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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4597 | 13 de Junho de 2019

G7: Lideranças participam de lançamento do Programa Mobilização pelo Emprego no PR

g7 13 06 2019O Paraná recebeu, na manhã desta quinta-feira (13/06), o lançamento do programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade para Todos, uma iniciativa do Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), realizada em parceria com os governos estaduais e o Sebrae. O evento ocorreu no Campus da Indústria do Sistema Fiep, em Curitiba, e foi promovido com apoio do G7, grupo que integra as principais entidades representativas do setor produtivo paranaense. O presidente do Sistema Ocepar e coordenador do G7, José Roberto Ricken, fez um pronunciamento, lembrando que o cooperativismo paranaense, que congrega 215 cooperativas e alcançou faturamento de R$ 83,7 bilhões em 2018, emprega diretamente mais de 100 mil pessoas no Estado, todas com carteira assinada. “São poucos os segmentos que conseguem obter um resultado tão expressivo”, frisou. Ele também destacou a importância de ações voltadas à abertura de novos postos de trabalho em todo o país.

Presenças - O evento teve ainda a presença do Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre da Costa; do governador do Paraná, Ratinho Junior, e do presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles. O Paraná foi o terceiro estado em que o programa foi lançado. O objetivo da iniciativa, que vai percorrer todas as unidades da federação, é mapear os entraves que prejudicam o desenvolvimento da economia local e apresentar soluções em prol da competitividade.

Web aplicativo - Na ocasião, também foi lançado o web aplicativo Mobiliza Brasil. Por esse canal, os empresários podem sugerir melhorias para o ambiente de negócios de sua localidade. A ferramenta permite reunir sugestões e organizar dados que servirão de subsídios para a elaboração de políticas públicas. Ela já está disponível (mobilizabrasil.economia.gov.br) e, desde o dia 3 de maio, quando foi ao ar, já recebeu mais de 10 mil participações.

Sobre o G7 - Fazem parte do G7, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

 

SUESPAR: Presidente da Ocepar prestigia abertura do evento, em Foz do Iguaçu

suespar 13 06 2019O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, participam, na noite desta quinta-feira (13/06), da solenidade de abertura do 27º Simpósio das Unimeds do Estado do Paraná (Suespar), evento promovido pela Federação Unimed Paraná, no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná.

Mercadinho Coop - Uma das novidades deste ano é o Mercadinho Coop, onde estarão expostos produtos de varejo processados pelas cooperativas agropecuárias paranaenses. Lá, os participantes do evento vão poder conferir itens como óleo de soja, sucos, cafés, laticínios, farinha de trigo, entre outros. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Unimed Paraná e os Sistemas Ocepar e OCB e tem o objetivo de mostrar a força da agroindústria cooperativista no Estado.

O Simpósio - O Suespar se estende até o fim de semana. Nesta edição, tem como tema “O cliente no centro da estratégia”. De acordo com os organizadores, o Simpósio nasceu com o intuito de reunir as Unimeds para a discussão de questões em comum, composição de soluções, troca de experiências e implementação do desenvolvimento de suas equipes. Todos os anos, aproximadamente mil pessoas, entre colaboradores, médicos cooperados e dirigentes das Unimeds, e grandes líderes – nacionais e internacionais – do setor de saúde e do cenário político, econômico e empresarial, prestigiam o evento.

Programação - A programação é dividida em plenárias, oficinas e mini eventos. Há ainda a Feira de Negócios, onde estará montado o Mercadinho Coop. Clique aqui para mais informações sobre o 27º Suespar.

Números da Unimed no Paraná - No Paraná, o Sistema Unimed é composto por uma federação e 22 cooperativas singulares. Ao todo são quase 10 mil médicos cooperados ativos, 1,5 milhão de beneficiários e 5.872 colaboradores no Estado.

 

DIGITAL AGRO: Evento apresenta tendências e discute a transformação tecnológica da agropecuária

 

Teve início, nessa quarta-feira (12/06), a Digital Agro 2019. Além de poder visitar e conhecer as principais empresas que estão apostando no poder da tecnologia no campo, os visitantes também assistiram a palestras e conheceram os serviços e soluções que as startups levaram para o evento.

 

Governador - O primeiro dia da terceira edição da feira contou com a participação do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que elogiou a estrutura e a importância do evento. “A tecnologia para o agronegócio é fundamental. O Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do mundo, e a agricultura está saindo da enxada e migrando para os smartphones e tablets, que facilitam a gestão e refletem em maior produtividade. É por isso que feiras como essa são muito importantes para o produtor rural continuar nesse caminho”, ressaltou.

 

Palestras - O fundador da Hypercubes, Fábio Teixeira, com formação pela Singularity University, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, abriu a programação de palestras da Digital Agro 2019. Teixeira falou sobre o uso de satélites e sensores especiais para a produção de imagens hiperespectrais. Esse tipo de imagem, utilizada também na plataforma desenvolvida por ele, é capaz de identificar alterações moleculares em uma plantação, monitorar com precisão o solo da propriedade, fornecendo dados já processados e auxiliando na tomada rápida de decisão. “Nós queremos popularizar essa tecnologia, torná-la cada dia mais acessível. A nossa ideia é que ela esteja disponível para os produtores no fim do primeiro semestre de 2020”, explicou Teixeira.

 

Automação e robótica - Em "Robótica e implementos inteligentes na agricultura arável”, o engenheiro agrônomo e professor do Departamento de Agroecologia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, Ole Green, falou sobre o uso cada vez mais frequente da automação e da robótica na agricultura. “Hoje já podemos contar com a ajuda de ferramentas como a Inteligência Artificial e Big Data para elevarmos a nossa produtividade e tornarmos o agronegócio um ramo sustentável”, ressaltou Green, que também é fundador e CEO da Agrointelli, empresa focada na sustentabilidade da agricultura arável.

 

Palestras técnicas - Além disso, palestras técnicas foram ministradas em miniauditórios espalhados pelo pavilhão principal. No estande da UPL, empresa especializada em proteção de cultivos e soluções para otimizar a produtividade agrícola, a engenheira agrônoma e consultora comercial, Alessandra Decicino, falou sobre a participação das mulheres no processo de gestão. “Cada vez mais as mulheres têm se tornado protagonistas, buscando a capacitação e a profissionalização no agronegócio. E essa é uma ótima notícia quando pensamos na governança e sucessão familiar, porque está fazendo com que a mulher se torne, também, a essência do negócio”, disse Alessandra.

 

Continuidade - A feira continua nesta quinta-feira (13/06), no Parque Histórico de Carambeí, com demonstrações práticas, palestras técnicas e apresentação de diversas startups.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA).

 

Sobre a Fundação ABC - A Fundação ABC é uma instituição de pesquisa agropecuária que realiza trabalhos para desenvolver e adaptar novas tecnologias, com o objetivo de melhorar as produtividades de forma sustentável aos mais de cinco mil produtores rurais filiados às cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, além dos agricultores contribuintes. O trabalho da fundação abrange uma área de 467,2 mil hectares, além de uma bacia leiteira de mais de 678 milhões de litros/ano. A instituição também realiza projetos de pesquisa com empresas privadas, por contratos de cooperação técnica, e mantém vínculos com empresas de pesquisa pública. A sede é em Castro (PR) e os cinco campos demonstrativos e experimentais ficam estrategicamente espalhados pela área de atuação. (Imprensa Frísia)

 

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COAMO I: Programa de Fidelidade transforma participação em prêmios

Há pouco mais de um ano, a Coamo lançou o Fideliza, um programa de relacionamento que está premiando a participação dos cooperados na cooperativa. Vários produtos já foram retirados pelos associados em toda a área de ação da Coamo no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Alguns optaram em retirar prêmios equivalentes à pontuação, e outros utilizaram os pontos como parte do pagamento, adquirindo produtos com valor maior.

Amambaí - Em Amambai (Sudoeste do Mato Grosso do Sul), a família Brongnoli adquiriu duas adubadoras automotriz para a aplicação de fertilizantes e utilizou os pontos acumulados com o Fideliza como parte do pagamento. O cooperado Francielo Brongnoli explica que o grupo familiar fez um estudo sobre a necessidade e viabilidade dos maquinários e que a opção da escolha foi levando em consideração os benefícios oferecidos pelo Fideliza. “Temos um parque de máquinas grande, mas que sempre precisa ser renovado e com o Fideliza podemos fazer isso com um custo menor. Os pontos que tínhamos no programa ajudaram bastante na aquisição desses dois novos maquinários que irão suprir a nossa necessidade”, destaca.

Outros produtos - Brongnoli revela que o grupo familiar já retirou outros produtos pelo programa Fideliza. Ele destaca a importância de se manter a fidelidade com a cooperativa para que possa ter ainda mais benefícios. “Foi uma boa iniciativa o lançamento desse programa que agrega muito para os cooperados. Já fechamos o plano safra com a Coamo visando também novos pontos no Fideliza. Já tínhamos as sobras e agora contamos com esse novo benefício de pontos que ajudará, principalmente, na aquisição de novos equipamentos.”

Toledo - Em Toledo (Oeste do Paraná), o programa Fideliza também já entregou vários produtos para os cooperados. Rodrigo Fabris adquiriu um guincho big bag com os pontos do programa. Ele revela que procurou a cooperativa para saber a quantidade de pontos e o que poderia pegar para melhorar a condução da lavoura. “Optamos pelo guincho e tivemos um bom desconto com os pontos. É um equipamento que nos dará mais agilidade e segurança para trabalhar. Já estamos planejando a aquisição de novos equipamentos utilizando os pontos do programa.” Fabres pondera que o Fideliza aproxima o associado ainda mais da cooperativa. “Quanto mais participamos da Coamo, mais pontos acumulamos para trocar ou adquirir novos produtos”, acrescenta.

Inovação e prêmios - O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, ressalta que a cooperativa está sempre inovando e premiando a atuação dos associados. “O programa Fideliza é para valorizar os cooperados, que já estão automaticamente cadastrados. O programa atribui pontos por cada aquisição de bens de fornecimento na cooperativa que podem ser trocados por produtos ou serviços fornecidos pela Coamo”, explica.

Incremento - Para o superintendente Técnico da Coamo, Aquiles Dias, o programa Fideliza vem ao encontro dos cooperados e incrementa os benefícios que a Coamo já oferece. “O Programa Fideliza premia os cooperados por meio do acúmulo de pontos na aquisição de produtos da área de Bens de Fornecimento de acordo com sua atuação na cooperativa. E é muito simples, pois quanto maior for a participação mais pontos serão contabilizados”, considera. Desta maneira, o cooperado com movimentação integral terá o valor máximo do fator de conversão e, à medida que esta participação for diminuindo, o valor do fator de conversão diminuirá na mesma proporção.

Condições - Ele informa as condições para adesão. “O cooperado adere ao Fideliza mediante a aquisição de produtos de forma automática e sem ônus para ele. O sistema calcula a geração de pontuação já a partir da primeira compra, e esses pontos acumulados podem ser trocados por produtos das lojas de peças e veterinárias, máquinas, implementos e serviços oferecidos pela cooperativa.”

Pontos - Os cooperados têm direito a pontos na aquisição de insumos das quatro principais culturas (soja, milho, trigo e milho 2ª safra), mas também há um fator de pontuação para outros itens de bens de fornecimento como peças, máquinas, farmácia veterinária, entre outros. O fechamento dos pontos, referente as quatro principais culturas, será feito a medida em que forem encerradas as colheitas. (Imprensa Coamo)

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COAMO II: Linha de alimentos no Simpósio das Unimeds

 

coamo 13 06 2019Uma das novidades deste ano do Simpósio das Unimeds do Estado do Paraná (Suespar) é a exposição de produtos de varejo processados pelas cooperativas agropecuárias paranaenses no Mercadinho Coop onde são expostos os produtos alimentícios produzidos pelas cooperativas agropecuárias. A Coamo se faz presente com sua linha alimentícia onde os participantes do evento poderão conferir os alimentos produzidos pelos mais de 28 mil associados. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Unimed Paraná, promotora do Suespar, com os Sistemas Ocepar e OCB e tem o objetivo de mostrar a força da agroindústria cooperativista no Estado.

 

Coamo - Os Alimentos Coamo estarão expondo os produtos das marcas Coamo e Anniela: Margarinas Coamo Família, Coamo Extra Cremosa e Coamo Light; cafés Coamo Tradicional, Coamo Extra Forte e Coamo Premium; óleo de Soja Coamo; farinhas de Trigo Coamo Doméstica, Integral, Pizza, Pastel e Salgados e farinha de Trigo Anniela.

 

Suespar - “O cliente no centro da estratégia”, é a temática da 27ª edição do Simpósio das Unimeds do Estado do Paraná – Suespar, de 13 a 16 de junho de 2019, no Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O Suespar nasceu com o intuito de reunir as Unimeds para a discussão de questões em comum, composição de soluções, troca de experiências e implementação do desenvolvimento de suas equipes. Todos os anos, aproximadamente 1.000 pessoas, entre colaboradores, médicos cooperados e dirigentes das Unimeds, e grandes líderes – nacionais e internacionais – do setor de saúde e do cenário político, econômico e empresarial, transformam o evento em uma verdadeira universidade corporativa. (Imprensa Coamo)

CRÉDITO RURAL: Cooperativas de crédito ganham força

 

credito rural destaque 13 06 2019Impulsionadas por uma estratégia concentrada nos principais polos do agronegócios espalhados pelo interior do país, as cooperativas de crédito viram seus desembolsos de crédito rural dobrarem nas últimas seis safras e superarem R$ 27 bilhões no ciclo atual (2018/19). O avanço ultrapassa com folga o crescimento dos outros agentes que atuam nesse mercado e já incomoda tanto o Banco do Brasil, líder histórico no segmento, quanto as instituições privadas que também estão fortalecendo sua atuação no campo.

 

Salto - Com o crescimento, a fatia do ramo cooperativo no volume total de financiamentos liberados ao setor agropecuário saltou de 9%, na safra 2013/14, para 17,2% agora, de acordo com dados do Banco Central. O incremento médio, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi de 8,8% ao ano em valores deflacionados, enquanto o BB amargou queda de 3,4% ao ano e os bancos privados registraram baixa de 5,3% no intervalo.

 

Avanço - E o avanço tende a continuar acelerado, sobretudo diante da maior concorrência no segmento estimulada pelo governo. Nesse contexto, o perfil mais simplificado de gestão, com executivos mais próximos dos cooperados e estrutura de gerência menor e menos burocrática, é uma das vantagens competitivas do setor cooperativista, de acordo com especialistas.

 

Mais leves - "As cooperativas de crédito são muito mais leves que os bancos tradicionais. Conseguiram furar o bloqueio de um grupo muito fechado de bancos e são, hoje, as que mais estão ganhando 'share' no crédito rural, crescendo a uma taxa de dois dígitos há um bom tempo", diz o economista Antônio da Luz, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

Atuação - Atualmente, 437 cooperativas de crédito atuam no segmento rural no país. Em cerca de 600 municípios, segundo dados da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), elas atuam praticamente sozinhas, e em boa parte com agências digitais. Márcio Freitas, presidente da entidade, reforça que em muitos casos essa atuação se dá onde não há nenhuma outra agência bancária. "Estamos ocupando espaços que, muitas vezes, os bancos não querem. E é aí que as cooperativas são mais competitivas", diz.

 

Bancos cooperativos - A maioria das cooperativas de crédito sempre emprestou aos produtores rurais por meio dos dois bancos cooperativos em operação no país (Bancoob e Sicredi). Mas há algumas que operam sem esses bancos. São as chamadas "solteiras", ligadas a cooperativas de produção, como a Credicoamo, que recentemente receberam aval para captar poupança para o crédito agrícola.

 

Pequenos negócios - "Enquanto alguns bancos deixaram de crescer nos últimos anos, estamos inseridos na atividade econômica dos pequenos municípios, onde o agronegócio é pujante e tem ficado um pouco alheio às crises", afirmou ao Valor João Tavares, presidente do Banco Cooperativo Sicredi.

 

Abrangência - Guarda-chuva para 114 cooperativas de crédito como a Credicitrus - líder nas contratações de crédito rural entre as cooperativas financeiras -, o Sicredi tem hoje 1,7 mil agências no país e mantém uma carteira de crédito rural de R$ 22,1 bilhões, ou 40% de toda sua carteira de crédito. Em 2018, o Sicredi cresceu 27,7% na comparação com o ano anterior.

 

Outros estados - Com forte atuação na região Sul, o Sicredi, que tem 81,2% de suas agências no meio rural, busca agora avançar em São Paulo, Minas Gerais e no Nordeste, e também em cidades onde é a única instituição financeira. Com boa penetração entre pequenos e médios produtores e "funding" baseado em poupança rural e depósitos à vista, o Sicredi vê um crescimento cada vez maior dos empréstimos com Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

 

Principal fonte - No Bancoob, as LCA já despontam como principal fonte de recursos, o que comprova que os bancos cooperativos também estão antenados na maior demanda por recursos a juros livres com o patamar baixo da taxa básica de juros (Selic). Oriundo de cooperativas do Sudeste, o Bancoob conta com uma carteira de R$ 15,2 bilhões no crédito agrícola e vem crescendo cerca de 14% ao ano nas últimas seis safras - das 430 cooperativas do sistema Sicoob, 80% operam com crédito rural.

 

Experiência maior - "Nossa atuação no crédito rural, que era nada há 20 anos, fez empurrar o 'share' do BB para baixo. E estamos na frente dos privados, porque adquirimos uma experiência maior operando sistematicamente nesse setor em escala nacional há 22 anos", afirma Marco Aurélio Almada, presidente do Bancoob. (Valor Econômico)

 

credito rural tabela 13 06 2019

UNIPRIME NORTE DO PR: Entre as primeiras do Brasil, segundo levantamento do Banco Central

 

uniprime norte pr 13 06 2019Prestes a encerrar o primeiro semestre de 2019, a Uniprime Norte do Paraná tem muitos motivos para comemorar. A cooperativa divulgou o resultado de 78 milhões de reais, inaugurou uma agência em Ribeirão Preto (SP), conquistou o índice de 94% de satisfação dos cooperados, ofertou cursos, lançou canal de educação financeira, e disponibilizou novas funcionalidades nos canais digitais. 

 

Entre as maiores - A jornada promete ser ainda mais próspera. O ranking do Banco Central em relação ao encerramento do ano de 2018 mostra que, das 925 cooperativas de crédito singulares do País, a Uniprime Norte do Paraná está entre as maiores do Brasil. No que se refere ao Patrimônio Líquido, a Uniprime ocupa o 1º lugar no Paraná, o 2º lugar em São Paulo e o 3º lugar a nível Brasil. Se considerarmos o Total de Depósitos, a cooperativa está em 2º lugar entre as instituições do Paraná, 3º em São Paulo e 10º no Brasil. Já no quesito Ativos Totais, a Uniprime garante a 3ª posição no Paraná e em São Paulo, e a 9ª posição no ranking nacional. 

 

Projeto de crescimento - Os números vão ao encontro do projeto de crescimento da cooperativa, que é sólido e constante, e deve ser continuado neste ano com abertura de no mínimo mais uma agência no interior de São Paulo, sempre com o propósito de melhorar a vida financeira das pessoas. (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

SICREDI UNIÃO PR/SP: Sexta agência é inaugurada em Maringá

 

sicredi uniao 13 06 2019O Mandacaru foi o bairro escolhido para a instalação da sexta agência da Sicredi União PR/SP em Maringá (PR), inaugurada na última segunda-feira (10/06). Com isso, a instituição financeira cooperativa conta com 95 agências no norte e noroeste do Paraná, centro e leste paulista. Instalada na avenida Mandacaru 1.107, a nova agência já tem cerca de 300 contas, entre pessoas físicas e jurídicas, graças ao trabalho iniciado semanas antes.

 

Presenças - A inauguração reuniu dezenas de pessoas, inclusive o presidente da Sicredi União, Wellington Ferreira, conselheiros de administração, conselheiros fiscais e diretores da cooperativa, bem como o vice-prefeito Edson Scabora e o vereador Carlos Mariucci. 

 

Atendimento personalizado - O gerente Jair Fernandes Júnior reforçou o atendimento personalizado que os associados da Sicredi recebem e destacou a alegria de gerenciar uma agência no bairro onde mora. Já o vice-prefeito Edson Scabora destacou a importância do empreendimento para a geração de emprego e renda e dos recursos provenientes da operação serem investidos na própria comunidade, já que esse é um dos diferenciais de uma cooperativa de crédito. 

 

Mais três - Ferreira afirmou que até o final do ano serão inauguradas outras três agências em Maringá, totalizando nove na cidade. “Muita gente comenta que enquanto os bancos fecham agências, estamos fazendo o caminho inverso. Vamos abrir 25 agências neste ano e temos conquistado, em média, quatro mil associados por mês. Isso porque além de transações financeiras, fazemos transformações sociais, investindo na comunidade e respeitando as pessoas. Trabalhamos para ser relevantes para os associados e para nossos colaboradores. Esse trabalho nos leva a ser a quarta maior cooperativa de crédito do Brasil”, comentou. 

 

Locais - As três novas agências da Sicredi União PR/SP em Maringá serão instaladas na Vila Operária (inauguração em 28 de junho), na avenida Pedro Taques (5 de julho) e na avenida Kakogawa, com abertura no final do ano. Além da agência Mandacaru, a cidade conta com as agências Maringá Cocamar, Maringá Tuiuti, Maringá Velho, Maringá Cerro Azul e Maringá Centro.

 

Plano de expansão - Até o final do ano o plano de expansão da cooperativa prevê inaugurar 25 agências, sendo 14 em São Paulo e 11 no Paraná. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICOOB OURO VERDE: Duas cidades do Amapá ganham novas agências

 

O Sicoob Ouro Verde tem um plano de expansão arrojado para 2019, fruto dos ótimos resultados que vem alcançando. A exemplo disso, recentemente inaugurou dois pontos de atendimento no estado do Amapá, onde já possui duas agências, ambas na cidade de Macapá.

 

Localização - As duas novas agências ficam localizadas em Macapá e Santana e ampliam o acesso dos atuais 3 mil cooperados da região aos produtos e serviços da cooperativa. Além disso, comprovam o investimento da singular por novos negócios na região, que vem se mostrando promissora.

 

Benefício - “Todo e qualquer resultado se reverte em benefício do cooperado, que não é um cliente, mas um sócio por estar desenvolvendo um projeto coletivo em que ele e todos à sua volta ganham”, explicou o gerente da nova agência de Santana, Marcelo Bastos de Araújo.

 

Participações - Estiveram presentes nas cerimônias conselheiros, diretores e colaboradores do Sicoob Ouro Verde, além de cooperados, imprensa e autoridades da região.

 

Cursos - Vale ressaltar que antes mesmo das inaugurações das novas agências, o Sicoob esteve no início do ano nas cidades de Santana e Macapá com o Expresso Instituto Sicoob, para oferecer vários cursos de capacitação gratuitos para a população local.

 

Localização - Em Santana, a nova agência está localizada na Rua Pedro Salvador Diniz, 372 e, em Macapá, na Rua Emilio Medici, 246. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB INTEGRADO: Premiado em duas categorias do Prêmio Destaque Empresarial de Coronel Vivida

 

No dia 31 de maio, foram anunciados os vencedores do Prêmio Destaque Empresarial 2018 durante evento realizado no Centro de Eventos Dalpizzol, em Coronel Vivida. A iniciativa, promovida pela Veja Pesquisas e pela Associação Comercial e Empresarial do município reconhece os profissionais mais lembrados pelo público.

 

Destaques - Entre os destaques, o Sicoob Integrado foi premiado em duas categorias: “Gerente de Instituição Financeira” e “Instituição Financeira”. A agência da cooperativa na cidade foi a mais lembrada pelos entrevistados, assim como a gerente de Relacionamento, Jeniffer Albuquerque.

 

Dever cumprido - Representando a agência de Coronel Vivida, o gerente Rudinei Chervinski, explica que a premiação gera a sensação de dever cumprido. “É a nossa missão de desenvolver as comunidades colocada em prática e o prêmio reconhece isso. Além disso, é a certeza de que estamos no caminho certo, priorizando e valorizando os nossos cooperados”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB SUL: Colaboradores participam da limpeza da Baía de Guaratuba

 

Em comemoração à Semana Nacional do Meio Ambiente e no Dia Mundial dos Oceanos, cerca de 500 voluntários, entre eles 50 colaboradores do Sicoob Sul, familiares e amigos, participaram do 12º Mutirão de Limpeza da Baía de Guaratuba, no litoral paranaense, realizado no último dia 8.

 

Ferry boat e embarcações - Um ferry boat e 35 embarcações contribuíram na ação promovida pelo Instituto Guaju em parceria com o Instituto Paranaense de Apoio à Reciclagem (Inpar) e que contou com o apoio do Sicoob Sul e do Instituto Sicoob. Foram recolhidas sete toneladas de lixo, como sofás, fogão, colchões, freezer e muitos outros entulhos da água.

 

Quinto ano - Esse é o quinto ano que a cooperativa participa da ação. Para o gestor de Recuperação de Crédito, Augusto Cesar da Silva Laviola, foi muito gratificante ver tantos colaboradores engajados, principalmente, porque a cada ano o número de pessoas envolvidas aumenta. “As ações trazem engajamento e motivação, além disso são formas de aproximar a cooperativa da comunidade”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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UNIMED LONDRINA: Presidente da cooperativa realiza palestra sobre inovação em universidade

 

unimed londrina 13 06 2019O diretor-presidente da Unimed Londrina, Omar Taha, realizou uma palestra gratuita no último dia 11 de junho, no auditório da Universidade Positivo. O tema do evento foi "Estratégias para o mundo 4.0: como se posicionar frente à nova revolução".

 

Público-alvo - A palestra teve como público-alvo profissionais interessados no setor de inovação e que buscam, por meio da capacitação de executivos e demais profissionais da área, incentivar e otimizar seus negócios de Londrina.

 

Especialista - Taha é especialista em novos modelos de inovação pela Massachusetts Institute of Technology (MIT), governança pela Babson College e APS pela Cambridge Healthcare Aliance. A palestra foi uma realização do curso de pós-graduação de Gestão de Eventos da Universidade Positivo. (Imprensa Unimed Londrina)

PREVIDÊNCIA: Relator antecipa que BPC, aposentadoria rural e capitalização estarão fora da reforma

previdencia 13 06 2019O relator da reforma da Previdência (PEC 6/19), deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), adiantou que as mudanças no BPC e na aposentadoria rural e o modelo de capitalização proposto pelo governo estarão fora de seu parecer. Segundo Moreira, o texto que está sendo apresentado nesta quinta-feira (13/06) na comissão especial que analisa a proposta é uma construção de temas de consenso.

Sinalização - Ele sinalizou ainda que a idade mínima para aposentadoria das professoras será aos 57 anos, menor que a prevista na proposta do governo, que é de 60 anos. O tempo de contribuição das mulheres para se aposentar, segundo o relator, se manterá em 15 anos.

Contra - O líder da Maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), relembrou o documento assinado por 13 partidos em março deste ano que se posicionaram contra a inclusão do BPC e da aposentadoria rural e a desconstitucionalização de itens da previdência.

Preservação - Esse acordo que está sendo tratado passou preliminarmente pela preservação dos direitos do trabalhador e da trabalhadora do campo brasileiro; segundo: a questão do BPC; e terceiro: garantir na Constituição aquilo que é muito caro ao povo brasileiro".

Governadores - Samuel Moreira confirmou que estados e municípios deverão ficar de fora do relatório em um primeiro momento, mas poderão ser reincluídos se houver acordo com os governadores sobre o texto. “É o diálogo, é o entendimento, é buscar consensos, buscar maioria, essa é a função do parlamento para construir uma proposta viável ao País, esse é nosso trabalho, esse é o nosso esforço e conversamos com todos", explicou.

Oposição - No meio da coletiva, a oposição protestou por não ter sido convidada a participar e anunciou obstrução aos trabalhos na comissão especial. A reunião chegou a ser encerrada, mas foi retomada em seguida. Para a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a reunião desconsiderou a oposição.

Discordância - "É um absurdo que uma parte da Casa se faça como representante de toda a Casa, quando há uma parcela eleita que não concorda com essa proposta. Não existe data 25 acordada. É um absurdo o que aconteceu, protestamos lá (coletiva), aqui (Plenário) e protestaremos nas ruas", afirmou. Uma greve geral está convocada para esta sexta-feira (14/06).

Cronograma - O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), disse que os partidos de centro anunciaram o cronograma "como se fossem os donos da Casa". Segundo ele, falta agora confiança na condução dos trabalhos pelo presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM). "Como vamos aquiescer o presidente da comissão com líderes de centro para anunciar um acordo? Temos que resistir." (Agência Câmara)

 

AGRICULTURA FAMILIAR: Mais de 37 mil produtores serão beneficiados em junho com o programa Garantia Safra

 

agricultura familiar 13 06 2019Um total de 37.579 produtores de Pernambuco, Paraíba e Minas Gerais, receberão R$ 58,1 milhões em junho, referentes ao programa Garantia Safra 2017/18. O repasse foi autorizado pela Portaria 2.637, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada nesta quarta-feira (12/06), no Diário Oficial da União.

 

Pagamento - Desde dezembro de 2018 até agora já foram pagos R$ 232,87 milhões aos agricultores familiares atingidos sistematicamente pela seca nas regiões Nordeste, no Norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

 

Direito - Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até 1,5 salário mínimo, quando tiverem perdas de produção superiores a 50%. O Garantia Safra prevê o repasse de R$ 850, divididos em cinco parcelas de R$ 170, que são depositadas diretamente no cartão do Bolsa Família, seguindo o calendário de pagamentos definido pela Caixa Econômica Federal.

 

Participação - Para participar do Garantia Safra é necessário que, anualmente, estados, municípios e agricultores façam a adesão ao programa, por meio da inscrição e o pagamento anual de aportes que tem valores iguais a R$ 17 para agricultores; R$ 51 para os municípios; R$ 102 para os estados; e R$ 340, no mínimo, para a União.

 

Município - Para que o município possa receber este benefício, há a necessidade da confirmação de perda superior a 50% em pelo menos dois dos quatro indicadores: informações dos laudos amostrais; penalização hídrica calculada pelo Inmet; Índice de Suprimento de Água para o Crescimento Vegetal (ISACV/Cemaden); e Perda calculada com informação do LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola) e da PAM (Produção Agrícola Municipal), ambos do IBGE. (Mapa)

FONTES RENOVÁVEIS: Estado vai ampliar estudos sobre uso do biogás como combustível

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior conheceu nesta quarta-feira (12/06), em Foz do Iguaçu, o projeto de uso de biogás para abastecimento da frota de carros da Itaipu Binacional. A planta, inaugurada em junho de 2017, é uma parceria entre a hidrelétrica e o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), associação que reúne 27 instituições que desenvolvem e apoiam projetos relacionados às energias renováveis.

 

Proposta - O governador avalia que a proposta do uso de biogás como combustível pode ser incorporada pelos órgãos do Estado e pediu estudos da Sanepar e Compagas para oferecer aos paranaenses modelos mais sustentáveis de consumo, principalmente em cidades menores.

 

Transporte público - Ratinho Junior disse que a transformação pode atender o transporte público de algumas cidades. O intuito, a médio e longo prazos, é baratear a passagem e os sistemas municipais. De acordo com a CIBiogás, enquanto a equação do combustível etanol sai R$ 0,40 por quilômetro rodado, com biometano esse valor cai para R$ 0,24.

 

Itaipu - A produção do biogás na Itaipu Binacional é originada do tratamento do resíduo orgânico gerado nos restaurantes internos, de esgoto, de parte da poda da grama e de outros materiais enviados por entidades parceiras. Como subproduto, são produzidos, ainda, 300 mil litros de biofertilizante por mês, que são utilizados como adubo para canteiros e gramados.

 

Mistura homogênea - O processo exige uma mistura homogênea de todos esses componentes, com consistência adequada. Então o material é levado aos biodigestores, onde, a uma temperatura controlada em 37º C, ocorre a degradação da matéria-prima por microorganismos de forma anaeróbica (sem oxigênio). Depois de 60 dias dentro do biodigestor, o material gera gás e um substrato seco.

 

Processo - O substrato é tratado e usado como biofertilizante e o biogás é levado para dois gasômetros flexíveis que têm a capacidade de armazenar até 500 m³ por dia. Dali o gás passa pelo processo de refino. O produto final, com até 96% de pureza, tem as características exatas do gás natural.

 

Estimativa - Entre 2017 e 2018, a CIBiogás estima que esse processo evitou a propagação de mais de 1,2 toneladas de gases do efeito estufa. Com um tanque de 12 metros cúbicos de combustível, cada carro da hidrelétrica tem autonomia de rodar até 120 km com um custo baixíssimo.

 

Energias renováveis - Além da usina em Itaipu, a CIBiogás e órgãos do Estado lideram outras iniciativas de energias renováveis que farão parte do cenário do Paraná do futuro. Entre elas estão a geração distribuída de energia elétrica a partir de biomassa residual da suinocultura e pequenas redes que garantem reserva de energia em propriedades rurais.

 

Problemas históricos - Segundo Rodrigo Regis de Almeida Galvão, diretor-presidente do CIBiogás, essas possibilidades atacam problemas históricos relacionados a transporte público, combustíveis fósseis e depósito de resíduos. "O Brasil assinou o Acordo de Paris, se comprometeu a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Desse ponto de vista, nada melhor do que transformar um passivo ambiental (resíduos) em ativo econômico, nestes casos energéticos", afirmou.

 

Biomassa - Em Entre Rios do Oeste, onde a produção de carne suína é mais de 30 vezes maior do que o número de habitantes, um projeto da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Copel, Fundação Parque Tecnológico de Itaipu, CIBiogás e prefeitura municipal vai gerar e distribuir energia elétrica a partir do biogás de biomassa residual da suinocultura em propriedades rurais. Ele começa a operar na prática em julho.

 

Adubo - Antes do projeto, os dejetos eram aplicados na lavoura como adubo. No entanto, esse material tem alto potencial de poluição dos recursos hídricos, além de produzir gases de efeito estufa. Por meio de biodigestores instalados nas propriedades participantes do projeto, o biogás será produzido e canalizado para conversão em energia elétrica.

 

Grupo de produtores - O arranjo compreende um grupo de 18 produtores, que produzirão biogás a partir do tratamento dos dejetos de aproximadamente 40.000 suínos. O biogás será conduzido por meio de uma rede coletora de 20,6 quilômetros já construída, interligando as propriedades rurais e uma minicentral termelétrica.

 

Compensação - A energia gerada será utilizada para compensar o consumo energético nos prédios públicos do município, num total de 72 unidades consumidoras, na modalidade de autoconsumo remoto. Por outro lado, os produtores envolvidos receberão um repasse monetário mensal pelo volume de biogás injetado na rede.

 

Microgrids - O CIBiogás, com apoio técnico da equipe do Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse) e do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), ambos do Parque Tecnológico Itaipu, em parceria com a Copel, também desenvolve o projeto-piloto de Microgrid na região Oeste, em São Miguel do Iguaçu.

 

Futuro - Esse é um conceito de geração e uso da energia que promete ser o futuro do sistema elétrico. O projeto será instalado na Granja Colombari, que já dispõe de uma planta de biogás com biodigestores. As matérias-primas são os dejetos da produção de suínos.

 

Primeiro do país - A engenheira mecânica do CIBiogás, Larissa Schmoeller, explica que o Microgrid do Oeste é o primeiro arranjo deste tipo no país. “É um esquema de arranjo de eletricidade que beneficiará o produtor rural em situações emergenciais de queda de energia, operando de modo isolado da rede elétrica principal, tendo o biogás como matéria-prima”, conta Larissa.

 

Demanda - De acordo com a engenheira, nos casos de queda da energia, será possível que o próprio produtor rural atenda a demanda energética de uma pequena região com microrredes de distribuição de energia elétrica, por isso do nome Microgrid. O sistema atuará apenas em modo emergencial para evitar que as propriedades rurais fiquem sem energia enquanto a rede principal da Copel não se recompõe.

 

Destinação ideal - O Microgrid confere ao produtor rural, além da estabilidade energética, a destinação ideal dos efluentes e rejeitos da produção, resultando na redução de custos energéticos e aumento de renda. A previsão é que comece a operar até o final de novembro de 2019, com 75kW de potência instalada. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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TURISMO: Paraná quer fazer do setor uma matriz da economia, diz governador

 

turismo 13 06 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou nesta quarta-feira (12/06) que o Governo do Estado vai investir de forma planejada no turismo para transformar o setor em uma das principais matrizes econômicas do Paraná. Ele participou, em Foz do Iguaçu (Oeste), do seminário itinerante do programa Investe Turismo, do Governo Federal. O evento teve a participação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

 

Corredor do Iguaçu - O programa do Ministério do Turismo coloca como rota turística estratégica para o Paraná o chamado Corredor do Iguaçu, que reúne os municípios de Morretes, Paranaguá, Curitiba e Foz do Iguaçu. Ela envolve regiões turísticas como o Litoral do Paraná, Cataratas do Iguaçu, Caminhos do Lago do Itaipu e a Rota do Pinhão.

 

Geração de empregos - O desenvolvimento deste setor, afirmou o governador, é a forma mais barata de ampliar a geração de empregos no Estado. “O Paraná nunca trabalhou o turismo de forma organizada e planejada, nunca usou seu potencial para fazer desse setor uma grande matriz econômica”, disse. “Com exceção, de Foz do Iguaçu. A cidade se organizou e é hoje o segundo destino turístico de estrangeiros no Brasil, disputando com o Rio de Janeiro.”

 

Mais visitantes - Com investimento em infraestrutura, comunicação, qualificação das regiões turísticas e um trabalho conjunto com a iniciativa privada, o Governo do Estado quer atrair mais visitantes ao Paraná e também fomentar o trânsito interno de turistas do próprio Estado.

 

Programas prioritários - São dois programas prioritários, o Destino Paraná, com campanhas voltadas aos estados vizinhos, e o Viaje Paraná, que divulga as atrações turísticas aos próprios paranaenses. “A ideia é ampliar não só o trânsito de turistas estrangeiros, como dos próprios paranaenses e de estados vizinhos. Foz será a porta de entrada, daqui os turistas podem ir para outras regiões do Estado”, explicou Ratinho Junior.

 

Potencial - A geração de empregos também é um dos focos do programa Investe Turismo, que terá R$ 500 milhões de investimentos para fomentar o crescimento de regiões turísticas em todo o País. “O Paraná está entre os principais potenciais turísticos do Brasil. Com o programa, vamos estruturar as 30 rotas já pré-selecionadas no País, uma delas no Paraná”, afirmou o ministro Marcelo Álvaro Antônio. “Fazemos esse evento numa cidade emblemática para o Brasil que é Foz do Iguaçu, nessa parceria importante com o Governo do Paraná”, finalizou.

 

Programa - Desenvolvido pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Embratur, o programa Investe Turismo une o setor público e a iniciativa privada para preparar e promover a competitividade de 30 rotas nacionais, por meio de um pacote de ações de investimentos, incentivos a novos negócios, acesso ao crédito, marketing, inovação e melhoria de serviços.

 

Qualidade - A ideia é que os projetos a serem implementados aumentem a qualidade da oferta turística das rotas selecionadas em todas as regiões brasileiras. Na região Sul, 35 municípios são beneficiados pelo programa. “A estruturação dessas rotas inclui a qualificação dos profissionais do setor e investimentos para potencializar o ativo turístico”, destacou o ministro.

 

Todas as esferas - Para o vice-governador Darci Piana, que também preside o Conselho Deliberativo do Sebrae do Paraná, unir todas as esferas de governo e o setor privado ajuda a alavancar a cadeia turística do Estado. “Teremos mais empresas e mão de obra qualificada para atender melhor o turista, que quando é bem atendido, volta e fala bem do lugar”, disse.

 

Presenças - Participaram da solenidade o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro; o deputado federal Vermelho; os deputados estaduais Hussein Bakri e Nelson Luersen; e representantes do setor turístico do Estado.

 

Rotas turísticas - As rotas turísticas selecionadas receberão ações organizadas em quatro linhas de trabalho. As ações incluem o fortalecimento da governança, por meio de uma agenda estratégica entre setor público e privado; melhoria dos serviços e atrativos turísticos, com foco especial nas micro e pequenas empresas; marketing e apoio à comercialização; atração de investimentos e apoio ao acesso a linhas de crédito e fontes de financiamento.

 

Plano Integrado - O programa também possibilitará a entrega de um Plano Integrado de Posicionamento de Imagem do Brasil, um Plano Nacional de Atração de Investimentos e também a implantação de um Mapa do Turismo Inteligente.

 

Novo posicionamento - Prevista no Plano Nacional de Turismo 2018/2022, a primeira ação tem como foco identificar e definir um novo posicionamento do Brasil como destino turístico. "Se aumentar o fluxo de turistas, fatalmente aumenta a geração de emprego. O turismo, hotelaria, restaurantes são os que mais empregam”, afirmou o diretor-presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl.

 

Plataforma online - Por meio de uma plataforma online, o mapa vai identificar e georreferenciar iniciativas inovadoras de empresas, instituições e órgãos públicos no setor de turismo de todo o Brasil. Gerar ambiente propício ao surgimento de novos negócios também é um resultado prioritário do programa.

 

Seminário - O seminário Investe Turismo acontece paralelamente ao Festival das Cataratas 2019, evento que reúne diversas iniciativas para a promoção do turismo na região da tríplice fronteira. O festival é focado nas inovações tecnológicas, ações de responsabilidade socioambiental e no estímulo à produção e disseminação da ciência que impactam positivamente toda a cadeia produtiva do turismo. O evento acontece de 12 a 14 de junho.

 

Público - Esta é 14ª edição do evento, que deve reunir cerca de 8 mil pessoas, entre agentes de viagem, operadores de turismo, representantes de destinos e atrativos, meios de hospedagens, companhias aéreas, instituições privadas e governamentais, imprensa especializada, influenciadores digitais, profissionais da hotelaria, prestadores de serviços, desenvolvedores de tecnologias, professores, pesquisadores, estudantes e outros profissionais.

 

Eventos - Entre os eventos que fazem parte do Festival das Cataratas estão Feira de Turismo e Negócios, Rodada de Negócios, Salão de Turismo Cultural e Espiritualidade, Salão MICE Cataratas, Hackatour Cataratas (maratona de programação de software), Salão do Vinho Argentino, Fórum Internacional de Turismo do Iguassu e Arena Gastronômica, além de capacitações, visitas técnicas e eventos sociais. (Agência de Notícias do Paraná)

COMÉRCIO EXTERIOR: Acordo com UE está próximo, diz Troyjo

 

comercio exterior 13 06 2019O secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse nesta quarta-feira (12/06) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve ser fechado "em algumas semanas". Segundo ele, uma reunião ministerial entre as partes deverá ocorrer no fim deste mês. 

 

Tarifa - Troyjo também afirmou que o governo vai trabalhar para reduzir a Tarifa Externa Comum do Mercosul para bens de informática e de telecomunicações (BIT) dos atuais 16% para "algo em torno de 4% ao longo do ciclo de governo".

 

Acesso - Troyjo disse que o acesso a esses bens importados vem sendo facilitado hoje pelo "ex-tarifário", programa de redução temporária da alíquota do Imposto de Importação para itens que não têm produção local. Entretanto, observou que uma redução definitiva pode ter "efeito exponencial", por beneficiar os mais variados setores da economia. "Se você é um cabeleireiro ou uma empresa de computação, oficina mecânica ou banco, tecnologia da informação é insumo para você.

 

Produtividade interna - Quando há um choque, não apenas de qualidade de preço, mas também de acesso àquilo que há de mais avançado [em produtos eletroeletrônicos], automaticamente a produtividade interna se multiplica", afirmou.

 

Congresso - Troyjo participou nesta quarta da abertura do Congresso Mundial das Câmaras de Comércio, no Rio. Após participar do evento, ele reforçou a ideia de que a parceria entre Brasil e UE seria realizada em breve. "Estamos mais próximos de fechar com a União Europeia do que jamais estivemos. Mas pênalti bem batido é aquele em que a bola entra. Tem que terminar o jogo."

 

Consenso - De acordo com o secretário, ainda é preciso chegar a consenso sobre as trocas relativas a itens agrícolas e manufaturados, além de serviços. Ele não quis entrar em detalhes: "Estamos perto, mas não vamos fazer nada que não seja do interesse do Brasil e do Mercosul".

 

Lideranças - Troyjo afirmou que, com as eleições para a Parlamento Europeu e com a proximidade da escolha do comissariado do bloco, é preciso chegar logo a um acordo porque a mudança das lideranças da UE pode dificultar as negociações. "Temos uma oportunidade, nesse encerramento de ciclo, de fechar o acordo", disse. Ele acrescentou que o Mercosul negocia acordos comerciais com Canadá, Coreia do Sul e Japão e existe também manifestação de interesse do Líbano.

 

Brics - Ele negou, no entanto, alguma tratativa no sentido de promover acordos comerciais com países que formam o grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). "Não há conversas do ponto de vista comercial com países do Brics", afirmou o secretário. "Com o Brics, temos outras coisas para fazer na linha de desenvolvimento e financiamento, o New Development Bank" disse, em uma menção ao banco do Brics, instituição de desenvolvimento multilateral operada pelos cinco países do grupo como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). (Valor Econômico)

ENTREVISTA: “Economia brasileira está muito machucada”

 

entrevista 13 06 2019A economia brasileira está muito machucada e só vai voltar a crescer com mais força se fizer muitas reformas no ambiente institucional, diz o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper. "Há um ambiente institucional muito deteriorado no setor produtivo, e isso já vem de anos. Houve uma degradação da infraestrutura, uma piora imensa da estrutura tributária brasileira nesta década. O que não era bom se tornou pior", afirma Lisboa, destacando também os problemas na área de comércio exterior.

 

Dificuldade - Nesse cenário, ele diz que não está surpreso com a dificuldade de a economia decolar. "Não, acho que o crescimento potencial do Brasil é baixo mesmo. O Brasil hoje é um país de 1% de crescimento, um pouco mais, um pouco menos." Para Lisboa, o país tem dificuldade de investir em infraestrutura e de construir novas unidades produtivas, com uma indústria muito machucada. "Ou a gente vai parar e começar a fazer uma agenda para melhorar o ambiente institucional ou o país não vai crescer bem de novo."

 

Correções - Além de enfrentar a urgência da questão fiscal, é fundamental o Brasil corrigir os problemas da estrutura tributária, as distorções de comércio exterior e os problemas que atrapalham o investimento em infraestrutura, destaca Lisboa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

 

Incerteza - Ao falar do governo atual, Lisboa diz que o início confuso parece ter contribuído para aumentar a incerteza na economia e afetar o investimento. "Não se esperava um começo tão atrapalhado, de falta de clareza de medidas, de prioridades, de anúncios desencontrados, isso é verdade." O economista aponta também outro ponto: "Havia esse otimismo exagerado baseado em modelinhos de macro que, como caíram os juros, a economia vai crescer", afirma ele. "Tiveram na economia a mesma ingenuidade que havia na política."

 

Relação com políticos - Em entrevista recente à "Folha de S.Paulo", o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-BA), disse que Lisboa é um dos economistas com quem ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, têm conversado muito. "A minha relação com os políticos é muito simples. Eu respondo as perguntas que me fazem sobre propostas, sobre temas. Na medida do possível, eu auxilio na discussão técnica, mas jamais na discussão da política", diz Lisboa. A seguir, os principais trechos da entrevista.

 

Valor: Por que a recuperação da economia tem sido tão lenta?

Marcos Lisboa: A pergunta deveria ser o contrário. Como é que as pessoas acharam que a recuperação ia ser rápida? Não é a primeira vez que os analistas se equivocam. Há um ambiente institucional muito deteriorado no setor produtivo, e isso já vem de anos. Houve uma degradação da infraestrutura, uma piora imensa da estrutura tributária brasileira nesta década. O que não era bom se tornou pior, com obrigações acessórias, uma criatividade impressionante para novas regras tributárias. Além do mais, nós tivemos intervenções desastrosas na última década, no setor de óleo e gás, no controle de preços da gasolina, no setor de energia. As empresas saíram muito machucadas. Houve programas públicos que fracassaram. A economia está muito machucada, e ela não vai se recuperar com facilidade, a não ser com muitas reformas no ambiente institucional. 

 

Valor: Então o sr. não ficou surpreso com a demora na recuperação da economia?

Lisboa: Não, acho que o crescimento potencial do Brasil é baixo mesmo. O Brasil hoje é um país de 1% de crescimento, um pouco mais, um pouco menos. Com dificuldade de investir em infraestrutura, de construir novas unidades produtivas, com uma indústria muito machucada. Ou a gente vai parar e começar a fazer uma agenda para melhorar o ambiente institucional ou o país não vai crescer bem de novo.

 

Valor: Que outros problemas atrapalham o crescimento?

Lisboa: Nós temos uma economia muito fechada, o que quer dizer que a tecnologia que se desenvolve lá fora não chega aqui no Brasil. As nossas empresas em muitos casos só têm acesso a bens de capital defasados e a insumos ou mais caros ou mais ineficientes que os disponíveis no mercado internacional. A nossa logística é deficiente, o que onera a indústria. E

a estrutura tributária tornou a vida do setor privado um pesadelo.

 

Valor: Como isso afeta as empresas?

Lisboa: É comum no Brasil empresas com um contencioso tributário do tamanho do seu patrimônio líquido, um pouco maior, um pouco menor. Isso não existe em outro país. Essa complexidade das regras, das normas, das determinações, dos julgamentos, é disfuncional. Qualquer estrangeiro tem muita dificuldade em entender a complexidade tributária brasileira. O ambiente é muito contrário ao investimento e à produção no país. Há essa economia fechada, em que as inovações tecnológicas lá de fora não chegam aqui. E tem toda essa incerteza sobre o futuro. Vai fazer reforma da Previdência? Ou terão novos impostos? Vai ter infraestrutura? Eu vou montar uma fábrica e vai ter energia estável? Qual será o preço da energia? Há toda uma agenda para melhorar o ambiente de negócios, criar segurança para que possa ocorrer o investimento em infraestrutura e acertar essa confusão que a gente vive, para o país voltar a respirar e ter um crescimento normal.

 

Valor: Como o sr. vê o desequilíbrio das contas públicas, com alta forte da dívida bruta?

Lisboa: No quadro brasileiro, o problema fiscal é especialmente preocupante. O nosso problema é uma trajetória de gasto cujo crescimento da renda não consegue dar conta. Isso leva a aumentos recorrentes da carga tributária, mas o país chegou no limite.

 

Valor: Esse modelo se esgotou.

Lisboa: Esse modelo não deveria nem ter existido. Não faz sentido ter um regime fiscal num país em que o gasto cresce 6% acima da inflação todo ano, em média. Não tem crescimento da renda que dê conta disso. Você vai ficar aumentando a carga tributária continuamente? Ou então a dívida vai sair de controle. A dívida cresceu 20 pontos percentuais do PIB em três anos. Isso gera uma incerteza sobre o setor privado. Não tem crescimento, não tem aumento da carga tributária que dê conta do aumento ano após ano do gasto. E o principal fator responsável é Previdência e assistência social.

 

Valor: Como o sr. analisa a proposta do governo de reforma da Previdência? O que muda com a aprovação de uma versão razoável do projeto?

Lisboa: O primeiro ponto da reforma é interromper esse crescimento. Isso vai gerar economia em relação ao que nós gastamos hoje? Não. Mas isso interrompe a piora. O que é essencial? O essencial, a meu ver, são idade mínima, ajustes na pensão por morte e nesses demais benefícios e a reforma da Previdência dos servidores públicos. Convergir todos para a regra para o setor privado. Isso é para mim o centro da reforma. Em fazendo isso, a gente consegue reduzir o crescimento do gasto público. 

Não dá para o gasto continuar a crescer na velocidade que tem crescido, e o motivo são aposentadorias muito precoces da elite dos trabalhadores brasileiros, seja do setor privado, seja do setor público. O segundo é que hoje o pobre tem idade mínima, enquanto os benefícios dos servidores públicos geram uma profunda desigualdade. Isso é profundamente injusto. O importante são esses aspectos. Hoje a grande resistência está nos servidores públicos e em alguns setores do setor privado. Essa é a grande resistência. Acho que deveria se focar nisso, o que era essencialmente a proposta do Artur Maia [deputado do DEM-BA, relator do projeto de reforma da Previdência no governo Temer]. Foi uma pena que nós não aprovamos aquela proposta. E aí você pode passar para a segunda etapa, que é promover outras medidas fiscais, para tirar os Estados da grave crise em que se encontram, para o governo federal poder voltar a ter dinheiro para ciência e tecnologia, para produtividade. Apenas reforma da Previdência não basta.

 

Valor: O que é preciso fazer mais no campo fiscal?

Lisboa: Há várias coisas. Há temas da Lei de Responsabilidade Fiscal que estão parados no STF há um tempão, como a possibilidade de reduzir jornada de trabalho e salário [dos servidores públicos]. A discussão sobre a contribuição [para a Previdência] maior para os servidores do setor público da elite, que estão no topo da distribuição de renda do país.

 

Valor: Além da questão fiscal, o que deve ser feito?

Lisboa: Muita coisa pode ser feita em paralelo. É possível mexer em medidas infralegais que estão na mão do Poder Executivo. Na estrutura tributária, reduzir esse contencioso, essas interpretações criativas da Receita, simplificar obrigações acessórias. A agenda de reduzir várias restrições ao comércio exterior já poderia ter começado. Por fim, há a questão da governança do investimento em infraestrutura. Você não precisa esperar para fazer grandes reformas. É claro

que há temas tributários que são assuntos de grandes reformas. Há temas de infraestrutura que são temas de leis, como a das agências reguladoras. Mas há muita medida do dia a dia, que está na mão do Poder Executivo, para simplificar, como protocolos de impacto ambiental mais claros. O investidor em infraestrutura, num projeto que terá 10, 20, 30 anos, precisa ter um mínimo de segurança sobre quais serão as regras do jogo e quais serão as contrapartidas pedidas. As regras do jogo precisam estar mais claras, para que o país possa voltar a investir significativamente em infraestrutura. Sem isso, não tem crescimento sustentável.

 

Valor: Que outras medidas podem avançar com medidas infralegais, além da questão dos protocolos de impacto ambiental?

Lisboa: Tem a questão ambiental, a parte tributária. Boa parte da incerteza vem das novas interpretações da Receita que vão tentando restringir os benefícios dos contribuintes. Tem que simplificar. Temas comezinhos como pagamento de lucros e resultados viram um contencioso imenso. Isso vale para os Estados também. O que virou o ICMS para as empresas? É curioso que às vezes, no Brasil, nós temos a tendência de ficar atentos aos grandes temas da macroeconomia. A macro pode atrapalhar. Ela pode realmente impedir o país de crescer. Mas a macro, a política monetária, cambial, não faz o país crescer. A gente descuidou muito dessa agenda institucional há muito tempo, e o Brasil ficou muito hostil ao investimento e à produção.

 

Valor: Alguns analistas avaliam que o Brasil está numa armadilha de baixo crescimento porque os juros estão muito altos, ou que o país não consegue acelerar a recuperação cíclica porque os juros estão fora do lugar. Isso é um problema em alguma medida, na sua visão?

Lisboa: Acho que não é o tema. Isso é um ponto menor. Se os juros reais [descontada a inflação] têm que ser 3%, 3,5%, 2,5%, não é isso o que faz o país crescer. Aliás, em geral, quem errou, errou porque acha isso. Errou porque falou - "Os juros reais nunca caíram tanto no Brasil, logo a economia vai crescer, os juros reais caíram. O câmbio subiu, os juros reais caíram, o país vai crescer". Essa análise de elevador não para de pé. O ambiente institucional, as regras do jogo, são fundamentais para o funcionamento do investimento privado na produção. E o que se vê hoje é um país desanimado em investir. Empresas estrangeiras estão saindo do Brasil. Pessoas desistindo do país. Tem a gravidade de uma economia muito fragilizada.

 

Valor: Como o sr. avalia a agenda econômica do atual governo?

Lisboa: Houve uma inflexão a partir do governo Temer. O país voltou a trilhar o caminho iniciado no governo Fernando Henrique, no primeiro governo Lula. Sem entrar em miudezas, mas é uma maior abertura da economia, regras do jogo mais claras, resgatar a solvência das contas públicas, procurando ajustar a trajetória de gasto à receita. Uma economia aberta à competição, com agências de Estado fortalecidas, mais liberal na economia e com cuidado na área social. Depois do desastre que foi o governo Dilma, com intervenções atrapalhadas, equivocadas, o descontrole fiscal mascarado por aquela contabilidade inacreditável, que escondeu a real situação das contas públicas, o governo Temer teve esse mérito. O país estava caindo num precipício, e essa trajetória foi interrompida, sinalizando que haveria mais cuidado com as contas

Públicas. A curva de juros fechou rapidamente nos primeiros meses do governo Temer. Isso permitiu ao BC voltar a baixar juros, sem alta da inflação, voltando a crescer um pouquinho, o que é melhor do que a renda cair ano após ano. Houve uma estabilização do paciente.

 

Valor: E quanto à agenda econômica do novo governo?

Lisboa: Há várias frases da campanha que indicam que é uma direção de maior liberdade econômica, abertura, reforma da Previdência. Em linhas gerais, está ótimo. O detalhe é como isso vai ser implementado. Infelizmente, teria sido muito melhor ter apoiado o projeto do Arthur Maia [de reforma da Previdência] no ano passado e ter tirado esse peso da frente.

 

Valor: O problema é a execução?

Lisboa: Está faltando maior clareza sobre qual é a agenda. Qual é a agenda de comércio exterior, qual é a agenda tributária... Já veio CPMF para cá, CPMF para lá, aí não é bem CPMF, é algo parecido, mas é um pouquinho diferente, aí vai ter um IVA [Imposto sobre Valor Adicionado] federal. Depois de cinco meses de governo, a gente esperava um pouco mais de avanço nessas medidas, naquilo que está na mão do Executivo - no campo tributário, de comércio exterior, acertar a governança do investimento em infraestrutura. Talvez seja porque é começo de governo, mas essa demora preocupa porque a economia está muito frágil.

 

Valor: Isso ajudou a aumentar a incerteza e a travar o investimento?

Lisboa: Acho que sim. Não se esperava um começo tão atrapalhado, de falta de clareza de medidas, de prioridades, de anúncios desencontrados, é verdade. Mas também havia esse otimismo exagerado baseado em modelinhos de macro que [indicam que], como caíram os juros, a economia iria crescer. Tiveram na economia a mesma ingenuidade que tinha na política. Na política, acharam que quem sempre teve um discurso contra a reforma da Previdência, um discurso apoiado por sindicatos ligados à corporação, iria apoiar a reforma, todo mundo mudaria o disco e seria fácil aprovar. Os problemas econômicos são mais severos, mas isso não é para desanimar, é para que essa agenda ande mais rápido.

 

Valor: O que o sr. acha das ideias sobre as mudanças tributárias esboçadas pelo governo, com a unificação de impostos federais e a eventual adoção de um imposto sobre pagamentos, para substituir a contribuição sobre a folha de salários?

Lisboa: Eu não gosto. A CPMF, qualquer variação de um imposto sobre pagamentos, é disfuncional. Ele é muito fácil para quem cobra o imposto - só é ruim para o país. Ela distorce os preços relativos, as cadeias longas de produção são muito oneradas em relação às cadeias curtas. Incentiva que o dinheiro demore mais a passar pelos veículos oficiais, como bancos.

Há uma série de efeitos distorcivos sobre a economia, que prejudicam o crescimento.

 

Valor: Qual deve ser o norte na questão tributária?

Lisboa: Imposto indireto tem que ser no destino. Essa é a norma do resto do mundo. Tem que simplificar a questão do crédito tributário. Desonerar a folha de pagamentos é uma questão que eu defendo há muito tempo, sobretudo desonerar primeiro o salário mínimo, e é claro que tem que financiar essa desoneração. O mundo tem reduzido o imposto de renda corporativo, o que é razoável, até porque as nossas empresas não conseguem se internacionalizar com a carga tributária que há no país. Mas aí você tem que tributar a distribuição de resultados de todas as empresas na pessoa física. Quem ganha muito, quem recebe muito dividendo, muita receita da sua empresa do lucro presumido paga mais imposto. Você tributa menos na pessoa jurídica, no lucro real - o mundo está indo para 20%, até menos. Agora, quando esse lucro for distribuído para o acionista, aí sim paga imposto.

 

Valor: Rodrigo Maia disse que o sr. é um dos economistas com quem ele e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, têm se reunido para discutir uma agenda que as duas casas possam tratar. Que temas o sr. tem discutido com eles?

Lisboa: A minha relação com os políticos é muito simples. Eu respondo as perguntas que me fazem sobre propostas, sobre temas. Faço isso há anos na minha vida. Na medida do possível, eu auxilio na discussão técnica, mas jamais na discussão da política. Eu sou um técnico que ajuda a trazer um pouco de informação sobre como os outros países fazem, o que a pesquisa acadêmica aponta sobre isso ou aquilo no Brasil. É como eu faço há muitos anos, mas com muita humildade, do meu canto de técnico. Quem falou em agenda foi o presidente da Câmara. Ele é quem lidera isso. Eu apenas respondo as perguntas que eles me fazem e procuro contribuir apontando o que parecem ser os maiores problemas.

 

Valor: O sr. costuma ressaltar a importância de se melhorar o ambiente de negócios. Quais devem ser as prioridades nesse sentido?

Lisboa: Além da fiscal, as três áreas prioritárias no curto prazo devem ser infraestrutura, tributária e comércio exterior. É óbvio que melhorar a qualidade da educação é fundamental, há vários temas que são importantes, mas essas três áreas são cruciais, porque o setor privado está asfixiado. (Valor Econômico)


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