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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4587 | 30 de Maio de 2019

INFRESTRUTURA: Técnicos de cooperativas e especialistas discutem geração de energia

Para prospectar investimentos na área de geração de energia, cerca de 25 pessoas, entre  técnicos do segmento de energia das cooperativas paranaenses, em sua maioria, e especialistas de empresas deste ramo, participam do Fórum de Energia promovido pelo Sistema Ocepar, que se iniciou na manhã desta quinta-feira (30/05) e se prolonga até o final do dia. O evento, que está sendo realizado na sede da Ocepar, em Curitiba, foi aberto pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa.

Programa – O empresário Theophilo Garcez Duarte Neto, da TG Consultoria Empresarial, coordenou a programação da parte da manhã, que tratou de “Projetos de Geração de Energia”, com a participação de profissionais e representantes de empresas do setor, que mostraram os avanços tecnológicos da área.  

PRC 100 – O fórum integra as ações do PRC 100, o plano estratégico das cooperativas, dentro do Pilar Infraestrutura cujo objetivo é desenvolver alternativas com vistas à geração de energia, informou o coordenador de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Silvio Krinski.

Tarde -  Da programação que será desenvolvida à tarde consta o projeto do Parque Eólico da Frísia, na região dos Campos Gerais, ressaltando a questão da intercooperação de cooperativas, adiantou Krinski, que coordena o fórum. 

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SANIDADE: Fórum Paraná Livre de Febre Aftosa sem Vacinação é realizado em Curitiba

Na tarde desta quarta-feira (29/05), no Auditório Mário de Mari, no Centro de Eventos da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em Curitiba, foi realizado mais um ciclo dos fóruns regionais “Paraná livre de febre aftosa sem vacinação”. O objetivo do evento é esclarecer quais mudanças vão ocorrer após a suspensão da vacina no estado. Um estudo da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seab) estima que o novo status sanitário pode dobrar as exportações de carne suína do estado, chegando a 200 mil toneladas ao ano. O cenário é previsto com a conquista de espaço nos mercados da China, Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína. As cadeias produtivas de carne bovina, aves e leite também serão beneficiadas com o acesso a mercados que remuneram melhor.

Campanha A campanha de vacinação encerra nesta sexta-feira (31/05) e abrange bovinos e búfalos de até 24 meses de idade. Após a campanha, o Paraná deixa de vacinar contra febre aftosa. Em setembro, o Ministério da Agricultura (Mapa) publica um ato normativo que mudará o status do Estado para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconhecerá a condição do Paraná em 2021. “O setor produtivo tem investido de forma contínua na melhoria da estrutura de sanidade do estado. Esse é o momento de avançarmos. As cooperativas consideram o novo status uma prioridade. Estamos preparados para cumprir todas as exigências e, por consequência do trabalho realizado em parceria entre os setores privado e público, poderemos acessar mercados globais importantes, ampliando as oportunidades de renda dos produtores paranaenses”, afirmou o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, que representou a entidade no evento.   

Condições técnicas - Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o Paraná tem condições técnicas, econômicas e políticas de evoluir, e tem mostrando capacidade de ação e estrutura para suspender a vacinação. De acordo com ele, os fóruns foram uma oportunidade de mostrar as possibilidades de avanço. “Estamos vacinando o rebanho há mais de 50 anos, e nos últimos anos fizemos investimentos consistentes no sentido de mostrar ao mundo uma 'cara sadia', embora não tenhamos mais evidência do vírus da aftosa circulando em nosso meio”, disse Ortigara. Ele destaca que há grandes oportunidades de incrementar a produção agroindustrial, gerando emprego e renda nos municípios, além de entrada no mercado externo.

Público - Cerca de 250 pessoas acompanharam o evento em Curitiba. No Interior, em Paranavaí, Cornélio Procópio, Guarapuava e Pato Branco, o público foi de 4,3 mil pessoas, entre produtores, entidades e lideranças do setor agropecuário, técnicos, estudantes e representantes do poder público. Os fóruns foram promovidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Adapar, Emater, Sistema Ocepar, Sistema Faep/Senar, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), além de entidades locais que colaboram com recursos físicos, como prefeituras, Sociedades Rurais de Cornélio Procópio e Pato Branco, Fiep e Unicentro.

Presenças - O evento em Curitiba teve a presença do secretário do Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, do presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, do presidente da Faep, Agide Meneguette, do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, do presidente da Fetaep, Marcos Brambilla, do superintendente do Mapa, Cleverson Freitas, do ex-secretário de Agricultura e assessor da Faep, Antonio Leonel Poloni, e do deputado estadual Antônio Anibelli Neto, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa do Paraná. Durante o evento, o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, e o diretor executivo da Frimesa, Elias José Zydek, fizeram palestra aos participantes, detalhando as mudanças que o novo status trará, bem como mensurando o potencial de mercado a ser acessado pelo Paraná. (Com informações da Agência Estadual de Notícias)

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PERDA: Sistema Ocepar lamenta o falecimento do funcionário Luís Carlos Blaszcyk

perda 30 05 2019

 

O Sistema Ocepar lamenta a perda do funcionário Luís Carlos Wierchaukowski Blaszcyk, que faleceu na madrugada desta quinta-feira (30/05), em Curitiba, devido a uma parada cardíaca. Desde 2007, Didio, como era chamado pelos colegas de trabalho, atuava na organização exercendo a função de assessor administrativo do Sescoop/PR. O corpo será velado das 13h às 18h, na capela da Igreja de Santa Quitéria, aqui na capital. O sepultamento será nesta sexta-feira (31/05), às 9h, no cemitério de São Mateus do Sul, cidade onde nasceu.

 

BC I: Lançada a Agenda BC#

bc I 30 05 2019O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou nesta quarta-feira (29/05)uma série de medidas para melhorar a saúde financeira do brasileiro e, por consequência, a economia do país. Ao lançar a Agenda BC#, baseada em quatro pilares (inclusão, competitividade, transparência e educação), o executivo destacou a atuação das cooperativas de crédito.

Modelo ideal - Segundo ele, o modelo é ideal para incluir mais brasileiros no Sistema Financeiro Nacional (SFN), por isso, é uma das estratégias do Banco, localizadas no pilar Inclusão. De acordo com o IBGE, ainda há cerca de 60 milhões de pessoas ‘desbancarizadas’ no país, ou seja, cerca de ¼ da população ainda é considerada “sem-banco”.

Abrangência - Presentes em praticamente 100% do território brasileiro, as cooperativas de crédito possuem, juntas, a maior rede de atendimento bancário do país e um portfólio de produtos e serviços (tais como: conta corrente, empréstimos, financiamentos, investimentos, planos de previdência e seguros) similar à dos demais integrantes do SFN, mas com juros e taxas cerca de 30% menores.

Inclusão e educação financeira - Além de economia, as cooperativas oferecem inclusão e educação financeira a cerca de 11 milhões de brasileiros, muitos deles moradores de uma das dezenas de cidades onde elas são as únicas instituições financeiras presentes. Só na última década, o número de pessoas que se vincularam à uma cooperativa se crédito cresceu praticamente 180%.

Vantagens - Um desses brasileiros é o economista Daniel Lopes. Segundo ele, as cooperativas de crédito só oferecem vantagens para os cooperados. “Além de ter uma lista bem interessante de produtos, também tem um atendimento diferenciado e, ainda, me dá a oportunidade, como cooperado, de participar do processo de gestão, pois sou um dos donos do negócio”, comemora.

Alternativa mais viável - Outro aspecto que torna uma cooperativa de crédito a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores que buscam opções mais vantajosas no Sistema Financeiro Nacional, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado para assegurar valores de até R$ 250 mil, por depositante, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo trouxe mais segurança institucional, credibilidade e competitividade para todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

Estratégia - Essa nova agenda, baseada em inclusão, competitividade, transparência e educação veio para substituir a chamada Agenda BC+ que, até então, era o norteador da autoridade supervisora do SFN. Assim, o Banco Central do Brasil atuará, em conjunto com as cooperativas, em três grandes vetores: 1) Fomento de atividades e negócios; 2) Aprimoramento da organização sistêmica e promoção do aumento da eficiência do segmento; e 3) Aprimoramento da gestão e da governança.

Brasileiros - Para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o que os brasileiros mais querem são juros baixos duradouros, serviços financeiros melhores e a participação de todos no mercado, ou seja, democratização financeira. Ele explicou que a Agenda BC# reúne uma pauta de trabalho centrada na evolução tecnológica para desenvolver questões estruturais do sistema financeiro.

Quatro dimensões - A reformulação da agenda foca em quatro aspectos:

INCLUSÃO: Facilidade de acesso ao mercado para todos: pequenos e grandes, investidores e tomadores, nacionais e estrangeiros.

COMPETITIVIDADE: Adequada precificação por meio de instrumentos de acesso competitivo aos mercados.

TRANSPARÊNCIA: No processo de formação de preço e nas informações de mercado e do BC.

EDUCAÇÃO: Conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar.

Links - E os detalhes dos pilares e das ações que compõem cada um podem ser visualizados aqui. Já o pronunciamento completo do presidente do Banco Central, pode ser visualizado por aqui. (Informe OCB)

 

BC II: Banco quer liberar contas em dólares dentro do país

bc II 3 05 2019A nova rodada de liberalização cambial que está sendo preparada pelo Banco Central deverá permitir que, num futuro ainda indeterminado, empresas e pessoas físicas mantenham contas em moeda estrangeira dentro do país, estendendo uma autorização hoje restrita a setores como seguradoras, setor de infraestrutura, empresas de energia e representações diplomáticas.

Nova lei - A autoridade monetária também está preparando uma nova lei de câmbio que poderá reformular princípios que nortearam o mercado de moeda estrangeira desde a década de 1920. O diagnóstico oficial é que essa legislação, que era voltada a administrar recursos cambiais escassos em meio a frequentes crises de balanço de pagamentos, está desatualizada frente à nova realidade do sistema de câmbio flutuante e abundante volume de reservas internacionais.

Em exame - Entre pontos da legislação antiga sob exame estão o conceito de operações de câmbio ilegítimas, que impedem transações em moeda estrangeira em estabelecimentos não autorizados pelo BC; a chamada cobertura cambial, que obriga empresas a repatriar as receitas em moeda estrangeira de suas exportações; e a vedação de pagamentos referenciados em moeda estrangeira, uma restrição que faz parte do arcabouço que estabelece o curso forçado do real.

Reforma microeconômicas - A nova rodada de liberalização cambial faz parte da agenda de reformas microeconômicas lançada ontem pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Batizada como agenda BC# (BC "hashtag", um símbolo usado em redes sociais para destacar temas em discussão), ela tem o foco na inovação e dará continuidade a ações da agenda BC+, patrocinada pelo ex-presidente do BC Ilan Goldfajn.

Destravamento da economia - Campos disse que, com as medidas, o BC procura dar sua contribuição para destravar o crescimento da economia. "Por trás temos sempre a premissa de diminuir o setor público e aumentar o setor privado", resumiu ele.

Objetivos - Na área cambial, os objetivos das medidas incluem a maior liberalização na conta de capitais, um dos compromissos assumidos pelo Brasil para aderir à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Campos ressaltou que, no caso da permissão da conta em dólares, será um processo gradual, que não ocorrerá de um dia para o outro. Segundo ele, em breve será divulgada uma minuta da nova lei cambial. Também vai ser divulgada uma nota técnica do BC estabelecendo um roteiro de ações que vai permitir chegar à conversibilidade da moeda.

Simplificação - "A gente não quer dizer que daqui a três meses as pessoas vão ter conta em dólar", disse o presidente do BC. "Nosso objetivo imediato não é que as pessoas tenham contas em dólar, ou que a gente tenha a conversibilidade plena. Nós estamos tão longe disso, nosso objetivo é simplificar."

Conversibilidade - Apesar de não ser um objetivo imediato, Campos disse que é importante ter a conversibilidade como um "norte". Para ele, outros países que estão menos preparados que o Brasil, que têm maior volatilidade de suas economias a choques externos, estão em graus mais avançados de conversibilidade e colhem os benefícios dessa condição.

Foco imediato - O diretor de regulação do BC, Otávio Damaso, pontuou que o foco imediato é simplificar e reduzir a burocracia do sistema cambial e que a permissão para que outros setores e pessoas tenham conta em dólares será feito com "muita cautela e muita parcimônia". Damaso explicou que a nova lei cambial vai formar um "arcabouço" para dar sustentação para a legislação inferior, que na prática vai regulamentar o dia a dia das operações cambiais. "Vamos fazer isso com prudência, com segurança", destacou. "Não faremos nada que coloque qualquer tipo de risco para a estabilidade financeira."

Questionamento - Questionado se a permissão para a abertura de contas em moeda estrangeira por empresas e pessoas físicas brasileiras poderia levar a uma dolarização da economia, como ocorre na Argentina, Campos disse que não há estudos que evidenciem que uma maior conversibilidade da moeda leve a um aumento da volatilidade da economia.

Artigos e instrumentos - Damaso lembrou que, hoje, há aproximadamente 450 artigos espalhados por 55 instrumentos legais diferentes, que criam uma grande insegurança jurídica. Na legislação infralegal, Campos citou como uma barreira que dificulta investimentos estrangeiros a Resolução nº 2689 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que ele considera que estabelece um trâmite custoso e demorado do capital estrangeiro no Brasil.

Situações curiosas - Ele mencionou algumas situações curiosas em que a atual legislação cambial impõe custos para a economia. No projeto de aquisição de caças da sueca Gripen, afirmou, as turbinas adquiridas da Alemanha teriam que ser trazidas fisicamente ao Brasil, para só então serem enviadas para a Suécia - atendendo à legislação cambial que determina a internalização física de produtos importados pelo Brasil.

Barreira - Campos disse que a falta de conversibilidade da moeda brasileira cria uma barreira para que "fintechs" (empresas financeiras que usam novas tecnologias) estrangeiras ofereçam produtos cambias dentro do Brasil. Segundo ele, barreiras cambiais fazem com que o custo de operações cursadas em dólares dentro do país seja mais caro do que as feitas fora do país. Esse custo tornou-se relativamente mais alto em relação ao retorno dos investimentos feitos por estrangeiros no país depois que caíram os juros básicos da economia.

Frentes - Uma das frentes do projeto de liberalização cambial é aperfeiçoar a legislação para incentivar a internacionalização do real. Uma das medidas é tirar restrições para atuação de bancos estrangeiros como correspondentes em reais. Campos disse que, hoje, já há contas em reais em países vizinhos e interesse do Reino Unido para essa permissão. Para ele, o real poderá se tornar uma moeda regional. (Valor Econômico)

 

SICOOB METROPOLITANO I: Eleito pela quinta vez como uma das melhores empresas para trabalhar na América Latina

sicoob metropolitano I 30 05 2019Pela quinta vez, o Sicoob Metropolitano foi eleito pela consultoria Great Place to Work (GPTW) como uma das melhores empresas para trabalhar na América Latina. No ranking de 2019, a cooperativa de Maringá (PR) conquistou o 31º lugar na categoria Pequenas e Médias Empresas (com até 499 funcionários).

Orgulho - Para o diretor-presidente do Sicoob Metropolitano, Ideval Luis Curioni, figurar na lista das Melhores Empresas para trabalhar na América Latina é motivo de muito orgulho e ao mesmo tempo, um grande desafio.

Em movimento - “A concorrência aumenta a cada ano e precisamos estar sempre em movimento, colocando em prática ações que proporcionem o bem-estar e o desenvolvimento de nossos colaboradores, mas que também reflitam em nossos associados, promovendo uma sinergia constante e fortalecendo o nosso propósito, que é humanizar as relações financeiras”, explica.

Evento - O evento de entrega da premiação aconteceu no último dia 22, em São Paulo e reuniu cerca de 40 empresas, todas com alto nível de humanização e esforços para oferecer o melhor ambiente de trabalho aos colaboradores. Neste ano, o Brasil foi o país com maior número de premiados no ranking.

Presentes - Representando a cooperativa, estiveram presentes os gerentes de agência Juliana Tamanini, Cloves José da Costa e Gresielle Thibes, além do gerente de crédito da Unidade Administrativa, Alessandro Rosin e a supervisora de Planejamento e Desenvolvimento, Kelly Cristina Tiago.

Empenho - Segundo Alessandro, ao ter a oportunidade de participar da premiação, foi possível perceber o quanto as empresas estão empenhadas no ambiente de trabalho, assim como o Sicoob Metropolitano. “Ver o nome da cooperativa dentre as melhores empresas para se trabalhar na América Latina demonstra como somos valorizados. Além disso, ao se manter no ranking durante vários anos, a cooperativa demonstra o comprometimento conosco”, afirma.

Sobre a premiação - O programa Great Place To Work mapeia empresas que adotam estratégias de desenvolvimento e gestão considerando iniciativas que permitam garantir colaboradores satisfeitos com o ambiente em que trabalham, processos eficientes e líderes inspiradores. Por meio de ferramentas online de pesquisa e diagnóstico, a consultoria mede, entre outros quesitos, qual é a percepção dos profissionais em relação à empresa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB METROPOLITANO II: Colaboradores são homenageados por tempo dedicado à cooperativa

No último dia 24, os colaboradores do Sicoob Metropolitano que completaram 10 e 15 anos de empresa foram homenageados. A iniciativa, que acontece semestralmente, faz parte das ações do Programa FIC (Felicidade Interna do Cooperativismo), que tem como objetivo estimular o bem-estar e qualidade de vida entre os colaboradores.

Celebração - Para celebrar o tempo dedicado à cooperativa, todos participaram junto a seus familiares de um café da manhã especial e um bate-papo com os diretores. Na ocasião, eles relembraram a trajetória e os momentos importantes vividos no Sicoob Metropolitano.

Satisfação - Segundo o supervisor de Logística e Suprimentos na Unidade Administrativa, João Vinicius Costa Reis, o sentimento de completar 10 anos é de plena satisfação. “Nessa trajetória houve muito aprendizado e crescimento. Hoje posso dizer que parte de quem eu sou como pessoa veio dessa convivência nesse ambiente tão favorável ao crescimento do indivíduo que a singular proporciona”, explica.

Crescimento - Para o supervisor de Processo e Qualidade na Unidade Administrativa, Walter Franco da Rocha, foram 15 anos de muito crescimento. " Um dos requisitos que me levaram a trabalhar na Cooperativa era crescer junto com ela. Agora, quinze anos depois, vejo que isso se tornou realidade. Tenho muito orgulho em fazer parte da família Sicoob Metropolitano", comenta.

Homenageados - Além de João Vinicius e Walter Rocha, também foram homenageadas a gerente de Relacionamento, Gislene Pereira de Souza e a tesoureira, Juliana Carla Rovina. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB SUL I: Voluntários encenam teatro para crianças durante Semana Enef

sicoob sul I 30 05 2019Como parte das ações realizadas durante a 6ª Semana Nacional de Educação Financeira, entre os dias 21 e 23 de maio colaboradores do Sicoob Sul encenaram uma peça de teatro para cerca de 350 crianças das escolas Atuação e Nova Betel, de Curitiba.

Adaptação - A peça é uma adaptação do livro “Caio achou uma moedinha”, que é o primeiro da Coleção Financinhas, uma iniciativa do Sicoob para incentivar jovens e crianças a conhecerem o universo das finanças de forma simples e divertida. Ao todo foram sete apresentações, realizadas em parceria com o Instituto Sicoob para explicar de uma maneira lúdica e educativa como poupar dinheiro e realizar grandes sonhos.

Iniciativa - A diretora da Escola Nova Betel, Mirta Miszczuk, agradeceu a equipe de voluntários do Sicoob Sul e parabenizou a todos pelo trabalho e empenho. “Foi uma ótima iniciativa. Agora os alunos estão animados para poupar com os cofrinhos do Sicoob", afirma.

Oportunidade - Para o colaborador Naim Nasihgil Neto, ver as crianças interessadas em aprender e, principalmente participando, foi muito prazeroso. “Foi uma oportunidade sem igual, ainda mais porque percebemos que as informações passadas motivaram as crianças a guardarem e pouparem o dinheiro”, explica.

Sobre a Semana Enef - O evento, que é uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), ocorreu simultaneamente em todo o país entre os dias 20 e 26 de maio, com diversas ações educacionais para conscientizar a comunidade, contribuir para o fortalecimento da cidadania e da autonomia. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB SUL II: Cooperativa apoia Semana de Atualização do Curso de Engenharia Elétrica da UFPR

sicoob sul II 30 05 2019Com o apoio do Sicoob Sul, o curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizou, em Curitiba, a Semana de Atualização de Engenharia Elétrica (Seatel), entre os dias 20 a 24 de maio. O evento contou com cursos, visitas técnicas, palestras, rodas de conversa e workshops.

Educação financeira - Um dos workshops da programação foi o "Se liga Finanças", organizado pela cooperativa e ministrado pelas colaboradoras Thais de Camargo e Ingrid dos Santos, que falaram sobre educação financeira. O Sicoob Sul também foi responsável pela palestra "Uma Geração Consciente e Conectada", ministrada pelos colaboradores Luiz Fernando Menin e Augusto Laviola.

Visita - Além disso, os estudantes que passaram pela Seatel puderam visitar o estande da cooperativa no evento e participar de um jogo para aprender mais sobre educação financeira, cooperativismo e capitalismo consciente.

Novidades - Segundo a aluna da UFPR e uma das organizadoras da Semana de Atualização de Engenharia Elétrica, Amanda Presendo Passero, a iniciativa é importante para os alunos se atualizarem do que há de mais novo no mercado e nas indústrias. “As parcerias com empresas, como a que tivemos com o Sicoob, são de grande importância para a Seatel. As palestras trouxeram temas importantes, contemporâneos e contaram com a interação de todo o público participante", conta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB ARENITO: Cooperada ganha R$ 20 mil na Campanha Poupança Premiada

sicoob arenito 30 05 2019Em março, a cooperada do Sicoob Arenito em Cruzeiro do Oeste, Patricia Iris dos Santos Menezes, foi premiada com R$ 20 mil reais na Campanha Poupança Premiada. No dia 27 de maio, ela esteve na agência para receber o prêmio, entregue pelo gerente Eduardo de Oliveira Meinlschmiedt.

Comemoração - “É muito bacana ver uma cooperada da nossa unidade ser contemplada com um prêmio desse. Nós comemoramos junto com ela e queremos que mais pessoas sejam sorteadas, principalmente da nossa agência”, afirma.

Surpresa - Para Patricia, ser contemplada no sorteio foi uma grande surpresa. “No começo achamos que não era verdade, só acreditamos quando nosso gerente confirmou. Agora, irei investir no começo da minha carreira como ginecologista e obstetra. Estou muito feliz por ganhar”, ressalta.

Como participar - A cada R$ 200 depositados na poupança Sicoob, o cooperado recebe um número da sorte para concorrer a prêmios. Quanto mais aplicar, mais chances de ganhar. Para mais informações consulte o regulamento em: http://www.sicoob.com.br/poupancapremiada. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Especialista dá dicas para quem quer começar a investir

sicredi 30 05 2019Você guarda dinheiro pra quê, com qual finalidade? As respostas podem ser as mais variadas e as dúvidas entre as opções de investimentos para fazer esse recurso guardado alcançar o melhor rendimento também não são poucas. Desde a poupança, depósito a prazo e fundos de renda fixa - para os que têm perfil mais moderado - até aplicações em renda variável e fundos de investimentos para os que encaram mais riscos, as possibilidades são diversas.

Especialista - O gerente de captação da cooperativa de crédito Sicredi União PR/SP, Roberto Rodrigues é um expert em investimentos. Trabalhando na Superintendência de Negócios da Sicredi União em Maringá (PR), ele assessora o time de colaboradores que estão nas agências da cooperativa, espalhadas pelas regiões Norte e Noroeste do Paraná , além do Centro e Leste de São Paulo.

Reserva de emergência - Antes de mais nada, a primeira dica do especialista é: poupe para ter uma reserva de emergência. “Esse deve ser o motivo fundamental para qualquer pessoa poupar. O ideal é ter um valor referente entre seis a 10 vezes a sua renda mensal. O aconselhável é ter esse recurso em poupança, ou depósito a prazo, ou CDB ou ainda aplicação de renda fixa. Deve ser uma aplicação que tenha liquidez, ou seja, que possa ser usada facilmente caso seja necessário” frisa. Feito isso, as aplicações devem ser direcionadas conforme seu objetivo, o que envolve saber se o dinheiro será usado no curto, médio ou longo prazo. Em aplicações financeiras, curto prazo costuma ser até 12 meses. Já o médio prazo envolve períodos entre um e três anos e longo prazo a partir de três anos.

Perfil do investidor - E, além do objetivo, o seu perfil como investidor também vai ditar a orientação das aplicações mais indicadas. “A análise do perfil do investidor é um ponto de fundamental importância. Para aquele considerado conservador, há as aplicações de renda fixa, LCA, depósitos a prazo. Na Sicredi União, oferecemos a modalidade Sicredi Invest, bastante indicada para perfis conservadores e moderados”, explica Rodrigues. Já os fundos multimercados atendem ao perfil chamado moderado e os fundos de investimentos são mais indicados para os investidores que buscam resultados num horizonte de longo prazo e têm baixa aversão a riscos, ou seja, têm perfil mais agressivo. “Quem aplica em renda variável deve ter conhecimento de mercado e saber suportar as oscilações. Caso contrário, pode enfrentar stress e até mesmo incorrer em perdas”, comenta.

Diversificação - Com a experiência adquirida em mais de 25 anos atuando no mercado financeiro, o gerente de desenvolvimento de captação da Sicredi União PR/SP reforça que quando o assunto é investimento, diversificar é orientação fundamental. “É preciso direcionar as aplicações de acordo com o objetivo, prazo e apetite de risco ou conservadorismo do investidor. Mas não se deve nunca colocar todos os ovos numa cesta só”, ilustra. “Procure investir em modalidades que tenham a maior rentabilidade possível dentro de um risco que esteja de acordo com o seu perfil”, completa.

Simplicidade da poupança conquista - A poupança é o investimento mais tradicional no Brasil , vista como uma forma simples, prática e de baixo risco para investir, além de não ter taxas e não incidir imposto de renda, nem IOF. “Com a Selic em 6,5% ao ano, a poupança se torna mais rentável que muitos fundos de investimentos de renda fixa, principalmente os que possuem taxa de administração elevada", analisa Rodrigues. Ele ressalta que o rendimento da poupança é de 70% da Selic mais TR (Taxa Referencial).

Campanha “Vem Poupar e Ganhar” - A cooperativa incentiva quem adere à modalidade e nos últimos três anos vem realizando promoções que premiam poupadores. Agora, em 2019, foi iniciada em abril a campanha “Vem Poupar e Ganhar” que vai distribuir R$ 1,5 milhão em prêmios, sendo 10 sorteios semanais de R$ 2 mil e um sorteio mensal no valor de R$ 50 mil. Na primeira semana de dezembro, quando a campanha estará na reta final, as chances de ganhar serão triplicadas com 30 sorteios de R$ 2 mil. Depois, haverá o último sorteio para o grande prêmio de R$ 500 mil.

Até 14 de dezembro - A cada R$ 100,00 aplicados na poupança Sicredi é gerado automaticamente um número da sorte para concorrer aos sorteios, realizados pela Loteria Federal. Ao fazer uma poupança programada, o poupador recebe números em dobro. Podem participar pessoas físicas e jurídicas nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, associados ou não. Os sorteios começaram no dia 6 de abril e seguem até 14 de dezembro. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

COCARI: Reuniões de formação dos Núcleos Feminino e Jovem

A Cocari tem realizado, em suas unidades, reuniões de formação dos Núcleos Feminino e Jovem, com o objetivo de fortalecer o relacionamento entre a família cooperativista e a cooperativa, proporcionando aos participantes uma reflexão sobre as possibilidades de inovação possíveis por meio do cooperativismo.

Locais e datas - A Reunião de Formação já aconteceu em Marialva (PR), no dia 8 de maio, com 29 participantes; em Aquidaban (PR), no dia 9 de maio; em Itambé (PR), no dia 15 de maio; em São Pedro do Ivaí (PR), no dia 16 de maio; e em Kaloré (PR), no dia 17 de maio. Ao todo, as reuniões contaram com 217 participantes.

Participação da cooperativa – Os Núcleos são órgãos consultivos que tem a função de auxiliar os órgãos diretivos da Cocari por meio da emissão de opiniões e pensamentos. Podem participar dos Núcleos: Associados(as), esposas(os) e filhos(as) de associados(as), com participação ativa na Cocari e com movimentação comercial, promovendo a integração de todos e todas nos processos cooperativos.

Cooperativismo - A palestrante Cláudia Carvalho, que também é assessora de comunicação da Cocari, falou sobre princípios e valores cooperativistas, aos cooperados, esposas, filhos e filhas de associados. Dessa forma, as reuniões e a Formação dos Núcleos Feminino e Jovem visam à integração socioeconômica da família do cooperado, aproximando, cada vez mais, os associados da cooperativa.

Eleições - As eleições serão realizadas a cada dois anos, de forma a renovar, no mínimo, um terço dos representantes. Cada integrante pode participar de duas gestões consecutivas e, para o Núcleo Jovem, a idade máxima é 25 anos. (Imprensa Cocari)

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COPAGRIL: Comitês de Jovens realizam primeira etapa da Maratona Cultural no sábado

A Associação dos Comitês de Jovens da Copagril (ACJC) realizará, no próximo sábado (01/06), a primeira etapa do seu tradicional evento anual intitulado “Maratona Cultural”, no Centro Cultural de Pato Bragado, a partir das 19h30, sendo gratuita a entrada para o público em geral.

Adesão - Segundo o presidente da ACJC, Sergio Marcelo Fuhr, o evento deste ano conta com grande adesão dos jovens da Copagril. “Nós da diretoria estamos muito felizes, pois nessa primeira etapa temos a participação de todos os 10 comitês de jovens da Copagril. Teremos nessa noite 10 apresentações de poesia e 6 apresentações de teatro”, comentou Sérgio Fuhr.

Expectativas - O presidente da ACJC falou ainda sobre as expectativas para o evento. “Está tudo sendo preparado com muito carinho e alguns comitês já estão se preparando desde o ano passado para as apresentações. Por isso a nossa expectativa é de um evento de alto nível, com grandes apresentações e que vale a pena a comunidade prestigiar”, enfatiza o presidente.

Objetivos- O presidente da ACJC, salienta que há vários objetivos envolvidos na elaboração da Maratona Cultural. “Através desse evento temos como finalidade promover um maior entrosamento entre os jovens cooperativistas, além de desenvolver neles o interesse e a sensibilidade pela arte, descobrindo assim novos talentos dentro da ACJC, além de levar a cultura a comunidade e aos jovens que participam dos comitês”, comentou o Fuhr.

Ação Social - Quanto ao evento, Sérgio Fuhr destaca que não será cobrada a entrada, porém, haverá no evento uma ação social de arrecadação de fundos. “Não cobraremos entrada, mas teremos lá uma arrecadação de valores que será repassada para a APAE de Marechal Cândido Rondon, então, pedimos aos interessados, que nos auxiliem e contribuam com esta ação em prol da Apae”, comentou Sérgio.

Segunda etapa - O evento conta com duas etapas: a primeira, no próximo sábado, com teatro e poesia e a segunda, com apresentações de música e dança, que será realizada no dia 13 de julho na Associação de Moradores de Novo Horizonte.

Convite - “Reforçamos o convite para esta etapa que será nesse sábado e também já estendemos o convite para a segunda etapa, que contará com apresentações música e dança. Os jovens dos comitês ensaiam muito para esses eventos e é gratificante para todos nós contar a com a presença da comunidade”, finalizou Sérgio Marcelo Fuhr. (Imprensa Copagril)

copagril 30 05 2019

 

 

UNIMED PONTA GROSSA: HGU se consolida em alta complexidade cardíaca

unimed ponta grossa 30 05 2019O Hospital Geral Unimed (HGU), da Unimed Ponta Grossa, estabeleceu e padronizou mais um procedimento na área da cardiologia e cirurgia cardiovascular, consolidando a maturidade da instituição na realização de procedimentos de alta complexidade cardiológica.

Minimamente invasivo - O implante percutâneo de válvula aórtica, conhecido também como Tavi, é realizado na unidade de Hemodinâmica e é considerado um procedimento minimamente invasivo, pois não há necessidade de incisão no tórax do paciente e nem de circulação extracorpórea.

Risco menor - De acordo com Marcelo Ferraz de Freitas, cirurgião cardiovascular que, juntamente com os cardiologistas do serviço de hemodinâmica, iniciou a realização do procedimento no HGU, esse tipo de cirurgia é uma oportunidade para o tratamento do estreitamento da válvula aórtica (estenose aórtica) em pacientes com risco cirúrgico elevado, como os de idade mais avançada ou portadores de outras doenças debilitantes, por exemplo. “O risco dessa cirurgia, conforme a literatura médica, é menor se comparado ao risco da cirurgia cardíaca convencional nos pacientes nestas condições extremas”, explica.

Procedimento - O implante é feito com o paciente sedado, por punções na virilha e a prótese é guiada por um cateter por meio das ramificações da artéria aorta. Além da equipe de cirurgiões hemodinamicistas e de enfermagem, o procedimento também é acompanhado por outros profissionais, como médicos anestesistas e ecocardiografistas.

Restrito - “Esse tipo de procedimento é restrito a grandes centros de cardiologia. Para realizá-lo, é necessário um grande preparo de estrutura, de equipe médica, de equipe assistencial, o que é construído gradativamente. Hoje, o HGU já atingiu totais condições de realizar esse tipo de cirurgia”, avalia Freitas.

Estrutura - Além dessas preparações técnicas e estruturais pré-cirúrgicas, o hospital também deixa uma sala do centro cirúrgico e uma equipe preparadas durante a realização do implante. “Mesmo que a prótese da válvula seja realizada em uma unidade de hemodinâmica, faz parte do protocolo de segurança esse respaldo do centro cirúrgico. Caso haja qualquer intercorrência, a agilidade na transferência do paciente até o centro cirúrgico e a pronta intervenção cirúrgica emergencial faz toda a diferença”, ressalta o cirurgião.

Evolução - Com o avanço tecnológico e aprovação crescente por parte das evidências científicas, Freitas acredita que, a médio prazo, esse tipo de procedimento, que hoje tem indicações bastante restritas e especiais, reduza drasticamente a necessidade das cirurgias convencionais por incisão torácica. “Já evoluiu-se muito e há alguns passos ainda a serem desenvolvidos para que esse tipo de prótese possa ser implantada, dessa forma, em pacientes de menor risco e mais jovens. Mas a tendência nos mostra que, futuramente, cirurgias assim sejam habituais e acessíveis a grande maioria dos pacientes com esse tipo de patologia”. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

 

UNIMED LONDRINA: Cooperativa estimula clientes e funcionários a assistirem à Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019

unimed londrina 30 05 2019A Unimed Londrina se prepara para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019. Durante o campeonato, a cooperativa realizará inúmeras atividades para estimular os funcionários e clientes a assistirem aos jogos da seleção brasileira, que pela primeira vez serão exibidos por um canal aberto de televisão.

Força feminina - A gerente de Marketing e Comunicação da Unimed Londrina, Dayane Santana, explica que a iniciativa vem para valorizar a força feminina no mundo contemporâneo. “As mulheres estão conquistando cada vez mais seus espaços. Aqui na cooperativa, somos a maioria no quadro de funcionários e na carteira de clientes. Então, nada mais justo que estimular e valorizar a seleção de futebol feminina na Copa do Mundo”, afirma. O número de mulheres na operadora de planos de saúde é significativo: elas são 70% do quadro de colaboradores, 55% no cargo de gerente e 54% na carteira de clientes.

Adesão - Fabianne Piojetti, gerente de Sustentabilidade, destaca que a Unimed Londrina aderiu em 2018 aos Princípios do Empoderamento da Mulher, iniciativa da ONU Mulher e do Pacto Global. “Ao aderir a esses princípios, a Unimed se comprometeu a oferecer condições igualitárias no ambiente de trabalho, colocando em prática políticas de igualdade de gênero e garantia dos direitos dentro da cooperativa”, comenta Fabianne. “Portanto, a iniciativa de estimular a valorização do campeonato de futebol feminino vem ao encontro desse compromisso”, reforça a gerente.

Permissão - Dentre as iniciativas preparadas para os funcionários, a Unimed Londrina vai permitir que os jogos sejam assistidos pelos computadores ou televisores disponíveis em algumas salas, sem interromper o fluxo de trabalho. E para entrar no clima do mundial, as geladeiras das copas dos prédios da cooperativa serão adesivadas com fatos curiosos sobre o futebol feminino no Brasil e sobre a história do campeonato, além de informar a presença feminina na operadora de planos de saúde.

Clientes - Para os clientes, a cooperativa sintonizará na TV Globo (emissora que transmitirá os jogos) os aparelhos de televisão que ficam nas recepções ou salas de esperas. Estes locais também estarão decorados com o tema da copa. Além disso, nos dias de expediente em que haverá exibição dos jogos, a Unimed vai distribuir pipocas para clientes e funcionários da sede administrativa, Pronto Atendimento, Clínica de Vacinas e Clínica Multiprofissional/Unimed Saúde.

A Copa - A Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019 será entre os dias 07 de junho e 07 de julho, na França. Neste ano, outras grandes empresas nacionais também irão valorizar o mundial de futebol feminino. O Boticário e Guaraná Antártica são algumas delas. (Unimed Curitiba)

 

LEGISLATIVO I: Relator da regra de ouro recua após pressão

legislativo I 30 05 2019Pressionado pela bancada ruralista, o relator do projeto que autoriza o governo a descumprir a regra de ouro da economia, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), recuou da posição de liberar só metade (R$ 70 bilhões) do que o governo estava pedindo de créditos suplementares para garantir os pagamentos deste ano. Ele disse que trabalha agora com três números e que seu parecer refletirá o valor decidido pela maioria da Comissão Mista de Orçamento do Congresso (CMO).

Autorização - O governo precisa de autorização do Congresso para descumprir a chamada regra de ouro (que proíbe contrair dívida maior que o volume de investimentos) para não ficar sem dinheiro para pagar despesas como o Bolsa Família e benefícios previdenciários este ano. A princípio, a equipe econômica pediu crédito suplementar de R$ 248 bilhões, mas agora reduziu o número para entre R$ 110,6 bilhões e R$ 146,7 bilhões - este segundo é o cenário mais provável, segundo documento do governo.

Propostas - Segundo Rocha, as três propostas na mesa são: liberar R$ 92 bilhões em créditos, o que, segundo ele, deixaria faltando apenas o dinheiro para pagar as aposentadorias urbanas de mês de dezembro; R$ 116 bilhões, e o restante seria compensado com uma devolução maior de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); ou R$ 147 bilhões, valor pedido pelo governo.

Conversa - "Estou conversando com os integrantes da CMO e os líderes. O valor de R$ 92 bilhões seria suficiente até dezembro. Aí o governo teria mais condições de avaliar se aumentou a arrecadação ou, se o crédito for mesmo necessário, mandar outro projeto", disse o emedebista. "Não quero autorizar um valor maior que o necessário porque isso aumenta a dívida pública do país."

Reunião - O relator se reuniu com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, integrantes da equipe econômica e da bancada ruralista ontem e acertou que divulgará seu parecer na segunda-feira (03/06), para tentar votar na CMO na próxima semana. Há preocupação, entre os ruralistas, que a demora em liberar o crédito atrapalhe o Plano Safra, que será lançado em 12 de junho. "Estou ampliando os recursos do Plano Safra de R$ 7 bilhões para R$ 10 bilhões e tirando do Reintegra", disse. (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO II: Câmara aprova MP que cria programa de revisão do INSS

legislativo II 30 05 2019O plenário da Câmara aprovou, na madrugada desta quinta-feira (30/05), a Medida-Provisória (MP) 871/19, que cria um programa de revisão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), exige cadastro do trabalhador rural e restringe o pagamento de auxílio-reclusão apenas aos casos de pena em regime fechado. O Senado já marcou para esta quinta a votação da MP, que perde a validade na segunda-feira (03/06).

Dados - Pelo texto aprovado na Câmara, de relatoria do deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), o INSS passará a ter acesso a dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS), de movimentação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outros para concessão, revisão ou manutenção de benefícios.

Comprovação - Com a aprovação da MP, o pequeno produtor rural precisará comprovar o tempo de exercício de atividade rural por meio de autodeclaração ratificada pelo Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater). O INSS não aceitará mais documentações emitidas por sindicatos rurais.

Compartilhamento - Durante a votação dos destaques, foi aprovado o que trata do compartilhamento de dados de entidades privadas obtidos pelo INSS com outras entidades privadas e que manteve o Benefício de Prestação Continuada (BPC) na lista de tipos de benefícios que poderão ser alvo de pente fino por parte do INSS. Também foi aprovado o aumento de 30 dias para 60 dias o prazo para o trabalhador rural e agricultor familiar apresentar provas contra indícios de irregularidades apontadas pelo INSS.

Proibição - A proibição de pessoas que não sejam médicas, presentes durante a perícia do segurado, exceto quando autorizada pelo médico perito, também foi aprovada. Além disso, a perícia por telemedicina não poderá ser usada. (Agência Brasil, com informações da Agência Câmara)

 

LEGISLATIVO III: Senadores fecham acordo para deixar caducar MP que muda Código Florestal

legislativo III 30 05 2019Aprovada pela Câmara nesta quarta-feira (29/05), a Medida Provisória que altera o Código Florestal vai caducar. Os senadores fecharam um acordo para não votar a MP que muda o Código Florestal, e que perde a validade se não for aprovada pelo Congresso até a próxima segunda-feira (03/06).

“Jabuti” - O acordo ocorre após os deputados terem aprovado um "jabuti" no texto que reduz a necessidade de recompor áreas de reserva legal em propriedades rurais e após um descontentamento com a Câmara pelo excesso de medidas encaminhadas ao Senado com prazo apertado.

Texto original - Originalmente, a MP previa apenas a prorrogação, para 31 de dezembro de 2019, do prazo para que produtores se adequassem ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), previsto no Código Florestal. Na comissão mista de deputados e senadores e no plenário da Câmara, porém, os parlamentares alteraram o marco temporal para a recomposição de áreas.

Legislação ambiental brasileira - Pela lei ambiental anterior, os proprietários teriam de se adequar à área de vegetação original e às regras de 1965. Mas a emenda aprovada traria esse marco para 1989, aos produtores do Cerrado, e para 2000 para agricultores da Caatinga, Pampa e Pantanal. Críticos consideraram a alteração de uma "anistia" a quem tem propriedades com áreas desmatadas.

Anúncio - "Independentemente da votação da Câmara se encerrar no dia de hoje, esta Presidência cumprirá o acordo feito com vários líderes partidários e não faremos a votação da medida provisória", anunciou no plenário o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A atitude de "enterrar" a MP ocorre após senadores reclamarem do tempo curto em que receberam medidas provisórias da Câmara, como a do setor aéreo e a da reforma administrativa. O anúncio foi aplaudido por senadores.

Votação - Nesta quinta-feira (30/05), o Senado deve votar as medidas provisórias sobre antifraude no INSS e gratificações da Advocacia-Geral da União (AGU), que também vencem no dia 3. Há acordo para votação simbólica e aprovação. (O Estado de S.Paulo)

 

PIB: Economia brasileira cai 0,2% no primeiro trimestre do ano

pib 30 05 2019O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2018. A queda ocorreu depois de altas de 0,5% no terceiro e de 0,1% no quarto trimestres do ano passado.

Crescimento - Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30/05), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 0,9% no acumulado de 12 meses.

Indústria - Os dados mostram que, do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre de 2019, a queda de 0,2% foi puxada por um recuo de 0,7% no setor industrial. As principais atividades em queda foram a indústria extrativa mineral (-6,3%), construção (-2%) e indústrias da transformação (-0,5%).

Agropecuária - A agropecuária também teve queda (-0,5%). Os serviços tiveram taxa positiva de 0,2% no período, evitando uma queda mais acentuada da economia.

Demanda - Sob ótica da demanda, a queda foi puxada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que caíram 1,7% do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano. As exportações também caíram (-1,9%).

Consumo - Ao mesmo tempo, os consumos do governo e das famílias cresceram 0,4% e 0,3%, respectivamente. As importações tiveram alta de 0,5%. (Agência Brasil)

 

GOVERNO CENTRAL: Superávit cai 28,3% em abril

governo central 30 05 2019A queda de receitas em abril fez o superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) cair em abril. No mês passado, as contas ficaram positivas em R$ 6,537 bilhões, contra R$ 8,684 bilhões em abril de 2018. O resultado foi 24,7% menor que o do mesmo mês do ano passado.

Resultado - O superávit primário é o resultado positivo nas contas do governo desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública. O resultado veio abaixo das expectativas dos analistas de mercado. Na pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todo mês pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras estimavam superávit primário de R$ 10,5 bilhões para abril.

Acumulado - Nos quatro primeiros meses do ano, o Governo Central acumula déficit primário de R$ 2,748 bilhões. Esse é o melhor resultado para o período desde 2015 (superávit de R$ 13,581 bilhões). O Tesouro prevê que fechará 2019 com déficit primário de R$ 139 bilhões. No fim de março, o governo teve de contingenciar (bloquear) R$ 30 bilhões do Orçamento para atingir essa meta.

Queda nas receitas - Em abril, as receitas caíram por causa da queda da arrecadação de tributos. Mesmo com o crescimento da arrecadação com royalties de petróleo (+25% em valores corrigidos pela inflação), as receitas líquidas da União caíram 1,6%, descontando a inflação, na comparação com abril do ano passado.

Limitação - “A gente achava que a principal limitação para os gastos fosse o teto de gastos, mas está sendo a queda de arrecadação. Perdemos 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto] de receitas líquidas em relação ao valor aprovado no Orçamento”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

Maiores recuos - Os maiores recuos foram registrados na arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com queda de 4,1%, descontada a inflação, e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com recuo de 12,6% também considerando a inflação. Tradicionalmente, abril registra alta na arrecadação do Imposto de Renda, cujas receitas subiram 8,4% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado.

Despesas não obrigatórias - As despesas discricionárias (não obrigatórias) caíram R$ 1,32 bilhão (-18,2% descontada a inflação) em relação a abril de 2018. Segundo o Tesouro, na maioria dos casos, a verba já estava liberada, mas não chegou a ser executada, num processo chamado de empoçamento, que soma R$ 14,6 bilhões não gastos em relação ao mesmo mês do ano passado.

Ajuste fiscal - No acumulado do ano, o ajuste fiscal está ocorrendo pelo lado dos gastos. Até abril, as receitas líquidas caíram 0,4% considerando a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais acumulam queda de 0,8% também descontando a inflação.

Previdência - A Previdência Social registrou déficit de R$ 65,1 bilhões de janeiro a abril, valor maior que o do mesmo período do ano passado (-R$ 61,5 bilhões). O déficit foi parcialmente compensado pelo superávit de R$ 62,255 bilhões do Tesouro Nacional e de R$ 95 milhões do Banco Central, resultando no superávit primário de R$ 6,537 bilhões.

Custeio - Em relação às despesas, os gastos de custeio (manutenção da máquina pública) caíram 6% no primeiro quadrimestre descontada a inflação. As despesas com a Previdência Social subiram 2,2%, e os gastos com o funcionalismo federal subiram 0,5%, descontado o IPCA.

Investimentos federais - O maior recuo, no entanto, foi registrado nos investimentos federais (obras públicas e compra de equipamentos), que somaram R$ 12,216 bilhões de janeiro a abril, com queda de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, descontada a inflação.

PAC - O Tesouro voltou a divulgar as estatísticas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No primeiro quadrimestre, o programa executou R$ 4,816 bilhões, com retração de 16,7% em valores corrigidos pelo IPCA. (Agência Brasil)

 

PARANÁ: Governo prepara segundo ciclo da reestruturação administrativa

parana 30 05 2019O Governo do Paraná vai protocolar na próxima segunda-feira (03/06), na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que trata do segundo ciclo da reforma administrativa implementada pela gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior. A informação foi confirmada durante a reunião do governador com todo o secretariado, nesta quarta-feira (29/05), no Palácio Iguaçu.

Junção de autarquias - Desta vez, a proposta prevê a junção de autarquias, com mais redução da estrutura física do Estado. A estimativa é de corte de R$ 10 milhões por ano nas despesas correntes. De acordo com o governador, a medida dá sequência ao processo de enxugamento da máquina pública e segue a determinação da atual gestão do Estado de impor maior eficiência ao setor público.

Resultado financeiro - “É uma ação que tem resultado financeiro, com economia aos cofres públicos, e que aumenta a eficiência da gestão”, destacou Ratinho Junior. “Nosso foco nunca foi apenas economizar, mas aumentar a agilidade e a eficiência do governo”, completou o governador. A primeira etapa da reestruturação, que agora passa pela fase de regulamentação, diminuiu o número de secretarias de 28 para 15 e eliminou 339 cargos, com economia de R$ 10,6 milhões anuais.

Celeridade - Ratinho Junior pediu à equipe celeridade na execução de ações das secretarias e demais órgãos estaduais. Ele ressaltou que as próximas reuniões de secretariado serão dedicadas à prestação de contas e apresentação de planos de trabalho de todas as áreas de governo. “Houve tempo para todos se assentarem. Agora precisamos fazer balanços e estabelecer metas”, ressaltou.

Agricultura - O chefe da Casa Civil, Guto Silva é quem vai protocolar o projeto de lei, junto com o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri. A segunda fase da reforma vai começar pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, além de envolver o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e a Paraná Projetos.

Economia mista - “Vamos partir agora para as empresas de economia mista, realizando fusões ou mesmo extinções, reduzindo a estrutura para gerar economia e garantir recursos para investimentos prioritários à população”, ressaltou Silva. “Algumas dessas empresas perderam o sentido, perderam a função com o decorrer do tempo.”

Redução de custos - Guto Silva revelou que quando a reforma administrativa estiver completa, com a implementação ainda de um terceiro ciclo, o Estado vai poupar R$ 160 milhões ao longo dos quatro anos da gestão, apenas com o corte no custeio. “É uma economia bem considerável, o que nos permitirá realizar investimentos e aumentar a qualidade de vida dos paranaenses”, ressaltou.

Primeira fase - O governo cortou 261 dos 2.515 cargos em comissão da administração direta durante a primeira etapa da reforma administrativa. As funções de gestão pública passaram de 906 para 857, redução de 49. Na Receita Estadual houve um corte de 29 cargos, passando de 89 para 60.

Cargos - No total, foram eliminados 339 cargos. Além disso, com a renegociação e cancelamento de contratos, o Executivo economizou cerca de R$ 85 milhões. “Este é o ritmo que vamos adotar até o fim da nossa gestão”, afirmou o governador Ratinho Junior.

Presenças - Além de secretários e dirigentes de empresas e autarquias, o líder do governo na Assembleia, Hussein Bakri, e o vice-líder, Tiago Amaral, participaram da reunião, que também contou com a presença do prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SEGURANÇA ALIMENTAR: EUA e Brasil avançam na implantação do ‘autocontrole’ na inspeção de carnes

seguranca alimentar 30 05 2019Em um frigorífico de Smithfield, na região central de Illinois (EUA), inspetores federais examinam carcaças de suínos na linha de abate, removem carnes eventualmente contaminadas ou em desconformidade e as marcam como "condenadas". Eles têm a responsabilidade exclusiva de realizar este trabalho. Em outro frigorífico, a 75 quilômetros dali, os próprios funcionários da empresa brasileira JBS, que fazem parte de um programa piloto de longa duração, realizam tarefas semelhantes àquelas dos inspetores federais.

Linguagem - Quando os funcionários fazem esse trabalho de segurança alimentar, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) diz que eles estão "classificando", "removendo" ou "descartando" a carne, sem “inspecioná-la” propriamente ou “condená-la”. A mudança de linguagem é importante nos esforços do USDA para fazer as mudanças mais drásticas na política federal de inspeção de carnes desde que o Congresso aprovou uma lei histórica, de 1906, que tomou o controle da segurança alimentar dos proprietários das usinas e passou aos inspetores federais das províncias.

Responsabilidades - O novo sistema de inspeção proposto pelo governo americano transfere algumas responsabilidades que tradicionalmente são dos inspetores do USDA para funcionários de plantas industriais de suínos. O USDA diz que estudou o novo sistema de inspeção por 20 anos e que os produtos das plantas de teste são tão seguros quanto aqueles produzidos pela inspeção tradicional. Eles dizem que os inspetores federais vão gastar menos tempo avaliando visualmente a carne suína e mais tempo assegurando que as condições sanitárias sejam mantidas em toda a fábrica. Vários advogados de segurança alimentar, membros democratas do Congresso e uma ex-autoridade agrícola dizem que o USDA está fazendo uma manobra para contornar a lei em vigor há mais de um século.

Ilegal - Essa “manobra” exige que os reguladores federais inspecionem - e passem ou condenem - todo suíno vivo que chega a um matadouro e cada carcaça que passa pela linha de abate. "Eles estão jogando esses jogos de linguística", disse Rena Steinzor, especialista em segurança alimentar que ensina Direito na Universidade de Maryland. "O que eles estão fazendo é ilegal. Se eles têm um problema com o estatuto porque acham que é um desperdício de energia para os inspetores federais verem cada animal, eles podem iapelar ao Congresso. A Constituição exige que façam isso, não pode fazer por regulamentação."

Proposta semelhante - No Brasil, o Ministério da Agricultura estuda proposta semelhante a ser implantada nos frigoríficos do país. Um comitê chamado de Comitê Técnico de Programas de Autocontrole, instituído pelo Mapa, já definiu quatro áreas que inicialmente deverão adotar o sistema: alimentação animal (ração), fertilizantes, suínos e bebidas. Nesse sistema, o fabricante fica responsável pela qualidade do produto e o Estado fiscaliza.

Agilidade - “O ministério precisa disso para ter agilidade, atender bem aos nossos empresários, diminuir o custo Brasil. Temos problemas de infraestrutura, de portos e de ferrovias, e temos problemas de (falta de) gente. Se todos fizerem sua parte e dermos garantias ao consumidor final de que estamos entregando um produto seguro e que cada um está fazendo sua parte, cada vez mais, o ministério precisará ter menos pessoas e usar mais tecnologia, mais informatização. Isso é para podermos ter menos gente, e para as pessoas serem usadas no que realmente têm de fazer, que é auditar. Em vez de ficar na linha de produção, (o fiscal) tem de fazer a fiscalização dos produtos que estão entrando e a auditoria dos produtos que estão saindo dos processos produtivos”, disse recentemente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Subcomitê - Cada uma das quatro áreas será trabalhada por um subcomitê específico, formado por integrantes do Mapa. Os subcomitês devem ser instalados até 15 de junho e até 60 dias depois devem ocorrer reuniões de avaliação com o Comitê Técnico para verificar os avanços de cada uma das áreas. A escolha dessas quatro áreas, segundo o ministério, foi feita a partir da “maturidade e disposição” desses setores em avançar em direção ao autocontrole. Atualmente, a fiscalização do ministério acompanha o fluxo produtivo até o final e, com o autocontrole, esta tarefa será compartilhada com o setor privado. Os avanços nos modelos de autocontrole seguem a tendência crescente do uso de sistemas voluntários de certificação de qualidade e muitos países da União Europeia também já criaram normatizações sobre isso.

Implantação - A ministra garantiu, no entanto, que as mudanças serão implantadas “sem pressa e com muito cuidado. O ministério só vai implantar alguma coisa quando tiver certeza, confiança, de que temos todas as condições de dar suporte aos nossos fiscais para cumprir todas as etapas pelas quais o Mapa será responsável. E a iniciativa privada também, as mais diversas cadeias têm de estar preparadas para cumprir o que o autocontrole determina a cada um. Senão, não vai funcionar. Temos de ter muita responsabilidade, porque estamos mexendo com a segurança alimentar dos consumidores de nosso país e dos mais de 160 países que importam produtos do Brasil.”

Críticas - As críticas ao autocontrole, especialmente nos frigoríficos, feitas por entidades como a Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB) e o Procon-SP vieram justamente pelo risco de o país comprometer contratos já firmados de exportação, já que os países importadores mantém regras rígidas sobre os certificados fitossanitários com o Brasil. Passar algumas atividades de fiscalização, hoje nas mãos do governo federal, poderia acarretar na suspensão de importações, prejudicando setores importantes do agronegócio brasileiro, segundo os críticos. O próprio ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi fez menção ao risco para as exportações, além de que algumas medidas para alterar a forma de fiscalização exigiria, como nos EUA, teriam que passar pelo Congresso.

Programa-piloto - Nos EUA, espera-se que o programa-piloto de inspeção de frigoríficos de suínos se expanda neste verão, depois que o USDA aprovar novas regras. Determinadas plantas frigoríficas teriam a opção de usar o novo sistema de inspeção. Trinta e cinco usinas planejam se juntar às cinco usinas de teste usando o novo programa – juntas, elas produziriam 90% da carne suína consumida nos Estados Unidos. O número de inspetores federais nas linhas de abate de suínos nas plantas novas do programa será reduzido de 365 para 218, um corte de 40%, de acordo com uma análise do USDA. O número total de inspetores nessas plantas fabris cairá de 400 para 288, um declínio de 28%, segundo dados fornecidos pelo Departamento de Agricultura.

Velocidade de abate - As novas regras permitirão que a velocidade de abate seja executada tão rápido quanto o frigorífico desejar. O limite hoje de velocidade da linha de produção é de 1.106 suínos por hora, ou 18 por minuto. Os registros mostram que não houve sérios problemas de saúde pública ou surtos de contaminação de carne ligados às plantas de teste. Críticos, no entanto, dizem que essas plantas teste têm mais problemas de segurança alimentar do que as plantas tradicionais. O USDA contesta isso. Uma meia dúzia de grupos de segurança alimentar, junto com o sindicato de inspetores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, disseram estar preocupados com o fato de que o aumento na velocidade das linhas e reduções nas equipes federais causará o consumo de carne inadequada. Eles também citam um conflito de interesse inerente entre os funcionários da fábrica, já que eles trabalham para produtores de carne suína e não para a população.

Treinamento - O treinamento desses trabalhadores, dizem, também é feito inteiramente a critério dos proprietários das usinas. Autoridades do USDA afirma que estão modernizando o processo de inspeção e que o novo sistema não violará as leis e regulamentações existentes. Segundo eles, o departamento tem autoridade para mudar a forma como as inspeções federais são realizadas, desde que seja feita uma inspeção de carcaça em todos os suínos apresentados pelo frigorífico como aptos para o consumo humano. "Nas regras propostas, estamos apenas dando aos funcionários da fábrica a oportunidade de executar mais completamente seu plano (de segurança alimentar) antes de fazermos a verificação final de que o produto é seguro", afirmou Phil Bronstein, administrador assistente do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), ligado ao USDA.

Nomenclaturas - Para tentar diferenciar os “tipos” de inspetores dentro das plantas frigoríficas de teste, os fiscais do USDA usam o termo inspetor e se referem às suas contrapartes que são funcionárias da empresa com inspetor TS (algo como apoio e triagem). Por exemplo, em uma citação de 2013 para uma violação de segurança alimentar, um inspetor da USDA disse que um suíno doente havia "passado a todos os três inspetores da “TS" sem que eles vissem o problema e a carcaça tivesse que ser condenada.

Anúncios - Nos anúncios de emprego, os proprietários dos frigoríficos chamam alguns inspetores de funcionários ou usam a palavra “inspetor” nas descrições de trabalho. Em um recente estudo publicado pela JBS, o termo "inspetor de controle de qualidade" foi usado no título, dizendo que as tarefas do profissional incluem a realização de "várias funções de controle de qualidade, incluindo, mas não limitadas a inspeção de linha, auditorias". A JBS não respondeu a vários pedidos de entrevista do The Washington Post. (Gazeta do Povo)

 


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