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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4600 | 18 de Junho de 2019

PLANO SAFRA I: Governo anuncia R$ 225,59 bilhões para o período 2019/20; juros para agricultura comercial subiram de 7% para 8%

Em cerimônia realizada no final da manhã desta terça-feira (18/06), no Palácio do Planalto, em Brasília, o governo federal anunciou o Plano Safra 2019/2020, que prevê a destinação de R$ 225,59 bilhões para o período que se inicia no dia 1º de julho próximo e se encerra em 30 de junho de 2020. O valor contempla grandes, médios e pequenos produtores rurais. Segundo o anúncio, R$ 169,33 bilhões se destinam a custeio, comercialização e industrialização; R$ 53,41 bilhões para investimentos; R$ 1 bilhão para seguro rural e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

Juros – Com montante de R$ 31,22 bilhões, o plano para a agricultura familiar, por meio do Programa Nacional  de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), terá juros entre 3% e 4,6% ao ano; os médios produtores terão à disposição R$ 26,49 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com juros entre 6% e 7% ao ano. Para a agricultura comercial, na qual se incluem as cooperativas, os juros subiram um ponto percentual, para 8% ao ano.

Positivos – O gerente de desenvolvimento técnico da Ocepar, Flávio Turra,  citou como pontos positivos do plano a previsão de R$ 1  bilhão anunciado pelo governo para subvenção do prê mio do seguro rural, frente aos R$ 440 milhões anteriores. Este valor, no entanto, ainda precisa ser ratificado no Orçamento de 2020. A manutenção das taxas de juros para os pequenos e médios produtores também foi considerada positiva pelo gerente, que ainda destacou a elevação dos valores dos preços mínimos de produtos agrícolas: a saca de 60 quilos do milho, por exemplo, com ajuste de 13,37% passou de R$ 21,62 para R$ 24,51; a soja teve reajuste de 14,77%, de R$ 37,71 para R$ 43,28, e feijão carioca passou de R$ 85,50 para R$ 94,50, com reajuste de 10,18%, e o preto foi de R$ 77,48 para R$ 87,12 por saca, com correção de 12,44%

Negativo – Turra disse que a elevação da taxa de juros de 7% para 8% ao ano do crédito rural para os demais produtores, e que atinge as cooperativas, foi um ponto destoante do plano safra, considerando que a taxa básica de juros da economia, a Selic, tem previsão de ser revista para baixo. O Banco Central sinaliza, inclusive, que deve fechar o ano abaixo dos 6% frente aos atuais 6,5% ao ano.  Outro aspecto não muito favorável à agricultura comercial é a oferta de R$ 69 bilhões a juros livres, por meio das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), ou seja, 31% do total de recursos do plano safra. 

Análise Os recursos do Plano Safra poderão ser solicitados entre o próximo dia 1º de julho e 30 de junho de 2020. Profissionais da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) da Ocepar estão analisando os principais pontos do plano safra. A análise será divulgada em breve. 

Clique aqui para conferir um resumo das medidas do Plano Safra 2019/20 

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PLANO SAFRA II: Medidas atendem prioridades dos produtores e cooperativas, avalia presidente da OCB

Lideranças cooperativistas de todas as regiões do País, entre as quais os presidentes do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participaram, na manhã desta terça-feira (18/06), em Brasília, do anúncio do Plano Safra 2019/20, que inicia em 1º de julho. Em seu pronunciamento na solenidade, Freitas avaliou positivamente as medidas do primeiro plano para o setor agropecuário da gestão de Jair Bolsonaro. “Tenho a satisfação de registrar que ele atende às prioridades dos produtores rurais e cooperativas agropecuárias brasileiras. E expressar, em nome de todas as entidades do setor produtivo, que tivemos a nossa voz reconhecida, em um processo de construção democrática que contou com a participação de todo o segmento”. Ele também ressaltou o empenho da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “Não poderia faltar, nesta hora, todo o nosso reconhecimento ao trabalho da gigante Tereza Cristina, a quem devemos muito, pelo esforço incansável na abertura e manutenção dos mercados externos para a nossa produção e na defesa da imagem da alta qualidade da nossa agropecuária. A nossa gratidão à ministra.”

Investimento - “Vossa Excelência e o país podem estar certos que o setor continuará investindo pesadamente. Queremos produzir sempre mais, para benefício do povo brasileiro e para atender à demanda de alimentos em todo o mundo”, acrescentou o presidente da OCB. “Desejo a cada um de nós uma boa safra e a todos os brasileiros uma excelente colheita”, disse ao final de seu pronunciamento.

Reconhecimento - Lopes iniciou sua fala destacando o trabalho realizado pelos produtores rurais brasileiros e a agricultura da nova geração, que reconhecem o esforço do governo federal em apoiar o setor. O presidente da OCB lembrou ainda que o Índice de Confiança do Agronegócio Brasileiro (ICAgro), levantado pelo Sistema OCB e Fiesp, mostra que houve uma elevada confiança do segmento agropecuário no primeiro trimestre de 2019. “Pela primeira vez, em seis anos, desde a sua criação, o índice superou os 70%. Antes, esse número não atingia sequer os 40%. Isso, sem sombras de dúvidas, é um excelente início do reconhecimento de todo o setor do agronegócio pelo apoio e pelos esforços do Governo Federal direcionados ao desenvolvimento sustentável das atividades do campo”, afirmou.

 Clique aqui para acessar na íntegra o pronunciamento do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas

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PR COOPERATIVO: Reportagem especial mostra como foram as discussões sobre o futuro do cooperativismo no 14º CBC

parana cooperativo 18 06 2019Cerca de 1.600 cooperativistas de todo o país estiveram reunidos em Brasília, entre os dias 8 e 10 de maio, para discutir o futuro do setor. Foi durante o 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), tema da reportagem especial da edição 170 da revista Paraná Cooperativo, produzida pela Assessoria de Comunicação do Sistema Ocepar e que começa a circular nesta semana. “O Paraná se fez presente no evento com uma delegação de 104 representantes de cooperativas, profissionais e dirigentes do Sistema Ocepar. Vindos de todas as regiões do estado e de vários ramos de atuação, nossos cooperativistas participaram com protagonismo dos debates do Congresso”, afirma José Roberto Ricken, na seção Palavra do Presidente. “Mais uma vez, o CBC atuou como um instrumento para revelar os desafios e aspirações do cooperativismo brasileiro. De forma democrática, seguindo os princípios que nos definem, temos as diretrizes que podem ampliar a nossa eficiência como modelo de negócios que tem compromisso com o desenvolvimento sustentável e de melhoria de qualidade de vida das pessoas”, acrescenta.

Entrevista – O entrevistado deste número é o presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco, que prestigiou o 14º CBC. Natural da Argentina, ele é o segundo latino-americano a assumir o comando da ACI, cuja sede fica em Bruxelas, na Bélgica. O primeiro foi o brasileiro Roberto Rodrigues, que presidiu a entidade de 1997 a 2001. Uma das prioridades de Guarco frente à ACI é fortalecer a identidade do sistema, massificando a presença da marca Coop e do domínio de internet .coop, atualmente utilizado por mais de nome mil cooperativas em todo o continente.

Outros temas – A publicação traz ainda matérias sobre o fim da vacinação da febre aftosa no Paraná e as vantagens do Estado obter o status de área livre da doença sem vacina; sobre o Encontro de Lideranças Femininas Cooperativistas (Elicoop) deste ano, ocorrido dias 15 e 16 de maio, na sede da Copagril, em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná; sobre o lançamento do Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, no final de abril, em Curitiba, e sobre o Fórum Financeiro e de Mercado, realizado no dia 3 de maio, também em Curitiba. Outro destaque desta edição é a definição da nova composição da diretoria do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). O diretor da Ocepar e presidente da Uniprime Central e Uniprime Norte do Paraná, Alvaro Jabur, eleito como membro efetivo do Conselho de Administração do Fundo, fala sobre como irá pautar sua atuação no FGCoop.

Clique aqui para conferir na íntegra o conteúdo da revista PR Cooperativo nº 170

 

UNIMED CURITIBA: Cooperativa lança programa de inovação aberta

unimed curitiba 18 06 2019A Unimed Curitiba, que integra a maior cooperativa médica do Brasil, lança, nesta terça-feira (18/06), o Conecta Unimed, programa de inovação aberta realizado em parceria com a aceleradora Hotmilk, da PUCPR. O objetivo é adotar uma gestão transformadora, que crie conexões externas para gerar valor e sustentabilidade para a cooperativa, além de aperfeiçoar cada vez mais a qualidade dos serviços prestados por meio da inovação e colaboração. A iniciativa é fruto da participação dos profissionais da cooperativa no Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense, realizado pelo Sistema Ocepar.

Cooperação científica e parcerias - Além de criar laços de cooperação científica com a comunidade acadêmica e estabelecer parcerias com entidades inovadoras, a cooperativa médica também busca formas de estimular internamente a cultura da inovação. “O resultado deverá contribuir para a transformação e a sustentabilidade da cooperativa, mantendo nosso compromisso com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas”, explica Rached Hajar Traya, diretor-presidente da Unimed Curitiba.

Caminhos - Ainda de acordo com o diretor-presidente, para manter a trajetória de evolução, é preciso estar atento às tendências de mercado e buscar constantemente abrir caminhos para a inovação. “Nesse sentido, o Conecta Unimed busca criar soluções que gerem valor, conhecimento e desenvolvimento sustentável para o nosso negócio, conhecimento para nossos cooperados e colaboradores e melhores serviços para os nossos clientes”.

Prospecção - Em um primeiro momento, o programa vai prospectar startups que apresentem soluções de melhorias para os desafios de inovação lançados pela Unimed Curitiba em três áreas pré-definidas, elencadas por meio de uma imersão realizada pelos colaboradores da cooperativa: atualização cadastral, atendimento laboratorial e tabela de itens cadastrados na cooperativa curitibana para utilização em procedimentos médicos.

Inscrições - As inscrições para as startups interessadas acontecem até o dia 17 de julho. Ao todo, serão selecionadas até 12 startups para realizar um pitch com critérios que serão estabelecidos e divulgados na etapa pós-seleção.

Próxima fase- No início de agosto, as seis startups que passarem para a próxima fase terão espaço na unidade da Aceleradora Hotmilk, em Curitiba, para testar, validar e receber feedback sobre seus produtos e serviços, acelerando, desta forma, o seu desenvolvimento e as chances de aderência ao mercado. A previsão é que até o fim do mesmo mês, as três melhores soluções apresentadas, uma para cada área definida, sejam premiadas e desenvolvam uma Prova de Conceito (POC) para testar a implementação da solução dentro da Unimed Curitiba.

Mais informações- Mais informações podem ser obtidas pelo hotsite do programa Conecta Unimed, www.conectaunimed.com.br. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Unimed Curitiba)

 

COPAGRIL: Cresce produção de milho segunda safra no Paraná e no Mato Grosso do Sul

copagril 18 06 2019A colheita de milho segunda safra, que está em andamento na região oeste paranaense e sul-mato-grossense, tem revelado aspectos satisfatórios para os produtores da área de ação da Copagril, no Oeste do Paraná. Além de alcançarem, em sua maioria, uma produção satisfatória, também foi constatada alta qualidade dos grãos.

Fatores favoráveis - Dentre os fatores favoráveis à safra deste ano estão o plantio antecipado das lavouras, que garantiu maior luminosidade e melhor desenvolvimento da cultura; as condições de clima; bem como o investimento realizado pelos produtores.

Colheita - O diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, observou que a maior parte do milho foi colhida inicialmente em condições favoráveis, como a umidade de solo reduzida, facilitando as operações de colheita. “É uma grande satisfação vermos, gradativamente, o resultado da colheita do milho segunda safra, diante da expectativa inicial. Estamos preparados para receber a produção”, afirmou.

Volume - No Paraná, a estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) é de que sejam colhidas 13 milhões de toneladas de milho na segunda safra, número 42% superior ao do ano passado, em uma área de 2,2 milhões de hectares, um avanço de 7% na comparação com a safra anterior.

Estimativa - No Mato Grosso do Sul a segunda safra é estimada em 9,552 milhões de toneladas. O montante é 6% maior que a previsão inicial de 9 milhões de toneladas, o que representa a melhor safra de milho da história do Estado. A área cultivada foi de 1,918 milhão de hectares. Os dados são resultado do levantamento do Siga-MS, o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio implantado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), e em parceria com a Aprosoja e Famasul. O aumento da produção é atribuído à ampliação da área plantada e na estimativa de produtividade do milho.

Intervalo - Devido à colheita antecipada em relação a outros anos, neste ano haverá um intervalo maior até o próximo plantio, sendo uma oportunidade para os produtores realizarem operações como coleta de solo para análise, assim como correção da fertilidade por meio da aplicação de calcário, gesso ou fertilizante. Também é oportuno observar como estão as curvas de nível ou se existe compactação de solo, havendo tempo hábil para corrigir.

Cobertura do solo - Alguns produtores realizam a semeadura de aveia ou nabo forrageiro para cobertura e proteção do solo nesse período, porém nas lavouras que ficarão em pousio o produtor deve ficar atento com as plantas daninhas, realizando manejo para evitar que elas produzam sementes, representando desafio de controle para a próxima cultura/safra a ser implantada. (Imprensa Copagril)

 

COOPAVEL: Cooperativa receberá doutorandos em cadeias produtivas agroindustriais

 

coopavel 18 06 2019Alunos do curso de doutorado em Cadeias Produtivas Agroindustriais, da Unioeste, farão visita técnica a unidades da Coopavel na quarta-feira da semana que vem (26/06). A primeira etapa ocorrerá das 8h30 às 10h, na sala de reuniões da unidade industrial de rações, no parque industrial, em frente ao Autódromo Internacional de Cascavel. A recepção será feita por diretores e gerentes da cooperativa.

 

Engenharia Agrícola - Os doutorandos farão a visita pela disciplina de Sistemas Industriais, sob orientação da professora Sílvia Renata Machado Coelho. A pós está ligada ao curso de Engenharia Agrícola, uma das mais antigas graduações do campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. A finalidade é conhecer o funcionamento das unidades e tirar dúvidas sobre sistemas de produção empregados pela cooperativa.

 

Programação - A expectativa é que 20 alunos participem da programação que, além de informações técnicas sobre as fábricas com Juliâni e Vinícius, incluirá visita à indústria de óleos, às 10h, e ao frigorífico de aves, às 11h. Depois, às 12h30, haverá almoço de confraternização oferecido pela Coopavel aos visitantes, diz o gerente da área de rações Jurandir de Mattos. As unidades industriais da cooperativa já receberam diversos grupos neste ano, entre eles de produtores e de diretores de empresas do agronegócio dos Estados Unidos e da Rússia. (Imprensa Coopavel)

SICOOB OURO VERDE: Entre as melhores empresas com práticas de saúde corporativa, segundo o GPTW

 

sicoob ouro verde 18 06 2019O Sicoob Ouro Verde, de Londrina (PR), foi reconhecido pelo instituto Great Place To Work (GPTW) como uma das dez melhores empresas do Brasil com práticas de saúde corporativa. A premiação ocorreu no dia 11 de junho, em São Paulo.

 

Ranking - O ranking do GPTW é aguardado todos os anos pelas empresas que se dedicam para ter excelentes ambientes de trabalho. Para receber o prêmio da categoria Gestão de Saúde, a empresa precisa ter, no mínimo, 100 funcionários no Brasil e ter sido premiada pelo GPTW na lista Nacional 2018. Em 2018, o Sicoob Ouro Verde recebeu a nomeação pelo terceiro ano consecutivo. 

 

Práticas - De acordo com o diretor executivo do Sicoob Ouro Verde, Emerson Ferrari, para estimular a saúde dos colaboradores, a cooperativa adota práticas como ginástica laboral, programa de nutrição, grupo de corrida, vacinação e tem até uma mascote pet, uma cadelinha da raça Golden Retriever chamada Mel. 

 

Satisfação - “Para nossa satisfação, estamos entre as dez melhores empresas do Brasil com a valorização das pessoas no quesito saúde. Isso é motivo de muito orgulho para nós e satisfação por levar mais um prêmio para a nossa cooperativa. Não poderia deixar de parabenizar todos os nossos colaboradores, conselheiros e associados por mais essa conquista”, destaca Ferrari. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Associados e convidados das novas agências participam do Programa Crescer

sicredi uniao I 18 06 2019Novos associados das agências da Sicredi União PR/SP prestes a serem inauguradas – Centenário do Sul e agência Inglaterra, em Londrina –, no Norte do Paraná, e convidados acabam de participar da mobilização do Crescer, programa de formação cooperativa criado pelo Sistema Sicredi para promover a compreensão sobre o funcionamento das sociedades cooperativas, especialmente as de crédito integrantes do Sicredi.

Mobilização - As duas novas agências mobilizaram em torno de 550 pessoas. Segundo os gerentes Carlos Vieira, da agência Inglaterra, de Londrina, que será inaugurada em agosto; e Ramon Marioto Montanha, da unidade de Centenário do Sul -, os objetivos dos encontros foram alcançados com sucesso. “Queremos, quando realizamos a mobilização, divulgar a nova unidade, o cooperativismo de crédito e tirar dúvidas dos participantes”, comentou Vieira. Montanha acrescentou que ao final do encontro realizado em Centenário do Sul, muitos participantes procuraram a equipe da Sicredi União para se associar.

Esclarecimentos - A atividade foi conduzida, nas duas cidades, por Alessandro Pelegrini, Assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi União PR/SP, e considerada esclarecedora pelos participantes.

Princípios - Pelegrini explicou toda a dinâmica do cooperativismo, a história e os princípios que o regem; explicou detalhadamente os números do sistema Sicredi e sobre a Sicredi União, a maior cooperativa dentro do sistema.

Acolhida - Em Londrina, a professora Juliana Paula Silva Kebedys abriu sua conta na agência do Alto da Inglaterra há um mês, encerrando suas atividades com outra instituição financeira onde mantinha conta havia 20 anos. “Uma mudança dessa não é fácil, mas a acolhida na Sicredi foi tão boa que me ajudou a tomar a decisão”, disse. Para ela, o Programa Crescer foi bastante válido. “O sistema cooperativista de crédito era desconhecido para mim. O palestrante tirou todas as dúvidas e também nos informou sobre os projetos que a cooperativa tem em prol da sociedade e que são muito bons e me chamou a atenção quando ele disse que a cooperativa é feita por pessoas. Isso faz grande diferença”, analisou.

Relevância - Edson Kiyoshi Anegawa, aposentado, também considerou o evento bastante esclarecedor. “Nós temos muitas dúvidas sobre o cooperativismo de crédito, como por exemplo: por que cresce tanto enquanto tantas agências fecham? Quais são os benefícios para os associados? Por que conseguem praticar taxas menores? E isso tudo foi esclarecido”. Para Anegawa, os resultados serem revertidos para os associados e o fato de todos se sentirem donos são aspectos bastante relevantes. Ele já se associou à agência Inglaterra.

Sucesso - Em Centenário do Sul, o locutor José Luiz Belini, também considerou a mobilização muito boa. “Trata-se de uma instituição de crédito espetacular. Todos que participaram gostaram muito. Tenho certeza que a Sicredi União, aqui em Centenário, será um sucesso”. Ele informa que já está providenciando a documentação para se tornar um associado nos próximos dias.

Inaugurações - A agência de Centenário será inaugurada em 10 de julho e a da avenida Inglaterra, em Londrina, no dia 15 de agosto. Em ambas, as solenidades estão marcadas para 19 horas. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Tatiele de Carvalho, fundista do atletismo, grava documentário em Maringá

 

A atleta Tatiele de Carvalho, fundista do atletismo brasileiro, e seu técnico e marido Agnaldo Alexandre, chegaram a Maringá (PR) nesta segunda-feira (17/06). O objetivo da viagem é gravar um documentário para contar a história da atleta, que nos últimos dez anos teve o patrocínio da Sicredi União PR/SP. Na cooperativa, Tatiele também será apresentada a colaboradores e associados.

 

Principal fundista - Pentacampeã brasileira em provas com distâncias de 5 mil e 10 mil metros, Tatiele é considerada uma das principais fundistas do país. Este ano, ela conquistou a 18ª colocação nos 10 mil metros de Stanford CA, nos Estados Unidos, onde obteve índice técnico para campeonatos sul-americanos e, em seguida, no Peru, levou a medalha de prata no sul-americano 2019.

 

Outros títulos - A atleta também é tricampeã sul-americana e bicampeã brasileira de Cross Country (8 km). Por duas vezes foi a melhor brasileira na corrida internacional de São Silvestre (15 km) e, em 2016, foi a primeira mulher finalista olímpica da história do Brasil na prova de 10 mil metros, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 

 

Início - Caçula de uma família de sete irmãos, a atleta começou no mundo esportivo jogando futebol, modalidade que praticava descalça. Aos 8 anos foi para a escolinha de futebol em Poços de Caldas/MG, onde se apaixonou pelo atletismo e participou de diversas outras competições também correndo descalça, até ser campeã da São Silvestrinha, em São Paulo. Aos 18 anos conheceu o professor Aguinaldo Alexandre e foi correr pelo mundo – em 2013 seu técnico também se tornou marido. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

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SOJA: Londrina sediará 37ª Reunião de Pesquisa sobre a cultura

 

embrapa 18 06 2019A 37ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), maior fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja, será promovida nos dias 26 e 27 de junho de 2019, no Buffet Planalto, em Londrina (PR), pela Embrapa Soja. A solenidade de abertura será no dia 26 de junho, às 8h45, seguida de palestra sobre o cenário atual e futuro do uso de agrotóxicos na cultura de soja, a ser proferida pelo auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Marcelo Bressan.

 

Relato - A RPS irá apresentar o relato sobre a safra de soja 2018/19, palestra que será ministrada pelo pesquisador José Salvador Simonetto Foloni, da Embrapa Soja. A programação contará com outras três palestras: Soja Livre: mercado e oportunidades; Disponibilidade hídrica e a produtividade da soja e Análise do mercado de soja para o Brasil. 

 

Painéis técnicos - Também estão programados sete painéis técnicos que irão abordar os seguintes temas: Desafios e oportunidades da soja nos sistemas com algodão, milho/sorgo e cereais de inverno; Erros e acertos no uso das ferramentas genéticas no manejo fitossanitário; Efeitos do déficit hídrico na cultura de soja e estratégias de mitigação do estresse; Atualidades no manejo e controle de doenças de solo, Manejo do potássio na cultura da soja; Dessecação pré-colheita e Custos de Produção de soja e análise de investimento. A programação do evento irá contar também com reunião de comissões técnicas que tratarão de atualidades e problemáticas nos sistemas de produção em que a soja está inserida.

 

Público - A expectativa da comissão organizadora é reunir aproximadamente 600 profissionais envolvidos na cadeia produtiva. O evento objetiva debater os principais avanços da pesquisa e os problemas ocorridos na safra 2018/19 para subsidiar as definições de prioridades de pesquisa para a cultura da soja. 

 

Panorama - “Pretendemos traçar um panorama sobre a última safra de soja e avaliar os diferentes cenários de produção, os resultados de pesquisas mais recentes e inovadores para que possamos avançar no planejamento da pesquisa e no aprimoramento da transferência de tecnologia”, explica pesquisador da Embrapa Soja Osmar Conte, presidente da RPS. “A RPS é uma oportunidade para promovermos a integração das instituições públicas e privadas de pesquisa e assistência técnica, que trabalham com a cultura da soja, visando a melhoria das ações de pesquisa e transferência de tecnologias”, explica.

 

Informações e inscrições - Informações e inscrições estão disponíveis na página do evento na internet (www.rps2019.com.br). (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

SERVIÇO

Evento: 37ª edição Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 26 e 27 de junho de 2019

Local: Buffet Planalto - Avenida Tiradentes, 6429 - Parque Ney Braga, em Londrina (PR).

Inscrições e informações: www.rps2019.com.br

 

TRIGO: Fórum Nacional debate os impactos dos novos limites de DON na pesquisa, no campo e na indústria

 

trigo 18 06-2019O trigo é um dos alimentos mais consumidos na dieta humana, contribuindo com cerca de 20% das calorias diárias. Por isso, há uma legislação específica que controla os níveis para a micotoxina Desoxinivalenol (DON) no trigo e em outros grãos. Atualmente, está em vigor a Resolução nº 138 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os Limites Máximos Tolerados (LMT) para a presença da micotoxina em todos os pacotes de farinha e farelo de trigo, biscoitos e massas já estão em vigor desde 2012, mas foi a partir de 1º de janeiro de 2019 que os níveis ficaram mais restritivos para esse contaminante.

 

Estratégias - Para debater as estratégias de melhor controle de DON e os impactos na pesquisa, cadeia produtiva e na indústria de pães, biscoitos e massas, a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale realiza no dia 2 de julho, em Passo Fundo (RS),  o painel da Giberela – doença frequente nas lavouras de trigo no Sul do Brasil em anos de primavera chuvosa que eleva os níveis da micotoxina Desoxinivalenol. O painel acontece durante o Fórum Nacional de Trigo 2019, realizado pela Comissão, paralelamente à 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), que acontece nos dias 3 e 4 de julho, no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (FEAC) da Universidade de Passo Fundo (UPF).

 

Proteção à saúde - O objetivo da legislação, que também está presente em outros países, é a proteção à saúde humana e animal. “A Anvisa exige que grãos e produtos à base de trigo, como farinha, farelo, alimentos infantis, pães, massas e biscoitos passem por análise laboratorial e restringiu os limites máximos de micotoxinas para 3000 ppb (partes por bilhão) para trigo em grão e 750 ppb para farinha de trigo e derivados. No entanto, os impactos da norma atingem toda a cadeia, podendo gerar perdas para os produtores e para a indústria em anos de alta incidência de Giberela”, comenta. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a aquisição de trigos com limites de DON, até 3.000 ppb, geram perdas entre 7 a 10%, pois o resíduo não poderá ser reaproveitado.

 

Principal ferramenta - Segundo o fitopalogista da Biotrigo Genética, Paulo Kuhnem, que participa do painel falando a visão da pesquisa sobre a norma e a busca pela resistência genética, o manejo para a adequação destes níveis de DON é a principal ferramenta do produtor. “Por não se dispor ainda de cultivares totalmente imunes é muito importante que produtores e assistência técnica estejam monitorando o desenvolvimento da cultura e as condições climáticas para realizar aplicações de fungicidas no florescimento e reduzir os teores de micotoxinas nos grãos colhidos”, comenta.

 

Participação - O painel também conta com a participação da pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Salete Tibola, que falará sobre o beneficiamento e redução de DON e da supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi, que comentará a visão do moinho e métodos de redução de DON na indústria moageira.

 

13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale - Após o Fórum Nacional do Trigo, nos dias 3 e 4 de julho, a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale promove 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, também na Universidade de Passo Fundo. No evento, pesquisadores de todo o país se reúnem em subcomissões técnicas para discutir os resultados e analisar as pesquisas desenvolvidas nas áreas de Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais; Fitopatologia; Entomologia; Melhoramento, Aptidão Industrial e Sementes; Solos e Nutrição Vegetal e Transferência de Tecnologia e Socioeconomia. A partir destes estudos será elaborado o livro com as Informações Técnicas para Trigo e Triticale – Safra 2019. 

 

Inscrições - As inscrições para os dois eventos estão abertas até o dia 28 de junho e podem ser realizadas através de formulário disponível no site www.reuniaodetrigo.com.br. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail reuniaodetrigo2019@fbeventos.com ou pelos telefones (54) 3327-2002 e (43) 3025-5223. A promoção é da Biotrigo Genética, com o patrocínio das empresas Basf, Syngenta, Bayer, Coamo, Granotec, Agrária, Apasem, FMC e apoio da Embrapa Trigo. (Assessoria de Imprensa da Biotrigo

 

Confira a programação do Fórum Nacional do Trigo 2019:

Dia 2 de julho - terça-feira

Local: FEAC/UPF

8h – Inscrições e recepção

9h – Solenidade de abertura

9h30 – Palestra: Trigo, valeu a pena? Uma abordagem metodologica e financeira em 24 safras - Cláudio Kapp Júnior (Fundação ABC)

10h - Intervalo

10h30 - Painel de Giberela - Paulo Kuhnem (Biotrigo Genética), Casiane Salete Tibola - Embrapa Trigo e Kênia Meneguzzi (Biotrigo Genética)

12h - Intervalo

14h – Painel Técnico: Perspectivas do Trigo: passado, presente e futuro - Ottoni Rosa Filho (Biotrigo), Sérgio Schneider, Lucas Simas (Coamo), Auleeber Santos (Lagoa Bonita Sementes) e Eduardo Elias Abrahim (Presidente da Atriemg)

16h – Intervalo

16h30 - Palestra: Mosaico do Trigo - Douglas Lau (Embrapa Trigo)

17h30 – Homenagens da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale para o pesquisador Dirceu Gassen (in memorian) e para a geneticista Maria Irene Baggio (Embrapa)

18h – Encerramento

CAR: Congresso vai analisar medida provisória que elimina prazo para cadastro ambiental

 

car 18 06 2019Publicada na última sexta-feira (14/06), a Medida Provisória 884/2019 já começou a tramitar no Congresso Nacional. O texto proposto pelo Poder Executivo torna o Cadastro Ambiental Rural (CAR) um sistema aberto a atualizações e novas inscrições, de modo a possibilitar a constante inclusão de dados.

 

Adequação - Criado pelo Código Florestal em 2012, o CAR permitiu o cadastramento das propriedades e a implementação dos mecanismos previstos no Programa de Regularização Ambiental (PRA), para adequação dos produtores às exigências legais. Foi dado um prazo de adesão, que se encerrou em 31 de dezembro de 2018, e quem não aderiu estava proibido, por exemplo, de acessar linhas de crédito.

 

Registros - Atualmente existem mais de 5 milhões de propriedades registradas, o que, segundo o governo, demonstra a maciça adesão dos produtores rurais. Todavia, ajustes são necessários para permitir que a lei não gere exclusão e impeça a regularidade de novas matrículas.

 

Gestão territorial - “Com o avanço da implementação do Código Florestal, o CAR se configurou como um importante instrumento de gestão territorial, urgindo a necessidade de se tornar um cadastro perene, sem limite temporal para adesão. Isso porque, findo o prazo legalmente estabelecido, a sucessão, divisão e/ou aquisição de novas áreas rurais não inscritas no CAR incorrem em marginalização dos produtores, por inviabilizar a regularidade ambiental das propriedades”, explicou o governo em mensagem enviada ao Parlamento.

 

Tramitação - A MP vai ser analisada por uma comissão mista, onde será designado um relator para analisar a proposta. Depois de votada neste colegiado, segue para análise dos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. (Agência Senado)

CÂMARA: Maia diz que novo licenciamento trará segurança para produtores e ambientalistas

 

camara 18 06 2019O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta segunda-feira (17/06) que o grupo de trabalho que discute a proposta de um novo licenciamento ambiental vai dar mais clareza ao setor produtivo sobre o que é ou não permitido, dando mais segurança aos investimentos na área, sem perder de foco a proteção ao meio ambiente. 

 

Funrural - Já em relação ao texto que anistia os devedores do Funrural, Maia disse que só vota se o governo demostrar de onde vai sair o dinheiro. “Não vou votar um prejuízo de R$ 30 bilhões para o orçamento público que não seja encomendado pelo governo. O governo tem que me mostrar onde tem R$ 30 bilhões para tirar. Se não, não posso entrar nessa pauta”, disse.

 

STF - O Funrural foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 3 de fevereiro de 2010. Com isso, agricultores questionaram os pagamentos e, amparados em decisões liminares, não pagaram o tributo. Posteriormente, o Supremo pacificou a questão considerando a contribuição que incide sobre a receita bruta dos produtores rurais e de frigoríferos constitucional e determinando a cobrança. (Agência Câmara)

PREVIDÊNCIA I: Parecer à reforma começa a ser discutido nesta terça

 

previdencia I 18 06 2019A Comissão Especial da Reforma da Previdência começou a debater, nesta terça-feira (18/06), o parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-RJ). O texto foi apresentado na quinta-feira passada e, em seguida, foi concedido pedido de vista coletivo, o que adiou o início da discussão na comissão por duas sessões do Plenário.

 

Prazo - Na sexta-feira (14/06), a realização de sessão no Plenário da Câmara abriu a contagem do prazo. Desde novembro de 2017, a Câmara não conseguia atingir o quórum de 51 deputados para abrir uma sessão na sexta-feira. O ato foi classificado como histórico por diferentes parlamentares presentes ao debate.

 

Discussão - Com a sessão desta segunda, o prazo foi cumprido e a discussão já pode ser iniciada nesta terça de manhã. O presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse que a oposição concordou em não obstruir a fase de debates. 

 

Inscrições - Até quinta-feira (13/06), já havia mais de 130 inscritos. para discutir o relatório. (Agência Câmara)

 

Confira os principais pontos da reforma da Previdência, após alterações do relator

PREVIDÊNCIA II: Planalto tentará retomar capitalização

 

previdencia II 18 06 2019A base do governo na Câmara discute como tentar retomar no plenário dois temas caros à equipe econômica na reforma da Previdência: a inclusão de Estados e municípios e a capitalização. As deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmaram ao Valor que esses tópicos não estão definitivamente fora da reforma, mas dependem de articulação com os colegas

da Casa.

 

Projeto específico - Já o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apontou foco para a capitalização e disse em evento em São Paulo que o país terá um novo sistema. "Vamos tentar fazer com que a capitalização volte ao longo do debate. Se eventualmente não for essa a possibilidade, de construirmos maioria para ter voto, podemos voltar com um projeto específico de capitalização ao longo do segundo semestre", afirmou Onyx. "Vamos tentar voltar [com capitalização] até a votação no plenário da Câmara; podemos emendar, destacar", acrescentou.

 

Potencialização dos obstáculos - Em conversas reservadas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avalia que o sinal de que a capitalização não é um assunto encerrado, dado também pelo relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) na semana passada, pode potencializar os obstáculos para a conclusão da análise do texto ainda neste semestre. Na semana passada, a posição era que o tema seria retomado no segundo semestre em um novo projeto.

 

Conversa - Bia Kicis disse que vai conversar com o ministro Paulo Guedes sobre esses tópicos, mas deixou claro que eventual  reinserção no relatório não ocorrerá na comissão especial, que começa hoje a discutir o relatório apresentado por Samuel Moreira (PSDB-SP) na semana passada. A deputada disse que, no caso dos Estados, dependerá muito do movimento dos governadores.

 

Reunião - Hoje, Rodrigo Maia deve se reunir com governadores do Nordeste para cobrar esforço para que eles articulem a reforma. A aliados, Maia tem reconhecido que o caminho não será fácil, porque a maioria dos parlamentares da região já sinalizou não estarem dispostos a ter o desgaste sozinho e que os governadores precisam dividir responsabilidade pela reforma.

 

Concordância - Joice concordou que a hipótese de retorno da capitalização e da volta de Estados e municípios à reforma não deve ser efetivada na comissão, mas sim tratada no âmbito do plenário. Ela não quis hierarquizar qual dos dois temas é mais importante, se capitalização ou extensão da reforma a Estados e municípios. A líder do governo no Congresso reconheceu que a fala do ministro Paulo Guedes na sexta-feira piorou o clima, mas não de forma irreversível.

 

Recado - Em meio às divergências sobre a reforma, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em São Paulo nesta segunda-feira (17/06) que deve se reunir com Guedes ainda nesta semana. Ele deu um recado direto ao ministro, dizendo que ele não deveria reclamar das mudanças feitas pelo relator da proposta da reforma da Previdência. O presidente da Câmara citou como exemplo a regra de transição para a aposentadoria e voltou a dizer que o projeto de Guedes para as Forças Armadas tem uma proposta mais "generosa" do que para o servidor público.

 

Questionamento - "A proposta de Paulo Guedes para as Forças Armadas dá um acréscimo [da idade] de 17%, sem idade mínima. A nossa dá [acréscimo] de 100% e se tiver 57 anos agora vai até 60 anos", disse Maia. "Como é que ele pode reclamar do nosso projeto?", questionou.

 

Demonstrações - O início das discussões sobre o parecer de Moreira na comissão especial deve ser marcado por demonstrações de irritação dos parlamentares em relação aos movimentos considerados "desastrosos" pelo presidente Jair Bolsonaro e por Guedes. A demissão de Joaquim Levy do comando do BNDES - considerado um nome técnico e bem visto pelo mercado financeiro por lideranças da Casa - deixou os deputados "perplexos" com o que classificaram de inabilidade política do mandatário e seus auxiliares.

 

Tensionamento - Além disso, avaliações de bastidores por lideranças partidárias apontam que o debate ocorre em um ambiente de maior tensionamento político, com a temperatura mais alta após a fala de Guedes na sexta. Parlamentares do Centrão avaliaram que Bolsonaro pode estar enfrentando "os dias mais difíceis" desde o início da gestão, já que Guedes e o ministro da Justiça, Sergio Moro, considerados os dois principais nomes do governo, estariam fragilizados.

 

Difícil entendimento - Mas não é só o lado político que pode dificultar a tramitação da reforma na comissão especial. Técnico da área econômica e consultores em previdência, que acompanharam a elaboração do parecer, acreditam que o texto substitutivo de Samuel Moreira é de "difícil entendimento" e, em alguns pontos, "fraco" em relação ao que foi proposto pelo governo. Um dos pontos de maior crítica é a nova regra de transição definida para os servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.

 

Nova regra - A nova regra criada pelo tucano prevê o cumprimento de uma idade mínima de 57 anos (mulher) e 62 (homem) e incidência de um "pedágio" de 100% sobre o tempo está faltando de contribuição para que seja possível se solicitar a aposentadoria. O tempo de contribuição a ser cumprido é de 30 anos, se mulher, e 35 anos, se homem.

 

Avaliação - A avaliação é de que a medida não atende a contento os servidores públicos que entraram antes de 2003 e reivindicavam uma regra de transição para que não tivessem direito a paridade (aposentadoria equivalente ao último salário) e a integralidade (aposentadoria equivalente ao último salário e reajustes iguais aos da ativa) apenas quando atingem a idade mínima de 62 anos, se mulher, e 65 anos para homens.

 

Impacto negativo - Por outro lado, a equipe econômica entende que a proposta impacta negativamente a economia de despesa que se queria. Segundo cálculos preliminares da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, a nova proposta de transição para o trabalhador privado reduz a economia em R$ 66 bilhões em dez anos.

 

Definições - O relator ainda estabeleceu que definições para aposentadoria de servidores como idade mínima e tempo de contribuição poderiam ser tratados por lei ordinária. A medida foi vista por alguns partidos como um descumprimento ao acordo de que a desconstitucionalização seria totalmente retirada de seu parecer. Técnicos destacaram que o relator desconstitucionalizou parâmetros previdenciários, sem regras transitórias. "Sem isso, entra em um vácuo jurídico".

 

Economia - Ao divulgar seu parecer, Samuel Moreira informou que a economia em dez anos poderia chegar a R$ 1,13 trilhão com a destinação de recursos do PIS/Pasep que iam para o BNDES para o financiamento de pagamento de aposentadoria e a tributação de bancos. Mas, não detalhou qual o impacto de cada mudança feita no texto. (Valor Econômico)

BNDES: Gustavo Montezano, número 2 da privatização, assume o banco

 

bndes 18 06 2019O Ministério da Economia anunciou, nesta segunda-feira (17/06), a indicação de Gustavo Montezano para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão no domingo após ataque direto e público do presidente Jair Bolsonaro na véspera. O novo presidente da instituição de fomento era o número dois da secretaria especial de Desestatização e Desinvestimento, comandada por Salim Mattar, que foi um dos nomes cotados para assumir o banco. E também é próximo dos filhos de Bolsonaro.

 

Aprovação - A escolha foi antecipada pela líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), no Twitter. Na sequência, o Ministério da Economia confirmou a decisão em nota. Agora, a indicação de Montezano, que tem 38 anos, precisa ser aprovada pelo conselho de administração do banco, instância na qual o governo, com 100% do capital da instituição, tem total controle.

 

Formação e carreira - "Graduado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e mestre em Finanças pelo Ibmec, Montezano tem 17 anos de carreira no mercado financeiro. Foi sócio do Banco Pactual, tendo atuado como diretor-executivo da área de commodities em Londres e, anteriormente, como responsável pela área de crédito, resseguros e 'project finance'", disse o comunicado da pasta comandada por Paulo Guedes que também agradeceu o trabalho de Joaquim Levy.

 

Suspense - Com a demissão do então titular ocorrendo de forma desorganizada, o suspense em torno da escolha do substituto durou a maior parte da segunda-feira. Secretários do Ministério da Economia, que se reuniram com Guedes, evitaram entrevistas. E o próprio titular da pasta evitou a imprensa e ao longo do dia entrou e saiu do ministério pela entrada privativa.

 

Celeridade - Segundo fontes da área econômica, a nomeação de Montezano para o banco tem como alvos uma maior celeridade na devolução de recursos do BNDES ao Tesouro Nacional e também da venda de ativos do banco na carteira do BNDESPar (o braço de investimentos em participações da instituição). Além disso, segundo o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, ele terá a missão de abrir a suposta "caixa-preta" de empréstimos do banco para investimentos de empresas brasileiras em Cuba e Venezuela.

 

Repercussão - A forma agressiva com que Bolsonaro tratou Levy, provocando seu pedido de demissão no domingo, continuou repercutindo nesta segunda. Temores de uma "caça às bruxas" eram manifestados nos bastidores da Esplanada dos Ministérios. E a fala do porta-voz da Presidência na noite desta segunda não serviu para aliviar em nada esses temores.

 

Concepção pessoal - "O presidente tem por concepção pessoal, naturalmente, a percepção de que eventuais pessoas que tenham participado de governos que colocaram o país nessa situação catastrófica em que se encontra não devem compartir conosco a possibilidade de promover a melhoria do Brasil", disse o porta-voz. "É neste contexto que o presidente trabalha. Por outras vertentes, a escolha das pessoas que hão de dirigir os vários órgãos do governo", completou, acrescentando que isso ocorre "dentro de um caráter técnico".

 

Crítica - Em uma fala dura nesta segunda pela manhã, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a forma com que Bolsonaro agiu com Levy e Marcos Barbosa Pinto, que comandava a diretoria de Mercado de Capitais do BNDES e que Bolsonaro exigiu a demissão por este ter trabalhado no governo do PT. "Foi uma covardia sem precedentes", afirmou Maia.

 

Guedes - Ele também criticou a postura de Guedes no episódio. Disse que o ministro "precisa garantir equilíbrio" e o responsabilizou pelas demissões. "Guedes errou, mas já está decidido. Demitir faz parte da vida, é um direito do governo, mas da forma como foi feito, criar suspeição sobre Marcos Pinto, que trabalhava com Arminio [Fraga] até tempos atrás", disse Maia. "Joaquim Levy veio de Washington para trabalhar no governo. Está errado, não pode tratar as pessoas desse jeito. Quer demitir, chama e demite. 

 

Incompatibilidade - O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, minimizou a demissão de Levy e disse que houve "incompatibilidade" e falta de "sintonia" com o presidente Jair Bolsonaro. "É a vida que segue", disse. "Houve uma incompatibilidade de gênios, não houve sintonia entre o que desejava o presidente e como trabalhava o doutor Levy". (Valor Econômico)

ECONOMIA: PIB recua 0,9% no trimestre encerrado em abril, diz FGV

economia 18 06 2019O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve uma queda de 0,9% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o trimestre fechado em janeiro.

Trimestre - Os dados do Monitor do PIB, divulgados nesta terça-feira (18/06), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram ainda que a economia ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2018.

Abril - Considerando-se apenas o mês de abril, o PIB caiu 0,1% na comparação com março deste ano e 0,3% na comparação com abril do ano passado. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 0,6%.

Recuos - A queda de 0,9% registrada no trimestre encerrado em abril, na comparação com trimestre finalizado em janeiro, foi provocada por recuos nos três grandes setores produtivos da economia.

Principais - O principal deles, o setor de serviços, caiu 0,2%, puxado pelos transportes (-1,7%). A indústria teve recuo de 1,3%, influenciado pelo extrativismo mineral (-7,2%). Já a agropecuária caiu 2%.

Demanda - Pelo lado da demanda, a queda foi puxada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos (-0,7%), e pelas exportações (-6,4%).

Consumo - O consumo do governo caiu 0,1%, enquanto o consumo das famílias manteve-se estável. As importações recuaram 8,1%. (Agência Brasil)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel aprova reajuste médio de 3,41% nas tarifas da Copel

energia eletrica 18 06 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na manhã desta terça-feira (18/06), um reajuste médio de 3,41% nas tarifas da Copel. O porcentual de aumento na conta de luz dos paranaenses irá variar conforme o perfil da unidade consumidora. Para categorias ligadas às unidades residenciais, por exemplo, a média de reajuste será menor, de 2,92%.

Alta tensão - Já para consumidores conectados à alta tensão, o aumento será de 4,32%. Para a baixa tensão, será de 2,92%.

Novas tarifas - As novas tarifas vigoram a partir de 24 de junho, na próxima segunda-feira. E o reajuste desta vez - que há um ano atingiu em média cerca de 15% - está abaixo da inflação medida pelo IPCA (4,66%).

O que decidiu a Aneel - A Aneel explicou que o índice de reajuste da Copel foi positivo principalmente pelos impactos dos componentes financeiros. Por outro lado, o pagamento antecipado do empréstimo da Conta ACR contribuiu com uma redução de 4,32% no reajuste.

Mecanismo - A Conta ACR foi um mecanismo de repasse de recursos às distribuidoras para cobertura dos custos com exposição involuntária no mercado de curto prazo e o despacho de termelétricas entre fevereiro e dezembro de 2014. A quitação antecipada desse empréstimo foi anunciada em 20 de março e tem possibilitado reajustes menores para todas as distribuidoras do país.

Redução - A bandeira tarifária também contribuiu para reduzir em 4,81% o índice final do reajuste da distribuidora paranaense, acrescentou a Aneel.

Atendimento - A Copel atende a 4,6 milhões de unidades consumidoras no Paraná. (Gazeta do Povo)

 

PORTO: Saem de Paranaguá 38% da carne de frango exportada pelo Brasil

 

porto 18 06 2019De janeiro a maio de 2019, as vendas externas brasileiras de carne de frango somaram 1,6 milhão de toneladas. Deste total, 637,6 mil toneladas foram movimentadas no Porto de Paranaguá. Isso representa mais de 38% de todo o frango congelado exportado pelo Brasil neste ano. O resultado mantém o Paraná como o principal exportador do produto nacional.

 

À frente - O desempenho paranaense está à frente, inclusive de Santa Catarina, outro grande exportador, que embarcou 626,9 mil toneladas no período. “A estrutura para armazenagem frigorificada no Interior do Estado e em Paranaguá e a eficiência no embarque dos contêineres foram fundamentais para alcançar esse desempenho”, explica o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

 

Acima da média - O Estado apresentou crescimento acima da média nacional, tanto em quantidade quanto em faturamento, na comparação com os primeiros cinco meses de 2018. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Paraná registrou saldo positivo de 10,6% em peso e 13,6% em receita. No País, o crescimento foi de 3,6% e 6,3%, respectivamente.

 

Receita - Beneficiada por preços mais altos, a receita brasileira gerada com as vendas do produto foi de U$ 2,7 bilhões, entre janeiro e maio. A receita paranaense foi de U$1 bilhão, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)

 

Diferencial - O produto exportado via Paranaguá tem como principal origem os produtores do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. O principal destino são China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

 

Cotriguaçu - Para Rodrigo Buffara Farah Coelho, gerente-geral do Grupo Cotriguaçu em Paranaguá, os números resultam dos serviços de excelência prestados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – empresa que opera este tipo de carga congelada no cais público.

 

Preparado - “A escolha pela TCP evidencia que o terminal está preparado para atender a demanda da indústria de cargas congeladas e o protagonismo do Paraná, primeiro do Brasil em produção de frango. Nosso grupo é a cooperativa que mais exporta carne congelada no país, quase que inteiramente movimentando via Paranaguá”, conta.

 

Diferencial - Segundo ele, um dos diferenciais é a estrutura existente também no Interior do Estado. “Temos uma unidade de armazenagem frigorífica localizada em Cascavel e que nos permite transportar as cargas até Paranaguá via modal ferroviário”, completa

 

Cooperativas - O Grupo Cotriguaçu é formado por quatro cooperativas da Região Oeste do Paraná: C. Vale, Copacol, Coopavel e Lar. Juntas, elas são responsáveis por 35% do total de carga congelada movimentada em Paranaguá, no último mês.

 

Recorde - Em Paranaguá, o número de contêineres refrigerados, para transporte de carne de frango, cresceu 328% neste ano. De janeiro a maio de 2019, foram 19.484 unidades. Em 2018, no mesmo período, foram 4.553.

 

Movimentação recorde - Em maio, a TCP registrou movimentação recorde de contêineres refrigerados. Foram 8.442 contêineres, chamados de reefer, sentido exportação, quebrando a marca de 8.236 registrada em junho de 2017.

 

Acumulado do ano - No acumulado do ano, já são 35.369 unidades movimentadas. Nos cinco primeiros meses de 2018, foram 32.134 unidades. “O recorde da movimentação em cargas refrigeradas deve-se a um forte trabalho comercial realizado pela TCP e à capacidade operacional, já que o Terminal é o único com conexão direta com a ferrovia e tem o maior parque de tomadas reefer da área de influência”, explica Alexandre Rubio, diretor Comercial da TCP.

 

Condições - O executivo conta que o Terminal tem condições de operar mesmo em situações climáticas adversas. “A estrutura funciona sete dias por semana, 24 horas, mesmo em períodos mais chuvosos. Mantemos sempre a capacidade total de operação, sem restrições para a atracação dos navios”, ressalta.

 

Maior parque - Além disso, a TCP conta com o maior parque de tomadas reefer do país. São 3.624 tomadas e 153 torres metálicas espalhadas no pátio que servem de acesso para o monitoramento e conexão/desconexão dos contêineres. (Agência de Notícias do Paraná)

BALANÇA COMERCIAL: País tem superávit de US$ 1,219 bi na segunda semana de junho

 

balanca comercial 18 06 2019A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,219 bilhão na segunda semana de junho. O valor decorre de exportações de US$ 4,522 bilhões e importações de US$ 3,303 bilhões no período, informou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Fazenda, nesta segunda-feira (17/06). No mês, o saldo positivo somou US$ 2,339 bilhões e, no ano, chegou a US$ 24,450 bilhões.

 

Média diária - A média diária de exportações em junho até o dia 16 caiu 4,8% para US$ 912,1 milhões, quando comparada a igual período de 2018, resultado impulsionado pelo recuo nas vendas de semimanufaturados e manufaturados. No primeiro grupo, a média de embarques caiu 15,2% para US$ 117,6 milhões, com destaque para semimanufaturados de ferro e aço. Entre os manufaturados, a retração foi de 11,8%, para US$ 301,3 milhões em média por dia, puxada por aviões.

 

Produtos básicos - O resultado só não foi mais fraco por conta do aumento de 8,4% nas vendas de produtos básicos, puxadas por petróleo em bruto e minério de ferro.

 

Importação - A média diária de importações também caiu no acumulado de junho, quando comparada com igual período de 2018, para US$ 678,1 milhões (-0,6%). Nesse comparativo, reduziram os gastos, principalmente com cobre e obras (-36,5%), veículos automóveis e partes (-30,5%), farmacêuticos (-16,6%), plásticos e obras (-10,0%) e químicos orgânicos e inorgânicos (-5,6%). (Valor Econômico)

 

RENOVABIO: Programa deve injetar R$ 13 bilhões em bioenergia

 

renovabio 18 06 2019O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse, nesta segunda-feira (17/06), que o Renovabio talvez seja o maior programa de financiamento da área de sucroenergia no país.

 

2020 - "O RenovaBio [Política Nacional de Biocombustíveis], que entrará em pleno vigor em janeiro de 2020, apenas no setor de etanol estima-se investimentos da ordem de R$ 9 bilhões por ano, com a renovação de canaviais, e mais R$ 4 bilhões com o aumento da produção de cana de açúcar", adiantou o ministro durante abertura do Ethanol Summit, um dos principais eventos do mundo voltados para energias renováveis, no Centro Fecomércio de Eventos, realizado em São Paulo.

 

Portaria - Durante o evento foi assinada a portaria que regulamenta o enquadramento de projetos prioritários no setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis para emissão de debêntures incentivadas no setor de biocombustíveis. A portaria contribui para destravar investimentos em  biocombustíveis, permitindo que empresas captem recursos com isenção de impostos para ampliar investimentos. A medida reforça as metas do Renovabio, permitindo a expansão do número de usinas e o crescimento na oferta de etanol.

 

Presenças - Estiveram presentes também na cerimônia de abertura o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina, entre outros representantes do setor de bioenergia.

 

Importância - Durante seu discurso na abertura, lembrou da importância do setor sucroenergético. "Este é um setor que desde o início acreditou no país, e o que se conseguiu nos últimos anos, os números que tem, a tecnologia que desenvolveu, é a certeza de que juntos vamos fazer uma grande nação". (Agência Brasil)

RELAÇÕES EXTERNAS: Bangladesh quer parceria em tecnologia para a agricultura

 

relacoes externas 18 06 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o embaixador de Bangladesh no Brasil, Zulfiqar Rahman, discutiram nesta segunda-feira (17/06) a intenção de aumentar a parceria comercial, hoje ainda muito limitada e com balança comercial desequilibrada a favor do Paraná. O diplomata quer facilitar a troca de tecnologia na agricultura, área em que o Estado brasileiro é referência, e levar empresas paranaenses para o mercado asiático. Geograficamente, o país, localizado na Baía de Bengala, tem capacidade e proximidade para atender Índia e China, os países mais populosos do mundo.

 

Vocação - Ratinho Junior afirmou no encontro que o Paraná tem uma vocação para o agronegócio, a produção de energia e a industrialização, principalmente no setor automotivo. E também capacidade científica para desenvolvimento tecnológico, em função do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), da Emater e das universidades estaduais. O Estado já exporta para Bangladesh produtos do complexo soja (farelo, óleo e grão), açúcar e cereais.

 

Agricultura pujante - Zulfiqar Rahman destacou que o país asiático tem agricultura pujante e como um dos seus pilares econômicos, mas baixa produtividade e mão de obra quase que exclusivamente humana, o que inviabiliza a colheita de todos os produtos gerados. Em função dessa realidade, o país discute a importação de maquinário agrícola.

 

Vestuário - O embaixador também comentou que o seu país é o segundo maior produtor de vestuário do mundo, com confecções de grandes marcas americanas, e que a classe média de Bangladesh, também uma das nações mais populosas do mundo, tem crescido razoavelmente rápido, o que reforça a necessidade de incrementar a produção agrícola.

 

Abertura - Marcelo Grendel Guimarães, cônsul honorário do país em Curitiba, disse que o país asiático se abriu para a economia nos últimos anos e busca parcerias comerciais sólidas para fortalecer esse crescimento. “Essa foi a primeira visita do embaixador ao Paraná. É um país muito novo. Depois da independência era extremamente pobre, mas no ano passado atingiu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para a ONU o classificar como país em desenvolvimento. A missão é abrir o comércio entre Bangladesh e os outros países, especificamente o Brasil”, afirmou.

 

Convite - No encontro, o embaixador convidou o governador a ajudar a formar uma comitiva de empresários em parceria com as federações de comércio, indústria e agronegócio para conhecer o país e as oportunidades de investimentos. “Bangladesh está em uma área estratégia para distribuição por toda a Ásia. Os empresários podem montar empresas lá livres de taxas”, completou Guimarães.

 

Turismo - O governador Ratinho Junior também convidou o embaixador a apresentar o Paraná e as suas belezas naturais a seu país para atrair novos turistas, principalmente a Foz do Iguaçu, segundo destino mais procurado do Brasil.

 

Pacotes - A embaixada também estuda a possibilidade de facilitar pacotes de visitas dos brasileiros para Bangladesh e ainda Índia e Nepal. As principais atrações do país são a praia Cox’s Bazar, com 125 quilômetros ininterruptos de areia, e a Sundarbans, maior floresta de mangues da beira-mar do mundo.

 

Presenças - Estiveram presentes no encontro o secretário de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e o diretor-presidente da Paraná Desenvolvimento, Eduardo Bekin, além da embaixatriz Shameem Akhter e da conselheira política e chefe de chancelaria Samia Israt Ronee. (Agência de Notícias do Paraná)

CNI: País perde US$ 7 bi com paralisia na OMC, aponta Confederação

 

cni 18 06 2019O Brasil é um dos principais perdedores com a paralisia do mecanismo da Organização Mundial do Comércio (OMC) que julga disputas comerciais, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Quinto maior usuário do Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) entre mais de 160 países, o Brasil corre risco de perdas de US$ 7 bilhões no comércio internacional no caso de colapso do mecanismo, segundo a CNI.

 

Posições dos EUA - O OSC vem sendo fragilizado devido a posições dos EUA. Há meses, Washington bloqueia a nomeação de juízes para o Órgão de Apelação, espécie de corte suprema do comércio internacional. Há atualmente apenas três de sete juízes em função. Em dezembro, mais dois terminam seu mandato e só restará a juíza de origem chinesa.

 

Painéis - Assim, o que for decidido em painéis (comitê de investigação), que é a primeira instância, tende a ficar bloqueado na segunda instância por falta de juízes.

 

Compatibilidade com as regras - Em recente encontro dos ministros de Comércio dos países do G-20, no Japão, um comunicado mencionou a necessidade de funcionamento do OSC "compatível com as regras negociadas". Nesse ponto, EUA e Brasil estão de acordo. O Brasil propôs uma espécie de código de conduta para atuação do Órgão de Apelação. Os EUA insistem há anos que os juízes da OMC tomam decisões que vão bem além das regras que países aceitaram nas negociações.

 

Em andamento - O Brasil tem cinco casos na OMC como demandante em andamento, que foram iniciados nos últimos cinco anos. "O potencial de perdas para o país, caso o sistema entre em colapso e não seja possível colher os frutos dessas disputas é de US$ 7 bilhões para o país em acesso a mercados ou subsídios", diz a entidade que representa a indústria nacional.

 

Os casos - Os casos envolvem barreiras contra carne bovina na Indonésia, subsídios ao açúcar pela Índia e pela Tailândia, subvenções para jatos da Bombardier pelo Canadá, além de barreira a produtos de aço nos EUA. Neste caso, aberto em 2016, até hoje o Brasil não acionou o pedido de painel (comitê de investigação).

 

Mais ofensivo - Embora seja o quinto maior usuário do OSC da OMC, o Brasil é o país mais ofensivo de todos entre as maiores economias. Em 67% dos contenciosos (33 de um total de 49), o país é demandante, ou seja, é a parte que questiona uma medida em outro país para proteger as suas exportações ou produção doméstica.

 

Cálculo - A CNI calcula que vitórias obtidas pelo país na OMC somam US$ 9,5 bilhões desde 1995, seja questionando medidas que restringiam exportações brasileiras ou subsídios aplicados por outros países. Significa, pelo menos na teoria, ganho de US$ 633 milhões por caso, o que coloca o OSC como estratégico para a política comercial brasileira.

 

Interesses defensivos- A entidade destaca também interesses defensivos do Brasil, na medida em que políticas industriais relevantes para o desenvolvimento econômico do país são questionadas por terceiros países na OMC. Nestes casos, considera ser também fundamental o pleno funcionamento do sistema de solução de controvérsias "para que políticas domésticas que são compatíveis com as regras multilaterais possam ser preservadas".

 

Rapidez- O Brasil e outros países insistem num acordo com rapidez para evitar a paralisa do OSC. Para a indústria, entre medidas consideradas importantes, está uma previsão de novas regras para a carreira dos árbitros; trabalhar na prevenção de disputas comerciais; e criar regras para evitar que os árbitros julguem questões que não estão em disputa. (Valor Econômico)


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