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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4589 | 03 de Junho de 2019

GPTW: Sistema Ocepar inicia nova fase de ações voltadas à melhoria do clima organizacional

Nesta segunda-feira (03/06), o Sistema Ocepar reuniu os funcionários e a diretoria executiva para iniciar uma nova etapa de ações destinadas à melhoria do clima organizacional, desenvolvidas em parceria com a empresa Great Place to Work (GPTW). “Passamos a maior parte das nossas vidas no trabalho. Por isso, queremos transformar o nosso ambiente em um ambiente maravilhoso para que possamos nos realizar pessoal e profissionalmente”, afirmou o presidente da entidade, José Roberto Ricken, na abertura do evento.

Pesquisa - No ano passado, a GPTW aplicou uma pesquisa sobre ambiente de trabalho, com a participação dos profissionais das três entidades que integram o Sistema Ocepar: Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar). Os resultados do levantamento estão sendo utilizados no aprimoramento da gestão da organização.

Potencial - Nesta segunda, os trabalhos tiveram continuidade com a apresentação da palestra “Despertando o pleno potencial das pessoas na Ocepar na era digital”, ministrada pelo diretor regional do GPTW no Paraná, Hilgo Gonçalves. Diante de tantas mudanças que vivenciamos no dia-a-dia, com forte influência da tecnologia, ele destacou a importância das pessoas em todos os processos, seja na transformação digital, em inovação, na gestão das empresas. “A transformação está nas pessoas, em sua forma de pensar, agir e fazer negócios. Como colaboradores, devemos ser agentes participativos neste momento de transformação. Já as empresas devem valorizar as pessoas em sua diversidade. As lideranças devem escutar os colaboradores. O feedback é um momento de ouro. A comunicação interna é fundamental e deve ser de mão dupla. Também é importante buscar proximidade, por meio de uma estratégia que deve clara. Os líderes devem inspirar. As empresas também devem atuar em busca do equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e até financeira do seu quadro funcional”, afirmou Gonçalves. O diretor regional da GPTW também destacou a importância de se criar um ambiente de confiança nas empresas para a obtenção de resultados efetivos. “A cultura de alta confiança envolve ouvir muito os funcionários. Em segundo lugar, aperfeiçoar as práticas, num sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os níveis. Em terceiro lugar, desenvolver as lideranças. É num ambiente de confiança que as empresas constroem o seu legado”, acrescentou.

Levantamento - O GPTW está presente em 61 países e realiza o levantamento em mais de 10 mil empresas, abrangendo 12 milhões de profissionais ao ano. Em 1997, divulgou a primeira lista das melhores empresas para se trabalhar feita no Brasil. No Paraná, a empresa está presente deste 2009 e já reconheceu 60 empresas do Estado, entre elas várias cooperativas.

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GETEC: Informe mostra expectativa da semana sobre indicadores econômicos

getec 03 07 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (03/06), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021. A Getec também fez um levantamento consolidado do mês de maio. Veja nos links abaixo.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado (semanal)

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado (mês de maio)

 

BOM JESUS: Luiz Roberto Baggio debate ferrugem da soja em workshop

O elevado custo de controle da ferrugem-asiática (média de U$ 2,8 bilhões por safra), assim como as consequências da resistência do fungo causador da doença (Phakopsora pachyrhizi) aos fungicidas, a redução da eficiência desses produtos e as estratégias existentes para garantir a sustentabilidade da produção de soja permearam a discussão, nos dias 30 e 31 de maio, durante o Workshop sobre a ferrugem-asiática da soja: situação atual e desafios.

Participação - O evento, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Auditório Assis Roberto de Bem, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF), reuniu cerca de 90 representantes da cadeia produtiva da soja. Participaram representantes do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de entidades do setor produtivo, além de representantes dos Órgãos Estaduais de Defesa Agropecuária dos principais estados produtores de soja no Brasil, conforme informação da Embrapa.

OCB - Luiz Roberto Baggio, presidente da Cooperativa Bom Jesus, representou a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) durante o evento, disse “concordar com a importância da pesquisa para definir a calendarização da semeadura, mas entende que as particularidades de cada estado deveriam ser consideradas”, informou em matéria da Embrapa. A calendarização atual no Paraná exige que o plantio da oleaginosa seja até o dia 31 de dezembro. Baggio defende a flexibilização desse calendário de acordo com cada região, alongando o plantio até o dia 15 de janeiro, citando o exemplo da região sudeste paranaense na qual o clima influência no calendário de plantio de soja e, com isso, permite somente uma safra de uma cultura com o ciclo longo, e influência diretamente no plantio de feijão na região.

Acompanhamento - A Cooperativa Bom Jesus defende o interesse dos produtores locais e continua acompanhando este assunto junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Embrapa, na qual já se posicionaram a favor de fazer uma revisão no zoneamento agrícola. (Imprensa Bom Jesus)

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CAPAL: Expoleite será realizado entre os dias 25 e 27 de julho

capal 03 06 2019 Berço do melhor gado da raça holandesa do Brasil, a cidade de Arapoti (PR) irá sediar a 47ª edição da Expoleite, Feira que apresenta destaques em genética e manejo dos animais. O evento será no Parque de Exposições Capal.

Estimativa - A estimativa é que 20 mil pessoas participem dos três dias de evento, principalmente oriundas do Paraná e São Paulo. O público poderá conhecer os animais da raça holandesa mais premiados do País, título recentemente reforçado pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), que premiou três cooperados da Capal como melhores criadores, expositores e afixo.

Destaques - Os produtores Pedro Elgersma, Adriaan Frederik Kok e Korstiaan Bronkhorst se destacaram nas variedades Vermelho e Branco e Preto e Branco, gados jovens e adultos.

Programação - No dia 25 de manhã serão realizados o Clube de Bezerras e o Clube Infantil, além da palestra sobre economia rural ministrada por Claudio Kapp Júnior, da Fundação ABC. No período da tarde será a vez do primeiro julgamento da Feira, do gado jovem holandês Vermelho e Branco, seguido do adulto da mesma variedade. Também está na programação do primeiro dia a palestra “Mulheres Cooperativistas”, ministrada pelo professor da Fundação Getúlio Vargas e CEO do Grupo Datacenso, Claudio Shimoyama.

Prêmio - No dia seguinte, pela manhã, será entregue o prêmio “Qualidade do Leite”. A palestra principal, ministrada pelo professor, escritor e referência em gestão de vendas, marketing e agronegócio, José Luiz Tejon, também acontece no segundo dia. Ele focará sua fala na produção leiteira. À tarde, será realizado o julgamento do gado jovem holandês Preto e Branco e a palestra com tema da área agrícola, desta vez com o representante da empresa FC Stone.

Copa dos Puxadores - No último dia de evento, sábado, será realizada a Copa dos Puxadores, o julgamento do gado adulto holandês Preto e Branco e as premiações. O diretor industrial da Capal, Lourenço Teixeira, afirma que a programação é focada no desenvolvimento profissional do produtor rural.

Trabalho - “A região tem o melhor gado da raça holandesa do País, mas isso não vem de graça. Acontece devido a muito trabalho, atualização constante, investimento em genética e assistência técnica da cooperativa. E com essa seleção de palestrantes incentivamos o desenvolvimento do produtor rural e ampliamos as possibilidades para continuar fazendo mais”, destaca. (Imprensa Capal)

 

 

PRIMATO: Expedição percorre 2.500 km entre o Paraná e Mato Grosso do Sul

primato 03 07 2019À medida que a Primato Cooperativa Agroindustrial expande sua área de atuação, mais cooperados e produtores rurais começam uma relação de parceria através de planejamento, relacionamento, execução e gestão. Logo, os resultados aparecem e com eles, boas histórias para contar.

Estrada - Com este objetivo que a Expedição Primato voltou à estrada e percorreu mais de 2.500 quilômetros durante o mês de maio, pelo o interior de Toledo, Umuarama, Xambrê, Icaraíma no Paraná e Caarapó, Dourados, Jardim, Aquidauana, Ivinhema e Angélica no Mato Grosso do Sul.

Paraná - Em Toledo foram visitados dois cooperados da Primato, sendo um na parte de integração na suinocultura e outro que atua com a pecuária leiteira, tendo como diferencial o seu plantel exclusivamente de gado Jersey. “A Expedição Primato é um projeto que visa estreitar o relacionamento com cooperados e produtores rurais, conhecendo suas propriedades, as pessoas que nela atuam, suas atividades e como a Primato faz parte do seu cotidiano”, enalteceu o presidente da Primato Ilmo Werle Welter que complementou, “trazer os exemplos na suinocultura e pecuária é prestigiar cada um de nossos cooperados”.

Mato Grosso do Sul - A Expedição Primato começou no interior do Paraná e seguiu para o Mato Grosso do Sul, onde foram visitados produtores rurais de gado de corte e de leite, assim como a piscicultura. “O estado do Mato Grosso do Sul tem sua peculiaridade, mas é importante na cadeia do agronegócio, logo, a expansão de nossa cooperativa acontece pela linha de rações Prima Raça, onde através de nossos representantes, estamos obtendo ótima aceitação e resultados”, enfatizou o diretor executivo da Primato Anderson Sabadin que complementou, “por ser uma região de grandes fazendas de gado de corte, temos propriedades rurais com gerenciamento e administração de maior escala, atuando com vendas e leilões de animais, nicho de mercado que estamos nos posicionando e com boas parcerias”.

Relacionamento - Após três dias em visitas em terras sul matogrossenses, a Expedição Primato percorreu o noroeste do Paraná nas cidades de Xambrê, Icaraíma e Umuarama, onde a cooperativa tem sua unidade agropecuária e agrícola. “Ao todo foram 15 propriedades visitadas em ambos os Estados e muitas histórias de trabalho, produção, tecnologia e das pessoas com que nos relacionamos nestas visitas”, explicou o encarregado de marketing e comunicação da Primato Thiago Renner que complementou, “estarmos presentes em áreas onde estamos expandindo os negócios traz a dimensão que nossa cooperativa vem atuando e desenvolvendo, por isso essas histórias serão contadas em nossos canais de comunicação como a Revista Primato e site da cooperativa”. (Imprensa Primato)

 

COPAGRIL I: Dia de Campo sobre milho safrinha é realizado em Bela Vista

Com o objetivo de levar aos agricultores da sua área de ação as tendências e as melhores opções de escolha de híbridos de milho para o plantio nas propriedades, a Cooperativa Agroindustrial Copagril realiza todos os anos os Dias de Campo Milho Safrinha, onde, os agricultores têm a oportunidade de conferir de perto os resultados obtidos em diferentes híbridos de milho com formas de manejo singulares, comprovando assim a rentabilidade, resistência a pragas e doenças, além de adaptação com a área em que foram implantadas.

Dia de Campo - Visando levar para mais perto do agricultor essa oportunidade de conhecimento, a cooperativa realizou no sábado (01/06) seu Dia de Campo em Bela Vista, em Guaíra (PR).

Atividades - O dia iniciou com um café da manhã aos agricultores e durante toda a manhã dezenas de produtores da região passaram pelo espaço preparado pela Copagril e puderam se informar quanto aos diferentes híbridos de várias empresas parceiras da cooperativa que estavam presentes levando dicas e orientações aos agricultores.

Sementes - Através da visitação destes espaços, o agricultor planeja-se melhor, o que possibilita adquirir as melhores sementes disponíveis para cultivo da safrinha, tendo em vista resultados produtivos cada vez melhores.

Mato Grosso do Sul - A cooperativa realizará ao todo quatro dias de Campo Milho Safrinha: o primeiro, que foi no dia 24 de maio, em Marechal Cândido Rondon, o segundo que foi no sábado, em Bela Vista – Guaíra, o terceiro que será no dia 15 de junho em Itaquiraí, Mato Grosso do Sul, e o quarto que será no dia 29 de junho, em Eldorado (MS). (Imprensa Copagril)

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COPAGRIL II: Palestra motivacional marca encerramento da Sipat 2019

Em torno de 300 pessoas participaram, na noite de quinta-feira (30/05), no Salão Social da AACC, do evento de encerramento da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – Sipat Copagril 2019.

Palestra motivacional - A noite foi marcada por uma palestra motivacional direcionada ao tema da segurança, que foi ministrada por Jackson Baia. Durante sua explanação, ele enfatizou que cada pessoa deve buscar ser uma pessoa cinco estrelas, observando os cinco dedos de uma mão: o polegar indica que deve-se ter uma identidade positiva e vencedora; o indicador é aquele que dá a direção para a vida; o dedo médio é o da comunicação; o anelar é o dedo do compromisso e o mindinho deve ser o diferencial de cada um. “A partir desse conjunto cada um deve buscar o sucesso, sendo que ninguém sozinho é melhor do que todos juntos, essa é a essência de uma cooperativa”, enfatizou.

Integridade física - Segundo ele, nas atividades do dia a dia todos devem zelar pela integridade física de todos, adotando cuidados preventivos diários, tal qual escovar os dentes, que é uma atitude preventiva de saúde bucal.

Sorteio - Ao final da palestra foi realizado sorteio de prêmios para os funcionários que marcaram presença ao evento.

Pauta recheada - A Sipat Copagril 2019 iniciou no dia 27 de maior e teve programação final no final de sexta-feira (31/05), com palestra em Entre Rios do Oeste abordando "mudança de mindset para prevenção de acidentes". Com o tema "Valorizar quem amamos é voltar pra casa em segurança", a Sipat deste ano foi composta de várias atividades em que foram abordados assuntos como: conscientização no trânsito, ergonomia, consumo consciente, prevenção de dengue, chikungunya e febre amarela, alcoolismo e drogas, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's), dentre outros.

Ganhadores - Os ganhadores dos prêmios foram:

TV 32 polegadas: Sebastião Simões (UIR MCR)

Bicicleta: Aline Miranda (Produtos Agrícolas)

Bicicleta: Wesley Daniel Araújo Santana (UIR ERO)

Caixa térmica 32 litros: Angela Maron (RH)

Caixa térmica 26 litros: Geconias da Cruz (Supermercado N.S.Rosa)

Cafeteira: Juliane Altmann (Jurídico)

Cafeteira: Eronita Volski (Mercado I)

Miniprocessador: Sérgio Taborja (Posto MCR)

Batedeira: Carlos Soares de Moraes (ADM)

Liquidificador: Marco André de Oliveira (Compras/ADM)

Crepeira: Vanderlei Spier (Mercado II)

Churrasqueira: Odair José Paulus (Produtos Agrícolas)

Capacete p/bicicleta: Silvestre Ivo Decker (Unid.Margarida)

Espremedor de frutas: Daniele Shmoller (Loja Rondon)

Sanduicheira: Laércio Fincke (Loja Rondon)

Sanduicheira: Leandro Hansel (Manutenção)

Sanduicheira: Marcelo Barbosa (Oficina)

Kit churrasco: Sérgio Batista (CD insumos)

Kit churrasco: Laércio Wischneski (Auditoria Interna)

Kit caipirinha: Fábio Lizzoni (T.I.)

Vale-calçado: Adriani Backes (Controladoria)

Vale-calçado: Peterson Peruchi (Parceria)

Cadeira: Patrícia Backes (UIR ERO)

Caixa de som p/ computador: Vanessa Sehn (UIR MCR)

Mouse Óptico: Edilce Spier (Comercial/ADM)

Necessaire: Fábio Kremer (UIA)

(Imprensa Copagril)

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SICOOB UNICOOB: Central promove capacitação do programa Cooperativa Mirim

O Sicoob Central Unicoob promoveu capacitação do programa Cooperativa Mirim para que as Pessoas de Apoio Estratégico (PAEs), professores, representantes do Instituto Sicoob e de outras Centrais pudessem ter contato com a metodologia, a fim de estarem aptos a implantar e multiplicar o programa nas localidades em que as cooperativas estão inseridas.

Instrutor - Realizado em dois dias na sede da Central Unicoob, em Maringá (PR), o treinamento foi ministrado pelo professor mestre em educação com especialização em cooperativas mirins, Everaldo Marini, e contou com a participação de 50 pessoas que passaram por etapas de sensibilização, teoria, explicações do material didático, análises de casos, atividades práticas e mais.

Funcionamento - De acordo com o professor, a capacitação não tem o objetivo de apenas apresentar a metodologia, mas sim, permitir que os participantes compreendam o que é e como funciona uma cooperativa mirim. “O encontro tem por finalidade mostrar como é o desenvolvimento das cooperativas mirins, ou seja, quais os impactos, a relação com as escolas, com os meios e espaços onde as crianças estão inseridas, mas além disso, buscamos apresentar aos professores orientadores qual a importância da identificação do lugar deles como mediadores desse processo.”

Capacidade - Marini também destaca que a capacitação é muito importante, pois dá aos professores e demais profissionais envolvidos no processo a capacidade de identificar a viabilidade de implantação ou não de uma cooperativa mirim. “Os materiais pedagógicos, as instruções, diálogos, leituras e tudo o que vimos aqui dão condições para que seja possível olhar para as escolas e os espaços de aprendizagem e identificar se há condições necessárias para desenvolver o projeto ou se será preciso buscar essas condições, sabendo que terão sempre o apoio contínuo da equipe do Instituto Sicoob, já que a implantação e acompanhamento de uma cooperativa mirim exige um trabalho de muitas mãos.”

Troca de informações e interação - Instrutor do Cooperjovem no Rio de Janeiro há algum tempo, Iran Nascimento Pitthan entende que esse “trabalho de muitas mãos”, citado por Marini, já esteve presente na própria capacitação. “A troca de informações e interação que tivemos aqui em todo o tempo faz com que a gente veja e reveja a importância do lugar, as práticas e experiências de cada professor, de acordo com a localidade e particularidade de cada um”, destaca ele, que participou da capacitação para também exercer a função de multiplicador da metodologia.

Impacto na sociedade - Uma cooperativa mirim é uma associação de alunos que, sob a direção de um professor orientador, unem-se voluntariamente visando satisfazer anseios e necessidades sociais e culturais comuns, por meio da vivência e prática do cooperativismo. São eles, os pequenos cooperados, que dirigem e coordenam as atividades da cooperativa, o que, consequentemente, ajuda no desenvolvimento de competências, hábitos e atitudes por meio de uma prática pedagógica que dissemina os princípios do cooperativismo, harmonizando-os aos interesses com a comunidade e obtendo responsabilidades sociais, morais e econômicas.

Mudança - Por conta de todas essas características e áreas de desenvolvimento é que muitos acreditam que o programa Cooperativa Mirim pode ser uma ferramenta capaz de mudar a sociedade e ajudar no desenvolvimento e melhoria da educação.

Ganhos - “São inúmeros os ganhos da cooperativa mirim, mas podemos trazer a questão da autonomia, protagonismo, liderança e olhar para a educação financeira. Estamos entregando empreendedores para a sociedade, pessoas comprometidas com o mundo, pessoas que vão poder, um dia, nos substituir. Já iniciamos esse processo de formação para que as crianças e os adolescentes comecem a ver a cooperativa mirim como uma espécie de laboratório de aprendizagem”, destaca o professor mestre em educação com especialização em cooperativas mirins, Everaldo Marini.

Atitudes - Já para o instrutor do Cooperjovem, Iran Nascimento Pitthan, as cooperativas mirins têm o poder de, por meio do cooperativismo, mudar atitudes nas várias esferas da sociedade. “Não tenho dúvidas de que é um programa que impacta a sociedade e o futuro. Começa dentro das escolas e logo essas crianças se encantam e, consequentemente, atingem os pais, e isso vai andando até chegar à comunidade ao entorno. Sabemos que a educação está bastante difícil no Brasil e o programa Cooperativa Mirim pode ser uma boa ferramenta para ajudar a mudar um pouco isso.”

Resgate de valores - Professora e coordenadora pedagógica na Escola Municipal Luiz Augusto Paiva de Oliveira, em Castanhal (PA), Patrícia de Lima Barroso acredita que a Cooperativa Mirim tem o poder de resgatar valores perdidos em nossa sociedade. “O mundo está cada dia mais individualista. Cada um cria um mundo à parte, distanciando-se do convívio em comunidade. Acredito que a Cooperativa Mirim é um instrumento de mudança e de resgate dos valores de igualdade e partilha.”

Desenvolvimento local - Mas, além de buscar o desenvolvimento de novas lideranças e apresentar o cooperativismo como um todo, o programa Cooperativa Mirim também tem força para ajudar no desenvolvimento local. É o que acredita a gerente da Unidade de Desenvolvimento Cooperativo do Sicoob Central Unicoob, Júlia Fagan. “O sistema cooperativo também se preocupa com o futuro de nossas lideranças locais, e a Cooperativa Mirim vem ao encontro a esse anseio e propõe o desenvolvimento de habilidades em crianças e jovens, preparando futuras lideranças com espírito cooperativo e com visão de desenvolvimento local. Entendemos que estes resultados serão perceptíveis em curto prazo.”

Participantes - O treinamento contou com a presença de participantes das cooperativas Sicoob Arenito, Sicoob Cooesa, Sicoob Crediacil, Sicoob Credicapital, Sicoob Marechal, Sicoob Médio Oeste, Sicoob Meridional, Sicoob Metropolitano, Sicoob Noroeste PR, Sicoob Ouro Verde, Sicoob Sul, Sicoob Unimais Mantiqueira e Sicoob Vale do Iguaçu, além do próprio Instituto Sicoob. Ao todo, mais de 20 cidades estavam representadas na capacitação. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB ARENITO I: Crianças de escolas municipais são orientadas na Semana Enef

Voluntários do Sicoob Arenito estiveram em escolas de Mariluz, Altonia, Ivaté, Tapejara e Umuarama, no Noroeste do Paraná, para conscientizar e ensinar as crianças sobre como poupar dinheiro e realizar sonhos. A ação ocorreu entre os dias 20 e 24 de maio e fez parte da 6ª Semana Nacional de Educação Financeira (Enef).

Responsabilidades - Cerca de 500 crianças participaram e puderam ouvir os voluntários da cooperativa falarem sobre as responsabilidades com o dinheiro. “Nós levamos cofrinhos e cartilhas que despertaram a curiosidade de conhecer o mercado financeiro. Além disso, é importante fazer essa orientação para que se tornem adultos mais conscientes em relação ao dinheiro”, afirma a analista de Crédito, Daiane Medis da Silva.

Sobre a Semana Enef - O evento, que é uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), ocorreu simultaneamente em todo o país entre os dias 20 e 26 de maio, com diversas ações educacionais para conscientizar a comunidade, contribuir para o fortalecimento da cidadania e da autonomia. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB ARENITO II: Pontos de coleta de pilhas e baterias usadas são distribuídas em Umuarama

sicoob arenito II 03 06 2019Em parceria com a Prefeitura Municipal de Umuarama (PR), o Sicoob Arenito distribuiu 50 novos pontos de coleta de pilhas e baterias usadas para escolas e postos de saúde da cidade. O Papa-Pilhas, como é chamado, é um projeto do Sicoob Central Unicoob com o apoio do Instituto Sicoob.

Descarte correto - O objetivo é conscientizar as pessoas sobre o descarte correto de pilhas e baterias usadas, disponibilizando pontos de coleta e, assim, diminuindo o impacto no meio ambiente. Isso porque uma única pilha contamina o solo durante 50 anos e é capaz de poluir 20 mil litros de água com o tempo de degradação que pode variar entre 100 a 500 anos. Todo o material coletado é encaminhado para instituições especializadas na destinação correta e reciclagem.

Conscientização - Segundo o assistente de PA, Giovani dos Santos Silva, a ação do Sicoob com a Prefeitura é importante para a conscientização da população. “Colaboramos para a preservação do meio ambiente e também ajudamos a orientar sobre a forma correta de descarte desse material, um trabalho que mostra a todos o compromisso que o Sicoob tem com a natureza e a comunidade”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB OURO VERDE: Parceria com o LEC será firmado nesta segunda-feira

sicoob ouro verde 03 06 2019O sonho do Londrina Esporte Clube na busca pelo acesso à Série A do Campeonato Brasileiro passa a contar com um grande reforço. Nesta segunda-feira (03/06), o Tubarão firmará acordo de patrocínio master com o Sicoob Ouro Verde, que vai unir um dos principais clubes do país com o maior sistema financeiro cooperativo do Brasil.

Cerimônia - A cerimônia de lançamento da parceria ocorre na sede do Sicoob Ouro Verde, no centro de Londrina, às 19h e será restrita a dirigentes das duas instituições. Também contará com a presença de conselheiros, autoridades locais, além de convidados e profissionais de imprensa credenciados.

Parceria inicial - A parceria inicial do LEC com o Sicoob prevê, além das já tradicionais ativações nos materiais esportivos do time londrinense, a presença em outras propriedades e canais oficiais do clube. Tanto o torcedor alviceleste quanto os cooperados do Sicoob terão ainda benefícios exclusivos com o acordo.

Anuidade diferenciada - Os associados do Sicoob poderão se filiar ao clube com anuidade diferenciada. Já os sócios torcedores terão vantagens na contratação de produtos e serviços da singular, como linhas de crédito e grupos de consórcio exclusivos.

Sobre o Londrina Esporte Clube - Em mais de seis décadas de história, o LEC tornou-se uma das agremiações mais respeitadas do Brasil, com torcedores apaixonados em diversos cantos do país e até pelo mundo afora.

Destemido - O bom desempenho nos gramados fez o time ficar conhecido como “O destemido Tubarão”. Uma trajetória construída com muito esforço dos seus jogadores e colaboradores em campo, mas principalmente possível graças ao grande apoio dos parceiros e ao incondicional carinho da torcida.

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui 4,4 milhões de cooperados em todo o país. Está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sicoob Ouro Verde, a singular que patrocina o time, tem sede em Londrina e possui 32 pontos de atendimento nos estados do Paraná e Amapá, sendo sete em Londrina. Até o final do ano, a cooperativa chegará a São Paulo e, em breve, ao marco de 50 agências. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

EMBRAPA: Sistemas de sensoriamento remoto vão monitorar setor agrícola do país

embrapa 03 06 2019A ministra Tereza Cristina (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou, na quinta-feira (30/05), da celebração do 30° aniversário da Embrapa Territorial, em Campinas (SP).

Protocolo de intenções - No evento, foi assinado um protocolo de intenções para a implementação de sistemas espaciais de sensoriamento remoto, pertinentes aos interesses do setor agropecuário, da proteção ao meio ambiente e da defesa. O protocolo foi assinado pela ministra Tereza Cristina e os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Defesa, general de Exército Fernando Azevedo e Silva.

Inteligência estratégica - Para Tereza Cristina, o sistema será uma ferramenta importantíssima de inteligência estratégica para o agronegócio brasileiro. “Vai ser muito importante para trazer dados de mais qualidade e também atualizados todos os dias”, disse.

Possibilidades - O ministro da Defesa, general de Exército Fernando Azevedo e Silva, destacou a importância do protocolo assinado e das ações da Embrapa Territorial. “Será possível controlar uso do solo, barragens, mineração, produção agropecuária. Estamos no limiar de um novo período da Defesa com agricultura e meio ambiente”, diz.

União - “Com tecnologia e objetividade, estamos fazendo o que determinou o presidente da República: trabalhando em união com a agricultura”, disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Participantes - O evento foi prestigiado por mais de 300 pessoas, entre autoridades e representantes de setores como café, cana, algodão, milho e pecuária.

Sala de situação - Durante o evento, foi inaugurada a sala de situação na Embrapa Territorial em Campinas. A criação desse espaço tem como objetivo a apresentação dos dados de toda agropecuária brasileira. Segundo a ministra Tereza Cristina, em dois meses será inaugurada uma sala de situação no Ministério da Agricultura. “Para que a gente possa reunir essa enormidade de dados que temos e às vezes não conseguimos juntar e tirar as informações de inteligência estratégica que precisamos para a nossa agropecuária”, disse a ministra, agradecendo a colaboração da CNA para a inauguração da sala. A ministra também participou de uma exposição sobre o projeto com uso de satélites Carponis, que permite controle desde segurança urbana até a produção agropecuária.

Interesses - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, destacou a criação do departamento de promoção do Agronegócio no Itamaraty e disse que a agropecuária pode ajudar a defender os interesses do Brasil no exterior. “O Itamaraty está pronto para ser parte integrante e entusiasmada do agronegócio”.

Segurança alimentar - O presidente da Embrapa, Sebastião Camargo, lembrou que a empresa foi criada em 1973 e que naquela época o Brasil importava alimentos. E hoje exporta alimentos de qualidade para 160 países. “A Embrapa é hoje estratégica para a pujança da agricultura brasileira e a segurança alimentar global”, disse. O chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, disse que ninguém preserva mais o meio ambiente do que o produtor rural.

Medalha - Tereza Cristina entregou uma medalha a dois líderes de associações do agronegócio, considerados exemplos de empreendedorismo e parceiros históricos da Embrapa. Receberam a homenagem o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antônio Melo de Alvarenga Neto e o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, que representou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

Companhias - A ministra viajou acompanhada do secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, do diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto e do assessor especial Francisco Basílio Freitas de Souza.

Presenças - Também participaram do evento o prefeito de Campinas, Jonas Donizete, o secretário de Agricultura de São Paulo, Gustavo Junqueira, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e a superintendente federal de Agricultura em São Paulo, Andréa Figueiredo.

Código Florestal - No discurso, a ministra lembrou que na época da elaboração do Código Florestal era secretária de agricultura em Mato Grosso do sul e acompanhou a dificuldade para fechar o texto. “Sei como foi difícil aquela discussão toda para se chegar a esse Código. E não agradou aos dois lados, por isso ele tem equilíbrio, por isso ele é bom. E agora ele precisa de ajustes que é o que a Câmara e o Senado têm que fazer”, referindo-se à Medida Provisória (MP) 867/2018, que prorroga o prazo máximo para proprietários rurais aderirem ao programa governamental de regularização ambiental.

Não é revisão - No fim do evento, ela disse aos jornalistas que a MP não é uma revisão da legislação. “Não é verdade que estamos revendo o Código Florestal. Muita coisa é falada que falseia a verdade e isso é muito ruim para o nosso setor. Essa Medida Provisória tem o CAR e PRA, que não tinha na época, ela coloca as pessoas a poderem resolver seus problemas ambientais e também resolve o problema de quem lá no passado tinha uma outra legislação. A lei não volta para prejudicar as pessoas”, explicou.

Plano Safra - Tereza Cristina também voltou a dizer que não acredita que haja adiamento na liberação do Plano Safra, marcada para o dia 12 de junho. “Espero que o Congresso vote isso, se não o Brasil para. E a agricultura tem uma janela, ela tem data para acontecer”, disse, sobre a votação do projeto de crédito suplementar (PLN 4/19), que inclui R$ 10 bilhões em recursos para equalização dos financiamentos do Plano Safra.

PIB - Sobre o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre do ano, que apontou taxa negativa de 0,2 % em relação ao trimestre anterior, a ministra disse que isso demonstra que o Brasil precisa votar o mais rápido possível as reformas necessárias para a retomada do crescimento. “Tenho certeza de que será revertido, vamos ter um Plano Safra bom e temos os agricultores entusiasmados em produzir e uma oportunidade enorme para o Brasil exportar”, disse. (Mapa)

 

PREVIDÊNCIA: Rodrigo Maia reafirma intenção de votar a reforma até o fim do primeiro semestre

previdencia 03 06 2019O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reafirmou que espera votar a reforma da Previdência (PEC 6/19) até o final do primeiro semestre. Segundo ele, o cronograma de votação está sendo construído em conjunto com o governo e os partidos que apoiam a proposta. Maia participou na sexta-feira (31/05) da convenção nacional do PSDB. O partido fechou questão em relação à reforma.

Nessa linha - “Os partidos mais liberais estão todos caminhando nessa linha, e o fechamento de questão do PSDB é uma sinalização decisiva para que a gente coloque a reforma nos trilhos logo e vote na comissão especial e tenha os votos para aprovar até o final do primeiro semestre (no Plenário)”, disse.

Texto alternativo - Maia também comentou o texto alternativo à reforma da Previdência apresentado pelo deputado João Maia (PL-RN), por meio de emenda. Para o presidente da Câmara, é importante saber quais os pontos de divergência e de convergência com o texto original, encaminhado pelo Executivo, para facilitar a aprovação da proposta tanto na comissão, como no Plenário. “Assim, vamos ajustar com o relator com mais tranquilidade um texto que seja viável de ser aprovado”, reforçou.

Antecipação - Na quinta-feira (30/05), o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou que vai tentar antecipar a apresentação de seu parecer, mas o prazo final é 15 de junho. Moreira terá de analisar 277 emendas apresentadas à proposta. (Agência Câmara)

 

FERROVIAS: Novo marco regulatório para o setor pode ser aprovado ainda neste semestre

ferrovias 03 06 2019Um projeto de lei apresentado pelo senador José Serra (PSDB-SP) permite à iniciativa privada a construção e a operação de suas próprias ferrovias. Essa possibilidade de negócio será feita em regime de direito privado e realizada mediante autorização do governo, precedida de chamada ou anúncio públicos.

Tramitação - O PLS 261/2018 já tramitou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde teve parecer favorável aprovado, e agora está na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), sob a relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN). A proposta ainda deverá ser enviada para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), podendo ir direto para a Câmara se não houver recurso de senadores para a matéria ser analisada pelo Plenário.

Relatório - Jean Paul Prates disse que pretende entregar o relatório na CI até o começo de julho. Ele afirmou que o Senado tem condições de aprovar o projeto ainda neste primeiro semestre, antes do recesso parlamentar do meio do ano.

Novo marco - “Desde que eu recebi essa relatoria, tenho encarado esse projeto como um verdadeiro novo marco regulatório para o setor de ferrovias, uma oportunidade de a gente organizar a legislação que diz respeito a este setor, que é um setor praticamente abandonado do ponto de vista regulatório e de planos de desenvolvimento”, afirmou.

Desenvolvimento - Para o senador, a iniciativa do colega José Serra mostrou que o Brasil não tem um marco regulatório ferroviário que induza o desenvolvimento. Ele explica que empresas ou consórcios, inclusive empresas públicas, poderão ir diretamente ao governo pedir autorização para construir e operar estradas de ferro que atendam interesses de seus negócios, ligando fazendas ou fábricas a outras linhas férreas ou a portos, por exemplo.

Destravamento - “Vamos ver se a gente consegue destravar esse segmento para termos ferrovias como uma alternativa viável”, disse o relator.

Retrocesso - Na justificativa do projeto, Serra afirma que a “rodoviarização” do Brasil a partir dos anos 1960, quando se abandonou o sistema ferroviário para implantar o sistema rodoviário, levou o país ao retrocesso.

Cargas - “As ferrovias transportam somente 15% das cargas no país. Em extensão de trilhos ativos, retrocedemos aos níveis de 1911, apesar de todos os avanços em produtividade e segurança. A grande maioria de nossas metrópoles está acometida de engarrafamentos que poderiam ser fortemente reduzidos pela extensão da rede de trilhos”, afirma.

Apoio - Durante a sessão plenária da quarta-feira (29/05), José Serra pediu apoio para o texto. Ele afirmou que o objetivo de sua proposta é atrair investimentos privados para a construção da infraestrutura. O senador disse que o Brasil tem atualmente 8.534 quilômetros de estradas de ferro abandonadas, 10 mil quilômetros de ferrovias em operação e 51 mil quilômetros de ferrovias planejadas.

Processo de recuperação - Para Serra, o Brasil precisa passar por um processo de recuperação ferroviária para retomar o desenvolvimento do setor. O parlamentar informou que, em relação ao tamanho da infraestrutura ferroviária, o Brasil ocupa a 88ª posição em uma lista de 137 países analisados.

Simbólico - “Não há dado mais simbólico do nosso atraso e da adversidade encontrados por aqueles que desejam promover o nosso desenvolvimento. Parte importante desse atraso está na grande dependência dos investimentos públicos para o desenvolvimento do setor, mesmo na hipótese da outorga por concessão”, disse.

Exploração - O projeto prevê que a exploração das ferrovias se dará por uma autorização, em que o governo fará primeiro uma chamada pública de interessados. A competição entre empresas explorando a mesma região geográfica está prevista como forma de incentivar competição e preços módicos.

Utilização - Está prevista a utilização de um mesmo trecho ferroviário por várias empresas, não ocorrendo a exclusividade em alguns casos, como atualmente ocorre. Serão usados os instrumentos do direito de passagem e do acesso mútuo, para que linhas férreas privadas possam ser usadas por terceiros, mediante pagamento.

Auto-regulamentação - Também será criada uma entidade privada de auto-regulamentação ferroviária, composta proporcionalmente de concessionários ferroviários (60%), passageiros (15%), embarcadores de carga (20%) e indústria ferroviária (5%). Além disso, uma série de regras sobre fiscalização, financiamento e desativamento de ramais está prevista no projeto.

União - Será competência da União aprovar os regulamentos e as normas das entidades ferroviárias privadas, bem como fiscalizar e regular as atividades das administrações ferroviárias quanto a aspectos técnicos, ambientais, econômicos e de segurança. Também caberá à União supervisionar as entidades privadas de autorregulação ferroviária e homologar as decisões dessas entidades; além de arbitrar os conflitos não resolvidos pelas entidades privadas de autorregulação e pelas administrações ferroviárias.

Conselho - O Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit), do Ministério da Infraestrutura (CI), estabelecerá as normas regulamentares referidas na futura lei.

ANTT - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) será responsável por supervisionar e fiscalizar a entidade de autorregulação ferroviária; aprovar as normas de autorregulação; homologar os conflitos conciliados pela entidade de autorregulação; arbitrar os conflitos não conciliados; publicar os editais dos processos de chamada, anúncio, ou seleção públicos de ferrovias privadas; julgar as seleções públicas e celebrar os contratos de autorização para prestação de serviços; administrar os contratos de autorização de ferrovias privadas e deliberar sobre as propostas de revogação e de alteração das normas regulatórias federais incompatíveis com a autorregulação da entidade privada.

Audiências - O PLS 261/2018 foi tema de recente audiência pública, quando especialistas do setor defenderam que a proposta vai estimular o investimento em logística no país.

Próximas semanas - Duas audiências públicas ainda serão realizadas nas próximas semanas pela comissão para debater a proposta. A primeira terá como convidados representantes da empresa Estação da Luz Participações (EDPL), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Também deve participar Maurício Ferreira Wanderley, especialista em regulação de ferrovias. A outra audiência será destinada a debater especificamente os trens urbanos. Os debates foram propostos pelo relator do projeto na CI, senador Jean Paul Prates (PT-RN), para subsidiar o relatório sobre o projeto. (Agência Câmara)

 

INFRAESTRUTURA I: Ministro volta atrás em promessa de fusão de agências e fim de estatais

infraestrutura I 03 06 2019O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, teve que modular o discurso adotado inicialmente de extinguir estatais vinculadas à sua pasta e fundir agências reguladoras na área de transportes. Esses dois planos precisaram ser recalibrados logo nos cinco primeiros meses de governo diante da pressão de empregados, de dúvidas do empresariado e da necessidade de preservar investimentos públicos em um cenário de crise econômica.

Ajuste maior - Um dos maiores ajustes foi na ideia de juntar em uma única "superagência" de transportes a ANTT (responsável pela regulação de rodovias e ferrovias) e a Antaq (portos e navegação). Tarcísio admitiu publicamente, em evento na semana retrasada, que "deu uma desanimada" na proposta e tem manifestado a interlocutores sua expectativa de reformar as agências "por dentro".

Diretoria colegiada - O ex-auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Davi Barreto teve sua indicação para a diretoria colegiada da ANTT recém-aprovada pelo Senado. Além de ter um currículo de peso, com graduação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e mestrado em regulação pela Universidade de Brasília (UnB), Barreto é a esperança do ministro para moralizar e dar mais robustez técnica à agência. Ela é comandada atualmente por Mário Rodrigues, desafeto de Tarcísio e ex-diretor da estatal paulista Dersa, denunciado pelo Ministério Público Federal por supostas fraudes em licitação no Rodoanel Sul.

Perda de relevância - Paralelamente, o trabalho de Mário Povia como diretor-geral da Antaq tem agradado e empresários levaram ao governo uma preocupação de que, em eventual fusão com a ANTT, o setor portuário perderia relevância na disputa por atenção com outras concessionárias de rodovias e ferrovias. Por isso, hoje a tendência é deixar tudo como está na estrutura dos dois órgãos reguladores, e não mais mandar ao Congresso um projeto de lei sobre a "superagência" cogitada anteriormente.

Valec - Também tornou-se incerto o processo de liquidação da Valec, que teria um pontapé inicial neste mês, com sua inclusão no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A reação dos empregados à ideia foi grande e Tarcísio preferiu não comprar uma nova frente de batalha com os funcionários da estatal, que começaram a fazer mobilizações no Congresso, quando o governo aposta todas as fichas na tramitação da reforma da Previdência.

Contratos ativos - Pesou ainda o fato de que a Valec, apesar da lentidão, mantém contratos ativos nas obras da Ferrovia de Integração OesteLeste (Fiol) que empregam cerca de 2 mil operários na Bahia. A intenção do governo é conceder a Fiol, mas avançar o máximo possível em sua construção antes disso. Mesmo após o contingenciamento, a empresa ferroviária dispõe de R$ 323 milhões no orçamento deste ano e ficaria mais difícil usar esses recursos em meio a um processo de extinção.

Pessoal - A Valec tem hoje pouco mais de 700 empregados. Um plano de demissões voluntárias (PDV) pode ser implementado para diminuir as despesas com pessoal.

Infraero e EPL - Outros dois pontos que mereceram reconsideração do governo como um todo foram a Infraero e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL). No caso da Infraero, o próprio Tarcísio havia lançado, antes de tomar posse, a ideia de conceder os 44 aeroportos ainda administrados pela estatal e extingui-la ao término do processo.

Plano refeito - Aos poucos, o plano foi sendo refeito. Continua a intenção de privatizar todos os aeroportos, divididos em seis blocos diferentes juntando superavitários e deficitários, mas a Infraero não será mais liquidada. A presidente da estatal, Martha Seillier, convenceu o ministro a manter a empresa, no futuro, como uma prestadora de serviços para governos estaduais e municipais na operação de aeroportos regionais. Em alguns casos, também poderia trabalhar com concessionárias privadas em serviços específicos.

Fechamento - Já o destino da EPL, se dependesse do ministro da Economia, Paulo Guedes, que a chamava de "estatal do trem-bala", era o fechamento. Tarcísio sempre discordou. Ele aponta que a empresa se tornou uma desenvolvedora de estudos e projetos para concessões. No ano passado, graças ao reembolso pelos estudos de impacto ambiental que fez para concessões de rodovias no governo Dilma Rousseff, a EPL até deu lucro: R$ 1,7 milhão.

Novo resultado - A perspectiva é de que haja um novo resultado positivo neste ano. Nos próximos meses, ela deve receber o ressarcimento por estudos para arrendamentos portuários. Também tem feito o plano de viabilidade de futuros leilões de rodovias, como os da BR-381 (Minas Gerais e Espírito Santo) e da BR-153 (Goiás e Anápolis), gerando fluxo de caixa mais ou menos constante.

Liquidação - Para mostrar que está empenhado na redução do número de empresas da União, Tarcísio acelerou o processo de liquidação das Companhias Docas do Maranhão (Codomar), que deve ser encerrado nos próximos meses, e concluiu a inventariança da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Procurado, o ministro preferiu não fazer comentários à reportagem. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Porto de Antonina vai retomar investimentos

infraestrutura 03 06 2019A diretoria-executiva dos Portos do Paraná debateu, na sexta-feira (31/05), a retomada de investimentos no Porto de Antonina. Equipes das diretorias de engenharia, meio ambiente, empresarial, administrativa-financeira e jurídica visitaram a sede Barão de Teffé e o Terminal Portuário Ponta do Felix (TPPF).

Cais público - O presidente dos Portos Paranaenses, Luiz Fernando Garcia, disse que uma das principais preocupações é preparar o cais público para receber navios de passageiros. “O Governo do Estado não esqueceu o Porto de Antonina. Viemos para dar uma satisfação aos nossos funcionários e à população e mostrar que estamos pensando em ações que contribuam para o desenvolvimento e gerem emprego e renda no município”, afirmou.

Estudo - Segundo ele, a autoridade portuária já prepara um estudo das condições de profundidade do mar e estrutura de cais. “É preciso realizar uma batimetria para medir qual o calado atual, além das estruturas físicas para atracação”.

Indústria - Outra expectativa é para a instalação de uma indústria metalmecânica, dentro da área portuária, que depende de licença de instalação junto aos órgãos competentes para início das atividades.

Potencialidades - O diretor empresarial André Piolli disse que a intenção é reforçar as potencialidades de Antonina. Afirmou que o Porto pode atuar como indutor de desenvolvimento e contribuir com a economia de toda região.

Cargas - No Terminal Portuário Ponta do Felix a intenção é diversificar as movimentações e receber cargas como madeira, trigo, malte e cevada. Hoje, os principais produtos movimentados são fertilizantes (importação), farelo de soja e açúcar ensacado (exportação). “Estamos atentos às possibilidades e acompanhando as novas demandas do mercado internacional e nacional”, disse o diretor-presidente da empresa, Gilberto Birkhan. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Bandeira tarifária das contas de luz em junho será verde

energia eletrica 03 06 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou na sexta-feira (31/05) que a bandeira tarifária para junho de 2019 será a verde, sem cobrança extra nas contas de luz. Em maio, foi acionada a bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Acima das expectativas - A Aneel disse que, embora junho seja um mês típico da estação seca nas principais bacias hidrográficas do país, "a previsão hidrológica para o mês superou as expectativas, indicando tendência de vazões acima da média histórica para o período" e que, por isso, o cenário foi favorável para a retirada da cobrança extra nas contas de luz.

Cálculo - O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Segundo a agência, o cenário favorável reduziu o preço da energia para o seu patamar mínimo, o que "diminui os custos relacionados ao risco hidrológico e à geração de energia de fontes termelétricas", possibilitando a manutenção dos níveis dos principais reservatórios próximos à referência atual.

Sistema - O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias possui três cores: verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Reajuste - No dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento da bandeira amarela, o acréscimo cobrado na conta passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

Conta específica - Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

Déficit hídrico - De acordo com a agência reguladora, o reajuste no valor das bandeiras foi motivado pelo déficit hídrico do ano passado, que reposicionou a escala de valores das bandeiras. A agência disse que foi incorporada uma nova regra de acionamento que atualiza o perfil do risco hidrológico.

Reflexo - Com a nova regra, segundo a agência, o risco higrológico passa a refletir exclusivamente a distribuição uniforme da energia contratada nos meses do ano. "O efeito do GSF [sigla do inglês para risco hidrológico] a ser percebido pelos consumidores retratará com maior precisão a produção da energia hidrelétrica e a conjuntura energética do sistema", disse a agência.

Déficit - A Aneel disse ainda que a medida evitará que a conta da bandeira tarifária fique deficitária em 2019. Em 2018 o déficit foi de cerca de R$ 500 milhões. (Agência Brasil)

 

SEBRAE: Paraná é o terceiro em empregos gerados por pequenos negócios

sebrae 03 06 2019Com 8.464 novos empregos, o Paraná foi o terceiro estado do País que mais gerou vagas nos pequenos negócios no mês de abril, segundo levantamento do Sebrae, baseado nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O resultado deste segmento corresponde a cerca de 79% dos 10.653 empregos gerados no Estado no mês.

MPEs - As micro e pequenas empresas (MPEs) do estado de São Paulo lideraram essa retomada, respondendo pela criação de 29,3 mil postos de trabalho, e foram acompanhadas pelas de Minas Gerais, com 14,7 mil empregos.

Quadrimestre - Segundo o Departamento de Trabalho, da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, a criação de novas vagas no Paraná é impulsionada pelos pequenos negócios. Apenas nos primeiros quatro meses deste ano, as empresas de micro e pequeno porte representaram 69% da geração de vagas (26.304 postos criados).

Melhora dos indicadores - Segundo o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, o número representa uma tendência de melhora nos indicadores econômicos. “O saldo no quadrimestre confirma o crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Isso demonstra o compromisso do Governo do Estado com a geração de emprego e renda para a população paranaense, já nos meses iniciais da nova gestão”, afirmou.

Pequenos animais - A economista Suelen Glinski, do Departamento do Trabalho, especifica que boa parte da retomada do emprego em pequenos negócios leva em consideração o abate de animais de pequeno porte (aves e peixes). “Já é um resultado melhor do que o que foi apresentado em 2018. As empresas de pequeno porte são as que mais geram emprego no Estado, reflexo também do índice nacional. No abate de pequenos animais, por exemplo, o Paraná ficou em segundo no ranking nacional”, destacou.

Nacional - Segundo o Sebrae, o segmento de MPEs gerou, no mês passado, 93,7 mil postos de trabalho formais no Brasil. O saldo foi quase três vezes maior que o gerado pelas médias e grandes empresas e representou 72,3% do total de empregos gerados no País no mesmo período, que foi de 129,6 mil.

Acumulado - No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, os pequenos negócios abriram quase 300 mil novos empregos. As médias e grandes empresas criaram 20,3 mil novas vagas.

Serviços - O levantamento do Sebrae apontou, ainda, que nos primeiros quatro meses do ano, as MPEs do setor de Serviços capitanearam a geração de empregos, com saldo de 193 mil novos postos de trabalho, 69% do total de empregos gerados no período de 2019.

Postos de trabalho - Em todos os setores, as MPEs registraram saldos positivos de empregos gerados no mês de abril de 2019, mas foram os pequenos negócios do setor de Serviços que puxaram a geração de empregos, criando mais de 55 mil postos de trabalho, 3,6 vezes mais do que as MPEs da Construção Civil, segundo setor em que as micro e pequenas empresas mais empregaram.

Mais empregos - Somados todos os setores, o Paraná se posiciona em 4º lugar na geração de postos de trabalho acumulados com 37.876 novos empregos formais gerados. Com isso, o Estado está atrás apenas de São Paulo (125.602), Minas Gerais (56.129) e Santa Catarina (49.914).

Cidades - No cômputo por cidades, Curitiba segue isolada na 1ª colocação de empregos no ano com 10.457 postos gerados, logo à frente de Maringá (3.596), Cascavel (2.029), Pato Branco (1.461) e São José dos Pinhais (1.391).

Serviços - O setor de Serviços segue liderando o ranking com 21.260 vagas, seguido pela Indústria de Transformação (8.141) e Construção Civil (4.480). Segundo o Departamento de Trabalho, esses dados evidenciam a estruturação econômica do Estado, onde o setor que mais gera postos é nutrido de micro e pequenas empresas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FOCUS: Mercado rebaixa pela 14ª vez seguida projeção para PIB do Brasil

focus 03 06 2019A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2019 caiu de 1,23% para 1,13% na pesquisa semanal Focus, divulgada nesta segunda-feira (03/06) pelo Banco Central com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Sequência - O dado chama atenção também por não interromper a sequência, agora de 14 de cortes consecutivos, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.

2020 - Para 2020, o ponto-médio das expectativas para a economia brasileira permaneceu nos 2,50% em que está agora há sete semanas, vindo de um pico recente de 2,80%, atingido no começo de março. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na semana passada que a economia brasileira recuou 0,2% nos primeiros três meses do ano, na comparação com o quarto trimestre de 2018, feitos os ajustes sazonais.

Consonância - O resultado ficou em consonância com a mediana apurada pelo Valor Data junto a 32 consultorias e instituições financeiras. Na comparação ao mesmo período do ano passado, o PIB teve alta de 0,5%, o que também converge com o que o mercado esperava.

Redução - O governo reduziu de 2,2% para 1,6% a previsão oficial de crescimento para 2019, segundo o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas divulgado pelo Ministério da Economia duas semanas atrás. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, explicou que o número ainda parece elevado em relação ao mercado porque foi calculado semanas antes da divulgação.

Inflação - A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2019 voltou a cair, de 4,07% para 4,03%. Para 2020, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 4,00%, nível em que está desde que o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou esse percentual como meta de inflação para o ano, em junho de 2017, completando agora 101 semanas.

Top 5 - Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial teve uma queda mais leve, de 4,15% para 4,14%, em 2019 e ficou em 4,10% para 2020. Para os próximos 12 meses, a pesquisa indicou alta, de 3,56% para 3,58%.

Ajuste - O governo ajustou de 3,8% para 4,1% a sua previsão para o IPCA de 2019, segundo o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas divulgado pelo Ministério da Economia duas semanas atrás.

IPCA-15 - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,35% em maio, informou IBGE no fim do mês. Embora seja a maior taxa do indicador, que é considerado uma prévia da inflação oficial, para um mês de maio desde 2016, o dado ficou abaixo da mediana das expectativas de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para um IPCA-15 de 0,41%. O “IPCA cheio” de maio será conhecido na próxima sexta.

Meta - A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4,00% em 2020 e 3,75% para 2021, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e de 2020. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Crédito consignado lidera pedidos de portabilidade

economia 03 06 2019A transferência de um empréstimo de um banco para outro, chamada de portabilidade, continuou a crescer em 2018. De acordo com estudo do Relatório de Economia Bancária, divulgado na última semana pelo Banco Central (BC), foram efetivados 3,62 milhões de pedidos de portabilidade no ano passado, com alta de 68,6% em relação a 2017. No total, foram movimentados R$ 27,7 bilhões, aumento de 62,7%. O valor médio do contrato portado somou R$ 7.621, queda de 3,6%.

Dívida - Por meio da portabilidade, o consumidor transfere a dívida de um banco para outro em busca de melhores taxas. O crédito é quitado no banco onde foi feito o contrato inicialmente e o cliente assume a dívida com outra instituição financeira.

Selic - Segundo o BC, a queda e a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, “em patamar historicamente baixo” contribui para o aumento da portabilidade. Isso porque, com os juros de referência da economia mais baixos, as instituições financeiras melhoraram as condições do crédito.

Crédito consignado - A principal modalidade portada permaneceu a do crédito consignado (empréstimo com desconto em folha de pagamento). Esse tipo de crédito respondeu por 99,9% dos pedidos de portabilidade, 99,9% das efetivações e 97,8% do valor portado. Por não estar ligado a garantias como um carro ou uma casa e por causa da atuação de intermediários financeiros que oferecem condições melhores, o consignado tem características que favorecem a portabilidade.

Crédito imobiliário - Segundo o BC, a portabilidade do crédito imobiliário ainda é pequena, mas houve crescimento significativo em 2018. Foram 5.535 pedidos em 2018, aumento de 453,8% em relação a 2017, 1.475 efetivações (crescimento de 1.155,6%) e R$ 586 milhões de valor portado (expansão de 1.230,5%).

Números tímidos- “Ainda assim, são números tímidos em relação ao potencial e aos números do consignado, representando apenas 0,1% do total de pedidos e 2,1% do valor total portado”, destaca o BC.

Perfil - O BC destaca que devido ao perfil da dívida (de longo prazo e alto valor), a portabilidade pode resultar em maior economia, seja com a transferência do crédito seja com a renegociação com o credor original.

SFH - Os financiamentos via Sistema Financeiro da Habitação (SFH) representaram 67,3% dos pedidos de portabilidade no crédito imobiliário, 67,7% das efetivações e 46,1% do valor portado.

Pedidos - “Os pedidos de portabilidade provavelmente resultaram do aumento da disponibilidade e barateamento do principal funding [fonte de recursos] do SFH, consequência da Selic mais baixa”, informa o BC.

Avaliação - O SFH é regulamentado pelo Governo Federal, que estabelece o valor máximo de avaliação do imóvel, o custo efetivo máximo igual a 12% ao ano e atualização do saldo devedor pela remuneração básica aplicável aos depósitos de poupança (taxa referencial). No caso do SFI, essas condições são livremente negociadas entre os clientes e os bancos.

Recursos - Os recursos do SFH e do SFI são captados principalmente em depósitos de poupança pelos bancos e outras instituições financeiras integrantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). No caso do SFH, os recursos também provêm do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Depósitos na poupança - Segundo o estudo do BC, em 2018 houve aumento dos depósitos na poupança e consequente crescimento do saldo no SBPE. Por outro lado, com a Selic abaixo de 8,5% desde setembro de 2017 (atualmente em 6,5% ao ano), a redução do rendimento para 70% da taxa Selic passou a vigorar. Isso possibilitou a melhoria da taxa média ofertada nos financiamentos pelo SFH, que chegou a 7,5% em setembro de 2018 e fechou o ano em 7,7%.

Parcela - De acordo com o BC, os financiamentos com taxas de mercado pelo SFI representaram 32,7% dos pedidos de portabilidade do crédito imobiliário, 32,3% das efetivações e 53,9% do valor portado. “Assim como no SFH, a queda da Selic e das taxas de longo prazo possibilitam barateamento do funding e espaço para melhoria das taxas, que caiu de 11% em dezembro de 2017 para 9,5% no mesmo mês de 2018”, ressalta o BC. (Agência Brasil)

 


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