades do governo e permite um planejamento coordenado das políticas públicas”, reforça Valdemar Jorge.

 

Ratificação - Após passar pelo conselho, caberá ao governador ratificar a decisão do colegiado, o que amplia a credibilidade sobre as prioridades estabelecidas, favorecendo a atração de investimentos, emprego e renda para a população do Paraná. (Agência de Notícias do Paraná)

INFRAESTRUTURA: Governo amplia conversas com chineses sobre projetos do setor

 

infraestrutura 09 07 2019O vice-governador Darci Piana se reuniu nesta segunda-feira (08/07), no Palácio Iguaçu, com um grupo de executivos da China Communication Construction Company (CCCC), grupo empresarial que opera diversos ativos de infraestrutura, incluindo rodovias, ferrovias, metrôs, portos e aeroportos. O encontro foi uma retribuição à visita que o governador Carlos Massa Ratinho Junior fez em abril à China, e serviu para aprofundar as conversas em torno de investimentos do país oriental em dois importantes projetos de infraestrutura do Paraná.

 

Reforço - Em continuidade à apresentação feita por Ratinho Junior na Ásia, o encontro reforçou o convite aos chineses para participarem do novo programa de concessão de rodovias no Estado – o Paraná passará de 2,5 mil quilômetros para 4,1 mil quilômetros de estradas, dentro do pacote de privatização que o governo federal deve lançar até 2021.

 

Detalhamento - O vice-governador detalhou, ainda, o projeto para a recuperação da praia de Matinhos, com a engorda da área de areia, além de intervenções urbanísticas no Litoral. “É a continuidade do trabalho que o governador Ratinho Junior fez quando foi à China. Essa nova reunião serviu para darmos um segundo passo, ampliar a conversa”, afirmou Piana. “Passamos agora a trabalhar exclusivamente em cima desses dois projetos: a engorda da praia de Matinhos e o novo anel de integração de rodovias. Depois, na sequência, virão outros de interesse do Paraná”, completou.

 

Obras estruturantes - CEO da China Communication, Chang Younbu destacou que tanto o governo chinês quanto os empresários locais estão dispostos a investir em obras estruturantes no Brasil, ampliando e melhorando as condições de exportação de produtos para aquele País, especialmente alimentícios. Ele elogiou as propostas do Paraná. “Queremos contribuir mais com o Estado do Paraná, trabalhar juntos. Temos muita capacidade de inovação e podemos colaborar”, ressaltou.

 

Matinhos - De acordo com o secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o projeto da revitalização da orla de Matinhos é o que está mais adiantado nas conversas com a CCCC. A companhia designou um grupo de trabalho, formado por uma subsidiária no Brasil, a Concremat, para ser a interlocutora junto ao Governo do Paraná. A intenção é encontrar a melhor forma de financiamento do projeto, orçado em R$ 700 milhões, por parte dos chineses.

 

Projeto executivo - Sandro Alex explica que o governo já tem o projeto executivo pronto, além das licenças ambientais e demais garantias. “É um projeto grandioso que o governador tem muito interesse em concretizar. Apresentamos aos chineses porque eles têm a expertise, com atuação em obras semelhantes em Dubai, por exemplo”, ressaltou. “Essa obra está dentro do nosso escopo. Vamos ver a possibilidade de investir, o melhor modelo de financiamento e o que for mais conveniente para o Paraná”, completou Chang Younbu.

 

Rodovias - Na programação do novo leilão de rodovias, além dos 2.500 quilômetros do atual Anel de Integração do Paraná, a União vai repassar a concessão das PRs 323 (Noroeste do Estado), 280 (corredor do Sudoeste) e 092 (Norte Pioneiro) além da BR-153, conhecida como Transbrasiliana, e os contornos de Londrina, Ponta Grossa e Cascavel.

 

Interesse - Chang Younbu disse que a companhia está atenta às movimentações e que o grupo tem sim interesse no edital. “Queremos fazer parte dos grandes projetos”, disse. As empresas que vencerem o processo assumirão também os trechos atualmente administrados pelas concessionárias Ecovia, Ecocataratas, Caminhos do Paraná, Econorte, Viapar e Rodonorte.

 

Contrato atual - Pelo contrato atual, assinado em 1997, as concessões acabam em novembro de 2021. “Temos divulgado amplamente essas concessões ao mundo. Como será em bolsa de valores, queremos uma grande disputa, com a presença de grandes grupos mundiais como é o caso da CCCC. Quanto maior a disputa, melhor será para o usuário”, destacou Sandro Alex.

 

Presenças - Participaram também da reunião o presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), Eduardo Bekin; o presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Luiz Fernando Garcia; além de representantes da CCCC no Brasil. (Agência de Notícias do Paraná)

MERCADO I: Acordo com UE deixa cooperativa do PR otimista

 

mercado I 09 07 2019O holandês Thomas Domho, CEO da Castrolanda, cooperativa de Castro, no Paraná, não faz rodeios quando analisa o acordo entre Mercosul e União Europeia, que saiu do papel depois de 20 anos: “Chega na hora certa”, diz. No caso brasileiro, afirma, permitirá ampliar as exportações de carne suína ao bloco, reforçando uma alternativa de mercado, hoje concentrado na China. 

 

Confiança - Por causa da peste suína africana, os chineses abateram ao menos 30% do seu plantel, o que abriu grande oportunidade ao Brasil. Mas Domho pondera que em cinco anos a China deve superar o problema. Até lá, o Brasil terá conquistado a confiança dos europeus. “Quando a China recuperar a autossuficiência em carne suína, teremos relacionamento efetivo com a Europa e possibilidade de aumentar as exportações”, acredita o CEO. O acordo prevê, em seis anos, cota de 25 mil toneladas do Mercosul para a Europa e vice-versa. Além da produção de carne suína, a Castrolanda atua também nos segmentos agrícola, lácteo e de cerveja.

 

Dominó - A Castrolanda poderá explorar o mercado europeu tão logo o acordo seja ratificado pelos países envolvidos, o que está previsto para 2021. A Europa Ocidental demanda cortes nobres de suínos e a Castrolanda já produz picanha, presuntos defumados e outros itens premium vendidos aqui. A estimativa é de que os embarques representem de 5% a 7% do faturamento anual da cooperativa. Mas um efeito dominó pode vir: “A Rússia poderia reabrir seu mercado, tomando a UE como referência”, avalia Domho.

 

Ganha-ganha - O executivo afasta o risco de concorrência entre Europa e China, pois chineses demandam essencialmente miúdos. Para o consumidor do Brasil, haverá vantagens: a maior concorrência com cortes nobres importados da Europa, que tende a reduzir o preço do produto em geral, e a importação de maquinário europeu, que ajudará a elevar a

qualidade dos alimentos.

 

Mais óleo - O acordo entre União Europeia e Mercosul também deve trazer benefícios para o Brasil em óleo de soja. Estudo da consultoria INTL FCStone destaca que, quando o tratado entrar em vigor, serão abolidas as tarifas para exportação de óleos vegetais do Mercosul para a UE. Segundo a FCStone, a Europa já é destino de mais da metade das exportações brasileiras de óleo de soja, e esse volume vai crescer. Em 2018, o País exportou 760,7 mil toneladas do produto aos europeus. (O Estado de S.Paulo)

MERCADO II: Brasil adapta normas sobre gado para exigências do acordo UE-Mercosul

 

mercado II 09 07 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento editou novas instruções normativas sobre a importação de gado e búfalos para adaptar os procedimentos nacionais às diretrizes do Mercosul. A alteração faz com que o Brasil atenda às exigências definidas pelo acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia, firmado no mês passado.

 

OIE - “Com essas publicações, o País passa a contar com normas harmonizadas e atualizadas de acordo com o Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, facilitando o intercâmbio comercial de animais vivos e, possivelmente, de outras mercadorias agropecuárias”, declarou o órgão em nota oficial.

 

Normas - As novas normas disciplinam a importação de bovinos e bubalinos para abate e engorda, bem como o comércio de embriões de equinos. No caso da compra de gado e búfalo para abate, passou a ser exigido o Certificado de Vacinação Internacional (CVI).

 

“Passaporte - Conforme o Ministério, este documento funciona como uma espécie de “passaporte” do animal em seu deslocamento e comercialização entre países.  O CVI deve atestar o cumprimento das obrigações sanitárias de cada bicho. Para além disso, outra medida será a realização de uma inspeção no momento do embarque dos animais.

 

Aftosa - No caso do controle da febre aftosa, exigências adicionais (como provas e vacinações) serão objeto de acordo entre países importador e exportador. Em países considerados zona livre de aftosa (como é o caso do Brasil), será preciso comprovar que a vacinação foi feita entre 180 e 15 dias antes do embarque. A exceção é o estado de Santa Catarina, que não possui necessidade de vacinação. (Agência Brasil)

TECNOLOGIA: Indústria 4.0 eleva produtividade e já afeta emprego

 

tecnologia 09 07 2019A Romi, indústria brasileira de bens de capitais, tinha pouco mais de 3 mil funcionários no país no início de 2014. Hoje são 1,5 mil funcionários, diz Luiz Cassiano Rosolen, diretor-presidente da companhia. A produção ainda não chegou aos níveis altos de 2010 e 2011, mas está muito próxima, em cerca de 80%. Mesmo percorrendo os 20% restantes, a empresa não demandará o

mesmo quadro de funcionários, explica ele. Porque houve mudança não só nos equipamentos oferecidos como também elevação de produtividade.

 

Reinvenção - "Tivemos de nos reinventar." Parte do ganho de produtividade é creditada à implantação de elementos da indústria 4.0. Um dos avanços tecnológicos implementados, conta Rosolen, foi o chamado "mini load", processo automotizado para estocagem e separação de material. Aplicado a componentes abaixo de 50 quilos, o sistema, explica ele, entende a demanda por cada tipo de peça e faz a separação e organização do estoque durante a noite. Suas operações, explica, estão ligadas a um planejamento de manufatura que considera as diversas fases de produção das várias linhas existentes.

 

Maior eficiência - Essa mudança, implantada em 2016, trouxe maior eficiência no processo, o que reduziu em R$ 2,5 milhões a demanda da empresa por capital de giro. A companhia também implementou outras tecnologias que são pilares da indústria 4.0, como a manufatura aditiva e o uso de robô autônomo dentro de um sistema de manufatura flexível com três máquinas conectadas entre si e capazes de operar 24 horas tomando decisões para otimizar o fluxo do processo produtivo.

 

Prioridade - A Romi não está sozinha na onda da indústria 4.0. Segundo pesquisa realizada pela consultoria McKinsey no ano passado com cem empresas brasileiras, 73% dos entrevistados confirmaram que a indústria 4.0 está entre as prioridades da agenda.

 

Modelos-piloto - A pesquisa mostra ainda que as empresas brasileiras administram 8,9 modelos-piloto da indústria 4.0 contra uma média de 8 projetos quando se leva em consideração indústrias entrevistadas num conjunto de mais seis países: China, França, Alemanha, Índia, Japão e EUA.

 

Oportunidade de negócios - Carlos José Bastos Grillo, diretor da Weg, vê a indústria 4.0 como uma via de elevação de produtividade nas operações da empresa e também como oportunidade de negócio, já que a atividade da companhia está ligada à automação. "A indústria 4.0 não é uma revolução, mas uma evolução natural" de processos tecnológicos, defende.

 

Sistemas de monitoramento - Na Weg, diz ele, um dos elementos da indústria 4.0 aplicados envolveu o desenvolvimento de sistemas de monitoramento de motores elétricos da área de esmaltação da produção de fios para motores, transformadores e geradores na fábrica em Jaraguá do Sul (SC). Implantado há um ano e meio, o monitoramento, explica Grillo, permitiu reunir rapidamente diversos dados sobre temperatura, vibração e consumo de energia dos motores. Disponibilizados por meio de um portal a profissionais que lidam com a produção, os dados permitiram planejar processos com otimização do maquinário e realocações para manutenção dos equipamentos de forma a causar o menor impacto na produção.

 

Ganho - O sistema, diz Grillo, trouxe ganho de produtividade de 18% a 20% nos primeiros meses de implantação, além de ganho adicional de 10% no ano seguinte. O processo foi depois replicado para outras fábricas e linhas da empresa.

 

Investimento - O executivo da Weg destaca que o investimento para mudança foi relativamente baixo dentro do plano de investimentos da empresa. Ele ressalta que a indústria 4.0 oferece muitas oportunidades de ganhos de produtividade que não necessariamente demandam grandes investimentos.

 

Concordância - Rosolen, da Romi, concorda com isso. Ele diz que os elementos da indústria 4.0 devem ser analisados como qualquer outro investimento. Ou seja, de acordo com seu retorno. No caso da Romi, diz ele, a indústria 4.0 entrou dentro do banco de investimentos existente.

 

Desafios - Há, porém, desafios, diz Rosolen. A preocupação da empresa, explica, é com o desenvolvimento de uma infraestrutura adequada de telecomunicações e segurança de dados. A Romi, diz ele, lançou produtos que permitem a interação de máquinas localizadas em diversos clientes, criando uma rede de dados conectados que podem melhorar a capacidade de análise dos equipamentos e possibilitar um melhor planejamento da produção. Para que isso funcione, ressalta ele, é preciso que haja conexão com transmissão rápida de dados e segurança para que as empresas saibam que não haverá vazamento de dados que querem resguardar.

 

Além das grandes - Paulo Tonicelli, diretor-presidente da Prensas Schuler, chama a atenção para o desafio de levar a indústria 4.0 para além das grandes empresas que possuem mais recursos para desenvolver e implementar as novas tecnologias. Para ele, é preciso que a mudança aconteça na cadeia produtiva, o que envolve também fornecedores. A maior produtividade dos fornecedores, diz ele, significa maior competitividade para a indústria.

 

Porte menor - A Schuler, conta o executivo, tem cerca de 250 fornecedores, sendo que 85% deles são empresas de porte menor, com menos de cem funcionários. Tonicelli diz que a empresa deve implantar até o fim do ano um sistema que permite acompanhamento de qualidade e prazos de produção em parte dos fornecedores de matérias-primas e componentes. Isso possibilitará, diz ele, ganhar tempo na organização da produção, evitando erros e garantindo maior qualidade.

 

Situação conjuntural - Um dos desafios atuais, diz ele, é a situação conjuntural que atinge os fornecedores, o que dificulta o investimento na implantação da indústria 4.0. Ele lembra que muitas empresas fecharam durante a crise que se estendeu de 2015 a 2017 e há por isso um trabalho de desenvolvimento de fornecedores.

 

Incentivo à exportação - Para Tonicelli, um caminho para incentivar as empresas é uma política pública de incentivo à exportação, já que o mercado internacional demanda um padrão maior de qualidade e competitividade, o que reforça a necessidade de melhoria e eficiência. A Schuler, diz ele, aumentou o foco na exportação como estratégia de negócios e também em razão da baixa demanda doméstico no período de crise. Segundo ele, a parcela de produção voltada ao mercado externo chegou a 70% no período de 2016 a 2018. Pouco antes disso, diz, oscilava entre 40% a 60%.

 

Combinação - Para Rafael Oliveira, sócio da McKinsey que lidera a área de manufatura no Brasil, o desenvolvimento da indústria 4.0 demanda uma combinação entre políticas públicas e iniciativa das empresas. Essa atuação conjunta pode permitir que as novas tecnologias sejam aproveitadas como oportunidade para que o Brasil avance em produtividade, indicador no qual o país está muito atrás. Nos últimos 20 anos, diz ele, a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu em média 1,3%, enquanto a do chinês avançou 8,8%, e a do indiano, 5%.

 

Isolamento - O desafio, diz Oliveira, é que a indústria nacional vença o "purgatório-piloto", no qual fábricas implantam sistemas da indústria 4.0, mas de forma isolada. Entre 70% a 80% das empresas, diz ele, essas tecnologias de forma pontual e não integradas a um plano estratégico de médio prazo, num alcance de três a cinco anos, deixando de ter ganhos potenciais mais expressivos de produtividade.

 

PIB - E há muito a perder, destaca Oliveira. Pesquisas da McKinsey apontam que a indústria 4.0 traz oportunidade de aumentar o PIB em até 6% nos próximos dez anos se as soluções tecnológicas forem amplamente utilizadas.

 

Políticas públicas - Cristina Helena Pinto de Mello, economista da ESPM, defende que políticas públicas são necessárias para o maior desenvolvimento da indústria 4.0. Além de uma política macroeconômica com câmbio e preços que criem condições de competitividade para as empresas, diz Cristina, é preciso um marco legal que facilite às empresas a criação de tecnologias, com menor burocracia para redesenhar a forma de atuação. Outra medida necessária, defende, é a qualificação de mão de obra, que, em sua maioria, não está preparada para as novas formas de trabalho. (Valor Econômico)

 

Foto: Pixabay

ANS: Disponibilizados os números de maio do setor

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou na última sexta-feira (05/07) os dados do setor de planos de saúde, disponibilizando os números relativos ao mês de maio. A consulta pode ser feita por meio da Sala de Situação, ferramenta disponível no portal da ANS.

 

Acesse aqui a Sala de Situação

 

Soma - Em maio, o setor contabilizou, em todo o país, 47.188.528 beneficiários em planos de assistência médica e 24.629.591 em planos exclusivamente odontológicos. Os dados mostram que o segmento odontológico segue em expansão em número de clientes, enquanto é verificada estabilidade na segmentação médica, que teve leve crescimento em relação ao mês anterior e na comparação anual.

 

Aumento - No período, houve aumento na quantidade de consumidores de planos de assistência médica em 16 estados e no Distrito Federal, sendo Goiás, São Paulo, DF e Paraná os líderes em números absolutos. Na segmentação odontológica, apenas três Estados não registraram aumento no número de beneficiários.  

 

Modificações retroativas - A ANS lembra que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

 

Tabelas - Confira nas tabelas abaixo a evolução de beneficiários por tipo de contratação do plano e por Unidade Federativa. (ANS)

 

ans tabela I 09 07 2019

 

 

ans tabela II 09 07 2019

 

 

ans tabela III 09 07 2019

 


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