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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4524 | 26 de Fevereiro de 2019

ENCONTROS DE NÚCLEOS: Propostas do PR para o 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo estarão em debate

As propostas do Paraná que serão apresentadas no 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC) estarão em debate nos Encontros de Núcleos Cooperativos que o Sistema Ocepar vai promover entre os dias 18 e 21 de março, nas cidades de Cafelândia, Mangueirinha, Londrina e Ponta Grossa. O 14º CBC vai ocorrer de 8 a 10 de maio, em Brasília, com o objetivo de discutir o futuro do setor. Nos Encontros de Núcleo haverá debates sobre as sugestões dos paranaenses para os grandes temas que serão discutidos no Congresso: Gestão e Governança, Inovação, Mercado, Intercooperação e Comunicação.

Programação - Em todas as cidades, a programação será realizada das 8h30 às 13h, contemplando ainda a abertura com as cooperativas anfitriãs e palestra sobre “Fundamentos da competitividade e sustentabilidade da economia”, com Airton Spies, doutor em Economia dos Recursos Naturais, mestre em Ciências Agrícola e ex-secretário da Agricultura e Pesca do Estado de Santa Catarina. O Sistema Ocepar também vai promover as pré-assembleias das três entidades que integram o Sistema Ocepar: Fecoopar, Ocepar e Sescoop/PR, com a apresentação do Relatório de Atividades de 2018 e do Plano de Metas de 2019. A atividade é preparatória para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, que vai ocorrer no dia 1º de abril, em Curitiba. Nesses encontros serão eleitos os novos coordenadores dos Núcleos Cooperativos.

Informações e inscrições - Mais informações com Neuza Oliveira ou Daniele Luana (secretaria@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1105 / 3200 1104). Inscrições com Francine Danielli (francine.danielle@sistemaocepar.coop.br), Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br) e Janaína Rosário (janaina.rosario@sistemaocepar.coop.br).

encontros nucleos folder 26 02 2019

COOPAGRÍCOLA: Assembleia de prestação de contas reúne 150 pessoas em Ponta Grossa

A Cooperativa Agrícola Mista Ponta Grossa (Coopagrícola) promoveu, no dia 22 de fevereiro, a sua Assembleia Geral Ordinária (AGO) para apresentar os resultados de 2018. No ano passado, a Coopagrícola atingiu faturamento de R$ 225 milhões, o que representa um aumento de 17% em relação a 2017. A AGO ocorreu no salão de eventos do restaurante Estrela de Prata Executive, em Ponta Grossa, na região paranaense dos Campos Gerais, com cerca de 150 participantes. O Sistema Ocepar foi representado pelo superintendente Robson Mafioletti. Profissionais do Banco do Brasil e do Sicredi também prestigiaram o evento. Além da prestação de contas realizada pelo Conselho de Administração, houve a eleição do Conselho Fiscal.

A Coopagrícola A Coopagrícola possui 1045 cooperados e em 2018 registrou o recebimento de 150 mil toneladas de grãos, entre soja, milho, trigo, cevada e feijão.

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Realizadas 10 assembleias na cidade de São Paulo e no ABCD

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP realizou, entre os dias 11 e 22 de fevereiro, 10 Assembleias de Núcleos para os seus associados em São Paulo. A Assembleia é o momento onde o associado exerce o seu papel de dono do empreendimento e vota sobre questões relacionadas à gestão e ao desenvolvimento da cooperativa.

Desempenho - Em 2018, o desempenho da cooperativa foi excepcional e é o resultado da dedicação e trabalho dos mais de 1000 colaboradores e dos mais de 121 mil associados que depositam sua confiança na Instituição.

Números - Os números impressionam. Além do crescimento de mais de 40% em ativos totais, outros indicadores demonstram a mesma direção exponencial e o alcance de marcos recordes na história da Cooperativa: mais de R$ 1,6 bilhão na carteira de depósitos, com crescimento de 35%; R$ 1,7 bilhão na carteira de crédito, 37 % de incremento e aumento de 18% do número de associados. As contas dos ativos totais ultrapassaram R$2,2 bilhões, indicando um crescimento de 40% comparado ao exercício de 2017 e que, somados às coobrigações, ultrapassam os R$ 2,6 bilhões de recursos administrados. Tudo isso gerou o Resultado de R$ 55,4 milhões.

Atuação - Além disso, a cooperativa ampliou sua atuação, realizou negócios e parcerias estratégicas, diversificou seus canais, investiu em tecnologia e expandiu sua base de associados com a abertura de 19 novas agências no Paraná e em São Paulo, chegando aos maiores polos financeiros da América Latina, como por exemplo a Av. Faria Lima e Av. Berrini, na capital paulista. A Vale do Piquiri encerrou o ano de 2018 com 71 agências, sendo que em 15 cidades é a única instituição financeira.

Convênios - Os convênios fechados junto às entidades como as Associações Comerciais fortalecem as características do empreendimento cooperativo e atendem de forma prática e precisa às necessidades das empresas associadas. Exemplos disso são as parcerias com as Associações Comerciais e Empresariais de São Paulo, Diadema, São Bernardo e Mauá que oferecem condições exclusivas de produtos e serviços aos associados, por meio de espaços de atendimento instalados dentro das próprias Associações Comerciais. Além disso, no final de 2018, a Cooperativa oficializou um acordo com a ACSP – Associação Comercial de São Paulo e, em 2019, planeja inaugurar 15 espaços Sicredi nas distritais da entidade.

Educação financeira - As ações de educação financeira promovidas pela cooperativa através do voluntariado dos colaboradores, permitiram orientar crianças, jovens e adultos sobre finanças pessoais e tiveram a contribuição dos gibis da Turma da Mônica, desenvolvidos especialmente para este fim. No decorrer de 2018, o Programa A União Faz a Vida (PUFV) desenvolveu ações de cooperação e cidadania com crianças e jovens além de promover a formação continuada dos professores.

Aniversário - O ano de 2018 também foi marcado pelas comemorações dos 30 anos da cooperativa, com a turnê musical “Histórias e Momentos” que contou a trajetória da cooperativa e emocionou 25 mil pessoas, em 44 apresentações homenageando fundadores, colaboradores, associados e parceiros.

Agradecimento - O Sicredi agradece a presença de todos os seus associados e convidados que participaram da Assembleias 2019 em São Paulo. Desde esta segunda-feira (25/02), os encontros continuam na região do Paraná.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS I: Iniciado calendário de assembleias

sicredi parque araucarias 26 02 2019Começou, no dia 18 de fevereiro, o calendário de assembleias de núcleos da Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP. O ciclo iniciou em Vitorino (PR), pela manhã, e à noite em São Domingos (SC), e se encerra no início de abril, com as assembleias no estado de São Paulo. A assembleia geral será realizada no dia 13 de abril, em Mariópolis (PR).

Governança - As assembleias são um momento muito importante para a governança da cooperativa. São nesses encontros que os associados, enquanto donos do negócio, participam das decisões e conhecem os demonstrativos e resultados da instituição no ano anterior.

Ordinário e extraordinário - Em 2019, os encontros terão caráter ordinário e extraordinário, e os assuntos serão debatidos de acordo com a pauta do edital de convocação. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

Clique aqui para conferir o calendário completo

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS II: Parceria é selada com o Botafogo de Ribeirão Preto (SP)

sicredi parque araucarias II 26 02 2019A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP confirmou mais um patrocínio esportivo, desta vez na região de São Paulo. Na temporada 2019, a cooperativa será patrocinadora do Botafogo Futebol Clube, da cidade de Ribeirão Preto, um dos clubes de futebol mais tradicionais do interior do estado.

Parceria - As instituições firmaram a parceria no último fim de semana, quando aconteceu a primeira convenção anual da Sicredi realizada na região de Ribeirão Preto, onde a cooperativa está presente desde 2017, e já conta com quatro agências.

Destaque - Com a parceria, a marca Sicredi estará em destaque na camisa do time, bem como em outros materiais de divulgação, como placas publicitárias no estádio Santa Cruz, casa do Botafogo de Ribeirão Preto. A estreia do uniforme com a logo do Sicredi aconteceu no último domingo (24/02), em partida contra o Corinthians válida pela primeira divisão do Campeonato Paulista.

Disputa - Além do estadual, a equipe também disputará a série B do Campeonato Brasileiro. A estreia será no dia 27/04, contra o Vitória.

Princípio - Apoiar projetos esportivos vem de encontro com um dos princípios do cooperativismo, o interesse pela comunidade. A Sicredi Parque das Araucárias acredita no esporte como vetor de desenvolvimento econômico e social, o que justifica seu interesse em contribuir com equipes esportivas. Esta a primeira parceria do gênero realizada na região de São Paulo.

Outras - Nas últimas semanas, a cooperativa também formalizou parcerias de patrocínio com as equipes Pato Futsal e Pato Basquete, ambas de Pato Branco (PR); com a Associação de Amigos do Esporte Mariopolitano (AAEMA), time de futsal de Mariópolis (PR); com o Palmas Esportes, equipe de futsal de Palmas (PR); e com o time de futsal da cidade de Coronel Domingos Soares (PR). (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

 

SICREDI FRONTEIRAS: Atividades do Programa A União faz a Vida são retomadas

sicredi fronteiras 26 02 2019O Programa A União faz a Vida iniciou as suas atividades de 2019, no dia 30 de janeiro, com o Sesi das cidades de Capanema e Ampére, no Paraná. Em Itupeva, São Paulo, as atividades retornarão nesta terça-feira (26/02). Em Ampére, o lançamento será no dia 15 de abril, e a formação do Programa A União faz a Vida será logo após, nos dias 22 e 23.

Valores - Através desta iniciativa, presente há 12 anos no Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, os valores da cooperação e cidadania são promovidos para crianças e adolescentes nas cidades paranaenses de Capitão Leônidas Marques, Ampére, Capanema e Salgado Filho e também na cidade de Itupeva, no estado de São Paulo.

Abordagem - Todos os professores participantes do programa são responsáveis por abordar a importância da educação empreendedora e cooperativa no ambiente educacional. Por isso, recebem anualmente uma formação, que visa o aperfeiçoamento das suas práticas aplicadas em crianças e adolescentes, público-alvo do PUFV.

Abrangência - O programa atende cerca de 3.049 crianças e adolescentes em 40 escolas parceiras. De acordo com a Assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo, Daiane Wesseler Alexandre, a retomada das atividades acontecerá em Capanema, no dia 11 e 12 a noite, das 19h às 22h. Ainda em Capanema, nos dias 18 e 19 de março, haverá a formação do Programa A União faz a Vida para a Educação Infantil.

Metodologia - A metodologia de ensino utilizada com os alunos objetiva a construção de valores como solidariedade, justiça, diálogo, respeito à diversidade e empreendedorismo. Saiba mais sobre o Programa em: www.auniãofazavida.com.br.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI ALIANÇA: Parceria beneficia Grupo de Escoteiros com repasse de computador

sicredi alianca 26 02 2019A parceria firmada entre Sicredi Aliança PR/SP, Rondotec Informática e Rotary Marechal viabilizou a entrega de mais um computador. Desta vez, a entidade beneficiada foi o Grupo de Escoteiros 25 de Julho, em Marechal Cândido Rondon (PR), que atende atualmente mais de 80 jovens e têm 30 adultos voluntários. O repasse aconteceu na sede da entidade.

Boa hora - “O equipamento veio em boa hora. Vamos utilizá-lo para o registro das atividades que realizamos, para o controle de fluxo de caixa e outras finalidades, desde o administrativo até o operacional. Obrigado a todos os envolvidos nesta parceria. É muito bom ter empresas que apoiam o nosso movimento e que acreditam no que fazemos”, disse o Diretor Presidente do Grupo de Escoteiros, Wernei Antônio Schuster.

Importância do escotismo - O escotismo ensina valores como o envolvimento com a comunidade, a se preocupar com o próximo, além de incentivar o desenvolvimento pessoal e a formação de líderes. Em iniciativas como esta, e que vem de encontro com o propósito da cooperativa que é agregar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas, a Sicredi Aliança PR/SP sempre estará junto.

Parceria - Este foi o primeiro computador entregue em 2019 através da parceria que consiste na seleção de equipamentos cedidos pela Sicredi Aliança PR/SP e que não comportam mais os atuais sistemas. O Rotary Marechal atua como intermediário da ação e a Rondontec Informática realiza o remanejamento das peças e a montagem das máquinas. Com mais este repasse, 53 computadores já foram montados e repassados a entidades da região, desde o início da ação em 2017.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Aliança PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICOOB INTEGRADO: Resultados de 2018 são apresentados em pré-assembleias

Entre os dias 11 e 22 de fevereiro, o Sicoob Integrado realizou pré-assembleias em 16 municípios da sua área de atuação. Só em Pato Branco, cidade sede da cooperativa, mais de 1.100 cooperados, além de delegados, conselheiros e convidados compareceram à reunião, que teve como objetivo apresentar os resultados obtidos pela singular em 2018.

Ações - Na ocasião, também foram apresentadas ações do Instituto Sicoob, inaugurações e reinaugurações ocorridas ao longo do ano e o lançamento oficial da Campanha Poupança Premiada 2019.

Especial - Segundo o diretor de Negócios, Marcinei Coterli, o evento superou as expectativas. “Poder compartilhar este momento com nossos associados o torna ainda mais especial. Encerramos 2018 com um ótimo resultado e com determinação de que 2019 será ainda melhor”, afirma.

Gratificante - Para o cooperado, Jorge Merlin, é muito gratificante poder ver a evolução do Sicoob nos últimos anos e também as projeções para o futuro. “Saio da reunião confiante de que ser associado não traz apenas retorno para uma pessoa, mas para todos os envolvidos”, ressalta.

Municípios - Os 16 municípios que receberam as pré-assembleias do Sicoob Integrado foram: São João, Chopinzinho, Itapejara d'Oeste, Mangueirinha, Pato Branco, Vitorino, Palmas, Clevelândia, Candói, Cantagalo, Pinhão, Coronel Vivida, Fiz do Jordão, Reserva do Iguaçu, General Carneiro e União da Vitória. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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INFRAESTRUTURA: Leilão federal deverá incluir 3,5 mil km de rodovias do Paraná

infraestrutura 26 02 2019O pacote de concessões que o governo federal planeja licitar em 2020 deve abranger 3,5 mil quilômetros de rodovias do Paraná. Além dos 2,5 mil km de extensão dos seis lotes atuais do Anel de Integração, cujos contratos expiram em 2021, o Governo do Paraná sugeriu ao Ministério da Infraestrutura que o leilão contemple mais 1 mil km de rodovias estaduais, além dos contornos de Cascavel, Londrina e Ponta Grossa.

Anel de Integração - Do Anel de Integração, cerca de 2,2 mil km são trechos federais delegados ao Estado em 1997 e que serão devolvidos em 2021. Em reunião realizada na semana passada, em Brasília, o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, formalizaram ao secretário nacional de Transportes Terrestres, Jamil Megid Junior, a proposta de inclusão da PR-092 (Norte Pioneiro), PR-323 (Noroeste), PR-280 (Sudoeste), além da ligação entre os municípios de Campo Mourão e Guarapuava.

Agilidade - Na ocasião, Ratinho Junior destacou que estas rodovias não estão estruturadas para receber toda a demanda que já vêm recebendo nos últimos anos, enquanto a produção rural do Paraná praticamente dobra a cada dez anos. Na avaliação do governador, agregar os trechos estaduais no pacote da União agilizaria a execução das melhorias necessárias para adequar as rodovias às necessidades de escoamento da produção e garantir mais segurança à população.

Novo modelo - O governador e o secretário de Infraestrutura já se reuniram duas vezes com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e sua equipe para tratar do novo modelo de concessões. A União concordou com as exigências feitas pelo Estado, que passam pela redução de pelo menos 50% no valor das tarifas pagas pelos usuários, execução de duplicações e implantação de contornos rodoviários, principalmente nas maiores cidades.

Estudos técnicos - Na primeira quinzena de março, o conselho de ministros do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) deve avalizar os estudos técnicos para as novas licitações. O governo federal estuda a possibilidade de mudar a configuração dos atuais lotes do Anel de Integração. O leilão deve ocorrer em 2020, para permitir que as vencedoras assumam a gestão das rodovias assim que os atuais contratos terminarem. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EXPEDIÇÃO SAFRA: No Paraná, clima desfavorável reduz colheita em 600 kg de soja por hectare

expedicao safra 26 02 2019A expectativa de quebra da safra nos principais estados produtores de grãos do país deve se confirmar também no Paraná. De acordo com novo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o estado deve ter uma quebra de 16% na produção de soja. Com isso, o Paraná estima colher 3 milhões de toneladas a menos do que a projeção inicial, que era de 19 milhões de toneladas. Isso se deve, principalmente, à estiagem e ao forte calor que afetaram as regiões produtores do Norte, Norte Pioneiro, Oeste e Noroeste do estado.

Prejuízos - Com 42% da área já colhida, os relatos são de prejuízos nas áreas de cultivo de variedade precoces, que pegaram um período de estresse hídrico no final do ano passado, bem na época do plantio. Cidades como Toledo, Cascavel e Francisco Beltrão (região Oeste e Sudoeste) foram alguns dos municípios mais afetados. Já o problema no Norte e Norte Pioneiro foi a alta temperatura em janeiro. A produtividade média no estado este ano deve ser de 3 mil kg/hectare, segundo o Deral. Ano passado, a média foi de 3,6 mil kg/ha.

Generalizada - “O que a gente vê é que a perda foi grande e generalizada, pois a falta de chuva prosseguiu e a perda de produtividade passou para regiões do Norte do Paraná. E não foram só os plantios mais adiantados que foram prejudicados, mas também as áreas plantadas depois da metade de setembro”, analisa a engenheira agrônoma da Faep Ana Paula Kowalski.

Visita - As lavouras paranaenses vão ser as próximas visitadas pela equipe da Expedição Safra, que nesta segunda-feira (25/02) retoma a estrada, percorrendo as principais regiões produtoras do estado. Estados como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por onde a Expedição já passou, trabalham com estimativas próximas a 15% de quebra de safra, e pelo mesmo motivo: falta de chuva.

Perdas mais acentuadas - De acordo com Ana Paula Kowalski, produtores relatam perdas bem mais acentuadas do que as médias no Paraná, como 40% em Campo Mourão e Umuarama e até 20% no Norte do estado. A estiagem não era esperada, diz a agrônoma da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). “O que se previa era um prolongamento da neutralidade climática. Os que os meteorologistas falavam era que até poderia haver um aumento do número de chuvas, entre novembro e dezembro. Mas isso não ocorreu”, pontua.

Safrinha - Por outro lado, a perspectiva para a safrinha do milho no Paraná é boa. Com a antecipação da colheita da soja por causa do fator climático, o plantio do cereal também foi antecipado e, em se mantendo as condições climáticas atuais favoráveis, a produção deve chegar a 12,8 milhões de toneladas neste ano. Destaca-se o aumento de 4% na área cultivada, chegando a 2,2 milhões de hectares. “Ano passado tivemos uma safrinha muito ruim, com uma produção de 9,2 milhões de toneladas. Então, para esse ano, a expectativa é muito boa”, explica Marcelo Garrido Moreira, economista do Deral.

Roteiro - Entre janeiro e abril de 2019, as equipes da Expedição Safra vão percorrer quase 50 mil quilômetros em 12 estados das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, conversando com produtores, técnicos e pesquisadores. O roteiro inclui ainda visitas a áreas de produção agrícola no Paraguai, Argentina, Uruguai, México e Estados Unidos.

Dados - Além do levantamento quantitativo da safra, verificando tecnologia das lavouras, custos de produção e impacto do clima – o foco de centenas de entrevistas, depoimentos e coleta de dados será entender, e traduzir, os movimentos do mercado e desafios ligados à logística, à comercialização e ao consumo.

Tema - Neste ano, o projeto reforça uma discussão temática do projeto, que também passa pelas engenharias, em especial a Agronomia. A parceria com o Sistema Confea-Crea ajudará a dar ainda mais capilaridade à pesquisa de campo da Expedição, visto que o Confea representa 100 mil profissionais da engenharia agronômica no país.

A Expedição Safra - A Expedição Safra 2018/19 é apresentada pelo Sistema Confea/Crea e Mutua. Com patrocínios da Caixa Econômica Federal, Sementes e Fertilizantes Castrolanda, Agrotec, Alta, Solaris e Sociedade Rural do Paraná. O apoio logístico é do Groupe Renault. Veja mais informações sobre o projeto no hotsite da Expedição Safra. (Gazeta do Povo)

 

 

MERCADO: Trégua sino-americana sustenta preços da soja

A expectativa de que o conflito comercial entre China e EUA esteja chegando ao fim deu fôlego às cotações de soja e algodão nas bolsas americanas. Mesmo diante da forte pressão "baixista" exercida pelo petróleo, as duas commodities se valorizaram no pregão desta segunda-feira (26/02).

Anúncio - A evolução das negociações entre Washington e Pequim foi anunciada no domingo (24/02), com o adiamento da aplicação, pelos EUA, de sobretaxas às importações de produtos chineses. Inicialmente, as tarifas entrariam em vigor no dia 1º de março.

Tratativas - Como parte das tratativas comerciais, a China se comprometeu a comprar mais 10 milhões de toneladas de soja americana. Nesta segunda-feira (25/02), o presidente americano Donald Trump afirmou estar "esperançoso" com um acordo comercial com Pequim.

Cotações - Amparadas pelo otimismo, as cotações de soja na bolsa de Chicago fecharam no campo positivo. Os papéis com vencimento em maio, os mais negociados, subiram 1,25 centavo de dólar, cotados a US$ 9,25 por bushel. No caso do algodão, os papéis para maio subiram 9 pontos na bolsa de Nova York, para 73,10 centavos de dólar por libra-peso.

Limitado - O otimismo do mercado foi, contudo, limitado. Na avaliação da consultoria ARC Mercosul, a retórica comercial entre os dois gigantes do comércio precisa de dados mais concretos. "A gente já teve notícias assim, mas precisamos mesmo de confirmação das compras pela China", disse o analista da ARC, Tarso Veloso.

Exportações - Afora as negociações entre EUA e China, a divulgação de dados americanos de exportação de soja contribuiu para a alta na bolsa de Chicago. Na semana encerrada no dia 21 de fevereiro, os americanos exportaram 1,3 milhão de toneladas de soja, um aumento semanal de 31,3%, de acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Milho - Na contramão da soja, as cotações do milho caíram nesta segunda devido à frustração com os dados de exportação dos EUA. Os contratos para maio recuaram 4,5 centavos de dólar, a US$ 3,80 o bushel. Segundo o USDA, foram embarcadas 751,3 mil toneladas de milho na semana encerrada em 21 de fevereiro, queda de 20% ante a semana anterior. A expectativa para os embarques variava de 800 mil a 1 milhão de toneladas, segundo a Safras & Mercado. (Valor Econômico)

mercado 26 02 2019

 

MAPA: Serviços de meteorologia agrícola serão mais direcionados para atender ao setor

mapa 26 02 2019Para aperfeiçoar o fornecimento de informações que sejam mais direcionadas à meteorologia agrícola foi formado um Grupo de Trabalho com o objetivo de diagnosticar e propor novas formas de atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nos serviços ao setor.

Programas - As informações meteorológicas e climatológicas são primordiais para o funcionamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), Garantia Safra (GS) e Zoneamento Agrícola de Risco Climáticos (Zarc), que oferecem ao produtor a possibilidade de mitigar riscos das perdas decorrentes de fenômenos climáticos adversos.

Integrantes - O GT será formado por representantes da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Federação Nacional de Seguros Gerais, Federação Nacional das Empresas de Resseguros. A medida saiu publicada no Diário Oficial da União no último dia 21 de fevereiro.

Tecnologias adequadas- De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Francisco de Assis Diniz, “os serviços de meteorologia agrícola também contribuem para induzir ao uso de tecnologias adequadas aso empreendimentos rurais, com a finalidade de maximizar a produtividade e reduzir perdas por adversidades climáticas, contribuindo com a estabilidade da renda”.

Detalhamento - O detalhamento e divulgação das informações da meteorologia agrícola, de forma que se tornem mais focados nas necessidades do setor produtivo, são relevantes para a política agrícola.

Pesquisa aplicada - O monitoramento, análise e previsão do tempo e clima serão utilizados na pesquisa aplicada para prover informações adequadas em situações climáticas adversas que afetam, limitam ou interferem nas atividades.

Proposta - O GT, coordenado pela SPA e pelo Inmet, terá prazo de 75 dias para apresentar proposta. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial tem superávit de US$ 2,010 bi na semana passada

comercio exterior 26 02 2019A balança comercial registrou superávit de US$ 2,010 bilhões na quarta semana de fevereiro, decorrente de exportações de US$ 5,069 bilhões e importações de US$ 3,059 bilhões. Em fevereiro, o saldo positivo totaliza US$ 3,591 bilhões e, no ano, US$ 5,784 bilhões, informou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Acumulado do mês- No acumulado do mês, a média diária de exportações (US$ 861,5 milhões) caiu 10,9% puxada por produtos manufaturados e semimanufaturados. No primeiro grupo, os embarques caíram 22,9% para US$ 339,1 milhões por dia. Entre os semimanufaturados, a redução foi de 14,2% para US$ 107,5 milhões.

Básicos - As vendas de produtos básicos avançaram, em contrapartida, 9,4% para US$ 414,9 milhões, puxadas por soja em grão, milho em grão, minério de ferro, algodão em bruto, café cru em grão.

Importações - A média de importações também caiu 20,4% até a 4ª semana de fevereiro para US$ 637,1 milhões. Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-26,1%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-13,2%), veículos automóveis e partes (-19,3%), equipamentos mecânicos (-8,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (-7,7%). (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Investimento estrangeiro no setor produtivo do país cai 30% em janeiro

economia 26 02 2019O investimento estrangeiro no setor produtivo do país caiu 30% em janeiro, na comparação com igual período de 2018. No mês passado, o investimento direto no país (IDP) chegou a US$ 5,866 bilhões. Em igual mês de 2018, esses investimentos somaram US$ 8,363 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25/02) pelo Banco Central (BC).

Insuficientes - Em janeiro, esses investimentos não foram suficientes para cobrir o resultado negativo das contas externas. Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque recursos são aplicados no setor produtivo.

Déficit - O déficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações) chegou a US$ 6,548 bilhões, o de janeiro de 2018: US$ 6,293 bilhões.

Pontual - Para o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o resultado do mês passado, com IDP inferior aos déficits das transações correntes, é “pontual”. Segundo ele, pode ter havido uma antecipação de fluxos de IDP no segundo semestre de 2018, quando houve aceleração desses investimentos. Além disso, Rocha destacou que os dados preliminares deste mês indicam aumento da entrada desses recursos. Em fevereiro, até o dia 21, o IDP chegou a US$ 5,7 bilhões, com estimativa de US$ 7 bilhões para o mês. A previsão do BC para o déficit em conta corrente neste mês é de US$ 2,2 bilhões.

Investimentos em ações e títulos - O investimento estrangeiro em ações e fundos de investimento chegou a US$ 3,664 bilhões e nos títulos de renda fixa, a US$ 3,060 bilhões, totalizando os dois US$ 6,724 bilhões, em janeiro. Segundo Rocha, no primeiro mês do ano, houve retorno dos investimentos desse tipo que haviam saído em dezembro, no total de US$ 4,547 bilhões. Os dados preliminares de fevereiro, até o dia 21, mostram saída de US$ 1,331 bilhão em ações e fundos de investimentos e entrada de US$ 7,174 bilhões, em títulos de renda fixa.

Aumento das importações - Segundo Rocha, o resultado das contas externas é influenciado pela redução do superávit comercial, com maior crescimento das importações do que das exportações. “Há maior demanda interna por bens importados que é consistente com a retomada da economia”, disse Rocha. Em janeiro, o superávit comercial ficou em US$ 1,633 bilhão, ante US$ 2,4 bilhões em igual mês de 2018.

Redução da demanda - Outra explicação é a redução na demanda por serviços, principalmente os gastos em viagens internacionais. Rocha lembrou que isso acontece por influência do dólar mais caro neste ano. Em janeiro de 2019, a taxa média de câmbio ficou em R$ 3,74, enquanto no mesmo mês de 2018 era R$ 3,22. Em janeiro deste ano, os gastos de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,689 bilhão, enquanto no mesmo período de 2018 estavam em US$ 2,002 bilhões. A conta de viagens, considerados os gastos de brasileiros no exterior e as receitas de estrangeiros no Brasil fechou o mês negativa em US$ 986 milhões.

Serviços - No setor de serviços, também houve bastante influência do segmento de aluguel de equipamentos, com saldo negativo (despesas maiores que as receitas) de US$ 864 milhões, em janeiro, contra o déficit de US$ 1,239 bilhão, no mesmo período de 2018. Isso é explicado pelo novo Repetro (regime especial que suspende os tributos cobrados sobre bens destinados a atividades de exploração de petróleo e gás natural). No novo programa, as empresas não são mais beneficiadas com a exportação de plataformas de petróleo. Segundo Rocha, com o Repetro anterior, era comum as empresas no Brasil alugarem os bens exportados. “Com o novo Repetro e o fim da exigência de exportações, várias empresas estão importando para adicionar no seu estoque de capital doméstico”, explicou Rocha. (Agência Brasil)

 

SUSTENTABILIDADE: MCTIC, Unido, Itaipu e CIBiogás se unem para desenvolver a cadeia do biogás

Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), da Assessoria de Energias Renováveis de Itaipu, e do Centro Internacional de Energias Renováveis e Biogás (CIBiogás), estiveram reunidos estrategicamente na semana retrasada, em Foz do Iguaçu, nas dependências da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), para debater o projeto “Aplicações do Biogás na Agroindústria Brasileira”, financiado pelo Fundo Global pelo Meio Ambiente (GEF - Global Environmental Facility).

Objetivo - O projeto possui o objetivo de desenvolver a Cadeia de Valor do Biogás e Biometano, além de contribuir com a destinação adequada aos efluentes da agropecuária. A meta é reduzir 535 mil toneladas de gás carbônico, suprimindo a emissão dos gases de efeito estufa, promovendo a utilização do biogás como matéria-prima renovável no lugar dos combustíveis fósseis, tal como a gasolina, o óleo diesel, o gás natural e o carvão mineral.

Distribuição - Além das vantagens ambientais, os proprietários e os moradores das áreas rurais terão acesso à uma distribuição energética mais segura e estável. O encontro proporcionou o alinhamento tático entre as instituições para que a expansão dos projetos relacionados ao biogás seja implementada no sul do país, ampliando a competitividade do agronegócio nacional.

US$ 1 milhão em 2019 - Um dos resultados das reuniões foi o acordo entre as instituições presentes, chancelado pela Agência ONU, que o GEF investirá US$ 7 milhões, distribuídos ao longo dos cinco anos previstos para planejamento, execução e implementação de ações relacionadas ao projeto de aplicação do biogás no Brasil. Para 2019, a parcela liberada foi de US$ 1milhão.

Sebrae - Representantes do Sebrae dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, participaram do cronograma de atividades para conhecer alguns dos modelos de negócio relacionados ao biogás, até então desenvolvidos na região Oeste do Paraná, entre eles a Cerâmica Stein, que utiliza o biogás como fonte energética, a Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano de Itaipu, e a “Mini Central Termelétrica do Projeto de P&D Copel em Entre Rios do Oeste”.

Entre Rios do Oeste - Por meio de uma solicitação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Copel realizou o investimento de R$19 milhões na implementação da Mini Central Termelétrica no município de Entre Rios do Oeste. Com uma estimativa de 4.500 habitantes, a região comporta aproximadamente 150 mil suínos. Os dejetos provenientes da suinocultura causam problemas de saneamento e desconforto na população, mas, de acordo com o prefeito em exercício, Ari Maldner, esta é a principal atividade econômica da cidade.

Tratamento - Com a construção da Mini Central, o município receberá o tratamento de 215 toneladas por dia de dejetos, de 17 propriedades rurais, com previsão de capacidade produção de 4.600m3/dia de biogás, gerando energia equivalente a 250 MWh.mês, com 480kW de potência instalada. Energia suficiente para abastecer todos os prédios da Prefeitura e ainda resultar em um excedente energético de 58% em relação ao consumo médio de 158MWh.mês.

Parceria - Financiado pela Copel e executado pelo CIBiogás e FPTI, o município cedeu o terreno, maquinário, terraplenagem, e os produtores rurais investiram na instalação de biodigestores nas respectivas propriedades.

CIBiogás - O CIBiogás é uma instituição científica, tecnológica e de inovação, em forma de pessoa jurídica de direito privado, constituído como associação sem fins lucrativos, autonomia administrativa e financeira, regida por um estatuto. O Centro é formado por 27 instituições que desenvolvem e/ou apoiam projetos relacionados às energias renováveis. Sua estrutura conta com um laboratório de biogás, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, e com 11 unidades de produção de biogás no Brasil. (Assessoria de Imprensa da CIBiogás)

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ENTREVISTA: Foco do BNDES será em infraestrutura

entrevista 26 02 2019O presidente do BNDES, Joaquim Levy, já definiu a nova estratégia do banco para este e para os próximos anos. "Haverá um natural foco na infraestrutura, em que o crédito de mais longo prazo é fundamental para a viabilização de projetos com tarifas sustentáveis. E haverá menos presença no financiamento corporativo tradicional", afirmou ele em entrevista ao Valor. "Também vamos focar no apoio à inovação e digitalização das nossas empresas, de todos os tamanhos", completou.

Desembolsos - Levy disse que ainda não tem o exato tamanho dos desembolsos do BNDES para este ano. Estes têm minguado de forma acelerada: eram de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 e caíram para 1% do PIB no ano passado. Também está por definir o quanto de recursos o banco poderá devolver ao Tesouro Nacional. Provavelmente não serão os R$ 25 bilhões acertados pelo seu antecessor. Levy, porém, não quis arriscar se poderá chegar a R$ 100 bilhões. "A devolução será função da nossa estratégia para o BNDES", disse ele. Ou seja, não será com o objetivo único de reduzir a dívida interna bruta. A seguir a íntegra da entrevista com o dirigente:

Valor: Qual o papel do BNDES nesse governo?

Joaquim Levy: O papel do BNDES reflete o entendimento de que o protagonismo dos gastos públicos tem tido um efeito, talvez não intencional, mas negativo na capacidade de crescimento do país.

Valor: Por quê?

Levy: Sabe-se, há muito tempo, que a antiga TJLP [Taxa de Juros de Longo Prazo] era um mecanismo de acomodação das elites, para fugir do esforço da política monetária necessário para fazer frente às pressões fiscais. Esse cenário mudou de forma permanente, especialmente com a introdução da TLP [Taxa de Longo Prazo], que acompanha mais de perto o custo de captação de longo prazo do Tesouro Nacional.

Valor: Como o controle do gasto público afeta o BNDES?

Levy: Apesar da pressão dos gastos obrigatórios ainda ser além do que o país suporta, os gastos discricionários vêm sendo contidos depois do ajuste de 2015. Isso permitiu uma política monetária mais branda. Deve-se reconhecer a habilidade do presidente Ilan [Goldfajn, do Banco Central] em aproveitar a flexibilização dos preços e o hiato do produto para baixar as taxas de juros nominais reais nos últimos anos. O esforço fiscal tem que se ampliar, abrindo espaço para a iniciativa privada e o mercado de capitais. É o papel da reforma da Previdência e da desestatização, notadamente a nível subnacional, diante dos impasses dos Estados.

Valor: Como assim?

Levy: Com a dívida pública fazendo menos pressão, há um ajuste de carteira, e os investidores estão procurando novas oportunidades, como se vê no rápido crescimento da emissão de debêntures e na subida da bolsa. A atuação do BNDES refletirá essa transformação, que é essencial para os juros continuarem baixos.

Valor: Isso, concretamente, significa mudança de foco do banco?

Levy: Haverá um natural foco na infraestrutura, em que o crédito de mais longo prazo é fundamental para a viabilização de projetos com tarifas sustentáveis. E haverá menos presença no financiamento corporativo tradicional. Também vamos focar no apoio à inovação e digitalização das nossas empresas, de todos os tamanhos.

Valor: Neste momento de estagnação da economia o banco pode ter uma função mais conjuntural, expansionista?

Levy: Não é segredo que o conjuntural no Brasil está sujeito ao estrutural. Estamos passando por mudanças importantes da nossa economia. De certo modo, é o fim de um ciclo.

Valor: E qual é o novo ciclo?

Levy: O desarranjo que foi criado no começo da década praticamente inviabilizou o ajuste fiscal gradual, que havia sido tentado desde o começo dos anos 2000. O atropelo à Lei de Responsabilidade Fiscal, a exorbitância do crédito público, com o apoio tácito de muitos setores beneficiados, deixaram um desequilíbrio muito forte, que requer respostas mais intensas. As pessoas devem se perguntar por que nos últimos dez, 15 anos quase todo empresário que pôde vendeu seu negócio. Há alguns elementos de cunho global, mas muito disso reflete condições locais.

Valor: Pergunto: Por quê?

Levy: O mais racional para muitos empresários, diante dos desafios tributários, da burocracia e mesmo da corrupção destrutiva à concorrência limpa, era aproveitar o interesse do investidor estrangeiro com custo de financiamento secularmente baixo e passar adiante o negócio. As novas gerações herdaram "family offices" para gestão financeira das fortunas construídas em décadas e monetizadas devido à direção em que a economia foi com o aumento do gasto público.

Valor: Esse processo, que está na raiz da recessão a partir de 2014, induziu o país a esse novo ciclo?

Levy: Foi esse processo que levou à necessidade de se ser muito mais audacioso com a política econômica e trouxe para a linha de frente a questão do tamanho e do custo do Estado, à urgência de desestatização e uma reforma que mude a perspectiva de empreender no país. É a visão que o ministro Paulo Guedes tem articulado de forma muito eficaz e que as pessoas têm entendido com cada vez mais clareza. Basear a nossa atuação nessa análise é importante, porque a queda do investimento, primeiro o privado nos idos de 2012 e 2013 e depois o investimento público a partir de 2014, foi o que precipitou a retração da economia. Além disso, a inviabilidade de muitas decisões de investimentos com apoio público, cujas consequências ainda estamos digerindo no BNDES, demonstra que empurrar projetos quando o ambiente não gera a confiança nos negócios tem um custo alto.

Valor: O BNDES, depois de saneado, vai atuar nos novos investimentos em infraestrutura?

Levy: O BNDES está pronto para, junto com o mercado, dar sustentação ao novo ciclo de investimento que virá com a reforma da Previdência e a votação de várias leis de reforma setorial, como nos casos de gás, eletricidade, saneamento. Facilitar a venda do gás natural, vencendo obstáculos decorrentes do desalinhamento de incentivo das distribuidoras - muitas ainda associadas à Petrobras -, vai impulsionar a indústria, tanto na parte de mobilidade quanto em outros usos nobres desse recurso. Na eletricidade, temos que vencer algumas complexidades e armadilhas da gestão do risco hidrelétrico e evitar a proliferação desordenada de fontes caras, inclusive térmicas.

Valor: Como prescindir das térmicas?

Levy: Para isso, é preciso recalibrar o quanto as hidrelétricas podem vender e inovar na combinação solar-eólica, refletindo melhor complementariedade e ajudando a gestão de risco. Assim, nos preparamos para o aumento de demanda nos períodos à frente, mantendo nossa matriz energética limpa, inclusive no transporte.

Valor: O que é preciso para destravar os investimentos em saneamento?

Levy: No saneamento, a uniformização da regulação vai permitir a participação do setor privado - trazendo novas tecnologias - mediante o aumento de escala dos projetos. Ou seja, enfrentar as ineficiências é muito mais eficaz do que programas pontuais em um ambiente em que a taxa de juros é historicamente baixa, mas as perspectivas para o investidor ainda são, em muitos casos, apenas oportunísticas, porque alguns desses problemas fundamentais continuam se arrastando. Os investidores têm recursos; estão esperando a ocasião

Valor: O que vai distinguir o BNDES dos demais bancos, diante do fim da política de crédito fortemente subsidiado?

Levy: O principal diferencial do BNDES será sua capacidade de planejar e estruturar projetos complexos. Esse déficit, especialmente na infraestrutura, não é único no Brasil, e dispor do BNDES é um diferencial em relação a muitos países. Isso é o que o Canada está fazendo com o banco de desenvolvimento que eles criaram recentemente. É também o desafio do Banco Mundial e mesmo do Banco de Investimento de Infraestrutura da Ásia.

Valor: A falta de bons projetos já se tornou um problema crônico no Brasil.

Levy: É, mas o Brasil começou a atacar o déficit do planejamento e harmonização da implementação na infraestrutura com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), uma iniciativa construída a partir da proposta do PPP+ (Parcerias Público Privadas) feita em 2015 e adotada com aprimoramentos a seguir.

Valor: Qual a participação do BNDES no PPI?

Levy: O banco tem sido parceiro desse trabalho. Inclusive estamos cedendo vários dos nossos melhores quadros para fortalecer o PPI, que tem um papel essencial em garantir a coordenação entre ministérios e agências. Essa coordenação é o segredo do sucesso na implementação de projetos de infraestrutura.

Valor: O sr. pode citar um exemplo de sucesso nessa parceria?

Levy: Sim. A experiência exitosa da privatização das distribuidoras de eletricidade federalizadas demonstra como o BNDES tem um papel crucial na preparação dos estudos, na discussão com órgãos reguladores de soluções equilibradas e que maximizem o valor dos ativos e resultados econômicos e sociais. Também temos a contribuir na transparência desses projetos, essencial para conquistar o apoio dos órgãos controladores.

Valor: O BNDES será responsável também pela elaboração dos projetos de infraestrutura?

Levy: A aposta do BNDES é ampliar esse trabalho, começando com o apoio à desestatização a nível federal e estadual, assim como na modelagem da infraestrutura, notadamente na logística. Aí temos colaborado com o novo Ministério da Infraestrutura, preparando estudos e mesmo cedendo quadros para a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), aquela empresa criada no começo da década para guiar o setor ferroviário. Idealmente, o poder concedente nos confia a preparação do projeto e a estruturação do seu financiamento, podendo haver também nosso financiamento em parceria com o setor privado.

Valor: E nas privatizações?

Levy: No caso das desestatizações, também estruturamos sua venda, como previsto pela lei que estabeleceu o Plano Nacional de Desestatização lá atrás. Esse foco em estudos e bons projetos é a receita nos países em que a infraestrutura avança, particularmente com interesse do setor privado, e evita a duplicação de esforços, inclusive na máquina federal. A atuação do BNDES não exclui a participação de bancos de investimento privados no financiamento da infraestrutura, especialmente na articulação de investidores. Mas, para projetos complexos, poucos bancos dispõem de equipes como as que dispomos no BNDES. Então, valorizar a propriedade intelectual e a criação de valor a várias mãos com o poder concedente e o mercado é onde podemos nos diferenciar.

Valor: E quanto ao financiamento?

Levy: O BNDES também pode trazer valor pelo prazo do seu financiamento, muito relevante na infraestrutura, e na assunção de alguns riscos específicos, à medida que tivermos modelos de risco adequados e uma base de capital robusta. Qualidade, mais que tamanho do desembolso, tem que ser a chave.

Valor: Qual será a participação do banco no financiamento dos demais projetos que não de infraestrutura?

Levy: Como falei, o BNDES também deve participar da digitalização da nossa economia. Temos que aproveitar a possibilidade de maior confiança das empresas para darmos instrumentos para elas usarem novas tecnologias, enfrentando o problema da baixa produtividade. E cada vez mais temos que reconhecer os riscos climáticos e a importância da sustentabilidade, nos mais variados setores econômicos, da geração elétrica à agricultura. Há enormes possibilidades de negócios de alto valor agregado em lidarmos com o futuro.

Valor:A lgum exemplo?

Levy: Temos sido uma das mais importantes alavancas no aumento de produtividade da agricultura, pelo financiamento de equipamentos e soluções, e queremos que ela continue vigorosa nos próximos 30 anos, o que nos faz estar atentos a muito mais do que os riscos de desmatamento no Brasil e especialmente às oportunidades, inclusive no campo dos biocombustíveis.

Valor: Novas tecnologias também podem reduzir custos no setor público, não?

Levy: É verdade. A digitalização também vale para o setor público e é um importante caminho para reduzir o custo da provisão de serviços. Sem essa transformação a crise fiscal será permanente, porque a produtividade do funcionário público, medido pelo que entrega em relação ao seu custo, será cada vez menor. O país clama por um setor público com mais qualidade na saúde, na educação e na segurança. Com governança, novas tecnologias podem fazer a diferença com investimentos de tamanho financiável. Nossa estratégia na digitalização tem sido se aproximar de aceleradoras e outros participantes dos ecossistemas de inovação de forma que possamos agregar sem deslocar os que já estão contribuindo para esse novo cenário. Tem que ser feito com estratégia e tato.

Valor: A Petrobras é, de longe, a maior cliente do banco com empréstimos de mais de R$ 60 bilhões. Ela também é a maior devedora do BB e da Caixa, a quem pré-pagou metade dos empréstimos no mês passado. O BNDES negocia com a estatal a antecipação do pagamento?

Levy: A Petrobras está fortalecida e creio que, assim que a questão da cessão onerosa for resolvida, vamos ver desenvolvimentos muito interessantes na empresa e em todo o setor de óleo e gás. A venda dos gasodutos já é um prenúncio disso.

Valor: O sr. mencionou no início da entrevista que pretende reduzir a exposição do banco nas corporações tradicionais. A Petrobras é um desses casos?

Levy: A redução da nossa exposição à empresa já está ocorrendo de várias maneiras e é mais do que saudável, já que ela terá cada vez mais acesso ao mercado e deve se tornar mais focada no seus negócios principais.

Valor: Se negociar com ela um pré-pagamento, esse dinheiro vai para o Tesouro ou para o "funding" do banco?

Levy: A otimização financeira do BNDES é um desafio fantástico e com impacto em muitas áreas da economia.

Valor: Mas o BNDES vai antecipar a devolução de R$ 25 bilhões, como indicou seu antecessor ou de uns R$ 100 bilhões como se especula?

Levy: Ainda é cedo para dizer qual vai ser o volume de desembolso neste ano ou mesmo a devolução efetiva de recursos para o Tesouro. Temos um fluxo de projetos interessante e estamos dimensionando a necessidade de recursos de terceiros para agora e para o futuro, dentro de uma estratégia de criação de valor. A devolução de recursos do Tesouro, iniciada em 2015 [ano em que Levy era ministro da Fazenda] quando se acabou com o PSI, deve continuar, independentemente de ajudar a diminuir a dívida bruta da União, porque ela é consistente com as novas realidades do mercado.

Valor: Essa nova realidade requer menos recursos para se empreender. É isso?

Levy: Um aspecto importante dessa realidade e da nova economia é que a demanda mundial por capital caiu, devido ao próprio progresso técnico. Os setores que dão mais lucro e mais crescem requerem pouco capital, por isso há tanto dinheiro de fundos de pensão e outros investidores institucionais procurando oportunidades de investimentos. Essa mudança estrutural obviamente tem implicações para o tamanho sustentável do BNDES e é modulada pela capacidade do banco de atrair parceiros. A infraestrutura pode se beneficiar disso, mas nem sempre ela corresponde à capacidade de tomada de risco dos investidores institucionais, e é aí que o BNDES tem que usar a imaginação e seu balanço para abrir oportunidades, sem prejuízo da sua integridade financeira.

Valor: Muito se fala que, aprovada a reforma da Previdência, haveria um maior fluxo de capitais para financiar nossa expansão de infraestrutura. Com o desaquecimento das economias avançadas e o risco de recessão nos EUA, essa expectativa não pode se frustar?

Levy: Se o Brasil estiver em ordem, a desaceleração das economias avançadas tornará o país ainda mais atraente para o investidor estrangeiro. O grande termômetro será ver quão atraente ele será também para o investidor doméstico, cuja exposição ao risco-país é muito maior que a do estrangeiro e para quem a diversificação internacional deve ser um complemento salutar, e não uma saída desesperançada. Esse é o caminho para criarmos emprego e aproveitarmos de maneira sustentável nossos recursos, principalmente humanos. (Valor Econômico)

 


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