Imprimir
CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4529 | 07 de Março de 2019

PRÉ-ASSEMBLEIAS: Cafelândia, Mangueirinha, Londrina e Ponta Grossa vão sediar prestação de contas do Sistema Ocepar

As cidades de Cafelândia, Mangueirinha, Londrina e Ponta Grossa vão sediar, de 18 a 21 de março, as pré-assembleias da Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR. É a primeira vez que o Sistema Ocepar realiza a atividade, preparatória para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, que vai ocorrer no dia 1º de abril, em Curitiba. Na oportunidade, será realizada a apresentação do Relatório de Atividades de 2018 e do Plano de Metas de 2019. Os eventos, que ocorrem junto com os Encontros de Núcleos, terão como cooperativas anfitriãs: a Copacol e Sicredi Nossa Terra, na região Oeste; Codepa, no Sudoeste; Uniprime e Integrada, no Norte; e Coopagrícola e Sicredi Campos Gerais, no Centro-Oeste.

Apresentação - A apresentação das cooperativas anfitriãs abre a programação. Depois, será ministrada a palestra “Fundamentos da competitividade e sustentabilidade da economia”, com Airton Spies, doutor em Economia dos Recursos Naturais, mestre em Ciências Agrícola e ex-secretário da Agricultura e Pesca do Estado de Santa Catarina. As pré-assembleias vêm na sequência.

CBC - As propostas do Paraná que serão levadas ao 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC) também estarão em debate. O 14º CBC vai ocorrer em maio, em Brasília, com o objetivo de discutir o futuro do setor. Nos eventos, haverá debates sobre as sugestões dos paranaenses para os grandes temas que serão discutidos no Congresso: Gestão e Governança, Inovação, Mercado, Intercooperação e Comunicação.

Informações e inscrições Mais informações com Neuza Oliveira ou Daniele Luana (secretaria@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1105 / 3200 1104). Inscrições com Francine Danielli (francine.danielle@sistemaocepar.coop.br), Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br) e Janaína Rosário (janaina.rosario@sistemaocepar.coop.br).

pre assembleias 07 03 2019

CAPAL: Cooperativa tem o maior resultado da história

 

capal 07 03 2019 No último fim de semana, associados da Capal aprovaram por unanimidade o balanço da cooperativa, que concluiu 2018 com R$ 1,422 bilhão de faturamento, crescimento de 18% comparado ao ano anterior. A cooperativa garantiu uma sobra de R$ 53,4 milhões, o maior resultado da sua história. O anúncio foi oficializado na Assembleia Geral Ordinária (AGO), ocorrida na Associação dos Funcionários da CapaL (Asfuca), em Arapoti (PR), sede da cooperativa.

 

Sobras - Na AGO, os cooperados aprovaram a destinação das sobras do exercício anterior, que somaram mais de  R$ 18 milhões, e no dia 28 de fevereiro, o valor foi creditado aos cooperados conforme a movimentação na cooperativa.

 

Números - Erik Bosch, diretor-presidente do Conselho de Administração, comemorou os números, apesar de todos os desafios que assolaram a cooperativa no ano passado. “Passamos por momentos difíceis em 2018, como a greve dos caminhoneiros, problemas no mercado de suínos, desafios na política do Brasil, mas, apesar de tudo isso, conseguimos esses números”.

 

Pré-assembleias - Durante o mês de fevereiro, foram realizadas as pré-assembleias, em municípios de atuação da cooperativa, descentralizando a apresentação dos números e alcançando os cooperados que não poderiam estar presentes na AGO.

 

Abrangência - A cooperativa tem quase 3 mil cooperados nos estados do Paraná e São Paulo, sendo Taquarituba (520), Wenceslau Brás (382), Carlópolis (359) e Arapoti (300) os municípios com maior número de associados. Ao todo, está presente em 80 municípios, com 15 unidades e cinco indústrias da Unium, em parceria com as cooperativas Frísia e Castrolanda.

 

Presenças - Estiveram na assembleia a prefeita de Arapoti, Nerilda Aparecida Penna, o presidente da Câmara Municipal, Marineo Mendes Ferreira, os vereadores Silvio Lopes, Ricardo Rodrigues Pedroso, e Divair da Silva, o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR), Leonardo Boesche, e a gerente de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Carmem Truite. (Imprensa Capal)

 

 

COPAGRIL: Loja agropecuária será inaugurada em Naviraí

 

copagril 07 03 2019Será realizada, no sábado (09/03), a inauguração de mais uma Loja Agropecuária Copagril, desta vez no município de Naviraí, no Estado do Mato Grosso do Sul. A iniciativa está alinhada com o planejamento estratégico da cooperativa nominado Rota 50 Copagril, o qual tem entre seus pilares o desenvolvimento de novos mercados, a diversificação de atividades e a gestão focada em resultado.

 

Opção - A opção por Naviraí se deve em razão de ser um município de mais de 50 mil habitantes, com forte vocação agropecuária e alto potencial produtivo. 

 

Itens - A nova loja terá ampla variedade de produtos do segmento, farmácia veterinária, rações, equipamentos para pecuária, insumos agrícolas, peças de reposição, produtos para jardinagem, camping, ferramentas, equipamentos de proteção individual, dentre outros.

 

Experiência - A partir desta nova loja, a Copagril disponibilizará aos consumidores de Naviraí a possibilidade de comprar e negociar com uma empresa do ramo cooperativo que tem 48 anos de história construída com muita solidez, além da idoneidade e confiança que os demais associados e clientes já dispõem. 

 

Vinte e duas - A nova unidade será a 22ª loja agropecuária da Copagril, que já tem estabelecimentos nas seguintes localidades: Marechal Cândido Rondon, Iguiporã, Porto Mendes, Margarida, São Roque, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste, Sub-sede e São Clemente (Santa Helena), São José das Palmeiras, Quatro Pontes, Novo Sarandi, Nova Santa Rosa, Mercedes, Guaíra, Bela Vista (Guaíra), Oliveira Castro (Guaíra), Realeza, Eldorado, Itaquiraí, Mundo Novo e agora em Naviraí. (Imprensa Copagril)

 

SICOOB MERIDIONAL: Benefícios do crédito consignado são apresentados a professores de Bento Gonçalves

 

sicoob meridional 07 03 2019Entre os dias 18 e 20 de fevereiro, a Secretaria de Educação de Bento Gonçalves (RS) reuniu cerca de 900 professores da rede municipal para uma capacitação sobre o novo sistema escolar. O Sicoob Meridional participou dos eventos com uma ação especial, em que recepcionou os participantes com bombons e lápis personalizados.

 

Crédito consignado - Os professores também receberam um material informativo sobre a linha de crédito consignado disponibilizada pela cooperativa, que tem sede em Toledo (PR), mas também atua no Rio Grande do Sul com agências nas cidades de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Estrela e Lajeado.

 

Sonhos - Para a secretária de Educação de Bento Gonçalves, Iraci Luchese Vasques, o acesso ao crédito com condições diferenciadas permite que os professores tenham a oportunidade de buscar mudanças e a conquista de sonhos. “Com as taxas atrativas oferecidas pelo Sicoob isso se torna possível”, complementa.

 

Sobre o crédito consignado do Sicoob - É um empréstimo especial para funcionários de empresas públicas e privadas conveniadas e também para aposentados e pensionistas do INSS. O valor das parcelas é fixo e descontado diretamente no contracheque ou no benefício. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

CBC: Concurso Jovens Embaixadores recebe mais de 170 inscrições

 

cbc 07 03 2019Foi divulgado o número final de inscritos no concurso Jovens Embaixadores Coop, que selecionará 20 pessoas para participar de um dos mais importantes eventos do movimento cooperativista: o Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC). No total, 171 jovens, com idades entre 18 e 29 anos, concluíram o processo de inscrição. Para participar, eles tiveram de gravar um vídeo de até 15 segundos, respondendo à pergunta: Como podemos construir juntos o cooperativismo do futuro?

 

Melhores respostas - Os autores das 20 melhores respostas serão conhecidos nesta sexta-feira (08/03). A divulgação ocorrerá no perfil do Sistema OCB, no Facebook. Fique ligado e se prepare para vir a Brasília, com tudo pago (passagens, hospedagem, refeições e credenciais para participar do evento). O congresso, que está na 14ª edição, ocorrerá nos dias 8 a 10 de maio. Os Jovens Embaixadores Coop participarão como congressistas o que dá direito a fala durante as plenárias e voto, nos processos de decisão. (Informe OCB)

 

DGRV: Brasil é referência em cooperativas de energia renovável

 

dgrv 07 03 2019Como desenvolver as cooperativas de energia renovável e estimular a criação de novas empresas com este modelo. Este é o foco de interesse de um estudo que acaba de ser publicado pela Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV, na sigla alemã) e que envolveu três países: Brasil, Chile e México. A pesquisa sobre o potencial das cooperativas de energia renovável na América Latina mostrou que a experiência verde-e-amarela tem muito a contribuir com o mundo. O estudo pode ser acessado aqui.

 

Liderança - A gerente de projetos da DGRV, Camila Jap, explicou que a troca de experiências entre os três países, com níveis bem diferentes no que diz respeito à operação e regulação de cooperativas de energias renováveis, tem sido muito importante e que, neste contexto, o “Brasil tem tido um grande papel de liderança”.

 

Comparativo - Um dos pontos altos do trabalho são os quadros comparativos entre os três países. É possível observar, por exemplo, as similaridades e diferenças em relação a temas como política climática, marcos legais no setor energético, políticas e programas para o setor energético e características da Geração Distribuída (GD). Um dos dados mostra que, no Brasil, há nove cooperativas de GD, enquanto o México não possui nenhuma.

 

Entrevista - Confira, abaixo, a entrevista com a gerente de projetos da DGRV, Camila Jap.

 

O que é a DGRV e quais seus principais projetos no Brasil?

A DGRV é a Confederação Alemã das Cooperativas. Ela é a entidade máxima do cooperativismo na Alemanha, representando quase todos os tipos de cooperativas e, também, fazendo a defesa de seus interesses. Além disso, ela tem a possibilidade de fazer auditorias, realizadas junto a todos os tipos de cooperativas.

Aqui no Brasil, a DGRV tem dois projetos. Um deles tem foco nas cooperativas agropecuárias e ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo. Ele também tem, ainda, a Argentina como componente.

O outro é um projeto estruturado para a América Latina e Caribe. No caso do Brasil, ele foi inserido como um dos países-foco da atuação da DGRV, junto às cooperativas de crédito e de energia renovável.

 

Do que trata esse estudo que acaba de ser divulgado?

Esse estudo pretende entender quais os pontos mais importantes para desenvolver as cooperativas de energia renovável e, por isso, fizemos uma mostra em três países com diferentes estágios de desenvolvimento.

O primeiro deles é o Brasil, que já tem uma regulação constituída e conta com cooperativas de geração distribuída em funcionamento. O Chile é o segundo, porque a regulação desse setor, lá, está prestes a ser sancionada, já que o país também possui algumas iniciativas individuais, não formalizadas em cooperativas. E, por último, o México, que não possui nem cooperativas, nem regulação específica, mas apresenta grande potencial para geração distribuída.

 

Porque incluir o Brasil no estudo?

Um dos objetivos de colocar o Brasil no escopo do projeto foi para entender o que já foi feito na área de energias renováveis envolvendo cooperativas, quais lições podem ser aproveitadas e o que deve ser melhorado aqui para que, assim, possamos levar essa experiência para outros países. Vale destacar que esse intercâmbio tem sido muito importante para a troca de experiências entre os países, porque, às vezes, pelos pontos fortes ou fracos de algum deles, é possível identificar oportunidades. Neste contexto, o Brasil tem tido um grande papel de liderança e de troca de experiências.

 

Considerando as cooperativas brasileiras, poderia nos dizer um pouco do que o estudo mostra?

Em relação às cooperativas brasileiras o estudo mostra que, aqui, elas têm um ambiente bastante favorável, tanto do ponto de vista de regulamentação quanto no que diz respeito ao ambiente cooperativista e, também, nas questões que envolvem viabilidade econômica.

 

Mostra, também, que, mesmo com as cooperativas de geração distribuída em funcionamento, o país ainda tem muito espaço para esse tipo de empreendimento. Vimos, também, a necessidade de consolidar esse tipo de modelo de negócio e de divulgar as iniciativas para um maior conhecimento do modelo. (Informe OCB)

 

ESTRADAS: Com acordo, CCR reconhece propina em pedágio e vai reduzir tarifa em 30% no PR

 

estradas 07 03 2019Em acordo de leniência celebrado com o Ministério Público Federal, a Rodonorte, empresa do grupo CCR que administra concessões de pedágio no Paraná, se comprometeu a reduzir o valor das tarifas em 30% nas praças que mantém no estado.

 

Homologação - O acordo, noticiado em primeira mão pelo Painel, da Folha, e confirmado nesta quarta-feira (06/03) pelo MPF, ainda precisa ser homologado pela Justiça. Pedágio na rodovia Castelo Branco, na altura de Osasco (SP), em trecho administrado pela concessionária CCR.

 

Implantação - Após a homologação, a empresa terá 30 dias para implantar a redução da tarifa de pedágio, que deve se estender por pelo menos um ano, até somar R$ 350 milhões em abatimentos. A concessionária ainda se comprometeu a realizar as obras previstas no contrato inicial com o governo estadual, mas que não foram executadas em função de aditivos contratuais. O valor dos investimentos deve alcançar R$ 365 milhões.

 

Pagamento - No acordo, a concessionária admite o pagamento de propinas milionárias a integrantes do governo do Paraná –que é alvo da Operação Lava Jato.

 

Percentuais - Segundo as investigações, empresas que administravam o pedágio pagavam percentuais de propina a agentes públicos e políticos há cerca de 20 anos, em troca da supressão de obras previstas em contrato e de reajustes de tarifas em seu benefício.

 

Malas - Um ex-motorista da concessionária, que trabalhava na presidência da Rodonorte, disse aos procuradores que entregou malas de dinheiro na sede do governo. Além dos montantes levados ao Palácio Iguaçu, ele também relatou entregas no Tribunal de Contas do estado e na associação das empresas concessionárias, que era usada para repassar propina aos políticos.

 

Alvo - O ex-governador Beto Richa (PSDB) foi um dos alvos da investigação, e chegou a ser preso preventivamente. Ele, que nega participação em desvios, é réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apontado como um dos beneficiados pelo esquema.

 

Pagamento - No total, o acordo celebrado prevê o pagamento de R$ 750 milhões em multas pela Rodonorte, que também deve se submeter a um programa de monitoramento por 32 meses. 

 

Ações - Após a Folha ter noticiado as tratativas entre a empresa e os investigadores, na última terça (05/03), as ações da CCR na Bolsa chegaram a cair 5,14% (de R$ 14 para R$ 13,28 cada ação). A queda de 5,14% significaria uma perda de cerca de R$ 1,37 bilhão no valor da companhia que é negociado no mercado de ações, de R$ 27,41 bilhões.

 

Recuperação - Com a divulgação da celebração do acordo, por volta das 15h desta quarta, os preços começaram a se recuperar. A expectativa no mercado é que o valor das ações feche em R$ 13,95 até o final desta quarta. (Folha de S.Paulo / UOL)

 

EXPEDIÇÃO SAFRA: Depois da seca, agora é a chuva que prejudica lavouras no Paraná

 

Dos 167 hectares de soja plantados na propriedade da produtora Ana Maria de Araújo Santim, em Peabiru, região Centro-Oeste do Paraná, metade já foi colhida. O problema agora é conseguir colher os outros 50%. Isso porque a chuva insistente dos últimos 15 dias não tem dado trégua para as colheitadeiras. O medo de Ana é atrasar o plantio do milho safrinha, que vem na sequência. Apesar de ainda estar dentro da época do zoneamento de plantio, quanto mais tarde a semente for para a terra, maior a possibilidade de prejuízo.

 

A menos - “Cada dia de atraso no plantio do milho são 6 sacas por alqueire a menos que se colhe”, resume Ana, que também é engenheira agrônoma. Isso por causa da redução do fotoperíodo em que a planta ficará exposta nos próximos meses com a chegada do inverno, em que a luminosidade fica menor. Além disso, há o risco maior de as plantas serem atingidas pela geada quase na fase de colheita, até meados de julho. “Dependendo se não tiver muito barro e der umas duas horas de sol a gente já entra com a máquina. Agora não dá pra perder muito tempo”, diz.

 

Outras culturas - Fora a soja e o milho safrinha – este ocupa 44 hectares da propriedade -, Ana também planta braquiária e aveia para poder fazer a rotação de culturas e melhorar as condições de fertilidade do solo, mantendo a umidade no período de seca. Assim como em outras regiões do estado, o Centro-Oeste também sofreu com a estiagem no final do ano passado e início de 2019. No entanto, na região de Peabiru, a falta de chuvas não atrapalhou muito, segundo a produtora.

 

Produtividade menor - Mesmo assim, a produtividade neste ano deve ser menor. Até agora a média foi de 58 sacas/hectares. No ano passado, que teve excesso de chuvas, foi de 66 sc/ha. Na safra 2016/2017, por sua vez, chegou a 70 sc/ha, informa Ana. Ela varia a colheita com 3 variedades de tipos superprecoces e médias. A expectativa é tirar produtividades maiores nos 50% que faltam da colheita, pois são justamente as áreas rotacionadas com braquiárias, em que as plantas estão com vigor melhor.

 

Mais severa - A estiagem que não afetou em cheio os produtores de Peabiru, como a Ana, foi mais severa em outras regiões do estado. De acordo com o presidente da Cooperativa Coamo, com sede em Campo Mourão, José Aroldo Gallassini, a estimativa de quebra de safra no âmbito dos 28,6 mil cooperados da Coamo é de 18,5%, incluindo o estado do Paraná (24,3 mil cooperados) e Mato Grosso do Sul. Em Santa Catarina, onde a cooperativa também atua, não houve perdas, segundo Gallassini.

 

Ciclo precoce - “Os mais atingidos foram os produtores que apostaram na soja de ciclo precoce. Esse produtor quebrou até 40% da safra, que pegou em cheio a estiagem de dezembro do ano passado, que foi a mais forte. Teve um segundo veranico, entre janeiro e fevereiro, que pegou mais na região de Campo Mourão, mas foi mais fraco que o primeiro”, explica o presidente da Coamo.

 

Preço - Apesar de o preço da soja sempre poder mudar, em razão das inúmeras variáveis que influenciam o valor de mercado, Gallassini acredita que os valores devem se manter na normalidade ao longo do ano, mesmo com a China decidindo comprar a soja norte-americana que está estocada desde a safra anterior, o que fez os preços caírem um pouco. “Quando o preço da soja explodiu, em 2004 e 2005, os estoques mundiais eram baixos. Este ano eles estão cheios”, afirma. Além disso, a Argentina também deve se recuperar e colocar soja no mercado após ter quebrado a safra no ano anterior.

 

Variação - No ano passado, lembra Gallassini, o preço da saca estava a R$ 85 e hoje está a R$ 67,50. “O dólar alto ainda faz a soja compensar o investimento, mas não se sabe por quanto tempo ela ficará nesse preço. Se houver uma quebra da safra dos EUA, por exemplo, muda completamente o cenário”, diz. (Gazeta do Povo)

 

{vsig}2019/noticias/03/07/expedicao_safra/{/vsig}

EVENTO: Semana de Campo vai reunir produtores de feijão e milho

 

evento 07 03 2019Pelo menos 1,6 mil produtores, além de estudantes de colégios agrícolas e universidades, são esperados na 20ª Semana de Campo sobre Feijão e Milho, de 12 a 15 de março, em Ponta Grossa.

 

Novas tecnologias - Os participantes vão conhecer novas tecnologias que podem melhorar a produtividade e aumentar a renda das lavouras. Durante as atividades que serão desenvolvidas na Fundação ABC, os agricultores também vão conhecer 38 novos materiais, entre variedades de milho e feijão.

 

Projeto - A Semana de Campo é parte das atividades do projeto Centro Sul de Feijão e Milho, desenvolvido pelo Instituto Emater, em parceria com o Iapar, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Embrapa e a Syngenta.

 

Visualizar - "O produtor vai conseguir visualizar as tecnologias que estão ao seu alcance para aumentar a produtividade. São sete estações com os técnicos orientando sobre o manejo de solo, plantas de cobertura, plantio direto, manejo integrado de pragas do feijão, controle de doenças, plantas invasoras e pragas do feijão e do milho", afirmou Germano Kusdra, coordenador estadual do projeto.

 

Novidade - Uma das novidades deste ano é o protocolo do MIP (Manejo Integrado de Pragas) do feijão definido pelos técnicos do Instituto Emater, pesquisadores do Iapar e da Universidade de Londrina.

 

Acompanhamento - De acordo com Kusdra, até a realização desse trabalho, não havia orientações específicas para o Paraná. "Esse protocolo é o resultado do acompanhamento das últimas cinco safras no Estado", disse.

 

Redução - O extensionista lembrou que produtores do projeto que aplicaram o MIP na última safra, por exemplo, conseguiram reduzir sensivelmente a aplicação de inseticidas. "Na primeira safra 2017/2018 houve casos em que não foi feita nenhuma aplicação, pois o acompanhamento indicava que as pragas não estavam causando prejuízo para as lavouras".

 

Produto certo - Segundo ele, a função do MIP não é apenas reduzir o uso de agrotóxicos, mas também definir o produto certo, no momento adequado. "Isso reduz os custos das lavouras, porque diminui o gasto com produtos, mão de obra e amassamento da cultura", disse.

 

Orientações - Os profissionais do projeto também orientam os agricultores sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e recolhimento de embalagens para evitar intoxicações. Esta ação conta com a parceria da Assocampos (Associação dos Revendedores de Insumos Agropecuários dos Campos Gerais) e da empresa Vest Segura.

 

Produtividade - O Projeto Centro Sul de Feijão e Milho vem sendo levado aos produtores há 28 anos. "O trabalho começou com uma ação conjunta com a Syngenta sobre o uso de agrotóxicos. Depois vieram as orientações sobre o plantio direto e, posteriormente, tecnologias de produção adequadas ao produtor familiar", lembrou Kusdra. Ele disse ainda que os ganhos em produtividade são notórios. Enquanto a produtividade média nacional de feijão na safra 2017/2018 ficou em 981 kg/ha, a estadual 1.472 kg/ha. Os produtores que participaram do projeto colheram 2.254 kg/ha. No caso do milho os números também revelam um aumento significativo.

 

Conab - Dados da Conab indicam que a produtividade média nacional na última safra chegou a 4.857 kg/ha. No Paraná a média ficou em 4.878 kg/ha. Agricultores do projeto conseguiram atingir a produtividade de 9.309 kg de milho por hectare.

 

Equipe - O Projeto Centro Sul de Feijão e Milho mobiliza uma equipe de 50 técnicos do Instituto Emater, além de profissionais das prefeituras de 42 municípios do Estado nesta safra. Ao todo, 2 mil agricultores familiares são acompanhados diretamente pelos extensionistas, além de produtores que participam ocasionalmente de alguma atividade do projeto. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SERVIÇO

20ª Semana de Campo.

Data: 12 a 15 (terça sexta-feira).

Local: Fundação ABC - Rodovia PR 151 Km 288 - Ponta Grossa

Informações: (42) 3228 3700 Instituto Emater.

 

ECONOMIA I: Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 0,49% em fevereiro

economia I 07 03 2019O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que calcula a variação dos valores cobrados pela cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou inflação de 0,49% em fevereiro, abaixo do 0,61% de janeiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula taxas de 1,1% no ano e 4,81% nos últimos 12 meses.

Mais alta - Apesar da queda em relação a fevereiro, o IPC-C1 teve taxa mais alta do que a registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que calcula a inflação para todas as faixas de renda e que, em fevereiro, registrou índices de 0,35% no mês e de 4,38% no acumulado de 12 meses.

Classes de despesas - De janeiro para fevereiro, o IPC-C1 teve aumento nas taxas de quatro das oito classes de despesa pesquisadas: habitação (de 0,19% em janeiro para 0,4% em fevereiro), saúde e cuidados pessoais (de -0,02% para 0,50%), alimentação (de 0,84% para 0,97%) e vestuário (de -0,56% para -0,04%).

Queda - Por outro lado, houve queda nas seguintes classes de despesa: transportes (de 1,84% para 0,22%), educação, leitura e recreação (de 2% para -0,24%), despesas diversas (de 0,27% para 0,08%) e comunicação (de 0,01% para -0,05%). (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: Paraná apresenta sinais de retomada mais forte

 

economia 07 03 2019O Paraná dá sinais de retomada econômica mais forte que a do País no início deste ano. É o que apontam os primeiros indicadores sobre 2019 já divulgados pelos órgãos oficiais. Com aumento de 14,6% na abertura de empresas e criação de 9,1 mil novos empregos formais em janeiro, o que representa 26,6% do total nacional de 34.313 vagas, a renda média dos trabalhadores subiu.

 

Dinheiro - Este cenário favorável injetou maior volume de dinheiro na economia estadual e ampliou as operações de crédito, enquanto o nível de inadimplência caiu.

 

Saldo - Segundo dados do Banco Central, o saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) no Estado atingiu R$ 225,9 bilhões em janeiro, um aumento real (descontada a inflação) de 3,7%, comparado ao primeiro mês de 2018, e bem acima do crescimento brasileiro de 1,2%. “A economia do Paraná vem apresentando uma retomada mais vigorosa que a média da nação”, afirma Julio Suzuki Junior, diretor de Pesquisa do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), ressaltando que isso decorre da expectativa positiva dos consumidores e agentes produtivos.

 

Pessoas jurídicas - As operações de crédito para pessoas jurídicas - como empréstimos e financiamentos de capital de giro e incentivo à produção e exportação - no Paraná somaram R$ 87,1 bilhões em janeiro, um avanço real de 2,7% - contrastando com o declínio de 2,7% no País. “As empresas paranaenses vislumbram no Estado uma condição mais favorável para efetivação de novos negócios”, aponta Suzuki.

 

Pessoas físicas - Já a concessão de crédito para pessoas físicas - como empréstimos e financiamentos para aquisição de veículos, imóveis e outros bens, cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e consignado - totalizou R$ 138,8 bilhões, um aumento de 4,4% - quase igual à alta nacional (4,5%). “A contratação de volumes maiores de crédito pelos consumidores paranaenses deriva da melhor condição do mercado de trabalho”, diz Suzuki. “O maior consumo garante, posteriormente, um melhor contexto de emprego que, por sua vez, gera novamente mais consumo. É o círculo virtuoso que pode redundar em taxas de crescimento econômico no Paraná mais pronunciadas que no Brasil”, projeta o diretor do Ipardes.

 

Inadimplência - As estatísticas do Banco Central mostram ainda quedas expressivas nas taxas de inadimplência em janeiro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2018. No total das operações de crédito do SFN no Paraná, o índice caiu 20,6%, de 3,05% para 2,42%. A taxa de inadimplência das pessoas físicas recuou 10,9% (de 2,66% para 2,37%) e a das pessoas jurídicas reduziu 31,2% - de 3,65% para 2,51%. “Mesmo em um contexto de maior endividamento, os consumidores paranaenses vêm conseguindo arcar com seus compromissos financeiros. É um processo de investimento que não vem penalizando demasiadamente os orçamentos familiares”, analisa Suzuki. A metodologia do BC considera inadimplente qualquer dívida com mais de 90 dias de atraso.

 

Parcerias - Em dois meses de mandato, o governador Carlos Massa Ratinho Junior já firmou algumas parcerias com objetivo de atrair novas empresas que gerem mais emprego e renda no Estado.

 

Protocolo de intenções - No dia 14 de fevereiro, o governador assinou um protocolo de intenções com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) visando um trabalho integrado com a Paraná Desenvolvimento, agência responsável pela prospecção de novos negócios ao Estado, para fortalecer o setor industrial paranaense no cenário nacional e internacional.

 

Investimentos produtivos - No dia 19, no evento de lançamento do novo modelo da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, o governador afirmou que o Paraná está aberto a investimentos produtivos nacionais e de outros países e que o Governo do Estado colabora e apoia pequenos, médios e grandes empresários para que gerem mais empregos e movimentem a economia.

 

Habilidades regionais - Ratinho Junior já declarou que o objetivo é desenvolver as habilidades regionais do Paraná e identificar novas vocações. A viagem do governador ao Vale do Silício (EUA), na semana passada, é outra iniciativa voltada a transformar o Estado em um grande polo tecnológico, com a criação de startups para o setor agropecuário. Além de conhecer cases inovadores, foram firmados acordos de cooperação técnica, capacitação, transferência de tecnologia e inovação.

 

Empresas - A Junta Comercial do Paraná (Jucepar) registrou a abertura de 3.303 empresas em janeiro de 2019. Este número representa um incremento de 14,6% em relação ao total contabilizado em igual mês do ano passado (2.881).

 

Empregos - O Paraná abriu 9.145 novas vagas no mercado formal de trabalho em janeiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. É o segundo melhor resultado para janeiro desde 2015 e representa um incremento de 0,35% em relação ao estoque de trabalhadores celetistas em dezembro, que era de 2,6 milhões de pessoas. O crescimento nacional foi de 0,09%.

 

Renda - Os dados do Caged indicam que o salário médio de admissão para emprego formal celetista no Estado foi de R$ 1.574,68 em janeiro. Isso representa uma alta real (deflacionada pelo INPC) de 0,58% em relação a igual mês do ano passado, que foi de R$ 1.565,66. É a quinta maior remuneração de ingresso no mercado de trabalho brasileiro, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Rentabilidade das exportações brasileiras tem aumento de 12,3%

comercio exterior 07 03 2019A rentabilidade média das exportações brasileiras avançou 12,3% em 2018 na comparação com o ano anterior. O crescimento ocorreu depois de dois anos em que as vendas externas haviam ficado menos rentáveis. Em 2016, o índice de rentabilidade das exportações totais caiu 8,2% e, no ano seguinte, 1,2%, com queda acumulada de 9,3% no biênio. Em 2019, segundo analistas, a alta do ano passado não deve se repetir.

Câmbio nominal - O componente que mais contribuiu para o ganho de rentabilidade em 2018 foi a desvalorização de 14,5% da taxa de câmbio nominal. O fator de rentabilidade, que é a razão entre os índices de preços das exportações e o dos custos de produção, registrou queda de 1,8% no ano passado. Isso aconteceu porque a alta de 7,1% do índice de custos de produção em 2018 superou o crescimento de 5,1% do preço médio das exportações. Os cálculos são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Recuperação importante - José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que trata-se de uma recuperação de rentabilidade importante, mas dada conjunturalmente, como resultado da desvalorização da moeda nacional. "Não é um ganho de rentabilidade programado, resultante de alguma política voltada à exportação", diz ele. Para 2019, a perspectiva é de que o câmbio não contribua da mesma forma para a rentabilidade do exportador, avalia Castro.

Expectativa - "Neste momento, o que se espera é que a taxa média de câmbio do ano fique próxima ao nível que está atualmente. Ainda há uma perspectiva de leve valorização do real com a aprovação da reforma previdenciária, embora o andamento do conflito entre China e Estados Unidos seja um fator que pode provocar maiores oscilações no câmbio", diz Castro. No mais recente boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado ontem, o consenso dos analistas projeta um dólar cotado a R$ 3,70 ao fim de 2019.

Queda - Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio da Barral M Jorge Consultores Associados, diz que para este ano a perspectiva é de queda de rentabilidade, com o valor da exportação total estável em relação a 2018, embora com queda de preços em commodities importantes, como a soja. No ano passado, lembra ele, a campanha eleitoral para presidente da República contribuiu para uma forte desvalorização cambial, o que aumentou a lucratividade para o exportador. "Mas ao fim do ano passado houve uma revalorização do real, com maior equilíbrio, voltando quase ao patamar anterior de preço do dólar."

Efeitos - Castro explica que a desvalorização do real tem dois efeitos para o exportador. Ao mesmo tempo em que favorece maior rentabilidade nos embarques, também pressiona custos de produção por meio de insumos importados, o que certamente aconteceu no ano passado, avalia ele. O aumento do custo de produção tira rentabilidade e no ano passado isso só foi compensado em produtos e segmentos que tiveram elevação maior de preços.

Seções - Considerando a divisão por seções, no ano passado o índice de rentabilidade cresceu tanto para as atividades não industriais como para a indústria não extrativa e para a indústria de transformação, destaca a Funcex. A maior expansão, porém, concentrou-se na indústria extrativa, segundo o boletim.

Cenário internacional - Para este ano, além do câmbio, o que será determinante para a rentabilidade do exportador, diz Barral, é o cenário internacional, que está "pouco demandante". "O comércio mundial tem crescido em ritmo menor do que o PIB, ao contrário do que aconteceu em décadas passadas. Por isso, o cenário não é propício para novos mercados", afirma ele.

China - A China, maior parceiro comercial do Brasil, salienta Castro, anunciou meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 6% e 6,5% para 2019, o que significa desaceleração em relação ao avanço de 6,6% no ano passado. Como a China tem papel importante no comércio internacional, isso indica que a demanda externa provavelmente não vai absorver eventual elevação de custo de produção na produção de produtos destinados à exportação, explica ele.

Atividade - Na desagregação por atividade, a Funcex mostra que o índice de rentabilidade cresceu em 25 dos 29 setores pesquisados. Entre os setores de maior avanço no índice, estão o de extração de petróleo e gás natural, com alta de 45,3%, de celulose, papel e produtos de papel, com avanço de 24,8%, e de metalurgia, com ganho de 19,2%. A perda de rentabilidade ficou para as atividades de couros, artefatos de couro e calçados (-4,5%), impressão e reprodução de gravações (-11,8%, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,4%) e outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-11,3%). (Valor Econômico)

 

GOVERNO FEDERAL: Equipe econômica vai propor fim da exclusividade de sindicato por região

 

governo federal 07 03 2019Após a reforma da Previdência, o governo do presidente Jair Bolsonaro vai propor o fim da unicidade sindical, a obrigatoriedade de existir somente um sindicato por categoria profissional em uma mesma base territorial. Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, a ideia é permitir a concorrência entre essas entidades e “estimular a melhoria de performance e a prestação de serviços aos associados”.

 

Estrutura atual - O fim do “monopólio sindical” atinge em cheio a estrutura atual das centrais. E representa mais um desafio para os sindicatos no País, que vêm passando por profundas mudanças nos últimos tempos. Desde novembro de 2017, quando a reforma trabalhista entrou em vigor e pôs fim à contribuição sindical obrigatória, as entidades viram seus recursos minguarem e tiveram de passar a buscar formas de se sustentar financeiramente. Em 2018, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões para R$ 500 milhões, como mostrou o Estado. A tendência é que caia ainda mais.

 

MP - Na última sexta-feira (01/03), às vésperas do carnaval, o governo publicou em edição extra do Diário Oficial da União uma medida provisória para deixar ainda mais claro o caráter facultativo da contribuição sindical. O texto, que passou a valer imediatamente, também endureceu as regras de cobrança, passando a exigir que os trabalhadores autorizem individualmente o pagamento e o façam por meio de boleto bancário.

 

Associações - As associações de servidores públicos também não poderão mais descontar diretamente na folha de pagamento do funcionalismo mensalidades e contribuições sindicais. Assim como os demais trabalhadores, os servidores que quiserem recolher a contribuição vão precisar solicitar a emissão de boleto bancário para efetuar o pagamento. Só no ano passado, as entidades sindicais receberam R$ 580 milhões repassados após o desconto em folha dos servidores públicos, segundo dados do governo informados a pedido da reportagem.

 

Relator - Ex-deputado federal, Marinho foi o relator da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados e foi quem introduziu no texto a proposta que pôs fim à cobrança obrigatória do imposto sindical. Para ele, os trabalhadores filiados aos sindicatos hoje ficam reféns de uma espécie de cartório de sindicatos no País, que muitas vezes não os representam como deveriam, ou prestam serviços de baixa qualidade. Para abolir a unicidade sindical, a mudança precisa ser enviada ao Congresso Nacional por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

 

OIT - Segundo o secretário, o fim da unicidade sindical coloca o Brasil em acordo com os preceitos da Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prega a liberdade sindical. (O Estado de S.Paulo)

 

INFRAESTRUTURA: Retórica anti-China trava uso de fundo bilionário no Brasil

 

infraestrutura 07 03 2019A retórica do presidente Jair Bolsonaro sobre a China e seus investimentos no Brasil travou o primeiro desembolso do fundo multibilionário idealizado pelos dois países para impulsionar a cooperação econômica bilateral.

 

Fundo - Lançado em 2015, durante encontro em Brasília do primeiro-ministro Li Keqiang com a então presidente Dilma Rousseff, o Fundo de Cooperação Brasil-China para Expansão da Capacidade Produtiva demorou quase três anos para ser estruturado e chegar à lista final de candidatos aos primeiros aportes. Após uma extensa seleção de projetos, havia conversas bastante avançadas para o anúncio do financiamento de estreia do fundo - provavelmente em outubro do ano passado.

 

Ativos - A lista de ativos analisados pelos dois governos tem sido mantida em sigilo por cláusulas de confidencialidade. O Valor apurou, porém, que a linha de transmissão responsável pelo escoamento de energia da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) até o Rio de Janeiro estava praticamente definida como desembolso inaugural.

 

Linhão - Orçado em quase R$ 10 bilhões, o linhão está em obras e tem previsão de entrega para dezembro. Ele vem sendo financiado com empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A intenção era usar recursos do fundo como "equity" para a compra de uma fatia acionária de até 40% do empreendimento controlado pela State Grid.

 

Declarações - Na reta final das tratativas, declarações de Bolsonaro sobre os investimentos chineses no país levaram Pequim a colocar um freio na liberação dos recursos. 

 

Menção específica - Segundo diversas fontes do lado brasileiro, em nenhum momento houve menção específica dos asiáticos sobre a postura de Bolsonaro, mas foi nítida a percepção de que os chineses preferem aguardar para saber como vão ficar as relações bilaterais.

 

Irritação - Antes mesmo de começar formalmente a campanha eleitoral, o então pré-candidato do PSL irritou o Partido Comunista da China ao viajar em fevereiro para Taiwan, como parte de um giro pela Ásia. A ilha tem sua soberania reivindicada pelos chineses, que a consideram uma província sem direito de ter relações independentes com outros Estados.

 

Queixa - Em pleno segundo turno, Bolsonaro queixou-se de que a China, responsável por US$ 69,2 bilhões em investimentos no Brasil acumulados de 2003 a 2018, "não está comprando no Brasil, está comprando o Brasil". Já na liderança das pesquisas, ele ainda falou sobre a China para ilustrar suas preocupações com a privatização da Eletrobras: "Quando você vai privatizar, você vai privatizar para qualquer capital do mundo? Vai deixar o Brasil na mão do chinês?".

 

Desdobramento - O último mal-estar veio como desdobramento de uma visita à China de deputados eleitos pelo PSL, duas semanas antes de tomarem posse, para ver o sistema de reconhecimento facial desenvolvido no país. O ideólogo Olavo de Carvalho, apontado como guru de Bolsonaro, chamou os congressistas de "idiotas" e "bando de caipiras". Na ocasião, Olavo cobrou o governo.

 

Executivo - "Cadê o Executivo? O Executivo vai deixar esses caras irem para lá e entregar o Brasil ao poder chinês?", questionou. A trava imposta na liberação do primeiro desembolso surge como alerta dos potenciais estragos causados por essa retórica.

 

Referência global - O fundo com o Brasil tornou-se referência global e pode chegar a US$ 20 bilhões. Isso porque o governo chinês tem 16 arranjos bilaterais espalhados pelo mundo, mas o mecanismo com o Brasil é o único com gestão paritária: representantes dos dois lados têm o mesmo peso, o que é determinante para não haver exigências sensíveis - como o fornecimento obrigatório de equipamentos ou mão de obra pelo gigante asiático.

 

Lado brasileiro - Dos US$ 20 bilhões, US$ 15 bilhões seriam do Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina (Claifund). O restante viria do lado brasileiro. BNDES e Caixa são os operadores preferenciais, mas a participação é aberta para outras instituições. Não há aportes orçamentários.

 

Cinco projetos - quatro de infraestrutura e um da área industrial - haviam sido pré-selecionados. Eles totalizam US$ 2,4 bilhões. O fundo foi colocado à disposição dos grupos vitoriosos nos leilões do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) como alternativa de financiamento ou "equity". A candidatura a receber recursos se dá por meio de cartas-consulta enviadas à secretaria-executiva do fundo, que ficava com o antigo Ministério do Planejamento e ainda está órfã.

 

Comitê - O comitê diretivo do fundo, sua instância máxima de deliberação, ainda não se reuniu neste governo. Ele é formado três representantes com nível de vice-ministro de cada país. Do lado brasileiro, são os secretários-executivos do Ministério do Planejamento (hoje Economia) e da Casa Civil, além do secretário-geral das Relações Exteriores. (Valor Econômico)

 

SAÚDE: Paraná registra aumento de casos de dengue grave

 

saude 07 03 2019Como é previsto nesta época do ano, com muita chuva e altas temperaturas, os casos de dengue estão crescendo em todo Estado. Na última semana, mais três municípios entraram em estado de alerta – Rancho Alegre (Centro-Oeste) Santa Mariana (Norte) e Capanema (Sudoeste). Já estavam nesta condição as cidades de Itambé e Moreira Sales. Em situação de epidemia continuam Uraí e Lupionópolis.

 

Situação preocupante - A situação é preocupante porque mais doze municípios apresentaram casos autóctones de dengue, ou seja, quando a doença é contraída no próprio local. No total, os casos autóctones aumentaram de 483 para 740, o que significa 53% de aumento, espalhados em 83 municípios. Entre importados e autóctones, o Paraná registra 798 casos de dengue (na última semana eram 536).

 

Casos mais graves - “Os números estão dentro da média esperada, porém a doença apresenta mais casos graves”, alerta o secretário estadual da Saúde Beto Preto, que, por isso, reitera a necessidade de uma vigilância efetiva por parte da população. “Mais uma vez pedimos a atenção da população, que pode contribuir, e muito, para amenizar a situação”, diz.

 

Parceria educação - Ele destaca, por exemplo, as várias atividades realizadas em parceria com a Secretaria Estadual da Educação e com alguns municípios, que aproveitaram os feriados de Carnaval para fazer um mutirão de conscientização contra a dengue.

 

Atividades - Em Japurá, Tapejara, Rancho Alegre d’Oeste, Campina da Lagoa e São Manoel, por exemplo, as crianças fizeram várias atividades alertando para a contaminação da doença, para a qual não existe vacina. Em Moreira Sales, a Escola São José realizou o “Paradão contra a dengue”, quando crianças saíram pelas ruas, acompanhadas de professores, para divulgar os cuidados a serem tomados – limpar as ruas, quintais, virar tampinhas e potes, lavar o recipiente de comida dos cachorros, por exemplo.

 

Crescimento - Os casos autóctones apareceram nos municípios de Ampére, Missal, Altônia, Diamante do Norte, Querência do Norte, Lobato, Paranacity, Califórnia, Sertanópolis, Nova América da Colina, Santo Antonio do Paraíso e São Sebastião da Amoreira.

 

Aumento - O número de casos graves também aumentou – eles ocorrem em Uraí, Foz do Iguaçu, Londrina e Sertanópolis. Além disso, o número de casos com sinais de alarme passou de 6 para 28; oito deles em estão em Cascavel, os demais em Uraí e Foz do Iguaçu. O Paraná registrou ainda um novo caso de chikungunya na cidade de Foz do Iguaçu, mas trata-se de um caso importado.

 

Cuidados - a população deve limpar os quintais todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

 

Criadouros - Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja; até em tampinhas de garrafa. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos.

 

Areia - Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ARTIGO: Imposto de Renda - dicas de como se organizar e não cair na malha fina

 

artigo 07 03 2019*Everton André Batista Lopes

 

O momento de acertar as contas com o Leão chegou: de 7 de março a 30 de abril, deve-se fazer e enviar a declaração do Imposto de Renda (IR) do ano base 2018. Neste momento, muitas pessoas ficam apreensivas ou nervosas, deixando o compromisso para a última hora. 

Muitos contribuintes, inclusive, esquecem de fazer a declaração de IR, o que gera multa, além de ocasionar outras complicações. Por isso, ao fazer a sua declaração anual de IR, é importante que se tenha em mente de que necessita, antes de mais nada, de organização e planejamento. 

Então, quais são os documentos necessários para fazer a declaração e que lhe ajudarão a não cair na malha fina? Primeiramente, para que você possa fazê-la com mais tranquilidade e ordem, é importante que, ao longo do ano, escolha um local de fácil acesso e nele separe uma gaveta ou um envelope, onde irá guardando documentos exigidos para que, no momento exato, tudo fique a sua disposição, tais como: 

1. A declaração de seus rendimentos do ano anterior, no caso o ano base 2018;

2. Despesas médicas e odontológicas, suas e de seus dependentes legais;

3. Despesas escolares, suas e de seus dependentes legais;

4. Doações a instituições com a possibilidade de deduções legais;

5. Comprovantes de aluguéis, se esse for o seu caso;  

6. Comprovantes de contribuições de Previdência Privada somente na modalidade PGBL – Programa Gerador de Benefício Livre.

7. Os “CPFs” de todos os dependentes, independente de idade, deverão ser informados na declaração.

É importante que você não deixe para a última hora, pois com a pressa muitas pessoas acabam cometendo erros “bobos”, como inverter valores ao digitar os dados. Aliás, esse tem sido um dos maiores problemas de quem tem caído na malha fina. Se sua declaração for simples, faça você mesmo; caso contrário, procure a ajuda de um profissional. Porém, antes de iniciar todo o processo, saiba quem precisa declarar o IR:

1. Quem recebeu rendimentos tributáveis (como salário, aposentadoria, aluguel) acima de R$ 28.559,70 no ano anterior;

2. Se recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 40 mil;

3. Quem possuir bens superiores a R$ 300 mil;

4. Se teve receita superior a R$ 142,798,50 com atividade rural; 

5. Quem realizou operações na Bolsa de Valores.

Para você que é MEI – Microempreendedor Individual, são exercidos dois papéis, o de empresário e o de cidadão. Por isso, deve fazer tanto a declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) como para Pessoa Jurídica (IRPJ). Ainda que você não seja um especialista em contabilidade, é recomendável e útil que entenda o mínimo exigido sobre questões legais, e é nessa lógica que compreender o IRPJ e o seu funcionamento pode fazer a diferença no seu negócio.

E para quem tem IR a restituir, uma boa pedida é aplicá-la numa poupança. No Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados e no Distrito Federal –, é possível, em vez de cadastrar uma conta corrente, como de costume, ao fazer a declaração de IR cadastrar a conta poupança para a restituição. Deste modo, você aproveita o “dinheiro extra” para poupar, servindo como reserva financeira para imprevistos ou para realização de planos. 

Por fim, não deixe para enviar sua declaração de IR no limite do prazo, pois um benefício adicional de quem a encaminha antes é, justamente, caso tenha direito à restituição, recebê-la mais cedo também. 

* Everton André Batista Lopes é especialista em Educação Financeira da Fundação Sicredi

 


Versão para impressão


RODAPE