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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4605 | 26 de Junho de 2019

JORNALISMO: Prorrogadas as inscrições ao 13º Prêmio Ocepar; novo prazo é 31 de julho

 

premio 26 06 2019As inscrições ao 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo foram prorrogadas até o dia 31 de julho. Assim, os interessados em participar ganharam mais 30 dias para se inscrever, já que inicialmente o prazo venceria em 1º de julho. Da mesma forma, o período de veiculação das matérias também foi estendido. Serão aceitos materiais publicados de 1º de julho de 2018 a 31 de julho de 2019, que façam referência a um ou mais ramos do cooperativismo paranaense em que atuam as cooperativas filiadas à Ocepar: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura, consumo e trabalho. O tema desta edição do Prêmio é: “No campo ou na cidade somos o cooperativismo no Paraná”. O evento de premiação dos vencedores está programado para o mês de setembro, em Curitiba. 

 

Prêmio - Ao todo, serão distribuídos R$ 88 mil em prêmios, já descontados os impostos. O Prêmio Ocepar é dividido em seis categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa, Categoria Especial Ramo Crédito, Categoria Especial Unimed. Os três primeiros colocados nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Mídia Cooperativa vão receber, respectivamente R$ 10 mil (1º lugar), R$ 4 mil (2º) e R$ 3 mil (3º). Já os vencedores nas categorias especiais Ramo Crédito e Unimed vão ganhar R$ 10 mil cada.

 

O Prêmio - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é um programa institucional desenvolvido pelo Sistema Ocepar (Ocepar - Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Fecoopar – Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná e Sescoop/PR - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). É uma iniciativa que conta com o patrocínio do Sicredi Central PR/SP/RJ e da Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná. Desde sua criação, em 2004, visa mobilizar e reconhecer o trabalho desenvolvido por jornalistas dedicados a divulgar ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo paranaense.

 

Clique aqui para acessar o regulamento do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo

 

EVENTO: Toledo sedia o 1º Fórum de Piscicultura das Cooperativas Paranaenses

Profissionais de cooperativas e produtores cooperados que atuam com a produção de peixes no Paraná estão participando, nesta quarta-feira (26/06), no Campus Toledo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Oeste do Estado, do 1º Fórum de Piscicultura das Cooperativas Paranaenses. O evento é promovido pelo Sistema Ocepar, com o apoio da PUCPR, com o propósito de apoiar o desenvolvimento da atividade nas cooperativas. Atualmente o cooperativismo paranaense possui capacidade de produção de 200 mil tilápias por dia, concentrada na região Oeste.

Programação - O Fórum teve início à 8h30 e se estende até às 16h50, na sala 7 do Bloco Didático. A programação contempla a apresentação de quatro palestras: “Mercado da tilápia, perfil dos consumidores e perspectivas futuras”, com Aldi Feiden, da Unioste; “O desafio da nutrição e alimentação de tilápias”, com Wilson Massamitu Furuya, da UEPG; “Desafios do produtor: qualidade x produtividade”, com Arcângelo Augusto Signor, do IFPR, e “Qualidade da água aliada à produtividade e piscicultura”, com André Luis Gentelini, também do IFPR.

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CRÉDITO: Banco Central aposta em cooperativas como aliadas da Agenda BC#

 

credito 26 06 2019Menos de um mês após o Banco Central anunciar os quatro eixos de sua Agenda BC#, o presidente da autarquia, Roberto de Oliveira Campos Neto, esteve na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília, nesta terça-feira (25/06), para explicar como o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) pode contribuir com as ações da chamada democratização financeira, foco da Agenda. O cooperativismo, conforme anunciado, faz parte do eixo Inclusão.

 

Crescimento - Campos Neto, que, durante o evento, estava acompanhado por diversos diretores do Banco Central, fez questão de destacar o crescimento das cooperativas de crédito em tempos de crise, com índices superiores ao desempenhado pelos demais integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Segundo ele, as cooperativas possuem diferenciais muito estratégicos. Dentre eles: o atendimento diferenciado, o foco no cooperado, o estímulo à poupança e a democratização do acesso ao crédito, sobretudo entre os pequenos investidores.

 

Participação - Sobre a participação das cooperativas de crédito nesse grande projeto de retomada econômica nacional, Campos Neto disse que pretende ouvir, ainda mais, o setor para saber o que pode ser melhorado. Como exemplo, o presidente do Banco Central disse que pretende aprimorar a Lei Complementar nº 130/2009, tida como marco legal do SNCC e que acaba de completar 10 anos.

 

Inclusão - A dimensão Inclusão, que engloba as cooperativas de crédito, pode ser traduzida na facilidade de acesso ao mercado para todos: pequenos e grandes, investidores e tomadores, nacionais e estrangeiros. Entre as medidas para alcançar esse objetivo, estão plataformas digitais, menos burocracia e simplificação de procedimentos.

 

Expansão - O objetivo desse eixo é expandir o cooperativismo de crédito. Para isso, o Banco Central atuará, em conjunto com as cooperativas, em três grandes vetores: 1) Fomento de atividades e negócios; 2) Aprimoramento da organização sistêmica e promoção do aumento da eficiência do segmento; e 3) Aprimoramento da gestão e da governança.

 

Norte e Nordeste - Um dos desafios lançados pelo presidente do Banco Central é ampliar a presença do cooperativismo de crédito nas regiões Norte e Nordeste. “Precisamos de um projeto de expansão”, comenta Campos Neto, informando que gostaria de ver os primeiros resultados dessa ação ainda no segundo semestre deste ano. “Sei que é um trabalho conjunto e, por isso, irei acompanhar esse projeto pessoalmente”, declara.

 

País melhor para todos - Por fim, o presidente do Banco Central afirmou que já está na hora de todos trabalharem por um país melhor para todos: “Precisamos crescer a torta. Chega de nos preocuparmos apenas com o nosso pedaço”.

 

Desafio - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que os desafios são enormes, mas que nessa tarefa de contribuir com o Banco Central, contará com a participação de cada cooperativa, dirigente ou cooperado do país. “É a oportunidade de nos tornarmos uma expressão cada vez maior na economia do país e de mostrarmos o nosso trabalho. Aquilo que fazemos de melhor: cuidar do nosso cooperado”.

 

Ideal - Segundo Márcio Freitas, o cooperativismo é ideal para incluir mais brasileiros no Sistema Financeiro Nacional (SFN), por isso, é uma das estratégias do Banco. De acordo com o IBGE, ainda há cerca de 60 milhões de pessoas ‘desbancarizadas’ no país, ou seja, cerca de ¼ da população ainda é considerada “sem-instituição financeira”.

 

Desafiadora - O coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (CECO), Manfred Dasenbrock, destacou que a proposta do Banco Central é, de fato, desafiadora, mas exequível. “Nosso propósito é servir as pessoas, oferecendo serviços financeiros de qualidade, com preço justo e atendimento personalizado. Somos apaixonados por inclusão financeira. Tanto é verdade que, em centenas de municípios do país, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes”, avalia Manfred.

 

Vantagens - Presentes em praticamente todo o território brasileiro, as cooperativas de crédito possuem, juntas, a maior rede de atendimento bancário do país e um portfólio de produtos e serviços (tais como: conta corrente, empréstimos, financiamentos, investimentos, planos de previdência e seguros) similar à dos demais integrantes do SFN, mas com taxas e tarifas cerca de 30% menores.

 

Inclusão - Além de economia, as cooperativas oferecem inclusão e educação financeira a mais de 10 milhões de brasileiros, muitos deles moradores de uma das dezenas de cidades onde elas são as únicas instituições financeiras presentes. Só na última década, o número de pessoas que se vincularam à uma cooperativa de crédito cresceu praticamente 180%.

 

FGCoop - Outro aspecto que torna uma cooperativa de crédito a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores que buscam opções mais vantajosas no Sistema Financeiro Nacional, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado para assegurar valores de até R$ 250 mil, por depositante, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo trouxe mais segurança institucional, credibilidade e competitividade para todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

 

Comprometimento - O evento também contou com a participação de deputados e senadores, integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que manifestaram seu comprometimento com a causa cooperativista especialmente no que diz respeito ao estímulo ao desenvolvimento do setor, visando o fortalecimento de toda a economia brasileira. Representando toda a diretoria da OCB, esteve Edivaldo Del Grande, presidente do Sistema Ocesp.

 

Quatro dimensões - A reformulação da agenda foca em quatro aspectos:

INCLUSÃO: Facilidade de acesso ao mercado para todos: pequenos e grandes, investidores e tomadores, nacionais e estrangeiros.

COMPETITIVIDADE: Adequada precificação por meio de instrumentos de acesso competitivo aos mercados.

TRANSPARÊNCIA: No processo de formação de preço e nas informações de mercado e do BC.

EDUCAÇÃO: Conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar. (Informe OCB)

INFRAESTRUTURA: Cooperativa de eletrificação rural inicia substituição de frota por carros elétricos

 

infraestrutura 26 06 2019Um olho no presente e outro no futuro. É assim que a Cooperativa Regional de Eletrificação Rural do Alto Uruguai (Creral), do interior do Rio Grande do Sul, projeta seu crescimento. E um grande passo foi dado na última sexta-feira (21/06), quando os cooperados receberam o primeiro carro elétrico, que marca a renovação de toda a frota da cooperativa (50 veículos). A novidade faz parte de uma ação ambiental, cujo objetivo é buscar soluções de cuidado e preservação dos recursos naturais.

 

Autonomia - O veículo possui autonomia de 300 quilômetros, sistema de bateria Zero Emission 40 - método de carregamento que se adapta a diferentes níveis de potência, com motor elétrico, não emitindo poluentes, ruídos de motor ou de mudança de marcha.

 

Futuro - Para o presidente da Creral, João Alderi do Prado, a troca dos veículos movidos a combustível fóssil pelos sustentáveis permite o uso da natureza de uma forma consciente e responsável, assegurando, assim, o futuro das próximas gerações.

 

Novas tecnologias - “Estamos completando 50 anos sem nos esquecer de onde viemos e sabendo onde estamos e também aonde queremos chegar. Por isso, é necessário investir em novas tecnologias e o carro elétrico além de novidade é também uma forma de pensarmos em um futuro onde o meio ambiente e as futuras gerações não sejam prejudicados”, finalizou o presidente Alderi.

 

Exemplo - “Esse é só mais um exemplo de que atitudes simples podem transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos”, comentou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. (Informe OCB)

CASTROLANDA: Votações para 18ª edição do Troféu Agroleite encerram no domingo

 

castrolanda 26 06 2019Termina nesta semana o prazo para as votações para a 18ª edição do Prêmio Troféu Agroleite 2019. Domingo (30/06) é o último dia para indicar nomes das empresas que na opinião dos internautas merecerem receber o Troféu. 

 

Site oficial - As votações podem ser feitas através da internet no site oficial do evento (www.trofeuagroleite.com.br). A votação é aberta para todas as pessoas físicas através de um cadastro, incluindo o CPF (Cadastro de Pessoa Física). A divulgação dos três finalistas em cada segmento será no dia 15 de julho. 

 

Novas regras - A organização definiu para este ano novas regras de votações e reorganizou as categorias de 18 para 11 prêmios. São eles: Genética, Nutrição, Medicamentos, Bem-Estar, Sementes, Ordenha e Refrigeração, Máquinas e Equipamentos, Produtor de Leite, Agente Financeiro, Laticínios e Embalagens. 

 

Voto da Castrolanda - Com o novo regulamento, há também o peso de voto da Castrolanda, a qual através do Comitê Organizador reserva o direito de substituir qualquer um dos finalistas indicados pela internet, caso entenda que este indicado não atenda os critérios das categorias do Prêmio. 

 

Indicação - O Comitê Organizador também será responsável por indicar dois novos Prêmios pela Castrolanda, não necessariamente todo ano. O primeiro deles para Inovação, reconhecimento a uma inovação cujo desempenho reflete um benefício consistente e Agroleite Honorário, um prêmio concedido a uma personalidade e/ou associação pelo desempenho cujo esforço reflete a sua contribuição para a cadeia leiteira.

 

Iniciativa - O Troféu Agroleite é uma iniciativa da Castrolanda para a cadeia produtiva do leite. É concedido anualmente com o objetivo de homenagear e incentivar os melhores desempenhos e práticas do setor.

 

Cerimônia - A cerimônia está marcada para a quarta-feira (14/08), no Memorial da Imigração Holandesa. 

 

Agroleite 2019 - Confira as informações e a programação completa em www.agroleitecastrolanda.com.br. (Imprensa Agroleite)

FRÍSIA: Evento marca abertura da exposição “87 anos de História” do Sindileite-PR

 

frisia 26 06 2019A cidade de Carambeí, na região dos Campos Gerais do Paraná, recebeu, na última quarta-feira (19/06), a abertura oficial da Exposição “87 anos de História”, que conta, com fotografias históricas, a trajetória do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite-PR) desde a fundação, em 1932. A exposição permanece na cidade até o dia 12 de julho. Nos próximos meses ela também vai passar pelas cidades de Francisco Beltrão, Toledo e Maringá.

 

Público - O evento, realizado na Frísia Cooperativa Agroindustrial, reuniu cerca de 40 pessoas, entre diretores, representantes do Sindileite e da Associação do Parque Histórico de Carambeí. O Sindileite-PR foi um dos nove sindicatos que, no ano de 1943, fundaram a Fiep e é um dos mais antigos ainda em funcionamento. Para o presidente-executivo do Sindileite, Wilson Thiesen, a Frísia tem um papel relevante na trajetória da entidade. “A cooperativa, quando ainda era Batavo, foi a primeira indústria de leite instalada no Paraná. Tanto na história do Sindileite quanto na minha trajetória profissional aprendi muito com os antigos dirigentes da Frísia”, relembrou Thiesen ao destacar o trabalho cooperativista exemplar de Dymphnus Roeland Vermeulen e Keimpe van der Meer.

 

Homenagem - Durante o evento, foi prestada homenagem a um dos mais antigos e relevantes cooperados da Frísia na atividade leiteira, o produtor Adrijan Los, que conta com 66 anos de cooperativismo e recebeu o livro “Sindileite Paraná – 87 anos de história na defesa dos interesses do setor leiteiro paranaense”, de autoria do jornalista Samuel Zanello Milléo Filho. Elaborada com apoio do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Sistema Ocepar, a obra tem 260 páginas e inicia sua trajetória pela história do leite, desde as civilizações mais antigas, e passa pela chegada dos imigrantes alemães menonitas em Curitiba. Milléo conta que essas famílias se instalaram nos bairros do Boqueirão e Xaxim e passaram a se dedicar à produção de leite, com distribuição direta nas casas. Segundo o escritor, trata-se de um profundo estudo de pesquisa que mostra com fotos da época o quanto Curitiba foi uma cidade rural até o início da década de 1960.

 

Referência - Os registros sobre as lutas e conquistas do setor mostradas no livro e na exposição foram enaltecidas pelo presidente da Frísia, Renato Greidanus. “É uma referência para as futuras gerações. São histórias que relatam o trabalho de pioneiros que contribuíram para importantes conquistas do setor. Ter um órgão tão representativo como o Sindileite é de suma importância na defesa de interesses de toda a cadeia, do produtor à indústria, além dos benefícios para o consumidor”, destacou Greidanus.

 

Participação - A exposição também teve participação ativa da Associação do Parque Histórico de Carambeí (APHC), que contribuiu com imagens de época do acervo museal. Para o presidente da APHC, Dick Carlos de Geus, que também compareceu no evento, o setor leiteiro teve uma fundamental relevância para a economia local. “Carambeí e a região dos Campos Gerais tiveram como atividade principal o leite, que promoveu geração de renda e contribuiu para o processo de colonização. Acompanhei o trabalho do Sindileite, sendo uma satisfação sempre estar próximo do presidente-executivo Wilson Thiesen. Certamente esse legado deixou inúmeras conquistas para o cooperativismo do Estado num trabalho conjunto e árduo que iniciou com os pioneiros e que hoje estão consolidados numa cadeia de relevância nacional”, destacou. 

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

 

SERVIÇO

Exposição “87 anos de História do Sindileite/PR”

Livro Sindileite Paraná – 87 anos de história na defesa dos interesses do setor leiteiro paranaense”

Período da exposição: de 19 de junho a 12 de julho de 2019, de segunda a sexta-feira, em horário comercial

Local: Frísia Cooperativa Agroindustrial – Auditório Leendert de Geus

Endereço: Avenida dos Pioneiros, 2324 – Carambeí (PR)

Contato para informações: (42) 3231-9022, com Fernanda

SICOOB MÉDIO OESTE: Agência em Nova Aurora comemora seu primeiro aniversário

sicoob medio oeste 26 06 2019

 

Na última sexta-feira (21/06), dirigentes e colaboradores do Sicoob Médio Oeste se reuniram em Nova Aurora (PR) para comemorar o primeiro aniversário da agência da cooperativa na cidade. A data foi celebrada com um café da manhã, que também teve a participação dos sócios-fundadores.

Evolução - Na ocasião, o gerente Lélio Cavalcanti relembrou a evolução da agência e os resultados alcançados. “Estamos com uma ótima estrutura para atender nossos cooperados. Além disso, atingimos nosso ponto de equilíbrio já no primeiro ano de trabalho. É motivo de orgulho e gratidão, pois toda a comunidade entendeu nosso propósito e nosso comprometimento com todos”. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB OURO VERDE: Workshops do FIC são realizados com colaboradores

 

sicoob ouro verde 26 06 2019Anualmente, todos os colaboradores das instituições que participam do programa FIC respondem a um questionário que avalia as nove dimensões que norteiam os indicadores que medem a Felicidade Interna do Cooperativismo (bem-estar psicológico, padrão de vida, educação, saúde, meio ambiente, cultura, governança, uso do tempo e vitalidade comunitária).

Na etapa seguinte, são promovidos workshops, em que eles têm a oportunidade de analisar os processos e programas já realizados dentro da cooperativa, além de sugerir ações que podem impactar positivamente nos indicadores com menor desempenho. 

 

Atividades - No Sicoob Ouro Verde, essas atividades estão sendo realizadas durante o mês de junho, com os colaboradores divididos em dez turmas. Os encontros tiveram início do dia 13 e serão concluídos nesta quinta-feira (27/06). De acordo com o resultado obtido a partir do levantamento, a cooperativa irá desenvolver um grande plano de ação para agir sobre os temas saúde e governança.

 

Bem-estar - Segundo a colaboradora Flávia Bussadori, o alcance do equilíbrio nos indicadores do FIC poderá influenciar positivamente no padrão de bem-estar dos colaboradores da cooperativa. “Com isso, todos tendem a se tornar mais engajados na execução de suas tarefas profissionais e motivados frente a suas demandas pessoais”, afirma.

 

Orgulho - Já a Aline Dayane Tosa, conta que se sente orgulhosa em fazer parte do workshop do FIC. “Temos nesse encontro uma oportunidade de expressar nossas opiniões, de renovar nossas expectativas e de agradecer o que já alcançamos”, ressalta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

PESQUISA: Embrapa lança Tecnologia Block de tolerância a percevejos na soja

 

pesquisa 26 06 2019A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, durante a 37ª Reunião de Pesquisa de Soja, que teve início na manhã desta quarta-feira (26/06), no Buffet Planalto, em Londrina (PR), a inovadora Tecnologia Block, uma linha de cultivares de soja que auxilia o sojicultor no manejo integrado de um dos seus principais inimigos, o complexo de percevejos. “Os percevejos são atualmente uma das pragas mais importantes para a cultura da soja, porque interferem na produtividade e na qualidade dos grãos e das sementes”, avalia o chefe-geral da Embrapa Soja José Renato Bouças Farias. “Por isso, estamos empenhados no desenvolvimento de cultivares de soja com esta tecnologia para auxiliar os produtores que enfrentam dificuldades no campo para manejar esta praga”, avalia.

 

Proteção maior - O pesquisador Carlos Arrabal Arias, líder do programa de melhoramento genético de soja da Embrapa, e responsável pelo desenvolvimento de genótipos resistentes a insetos diz que a Tecnologia Block amplia a proteção da lavoura ao ataque dessa praga que suga as vagens e os grãos de soja.  “As cultivares com a genética Block têm maior tolerância aos percevejos, o que minimiza a ação destrutiva da praga. Porém, a tecnologia não dispensa o uso de inseticidas, mas permite uma melhor convivência com os insetos no campo”, enfatiza Arias.

 

Tecnologia no mercado - De acordo com o pesquisador, o uso de cultivares tolerantes aos percevejos permite melhor convivência com os insetos no campo, sendo uma ferramenta importante no Manejo Integrado de Pragas. A primeira cultivar de soja com a tecnologia Block é a BRS 1003IPRO, que foi desenvolvida pela Embrapa Soja com a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa. A BRS 1003IPRO é uma cultivar de soja do grupo de maturidade 6.3 (macrorregiões 1 e 2) e 7.0 (macrorregião 3), indicada para os seguintes estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. “Esta cultivar apresenta ampla adaptação, excelente potencial produtivo, estabilidade de produção e moderada resistência ao nematoide de galha Meloidogyne javanica, além de resistência às principais doenças da soja como o cancro da haste, mancha olho-de-rã e podridão radicular de fitóftora”, ressalta Arias.

 

Lançamento na próxima safra - A Embrapa e a Fundação Meridional irão lançar na safra 2019/20 uma nova cultivar, desenvolvida via melhoramento genético tradicional, e que amplia as opções de cultivares tolerantes a percevejo no mercado. 

 

Intensificação - A busca por cultivares de soja com maior tolerância ao ataque de insetos sugadores foi intensificada, em 2016, quando foram avaliadas no campo experimental, da Embrapa, em Londrina (PR), 30 linhagens convencionais e 20 com a tecnologia RR e Intacta. O trabalho de pesquisa envolveu especialmente as equipes que atuam com melhoramento genético e entomologia. 

 

Dobro - Arias relata que, enquanto o nível de ação definido pela pesquisa atualmente é de dois percevejos por pano de batida, a nova cultivar consegue suportar, pelo menos, o dobro de percevejos, sem afetar a sua produtividade. “Algumas plantas, mesmo na presença de alta população de percevejos, mantiveram a produtividade alta, enquanto que as cultivares suscetíveis ao ataque de percevejos apresentaram perdas importantes”, revela. 

 

Testes - Na Embrapa, as melhores plantas oriundas de cruzamentos genéticos específicos para resistência percevejos, foram testadas em gaiolas fechadas, instaladas no campo experimental. Nessa condição, o objetivo foi avaliar o dano causado por densidades de 0, 4, 8, 16 percevejos por metro quadrado; “esses ensaios também comprovaram os resultados obtidos anteriormente”, diz a pesquisadora Clara Beatriz Hoffmann Campo. “A vantagem dessa tolerância é que o produtor pode aguardar mais tempo para realizar as pulverização com inseticidas, o que além de reduzir custos ainda mantém a presença dos agentes de controle biológico no campo, favorecendo o controle natural da praga, pela integração de táticas do Manejo Integrado de Pragas, como o controle biológico e a tolerância da soja aos percevejos”, explica a pesquisadora.

 

Percevejo marrom - O principal problema dos percevejos é o seu ataque direto ao grão e às vagens da soja, diferentemente das lagartas, por exemplo, que atacam as folhas. “Por isso, existe potencial de perda em produtividade e também em qualidade de produtos que serão gerados como o óleo e a ração animal”, explica o pesquisador Samuel Roggia, da Embrapa Soja. No caso dos produtores de semente, o problema é ainda maior, porque o ataque de percevejos afeta o vigor da semente, o que impactará no estabelecimento adequado da futura lavoura.

 

Produtos químicos - Em particular, o controle do percevejo-marrom (Euschistus heros) tem sido feito principalmente com a utilização de produtos químicos e há vários casos de população da praga que apresentam elevada tolerância a alguns inseticidas. “São populações em que os inseticidas não conseguem controlar tão bem”, diz Roggia.  Além disso, comparativamente com outras pragas, o percevejo-marrom ainda não tem disponíveis outras ferramentas como a biotecnologia e o controle biológico aplicado. Quando os percevejos tornam-se resistentes a produtos químicos, o risco de perda é grande. “Por isso, é importante termos cultivares tolerantes a esta praga como ferramenta para ser utilizada no manejo integrado dessa praga”, avalia. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

Serviço

Evento: 37ª edição Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 26 e 27 de junho de 2019

Horário: 8h30

Local: Buffet Planalto - Avenida Tiradentes, 6429 - Parque Ney Braga, em Londrina (PR).

Informações: www.rps2019.com.br

CAMPO LIMPO: Programa de educação ambiental do inpEV torna-se referência internacional na ONU

 

campo limpo 26 06 2019O Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, desenvolvido pelo inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), foi selecionado como uma boa prática e caso de sucesso pelo Departamento das Nações Unidas de Assuntos Econômicos e Sociais (United Nations Department of Economics and Social Affairs – UN DESA). 

 

Educação - Iniciativa de educação voltada para alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, o PEA é parte das ações de educação e conscientização do inpEV, entidade gerenciadora do Sistema Campo Limpo (programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas). Seus resultados e impactos positivos foram publicados na plataforma de parcerias pelo desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (https://sustainabledevelopment.un.org/partnership/?p=30200 ).

 

Kits - Todo ano, o programa distribui gratuitamente milhares de kits educacionais para escolas de todo o país, a fim de conscientizar professores e alunos sobre a responsabilidade compartilhada no gerenciamento de resíduos sólidos. Entre 2010 e 2019, cerca de 1,6 milhão de estudantes foram beneficiados. Este ano, foram distribuídos 9 mil kits educativos para 2,5 mil escolas públicas e privadas, dando suporte em temas alinhados à Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) e aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). 

 

Inovação - Uma das principais inovações da atual edição do PEA é o alinhamento dos conteúdos pedagógicos à Base Nacional Curricular Comum, mais conhecida pela sigla BNCC. Entre os materiais do kit deste ano, há um jogo de tabuleiro colaborativo, em que as crianças têm a oportunidade de aprender sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e refletir sobre as atitudes sustentáveis antes e depois do consumo.

 

Sobre o inpEV - Há 17 anos, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) atua como núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

 

Sobre o Sistema Campo Limpo - O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

 

Informações - Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site www.inpev.org.br, no Facebook, Youtube e Instagram. (Assessoria de Imprensa do inpEV)

AGRICULTURA: Setor discute novas regras para produção de sementes

 

agricultura 26 06 2019Representantes do setor agrícola começaram a discutir nesta terça-feira (25/06) propostas para modernizar as regras relacionadas à atividade de produção de sementes e mudas no Brasil. O encontro foi organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e ocorreu na sede do órgão, em Brasília.

 

Normas - Atualmente, essa atividade segue as normas previstas na Lei de Sementes e Mudas, de 2003, regulamentada em 2004. A intenção do ministério é elaborar uma nova proposta a partir de um consenso obtido entre os produtores e o governo. Nessa primeira reunião, os representantes apresentaram os principais pontos que precisam ser aperfeiçoados no sistema.

 

Adequação - Para Reginaldo Minaré, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a legislação deve ser adequada para acompanhar as novas tecnologias, mas sem retirar direitos já garantidos aos produtores. “O uso de sementes salvas para uso próprio, por exemplo, não deve e nem pode ser limitado nesse decreto. Até porque já existe outra lei que garante ao agricultor essa prática”, afirma.

 

Critérios - Os representantes também defenderam a criação de novas regras para padronizar os critérios de fiscalização de produção de sementes e criar outros entendimentos. “A produção de sementes genéticas, pelo dinamismo que tem, precisa ser a base da produção”, defende Márcio Pacheco, da Embrapa.

 

Revisão - O processo de revisão do regulamento é conduzido pela Coordenação Geral de Sementes e Mudas, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério. (Mapa)

FERROVIA: Governo quer agilizar projetos estruturantes da Ferroeste

 

ferrovia 26 06 2019O grupo de trabalho formado por profissionais do Governo do Estado para tratar dos projetos estruturantes da Ferroeste quer acelerar as iniciativas que ampliam o transporte ferroviário do Paraná. A proposta é construir mais mil quilômetros de ferrovias e dobrar o escoamento de grãos pelo ramal. O traçado atual da Ferroeste conta com 250 quilômetros de trilhos.

 

Apresentação - Os planos para um ramal ligando Cascavel a Foz do Iguaçu e para a nova Ferroeste, que inclui um traçado ligando Dourados (MS) ao Porto de Paranaguá, foram apresentados nesta terça-feira (25/06), no Palácio Iguaçu, na reunião do governador Carlos Massa Ratinho Junior com a equipe de governo.

 

Projetos prioritários - “São projetos prioritários para melhorar a logística de transporte paranaense e consolidar o Estado como o grande produtor de alimentos do mundo”, disse Ratinho Junior. Os projetos, ressaltou o governador, farão parte do corredor bioceânico que ligará os portos de Paranaguá e Antofogasta, no Chile, que vai ampliar o escoamento da produção paranaense para a Ásia.

 

Integrantes - A apresentação na reunião foi feita por representantes do Grupo de Trabalho, que é formado por profissionais da Ferroeste, das secretarias da Infraestrutura e Logística, do Planejamento e do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, além da Governadoria e da Controladoria-Geral do Estado.

 

Atualizar - De acordo com o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, há a necessidade de atualizar os estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e o licenciamento ambiental. Os projetos de ampliação da ferrovia já chegaram a ser feitos em 1999, mas como o plano não saiu do papel, os estudos estão desatualizados. “O que mais nos preocupa é o tempo, mas no espaço de três anos devemos começar a colocar os primeiros trilhos neste traçado”, afirmou Gonçalves.

 

Estratégia - A estratégia para acelerar a construção é tratar dos projetos separadamente e aproveitar o desenho já traçado do ramal ligando Cascavel a Foz, na região Oeste. O terminal férreo de Cascavel, que tem 1,6 milhão de metros quadrados e 14 empresas operando, transporta aproximadamente 800 mil toneladas de produtos por ano. A expectativa é dobrar este volume, incluindo também a produção paraguaia e do Centro-Oeste do País.

 

Serra do Mar - Já o segundo projeto busca dissolver o gargalo na descida da Serra do Mar para escoar a produção até o Porto. A estrada de ferro que está em operação foi construída em 1880 e inaugurada pelo imperador Dom Pedro II. “É uma estrada antiga e com muitas curvas. O conjunto locomotivo e de vagões precisa andar com pouca velocidade, existem várias restrições no traçado que limitam a operação”, explicou Gonçalves.

 

Tempo - “Logística é basicamente tempo. Se tiver um traçado que diminui muito a velocidade não é possível colocar mais conjuntos de vagões para vencer este percurso, o que limita muito o volume de transporte de cargas”, salientou.

 

Presenças - Além de secretários de estados, diretores de empresas e autarquias, a reunião contou com a presença dos deputados estaduais Hussein Bakri, líder do governo na Assembleia; Tiago Amaral, vice-líder; e Soldado Adriano José. (Agência de Notícias do Paraná)

GÁS: Ministério projeta investimento novo de R$ 32,8 bi na área

 

gas 26 06 2019As iniciativas previstas no programa Novo Mercado de Gás, cujas diretrizes foram anunciadas na segunda-feira (24/06), vão ajudar a destravar investimentos da ordem de R$ 32,8 bilhões em infraestrutura de gás natural no Brasil, segundo cálculo do Ministério de Minas e Energia (MME).

 

Números - Os números incluem gasodutos, terminais de gás natural liquefeito (GNL) e unidades de processamento de gás (UPGNs). O programa se ampara, contudo, na abertura da capacidade ociosa dos gasodutos existentes.

 

Expectativa - A expectativa é que o programa beneficie petroleiras que hoje têm dificuldades para acessar o mercado consumidor, devido à verticalização da Petrobras no setor. Entre as interessadas na abertura do mercado, estão Shell, Galp e Repsol, sócias da Petrobras no pré-sal e que vendem suas produções para a estatal por preços baixos, devido à dificuldade de aceso ao mercado.

 

Atenção - A norueguesa Equinor e a americana ExxonMobil, sócias na promissora área de Carcará, no pré-sal na Bacia de Santos, acompanham o assunto com atenção, na expectativa de conseguir escoar os grandes volumes de gás do projeto.

 

Capacidade ociosa - A ideia do governo é abrir a capacidade ociosa dos gasodutos para outras empresas, antecipando o fim da exclusividade que a Petrobras ainda detém em gasodutos de transporte e de escoamento, UPGNs e terminais de GNL.

 

Aquisições - O acordo previsto entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobras, para saída integral da companhia dos setores de transporte e distribuição de gás natural, promete lançar no mercado um novo pacote de oportunidades de aquisições.

 

Participação - A estatal ainda detém participação em quatro transportadoras e 19 distribuidoras estaduais de gás canalizado. O mais provável é que a Petrobras venda sua participação de 51% na Gaspetro (com a qual possui participação acionária nas distribuidoras), mas ainda não está claro como isso se dará. Outra opção seria a companhia optar por vender isoladamente concessionária por concessionária ou fechar pacotes com várias distribuidoras.

 

Candidatas - Em 2015, quando vendeu para a japonesa Mitsui 49% da Gaspetro, a Petrobras levantou R$ 1,9 bilhão. Entre as potenciais candidatas às distribuidoras, estão a própria Mitsui, a Cosan (controladora da Comgás), a Naturgy (CEG e CEG Rio) e a Engie, que manifestou interesse na área de distribuição de gás.

 

Percentuais - A Petrobras possui 51% na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG); 10% na Transportadora Associada de Gás (TAG); 10% da Nova Transportadora do Sudeste (NTS); e 25% na Transportadora Sulbrasileira de Gás (TSB).

 

Venda - Nos casos da TAG e NTS, a expectativa é que a estatal venda suas fatias remanescentes para as empresas que adquiriram o controle das companhias nos últimos anos: a francesa Engie e a canadense Brookfield, respectivamente. O "choque de energia barata" com redução de 40% nos preços do gás natural para o consumidor em três anos dependerá, no fim das contas, da dinâmica do mercado. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o preço da molécula (o gás em si) representa 46% do custo final do gás para a indústria. O restante vem dos impostos (24%), das margens da distribuição (17%) e do transporte (13%).

 

Preços dos produtores - Os números mostram, portanto, que o caminho para a redução substancial do preço do gás passa, necessariamente, pelo barateamento dos preços dos produtores, que são livres e não estão dentro da alçada direta do governo. 

 

Livre - O preço da molécula é livre. O único componente que cabe diretamente ao governo é administrar os impostos. O plano de abertura do mercado, portanto, passa pela criação de condições para diversificar a oferta de gás.

 

Distribuição - No setor de distribuição, a ideia do governo federal é convencer os Estados a adotarem regras mais favoráveis à abertura do mercado livre, em troca da liberação de recursos da União para auxiliar na situação fiscal deles. As margens de distribuição, no entanto, representam apenas 17% do preço final do gás e não seriam suficientes, sozinhas, para garantir a queda dos preços pretendida pelo governo.

 

Manifestação - Questionada pela reportagem sobre o anúncio do CNPE, a Petrobras não se manifestou sobre o assunto. (Valor Econômico)

 

Foto: MME

EXECUTIVO: Lei das Agências Reguladoras é sancionada com vetos

executivo 26 06 2019O Diário Oficial da União desta quarta-feira (26/06) traz a publicação da Lei 13.848, que institui novo marco legal das agências reguladoras. São exemplos dessas empresas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualização - A nova lei atualiza regras de gestão, organização, processo decisório e controle social das agências, dispõe sobre a indicação de dirigentes, uniformiza o número de diretores, seus prazos de mandato e normas de recondução. Também cria requisitos técnicos a serem cumpridos por todos os indicados aos conselhos diretores.

Origem - O novo marco legal é oriundo do PLS 52/2013, aprovado pelo Senado em maio. Pela lei sancionada, o controle externo das agências reguladoras caberá ao Congresso Nacional, com auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU).

Vetos - O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, vetou trechos da proposta enviada pelo Congresso. Entre deles, o que instituía lista tríplice para seleção de integrantes das agências. Segundo o governo, a medida restringia “a competência constitucionalmente conferida ao chefe do Poder Executivo” para fazer as indicações dos dirigentes.

Comparecimento obrigatório - Outro ponto vetado foi a previsão do comparecimento anual obrigatório de diretores de agências ao Senado para prestação de contas. A proibição de recondução dos atuais diretores também foi rejeitada porque, segundo o presidente, isso criaria desigualdade em relação aos dirigentes que serão nomeados após a sanção da lei. Outro veto foi ao trecho que determinava aos indicados para direção das agências quarentena de 12 meses sem vínculo com empresas.

Estatais - A Câmara dos Deputados havia incluído no texto a revogação de dispositivo da Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei 13.303, de 2016) que proíbe a nomeação de dirigentes partidários e de parentes de políticos para os conselhos de administração e as diretorias de empresas públicas. O Senado rejeitou essa medida, para que a proibição continuasse em vigor. Jair Bolsonaro, no entanto, acatou a decisão da Câmara.

Votação - Agora, todos os vetos serão votados em sessão conjunta do Congresso Nacional, a quem caberá a decisão final. (Agência Câmara, com informações da Agência Brasil)

 

PREVIDÊNCIA: Deputados voltam a discutir a proposta de reforma

previdencia 26 06 2019A Comissão Especial da Reforma da Previdência (PEC 6/19) realiza nesta quarta-feira (26/06) a quarta reunião para discussão do parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Nesta terça-feira (25/06), o parlamentar confirmou que apresentará complementação de voto ao final da discussão, antes de começar o processo de votação. Ele antecipou, entretanto, que não fará “alterações estruturais” em seu parecer.

Desconstitucionalização - Samuel Moreira também reconheceu que não acabou totalmente com a desconstitucionalização das regras previdenciárias; mas afirmou que vai alterar o texto para que as mudanças só possam ser feitas por lei complementar.

Inscritos - Ainda há 47 deputados inscritos para falar a favor e contra a proposta. Depois disso, o relator deve apresentar seu voto complementar e a votação pode ser iniciada. A oposição, no entanto, deve obstruir a votação.

Primeiro semestre - O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), pretende votar a matéria na Câmara ainda no primeiro semestre. "A hipótese mais longa seria a aprovação de um requerimento de adiamento da votação por 5 dias. Ainda assim, nós teríamos a votação na comissão no dia 9 de julho e ainda sobrariam duas semanas para o Plenário. Então está tudo dentro do cronograma e perseguimos o objetivo de votar no primeiro semestre", afirmou.

Destaques - Até às 18 horas desta terça-feira (25/06), 37 destaques à reforma já haviam sido apresentados por partidos e deputados. Dez deles, que são de partidos, têm que ser votados separadamente. Os destaques buscam fazer alterações no texto.

Reunião - A Comissão da Reforma da Previdência reúne-se no plenário 2. (Agência Câmara)

 

NEGOCIAÇÕES: Acordo entre UE e Mercosul avança e pode sair na sexta

 

negociacoes 26 06 2019As negociações avançam entre o Mercosul e a União Europeia (UE) na parte técnica, em Bruxelas, e as questões mais sensíveis sobre acesso ao mercado serão tratadas pelos ministros dos dois blocos a partir desta quarta-feira (26/06) à noite.

 

Conclusão - A Confederação Nacional da Industria (CNI) confia na conclusão do acordo político até esta sexta-feira (28/06), depois de anos de intensas negociações. Entre negociadores em Bruxelas, o ambiente é otimista, porém moderado, até porque sempre pode haver surpresas de última hora.

 

Jantar - A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, participam nesta quarta-feira, com colegas do Mercosul, de jantar com a comissária de Comércio, Cecilia Malmstrom, e o comissário de Agricultura, Phil Hogan. Na quinta, haverá reunião formal para fechar eventualmente as barganhas.

 

Cesta de redução tarifária - A avaliação de fontes do Mercosul é de que estaria preliminarmente acertado que o Mercosul também terá uma cesta de redução tarifária com prazo de até 15 anos, devendo incluir itens de máquinas, automóveis e autopeças.

 

Zero - A UE, que tem alíquotas menores, chegará à tarifa zero nas importações procedentes do Mercosul em sete anos, com mais cortes já nos dois primeiros anos. Mas ainda há discussões à frente sobre o calendário de desgravação para várias das 9 mil linhas tarifárias.

 

Remanufaturados - Fontes dão como certo que a demanda europeia para exportar remanufaturados ao Mercosul fica de fora do acordo. Isso é considerado ainda mais importante para o Brasil não abrir mercado para produto velho europeu e sem critério internacional, e era visto como abertura unilateral significativa.

 

Drawback - Por outro lado, deve ser incluída cláusula permitindo ao Mercosul usar o drawback, regime especial aduaneiro que garante desoneração na importação ou aquisição interna de insumos usados na fabricação de bens voltados à exportação. Será permitido desde que se cumpra uma regra de origem.

 

Agrícola - Na área agrícola, as indicações nesta terça-feira (25/06) eram de que a discussão sobre cotas para carne bovina, etanol e açúcar ficam para decisão dos ministros. A cota para carne de frango está praticamente finalizada. Em indicação geográfica, o Mercosul teria garantido flexibilidade para o uso de nomes de queijos como parmesão e gorgonzola.

 

Prudência - Fontes do Mercosul são prudentes porque não se sabe se o comissário agrícola, Phil Hogan, chegará na barganha final com mais exigências para a Europa vender leite e queijos para o Mercosul. Também persiste o problema de acesso para o vinho europeu. Se Hogan tentar levar mais do que sabe que o Mercosul pode conceder, a situação poderá complicar de novo.

 

Comissão Europeia - Já se observa na Europa movimentos para a formação da próxima Comissão Europeia. O mandato atual termina em outubro. Phil Hogan quer ser o novo comissário de Comércio, no lugar de Malmstrom. Esse cargo é, por natureza, liberal enquanto o da agricultura é marcadamente protecionista. Se Hogan for inflexível na etapa final da negociação, isso pode dificultar sua acessão ao novo posto, desestimulando países fortes como a Alemanha a lhe dar apoio.

 

Dimensão - Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o acordo com a UE tem pelo menos três dimensões. Primeiro, é estratégico. Será o mais importante acordo de livre-comércio que o Brasil já firmou na história. Considera que "é o passaporte para o Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacionais". Passa a ter acesso a 25% do mercado mundial. Antes disso, produtos brasileiros só tinham acesso a 8% do comércio do mundo com isenção ou redução do imposto de importação.

 

Estruturante - Segundo, é estruturante. O acordo vai gerar benefícios para o Brasil. Abre o mercado europeu para bens agrícolas, industriais e também para prestadores de serviços brasileiros. E abre o mercado brasileiro para produtos e serviços europeus, "o que vai exigir do Brasil aprofundamento das reformas domésticas", acrescenta.

 

Gradual - E terceiro, o acordo é gradual, na visão da indústria brasileira. O tratado integra o Brasil a uma das maiores economias do mundo e isso vai exigir um ajuste do lado brasileiro, principalmente do setor industrial. "É importante ressaltar que o acordo vai ter dispositivos para lidar a competitividade da indústria europeia. Prevê um período de mais de uma década de redução de tarifas e vamos ter uma série de regras sobre como essa integração vai acontecer. A mudança não vai ser abrupta", diz Abijaodi. (Valor Econômico)

SAÚDE: Confirmados mais casos de mortes por dengue no Paraná

 

saude 19 06 2019A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta terça-feira (25/06) mais três mortes por dengue no Estado. Os casos foram registrados nos municípios de Ibiporã, um homem de 85 anos; Londrina, uma mulher de 59 anos, e Foz do Iguaçu, um homem de 55 anos.

 

Total - O Informe Semanal publicado nesta terça totaliza 20 óbitos causados pela doença no período de agosto do ano passado até agora: 7 mortes foram registradas no município de Londrina, 3 em Cascavel,  3 em Loanda, 2 em Foz do Iguaçu, 2 em Maringá, 2 em Ibiporã e uma morte foi registrada em Cafelândia.

 

Análise - A análise dos dados aponta que 12 óbitos são do sexo masculino e 8 do sexo feminino. As faixas etárias predominantes ficam entre 50 e 59 anos e  80 e 89 anos.

 

Registro oficial - O Paraná registra hoje oficialmente 16.402 casos confirmados de dengue; são 1.006 a mais que na semana passada, que apontava 15.396. O Estado alcança 77.365 casos notificados.

 

Epidemia - O boletim mostra 72 municípios em epidemia, ou seja, apresentam incidência proporcional de 300 casos por 100 mil habitantes.

 

Alerta - Outros 63 municípios seguem em alerta de epidemia, o que ocorre quando a taxa de incidência igual ou superior a 100 casos por 100 mil habitantes é atingida.

 

Atenção - “Os números comprovam que, mesmo com a chegada do inverno, não podemos ‘baixar a guarda’ e a Secretaria convoca a população a adotar, de forma permanente, as medidas de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como por exemplo a microcefalia”, afirma Raul Junior Bely, da Gestão de Informação da Secretaria da Saúde.

 

Recomendação- “A recomendação é não descuidar nenhum dia do ano de nossas casas e quintais e, mesmo com a queda das temperaturas, não deixar água parada para não dar chance ao mosquito se reproduzir”, acrescentou Raul Bely.

 

Criadouros- O monitoramento da dengue aponta que mais de 60% dos criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, estão nas residências. (Agência de Notícias do Paraná)

OPINIÃO: Carne bovina, o passo a passo da reaproximação do Brasil com os EUA

 

opiniao 26 06 2019*Adriano Machado e Raphael Garrone

 

A compra da carne bovina brasileira in natura pelos Estados Unidos voltou a ser pauta após a Casa Branca demostrar interesse na liberação das importações do produto, no último “Brazil Day in Washington” no mês de março deste ano. O primeiro passo para que isso ocorra envolve a inspeção americana dos abatedouros brasileiros, que começou no dia 10 de junho e se estenderá até 28 de junho. Somente após essas visitas é que os Estados Unidos irão tomar uma decisão definitiva sobre o caso. 

 

O fator-chave para a abertura comercial é o aval americano sobre as condições sanitárias do rebanho brasileiro. Caso as exportações sejam liberadas, a estimativa é que cerca de 50 mil toneladas possam ser enviadas aos Estados Unidos. Com isso, os pecuaristas do Brasil poderão também conquistar o reconhecimento e o acesso a mercados importantes, como Canadá, México, Japão e Coreia do Sul.

 

Do lado de cá, o governo do Brasil se comprometeu, também no “Brazil Day in Washington”, a importar carne suína norte-americana e, no momento, o governo brasileiro está avaliando a parte sanitária do certificado de importação. A expectativa é que a negociação envolvendo as duas proteínas se desenvolva de forma mais rápida, já que a pecuária brasileira vem enfrentando dificuldades para ampliar suas exportações por conta de restrições da China e da Rússia.

 

Como um segundo gesto de reciprocidade, as autoridades brasileiras anunciaram a criação de uma cota permitindo a importação de 750 mil toneladas anuais de trigo sem tarifa, causando um certo desconforto na Argentina, nosso principal fornecedor externo de trigo parceiro no Mercosul.

 

Ainda é cedo para avaliar, mas a impressão deixada pela comitiva brasileira em Washington diante dos investidores norte-americanos parece ter sido positiva, culminando inclusive nas visitas de inspeções que estão ocorrendo ao longo de junho. Contudo, aqui no Brasil, as decisões tomadas pelo nosso governo dividiram opiniões quanto ao equilíbrio e reciprocidade das concessões. Resta agora ficarmos atentos e aguardarmos o desenrolar das negociações nos próximos meses, o que irá depender principalmente da boa vontade das autoridades norte-americanas.

 

*Adriano Machado, sócio da PwC Brasil, e Raphael Garrone, analista sênior da PwC Brasil.  Ambos são especialistas em agribusiness


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