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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4585 | 28 de Maio de 2019

NOVA PREVIDÊNCIA: Secretário detalha proposta e diz que sistema atual é insustentável

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, que altera as regras da Previdência Social, foi tema de um fórum em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (27/05). Promovido pelo G7 – grupo das principais entidades representativas do setor produtivo do Paraná: Associação Comercial do Paraná, Faciap, Sistema Faep, Fecomércio, Fetranspar, Sistema Fiep e Sistema Ocepar -, e realizado no auditório do Sistema Ocepar, o fórum trouxe à capital do estado o secretário da Previdência Social do Ministério da Economia, Leonardo Rolim.

Impasse - “A questão da previdência é um impasse. O Brasil tem uma das maiores redes de proteção previdenciária do mundo, e que propiciou muitos benefícios aos brasileiros ao longo dos anos. Mas seu dimensionamento ultrapassou os limites. Por isso temos a convicção de que é necessário fazer uma reforma. Mas sabemos que isso não tão é simples assim, por este motivo a promoção desse fórum para que tenhamos a informação exata do tamanho do problema e das intenções do governo federal”, disse o presidente do Sistema Ocepar e coordenador do G7, José Roberto Ricken, na abertura do evento.

Apoiadores - Segundo Ricken, a iniciativa de reunir o setor produtivo para detalhar a nova reforma, teve o apoio dos deputados federais, Sérgio Souza, Aline Sleutjes e Luiz Nishimori. Também participaram desse fórum, o secretário da Administração e Previdência do Governo do Estado, Reinhold Stephanes, e os presidentes da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneguette, e da Associação Comercial do Paraná, Gláucio Geara.

Preocupações - Falando em nome dos parlamentares, Sérgio Souza disse que sugeriu a realização desse evento, nos mesmos moldes do que foi feito com as discussões em torno da Reforma Trabalhista, para expor as preocupações do setor produtivo e, ao mesmo tempo, para que a sociedade entenda o tamanho do problema da Previdência Social e a responsabilidade que os parlamentares têm nas mãos, de aprovar ou não as propostas no Congresso Nacional. “O eleitorado, muitas vezes, não entende a extensão das discussões que ocorrem no Parlamento e a complexidade disso. Então, precisamos que a sociedade fique muito a par do assunto e apoie as decisões dos parlamentares que elegeu”, disse.

Discussão - Em sua fala, o secretário da Previdência disse que a demografia brasileira impõe a reforma e falou que o objetivo da proposta é reduzir subsídios e implantar um sistema de capitalização, que seja capaz de sustentar o pagamento dos benefícios para os segurados. Mostrando números e gráficos, disse que a taxa de fecundidade caiu 71,8% entre 1960 e 2018. “As projeções populacionais mostram que os brasileiros estão vivendo mais e isso exige alterações no sistema previdenciário. Em 1980, havia 14 trabalhadores em idade ativa para cada aposentado. Em 2060, serão apenas 2,35 trabalhadores em idade ativa para cada aposentado”, disse.

Déficit - Rolim afirmou que o sistema atual é insustentável, com déficits crescentes. Citou como exemplo a Arrecadação Líquida, Despesa e Resultado em relação ao PIB, dizendo que só no RGPS, nos últimos 20 anos. a despesa com a previdência praticamente dobrou, passando de 4,6% do PIB para 8,6%, enquanto a receita cresceu num patamar menor, passando de 4,6% para 5,7%. Somando os benefícios previdenciários e o BPC (Benefício de Prestação Continuada, pago aos segurados em condição de miserabilidade) chegaremos este ano a 56,4% das despesas primárias e a tendência é só de crescimento”, afirmou o secretário. “Nós ainda temos tempo de fazer uma reforma que não seja tão dura como a de outros países. Já perdemos muito tempo”, disse. Segundo ele, a nova previdência só reduz o déficit, mas não equilibra o sistema previdenciário nacional. “Os brasileiros estão vivendo mais, e a taxa de natalidade está caindo. E isso exige alterações no sistema previdenciário. A nova previdência estanca o problema, mas não resolve. A solução só vira com a capitalização”, concluiu Rolim.

Clique aqui e confira a apresentação do secretário Leonardo Rolim no Fórum de Previdência 

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EVENTO: Fórum vai discutir investimentos em geração de energia

evento 28 05 2019Debater investimentos em geração de energia. Este é o enfoque do fórum que o Sistema Ocepar promove, na quinta-feira (30/05), na sede da entidade, em Curitiba, a partir das 9h30, com a presença de profissionais que atuam nesse segmento nas cooperativas do Paraná. Após a abertura, será realizado um painel sobre projetos de geração de energia, com a participação de representantes das empresas VLB Engenharia e Malucelli Energia. Outras representantes do setor apresentarão projetos de geração de energia hidrelétrica e eólica.

Participação - Os interessados devem confirmar a participação no evento até esta terça-feira (28/05), pelo e-mail jessica.costa@sistemaocepar.coop.br.

 

SANIDADE: Fóruns Regionais debatem suspensão da vacina contra aftosa no Paraná

Neste mês, o governo do Estado já realizou cinco fóruns regionais com o tema “Paraná livre de febre aftosa sem vacinação”, nas cidades de Paranavaí, Cornélio Procópio, Guarapuava, Pato Branco e Cascavel. Além dos produtores e técnicos, estiveram presentes entidades e lideranças do setor agropecuário, estudantes e representantes do poder público.

Objetivo - Os eventos têm o objetivo de comunicar à sociedade, principalmente aos pecuaristas, o que acontece após a suspensão da vacina contra febre aftosa no Paraná. O foco da programação foi a divulgação do processo de retirada da vacinação, bem como explicar as principais mudanças que vão ocorrer com a retirada da vacina. Além disso, foram apresentadas as questões de mercado envolvidas neste processo.

Aval - O aval para parar de vacinar foi dado ao Paraná no último dia 24 de abril, durante a realização da 2ª Reunião do Bloco V do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa. Pelo cronograma original, a autorização seria dada apenas no primeiro trimestre de 2021. A oficialização do novo status deverá ocorrer em setembro, com publicação pelo Ministério da Agricultura do ato normativo de reconhecimento da condição do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2021, deverá ocorrer o reconhecimento desta condição pela Organização Mundial de Saúde. Essa mudança abre novos mercados às carnes produzidas no Estado, principalmente à suína e bovina.

Promoção - Os fóruns regionais são promovidos pelo governo do Estado, com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab); Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sistema Faep/Senar, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Emater e Sistema Ocepar, além de entidades locais que apoiam com recursos físicos, como as Prefeituras Municipais, Sociedades Rurais, Fiep, e Universidades.

Paranavaí e Cornélio Procópio - O primeiro fórum foi realizado em Paranavaí, com a presença de 800 participantes. Em Cornélio Procópio, o evento reuniu mais de 700 pessoas. Na oportunidade, foram esclarecidos à sociedade os benefícios da suspensão da vacinação no Paraná, sanando também as principais dúvidas sobre os procedimentos a serem adotados. No dia seguinte ao evento (16/05), o governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, em coletiva de imprensa concedida em Maringá, reiterou seu posicionamento sobre o fim da vacinação. "Ficar livre da aftosa para o Paraná é um ISO 9000", declarou o governador.

Guarapuava e Pato Branco - Em Guarapuava, o fórum foi realizado na Unicentro, com mais de 650 participantes. Produtores, lideranças do setor agropecuário, técnicos, estudantes e representantes do poder público da região Sudoeste estiveram reunidos em Pato Branco, no auditório da Sociedade Rural. De acordo com os organizadores, cerca de 1.300 pessoas participaram do evento.

Cascavel - Em Cascavel, o evento reuniu importantes lideranças da região oeste do Paraná. No local foi registrada a presença de 800 participantes.

Curitiba - A Capital vai sediar, nesta quarta-feira (29/05), o sexto e último Fórum Regional “Paraná livre de febre aftosa sem vacinação”. Será no Centro de Eventos do Sistema Fiep, no auditório Mário de Mari, das 13h às 16h.

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AGRONEGÓCIO: Entidades se unem para construir agenda única do setor

agronegocio 28 05-2019O setor agropecuário é responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e as cooperativas têm uma participação expressiva nesse total. Com o objetivo de fortalecer ainda mais o segmento, entidades do agro estão unidas na defesa de pautas prioritárias comuns e fundamentais para a sustentabilidade e o crescimento do agronegócio. E a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) está à frente dessa mobilização, junto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Instituto Pensar Agro (IPA).

Primeira reunião - A primeira reunião oficial ocorreu na quinta-feira (23/05), na sede da CNA, em Brasília (DF), com a participação de representantes de 50 dessas entidades. A ideia é potencializar esse movimento e reunir todas as instituições de representação ligadas ao agro, cerca de 100, contemplando toda a cadeira de produtos agropecuários. Para a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Fabíola Nader, a ideia é defender, a partir de um processo de construção conjunta, medidas estruturantes para um planejamento de médio e longo prazos principalmente.

Força e representatividade - “Um setor legítimo e organizado ganha, naturalmente, força e representatividade. No cooperativismo, nós vivenciamos isso claramente. A nossa Agenda Institucional é um exemplo. Nela, nós reunimos as principais pautas de interesse das cooperativas brasileiras e nos posicionamos fortemente na defesa de todas elas. E queremos fazer o mesmo agora, com todo o setor agropecuário, afinal um movimento que se organiza nessa maneira sabe muito bem aonde quer chegar”, destacou Fabíola, que participou desse primeiro encontro representando o Sistema OCB juntamente com o analista de Relações Institucionais Eduardo Queiroz.

Pautas propositivas - As discussões sobre a desburocratização do processo de licenciamento ambiental e do registro de defensivos agrícolas – prezando pela transparência, celeridade e segurança jurídica –, devem constar entre as pautas propositivas e consensuais do setor. Da mesma forma, devem fazer parte questões de logística e de infraestrutura, que impactam diretamente as atividades do segmento e aparecem como fatores de dificuldade para um desempenho ainda maior do agronegócio brasileiro.

Questionário - Dando sequência à mobilização, o comitê organizador enviará a todas as entidades do agro um questionário para o levantamento oficial de demandas, o qual servirá de base para a construção de uma agenda comum e prioritária do setor. (Informe OCB)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI I: Semana Enef impacta mais de 19 mil pessoas em sua área de abrangência

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP superou as expectativas projetadas para a Semana Nacional da Educação Financeira (Enef) – iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) e do Banco Central do Brasil, apoiada pelo Sistema Sicredi. Com 427 ações, a instituição financeira cooperativa atingiu 19.023 pessoas em diversos municípios da sua área de abrangência, que contempla parte do Oeste, Centro-Oeste e Noroeste do Paraná, além da capital e da região do ABCD do estado de São Paulo.

Multiplicadores - Para cumprir a programação, a Sicredi Vale do Piquiri contou com a participação de 180 multiplicadores voluntários, por meio do projeto “Cooperação na Ponta do Lápis”. Entre as ações estavam palestras, cursos, oficinas, materiais educativos, dicas, testes financeiros, entre outros conteúdos.

Gratificante - Para Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, é sempre muito gratificante poder contribuir e ajudar de alguma forma as regiões onde a Cooperativa atua. “Levar informações sobre educação financeira, é cumprir com o nosso papel de promotores do desenvolvimento e da melhor qualidade de vida das comunidades onde estamos presentes. Registro também minha consideração e gratidão a todos os colaboradores voluntários da Vale do Piquiri pelo excelente trabalho desempenhado em prol da educação financeira”, complementa.

Animado - O colaborador voluntário Vinicius Scalco, da agência de Pérola (PR), ficou animado com a oficina gratuita realizada nas escolas e nas fábricas têxteis do município, que representam uma das principais atividades econômicas. “Ao nos capacitarmos para o Projeto, percebemos a necessidade de tratar sobre educação financeira neste importante segmento da nossa economia local. Diante da boa aceitação, daremos continuidade a esse trabalho para levar mais conhecimento à comunidade”, complementa.

Continuidade - A relevância do tema e os bons resultados registrados na área de abrangência da Sicredi Vale do Piquiri serviram como motivo à continuidade das ações em todas as regionais. Assim, a programação deve seguir durante o ano com o objetivo de conscientizar o maior número de pessoas possíveis sobre a importância de economizar e controlar o orçamento para obter saúde financeira e alcançar metas.

Revistas em quadrinhos - Outro projeto em andamento, realizado pela Central Sicredi PR/SP/RJ, é a série especial de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica, desenvolvida em conjunto com a Mauricio de Sousa Produções. Em junho, o material estará disponível nas agências da Cooperativa e mostrará ao público infantil a importância de poupar e planejar o orçamento. Ao todo, serão seis edições, cada uma com um foco diferente em finanças. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI II: Cooperativa participa do 2º Summit Jovem

sicredi vale piquiri II 28 05 2019Um mundo sem barreiras, sem preconceito, sem divisão. Esse é o sonho das pessoas que participaram do 2º Summit dos Comitês Jovem do Sicredi, nos dias 21 e 22 de maio, em Curitiba. O evento promoveu um profundo debate sobre o desafio das instituições financeiras cooperativas no processo de inclusão dos jovens em todo o mundo.

Temas - Diversos profissionais internacionais participaram e discutiram temas relacionados ao cooperativismo, à coletividade, à diversidade e interagiram com centenas de jovens que compõem os comitês organizados pelas cooperativas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, com o objetivo de fomentar a participação e o engajamento das jovens lideranças para que o modelo cooperativista siga crescendo e ganhando mais alcance no futuro.

Destaque - Sobre a programação, um dos destaques foi a presença do Presidente do WOCCU - World Council of Credit Unions (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito) Steve Stapp, que falou sobre os projetos de inclusão e diversidade das cooperativas em nível global, do diretor operacional "do WOCCU, Paul Treinen, e de Gisele Gomes, que atua na formação de jovens e de mulheres líderes junto ao WOCCU.

Participação - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP participou do encontro e esteve representada por seu presidente, Jaime Basso, pela gerente e pelo assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo, Cláudia Regina Bonatti e Adriano Gil Fernandes, e por três membros do Comitê Jovem da Cooperativa, Gabriela Vieira, Camila Angst e Vinícius Mattia.

Importante - Para o jovem Vinícius Mattia, de Santa Rita D’Oeste, a iniciativa do Sicredi de realizar o Summit Jovem é muito importante, pois estimula novos líderes a serem protagonistas de sua realidade. "Foi uma experiência enriquecedora e que fará a diferença em meu dia a dia com a comunidade.", finalizou.

Perenidade - “Ter os jovens próximos da cooperativa é importante para a perenidade do empreendimento e para a continuidade do nosso modelo de negócios. Nós estamos olhando para eles, estamos preparados e com muita vontade de apoiá-los nos seus projetos, nos seus sonhos e nas suas iniciativas", destacou Jaime Basso, Presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Em Maringá, oficina ensina captação de recursos para terceiro setor

sicredi uniao 28 052019A partir desta terça-feira (28/05), mais de 30 representantes de ONGs e de entidades de assistência social de Maringá participam da oficina ‘Elaboração de projetos e captação de recursos’, ministrada pelo gerente da RFalcão Consultoria e Planejamento, Ricardo Falcão. A capacitação segue até sexta-feira (31/05), com 8 horas diárias, e será realizada no auditório da Sicredi União PR/SP, localizado no complexo da Cocamar.

Projeto - A ação faz parte do projeto Capacita OSC, organizado pela Associação Maringaense de Organizações da Sociedade Civil (AMOSC), Instituto AOCP, Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Maringá (SASC), e pelo curso de Gestão Pública da Unicesumar, com o apoio da Sicredi União PR/SP. O propósito é fortalecer, profissionalizar e consolidar as organizações assistenciais.

Vivência - Por isso, a oficina propõe aos participantes a vivência das diversas fases da elaboração de um projeto, desde a concepção da ideia até a avaliação final, além de ensinar de forma pragmática como captar recursos. Para isso, a metodologia alterna a exposição de conteúdo com exercícios de simulação, jogos e role-playing.

Formação - Falcão é economista e consultor internacional com mais de 50 anos de experiência em planejamento estratégico, gerenciamento, elaboração, avaliação de projetos, captação de recursos e financiamento. Ao longo desse tempo já atendeu a iniciativa privada, a Organização das Nações Unidas (ONU), o Governo Americano e organizações da sociedade civil. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB OURO VERDE: Novas unidades serão inauguradas no Amapá

O Sicoob Ouro Verde inaugura dois novos Pontos de Atendimentos (PAs – agências) no Amapá (AP), nos próximos dias 29 e 30 de maio. As novas unidades serão nas cidades de Santana (29/05) e na capital Macapá (30/05), no bairro Zona Norte.

Presença - O Sicoob Ouro Verde está no Amapá há oito anos e já tem na capital do Estado dois Pontos de Atendimento. Com a inauguração dos dois novos, em Santana e Macapá, somam quatro unidades. “Até o final do ano temos a previsão de inaugurarmos mais uma unidade em Macapá”, diz Carmen Paiva, gerente administrativa da cooperativa de crédito.

Serviços - “Em nossos Pontos de Atendimento ofertamos todos os serviços, além da nossa Agência Digital, que funciona em um carro Van, e circula a região de Macapá e cidades vizinhas. Teremos uma equipe de 35 colaboradores, nas quatro unidades, formada e qualificada para prestar o melhor atendimento e realização de negócios. O desenvolvimento regional é grande, temos 3.500 contas e o processo de expansão está bem rápido”, complementa Carmen Paiva.

Oportunidade de negócios - O gerente de mercado do Sicoob Ouro Verde, Eduardo Festi diz que a abertura de unidades da cooperativa de crédito no Amapá é uma oportunidade de negócios “já que é um dos estados que tem mais promessa de crescimento”. E reforça, “é uma região produtora, com um universo de oportunidades na agricultura – 600 mil hectares de soja. Um estado em desenvolvimento, em expansão e queremos ser parceiros neste desenvolvimento sustentável”.

Expectativa - O gerente coloca ainda que a expectativa da comunidade em relação ao Sicoob é grande. A entrada de uma cooperativa de crédito no estado foi novidade e houve um movimento favorável da comunidade, além de um envolvimento de entidades, instituições, associações e empresários.

A cooperativa - O Sicoob Ouro Verde, que tem sede em Londrina (PR), registrou em 2018 um crescimento de 23% nos resultados - 16 milhões de reais - que será compartilhado com os cooperados, além de um aumento superior a 30% no patrimônio líquido e um crescimento de 18% nas operações de crédito.

Oscilações econômicas - O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Ouro Verde, Rafael de Giovani Netto explica que mesmo em um ano de oscilações na economia e na política nacional, o Sicoob Ouro Verde atingiu as metas. Ele fala sobre o plano de expansão da cooperativa para os próximos anos, com a inauguração de três novas agências no Amapá e pelo menos 17 no Estado de São Paulo, que marcará a chegada da cooperativa na capital e no interior paulista.

Números positivos - “Os nossos números positivos e a expansão da singular demonstram a confiança dos cooperados, resultado também do nosso trabalho com as comunidades ao aplicarmos nas localidades os resultados financeiros. Ao recebermos o convite da Central Sicoob Unicoob para assumirmos o Estado do Amapá, por sermos a segunda maior cooperativa Sicoob do estado, fizemos uma visita e gostamos muito do que vimos”, conta o presidente.

Central - “A Central Unicoob já estava no Pará, bem perto. E ainda que distante do Paraná, a pujança do Amapá, a não existência de cooperativas de crédito, o crescimento industrial e comercial de Macapá foi um grande incentivo para também contribuirmos com a região e o estado oferecendo um serviço diferente do padrão”, explica o presidente, Rafael de Giovani Netto.

Números - O Sicoob Ouro Verde possui hoje mais de 38.000 cooperados, 380 colaboradores alocados nos 30 Pontos de Atendimento (PAs). (Imprensa Sicoob Ouro Verde)

SERVIÇO

Inauguração Pontos de Atendimento da Cooperativa de Crédito Sicoob Ouro Verde

Dia: 29/05

Hora: 9h

Local: Rua Pedro Salvador Diniz, 372

           Santana (AP)

Dia: 30/05

Hora: 9h

Local: Rua Emílio Médici, 246 – Zona Norte

           Macapá (AP)

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SICOOB NOROESTE DO PR: Colaboradores recebem treinamento sobre produtos e serviços

sicoob noroeste pr 28 05 2019Cerca de 40 colaboradores do Sicoob Noroeste do Paraná receberam a equipe de Produtos e Serviços da Central para um treinamento sobre ferramentas de gestão, realizado nos dias 15 e 16 de maio, na Unidade Administrativa da cooperativa, em Paranavaí.

Agenda Negocial - Na ocasião, os analistas de Produtos e Serviços, Adilson Domingos da Silva e Vinicius Roque Sardoneli, falaram sobre a Agenda Negocial, uma ferramenta que reúne diversos serviços no mesmo ambiente, visando proporcionar maior assertividade na oferta de produtos e serviços, fidelização do cooperado e gestão de demandas e atendimento para os gerentes e atendentes.

Orçamento - Além da ferramenta, os colaboradores também falaram sobre o Orçamento de Negócios, VAI, Sicoob Negócios, SisBr Analítico e Olímpiada Sicoob Unicoob 2019.

Aperfeiçoamento profissional - Para a especialista em Produtos e Serviços do Sicoob Noroeste do Paraná, Vanessa Barbosa, o treinamento mostrou-se essencial para o aperfeiçoamento profissional. “Com essas novas ferramentas apresentadas, as informações dos cooperados ficam mais acessíveis, agilizando assim o nosso trabalho e aumentando a produtividade", afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

UNIMED PONTA GROSSA: Enfermagem do HGU é destaque em premiação do Coren

Na noite de 21 de maio, em Curitiba, o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren) promoveu mais uma edição do Coren Premia, evento criado para homenagear, destacar e reconhecer o trabalho de profissionais da enfermagem em todo o estado.

Serviços relevantes - O prêmio contempla os profissionais que tenham prestado serviços relevantes ou contribuído de forma significativa para o reconhecimento, visibilidade e consolidação da enfermagem no Paraná.

Unimed Ponta Grossa - A gerente de enfermagem do Hospital Geral Unimed (HGU), da Unimed Ponta Grossa, Luciane Aparecida Zanetti, foi uma das vencedoras na categoria Destaque, cm o trabalho intitulado Estabelecimento de estruturas de indicadores de gestão para desenvolvimento dos gestores. “O objetivo do trabalho foi desenvolver os enfermeiros coordenadores do hospital nas competências de gestão assistencial e empoderá-los como ‘donos’ dos setores”, explicou Luciane.

Trabalhos inscritos - Foram 79 trabalhos inscritos por profissionais de todo o Paraná. Destes, 18 de Ponta Grossa, sendo que 14 foram inscritos pelo HGU. Os critérios de julgamento foram a aplicabilidade da ação; inovação; criatividade; cooperação; comprometimento ético da ação e impacto e/ou resultado da ação.

Representatividade - “É legal saber que Ponta Grossa demonstrou representatividade neste evento. Ter uma premiação que enaltece o desenvolvimento enquanto profissional, é realmente gratificante, pois nos motiva a continuar a missão e desenvolver cada vez mais atividades e melhorias que fortaleçam a assistência ao paciente. É um orgulho poder representar a enfermagem do Hospital Unimed”, finaliza a gerente de enfermagem do hospital. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

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SOJA: Produtividade dobrou nos últimos 50 anos, diz estudo

soja I 28 05 2019Um estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) revelou que a produtividade média brasileira de soja mais que dobrou nos últimos 50 anos. O estudo foi desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Fitotecnia, da Esalq/USP, sob orientação do professor Klaus Reichardt.

Fatores - “É estratégico compreender os fatores que contribuíram para esse aumento, pois a cultura ainda tem potencial de mais que dobrar os patamares médios atuais de produtividade”, comenta o engenheiro agrônomo Renan Caldas Umburanas, autor de um estudo que revela como as cultivares brasileiras de soja foram modificadas para o aumento da produtividade ao longo desse período.

Novas práticas e tecnologias - De acordo com o autor, ao longo do tempo, novas práticas agrícolas e tecnologias foram desenvolvidas, bem como novos cultivares foram disponibilizados aos agricultores. “Entretanto, ainda há pouca informação sobre qual a contribuição relativa desses fatores para tal aumento da produtividade”, revela Renan. Para mapear o contexto, o trabalho avaliou as mudanças morfofisiológicas ocorridas em uma série histórica de cultivares brasileiros de soja, e a relação dessas mudanças com o aumento da produtividade nas últimas cinco décadas. “Os cultivares foram avaliados a campo e também em casa de vegetação. Foram caraterizados atributos radiculares, bioquímicos, fisiológicos e componentes de produtividade”, conta o autor do trabalho.

Cultivares - De acordo com o pesquisador, entre os resultados obtidos, destaca-se que os cultivares modernos são mais resistentes ao acamamento, o que permitiu maior estabelecimento de plantas por área, maior interceptação de luz durante a granação, e por consequência maior produção de sementes por área, que foi o principal componente relacionado ao aumento da produtividade.

Financiamento - O trabalho contou com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O pesquisador desenvolveu parte da pesquisa na Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro) e também na University of Illinois at Urbana-Champaign. A Embrapa Soja colaborou com este trabalho através da doação de sementes. (Agrolink)

 

INFRAESTRUTURA: Porto de Paranaguá faz o maior embarque de granel da história

infraestrutura 28 05 2019O Porto de Paranaguá vai movimentar nesta semana a maior quantidade de grãos para exportação da história. O navio chinês Lan Hua Hai chegou nesta segunda-feira (27/05) no porto paranaense e vai receber 90 mil toneladas de farelo de soja – o equivalente a cerca de 2,5 mil carretas carregadas. A previsão é que a operação dure quatro dias.

Maior navio - Com 254 metros de comprimento e 43 metros de boca (largura), este é o maior navio graneleiro já recebido no Corredor de Exportação, com tamanho superior a dois campos de futebol como o do Estádio do Maracanã.

Tamanho médio - Em média, os navios que chegam para carregar granéis sólidos medem entre 199 e 229 metros de comprimento. Esses, em geral, recebem pouco mais de 60 mil toneladas de carga (soja, milho ou farelo) por escala.

Escolha - “A escolha de Paranaguá para uma movimentação deste porte comprova que temos capacidade e agilidade de escoamento. Não se trata apenas de receber o navio e ter estrutura de cais, mas também toda a parte de armazéns, esteiras de transporte, chegada organizada dos caminhões e qualidade na classificação dos produtos”, destaca o presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Modelo - A opção pelos Portos do Paraná leva em conta, também, o modelo do Corredor de Exportação. O sistema em pool, único no Brasil, permite que um mesmo navio receba mercadorias de diferentes produtores. A carga que vai encher os sete porões do Lan Hua Hai sairá de quatro terminais: Cotriguaçu, Coamo, Cargill e do Silo Público.

Destino - O farelo brasileiro terá como destino a Holanda e foi comprado de empresas e cooperativas de produtores como a Cargill, ADM, Coamo, Cocamar, Agrária e Comigo.

Prioridade - Para o gerente da Cargill em Paranaguá, André Maragliano, as atuais regras de atracação do Porto de Paranaguá, principalmente para o farelo, fazem com que os exportadores consigam prioridade na atracação, e essa seria uma das vantagens de escolher o terminal paranaense para esta operação.

Tempo de espera menor - “A prioridade de atracação no Corredor de Exportação para esse tipo de navio, esse regramento, diminuiu muito o tempo de espera em porto, esse é um grande atrativo. Além disso, os investimentos feitos nos últimos anos, principalmente com a dragagem dos berços e novos shiploaders, também dão conforto ao cliente e segurança em trazer uma operação desse porte para Paranaguá”, afirma Maragliano.

Volume - De acordo com o diretor de operações, Luiz Teixeira, o Lan Hua Hai vai movimentar 50% mais que o volume embarcado normalmente nos três berços exclusivos para grãos do Corredor de Exportação. “Temos equipamentos eficientes que permitem alcançar toda a dimensão dos porões, dispensando o uso de equipamentos a bordo, que atrasariam ou inviabilizariam o carregamento”, conta.

Carregadores - No corredor são seis shiploaders (carregadores de navio) com capacidade nominal de 1,5 mil toneladas/hora. O complexo conta ainda com um terminal público – com um silo vertical (100 mil toneladas) e quatro horizontais (com capacidade total de 60 mil toneladas) – e oito terminais, entre privados e arrendados, interligados, com capacidade global de 1,025 milhão de toneladas.

Vantagens - Segundo o chefe da Divisão de Silo dos Portos do Paraná, Gilmar Francener, navios com grande capacidade de carga permitem um ganho operacional. Um navio de 90 mil toneladas substitui a atracação de dois navios menores e, com isso, o embarque é feito em menor tempo.

Preço do frete - “A diminuição dos tempos operacionais, com redução das manobras de entrada e saída, reflete no preço do frete. Menores custos significam maior competitividade e tornam o negócio mais vantajoso. Além disso, o mercado tem confiança na qualidade da carga embarcada”, explica Francener.

Anteriores - Os maiores carregamentos de grãos para exportação, até agora, haviam sido dos navios Nord Cetus, em outubro de 2013, e Jubilant Devotion, em março de 2018, que carregaram 84,7 mil toneladas cada. Ambos têm 245 metros e carregaram farelo de soja no Porto de Paranaguá. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Europa quer mecanismo que barra importação agrícola

comercio exterior I 28 05-2019A União Europeia (UE) mantém demanda para incluir o princípio de precaução no acordo de livre-comércio com Mercosul, pelo qual teria mais margem para barrar importações agrícolas, conforme o Valor apurou.

Barganhas finais - Esse tema se torna mais importante com a proximidade das barganhas finais entre os dois blocos. Pelo princípio de precaução, a UE pode bloquear importações sem base científica. Bastaria a suposição quanto a questões envolvendo qualidade ou procedimentos. O ônus da prova passa a ser do país exportador, para comprovar que seus produtos não têm risco, diz uma fonte agrícola.

Drawback - Recentemente, a UE quis fazer uma barganha. Aceitaria o regime aduaneiro especial de drawback (importação de insumos com isenção de tarifa para produzir bens de exportação), defendido pelo Brasil, desde que o Mercosul aceitasse o princípio de precaução. Cerca de 25% das exportações brasileiras usam o drawback.

Precedentes - A Europa demanda dois precedentes. Primeiro, em suas negociações comerciais com outros mercados emergentes sempre aceitou o drawback. E segundo, nunca conseguiu nos mesmos acordos introduzir o princípio de precaução.

Adoção unilateral - Fontes do setor privado notam, em todo caso, que a UE já adota unilateralmente o princípio de precaução à revelia da Organização Mundial do Comércio (OMC), quando suspeita de riscos sanitários em importações. E corre o risco de ser denunciado aos juízes da entidade se o país exportador tomar essa decisão.

Canadá e Japão - Nas negociações com o Canadá e com o Japão, os europeus incluíram o direito de atualizar sua legislação, uma forma de contornar diplomaticamente a questão.

Cultura política - Ao Valor o secretário-geral da poderosa central agrícola Copa-Cogeca, Pekka Pesonem, declarou que "o princípio de precaução é parte integrante da cultura política europeia e dos processos de tomada de decisão. Apoiamos essa abordagem desde que não seja desviada de seu princípio básico ou usada para criar distorções".

Eleições - Para certos analistas, questões ambientais, climáticas e de segurança dos alimentos tomarão maior dimensão com o resultado das eleições para o Parlamento Europeu encerradas no fim de semana. Os partidos tradicionais (conservadores e a social-democracia) perderam a maioria que tinham tradicionalmente, e as forças centristas e ecologistas, grandes vencedores das eleições, se tornaram incontornáveis e "kingmakers".

Opinião contrária - No entanto, para o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, a nova configuração no Parlamento Europeu "não cria maiores atalhos, tampouco desvios para o acordo UE-Mercosul, se esse for o resultado das próximas semanas de negociações".

Sinalização - Troyjo, que se encontra em Paris para um evento na Câmara de Comércio Internacional, sinalizou, em relação à barganha final, que "estamos predispostos a trabalhar pela superação de todos os problemas, resguardando os interesses de produtores do Mercosul".

Apelo forte- Nos maiores dos países europeus, como a Alemanha e França, a agenda verde mostrou ter um apelo muito forte, sobretudo nos segmentos mais jovens, mas não apenas. Quer dizer que a questão da sustentabilidade da agricultura se torna ainda mais importante politicamente.

França - O governo francês, um dos derrotados na eleição de domingo, voltou a condicionar um acordo da Europa com o Mercosul à inclusão de um "mecanismo de proteção" para os produtores de carne bovina do velho continente e que garanta o combate ao desmatamento da Amazônia.

Desmatamento - "Sabemos que há desmatamento, e tudo isso não pode ser colocado de lado, é preciso colocar na mesa [de negociações]", disse o ministro francês de Comércio, Jean-Baptiste Lemoyne.

Questionamento - A Copa-Cogeca indagou em comunicado: "Como pode a Comissão Europeia justificar para os agricultores e cidadãos da UE que planeja importar mais produtos agrícolas do Brasil poucos meses depois de o governo Bolsonaro ter autorizado mais de 150 novos pesticidas, enquanto a mesma Comissão propõe exatamente a estratégia oposta para os produtores europeus?".

Modelos de produção - Para a central agrícola, no Brasil os modelos de produção estão sujeitos a padrões ambientais, sanitários e fitossanitários "bem abaixo daqueles em vigor na Europa". E reclama do perigo de produtores europeus terem de enfrentar "maciças importações de carne bovina, açúcar, carne de frango, etanol, arroz, suco de laranja e outros produtos desses países". (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Por acordo com UE, Mercosul acena com flexibilização da área automotiva

Os países do Mercosul aceitaram regras de origem mais flexíveis, como forma de agilizar um acordo de livre-comércio com a União Europeia. Além disso, o Brasil sinalizou que aceitaria reduzir de 15 para 10 anos o prazo de eliminação total de tarifas para importação de automóveis e bens do setor automotivo europeu, segundo fontes envolvidas no debate.

Mudança generalizada - O governo de Jair Bolsonaro fez mudança generalizada nas posições brasileiras na negociação, incluindo acesso ao mercado, regras de origem e cabotagem, segundo essas fontes. A postura mais agressiva a favor do processo de liberalização comercial começou em março, quando ocorreu a primeira rodada negociadora entre Mercosul e UE depois da posse de Bolsonaro. Depois, houve outra reunião em maio.

Percentual mínimo - No caso das regras de origem, a discussão é sobre o percentual mínimo de peças e insumos usados na produção industrial para que possam ser considerados bens "locais". Isso tem sido uma das principais divergências entre os dois blocos na reta final de discussões para um acordo.

Conteúdo regional - Na maioria dos setores no Brasil, como o próprio automotivo e o de máquinas, esse conteúdo regional tem que ser de pelo menos 60% - regional, e não nacional, porque inclui peças e insumos de todos os sócios do Mercosul.

Incorporação - A UE trabalha com percentuais menores. Até porque, como tem muitos tratados de livre-comércio em vigência, há grande incorporação de componentes de todo mundo em seus processos fabris. Em alguns acordos, comenta uma fonte brasileira, a regra de origem é de cerca de 40% para a maioria dos setores.

Medo - Eis justamente o medo do Brasil, até o fim do governo Michel Temer, e que teria mudado nos últimos meses: ao comprar um produto "Made in Europe" com tarifa zero, graças ao acordo UE-Mercosul, estaria trazendo para o mercado brasileiro um produto cheio de componentes de outros países.

Resistência - Não há vedação nenhuma a importações de bens com peças e insumos chineses, japoneses, australianos. Mas eles não estariam aptos a gozar de tarifa zero sem ser "transformados" em produto europeu. Esse é o sentido da regra de origem e razão da resistência de governos anteriores em ceder. Agora, a posição brasileira ficou menos rigorosa, e os europeus se animaram com isso.

Sinalização - Além disso, o Brasil sinalizou que aceitaria acelerar a abertura do mercado para veículos e autopeças europeus. A oferta de diminuir de 15 para 10 anos o prazo de eliminação total de tarifas de importação não foi oficializada, mas houve um aceno bastante explícito aos europeus, na expectativa de que eles possam fazer novas concessões ao bloco sul-americano - principalmente nas cotas para produtos agrícolas. Hoje os carros importados pagam 35% de alíquota para entrar no Mercosul.

Prazo de carência - Segundo fonte, o Brasil teria abandonado a ideia de prazo de carência de cinco anos para o Mercosul começar a efetiva redução tarifária, liberalizando portanto desde a entrada em vigor do acordo. Essa carência era considerada o tempo necessário para o setor automotivo do bloco amortizar investimentos.

Preocupação - Nos bastidores, dirigentes da indústria automobilística mostram-se preocupados. "Reduzir o período de desgravação para oito a dez anos não seria problemático se pudéssemos contar com uma agenda de competitividade que funcionasse; mas nem isso conseguimos saber", afirma uma fonte. Para essa fonte, "não contar com salvaguardas num momento delicado na economia brasileira é um altíssimo risco".

Plano - O governo também sinalizou ao setor industrial plano de reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC) para veículos, que poderia ser feita de forma geométrica em quatro anos. O Brasil é provavelmente o único emergente com alíquota de importação de 35% sobre carros. A ideia é reduzir a alíquota para a média do que é aplicado em países com desenvolvimento semelhante.

Transporte marítimo - Outro aceno importante para a UE é de que pode desaparecer a restrição para operações de transporte marítimo nas rotas Brasil-Uruguai e Brasil-Argentina. Hoje essas rotas só podem ser feitas por navios de bandeira nacional, e há interesse das empresas europeias de navegação em disputar o mercado. (Valor Econômico)

MAPA: Ministério lança 15ª campanha em favor de alimentos orgânicos

agricultura 28 05 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou nesta segunda-feira (27/05) a 15ª edição da campanha com o propósito de informar o consumidor como reconhecer o produto orgânico em feiras e supermercados.

Selo - Conforme legislação, os alimentos orgânicos, vendidos em embalagem ou mesmo a granel, devem apresentar o selo ou sinalização de “Produto Orgânico Brasil”, que identifica a certificação do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (SisOrg).

Industrializados - Os alimentos industrializados só recebem o selo do SisOrg se tiverem mais de 95% de ingredientes de origem orgânica. O produto que tiver mais de 70% e menos de 95% de ingredientes orgânicos, pode ser identificado como “produto com ingredientes orgânicos”.

Atestado - A presença do selo atesta que durante cultivo e produção do alimento, de origem vegetal ou animal, processados ou não, não houve uso de insumos químicos, transgênicos e tóxicos. O fornecedor pode ser identificado pelo Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos.

Qualidade da nutrição - “Somos mães, somos avós, e por mais que tenhamos conquistados novas tarefas profissionais, nós mulheres nunca deixamos de nos preocupar com a qualidade da nutrição das nossas famílias”, disse a ministra que, na Marcha dos Prefeitos, no mês passado, incentivou administrações municipais a comprarem alimentos orgânicos para o preparado da merenda escolar e das refeições hospitalares.

Cadastro - Segundo a ministra, o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos registra a existência de 19 mil produtores orgânicos no Brasil. O número de produtores cresce a uma taxa entre 10% e 15% ao ano.

Chile - Na solenidade, Tereza Cristina anunciou a possibilidade do Chile importar produtos orgânicos brasileiros, porque reconhecem a certificação feita no Brasil, e assinalou que o Japão demonstra interesse em comprar frutas orgânicas do Brasil. A ministra voltou de viagem recente a países do Oriente, entre eles o Japão, para promover exportações brasileiras.

Demanda dos produtores - O presidente da Câmara de Agroecologia e Produção Orgânica do Distrito Federal, Gilsérgio dos Santos Silva, apoia a campanha do ministério e entregou documento à ministra pedindo o aumento da fiscalização e ajuda na criação de linhas de financiamento para agricultura orgânica, não prevista no crédito para agricultura familiar.

Pesquisa - De acordo com Silva, o aumento de produção de alimentos orgânicos depende de mais pesquisa agrícola, do fornecimento de biodefensivos, da disponibilidade de sementes especiais e do incentivo da produção de maquinário adequado para a pequena produção.

Decreto - Gilsérgio dos Santos Silva também pediu que o ministério reabra a Comissão Nacional de Produção Orgânica, extinta pelo Decreto Presidencial nº 9.759/2019. “Tinha função de conversar com a sociedade, tratar com as secretarias estaduais e passar as demandas para o Ministério da Agricultura”.

Agricultura convencional - Durante a solenidade, a ministra Tereza Cristina defendeu a qualidade de todos os produtos agropecuários no Brasil e protestou contra críticas à segurança dos alimentos convencionais cultivados no país.

Desserviço - “Considero um desserviço ao país, uma ação lesa-pátria a campanha massiva de desinformação que alguns brasileiros de renome, inclusive com função pública, têm feito na internet contra a qualidade dos nossos alimentos. Eu quero dizer a eles que nossos concorrentes agradecem”, disse.

Novas normas - A ministra informou que governo está elaborando novas normas para aumentar os cuidados com os agricultores que aplicam os defensivos nas lavouras de todo o país. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: PIB per capita terá caminho longo até voltar ao nível pré-crise

economia 28 05 2019O PIB per capita e alguns dos principais componentes da oferta e da demanda, como a indústria e o investimento, deverão levar um longo tempo para voltar ao nível anterior ao da mais recente recessão, dado o tamanho do tombo e o ritmo lento de recuperação da atividade econômica. Se crescer ao ritmo médio alcançado entre 1980 e 2018, de 0,9% ao ano, o PIB per capita retornará ao que era antes da crise apenas no terceiro trimestre de 2028, segundo estimativas dos economistas Marcel Balassiano e Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Recessão cavalar - O Brasil passou por uma recessão cavalar entre o segundo trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2016, seguida por uma recuperação pífia nos dois anos subsequentes, destacam Balassiano e Juliana. O PIB per capita encolheu 0,3% em 2014, 4,4% em 2015 e 4,1% em 2016, aumentando apenas 0,3% em 2017 e 0,3% em 2018.

Acumulado - No acumulado entre o segundo trimestre de 2014 e o quarto trimestre do ano passado, a perda acumulada pelo PIB per capita foi de 8,7%. Se o ritmo de crescimento de 2018, de 0,3%, for mantido, o indicador só volta ao nível prérecessão daqui a mais de 25 anos, apenas no quarto trimestre de 2045, apontam Balassiano e Juliana.

Simulação - No estudo, os dois economistas fazem uma simulação um pouco mais otimista, considerando o crescimento médio do PIB per capita entre 1980 e 2013, excluindo os últimos cinco anos, marcados pela recessão (2014 a 2016) e pela "recuperação lenta e gradual da economia" (2017 e 2018). No intervalo de 1980 a 2013, o PIB per capita cresceu 1,3% ao ano, taxa que, se repetida daqui para frente, levaria o indicador ao nível pré-crise no segundo trimestre de 2024, daqui a cinco anos. O PIB per capita é calculado pela divisão do valor do PIB pela população total, sendo usado com uma medida do nível de riqueza de um país.

Componentes do PIB - Balassiano e Juliana fizeram simulações também para alguns componentes do PIB. A situação é especialmente dramática no caso da indústria, pelo lado da oferta, e do investimento, pelo lado da demanda. Entre o segundo trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2018, a indústria teve perda acumulada de 12,1%. Se mantiver o crescimento do ano passado, de 0,6%, a volta ao nível pré-recessão levará um pouco mais de 20 anos, ocorrendo apenas no terceiro trimestre de 2039. No caso da indústria de transformação, o quadro é um pouco menos desfavorável, porque a expansão em 2018 foi de 1,3%.

2028 - Nessa velocidade, o segmento retornaria ao patamar pré-crise no segundo trimestre de 2028, ainda assim levando um pouco mais de nove anos para chegar lá. "Esses exercícios servem para mostrar que a recessão foi muito forte e que a recuperação é muito lenta e gradual", diz Balassiano. Mantendo o panorama de uma retomada tão gradativa, ainda faltaria um longo caminho para a volta ao período imediatamente anterior à recessão, ou seja, para o primeiro trimestre de 2014.

Investimento - Pelo lado da demanda, o componente do PIB que mais sofreu foi o investimento. No auge da crise, o tombo chegou a superar 30%. No acumulado do segundo trimestre de 2014 ao quarto trimestre de 2018, o recuo foi de 25,9%, uma queda um pouco menor por causa do crescimento de 4,1% da formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação) no ano passado.

2024 - Se o investimento repetir essa taxa de expansão, ele voltará ao nível pré-recessão no terceiro trimestre de 2024. Balassiano lembra, no entanto, que o avanço da FBCF em 2018 foi inflado pela mudança envolvendo operações com plataformas de petróleo, que passaram a ser computadas como importação. Sem essa questão contábil, o investimento cresceu apenas 2% no ano passado. Nesse ritmo, a FBCF retornará ao nível pré-crise no primeiro trimestre de 2031.

Cenário mais otimista - Balassiano e Juliana construíram também um cenário mais otimista para essas simulações, dobrando o ritmo de crescimento registrado em 2018 para cada um desses componentes. A indústria, por exemplo, levaria 10, e não 20 anos, para voltar ao pré-crise. Isso ocorreria no primeiro trimestre de 2029. No caso do investimento, o retorno se daria no quarto trimestre de 2021, mas porque a taxa considerada seria de 8,3% ao ano, o dobro dos 4,1%, inflada pela questão das plataformas de petróleo.

Serviços - Serviços, pelo lado da oferta, e consumo das famílias, pelo lado da demanda, deverão recuperar mais rapidamente o nível anterior à recessão, em especial porque tiveram quedas menos intensas. No mesmo ritmo de expansão de 2018, a volta dos serviços se daria no primeiro trimestre de 2021; se a velocidade dobrar, isso ocorreria já no primeiro trimestre de 2020.

Consumo das famílias - Já a volta do consumo das famílias pode ocorrer no terceiro trimestre de 2020, mantido a taxa de crescimento do ano passado, de 1,9%. Se o ritmo dobrar, o retorno será no quarto trimestre deste ano.

Aceleração do crescimento - As simulações mostram a importância de o país voltar a acelerar o crescimento, diz Balassiano. Ele e Juliana mencionam o estudo da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, discutindo o efeito da reforma da Previdência sobre a atividade econômica. No caso de aprovação da mudança do sistema de aposentadorias, "a média de crescimento do PIB brasileiro no período 2019-2023 seria de 3% ao ano", observam eles. Sem a reforma, o país voltaria à recessão em 2021, segundo a SPE, e o PIB cairia em média 0,5% ao ano de 2019 a 2023.

Fundamental - "Reverter esse grave problema fiscal é de fundamental importância para o Brasil voltar a crescer mais e, com isso, reverter o cenário de desemprego alto", dizem Balassiano e Juliana, observando que, "nas últimas semanas, as projeções de crescimento do PIB de 2019 estão sendo revisadas para baixo, o que acaba comprometendo o crescimento de 3% entre 2019-2023, mesmo no cenário com aprovação da reforma da Previdência. Para este ano, o consenso de mercado atual é de uma expansão de 1,23%.

Sistema de aposentadorias - Para eles, isso reforça a importância de que, além da mudança do sistema de aposentadorias, também se tente avançar em outras medidas que ajudem a melhorar as perspectivas de crescimento do país, como a melhora do ambiente de negócios e a reforma tributária. "Elas são de fundamental importância para que o país possa crescer mais e de forma mais sustentada no futuro e, com isso, gerar mais empregos, que é a variável mais importante para a população." No primeiro trimestre, o desemprego ficou em 12,7%, o equivalente a 13,4 milhões de pessoas. (Valor Econômico)

 

LEGISLATIVO I: Agências podem ter novas regras

legislativo I 28 05 2019O Senado pode votar nesta terça-feira (28/05), o projeto de lei que estabelece novas regras para as agências reguladoras. Entre as principais alterações está o aumento do mandato dos diretores, de quatro para cinco anos, sem direito à recondução. A proposta exige que os novos diretores de cada órgão sejam escolhidos a partir de uma lista tríplice.

Experiência - Os candidatos serão obrigados a comprovar experiência de cinco anos para ocupar o posto. Além disso, o projeto determina que as agências tenham programas de integridade (compliance) para combate à corrupção.

Alterações - Em tramitação no Congresso Nacional desde 2013, o projeto já passou por diversas alterações e chegou a ganhar um polêmico “jabuti” – emenda sobre um assunto diferente da proposta original. No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou a possibilidade de indicação de políticos em estatais, que havia sido proibida dois anos antes. Depois de muita polêmica, o item acabou sendo excluído.

Senado - O projeto está na pauta do Senado, e a votação em plenário depende de um acordo entre líderes partidários. Senadores favoráveis ao projeto já pediram ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para que o texto seja votado nesta semana. Se aprovado, ele segue para sanção presidencial.

Autor - O projeto foi formulado pelo ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE), um dos maiores “padrinhos” de indicações políticas nas 11 agências reguladoras – Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), de Telecomunicações (Anatel), de Vigilância Sanitária (Anvisa), de Saúde Suplementar (ANS), de Águas (ANA), de Transportes Aquaviários (Antaq), de Transportes Terrestres (ANTT), do Cinema (Ancine), de Aviação Civil (Anac) e de Mineração (ANM).

Interferência - “Como está o projeto, fica bem mais difícil interferência do setor público e do setor privado, à medida que se estabelecem critérios técnicos para nomeação. O projeto contribui para diminuir significativamente o que vinha acontecendo, que era nomear sem critério nenhum. O diretor saía de um lugar e já ia para outro. É um bom sinal”, afirmou o senador Marcio Bittar (MDB-AC), que relatou a proposta na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado. (O Estado de S.Paulo)

 

LEGISLATIVO II: Carteira de trabalho eletrônica tem chance de aprovação

legislativo II 28 05 2019A Câmara dos Deputados e o Senado pautaram para esta semana sete projetos com alta probabilidade de se tornarem leis nos próximos 180 dias, segundo projeção do Estudos Legislativos e Análise Política do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap/Ello) para o Valor Política.

Emissão eletrônica - Um dos projetos com alta probabilidade de aprovação é a possibilidade de que a Carteira de Trabalho e Previdência Social seja emitida por meio eletrônico, a pedido do trabalhador, que poderia optar por esse modelo no lugar do documento físico. A proposta é articulada pela bancada ruralista e está para votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara (se aprovada, segue direto para sanção presidencial, sem passar pelo plenário).

MPs - Os demais projetos com alta chance de aprovação são medidas provisórias (MP) editadas pelo presidente Jair Bolsonaro ou pelo ex-presidente Michel Temer. Todas perderão a validade se não forem aprovadas pela Câmara e Senado até segundafeira. A mais avançada é a reforma administrativa do governo, já votada pelos deputados e agora analisada pelos senadores.

Temas - As demais MPs tratam do novo marco legal do saneamento básico (com estímulo as privatizações), alterações na Lei Geral da Proteção de Dados, prorrogação do prazo de inscrição dos imóveis no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a revisão de benefícios pagos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Impacto econômico - O levantamento do Cebrap/Ello considerou as 38 propostas com impacto econômico que estão na pauta de plenário da Câmara e do Senado ou terminativa nas comissões (quando dispensa votação em plenário). A probabilidade de aprovação, referente aos próximos 180 dias, é baseada num modelo estatístico sobre o histórico de votações desde 1988. (Valor Econômico)

 

SAÚDE: Vacinação contra a gripe atingiu 71,6% do grupo-alvo

saude 28 05 2019A poucos dias do encerramento da campanha nacional de vacinação contra a gripe, 71,6% do público-alvo já foram aos postos de saúde se imunizar. A campanha termina na sexta-feira (31/05). Entre os grupos prioritários estão bebês, mulheres grávidas, idosos e profissionais das forças de segurança.

Meta - A meta é vacinar 90% do público-alvo, formado por 59,4 milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, 16,8 milhões de pessoas ainda precisam procurar a unidade de saúde mais próxima para se protegerem.

Balanço - Entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional registraram a maior cobertura vacinal, com 101,6 mil doses aplicadas, o que representa 89,7% deste público, seguido pelas puérperas (88,6%), indígenas (82,0%), idosos (80,6%) e professores (78,1%).

Menor abrangência - Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (30%), população privada de liberdade (47,2%), pessoas com comorbidades (63,4%), trabalhadores de saúde (69,9%), gestantes (68,8%) e crianças (67,6%).

Estados - Os estados com maior cobertura até o momento são Amazonas (93,6%), Amapá (85,5%), Espírito Santo (75,3%), Alagoas (73,4%), Rondônia (72,6%) e Pernambuco (72,2%).

Menor cobertura - Os com menor cobertura são Rio de Janeiro (45,8%), Acre (49,7%), São Paulo (57,0%), Roraima (57,4%) e Pará (59,2%).

Quem deve se vacinar - Devem receber a dose de vacina crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; grávidas em qualquer período gestacional; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Forças de segurança e salvamento - Profissionais das forças de segurança e salvamento também passaram a fazer parte do público-alvo da campanha neste ano. O grupo inclui policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, totalizando cerca de 900 mil pessoas. (Agência Brasil)

 

EDUCAÇÃO: Plano Nacional tem só 4 de 20 metas cumpridas, diz estudo

educacao 28 05 2019Cinco anos após ser sancionado, o Plano Nacional de Educação (PNE) teve apenas 4 de suas 20 metas parcial ou totalmente cumpridas, mostra um levantamento da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) divulgado nesta segunda-feira (27/05). A organização diz que o acompanhamento das ações do Plano mostra estagnação na maioria das metas e, em alguns casos, graves retrocessos.

Aquém do esperado - Além disso, a entidade alerta que, sem mudança no atual cenário, a previsão é que a esmagadora maioria dos objetivos fique aquém do esperado. “Se a política do teto de gastos seguir vigente e se os cortes para a área se mantiverem, a previsão é de chegarmos ao final do plano, em 2024, com cerca de 90% das metas do Plano Nacional de Educação muito atrasadas ou não cumpridas”, diz comunicado.

O PNE - O PNE é uma lei aprovada em 2014 com metas de elevação de qualidade e de acesso à educação pública brasileira. Os indicadores escolhidos deveriam apresentar melhoria gradual até o fim da vigência do plano.

Meta 1 - A CNDE destaca que a meta 1, que pretendia colocar, até 2024, 50% das crianças de 0 a 3 anos de idade na pré-escola ou creche, é uma das mais atrasadas. Em 2017, 34,1% das crianças nessa faixa etária estavam matriculadas, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE — portanto, cerca de 15 pontos percentuais distante da meta.

Investimento público - Outro dos pontos principais do PNE é a elevação gradual do investimento público em percentual do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje em 5%, a cifra deveria atingir 7% do PIB neste ano, segundo previa a lei, mas o cumprimento dessa meta é improvável mesmo num horizonte mais longo. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, já sinalizou diversas vezes que considera o atual patamar de gasto suficiente, em discurso semelhante a uma parte dos especialistas, que defende que é preciso melhorar a gestão — e não o total — dos recursos.

Qualidade - Entre as metas de qualidade, a 7 estabelecia aumento das médias do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gradualmente até 2021 e também está atrasada. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb observado em 2017 foi de 5,8, de 5,5 da meta — mas o resultado vai piorando ao longo do ciclo escolar. Nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb mais recente foi de 4,7, contra uma nota esperada 5. Já no ensino médio, foi de 3,8 ante 4,7 da meta.

Ensino superior - Uma das metas já cumpridas do PNE tem relação com o ensino superior e previa que a proporção de docentes nas universidades com mestrado ou doutorado deveria ser de 75% em 2024. Em 2017, o dado mais recente disponível, o percentual já era de 79,6%. (Valor Econômico)

 


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