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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4607 | 28 de Junho de 2019

G7: Grupo manifesta apoio às reformas em reunião com o presidente em exercício, Hamilton Mourão

Lideranças que integram o G7 – grupo formado pelas principais federações representativas do setor produtivo paranaense – entregaram um documento ao presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, na manhã desta sexta-feira (28/06), expressando apoio às reformas da Previdência e Tributária. Eles estiveram reunidos com Mourão na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba. “Nós manifestamos apoio irrestrito à firme disposição do Governo, juntamente com o Congresso Nacional, de aprovar as reformas necessárias à retomada do crescimento da economia brasileira. Consideramos que a reforma da Previdência Social é uma medida indispensável para o equilíbrio fiscal e uma alavanca para a retomada da economia em todos os seus setores”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. “Apoiamos também a reforma Tributária, que simplifique e reduza impostos, para que tenhamos um Estado funcional e dinâmico, de tamanho reduzido e moderno, de forma a devolver ao cidadão os serviços de qualidade que se espera”, acrescenta.

Receita Federal - O G7 também entregou à Mourão outro documento em que solicita à Receita Federal a manutenção da sede da 5ª Região Fiscal em Curitiba e não em Porto Alegre, como prevê a reformulação em andamento na Receita.

Solenidade - À tarde, Mourão participa da solenidade dos 140 anos do Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio, no bairro Tarumã, na capital paranaense.

Sobre o G7 - Fazem parte do G7, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

Links - Clique nos links abaixo para conferir na íntegra os documentos entregues pelo G7 ao presidente em exercício, Hamiltom Mourão.

Apoio às reformas

5ª Região Fiscal em Curitiba

CMN: Conselho publica resoluções que regulamentam medidas do Plano Safra 2019/20

cmn 28 06 2019O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) publicaram, nesta quinta-feira (27/06), 11 resoluções, entre as quais, seis que regulamentam as medidas do Plano Safra 2019/20, anunciadas pelo governo federal no dia 18 de junho, em Brasília. A Resolução nº 4.730 ajusta as regras gerais do crédito rural a serem aplicadas a partir do dia 1º de julho. Já a Resolução n° 4.729, ajusta normas a serem aplicadas às operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de que trata o Capítulo 10 do Manual de Crédito Rural (MCR). A Resolução n° 4.728, define os encargos financeiros e o bônus de adimplência das operações rurais realizadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento para o período de 1º de julho de 2019 a 30 de junho de 2020.

Juros - Outra Resolução, a de número 4.727, define as taxas de juros do crédito rural (TCR), que serão aplicadas às operações contratadas a partir de 1º de julho de 2019. A Resolução n° 4.726, amplia o percentual de subdirecionamento dos recursos à vista (MCR 6-2) destinado à contratação de operações no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), entre outras medidas. E a Resolução n° 4.725 simplifica regras relativas ao enquadramento e ao processo de análise de cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), de que trata o Capítulo 16 do Manual de Crédito Rural (MCR), entre outros itens.

Documento - A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar elaborou um documento com o conteúdo das 11 resoluções publicadas pelo CMN e BC nesta quinta-feira. Clique aqui para conferir.

 

EVENTO: Sescoop/PR promove Fórum da Piscicultura em Toledo

Com o objetivo de instrumentalizar os técnicos das cooperativas para o processo de tomada de decisão em seu dia a dia, com as inovações na piscicultura comercial, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR) – com o apoio da Pontifícia Universidade Católica (PUC), campus Toledo – promoveu o Fórum da Piscicultura. Os conhecimentos estiveram relacionados a qualidade, ao mercado, a nutrição e a sanidade da cadeia. O encontro ocorreu na quarta-feira (26/06).

Crescimento - De acordo com o assessor técnico da Ocepar, Alexandre A. Monteiro, a piscicultura está em constante crescimento na região e, por isso, existe a necessidade de realizar um trabalho de capacitação dos profissionais para ampliar o desenvolvimento da área. “Anteriormente, o público era reduzido e com a expansão do setor mobilizamos um número mínimo de pessoas para viabilizar a atividade”.

Capacitação - Neste ano, o Serviço promoveu o primeiro encontro. “A proposta do Sescoop/PR é investir em capacitação e desenvolvimento para fortalecer as áreas técnicas e os produtores. Assim, acreditamos que a piscicultura poderá continuar no processo de expansão”, afirma Monteiro.

Desafios - A cadeia está em constante crescimento, porém um desafio a ser superado é o mercado, pois o consumo ainda é considerado baixo. A média do consumo é de oito a nove quilos de tilápia/ano por consumidor na região Oeste do Paraná. O número é considerado pequeno se comparado com outras carnes. “Devemos olhar para este dado com preocupação e como uma oportunidade de crescimento”, declara o assessor técnico.

Mercado interno- Outro foco é o desenvolvimento do mercado interno. Segundo, Monteiro existe a necessidade da efetivação de políticas públicas, as quais colaborem com o crescimento das indústrias e a promoção de tecnologia para auxiliar no processo de produção no campo e das indústrias. “O desafio é investir em tecnologia e que ela proporcione melhoria, principalmente, no custo. Acredito que a própria demanda pode trazer equilíbrio e todo o trabalho realizado vai contribuir para o crescimento da cadeia”.

Conhecimento - A produção da tilápia no Brasil tem crescido de forma significativa. Em nível mundial, ela encontra-se em quarto lugar. Porém, a expectativa de economistas é que o país conquiste o segundo ou o primeiro lugar. A tilápia pertence ao segundo grupo de espécies de peixe mais produzida e relevante a nível mundial, apenas atrás das carpas. É um animal que adapta-se a vários ambientes. No entanto, algumas estratégias podem ser adotadas para melhorar ainda mais a produção.

Nutrição e alimentação - A doutora em fisiologia e nutrição de peixes, de Portugal, Cláudia Figueiredo da Silva - da Zinpro Corporation – foi uma das palestrantes do Fórum da Piscicultura. Ela abordou os desafios da nutrição e alimentação de peixes. De acordo com Cláudia, o principal desafio é gerar e produzir conhecimento da espécie nas condições de produção do Paraná. “É preciso um esforço em entender o potencial genético e decrescimento da espécie”.

Dieta - Ela explica que a dieta da tilápia é diferente em cada região. “É necessário otimizar a alimentação para o peixe ser mais resistente as doenças. É preciso uma nutrição de precisão, adequar ao sistema de produção as condições específicas de cada região e evitar o uso de antibiótico”.

Eficiente - Paralelo a isso, a produção também deve ser eficiente. “Devemos colocar mais peixes por metro cúbico ou quadrado. Essa decisão exige conhecimento e desenvolvimento tecnológico. Precisamos otimizar o sistema de produção e minimizar o impacto ao meio ambiente”, declara a profissional.

Estratégia - Para o professor da PUCPR, Renato Tratch, a realização do Fórum ou eventos semelhantes deve fazer parte da estratégia de toda e qualquer instituição de ensino superior. “Nós precisamos colaborar com o desenvolvimento onde a região está inserida. O apoio ao Sescoop visa fomentar com informações e conhecimento os profissionais. Tudo que estiver atrelado a inovação ou ao desenvolvimento da região, a Universidade apoia a iniciativa”. (Jornal do Oeste)

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OCB I: Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019 será lançada dia 4 de julho

 

ocb I 28 06 2019Na próxima quinta-feira (04/07), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lança o Anuário do Cooperativismo Brasileiro – 2019, durante sessão solene em homenagem aos 50 anos da entidade. O evento ocorrerá no plenário do Senado Federal, a partir das 9h. O anuário reúne informações socioeconômicas que mostram a contribuição das cooperativas para a economia do país entre os anos de 2010 e 2018. Dentre os grandes destaques a serem apresentados estão o aumento dos números de empregos e de ingresso de cooperados no período, além do faturamento das cooperativas, relativo ao ano passado.

 

Presença - A solenidade contará com a presença de Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, do deputado Evair de Melo, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e de outros integrantes da bancada. A sessão solene também vai celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo e, ainda, os 10 anos do Dia de Cooperar (Dia C), ambos celebrados no dia 6 de julho. Vale destacar que o Dia C é um grande movimento nacional de estímulo às iniciativas voluntárias, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, e que fazem parte da agenda estratégica do cooperativismo brasileiro. (Informe OCB)

OCB II: Organização participa do Seminário Internacional Cooperativas e o Futuro do Trabalho

ocb II 28 06 2019Uma delegação da OCB esteve em Genebra para participar do Seminário Internacional Cooperativas e o Futuro do Trabalho, na terça-feira (25/06). O evento foi organizado pela Organização Internacional do Trabalho em parceria com a Aliança Cooperativa Internacional no apogeu da Conferência Internacional do Trabalho.

 

Declaração - O seminário ocorreu logo após a aprovação da Declaração do Centenário do Organização Internacional do Trabalho, ocorrida na sexta-feira, dia 24 de junho. Por meio do documento histórico, os 170 estados membros da OIT se comprometeram a apoiar o cooperativismo como forma de garantir o acesso às boas condições de trabalho.

 

Novas parcerias - O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, e o presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ariel Guarco participaram do evento. Ambos assinaram um memorando de entendimento que permitirá o desenvolvimento de novas parceiras entre as duas organizações internacionais.

 

Papel do cooperativismo - Com a presença de delegações de mais de vinte países, o seminário teve o objetivo de discutir o papel do cooperativismo no aprimoramento das condições de trabalho em todo planeta. Dirigentes cooperativistas e representantes de governos de diversos países intercambiaram experiências sobre o trabalho desenvolvido pelas cooperativas na formalização da economia e na geração de empregos.

 

Crucial - Segundo estimativas da ACI, as cooperativas são responsáveis por 10% de todos os postos de trabalho no planeta. O cooperativismo é tido como crucial para a promoção do trabalho decente em todo mundo. O seminário teve o objetivo de dar ainda mais visibilidade ao modelo junto aos representantes dos governos dos estados membros da OIT. (Informe OCB)

CRÉDITO: Presidente do Banco Central reforça papel do SNCC

credito 28 06 2019Na terça-feira (25/06), o presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira Campos Neto, esteve na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras, em Brasília. Ele explicou como o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) pode contribuir com as ações da chamada democratização financeira, foco da Agenda BC#, lançada há um mês. Durante o discurso, ele fez questão de destacar como o cooperativismo de crédito é percebido pelo banco. Confira alguns trechos:

 

Pilar - Um dos pilares do Banco Central é o cooperativismo. As cooperativas de crédito estavam entre os primeiros grupos que estudamos fortemente. Ao longo dos últimos anos, o Banco Central tem apoiado bastante o setor, por meio do desenvolvimento de regulação que considera as particularidades, do fomento e aprimoramento da governança, controle gerencial e de risco e a supervisão especializada em busca de atender os negócios cooperativos.

 

Evolução - O Banco Central já vem trabalhando muito, mas temos ainda diversos outros projetos vindos aí pela frente. É interessante ver a evolução do cooperativismo de crédito. De fato, é impressionante. É a modalidade de crédito que mais subiu em ativos concedidos e depósitos, entre 2009 e 2019. Então, mesmo durante as crises da década anterior, o cooperativismo se manteve firme nessa trajetória de crescimento, desde 2009, ano da publicação da Lei Complementar nº 130. A gente tem agora que trabalhar para consolidar o setor, por isso temos, dentre os 14 grupos de trabalho, um específico para consolidar e expandir o cooperativismo.

 

Consolidação - Em 2018 tivemos uma redução de cerca de 4% no número de cooperativas singulares (de 967 para 925). Desde 2014, as cooperativas foram repensadas e usam mais tecnologia. Elas não deixam a desejar em nada para cooperativas de outros sistemas e países mais avançados, então, isso é um motivo de grande felicidade. Apesar da redução no número de cooperativas, o número de cooperados ultrapassou 10 milhões entre pessoas físicas e jurídicas. Elas estão presentes em cerca de 2,5 mil cidades e seus postos de atendimento superam a casa dos 5,4 mil. Esse desempenho está diretamente ligado ao modelo de negócio das cooperativas, focado na proximidade com os associados, e ocorre, ainda, graças à sua presença massiva no interior do país.

 

Cooperativa x spread - Um dos problemas de crédito que temos no Brasil, atualmente, e por isso o spread é alto, está dividido em duas partes: um problema de informação assimétrica, ou seja, não existe um sistema de informação muito eficiente e a cooperativa elimina isso, porque ela está mais perto da pessoa que toma o crédito. E o outro problema diz respeito à recuperação de garantias. Na cooperativa isso também é solucionado, porque ela conhece o cooperado, sabe a garantia que ele pode dar, sabe onde ela está. Então, esses dois problemas são eliminados no ambiente da cooperativa.

 

Crescimento - O cooperativismo de crédito continua aumentando sua representatividade no Sistema Financeiro Nacional com crescimento bem maior que os demais segmentos. A gente ainda tem objetivos bastante ambiciosos, mas o trabalho de vocês, até agora, é impressionante. Estamos muito contentes com isso.

 

Inclusão - As cooperativas de crédito são fundamentais para a inclusão financeira, com efeito multiplicador de poupança, de educação financeira. Há vários trabalhos que mostram que quando um agente agrícola, por exemplo, entra numa cooperativa começa a aprender a administrar melhor os insumos, fica mais eficiente. Essa proximidade com o produtor, que é tomador de crédito, gera esse aumento de eficiência de produtividade que nós precisamos.

 

Cooperação - As cooperativas nasceram do rural, mas hoje têm um espectro mais amplo. A gente precisa receber de vocês os inputs para poder melhorar ainda mais a penetração em outras áreas. É uma rua de duas mãos. Precisamos trabalhar juntos. Nós precisamos entender quais são os novos negócios que as cooperativas querem fazer e como podemos ajudar nesse caminho.

 

Medidas - O que vem por aí:

Permissão de empréstimo sindicalizado;

Depósito Interfinanceiro Cooperativo (funding inter cooperativas e sistemas);

Captação de poupança por cooperativas singulares;

Uso de Fundos Constitucionais como funding;

Definição de política para área de atuação nos sistemas organizados;

Modernização do conceito de área de admissão;

Realização de assembleias também por meios digitais, garantidos a participação e o voto;

Possibilidade de as centrais exercerem “intervenção” em cooperativas singulares, bem como de confederações em centrais;

Aprimoramento da governança e ampliação do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop);

Meta de desenvolvimento regional.

Essas são as medidas que já estamos tomando.

 

Desafios - Os desafios que temos para o setor são:

Aumentar a participação do crédito tomado pelos cooperados. Atualmente em 24% e nós projetamos um aumento para 40%.

Aumentar a participação das cooperativas de crédito no sistema financeiro nacional de 8% para 20%.

Aumentar a participação dos cooperados de renda mais baixa (até 10 salários mínimos), de 1/3 para 50%. Isso faz parte do movimento de inclusão.

Aumento da presença das cooperativas nas regiões Norte e Nordeste. Ainda nos falta um projeto integrado de aumento.

Pretendemos contribuir com tudo isso, e o primeiro passo é o aprimoramento da Lei Complementar 130/2009. (Informe OCB)

C.VALE: Cooperativa investe em nova unidade de grãos no noroeste do PR

 

Associados da C.Vale em Alto Piquiri, noroeste do Paraná, e de áreas próximas puderam entregar a safrinha de milho na unidade recém-concluída pela cooperativa. A estrutura tem 5.200 metros quadrados de área construída e instalações capazes de proporcionar fluxo rápido de carga e descarga. O acionamento e o controle da maior parte dos equipamentos são feitos por programas de computador. São duas balanças rodoviárias com capacidade de pesagem de 120 toneladas, duas moegas para 80 toneladas cada e coletor pneumático de amostras. Dois tombadores para até 80 toneladas podem descarregar caminhões e carretas em poucos minutos. A estrutura inclui, ainda, quatro silos capazes de armazenar, no total, 666 mil sacas de 60 quilos e dois silos-pulmão para, no conjunto, 25 mil sacas. O secador tem capacidade para 150 toneladas/hora de grãos.

 

Investimento - Na área de 12.860 metros quadrados ocupadas pela unidade estão, ainda, banheiros e vestiários para motoristas, refeitório e oficinas. A C.Vale investiu R$ 30 milhões na nova unidade. O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, diz que Alto Piquiri vai servir de modelo para outras unidades da cooperativa. “É uma unidade moderna, bastante automatizada. Nós deixamos a estrutura pronta para sua duplicação à medida em que houver demanda”, adiantou.

 

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Agilidade - O associado Luiz Henrique Caetano foi um dos primeiros a colher o milho safrinha em Alto Piquiri e elogiou a estrutura da nova unidade. Dirigindo um bi-trem com 650 sacas do grão, ele aprovou principalmente as instalações. “A classificação fica em local coberto e o tombador ajuda bastante. Não preciso abrir as correntes. E tem duas balanças, então a gente perde pouco tempo”, avalia. Em menos de dez minutos, o tombador liberou a carreta das 39 toneladas de milho. Luiz e o irmão Marcos Rogério concluíram a colheita de 97 hectares com rendimentos entre 115 e 124 sacas/hectare. Eles negociaram a maior parte da produção em contratos a R$ 27,00 e a R$ 30,00 a saca. (Imprensa C.Vale)

FRIMESA: Quem experimenta, recomenda!

frimesa 28 06 2019Inspirada nas manifestações dos consumidores que adoram e recomendam os produtos da marca, a Frimesa lança a campanha de comunicação de 2019. A estratégia é dar sequência aos investimentos para aumentar a percepção de valor da marca, iniciado há três anos. “O grande desafio é conquistar a preferência dos consumidores para dar suporte aos projetos de crescimento constante”, afirma o presidente Valter Vanzella.

Conceito - Intitulada de ‘Quem experimenta, recomenda!’, o conceito da campanha vem da informação da pesquisa onde 96% dos entrevistados afirmam que recomendam aos familiares e amigos os produtos da Frimesa, pela qualidade e sabor. Diferentemente da satisfação, a recomendação significa um envolvimento mais sólido do consumidor tornando-o fiel diante da concorrência.

Estreia - Na mídia, as novas peças publicitárias estreiam dia 30 de junho e trazem como protagonistas as linguiças frescais, presunto e linha de cortes suínos. As ações estarão concentradas nos mercados estratégicos para a empresa, o Paraná e São Paulo. O novo filme de 30” intitulado de ‘Sucesso no Insta” traça o cotidiano do consumidor atual com as novas tecnologias e com muito humor. A campanha terá filmes com 5’ de assinatura e jingle para rádios.

Exterior - Já a mídia exterior vem com mais força, principalmente no metrô em São Paulo, que receberá a comunicação em painéis, adesivagem de vagões em uma ação sensorial inovadora. Os consumidores poderão sentir o cheirinho da Linguiça Toscana Frimesa por meio de aparelhos aromatizantes.

Digitais - A estratégia será intensificada também em mídias digitais, dando ênfase nas linguiças, principalmente nesse período da Copa América, valorizando o produto no churrasco para acompanhar o futebol.

Portal - Para isso, o portal a “Carne que o Mundo Prefere” terá novos conteúdos e receitas inéditas. A plataforma reúne dicas, curiosidades e mais de 100 receitas para a preparação de carne de porco. (Assessoria Frimesa)

 

DIA C: Cooperativas de Maringá se unem em prol de entidades

 

dia c 28 06 2019No dia 06 de julho, as cooperativas Unimed Maringá, Cocamar, Sicredi, Sicoob, Uniodonto e Unicampo irão promover uma nova edição do Dia C – Dia de Cooperar, celebrado juntamente com o Dia Internacional do Cooperativismo. O evento será no Recanto Espírita Somos Todos Irmãos e, este ano, a grande novidade é que juntas, as cooperativas se reunirão para produzir e entregar 2 mil pizzas, que já estão à venda, no valor de R$ 30,00.

 

Atividades - Cerca de 500 voluntários são esperados pela organização para realizar o preparo dos ingredientes, montagem e entrega das pizzas. 

 

Parceria - A participação das seis cooperativas no Dia C é reforçada a cada ano, sempre com o objetivo de ajudar e fazer o bem. Em 2018, foram produzidas 22 mil fraldas geriátricas que foram doadas para o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), Lar dos Velhinhos de Maringá e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

 

SomosCoop - As cooperativas fazem parte do movimento SomosCoop, que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil. Seu principal objetivo é conectar e pessoas em torno de uma única causa para tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade. (Assessoria Cocamar)

 

SERVIÇO:

Data: 6 de julho (sábado)

Horário: 12h 

Local: Recanto Espírita Somos Todos Irmãos

CRÉDITO RURAL: Paraná terá R$ 11,9 bilhões para financiamento da safra

 

O Banco do Brasil lançou nesta quinta-feira (27/06) o Plano Safra 2019/20 para a agropecuária, que está disponibilizando R$ 103 bilhões em créditos para financiamento rural no País, sendo R$ 91,5 bilhões para o crédito rural em custeio, comercialização e investimento, e R$ 11,5 bilhões para o crédito agroindustrial. Desse total, R$ 11,9 bilhões estarão à disposição do Paraná.

 

Anúncio - O anúncio foi feito em Curitiba em solenidade que contou com a presença do vice-governador Darci Piana, do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, do diretor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Waz, do ex-governador Paulo Pimentel, e de lideranças do agronegócio paranaense.

 

Crescimento - Os recursos previstos pelo banco para serem aplicados no Paraná representam um crescimento de quase 20% em relação à safra anterior, quando foram aplicados no Estado R$ 10,6 bilhões. Dos recursos previstos para o Paraná, R$ 10,1 bilhões serão direcionados para custeio, comercialização e industrialização da safra, e R$ 1,8 bilhão em investimentos.

 

Taxas de juros - As taxas de juros foram mantidas em 3% a 4,6% ao ano para o Pronaf; 6% para os pequenos produtores e 8% ao ano para os demais produtores nas linhas de custeio, comercialização e agroindustrialização. Nas linhas para investimentos, os juros agrícolas variam de 3% a 10,5% ao ano.

 

Participação - O Banco do Brasil tem uma participação de 58,2% no mercado de crédito rural brasileiro, com atendimento a 1,5 milhão de produtores rurais. Na safra passada, desembolsou R$ 10,6 bilhões em crédito rural no Paraná, sendo R$ 8,8 bilhões em custeio, comercialização e industrialização e R$ 1,8 bilhão em investimentos.

 

Seguro rural - Para a safra 2019/20, o Banco do Brasil está reforçando o atendimento ao seguro rural, direcionando um volume de R$ 1 bilhão para pagamento das subvenções ao prêmio do seguro rural. Segundo o diretor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Waz, essa é a primeira vez que o banco faz um aporte nesse volume, sendo que nos últimos dois anos destinou entre R$ 370 milhões a R$ 400 milhões ao seguro rural em todo o País.

 

Parceiro - Darci Piana destacou que o Banco do Brasil é um grande parceiro do agronegócio e do Paraná, que colabora para o desenvolvimento do Estado. “A disponibilização desses recursos representa a continuidade dos nossos investimentos no agronegócio”, disse. Segundo ele, com o projeto do Governo do Paraná em industrializar a agricultura para dar valor agregado aos grãos, e aumentar o valor do produto de exportação, é fundamental o apoio de uma instituição como o Banco do Brasil.

 

Paraná - O secretário Norberto Ortigara reforçou que o Paraná tem uma participação muito relevante no desempenho da agricultura brasileira, e mostrou a disposição do governo estadual em estar presente no processo, orientando os produtores na busca de um bom desempenho e renda.

 

Planejamento - “Esperamos que nossos agricultores façam um bom planejamento das suas atividades, com apoio dos agentes financeiros e da Emater na elaboração dos projetos e acompanhamento no dia a dia”, disse.

 

Conhecimento - Para o secretário, o anúncio dos recursos do banco disponíveis ao Paraná é importante para que todos os produtores e cooperativas tenham pleno conhecimento das oportunidades em crédito para fazer um bom cultivo, uma boa criação, um bom processamento. E também para que possam planejar seus investimentos como a compra de máquinas agrícolas, e instalação de estruturas de armazenagem na propriedade.

 

Importância - Wilson Waz, do Ministério da Agricultura, destacou a importância dos recursos que serão disponibilizados ao Paraná, afirmando que a diversidade da produção agropecuária paranaense é imbatível. “O Paraná é o maior produtor de alimentos e líder no atendimento à demanda por alimentos de outros países”, afirmou.

 

Recursos - Os financiamentos começam a ser liberados nas agências do banco a partir de 1º de julho para financiamento das atividades do ano agrícola 2019/20.

 

Custeio digital - Entre as novidades da próxima safra está o custeio digital, que poderá ser feito 100% a partir da tela de um celular na propriedade rural. O investimento em tecnologia vem se expandindo, sendo que do ano passado para cá foram feitas mais de cinco bilhões de operações na modalidade mobile em atendimento a 16 mil contratos.

 

Taxas - Segundo Wilson Waz, as taxas de juros do Pronaf e Pronamp foram mantidas, assim como as taxas para investimentos em linhas como ABC – baixo carbono, Inovagro (financiamento para incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais) e construção de armazéns em propriedades rurais, que continuam sendo prioridades no campo.

 

Valor - Dos R$ 11,9 bilhões previstos para o Paraná, o Pronaf (para atendimento dos agricultores familiares) será contemplado com uma carteira de R$ 2,1 bilhões, que representa um crescimento de 31% sobre as aplicações na safra anterior. Mais R$ 2,7 bilhões serão destinados para atender o Pronamp (médios produtores), representando um crescimento de 17%. E R$ 7,1 bilhões para os demais produtores, um crescimento de 6%.

 

Médios e grandes produtores - Para o País, o banco vai disponibilizar R$ 77,4 bilhões para médios e grandes produtores e R$ 14,10 bilhões para a Agricultura Familiar. Além disso, vai disponibilizar R$ 11,5 bilhões para o crédito agroindustrial. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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PORTO: Paranaguá registra recorde diário de embarque de milho

 

porto 28 06 2019O Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá embarcou na terça-feira (25/06) 57.193 toneladas de milho em um único berço de atracação. Foram mais de 2,3 mil toneladas de grão por hora. O volume supera a marca anterior, registrada em 8 de dezembro de 2015, quando foram 51,6 mil toneladas em um único dia.

 

Preparado - Segundo o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o desempenho comprova que os portos paranaenses estão preparados para exportar a safra recorde de milho brasileira. “Nosso modelo do Corredor de Exportação, as regras de operação para priorizar o produto, a capacidade dos nossos equipamentos e a produtividade dos operadores portuários são diferenciais”, diz.

 

Berço - O Berço 213, espaço no cais em que o navio atraca para receber a carga, conta com dois equipamentos carregadores (shiploaders) e tem regras especiais para operação, com prioridade para os exportadores que tenham carga disponível e condições para o embarque em 36 horas.

 

Antes - “Atracação prioritária significa entrar antes que os demais navios para operar naquele espaço. Para isso, é preciso ter capacidade técnica e operacional que garantam que o navio será carregado dentro do tempo estimado”, afirma o diretor operacional Luiz Teixeira.

 

Pena - Segundo ele, caso não cumpram o prazo, a pena para os operadores é ter que desatracar o navio imediatamente e assumir custos extras com novas atracação e desatracação e com a estadia do navio. “Além disso, nesta segunda vez, não terão prioridade”, diz Teixeira.

 

Operação - No caso da operação recorde, o plano de carga era de 61.408 toneladas e o carregamento deveria estar concluída em, no máximo, 34 horas. A operação foi realizada em menos de 29 horas. Os operadores foram a Cargill, Centro Sul e Louis Deyfus. O navio carregado com o milho foi o Puppis Ocean que partiu com destino a Shibushi, no Japão.

 

Milho - O Porto de Paranaguá é um dos principais pontos de saída do milho brasileiro. Nesta quinta-feira (27), um navio carrega 63,7 mil toneladas. Ainda para esta semana, outros dois navios estão programados para atracar e carregar 136.550 toneladas do grão.

 

Carregamento - No pré-agendamento, sete embarcações devem carregar 424.450 toneladas do produto e mais cinco já foram anunciados para chegar e carregar 292 mil toneladas, entre os dias 29 de junho e 10 de julho.

 

Total - Nos últimos dez dias (de 15 a 25 de junho), sete navios carregaram um total de quase 381,2 mil toneladas do grão.

 

Previsão - De acordo com os responsáveis pela Divisão de Silos dos Portos do Paraná, as expectativas em relação ao embarque de milho pelo Porto de Paranaguá continuam altas. Segundo a projeção dos operadores, nos próximos três meses 2,7 milhões de toneladas do grão devem ser descarregadas nos terminais.

 

Mês - “Devemos quebrar recorde no embarque do produto também no mês. O volume esperado para a chegada do produto para embarque é alto. O mercado está aquecido e a nossa produtividade está ajudando muito”, afirma Teixeira.

 

Projeção - A projeção para os demais produtos é de 1,4 milhão de toneladas de farelo de soja, 2,6 milhões de toneladas de soja, e 900 mil toneladas de açúcar (a granel).

 

Granéis sólidos - No total, são esperadas mais de 7,6 milhões de toneladas de granéis sólidos para exportação, chegando para descarregar nos terminais do Porto de Paranaguá até agosto. (Agência de Notícias do Paraná)

IPEA: Economia deve crescer 0,8% este ano, prevê Instituto

 

ipea 28 06 2019O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ter crescimento de 0,8% este ano e de 2,5% em 2020. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou nesta quinta-feira (27/06) duas seções da Carta de Conjuntura. De acordo com a análise, o segundo trimestre de 2019 deve fechar em alta de 0,5% em relação aos três primeiros meses do ano.

 

Banco Central - A projeção para este ano coincide com a do Banco Central, também divulgada nesta quinta. Para a inflação, a previsão do órgão é que feche o ano em 3,9%, acima da previsão de 3,6% do Banco Central.

 

Frustração - De acordo com o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro, a queda da projeção de crescimento de 2% para 0,8% se deve à frustração dos indicadores alcançados até agora. No primeiro trimestre deste ano, o PIB caiu 0,2%.

 

Abaixo do esperado - “Em relação ao que se esperava no início do ano, os indicadores mensais que vieram, o dado do PIB do primeiro trimestre realmente veio abaixo do que a gente imaginava e isso causou uma redução bastante grande da nossa projeção para o ano de 2019”.

 

Comércio varejista ampliado - Para a atividade econômica, o Ipea aponta 2,5% de crescimento no acumulado do ano até abril no comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção. O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou queda de 0,3% no acumulado do ano; móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 1,4% no período; e livros, jornais, revistas e papelarias somam perdas de 28,7% no ano. Com crescimento nas vendas, veículos, motos, partes e peças tiveram crescimento de 7,9% no acumulado do ano; outros artigos de uso pessoal somam aumento de 6,4%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos subiram 6,1%.

 

Melhora - De acordo com Castro, a melhora do quadro econômico vai depender de aprovação de reformas econômicas. Sem elas, segundo ele, a retomada da economia não se concretiza.

 

Confiança - “O destaque que eu gostaria de dar é uma melhora da confiança [do empresário], que geraria uma alta dos investimentos produtivos. Se houver essa alta dos investimentos produtivos, a gente consegue gerar emprego e fazer a economia retomar o ciclo econômico que estava no negativo. A gente pode reverter essa situação gerando emprego, gerando alta da renda para o brasileiro, com essa melhora no investimento”.

 

Selic - Castro ressalta que o cenário foi estimado considerando a redução de 1 ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, de 6,5% para 5,5% no fim deste ano, além da aprovação no próximo trimestre da reforma da Previdência.

 

Rapidez - “Quanto mais rapidamente ocorrer essa reforma e essa sinalização de viabilidade do setor público brasileiro, mais rapidamente a gente vai conseguir reverter as expectativas e iniciar uma retomada mais intensa. Então, a aprovação, se ela acontecer já agora no início do segundo semestre, ela consegue ter algum impacto neste ano. Se essa aprovação demorar mais do que a gente está imaginando, obviamente que o crescimento deste ano poderá ser prejudicado”, explicou.

 

Quadro fiscal - O diretor detalha que as mudanças que ocorreram no projeto original da reforma da Previdência, no decorrer das discussões no Congresso Nacional, reduziram o tamanho da economia que seria gerada, mas “ainda assim viabiliza a melhora do quadro fiscal no Brasil”.

 

Abono salarial - Para ele, a mudança proposta no abono salarial, de ser pago para quem ganha até R$ 1.364 e não só para o trabalhador que recebe apenas um salário mínimo, atualmente no valor de R$ 998, diminuiu a economia que a reforma proporcionaria. Castro destaca também que os estudos do Ipea demonstram que essa política não contribui para a redução da desigualdade no país. Atualmente, pode ter acesso ao abono quem ganha até dois salários mínimos.

 

Objetivos - “Em relação ao abono salarial, se o objetivo dele é reduzir pobreza e distribuir renda, ele não atinge bem esses objetivos. Então, para atingir esses objetivos, o ideal seriam outras políticas públicas que não o abono salarial. Então, olhando do ponto de vista de redução de desigualdade e redução de pobreza, o ideal seria de fato eliminar o abono totalmente”.

 

Pagamentos - Segundo a análise do Ipea, 59% dos pagamentos do abono salarial atualmente são feitos para trabalhadores que estão na metade da população que tem a renda mais alta, e não entre os de menor rendimento. E apenas 15% é pago para os 30% mais pobres. (Agência de Notícias do Paraná)

ECONOMIA: Guedes e BC divergem sobre compulsórios

 

economia 28 06 2019Um dia depois de o Banco Central (BC) anunciar uma liberação de R$ 16,1 bilhões em depósitos compulsórios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu liberar R$ 100 bilhões desses recursos que os bancos são obrigados a deixar parados no BC. "Ontem [quarta] já houve uma liberação de R$ 20 e poucos bilhões de recolhimento compulsório para ampliar o crédito privado. E vem aí mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório ali na frente. Estamos encolhendo o crédito público e expandindo o privado", disse.

 

Reação - A fala do ministro gerou uma reação pouco usual do BC. Em nota, a autoridade monetária afirmou que "a redução estrutural" dos depósitos compulsórios é uma ação ainda "em curso, sem definições de prazos ou montantes". O BC não mencionou diretamente as afirmações do ministro, mas afirmou que "não antecipa decisões ou regulações". "A redução estrutural dos compulsórios é uma das ações da Agenda BC#, parte do pilar de eficiência de mercado. O aprimoramento dos atuais instrumentos de assistência financeira de liquidez, também previsto na Agenda BC#, nos permitirão trabalhar com um nível de compulsórios mais baixo no futuro", diz o comunicado do BC.

 

Ampliação do crédito - Segundo Guedes, o objetivo da agenda de redução dos compulsórios é permitir que as instituições financeiras ampliem o crédito para pessoas e empresas. Ele pontuou que o governo está realizando uma "desestatização do mercado de crédito". A fala do ministro ocorreu após encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

 

Ações - A agenda "estrutural" de redução de liberação de compulsórios, indicou Guedes, será feita no âmbito de uma série de ações que o governo quer empreender após a aprovação da reforma da Previdência Social. Guedes reiterou a intenção de fazer as reformas tributária e do pacto federativo e de avançar no plano de abertura do mercado de gás, que pode contribuir fortemente para a redução do custo da energia. "Vamos reindustrializar o país em cima de energia barata. Botijão vai diminuir custo em 30%, 40% ou 50%", disse.

 

Política de juros - Mais cedo, durante entrevista sobre o relatório de inflação, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, apontou que a atuação por meio de depósitos compulsórios não substitui a política de juros. "Não é nossa visão e não é nossa intenção", afirmou. Campos destacou que há uma agenda do BC para reformas de mercado e redução do spread e isso se insere nesse contexto. "Temos espaço para queda estrutural do compulsório. O fato é que compulsório é alto e que o Brasil não tem um veículo de assistência financeira mais adequado e estrutural", disse.

 

Instrumento - O presidente - cuja indicação para o cargo foi feita por Guedes - explicou ainda que está trabalhando na elaboração desse instrumento. "Hoje reformas microeconômicas são tão importantes quanto as macro", disse.

 

Alíquota - Na última quarta-feira (26/06), o Banco Central anunciou a redução da alíquota sobre compulsórios a prazo, de 33% para 31%. "O efeito financeiro dos R$ 16,1 bilhões de redução decorrente da regulamentação dos depósitos compulsórios a prazo surtirá efeito em 15/7/19", disse a autoridade monetária em comunicado nesta quinta-feira (27/06). (Valor Econômico)

IBGE: Desemprego cai, mas ainda atinge quase 13 milhões de brasileiros

1ibge 28 06 2019A taxa de desemprego nacional foi de 12,3% no trimestre encerrado em maio, abaixo dos 12,4% dos três meses anteriores, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (28/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em linha - O resultado ficou em linha com a mediana das projeções de 24 analistas de consultorias e instituições financeiras ouvidos pelo Valor Data, que apontava uma taxa de 12,3%. O intervalo dessas projeções era de 12,1% a 12,5%.

Desempregado - O número de desempregados — pessoas que procuraram emprego, sem conseguir — era de 12,984 milhões de março a maio deste ano. Esse total é 0,5% menor do que nos três meses imediatamente anteriores (-70 mil pessoas) e 1,6% menor do que no mesmo período de 2018 (-206 mil pessoas).

Ocupação - Segundo o IBGE, 1,067 milhão de trabalhadores conseguiram uma ocupação no trimestre móvel de março a maio, na comparação aos três meses anteriores. Desta forma, a população ocupada (empregados, empregadores, autônomos etc.) chegou a 92,947 milhões de pessoas no país, alta de 1,2%.

Descompasso - O descompasso entre a queda do número dos desempregados (pouca expressiva) e o aumento do número de ocupados (mais expressivo) é explicado pela redução da inatividade no mercado de trabalho. Ou seja, mais trabalhadores voltaram a procurar emprego no período.

Fora força de trabalho - A população fora força de trabalho — pessoas desempregadas e que não buscavam trabalho — apresentou queda de 1,2% na comparação ao trimestre até fevereiro, o que representa 777 mil pessoas em direção ao mercado de trabalho. Frente ao mesmo período de 2018, a queda é menor, de 0,7%.

Recuperação - O mercado de trabalho entrou em trajetória de recuperação a partir de abril de 2017, puxado especialmente pelos empregos informais. Esse movimento, porém, perdeu fôlego ao longo do ano passado, assim como o ritmo de retomada da atividade econômica em geral.

Caged - Os dados do IBGE vêm após um desempenho frustrante do mercado de trabalho formal divulgado um dia antes pelo governo. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram uma geração de 32.140 vagas líquidas em maio, abaixo do esperado pelo mercado. (Valor Econômico)

2ibge 28 06 2019

 

CAGED I: Emprego formal decepciona e tem pior maio em 3 anos

 

1caged I 28 06 2019A geração de vagas com carteira assinada voltou a decepcionar em maio, reforçando a percepção de que o desempenho pior do que o esperado da atividade em abril teve continuidade no mês seguinte. O resultado reforça o temor de uma nova queda do PIB no segundo trimestre e alguns economistas já esperam saldo de vagas neste ano inferior a 2018.

 

Vagas formais - O mercado de trabalho criou 32,1 mil vagas formais em maio, pior resultado para o mês desde 2016, quando foram perdidas 72,6 mil vagas. O resultado também ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, de 70 mil, segundo levantamento do Valor Data. No ano, foram criados 351,1 postos de trabalho com carteira assinada e, em 12 meses, 474,3 mil vagas, considerando números ajustados para incluir dados enviados com atraso pelas empresas.

 

Setores - Dos oito setores acompanhados, três tiveram saldo negativo. Foram fechadas 11,3 mil vagas no comércio, 6,1 mil vagas na indústria da transformação e 415 vagas em serviços industriais de utilidade pública. Por outro lado, foram criados 627 empregos na indústria extrativa mineral, mil na administração pública, 2,5 mil em serviços, 8,5 mil na construção civil e 37,3 mil na agropecuária, com destaque para contratações nos cultivos de café e laranja.

 

Regiões - Por regiões, apenas no Sul foi registrado saldo negativo de emprego em maio (-10.935). Por outro lado, a região Sudeste liderou a criação de postos com a geração de 29.498 empregos; seguido por Centro-Oeste (6.148); Norte (4.110) e Nordeste (3.319).

 

Economia - Para o secretário do Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, o desempenho em maio do emprego com carteira está diretamente relacionado ao comportamento da economia brasileira que está com "dificuldades de alçar voo".

 

Investidores - Segundo o subsecretário de Políticas Públicas e Relações do Trabalho, Matheus Stivali, muitos investidores estão aguardando a aprovação da reforma para colocar recursos no país.

 

Santander - Essa também é a expectativa do Santander. Diante do resultado decepcionante do mercado de trabalho, ele deve revisar para baixo sua estimativa de abertura de 650 mil postos em 2019. Ainda assim, o banco acredita que a geração neste ano pode ficar em torno de 500 mil vagas, acima das 421 mil de 2018, considerando o saldo sem ajuste.

 

Ritmo mais forte - "Acreditamos que pode ter um ritmo um pouco mais forte do que no ano passado por causa da expectativa de melhora dos indicadores de confiança da economia no segundo semestre", diz Lucas Nobrega, economista do Santander. Segundo ele, a aprovação da reforma da Previdência também aumenta a probabilidade de estímulo à atividade via taxa de juros.

 

Revisão - Já Rafael Leão, economista-chefe da Parallaxis, não acredita em uma aceleração do emprego formal no segundo semestre, mesmo que a reforma seja aprovada. A consultoria deve revisar sua projeção para o saldo do emprego para cerca de 380 mil, abaixo dos 440 mil previstos anteriormente.

 

Longo prazo - Para ele, o efeito prático da reforma deve se dar no longo prazo. "No curtíssimo prazo, no segundo semestre, não acredito que vá haver uma recuperação tão forte da atividade", reforça. "Pode haver algum retorno de investimento que esteja represado, mas não acredito que será algo que vá levar a um crescimento superior a 0,8% para o PIB".

 

Novos reajustes - Leão avalia que o resultado do Caged de maio pode gerar novos reajustes nas estimativas de crescimento da economia neste ano. Ele mesmo tem viés de baixa para sua projeção de 0,8%. "Vamos esperar o resultado do segundo trimestre. Se vier uma nova retração, significa que o país está em recessão, aí não vai ter jeito de não rever para baixo", afirma.

 

Bolsonaro - O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em sua transmissão pelo Facebook, que o resultado do Caged "não é bom, poderia ser melhor", mas pelo menos há empregos sendo gerados. "Reconheço que a economia não vai bem", disse. (Valor Econômico)

 

caged I tabela 28 06 2019

CAGED II: Paraná foi o único Estado do Sul a criar empregos em maio

 

caged II 28 06 2019O Paraná manteve a curva de crescimento do emprego e abriu no mês de maio 1.431 novos postos de trabalho. Foi o único Estado do Sul com índice positivo, já que Santa Catarina perdeu 1.159 vagas e o Rio Grande do Sul 11.207.

 

Consolidado - No consolidado do ano, o Estado é o quarto do País que mais contratou, tirando do desemprego 39.737 pessoas, um crescimento de 4,9% em relação ao mês de abril – apenas São Paulo (132.624), Minas Gerais (75.175) e Santa Catarina (48.469) tiveram resultados melhores.

 

Setores - Destaque em maio para os setores da Construção Civil (2.355), Serviços (1.369), Administração Pública (22). O levantamento é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira (27/06).

 

Variação - A variação dos últimos 12 meses (junho de 2018 a maio de 2019) também é positiva, com 41.594 novas contratações. Neste caso, o bom resultado se deve a Serviços (22.807), Indústria da Transformação (7.494) e Construção Civil (6.954).

 

Ações - O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que o governo está promovendo várias ações para atrair novos investimentos para o Paraná, gerando mais oportunidades de emprego e renda. A projeção é a atração de R$ 20 bilhões em empreendimentos até o final deste ano.

 

Modernização - “O Poder Público tem que colaborar com o setor produtivo, buscando a modernização. Nós incentivamos os investidores, repactuamos as contas públicas e estamos preparando um Paraná para os próximos dez anos”, afirmou o governador. “Estamos adotando esse ritmo no Governo para dar respostas rápidas e priorizar aquilo que mais interessa, que é o desenvolvimento sustentável e a geração de emprego e renda no Paraná”, acrescentou.

 

Estabilização - Segundo a economista Suelen Glinski, do Departamento do Trabalho da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, os números representam uma estabilização do mercado, com índices de crescimento consolidados. “Mais importante que um resultado positivo esporádico, é olhar a trajetória do Paraná, com um crescimento estável, apontando para um 2019 bastante positivo”, ressaltou. “Importante também destacar a recuperação da Construção Civil, com investimento em obras do Governo do Estado e também do setor privado”, acrescentou a economista.

 

Cidades - Em relação aos municípios, a capital paranaense lidera o ranking da geração de empregos no acumulado de maio, com 464 postos, seguido por Pato Branco (428), Maringá (349) e Araucária (256). No acumulado do ano, os destaques são Curitiba (11.038), Maringá (3.955), Cascavel (2.072) e Pato Branco (1.894).

 

País - O Brasil criou em maio 132.140 mil vagas formais de emprego, melhor resultado para o mês desde 2016. No ano, o acumulado está em 474.299 vagas, aumento de 1,24% em relação ao mesmo quadrimestre de 2018.

 

Regiões - Quatro das cinco regiões tiveram saldo positivo em maio, com destaque para o Sudeste, que criou 29.498 postos formais. Depois, vêm as regiões Centro-Oeste (+6.148 vagas), Norte (+4.110) e Nordeste (+3.319). Apenas a região Sul teve redução no emprego formal (-10.935 postos).

 

Empresas - Apesar da crise econômica nacional e de perdas na safra de soja, principal commodity do Paraná, o Estado atraiu até maio R$ 12,5 bilhões em investimentos privados e abriu 105.130 empresas, contra 96.665 do mesmo período do ano passado, aumento de quase 10%. Além da programação de ampliar a produção no campo, a capacidade logística e o uso de tecnologia, o Estado também reorganizou a máquina pública com a reforma administrativa, que enxugou o número de secretarias e cargos, e revisão e renegociação de contratos, com economia anual estimada de pelo menos R$ 85 milhões.

 

Melhor mês - Maio, inclusive, foi o melhor mês do ano, com 23.919 novos negócios. Nos cinco primeiros meses, apenas em abril de 2019 o número foi inferior ao ano passado, e por uma diferença de 136 empresas.

 

Junta Comercial - Se contados apenas os dados da Junta Comercial, os números também são positivos, com abertura de 76.537 novos negócios, contra 74.606 entre janeiro e maio do ano passado. Sociedades empresariais limitadas, empresas individuais e Eirelis (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) puxaram a fila dos empregos.

 

Investimentos - Os R$ 12,5 bilhões prospectados pelo Estado significam crescimento de mais de 500% em relação a tudo que entrou via Agência Paraná Desenvolvimento (APD) em 2018, em torno de R$ 1,99 bilhão. Esse valor foi puxado pelo investimento anunciado pela Klabin em Ortigueira, na casa de R$ 9,1 bilhões, maior anúncio de expansão da América Latina neste ano, e do Grupo Madero, em torno de R$ 600 milhões.

 

Próximo ciclo - Para o próximo ciclo, os principais objetivos da APD são a inserção do setor de turismo nas estratégias de prospecção e desenvolvimento e apoio ao aumento da competitividade dos municípios.

 

Apoio - O órgão também planeja apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas para aumentar o valor agregado dos produtos e focar na desburocratização por meio da facilitação de processos para maior ganho de produtividade. (Agência de Notícias do Paraná)

LEGISLAÇÃO: Perde a validade nesta sexta-feira MP que extingue contribuição sindical na folha

 

legislacao 28 06 2019Perde a validade nesta sexta-feira (28/06), a Medida Provisória 873/19, que proibia o desconto da contribuição facultativa ao sindicato na folha salarial com autorização do trabalhador. Segundo a MP, a contribuição sindical seria paga por meio de boleto bancário, após autorização expressa, individual e por escrito do trabalhador. Para que o assunto seja tratado novamente pelo Congresso, somente por meio de projeto de lei.

 

Alteração - A MP altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-lei 5.452/43) e o Estatuto do Servidor Público (Lei 8.112/90). Pelo texto, o pagamento poderia ser feito somente por meio de boleto bancário ou o equivalente eletrônico, enviado obrigatoriamente à residência do empregado ou, na impossibilidade de recebimento, para a sede da empresa. Caso o trabalhador não tenha autorizado o desconto, o envio do boleto seria proibido.

 

Nula - O texto também tornava nula a obrigação de recolhimento da contribuição sem a autorização do trabalhador, mesmo que referendada por negociação coletiva ou assembleia geral, além de especificar que qualquer outra taxa instituída pelo sindicato, ainda que prevista no estatuto da entidade ou em negociação coletiva, somente poderia ser exigida de quem fosse efetivamente filiado.

 

TST - Em dezembro de 2017, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) homologou uma convenção coletiva contendo uma cláusula prevendo o desconto da contribuição sindical, desde que houvesse autorização em assembleia.

 

De compulsória a facultativa - Também chamada de imposto sindical, a contribuição foi criada em 1940 por um decreto-lei e incorporada em 1943 à CLT, que manteve a cobrança obrigatória. A compulsoriedade fez do imposto sindical o principal mecanismo de financiamento dos sindicatos brasileiros.

 

Reforma - Em 2017, a reforma trabalhista (Lei 13.467/17) transformou a cobrança em facultativa. O trabalhador precisou manifestar a vontade em contribuir para o seu sindicato, mas a cobrança continuou a ser na folha salarial. (Agência Câmara)

INTERNACIONAL: Modelo de voto na UE pode frear acordo com Mercosul

 

internacional 28 06 2019O governo brasileiro reagiu agressivamente à crítica de Angela Merkel à política ambiental do Brasil. Isso pode também ameaçar a aprovação do acordo comercial UE-Mercosul, cujos termos finais estão para ser fechados - podendo ser anunciados ainda nesta sexta-feira (28/06), disse ao Valor o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

 

Reação - O presidente Jair Bolsonaro disse que não foi ao G-20 para ser advertido, após Merkel ter chamado de dramática a situação ambiental no Brasil e ter dito que trataria do tema com Bolsonaro no G-20. Já o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, sem diplomacia, mandou países que criticam o Brasil "procurarem sua turma".

 

Aprovação - Mas essa turma a que o general se refere é a mesma turma que terá de aprovar o acordo UE-Mercosul. O acordo vem sendo negociado, do lado europeu, pela Comissão Europeia, o órgão executivo da UE. Concluída a negociação, há ainda um longo caminho na UE para que ele entre em vigor.

 

Conselho Europeu - Primeiro, o acordo negociado precisa passar pelo Conselho Europeu, o órgão que reúne os líderes dos 28 países-membros da UE. O conselho então encaminha o acordo para aprovação pelo Parlamento Europeu. Em seguida, o acordo precisa ser aprovado pelos Parlamentos nacionais de todos os países da UE e por meia dúzia de Parlamentos regionais.

 

Processo - Esse processo é politicamente muito complicado. O acordo UE-Canadá por pouco não foi rejeitado na Bélgica. Os partidos verdes participam de alguns governos na UE, como na Dinamarca e na Suécia. Além disso, têm bancadas expressivas em muitos Parlamentos nacionais e no Parlamento Europeu. Além dos verdes, o tema ambiental é importante para outros grupos políticos na Europa, inclusive para o movimento do presidente francês, Emmanuel Macron, que se vê como uma espécie de guardião do Acordo de Paris sobre o clima.

 

Pergunta - As críticas de Merkel foram feitas em resposta a uma pergunta no Parlamento alemão sobre as negociações com o Mercosul. Claramente, para os políticos europeus, o acordo comercial e as questões ambientais estão interligados.

 

Contrapartida - Não está claro se os europeus pedirão alguma contrapartida ambiental ao Brasil, para facilitar a aprovação do acordo EU-Mercosul, mas é bem provável. Merkel foi cobrada por isso no Parlamento alemão. Possivelmente é esse recado que ela dará ao presidente Bolsonaro. Mandar a premiê alemã "procurar sua turma", como fez Heleno, pode inviabilizar o acordo comercial mais importante já negociado pelo Brasil. (Valor Econômico)

 

Foto: Comex do Brasil


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