Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4603 | 24 de Junho de 2019

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Evento com lideranças cooperativistas do PR será quarta-feira, em Maringá

Na quarta-feira (26/06), o Sistema Ocepar promove o Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, na sede do Sicoob Central Unicoob, em Maringá, das 14h às 18h. A abertura será realizada pela diretoria da entidade. Na sequência, o consultor José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, ministra palestra com o tema “Cenário político e econômico do Brasil”. Depois, o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli, apresenta o modelo de atuação da Central no Paraná.

Conferência - Os participantes do Fórum dos Presidentes estão sendo convidados a acompanhar a Conferência Internacional de Inovação para o Cooperativismo Financeiro - Cri8, promovida pelo Sicoob na quinta e sexta-feira (27 e 28/06), também em Maringá. A ideia é discutir como inovar sem perder o DNA cooperativista, entre outros desafios, com a presença de especialistas e dirigentes cooperativistas do Brasil, dos EUA, França, Israel e Alemanha. Mais informações no site: https://cri8.com.br/.

forum presidentes folder 24 06 2019

RIC RURAL: Superintendente da Ocepar fala sobre o Paraná livre de aftosa sem vacinação

midia 24 06 2019O Programa RIC Rural conversou com o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, que fez uma avaliação sobre Paraná ter se tornado Estado livre de aftosa sem vacinação e os benefícios do novo status para a economia paranaense. A entrevista foi divulgada na edição de domingo (23/06). “É uma iniciativa importante do governo do Estado e do setor produtivo visando à ampliação dos negócios para os produtos paranaenses, principalmente do mercado de carnes”, destacou.

Clique aqui para conferir na íntegra a entrevista de Robson Mafioletti ao Programa RIC Rural

 

GETEC: Informe traz expectativa de instituições financeiras sobre indicadores econômicos

getec destaque 24 06 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (24/06), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

CRESOL: Projeção de repasse aos cooperados na safra 2019/2020 é de R$ 1,4 bilhão

cresol 24 06 2019O governo anunciou no dia 18, durante cerimônia no Palácio do Planalto, a liberação de R$ 225,59 bilhões em financiamentos para o Plano Safra 2019/2020 para pequenos, médios e grandes produtores.

Destinações - Do valor total dos recursos destinados ao crédito rural, R$ 169,33 bilhões vão para custeio, comercialização e industrialização e R$ 53,41 bilhões para investimento. Entre as novidades apresentadas está o aumento das verbas para subvenção do crédito dos pequenos produtores, além do aumento de 32% nas verbas de custeio e investimento.

Agricultura familiar - Para os pequenos produtores, participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultora Familiar (Pronaf) o novo plano safra disponibilizará a partir de julho R$ 31,22 bilhões, valor que fica à disposição do agricultor para custeio, comercialização e investimento com taxa de juros de 3% a 4,6% ao ano. Para o Pronamp, que reúne médios agricultores, os juros serão de 6% ao ano e para os demais produtores, de 8% ao ano.

Recursos para a Cresol - O presidente da Cresol Baser, Alzimiro Thomé, participou do lançamento do Plano Safra em Brasília e acompanhou as novidades para a agricultura. Segundo o presidente, a Cresol tem disponível um valor expressivo de recursos para os agricultores cooperados da Cresol.

Estimativa - “Está estimado aproximadamente R$ 1,4 bilhão para financiar o custeio da safra 2019/2020. Desse montante, R$ 1 bilhão será captado do BNDES e cerca de R$ 450 milhões em recursos próprios. Com certeza não faltarão recursos para esta safra, estamos a cada ano superando o montante destinado aos nossos cooperados que hoje estão em 10 estados brasileiros”, destacou Thomé.

Atuação - A Cresol é especialista em crédito rural e atua no segmento há mais de duas décadas. Ao longo dos anos o sistema buscou ferramentas que garantissem agilidade na liberação de recursos e, a partir disso, ganhou destaque no ranking do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (Imprensa Cresol)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Cooperativa vai disponibilizar R$ 800 milhões no Plano Safra 2019/2020

sicredi vale piquiri 24 06 2019Na semana passada, foi realizado o lançamento do Plano Safra 2019/2020, que irá atender pequenos, médios e grandes produtores rurais do país, todos juntos no mesmo plano safra após 20 anos. Ao todo, são R$ 225, 59 bilhões em recursos para apoiar toda a produção agropecuária nacional.

Montante - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP disponibilizará o montante equivalente a R$ 800 milhões, sendo que R$ 604 milhões são destinados às operações de custeio/comercialização (18% a mais do que o Plano Safra anterior) e cerca de R$ 200 milhões projetados para os investimentos BNDES, considerando o período de 01/07/2019 a 30/06/2020.

Linhas - A assessora de Crédito Rural da Cooperativa, Adriana Cremoneze, destaca que as linhas mais procuradas são Pronaf Mais Alimentos, Pronamp BNDES, Moderfrota, Moderagro e Inovagro. As expectativas no atendimento das demandas para investimento nos programas de inovação, tecnologia, irrigação, correção de solo e produção de leite, suínos, peixes e aves são positivas, pois neste ano os produtores contarão com um volume maior de recursos (aumento de 45% comparado ao Plano Safra 2018/2019. Além disso, pela primeira vez, os pequenos agricultores poderão usar recursos do Plano Safra para construir ou reformar suas casas”, complementa Adriana.

Seguro agrícola - Quanto ao seguro agrícola, o produtor contará com uma ajuda maior para proteger suas atividades: o governo mais do que dobrou o valor de subvenção ao seguro rural, alcançando a cifra inédita de R$ 1 bilhão. Uma outra novidade foi o lançamento do aplicativo Plantio Certo. Através dele, os produtores rurais poderão acessar, de forma mais prática, as informações oficiais do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) que permite identificar a melhor época de plantio das culturas, para minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos.

Juros - Com relação aos juros das operações, os agricultores que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terão taxas de juros entre 3% e 4,6% ao ano. Para os médios agricultores (Pronamp), o índice é de 6% ao ano para custeio e 7% para operações de investimento. Os demais terão juros de 8% ao ano para operações de custeio e, para os programas de investimento, a taxa varia de 5,5% a 10,5% ao ano, dependendo da linha financiada.

Projetos - Segundo Vagner Fúrio, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Cooperativa, a Sicredi Vale do Piquiri já está aceitando projetos de custeio e investimento e preparando-se para dar início às liberações das operações. “Estamos bem otimistas e preparados para atender nossos associados. Vemos a reunificação do Plano Safra como algo muito positivo, já que toda a agricultura, independentemente de seu porte, desempenha papel fundamental no desenvolvimento, na estabilidade econômica, na geração de emprego e renda e na segurança alimentar de nosso país”, conclui.

Safra 2018/2019 - Com o encerramento do Plano Safra 2018/2019, no dia 30 de junho, o Sistema Sicredi deve ultrapassar o total de R$ 14,2 bilhões liberados nas linhas de custeio e comercialização. Já a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP prevê o montante de R$ 533 milhões em crédito rural. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

SICREDI FRONTEIRAS: 2º Summit do Comitê Jovem reúne 60 participantes em Capanema

sicredi fronteiras 24 06 2019No dia14, na cidade de Capanema (PR), ocorreu o 2º Summit do Comitê Jovem da Sicredi Fronteiras. O evento reuniu, na sede administrativa da cooperativa, cerca de 60 jovens, que debateram como aumentar o engajamento do público jovem ao cooperativismo, fortalecendo assim a base de associados e valorizando o trabalho local.

Atividades e dinâmicas - Após serem recepcionados com um delicioso café da manhã, os participantes foram direcionados ao auditório, onde iniciaram um dia repleto de atividades e dinâmicas.

Programa Crescer - Na parte da manhã, com início às 09h, os presentes participaram do Programa Crescer. O Programa Crescer visa promover a compreensão sobre o funcionamento das sociedades cooperativas. Neste momento, eles puderam entender com mais clareza quais são os diferenciais competitivos do Sicredi e seus projetos em andamento na área de desenvolvimento do cooperativismo. Todos eles receberam um certificado de participação no programa.

Cooperativismo - No período da tarde, várias dinâmicas voltadas ao cooperativismo foram realizadas. Uma delas foi a confecção de um plano de ações para o comitê jovem. Cada grupo foi desafiado a apresentar ideias de cunho social que vá beneficiar a comunidade e o crescimento coletivo. Conforme Adriana C. Barros Mees, a cooperativa está crescendo e por isso, necessita crescer com tecnologia, contando com mentes inovadoras, construtivas e os jovens, com essa visão mais ampla, poderão ajudar.

Social - “É curioso perceber como os jovens buscam apoiar as empresas que tem trabalho no âmbito social. Eles têm essa simpatia. Interesse pela sustentabilidade, diversidade e em como a empresa se posiciona em relação às diferentes questões da atualidade”, ressalta Adriana.

Sobre o Comitê Jovem - Motivados pela Woccu - Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, comandado e orientado por Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas, que há 3 anos o Sicredi iniciou este movimento de buscar jovens para engajar no cooperativismo, e no ano passado, na Sicredi Fronteiras, o Comitê Jovem e o Comitê Mulher foram criados.

Despertamento - Objetivando a perenidade do sistema cooperativista, a Sicredi Fronteiras deseja despertar no jovem a visão do empreender, da cidadania e da liderança. Através disso, ajudá-los a se desenvolver, usando os serviços que possui.

Tecnologia - “Não podemos ficar com a mente adormecida. A tecnologia está pronta para que nós. Seja na área da saúde, educação, comunicação, transporte ou agricultura. Esta tecnologia e velocidade está entrando nas cooperativas e queremos trazer o jovem para que ele possa ajudar neste pensamento e nos dizer o que pode ser diferente ou como podemos entregar tudo o que temos de uma forma diferente” comenta José César Wunsch, Presidente da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP.

Valorização - Wunsch ainda afirma que a Sicredi Fronteiras sempre valorizou o relacionamento com os associados. No entanto, a maneira de se relacionar mudou. Por isso, a cooperativa precisa estar onde o associado está. “O jovem quer se relacionar através do seu computador, no seu escritório, no seu celular. Ele está relacionado 24h com a cooperativa. Na palma da mão está a cooperativa, como por exemplo, através da conta WOOP. Precisamos através de encontros como este, entende-los e ouvi-los, para continuarmos trabalhando em prol das comunidades onde atuamos”. 

Próximo - O próximo Summit do Comitê Jovem ocorrerá ainda este ano.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB ARENITO: Agência em Umuarama é reinaugurada com espaço de coworking

sicoob arenito 24 06 2019No último dia 17, o Sicoob Arenito reinaugurou uma de suas agências na cidade de Umuarama (PR). Antes localizado na Av. Londrina, o ponto de atendimento mudou de endereço e agora fica na Av. Paraná.

Estrutura - Mais amplo e moderno, o espaço foi todo estruturado de acordo com as novas diretrizes da marca Sicoob. A nova agência também traduz a proposta da cooperativa, de estar cada vez mais próxima da comunidade. Por isso, agência foi pensada para servir com um espaço de coworking, com mesas de trabalho compartilhadas que podem ser utilizadas pelos cooperados e pela comunidade para receber atendimento ou até mesmo realizar reuniões.

Presenças - No evento de inauguração, estiveram presentes dirigentes e colaboradores do Sicoob Arenito e do Sicoob Central Unicoob, além de cooperados, autoridades e convidados.

Endereço - O endereço da nova agência do Sicoob Arenito em Umuarama é Avenida Paraná, 5717. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB CREDICAPITAL: Área de Gestão de Projetos é inaugurada em workshop para colaboradores

sicoob credicapital 24 06 2019Reduzir custos, otimizar tempo e obter os melhores resultados. Essas são algumas das vantagens da aplicação de ferramentas e métodos do gerenciamento de projetos. Visando trazer esses e outros benefícios para a cooperativa, o Sicoob Credicapital trabalhou em conjunto com a Unidade de Gestão Estratégica (UGE) da Central para a implantação da área de Escritório de Projetos.

Workshop - Para apresentar a nova área aos colaboradores, no dia 13 de junho, a singular promoveu um workshop utilizando técnicas aplicadas pelos profissionais da área. O treinamento foi realizado no Cais Coworking, em Cascavel (PR), e ministrado pelo Escritório de Projetos da cooperativa em parceria com a equipe da UGE.

Quebra de paradigma - “Nossa intenção é quebrar o paradigma de que o método de projetos deve ser utilizado apenas em ambiente corporativo e mostrar que podemos aplicar essas técnicas no nosso dia a dia e tornar a gestão de projetos ainda mais natural no cotidiano das pessoas”, afirma o PMO do Sicoob Central Unicoob, Willis Taniguti.

Visão mais criativa - Para o analista de Produtos e Serviços do Sicoob Credicapital, Rafael Quagliotto, conhecer e experimentar os métodos de gerenciamento na prática proporcionou uma visão muito mais criativa e colaborativa. “No workshop conseguimos vivenciar as diferenças entre processos desorganizados e projetos estruturados e entender como isso impacta diretamente nos nossos resultados”, conta.

Ideias - "Saí do local cheia de ideias para implementar. Acredito que com o workshop, a cooperativa tenha dado o pontapé inicial em uma nova era inovadora", acrescentou a assistente de controladoria, Eduarda Caroline Bronstrup.

Expectativa - Com o Escritório de Projetos, o Sicoob Credicapital espera padronizar os processos, compartilhar recursos, metodologias, ferramentas e técnicas de específicas da área. Segundo o diretor Administrativo e Financeiro, Leandro Kuhl, o intuito é envolver os colaboradores na execução dos projetos, promovendo interação entre as áreas e minimizando riscos que podem haver nas entregas. “O principal de benefício do Escritório de Projetos é coordenar as ações e não deixar ‘pontas soltas’, além de evitarmos desperdícios e gerar mais efetividade naquilo que pensamos como inovação dentro da cooperativa”, destaca. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

BOM JESUS: Com apoio do Sescoop/PR, Eugenio Stefanelo apresenta palestra sobre economia e mercado

No dia 18 de junho, colaboradores da Bom Jesus tiveram a oportunidade de participar de uma palestra conduzida por Eugênio Stefanelo, professor titular da Universidade Federal do Paraná e apresentador do programa Negócios da Terra, da Rede Massa/SBT, de Curitiba. Estiveram presentes colaboradores, gerentes e a diretoria da Cooperativa Bom Jesus, com a presença de Milton Locatelli, diretor vice-presidente, e Marcelo Luis Kosinski, diretor secretário. O evento foi realizado com apoio do Sescoop/PR, na sede da cooperativa, na Lapa, região metropolitana de Curitiba.

Economia e mercado - Stefanelo apresentou o cenário macroeconômico mundial. Para tratar sobre o cenário brasileiro, ele deu enfoque à política fiscal, política monetária de crédito e política cambial mostrando a importância da eficiência dos governos para a competitividade do agronegócio. Outro tema apresentado foi o mercado agrícola com ênfase em soja, milho, feijão, cereais de inverno e leite.

Orgulho - Para Stefanelo, “temos que ter orgulho do agronegócio e mostrar iss para o urbano” fazendo referência ao papel fundamental do setor para o crescimento econômico do país, atingindo 23% do PIB e, assim sendo, o maior setor na balança comercial brasileira.

Formação e carreira - Engenheiro Agrônomo de formação, Eugênio Stefanelo também é Mestre em Economia Rural e Doutor em Engenharia de Produção. Professor nos cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências Agrárias da UFPR, da FAE Centro Universitário (FAE Business School), da UTFPR (Campus de Pato Branco) e da Unoesc. Ele é apresentador do programa diário Negócios da Terra na Rede Massa (SBT do Paraná) e no SBT de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Especialista em Política Agrícola, em Mercados Agropecuários e em Política Econômica Mundial e Brasileira. Como professor ele tem o foco em Microeconomia, Economia Rural, Economia Aplicada as Empresas e de Política Econômica Brasileira. (Imprensa Bom Jesus)

{vsig}2019/noticias/06/24/bom_jesus/{/vsig}

PRIMATO: Boa visitação e resultados na 8ª Via Tecnológica do Leite, em Francisco Beltrão

primato 24 06 2019Foi realizado, entre os dias 13 e 15 de junho, no Centro de Eventos do Parque de Exposições de Francisco Beltrão (PR), a 8ª edição da Via Tecnológica do Leite, que acontece a cada dois anos e se tornou um dos principais eventos do setor leiteiro do Paraná, reunindo produtores, agrônomos, veterinários, zootecnistas, técnicos e convidados de toda região.

Leite - Na programação contou com palestras, exposição e julgamentos de bovinos da raça Holandesa e do Clube da Bezerra, além de eventos culturais. “Tivemos ótima participação durante o evento, seja em visitação como em negócios realizados e foi uma grande oportunidade para apresentarmos nosso portfólio de produtos e serviços”, avaliou o presidente da Primato Ilmo Werle Welter que complementou, “ o evento em si teve um ótimo público e fez com que fosse possível estreitar o relacionamento com nossos cooperados, produtores rurais e profissionais da cadeia leiteira do sudoeste do Paraná, reafirmando nosso compromisso de contribuir com o agronegócio de forma geral em Francisco Beltrão e toda a região, que estamos inseridos desde 2016”.

Realização - A 8ª Via Tecnológica foi uma realização da Administração Municipal de Francisco Beltrão, por meio da secretaria municipal de Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Instituto Emater, Associação Empresarial, Sociedade Rural e Bonetti AgroNutri, contando com apoio da Cresol, Pionner, Ordemaster, Sicoob, Primato, Macrogen, CRV Lagoa, Senac, Semex, Concen, Sistema Faep, Tortuga, Agrária Nutrição Animal e a indústria Rumo. (Imprensa Primato)

 

ANEEL: Lançada consulta pública sobre regras para usinas híbridas

aneel 24 06 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lançou, na quarta-feira passada (19/06), consulta pública com o objetivo de colher informações para subsidiar elaboração de proposta de norma sobre o estabelecimento de usinas híbridas.

Combinação - O termo “híbridas” é usado para caracterizar a combinação de duas ou mais fontes, as quais se complementam para a produção de energia elétrica de forma mais confiável e constante.

Sinergia - Se hoje cada usina em separado necessita fazer o uso e a contratação das instalações de transmissão, a sinergia das usinas híbridas permite uma ocupação mais permanente da rede, o que pode resultar numa redução no custo final da energia. Por exemplo, em algumas situações a fonte solar pode complementar os momentos de baixa geração eólica, e é pensando nessa complementaridade que aparece a oportunidade do uso mais inteligente da capacidade das linhas de transmissão e distribuição: as usinas híbridas.

Consulta - A consulta da Aneel pretende abordar a definição dos termos técnicos, a classificação das híbridas, as possibilidades de comercialização da energia gerada e os critérios para a outorga e a operação das usinas.

Contribuições - As contribuições podem ser enviadas para o e-mail cp014_2019@aneel.gov.br entre 19 de junho e 3 de agosto de 2019, ou por correspondência para o endereço Aneel – SGAN Quadra 603 – Módulo I Térreo/Protocolo Geral, CEP 70.830-110, Brasília/DF. (Aneel)

 

MAPA: Diário Oficial traz registro de 42 defensivos agrícolas

O Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (24/06) traz a publicação do ato nº 42, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, com o registro de 42 defensivos agrícolas. Desse total, apenas um produto traz um ingrediente ativo novo, os demais são produtos genéricos que já estavam presentes em outros produtos existentes no mercado.

Genéricos - Da lista de registros, 29 são produtos técnicos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no país, para uso industrial. Outros 12 registros (10 de origem química e dois de origem microbiológica) são produtos genéricos que já estão prontos para serem usados no controle de pragas na agricultura brasileira. Em média, os produtos registrados hoje estavam há quatro anos na fila para aprovação.

Novo - Também está na lista o registro do produto técnico à base do ingrediente ativo Florpirauxifen-benzil, que é o primeiro ingrediente ativo novo aprovado em 2019. Ele apresenta alta eficiência contra a infestação de diversas plantas daninhas para as quais hoje o produtor rural tem muitas dificuldades para controlar.

Objetivo - O objetivo da aprovação de produtos genéricos é baratear o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção e, consequentemente, os preços dos alimentos para o consumidor brasileiro. Já a aprovação de novos produtos tem como objetivo disponibilizar novas alternativas de controle mais eficientes e com menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana.

Fábricas - “As aprovações de novos produtos técnicos equivalentes significam que novas fábricas estão autorizadas a fornecer ingredientes ativos para fabricação dos produtos formulados que já estão registrados, possibilitando um aumento na concorrência no fornecimento industrial destas substâncias”, explica o Coordenador-Geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária, Carlos Venâncio.

Processo de registro - Para serem registrados, os pesticidas devem ser avaliados e aprovados pelo Ministério da Agricultura quanto à eficiência agronômica, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao impacto para a saúde humana e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) quanto aos impactos ao meio ambiente. Não há ingerência política na análise e a avaliação técnica realizada pelos três órgãos federais está alinhada às melhores práticas internacionais.

Total no ano - Com a publicação desta segunda, chega a 211 o número de produtos autorizados desde o início do ano. O aumento da velocidade dos registros se deve a ganhos de eficiência possibilitados por medidas desburocratizantes implementadas nos três órgãos nos últimos anos, em especial na Anvisa, que modernizou seu processo a partir de 2015.

Quebra de patentes - Nos últimos três anos, foram quebradas as patentes de ao menos 15 ingredientes ativos que antes eram comercializados apenas por uma empresa. Nesses casos o tempo da patente e da proteção de dados já havia expirado, mas as empresas continuavam comercializando os ingredientes ativos sozinhas no mercado, pois não havia o registro dos genéricos. Nos próximos meses, mais seis ingredientes ativos hoje comercializados por apenas uma empresa também devem ter genéricos registrados.

Segurança - Os critérios usados pelo Brasil para a aprovação de novos registros são mais rígidos do que os de outros países. Se fôssemos usar a classificação internacional, o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, conhecido como Sistema GHS, o índice de pesticidas classificados como extremamente tóxicos no Brasil passaria de 34% para cerca de 14%.

Qualidade- “O Ministério da Agricultura garante a qualidade dos alimentos produzidos e consumidos no Brasil e condena a campanha de desinformação que está sendo feita sobre esse assunto, que é extremamente técnico. Nossos alimentos são exportados para 160 países e testados tanto na saída do Brasil quanto na entrada em outros países. Quando há resíduos, estão muito abaixo do que é permitido pelos códigos internacionais”, explica a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Relatório - O relatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), realizado pela Anvisa, mostrou que cerca de 99% das amostras de alimentos analisadas entre 2013 e 2015 estavam livres de resíduos que representam risco agudo para a saúde. Um novo relatório com a análise dos dados de monitoramento de resíduos de 2016 a 2018 deve ser divulgado neste ano.

Novas moléculas - O objetivo de fazer a fila andar no Brasil é justamente para aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos mais antigos. Atualmente, são mais de 2 mil produtos na fila para serem avaliados e o prazo legal para a liberação é de quatro meses. Há produtos que estão na fila há mais de oito anos.

Uso - O fato de haver mais marcas disponíveis no mercado não significa que vai aumentar o uso de defensivos no campo. O que determina o consumo é a existência ou não de pragas, doenças e plantas daninhas. Os agricultores querem usar cada vez menos em suas plantações, pois os defensivos são caros e representam 30% do custo de produção.

Novo herbicida- O Florpirauxifen-benzil é um herbicida de modo de ação ainda inédito no território nacional. O produto formulado à base deste novo herbicida, que no futuro poderá ser utilizado para o controle de plantas daninhas na cultura do arroz, ainda está em fase final de análise nos órgãos federais envolvidos, com previsão de finalização para as próximas semanas. O ingrediente ativo em questão ganhou o prêmio de química verde em 2018.

Alternativa - “Com este novo herbicida, o produtor rural terá uma nova alternativa altamente eficiente para plantas daninhas de difícil controle e de menor toxicidade do que os disponíveis hoje no mercado”, destacou Venâncio.

Primeira fase - O registro de um produto técnico novo é a primeira fase de registro de um defensivo. Nesta fase, o Ibama avaliou o impacto ao meio ambiente e a Anvisa realizou análise quanto ao impacto na saúde humana. (Mapa)

FAO: Apoiado pelo Brasil, vice-ministro da Agricultura chinês é eleito novo diretor-geral da organização

O vice-ministro da Agricultura e dos Assuntos Agrários da China, Qu Dongyu, foi eleito neste domingo (23/06), com 108 votos, como novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ele ocupará o cargo nos próximos quatro anos, de 1º de agosto de 2019 a 31 de julho de 2023. O governo brasileiro apoiou oficialmente a eleição de Dongyu para a FAO e a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da votação, em Roma.

Justiça e transparência - Após a eleição, Dongyu se comprometeu com a justiça e transparência no cargo e disse que será imparcial e neutro na diretoria da FAO. “Trabalharei pelo povo e por todos os agricultores. Por uma FAO dinâmica, por um mundo melhor”, disse.

Reforma - A delegação chinesa destacou que o novo diretor-geral vai reformar a FAO em pouco tempo e garantiu que a China vai manter seus compromissos de cooperação mundial em favor do desenvolvimento da agricultura. Outros países também cumprimentaram o vencedor, como França Itália, Kuwait, Tailândia, Guiné Equatorial, Bangladesh, Canadá, Cabo Verde, Alemanha, Austrália, Irã, Indonésia, Nigéria, Africa do Sul e Uganda. A delegação do Uruguai falou em nome da América Latina e Caribe, ressaltando que a região terá portas abertas para o novo diretor da FAo.

Cumprimentos - O brasileiro José Graziano da Silva, que ocupa o cargo de diretor-geral da FAO desde 2012, cumprimentou o vencedor e entregou a ele o novo crachá da FAO. A ministra Tereza Cristina parabenizou Graziano pelo período na diretoria-geral da FAO.

Candidatos - Dongyu venceu os candidatos da França, Catherine Geslain-Lanéelle, que teve 71 votos, e da Geórgia, Davit Kirvalidze, com 12 votos. Ele é vice-ministro da Agricultura da China desde 2015, PhD em Ciências Agrícolas e do Meio Ambiente. Sua pauta é voltada para a facilitação da agenda internacional de países em desenvolvimento e inclusão digital no campo. Em seu discurso de apresentação, Dongyu defendeu a inovação e o uso da tecnologia na agricultura.

Brasil - Dongyu visitou o Brasil, em março passado, quando manteve reuniões no Ministério das Relações Exteriores e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Argentina e Uruguai também apoiaram a eleição de Dongyu.

Denúncia - Para o vice-ministro chinês, a FAO deveria denunciar os abusos que colocam em risco a segurança alimentar. Ele prometeu reformas profundas na estrutura e no funcionamento das equipes da FAO para apoiar os estados membros, o aumento em 10% nos recursos a cada ano e o desenvolvimento de programas para jovens agricultores e para as mulheres.

Alinhamento - Qu Dongyu defende que as políticas da FAO estejam alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, em particular com a erradicação da fome e da pobreza, com o aumento sustentável da produção agrícola e alimentar e com a promoção de um sistema de comércio internacional agrícola livre de distorções e restrições indevidas sem uma base científica adequada. (Mapa)

{vsig}2019/noticias/06/24/fao/{/vsig}

FOCUS: Mercado reduz pela 1ª vez projeção para inflação em 2020

focus destaque 24 06 2019A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2020 caiu de 4,00% para 3,95% na pesquisa semanal Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (24/06), com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Primeira alteração - Trata-se da primeira alteração na projeção para o ano que vem desde que o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta de inflação para o ano em 4,00%, em junho de 2017. Mais precisamente, foram 103 semanas com a mesma estimativa. Na próxima quinta, 27, o CMN reúne-se para decidir o objetivo do BC para a variação de preços em 2022.

2019 - Para 2019, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também recuou, de 3,84% para 3,82%.

Top 5- Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial recuou de 3,84% para 3,29%, em 2019 e manteve-se em 4,00% para 2020. Para os próximos 12 meses, a pesquisa indicou queda de 3,57% para 3,56%.

Divulgação - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15 — espécie de prévia da inflação oficial — de junho nesta terça-feira (25/06). Em maio, o chamado “IPCA cheio” desacelerou para 0,13%, abaixo da mediana de 0,20% estimada por consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data e o menor índice para o mês desde 2006.

Meta - A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4,00% em 2020 e 3,75% para 2021, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Queda - Além disso, a mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2019 registrou sua 17ª queda consecutiva, agora de 0,93% para 0,87%. Para 2020, o ponto-médio das expectativas para a economia brasileira permaneceu em 2,20%.

Recuo - A economia brasileira recuou 0,2% nos primeiros três meses do ano, em comparação ao quarto trimestre de 2018, feitos os ajustes sazonais, segundo o IBGE. O resultado ficou em consonância com a mediana apurada pelo Valor Data junto a 32 consultorias e instituições financeiras.(Valor Econômico)

focus quadro 24 06 2019

 

ECONOMIA: Sul se destaca e cresce mais que média do país

economia destaque 24 06 2019Indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Banco Central e do Ministério da Economia mostram que a atividade da região Sul do país tem se saído melhor que a média brasileira neste ano. O fenômeno pode ser explicado, ao menos em parte, por uma combinação de fatores conjunturais, como um aumento significativo na produção industrial da região e nas exportações de carnes, celulose e papel e fumo, e também estruturais. O mercado de trabalho da região tem, tradicionalmente, uma parcela maior de trabalhadores formalizados e taxas de desemprego mais baixas, o que forma um colchão mais firme para o consumo.

Índice - De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), no acumulado em 12 meses até abril – dado mais recente – a atividade da região cresceu 2,5%, contra média de 0,72% do país. Nas demais regiões, o crescimento variou entre 0,5% e 1,1% no período. Na região, depois de oscilar entre crescimento de 1,7% e 2% entre setembro do ano passado e janeiro deste ano, o indicador tem se mantido em torno dos 2,5%. Já atividade nacional, segundo o indicador do BC, desacelera em 12 meses desde agosto do ano passado.

IBGE - Números do IBGE também mostram o Sul descolado da média. De acordo com dados agregados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pela economista Camila Saito, da Tendências Consultoria, no acumulado de janeiro a abril de 2019, a produção da indústria da região cresceu 5,3% ante o mesmo período de 2018, desempenho bem melhor que a média nacional (-2,7%).

Setores pró-cíclicos - "A produção do Sul tem se destacado em 2019", afirma, chamando atenção para o desempenho de setores pró-cíclicos, como metalurgia (4% no Sul ante -0,8% da média do Brasil), produtos de metal (12,2% no Sul; contra 5,3%); máquinas e equipamentos (14,5%, ante 1,6%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,8%, ante -1,0%). Em 12 meses até abril, a indústria gaúcha cresce 6,6%, seguida pela paranaense (3,1%) e catarinense (2,8%), aponta o IBGE. A do país recuou 1,1%.

Renda - A economista também chama atenção para a massa de renda do trabalho no primeiro trimestre de 2019, que cresceu 5,4% em termos reais sobre o mesmo período do ano passado, ante 3,3% na média nacional. "Nas vendas do comércio, o Sul também mostra desempenho melhor, com alta de 3,5% no acumulado até abril, enquanto a média nacional foi de 2,5%", comenta.

Exportações - Camila diz que uma explicação possa estar no desempenho das exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia, a venda externa de produtos importantes para a economia regional teve aumento expressivo até maio, comparados ao mesmo período do ano passado. "A região Sul é mais exposta ao mercado externo e tem se beneficiado do câmbio mais desvalorizado", diz a economista.

Frango - No caso catarinense, as exportações em dólares de carne de frango, que representam 25% das vendas externas do Estado, dispararam 63% de janeiro a maio sobre o mesmo período do ano passado. Os embarques de carne suína (responsáveis por 8% das exportações do Estado) cresceram 34%.

Aumento - No Paraná, as exportações de carne de frango aumentaram 12% no período, compensando parte das perdas de 29% com as vendas de soja, seu principal produto. As exportações de milho paranaenses cresceram 53%. No Rio Grande do Sul, as exportações de fumo - importante setor para o Estado - cresceram 39%, e as de celulose, 82%.

Valor - O secretário de Planejamento do Paraná, Aldemar Bernardo Jorge, destaca a exportação de frango. "Ultrapassou US$ 1 bilhão de janeiro a maio", afirma. Embora a produção agropecuária deste ano seja menor que em anos anteriores, ainda contribui para movimentar a cadeia industrial. "A produção de bens de capital para a agroindústria cresceu 22% até abril", diz.

Veículos - Houve também aumento da produção de veículos no Estado, que Jorge credita à renovação de frotas. "As empresas ficaram três anos paradas, sem substituir veículos", pondera, dizendo que a substituição reflete uma postura racional das empresas. "A partir de certo momento o custo de manutenção não compensa mais." O secretário afirma que dos quase 38 mil empregos formais criados no Estado neste ano, oito mil foram na indústria de transformação, que cresceu 6,2% no ano até abril e 3,1% em 12 meses.

Produção agrícola - Edson Luiz Campagnolo, presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) diz que a produção agrícola tem puxado a produção de alguns segmentos industriais. "A exportação de aves está crescendo e há uma previsão de safra recorde de milho. Isso gera necessidade de novos equipamentos, colheitadeiras, tratores, implementos agrícolas", diz. Ele pondera, contudo, que se alguns segmentos vão bem outros, como o de madeira, não mostram reação. "Um acaba compensando o outro." Na média, diz, a ociosidade ainda segue alta no Estado.

Baixo - No Rio Grande do Sul, o presidente da federação da indústria local (Fiergs), Cézar Müller, pondera que a indústria local tem tido um crescimento baixo, de 3% ao ano nos últimos anos, em média, mas alguns segmentos estão de fato acima da média, como o de veículos (27% no ano até abril), produtos de metal (14%), este puxado por silos de armazenagem, máquinas e equipamentos (9%) puxada por estruturas metálicas para energia eólica e solar e tabaco para exportação.

Fatores conjunturais - Parte do bom desempenho, afirma Müller, se deve a fatores conjunturais. "A fabricação de reboques e semirreboques tem a ver com a greve do ano passado", diz. "É preciso olhar com cuidado, pois há uma sazonalidade nos números quando se olha uma série mais curta", pondera.

Vendas externas- No lado das exportações, o presidente da Fiergs destaca o aumento das vendas de tabaco e celulose e papel, esta última beneficiada também pela base fraca de comparação por conta da paralisação de uma unidade fabril no Estado no ano passado.

Empregos formais - Com alguns segmentos rodando bem, a geração de empregos formais também tem ficado acima da média nacional. O estoque de emprego em Santa Catarina (2,49%), Paraná (1,45%) e Rio Grande do Sul (1,43%) cresceu acima da média nacional, de 0,82% de janeiro a abril deste ano. Na média, o estoque do Sul aumentou 1,75%. Para efeito de comparação, no Sudeste, houve aumento de 0,94%. Santa Catarina vive especialmente um bom momento no emprego formal, com um saldo de quase 50 mil empregos formais no ano, contra cerca de 37 mil em cada um de seus pares regionais.

Arrecadação de tributos - Os dados da arrecadação de tributos federais também estão caminhando acima da média, com aumento de 11,4% em termos correntes de janeiro a abril sobre o mesmo período do ano passado, ante alta de 5,5% no país, segundo dados da Receita Federal.

Reformas - Jorge, Campagnolo e Müller são unânimes em dizer que apesar dos bons números no início do ano, o setor produtivo da região ainda está em um compasso de esperar para ver o que vai acontecer com as reformas. A aprovação da Previdência está embutida no cenário básico de todos e há grande expectativa quanto à reforma tributária, considerada uma das medidas mais importantes para destravar a produção e o consumo no país. (Valor Econômico)

economia 24 06 2019

 

LEGISLATIVO: Congresso quer protagonismo e promete votar reforma tributária ainda este ano

legislativo 24 06 2019Lideranças da Câmara dos Deputados vão acelerar a tramitação da reforma tributária logo após a votação da reforma da Previdência na Comissão Especial, prevista para ocorrer em até duas semanas. O cronograma que está sendo articulado é aprovar a reformulação do sistema tributário na Câmara e no Senado no fim do segundo semestre, como parte da estratégia do Congresso de assumir o protagonismo na condução da agenda econômica e retomar o crescimento do País.

Contraponto - Apelidada de “agenda boa”, a reforma tributária é o contraponto escolhido pelos parlamentares à reforma previdenciária, a “agenda negativa”, porém, necessária. “Fatores políticos hoje são convergentes e favoráveis para acabar com novela da reforma tributária”, diz o líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, que tem como base o texto preparado pelo economista do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), Bernard Appy.

Apoio - Sem esperar o envio do projeto da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, elaborado pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, a proposta da Câmara teve o apoio da oposição e passou rapidamente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em maio, surpreendendo o setor empresarial e governadores. A agilidade na tramitação contou até mesmo com apoio da oposição – algo que não ocorreu na reforma da Previdência.

Relatoria - A disputa agora é pela relatoria dessa proposta. O líder da maioria na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), é o favorito por enquanto. Ex-ministro do governo de Dilma Rousseff, Aguinaldo está em seu terceiro mandato e é considerado um quadro experiente e com bom trânsito entre os partidos de oposição, além de ser um dos principais líderes do Centrão. A estratégia definida é não modificar muito o projeto que está em tramitação.

Aval - A escolha de Ribeiro tem o aval do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado João Roma (PRB-BA), que presidiu a polêmica comissão da MP 870, da reforma administrativa, também é um dos cotados. Já a presidência da comissão deve ser assumida por Hildo Rocha (MDB-MA). Ele já presidiu a comissão que discutiu a reforma tributária na legislatura passada, que não foi aprovada.

Simplificação - A PEC proposta agora acaba com três tributos federais – IPI, PIS e Cofins. Extingue o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. Ela cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), de competência de municípios, Estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal. O IBS foi formulado no modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em muitos países. O tempo de transição previsto é de dez anos.

Zona Franca de Manaus - Um dos pontos polêmicos é o fim dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. O tema da guerra fiscal reacendeu após o governador de São Paulo, João Doria, conceder incentivos, deixando em alerta os Estados.

Setores beneficiados - Para Emerso Casalli, que assessora o setor de serviços na discussão da proposta, a real discussão da reforma só começou para os setores que serão beneficiados. “No âmbito de quem paga a conta, a reforma não começou”, diz. Segundo ele, a proposta tem o apoio da indústria, mas, no setor de serviços, mais voltado para o consumidor final, a discussão ainda não aconteceu.

Noção - “As pessoas não têm noção que a proposta vai pegar uma mensalidade escolar, hoje com um tributo de 8,65 %, que vai aumentar para 25%. O impacto é gigantesco”, avalia. Segundo ele, uma reforma tributária que não enfrente o problema dos encargos sobre a folha de pagamento será “capenga” e incompleta, pois não vai priorizar o desafio do emprego. A PEC em tramitação não inclui a desoneração. Já a equipe de Guedes defende um imposto sobre a folha de pagamentos nos moldes da extinta CPMF. (O Estado de S.Paulo)

 

SETOR FINANCEIRO: Banco digital acelera expansão e testa fôlego do segmento

setor financeiro 24 06 2019A criação de bancos digitais, movimento que começou há cerca de cinco anos no país, se tornou mais intensa em 2019. Os lançamentos de bancos "sem agência nem fila" não param. Como resultado, mensalmente são abertas entre 500 mil e 1 milhão de contas nessas plataformas, segundo estimativas da consultoria Boston Consulting Group (BCG), com base em dados públicos.

Iniciativa - A iniciativa vem de bancos tradicionais, credenciadoras de cartões, grandes varejistas, "fintechs" e gigantes de tecnologia. E a tendência tem sido tão forte que levanta dúvidas sobre se os bancos digitais são as novas "paleterias" - dizem executivos do setor, em referência à moda de abertura de sorveterias no estilo mexicano há alguns anos, uma bolha que explodiu em pouco tempo.

Contas abertas - "Estimamos 11 milhões de contas abertas no início de 2019 que, hoje, já devem ser 15 milhões, um crescimento impressionante", diz Ricardo Tiezzi, diretor do BCG. No total, a consultoria identificou 56 empresas de serviços financeiros "nativas digitais", entre bancos completos, contas e serviços, investimentos, pagamentos e cartões, além de empresas de crédito.

Diferença - Um estudo do economista Roberto Luís Troster, ex-chefe da equipe econômica da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mostra a diferença do ritmo de negócio dos grandes bancos frente ao restante do mercado - bancos médios, fintechs e digitais - entre 2014 e 2018. Os cinco maiores bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) tinham 72,3% dos clientes, mas passaram a 64,5% no período. Em número de operações, passaram de uma fatia de 77,3% para 69,9%.

Políticas abandonadas - "As duas políticas para aumentar a concentração bancária foram abandonadas: o viés de beneficiar grandes bancos no começo da década passada e o de favorecer os bancos estatais a partir de 2016", diz Troster. "Além disso, com a tecnologia, a questão central passa a ser o modelo de negócio."

Tecnologia - Ancorados na tecnologia avançada e numa estrutura de custos comedida, os bancos digitais conseguem oferecer um modelo de serviços com isenção de tarifas hoje pagas pelos brasileiros nas instituições financeiras tradicionais. No geral, os novatos não cobram pela manutenção da conta, pela anuidade do cartão de crédito ou para fazer transferências.

Esforço - "O esforço para escalar o negócio é menos intensivo em capital porque não preciso abrir agências. Mas temos de crescer com custos baixos, que vão se diluindo à medida que temos mais clientes", diz Ray Chalub, diretor de conta digital e meios de pagamento do Banco Inter, criado em 1994 como financeira da construtora MRV e que, desde 2017, avançou no modelo digital, abrindo cerca de 2,5 milhões de contas.

Vermelho - Com fortes investimentos e isenção de tarifas, a maioria dos bancos digitais ainda opera no vermelho no país, enquanto aqueles que têm resultados apresentam números bem inferiores aos que costumam ser vistos nas instituições tradicionais - o Inter, por exemplo, teve lucro líquido de cerca de R$ 70 milhões no ano passado e o Agibank, de R$ 150 milhões.

Plataforma - "No processo de crescimento, o resultado não vem num primeiro momento. Agora, estamos preocupados em trazer o cliente para a plataforma", diz Jeferson Honorato, diretor do Next, banco digital do Bradesco. Lançado há um ano e meio, o negócio avança rapidamente: a essa altura, o plano de negócios previa 600 mil clientes ativos e inativos - mas já são mais de 1 milhão ativos. Em dezembro, foram realizadas 400 mil operações por dia, que saltaram para 1,3 milhão em junho.

Produtos e serviços - Como a conta em si dificilmente traz retorno aos bancos digitais, eles correm para adicionar produtos e serviços, inclusive não financeiros, para ter rentabilidade. Além disso, estão ampliando a carteira de crédito e de investimentos. O Inter quer lançar no segundo semestre um "superaplicativo", com serviços como transporte, alimentação e turismo. Hoje, 70% da receita do banco vêm do crédito, mas a projeção é chegar a 50% no médio prazo, com o restante vindo de tarifas e serviços.

Parcerias - Já o Next tem 400 parceiros que dão desconto em seu aplicativo ou "cashback" em aplicações, o que pode render até R$ 400 por mês ao cliente.

Regulador - O próprio regulador colaborou para o crescimento dos bancos digitais. O Banco Central criou há cinco anos a figura da conta de pagamento, modelo mais simplificado de conta corrente, que não exige atendimento em agência física, não realiza empréstimos, mas pode oferecer cartões e fazer transferências. Embora os recursos dessa conta não sejam garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), eles ficam depositados no BC ou em títulos do Tesouro.

Nova modalidade - Como essa nova modalidade de conta pode ser oferecida por instituições de pagamento, cooperativas e outras instituições financeiras além dos bancos, ela passou a ser lançada por "fintechs", varejistas e até empresas de tecnologia que, apesar de usarem a expressão "banco digital", não têm a licença de banco. Por isso, elas fazem parcerias com bancos, seguradoras e outras empresas para ampliar a oferta.

Campanha - Na semana passada, o BC iniciou uma campanha nas mídias sociais para esclarecer o que são as contas de pagamento, devido ao "boom" do modelo com os bancos digitais. Questionado pela reportagem, o regulador afirmou que "cada vez mais essas contas ofertam serviços semelhantes ao de uma conta bancária tradicional, assim, cidadãos podem ter dificuldade de diferenciar as duas modalidades".

Exemplo - O Nubank é um exemplo claro desse modelo: apesar de ter banco no nome, é uma instituição de pagamento aliada a uma financeira. Em seu caso, a ideia não tem sido ampliar o leque de produtos, mas consolidar o cartão de crédito. "Nosso foco foi fazer poucos produtos e investir na experiência do cliente", contou Bruno Magrani, diretor de políticas públicas da empresa, em recente evento promovido pela Fundação Getulio Vargas.

Compartilhamento - Segundo Magrani, com o avanço do "open banking", a informação do cliente será compartilhada, permitindo a oferta de produtos e serviços mais padronizados aos brasileiros. Nesse contexto, o Nubank aposta que ganhará a corrida digital a empresa que tiver o melhor atendimento. Em seu caso, já são 9 milhões de clientes, entre cartões e conta de pagamento.

Credenciadoras - Já para as credenciadoras, empresas responsáveis por cadastrar varejistas para que possam usar as "maquininhas" de cartões, um banco digital ajuda a ampliar os produtos e serviços como maneira de fidelização e novas fontes de receita. No geral, elas estão de olho nos 9 milhões de microempreendedores individuais e 11 milhões de pequenas empresas espalhadas pelo país. "A credenciadora quer manter o cliente dentro do seu ecossistema, devido à concorrência no setor, mas o serviço que ainda gera mais valor é o credenciamento em si", diz Fabrício Winter, líder de projetos da consultoria Boanerges & Cia., especialista em pagamentos.

Lógica - A lógica de reter o cliente também é usada pelas gigantes de tecnologia, embora focadas mais em pessoas físicas. Um exemplo recente é o Facebook, que anunciou a criação da carteira digital Calibra. "Nem todo o 'business' desse gigante precisa dar dinheiro. O importante é preservar a relação com o cliente, porque quanto mais ele sabe do cliente, mais pode fazer 'advertising' e ofertas", diz Tiezzi.

Perfil - O perfil do consumidor brasileiro também é um motivo para a ampliação dos bancos digitais. Dados da Deloitte mostram que 53% dos brasileiros se mostram satisfeitos completamente com seus bancos, contra 63% da média mundial. Além disso, 51% dos brasileiros foram identificados como "aventureiros digitais", usuários ávidos de canais digitais, contra a média global de 28%.

Foco - O foco de alguns bancos digitais tem sido as classes mais baixas. É o caso dos ligados a grandes redes varejistas, como o BanQI, criado pela Via Varejo, em parceria com a startup americana Airfox, para atender as classes C, D e E. O potencial desse público também chamou a atenção do Original. Controlado pela holding J&F, da família Batista, ele chegou ao mercado em 2016 com contas digitais para clientes com renda acima de R$ 7 mil, mas eliminou o piso neste ano. Com isso, espera elevar de 40 mil para 100 mil os novos processos de abertura de contas por mês e tirar a plataforma do "vermelho".

Agibank - Outro banco que foca nas classes mais baixas é o gaúcho Agibank que, diferentemente dos demais, tem apoio de 600 agências para atender em cidades com mais de 100 mil habitantes. "Transformamos o número de celular do cliente no número da conta dele", diz Fernando Castro, diretor de marketing e inovação do Agibank. "O banco tem de entender para quem ele faz a diferença e preservar essa característica." (Valor Econômico)

Foto: Pixabay

 setor financeiro tabela 24 06 2019

INTERNACIONAL I: Possibilidade de veto à importação agrícola divide o Mercosul em negociação

internacional I 24 06 2019O Mercosul chegou rachado a Bruxelas sobre uma demanda bastante sensível da União Europeia, para a que pode ser a rodada de barganhas decisivas para concluir o acordo de livre comércio entre os dois blocos. O Valor apurou que Argentina, Paraguai e Uruguai já aceitam a exigência europeia de incluir no acordo o princípio de precaução, para qual Bruxelas teria mais margem para barrar importações agrícolas.

Posição contrária - No entanto, o Brasil mantém sua posição historicamente contrária, por entender que barreiras nesse caso só podem ser adotadas com base em razões científicas evidentes.

Sem base científica - Pelo princípio de precaução, a UE pode bloquear importações sem base científica. Bastaria a suposição quanto a questões envolvendo qualidades ou procedimentos. O ônus da prova passa a ser do país exportador, para comprovar que seus produtos não têm risco.

Situação difícil - Assim, pelo menos no momento, o governo de Jair Bolsonaro encontra-se entre "a cruz e a espada", favorável ao acordo mas mantendo uma posição histórica difícil de ser contornada. A posição brasileira coincide com a dos Estados Unidos, outro grande exportador agrícola, na cena internacional.

Flexibilização - A UE já flexibilizou sua demanda. Agora, em vez de querer aplicar o princípio de salvaguarda em questões sanitárias e fitossanitárias (SPS), isso ocorreria somente em questões de meio ambiente, para prevenir importação agrícola que teria afetado a floresta, por exemplo.

Aplicação - No entanto, como notam certos negociadores, a União Europeia já aplica o princípio de precaução com ou sem acordo, e sem distinguir muito entre questões SPS ou ambientais. Com a questão de sustentabilidade ambiental ainda mais forte na Europa, depois da eleição recente para o Parlamento Europeu, com amplos ganhos do Partido Verde, o princípio de precaução toma mais importância.

Salvaguarda - Tanto a central agrícola Copa-Cogeca como os dirigentes de França, Irlanda, Polônia e Bélgica têm pedido um "mecanismo de salvaguarda" para "mitigar" o impacto da entrada de mais produtos agrícolas do Mercosul.

Insuficiente - A Copa-Cogeca diz claramente que a adoção de cotas tarifárias (volume quantitativo) para entrada de produtos agrícolas do Mercosul não será suficiente para mitigar o impacto comercial em setores como carne bovina, açúcar, etanol, carne de frango, arroz ou suco de laranja. "Limitar o acesso ao mercado é da máxima importância", diz.

Carne bovina - O Mercosul é a origem de 75% da carne bovina importada pela UE. O Brasil exporta sete vezes mais do que os EUA e a Austrália, que estão entre os dois maiores exportadores mundiais de carnes. No ano passado, o Brasil vendeu 136 mil toneladas; os Estados Unidos, 19 mil, e a Austrália, 20 mil toneladas.

Acordo político - O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, tem repetido que uma das questões a serem resolvidas nesta semana é sobre termos de mecanismos de salvaguarda. A ideia entre negociadores do Mercosul é que um eventual acordo político possa estar pronto até sexta-feira (28/06), para anúncio pelos presidentes à margem da cúpula do G-20 em Osaka (Japão). (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL II: Merkel pede à UE oferta 'equilibrada'

internacional II 24-06 2019A chanceler alemã Angela Merkel reagiu ao presidente da França, Emmanuel Macron, e conclamou a Comissão Europeia a apresentar uma oferta "equilibrada e razoável" ao Mercosul, nas negociações visando concluir o acordo de livre comércio proximamente.

Liderança - Merkel exerce sua liderança na Europa e, com os líderes de Espanha, Portugal, Holanda Suécia, República Tcheca e Letônia, conclamou a Comissão Europeia a não dar chance a argumentos "populistas e protecionistas" na política comercial. A Alemanha considera que o momento é decisivo.

Carta - Em carta ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, os líderes favoráveis ao acordo defendem que a União Europeia apresente ao Mercosul uma oferta "equilibrada e razoável" nas barganhas que alguns negociadores acreditam que poderá ser a rodada final, na semana que vem.

Batalha - Está ocorrendo uma "batalha" na União Europeia, diante da possibilidade de conclusão desse que será o maior acordo que os europeus terão fechado - bem mais importante que os acordos assinados com Japão e Canadá.

Carta - Também esta semana, o presidente da França, Emmanuel Macron, junto com os líderes de Irlanda, Polônia e Bélgica, insistiram também em carta a Juncker que nenhum acordo deve ser concluído com cota maior de 99 mil toneladas para a carne bovina do Mercosul.

Ignorados - Em reunião dos países membros, em Bruxelas, os quatro foram ignorados pela maioria dos que defendem o acordo, segundo fontes. (Valor Econômico)

 


Versão para impressão


RODAPE