Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4590 | 04 de Junho de 2019

JORNALISMO: Inscrições ao 13º Prêmio Ocepar prosseguem até dia 1º de julho

premio 04 06 2019Profissionais de Comunicação interessados em participar do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo têm até o dia 1º de julho para efetivar as suas inscrições. Podem concorrer matérias publicadas ou veiculadas no período de 1º de janeiro de 2018 a 1º de julho de 2019. Serão aceitos materiais que façam referência a um ou mais ramos do cooperativismo paranaense em que atuam as cooperativas filiadas à Ocepar: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura, consumo e trabalho. O evento de premiação dos vencedores está programado para o mês de julho, em Curitiba.

Prêmio - Ao todo, serão distribuídos R$ 88 mil em prêmios, já descontados os impostos. O Prêmio Ocepar é dividido em seis categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa, Categoria Especial Ramo Crédito, Categoria Especial Unimed. Os três primeiros colocados nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Mídia Cooperativa vão receber, respectivamente R$ 10 mil (1º lugar), R$ 4 mil (2º) e R$ 3 mil (3º). Já os vencedores nas categorias especiais Ramo Crédito e Unimed vão ganhar R$ 10 mil cada.

O Prêmio - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é um programa institucional desenvolvido pelo Sistema Ocepar (Ocepar - Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Fecoopar – Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná e Sescoop/PR - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). É uma iniciativa que conta com o patrocínio do Sicredi Central PR/SP/RJ e da Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná. Desde sua criação, em 2004, visa mobilizar e reconhecer o trabalho desenvolvido por jornalistas dedicados a divulgar ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo paranaense.

Clique aqui para acessar o regulamento do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo

 

SAFRA 2018/19: R$ 161 bilhões foram aplicados em crédito rural até o mês de maio

credito rural destaque 04 06 2019De julho de 2018 a maio de 2019, foram aplicados R$ 161 bilhões em crédito rural na safra 2018/19, que se encerra no dia 30 de junho. Desse total, 27% teve origem na poupança rural; 23% em recursos a taxas livres; 15% em recursos obrigatórios; 17% em outras fontes; 10% no BNDES equalizável e 8% em fundos, de acordo com levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), com base em informações do Banco Central do Brasil (BC). Para esta safra, o governo federal anunciou um total de 194,4 bilhões para a agricultura empresarial.

Cooperativas - Ainda de acordo com o estudo da Getec, de julho de 2018 a maio de 2019, o repasse ao cooperativismo brasileiro somou R$ 19,07 bilhões, em custeio, investimento, comercialização e industrialização, dos quais as cooperativas do Paraná responderam por R$ 6,86 bilhões. O Informe Crédito Rural da Getec traz ainda a evolução dos recursos aplicados desde a safra 2015/16 até a atual. Clique aqui para conferir na íntegra o boletim.

Informações - Para mais informações, entre em contato com Maiko Zanella ( maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Costa ( jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

 

C.VALE: Curso sobre desenvolvimento profissional reúne 180 jovens aprendizes

Cento e oitenta jovens aprendizes da C.Vale, divididos em quatro turmas, participaram, em Palotina, Oeste do Paraná, nos dias 28 e 29 de maio, do curso Repensando o Desenvolvimento Profissional. A capacitação destacou a importância do comprometimento e do trabalho em equipe para o sucesso da função que exercem. O resgate de autoestima e o fortalecimento da confiança também foram assuntos abordados do treinamento. (Assessoria C.Vale)

{vsig}2019/noticias/06/04/cvale/{/vsig}

INTEGRADA: Começa a safra da laranja

integrada 04 06 2019Os associados da Cooperativa Integrada deram início oficialmente, nesta segunda-feira (03/06), a colheita da safra da laranja referente ao ciclo 2019/20 que serão destinadas à Unidade Industrial de Sucos da cooperativa em Uraí (PR). Neste ciclo, a Integrada estima receber 2,3 milhões de caixas fornecidas pelos cooperados e também por citricultores do Estado de São Paulo para a produção de suco concentrado e derivados de laranja.

Recebimento estimado - O volume de recebimento estimado para este ciclo é de 900 mil caixas a mais no comparativo com a safra passada. O gerente da UIS, Paulo Rizzo, explica que deveremos ter uma boa safra. Ele pontua que um dos motivos dessa elevação na produção esperada para o atual período se deve ao clima favorável, pois neste ciclo os pomares foram contemplados com chuvas mais regulares. Além disso, devido aos bons preços alcançados pelas frutas destinadas à indústria nos últimos anos, os pomares receberam melhores cuidados, especialmente nas adubações, o que resulta em uma maior produtividade.

Variedades precoces - As primeiras variedades de laranjas que serão processadas serão as frutas precoces, a exemplo da Iapar e Taquari. Para dar conta do alto volume de produção esperado neste ciclo, a indústria da cooperativa inicia as atividades em três turnos de produção. A estimativa é que o processamento das laranjas deverá ser encerrado em fevereiro de 2020.

Bons volumes - “Temos bons volumes de frutas de todas as variedades. O processamento das frutas precoces deverá se estender até metade do mês de julho, quando deveremos iniciar a colheita da variedade de meia estação, a laranja Pera”, observa. A partir do processamento delas, avalia Rizzo, seguem-se as tardias (Natal e Valência), finalizando com a variedade Folha Murcha, em meados de dezembro.

Boa produtividade - O diretor vice-presidente, João Francisco Sanches Filho, observa que a Integrada espera uma boa produtividade nas áreas dos associados. “Os pomares estão carregados”, frisa o diretor. João completa que a laranja tem cada vez mostrado que é uma boa opção de diversificação, sendo economicamente mais vantajosa no comparativo com a produção de cereais.

Cooperado - O cooperado Sussumo Itimura Neto, de Uraí, estima colher em torno de 100 mil caixas, o que considera uma boa safra para as suas 44 mil plantas em produção. No ano passado, o veranico que atingiu a região proporcionou uma colheita menor, em torno de 68 mil caixas. Além do clima favorável, Neto atribui ao aumento do seu pomar outro fator deste esperado crescimento da estimativa de sua safra.

Safra - De acordo com dados fornecidos pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, regiões responsáveis pela maior parte da produção brasileira de laranja, está com uma expectativa de produção de 388,89 milhões de caixas, volume 36% superior à safra passada e 21% superior à média dos últimos dez anos. (Imprensa Integrada)

 

COOPAVEL: Evento desperta cooperados a ações de sucessão familiar

coopavel 04 06 2019Uma palestra agendada para às 14h de segunda-feira (10/06), na Unicoop (Universidade Coopavel), vai sensibilizar produtores rurais ligados à cooperativa sobre um assunto em evidência no campo: a sucessão familiar na propriedade rural. Parceria da Unicoop com o Senar AR/PR, a ação integra o Programa Herdeiros do Campo, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná.

Informações - A palestra do dia 10 é gratuita. Os inscritos terão acesso a informações das etapas do programa, justamente pensadas para envolver gerações na missão de continuidade da empresa rural. “Desenvolver uma propriedade rural pode levar décadas. Assegurar o seu futuro depende de uma atitude no presente”, reforça o coordenador da Unicoop, Antonio Augusto Putini, destacando a importância do tema proposto.

Encontros - O conteúdo da palestra vai ser apresentado pelo consultor empresarial Luiz Tiradentes. Depois da sensibilização, os produtores confirmados vão participar de vários encontros focados nos conceitos centrais da sucessão familiar. Eles vão ter acesso a aspectos como: Sucessão e governança da empresa rural, visão estratégica da empresa rural, a empresa rural e seus cenários, mediação de conflitos e a construção da confiança, o aprendizado e a prática e orientação do plano de ação.

Diferença - O programa busca, no fim do curso, que a família esteja preparada para entender a diferença entre herdeiros e sucessores, família e negócios; conhecer os aspectos jurídicos que influenciam na sucessão; compreender a visão estratégica da empresa rural e seus cenários em família, e construir confiança com transmissão de valores entre as gerações. Informações adicionais sobre a palestra do dia 10 de junho podem ser obtidas pelo telefone (45) 3220-5034, com Eduardo. (Imprensa Coopavel)

 

CODEPA: 3º Encontro da Mulher Cooperativista é realizado com 100 participantes, em Mangueirinha

codepa 04 06 2019Em torno de 100 cooperadas e esposas de cooperados participaram, no dia 24 de maio, do 3º Encontro da Mulher Cooperativista, realizado pela Codepa e Grupo Inovar a Vida, com apoio do Departamento de Cultura, no Centro de Eventos Darci Gubert, em Mangueirinha, Sudoeste do Paraná. As participantes fazem parte de um grupo formado há cerca de um ano, com objetivo de promover a melhoria e o resgate da valorização do ser humano, desenvolvendo atividades diversas.

Programação - No evento, elas foram recepcionadas ao som de Nei Valdir e Alex Colles, do Departamento de Cultura. Depois, assistiram à palestra ministrada por Meire Maciel com o tema "Mulher: dos bastidores ao palco principal". A tarde também contou com sorteio de brindes e bingo. A programação foi encerrada com um chá. (Com informações do Departamento de Marketing da Codepa)

 

COPAGRIL: Grande presença do público marca primeira etapa da Maratona Cultural da ACJC

Vencer o medo de enfrentar um palco já é uma tarefa difícil. Porém, vencer o medo de enfrentar um palco, com um enorme auditório lotado é algo ainda mais complicado. Mas este fato não influenciou os integrantes da Associação dos Comitês de Jovens da Copagril (ACJC), que fizeram um verdadeiro espetáculo no sábado (01/06), no auditório do Centro Cultural de Pato Bragado, no Oeste do Paraná, para demonstrarem seus talentos em apresentações de poesia e teatro, desafio este que fez parte da primeira etapa da Maratona Cultural da ACJC.

Presenças - O evento contou com a presença do prefeito de Pato Bragado Leomar Rohden, do vice-prefeito do município, Dirceu Anderle, dentre outras lideranças da cidade e da Copagril, assim como o presidente da ACJC, Sérgio Marcelo Fuhr, conselheiros da Copagril e o público em geral que lotou o auditório e tiveram a oportunidade de prestigiar as apresentações muito bem elaboradas de 10 poesias e 5 peças de teatro, as quais proporcionaram boas risadas do público.

Organização - A assessora de cooperativismo da Copagril, Patrícia Carine Thomaz, enfatizou que os jovens estão de parabéns pela organização e pelo sucesso do evento. “Foi um evento muito bom, com a participação de todos os comitês. Foram apresentações de grande nível, muito bem ensaiadas e isso é reflexo do empenho de cada um, já que há muito tempo os jovens estavam se preparando para realizar estas apresentações, inclusive, alguns desde o ano passado. Foi um trabalho muito legal e que surpreendeu a todos pela qualidade. Realmente, todos estão de parabéns”, comentou Patrícia Thomaz.

Envolvidos - A assessora de cooperativismo agradeceu ainda aos envolvidos na realização da primeira etapa da Maratona Cultural. “Quero agradecer imensamente todos que estavam presentes, a prefeitura de Pato Bragado por ter cedido o Centro Cultural, os jurados, que tiveram uma tarefa difícil julgando as apresentações e especialmente os comitês de jovens, que nos bastidores ajudaram uns aos outros na organização, mesmo se tratando de uma competição, evidenciando assim a cooperação entre os comitês, que é o nosso maior objetivo.” salientou Patrícia Thomaz.

Segunda etapa - A Maratona Cultural contará ainda com apresentações de música e dança, que serão realizadas no dia 13 de julho em Novo Horizonte. Nessa etapa, além das apresentações serão divulgados os resultados das duas etapas, a premiação dos vencedores, além de ser realizado um baile de encerramento. “Desde já estão todos convidados a prestigiar também. Garanto que novamente os jovens farão bonito e trarão apresentações muito boas para o público,” finalizou Patrícia Carine Thomaz. (Imprensa Copagril)

{vsig}2019/noticias/06/04/copagril/{/vsig}

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS I: Iniciadas as atividades do Comitê Jovem

A Sicredi Parque das Araucárias realizou, no fim de maio, na agência Pato Branco Zona Norte (PR), o primeiro encontro do Comitê Jovem. Formado por associados dos vários municípios da área de atuação da cooperativa, o comitê foi criado com o intuito de estimular a participação de jovens nos processos da instituição, fomentar o surgimento de novas lideranças e formar multiplicadores do cooperativismo, de seus valores e princípios.

História - Nesta primeira reunião, o grupo teve contato com a história da cooperativa e do cooperativismo, manteve diálogo com o presidente e diretores, e participou de atividades e dinâmicas de estímulo a consciência de coletividade e trabalho em equipe. Novos encontros e projetos serão realizados ao longo do ano de 2019.

Contribuição - Um dos membros do comitê é Eduardo Brandalise, de Treze Tílias (SC). Brandalise participa voluntariamente de projetos em sua cidade, além de integrar coletivos artísticos de valorização da cultura austríaca. Ele acredita que a criação do comitê deve contribuir para a cooperativa, pois reúne associados com diferentes pontos de vista, vindos de diferentes regiões e, portanto, com experiências de vida distintas.

Integração e desenvolvimento pessoal - Francine Comunello Listoni vive em Ouro Verde (SC). Ela diz ter aceitado o convite para integrar o grupo por acreditar que será uma oportunidade de integração e de desenvolvimento pessoal. “É uma forma de fortalecer e perpetuar. Para que gente nova, com novas ideias também se comprometa com a cooperativa”, diz a jovem, sobre os ganhos para a Sicredi.

Diferencial - Para Alisson Tortelli, de Coronel Domingos Soares (PR), a formação de novas lideranças é um grande diferencial da proposta, que deve gerar frutos para o futuro da cooperativa e para as comunidades, visto que novos líderes influenciam boas práticas em diferentes contextos.

Participação ativa - Fernanda Carletto, de Tangará (SC), acha importante que jovens participem ativamente de projetos de liderança e de cooperação. “É importante sabermos desde cedo como é o funcionamento da cooperativa. É um crescimento pessoal, e também para a organização, que terá ideias novas a sua disposição”, comentou.

Protagonismo feminino - Com o intuito de estimular o protagonismo feminino, a Sicredi Parque também está articulando as atividades do Comitê Mulher, que deverá realizar o seu primeiro encontro no mês de junho. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SP)

{vsig}2019/noticias/06/04/sicredi_parque_araucarias_I/{/vsig}

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS II: Ações são intensificadas na Semana Enef

A Sicredi Parque das Araucárias completou sua participação na Semana Nacional de Educação Financeira (Enef) com 81 ações, que alcançaram 3155 pessoas, números que ilustram o aumento expressivo dos investimentos da cooperativa em ações educacionais relacionadas a finanças. Ao longo de todo o ano de 2018, foram realizadas cerca de 50 atividades para aproximadamente 4 mil pessoas.

Multiplicadores - Tal crescimento se deve em grande medida ao aumento do número de multiplicadores envolvidos no projeto, que cresceu de 11 para 41 desde o ano passado. O grupo é formado por colaboradores da cooperativa, capacitados para ministrar as palestras e oficinas que integram o programa institucional de educação financeira, desenvolvido de forma ininterrupta ao longo do ano. Uma das oficinas é a “Educação Financeira na Ponta do Lápis”, ministrada para pessoas de todas as idades em escolas, empresas, entidades de classe e outras instituições.

Municípios - Durante a semana Enef 2019 foram realizadas atividades nos municípios de Coronel Martins (SC); Pato Branco (PR); Coronel Vivida (PR); Palmas (PR); Abelardo Luz (SC); Pinheiro Preto (SC); Videira (SC); São Domingos (SC); Treze Tílias (SC); Ouro Verde (SC); Tangará (SC); Mariópolis (PR); Honório Serpa (PR); Mangueirinha (PR); Quilombo (SC); Ribeirão Preto (SP); Clevelândia (PR); Fraiburgo (SC); Vitorino (PR); Abelardo Luz (SC) e Água Doce (SC).

Orientação - O objetivo das atividades é orientar sobre planejamento financeiro, orçamento familiar, sobre o hábito de poupar e afins, conceitos repassados com a linguagem adequada para cada público alvo. Ainda que seja realizada para um público amplo, o Sicredi reserva atenção particular as crianças, por acreditar que o aprendizado precoce resulta no desenvolvimento de hábitos saudáveis desde cedo. Um exemplo é o pequeno Antonio, da cidade de Galvão, que participou do projeto em sua escola e decidiu que quer economizar dinheiro para ajudar na reforma de sua casa.

Aplicação - De acordo com Neri Fabbris, assessor de desenvolvimento do cooperativismo, a oficina Educação Financeira na Ponta do Lápis já foi aplicada para 100% dos estudantes da rede municipal de ensino de Vitorino (PR). Até o fim do ano, o projeto também deve atingir todos os alunos da rede municipal de São Domingos (SC). (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SP)

{vsig}2019/noticias/06/04/sicredi_parque_araucarias_II/{/vsig}

SICREDI RIO PARANÁ: Cooperativa participa do 12º Mutirão do Lixo Eletrônico em Presidente Prudente

A 12ª edição do Mutirão do Lixo Eletrônico contará com o apoio da Sicredi Rio Paraná PR/SP. O evento será realizado no sábado (08/06), das 8h às 16h, no Parque do Povo, em Presidente Prudente (SP). Assim como em edições anteriores, no mesmo dia, haverá coleta no Ana Jacinta, das 9h às 13h, ao lado da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Bandeira - De acordo com o diretor executivo da cooperativa, Vanderlei Gonçalves de Oliveira, a ideia da parceria é exercitar uma das bandeiras da instituição: a sustentabilidade. Além disso, no mês de junho, ocorre o “Dia C”, em que todas as cooperativas são convidadas a realizar alguma ação social.

Comitê de sustentabilidade - “Instituímos um comitê de sustentabilidade para discutir, pelo menos duas vezes ao ano, de que forma podemos desenvolver ações e projetos que promovam o desenvolvimento sustentável, e a missão do mutirão vem ao encontro dessa nossa proposta”, disse Oliveira.

Formas - A participação do Sicredi ocorrerá de duas formas: reunindo equipamentos que possam ser levados ao mutirão em cada uma das agências que compõem a regional, e cedendo voluntários no dia do evento.

Fundação Inova Prudente - Ainda no dia do evento, terá participação da Fundação Inova Prudente, com os alunos do Programa de Educação Integral Cidadescola, da Inova Kids, que apresentarão arte com lixo eletrônico. A iniciativa será coordenada pelo professor Itamar Xavier.

Curiosidade - Uma das curiosidades desta edição é que a expectativa de arrecadação é menor em relação às anteriores, sendo 50 toneladas. “Ano passado recolhemos aproximadamente 60 toneladas. Embora a cada ano mais pessoas participem, imaginamos essa queda, pois o tamanho e peso dos equipamentos têm diminuído. Além disso, nos últimos anos recolhemos muitos televisores grandes e pesados, agora, os novos, são mais leves e finos. Então, a tendência é diminuir e boa parte do lixo eletrônico represado foi recolhida nas edições anteriores, já são mais de 500 toneladas”, explica o secretário de tecnologia, Rogério Alessi.

Maior do país - Cabe lembrar que o Mutirão do Lixo Eletrônico já é considerado o maior do país em quantidade de material arrecadado, com volume aproximado de 60 toneladas por ano. A próxima edição ocorre em 8 de junho, no Parque do Povo – proximidades da Fundação Mirim. (Imprensa Sicredi Rio Paraná PR/SP)

{vsig}2019/noticias/06/04/sicredi_rio_parana/{/vsig}

UNIPRIME NORTE DO PR: Parceria é firmada com a Mercedes-Benz

uniprime 04 06 2019A Uniprime Norte do Paraná firmou recentemente acordo com a Mercedes-Benz do Brasil, operação nacional da montadora alemã, para oferecer condições especiais na compra de automóveis 0 Km. O acordo faz parte do propósito da cooperativa em contribuir positivamente para a vida financeira das pessoas, através da oferta de produtos, serviços e parcerias que tragam vantagens para os cooperados. Além do desconto na aquisição do carro zero, a parceria ainda proporciona aos cooperados frete grátis, cortesia na película protetora de vidros e primeira revisão sem custo.

Relacionamento - Reconhecida por conceder vantagens seletas para seu público, a Uniprime entende a parceria com a Mercedes-Benz do Brasil como uma oportunidade de estabelecer um relacionamento sólido e exclusivo com seus cooperados.

Cooperados - Vale ressaltar que o benefício do desconto na compra de um automóvel novo é válido apenas para cooperados da Uniprime Norte do Paraná Pessoas Físicas e para todos os pontos de vendas autorizados Mercedes-Benz, em território nacional. Já os demais benefícios incluem apenas as concessionárias Divesa, presente em Londrina, Maringá, Curitiba e Cascavel (PR). (Imprensa Uniprime Norte do Paraná)

 

MAPA: Ministério suspende exportação de carne bovina para a China

mapa 04 06 2019O Ministério da Agricultura confirmou, nesta segunda-feira (03/06) a suspensão temporária de certificados sanitários para a exportação de carne bovina para a China. A medida ocorre após a notificação de ocorrência de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina, também conhecida como mal da vaca louca, no Mato Grosso. O registro da doença foi informado na última sexta-feira (31/05) e, de acordo com a pasta, trata-se de uma ocorrência isolada e sem risco para a população. De acordo com a pasta, a suspensão automática atende a um protocolo entre os dois países assinado em 2015. O ministério explicou que não se trata de uma proibição, pois sem o certificado não pode ser feita a exportação.

Avaliação - "No caso da China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015", informou a pasta, em nota.

Status sanitário - Ainda segundo o governo brasileiro, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), após análise da ocorrência, manteve inalterado o status sanitário do Brasil, que segue como de "risco insignificante" para a doença.

Caso - Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, o caso foi registrado numa vaca de corte de 17 anos. O animal foi abatido e teve o material de risco de contaminação retirado e incinerado no próprio matadouro. Os produtos derivados da vaca foram identificados e apreendidos preventivamente.

Medidas preventivas - Com as medidas preventivas tomadas, a pasta descartou o risco de a doença passar para a população porque não houve ingresso de nenhum resíduo do animal na cadeia alimentar de humanos e de ruminantes. Todos os países importadores do produto brasileiro também foram informados.

Demais países - As exportações de carne bovina para os demais países não foram afetadas. O acordo de suspensão temporária é específico com a China.

Sobre a doença - Doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos pela ingestão de carne contaminada, o mal da vaca louca é causada por proteínas alteradas e não tem cura nem tratamento. O cérebro das vítimas perde massa e torna-se uma esponja, com o paciente sofrendo acelerada deterioração mental e entrando em coma em poucos meses. Não existe transmissão de uma pessoa para outra.

Surtos - No fim dos anos 1990, alguns países da Europa enfrentaram um surto de casos de vaca louca por causa do consumo, por outros animais, de ração processada de bovinos afetados pela doença. (Agência Brasil)

 

TRANSPORTE: ANTT suspende obrigação do adesivo de identificação do RNTRC

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, no dia 22 de maio, o fim da obrigatoriedade do adesivo de identificação para os veículos cadastrados no RNTRC (Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas). Com isso, os veículos passarão a ser fiscalizados apenas por meio eletrônico, isentando o transportador de arcar com o custo da exigência.

Multa - A agência também alterou o valor da multa aplicada a transportadores que imponham dificuldade às fiscalizações durante o transporte rodoviário de cargas por meio de evasão ou obstrução. O valor da multa – até então, de R$ 5 mil – foi reduzido para R$ 550. (Confederação Nacional do Transporte, com informações da ANTT)

Clique aqui para conferir na íntegra a Resolução ANTT nº 5.847, de 21 de maio de 2019, que trata do fim da obrigatoriedade do adesivo de identificação

INFRAESTRUTURA: Primeiro leilão de rodovias do governo Bolsonaro deve ser em 18 de setembro

O primeiro leilão de rodovias do governo Jair Bolsonaro está marcado para o dia 18 de setembro. A data para a oferta da BR-364/365, entre Jataí (GO) e Uberlândia (MG), foi anunciada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, após encontro com investidores ibéricos na embaixada da Espanha em Brasília.

Sinal verde - De acordo com o ministro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve dar sinal verde nesta terça-feira (04/06), em reunião de sua diretoria colegiada, o edital da BR-364/365. Se a aprovação for confirmada, o documento já seria publicado nesta quarta-feira (05/06) mesmo.

Aposta - A concessão do trecho, com 437 km de extensão, é uma aposta para melhorar as condições de escoamento da produção agroindustrial do sudeste goiano e do Triângulo Mineiro. O governo calcula em R$ 4,7 bilhões os investimentos ao longo dos 30 anos de contrato.

Valor máximo - Freitas não soube informar o valor da tarifa máxima de pedágio da BR-364/365. Ganha a disputa quem oferecer o maior desconto, ou seja, a menor tarifa para os usuários. "Caminhamos em termos de amadurecimento", afirmou o ministro, referindo-se às tratativas com o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a regulação de rodovias federais.

Disposição - O embaixador da Espanha Fernando García Casas afirmou que vê disposição das empresas de seu país para participar da concorrência. Na década passada, grupos como OHL (depois Arteris) e Acciona ganharam vários leilões no setor, mas depois acabaram se concentrando apenas em ativos licitados por governos estaduais - como o de São Paulo.

Investimentos - Segundo informações da embaixada, os investimentos de companhias espanholas acumulados no Brasil já superam € 41 bilhões. Grupos como Ferrovial, CAF, FCC, Santander e Repsol estiveram na reunião com Freitas.

Interesse - Santiago Yus, representante da operadora aeroportuária Aena, deixou claro que a empresa tem interesse em mais ativos que o governo brasileiro pretende oferecer. "Observamos os próximos leilões com bons olhos", comentou. Em março, a Aena arrematou o bloco de seis aeroportos que tem Recife como âncora. Os demais são João Pessoa, Maceió, Aracaju, Campina Grande e Juazeiro do Norte. A previsão é assinar o contrato de concessão em setembro, segundo o executivo.

Operação - Com 51% de capital estatal, a Aena opera os aeroportos da Espanha e tem ativos no México, Colômbia, Jamaica e Londres (Luton). (Valor Econômico)

PARANAGUÁ: Porto bate recorde no embarque de açúcar a granel

paranagua 04 06 2019O Porto de Paranaguá registrou nova movimentação recorde. Desta vez, no embarque de açúcar a granel pelo berço 204. Um único navio – o Caravos Glory, das Ilhas Marschall (Oceania) – levará uma carga de 58.175 toneladas para o Oriente Médio. A média dos carregamentos no local geralmente fica entre 40 e 45 mil toneladas.

Metas superadas - “A eficiência dos Portos do Paraná em atender e dar condições técnicas e administrativas, aliada à produtividade dos operadores que movimentam por aqui, faz com que as metas sejam superadas”, afirma o diretor-presidente do Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Encerramento - O navio encerrou o embarque pela Paraná Operações Portuárias (Pasa) nesta segunda-feira (03/06). De acordo com a empresa, nenhuma atividade extraordinária foi necessária, pois ela já possui equipamentos e estruturas apropriadas para operações deste porte.

Produtividade média - A produtividade média no berço, ainda segundo a empresa, é de 1,3 mil toneladas por hora no carregamento do açúcar. Toda a carga exportada é produção paranaense.

Ferrovias - Segundo o diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, o que torna a operação ainda mais interessante é o fato de que para este embarque a carga foi recebida no terminal, em Paranaguá, 100% através do modal ferroviário.

Movimentação - Este ano, empresa já movimentou quase 518 mil toneladas pelo berço 204. Em 2018, foram em torno de 2,1 milhões de toneladas de açúcar. A empresa também opera grãos (soja, milho).

Melhorias - De acordo com a diretoria da Pasa, a melhoria da infraestrutura e as modernizações implementadas pelos Portos do Paraná, em relação à manutenção da dragagem e ao cais de acostagem, possibilitou a atracação de navios de grande porte. Aliado a isso, segundo nota da empresa, os Portos do Paraná têm oferecido uma estrutura administrativa muito eficiente que se reflete em operações como esta.

Produto bruto- O açúcar movimentado nesta operação é o produto bruto, denominado Very High Polarization (VHP). Com uma cor mais escura é matéria prima para a produção de açúcar refinado nos países de destino.

Empresas - Pelo Porto de Paranaguá, apenas a Pasa e a Bunge movimentam açúcar a granel. O açúcar em saca é movimentado pela Teapar e Fortesolo, em Paranaguá, e pela TPPF, no Porto de Antonina.

Total - Em 2018, durante todo ano, foram movimentadas pelos Portos do Paraná cerca de 3,3 milhões de toneladas de açúcar. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 6,422 bilhões em maio

economia 04 06 2019Depois de dois meses de queda, o superávit da balança comercial voltou a subir em maio. No mês passado, o país exportou US$ 6,422 bilhões a mais do que importou, alta de 5,8% em relação ao resultado positivo de US$ 6,073 bilhões de maio de 2018.

Terceiro melhor resultado - Este foi o terceiro melhor resultado da série histórica para o mês, só perdendo para maio de 2017 (superávit recorde de US$ 7,661 bilhões) e de 2016 (superávit de US$ 6,43 bilhões). Com o resultado de maio, a balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumula superávit de US$ 22,806 bilhões nos cinco primeiros meses de 2019, valor 5,9% inferior ao do mesmo período do ano passado.

Soma - No mês passado, as exportações somaram US$ 21,394 bilhões, com alta de 5,6% em relação a maio de 2018 pelo critério da média diária. As vendas de manufaturados cresceram 29,5% na mesma comparação, com destaque para gasolina (R$ 0 para R$ 123 milhões), óleos combustíveis (197,3%), laminados planos de ferro e de aço (168%) e partes de motores e turbinas para aviação (151,8%).

Semimanufaturados - As exportações de semimanufaturados subiram 15,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para ferro fundido (92,3%), semimanufaturados de ferro ou de aço (73%) e óleo de soja bruto (68,6%). Apesar do início da safra, as vendas de produtos básicos caíram 3,9%, puxadas pelo recuo nas exportações de minério de cobre (-32,3%), soja em grão (-30,3%) e farelo de soja (21%).

Importações - As importações somaram US$ 14,972 bilhões, com alta de 7,8% em relação a maio do ano passado pelo critério da média diária. As compras de combustíveis e de lubrificantes aumentaram 27,5%, influenciadas pela valorização do petróleo no mercado internacional durante boa parte do mês.

Bens de capital - As importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) subiram 16,4%. As compras de bens intermediários aumentaram 6,4%. Apenas a importação de bens de consumo caiu, com recuo de 6,5% na mesma comparação, decorrente principalmente da alta do dólar no último mês.

Estimativa - Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2018 em US$ 58,959 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima um superávit menor em 2019, motivado principalmente pela recuperação da economia, que reativa o consumo e as importações.

Focus - Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 50,5 bilhões para este ano. O Ministério da Economia projeta superávit de US$ 50,1 bilhões para o saldo da balança comercial em 2019. (Agência Brasil)

 

INDÚSTRIA: Produção cresce 0,3% de março para abril

industria 04 06 2019A produção industrial brasileira teve alta de 0,3% na passagem de março para abril deste ano. O crescimento veio depois de uma queda de 1,4% na passagem de fevereiro para março. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (04/06).

Quedas - De acordo com a pesquisa, em abril, no entanto, houve quedas nos outros quatro tipos de comparação: -3,9% na comparação com abril de 2018, -0,1% na média móvel trimestral, -2,7% no acumulado do ano e de -1,1% no acumulado de 12 meses.

Passagem - Na passagem de março para abril, houve alta em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para os bens de consumo duráveis (3,4%). Também tiveram crescimento os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (2,9%), e os bens de consumo semi e não duráveis (2,6%).

Bens intermediários- Por outro lado, os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, caíram 1,4% de março para abril.

Atividades - Entre as 26 atividades industriais pesquisadas, 20 tiveram alta na produção, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%), todos revertendo as quedas registradas em março.

Extrativas - Das seis atividades em queda, o destaque foi para as indústrias extrativas, que recuaram 9,7%, registrando o quarto resultado negativo do setor e acumulando perda de 25,7% no período. (Agência Brasil)

 

SAÚDE: Novas regras de portabilidade entram em vigor

Começaram a valer nesta segunda-feira (03/06) as novas regras de portabilidade de carências dos planos de saúde determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A partir de agora, os beneficiários de planos coletivos empresariais também poderão mudar de plano ou de operadora sem cumprir carência. Além disso, a chamada “janela” (prazo para exercer a troca) deixa de existir, assim como a necessidade de compatibilidade de cobertura entre planos – o consumidor cumpre carência apenas para os serviços extras. A norma foi aprovada pela ANS em dezembro.

Planos compatíveis - Para realizar a portabilidade de carências, o beneficiário deve consultar os planos compatíveis com o atual. As novas regras permitem aumentar a cobertura do plano, mas mantêm a exigência de compatibilidade de preço na maior parte dos casos. É possível consultar os planos compatíveis por meio do Guia ANS de Planos de Saúde, ferramenta disponível na página da Agência. A ANS preparou também uma cartilha com informações importantes sobre o tema, para orientar os consumidores sobre esclarecimentos de prazos e critérios para realização da portabilidade, como a compatibilidade entre planos, documentos exigidos e o acesso ao Guia ANS.

Demanda - O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel, explica que a concessão do benefício para quem tem planos empresariais era uma demanda importante na agenda regulatória. “Os planos empresariais representam quase 70% do mercado e dispõem da mesma cobertura assistencial dos demais planos. A portabilidade de carências passa a ser um direito efetivo de todo consumidor de planos de saúde e vai ser mais representativa no mercado”, pontua, destacando que um dos valores fundamentais para a ANS é o empoderamento do consumidor, respaldando-o para negociar seu plano com a operadora.

Demitidos - As novas regras publicadas pela ANS são ainda mais relevantes para os beneficiários de planos empresariais que foram demitidos ou de contratos com menos de 30 vidas, que precisariam cumprir novos períodos de carência ao mudar de plano de saúde. Hoje, quando um empregado deixa a empresa ou se aposenta, há normas que legislam sobre sua permanência no plano mediante a contribuição. Mas a portabilidade agora amplia o direito desse beneficiário, que pode escolher outro produto tendo respaldada sua cobertura sem carência.

Sem janela e compatibilidade de cobertura - O fim da janela para a realização da portabilidade de carências é uma das novidades da normativa. Agora, o mecanismo poderá ser requerido pelo beneficiário a qualquer tempo, desde que haja o cumprimento do prazo mínimo de permanência exigido no plano de origem. Antes, havia um período limitado a 4 meses no ano para o exercício da portabilidade, contados da data de aniversário do contrato.

Origem e destino - Também não será mais exigida compatibilidade de cobertura entre o plano de origem e o plano de destino. Por exemplo, o beneficiário que possui um plano ambulatorial poderá fazer portabilidade para um plano ambulatorial + hospitalar. A exigência que se mantém é a de compatibilidade de preços (valor da mensalidade). Como a delimitação de cobertura poderia restringir o acesso do beneficiário, uma vez que as operadoras não são obrigadas a comercializar plano com todos os tipos de segmentação, a ANS extinguiu esse item. Será necessário, porém, o cumprimento das carências previstas na Lei nº 9.656 para as coberturas que o beneficiário não possuía anteriormente.

Prazos mínimos de permanência - Os prazos de permanência para a realização da portabilidade continuam os mesmos. São exigidos mínimo de dois anos de permanência no plano de origem para solicitar a primeira portabilidade e mínimo de um ano para a realização de novas portabilidades. As exceções ocorrem em duas situações: se o beneficiário tiver cumprido cobertura parcial temporária, o prazo mínimo para a primeira portabilidade será de três anos; e se o beneficiário mudar para um plano com coberturas não previstas no plano de origem, o prazo mínimo será de dois anos. (ANS)

Acesse a Resolução Normativa nº 438

Acesse a cartilha de Portabilidade de Carências

ans info I 04 06 2019

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ans info II 04 06 2019

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEGISLATIVO: Senado aprova MP que busca evitar fraudes no INSS

legislativo 04 06 2019O Plenário do Senado aprovou nesta segunda-feira (03/06) a medida provisória que busca coibir fraudes nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foram 55 votos favoráveis e 12 contrários à proposição. Aprovada na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 11/2019, a MP 871/2019 segue agora para a sanção da Presidência da República. Além de criar um programa de revisão de benefícios previdenciários, a MP exige cadastro do trabalhador rural e restringe o pagamento de auxílio-reclusão aos casos de cumprimento da pena em regime fechado.

Diálogo - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou que o diálogo e o entendimento entre os senadores viabilizaram acordo construído na semana passada com todos os líderes partidários e com o líder do governo para a votação da MP 871/2019 e da MP 872/2019, que também foi aprovada e prorrogou o prazo para pagamento de gratificações a servidores cedidos à Advocacia-Geral da União (AGU).

Agradecimento - “Quero agradecer publicamente a todos os senadores e senadoras que vieram, em uma segunda-feira, exercer o seu mandato parlamentar, representando o povo brasileiro, sabendo da responsabilidade da votação desta medida provisória, que interessa ao país”, afirmou.

Sessão deliberativa - A MP foi votada na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (30/05) e perderia a eficácia já nesta terça-feira (04/06). Para viabilizar a aprovação da matéria no último dia de sua validade, o presidente do Senado convocou uma sessão deliberativa para esta segunda — quando as sessões normalmente são destinadas a discursos, sem discussão ou votação de projetos.

Principais pontos - Veja, abaixo, alguns dos principais pontos da MP.

Análise de benefícios - De acordo com o texto final da MP, o INSS terá acesso a dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de outros bancos de informações para a análise de concessão, revisão ou manutenção de benefícios. O texto proíbe o compartilhamento, com outras entidades privadas, de dados obtidos junto a entidades privadas com as quais mantenha convênio.

Pente fino - Previstos para durar por dois anos (2019 e 2020), prorrogáveis até 2022, os programas de análise de benefícios com indícios de irregularidades e de revisão de benefícios por incapacidade pretendem continuar o pente fino realizado em anos anteriores em auxílios-doença e aposentadorias por invalidez.

Adicional - Médicos peritos do INSS receberão um adicional por processo analisado além do horário de trabalho, com ênfase naqueles indicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e por outros órgãos de investigação. Nesse último caso, o órgão poderá contar com parcerias com governos estaduais e municipais. Nessa lista, o relator, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), incluiu benefícios pagos em valor superior ao teto do INSS.

Suspensão - Caso haja algum indício de irregularidade, o beneficiário será notificado para apresentar defesa em 30 dias, por meio eletrônico ou pessoalmente nas agências do INSS. Uma emenda do deputado Bohn Gass (PT-RS) aumentou de 30 dias para 60 dias esse prazo para trabalhador rural, agricultor familiar e segurado especial. Se não apresentar a defesa no prazo ou ela for considerada insuficiente, o benefício será suspenso, cabendo recurso da suspensão em 30 dias.

Prova de vida anual - O texto também passa a exigir prova de vida anual por meio de comparecimento na agência bancária pela qual recebe, utilizando-se de biometria ou outros meios definidos pelo órgão. Pessoas com deficiência moderada ou grave deverão receber funcionário do órgão em suas casas, conforme prevê o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015). Idosos com mais de 60 anos terão regras especiais a serem definidas pela presidência do INSS.

Trabalhador rural - Do pequeno produtor rural, considerado segurado especial, a MP exige a comprovação do tempo de exercício de atividade rural exercida antes de 2023 por meio de autodeclaração ratificada pelo Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater) de cada estado e por outros órgãos públicos, na forma de um regulamento. A partir de 1º de janeiro de 2023, somente a manutenção de cadastro junto ao Ministério da Agricultura (Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS) validará o tempo de serviço em atividade rural.

Outros meios - Antes da MP, esse segurado especial podia apresentar outros meios de prova, como bloco de notas do produtor rural, contratos de arrendamento e outros. Agora esses meios de provas, assim como a declaração de sindicato de trabalhador rural ou de colônia de pescadores atestando a atividade, não serão mais aceitos. Entretanto, uma emenda prevê ainda que, até 2025, o cadastro poderá ser realizado, atualizado e corrigido. De qualquer maneira, a comprovação do tempo de serviço somente será admitida com início de prova material que seja contemporânea ao fato.

Auxílio-reclusão - A MP restringe o pagamento do auxílio-reclusão aos dependentes de preso em regime fechado, proibindo o pagamento aos presos em regime semi-aberto. Segundo o governo, os que estão detidos sob este regime podem trabalhar, o que não justificaria o benefício. O benefício também não poderá ser pago se a pessoa já tiver direito a qualquer outro pago pelo INSS, como pensão por morte ou salário-maternidade.

Auxílio-doença - Quanto ao auxílio-doença, novas regras passarão a valer a partir da publicação da futura lei. O benefício não será pago àqueles reclusos em regime fechado, sendo suspenso por 60 dias se estava sendo pago no momento em que a pessoa foi recolhida à prisão e cancelado após esse prazo. Caso a pessoa seja solta, com habeas corpus por exemplo, o pagamento do auxílio-doença é restabelecido. E quando uma prisão for declarada ilegal, o segurado terá direito a receber o que não tiver sido pago no período da prisão.

Segurado preso - O PLV 11/2019 prevê ainda que o exercício de atividade remunerada pelo segurado preso em regime fechado não acarreta perda do benefício pelos dependentes e que, em caso de falecimento na prisão, o valor da pensão por morte levará em conta o tempo de contribuição adicional que porventura tenha sido paga ao INSS. Em todo caso, a família poderá optar pelo valor do auxílio-reclusão. (Agência Senado, com informações da Agência Câmara)

 

ENTREVISTA: Banco Central prepara mudanças no cheque especial

entrevista 04 06 2019O Banco Central está aprofundando estudos para mudar a estrutura de preços do cheque especial, permitindo que os bancos cobrem tarifas nessas operações para em troca oferecer juros mais baixos. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, conta em entrevista ao Valor que o ponto de partida dos estudos é um diagnóstico, apresentado no Relatório de Economia Bancária, que mostra que clientes de baixa renda usam mais o cheque especial e os bancos extraem mais lucros dessas operações que seus pares no exterior.

Proibição - Um dos problemas é a proibição da cobrança de tarifas nas operações no Brasil, que em outros países funciona como mecanismo de equalização. "Precisa de algum tipo de regulação em que fique claro para todo mundo que essa nova estrutura é para corrigir uma deficiência e que, na média, o custo para as pessoas vai cair", diz Campos.

Estímulo - Na conversa que segue, Campos sustenta que a forma correta de estimular a economia é pela credibilidade da política monetária. "Eu vou lá e reduzo os juros, porque eu quero dar um impulso à economia. Provavelmente, o que vai ocorrer nesse cenário? A curva de juros vai inclinar, os juros futuros vão subir", afirma.

Sinais positivos - Mas ele vê sinais positivos no mercado, avaliando que aumentou a confiança na aprovação da reforma da Previdência, o que leva à queda da inflação implícita nos títulos públicos e a uma melhora na curva de juros.

Principais trechos - A seguir, os principais trechos da entrevista, realizada nesta segunda-feira (03/06) no escritório do BC em São Paulo.

Valor: Nós estamos voltando para uma recessão?

Roberto Campos Neto: A gente teve na verdade o primeiro PIB negativo depois de oito trimestres. Obviamente é uma grande preocupação para o Banco Central entender o que está por trás dos números de crescimento. Eu diria que há dois ou três pontos importantes. O primeiro é que a gente sofreu vários choques. Eu sei que é difícil para as pessoas quantificarem o choque, ou entenderem o que é um choque, principalmente quando há um atrás do outro e essa sequência adia o investimento.

Valor: Quais foram os choques?

Campos: A gente veio do ano passado com o tema de normalização de juros nos EUA. Foi um tema que gerou uma saída de dinheiro de emergentes muito grande. No Brasil, o governo fez uma intervenção no câmbio, mas foi entendido naquele momento que era o remédio suficiente, se mostrou uma boa política. Quando veio recuperando, nós tivemos a greve dos caminhoneiros, um tema que parou o país. E, olhando ex-post, acho que ele foi pior não só como o "conduit" de crescimento mais baixo, mas também como credibilidade.

Valor: Por quê?

Campos: Porque a indústria não conseguia distribuir os produtos, as pessoas olhavam e não podiam sair de casa, não tinha gasolina no posto. Houve um efeito credibilidade grande, que tem uma consequência no consumo e no investimento. Quando as pessoas estavam se recuperando do efeito da greve dos caminhoneiros, houve o tema das eleições. A polarização foi bastante extrema, como a gente pôde ver, e essa polarização também teve efeito de adiar o investimento. Depois nós tivemos um governo novo - e houve Brumadinho [o colapso da barragem da Vale na cidade mineira, em janeiro]. E acho que houve um efeito também das pessoas entenderem um governo novo, com uma ansiedade de que algumas coisas seriam aprovadas rápido e coisas desse tipo. Houve todos esses choques sucessivos, que têm uma importância. Eles vão se dissipando, a gente colocou mais peso neles na primeira comunicação do que na comunicação mais recente. E há um tema que a gente tinha olhado no passado e acho que cresceu em importância. É difícil de quantificar, e a gente está olhando muito aqui.

Valor: Qual?

Campos: É a complementaridade entre o setor público e o setor privado. A gente está tentando fazer um trabalho para quantificar isso. Quando você conversa com os diversos setores, entende que muitos setores ao longo desses últimos anos passaram a fazer negócios com o governo de um modo ou de outro. A complementaridade entre o público e o privado subiu muito. O problema é que ela veio ou com planejamento do governo, ou com funding do governo, e a hora em que o fiscal bateu no muro, o governo teve que dar uma freada fiscal. Essa complementaridade fez com que a indústria privada também ficasse um pouco, vamos dizer assim, sem alternativas de curto prazo. Tem essa complementaridade que em alguns setores em que ela é mais clara, como a construção civil, que ainda não recuperou, em que a complementaridade foi ao extremo. Vários outros setores tiveram esse ponto.

Valor: Vocês estão tentando quantificar isso?

Campos: É, a gente está tentando quantificar e ver mais ou menos qual é o impacto. O diretor Carlos [Viana, de Política Econômica] está trabalhando nisso, mas o importante para a gente é mostrar que há esse efeito e que esse efeito se mostra mais importante do que a gente achava no passado.

Valor: Como isso afeta a atividade?

Campos: Eu sempre uso o exemplo do avião. Imagine que uma turbina é o mundo privado e a outra é o mundo público. Eu vou desligar a turbina do mundo público, mas, com credibilidade, vou ligar a turbina privada e vai ter uma transferência de energia de uma para a outra, ou de potência, e o avião vai continuar na mesma velocidade. A transferência de uma para a outra se dá na confiança, na credibilidade. A gente olha os índices de confiança, que até caíram recentemente, mas eles estavam relativamente altos. Isso dava a certeza de que, bom, o público vai desligar, mas com o novo governo, com credibilidade, com uma agenda positiva, essa energia, essa potência, vai se transferir. Isso não ocorreu na forma esperada.

Valor: Então o multiplicador fiscal é maior do que se imaginava?

Campos: Eu não chamaria de multiplicador [fiscal], eu diria a dependência do mundo privado no mundo público maior do que a gente imaginava. Eu não gostaria de falar de multiplicar fiscal porque fiscal tem outras implicações. Mas eu diria que essa complementaridade, olhando hoje, é bastante alta. Se o fiscal bateu no freio no federal, no estadual e no municipal ele bateu muito mais no freio. Se tem alguma indústria, alguma área produtiva, que estava fazendo negócios ou com Estados ou com municípios, também teve um impacto é muito grande. Teve essa trombada fiscal, essa parada no motor público muito rápido, acho que isso também explica parte...

Valor: Se o fiscal não anda, não é papel do juro suprir isso e dar mais estímulo para o setor privado andar?

Campos: Eu vou chegar nos juros, mas o papel dos juros hoje - na verdade, não é dos juros, é da credibilidade. O que a gente precisa ter é credibilidade. Saindo um pouco do tema do crescimento, indo para o tema do papel do BC, o principal papel do BC é ter credibilidade, manter os preços constantes, manter a inflação sob controle, com credibilidade, e ancorar a inflação num período mais longo.

Valor: Por que a credibilidade é tão importante?

Campos: Com a credibilidade eu consigo ancorar o curto prazo, o médio prazo e o longo prazo. E um outro tema muito importante da credibilidade é que, na verdade, quando a gente faz política monetária, quando a gente quer usar o instrumento de juros para gerar, para impulsionar o crescimento ou frear, a gente pensa nos seguintes termos. O importante é ter condições de liquidez. O que significa isso? Se eu quero fazer o país crescer, eu preciso injetar liquidez no sistema. Se eu acho que o país tem que frear, eu tenho que retirar liquidez. É importante entender que esse processo de gerar liquidez ou retirar liquidez não é apenas a Selic. A Selic é um instrumento, mas o conduit da Selic para que esse processo aconteça é a credibilidade. Eu posso estar num momento em que o mercado não tem mais credibilidade na minha política e a gente teve esse exemplo num país vizinho, na Argentina, há pouco tempo.

E aí eu digo: olha, mesmo o mercado entendendo que provavelmente eu não vou bater a meta, eu vou lá e reduzo os juros, porque eu quero dar um impulso à economia. Provavelmente, o que vai ocorrer nesse cenário? A curva de juros vai inclinar, os juros futuros vão subir, a inflação implícita vai subir, o mercado vai entender que é uma solução de curto prazo, porque eu vou ter que subir os juros na frente. Nesse sentido eu injetei liquidez no sistema ou não? Não, eu não injetei. Apesar de ter feito uma mudança na Selic, eu não consegui atingir o meu objetivo, porque ele é atingido com credibilidade. A coisa mais importante é a credibilidade do BC.

Valor: Mas hoje o BC tem credibilidade.

Campos: Tem uma credibilidade alta. É importante ter credibilidade, mas a gente também tem que lembrar que as nossas revisões de crescimento para baixo não vieram acompanhadas de revisão de inflação para baixo. Nós não anunciamos número entre as reuniões, mas provavelmente vamos revisar o número de crescimento para baixo. O mercado está ao redor de 1%, já tem algumas casas falando num número próximo a 1%. Mas, se você olhar a inflação, [no caso de] grande parte das casas e a nossa própria revisão, ela está perto do que estava antes. A gente teve na verdade um movimento de revisão de crescimento para baixo que não veio acompanhado [de queda das projeções de inflação].

Valor: O crescimento tem sido muito baixo e os núcleos de inflação são benignos. O juro não está alto? A taxa estrutural (que permite a economia crescer sem pressionar a inflação) não seria menor ainda?

Campos: No caso do debate de juro estrutural, a gente no BC não anuncia. Todo mundo tem um estudo. É uma variável superdifícil de medir, de comparar. Os núcleos estão num nível que a gente chamou na última ata de confortável e depois mudou para apropriado. Ele deu um "tiquezinho" para cima, no último mês, e agora manteve mais ou menos em linha. Se a gente pega o índice de difusão, ele está acima do momento mais deflacionário, mas ainda em níveis confortáveis abaixo da meta. Quando a gente olha para os números da inflação, a gente vê mais ou menos uma continuidade do que a gente vinha vendo. Em termos do que o que levaria a uma interpretação diferente, a gente tem narrado os três fatores. A capacidade ociosa, a parte externa e a parte que a gente chama a parte estrutural, local, da agenda de reformas. Acho que o importante para a gente é que nós não podemos trocar o crescimento de curto prazo por inflação futura. Para nós é importante a credibilidade. O canal de credibilidade é ter a inflação ancorada, ter expectativa futura bem controlada. Nesse sentido, eu volto a dizer que é importante acompanhar a linguagem que a gente tem adotado na ata. Não é verdade, não é um bom ângulo a afirmativa de que o BC não está preocupado com o crescimento - é o contrário. O BC está preocupado com o crescimento, e a melhor forma de contribuir para o crescimento é ter credibilidade. Nós vivemos um episódio recente em que baixamos os juros quando o mercado não acreditava que deveria baixar, quando a sociedade não entendia que esse era o principal problema. A gente teve, mesmo com juros para baixo, um aperto de condições financeiras, a gente teve uma sequência de vários meses em que a inflação era para cima e o crescimento era para baixo. Nós vivemos isso há algum tempo. Perder credibilidade é muito mais fácil do que ganhar.

Valor: A confiança na economia caiu e as projeções do PIB também. Se o corte de juros demorar, não pode comprometer o crescimento do ano que vem?

Campos: Não adianta a gente falar de crescimento sem falar de expectativas de inflação. A expectativa de inflação tem melhorado recentemente? Hoje [ontem], o Focus caiu para 4,03%, caiu um pouquinho. Mas, se você pegar a revisão do crescimento com a revisão de inflação, verá que a revisão de crescimento foi para baixo, e a revisão de inflação, nem tanto. Temos uma inflação mais longa que está perto da meta ainda. Respondendo se é cedo ou tarde, não podemos fazer um movimento precipitado que tenha uma perda de credibilidade. Nós estamos sempre enumerando os três fatores: parte externa, parte das reformas, e parte da capacidade ociosa. A capacidade ociosa tem se revelado pior do que a gente esperava? Sim. Muito provavelmente nós vamos fazer uma revisão para baixo também. Nossas revisões são sempre no Relatório de Inflação. Mas acho que o mercado está caminhando para um número mais baixo. Nosso último número era 2% no último relatório.

Valor: A reforma da Previdência é a mãe de todas as reformas. Ela não pode ser um choque positivo?

Campos: O BC não faz previsões sobre isso, mas olhando os parâmetros de mercado, os preços, o mercado recentemente ficou um pouco mais confiante nas reformas. A gente pega as inflações implícitas e caíram, as taxas de juros estão mais planas lá na frente. Acho que o mercado ficou um pouco mais otimista. Nós trabalhamos com um cenário na linguagem oficial, que a gente não muda, que a reforma vai ser aprovada. É difícil falar de timing e quantidade, mas a gente acha que a reforma vai ser aprovada. Acho que esse vai ser um elemento importante. Também temos o cuidado de dizer que falamos em reformas, e não só uma reforma. O importante para o Banco Central é como essas variáveis nos impactam no canal da inflação, pelo canal da credibilidade. Olhando as variáveis de mercado, parece que teve um ganho nesse sentido nos últimos tempos, ou porque a sociedade entendeu que está mais perto de um acordo ou porque entendeu que a parte política melhorou.

Valor: Por que o sr. perguntou num painel de ex-presidentes do BC no seminário de metas de inflação se a reforma da Previdência poderia ser contracionista se a última ata do Copom diz que é expansionista? O sr. está em dúvida?

Campos: Não tenho dúvida. Na verdade, foi uma pergunta feita num âmbito acadêmico. Tem um trabalho que foi apresentado naquele seminário do professor [da Universidade Bocconi, Francesco] Giavazzi que mostra exatamente que os planos fiscais com redução de gasto têm uma capacidade expansionista, enquanto que os planos fiscais que tem aumento de impostos têm capacidade contracionista. Nosso cenário é que [a reforma da Previdência] é expansionista. Temos mencionado na ata. São dois pesos em uma balança. O elemento credibilidade e o elemento fiscal que ele causa de ter menos dinheiro nas mãos dos aposentados. Nos acreditamos que o elemento credibilidade é maior que o fiscal.

Valor: E o que o BC poderá fazer para baixar os juros do cheque especial?

Campos: Uma grande parte dos usuários do cheque especial ganha abaixo de dois salários mínimos e, para eles, representa um grande comprometimento de renda, ao pagar 310% de juros. Em termos de produto financeiro, temos 1% da carteira, que é cheque especial, responsável por 10% do resultado dos bancos. Em outros países, o cheque especial dá prejuízo ou uma rentabilidade bem menor, de 2,5%, digamos. Tem um juro maior, mas também uma inadimplência maior, porque é a categoria emergencial.

Valor: Por que isso ocorre?

Campos: O cheque especial acaba sendo um produto de subsídio cruzado. Em grande parte desses outros países, o cheque especial é um produto de maior risco, com juros maiores, que tem um retorno menor. Mas também tem um pedaço do retorno que vai para a cadeia toda que são tarifas. No Brasil, não temos a tarifa nos produtos de uso emergencial. Não ter tarifa significa que o produto acaba sendo regressivo. Nos outros países, a estrutura de tarifa equaliza isso. Uma das coisas que estamos discutindo é que não adianta falar que vou colocar tarifa e baixar os juros, mas no final o custo ser maior. Se eu quiser fazer realmente com as tarifas um plano linear ou progressivo, em que as pessoas de baixo pagam menos ou proporcionalmente, eu tenho que mostrar de forma clara e com credibilidade que o cheque especial mais a nova tarifa terá um custo menor do que temos hoje. Precisa de algum tipo de regulação em que fique claro para todo mundo que essa nova estrutura é para corrigir uma deficiência e que, na média, o custo para as pessoas vai cair. Outro ponto importante é a educação financeira.

Valor: O que o sr. acha da proposta do Arminio Fraga de o BC ter entre os seus objetivos a suavização do ciclo econômico?

Campos: Sou contra. Acho que a intenção do Arminio é que, dado que o BC já faz de uma forma indireta, porque não colocar na lei para ganhar um grau de confiança a mais. Eu acho que é o contrário. Colocar uma coisa na linguagem de lei que é vaga, porque suavizar ciclos é uma coisa vaga, poderia levar a uma interpretação diferente do que seria o lógico. Então, dado que é uma coisa que você já faz, e que colocar isso te gera uma vulnerabilidade, um custo, sem nenhum benefício, acho que não deveria. Na hora que vai ser discutido no Legislativo, as pessoas podem ter uma interpretação diferente do que é suavizar ciclos. A forma de o BC estimular o crescimento sustentado de longo prazo é a estabilidade da moeda e a solidez do sistema financeiro. (Valor Econômico)

 


Versão para impressão


RODAPE