Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4609 | 02 de Julho de 2019

EM MEDIANEIRA: Presidente da Ocepar participa da abertura oficial do Lar Week Cooperativismo

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, participaram, na noite desta segunda-feira (01/07), em Medianeira, Oeste do Estado, da abertura oficial do Lar Week Cooperativismo, evento com várias atividades que marcam a semana do cooperativismo e integram as comemorações dos 55 anos da Cooperativa Lar. Em todo o mundo, o Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado no primeiro sábado do mês de julho, que neste ano será em 6 de julho. “Nós parabenizamos a Lar por esta iniciativa, com a realização desse evento comemorativo ao Dia Internacional do Cooperativismo que está sendo realizado ao longo da semana, pois é algo que valoriza muito nosso setor junto aos públicos interno e externo”, afirmou o Ricken.

Propósito - "O nosso propósito, dentro dos 55 anos da Lar, é comemorar a semana do cooperativismo de uma forma inovadora e, fazendo como um trend show, estamos realizando o Lar Week, mostrando a história da cooperativa, essa caminhada de 55 anos, as atividades que temos hoje, o quanto isso envolve pessoas. Atualmente temos praticamente 11 mil associados. A Lar é a cooperativa que mais emprega. Ao todo, são 13.600 funcionários, tornando-se um importante agente social da região, gerando empregos e recolhendo impostos, além de trazer tecnologia e inovação para o Oeste", enfatizou o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, de acordo com notícia publicada no site Guia Medianeira.

Circuito - Durante o evento, os participantes, divididos em grupo, puderam passar um circuito, dividido em várias estações em que era possível compreender o trabalho realizado pela Lar em diversas dimensões, com os seguintes temas: História da Lar; Quadro Social; Gestão de Pessoas; Avicultura; Suinocultura; Negócios Agrícolas; Lar Paraguay; Prioridade Ambiental; Qualidade e Inovação e Cooperativas Centrais.

Universidade - Na oportunidade, também houve o lançamento da Universidade Corporativa Lar, com a proposta de disseminar conhecimento por meio de cursos customizados destinados ao público interno. (Com informações do Guia Medianeira)

{vsig}2019/noticias/07/02/medianeira/{/vsig}

DIA C: Cooperativas divulgam atrações do Dia de Cooperar 2019 em Cascavel

dia c 02 07 2019Em Cascavel, no Oeste do Paraná, seis cooperativas (Unimed, Uniprime, Sicoob, Sicredi, Cresol e Cotriguaçu ) se uniram para a edição 2019 do Dia de Cooperar e definiram as atrações que serão oferecidas gratuitamente no Dia C, marcado para 6 de julho (sábado), das 10h às 16h, em frente à catedral. Nessa data também é celebrado o Dia Internacional do Cooperativismo.

PROGRAMAÇÃO DO PALCO

10h – Abertura

10h30 – Apresentação do Coral Rouxinol da Unimed Cascavel

11h – Apresentação de grupo folclórico da Apae de Cascavel

13h – Apresentação da dupla Bruno e Zeca

14h – Apresentação do grupo italiano Ladri di Cuori

15h15 – Alongamento em grupo

15h30 – Encerramento, com entrega de alimentos para o Provopar e sorteios

PEDAL SOLIDÁRIO

Horário: 14h

Locais de saída: Prefeitura (3 km) e Praça Itália (4 km)

Trajeto pela Avenida Brasil até a Catedral Nossa Senhora Aparecida

Os inscritos concorrerão a uma bicicleta.

Inscrição: 1 kg de alimento, nos locais de saída (os donativos serão entregues ao Provopar)

ESPAÇOS COM OUTRAS ATIVIDADES

• Espaço Kids (cama elástica e brinquedos infláveis)

• Massagem relaxante

• Cooperativa mirim (jogos)

• Palestra sobre educação financeira

• Orientação para menores aprendizes

• Orientações sobre ações sustentáveis

• Exposição de robótica

• Chimarrão cooperativo

• Oficina de receitas para a saúde

• Orientação de saúde personalizada e atividade física

• Oficina de pintura

• Projeto “Cuide-se mais: corpo e mente”

• Distribuição de livros e frutas

• Distribuição de pipoca e algodão-doce

• Teste de glicemia

• Teste de colesterol

• Orientação e aferição de pressão arterial

PONTO DE COLETA

Pilhas, baterias (celular e controles), lacres, cartões PVC e tampinhas plásticas.

Cooperativismo - A finalidade do cooperativismo é reunir pessoas para cuidar umas das outras. Com a consciência de que atitudes simples movem o mundo, grupos do Brasil inteiro estão cada vez mais engajados com o movimento Dia de Cooperar, também chamado de Dia C. Trata-se de um compromisso na busca por um mundo mais justo e igual, por meio de iniciativas voluntárias que promovam a responsabilidade social e levem desenvolvimento às comunidades.

SomosCoop - A Unimed Cascavel integra o movimento SomosCoop, que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil. Seu principal objetivo é conectar e pessoas em torno de uma única causa para tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade. (Imprensa Unimed Cascavel)

 

SICREDI: Evento reúne 400 executivos e gerentes para celebrar 10 anos dos programas Crescer e Pertencer

Um dia repleto de conteúdo e celebrações. Essa foi a tônica do Seminário de Supervisão e Desenvolvimento promovido pela Central Sicredi PR/SP/RJ em Campinas (SP), no final de junho. O tema "Com raízes fortes, evoluímos juntos" foi utilizado para reforçar o DNA cooperativista da instituição, lembrando que os frutos colhidos hoje pelo Sicredi (seu crescimento, expansão e resultados) vêm da capacidade de prestar contas em assembleias - de forma democrática e transparente -, além de articular e empoderar seus mais de 1,2 milhão de associados nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, em torno de um empreendimento que é coletivo: as cooperativas de crédito e investimento.

Plano Safra - O evento marcou ainda o lançamento do Plano Safra 2019/2020, que neste ano irá destinar apenas nos três estados mais de R$ 6,4 bilhões para pequenos produtores (Pronaf), médios (Pronamp) e demais perfis de produtores rurais - um crescimento de 23% em relação à safra passada.

Agência - Também foram reconhecidas as agências que mais se destacaram em campanhas internas de recuperação de crédito e outros produtos, reconhecendo os resultados alcançados pelos gerentes e assessores.

Diversidade e inclusão - Durante a abertura, o presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, falou sobre diversidade e inclusão. De acordo com ele, um dos grandes desafios para os próximos anos é ampliar as oportunidades para jovens e mulheres ocuparem os cargos de liderança do Sicredi. "Nossa luta é pela promoção do equilíbrio de gênero no Sicredi, além de fomentar inclusão e diversidade de públicos. Precisamos criar e apoiar os comitês Jovem e Mulher dentro das nossas cooperativas para sermos ainda mais democráticos e inclusivos", destacou.

Ponto alto- Um dos pontos altos do Seminário foi a palestra do diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza, que falou sobre as perspectivas para os próximos dez anos do Sistema Financeiro Nacional, em especial, sobre a agenda BC+, que visa aumentar a participação do cooperativismo financeiro - saltando dos atuais 5% para cerca de 20% do mercado: "Tivemos muitos percalços na economia brasileira e o cooperativismo se mostrou forte. As cooperativas conseguiram crescer de forma exponencial num momento bastante adverso e agora, que a economia dá sinais de recuperação, essa evolução deve ser ainda maior graças aos novos modelos de negócio e à tecnologia", projetou.

Resultados - Em seguida, o gerente de desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP/RJ, André Alves Assis, apresentou os principais resultados dos programas que tem por objetivo aumentar o senso de pertencimento entre os associados do Sicredi, os programas Crescer e Pertencer. "A cada ano aumentamos a participação dos nossos associados nas decisões estratégicas das nossas cooperativas. Eles se sentem cada vez mais donos do negócio e nos ajudam a definir os rumos estratégicos e, consequentemente, a garantir a perenidade do negócio", ressaltou.

Discurso inspirador - A programação da tarde foi aberta com um discurso inspirador. José Carlos Moreira, da Escola de Marketing Industrial, falou sobre a "Indústria da Confiança – Eterno e Moderno" e convidou os participantes a refletirem sobre a ausência de confiabilidade em algumas situações do dia a dia corporativo. Além disso, ele fez um contraponto entre tradição e modernidade e apontou três mercados infinitos, ou seja, que jamais acabarão: "o que melhora a vida humana, melhora a qualidade de vida e que torna o mundo melhor".

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

{vsig}2019/noticias/07/02/sicredi/{/vsig}

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Iniciadas as reuniões de prestações de contas aos associados

A Cooperativa de Crédito Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP iniciou nesta segunda-feira (01/07), o giro de reuniões de prestação de contas aos seus associados. Ao todo, serão 35 reuniões realizadas na sua área de atuação nos estados do Paraná e São Paulo.

Momento ímpar - “Consideramos as reuniões um momento ímpar para a cooperativa, quando apresentamos diretamente aos associados os resultados alcançados. Mais do que levarmos informações sobre o desempenho do empreendimento, esta agenda de prestação de contas também é uma oportunidade para o esclarecimento de dúvidas e recebimento de sugestões”, complementa Jaime Basso, Presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

Números, ações e palestra - Além de apresentar números e ações para com a comunidade, a programação deste ano contará também com a palestra: “Educação Financeira para prosperar”. A Cooperativa acredita que, através de uma educação financeira de qualidade, que envolva orientações sobre planejamento e utilização de recursos financeiros, as pessoas poderão desenvolver a capacidade de lidar com as mais diferentes situações financeiras, bem como levar esse aprendizado para a vida toda.

Aprendizado fundamental - Para Luiz Eduardo Crivelenti, Gerente de Desenvolvimento de Negócios/Investimentos da Cooperativa, a educação financeira é um aprendizado fundamental para auxiliar as pessoas a gerenciar sua renda, poupar, investir e garantir uma vida financeira mais tranquila. “Sem esquecer de que, levar informações sobre educação financeira às pessoas, é cumprir com o nosso papel de promotores do desenvolvimento e da melhor qualidade de vida das comunidades onde estamos presentes”, conclui.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri é uma cooperativa com 30 anos de história, mais de 130 mil associados, distribuídos em 75 agências. A Cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná e Capital e Abcd Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI UNIÃO: Em Paranavaí, mulheres concluem curso de corte e costura

sicredi uniao 02 07 2019O projeto ‘Vestindo minha família’ de Paranavaí (PR) forma mais 26 alunas do curso gratuito de corte a costura. A cerimônia de entrega de certificados, com direito a desfile dos trajes confeccionados por elas durante o curso, será na terça-feira da semana que vem (09/07), às 19 horas, no salão da Casa da Amizade, que fica na Rua Pernambuco, 1.595.

Iniciativa - A iniciativa é da Associação de Senhoras de Rotarianos e do Rotary Club de Paranavaí, em parceria com a Sicredi União PR/SP. O curso tem duração de cinco meses, com aulas três vezes por semana, e ensina a confecção de diversas peças, como saias, calças, blusas com diferentes mangas, vestidos e macacões. Durante a prática, as alunas produzem roupas para a própria fa mília e para a comunidade circunvizinha.

Nova etapa - De acordo com a assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi União PR/SP, Gisely Rodrigues de Almeida, o evento marca não somente a conclusão do curso, mas principalmente o início de uma nova etapa na vida dessas mulheres, que agora têm profissão. “Nosso objetivo é contribuir com a redução das desigualdades sociais por meio de uma formação sólida e relevante para a vida das alunas”, afirma.

Custo - Para contribuir com a capacitação, a Sicredi União PR/SP custeia o salário da professora e promove palestras de educação financeira, cooperativismo, empreendedorismo e moda. Já a Associação de Senhoras de Rotarianos e o Rotary Club de Paranavaí disponibilizaram o local e as máquinas de costura. O trabalho começou em 2002 e, desde então, já preparou dezenas de mulheres para o mercado de trabalho. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

Foto: Pixabay

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Consórcios ganham ação promocional

sicoob fronteiras 02 07 2019Dia a dia, o Sicoob Três Fronteiras tem buscado maneiras de inovar quando o assunto é relacionamento com o cooperado, seja por meio do atendimento focado na excelência, produtos e serviços com preços mais justos ou contribuindo com a realização de sonhos.

Ação - Pensando em fazer parte das conquistas de seus associados de forma mais efetiva, a cooperativa lançou a ação “Sonho Contemplado”, que tem como objetivo ampliar a divulgação das modalidades de consórcio oferecidas, valorizar as experiências positivas e assim, fortalecer o propósito de humanizar as relações financeiras.

Proposta - A proposta é que, após cada assembleia, a equipe do Sicoob Três Fronteiras leve a notícia da contemplação na casa ou trabalho do consorciado. Para tornar a surpresa ainda mais emocionante, o cooperado também receberá um kit composto por uma carta, um portfólio de produtos e serviços da singular e uma miniatura em biscuit representando a modalidade de consórcio contratada.

Relacionamento mais humanizado - Segundo a supervisora de Seguros, Consórcio e Previdência, Tayane Ramos, a ação é de suma importância para construir um relacionamento mais humanizado com consorciados e cooperados. “Além disso, é uma oportunidade para a cooperativa mostrar que possui um portfólio completo de produtos e serviços que vão de encontro às necessidades e particularidades de cada um”, afirma.

Surpresa - Para a cooperada Solange dos Santos, o consórcio é uma excelente forma de guardar dinheiro quando não se tem o hábito de poupar. “A equipe do Sicoob veio até minha empresa falar sobre a contemplação na carta de serviços. Fui surpreendida duas vezes, uma pela contemplação e outra pela forma inusitada de receber a notícia”, conta.

Entusiasmo - Já cooperado Eden Polini, ficou muito entusiasmado com a ação. Ele foi contemplado com a carta de automóveis juntamente com sua esposa, Sonia Polini. “Viemos até a agência fazer um pagamento e fomos pegos de surpresa com a notícia de contemplação no consórcio. Por esse e outros motivos é sempre um prazer fazer negócios com o Sicoob”, ressalta.

Fortalecimento - O gerente de Relacionamento da agência de Medianeira, Filipe dos Santos, acompanhou uma das entregas do kit e afirma que iniciativas como esta fortalecem a interação entre a cooperativa e usuários de produtos e serviços, sejam cooperados ou não. “Pequenos gestos pautados no zelo, amor e carinho permanecem para sempre no coração e na mente de quem os recebe. Que assim seja entre os cooperados do Sicoob Três Fronteiras", comenta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

COCARI: Cooperativa celebra importante fase e projeta o futuro

Na noite de 28 de junho, sexta-feira, a Cocari reuniu lideranças da cooperativa, entre cooperados e colaboradores, para um jantar que marca uma importante fase na história da cooperativa. O evento, realizado na Associação Atlética Cocari, em Mandaguari (PR), foi oportunidade para que os convidados pudessem relembrar momentos marcantes da trajetória da cooperativa, bem como conhecessem planos e estratégias para o futuro. Por meio de registros fotográficos e de um vídeo documentário que resgatou dificuldades e vitórias, os convidados puderam recordar ou conhecer fatos expressivos ao longo da história da Cocari.

Crescimento - No início da noite, o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, apresentou números da cooperativa e mostrou a linha crescente que foi traçada ao longo dos últimos 20 anos. Além disso, o presidente aproveitou para lançar desafios, chamando todos os presentes para atuarem ao lado da Cocari rumo à expansão e modernização. “As inovações têm acontecido de maneira mais veloz a cada dia, nós precisamos acompanhá-las”, afirmou o presidente.

Projeções - Após a explanação de Sebold, o vice-presidente Marcos Trintinalha; o diretor executivo João Carlos Obici; e os superintendentes João Paulo Burihan Faria (Financeiro), Éric Heil de Araújo (Comercial) e Jacy Cesar Fermino da Rocha (Logística Integrada) apresentaram números da cooperativa, bem como as projeções da Cocari em seus respectivos setores.

Foco no futuro - Com ênfase em informações sobre tecnologia e modernizações para o agronegócio, as apresentações da diretoria e superintendentes foram seguidas pelo chamado de Vilmar Sebold ao futuro. O presidente salientou a importância de equipes capacitadas, novidades tecnológicas e parcerias fortes. Sebold frisou que as mudanças tecnológicas estão acontecendo e otimizando os processos, tanto para a cooperativa quanto na vida das pessoas de maneira geral. “O sucesso dos últimos 20 anos não garante o sucesso do futuro, estamos sempre em busca de inovação para que possamos continuar crescendo”, concluiu Sebold. (Imprensa Cocari)

{vsig}2019/noticias/07/02/cocari/{/vsig}

AGROPECUÁRIA: Plano Safra 2019/2020 entra em vigor

agropecuaria 02 07 2019Nesta segunda-feira (01/07), entrou em vigor o Plano Safra 2019/2020. O plano tem R$ 225,59 bilhões, sendo R$ 169,33 bilhões para crédito rural (custeio, comercialização e industrialização) e R$ 53,41 bilhões para investimentos. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural terá R$ 1 bilhão, mais que o anterior da safra 2018/2019. Para 2020, haverá R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização nas modalidades de aquisição direta do produtor, contratos de opção de venda e subvenção de preços. O plano vale até 30 de junho de 2020.

Juros - As taxas de juros foram mantidas em níveis que permitem apoio ao produtor rural. No caso de custeio, comercialização e industrialização, será de 3% ao ano e 4,6% ao ano para os pequenos produtores (Pronaf), 6% ao ano para médios produtores (Pronamp) e 8% ao ano para demais produtores. Nos programas de investimentos, as taxas vão variar de 3% a 10,5% ao ano.

CMN - Na quinta-feira passada (27/06), o Conselho Monetário Nacional aprovou as taxas, recursos e medidas do plano.

Pequenos e médios produtores - Os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) têm R$ 31,22 bilhões à disposição para custeio, comercialização e investimento. Pela primeira vez, o Tesouro Nacional alocou mais recursos para subvenção do programa em relação aos demais, somando R$ 4,975 bilhões.

Alimentos básicos - Estão garantidos recursos de custeio para produção de alimentos básicos: arroz, feijão, mandioca, trigo, leite, frutas e hortaliças e para investimento na recuperação de áreas degradadas, cultivo protegido, armazenagem, tanques de resfriamento de leite e energia renovável.

Construção e reforma de casas - Outra medida inédita é a que os financiamentos podem ser usados para construção e reforma de casas rurais dos pequenos agricultores. Serão destinados R$ 500 milhões para esse fim, pleito antigo do setor rural. Com estes recursos, será possível construir até 10 mil casas.

Pronamp - Os recursos para o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) passaram para R$ 26,49 bilhões, R$ 6,46 bilhões a mais que o programado na safra 2018/2019, o que representa aumento de 32% nas verbas. Os produtores que não se enquadram no Pronaf podem ser beneficiados pelo Pronamp.

Seguro rural - Em 2020, será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro em todo o país. Esse é o maior montante que o programa receberá desde sua criação em 2004. Com esse valor, cerca de 150,5 mil produtores rurais poderão ter a safra segurada. Devem ser contratadas 212,1 mil apólices, com a cobertura de 15,6 milhões de hectares e valor segurado de R$ 42 bilhões.

Apoio à comercialização - Foram aprovados novos preços mínimos, com reajuste médio de 7% para os principais produtos. Esses valores tiveram como referência os custos das lavouras, os preços nos mercados internacionais e a perspectiva das taxas de câmbio.

Financiamento - Algumas medidas no sentido de melhorar o acesso, aumentar a oferta de crédito e reduzir os custos financeiros serão implantadas por meio de uma medida provisória: Cédula do Produto Rural (CPR) em dólar, o Fundo de Aval Fraterno, Patrimônio de Afetação e equalização de juros para cerealistas.

Investimentos - Dentro dos recursos para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) prevê a possibilidade de financiamento de erva-mate e de cana-de-açúcar para produção de cachaça.

Limite de crédito - Houve também elevação do limite de crédito por beneficiário do Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra). Para o empreendimento individual, passa de R$ 2 milhões para R$ 3,3 milhões por beneficiário. No caso de empreendimento coletivo, subiu de R$ 6,6 milhões para R$ 9,9 milhões. O limite de crédito será permanente.

Banco do Brasil - Na safra 2019/2020, o Banco do Brasil, um dos principais financiadores da agropecuária, destinará R$ 103 bilhões, valor 20% superior ao da safra anterior. Do total, R$ 91,5 bilhões para o crédito rural e R$ 11,5 bilhões para crédito agroindustrial. Por segmento, serão R$ 14,1 bilhões para a agricultura familiar e R$ 77,4 bilhões aos demais produtores.

Contratação online - O banco anunciou ainda que, além dos seguros agrícola e faturamento para as áreas financiadas, áreas não financiadas ou financiadas com CPR poderão ser contratadas online, o que permite a precificação e a contratação instantâneas para clientes específicos e parcelar o pagamento do seguro em até 7 vezes sem juros.

Seguro Pecuário - “O Banco disponibilizará o BB Seguro Pecuário Faturamento, garantindo aos agropecuaristas o pagamento de indenização quando o faturamento obtido com a venda do rebanho segurado for inferior ao faturamento garantido (valor segurado) constante da apólice”, informou o banco.

Pronaf Custeio - No Pronaf Custeio, os agricultores familiares poderão, por meio do App BB, renovar as operações a qualquer momento, sem necessidade de ir à uma agência. (Mapa)

 

PESQUISA: Iapar lança cultivar de mandioca para farinha e fécula

pesquisa 02 07 2019O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) lança no próximo sábado (06/07) a cultivar de mandioca IPR B36, em apresentação dirigida a produtores, técnicos, dirigentes e lideranças do agronegócio. O evento será no Polo Regional de Paranavaí, a partir das 9 horas.

Teor de amido - Destinada à obtenção de farinha e de fécula (polvilho), IPR B36 se destaca pelo bom teor de amido, explica o pesquisador Mário Takahashi, responsável pelo desenvolvimento da cultivar. Ainda como vantagem para a indústria, ele ressalta a casca delgada das raízes, condição que favorece o processamento.

Qualidades agronômicas - No campo, IPR B36 se destaca pela precocidade e produtividade – chega à colheita em 10 a 12 meses no primeiro ciclo, com potencial produtivo acima de 30 toneladas por hectare. O porte das plantas, de baixo a médio, facilita os tratos culturais na lavoura.

Raízes - Outro ponto positivo do novo material é o formato das raízes e sua inserção próxima à superfície. “Essas características aumentam o rendimento operacional da colheita”, explica Takahashi.

Plantio direto ou convencional - Indicada para plantio direto ou convencional, a nova cultivar é tolerante às principais doenças que afetam lavouras de mandioca e não apresenta fitotoxidade aos herbicidas registrados para a cultura.

Todas as regiões - IPR B36 é indicada para plantio em todas as regiões produtoras do Paraná, preferencialmente em terrenos com teor médio de argila inferior a 25%.

Programa - Após a solenidade de lançamento e apresentação do novo material, está prevista uma visita à estação experimental para conhecer o desempenho da cultivar IPR B36 em condições de campo.

Presença - Os interessados em participar do evento devem confirmar presença pelo telefone (44) 3423-1157 ou e-mail eventos-pvi@iapar.br. (Agência de Notícias do Paraná)

SERVIÇO

Lançamento da cultivar IPR B36, mandioca especial para produção de farinha e de fécula

Data: 06/07 (sábado)

Horário: 9 horas

Local: Iapar - Polo Regional de Paranavaí

Rua Paulo Antonio da Costa, s/nº (ao lado do DER)

 

ANEEL: Aberta consulta pública sobre novos instrumentos de incentivo à inovação no setor elétrico

aneel 02 07 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu na última sexta-feira (28/06) a Consulta Pública (CP) nº 17/2019 com objetivo de obter subsídios para incorporar novos instrumentos de incentivo à inovação no setor elétrico e outras medidas, visando o avanço dos resultados do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (PROP&D). O período para envio de contribuições vai até 27/08. Os documentos da consulta podem ser acessados aqui.

Análise - Os novos instrumentos em análise incluem a Rede de Inovação no Setor Elétrico (RISE) e outros trazidos por aperfeiçoamentos da legislação, tais como fundo de investimento em participações (FIP), investimento direto em Startups, modelo de investimento da EMBRAPII e encomenda tecnológica (ETEC).

Em curso - A RISE é uma iniciativa em curso na Aneel no sentido de promover a inovação no setor por meio dos programas de P&D e Eficiência Energética. Em termos práticos, o conceito de Rede de Inovação em projetos de P&D já foi aplicado, em uma iniciativa pioneira da Agência, na Chamada Estratégica de Projetos n° 22 “Desenvolvimento de Soluções em Mobilidade Elétrica Eficiente”, tanto na preparação dessa Chamada bem como na forma de requisitos mínimo, entre outros, a necessidade da composição de uma rede de inovação para participação por parte das empresas. A CP procura coletar informações e subsídios para o aprimoramento dessa estratégia.

Alternativas - Os demais instrumentos de incentivo à inovação propostos já estão em uso no mercado e mundo corporativo, e podem oferecer alternativas para as empresas reguladas inovarem em uma velocidade maior do que sua estrutura organizacional pode permitir. Vale mencionar a realização de parcerias e alinhamento estratégico com novas empresas, como startups, que dependem de parcerias para alavancar seus negócios e produtos, podendo representar ganhos para ambas e aumento de competitividade em todo o setor.

Temas - A CP nº 17/2019 apresenta 3 (três) principais temas (eixos) de discussão:

a) EIXO 1 – O conceito de inovação e sua aplicação no Programa de P&D ANEEL: dedica-se a incluir a inovação e discutir sua aplicação no Programa de P&D ANEEL, bem como conceitos relacionados;

b) EIXO 2 – Aumentar a efetividade do Programa: apresentar alguns dos novos instrumentos de estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação trazidos por aperfeiçoamentos legislativos no ambiente regulatório do setor elétrico, bem como outras opções de aplicação dos recursos do Programa de P&D além dos atualmente disponíveis às empresas do setor elétrico.

c) EIXO 3 – Inovação regulatória: propõe-se a conceder as condições regulatórias, de gestão e de implementação das soluções propostas.

Propósito - O propósito do uso dos novos instrumentos é aumentar a efetividade do Programa no sentido de obter resultados de aplicação prática, com foco na criação e no aperfeiçoamento de produtos, processos, metodologias e técnicas. (Aneel)

 

RODOVIAS: STJ suspende redução de tarifa em praças de pedágio da Caminhos do Paraná e Viapar

rodovias 02 07 2019O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão liminar que determinava a redução de tarifas em praças de pedágio das concessionárias Caminhos do Paraná e Viapar. As decisões foram publicadas nesta segunda-feira (01/07), no Diário da Justiça Eletrônico.

Reajuste - A liminar foi suspensa pelo ministro João Otávio de Noronha no dia 28 de junho. Pela decisão, as concessionárias poderão voltar a reajustar os valores em 25,77% nos pedágios da Caminhos do Paraná, e 19,02% nas praças da Viapar.

Justificativa - Em ambas as decisões, o ministro cita que o deferimento da suspensão da liminar se dá pela "demonstração da ocorrência de grave lesão à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas".

Interferência - Ainda segundo o ministro, a redução das tarifas interfere nos contratos de concessão "de maneira precipitada" e pode prejudicar a capacidade financeira das empresas. Para o ministro, o fato poderia comprometer obras de manutenção das rodovias e por em risco a segurança dos usuários.

Redução das tarifas - Em abril, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou a redução das tarifas cobradas no âmbito das investigações da Operação Integração I e II. À época, o TRF-4 afirmou em despacho que as concessionárias estavam "se locupletando com benefícios indevidos às custas da coletividade desde o início da concessão". A decisão passou a valer no dia 30 de abril.

Praças - Pela decisão do tribunal, as seguintes praças de pedágio sofreram reduções nas tarifas:

Viapar

Arapongas

Marialva

Presidente Castelo Branco

Floresta

Campo Mourão

Corbélia

Caminhos do Paraná

Prudentópolis

Irati

Porto Amazonas

Imbituva

Lapa

Investigações - Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os processos que tramitam na Justiça apuram práticas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato na administração das rodovias federais do Paraná.

Esquema criminoso - Conforme o MPF foi identificado um esquema criminoso nas investigações da Operação Integração, deflagrada no âmbito da Operação Lava Jato.

Irregularidades - De acordo com a denúncia, as irregularidades começaram em 1999, quando as concessionárias passaram a pagar propinas para manter a “boa vontade” do governo e dos agentes públicos na gestão das concessões.

O outro lado - Por meio de nota, a Viapar informou que as tarifas anteriores à suspensão voltarão a valer a partir da meia-noite desta terça-feira (02/07). A Caminhos do Paraná disse adotará as medidas para restabelecimento da tarifa prevista no contrato. O DER-PR informou que ainda não foi notificado das decisões. O G1 tenta contato com o MPF. (g1.com/parana)

 

ECONOMIA: Produção industrial cai 0,2% de abril para maio, diz IBGE

economia 02 07 2019A produção industrial brasileira recuou 0,2% na passagem de abril para maio deste ano. O dado, da Produção Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), foi divulgado nesta terça-feira (02/07), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda veio depois de uma alta de 0,3% em abril, na comparação com março.

Maio de 2018 - Por outro lado, a produção industrial teve alta de 7,1% na comparação com maio de 2018, depois das quedas de 3,9% em abril e de 6,2% em março. No acumulado do ano, houve queda de 0,7% no acumulado do ano. Já no acumulado de 12 meses, a produção não apresenta variação.

Abril a maio - De abril para maio, a queda foi puxada pelos bens de consumo. Os bens duráveis apresentaram um recuo de 1,4% e os semi e não duráveis caíram 1,6%.

Bens de capital - Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos do setor produtivo, tiveram alta de 0,5%, enquanto os bens intermediários - os insumos industrializados usados no setor produtivo -, avançaram 1,3%.

Ramos - Dezoito dos 26 ramos industriais tiveram queda na produção de abril para maio, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (2,4%), bebidas (3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (7,1%), outros produtos químicos (2%), produtos de metal (2,3%), produtos de minerais não-metálicos (2,1%) e produtos diversos (5,8%).

Melhor desempenho - Entre os oito ramos com alta na produção, o melhor desempenho foi apresentado pelas indústrias extrativas, que avançaram 9,2% e eliminaram parte do recuo de 25,6% acumulado nos quatro primeiros meses de 2019. Também teve alta importante o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,2%). (Agência Brasil)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial registra superávit de US$ 5,019 bilhões em junho

comercio exterior 02 07 2019A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,019 bilhões em junho, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, nesta segunda-feira (01/07). O valor representa retração de 4,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado pela média diária.

Resultado - O valor do mês é resultado de US$ 18,05 bilhões em exportações (retração de 0,83% em relação a junho do ano passado, considerando a média diária) e US$ 13,03 bilhões em importações (alta de 0,51%).

Corrente de comércio - No mês, a corrente de comércio foi de US$ 31,07 bilhões, baixa de 0,3% em relação ao mesmo período de 2018. Considerando o acumulado de janeiro a junho, o superávit da balança comercial foi de US$ 27,13 bilhões. O número representa um recuo de 8,9% na comparação com um ano antes, pela média diária.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, as exportações chegaram a US$ 110,89 bilhões (retração de 1,8% pela média diária, na comparação com o mesmo período de um ano atrás) e importações de US$ 83,76 bilhões (alta de 0,8%).

Queda - No ano, a corrente de comércio foi de US$ 194,66 bilhões, queda de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, pela média diária.

Petróleo - Segundo dados da Secex, a balança comercial de petróleo e derivados registrou superávit de US$ 5,370 bilhões no acumulado de janeiro a junho. O número, apresentado nesta segunda pela Secex), é resultado de US$ 14,856 bilhões em exportações (avanço de 13,2%, pela média diária) e de US$ 9,486 bilhões em importações (queda de 0,9%, pela média diária).

Projeções para 2019 - A Secex também divulgou nesta segunda as projeções atualizadas para a balança comercial de 2019. A corrente de comércio deve registrar alta de 2% em 2019. Já as exportações devem crescer 2% e, as importações, 1,9%. A nova projeção fixada é de US$ 56,7 bilhões para o saldo comercial ‒ a anterior era de US$ 50 bilhões. (Valor Econômico)

 

UE-MERCOSUL I: Salvaguarda tem destaque no acordo

ue mercosul I 02 07 2019O tratado de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul inclui um mecanismo especial de salvaguardas que protege setores da economia afetados por "aumentos significativos ou inesperados" das importações como reflexo do novo acordo. Por outro lado, o acordo abre para as empresas europeias um mercado de R$ 78 bilhões anuais das compras públicas brasileiras.

Pleito - Mas resguarda programas governamentais nas áreas de saúde, ciência e tecnologia e os voltados às pequenas empresas, mantendo reserva de mercado nesses setores - pleito brasileiro.

Fundamental - A cláusula das salvaguardas é considerada fundamental, pelos dois lados, para evitar danos imprevistos aos "perdedores" do tratado. Deve funcionar como amortecedor das críticas - tanto por agricultores europeus que temem a concorrência do Mercosul quanto por industriais do bloco sul-americano, receosos com a competição de produtos manufaturados da UE.

Eliminação gradual - O acordo prevê a eliminação gradual, em até 15 anos, das tarifas de importação. A cláusula permite, no entanto, que salvaguardas sejam adotadas por até 18 anos contados a partir da entrada em vigência do tratado.

Suspensão temporária - Se acionado, esse mecanismo bilateral permite a suspensão temporária dos descontos vigentes nas tarifas de importação pelo período de dois anos. A suspensão poderá ser renovada por outros dois anos.

Termos exatos - Os termos exatos de acionamento da cláusula serão conhecidos apenas com o texto final do acordo, mas a ideia é "remediar dano econômico provocado por inesperados ou significativos aumentos em importações preferenciais resultantes do acordo", segundo texto da Comissão Europeia.

Licitações - Já no caso das licitações, o mercado brasileiro segue fechado. Embora o Mercosul já tenha fechado acordos similares com Peru e Chile, estes ainda não foram ratificados pelo Congresso Nacional. O Brasil tampouco aderiu à norma prevista na Organização Mundial do Comércio sobre esse tema.

Acesso indiscriminado - As empresas brasileiras também poderão ter acesso indiscriminado ao mercado europeu de licitações públicas, estimado pelo Ministério das Relações Exteriores em € 1,3 trilhão.

Expectativa - A expectativa do governo brasileiro é que setores como aviação, máquinas agrícolas e serviços de infraestrutura possam competir em condições mais favoráveis na Europa após a entrada em vigor do acordo.

Ajuste legal - Negociadores brasileiros afirmam que pode haver necessidade de ajuste legal e adaptações na lei de licitação. Haverá um processo de consulta a Estados e municípios sobre o tema previsto para durar até dois anos.

Medicamentos genéricos - Essas fontes asseguram que o Brasil conseguiu preservar o seu programa de medicamentos genéricos no capítulo de propriedade intelectual do acordo. Nas palavras de um negociador, "a indústria de genéricos não tem nada a temer". Os brasileiros também comemoram o fato de que em nenhum outro firmado pelos europeus, os genéricos foram tão protegidos.

Indicações geográficas- Entretanto, os europeus conseguiram avanços importantes no tópico "indicações geográficas". Produtos como fabricados no Brasil como o conhaque, o presunto parma e os queijos parmesão e gorgonzola, por exemplo, ou terão que deixar de ter essa denominação ou seguirão normas mais estritas de rotulagem para deixar bem claro que não foram fabricados na Europa.

Denominações - Uma dessas normas prevê que produtores sul-americanos que iniciaram a fabricação desses produtos depois de 2017 terão que deixar imediatamente de usar essas denominações.

Princípio da precaução- Os europeus também venceram a resistência do Mercosul e conseguiram impor sobre o chamado princípio da precaução, que prevê a imposição de tarifas em caso de danos ao ambiente ou à saúde do trabalhador no processo de produção dos produtos. Fontes brasileiras asseveram, porém, que isso não será facilmente utilizado em casos como, por exemplo, vincular a produção de carne à destruição da Amazônia. "Blindamos o texto da melhor maneira possível, para evitar um uso equivocado, abusivo, desse princípio", diz uma fonte.

Liberação - O acordo liberaliza 91% do volume de comércio e 91% do universo tarifário da União Europeia. Já a UE liberalizará 81,7% do volume de comércio e 77,4% do volume de linhas tarifárias.

Zero - Em todos esses casos, as tarifas de importação cairão a zero ao fim do período de desgravação. O secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, comemorou a assinatura do tratado, considerado por ele muito mais do que "um acordo de tarifas e cotas".

Maior entre regiões - A jornalistas, nesta segunda-feira (01/07), Troyjo citou ser o maior acordo comercial entre regiões, por cobertura geográfica e ainda por países sócios. Segundo ele, a negociação abrange 25% do PIB global. "Não há país que tenha ficado rico nos últimos 70 anos sem uma mola de propulsão muito vibrante no comércio exterior.Os dois países [do G-20] com os menores coeficiente de comércio exterior no PIB são Brasil e Argentina", disse o secretário.

Mérito - Já o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, ponderou que um acordo tão complexo jamais poderia ser negociado em apenas seis meses. Ele reconheceu o mérito das negociações realizadas nos últimos 20 anos por outros governos.

Revisão - O Mercosul ainda deve levar uma semana para revisar o texto e divulgá-lo. Causou contrariedade no governo brasileiro a divulgação, nesta segunda, de um texto similar pelos europeus, dias antes do combinado e com um viés favorável à Europa, na visão de Brasília.

Congressos - Ferraz afirma que a aprovação do acordo pelos Congressos dos países dos dois blocos deve levar de dois a dois anos e meio. A ratificação pelo Parlamento Europeu, quando acontecer, terá caráter temporário e precisará ser confirmada depois pelos Parlamentos nacionais. Ferraz projeta que, em 15 anos, os ganhos adicionais ao PIB brasileiro cheguem a R$ 500 bilhões e na corrente de comércio de R$ 1 trilhão. "Para nós, o que importa, muito além de saldo comercial é a corrente. O acordo muda a percepção mundial do Mercosul enquanto bloco", frisa. (Valor Econômico)

 

UE-MERCOSUL II: Redução de tarifas é maior para o segmento agrícola

A União Europeia (UE) publicou nesta segunda-feira (01/07) um documento sobre princípios do acordo com o Mercosul, no qual lista cotas nos dois blocos, períodos de liberalização em geral dos produtos agrícolas, industriais, serviços e outras condições no comércio.

Eliminação gradual - Segundo Bruxelas, o Mercosul vai eliminar gradualmente as tarifas de importação em 93% das linhas tarifárias para exportações agrícolas da UE. Já o bloco europeu vai liberalizar 82% das importações agrícolas, com o restante submetido a cotas (volume quantitativo) envolvendo produtos mais sensíveis.

Cotas - As cotas para produtos do Mercosul, e em boa parte já antecipadas pelo Valor na edição de ontem, são: Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com carcaça, subdivida em 55% carne fresca e 45% de congelada com tarifa intracota de 7,5% e eliminação no caso da carne da Cota Hilton ao longo de seis anos.

Frango: 180 mil toneladas com carcaça, livre de tarifas, subdivido em 50% com osso e 50% sem.

Carne suína: 25 mil toneladas com tarifa de € 83 por tonelada.

Açúcar: eliminação de tarifa para uma cota de 180 mil toneladas específica que já existe para o Brasil por um acordo na OMC, para o açúcar refinado. Açúcares especiais estão excluídos.

Etanol: 450 mil toneladas para uso químico livre de tarifa e 200 mil toneladas para todos os usos (incluindo combustível) com um terço da tarifa hoje existente.

Arroz: 60 mil toneladas sem taxa.

Mel: 45 mil toneladas sem tarifa.

Milho doce: Mil toneladas sem tarifa, desde que o acordo entre em vigor.

Cotas recíprocas vão ser abertas para o Mercosul e para a UE progressivamente em dez anos:

Queijo: 30 mil toneladas livre de tarifa.

Leite em pó: 10 mil toneladas livre de tarifa.

Leite (infant fórmula): 5 mil toneladas livre de tarifa.

Exportador europeu - A UE diz que uma série de produtos de interesse exportador europeu será liberalizada pelo Mercosul: vinho (com preço mínimo sobre espumante nos primeiros 12 anos e exclusão recíproca de vinho a granel), aguardente, óleo de oliva, frutas frescas (maçã, pêra, nectarinas, ameixas e kiwis), pêssegos enlatados, tomates enlatados, malte, batatas congeladas, carne de porco, chocolates, biscoitos, refrigerantes.

Produtos agrícolas - O Mercosul vai liberalizar totalmente 91% de suas importações procedentes da UE em uma transição de até dez anos para a maioria dos produtos. Para produtos sensíveis, o Mercosul terá 15 anos para eliminar as tarifas.

Dez anos - A UE vai eliminar as tarifas de 92% de suas importações vindas do Mercosul em até dez anos.

Produtos industriais - A UE vai eliminar as tarifas de importação de 100% dos produtos industriais em até dez anos. O Mercosul vai remover totalmente as alíquotas em setores como veículos, autopeças, maquinários, químicos e fármacos. A liberalização vai ocorrer em mais de 90% das exportações europeias para cada setor, em cortes lineares. A exceção será para automóveis, que terão a tarifa eliminada ao longo de 15 anos, com sete anos de carência. Nesse período, haverá cota para 50 mil veículos com metade da tarifa.

Fim da carência - Terminada a carência, as tarifas vão ser reduzidas em ritmo acelerado para chegar a zero no ano 15. As tarifas na importação de autopeças serão liberalizadas em sua maioria em dez anos (82% cobrindo 60% das exportações da UE para o Mercosul, com outros 30% de exportação adicional liberalizado em 15 anos).

Maquinários europeus - Para maquinários europeus, 93% das exportações se beneficiarão de total liberalização em dez anos (67% das exportações para o Mercosul). O texto publicado pela UE diz que padrões sanitários e fitossanitários do bloco europeu não serão relaxados em qualquer hipótese. "São e deverão permanecer inegociáveis."

Crítica - A Copa-Cogeca, sindicato que reúne 22 mil cooperativas de produtores da Europa, publicou em seu site uma crítica ao acordo no que considera uma política comercial de dois pesos e duas medidas, tolerante com regras fitossanitárias e ambientais mais brandas dos produtores sul-americanos.

Segurança dos consumidores - Já a UE diz, no documento, que o acordo com o Mercosul vai criar mecanismos para facilitar o comércio entre ambos os blocos, mas sempre preservando a segurança dos consumidores europeus "em qualquer momento".

Compromisso - Os dois blocos, segundo o documento, também se comprometeram a desburocratizar e reduzir os custos no comércio entre as duas regiões. (Valor Econômico)


Versão para impressão


RODAPE