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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4606 | 27 de Junho de 2019

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Economista prevê cenários positivos para as cooperativas

A cidade de Maringá, no Noroeste do Paraná, foi sede de mais uma edição do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses. Promovido pelo Sistema Ocepar, o evento ocorreu na tarde desta quarta-feira (26/06) e reuniu cerca de 60 lideranças do setor na sede do Sicoob Central Unicoob. O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Como parte da programação, o consultor José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, ministrou uma palestra em que abordou diversos temas relacionados ao cenário político e econômico do Brasil, combate à corrupção, entre outros assuntos.

Bom desempenho - De acordo com Barros, apesar de todas as projeções em âmbito nacional indicarem um crescimento econômico lento, o setor do agronegócio e das cooperativas seguem na contramão, mostrando bom desempenho. "Para as cooperativas agropecuárias o que se espera é um plantio de safra muito bom. Ao mesmo tempo, com a redução da taxa de juros, também se ampliam as perspectivas das cooperativas de crédito, que poderão continuar crescendo. Desta forma, nos dois casos, os cenários são claramente positivos", comentou.

Modelo de atuação - Em seguida, o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli, apresentou o modelo de atuação da Central, que está presente no Paraná e também em mais seis estados.

Norte - Para o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Marechal, Luciano Cremonese, a discussão promovida durante o fórum foi de grande importância para nortear os próximos passos do cooperativismo no Paraná e em todo o Brasil. "Foi uma iniciativa importante organizar as lideranças e incentivá-las para encontrem as melhores estratégias, pois temos o mesmo objetivo. Precisamos nos manter atualizados sobre fatores econômicos internos e externos e sobre o momento político no país. Enquanto cooperativas, movimentamos e economia e sentimos a necessidade de haja um crescimento constante do setor", disse. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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FRENCOOP: Comissão aprova PL que autoriza serviços de telecomunicação por cooperativas

 

frencoop 27 06 2019O Projeto de Lei 8.824/17, que trata da prestação de serviços de telecomunicações por cooperativas, foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (26/06), na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o PL tem como relator o deputado Heitor Schuch (RS) e segue agora para a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

 

Entendimento - De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o projeto de lei tem por objetivo pacificar o entendimento quanto à possibilidade das sociedades cooperativas prestarem os serviços de telefonia móvel e banda larga fixa ou móvel no país. Para a entidade, a atual redação legal não é clara sobre o tema, o que tem causado transtornos e dificultado que as cooperativas obtenham concessão para oferecer tais serviços.

 

Estudo - “Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2017, mais de 11,5 milhões de domicílios no país têm condições de arcar com o custo pelo acesso à banda larga fixa ou móvel (3G ou 4G), porém não contam com o serviço disponível nas suas localidades, por estarem distantes de regiões mais bem estruturadas. Na nossa opinião, a melhor alternativa para universalizar o acesso a esse serviço no país é, de fato, o cooperativismo”, avalia Márcio Freitas.

 

Alternativa - De acordo com a liderança cooperativista, as atuais concessões, permissões e autorizações não promovem o acesso e a qualidade fundamentais para a digitalização das comunidades rurais em diversas regiões do país. “E mais uma vez, o cooperativismo pode ser uma alternativa, ou até mesmo protagonista para universalização destes serviços”, conclui Márcio Freitas.

 

Conexão - O presidente da Frencoop, Evair de Melo, frisou que os novos recursos tecnológicos de comunicação precisam chegar aos cidadãos e o cooperativismo está apto a fornecê-los. “A comunicação evoluiu dialogando com a educação, com a segurança, com a economia, com a agricultura e com a saúde. É um fator importante, mas nunca o trabalhamos com essa dimensão social, política e econômica. Sou defensor da doutrina clássica do cooperativismo, que é a forma dos pequenos se juntarem, serem eficientes e capazes de serem competitivos. Por isso, tenho a certeza que por meio das cooperativas podemos alcançar essas comunidades menores, onde as grandes operadoras não estão, e levar tecnologia até elas”, declarou Evair de Melo.

 

Novas tecnologias - O parlamentar capixaba também reiterou a importância das novas tecnologias de comunicação para a permanência do homem e da mulher do campo no meio rural. “Se não entregamos esse serviço, forçamos essas pessoas a abandonarem suas famílias, suas atividades, seus empregos e seus modos de vida e se mudarem para um centro urbano”.

 

Segurança jurídica - Segundo o relator, o projeto de lei “surge para positivar a participação das cooperativas nesse mercado, ao mesmo tempo em que gera segurança jurídica aos cooperados interessados em empreender no setor, permitindo-se que internet de qualidade e a um custo módico seja disponibilizada para milhões de brasileiros que, por fatores alheios a sua vontade, não têm acesso ou têm acesso deficiente a esse serviço fundamental.” (Informe OCB)

COCAMAR I: Mendonça de Barros fala em oportunidades para o agro crescer

 

A perspectiva é animadora para o agronegócio brasileiro no mercado internacional. Quem afirma é o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados de São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (26/06), ele fez palestra em Maringá (PR) aos integrantes dos conselhos de administração, fiscal e consultivo, diretoria executiva, superintendentes e gerentes da Cooperativa Cocamar, além da diretoria do Sistema Ocepar. Barros trouxe notícias positivas e outras nem tanto. 

 

China - De acordo com o economista, os destemperos do presidente Donald Trump estão fazendo com que a China, maior importadora global de soja, diminua gradativamente suas compras dos EUA e se volte cada vez mais para o Brasil. Desde 2013 a preferência dos chineses tem sido maior pelo grão brasileiro, na comparação com o americano, mas em 2018 a diferença alcançou os maiores patamares de todos os tempos e podem se repetir em 2019. 

 

Sanidade - “Os chineses estão convencidos de que o Brasil é capaz de atender grandes volumes e também que sabe honrar contratos”, disse Barros, acrescentando que isto cria uma responsabilidade maior para os brasileiros em relação aos cuidados com a sanidade de seus produtos, o que inclui a carne. 

 

Crescendo - “O Brasil está crescendo como fornecedor global de outros produtos também, caso do algodão e igualmente em cima dos Estados Unidos”, frisou o economista, lembrando que, por outro lado, os chineses consomem cada vez mais suco de laranja e café do Brasil e podem vir a ser, também, compradores de carnes brasileiras. “Estamos diante de uma oportunidade extraordinária para crescer.” 

 

Safra - Por outro lado, a safra deste ano nos EUA enfrenta grandes problemas com o clima e alguns setores já avaliam que ao menos 40 milhões de toneladas de grãos estariam perdidas. O mercado já aguarda, ansioso, pelos números do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). 

 

Economia fraca - A notícia ruim não tem nada a ver com o agronegócio e, sim, com a economia do país. Segundo Barros, as previsões em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) são de mais um ano perdido. Se antes se cogitava que o crescimento em 2019 poderia passar de 2%, as projeções da MB indicam agora 0,9% e setores menos otimistas admitem até mesmo 0,5%. “As expectativas quanto ao novo governo não se confirmaram nos primeiros meses e o entusiasmo perdeu força”, observou. “Tudo o que depende de salários, está ruim: desde a venda de combustíveis, calçados, vestuários e outros itens.” 

 

Inflação e Previdência - No entanto, um ponto favorável é que a inflação continua baixa, havendo a possibilidade de uma queda da taxa Selic dos atuais 6,5% para 6%. O sentimento de Barros é que o Congresso deve aprovar a reforma da Previdência, em primeiro turno, no mês de julho, ficando o segundo turno para setembro. “Se isto se confirmar, o Brasil poderá voltar a crescer no final do ano e ao longo de 2020”, completou. (Imprensa Cocamar)

 

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COCAMAR II: Cooperado pode pagar calcário e gesso agrícola em até 3 anos

 

cocamar II 27 06 2019De olho nos preparativos para a safra de verão 2019/20, a Cocamar está realizando, junto aos cooperados, sua tradicional campanha para a comercialização de calcário e gesso agrícola, que podem ser quitados em até três anos. “Nessa campanha, oferecemos todas as facilidades possíveis e garantimos a qualidade dos produtos para que os cooperados não deixem de fazer a correção do solo”, comenta o analista comercial de Insumos, Braz Ireno Spontoni Júnior. Ele salienta que essa prática é fundamental para o aumento da produtividade.  

 

Ganhar mais - De acordo com o analista, o objetivo da Cocamar, como cooperativa, é fazer com que o produtor associado ganhe mais dinheiro em seu negócio. Mas para que isso realmente aconteça, o produtor deve fazer a sua parte: cumprir à risca a orientação técnica de iniciar a sua safra com uma adequada correção do solo. 

 

Indispensável - “A correção do solo é quesito básico e essencial para que o produtor possa pensar em ter sucesso”, afirma o gerente técnico da Cocamar, Rafael Furlanetto. É a primeira etapa, segundo ele, em um investimento para incrementar a produtividade. 

 

Acidez - “Sem uma correção bem feita, não há como alcançar os resultados esperados”, garante, explicando que os solos da região onde a cooperativa atua, têm por característica natural a elevada acidez. 

 

Primeira prática - “O calcário corrige a acidez e fornece os nutrientes, cálcio e magnésio, indispensáveis para qualquer planta. Além do calcário, algumas áreas podem necessitar da aplicação do gesso agrícola. A aplicação de gesso corrige o alumínio tóxico às plantas, fornecendo cálcio e enxofre”, observa Rafael Furlanetto. A calagem e a gessagem são, segundo ele, a primeira prática que o produtor deve fazer na lavoura: na ausência dela, poderá haver desequilíbrio dos nutrientes, reduzindo o potencial produtivo das culturas. (Imprensa Cocamar)

INTEGRADA: Preços aquecidos e alta produtividade marcam a segunda safra do milho

 

integrada 27 06 2019Depois de uma frustração na safra da soja, os cooperados da Integrada estão esperançosos com os altos índices de produtividade do milho segunda safra. O clima, que foi o vilão no verão, agora virou o mocinho no inverno. As chuvas regulares têm proporcionado um bom índice de produtividade.

 

Produtividade - De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a estimativa de produtividade para esta segunda safra no Paraná é de 5.992 quilos por hectare (kg/ha), índice 38% superior ao registrado na safra passada. A expectativa de produção neste segundo ciclo é de 13,46 milhões de toneladas, contra 9,16 milhões de toneladas referente à safra 2018.

 

Meta - A meta da Integrada para esta segunda safra é receber 20 milhões de sacas de milho. Só as unidades de recebimento da cooperativa na região de Ubiratã já receberam 2 milhões de sacas. Alcir Chiari, gerente de comercialização, afirma que a qualidade e a produtividade do milho dos associados da Integrada estão muito boas.

 

Preços - Somado a este cenário positivo de produção, os preços seguem aquecidos mesmo em plena colheita da safra, que normalmente registra queda. Uma das justificativas é a alta quantidade de chuva neste início de safra nos Estados Unidos, que influencia diretamente nos preços das commodities. Alexandre Mendonça de Barros, sócio da MB Agro, empresa parceira da Integrada, afirma que há três meses a chuva não dá trégua no meio oeste americano.

 

Redução - Alexandre explica que a estimativa é de uma redução de 3% na área e 6% em produtividade nas lavouras estadunidense. Vale lembrar que os Estados Unidos esperavam uma safra recorde de 388 milhões de toneladas. Agora, a estimativa é de 347 milhões de toneladas. “Mesmo assim, eles vão conseguir exportar um volume expressivo”.

 

EUA - O fato dos Estados Unidos estimarem uma produção abaixo do recorde esperado coloca o Brasil numa importante missão, que é exportar 38 milhões de toneladas de uma produção estimada em 70 milhões de toneladas de milho, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O objetivo desse desafio é para manter os estoques e os preços do milho equilibrados. “Vai ser um ano desafiador. Demanda existe, mas o problema é logístico”, completa Barros.

 

Exportação - Alexandre completa que, para que o preço continue competitivo, o Brasil precisa exportar. Contudo, Barros se preocupa com a qualidade dos grãos, que podem ser prejudicados pelo excesso de umidade. (Imprensa Integrada)

BOM JESUS: Baggio comenta a participação do cooperativismo no Plano Safra 2019/2020

 

bom jesus 27 06 2019O cooperativismo teve papel fundamental nas negociações do Plano Safra 2019/2020. Luiz Roberto Baggio, presidente da Cooperativa Bom Jesus, esteve acompanhando de perto as negociações juntamente com José Roberto Ricken, presidente da Ocepar, e Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, que realizou o discurso de abertura do Plano representando toda a cadeia agrícola do país. Em entrevista para o Programa Bom Dia BJ, Baggio comentou como foram as negociações e as novidades do Plano Safra 2019/2020, que prevê R$ 225,59 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional.

 

Papel do cooperativismo - “Tão importante esse ano foi o papel e o trabalho das cooperativas, a participação do cooperativismo em conjunto com a CNA (Confederação da Agricultura). A OCB foi a entidade chamada para falar em nome do setor produtivo. No evento de abertura do Plano Safra 2019/2020 falaram a Ministra da Agricultura (Tereza Cristina), o presidente da OCB (Márcio de Freitas) e o presidente da República (Jair Bolsonaro). O trabalho começou em fevereiro e por que é importante? Porque as cooperativas também desenvolvem e estão desenvolvendo, muito ao longo do tempo, um papel fundamental de transferência de tecnologia, o que possibilitou inclusive um maior aporte de recursos por parte do governo para seguro, porque quanto mais tecnologia você tem, você minimiza também os problemas de produção. Muita transferência de tecnologia por parte das cooperativas, muita transferência no que diz no ponto de vista de assistência técnica, esse foi fundamental também para evolução neste quesito assistência técnica.”

 

Novidades - “Entre as novidades no plano, houve também um trabalho importante feito por várias cooperativas. Pela primeira vez, há a possibilidade de financiamento de casas rurais para pequenos produtores; a volta do financiamento de assistência técnica, que pode ser feito junto com o custeio. Aliás, essa foi uma das reivindicações das cooperativas, porque poder ter assistência técnica de melhor qualidade e poder financiar assistência técnica pelo custeio, ajuda o produtor rural.”

 

Recursos - “Nós sabemos que existe hoje menos recurso equalizado, o que é isso? É a diferença da taxa de juros normal do mercado e a taxa de juros que o pequeno produtor paga, e tem menos recurso de exigibilidade, os bancos tem menos volume de depósitos à vista, então, eles estão oferecendo menos exigibilidade. Foi conseguido costurar algumas negociações para que a gente conseguisse aumentar o volume especialmente no que diz a respeito ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). São R$ 5 bilhões a mais para a subvenção das taxas de juros para o pequeno produtor. Então, é esse o papel fundamental das cooperativas, muito mais focado no Pronamp e Pronaf, nos pequenos produtores, cuja condição foi bem melhorada, especialmente no que diz a respeito de recursos aportados para subvenção, onde o governo bancou isso. Nessa situação, as cooperativas tiveram essa grata surpresa de ter visto que foi atendida a maior parte de seus pedidos. Se tem coisa negativa? Tem! Lógico que subiram os juros e isso é ruim. E não tem o que fazer. O juro para demais produtores aumentou 1% nas linhas de custeio.”

 

Recursos livres - “Outra situação que eu não vejo muito grave são os volumes de recursos livres que aumentaram também. Isso é importante ter acontecido ao longo dos últimos 5 a 6 anos. Eu acompanho as negociações de Plano Safra há mais de 20 anos pela OCB (e hoje sou o Coordenador Nacional do Agro na OCB) e há mais de 20 anos a gente vem experimentando essas dificuldades de vários governos em financiar a agricultura. E não é diferente agora pois aumentaram um pouco mais os recursos livres, que custa um pouco mais caro, mas a oferta de dinheiro se manteve e aumentou um pouco.” (Imprensa Bom Jesus)

SICREDI FRONTEIRAS: Cooperativa inicia contratação de custeio para o Plano Safra 2019/2020 na segunda

sicredi fronteiras 27 06 2019Na manhã de terça-feira (25/06), ocorreu, na sede administrativa da Cooperativa Sicredi Fronteiras, em Capanema, Sudoeste do Paraná, o lançamento do Plano Safra 2019/2020. O evento contou com a presença de colaboradores das agências da região, conselheiros de administração e fiscais e assistência técnica. 

 

Barracão - Já nesta quarta-feira (26/06), o lançamento ocorreu na cidade de Barracão/PR, onde colaboradores e assistência técnica se reuniram na Ascoagrin - Associação Comercial e Empresarial, para conhecerem as mudanças do Plano Safra em relação ao ano passado, 2018/2019.

 

Projetos - A partir de segunda-feira (01/07), os agricultores já podem encaminhar seus projetos para financiamento da próxima safra. A grande novidade para este ano é que, pela primeira vez, os pequenos agricultores vão poder usar recursos do Plano Safra para construir ou reformar suas casas. 

 

Recursos - O Sicredi disponibilizará nesta safra, que entra em vigência dia 1º de julho de 2019 e vai até 30 de junho de 2020, R$ 17,5 bilhões em recursos para todas as atividades e necessidades de crédito de seus associados do agronegócio.

 

Vantagens ao associado Sicredi Fronteiras - Os associados da Sicredi Fronteiras que já financiaram crédito rural em anos anteriores, não necessariamente em 2018/2019, já estão com o crédito aprovado. A cooperativa, com o intuito de otimizar o atendimento, já disponibilizou 400 milhões em recursos para quem se encaixa nesta categoria.

 

Leite - Conforme destacou o gerente de desenvolvimento de crédito, Fernando de Conti, os agricultores que utilizam a modalidade do Pronaf para atividade de leite, terão taxas especiais para investir na propriedade e no custeio (3% ao ano), enquanto as demais atividades e modalidades terão a taxa de juros de 4,6% ao ano.

 

Cadastro - As linhas de crédito já estão prontas e o sistema está ajustado para iniciar as contratações. É de grande importância que os agricultores verifiquem o seu cadastro, e caso necessite providenciar algum documento ou adicionar novas áreas para financiar, que o façam o quanto antes possível, para que os recursos, após os projetos apresentados, sejam liberados com mais rapidez na conta do produtor. Afinal, a Cooperativa está disponibilizando um volume expressivo de recursos, maior do que o ano anterior, desejando assim crescer em 30% ao final deste Plano Safra. Para que isso aconteça, houve um grande trabalho na preparação das equipes e da assistência técnica. 

 

Próximas reuniões - No dia 28, as informações sobre o Plano Safra e sobre as linhas de crédito rural serão disponibilizadas para os extensionistas da Emater, às 08h, na sede administrativa da Sicredi, em Capanema.

 

São Paulo - Em São Paulo, o evento de lançamento do Plano Safra ocorrerá no dia 2 de julho, na agência Sicredi Rangel, em Jundiaí, também às 8h. 

 

Orientações - Neste momento, a equipe Sicredi Fronteiras recomenda aos associados que procurem as agências, para que os colaboradores possam orientá-los, de acordo com seus perfis, a respeito dos mais apropriados produtos e serviços disponíveis, a fim de manter o crescimento de seus negócios, sempre de forma responsável e sustentável. Esta é mais uma maneira de o Sicredi contribuir com o desenvolvimento socioeconômico regional e local, que beneficia não somente seus associados, mas a toda a comunidade nas quais atuam as cooperativas de crédito e, também, o Brasil como um todo. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Três dos quinze novos espaços são inaugurados em parceria com a ACSP

 

Na última segunda e terça-feira (24 e 25/06), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, abriram as portas dos três primeiros espaços Sicredi nas Distritais Penha, Centro – Liberdade e Ipiranga da ACSP iniciando a entrega de quinze espaços exclusivos Sicredi que serão inaugurados até novembro deste ano para atender empresários da capital paulista.

 

Produtos e serviços - Nestes pontos de atendimento, os empreendedores terão acesso a todos os produtos e serviços da instituição financeira cooperativa com condições especiais, além dos serviços já disponibilizados pela Associação Comercial em suas distritais. 

 

Positiva para todos - “É uma parceria positiva para todos: a população, o empreendedor, a Associação Comercial de São Paulo e o Sicredi. Além das soluções que já oferecemos no Balcão do Empreendedor, os produtos e serviços financeiros do Sicredi e toda assessoria gerencial disponibilizada nestes espaços, serão um grande reforço. Juntos, apoiaremos os empreendedores da nossa cidade”, conta o Presidente da Facesp - Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, Sr. Alfredo Cotait.

 

Estratégia - Estes quinze novos espaços do Sicredi inaugurados, são parte da estratégia de expansão da cooperativa para ampliar a sua atuação em São Paulo. Ao todo já são vinte e seis espaços abertos na grande São Paulo (Capital e ABCD).

 

Propósitos - “Mais que unir duas instituições num mesmo endereço, estamos unindo dois propósitos: o associativismo e o cooperativismo. Juntos, iremos levar soluções para empresas de São Paulo, como o Sicredi já faz no Paraná e em todas as regiões onde atuamos no Brasil. Consequentemente, estes empresários poderão se desenvolver, produzir mais, empregar mais e, assim, fortalecer a economia do nosso país que precisa disso neste momento”, conclui Jaime Basso, presidente do Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP. 

 

Funcionamento - Os espaços de atendimento Sicredi nas distritais irão funcionar de segunda a sexta-feira das 8h30 às 17h30.

 

Endereços - Confira os endereços dos três espaços já inaugurados e em funcionamento:

Penha – Rua Gabriela Mistral, 191

Centro / Liberdade – Rua Galvão Bueno, 83

Ipiranga – Rua Benjamin Jafet, 95

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Sobre a ACSP - A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 124 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP I: Vila Operária ganha agência nesta sexta

sicredi uniao I 27 06 2019A Sicredi União PR/SP inaugura a sétima agência de Maringá na Vila Operária. A cerimônia será nesta sexta-feira (28/06), às 19 horas, no novo ponto de atendimento instalado na avenida Brasil, 1.131. Para a ocasião são esperadas cerca de 200 pessoas, entre diretores da cooperativa, associados e autoridades municipais convidadas.

Região importante - De acordo com a gerente da agência Maringá Vila Operária, Marjorie Gimenez Mafra Lira, o bairro é antigo na cidade e, por isso, conta com muitas empresas consolidadas e até históricas para o município. “É uma região importante e produtiva, com grande área residencial. Nosso objetivo é oferecer atendimento próximo, relevante e personalizado para as pessoas dessa localidade”, enfatiza.

Expectativa - A expectativa é promissora, afinal a agência já inicia operação com cerca de 340 contas, entre pessoas físicas e jurídicas, graças ao trabalho iniciado em abril. Outro dado animador é que a cooperativa tem conquistado, em média, quatro mil associados por mês. “Isso ocorre porque além de transações financeiras, fazemos transformações sociais, investindo na comunidade e respeitando as pessoas. Esse trabalho nos leva a ser a quarta maior cooperativa de crédito do Brasil”, afirma Marjorie.

Novas - As outras duas novas agências da Sicredi União PR/SP em Maringá serão instaladas na avenida Pedro Taques (5 de julho) e na avenida Kakogawa, com abertura no final do ano. Além da agência da Vila Operária, a cidade conta com as agências Maringá Cocamar, Maringá Tuiuti, Maringá Velho, Maringá Cerro Azul, Maringá Centro e Maringá Mandacaru.

Plano de expansão - O plano de expansão da Sicredi União PR/SP prevê inaugurar 25 agências até o final de 2019, sendo 14 em São Paulo e 11 no Paraná. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Dia C em Porecatu irá arrecadar produtos para a Apae

 

sicredi uniao II 27 06 2019O Dia C – Dia de Cooperar – já está movimentando as agências da Sicredi União PR/SP. Em Porecatu, está tudo pronto para o evento agendado para o próximo dia 6 de julho, quando haverá muitas atividades na Quadra da Vila Iguaçu: brincadeiras para crianças, manicure, pedicure, cabeleireiro, orientações de saúde, prática de esportes e apresentações de escolas.

 

Atividades - O gerente da agência na cidade, Claudinei Cabral, informa que o objetivo da ação é arrecadar alimentos e produtos de higiene. Todas as doações serão entregues à Apae de Porecatu. As atividades ocorrerão das 8 às 13 horas. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SOJA I: Reunião de Pesquisa reúne cadeia produtiva para debater desafios e oportunidades para a cultura

 

soja I 27 06 2019Com público de 550 participantes, a Embrapa Soja deu início, nesta quarta-feira (26/06), em Londrina (PR), à 37ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), maior fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja. Na solenidade de abertura, a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária recebeu a "Medalha Embrapa Soja". Instituída em 2017, a “Medalha Embrapa Soja” consiste em um reconhecimento público à destacada contribuição ao desenvolvimento das cadeias produtivas da soja e do girassol no Brasil e do trigo no Paraná. “A Fundação Meridional está completando 20 anos de fundação e tem uma estreita parceria com a Embrapa, tendo tido uma fundamental na evolução dos programas de melhoramento genético da Embrapa”, destaca José Renato Farias, chefe-geral da Embrapa Soja. A medalha foi entregue por Farias ao diretor-presidente da Fundação Meridional, Jose Pfann Filho.

 

Agrotóxicos - Na sequência, a palestra sobre o cenário atual e futuro do uso de agrotóxicos na cultura de soja foi proferida pelo auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Marcelo Bressan. A entrevista com Bressan está disponível aqui. Para acompanhar a programação completa consulte o site do evento <www.rps2019.com.br>

 

Avanços - A Reunião de Pesquisa de Soja objetiva debater os principais avanços da pesquisa e os problemas ocorridos na safra 2018/19 para subsidiar as definições de prioridades de pesquisa para a cultura da soja. ¨Pretendemos analisar as tendências, avanços e os desafios para a produção de soja e promover a discussão entre especialistas sobre resultados de pesquisa, novas perspectivas e prioridades, assim como estratégias conjuntas de redes de pesquisa e transferência de tecnologia”, ressaltou o presidente do evento, Osmar Conte. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

SOJA II: Ministério da Agricultura aborda cenário de uso de agrotóxicos no Brasil

 

soja II 27 06 2019O cenário atual e futuro do uso de agrotóxicos na cultura de soja foi tema da palestra de abertura da 37ª Reunião de Pesquisa de Soja, promovida pela Embrapa Soja, nesta quarta-feira (26/06), às 8h45, no Buffet Planalto, em Londrina (PR). O tema foi abordado pelo engenheiro agrônomo e auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcelo Bressan, que enfocou o sistema de controle de uso de agrotóxicos de que trata a Lei nº 7.802, de 1989, conhecida como a lei dos agrotóxicos. “Neste sistema complexo de exigências e regras, busca-se a garantia da qualidade dos agrotóxicos disponibilizados para a agricultura nacional, a sustentabilidade da agropecuária, a segurança e a competitividade de seus produtos”, comenta Bressan.

 

Registro - De acordo com levantamento do Mapa, atualmente estão registrados 2053 agrotóxicos para o controle de problemas fitossanitários da soja. A cultura da soja conta ainda com 155 agrotóxicos biológicos, classificados como pouco tóxicos ou de pouca periculosidade ao meio ambiente. “É importante destacar que o número de agrotóxicos biológicos registrados nos últimos quatro anos mais que triplicou, quando comparados com os registros de quatro anos anteriores”, enfatiza Bressan. 

 

Análise - Segundo ele, a análise dos pedidos de registro de produtos tem o envolvimento de três ministérios, sendo realizada pelo Ministério da Agricultura, pelo Ministério da Saúde (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa) e pelo Ministério do Meio Ambiente (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama). Além disto, vários órgãos governamentais, atuam no controle e na fiscalização do uso de agrotóxicos. “A legislação reguladora é complexa pelo potencial risco dos agrotóxicos à saúde e ao meio ambiente, devido às características toxicológicas e ecotoxicológicas”, avalia Bressan. “Além do envolvimento estatal no controle dos agrotóxicos, há também a participação da sociedade nas discussões, quase sempre conflitantes, entre a necessidade de mais alimentos e a ideia de banimento do uso de agrotóxicos nas lavouras”, diz.  

 

Futuro - Sobre o cenário futuro, Bressan apresentou algumas mudanças propostas na nova lei dos agrotóxicos, em discussão no Congresso Nacional, por meio do Projeto de Lei nº 6.299, de 2002. “O futuro do uso dos agrotóxicos na cultura da soja, com ou sem a aprovação da nova lei dos agrotóxicos, terá desafios a serem trabalhados pela pesquisa”, diz. “Os pesquisadores da cultura da soja e os profissionais que fazem as recomendações dos agrotóxicos serão chamados a contribuir com as melhorias que a sociedade exige, o que envolve maior produção de alimentos e riqueza para o País, com os devidos cuidados com o meio ambiente e a saúde”, destaca. 

 

Restrições - Bressan explica que, em 2019, haverá restrições de uso para os agrotóxicos a base de 2,4-D (ácido 2,4-diclorofenoxiacético), que será mantido no mercado brasileiro, mas com restrições na sua forma de aplicação.  “Entre as restrições ao uso do 2,4 – D, destaco a vedação para que o mesmo trabalhador realize a preparação e a aplicação do produto quando for utilizado trator; a delimitação de uma margem de 10 metros para o interior da plantação em que o agrotóxico não poderá ser aplicado e de 500 metros de edificações; a obrigatoriedade de redução da deriva, ou seja, uso de equipamento ou alteração na formulação que altere a dispersão do produto para fora da lavoura, entre outras”, explica. 

 

Dados - O auditor do Mapa ressaltou também a necessidade da geração e de divulgação de dados da pesquisa que orientem com maior precisão as prescrições agronômicas como: informações regionalizadas sobre a eficiência agronômica de agrotóxicos já registrados, pesquisas em rede para reavaliação de eficácia de agrotóxicos,  recomendações complementares sobre tecnologia de aplicação, recomendação de cuidados e contraindicações de mistura de produtos, nos casos em que a prescrição envolva mais de um agrotóxico por receita, situação normal em mais de 95% das aplicações de agrotóxicos na cultura da soja. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

SERVIÇO

Evento: 37ª edição Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 26 e 27 de junho de 2019

Local: Buffet Planalto - Avenida Tiradentes, 6429 - Parque Ney Braga, em Londrina (PR).

Programação completa no site: www.rps2019.com.br

VBP: Valor Bruto da Produção do Paraná chega a R$ 89,6 bilhões

 

vbp 27 06 2019O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná atingiu R$ 89,6 bilhões em 2018, correspondente ao faturamento bruto dos produtores com a comercialização da safra 2017/18.

 

Crescimento - De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, na primeira versão do VBP o valor estimado teve um crescimento de 5%, em valores nominais sem o desconto da inflação, sobre o ano anterior (2017), quando o VBP atingiu R$ 85,3 bilhões.

 

Avaliação preliminar - Por se tratar de uma avaliação preliminar, baseada em informações insuficientes para traçar um quadro mais completo, a expectativa é que a versão definitiva seja divulgada no final de agosto.

 

Grupos - Os grupos com maior participação no VBP do Estado, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), que faz a pesquisa anual, foram a soja, frango, milho e leite. Juntos esses produtos corresponderam a 55% do VBP de 2018.

 

Maior peso - Os itens de maior peso correspondem à comercialização dos produtos da Agricultura, com 48,4% de participação. Depois vem a Pecuária, com 46,7% de participação, seguida pelo setor Florestal com participação de 4,9%.

 

Regiões - As regiões com maior participação no Valor Bruto da Produção em 2018 foram Oeste, com 23%; Norte Central, com 14%; Sudoeste, com 11%; Noroeste, com 10%; Centro Oriental, Centro Sul e Norte Pioneiro com 8% cada.

 

Municípios - Os municípios campeões foram Toledo, Castro e Cascavel, nessa ordem. Toledo apresentou um VBP total de R$ 2,2 bilhões, Castro em segundo lugar com R$ 1,57 bilhão; e Cascavel, R$ 1,53 bilhão de faturamento. No VBP dos municípios, Toledo conserva a primeira colocação há mais de 10 anos e o município de Castro ultrapassou Cascavel na segunda colocação.

 

Versão inicial - O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que o Deral está disponibilizando a versão inicial do VBP, a soma de tudo que o campo conseguiu produzir em 2018, todo um conjunto com cerca de 350 itens que a agropecuária paranaense produz, que resultou em valor um pouco acima da inflação média do Brasil no ano passado.

 

Resultado - “Em termos reais, perdemos um pouco, mas o resultado apresenta um bom valor vindo do campo”, disse. Segundo ele, a safra de grãos do ano passado não foi tão boa quanto a anterior (2016/2017), que foi excepcional, mas mostra em cada município, para cada atividade agrícola, uma mensuração desse valor. “Esse índice lá em setembro vai compor o Fundo de Participação dos Municípios dentro daquilo que é a divisão do bolo do ICMS paranaense", afirmou Ortigara.

 

Redução - Com a correção da inflação, o VBP passa a ter uma redução de 3% em relação ao ano anterior, calculou o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Salatiel Turra. Segundo ele, essa versão do VBP é preliminar porque ainda será enviada aos municípios para contestação ou não das prefeituras, que podem entrar com recursos. Por isso ele prevê que podem ocorrer alterações neste Valor Bruto da Produção calculado.

 

Cadeias - Turra destaca que as quatro principais cadeias de alimentos no Paraná: soja, frango, milho e leite correspondem mais da metade do VBP do Estado.

 

Soja - Somente a soja alcançou uma participação de 24,9% no Estado, com um faturamento bruto total de R$ 22,3 bilhões após a comercialização da safra 2017/18. Esse resultado representa um aumento de 9% sobre o período anterior, que foi de R$ 20,4 bilhões.

 

Valor e participação - De acordo com a economista do Deral, Larissa Nahirny, nesse período o valor e a participação da soja no VPB aumentaram, mas a produção e a produtividade foram menores.

 

Ano excepcional - Ocorre que 2017 foi um ano excepcional, com o registro de recorde de produção com um volume de 19,9 milhões de toneladas. E houve recorde de produtividade também decorrentes de clima perfeito durante todo o ciclo de produção.

 

Safra seguinte - Na safra seguinte (2018), por causa desse desempenho, a área plantada com soja até aumentou em relação à safra anterior, mas a produção caiu para 19,2 milhões de toneladas por causa da queda de produtividade em decorrência do clima, que prejudicou e atrasou o plantio da safra.

 

Comparação - “Sempre lembrando que a comparação da safra de soja está sendo feito com o período 2016/17, cuja safra foi excepcional no Estado e no País, com um clima quase perfeito na época”, disse Larissa Nahirny.

 

Segunda melhor produtividade - Mesmo assim, na safra 17/18 foi possível assegurar a segunda melhor produtividade já registrada no plantio de soja no Paraná, com um rendimento de 3.537 quilos por hectare.

 

Valorização - Segundo ela, o aumento no faturamento bruto da soja, obtido pelos produtores, foi impulsionado pela valorização do grão em decorrência de grave seca na Argentina e aumento da tensão Estados Unidos e China, fatos que favoreceram as exportações brasileiras, com o aumento de preço decorrente da elevação da demanda pela soja brasileira.

 

Milho - A primeira e segunda safra de milho plantadas no Paraná tiveram uma participação de 6,7% no VBP de 2018, com um valor de R$ 6,02 bilhões. Nominalmente esse resultado representou uma queda de 9% em relação ao ano anterior, cujo faturamento bruto foi de R$ 6,6 bilhões.

 

Queda do preço - Nahirny diz que a produção foi prejudicada pela redução da área plantada com milho em função da queda do preço que não estimulou o plantio. E depois o atraso da colheita da soja reduziu o tempo para o plantio da segunda safra de milho, a qual se consolidou como a maior do Estado.

 

Total - A produção total entre as duas safras alcançou um volume de 12,1 milhões de toneladas na safra 17/18, uma queda de 33% em relação à anterior, que foi de 18,1 milhões de toneladas.

 

Trigo - A redução na área plantada com milho em 2018 foi compensada pelo aumento de área com trigo. Na região Oeste e Sudoeste, locais de maior expansão da cultura, a produção de trigo avançou de 2,2 milhões de toneladas no período 16/17 para 2,8 milhões de toneladas em 17/18. O VBP acompanhou essa evolução passando de R$ 1,3 bilhão em 2017 para R$ 2,1 bilhões em 2018, um aumento de 64%.

 

Frango - No período 2017/18, o Deral constatou redução no número de abates, mas o VBP alcançou a marca de R$ 14,43 bilhões, um aumento de 10%, em valores nominais, sobre o VBP do ano anterior que foi de R$ 13,06 bilhões.

 

Impulso - Esse resultado foi turbinado com a valorização no preço. No primeiro semestre do ano ocorreram alguns eventos que prejudicaram a cadeia como o embargo do frango brasileiro pela União Europeia, seguida pela greve dos caminhoneiros em maio de 2018.

 

Impactos - Nesse período, muitas aves morreram e os impactos na produção foram significativos. No entanto, a cadeia se recuperou no segundo semestre com desempenho semelhante ao do ano anterior (2017), que foi recorde de exportação, o que resultou num ano favorável aos produtores.

 

Terceiro trimestre - Já no terceiro trimestre de 2018, a cadeia registrava recorde de exportação de carne de frango, com uma boa valorização nos preços. Com isso o preço médio do quilo em 2018 alcançou a marca de R$ 2,73, uma elevação de 7,48% sobre o período anterior, quando o preço médio da carne de frango foi de R$ 2,54 o quilo.

 

Leite - Foi outro produto com resultado positivo no VBP. O faturamento bruto da produção foi de R$ 5,9 bilhões, 3% a mais que no ano anterior, de R$ 5,7 bilhões, também sem considerar a inflação. Segundo o Deral, ouve redução na produção mas o valor do produto aumentou em 6,6% na média do ano.

 

Saída - A queda na produção, segundo Nahirny, foi provocada pela saída dos pequenos produtores, que não conseguiram se especializar na atividade. Os custos de produção se elevaram e permaneceram na pecuária leiteira os mais especializados, reduzindo a participação dos pequenos que perderam competitividade, esclareceu a técnica.

 

Preço médio - O preço médio do litro de leite pago ao produtor, que era de R$ 1,21 em 2017, passou para R$ 1,29 o litro em 2018.

 

Produtos florestais - O faturamento bruto da produção de produtos florestais passou de R$ 3,9 bilhões em 2017 para R$ 4,4 bilhões em 2018, um acréscimo de R$ 500 milhões brutos aos produtores. O acréscimo derivou principalmente pelo aumento no faturamento dos produtos destinados para serraria e para laminação, cuja produção passou de 22,3 milhões de metros cúbicos em 2017 para 24 milhões de metros cúbicos em 2018, uma expansão de 8%.

 

Pinus - O preço médio do pinus para laminação teve valorização de 16% e o de pinus de serraria teve valorização de 12%. Houve elevação no preço da erva-mate, cujo preço pago aos produtores evoluiu de R$ 917,81 a tonelada em 2017 para R$ 1.110,59 em 2018, um crescimento de 21%.

 

Hortaliças, frutas e flores - O grupo das hortaliças vem aumentando sua participação no VBP do Estado. Em 2018, o faturamento bruto dos produtores foi de R$ 3,34 bilhões, uma alta de 9% sobre o ano anterior, cujo registro do VBP foi de R$ 3,07 bilhões.

 

Batata - Em 2018, o grupo das hortaliças foi alavancado pelo aumento no preço da batata, que subiu 73%. Os produtores comercializaram, em média, a batata-inglesa por R$ 39,28 a saca com 50 quilos, contra a média de R$ 22,67 a saca registrada no ano anterior.

 

Cebola - A cebola também teve valorização de 40,4% no preço, elevando o faturamento do grupo das hortaliças. A saca de 20 quilos do produto foi vendida, em média, por R$ 22,21 contra a média de R$ 15,82 registrada no ano anterior.

 

Frutas - O grupo das frutas permaneceu estabilizado com um VBP de R$ 1,68 bilhão em 2018, repetindo o valor do ano anterior. E das flores, caiu um pouco de R$ 140 milhões registrado em 2017 para R$ 130 milhões em 2018. (Agência de Notícias do Paraná)

CRÉDITO RURAL: Banco do Brasil mantém volume de crédito rural para safra 2019/20

 

credito rural 27 06 2019O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira (26/06) que ofertará na safra 2019/20, que terá início em 1º de julho, o mesmo montante de R$ 103 bilhões disponibilizado na atual temporada (2018/19), que terminará no fim desta semana. A instituição, líder histórica desse mercado no país, esclareceu, no entanto, que esse volume de crédito será 20% superior ao que foi efetivamente aplicado pelo banco no presente ciclo.

 

Divisão - Do valor total programado, o BB informou, em comunicado, que R$ 91,5 bilhões serão para o crédito rural a juros controlados e R$ 11,5 bilhões para o crédito agroindustrial a juros livres, os mesmos valores ofertados em 2018/19. Na divisão por porte do produtor, o banco público disponibilizará R$ 14,1 bilhões para a agricultura familiar, R$ 1 bilhão a mais que no atual ciclo, e R$ 77,4 bilhões para médios e grandes produtores, R$ 1 bilhão a menos.

 

Certificados - O banco ainda destaca que apoiará as empresas do agronegócio com a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) para “captar recursos com taxas atrativas e adequar o perfil de suas dívidas ao seu fluxo de caixa”.

 

Apresentação - A apresentação do volume de crédito foi feita pela equipe da vice-presidência de Agronegócios do banco em eventos regionais em cidades importantes para o setor do agronegócio — sem uma cerimônia formal, como nos últimos anos.

 

Pronaf - Por fim, o banco ainda informou que as operações de custeio no âmbito do Pronaf poderão ser realizadas através de aplicativo do BB, que permitirá a renovação dos contratos, sem necessidade de o produtor comparecer a uma agência.

 

Desembolsos - Nos primeiros 11 meses da safra 2018/19 (julho do ano passado a maio último), os desembolsos de crédito rural do BB alcançaram R$ 69,7 bilhões, mesmo patamar de igual período da temporada passada (R$ 70,4 bilhões). (Valor Econômico)

ENERGIA: MME quer viabilizar construção de 536 pequenas centrais hidrelétricas

 

energia 27 06 2019O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta quarta-feira (26/06), em debate sobre perspectivas socioambientais da matriz elétrica brasileira com representantes do setor, que a implementação de 536 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no país poderá resultar em investimentos de R$ 70 bilhões nos próximos anos. Ele ressaltou que as centrais agora são suas "queridinhas" e que os projetos básicos delas totalizariam quase 8 mil megawatts de potência.

 

Aproximação - Albuquerque participou de encontro com agentes do setor elétrico, em Brasília, promovido pelo Fórum dos Agentes do Setor Elétrico e pelo Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico e defendeu maior aproximação entre autoridades governamentais e lideranças do setor elétrico, no sentido de trabalhar de forma conjunta as ações consideradas prioritárias.

 

Aprimoramento - “Trabalhamos ativamente para o aprimoramento do planejamento energético, com fortalecimento da sustentabilidade ambiental. A palavra-chave é planejamento. No início de nossa gestão chamamos a todos para apresentar nossas ações prioritárias, e como iríamos realizar a implementação delas”, afirmou, classificando como ponto chave para a sustentabilidade a modernização do processo de licenciamento ambiental, de forma a torná-lo mais rápido, transparente, racional e objetivo.

 

Agenda - O ministro quer construir uma agenda com a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e os órgãos estaduais de meio ambiente para uniformizar procedimentos e viabilizar a carteira dos projetos de pequenas centrais hidrelétricas,

 

Investimentos - “Se construídas, essas unidades poderão representar investimentos da ordem de R$ 70 bilhões no país, e atender cerca de 14 milhões de unidades consumidoras.” A implantação das PCHs, no entanto, depende ainda de licenciamento ambiental.

 

Incentivo - “Também fará parte da agenda com a Abema e com os órgãos ambientais, o incentivo ao desenvolvimento de inventários hidrelétricos participativos, procedimento já iniciado pela Aneel [Agência Nacional de Enegia Elétrica], que resultou na aprovação pioneira, semanas atrás, dos inventários de sete pequenas centrais hidrelétricas em parceria com o Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul). É assim que temos de trabalhar: estado por estado, dentro de um planejamento”, disse Bento Albuquerque.

 

Bacia do Rio Pardo - De acordo com o ministro, as sete pequenas usinas a serem construídas na bacia do Rio Pardo (MS) terão, juntas, cerca de 130 MW de potência, o suficiente para abastecer uma população de 1 milhão de pessoas. “E poderão gerar R$ 1 bilhão de investimentos no estado.”

 

Empreendimentos - Consultado pela Agência Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi, disse que os 546 empreendimentos estão localizados do Centro-Oeste para baixo, não afetando a Amazônia. “Pequenas Centrais Hidrelétricas são ambientalmente mais interessantes do que as grandes hidrelétricas, porque os reservatórios são pequenos, espalhados e, geralmente, funcionam a fio d’água”, explicou. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Taxa de investimento é a menor em 50 anos

 

economia I destaque 27 06 2019A taxa de investimento no Brasil está no menor nível em pouco mais de 50 anos, evidenciando a fraqueza dos gastos no país com máquinas e equipamentos, construção civil e inovação. Na média dos últimos quatro anos, a taxa ficou em apenas 15,5% do PIB - um percentual tão baixo só é encontrado na média dos quatro anos até 1967, segundo estudo dos economistas Marcel Balassiano e Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). "Reverter esse quadro é fundamental para que a economia possa reagir e crescer mais e, com isso, aumentar a geração de empregos", dizem eles.

 

Recuperação lenta - Ao analisar uma série longa, usar uma média móvel de quatro anos é um modo de suavizar a volatilidade de curto prazo, diz Balassiano. Para a média dos últimos quatro anos, os dois economistas utilizaram a taxa de investimento de 2016, 2017, 2018 e a do primeiro trimestre de 2019. A formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação) sofreu muito na recessão, que durou do segundo trimestre de 2014 ao quarto trimestre de 2016, e se recupera muito lentamente desde 2017.

 

Medida - Balassiano dá uma medida de como o Brasil investe pouco ao notar que, em 2018, 152 países de uma amostra de 172 economias tiveram uma taxa de investimento superior à brasileira, ou seja, 88,4% do total. Os números são do Fundo Monetário Internacional (FMI). No ano passado, a FBCF ficou em 15,8% do PIB. Segundo ele, a taxa média global ficou um pouco mais de dez pontos percentuais do PIB acima da do Brasil, em 26,2% do PIB. Com uma baixa taxa de investimento, o país tem pouca capacidade de crescer a um ritmo mais forte de modo sustentado.

 

Fatores - Em relatório, a economista Priscila Trigo, do Bradesco, aponta quatro fatores "conjunturais e estruturais" para explicar por que o atual ciclo de retoma do investimento está aquém dos anteriores: a elevada ociosidade da economia; as incertezas em relação às reformas fiscais; a queda do investimento público; e o fato de que a lenta recuperação da economia limita o investimento privado.

 

Contas públicas - A incerteza em relação à sustentabilidade das contas públicas no longo prazo contribui para as empresas adiarem decisões de investimento. A aprovação de uma reforma da Previdência razoavelmente robusta tende a reduzir essa indefinição, podendo levar parte do setor privado a retomar planos de modernização e expansão da capacidade produtiva.

 

Análise - No estudo, Balassiano e Juliana analisam o comportamento da taxa de investimento e de seus componentes. A taxa total recuou por quatro anos seguidos, de 2014 a 2017, voltando a crescer apenas em 2018. Esse movimento foi influenciado exclusivamente por máquinas e equipamentos, que subiu 14,4% em 2018. Já a construção civil recuou 1,3%, e o componente "outros" caiu 0,5%. No item "outros" estão produtos de propriedade intelectual (pesquisa e desenvolvimento, software, banco de dados, exploração e avaliação mineral) e outros ativos fixos.

 

Peso maior - "A construção sempre apresentou um peso maior no investimento, tendo atingido o máximo na década de 1940, correspondendo a quase 80% do total", dizem Balassiano e Juliana. "Porém, apesar de ainda ter o maior peso, desde o início dos anos 2000, o seu peso vem diminuindo, e o de máquinas e equipamentos, aumentando. Em 2008 foi o ponto em que houve a menor diferença entre os dois componentes - 45,1% para construção e 42,6% para máquinas e equipamentos", escrevem eles. Na média dos últimos quatro anos, a construção respondeu por 50% da taxa de investimento, enquanto máquinas e equipamentos ficaram com 35,8%.

 

Queda - Na recessão, entre o segundo trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2016, o componente construção da formação bruta de capital fixo caiu 23%, apontam Balassiano e Juliana. Foi uma queda menor que a de máquinas e equipamentos, de 44,9% no período. No entanto, esse componente cresceu 18,1% do fim da recessão até o primeiro trimestre deste ano, enquanto a construção caiu 2,5%.

 

Ajustes - Para Priscila, do Bradesco, "a morosidade na recuperação da construção civil é explicada pela necessidade de dois ajustes". O primeiro é que a redução dos estoques de imóveis residenciais e comerciais tem ocorrido de forma gradual, "mas não é espraiada regionalmente". Com isso, a retomada do setor imobiliário tem se concentrado nas praças com ajuste mais avançado e principalmente no segmento residencial, diz ela. "Já as restrições no Orçamento governamental têm levado à queda de investimentos dos entes públicos, de forma geral."

 

Setor público - O investimento do setor público caiu de 4% do PIB em 2013 para menos de 2% do PIB em 2017, o nível mais baixo da história. "Aqui, abre-se um espaço para a evolução do setor privado em infraestrutura, compensando esse efeito, à medida que projetos de concessão forem saindo do papel", afirma Priscila. A relevância do setor público para infraestrutura deve se reduzir ao longo dos próximos anos, avalia ela. Em 2017, o setor público respondeu por 52% do valor das obras de infraestrutura no país.

 

Máquinas e equipamentos - Juliana, do Ibre/FGV, diz que, "quando a FBCF está em queda, em geral o componente de máquinas e equipamentos é responsável por acentuar o recuo e, quando os investimentos estão em expansão, também é provável que máquinas e equipamentos reforcem o crescimento dos investimentos". Mesmo com menor participação do que a construção, o componente de máquinas e equipamentos consegue muitas vezes ter maior influência no comportamento total dos investimentos que os demais componentes da FBCF, explica Juliana. Segundo ela, ser um dos itens que puxam a atividade "tem muito mais a ver com a intensidade com que o componente se move do que com o peso" na economia.

 

Mudança - Balassiano destaca a importância de mudar o quadro desanimador do investimento para que o PIB volte a crescer a taxas mais robustas, contribuindo assim para reduzir o desemprego. Para ele, medidas que aumentem a liberdade econômica, melhorem o ambiente de negócios e facilitem a abertura de empresas devem ajudar a destravar a economia e aumentar o investimento.

 

Reforma - "Mas isso tudo de nada adiantará sem a aprovação da reforma da Previdência", avalia ele, apontando a relevância da medida para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas, ainda que obviamente ela não seja suficiente para uma retomada mais forte da economia do país no futuro. "Sem a reforma, os déficits tendem a ser cada vez maiores, a dívida tende a crescer, o risco tende a aumentar, a confiança tende a cair, e a atividade econômica tende a retrair, e o desemprego tende a ser cada vez maior", escrevem Balassiano e Juliana.

 

Gradual - Priscila estima uma retomada gradual do investimento, "especialmente no curto prazo, por conta de incertezas remanescentes". Para os próximos anos, ela acredita num cenário positivo, "à medida em que o crescimento gradual permita, por exemplo, flexibilizações adicionais da taxa básica da economia, o que aumenta o incentivo para investir." Nas estimativas do Bradesco, a taxa de investimento deverá subir para 16,2% do PIB neste ano e para 16,7% no ano que vem, ainda bastante abaixo dos 20,9% do PIB de 2013. (Valor Econômico)

 

economia I 27 06 2019

ECONOMIA II: BC reduz previsão para crescimento do PIB em 2019 de 2% para 0,8%

 

ecoomia II 27 06 2019O Banco Central (BC) reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2019 para 0,8% no Relatório de Inflação Trimestral divulgado nesta quinta-feira (27/06). A previsão anterior, contemplada no o documento publicado no fim de março, era de crescimento de 2%.

 

Reflexo - “A revisão está associada à redução do carregamento estatístico para o restante do ano, refletindo o desempenho da economia no primeiro trimestre de 2019 em magnitude inferior ao esperado; à moderação no ritmo de atividade, apontada por indicadores de maior frequência divulgados até a data de corte deste relatório; e ao recuo dos indicadores de confiança de empresas e consumidores com impactos sobre as perspectivas de consumo e investimento”, explica o BC, que considerou em suas projeções dados de atividade divulgados até 14 de junho.

 

Oferta - No âmbito da oferta, a previsão para o crescimento da agropecuária (1,1%) permaneceu praticamente estável desde o Relatório de Inflação anterior (1%), contrastando com reduções nas previsões de crescimento para os demais setores, reconhece a autoridade monetária.

 

Indústria - A projeção para o desempenho da indústria foi revista de 1,8% para 0,2% de avanço, “refletindo recuos nas expectativas de crescimento para todos os segmentos do setor, exceto produção e distribuição de eletricidade, gás e água”.

 

Transformação - “A estimativa da variação do produto da indústria de transformação passou de 1,8% para -0,3%, revisão motivada pelo desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre de 2019 e pela evolução de indicadores referentes à atividade fabril no início do segundo trimestre. A previsão para a indústria extrativa recuou de 3,2% para 1,5% em razão das incertezas sobre os impactos do rompimento da barragem de mineração em Brumadinho”, diz o BC. 

 

Construção civil - O prognóstico para a construção civil saiu de crescimento de 0,6% para recuo de 1%, decorrente, “sobretudo, de resultado no primeiro trimestre expressivamente abaixo das expectativas e de ausência de evidências que sugiram recuperação efetiva do setor ao longo do ano”.

 

Inflação - O Relatório de Inflação traz que, “em sentido oposto, a previsão de crescimento para distribuição de eletricidade, gás e água passou de 2,3% para 2,8%, devido ao maior carregamento estatístico resultante de surpresa positiva no primeiro trimestre, além de expectativa de redução na participação de usinas térmicas neste ano, em razão de cenário favorável de chuvas”.

 

Serviços - Para o setor de serviços, a estimativa foi reduzida de 2% para 1% entre um relatório e outro, com reduções nas estimativas para o desempenho da maioria das atividades. As projeções do BC para o crescimento anual do comércio e de transporte, armazenagem e correio, setores correlacionados com a atividade industrial, foram revistas de 2,3% para 0,9% e de 2,4% para 0,5%, nessa ordem.

 

Aquém - “A trajetória aquém da esperada no primeiro trimestre do ano motivou também as revisões nas expansões previstas para os segmentos de serviços de intermediação financeira e serviços correlacionados (de 2,0% para 0,6%), atividades imobiliárias e aluguel (de 2,9% para 1,6%), administração, saúde e educação públicas (de 1,0% para 0,4%), e outros serviços (de 2,0% para 1,3%)”, detalha o BC.

 

Demanda - Do ponto de vista da demanda, a estimativa para o crescimento do consumo das famílias foi revista de 2,2%, na projeção de março, para 1,4%, “compatível com a expectativa de recuperação mais gradual da massa salarial”.

 

FBCF - A projeção para o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) recuou de 4,3% para 2,9%, influenciada pelo resultado negativo do primeiro trimestre e pela piora dos indicadores de confiança de empresários.

 

Consumo do governo - Já o consumo do governo deverá crescer 0,3%, ante projeção de aumento de 0,6% em março, segundo o BC, “consistente com expectativa de piora na arrecadação tributária em cenário de crescimento econômico menor do que o previsto no Relatório de Inflação anterior”.

 

Bens e serviços - Para exportações e importações de bens e serviços, as estimativas de crescimento em 2019 ficaram em 1,5% e 3,8%, respectivamente, ante 3,9% e 5,6% divulgadas em março. “O recuo na projeção para as exportações reflete reduções adicionais em prognósticos para o crescimento mundial, incertezas sobre a exportação de minério de ferro e aprofundamento da crise na Argentina, importante destino de bens industrializados. A diminuição na estimativa para as importações decorre de redução nas projeções de crescimento da indústria de transformação e da FBCF, com consequente decréscimo nas aquisições de insumos e de máquinas e equipamentos, bem como da redução na projeção para o consumo das famílias”, explica o BC. (Valor Econômico)

ECONOMIA III: Governo central registra déficit de R$ 14,7 bilhões em maio

 

economia III 27 06 2019As contas públicas do governo central - Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - registraram déficit primário, descontado o pagamento de juros da dívida pública, de R$ R$ 14,7 bilhões em maio, informou, nesta quarta-feira (26/06), o Ministério da Economia. Ao todo, no último mês, a receita líquida do governo central, descontados os repasses a estados e municípios, somou R$ 90,7 bilhões, enquanto as despesas foram de R$ 105,5 bilhões.

 

Quarto pior resultado - É o quarto pior resultado para maio desde 1997, quando começou a série histórica, e só perde para os déficits de maio de 2017, de R$ 31,6 bilhões; de 2016, de R$ 18,9 bilhões, e o de 2014, de R$ 15,1 bilhões. Em relação a maio de 2018, quando o déficit foi de R$ 11 bilhões, houve uma piora de 27,7% no resultado das contas públicas, em termos reais (descontada a inflação).

 

Mercado - O resultado veio dentro das expectativas dos analistas de mercado. Na pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todo mês pelo Ministério da Economia, o resultado deficitário, na mediana, foi projetado em R$ 15 bilhões em maio.

 

Soma - Nos cinco primeiros meses do ano, o déficit primário soma R$ 17,5 bilhões. No mesmo período do ano passado, em termos reais, o déficit foi de R$ 15,9 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit é de R$ 125,2 bilhões, equivalente a 1,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

 

Meta fiscal - Para 2019, a meta fiscal do governo é um déficit máximo de até R$ 139 bilhões. Será o quinto ano consecutivo de déficit. No ano passado, o déficit primário do governo central foi de R$ 120,2 bilhões. Para conter as despesas, o governo federal já promoveu, desde o início do ano, um contingenciamento de cerca de R$ 30 bilhões, afetando áreas como educação, saúde e segurança pública.

 

Investimentos totais - O Ministério da Economia também informou que os investimentos totais somaram R$ 15,7 bilhões de janeiro e maio deste ano, contra R$ 15,6 bilhões no mesmo período do ano passado. (Agência Brasil)

 

Foto:Pixabay

LEGISLATIVO I: Câmara cancela reunião da Comissão Especial da reforma da Previdência

legislativo I 27 06 2019A Câmara dos Deputados cancelou a reunião da Comissão Especial da reforma da Previdência que estava agendada para às 9h desta quinta-feira (27/06). A sessão havia sido marcada para a leitura do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), mas não há consenso entre os líderes sobre o conteúdo do parecer.

Ajustes - Durante a última quarta-feira (26/06), deputados de partidos de centro trabalharam para que a sessão da comissão fosse adiada. O argumento usado por eles é que ainda há pontos a serem ajustados na matéria.

Debate - O debate da Comissão Especial foi encerrado na quarta. A leitura do voto poderia ter acontecido na sequência, mas foi adiada para esta quinta, à espera de um acordo sobre a inclusão dos Estados e municípios ou não na reforma.

Nova sessão - Apesar do cancelamento, integrantes da Comissão Especial e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda negociam a possibilidade de se convocar uma nova sessão para que o relatório seja lido mais tarde, ainda nesta quinta. Dessa forma, o texto só deverá ser votado na próxima semana.

Governadores - Nesta quarta, Maia se reuniu com governadores para debater a inclusão de servidores estaduais e municipais no texto da reforma da Previdência. Sem chegar a um acordo, o presidente da Câmara afirmou que as conversas continuariam ao longo desta quinta.

Diálogo - “Ainda estamos conversando, ainda tem muito diálogo. Ainda vai demorar um pouquinho”, disse Maia, após a reunião com os governadores Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA), Renan Filho (AL), Paulo Câmara (PE), Wellington Dias (PI), Belivaldo Chagas (SE), João Azevêdo (PB) e Flávio Dino (MA).

Ameaça - Também na noite de quarta, os parlamentares já haviam ameaçado cancelar a sessão marcada para quinta, em represália às críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes – que teria usado o termo “máquina de corrupção” para se referir ao Congresso – e também ao atraso na liberação de emendas parlamentares.

Apoio - A estratégia conta com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e inviabiliza a leitura do voto do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma. Durante a sessão de quarta, Moreira já havia indicado que seu relatório não traria grandes modificações, indicando um complemento de apenas cinco páginas. "A estrutura do substitutivo está de pé com algumas correções e ajustes", afirmou. (O Estado de S.Paulo)

 

LEGISLATIVO II: Relator rejeita emendas na MP do frete

 

legislativo 27 06 2019Relator da medida provisória (MP) da "Liberdade Econômica", o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) decidiu rejeitar as emendas da bancada ruralista para revogar a tabela do frete rodoviário, mas vai propor anistia das dívidas trabalhistas e multas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pelo descumprimento das regras e uma brecha para permitir que, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) conclua o julgamento da tabela, os preços acertados diretamente entre caminhoneiros e contratantes prevaleçam sobre a lei.

 

Solução - "Poderíamos, com as emendas, acabar com a tabela do frete, que não combina com a liberdade econômica, mas há sensibilidade política do governo de não fazer isso e vou rejeitar as emendas", afirmou Goergen ao Valor. "Mas os próprios caminhoneiros não estão cumprindo a tabela porque os valores ficaram muito altos e isso está gerando um passivo gigantesco. É algo que precisa ser resolvido", defendeu.

 

Dívidas - Para eliminar esse passivo, ele vai apresentar no parecer que as dívidas contraídas por quem descumpriu a tabela sejam perdoadas. A anistia já chegou a ser aprovada pelo Congresso na medida provisória que criou o tabelamento, mas foi vetado pelo ex-presidente Michel Temer após pressão dos caminhoneiros. A ANTT informou que, até ontem à tarde, foram aplicados 9.805 autos de infração que somam R$ 5 milhões em multas (das quais cabe recurso administrativo).

 

Contrato - Além disso, em negociação com a equipe econômica do governo, o parlamentar vai propor que até o Supremo concluir o julgamento da liminar concedida pelo ministro Luiz Fux contra a tabela, valerá o que está acertado no contrato, mesmo que em valor inferior à tabela. "Isso é para evitar a criação de um novo passivo trabalhista e de mais multas", afirmou. 

 

Data - O julgamento está previsto para meados de setembro, mas já foi marcado e adiado mais de uma vez pelo ministro. A emenda se tornará uma forma de pressão para que a Corte decida.

 

Setores - Com a modificação, o relator tenta contemplar dois setores a que é ligado: os caminhoneiros e os grandes exportadores. A MP determina que os contratos devem ser respeitados e prevalecer sobre a legislação, mas que a tabela do frete será uma exceção.

 

Aplicação mais ampla - Essa regra terá ainda aplicação mais ampla e não será exclusiva sobre a lei do frete rodoviário, que está há dois anos em discussão no Supremo. A ideia é estabelecer que o contrato entre as partes prevalecerá sempre que "qualquer lei economicamente relevante estiver sendo discutida judicialmente" e ainda não houver uma decisão consolidada.

 

Respeitar - Respeitar a negociação entre as partes até uma decisão do STF, o que já se arrasta por quase um ano, foi uma iniciativa bem recebida por entidades de classe empresarial ouvidas pela reportagem. Com a demora do Judiciário, as empresas contratantes de frete passaram a apostar na revogação da Lei do Piso Mínimo de Frete - 47 entidades empresariais manifestaram em carta apoio às emendas à MP no sentido de anular os efeitos da tabela.

 

Agrado - Em outra frente, o relator fará um agrado aos caminhoneiros, ao reduzir de 43 para apenas um, e em formato eletrônico, os documentos necessários para realizar o frete, diminuindo a necessidade de um despachante para essas questões burocráticas e, com isso, reduzindo os custos. "Hoje esse atravessador representa de 10% a 40% do valor do frete, em média 30%. Com a necessidade de menos documentos, acreditamos que o frete ficará 20% mais barato", disse.

 

Valor - Esse valor, na visão de Goergen, ficará com o caminhoneiro ou ajudará a reduzir os preços da tabela do frete, permitindo que seja cumprida. O próprio caminhoneiro poderá preencher o documento, a depender de seu grau de instrução, e com isso até dispensar o despachante. A diminuição dos documentos exigidos para controle da carga também tem apoio do governo.

 

Comissão mista - O parecer será apresentado à comissão mista do Congresso que analisa a MP na terça-feira (02/07), e a intenção do relator é votar até quarta-feira (03/07). Com os prazos já na metade, o governo não quer correr o risco de precisar votar a medida provisória perto do fim da sua validade - o que ocorrerá se não for aprovada pela Câmara e pelo Senado até 10 de setembro. (Valor Econômico)

 

UE-MERCOSUL: Acordo volta ao debate

ue mercosul 27 06 2019Ministros do Mercosul e da União Europeia iniciam nesta quinta-feira (26/06), em Bruxelas, reuniões que, segundo fontes com conhecimento das conversas, podem resultar, enfim, num acerto sobre o tratado entre os dois blocos. O acordo vem sendo discutido há duas décadas. Restam poucos pontos a serem definidos e, desta vez, há perspectiva real de conclusão, na avaliação de integrantes do governo brasileiro.

Decisões políticas - O desfecho dependerá de decisões políticas por parte de ambos os blocos e, por isso, fontes próximas aos negociadores pontuam que não se pode descartar um novo adiamento como ocorreu em outras inúmeras vezes. O clima, porém, é de otimismo do lado brasileiro. O governo enviou a Bruxelas o chanceler Ernesto Araújo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo.

Marco - Se concretizado, o acordo entre Mercosul e União Europeia representará um marco. Será o segundo maior tratado já assinado pelo bloco europeu e o mais ambicioso acertado pelo Mercosul. Ele levará à redução drástica das tarifas de importação existentes hoje pelos blocos, o que deve impulsionar vendas.

Eliminação das taxas - O objetivo final é que as taxas sejam eliminadas para até 90% do comércio entre Mercosul - que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - e os 28 países da União Europeia. A princípio, os europeus zerariam as alíquotas em até sete anos, mas a maior parte dos cortes seria feita nos primeiros dois anos. Já os brasileiros teriam até quinze anos para retirar as tarifas, com boa parte eliminada antes de dez anos. Em 2018, o Brasil exportou US$ 42 bilhões aos países da União Europeia. Juntos, eles representam o segundo maior mercado para os brasileiros no mundo, atrás somente da China.

Potencial - Há potencial de expansão dessas cifras. O acordo deve facilitar ainda a exportação de serviços e o fluxo de investimentos entre os blocos, o que pode ajudar o Brasil no curto prazo. “Será um acordo importantíssimo, o início da reforma esquecida, que é abertura comercial. Os benefícios serão muitos à economia, mas o efeito imediato virá do aumento dos investimentos”, afirma Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da FGV e ex-presidente do Banco Central.

Avanços - Representantes dos europeus confirmaram ao Estado que houve avanços significativos nas negociações, mas tentaram transmitir cautela. Após tantas idas e vindas, avaliam que não devem criar expectativas na população e precisam evitar ao máximo a percepção de algum tipo de derrota para a União Europeia num momento em que o bloco enfrenta percalços, como a saída do Reino Unido, movimento conhecido como “Brexit”.

Início - As negociações entre Mercosul e União Europeia foram lançadas em junho de 1999. Em 2004, os blocos trocaram ofertas pela primeira vez, mas as propostas decepcionaram os dois lados e as conversas foram encerradas logo depois. Em 2010, as tratativas foram retomadas e, em 2016, houve nova troca de propostas. Desde então, os dois lados tentam chegar a um consenso sobre o formato final do acordo.

Entraves - Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o acordo estava prestes a ser concluído e citou acertos pendentes com produtores brasileiros de laticínios e de vinhos. Concorrência desleal- Esses setores argumentam que sofrem concorrência desleal, já que os europeus recebem subsídios e que, por isso, teriam de ficar fora do acordo. A tendência, porém, é que figurem no tratado final.

Pressão - Do lado europeu, ainda há pressão feita por líderes da França, Irlanda, Polônia e Bélgica sobre questões relacionadas ao agronegócio, segundo um integrante da União Europeia. Esses países resistem a autorizar a ampliação de cotas de importação para produtos como açúcar, carne bovina e de frango. Para o sul-americanos, essa é uma contrapartida essencial, já que os manufaturados europeus terão acesso facilitado no Mercosul.

Agronegócio - Representantes do agronegócio argumentam, porém, que os possíveis ganhos com o acordo não se restringirão a esses produtos. Haverá benefícios, por exemplo, para as exportações de frutas, arroz, café, mel e outros itens. “Estamos muito atrasados no processo de abertura. Precisamos concluir o acordo. Não de qualquer maneira, claro. Temos de preservar nossos interesses. É importante lembrar que os europeus serão os primeiros a chegar com vantagens num mercado de 260 milhões de consumidores. É muito vantajoso para eles também”, diz Lígia Dutra Silva, superintendente de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Impulso - A indústria brasileira vê no acordo a chance de impulsionar vendas em setores que foram penalizados com aumento de tarifas nos últimos anos, como vestuário e calçados, e ainda em itens como equipamentos de transporte, produtos de metais e madeira. A expectativa é que o Brasil possa voltar rapidamente ao pico de vendas alcançado em 2013, quando o País exportou US$ 25,5 bilhões em produtos industrializados.

Carta - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou carta ao presidente Jair Bolsonaro manifestando-se a favor do acerto entre os blocos e pedindo atenção a pontos vistos como importantes, como criação de uma cesta de produtos que só teriam tarifa zerada após dez anos, a liberação do transporte marítimo de cargas e reforço da fundamentação científica para aplicação de regras sanitárias (a União Europeia costuma usar o instrumento para criar barreiras à importação de produtos).

Acesso - “O acordo nos dará acesso à modernidade, a centros de inovação, nos integrará às cadeias globais de valor. Ele não se esgota nas tarifas. Há reflexos positivos que vêm com o tempo, inclusive, com a ampliação da produção local de alguns tipos de componentes, de equipamentos. O Brasil pode se tornar uma plataforma de exportação dos europeus para outros lugares do mundo”, afirma Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI. (O Estado de S.Paulo)

Cronologia

- Início (Junho de 1999). Negociações entre Mercosul e UE são lançadas no Rio.

- Primeiro impasse (2004). Troca de ofertas é feita, mas conversas são interrompidas.

- Retomada (2010). Tratativas para o acordo são relançadas em Madri.

- No Brasil (2011). Governo brasileiro inicia consultas ao setor produtivo.

- Negociações (2013). Países do Mercosul iniciam negociações para consolidar propostas.

- Proposta (2014). Mercosul anuncia que chegou a uma proposta comum.

- Aval (2015). Termina prazo para a troca de ofertas, mas UE dá aval para que conversas sigam.

- Ofertas (2016). Mercosul e União Europeia enfim trocam ofertas.

- Acordo (2017). Após rodadas de negociação, blocos anunciam acordo para 2018.

- Adiamento (2018). Negociações seguem com avanços pontuais, mas ano termina sem acordo.

- Reunião (Junho de 2019). Ministros dos dois blocos reúnem-se com expectativa de finalizar acordo.

 


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