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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4604 | 25 de Junho de 2019

FORMAÇÃO: Auditoria 4.0 é tema de fórum para profissionais de cooperativas

Cerca de 60 profissionais que atuam nas áreas de auditoria interna das cooperativas paranaenses estão participando, nesta terça-feira (25/06), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, de um fórum com a presença de especialistas que irão debater sobre aspectos relativos as novas tecnologias disponíveis no mercado com foco em auditoria 4.0. Segundo o analista técnico do Sescoop/PR, Tiago Fernandes Gomes e um dos organizadores do evento, “o objetivo é proporcionar um ambiente de troca de informações a respeito das boas práticas de auditoria interna, sobretudo no que se refere ao uso das recentes tecnologias, como Big Data, Data Analytics e Data Science.”.

Programação - As atividades foram abertas pela gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira e pelo coordenador Alfredo Benedito Kugeratski Souza, ambos do Sescoop/PR. “Um dia em que paramos para ouvir profissionais das mais diferentes áreas, desde a universidade, mercado e cases de cooperativas, sobre as principais novidades tecnológicas e que podem nos auxiliar diretamente em nossas atividades”, frisou Maria Emília. Na sequência, o coordenador do curso de especialização em Data Science & Big Data da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Wagner Bonat, apresentou palestra com o tema “Ciência de dados: visão geral e perspectivas futuras.” Ainda no período da manhã, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o case de sucesso do Sicredi. O diretor de supervisão da Central Sicredi PR/SP/RJ, Reginaldo Pedrão, falou sobre os processos tecnológicos e auditoria Interna para supervisão das cooperativas.

À tarde - O Fórum prossegue à tarde, com a participação do coordenador de Auditoria da Castrolanda, Vitor Massato Izu, que vai apresentar as experiências da cooperativa com projetos de analytics para abordagens de auditoria. Na sequência, Rafael Kobren, da Volvo, também irá compartilhar as experiências bem-sucedidas da empresa, a partir das questões que forem geradas pelos participantes. Já o representante da empresa de consultoria Crossover Brazil, especializada em gestão empresarial, auditoria interna e governança corporativa, Marcos de Martino, vai falar sobre as transformações da auditoria interna pelo uso da tecnologia. Haverá ainda um painel com os palestrantes, última atividade do evento.

Universidade - O professor da UFPR, Wagner Bonat, que trabalha com ciências de dados há mais de 10 anos, disse que é a primeira vez que participa de um evento que trata sobre as tecnologias 4.0 voltadas para o público de auditores internos. “Um tema muito interessante, além de poder falar o que vem sendo realizado nas áreas de ciência de dados dentro da universidade, também venho para ouvir o que as cooperativas e demais empresas realizam nessas áreas”. Para ele, a universidade tem como foco o ensino, o preparo de profissionais, mas também, poderá ser uma parceria importante na implementação de novas tecnologias no setor. Cita como exemplo a questão do compliance que vem se tornando uma tônica constante nas empresas e o setor de auditoria necessita estar preparado para utilizar os mecanismos disponíveis para facilitar seu trabalho.

Sicredi - Reginaldo Pedrão, que apresentará sobre o case da Central Sicredi, afirma que traz a experiência do setor de crédito na área de auditoria. “Hoje somos um sistema com 114 cooperativas singulares e cinco centrais em todo o país, que tem a responsabilidade de fazer a supervisão das cooperativas filiadas. Neste trabalho, dialogamos com todo o sistema, definimos modelos, formas de atuação, ferramentas e sistemas e estabelecemos padrões e, a partir daí, elaboramos o plano de trabalho com visitas localmente em cada cooperativa e realizando o trabalho de monitoramento a distância. Nós elegemos os indicadores e seguimos as normas e regras estipuladas pelo Banco Central para a realização deste trabalho de auditoria”. Para Reginaldo, é importante debater temas que envolvam sempre diferentes ramos de atuação do cooperativismo. “Num momento como esse, em que acompanhamos tantas notícias negativas em termos nacionais, prova que precisamos cada vez mais fortalecer nas empresas, nas cooperativas, a importância de uma boa supervisão, de controles internos, de compliance, então, o foco de encontro com este momento em que vivemos para fazermos uma revisitação de tudo aquilo que estamos fazendo e o que podemos melhorar”.

Castrolanda - Para o coordenador de auditoria interna da Castrolanda, Vitor Massato Izu, o grande desafio é a mudança de cultura, tanto nas empresas como nas cooperativas,  que o papel do auditor é de aliado da gestão e não de fiscal. “O que estamos trazendo aqui com nosso case é proporcionar para outras pessoas um momento que a gente não teve a mesma sorte de ter vivenciado, ou seja, ter conhecido antes quais são os benefícios da implantação do date analytics nas rotinas de auditoria. Acredito que hoje os mesmos setores de auditorias internas das cooperativas têm o mesmo problema que nós enfrentamos, trabalhando de maneira detectiva. Passando a impressão que auditoria é um departamento de polícia, que tem que ficar fiscalizando e correndo atrás das informações e fica sabendo das falhas nos processos só depois que elas acontecem. O date analytics nos auxilia a agir de forma preventiva, quase online, para atuarmos de forma proativa e prevenindo perdas e trazendo uma maior tranquilidade para a governança. Mudar a cultura é o desafio neste sentido. Passar a percepção ao demais colegas deste fórum de como tivemos esta vivência de termos implantado esta ferramenta no ano passado na cooperativa”, lembrou. “Devemos trabalhar para que os demais setores vejam a auditoria como parceiros da área de negócios e, assim, com toda sinergia criada, podemos realizar um trabalho mais eficaz e com resultados positivos para a empresa, para a cooperativa, afinal os processos mudam e os riscos estão presentes em qualquer negócio”, completa Vitor.

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MEIO AMBIENTE: Último módulo do Curso de Extensão em Gestão Ambiental tem foco na metodologia Lean Six Sigma

O Lean Six Sigma - Yellow Belt - uma metodologia de projetos para melhoria de processos, é o tema do nono e último módulo do Curso de Extensão em Gestão Ambiental, que teve início na manhã desta terça-feira (25/06), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, e prossegue até quinta-feira (27/06), com a presença de representantes de 11 cooperativas agropecuárias paranaenses. O conteúdo está sendo repassado pelo consultor Alexandre Iwankio.

Projeto - O curso teve início em junho de 2018 e é promovido pela Ocepar em parceria com o Isae. A carga horária total soma 88 horas de formação. Segundo o analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Moisés Tokarski, em novembro, cada cooperativa deverá apresentar um projeto utilizando a metodologia Lean Six Sigma, escolhendo um indicador ambiental. “Basicamente, essa metodologia reúne um conjunto de práticas que levam a desenvolver processos com menos erros e menor desperdício, utilizando indicadores estatísticos e medindo os resultados por meio do acompanhamento das atividades”, explica.

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OIT: Organização reconhece cooperativas como geradores de trabalho decente

oit 25 06 2019O modelo cooperativo de negócios acaba de ser reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na sexta-feira (21/06), durante sua 108ª reunião, realizada em Genebra, na Suíça, mais de seis mil representantes dos 170 países-membro aprovaram a Declaração Centenária da OIT para o Futuro do Trabalho, que aprimora o arcabouço jurídico global, voltado às relações de trabalho.

Texto - A OIT é diferente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Trata-se de um organismo internacional de direito público, composto por estados e governos de dezenas de países. Com apoio de alguns governos, inclusive o do Brasil, a declaração incluiu o cooperativismo. O texto aprovado afirma o seguinte:

Apoio - “A OIT deve direcionar seus esforços para (...) apoiar o papel do setor privado como principal fonte de crescimento e criação de empregos, promovendo um ambiente propício ao empreendedorismo e às empresas sustentáveis, bem como às cooperativas e à sociedade de economia social e solidária, a fim de gerar trabalho decente, emprego produtivo e melhores padrões de vida para todos.”

Oportunidades - A declaração reconhece que, em tempos de “mudança transformadora no mundo do trabalho” e “desigualdades persistentes”, “é imperativo agir com urgência para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios para moldar um futuro de trabalho justo, inclusivo e seguro para todos”.

Atores cruciais - “O movimento cooperativo saúda a Declaração final e deseja destacar a frutífera colaboração com a OIT desde sua criação. Como responsáveis ​​por proporcionar emprego a 10% da população mundial empregada, as cooperativas são atores cruciais para a construção de um futuro melhor hoje”, declarou o presidente da ACI, Ariel Guarco.

Sobre a OIT- Atualmente com 170 membros, a Organização Internacional do Trabalho foi criada em 1919, no âmbito do Acordo de Versailles, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial. Sua principal função é promover as condições adequadas de trabalho em todo o mundo.

Colaboração - O cooperativismo colabora com a OIT desde sua criação, em 1919. De fato, o primeiro diretor geral da OIT, o francês Albert Thomas, era também membro do Conselho de Administração da ACI. Atualmente, a OIT é o único organismo internacional vinculado à ONU com um departamento exclusivamente dedicado a estatísticas de cooperativas.

Vitória - A inclusão das cooperativas na declaração da OIT representa uma vitória para a ACI (membro observador da OIT), que trabalhou incessantemente para isso. A OCB, por sua vez, apoiou o esforço, pedindo ao governo brasileiro a defesa de uma emenda que incluísse o modelo cooperativista na Declaração. A delegação brasileira atendeu o pedido, apresentando junto com o grupo de países latino-americanos a emenda que acabou sendo aprovada pela plenária da OIT.

Implicações - Com efeito, as decisões tomadas no âmbito da OIT têm implicações nas legislações dos países membros. Em 2002, por exemplo, ocorreu a publicação da Recomendação 193, que estimulava os membros a promover o cooperativismo de trabalho em seus países. Um dos desdobramentos dessa recomendação, aqui Brasil, foi a proposta e aprovação da Lei 12.690/2012, que trata especificamente do cooperativismo de trabalho. (Informe OCB)

 

CAD/PRO: Produtores rurais poderão ter o cadastro cancelado

A Receita Estadual do Paraná poderá cancelar o Cadastro de Produtor Rural (CAD/PRO) de milhares de agricultores e pecuárias do Estado. Os cancelamentos irão começar a partir do dia 11 de julho. A notificação foi publicada no Diário Oficial de 12 de junho. A decisão tem base no Inciso 1 do Artigo 196 do regulamento do ICMS, aprovado pelo decreto 7.871, de 29 de setembro de 2017.

Regularização - Para evitar o cancelamento do CAD/PRO e eventuais problemas na tomada de crédito, os produtores rurais com nome na lista precisam procurar pessoalmente a prefeitura do seu município ou entrar em contato pelo telefone (41) 3200-5009, para normalizar a situação.

Lista - A lista de produtores que terão o CAD/PRO cancelado está disponível para download aqui. (Suinocultura Industrial, com informações da Faep)

WITMARSUM: 12º Simpósio de Leite será realizado em Palmeira no dia 2 de agosto; inscrições abertas

witmarsum 25 06 2019A Cooperativa Agroindustrial Witmarsum promove, no dia 2 de agosto, das 8h às 16h, o 12º Simpósio de Leite, na Colônia Witmarsum, no município de Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até o dia 27 de julho, por meio dos sites www.witmarsum.coop.br ou http://www.simposiowitmarsum.coop.br.

Programação -O evento será aberto pelo presidente da Witmarsum, Artur Sawatzky. Depois, Bruno Guilherme Soriano Moura vai tratar sobre o tema “Uso do genoma no melhoramento genético de bovinos leiteiros”. Haverá ainda uma sabatina sobre manejo do gado leite, com Renato Palma Nogueira e produtores e a premiação dos destaques de 2018. Na sequência, André Luis Grando Pratto vai falar sobre os dois pilares para o sucesso da produção leiteira. A programação contempla também um painel que vai debater sucessão familiar, robotização e mudança de rumo, mediado por Sawatzky, e a apresentação de uma palestra sobre os mercados da soja, milho e leite, com Eugenio Stefanello.

Informações - Mais informações pelo e-mail simposio@witmarsum.coop.br ou pelo fone (42) 3254 4047.

 

SICREDI ALIANÇA: Assembleias tiveram participação de mais de cinco mil pessoas

sicredi alianca 25 06 2019Aproximadamente 1,5 mil assembleias foram realizadas entre os meses de janeiro e abril pelo Sicredi, instituição com atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, reunindo mais de 500 mil pessoas. A Sicredi Aliança PR/SP, sediada em Marechal Cândido Rondon (PR), promoveu os encontros entre 18 de fevereiro e 18 de março, nos 17 municípios de atuação da cooperativa de crédito, com a participação de 5.334 pessoas entre associados e convidados. Durante a Assembleia Geral Ordinária, no dia 22 de março, foi aprovada a distribuição em cota capital de R$ 6,9 milhões em resultados.

Valores - “Através das assembleias colocamos em prática os valores da democracia e da transparência. É o momento máximo da participação do associado na sua cooperativa. Apresentamos os demonstrativos financeiros e as ações que desenvolvemos nas cidades onde estamos inseridos, seguindo sempre o nosso propósito que é agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Quanto mais o associado participa, mais ele recebe dos nossos resultados. Este também é um diferencial que oferecemos. Além de confiar a sua vida financeira a uma instituição cooperativa que lhe garante segurança e solidez, é possível ter esse retorno”, considerou o Presidente do Conselho de Administração da Sicredi Aliança PR/SP, Adolfo Rudolfo Freitag.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Aliança PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB OURO VERDE: Agência em Londrina será reinaugurada

sicoob ouro verde 25 06 2019Na próxima segunda-feira (01/07), o Sicoob Ouro Verde reinaugura uma de suas agências em Londrina (PR). O ponto de atendimento localizado na Av. Saul Elkind mudou para um novo endereço, que tem pelo menos duas vezes a área do imóvel anterior e está em uma localização de fácil acesso.

Expectativa - O gerente Eugenio Chinellato conta que a expectativa da equipe da agência com a reinauguração é grande. “Vamos oferecer a nossos cooperados um ambiente moderno e confortável, com mais comodidade e um estacionamento exclusivo. Com certeza faremos bom negócios no novo espaço”, conta.

Endereço - O novo endereço da agência do Sicoob Ouro Verde é Av. Saul Elkind, 2970. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB CREDICAPITAL: Nova Laranjeiras ganha agência

sicoob credicapital 25 06 2019Com a participação de autoridades e da comunidade local, a diretoria do Sicoob Credicapital inaugurou mais uma agência no último dia 19. Este é o 21º ponto de atendimento da cooperativa, que tem sede em Cascavel (PR). A nova unidade fica em Nova Laranjeiras, município distante 20 quilômetros de Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul do estado do Paraná.

Estrutura - O espaço conta com uma estrutura física nova, na esquina das ruas Rio Grande do Sul e Anselmo Veronese. “São 370 m² com o que há de melhor em tecnologia, atendimentos e serviços”, conta o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credicapital, Guido Bresolin Júnior.

Oportunidades - Segundo o prefeito de Nova Laranjeiras, José Lineu Gomes, a atração de mais uma empresa é importante para o município, porque são mais oportunidades de negócios e mais empregos aos trabalhadores locais.

Conectada - O gerente Marcelo Passarin, apontou que a nova agência é uma das mais modernas do Sicoob Credicapital. “Ela já está conectada a uma nova proposta de trabalho e de valorização da marca e imagem da instituição, que humaniza as relações financeiras fazendo com que a agência se torne uma extensão da casa do cooperado”.

Colaboradores - Inicialmente, o novo espaço atenderá com quatro colaboradores. “A proposta é crescer muito nos próximos anos e isso significa mais empregos para a nossa comunidade”, diz Passarin, que colocou a estrutura, os produtos e serviços da cooperativa à disposição da comunidade.

Efeito para o município - O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Nova Laranjeiras, Marcelo Carra, ressaltou que, além de oportunidades, a nova agência traz outro efeito importante para o município. “Onde há concorrência há condições melhores a quem investe ou aplica o seu dinheiro. Todos ganham com essa novidade”, ressaltou.

Evolução - Uma das missões do Sicoob Credicapital é de gerar oportunidades e negócios, além de promover o desenvolvimento das comunidades onde a cooperativa está instalada. “Com o que temos a oferecer, todos terão a chance de evoluir, de melhorar e de seguir as tendências de um futuro que se mostra dos mais fascinantes”, disse Guido Bresolin Júnior.

Agradecimento - O presidente do Conselho de Administração agradeceu às autoridades e a população de Nova Laranjeiras pela confiança depositada, desde o início, nesse novo projeto da cooperativa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

COCAMAR I: Conselhos de reúnem nesta quarta com Mendonça de Barros

 

Os Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo da Cocamar se reúnem no final da manhã desta quarta-feira (26/06), na Associação Cocamar em Maringá, com o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, de São Paulo. Às 11h, Barros vai ministrar uma palestra sobre o atual momento econômico do país e as perspectivas para o segundo semestre.

 

Reuniões - A agenda faz parte das reuniões realizadas a cada dois meses com a participação de todos os integrantes dos Conselhos, oportunidade em que eles debatem assuntos relacionados à cooperativa e participam de uma videoconferência com Mendonça de Barros, ao final da qual têm a oportunidade de interagir com o economista.

 

Presencial - Desta vez, a exposição de Mendonça de Barros será presencial, aproveitando sua vinda para a cidade. Na parte da tarde ele participa, como convidado especial, do Fórum de Presidentes de Cooperativas, organizado pelo Sistema Ocepar. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Festival de Sabores Chefs do Campo abre inscrições

Vem aí mais uma irresistível temporada de paladares, temperos e confeitos. Estão abertas as inscrições para a quarta edição do Festival de Sabores Chefs do Campo Cocamar, que está repleta de novidades.

Núcleos femininos - Reservado exclusivamente à participação de integrantes de núcleos femininos ligados à cooperativa, o concurso tem a finalidade de valorizar a culinária regional tradicional e vai estar aberto neste ano, pela primeira vez, às categorias de receitas de pratos salgados e doces que tenham a ver com a história das famílias do campo.

Prazo - O prazo para as inscrições segue até o dia 19 de julho e, desta vez, caberá aos núcleos femininos selecionar as suas representantes. Aqueles com até 10 integrantes têm direito a inscrever uma receita; até 20, duas receitas e, acima de 30 participantes, três receitas.

Seleção - Ao final, um comitê de chefs, especialmente convidado pela cooperativa, vai selecionar, como finalistas, três receitas de pratos salgados e duas de doces, que serão servidos em um almoço de premiação na Cocamar em Maringá, no mês de outubro.

Oficinas regionais - Outra novidade é que haverá oficinas regionais de culinária, em que um chef irá preparar um prato e ministrar dicas para as participantes.

Serviço - As facilitadoras dos núcleos femininos poderão passar mais detalhes às participantes e efetuar as inscrições. (Imprensa Cocamar)

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TRIGO: Rentabilidade é tema da palestra de Fórum Nacional

A viabilidade, o rendimento, a rentabilidade e os desafios da cultura do trigo serão tema da palestra de abertura do Fórum Nacional do Trigo 2019, no dia 2 de julho, na Universidade de Passo Fundo/RS. Realizado nesta edição pela Biotrigo Genética, a programação inclui a palestra “Trigo, valeu a pena? Uma abordagem metodológica e financeira em 24 safras”, pelo pesquisador do setor de Economia Rural da Fundação ABC, Cláudio Kapp Júnior.

Fundação ABC - Segundo o pesquisador, o tema da palestra é o resultado de uma pesquisa da Fundação ABC em uma área de 422 mil hectares dos estados do Paraná e de São Paulo que concluiu, analisando os custos fixos das áreas entre os anos de 1995 a 2018, que o trigo retornou em média de R$ 204,00 por hectare. “Nossa intenção é mostrar que nas últimas 24 safras a cultura se mostrou viável, bem como trouxe rentabilidade ao produtor de trigo. É costume que o produtor avalie normalmente uma safra independente, isolada, e fazendo assim, é fato que ele pode encontrar um saldo negativo para o trigo e, consequentemente, achar que a cultura não é rentável na sua propriedade. No entanto, a pesquisa comprovou que numa média de anos bons e ruins o trigo foi mais rentável do que a cobertura verde porque ela não tem contrapartida de receita”, comenta Cláudio.

Realização - O Fórum Nacional do Trigo é uma realização da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale. Segundo o presidente da comissão organizadora da 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), André Cunha Rosa, o debate sobre os custos é fundamental para fomentar a cultura do trigo no país. “Em poucos anos saltamos de uma produtividade de 25 sacas/ha para uma expectativa de até 100 sc/ha, sendo que o que define esse resultado é o investimento que o produtor faz em sua lavoura, desde a semente de qualidade, o manejo realizado e a tecnologia usada durante todo o ciclo. Além disso, estudos mostram que é preciso ter uma visão mais ampla dentro da propriedade e não apenas relacionar o custo de produção com a margem de lucro obtida, mas sim, que o trigo é um componente importante na lavoura, desde que seja cultivado todos os anos”, explica.

Efeito - Esse olhar que André pontua com relação à lucratividade está atribuído ao efeito que o cultivo do trigo proporciona ao solo, bem como a diluição dos custos fixos como um todo. “Quando o agricultor detém esse conhecimento, fica mais fácil tomar as decisões apropriadas, bem como aliadas a uma assistência técnica que difunda essas informações podendo auxiliar na hora de escolher a cultivar adequada, tendo em vista o comprador final. Essa decisão também pode assessorar em uma maior remuneração final”, finaliza.

Programação - Ainda durante o Fórum Nacional do Trigo, acontece o Painel de Giberela, que vai debater as estratégias de melhor controle da micotoxina Desoxinivalenol (DON) no trigo e os impactos dos novos limites na pesquisa, cadeia produtiva e na indústria de pães, biscoitos e massas. Participam do painel a pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Salete Tibola, a supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi e o fitopatologista da Biotrigo, Paulo Kuhnem.

Perspectivas - Na parte da tarde haverá o painel sobre as Perspectivas do trigo: passado, presente e futuro, com a palestra do diretor da Biotrigo Genética, Ottoni Rosa Filho, do consultor, Sérgio Schneider, do engenheiro agrônomo e Chefe do Departamento da Fazenda Experimental da Coamo, Lucas Simas, do engenheiro agrônomo e diretor da Lagoa Bonita Sementes, Auleeber Santos e do presidente da ATRIEMG, Eduardo Elias Abrahim. A palestra de encerramento do Fórum será sobre o Mosaico do trigo, pelo pesquisador da Embrapa Trigo, Douglas Lau.

Debates científicos de Trigo e Triticale - Após o Fórum Nacional do Trigo, nos dias 3 e 4 de julho, a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale promove 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, também na Universidade de Passo Fundo. No evento, pesquisadores de todo o país se reúnem em subcomissões técnicas para discutir os resultados e analisar as pesquisas desenvolvidas nas áreas de Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais; Fitopatologia; Entomologia; Melhoramento, Aptidão Industrial e Sementes; Solos e Nutrição Vegetal e Transferência de Tecnologia e Socioeconomia. A partir destes estudos será elaborado o livro com as Informações Técnicas para Trigo e Triticale – Safra 2020.

Inscrições - As inscrições para os dois eventos estão abertas até o dia 26 de junho e podem ser realizadas através de formulário disponível no site www.reuniaodetrigo.com.br. Mais informações podem ser obtidas através do email reuniaodetrigo2019@fbeventos.com ou pelos telefones (54) 3327-2002 e (43) 3025-5223. A realização da 13ª RCBPTT é da Biotrigo Genética, com o patrocínio das empresas Basf, Syngenta, Bayer, Coamo, Granotec, Agrária, Apasem, FMC e apoio da Embrapa Trigo. (Assessoria de Imprensa da Biotrigo)

SERVIÇO

Fórum Nacional do Trigo 2019

Quando: 2 de julho, das 8h às 18h

Local: Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (FEAC) da Universidade de Passo Fundo (UPF)

13ª RCBPTT

Quando: 3 de julho (8h às 19h) e 4 de julho (8h às 13h30)

Local: Auditório da FEAC/UPF

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SOJA: Embrapa lança publicação com 500 perguntas e respostas sobre a cultura

soja 25 06 2019A Embrapa Soja lança a publicação Soja: o produtor pergunta e a Embrapa responde, da coleção 500 perguntas, 500 respostas, editada pela Embrapa, durante a 37ª Reunião de Pesquisa de Soja a ser realizada nos dias 26 e 27 de junho, no Buffet Planalto, em Londrina (PR). A publicação contempla os aspectos gerais sobre a cultura da soja e traz orientações práticas sobre os principais temas relacionados ao sistema de produção: do planejamento, ao manejo da cultura até os aspectos da pós-colheita do grão. “Também são abordados, entre outros temas, o uso da biotecnologia, a produção de sementes, o manejo fitossanitário, a utilização na alimentação e na agroindústria, além dos aspectos econômicos da cultura”, destacam os editores Arnold Barbosa de Oliveira, Regina Maria Villas Boas de Campos Leite, Alvadi Antonio Balbinot Junior, Claudine Dinali Santos Seixas e Hugo Soares Kern.

Experiência acumulada - De acordo com Arnold Barbosa de Oliveira, o conteúdo é resultado da experiência acumulada em trabalhos conduzidos por pesquisadores, analistas, técnicos e assistentes de todas as equipes técnicas e de apoio em mais de 40 anos de atividades na Embrapa. “Boa parte do conteúdo faz parte do banco de respostas que a Embrapa mantém para atendimento ao Serviço de Atendimento ao Cidadão. Conseguimos utilizar este banco de respostas como base e complementar com outras perguntas que são frequentes em eventos, visitas e outros contatos que temos com a sociedade”, explica Oliveira.

Viabilização - Para o chefe-geral da Embrapa Soja José Renato Bouças Farias, com esta publicação, a Embrapa busca aprimorar seu papel de viabilizar, por meio da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação, soluções para a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja. “As informações certamente irão auxiliar na tomada de decisão, contribuindo para garantir produtividade e renda aos produtores, dentro de uma lógica sustentável”, conclui Farias.

Reunião de Soja - A Reunião de Soja deverá reunir aproximadamente 600 profissionais envolvidos na cadeia produtiva. “A RPS é o principal fórum sobre a cultura da soja, por isso, é uma oportunidade para promovermos a integração das instituições públicas e privadas de pesquisa e assistência técnica, que trabalham com a cultura da soja, visando a melhoria das ações de pesquisa e transferência de tecnologias”, explica pesquisador da Embrapa Soja Osmar Conte, presidente da RPS.

Avanços e problemas - A Reunião de Soja tem por objetivo debater os principais avanços da pesquisa e os problemas ocorridos na safra 2018/19 para subsidiar as definições de prioridades de pesquisa para a cultura da soja. “Pretendemos traçar um panorama sobre a última safra de soja e avaliar os diferentes cenários de produção, asism como os resultados de pesquisas mais recentes e inovadores para que possamos avançar no planejamento da pesquisa e no aprimoramento da transferência de tecnologia”, explica Conte.

Sessão plenária - A programação do evento irá contar com uma sessão plenária de abertura e de encerramento e relatos sobre a da última safra da soja por regiões do Brasil e os principais resultados. Além disso, serão promovidas palestras, painéis sobre temas relevantes para a soja e reunião de comissões técnicas que tratarão de atualidades e problemáticas nos sistemas de produção em que a cultura se insere. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

SERVIÇO

Evento: 37ª edição Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 26 e 27 de junho de 2019

Local: Buffet Planalto - Avenida Tiradentes, 6429 - Parque Ney Braga, em Londrina (PR).

Lançamento: Soja: o produtor pergunta e a Embrapa responde - da coleção 500 perguntas, 500 respostas

Valor: R$ 30,00

Aquisição no Setor de Publicações da Embrapa Soja (43) 3371-6125 – cnpso.vendas@embrapa.br

Informações sobre o evento: www.rps2019.com.br

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Audiência debate novas regras para produção de leite no Brasil

camara deputados 25 06 2019As novas regras para a produção de leite no País serão discutidas na quinta-feira (27/06) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Padrões de identidade e qualidade - O deputado Heitor Schuch (PSB-RS), que pediu a realização do debate, lembra que, em novembro de 2018, o Ministério da Agricultura fixou novas regras para a produção de leite, especificando os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A. As mudanças entraram em vigor em maio de 2019.

IN 76 - A Instrução Normativa (IN) 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Na IN 77, são definidos critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro para o consumidor. Esses critérios englobam desde a organização da propriedade até a capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas.

Cadeia produtiva - “O leite é uma das principais cadeias produtivas do País”, afirma Schuch citando dados preliminares do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, segundo o qual, 1,17 milhão de famílias rurais estão diretamente envolvidas na atividade. “Com base no Censo de 1996 eram 1,85 milhão de famílias, ou seja, em pouco mais de 20 anos, 680 mil produtores deixaram a atividade”, compara.

Debatedores - Foram convidados para discutir o assunto, entre outros, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos; e o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul, Alexandre Guerra.

Local e horário - A audiência será realizada no plenário 6, a partir das 9h30. (Agência Câmara)

 

CARNES: Frigoríficos já encaram problema na venda ao Irã

carnes 25 06 2019O recrudescimento da crise entre Estados Unidos e Irã já atrapalha os frigoríficos brasileiros que vendem carne bovina ao país persa, segundo fontes do setor privado. No acumulado deste ano, o Irã é o terceiro maior importador da carne nacional, só atrás de China e Hong Kong. Entre janeiro e maio, os exportadores receberam mais de US$ 200 milhões para enviar carne ao mercado iraniano, o que representou quase 8% do total exportado pelos brasileiros.

Nova rodada de sanções - Nesta segunda-feira (24/06), o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de sanções ao Irã. Na última semana, a tensão entre os dois países se intensificou após a derrubada, pelos iranianos, de um drone dos EUA. Washington chegou a preparar um ataque militar ao território iraniano, mas Trump abortou a ofensiva na última hora.

Pé no freio - Para os frigoríficos brasileiros, a escalada no conflito diplomático reforçou a decisão dos exportadores de colocar o pé no freio. Ao Valor, o dono de um frigorífico de médio porte afirmou que há quase dois meses não fecha novos contratos de exportações para o Irã.

Novo negócios - "Faz tempo que eles não fazem novos negócios", ressaltou um executivo de um grande exportador, acrescentando que a redução das vendas reflete a ausência de leilões de importação do órgão estatal iraniano. O país não vem conseguindo ter acesso a divisas.

Dificuldades adicionais - Além dos reflexos negativos da pressão de Trump, os exportadores de carne bovina enfrentam dificuldades adicionais para conseguir bancos no Brasil que aceitem receber os recursos oriundos do Irã.

Banco Paulista - No início de maio, funcionários do Banco Paulista foram presos em um desdobramento da Operação Lava-Jato. A instituição financeira era uma das poucas que firmava contratos com os frigoríficos para viabilizar o recebimento dos recursos das vendas ao Irã. "Até por compliance, temos que buscar outros bancos", afirmou outro executivo.

Impactos - Procurado pelo Valor, o embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo de Azeredo Santos, ponderou que ainda é preciso avaliar os impactos das novas sanções americanas. "Vamos aguardar um pouco mais para entender o alcance", afirmou, ressaltando que os produtos agrícolas não estão na lista.

Estatísticas - De qualquer forma, a dificuldade em fechar novos contratos tende a aparecer nas estatísticas nos próximos meses, reduzindo o ritmo de crescimento das vendas. Entre janeiro e abril, os embarques diretos de carne bovina para o Irã renderam US$ 114 milhões, somando 32 mil toneladas, segundos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Trata-se de uma alta de 12% ante as 28 mil toneladas de igual período do ano passado.

Volume de exportações - Ao volume de exportações diretas, deve ser somada às vendas indiretas, por via terrestre, a partir de Turquia, Emirados Árabes Unidos e Omã. Os embarques indiretos ao Irã visavam a driblar as restrições dos armadores após as sanções dos Estados Unidos. Segundo dados obtidos pelo Valor, os embarques indiretos de carne bovina ao Irã totalizaram outras 44 mil toneladas nos primeiros cinco meses do ano. Agora, no entanto, até as vendas indiretas começam a ser afetadas, conforme fontes do setor privado.

Total - Se considerada as vendas diretas e indiretas - o Ministério da Agricultura ainda não compilou os números de maio -, os embarques chegam a 85 mil toneladas, segundo uma fonte da indústria.

Grãos - Além das carnes, o Irã também é um grande comprador de grãos do Brasil. De acordo com os últimos dados compilados pelo Ministério da Agricultura, os iranianos gastaram US$ 829 milhões para comprar produtos agrícolas brasileiros entre janeiro e abril. Desse total, US$ 303 milhões foram gastos para importar soja em grão e US$ 279 milhões para comprar milho.

Tradings - Assim como os frigoríficos, as tradings que comercializam grãos podem ter as vendas afetadas pelas sanções. Nesse caso, porém, a existência de companhias chinesas, como a Cofco, pode atenuar o problema de fornecimento. A China mantém boas relações com o Irã, fornecendo divisas ao país persa a partir da importação de petróleo. (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 1,737 bilhão na terceira semana de junho

comercio exterior 25 06 2019A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,737 bilhão na terceira semana de junho. O valor resulta de exportações de US$ 4,466 bilhões e importações de US$ 2,730 bilhões no período. No mês, o saldo positivo soma US$ 4,033 bilhões e, no ano, acumula US$ 26,144 bilhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (24/06) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex).

Média diária - A média diária de exportações até a terceira semana somou US$ 967,5 milhões, avanço de 1% sobre junho do ano passado. O desempenho foi sustentado pelo aumento no embarque de básicos (+14,3%), com destaque para petróleo em bruto, minério de ferro, carnes de frango, bovina e suína, algodão em bruto e milho em grãos.

Redução - Em contrapartida, as vendas de produtos semimanufaturados e manufaturados encolheram na comparação com junho do ano passado. No primeiro grupo, o recuo de 10,9% foi puxado por semimanufaturados de ferro/aço, celulose, açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles e estanho em bruto. Entre os manufaturados, a retração de 5,2% foi liderada por aviões, automóveis de passageiros, torneiras e válvulas, máquinas e aparelhos para terraplanagem, tubos flexíveis de ferro ou aço e laminados planos de ferro ou aço.

Importações - A média diária de importações até a terceira semana de junho deste ano somou US$ 679,4 milhões, 0,4% abaixo da média de junho de 2018. Nesse comparativo, decresceram os gastos, principalmente, com farmacêuticos (-20,7%), veículos automóveis e partes (-18,2%), siderúrgicos (-10,7%), plásticos e obras (-7,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (-5,2%). (Valor Econômico)

 

IPCA-15: Prévia da inflação é de 0,06%, menor taxa para o mês em 13 anos

ipca 25 06 2019A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,06% em junho. A taxa é inferior ao 0,35% de maio e é a menor para o mês de junho desde 2006 (-0,15%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (25/06), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação acumulada - Com o resultado da prévia, o IPCA-15 acumula inflação de 1,13% no trimestre, de 2,33% no ano e de 3,84% em 12 meses.

Alimentos - A desaceleração da inflação foi provocada principalmente pela queda de preços (deflação) de 0,64% dos alimentos.

Queda - Entre os itens com maior queda de preços, destacam-se o feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%), feijão-mulatinho (-11,48%), batata-inglesa (-11,30%), feijão-preto (-8,84%) e frutas (-5,25%). A alimentação fora de casa também teve deflação (-0,33%).

Combustível - A queda de preços de 0,67% dos combustíveis também teve impacto no recuo da taxa do IPCA-15. A gasolina, que havia tido inflação de 3,29% em maio, acusou uma alta de preços de apenas 0,10% em junho. Já o etanol registrou deflação de 4,57%.

Transportes - Apesar disso, os transportes registraram inflação de 0,25% por conta da alta de 18,98% nos preços das passagens aéreas no mês.

Maiores taxas - Os grupos que tiveram as maiores taxas de inflação e evitaram uma queda maior do IPCA-15 foram saúde e cuidados pessoais (0,58%) e habitação (0,52%). (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Arrecadação federal de maio chega a R$ 113,2 bilhões

economia 25 06 2019A arrecadação das receitas federais somou R$ 113,278 bilhões em maio de 2019, informou nesta segunda-feira (24/06) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia (SRF). Houve aumento real (descontada a inflação) de 1,92%, na comparação com o mesmo mês de 2018. Esse foi o maior resultado para o mês de maio desde 2014, quando a arrecadação ultrapassou R$ 116 bi.

Acumulado do ano - No acumulado do ano (de janeiro a maio), as receitas federais totalizaram uma arrecadação de R$ 637,649 bilhões, um aumento real de 1,28% em relação ao mesmo período de 2018, quando haviam sido arrecadados R$ 603,400 bilhões.

Setores - Entre os setores da economia, contribuíram para o aumento na arrecadação a venda de bens e de serviços, que cresceram 2,35% e 0,93%, respectivamente, nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a rrecadação vinculada à produção industrial acumula queda de 2,05% nos cinco primeiros meses de 2019, na comparação com o mesmo período de 2018.  

Receitas - Em maio, as receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo) totalizaram R$ 2,535 bilhões. As receitas administradas pela SRF (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 110,753 bilhões, uma variação real de 1,84% em relação a abril do ano passado.

Destaques - Entre os fatores que contribuíram para a arrecadação federal em maio estão o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro das empresas, que cresceram, em termos reais (descontada a inflação), um total de 5,77% em relação a maio do ano passado. "Como a arrecadação do imposto de renda é bastante expressiva na participação da arrecadação total, esse valor de 5,77% ajuda a explicar um pouco esse balanço positivo de 1,84% que nós tivemos de resultado final das receitas administradas pela Receita", explica o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias.

IR - Segundo a Receita Federal, a arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte sobre rendimentos de capital, devido aos resgates de aplicações em renda fixa e em fundos de renda fixa, cresceu 23,47% no mês de maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. O Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) que incide sobre importação de bens também registrou crescimento expressivo em maio, de 9,61%, na comparação com o mesmo período de 2018.

Maio - Por outro lado, o mês de maio de 2019 registrou redução, em relação ao mesmo período de 2018, do montante recolhido a título de Parcelamentos Especiais de dívidas tributárias e também dos impostos PIS/Cofins e Cide sobre óleo diesel, nesse último caso por causa da redução tributária concedida pelo governo no acordo com os caminhoneiros, após a greve da categoria no ano passado.

Meta fiscal - O resultado da arrecadação do governo é importante porque interfere no cumprimento da meta fiscal. Em 2019, o governo prevê um déficit de até R$ 139 bilhões. (Agência Brasil)

 

IPARDES: Quebra da safra afeta o PIB do Paraná no primeiro trimestre

ipardes 25 06 2019O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná caiu 1,61% no 1º trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), entre os três grandes setores que compõem a economia regional, a agropecuária apresentou o pior resultado (-7,26%), provocado pela redução de 15,8% na safra de verão da soja, mas houve queda em todos os índices. No comparativo com o último trimestre de 2018, a diminuição foi de 1,2%.

Fatores - O economista Julio Suzuki Júnior, diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes, explica que o resultado leva em conta fatores que escapam do controle dos agentes públicos, como problemas climáticos e retomada lenta dos investimentos em nível federal. “A estiagem deste ano levou a dois fatores preponderantes para este resultado: queda na produção agrícola da soja, principal item do PIB agropecuário, e baixa produção de energia, com níveis fracos nos reservatórios”, afirmou.

Setor industrial - O setor industrial, que engloba os segmentos de transformação, construção civil e serviços industriais de utilidade pública (energia elétrica, água, esgoto e gás), registrou queda de -0,26%. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), os geradores de energia do Paraná produziram, no primeiro trimestre, 22,7% menos do que no mesmo intervalo do ano passado. Especificamente em relação a Itaipu, houve decréscimo de 26,7% na produção, como resultado dos baixos níveis do reservatório da usina no período.

Serviços - Também houve retração no setor de serviços, de -0,56%. Esse resultado levou em conta baixas nas atividades de informação, comunicação e no segmento financeiro.

Positivo - Apesar das quedas, o economista do Ipardes indica que há tendências positivas para os próximos meses em função da retomada do emprego no Paraná e do dinamismo da indústria de transformação.

Serviços - “O setor se serviços reflete a recuperação do emprego e renda da população. Os números do Paraná igualam o patamar nacional, próximo de zero, de estagnação. O volume de emprego ainda não se traduziu em aumento do consumo porque não é imediato, mas a tendência é positiva para os próximos meses”, pontuou.

Capacidade de investimento - Suzuki destacou ainda que a indústria segue demonstrando capacidade de investimento e que houve recuperação nos reservatórios de Itaipu e do Sistema Copel com reservas para o inverno, o que deve elevar os resultados do setor industrial no próximo ciclo.

Futuro - Apesar da crise econômica nacional e das perdas na safra de soja, o Estado conseguiu atrair até maio R$ 12,5 bilhões em investimentos privados e abriu 105.130 empresas, com saldo positivo de 8,4 mil novos negócios em relação ao mesmo período de 2018. Com o programa de incentivos do Estado, o governador Carlos Massa Ratinho Junior projeta a atração de R$ 20 bilhões em empreendimentos até o final deste ano.

Crescimento - Os R$ 12,5 bilhões prospectados pelo Estado significam crescimento de mais de 500% em relação a tudo que entrou via Agência Paraná Desenvolvimento (APD) em 2018, em torno de R$ 1,99 bilhão. Esse valor foi puxado pelo investimento anunciado pela Klabin em Ortigueira, na casa de R$ 9,1 bilhões, maior anúncio de expansão da América Latina neste ano, e do Grupo Madero, em torno de R$ 600 milhões.

Abertura de negócios - Em relação a abertura de negócios, são 105.130 novas empresas registradas entre janeiro e maio, contra 96.665 do mesmo período do ano passado, aumento de quase 10%. Os números englobam os pedidos da Junta Comercial do Paraná e aqueles registrados diretamente em cartório. Maio, inclusive, foi o melhor mês do ano, com 23.919 novos negócios. Nos cinco primeiros meses, apenas em abril de 2019 o número foi inferior ao ano passado, e por uma diferença de 136 empresas.

Contratações - O Paraná também fechou os 120 primeiros dias do ano como o quarto Estado que mais contratou, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Com 8.464 novos empregos, o Paraná também foi o terceiro estado do País que mais gerou vagas nos pequenos negócios no mês de abril, segundo levantamento do Sebrae, baseado nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Máquina pública - Além disso, o Estado também reorganizou a máquina pública com a reforma administrativa, que enxugou o número de secretarias e cargos, e revisão e renegociação de contratos, com economia anual estimada de pelo menos R$ 85 milhões.

Novas iniciativas - O Governo do Estado desenvolve três novos programas para seguir na escalada da abertura de postos de trabalho. O Paraná mais Empregos quer levar oportunidades para as 50 cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesses municípios haverá subsídio de energia e juros com taxas mais baixas, via Fomento Paraná ou Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), para investimento, criando bolsões de emprego.

Empreendedorismo feminino - Outro ponto mira o apoio ao empreendedorismo feminino, com linhas de crédito facilitadas por meio da Paraná Fomento para mulheres que querem iniciar ou ampliar atividades e negócios. A terceira iniciativa, o Banco do Agricultor Paranaense, consiste em uma linha de financiamento, também com recursos do BRDE e da Fomento Paraná, que apoie a inovação e sustentabilidade na agricultura e o desenvolvimento tecnológico em micro, pequenas e médias empresas inovadoras. (Agência de Notícias do Paraná)

 

AGÊNCIAS REGULADORAS: Presidente diz que vai vetar lista tríplice para estatais

Motivo da mais recente crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional, o projeto de lei de fortalecimento das agências reguladoras foi saudado pelo mercado como ponto positivo no governo Temer justamente por replicar regra da Lei de Responsabilidade das Estatais contra nomeações de políticos e seus parentes para cargos de direção desses órgãos e por garantir mais autonomia para eles.

Lista tríplice - Bolsonaro reclamou, no fim de semana, que o Congresso tentava transformá-lo em "uma rainha da Inglaterra" com a proposta, ao prever que suas indicações para as agências tenham que partir de uma lista tríplice, e afirmou nesta segunda-feira (24/06) que vetará este ponto. "O projeto lista tríplice feita por eles [parlamentares]... essa parte será vetada de hoje para amanhã", afirmou, dizendo, erroneamente, que o projeto não passou pelo plenário - o texto teve o aval dos plenários da Câmara em dezembro, quando ele ainda era deputado, e do Senado há 20 dias.

Especulação - A posição contra a lista tríplice dá margem a especulações sobre outra lista de três nomes, que ele não tem se comprometido a respeitar, com a indicação dos integrantes do Ministério Público Federal (MPF) para a Procuradoria-Geral da República. A lista agora criticada por Bolsonaro será elaborada com base em regulamento das próprias agências reguladoras e o nome escolhido por ele terá que ser aprovado, como já ocorre hoje, pelo Senado Federal.

Decisão - Embora Bolsonaro tenha anunciado o veto, auxiliares do presidente e dois ministros negaram, logo em seguida, que já exista uma decisão e afirmaram que o martelo será batido nesta terça-feira (25/06), último dia para a sanção presidencial. Segundo o ministrochefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, "a tendência" é o veto", "mas ainda teremos uma reunião para decidir". Recémempossado como ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que também acumula o cargo de subchefe de assuntos jurídicos (SAJ), afirmou que "todos os aspectos" serão analisados antes da sanção. "A gente não tem uma decisão muito formada em definitivo em relação a isso", disse.

Ponto central - Para o presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), o eventual veto não atrapalha o ponto central do projeto. "Acho que aí é mais embate entre Executivo e Legislativo. Para a gente, entendo que é indiferente. Tanto um como o outro são legítimos para indicar os integrantes das agências, o importante é critérios técnicos mínimos de qualificação", disse.

Estudos técnicos - Além da qualificação dos diretores, há, por exemplo, obrigação de estudos técnicos sobre o impacto que alterações em atos normativos causarão nos agentes financeiros e nos consumidores, ponto bastante elogiado pelos empresários. Os ataques de Bolsonaro, na opinião de parlamentares, são mais contra a própria atuação das agências -que ele disse ontem terem "poder muito grande".

Livre concorrência - Um de seus principais assessores, Filipe Martins afirmou nesta segunda-feira (24/06), pelo Twitter, que "não se trata apenas de decidir quem deve nomear os dirigentes das agências", mas de conter a "sanha regulatória" e "restringir o escopo da atuação dessas agências, que distorcem a livre concorrência e afetam cada vez mais aspectos privados de nossas vidas". (Valor Econômico)

P&D: Brasil fica para trás na inovação tecnológica

p d destaque 25 06 2019Quase todos os setores produtivos relevantes para o desenvolvimento da economia, de industriais a serviços, estão bem longe da chamada fronteira tecnológica no Brasil. Em outras palavras, apresentam baixo nível de investimento em pesquisa. De 37 segmentos analisados num levantamento feito pelo pesquisador Paulo Morceiro, do Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus-USP), apenas cinco ultrapassam essa fronteira. No outro extremo, um dos piores desempenhos é o de desenvolvimento de softwares, que está na ponta do avanço tecnológico no mundo.

Fronteira - No trabalho do pesquisador, a fronteira é definida pela taxa média do que os setores de alta, média e baixa tecnologia investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em relação à dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão multilateral em que o Brasil aspira um assento.

Distante - "O país está distante na pesquisa e desenvolvimento, seja nos segmentos de alta, seja nos de baixa intensidade tecnológica", diz Morceiro, cujo trabalho se baseia em informações da Pesquisa de Inovação (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e de dados colhidos via Lei de Acesso à Informação sobre os recursos investidos por organizações públicas como Embrapa, Fiocruz e institutos da Marinha e da Aeronáutica. O trabalho foi feito em parceria com Milene Tessarin, pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Setores - No mundo, o "filé mignon" do desenvolvimento tecnológico é realizado por apenas 13 setores dos grupos de alta e média alta tecnologia, que reúnem a produção de aviões, desenvolvimento de sistemas (softwares), produtos farmacêuticos, informática e eletrônicos, armas e munições, automóveis, máquinas e equipamentos, químicos, serviços de informação, entre outros. Deles, dez pertencem à indústria, e três, aos serviços. No Brasil, os segmentos que mais investem em P&D - como o de fabricação de aviões e o farmacêutico - são os mesmos da OCDE. As diferenças são a magnitude e a origem do investimento.

Estado - Enquanto no caso brasileiro, a maior parte (60%) do aporte é feita pelo Estado por meio das universidades públicas, autarquias e institutos de pesquisa, no grupo dos países mais ricos, cerca de 75% dos investimentos têm origem no setor privado. Os países da OCDE respondem por cerca de 80% da pesquisa e desenvolvimento no mundo. Fora do grupo, o país mais relevante na área é a China.

Investimento - Olhando apenas para os segmentos de alta intensidade tecnológica, os países da OCDE investem em P&D 24% do valor adicionado bruto em equipamentos de informática, eletrônicos e óticos, enquanto no Brasil essa parcela é de 10%.

Farmacêuticos - Em produtos farmacêuticos, a OCDE chega a 28%, contra 5% no Brasil. Em outros equipamentos de transporte, que inclui a produção de aviões e a construção naval, o percentual do bloco é de 20%, quase o dobro do brasileiro (10,7%). É ali que está classificada a Embraer, por exemplo.

Software - No segmento de desenvolvimento de softwares, classificado em serviços, a diferença é gigantesca, com uma parcela de 29% do valor adicionado bruto do setor investida em P&D na média das nações da OCDE, para apenas 4,5% no Brasil. "Este é o segmento em que o país deveria estar caminhando mais. Ali está o núcleo da transformação tecnológica do mundo e da quarta revolução industrial", diz Morceiro. No mundo, é onde entram Microsoft, Oracle, Alphabet (Google) e SAP, observa o pesquisador.

Veículos automotores e peças - Classificado como de média-alta tecnologia, o segmento de veículos automotores e autopeças, que no Brasil tem grande peso econômico, investe 6% de seu valor adicionado bruto em P&D no Brasil, contra 15,4% na média da OCDE. "No Brasil há um predomínio de empresas internacionais que 'tropicalizam' tecnologias criadas lá fora, fazendo uma adaptação para as condições brasileiras", diz o pesquisador.

Mesma situação - Em outros segmentos como o farmacêutico, que importa parte dos princípios ativos, e o de eletrônicos, ocorre o mesmo. "Na Zona Franca de Manaus o país dá subsídio para montar peças que vêm de fora. A gente não desenvolve tecnologia na maioria dos setores", afirma Morceiro, para quem uma das causas desse cenário são as falhas da política industrial nacional.

Contrapartida - No caso das empresas instaladas na Zona Franca, Morceiro diz que existe uma exigência de contrapartida de investimento em troca do benefício tributário dado pelo governo, mas o resultado final não é claro. "Quando olhamos a Pintec [pesquisa sobre inovação tecnológica do IBGE feita a cada quatro anos], vemos que ali se investe pouco", diz.

Químicos - O setor de químicos, classificado como de média-alta tecnologia, é um dos poucos em que o país se sobressai, com o equivalente a 8,1% do valor adicionado bruto investido em pesquisa e desenvolvimento, ante 6,5% na OCDE, em grande medida por causa do segmento de cosméticos e perfumaria. Aqui, faz diferença a presença de grandes empresas nacionais, como a Natura.

À frente - Em quatro setores com menor intensidade em P&D o Brasil está à frente da OCDE: serviços de utilidade pública, como eletricidade e gás; indústria extrativa; agropecuária e metalurgia. Nos três primeiros, a pesquisa realizada por institutos públicos de pesquisa desempenha um peso significativo. "O Brasil destaca-se nos setores intensivos em recursos naturais. Mesmo o setor químico depende desses recursos na parte de químicos orgânicos", diz. Para Morceiro, além de estimular parcerias entre universidades e empresas para desenvolver pesquisa em áreas de interesse nacional, o governo deveria fortalecer - via estabilidade na alocação de recursos - institutos públicos como a Fiocruz e a Embrapa, para melhorar a áreas em que o país já é competitivo. (Valor Econômico)

p d tabela 25 06 2019

 

SIMEPAR: Sistema passa a agregar tecnologia ao monitoramento ambiental

simepar 25 06 2019Chuva ou sol, calor ou frio. Há tempos que não é mais necessário esperar o jornal da noite na televisão para saber com qual roupa sair de casa no dia seguinte. Basta uma espichada de olhos no site do Sistema Meteorológico do Paraná, o Simepar, para ter destrinchado tempo, temperatura, condições do vento, da maré.

Mais - O Simepar, porém, é mais que isso. Na reforma administrativa promovida pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o órgão deixa a pasta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para ficar vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo. Mudança que possibilitará agregar tecnologia ao monitoramento do meio ambiente no Paraná, com a precisão de radares, satélites e a experiência de profissionais gabaritados.

Proteção de barragens - Ações de proteção das barragens, por exemplo, assunto delicado e de grande destaque após a tragédia de Brumadinho (MG), quando mais de 220 pessoas morreram com o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão. No Estado, estima-se que há mais de 500 barragens de captação de água. São para elas que os olhares tecnológicos do Simepar já estão voltados.

Relatório - “A tecnologia do Simepar possibilita ao Estado obter um relatório completo da quantidade de barragens existentes com a caracterização de cada estrutura, dando as condições para que os técnicos façam uma criteriosa avaliação de riscos e danos potenciais, bem como o planejamento e o monitoramento de cada unidade”, ressalta o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

Ações diversas - “Basicamente saímos de uma agência voltada ao monitoramento meteorológico e hidrológico, para ações as mais diversas, com o foco também para o meio ambiente”, acrescenta Eduardo Alvim, presidente do instituto. Alvim estipula o prazo de dois meses para a mudança integral de escopo por parte do órgão.

Atualizar cadastros - A Universidade Federal do Paraná (UFPR) participará dos trabalhos, principalmente na atração de profissionais sobre a questão de gestão de risco em reservatórios e na segurança de barragens.“Vamos atualizar o cadastro de barragens com visitas técnicas. A expectativa é que possamos chegar a 600, 700”, diz Flávio Deppe, coordenador da inovação e gerente de projetos do Simepar. “A tecnologia, por meio de imagens de satélite, vai nos ajudar a saber com precisão se o que estamos vendo é um espelhos d’ água, um açude ou uma barragem”, completa.

Uso - No Paraná, a maioria das barragens é para uso de irrigação, abastecimento de água, geração de energia, proteção de meio ambiente e recreação. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM) existem no Estado apenas três barreiras de rejeito.

Competência - As barragens de competência do Instituto das Águas são as de acumulação de água para usos múltiplos (abastecimento público, irrigação, piscicultura, lazer, etc) sendo que as barragens para geração de energia elétrica são de competência da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e as de rejeitos minerais são de competência da ANM.

Áreas verdes - A participação do Simepar vai muito mais além. Deppe explica que a nova configuração do instituto permitirá cuidar das áreas verdes do Estado – o Paraná está entre as três unidades da federação com maior concentração e preservação de Mata Atlântica do País. “Teremos um mapa quase em tempo real com o monitoramento da área verde do Paraná. Assim, poderemos identificar o uso e cobertura da terra, pequenos ou grandes desmatamentos, além de identificar pontos para emissão de possíveis alertas de desmoronamento”, revela.

Atualização - Outro ponto prevê a atualização da forma de cálculo, informatização e estruturação do ICMS ecológico no Estado – do total do arrecadado pelo Paraná com o imposto, 5% é destinado para os municípios com Unidades de Conservação ou áreas protegidas, proporcionalmente ao tamanho, importância, grau de investimento na área, manancial de captação e outros fatores.

Tempo e temperatura - O Simepar, contudo, não vai deixar de lado os serviços que o consagraram. O instituto pleiteia a aquisição de mais cinco radares de pequeno porte para auxiliar na precisão das medições. Aparelhos que seriam espalhados pelo Paraná – dois na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), um no Litoral, um em Maringá e outro em Londrina.

Soma - Os novos radares se juntariam aos dois de grande porte já existem, em Teixeira Soares e Cascavel, e a um terceiro, menor, também instalado na RMC. “Ajudaria nos alertas de chuva, alagamento e deslizamento. Conseguiria gerar informação de chuvas com uma resolução de quadras. Por exemplo: quantos milímetros está chovendo em Campo Largo, em quanto tempo, como vai se deslocar e para onde em Curitiba. Tudo isso em tempo real”, afirma o coordenador de inovação. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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