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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4602 | 21 de Junho de 2019

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Sicoob promove Conferência Internacional de Inovação na sequência do evento da Ocepar

Os participantes do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses estão sendo convidados a participar, nos dias 27 e 28 de junho, da Conferência Internacional de Inovação para o Cooperativismo Financeiro - Cri8, promovida pelo Sicoob Unicoob, em Maringá, Noroeste do Estado. A ideia é discutir como inovar sem perder o DNA cooperativista, entre outros desafios, com a presença de especialistas e dirigentes cooperativistas do Brasil, dos EUA, França, Israel e Alemanha. Mais informações no site: https://cri8.com.br/.

Fórum - O Sistema Ocepar promove o Fórum dos Presidentes na próxima quarta-feira (26/06), na sede do Sicoob Central Unicoob, em Maringá, das 14h às 18h. A abertura será realizada pela diretoria da entidade. Na sequência, o consultor José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, ministra palestra com o tema “Cenário político e econômico do Brasil”. Depois, o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli, apresenta o modelo de atuação da Central no Paraná.

Inscrições - As inscrições devem ser efetivadas com Neuza Oliveira ou Luana da Luz por meio dos telefones (41) 3200 1105 / 3200 1104 ou pelo e-mail secretaria@sistemaocepar.coop.br.

 

forum presidentes folder 21 06 2019

 

 

CAPAL: Unidade em Taquarituba completa 10 anos de incorporação com investimento milionário

 

capal 21 06 2019A Capal divulgou recentemente que o faturamento da cooperativa ultrapassou R$ 1,4 bilhão, o maior da sua história. Mas esse número jamais seria alcançando sem a participação das suas 15 unidades. Uma delas, localizada em Taquarituba (SP), completa dez anos de incorporação pela Capal neste mês de junho. Serão investidos na unidade R$ 25 milhões ainda em 2019.

 

Maior número de cooperados - Taquarituba é a unidade com maior número de cooperados, sendo um total de 530 dos mais de 3 mil que atuam em toda a cooperativa. A gerente da unidade, Joana Rocha Meira Hermenegildo, lembra que antes da incorporação o local (pertencia a outra cooperativa) era apenas uma estrutura antiga e pequena, não atendendo com satisfação os cooperados.

 

Investimentos - Entretanto, logo após adquiri-la, a Capal realizou investimentos, ampliando a área, reforçando o atendimento e melhorando a qualidade dos produtos. Até dezembro de 2019, Taquarituba receberá seu terceiro investimento em uma década, sendo que, neste último, serão revertidos R$ 25 milhões para a construção de cinco silos-pulmão, um armazém graneleiro, um secador, uma balança rodoviária, um sistema de expedição de grãos com balança de fluxo e uma área de apoio para os motoristas.

 

Ambiente promissor - “O cooperativismo tem um ambiente promissor aqui na região e no Estado de São Paulo. Ele vem crescendo muito, mas tem um caminho muito bom ainda a percorrer. Antes, os produtores não acreditavam nela, algumas pessoas diziam que nunca se associariam a uma cooperativa. Porém, os mesmos que diziam isso, agora estão na cooperativa e têm muita confiança”, conta a gerente.

 

Convites - Joana destaca ainda que, frequentemente, é chamada para explicar sobre o cooperativismo até mesmo em municípios distantes de Taquarituba, em face da ótima reputação do sistema e os resultados positivos que chamam a atenção.

 

Transição - O cooperado Valentim Luiz Righeto viu de perto a transição da antiga cooperativa para a Capal. Ele planta 200 hectares de soja e milho, além de produzir 4,5 mil litros de leite por dia com suas 240 vacas da raça holandesa. “A incorporação representou uma grande mudança para a região. Houve um forte investimento inicial, melhorando as condições de atendimento ao cooperado, a aquisição de insumos, a assistência técnica. Todo o atendimento, depois da Capal, aconteceu com base em pesquisa, fundamentado, junto à Fundação ABC”, explica.

 

Ganho regional - A importância da unidade da Capal em Taquarituba envolve tanto os investimentos quanto a profissionalização, tecnologia e melhoria da capacidade técnica dos produtores rurais da região.

 

Maiores - Prefeito do município, José Clovis de Almeida destaca que a unidade da Capal é uma das maiores empresas de Taquarituba e lembra da mudança com a cooperativa assumindo a gestão. “A unidade de Taquarituba mudou da água para o vinho com a incorporação feita pela Capal. Ela trouxe ganhos enormes para a nossa terra. A Capal tem contribuído muito para o agronegócio local, com investimentos, trazendo tecnologia, insumos e assistência técnica para a região”, ressalta o prefeito.

 

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil ha. O volume de leite negociado pela Capal mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros/dia. A média de produção diária por vaca é de 28 litros. (Imprensa Capal)

COPAGRIL: Cooperativa prepara atrativos para Expo Rondon 2019

 

Durante reunião realizada na tarde de quarta-feira (19/06), no Centro Administrativo, lideranças da Copagril trataram sobre os preparativos para os atrativos que serão oferecidos ao público na Expo Rondon 2019, evento comemorativo alusivo ao aniversário de Marechal Cândido Rondon e que irá acontecer de 25 a 28 de julho.

 

Lançamento especial - O coordenador da Copagril para a Expo Rondon, o superintendente agropecuário Enoir José Primon declarou que a cooperativa terá um lançamento especial na festa do município. “Para nós é uma grande satisfação poder realizar mais um lançamento durante a Expo Rondon, pois é uma forma de prestigiarmos tão importante evento, bem como uma maneira de brindarmos o nosso público com novidades”, salientou.

 

Contagem regressiva - De acordo com o encarregado da Assessoria de Marketing, Comunicação e Cooperativismo, Júnior Paulinho Niszczak, em 2019 a Copagril completará 49 anos e dará início a uma contagem regressiva para o seu cinquentenário. “Por esse motivo, a Expo Rondon será um momento oportuno para lançarmos a maior campanha já realizada pela nossa cooperativa”, enfatizou. 

 

Cinco estandes - Em função de ser a maior empresa de Marechal Cândido Rondon, a Copagril é uma das parceiras na realização da festa, bem como participa com cinco estandes distribuídos no Parque de Exposições: na Exposição da Indústria e Comércio; no Salão Agronegócio; na Exposição Agropecuária (ExpoPecuária), na Exposição de Máquinas e Implementos Agrícolas; e ainda no Boi no Rolete.

 

Pontos - Na reunião de quarta-feira foram debatidos diversos pontos como as estruturas e instalações, organização, escala de trabalho, decoração, sorteio de prêmios, bem como produtos e serviços que serão oferecidos durante a festa. (Imprensa Copagril)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Cooperativa de crédito é a preferida dos consumidores de Maringá e Londrina

 

sicredi uniao 21 06 2019A Sicredi União PR/SP foi eleita a cooperativa de crédito mais lembrada e preferida dos consumidores em Maringá e região, de acordo com o Prêmio IMPAR 2019 (Índice das Marcas de Preferência e Afinidade Regional), promovido pelo Grupo RIC, em parceria com o Ibope Inteligência. Também foi a mais lembrada em Londrina e região

 

Marcas referência - Em sua décima edição, o Prêmio certifica as marcas de referência no Paraná em 26 segmentos diferentes. Em Maringá, a solenidade foi realizada na segunda-feira (17) no Moinho Vermelho, e contou com a presença do diretor executivo da Sicredi União PR/SP, Rogério Machado. 

 

Comprometimento - Para Machado, a conquista reforça o comprometimento da Sicredi União PR/SP com o atendimento de excelência junto aos associados e a comunidade. “Trabalhamos para oferecer as melhores soluções financeiras sem perder o nosso foco, que são as pessoas. Com a gestão participativa também seguimos desenvolver programas que promovam o ciclo virtuoso na comunidade onde atuamos. Para nós é uma honra receber esse certificado que demonstra a nossa proximidade com a população de Maringá e região”, destaca. 

 

Londrina - Em Londrina, a solenidade foi realizada na terça-feira (18/06), no Empório Guimarães. Representaram a cooperativa, a gerente Regional de Desenvolvimento, Carla Sonoda; e os gerentes Suelen Souza Lopes, Flávio Masquieto eCarlos Eduardo Prates.

 

Conquista Para a gerente Carla Sonoda, a conquista reforça o comprometimento do Sicredi com o atendimento de excelência junto aos associados e a comunidade. “É uma honra receber esse reconhecimento da população de Londrina e região. Trabalhamos sempre para fortalecer nossos diferencias de excelência no atendimento, transparência e gestão participativa. Além disso, focamos esforços em ações que contribuem para o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, destaca. 

 

Maior rede de atendimento - Com mais de 4 milhões de associados em todo o País, o Sicredi tem a maior rede de atendimento do Paraná, com mais de 400 agências, sendo a única instituição financeira em 60 municípios do estado. Em todo o Brasil, o Sicredi possui mais de 1,7 mil agências e segue expandindo a sua área de atuação com a projeção de abertura de 200 novos pontos de atendimento ao longo deste ano. “Estamos crescendo sem esquecer a importância dos associados que vivem nas pequenas cidades, valorizando o relacionamento e os ideais cooperativistas” finaliza Machado. 

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Líderes concluem Trilha de Inteligência Financeira

 

sicoob tres fronteiras 21 06 2019Ao longo dos últimos quatro meses, um grupo formado por gerentes de agência, gerentes de relacionamento PJ, gestores e supervisores da Unidade Administrativa do Sicoob Três Fronteiras participou da Trilha de Inteligência Financeira, ministrada pelo instrutor Tiago Luz Boeira, especialista em mercado financeiro.

 

Teoria e prática - Equilibrando a teoria com a aplicação prática do conteúdo, os líderes aprofundaram conhecimentos em princípios da economia, negociação e oferta de produtos financeiros e análise de investimentos para o gerenciamento de carteiras de uma forma mais eficaz.

 

Vivência - Uma das participantes do curso, a gerente do ponto de atendimento da cooperativa no Shopping Catuaí Palladium, Simone de Souza, destacou a importância deste treinamento para o dia a dia na agência diante dos cooperados e da equipe. “Essa oportunidade com o Tiago foi de grande valia, pois reflete muito a nossa vivência de todo dia. Ele traz conceitos e práticas com uma linguagem clara, objetiva e atual”, pontuou.

 

Investimento - A cooperativa, que tem sede em Foz do Iguaçu, frequentemente investe em treinamentos e no desenvolvimento das pessoas, pois entende que ter a equipe com uma bagagem extra trazida por um profissional desse nível é um diferencial competitivo no mercado.

 

Alto nível - "Este treinamento é de alto nível para nossos líderes, é uma necessidade, pois o mercado exige isso hoje. Quanto melhor nossos líderes estiverem preparados, certamente isso vai refletir na performance da nossa cooperativa. Estamos em um viés muito grande de crescimento e ter domínio sobre temas como os abordados no treinamento, incluindo investimentos para sermos consultores dos nossos cooperados, está alinhado com nosso trabalho", disse o Diretor Superintendente, Dirceu Luiz Tessaro. (Imprensa Sicoob Unicoob).

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Associadas são premiadas nas campanhas Seguro de Vida e Poupança

A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP realizou recentemente a entrega das premiações para as associadas contempladas pelas campanhas institucionais da cooperativa. As associadas Mariza Lise Tramontini, de Mangueirinha (PR) e Adelia Fatima Pizzi, de Honório Serpa (PR), foram sorteadas na campanha Seguro de Vida mais Premiada.

Ganho - Por meio da campanha, o segurado pode ganhar o equivalente ao seu capital segurado em vida, por meio de quatro sorteios mensais pela Loteria Federal, limitado a R$ 50.000,00*. Os seguros de vida são oferecidos pelo Sicredi em parceria com a Icatu Seguros e já distribuíram entre os associados premiados mais de R$ 33 milhões. Desde o ano 2000, já foram sorteados 23 associados da Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP, totalizando R$ 719.011,60 em prêmios.

Poupança - Já a associada Diva Viganó Galina, da agência Pato Branco Zona Sul (PR), foi sorteada na promoção Vem Poupar e Ganhar.

Quarta edição - Lançada em abril, esta é a quarta edição da campanha cujos sorteios vão distribuir R$ 1,5 milhão aos associados que aplicarem na poupança Sicredi. A cada R$ 100 de incremento líquido na poupança do associado, um número da sorte será distribuído. Se as aplicações forem na modalidade programada (quando há o débito programado mensal para conta poupança do associado), dobra-se a chance de ganhar.

Sorteios - São feitos sorteios semanais de R$ 2 mil, mensais de R$ 50 mil, e o grande prêmio final de R$ 500 mil. Em 2019, a campanha conta com a participação do cantor e ator Evandro Mesquita, com uma adaptação da música “Você Não Soube Me Amar”. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

* O valor sorteado sofrerá dedução de impostos e tributos, conforme legislação vigente na época do sorteio.

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SAFRA 2018/19: Milho impulsiona estimativa de produção de grãos no Paraná

safra 21 06 2019A produção de grãos da safra paranaense 2018/2019 deverá chegar a 37,6 milhões de toneladas, segundo relatório mensal divulgado na terça-feira (18/06) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Esse volume é 6% maior na comparação com a safra 2017/2018 e representa um acréscimo de 467 mil toneladas à estimativa do mês de maio, impulsionado pela produção de milho, que tem apresentado um ciclo satisfatório no Estado. A área plantada deve somar 9,8 milhões de hectares, 1% a mais do que na safra anterior.

Ganho de produtividade - O avanço da colheita, especialmente do milho safrinha, que já ultrapassa 20% da área de 2,24 milhões de hectares, mostra um ganho de produtividade. “A produção de milho de segunda safra pode chegar a 13,5 milhões de toneladas, cerca de 400 mil a mais do previsto na estimativa anterior”, diz o chefe do Deral, Salatiel Turra.

Feijão segunda safra - Outro indicador é a produção do feijão de segunda safra, que deve ser 30% maior do que no ano passado e está com a colheita quase encerrada, em 96%. Assim, os preços voltaram aos padrões normais para o consumidor.

Redução - Na reavaliação das estimativas, com a colheita da soja encerrada, confirmou-se uma redução de 15% na produção em relação ao ano passado, decorrente do clima adverso. O relatório do Deral registra perda de mais de 3,2 milhões de toneladas entre a estimativa inicial e a final.

Trigo - Quanto ao trigo, confirmou-se redução de área de 9%. “De qualquer forma, nossa previsão de safra tende a ser 15% maior do que no ano passado, quando colhemos 2,8 milhões de toneladas. Neste ano, vamos passar pra 3,2 milhões se o clima ajudar e tivermos boas práticas de manejo no campo”, afirma o chefe do Deral.

Safra significativa - Na avaliação do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, apesar de alguns prejuízos, o Estado terá uma safra significativa. “Na estimativa total de produção de grãos, são mais de 2,2 milhões de toneladas na comparação com o ano passado, o que mantém o Paraná como vice-líder na produção nacional”, disse. Segundo ele, esse dado foi reforçado também pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou a estimativa da safra brasileira no dia 11, indicando uma possível segunda safra histórica, com melhor produtividade também em outros estados.

Nacional - No cenário nacional, a estimativa total de produção de feijão é de 3,71 milhões toneladas. Cerca de 23% desse volume corresponde à terceira safra, significativa principalmente nos estados do Mato Grosso e Goiás.

Bahia - A Bahia, que também tem, historicamente, uma terceira safra representativa, neste ano terá problemas com a falta de chuva, que já prejudicou mais de 50% da terceira safra.

Total - Do total da produção nacional, cerca de 62% correspondem ao feijão cores, 21% ao feijão caupi e 17% ao feijão preto. Avalia-se que oferta e consumo estão equilibrados e o Brasil terá abastecimento normal ao longo do ano.

Plantio - O Paraná plantou neste ano 231 mil hectares de feijão, 8% a mais na comparação com o ano passado, quando a área foi de 212,8 mil hectares. Os bons preços registrados no primeiro trimestre de 2019 explicam o aumento, segundo o economista do Deral, Methodio Groxko.

Início da safra - No início da safra, o Deral previa a produção de 442 mil toneladas de feijão. Agora, os ajustes indicam manutenção da área plantada, mas redução na produção. “A safra vinha com bons resultados, mas com as chuvas contínuas nas regiões de Francisco Beltrão e Pato Branco há algumas semanas tivemos perda de 18%, totalizando 80 mil toneladas”, explica Groxko. Agora, a expectativa de produção é de 361,8 mil toneladas. O feijão de segunda safra está 96% colhido e 53% das lavouras estão em boas condições, 32% em condições médias, e 15% ruins.

Preços - Os preços no Paraná ainda estão baixos. Na última semana, o feijão preto foi cotado a aproximadamente R$ 116,00 e o feijão cores a R$ 119,00 a saca de 60 kg. No entanto, os valores indicam uma boa rentabilidade. O feijão cores está com rentabilidade líquida de 53% sobre o custo variável e 6% sobre o custo total. Quanto ao feijão preto, esses índices são de, respectivamente, 74% e 5,4%. A expectativa é que os mpreços se mantenham, com possibilidade de aumento a partir do agosto, com reduções previstas para a terceira safra. Ainda assim, o abastecimento paranaense não deve ser comprometido.

Milho segunda safra - A safra paranaense tem boas expectativas para a produção de milho, principalmente na região Oeste. Na comparação com a estimativa do mês passado, o ganho foi de aproximadamente 400 mil toneladas, somando agora 13,5 milhões de toneladas para esta safra, 47% maior do que na safra 17/18. A primeira e a segunda safra totalizam expectativa de produção de 16,5 milhões de toneladas, aproximando-se do recorde paranaense, que foi de 17 milhões na safra 16/17.

Clima - Com as boas condições do clima, estima-se que ocorra um avanço significativo nos próximos 20 dias. “Não há grandes indicativos de chuva e a umidade está baixa. Provavelmente chegaremos a um terço de colheita até o fim do mês. Geralmente, a colheita atinge cerca de 10% neste mesmo período. Cascavel e Toledo devem avançar de forma mais significativa”, analisa o técnico Edmar Gervásio.

Reação - Os preços do milho reagiram na última semana e chegaram aos valores próximos da safra anterior. Hoje, o preço recebido pelo produtor está próximo de R$ 29,00 a saca de 60 kg. “Isso é reflexo das condições do mercado norte-americano. Lá, o excesso de chuva impediu o plantio de mais de um milhão de hectares”, explica Gervásio. Segundo ele, com o plantio americano, que deve estar mais definido nos próximos 15 dias, a tendência é de estabilização nos preços.

Soja - A produção de soja atingiu 16,2 milhões de toneladas, representando cerca de 17% de quebra, decorrente da seca e clima quente registrados do início da safra. Segundo o Deral, 63% da produção está comercializada, um pouco abaixo da média dos últimos 3 anos, de 66%.

Vendas - No mesmo período do ano passado, a comercialização chegou a 68%. “O produtor está optando por segurar as vendas agora, na expectativa de que os preços aumentem”, diz o economista do Deral, Marcelo Garrido. Fatores como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o atraso no plantio norte-americano e as variações do dólar estão afetando os preços. No mercado interno, a instabilidade da política brasileira reflete diretamente no dólar, um indicador decisivo para a exportação.

Valores - Os preços da soja estão próximos a R$ 70,00 a saca de 60 kg. No ano passado, foi comercializada por R$ 72,00. “O produtor já está olhando para a próxima safra e acompanhando a questão da safra americana”, afirma Garrido. Segundo ele, provavelmente na safra 19/20 o Brasil pode ter produção maior que a dos EUA, pois as chuvas estão dificultando o plantio. A partir de julho, será possível apontar tendências mais concretas sobre os impactos da safra americana na produção brasileira.

Vazio sanitário - No dia 10 de junho, o Paraná iniciou o vazio sanitário da soja, que segue até 10 de setembro.

Estimativa - A estimativa de área do trigo mantém-se em 1 milhão de hectares, mas é 9% menor do que na safra passada. Apesar de o plantio ter sido praticamente paralisado com os dias chuvosos das semanas anteriores, agora avança e atinge 87% da área.

Chuvas - O período seco depois as chuvas intensas no Paraná contribuíram para esse resultado, favorecendo a entrada das máquinas a campo. As condições das lavouras plantadas estão 95% boas e 5% médias. No mesmo período do ano passado, os índices eram de, respectivamente, 79% e 17%. A expectativa de produção é de 3,2 milhões de toneladas, 15% a mais do que na safra anterior.

Destaque negativo - O destaque negativo do atual relatório está nas áreas mais secas do Norte Pioneiro, região que tradicionalmente tem problemas com a falta de umidade. “Estamos com 3% da área em floração e, com isso, mais suscetíveis a geadas”, afirma o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho. “A partir de agora, começa um período mais crítico para o trigo, quando necessita de um pouco mais de água e não sofrer com geadas fortes nas regiões que estão entrando em florescimento”, acrescenta.

Estabilidade - Apesar de começar a safra com valores melhores do que em 2018, agora o preço do trigo no Paraná estabilizou na comparação com o ano passado, e a saca de 60 kg é comercializada por R$ 46,00.

Cevada - A cevada tem 34% da área plantada, o dobro na comparação com o mesmo período do ano passado. Do total de 58 mil hectares, 20 mil estão colhidos. A área é 4% maior do que no ano passado, quando foi de 55,6 mil hectares.

Regiões - A região de Ponta Grossa, segunda maior produtora, já plantou 70% da área. Guarapuava, que lidera a produção no Paraná, está com 20% da área plantada e tem 50% da produção comercializada, de acordo com engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira. A estimativa cresceu 20% em relação à safra passada, atingindo 264 mil toneladas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MAPA: Publicada portaria que institui o Programa Bioeconomia Brasil

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) instituiu o Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, por meio da Portaria nº 121, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (19/06). O programa tem o objetivo de promover a articulação de parcerias entre o poder público, os pequenos agricultores, os agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e seus empreendimentos e o setor empresarial, visando a promoção e estruturação de sistemas produtivos baseados no uso sustentável dos recursos da sociobiodiversidade e do extrativismo.

Energia - A proposta inclui ainda a produção e utilização de energia a partir de fontes renováveis que permitam ampliar a participação em arranjos produtivos e econômicos que envolvam o conceito da bioeconomia. A estrutura do programa é dividida em cinco eixos temáticos, Estruturação Produtiva das Cadeias do Extrativismo (Pró-Extrativismo), Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil, Roteiros da Sociobiodiversidade Potencialidades da Agrobiodiversidade Brasileira e Energias Renováveis para a Agricultura Familiar.

Coordenação - O Programa Bioeconomia Brasil será coordenado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF/Mapa) que adotará, em conjunto com os parceiros, as medidas e ações necessárias para a gestão, implementação e monitoramento. Deverá ser buscado apoio técnico e financeiro de organismos internacionais, fundos e bancos de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil, outros ministérios, entes federativos e setor empresarial.

Execução - As ações serão executadas por meio de chamadas públicas específicas e outros instrumentos jurídicos de contratação necessários para viabilizar o financiamento de projetos e a execução do programa, além da integração de políticas públicas já existentes que têm interface com a bioeconomia. O acompanhamento e monitoramento será realizado pelos parceiros nos municípios, governos de estado e federal.

Potencial - O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, destacou que o Brasil tem um potencial imensurável. "Nenhum de nós, acredito, poderia atrever-se a mensurar o potencial da bioeconomia brasileira, porque muito do que existe, nós não conhecemos ainda. Mas, algumas cadeias produtivas já estão atuando e oferecendo produtos, ao Brasil e ao mundo, de extrema relevância, nas áreas de medicamentos, fármacos, cosméticos e em outros setores nos quais a ciência e a tecnologia caminham juntas”, declarou.

Otimismo - O secretário demonstrou otimismo ao falar sobre o novo programa do governo federal, cuja meta é fortalecer as cadeias produtivas que usam os recursos naturais de forma sustentável, gerando renda para pequenos e médios agricultores e para comunidades tradicionais. “Acreditamos que a economia verde poderá ser do tamanho ou maior, quem sabe, do que a agropecuária brasileira, que nos transformou em um dos três maiores países na produção de alimentos no mundo. ”

Produção extrativista - A produção extrativista tem importância significativa no Brasil. No ano de 2017, apenas na extração vegetal, que não inclui a produção madeireira, foi contabilizado pelo IBGE o valor de R$ 1,5 bilhões. A região Norte responde por quase metade dessa produção.

Indústria - Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), em 2013 o Brasil foi responsável por 9,5% do consumo mundial (US$ 289 bilhões) de produtos de higiene, beleza e cosméticos, e 54,5% do mercado da América Latina. O uso industrial de matéria-prima da Amazônia para estes segmentos está concentrado em apenas 20 espécies vegetais (FUCAPI/AM).

Abrangência nacional - Vale ressaltar que o programa terá abrangência nacional, alcançando todos os biomas brasileiros o que contribui positivamente para o pís, pois o Brasil abriga cerca de 20% de toda a biodiversidade do planeta. (Mapa)

ECONOMIA: BC mantém taxa de juros em 6,50% ao ano

 

economia 21 06 2019O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a Selic, taxa básica de juros, em 6,50% ao ano na reunião encerrada nesta quarta-feira, 19. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a décima manutenção consecutiva da taxa nesse patamar. 

 

Decisão esperada - Apesar dos dados fracos de atividade divulgados recentemente, a decisão de era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 56 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam pela manutenção da Selic no nível atual. 

 

Justificativa - Ao justificar a decisão, o BC avaliou que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. “O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, principalmente, de 2020”, completou o documento. 

 

Próximos passos - O BC evitou dar sinalizações claras sobre as próximas decisões do colegiado. O comunicado apenas repetiu que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. 

 

Projeção para a inflação - No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2019 de 4,1% para 3,6%. No caso de 2020, a expectativa passou de 3,8% para 3,9%. 

 

Referência - No cenário de referência, em que o BC utilizou nos cálculos uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,85, a projeção para o IPCA em 2019 passou de 4,3% para 3,6%. No caso de 2020, o índice projetado foi de 4,0% para 3,7%. As projeções anteriores constaram na ata do encontro de maio do Copom. 

 

Centro - O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%). 

 

Mercado já espera novo ciclo de cortes - O último relatório Focus, que reúne estimativas de analistas do mercado financeiros, divulgado na última segunda-feira, 17, já trazia uma revisão para baixo nas projeções para a Selic no fim deste ano: a mediana das previsões para passou de 6,50% para 5,75% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 7,00% para 6,50% ao ano, ante 7,25% de quatro semanas atrás. 

 

Três cortes - Os analistas acreditam que o Copom fará três cortes consecutivos da Selic em 2019, a partir de setembro 

 

Indicativo - No dia 8 de maio, o Copom indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico havia se elevado desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manteria "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis". (O Estado de S.Paulo)

EXECUTIVO FEDERAL: Com vetos, Bolsonaro sanciona lei que reorganiza ministérios

 

executivo federal 21 06 2019O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou na terça-feira (18/06) a Lei 13.844, que tem como origem a Medida Provisória (MP) 870/2019, aprovada pelo Senado no fim do mês passado. A MP, conhecida como MP da reforma administrativa, foi a primeira editada pelo governo Bolsonaro e trata da extinção e da fusão de órgãos e ministérios.

 

Atribuições e pastas - A medida redistribuiu atribuições e reduziu de 29 para 22 o número de pastas. O Ministério da Economia substituiu o da Fazenda, enquanto as pastas da Cultura e do Trabalho foram extintas e suas atribuições, assumidas por outros ministérios. Pelo texto da MP, alguns cargos em comissão e funções de confiança do Ministério das Relações Exteriores foram transferidos para o Ministério da Economia.

 

Conselho - Durante a tramitação da MP no Congresso, o Conselho Nacional de Política Indigenista foi devolvido ao Ministério da Justiça. Antes havia sido colocado no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O Congresso também transferiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a pasta da Economia.

 

Vetos - Bolsonaro vetou a criação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O conselho foi inserido na estrutura do Ministério da Cidadania durante a tramitação da MP no Congresso. O governo alegou que é de competência privativa do chefe do Executivo a iniciativa das leis que tratem de organização administrativa.

 

Competências - Também foram vetados alguns itens relacionados às competências da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O governo alega que os dispositivos contrariam o interesse público, guardando contradição com alterações mais abrangentes promovidas pela MP 882/2019, que trata da infraestrutura de transportes. Outros itens que tratavam de cargos e funções foram vetados — segundo o governo, “por inconsistência técnica”.

 

Apoio - O presidente também vetou o item que previa o apoio à manutenção da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal entre as competências do Ministério da Justiça. O Executivo alegou que o texto poderia dar margem à interpretação de cunho financeiro, o que contraria preceitos constitucionais.

 

Nova MP - Alguns itens como o Coaf no Ministério da Economia e a demarcação de terras indígenas a cargo do Ministério da Justiça foram vetados pelo presidente, que editou uma nova medida provisória (MP 886/2019) para tratar desses órgãos. Pela nova MP, o Coaf permanece na Economia, como definido pelo Congresso na MP 870.

 

Ministério da Agricultura - A nova MP, porém, devolve a demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura, revertendo a decisão do Congresso de colocar a questão indígena a cargo do Ministério da Justiça. Já a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) saiu da Secretaria de Governo para a Casa Civil e agora se chama Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República. (Agência Senado)

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Proposta que simplifica licenciamento ambiental divide debatedores

 

camara 21 06 2019Ambientalistas e industriais divergem sobre a vinculação ou não do licenciamento ambiental a certidão de uso e ocupação do solo, outorga para o uso de água e autorização para supressão de vegetação. Uma proposta em análise pelo grupo de trabalho da Câmara sobre o tema permite os procedimentos para o licenciamento ambiental mesmo sem esses atos administrativos, que são atualmente exigidos em uma resolução (237/97) do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

 

Competências - Os documentos de uso do solo são municipais, enquanto a outorga da água pode envolver órgãos estaduais e federais. Favorável à simplificação dos procedimentos, o consultor do setor de construção civil na Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Marcos Saes, defendeu a proposta como meio de reduzir o volume de processos judiciais sobre a competência de União, estados e municípios no licenciamento ambiental.

 

Pior lugar - “Talvez o pior lugar para se discutir licenciamento ambiental seja o Judiciário. Quando se tem 60 técnicos que fizeram o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) dizendo 'a', 20 técnicos do órgão ambiental dizendo 'b' e 10 técnicos do grupo de assessoramento técnico do MP (Ministério Público) dizendo 'c' e esses técnicos não se entendem, colocam a questão para um juiz formado em Direito decidir. Chega a ser uma sacanagem com o Judiciário”, disse.

 

Gestão integrada - Já a coordenadora do programa Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, teme que a proposta coloque em risco o princípio constitucional da gestão integrada do meio ambiente. Malu sugeriu uma espécie de "poupa tempo" na análise integrada e permanente sobre o uso do solo e da água por parte dos empreendimentos.

 

Balcão único - “A nossa sugestão é de um balcão único que possa fazer com que esses instrumentos tramitem simultaneamente. Aqueles de caráter meramente de certidão têm uma característica. Mas os outros que são reguladores e devem persistir durante toda a operação do empreendimento - principalmente no acompanhamento das medidas compensatórias, de reparação e, às vezes, de revisão - precisam ocorrer durante o tempo todo”, observou.

 

Papel das prefeituras - O presidente da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Rogério Menezes, também se disse contra qualquer hipótese de fragilização do papel das prefeituras no licenciamento ambiental. Diante da reclamação do setor produtivo quanto à demora nos procedimentos, Menezes lembrou que muitos projetos são deficientes e sugeriu que os órgãos municipais percam o “medo” de dizer “não” logo no início da análise.

 

Estudos - “Hoje, o empreendedor contrata estudos com um monte de recorte e cola. E fica o órgão ambiental consertando a porcaria. Em Campinas, a gente faz assim: se está feito tudo errado, a gente indefere e manda para o diário oficial. 'Não' também é resposta e ninguém vai poder reclamar da celeridade da análise. Está analisado: é um lixo”, observou.

 

Consórcios municipais- O coordenador do grupo de trabalho, deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), disse que o modelo de consórcios municipais pode ser útil para fins de licenciamento ambiental. A sugestão partiu do deputado Zé Neto (PT-BA). “Há municípios tão pequenos que não conseguem abrir uma coordenação local de meio ambiente. Mas também há municípios muito pequenos em que existem grandes empreendimentos querendo ir para lá. Os consórcios municipais são uma figura importantíssima nesse contexto e aí tem-se como chegar principalmente nesses (municípios) mais fragilizados”, disse Zé Neto.

 

Prazos- Especializado em direito ambiental, o advogado Édis Milaré sugeriu que a futura lei geral do licenciamento ambiental estabeleça prazos para a autoridade pública quanto à emissão de certidões e outorgas. A demora, segundo o advogado, poderia ser enquadrada como improbidade administrativa e levar o agente público a sanções. (Agência Câmara)

PREVIDÊNCIA: Votação da reforma pode começar no mesmo dia do encerramento da discussão

previdencia 21 06 2019Mais 20 deputados debateram na quarta-feira (19/06) o parecer à reforma da Previdência (PEC 6/19), aumentando para 71 os que já falaram nesta semana, totalizando 17 horas de discussão. Alguns deputados que se inscreveram desistiram de falar, mas a lista ainda tem 78 deputados inscritos.

Nova reunião - O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), chamou nova reunião para a próxima terça (25/06), às 9 horas, e informou que será mais rigoroso com os deputados que não estiverem no momento em que forem chamados. Ele disse ainda que nada impede que a votação comece no mesmo dia em que for encerrada a discussão.

Reivindicações - No segundo dia de debates, os deputados se concentraram em fazer reivindicações ao relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que já anunciou que apresentará voto complementar na semana que vem. Segundo ele, serão feitas correções de redação e alterações.

Professores - O deputado Professor Israel Batista (PV-DF) defendeu a manutenção da regra atual para os professores. Segundo ele, os professores brasileiros trabalham 4 horas a mais que a média mundial.

Idade - A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), por sua vez, acredita que não é necessária a diferença de idade entre homens e mulheres. "Em 189 países, o Brasil é um dos poucos que ainda não igualou as idades".

Tempo de contribuição- O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) avalia que os trabalhadores terão dificuldade para cumprir o novo tempo de contribuição de 20 anos. Só as trabalhadoras rurais permaneceram com 15. "É preciso saber que 42% dos trabalhadores no Brasil conseguem comprovar em média somente 4,9 meses de contribuição por ano. Ao aumentar 5 anos, ele terá que trabalhar em média mais 12 anos", ressaltou.

Pedágios - O deputado Fábio Henrique (PDT-SE) sugeriu mudanças nos pedágios, que são o tempo extra que o trabalhador precisa cumprir além daquele que faltaria pelas regras atuais. A regra proposta pelo relator prevê que trabalhadores do regime geral e do regime próprio cumpram um pedágio de 100%, ou seja, o dobro do tempo que falta para se aposentar.

Proposta - "Nosso partido propõe que ele seja de 50% para os servidores públicos – visto que o servidor, pela regra da estabilidade, tem a possibilidade de pelo menos saber que vai ter como cumprir os 50%. E de 20% para os trabalhadores do regime geral, porque esses não têm como garantir que vão continuar no emprego", ponderou.

Capitalização - O sistema de capitalização, retirado da reforma pelo relator, foi defendido pelo deputado Pedro Paulo (DEM-RJ). "Eu salientei que o erro principal da capitalização foi ter vindo de maneira genérica e não ter sido acompanhada de um encaminhamento de um projeto de lei complementar”, argumentou. Ele também considera que o projeto de lei que prevê regras diferenciadas para aposentadoria dos militares também atrapalhou o debate da capitalização.

Fortunas - O deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) sugeriu a taxação de grandes fortunas e a volta da tributação sobre lucros e dividendos. "Nós temos um número muito pequeno de pessoas, 0,07% do total dos contribuintes, que têm o potencial de gerar uma arrecadação anual de R$ 72 bilhões", alertou.

Economia - Já a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, ressaltou a necessidade de não alterar a reforma para destravar a economia. "A gente tem que botar um freio nisso. Destravar a economia, gerar emprego, gerar renda para o Brasil que quer trabalhar, que quer estudar, que quer produzir, que quer de fato melhorar de vida".

Críticas - O relator, deputado Samuel Moreira, recebeu várias críticas por reduzir os repasses de recursos do PIS/PASEP para o BNDES. Mas ele explicou que muitas vezes o Tesouro Nacional tem que garantir dinheiro para pagar outras despesas custeadas pelo imposto, como o seguro-desemprego. E isso ocorre a um custo maior que o obtido pelo BNDES em seus empréstimos. (Agência Câmara)

 

ACORDO COMERCIAL: Brasil estima ganhos de R$ 500 bi em 15 anos no livre comércio com UE

 

acordo comercial 21 06 2019O Brasil terá um ganho acumulado, em termos de Produto Interno Bruto (PIB), da ordem de R$ 500 bilhões ao longo de 15 anos de redução progressiva das tarifas com o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), disse ao Valor o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

 

Metade do ganho - A soma representa metade do ganho esperado da reforma da Previdência e estimula a dinâmica das barganhas finais, em Bruxelas. Há um otimismo moderado dos dois lados. "O acordo traz ganhos efetivos, mas há questões pendentes a serem resolvidas", ressalvou o secretário, que estará a partir de hoje em Bruxelas em negociações técnicas. 

 

Aumento - Pelas projeções de Lucas Ferraz, o Brasil poderá ter um aumento de 5% na corrente de comércio (exportações e importações) com o resto do mundo e de até 30% no fluxo com a União Europeia 15 anos após a entrada em vigor do acordo, quando as alíquotas estarão eliminadas.

 

Economia - Os exportadores do Mercosul terão uma economia de R$ 2 bilhões também quando houver o livre-comércio após 15 anos de desgravação. Os exportadores europeus vão ganhar bem mais nesse caso, porque as alíquotas hoje são muito mais altas no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

Setor agrícola - O setor agrícola brasileiro é o que mais ganhará com o acordo, mas os benefícios serão importantes também para os segmentos de serviço e industrial, pelas projeções. Para o secretário de Comércio Exterior, os ganhos intangíveis igualmente serão significativos. "O acordo mudará a imagem do Brasil, tornará o Mercosul mais atrativo e facilitará a conclusão de novos acordos", avalia. "Estamos negociando um acordo moderno, de última geração, que coloca o Mercosul próximo das melhores práticas e terá impacto positivo também no processo de adesão do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico)."

 

Indústria - Na Europa, a indústria comemora ganhos no Mercosul, enquanto o setor agrícola reclama que sofrerá perdas de 7 bilhões de euros (R$ 30,4 bilhões). Esta semana os líderes da França, Irlanda, Polônia e Bélgica juntaram forças para insistir que nenhum acordo deve ser concluído com cota maior de 99 mil toneladas para a carne bovina do Mercosul. Em reunião dos países membros, em Bruxelas, os quatro foram ignorados pela maioria dos que defendem o acordo, segundo fontes.

 

Carta - Já a BusinessEurope, que representa o setor industrial europeu, enviou carta ao presidente da Comissão Europeia nesta quinta-feira (20/06), insistindo que a UE não deve perder a oportunidade de ser o primeiro a ganhar vantagem num "mercado bastante fechado de mais de 260 milhões de consumidores".

 

Dimensão estratégica - Para BusinessEurope, o acordo União Europeia-Mercosul "tem dimensão estratégica extremamente importante num momento em que o comércio internacional sofre com volatilidade e é afetado negativamente por protecionismo e medidas unilaterais". Ao mesmo tempo, coloca as condições para o que chama de acordo equilibrado. Pede compromissos ambiciosos do Mercosul em serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, corte das tarifas industriais, além de concessões em regras de origem, indicações geográficas, medidas sanitárias e fitossanitárias.

 

Movimentações - Quanto às movimentações de organizações não governamentais (ONGs) contra o acordo, alegando ameaça do governo Bolsonaro ao meio ambiente, entre outras questões, o secretário de Comércio Exterior retrucou que o Brasil é signatário do Acordo de Paris de combate a mudanças climáticas. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: Guerra comercial acelera freada global

 

internacional 21 06 2019A guerra comercial iniciada pelo presidente Donald Trump vem assustando o investimento em empresas, a confiança e os fluxos comerciais em todo o mundo, uma situação que líderes e executivos empresariais estrangeiros dizem que está agravando a desaceleração econômica global que já vinha sendo sentida. Uma recente atenuação da atividade na Europa, na Austrália e em outras regiões coincidiu com a intensificação da disputa comercial de Trump com a China e outros parceiros. Os economistas alertam que uma nova escalada dessa guerra comercial, com a imposição de novas tarifas sobre produtos chineses ou taxas cobradas sobras autos estrangeiros, pode levar o crescimento a uma quase paralisação.

 

Encruzilhada - “Com estas tensões comerciais, a economia global está perto de uma encruzilhada”, disse Ayhan Kose, diretor do Prospectus Group do Banco Mundial. O enfraquecimento da economia na China, motivado em parte pelas consequências da guerra comercial, se propagou para a Alemanha, Austrália e outros países, elevando os custos da cadeia de produção, arrefecendo as exportações e preocupando líderes econômicos e políticos.

 

BCE - Na terça-feira (18/06), Mario Draghi, presidente do BCE – Banco Central Europeu, afirmou que a instituição está pronta para injetar um novo estímulo na economia da zona do euro para combater o desaquecimento econômico. 

 

Alemanha - A guerra comercial de Trump atingiu mais duramente a Alemanha, a maior economia da Europa, que aguarda uma decisão dos Estados Unidos quanto a uma imposição de tarifas sobre as importações de automóveis. O nervosismo levou a um declínio nos gastos e no humor das empresas. No geral a produção industrial alemã contraiu fortemente em abril, registrando uma queda de 1,9% no mês contrariamente ao 0,5% que os analistas esperavam.

 

Riscos - “Os riscos considerados importantes durante todo o ano passado, em particular os fatores geopolíticos, a ameaça crescente do protecionismo e as vulnerabilidades dos mercados emergentes, não dissiparam”, afirmou Draghi em um discurso na terça-feira. “E como esses riscos vêm se prolongando eles pesam nas exportações e em particular no setor de manufatura”.

 

Críticas - No Twitter, Trump criticou duramente o presidente do BCE, acusando-o de tentar desvalorizar a moeda europeia para dar impulso ao comércio global tornando os produtos europeus mais baratos para compra no exterior. “Mario Draghi anunciou que mais estímulos serão aplicados, e isto imediatamente fez cair o euro face ao dólar, o que torna muito mais fácil para eles competirem desonestamente com os Estados Unidos. Eles vêm adotando essa tática há anos, junto com a China e outros”.

 

Abordagem - A abordagem agressiva do presidente com relação aos parceiros comerciais é adotada quando nações desenvolvidas e em desenvolvimento começam a recuar da rápida globalização que dominou duas décadas de política econômica. Os fluxos globais de investimento estrangeiro direto caíram 13% no ano passado, chegando ao seu mais baixo patamar desde a crise financeira, segundo estudo divulgado na semana passada pela Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas. Foi o terceiro declínio anual consecutivo e as autoridades culpam as multinacionais que retornaram seu dinheiro para os Estados Unidos após a reforma tributária de Trump em 2017. Segundo elas, as tensões comerciais colocam em risco uma recuperação do crescimento dos investimentos este ano.

 

Punição - Trump tem feito uso constante das tarifas de produtos para punir parceiros comerciais como a China, Europa, Canadá e México que, segundo ele, destruíram os empregos americanos ao inundarem os Estados Unidos de produtos baratos e erigirem barreiras econômicas injustas.

 

Prova de Trump - O secretário do Tesouro Steven Mnuchin, em entrevista no início deste mês, afirmou que “de nenhum modo a desaceleração que se está vendo em partes do mundo são resultado das tensões comerciais no momento”. E observou que o crescimento na Ásia e na Europa já vinha diminuindo antes de as conversações comerciais entre Estados Unidos e China entrarem em colapso no início de maio.

 

Desaquecimento - Trump tem citado repetidamente o desaquecimento observado na China como prova de que sua guerra comercial está dando certo, e disse a jornalistas na semana passada que os Estados Unidos “aumentaram em US$ 14 trilhões seu valor líquido”. “E a China perdeu provavelmente US$ 20 trilhões. É uma tremenda diferença”, disse ele.

 

Outras economias - Mas uma desaceleração da segunda maior economia do mundo, profundamente envolvida nas redes comerciais globais, afeta outras economias. “A China é a maior nação comercial do mundo”, disse Jacob Funk Kirkegaard, membro do Peterson Institute em Washington. “A ideia de que é possível desacelerar o motor de crescimento global sem afetar outros países não é verossímil”. As multinacionais já estão mudando as cadeias de produção e retardando as despesas de capital em resposta às tarifas de Trump sobre produtos chineses e metais estrangeiros.

 

Perda de negócios - Tom Linebarger, chairman e diretor executivo da fabricante de motores diesel Cummins, disse na semana passada que sua empresa perdeu negócios na China por causa da guerra comercial. 

 

Mudança de práticas - A companhia com sede em Indiana está mudando suas práticas de terceirização para minimizar a exposição à China e Linegarger afirmou que os custos resultantes das tarifas agora já superaram os benefícios dos cortes de impostos para as empresas aprovados por Trump em 2017.

 

Manufatura - Uma pesquisa do Federal Reserve de Nova York indica que o setor de manufatura registrou sua pior queda já vista, o que, para os economistas, foi por culpa das ameaças do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, no início do mês, de estabelecer tarifas sobre as importações mexicanas para punir o país por não conter a imigração ilegal. Embora tais tarifas tenham sido evitadas, as chances de o presidente adotar medida similar contra qualquer outro parceiro comercial, chamam a atenção de empresas globais e líderes estrangeiros.

 

Impacto mais forte - A guerra comercial já tem tido um impacto mais forte nas contratações e investimentos nos Estados Unidos do que muitos analistas pensam, escreveu o Deutsche Bank numa nota na segunda-feira (17/06). Várias medidas de incerteza política, compiladas pelos economistas Scott R. Baker, da Northwestern University, Nicholas Bloom da Stanford University e Steven J. Davis da Universidade de Chicago, dispararam com a intensificação das tensões.

 

Conversa - Na terça-feira (18/06) Trump afirmou no Twitter ter conversado por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, e que ambos terão uma reunião “estendida” na próxima semana durante a reunião do G-20 no Japão. Esses comentários devem acalmar os temores, que aumentaram depois de os Estados Unidos acusarem a China de romper um acordo comercial no mês passado e Trump elevar as tarifas para US$ 200 bilhões de produtos chineses como punição.

 

Valor adicional - Mas nenhum acordo está assegurado e Trump ameaçou novas tarifas, desta vez sobre produtos chineses num valor adicional de US$ 300 bilhões, no caso de Xi não concordar com o acordo original.

 

Imposição - O presidente norte-americano já impôs taxas sobre produtos chineses num total de US$ 250 bilhões e atingiu parceiros comerciais com tarifas sobre aço e alumínio, ameaçando também taxar automóveis estrangeiros vindos da Europa e do Japão.

 

Desaceleração - O setor de manufatura, que é especialmente vulnerável ao comércio, vem desacelerando nas economias avançadas mesmo com os setores de serviços resistindo. As estimativas das fábricas caíram em toda a Europa e estão oscilando no Japão. Nos Estados Unidos, em maio o índice do Institute for Supply Management caiu para seu nível mais baixo durante a presidência de Trump.

 

Queda estrutural - As políticas comerciais não são as únicas responsáveis pela queda da produção. Uma queda estrutural, em curso, do crescimento chinês e as tensões decorrentes da saída da Grã-Bretanha da União Europeia, também são fatores contribuindo para a queda. Se as próximas negociações não terminarem com uma solução, os Estados Unidos e suas companhias também pagarão o preço, foi o alerta dado por líderes do grupo de lobby Business Roundtable, com sede em Washington, na semana passada.

 

Maior risco - “O maior risco para o crescimento atualmente será o comércio desabar”, disse Jamie Dimon, diretor executivo do JPMorgan Chase. (The New York Times / O Estado de S.Paulo)

EDUCAÇÃO: Brasil tem 1,15 milhão de alunos até 14 anos que não sabem ler e escrever

 

educacao destaque 21 06 2019O Brasil tem 1,22 milhão de jovens de 7 a 14 anos de idade que não sabem ler ou escrever, dos quais 1,15 milhão (93,8%) está matriculado em escolas pelo país. O contingente total representava 5,1% das pessoas dessa faixa etária em 2018, a chamada taxa de analfabetismo, percentual semelhante ao registrado no ano anterior (4,9%).

 

Cálculo - O cálculo é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), a pedido do Valor, com base em microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra ainda que a taxa de analfabetismo na faixa de 8 a 14 anos, considerada mais grave, estava em 3% em 2018, o equivalente a 635,4 mil crianças e adolescentes.

 

Qualidade - Para especialistas, os números sugerem que o país ainda precisa melhorar a qualidade do ensino, após ter praticamente universalizado o seu acesso nas últimas décadas. Dados divulgados pelo IBGE na quarta-feira (19/06) mostraram que a taxa de escolarização das crianças de seis a 14 anos - o correspondente do 1º ao 9º ano do ensino fundamental - era de 99,3% no ano passado.

 

Avanço - É claro que o Brasil também avançou nos indicadores de alfabetização de suas crianças. Em 2007, a taxa de analfabetismo dos jovens de 8 a 14 anos era ainda maior que a atual, de 5,4%. Este dado é de uma pesquisa do IBGE com algumas diferenças metodológicas da atual fonte de dados do instituto, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua.

 

Políticas - Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em abril, a nova Política Nacional de Alfabetização (PNA) prevê priorização da alfabetização no 1º ano do ensino fundamental, quando as crianças têm seis anos. O Plano Nacional de Educação (PNE), com vigência até 2024, diz que toda criança deve ser alfabetizada até no máximo o 3º ano do fundamental, ou seja, aos oito anos.

 

Diferenças regionais - Assim como outros indicadores sociais, o analfabetismo entre jovens também guarda grandes diferenças regionais. O levantamento mostra que, na faixa de 7 a 14 anos, a taxa de analfabetismo era mais grave no Norte e Nordeste (8,6% e 8,5%, respectivamente). E bastante menor, embora não erradicada, no Sudeste (2,6%) e Sul (3,1%).

 

Piores - Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV e autor do levantamento, diz que os indicadores educacionais são, em geral, piores no Norte e Nordeste por uma série de fatores, desde a maior taxa de pobreza das regiões até o menor volume de recursos públicos. Ele lembra que escolas tendem a ser mais distantes em áreas rurais, o que dificulta o acesso de jovens a um ensino adequado.

 

Razões - "Eles acabam faltando, chegando atrasados. São razões econômicas, sociais e institucionais que fazem com que essas duas regiões tenham uma taxa de analfabetismo maior entre jovens", diz Duque, destacando, contudo, que a região Norte demonstrou uma evolução favorável do indicador, que passou de 9,5% em 2016 para 8,5% em 2018.

 

Públicas e privadas - Essas diferenças sociais e institucionais ficam ainda mais claras quando os alunos são separados por escolas públicas e privadas. Apenas 1,6% dos estudantes da rede privada eram analfabetos nessa faixa etária de 7 a 14 anos de idade. Na rede pública, esse percentual subia para 5,6%, conforme o levantamento.

 

Explicação - "Há questões de 'profecia autorrealizável' para explicar indicadores piores das escolas públicas, como o ambiente social adverso, que acaba reproduzindo a desigualdade social. Mas também há infraestrutura deficiente, professores menos motivados, greves, áreas próximas de episódios de violência, tudo isso ajuda a explicar", afirma Duque.

 

Outros desafios - A pesquisa do IBGE mostrou outros desafios. O Brasil segue a passos lentos na redução do analfabetismo. O país tinha 11,3 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade que não sabiam ler ou escrever no ano passado, apenas 121 mil pessoas a menos na comparação com o ano anterior. Desta forma, a taxa de analfabetismo desse grupo era de 6,8% no ano passado.

 

População idosa - O grande desafio do analfabetismo segue, contudo, concentrado na população idosa. Dos 11,2 milhões de analfabetos, mais da metade (6 milhões) tem 60 anos ou mais de idade. Nessa faixa etária, a taxa de analfabetismo foi de 18,6% em 2018, em queda na comparação ao ano anterior. É a geração de um Brasil menos escolarizado, que viveu a infância antes dos anos 70.

 

Fator demográfico - Marina Aguas, analista da pesquisa do IBGE, diz que a redução da taxa de analfabetismo entre idosos tem um fator demográfico, já que pessoas de uma geração mais escolarizada completam 60 anos e ingressam nesse grupo, além da morte de pessoas mais velhas. "O número de idosos cresce mais rapidamente do que o de analfabetos, então a taxa cai", diz a pesquisadora.

 

Endereço certo - O analfabetismo também tem endereço certo: o Nordeste. A região concentra 6,1 milhões dos 11,2 milhões de analfabetos de 15 anos ou mais, o que representa 13,9% da população dessa faixa etária da região. (Valor Econômico)

 

Foto: Pixabay

 

educacao quadro 21 06 2019

 

 

METEOROLOGIA: Inverno será ameno e um pouco mais chuvoso, prevê Simepar

 

meteorologia 21 06 2019O inverno começa às 12h54 desta sexta-feira (21/06), e termina às 04h50 de 23 de setembro. No primeiro dia o tempo fica estável no Paraná, com temperaturas variando entre 8 e 26 graus. As menores temperaturas ocorrem em Rio Negro, Pato Branco e União da Vitória. Já as maiores estão previstas para Guaíra, Umuarama, Paranavaí e Foz do Iguaçu.

 

Sem chuvas - Segundo a previsão do Simepar, a estação entra sem chuvas e ensolarada na maioria das regiões. Há condições para formação de nevoeiros ao amanhecer nas regiões Centro-Sul, Metropolitana de Curitiba e Campos Gerais. O tempo deve ficar encoberto em Guarapuava e Rio Negro e parcialmente nublado na capital, Litoral, nas regiões Central, Centro-Sul, Sul e Norte Pioneiro.

 

Sábado - O sábado (22/06) prossegue sem chuvas, com leve aumento das temperaturas. No domingo o sol deve predominar em todo o Estado, com temperaturas entre 8 e 27 ºC.

 

No período - Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o inverno deve ser ameno, pois a temperatura média do ar deverá ficar acima do comportamento climatológico normal. Embora se caracterize como a estação mais seca, é provável que neste ano seja ligeiramente mais chuvoso, sobretudo em julho. Estão previstos períodos prolongados sem chuva quando predominarem massas de ar frio e seco. Ondas de calor devem ser mais frequentes em agosto e setembro.

 

El Niño - O fenômeno El Niño continua influenciando o clima na Região Sul, reduzindo as chances de geadas. No entanto, deslocamentos eventuais de intensas massas de ar frio podem causar geadas e queda acentuada nas temperaturas, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Centro e Campos Gerais.

 

Café - “Os produtores de café devem ficar atentos às previsões de geadas para adotarem medidas de proteção dos viveiros e das mudas de até seis meses”, diz a agrometeorologista Ângela Costa, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O mesmo deve ser feito com as hortaliças. “Já o trigo e o milho devem desenvolver-se normalmente, atingindo boa produtividade”, afirma a pesquisadora.

 

Alerta geadas - Mantido pelo Simepar e pelo Instituto Agronômico do Paraná, o serviço gratuito Alerta Geada emite previsões com antecedência de 48 e 24 horas. Boletins são divulgados pelo Disque Geada (43) 33914500, nas redes sociais e páginas http://www.simepar.brhttp://www.iapar.br.

 

Base de dados - A base de dados históricos sobre o inverno paranaense apresenta baixos volumes de chuvas. Julho costuma ser menos chuvoso. Os registros de baixas temperaturas mais expressivos são de Palmas, no Sul do Estado.

 

Tabelas - Confira AQUI tabela de valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de julho, agosto e setembro. (Agência de Notícias do Paraná)

ENTREVISTA: “Só a Previdência não vai nos recolocar na rota das altas taxas de crescimento”

entrevista 21 06 2019Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida alerta que a reforma da Previdência é essencial para resolver o problema fiscal do País, mas que ela não será suficiente para garantir a retomada de altas taxas de crescimento. “Honestamente, estamos numa situação tão ruim que só isso não basta mais. O PIB vai sair de 0,8% e vamos para 1,6%? Continua sendo baixo”, disse em entrevista ao Estado. “Hoje esse 1,6% está quase um sonho muito distante. Temos de agir para a coisa não ficar pior ainda”.

Pouco tempo- Segundo ele, há pouco tempo para colocar na rua medidas de estímulo que possam mudar a trajetória do Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste ano: “Se essas medidas saírem em um ou dois meses, ainda tem efeito. Mas, se formos começar em setembro, por exemplo, muito difícil”, disse. “Tem de ficar muito claro para todos: a economia brasileira não está indo bem”. Ele não quis fazer previsões de quando o governo voltará a fazer superávit fiscal.

Diagnóstico- O economista, que apoiou Jair Bolsonaro desde muito cedo e ajudou o ministro Paulo Guedes a montar o programa de governo, diz que a equipe econômica trabalha hoje com o diagnóstico de que o País não enfrenta um problema de expectativa, mas de má alocação de recursos. Ele afirma que o time de Guedes trabalha numa série de medidas, que vão desde mudanças no FI-FGTS e no PIS/PASEP até a liberação de recursos do FGTS. Confira a entrevista.

O governo já decidiu quando irá liberar os saques do FGTS?

A economia está passando por um momento difícil. Estamos estudando medidas. Existe, claro, prioridade número um para a Previdência. Não há como consertamos o problema do Brasil sem a Previdência.

Mas a Previdência tem efeito defasado, atua na expectativa. O FGTS seria um estímulo na veia.

Temos dois grandes problemas. Um fiscal muito grande. Outro é de má alocação de recursos. Uma coisa que sempre tive dúvidas é se o que estava acontecendo no Brasil era só um problema de expectativa ou se realmente era algo que ninguém estava olhando. Todos falavam que era expectativa, que quando passasse o cenário eleitoral o País voltaria a crescer. Já aqui na Secretaria de Política Econômica pedi para estudarem o problema. Em 2014, a economia estava ruim. Em 2015, naquele ano horroroso, as empresas foram queimando garantias. A empresa tinha, por exemplo, um terreno e vendeu para continuar produzindo. Em 2016, já sem o terreno, ela vendeu os recebíveis do cartão de crédito. Em 2017, a economia então não cresceu novamente. Aí, quando em 2018 a economia ia voltar, o cara já estava fora do mercado, já havia fechado a empresa. Esse problema foi identificado em outros lugares do mundo e começamos a trabalhar com ele aqui.

Não vivemos então um problema de expectativas.

Não. Estamos com um problema muito sério de má alocação. Tecnicamente é quando você, por meio de uma política pública, direciona recursos para setores que não são os mais eficientes. Exemplo: você direcionou R$ 2 bilhões para construir um estádio de futebol em Brasília. Para que serve? Para nada. Só que tem outro problema: todo ano tem de colocar R$ 40 milhões para mantê-lo. Mas há outro problema ainda: tem shopping, centro de convenções ali? Não. Se eu quiser construir qualquer coisa lá ainda tenho de colocar abaixo aquele estádio. Esse é o problema de má alocação. Não é apenas que você gerou um erro no passado. É que esse erro continua custando à economia todo ano.

Por isso, economistas já falam que a reforma da Previdência não resolverá o problema.

Ela resolverá a primeira parte do problema. Resolverá boa parte do problema fiscal e vai gerar uma onda de expectativa positiva, que vai se reverter em investimento. Mas isso, por si só, não vai nos recolocar no caminho de taxas altas de crescimento. Temos de corrigir a má alocação. Temos de rever vários dos fundos que direcionaram recursos para lugares que não dão retorno. Por exemplo, o FI-FGTS. Outro é o PIS/PASEP.

São medidas que podem trazer impacto no PIB deste ano?

Se essas medidas saírem em um ou dois meses, ainda tem efeito. Mas, se formos começar com essas medidas em setembro, por exemplo, muito difícil (dar resultado no PIB de 2019).

É possível colocá-las rua nesse período tão curto?

Sim, porque boa parte dessas pautas é positiva. Mas entendo quem está tomando a decisão também. Você está a dois meses de aprovar uma das reformas mais importantes já feitas na economia brasileira nos últimos dez anos. As pessoas não querem arriscar por três, quatro votos perder uma reforma dessa.

O FGTS entraria aí?

Entraria sempre no bojo de corrigir a má alocação. É a economia do lado da oferta. É uma agenda muito mais ampla. Por que insisto nisso? Porque no governo passado, o que acontecia era uma insistência do lado da demanda. A economia está indo mal, então o governo gasta e estimula. Essa agenda está fora e não será repetida. Não tem aumento de gasto público. Ah, mas a demanda está fraca. Para corrigir um problema de má alocação de recursos, você tira de um setor e coloca em outro (lugar). É corrigir a curva de oferta, melhorar a produção da economia. Você gera, porém, um choque de demanda.

Não será sem dor, é isso?

Algumas medidas não machucam tanto, outras machucam mais. Desonerações tocam em pontos mais complicados.

Foi feito o discurso para a população de que a reforma tiraria o País do buraco. Não é complicado chegar agora e dizer que ela não bastará?

Verdade. Mas, infelizmente, você só vai se dando conta do tamanho do problema quando entende a complexidade dele. Quando corrigir o problema fiscal, principalmente da Previdência, vai entrar muito dinheiro. O que acontece é que hoje o PIB brasileiro está estimado em 1% (para 2019). Está muito baixo. Aprovar a Previdência vai, sim, nos trazer investimento e ajudar muito. Agora, honestamente, estamos numa situação tão ruim que só isso não basta mais. Vai sair de 0,8% e vamos para 1,6%?

Continua sendo um “pibinho”.

Continua sendo baixo. Se você falasse no início do ano que o PIB seria de 1,6%, era difícil (acreditar). Hoje, 1,6% está quase um sonho muito distante. Se a gente não agir rápido... Já está em 1% e temos de agir para a coisa não ficar pior ainda.

Há risco de recessão?

Estatisticamente, é pouco provável porque, no segundo semestre do ano passado, houve greve dos caminhoneiros. A rigor, é difícil imaginar que vai cair. Mas será muito mais por erros do passado do que por méritos nossos. Recessão agora não parece provável, mas é muito mais por causa de efeito ruim do passado do que exatamente que a economia está indo bem. Não está. Tem de ficar muito claro para todos: a economia brasileira não está indo bem.

Quais setores deveriam receber recursos?

Não sei e não é a minha função saber. Esse é o erro do passado. Tenho de parar de tirar dinheiro de alguns e colocar no campeão nacional. Na hora que eu parar com isso, o dinheiro vai migrar naturalmente para os setores mais eficientes. Essa é a estratégia do governo. Insisto: é a economia do lado da oferta.

O Ministério do Turismo apresentou ao presidente Jair Bolsonaro um plano de estímulo ao setor que envolve renúncia fiscal. Não é contrassenso?

As pessoas querem trazer opções à mesa. Está ruim e as pessoas querem ajudar. Agora, cabe ao Ministério da Economia se posicionar e falar: nessa linha podemos seguir, nessa linha não temos recursos no momento. Talvez no futuro tenha, mas hoje não tem. Mas importante deixar bem claro o que não gosto: escolher um setor e dar desoneração. Isso é muito diferente da proposta do ministro Paulo Guedes de desonerar a folha, por exemplo. A desoneração de Dilma Rousseff escolhia setores e era transitória. Essa do Guedes é para todo mundo e é permanente.

Foi um erro ter prometido na campanha que zerariam o déficit primário já no primeiro ano de governo?

A gente tinha certeza do tamanho do desafio fiscal. Mas muitas vezes se comunicar é mais difícil do que a gente pensa. Você acha que vai falar uma coisa e todo mundo vai entender. Me parece que estava claro o seguinte: vamos vender uma estatal. Daí alguém levanta a mão: mas isso não entra no primário! Então o que estava na cabeça do ministro e na minha era que iríamos resolver o problema do lado econômico. Agora, o detalhe é como você endereça medidas econômicas. Essa é a nossa prioridade, tomar medidas que façam sentido do ponto de vista econômico. O que acontece é que boa parte dessas medidas não geram resultado primário na hora de contabilizá-las.

Na visão do ministério, quando voltaremos a ter superávit?

Prefiro não dar uma previsão. Vamos ver o que vai passar primeiro de Previdência, ver a nossa força e corrigir outros desafios.

Preocupa o retorno – no Congresso e entre economistas – das discussões sobre a flexibilização do teto de gastos?

Não estou vendo essa discussão com força, não. O teto é muito sólido. Temos que dividir o que é consertar o teto do que é flexibilizá-lo. O teto hoje não tem mecanismo de disparo. Você criou uma lei correta para disciplinar a dívida, mas para estourar o teto alguém tem que cometer um crime antes. É a mesma coisa da regra de ouro. São regras boas e inteligentes, mas operacionalmente elas não disparam. Mas não vejo ninguém querendo tirar nada do teto. Há apenas uma medida para tirar a cessão onerosa do teto.

Anunciar contingenciamento virou um grande problema para o governo diante da pressão popular. Há plano B para evitar novos bloqueios?

É importante deixar muito claro que esse é um governo pró-mercado. Então, é um governo que vai defender a responsabilidade fiscal sempre. O que posso fazer? Se não tem dinheiro, não pode gastar. É nisso que temos insistindo aqui. Nós não cometeremos os mesmos erros de governos passados, não vamos dar mais bebida para o bêbado, como diz o (economista) Marcos Mendes. Se alguém sequer pensar em estourar meta fiscal, está exonerado (pelo ministro Paulo Guedes).

O governo corre o risco de um shutdown?

Você fala em shutdown do governo, mas vamos falar de shutdown de famílias, a quantidade de gente desempregada que está aí. O País está em uma situação difícil. Não faz sentido o setor público ser diferente. Teve uma notícia que saiu de que o governo queria flexibilizar a meta fiscal. Achei que o ministro Guedes fosse demitir alguém. Aquilo ali foi para nos sacanear. Nunca teve discussão de tirar do teto de gasto a Previdência ou investimentos. (O Estado de S.Paulo)

 


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