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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4525 | 27 de Fevereiro de 2019

PRÉ-ASSEMBLEIA: Eventos preparatórios para a AGO do Sistema Ocepar serão realizados no interior do Estado

Pela primeira vez, o Sistema Ocepar irá realizar as pré-assembleias da Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR, eventos preparatórios para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, que vai ocorrer no dia 1º de abril, em Curitiba. As pré-assembleias ocorrerão entre os dias 18 e 21 de março, nas cidades de Cafelândia, Mangueirinha, Londrina e Ponta Grossa. Na oportunidade, a diretoria executiva fará a apresentação do Relatório de Atividades de 2018 e do Plano de Metas de 2019 do Sistema.

Programação - Em todas as cidades, a programação será realizada das 8h30 às 13h, contemplando a abertura com as cooperativas anfitriãs e palestra sobre “Fundamentos da competitividade e sustentabilidade da economia”, com Airton Spies, doutor em Economia dos Recursos Naturais, mestre em Ciências Agrícola e ex-secretário da Agricultura e Pesca do Estado de Santa Catarina. Também estarão em debate as propostas do Paraná que serão apresentadas no 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), que vai ocorrer em maio, em Brasília, com o objetivo de discutir o futuro do setor. Na oportunidade, haverá debates sobre as sugestões dos paranaenses para os grandes temas que serão discutidos no Congresso: Gestão e Governança, Inovação, Mercado, Intercooperação e Comunicação. 

Informações e inscrições - Mais informações com Neuza Oliveira ou Daniele Luana (secretaria@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1105 / 3200 1104). Inscrições com Francine Danielli (francine.danielle@sistemaocepar.coop.br), Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br) e Janaína Rosário (janaina.rosario@sistemaocepar.coop.br).

pre assembleia 27 02 2019

AGRO: OCB e IICA assinam protocolo de intenções

agro 27 02 2019As ações de desenvolvimento das cooperativas agropecuárias têm um novo parceiro desde segunda-feira (25/02). É que a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acaba de assinar um protocolo de intenções com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O objetivo é estabelecer relações de cooperação e entendimento para a promoção de programas que permitam a troca de conhecimentos, experiências e informações, bem como a execução de atividades conjuntas para o desenvolvimento do setor agropecuário no Brasil e em outros países em desenvolvimento.

Intercooperação - O diretor-geral do IICA, Manuel Otero, destacou que o organismo internacional está presente em 34 países das Américas (exceto Cuba) e que toda a rede de escritórios do Instituto está à disposição da OCB para desenvolver ações de estímulo ao comércio dos produtos made in Brazil, por meio da intercooperação. A criação de uma plataforma que contenha a descrição de produtos de cooperativas agropecuárias localizadas no continente americano também foi debatida durante a reunião.

Abertura de portas- O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, comentou a celebração do protocolo de intenções. “Essa assinatura representa muito para as cooperativas agropecuárias, pois abre as portas para um comércio mais intenso entre os países americanos. Além disso, podemos encontrar soluções criativas e inovadoras para os problemas que ainda enfrentamos por aqui e, também, contribuir, com a nossa a experiência, com o movimento cooperativista de outros países”, declara o líder cooperativista.

Venezuela - É o caso do cooperativismo na Venezuela. O país latino-americano tem vivido grandes problemas econômicos há alguns anos e, por isso, também foi pauta da reunião entre OCB e IICA. Tanto que Otero sugeriu a criação de um comitê que possa auxiliar na reestruturação das cooperativas venezuelanas, ao passo que Márcio Freitas disse que o cooperativismo brasileiro pode, sim, contribuir com esse trabalho.

Regiões de fronteiras - Além disso, Otero frisou que uma das iniciativas que já podem ser desenvolvidas diz respeito às regiões de fronteiras, na área do Mercosul. A ideia, segundo ele, é promover os produtos brasileiros nos países fronteiriços ao Brasil de forma mais ágil.

Ações de interesse - No âmbito das competências institucionais, o protocolo assinado nesta segunda-feira (25/2) tem por objetivo estabelecer a mútua colaboração para execução de três ações de interesse comum. São elas:

1- Estimular o intercâmbio de conhecimento e a realização de atividades conjuntas, no meio rural, em temas relacionados a sistemas produtivos, desenvolvimento sustentável, assistência técnica e gerencial, formação profissional, educação a distância, promoção social, entre outros sobre os quais tenham conhecimento técnico.

2- Desenvolver programas de apoio à produção agropecuária, à segurança alimentar e à promoção socioeconômica de produtores rurais.

3- Buscar cooperação e orientação técnica em assuntos que sejam de interesse comum e que contemplem temas relacionados ao desenvolvimento sustentável do setor agropecuário.

Prazo - O protocolo de intenções tem vigência de cinco anos.

Sobre o IICA - É o organismo internacional especializado em agricultura do Sistema Interamericano. Sua missão é estimular, promover e apoiar os esforços de seus 34 Estados-membros para alcançar o desenvolvimento agrícola e o bem-estar rural, por meio da cooperação técnica internacional de excelência. (Informe OCB)

 

SICREDI: Instituição financeira cooperativa é destaque no ranking do Banco Central

sicredi 27 02 2019O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou o ranking das “Top 5” de 2018, participantes do Sistema Expectativas de Mercado, com as projeções econômicas mensais mais consistentes ao longo do ano passado. Participam da lista mais de cem organizações, incluindo as maiores instituições financeiras e consultorias de economia do país.

Top 5 - O Sicredi – instituição financeira cooperativa com 4 milhões de associados e atuação em 22 estados e no Distrito Federal – figura no Top 5 no ranking de inflação, estando presente tanto nas categorias Atacado (IGP-M) – em curto prazo (3ª posição) e médio prazo (5º lugar) –, quanto nas projeções da taxa de juros Selic (5ª colocação).

Classificações atuais - As classificações anuais do BCB são feitas a partir dos rankings mensais de curto e médio prazos, divulgados ao longo do último ano, atribuindo-se, a cada mês, notas que variam de zero (para o maior desvio em relação ao resultado mensal efetivo) a dez (para o menor desvio em relação ao resultado mensal efetivo) e, então, calculando-se a média das notas mensais.

Fazenda - O Sicredi também foi destaque no Podium de projeções do Prisma Fiscal, gerido pelo Ministério da Fazenda, no qual ficou na segunda colocação nas projeções de longo prazo para Dívida Bruta e na quarta posição em Arrecadação Federal. O Prisma Fiscal é um sistema de coleta de expectativas das mais relevantes instituições financeiras do mercado em relação às principais variáveis fiscais brasileiras.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Patrocínio com o Palmas Esportes é renovado

sicredi parque araucarias 27 02 2019A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP renovou, no último dia 20, o patrocínio com a equipe do Palmas Esportes, que disputará a Série Ouro do Campeonato Paranaense de Futsal na temporada 2019. A formalização da parceria aconteceu na assembleia de núcleos da cooperativa, realizada no Clube União Recreativo Palmense. 

Demonstrativos - No encontro, os associados tomam conhecimento dos demonstrativos do ano de 2018, e tomam decisões, por meio do voto, a respeito de assuntos relevantes para a cooperativa.

Seriedade - De acordo com Fabio Vedelago Burille, diretor executivo da Sicredi Parque das Araucárias, a parceria foi renovada por conta da seriedade do projeto do clube, e pelo compromisso do Sicredi com o desenvolvimento das localidades onde atua, este que é um dos princípios do cooperativismo. Burille analisa que o esporte é uma ferramenta importante de estímulo a cidadania, especialmente entre crianças e adolescentes.

Desenvolvimento do time - José Luiz Strapasson, presidente do Palmas Esportes, afirma que a renovação da parceria com o Sicredi será muito importante para o desenvolvimento do time, sobretudo diante dos desafios da temporada 2019. A equipe palmense estará novamente na primeira divisão do futsal do Paraná, competição que contará com seis equipes que disputam a Liga Nacional de Futsal (LNF), principal torneio da modalidade no País.

Protagonismo - Strapasson analisa ainda que a atuação do Sicredi tem contribuído para o protagonismo do futsal regional, que conta hoje com várias equipes disputando competições relevantes a nível regional e nacional.

Patrocínios - Além do Palmas Esportes, a Sicredi Parque das Araucárias também formalizou parceria com a equipe de Coronel Domingos Soares. O anúncio aconteceu durante a assembleia de núcleos no município, realizada na manhã de quarta-feira (20/02).

Mais - Em 2019, a cooperativa também será patrocinadora da Associação de Amigos do Esporte Mariopolitano (AAEMA), time de futsal de Mariópolis; do Pato Futsal e do Pato Basquete, ambas de Pato Branco. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

 

INSTITUTO SICOOB: Expresso começa “tour” pelo Brasil

O Expresso Instituto Sicoob começou, na segunda-feira (25/02), aquela que será, até o momento, a maior viagem da história do ônibus, desde que o projeto teve início, em 2014. Ao todo serão 7.907 quilômetros percorridos, nove cidades e sete Estados brasileiros visitados. A expectativa é que a plataforma móvel de ensino retorne a Maringá, o ponto de partida da viagem, somente no dia 19 de abril, após 54 dias de estrada.

Objetivo - O objetivo da realização do “Expresso tour” é dar a oportunidade de as pessoas de outras localidades do Brasil também conhecerem a plataforma e terem acesso ao conhecimento gratuito ofertado por meio dos cursos disponibilizados na modalidade de Educação à Distância (EAD).

Conhecimento - Embora seja uma viagem longa, desgastante e repleta de desafios, que inclui uma travessia de balsa por aproximadamente 32h, ainda assim todo esforço depositado vale a pena. É o que garante Jaime Ceoli, assistente técnico do Expresso Instituto Sicoob. “Encontraremos pessoas de diferentes regiões e costumes para levarmos um pouco mais de conhecimento por meio deste programa do Instituto. Tenho muita felicidade em fazer parte desta viagem e poder ver as pessoas com um enorme sorriso no rosto quando receberem o certificado do curso.”

Recompensa - De acordo com Ceoli, não existe recompensa maior que ver toda energia aplicada na viagem sendo transformada em algo a mais para alguém. “Sempre que fazemos algo em prol de outras pessoas é válido. Cada esforço, cada centavo, cada quilômetro rodado, cada dia a mais. A recompensa vem em forma de satisfação e felicidade que sinto por fazer parte de tudo isso e poder, de certa forma, proporcionar esse acesso à educação para as pessoas”, revela ele.

Primeira parada - Primeiro “ponto de parada” do “Expresso tour”, a cidade de Leme (SP) aguarda ansiosamente a chegada do ônibus. É o que garante a diretora administrativa do Sicoob Crediacil, Érica Fabiana Machado. “Conhecemos o trabalho do Instituto há três anos e, desde então, aguardávamos a oportunidade de trazermos o Instituto para o Estado de São Paulo e para o município de Leme. Tenho certeza que a vinda do Expresso trará uma onda de ações positivas para a região que se espalhará fortemente e resultará em grandes transformações sociais.”

Natureza cooperativismo - A diretora acredita que a histórica viagem vai além de oportunizar o conhecimento por meio dos cursos. “O Expresso representa muito bem o propósito de Natureza Cooperativa, pois agrega conhecimento, gera pertencimento e traz a vivência do conceito cooperativo na prática, beneficiando a comunidade como um todo”, destaca.

Cooperativismo - Na mesma linha de raciocínio de Érica, o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Ouro Verde, Rafael de Giovani Neto, acredita que por meio do “tour” o Expresso apresentará o cooperativismo para muitas pessoas. “Nosso ônibus vai contribuir para que as comunidades conheçam mais o Sicoob e o trabalho social que desenvolvemos, além do fato de disseminar, ainda mais, os valores e princípios do cooperativismo para essas regiões.”

Oportunidade - O superintendente do Instituto Sicoob, Luiz Edson Feltrim, confia que a ida do Expresso “será uma grande oportunidade de as pessoas conhecerem, na prática, a metodologia que utilizamos no Instituto e que queremos implantar nos locais onde o Sicoob está inserido para buscar o desenvolvimento das comunidades ao redor de nossas cooperativas”.

Itinerário - O “Expresso Tour” teve como ponto de partida a cidade de Maringá (PR) e fará paradas nas cidades de Leme (SP), Belém (PA), Macapá (AP), Tucuruí (PA), Araguaína (TO), Brasília (DF), Goiânia (GO), Frutal (MG) e Ribeirão Preto (SP). A expectativa é que o ônibus retorne a Maringá no dia 19 de abril, finalizando a “odisseia”.

Expresso Instituto Sicoob - O Expresso Instituto Sicoob é um ônibus adaptado e equipado com mesas, assentos, notebooks, televisores, impressora e acesso à internet. A plataforma de estrutura móvel de ensino é um projeto de livre acesso e tem como objetivo promover a igualdade à educação técnica de qualidade, por meio de uma educação inovadora e democrática. (Imprensa Instituto Sicoob)

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SICOOB METROPOLITANO: Supervisores participam de treinamento de liderança do GPTW

sicoob metropolitano 27 02 2019O Sicoob Metropolitano desenvolve um modelo de gestão com foco nas pessoas e por isso, constantemente realiza ações de aperfeiçoamento e capacitação de suas equipes. No dia 15 de fevereiro, cerca de 40 supervisores da Unidade Administrativa e das agências da cooperativa participaram do Programa Journey, promovido pelo GPTW.

Ferramentas - O treinamento, que foi ministrado pela diretora-executiva da Regional Paraná do GPTW, Claudia Malschitzky, oferece ferramentas para a criação de equipes de alta performance baseadas na confiança, através de ferramentas para liderar, inspirar e motivar.

Abordagem - Para isso, utiliza a abordagem Giftwork®, que tem como objetivo mostrar que ações simples podem ser efetivas para criar excelentes ambientes de trabalho e também são grandes oportunidades para criar confiança entre gestores e funcionários.

Percepção - Para a supervisora de agência, Fernanda Carla Rodrigues, o treinamento ajudou a perceber o quanto ela está focada na parte operacional e na de gestão de pessoas. “Consegui me autoavaliar e perceber o que pode ser melhorado. Além disso, a capacitação falou muito sobre empatia e confiança, algo que já estou tentando aplicar na agência”, conta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

COCAMAR: Unidade de Nova Fátima é entregue nesta quarta-feira

Com uma solenidade ocorrida na manhã desta quarta-feira (27/02), a Cocamar promoveu a entrega oficial, aos produtores de Nova Fátima, município a 96,5 quilômetros de Londrina, norte do Paraná, de sua nova unidade operacional.

Estrutura - Em amplo terreno, às margens da PR-160 (que liga Cornélio Procópio a Ibaiti), a estrutura conta com sede administrativa, loja de insumos agropecuários e instalações para recebimento de armazenamento de grãos.  

Região - Com aproximadamente 8 mil habitantes, Nova Fátima está distante 30 quilômetros de São Sebastião da Amoreira, onde a Cocamar possui outra grande estrutura de recebimento de grãos e também uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS). As unidades operacionais dessas duas cidades são gerenciadas por Claudinei Donizete Marcondes.

Grãos - Nova Fátima, onde a Cocamar adquiriu as instalações no final do ano passado, é importante região produtora de grãos, com destaque para soja, milho e trigo. Parte dos agricultores se dedica, também, à produção de sementes de soja e trigo, sendo representativos, por sua vez, cultivos de café e a criação de gado de corte. (Imprensa Cocamar)

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INTEGRADA: Clima proporciona resultados variáveis na colheita da soja

integrada 27 02 2019Com mais da metade da área de soja colhida no Paraná, estimada em 5,43 milhões de hectares, os agricultores não só do Paraná, mas também de todo o Brasil, sofreram com as condições adversas do clima neste ciclo. De acordo com o gerente da área técnica da Cooperativa Integrada, Irineu Baptista, as perdas foram bem variadas.

Problema - As chuvas espaçadas foram um dos principais problemas. Com precipitações variadas, o cenário de uma propriedade para outra em uma mesma região pode ter sido muito diferente. Irineu observa que isso trouxe uma alta variabilidade de produtividade, tanto temporal como espacialmente.

Percepção - O cooperado Valentin Rosolen foi um dos que perceberam as mudanças no clima. Ele produz na região de Arapongas que, segundo ele, teve chuvas um pouco mais regulares no comparativo com outras regiões. Pelo clima adverso, Rosolen afirma que o resultado está melhor do que esperava. “Tivemos estiagem, mas as chuvas em nossa região foram um pouco mais regulares”, afirma o produtor.

Altas temperaturas - Além das chuvas espaçadas, as altas temperaturas também foi outro agravante, com plantas que acabaram morrendo pelo calor. Isso também comprometeu a eficiência da safra. “Perdemos, mas está dentro da média”. Além das chuvas um pouco mais regulares, a adoção da rotação de culturas em sua propriedade foi, segundo ele, um fator fundamental para a sobrevivência da lavoura em períodos de estiagem.

Exemplo - Rodrigo Ambrosio, engenheiro agrônomo da Integrada, atende o cooperado na região e exemplifica que em áreas vizinhas da propriedade de Rosolen que não tiveram o mesmo manejo, o resultado foi bem diferente. A preocupação com a qualidade do solo com o uso da rotação, adubação verde e a adoção da inoculação foram também alguns dos fatores que ajudou o cooperado a ter uma perda menor neste ciclo.

Efeitos - De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a safra 2018/19 terá um recuo de 15% na produção no comparativo com o ciclo anterior. A previsão deste ciclo é de 16,35 milhões de toneladas de soja só para o Paraná, ante 19,18 milhões de toneladas do ciclo anterior. (Imprensa Integrada)

 

FORMAÇÃO: Universidade Positivo oferta pós em Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio

Estão abertas as inscrições para o curso de pós-graduação em Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio da Universidade Positivo (UP). De acordo com a UP, o objetivo da especialização é proporcionar uma visão ampliada das principais cadeias produtivas do agronegócio e das variáveis que impactam a atividade, com ênfase em tendências de mercado, tecnologia, agricultura digital, biotecnologia, planejamento estratégico, governança e infraestrutura. As matrículas podem ser feitas por meio do site pos.up.edu.br.

formacao 27 02 2019

 

PESQUISA: Embrapa Soja seleciona projetos inovadores em edital de Open Innovation

pesquisa 27 02 2019A Embrapa Soja acaba de selecionar 3 dos 15 projetos que inscreveram propostas no edital de Open Innovation para Startups, lançado em novembro. A primeira colocação ficou com o projeto de sistema de pulverização seletiva, apresentado pela startup Eirene Solutions. O segundo colocado foi o projeto da startup Agribela sobre novas técnicas em pulverização: baixo volume terrestre e automação da coleta de dados meteorológicos como ferramentas no controle químico e biológico de pragas da cultura da soja. Na terceira colocação ficou a startup Pragas.com, cujo projeto trata da produção massal de ovos de Euschistus heros (Fabricius) e desenvolvimento de técnicas de parasitismo de Telenomus podisi Ashmead em grande escala.

Contrato - Os três projetos selecionados terão contrato com a Embrapa Soja para o desenvolvimento das ações. Os proponentes poderão contar com a tutoria de pesquisadores da Empresa, realizar testes de produtos no campo e participar de fóruns de pesquisa e inovação em que a Embrapa está inserida. Os projetos/startups que foram classificados entre o 4º e o 10º lugar permanecerão num banco de projetos, por um período de 2 anos, e serão analisados para potenciais parcerias futuras.

Aproximação - Para o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, o objetivo do Open Innovation para Startups é aproximar a Embrapa Soja das ideias inovadoras em tecnologia digitais aplicadas ao agronegócio e dos empreendedores que têm familiaridade com o conjunto de ferramentas, metodologias, processos e serviços disponíveis via Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). “Nossa ideia é nos aproximarmos de todo este conhecimento para identificarmos oportunidades de interação e de desenvolvimento de parcerias em busca de soluções de forma conjunta”, destaca Farias.

Parceria ganha-ganha - De acordo com o engenheiro Gabriel Borges, da Eirene, ter a Embrapa como parceira em projeto é muito relevante, porque a Eirene é uma startup ainda pouco conhecida no mercado, mas contará com o reconhecimento da Embrapa. “Ter a marca da Embrapa junto conosco, com certeza, trará maior credibilidade ao nosso produto, por todo o reconhecimento que a empresa acumula junto aos produtores”, explica. “Além disso, o conhecimento técnico dos pesquisadores da Embrapa poderá nos auxiliar muito nesta nova etapa de validação e testes a campo”, destaca.

Pulverização seletiva - O sistema de pulverização seletiva, da Eirene Solutions, utiliza uma câmera de vídeo que aciona os bicos dos pulverizadores do pulverizador as aplicações de herbicidas apenas quando houver plantas daninhas na lavoura. “Também estamos trabalhando para que o sistema diferencie a planta de soja das plantas daninhas e fique ainda mais eficiente”, explica Borges.

Iniciativa boa - A agrônoma e sócia da Agribela, Gabriela Vieira, também considera a iniciativa do Open Innovation muito boa. “Desenvolvi a parte prática do mestrado e do meu doutorado na Embrapa e sei o quão sério é o trabalho dela, também valorizado pelos produtores. Por isso, é uma oportunidade de validar e desenvolver nossos produtores com esta confiabilidade que a Embrapa já tem”, ressalta.

Aceleração de processos - Além de contar com o knowhow de pesquisadores de várias áreas, Gabriela, destaca a possibilidade de acelerar os processos de desenvolvimento de produtos. “Com esta parceria do Open Innovation vamos conseguir trocar ideias com os pesquisadores e desenvolver juntos os projetos, de forma muito mais rápida, para atender as demandas dos produtores”, avalia.

Empolgação - O diretor comercial da startup Pragas.com, Leandro Silva, também está empolgado com a possibilidade de acelerar o desenvolvimento de novos produtos, principalmente para controle biológico de pragas. “Como startup, é muito importante termos esta aproximação com a Embrapa, proporcionada pelo Open Innovation, porque facilita o acesso à infraestrutura de pesquisa e a todo o knowhow científico que demoraríamos tempo para construir”, relata. “Por isso, estamos felizes com a possibilidade de acelerar o desenvolvimento das novidades que planejamos colocar no mercado”, diz.

Objetivo - Há quatro anos no mercado, a Pragas.com pretende fazer produção massal de ovos do percevejo marrom (Euschistus heros), uma das principais pragas da soja, para auxiliar na produção de agentes de controle biológico, principalmente da vespa Telenomus podisi que é parasitóide de ovos de percevejos. “Queremos fazer produção em larga escala para fornecer este insumo para outras empresas que vão produzir o agente de controle biológico”, diz. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

Confira outros projetos participantes aqui: <www.embrapa.br/soja/open-innovation>

 

ECONOMIA: PIB per capita recua para o nível de 2010

economia 27 02 2019Crescendo 1,1%, como apontam as previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 permanecerá no mesmo patamar de sete anos antes, ainda inferior ao desempenho obtido em 2012. Se levada em consideração a geração de riqueza por habitante, o PIB per capita mostra um cenário ainda pior, com desempenho inferior ao de 2010, segundo dados desagregados do Monitor do PIB apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Valores - O PIB per capita deve encerrar 2018 em R$ 32.443, a valores de 2018, ante os R$ 33.923 registrados oito anos antes. O mau desempenho explica-se pelo fato de a atividade econômica não ter acompanhado o crescimento populacional no período. “O PIB diminuiu, e a população ainda cresceu. Então somando os dois a situação fica ainda pior”, explicou Juliana Cunha, analista do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV.

Distante - Os dados mostram que a atividade econômica está muito distante de recuperar o que foi perdido durante a crise, ressaltou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB. Se confirmado o crescimento de 1,1% em 2018, o PIB ainda precisará avançar 5% para retornar ao pico alcançado em 2014.

Aquém - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) previa uma alta de 1,3% no PIB de 2018, mas admite que o resultado deve ficar aquém do estimado, entre 1,1% ou 1,2%. O resultado oficial será divulgado amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Greve e incertezas - As estimativas para o desempenho econômico do ano passado foram prejudicadas pela greve de caminhoneiros e pelo cenário de incertezas elevadas por causa do ambiente eleitoral e, consequentemente, sobre os rumos da política fiscal, argumentou José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea. “O cenário agora vai depender do calendário da reforma da Previdência. Boa parte dos investimentos está esperando ainda essa parte da política fiscal”, frisou Souza Júnior.

Dificuldades - O Ipea projeta para este ano um avanço de 2,7%, mas acredita que o PIB volte ao pico apenas no ano seguinte, em 2020. “A economia está enfrentando mais dificuldade para voltar ao patamar anterior ao da recessão. Nas recessões anteriores, essa saída foi mais rápida. Desta vez, já se passaram 18 trimestres e (a economia) ainda não chegou lá”, lembrou Claudio Considera.

Capacidade produtiva - O economista lembra que, na recessão de 1981, a economia recuperou a capacidade produtiva que detinha no primeiro trimestre da recessão após 13 trimestres. Na recessão de 1989, a atividade econômica recuperou o nível do PIB que tinha antes da crise em 16 trimestres. A última recessão teve início no segundo trimestre de 2014, segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da FGV.

Lentidão - “Chama a atenção a lentidão dessa recuperação. Passamos por crises longas, mas a maior novidade é o quanto não temos conseguido recuperar essas perdas tão rápido quando em 81 e 89”, corroborou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria Integrada. (O Estado de S.Paulo)

 

FGV: Bem-estar social volta a crescer, apesar de piora da desigualdade

fgv 27 02 2019A redução do desemprego e a inflação comportada não foram suficientes para colocar a distribuição da renda do trabalho numa rota positiva: a disparidade salarial de ricos e pobres cresceu pelo quarto ano seguido em 2018, mostram cálculos da FGV Social. A boa notícia, porém, é que, mesmo assim, o bem-estar social melhorou.

Renda domiciliar - O índice de Gini da renda domiciliar per capita do trabalho foi de 0,590 em 2018 - o índice varia de um a zero, sendo zero a perfeita distribuição da renda. Trata-se de uma piora de 0,8% em relação ao ano anterior. Em 2017, a piora havia sido de 1%, vindo de pioras de 0,18% em 2015 e de 1,9% em 2016.

Sinais positivos - Marcelo Neri, diretor da FGV Social e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que o indicador chegou a dar sinais positivos em alguns trimestres nesses últimos dois anos, mas que a tendência de piora do indicador não foi interrompida ao longo do período.

Cálculos - Os cálculos do economista mostram que o melhor momento do indicador de desigualdade foi no fim de 2014, antes da piora do mercado de trabalho. Com a crise e seus reflexos sobre emprego e salários, a desigualdade cresceu nos anos seguintes, especialmente em 2016.

Crescimento inclusivo - "Os anos 2000 podem ser chamados de década do crescimento inclusivo, com queda da desigualdade de renda já a partir de 2001. Nem todas as conquistas desse período foram perdidas durante a crise, mas foi um período de retrocessos crescente em ambas as frentes", diz Neri.

Cálculo - Existem, porém, boas notícias dentro do levantamento. Apesar do aumento da desigualdade, o economista calcula que o índice de bem-estar social cresceu 0,81% em 2018. Foi a primeira melhora desde 2014. Isso foi possível porque a renda per capita cresceu mais do que a desigualdade, 1,54% em 2018, após três anos de queda. Para calcular o bem-estar, o economista considera o comportamento da renda domiciliar per capita dos brasileiros e a equidade de sua distribuição. O cálculo é baseado na proposta de Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, pela qual o bem-estar social é igual à média de renda per capita vezes o complemento do Gini. A desigualdade funciona como um fator redutor de bem-estar.

Piora - Durante a crise, renda do trabalho e desigualdade pioraram, o que não acontecia desde 1988. "Apesar da piora da distribuição em 2018, a renda cresceu a ponto de gerar ganho do bem-estar geral da nação. A tendência de piora do bem-estar vinha desde 2013 e a queda mais intensa havia ocorrido em 2016. Foi a grande novidade", disse Neri, um dos principais especialistas no tema.

Base - O levantamento da FGV Social tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua trimestral, que acompanha o mercado de trabalho. Não inclui rendas de outras fontes, como aposentadoria, pensões e de programas de transferência, como o Bolsa Família.

Divulgação - O IBGE deve divulgar no primeiro semestre sua Pnad Contínua anual, com informações da renda de todas as fontes (aposentadorias, aluguéis, programas de transferência de renda). Será possível, então, calcular o índice de Gini de todas as rendas de 2018, o indicador mais importante de desigualdade.

Divergência - Neri lembra que a renda média e a desigualdade do trabalho divergiram no ano passado entre a Pnad Contínua anual e Pnad Contínua trimestral, esta que embasa seus cálculos. Em ambas as pesquisas, porém, os cálculos sobre bem-estar de Neri mostraram-se convergentes. (Valor Econômico)

estudo 27 02 2019

 

 

TRABALHO: Taxa de desemprego volta a crescer depois de duas quedas consecutivas

trabalho 27 02 2019Influenciada pela sazonalidade de início do ano, a taxa de desocupação do país voltou a crescer depois de duas quedas consecutivas e fechou o trimestre móvel encerrado em janeiro em 12%, resultado 0,3 ponto percentual superior aos 11,7% relativos ao trimestre encerrado em outubro do ano passado. Com a alta, a população desocupada passou a 12,7 milhões – crescimento de 2,6% (mais 318 mil pessoas) frente ao trimestre agosto a outubro de 2018.

Pnad Contínua - Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e foram divulgados nesta quarta-feira (27/02), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao trimestre móvel de novembro de 2017 a janeiro de 2018 (12,2%), o quadro foi de estabilidade.

Subutilização - A subutilização da força de trabalho ficou em 24,3% no período, somando 27,5 milhões de pessoas. Na avaliação do coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a alta foi provocada pela sazonalidade comum a esta época do ano. “Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal, é comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação, explicou.

Sazonalidade - Mesmo com o fator sazonalidade, o coordenador do IBGE destacou o fato de que este trimestre fechado em janeiro foi “menos favorável” que os mesmos períodos de 2018 e 2017. “Ano passado houve estabilidade na população ocupada e na desocupada, enquanto, neste ano, cresceu o número de desocupados”. (Agência Brasil)

 

BC I: Aprovadas indicações de presidente e diretores do Banco Central

bc I 27 02 2019Por 55 votos favoráveis e seis votos contrários, o Plenário aprovou nesta terça-feira à tarde (26/02) a indicação do economista Roberto Campos Neto para presidente do Banco Central. Para diretores da instituição, foram aprovadas as indicações de Bruno Serra Fernandes — por 51 votos favoráveis e três votos contrários — e de João Manoel Pinho de Mello, que obteve 53 votos favoráveis, três votos contrários e uma abstenção na votação.

Sabatinas - Os três indicados já haviam sido aprovados em sabatina realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na parte da manhã desta terça. A aprovação das indicações será comunicada à Presidência da República.

Juros - Durante a discussão da matéria, o senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu a atuação de Roberto Campos Neto na redução dos juros. O senador Major Olímpio (PSL-SP), por sua vez, disse que as “malditas” taxas de juros inviabilizam a sobrevida tanto do cidadão que está mais vulnerável como do grande empresário.

Destaques - Líder do governo, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) destacou o profissionalismo, experiência e preparo demonstrado na sabatina. O senador Weverton (PDT-MA) também saudou a aprovação dos indicados.

Currículos - Nascido em 1969, Roberto de Oliveira Campos Neto graduou-se como bacharel em economia em 1993, concluindo o mestrado em economia em 1995, ambos na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Ele tem longa trajetória no sistema financeiro.

Bruno Serra Fernandes - Bruno Serra Fernandes nasceu em 1978 e graduou-se em Economia no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), e concluiu o mestrado, também em Economia, na Universidade de São Paulo (USP). Também tem vasta experiência o mercado financeiro.

João Manoel de Mello - Já João Manoel Pinho de Mello, de 45 anos, possui graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de mestrado em Economia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e doutorado em Economia pela Stanford University, nos EUA, tendo concentrado suas pesquisas acadêmicas nas áreas de economia bancária, defesa da concorrência e economia do crime. Tem passagens por instituições financeiras e foi consultor e analista econômico em processos judiciais e arbitrais. No setor público, atuou nos últimos dois anos no Ministério da Fazenda como assessor especial para Reformas Microeconômicas, secretário de Produtividade e Advocacia da Concorrência e secretário de Política Econômica. (Agência Senado)

 

BC II: Mercado bancário é concentrado, mas há competição, diz Campos Neto

banco central 27 02 2019O economista Roberto Campos Neto, indicado pelo governo para a presidência do Banco Central (BC), disse nesta terça-feira (26/02) que, apesar de o mercado bancário brasileiro ser concentrado, existe competição. Segundo Campos Neto, no Brasil não há mais concentração bancária do que em outros países, como Alemanha e Inglaterra.

Sabatina - Campos Neto foi submetido nesta terça-feira a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Além dele, foram sabatinados Bruno Serra Fernandes e João Manoel Pinho de Mello, indicados para as diretorias de Política Monetária e de Organização do Sistema Financeiro do BC, respectivamente, e Flávia Martins Sant’Anna Perlingeiro, indicada para o cargo de diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Spread - De acordo com Campos Neto, apesar de haver competição, o spread (diferença entre taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes) ainda não é adequado. Ele afirmou que cerca de 35% do spread devem-se à inadimplência, 25% ao custo financeiro, 25% aos impostos e 15% ao lucro.

Inadimplência - Sobre a inadimplência, o economista disse que um dos problemas atuais é a falta informação às instituições financeiras para melhorar a avaliação do cliente ao conceder o crédito. Ele defendeu a aprovação do Cadastro Positivo, em tramitação no Congresso, como forma de disseminar informação.

Recuperação dos recursos - Segundo Campos Neto, depois da operação de crédito contratada, há problema com a recuperação dos recursos não pagos por inadimplentes. Ele disse que, a cada R$ 1, os bancos recuperam R$ 0,13, em quatro anos, enquanto, em países emergentes, recuperam-se 60% do prejuízo em cerca de um ano e meio.

Reformas - Campos Neto também defendeu reformas para reduzir a burocracia, o incentivo à inovação tecnológica, ampliar o acesso das empresas ao mercado de capitais e a atuação de cooperativas de crédito. Ele lembrou que existe também espaço para “remodelar mais” os depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a depositar no BC), reduzidos recentemente pela instituição.

Compromisso - Mello, indicado para diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC, disse que se compromete a avançar na agenda de redução do spread bancário. “A primeira tentativa é sempre fomentando a concorrência. Se houver mais para a frente, com muita calma. Mais para a frente, com avaliação ponderada, consideram-se outros instrumentos que possam ser aplicados. Os níveis de algumas taxas de juros são muito incômodos, e temos que trabalhar para melhorá-los”, afirmou Mello.

Autonomia - Roberto Campos Neto defendeu a autonomia do Banco Central, que já existe em outros países. Segundoo economista, a autonomia é somente para atingir as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). “O Brasil é uma jabuticaba nesse sentido. Temos um sistema de metas de inflação, mas não temos independência”, afirmou. Ele acrescentou que a aprovação da autonomia, em tramitação no Senado Federal, facilitaria a entrada do Brasil em organismos internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (Agência Brasil)

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel abre consulta para reajustar bandeiras tarifárias

energia eletrica 27 02 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quer reajustar o preço das bandeiras tarifárias amarela e vermelha, nos patamares 1 e 2. A iniciativa consta de uma proposta de consulta pública anunciada nesta terça-feira (26/02) pela agência reguladora. A consulta ficará aberta entre 27 de fevereiro a 1º de abril.

Sinalização - O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.

Acréscimo - Na amarela, há o acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora). Na vermelha, no patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3 a cada 100 kWh; já no 2, o valor extra sobe para R$ 5.

Custos adicionais - Pela proposta, os custos adicionais com as bandeiras tarifárias serão reajustados entre maio desse ano e abril de 2020. Com isso, o adicional da bandeira amarela pode passar de R$ 1 para R$ 1,50 a cada na kWh; de R$ 3 para R$ 3,50 na vermelha patamar 1 e de R$ 5 para R$ 6 no patamar 2. Os valores propostos pela área técnica da Aneel ainda podem ser alterados até o final da consulta.

Combinação - De acordo com a agência, a proposta mantém a combinação entre risco hidrológico e preço de liquidação de diferenças (PLD) como as principais variáveis para adoção das bandeiras tarifárias. As variáveis estão ligadas ao volume de chuvas. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Infraero não deve ter mais aeroportos em 2021

Com o avanço das rodadas de concessão de aeroportos, a Infraero não administrará mais terminais de passageiros a partir de 2021. Esta é a previsão do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para o futuro da estatal após sétima rodada de leilões. "A gente vai ter transferido toda a rede da Infraero para a iniciativa privada, no final dessa jornada", afirmou o ministro  em audiência pública no Senado.

Quinta rodada - Atualmente, o governo prepara a quinta rodada de concessão de aeroportos. O leilão está marcado para próximo dia 15 de março. Serão ofertados à iniciativa privada 12 aeroportos divididos em três blocos regionais. Ao concluir o certame, serão apresentados ao mercado os estudos da sexta rodada, programada para o próximo ano.

Futuro - Freitas disse que ainda não sabe qual será o futuro da Infraero depois de transferir os aeroportos para a iniciativa privada. Segundo ele, a única certeza é que a estatal vai diminuir de tamanho. "A gente vai ver qual será a nova vocação da empresa. Ela vai deixar de fazer administração aeroportuária, mas vai ter condições de prestar outros serviços, fazer projetos, gerar assistência à aviação regional? Isso vai ter que ser avaliado oportunamente."

Venda da participação - Outra decisão já tomada é em relação à venda da participação de 49% da estatal em quatro aeroportos concedidos: Brasília, Galeão (RJ), Guarulhos (SP) e Confins (MG). "Isso tem um custo horroroso para nós. A gente não ganha nada com essas participações. É importante se livrar delas", disse.

Plano - Nesta terça-feira (26/02), o ministro foi à Comissão de Infraestrutura do Senado apresentar o plano ambicioso de concessões do governo: nos primeiros cem dias de governo, deverão ser realizados 23 leilões. Freitas se apoia na experiência que teve no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para garantir a viabilidade da meta. "Foi possível fazer 124 leilões de concessões em dois anos e meio no PPI."

Modelagem - Ele disse que os projetos têm sido modelados com taxas de retorno condizentes com o risco aos investidores. Mas admitiu que ainda há obstáculos no licenciamento e brigas judiciais que atrasam o ritmo das concessões. (Valor Econômico)

ITAIPU: General Silva e Luna toma posse na Diretoria-Geral

itaipu 27 02 2019O general Joaquim Silva e Luna tomou posse nesta terça-feira (26/02) como diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, em cerimônia em Foz do Iguaçu, no Paraná. Silva e Luna substitui Marcos Vitório Stamm e terá mandato até maio de 2022. Ao tomar posse, ele agradeceu a missão dada pelo presidente Jair Bolsonaro e prometeu austeridade na gestão da hidrelétrica, além de foco na geração de energia e no bom relacionamento com o Paraguai.

Novas alternativas - “As novas tecnologias avançam, e o modelo do setor energético busca novas alternativas que permitam inovação tecnológica para produção de energia com segurança, menor custo operacional e tarifas mais baixas. Estaremos buscando isso e a austeridade de todos os gastos”, disse o novo diretor-geral de Itaipu, destacando o alinhamento com a binacionalidade da empresa.

Bolsonaro - Presente ao evento de posse, Bolsonaro destacou a importância estratégica da Itaipu Binacional para os dois países e a disposição de trabalhar em uma agenda comum com o Paraguai, não só em energia, mas na construção de duas novas pontes entre os dois países e em ações de segurança pública.

Presidente paraguaio - Antes da cerimônia, Bolsonaro se encontrou com o presidente paraguaio, Mario Abdo, que também participou da cerimônia em Itaipu. Em discurso, Abdo desejou uma gestão bem-sucedida a Silva e Luna e ressaltou que as relações entre o Paraguai e o Brasil devem ser apoiadas por valores e princípios, e não por interesses.

Desafios - Silva e Luna comandará o lado brasileiro da usina em um momento relevante para a binacional, às vésperas da renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, que trata das bases financeiras e vence em 2023. A binacional do Brasil e do Paraguai conta com orçamento anual de US$ 3,5 bilhões, dos quais 70% destinam-se ao pagamento da dívida da construção, que será quitada em 2023, incluindo juros e amortizações.

Continuidade - Outro desafio do novo diretor-geral será dar continuidade ao processo de atualização tecnológica das unidades geradoras da usina. O prazo previsto do trabalho é de 14 anos e o investimento, de cerca de U$ 660 milhões. As propostas comerciais das empresas e dos consórcios interessados no trabalho devem ser apresentadas ainda no primeiro semestre deste ano.

Terceiro - Pernambucano de Barreiros, ex-ministro da Defesa e general da reserva do Exército, Silva e Luna será o terceiro diretor com formação militar na direção do lado brasileiro da empresa. O último militar brasileiro a dirigir Itaipu, de 1985 a 1990, foi Ney Braga, precedido pelo general do Exército José Costa Cavalcanti, o primeiro diretor-geral brasileiro de Itaipu (1974-1985), que participou de todo o processo de construção da usina.

Diretor financeiro - Também foi empossado nesta terça como diretor financeiro executivo da empresa o vice-almirante Anatalício Risden Júnior.

Recordista - A usina é recordista mundial de geração de energia, com mais de 2,6 bilhões de megawatts-horas (MWh) acumulados desde o início de sua produção, em 1984. No ano passado, a hidrelétrica abasteceu 15% do mercado de energia elétrica brasileiro e 90% do paraguaio e recebeu mais de um milhão de turistas para visitação. (Agência Brasil)

 

FRONTEIRA: Paraná terá segunda ponte ligando Brasil e Paraguai

fronteira 27 02 2019A importância estratégica da Itaipu Binacional para o desenvolvimento do Paraná e do Brasil foi destacada pelo presidente Jair Bolsonaro e o governador em exercício Darci Piana nesta terça-feira (26/02), em Foz do Iguaçu, na posse do novo diretor-geral brasileiro da empresa binacional, Joaquim Silva e Luna. O presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, prestigiou a solenidade.

Confirmação - Bolsonaro confirmou a construção da segunda ponte ligando o Brasil ao Paraguai, sobre o Rio Paraná, em Foz. O investimento foi autorizado em dezembro do ano passado e a proposta é que ela seja bancada por Itaipu. "A segunda ponte sobre o rio Paraná, bem como sobre o rio Paraguai, é de fundamental importância para os nossos povos. Conte com o apoio do nosso governo para concretizarmos esse objetivo", afirmou Bolsonaro, na solenidade.

Simbolismo - Ele disse que a parceria entre Brasil e Paraguai, pelo Paraná, possibilitará a construção da nova ponte, novos eixos comerciais e que a nova direção da Itaipu está compromissada com o desenvolvimento econômico do país. “Esse momento tem um simbolismo de extrema importância. Atualmente, o país que não tem energia está fadado ao insucesso. Nós devemos procurar outras fontes e preservar e administrar as que temos. Vamos ter produtividade ampliada para o bem dos brasileiros e dos paraguaios”, afirmou.

Econômico - O papel da cooperação entre a binacional, o Governo do Estado e o setor produtivo foi definida pelo governador em exercício Darci Piana como estratégica para o desenvolvimento do Oeste do Paraná e de todo o Estado.

G7 - Ele destacou que a parceria envolve o G7, grupo que reúne os maiores produtores e empresários do Paraná. “São parcerias que estão colaborando com o crescimento do Paraná e do Brasil. O Estado tem recebido extraordinária ajuda da Itaipu desde a sua fundação”, afirmou.

Royalties - A hidrelétrica entrega royalties da exploração hidráulica para 15 cidades paranaenses. “O Paraná está à disposição da Itaipu e dará todo suporte necessário para que a nova gestão tenha sucesso. Continuaremos trabalhando para a modernização do Estado”, afirmou Piana.

Produtividade - Já o presidente do Paraguai destacou a produtividade da Itaipu e o “maior empreendimento de energia elétrica do mundo”. Ele mencionou a revisão da distribuição dos royalties em 2023. “Paraguaios e brasileiros temos adiante um mesmo desafio: a revisão das bases financeiras cujo prazo de negociação é eminente. As nossas relações devem estar sustentadas por valores e princípios”, destacou.

Itaipu Binacional - Recordista em geração de energia no mundo, com mais de 2,6 bilhões de megawatts-horas (MWh) acumulados desde o início de sua produção, em 1984, a Itaipu é um exemplo bem-sucedido de integração entre dois países em âmbito jurídico, político e diplomático.

Orçamento - A binacional do Brasil e do Paraguai conta com um orçamento anual da ordem de US$ 3,5 bilhões, sendo 70% deste montante destinado ao pagamento da dívida da construção, que será quitada em 2023, incluindo juros e amortizações. No ano passado, a hidrelétrica abasteceu 15% do mercado de energia elétrica brasileiro e 90% do paraguaio.

Importância vital - No discurso de despedida, o ex-diretor-geral brasileiro, Marcos Stamm, afirmou que a Itaipu tem importância vital para o Paraná, em especial para a região Oeste. “Já atingimos 54 municípios (entre eles, os 15 com royalties) paranaenses. Nessa área a Itaipu é uma das principais forças indutoras do desenvolvimento sustentável. Também estamos atuando em conjunto com o G7 com objetivo de implementar projetos que beneficiem o Estado e o desenvolvimento de cadeias produtivas”, afirmou.

Turismo - Em termos turísticos, a Itaipu também é uma gigante brasileira, tendo ultrapassado a marca de milhão de visitantes em 2018, recorde anual de visitação. No ano passado, 1.024.667 turistas passaram pela usina. No total, os atrativos turísticos da hidrelétrica já receberam mais de 22 milhões de visitantes desde a abertura de suas portas à comunidade, em 1976.

Protagonista -  A presença do presidente Jair Bolsonaro na posse do diretor-geral brasileiro de Itaipu, em Foz do Iguaçu, foi o primeiro compromisso administrativo programado fora de Brasília desde que assumiu o cargo. O governador em exercício Darci Piana destaca que o Paraná tem sido protagonista na interação com o governo federal. Ele que cita que em cerca de 40 dias, o Estado já recebeu três visitas de ministros.

Participações - Participaram da solenidade Arnoldo Wiens, ministro de Obras Públicas do Paraguai; Bernardino Caballero, vice-ministro das Relações Exteriores do Paraguai; José Alberto Alderete Rodríguez, diretor-geral paraguaio da Itaipu; os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa); Roberto Vaesken, governador de Alto Paraná, no Paraguai; Carlos Simas Magalhães, embaixador brasileiro no Paraguai; Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobrás; o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro; os deputados federais Vermelho, José Carlos Schiavinato, Ricardo Barros e Felipe Francischini; o deputado estadual Hussein Bakri; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o presidente da Copel, Eduardo Pimentel; autoridades empresariais e de organismos internacionais. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE: Secretaria alerta sobre crescimento da dengue

saude 27 02 2019Dois municípios paranaenses entraram em alerta de epidemia de dengue na última semana epidemiológica – Itambé (15ª Regional) e Moreira Sales (11ª Regional). Eles se somam a Uraí e Lupionópolis, que já estavam em situação de epidemia.

Autóctones - Os casos autóctones (contaminação no próprio município) aumentaram de 346 para 483, espalhados em 70 municípios. No total, entre importados e autóctones, o Paraná registra 536 casos (na última semana eram 391). As notificações, por seu lado, aumentaram 17%, de 9.777 para 11.475 casos suspeitos.

Indicativos - Um dos indicativos para este aumento é o resultado parcial do levantamento de infestação predial. Entre os 267 municípios que já realizaram o trabalho, a infestação piorou em 147. O que significa que mais focos de mosquitos transmissores foram encontrados nos imóveis visitados.

População - “A população tem um papel importantíssimo no combate à doença”, afirma a médica veterinária Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental. O ciclo de transmissão só vai ser interrompido se cada um fizer sua parte, cuidando de todo tipo de água parada nos quintais e dentro das casas, por menores que sejam.

Ciclo de transmissão - A veterinária alerta ainda que o ciclo de transmissão deve se prolongar até maio, e o atual regime de chuvas complica bastante a situação, exigindo cuidado redobrado.

Municípios - Sete municípios apresentaram nesta semana seus primeiros casos autóctones de dengue, o que confirma a circulação local do vírus – Santa Izabel do Oeste, Quedas do Iguaçu, Campo Mourão, Icaraíma, Guairacá, Alvorada do Sul e Bandeirantes.

Casos graves - Também os casos considerados graves da doença aumentaram – dois em Foz do Iguaçu e dois em Londrina.

Chikungunya - O Paraná registrou ainda um novo caso de chikungunya na cidade de Foz do Iguaçu, mas trata-se de um caso importado; a contaminação ocorreu no Pará.

Cuidados -  A população deve limpar os quintais todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

Criadouros - Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja; até em tampinhas de garrafa. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos.

Areia - Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.

Brasil -  No Brasil, o número de casos prováveis de dengue registrados em janeiro deste ano mais que dobrou em comparação ao mesmo período de 2018. De acordo com o Ministério da Saúde, até o dia 2 de fevereiro, o aumento era de 149%, passando de 21.992 para 54.777 casos prováveis – uma incidência de 26,3 casos por 100 mil habitantes. Ainda segundo a pasta, foram registradas, até o momento, cinco mortes provocadas pela doença, sendo uma no Tocantins, uma em São Paulo, duas em Goiás e uma no Distrito Federal. Em 2018, foram notificados 23 óbitos por dengue. (Agência de Notícias do Paraná / Agência Brasil)

 


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