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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4521 | 21 de Fevereiro de 2019

FÓRUM: Presidente do Instituto Água e Terra fala sobre a reestruturação na secretaria de Meio Ambiente

Técnicos que atuam na área ambiental das cooperativas do Paraná estão reunidos em Curitiba para mais uma edição do Fórum de Meio Ambiente do Sistema Ocepar, ocasião em que se discute assuntos de interesse do setor. A coordenação dos trabalhos do Fórum é da Gerência Técnica do Sistema Ocepar, especificamente, do coordenador da área Silvio Krinski, e do analista técnico, Moisés Knaut Tokarski. As atividades do Fórum iniciaram na tarde desta quarta-feira (20/02), com um bate-papo sobre as tendências para o setor ambiental em 2019, com o especialista em direito ambiental, Alessandro Panasolo.

Governo estadual - Na sequência, houve a participação do presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa Souza.  Ele veio falar sobre as mudanças na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos que, a partir dessa gestão, passa a se chamar Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo. Na ocasião, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, entregaram ao presidente do IAT um documento em que é descrito o trabalho das cooperativas, em especial, na área de meio ambiente, e as demandas do setor para essa área.

Mais agilidade - Em sua fala, Souza mostrou como ficou o novo organograma da secretaria e destacou que a principal novidade é a junção de três órgãos – o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITCG) e o Águas Paraná – no recém-criado Instituto Água e Terra. Segundo ele, o objetivo é potencializar as ações que esses institutos desenvolviam isoladamente, imprimindo mais agilidade aos trabalhos.  “Pretende-se, com isso, diminuir o sombreamento que um fazia sobre o outro, aproveitar melhor o capital técnico e humano que é de altíssimo valor e fazer com que essa estrutura de estado possa dar uma resposta mais rápida à sociedade principalmente nos processos territoriais, administração de unidades de conservação, nas ações de saneamento ambiente, e também naquilo que atinge muito diretamente o setor produtivo que são os processos de licenciamento e outorga”, disse.

Programação - O Fórum de Meio Ambiente prossegue nesta quinta-feira (21/02), com a realização de mais um módulo do curso de Extensão em Gestão Ambiental, viabilizado para as cooperativas com o apoio da Ocepar e Sescoop/PR – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo.

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MÍDIA: Emissora de Sorocaba (SP) divulga lançamento do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo

midia 21 02 2019Durante a cobertura do 31º Show Rural Coopavel, a RVTV, canal especializado em informações sobre agronegócio, com sede em Sorocaba (SP), divulgou o lançamento do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo, ocorrido no dia 7 de fevereiro, em Cascavel (PR). O evento ocorreu na Estação do Conhecimento da Embrapa, em parceria com a Embrapa Soja, juntamente com a realização do 1º Workshop para Jornalistas: Soja no contexto da Sustentabilidade. Na oportunidade, a equipe da RVTV também entrevistou o coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, que forneceu detalhes sobre a premiação e convidou profissionais de todo o país a participar do concurso, destinado a valorizar os trabalhos jornalísticos que tratam sobre o cooperativismo paranaense.  

Clique aqui para conferir na íntegra a reportagem

 

FRENCOOP I: OCB e Frente Parlamentar do Cooperativismo têm primeira reunião de trabalho

frencoop 21 02 2019Deputados e senadores integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo se reuniram nesta quarta-feira (20/02), em Brasília, com a Diretoria Executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), para sua primeira reunião de trabalho na 56ª Legislatura. Durante o evento foi apresentada a nova Diretoria da Frencoop, presidida a partir de agora pelo deputado federal Evair de Melo (ES).

Gratidão - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou a gratidão das cooperativas com o comprometimento dos parlamentares. “Vocês têm feito um trabalho muito significativo no Congresso Nacional e, em função disso, preparando os caminhos de desenvolvimento do movimento cooperativista brasileiro”, avalia a liderança cooperativista.

Expectativa - Sobre a nova composição da Frencoop, Márcio Freitas destacou que o desejo das cooperativas é o de uma frente atuante, técnica e comprometida com as necessidades e características do setor. “Nós precisamos de um relacionamento de família, mesmo, porque as cooperativas não são sociedades de capital financeiro, mas de capital humano”, enfatiza o presidente da OCB.

Prioridades - A respeito das prioridades para 2019, Márcio Freitas destacou a necessidade da atuação parlamentar focada nos seguintes temas: ato cooperativo (PLP 271/2005), lei geral das cooperativas (PL 519/15), lei de seguros (PLP 519/18), oferta de serviços de telecomunicação por cooperativas (PL 8.824/17) e marco regulatório do transporte rodoviário de cargas (PLC 75/18).

Prioridades - Além disso, também está na lista de prioridades do cooperativismo para este ano, um diálogo intenso com o governo federal acerca de temas como crédito rural, fundos constitucionais, cortes de subsídios, dentre outros que fazem parte do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo.

Comprometimento - O novo presidente da Frencoop, Evair de Melo, destacou que o cooperativismo é o único modelo econômico que conversa com todos os territórios brasileiros. “O cooperativismo é feito de gente; e de gente de todos os cantos do país e com os mais variados sotaques. Por isso, pedimos aos colegas que estão chegando que se comprometam com essa causa. Tenho certeza de que devemos trabalhar muito pelo que acreditamos. Só assim, no fim da jornada, nossa história se confundirá com a nossa causa”, comenta o deputado em tom motivador.

Democracia - Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV/EESP e embaixador especial da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para o cooperativismo mundial, também esteve presente na primeira reunião da nova Frencoop.

Face humana - Segundo ele, o cooperativismo é a face humana da economia e, exatamente por isso, é fundamental que os parlamentares compreendam que ao defender a causa cooperativista, estão defendendo a economia da nação brasileira. Rodrigues, que também já presidiu a OCB e fez parte da criação da primeira Frente Parlamentar do Cooperativismo, encerrou seu discurso afirmando: “O DNA do cooperativismo é democracia e paz, por isso, a composição entre o parlamento e movimento cooperativista é a prática da democracia legítima”, concluiu.

Nomes - Veja, abaixo os nomes de quem integra à diretoria da nova Frencoop:

Presidente - Deputado Evair de Melo (PP/ES)

Vice-Presidente - Câmara - Deputado Domingos Sávio (PSDB/MG)

Vice-Presidente - Senado - Senador Luis Carlos Heinze (PP/RS)

Secretário-Geral - Deputado Sergio Souza (PMDB/PR)

Coordenador Institucional - Senador Major Olímpio (PSL/SP)

Coordenador Jurídico - Deputado Efraim Filho (DEM/PB)

Coordenador de Assuntos Econômicos - Deputado Alceu Moreira (MDB/RS)

Coordenador de Assuntos Sociais - Deputado Hélder Salomão (PT/ES)

Coordenadora de Atenção à Saúde e Promoção Social - Deputada Leandre Dal Ponte (PV/PR)

Coordenador de Comunicação - Deputado Baleia Rossi (MDB/SP)

Coordenadora de Desenvolvimento Regional - Deputada Paula Belmonte (PPS/DF)

Coordenador de Educação e Qualificação Profissional - Deputada Caroline de Toni (PSL/SC)

Coordenador de Inclusão Produtiva - Deputado Capitão Wagner (PROS/CE)

Coordenador do Meio Ambiente - Deputado Zé Silva (SDD/MG)

Coordenadora de Relações Exteriores - Deputada Aline Sleutjes (PSL/PR)

Coordenador Sindical - Deputado Heitor Schuch (PSB/RS)

Coordenador de Tecnologia e Inovação - Deputado Pedro Lupion (PR/DEM)

Coordenador Tributário - Deputado Fábio Trad (PSD/MS)

Coordenador da Região Centro-Oeste - Deputado José Mário (DEM/GO)

Coordenador da Região Nordeste - Deputado Ruy Carneiro (PSDB/PB)

Coordenador da Região Norte - Deputado Dr. Mauro Nazif (PSB/RO)

Coordenador da Região Sudeste - Senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP)

Coordenador da Região Sul - Deputado Evandro Roman (PSD/PR)

Representante do Ramo Agropecuário - Deputado Schiavinato (PP/PR)

Representante do Ramo Consumo - Deputado Capitão Augusto (PR/SP)

Representante do Ramo Crédito - Deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP)

Representante do Ramo Infraestrutura - Deputado Dagoberto Nogueira (PDT/MS)

Representante do Ramo Saúde - Senador Nelsinho Trad (PSD/MS)

Representante do Ramo Produção de Bens e Serviços - Deputado Giovani Cherini (PDT/RS)

Representante do Ramo Transporte - Deputado Celso Maldaner (MDB/SC

(Informe OCB)

 

FRENCOOP II: Cooperativismo é o caminho!

frencoop II 21 02 2019Durante a primeira reunião de trabalho na 56ª Legislatura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o novo presidente, deputado federal Evair de Melo (ES), fez questão de frisar para os novos integrantes da Frente, a importância do comprometimento com a causa cooperativista. Confira abaixo uma breve entrevista, na qual, Evair de Melo explica o porquê de o cooperativismo ser uma solução para muitos problemas do país.

Quais devem ser as prioridades da Frencoop em 2019?

Nós, aqui na Câmara Federal, junto com o Senado, temos uma agenda já estruturada, que passa pelo encaminhamento do chamado ato cooperativo. Também temos como foco uma atuação mais intensa no que se refere à lei geral das cooperativas, à lei dos seguros e pela lei que permite a oferta de serviços de telecomunicação por cooperativas. Além disso, trabalharemos junto ao Executivo em questões como, por exemplo, crédito rural e fundos constitucionais. Nosso compromisso é com o trabalho diário para dar mais segurança às cooperativas.

O que o senhor diria aos novos parlamentares que estão aderindo à Frente?

O movimento cooperativo brasileiro tem se mostrado bastante eficiente, entendendo as necessidades de seus cooperados e produzindo muito, mesmo diante das enormes dificuldades enfrentadas pelo país. Passamos por uma crise econômica e por turbulências políticas e o cooperativismo conseguiu dar respostas muito expressivas.

Portanto, nos comprometer com a causa cooperativista é um dever nosso, porque, assim, estaremos comprometidos com o crescimento do Brasil. Aliás, o cooperativismo é um modelo de negócio que integra e qualifica as pessoas, por isso ele pode ser a grande mola de referência para o crescimento do país nos próximos anos.

Porque o cooperativismo é um modelo que deve ser oferecido ao país?

Sabemos que os desafios do país são enormes em função de seu tamanho e de sua diversidade cultural. Por isso, precisamos encontrar uma ferramenta que converse com todos, independentemente do estado ou do município. E o cooperativismo é essa ferramenta, pois prima pela transparência, pela participação democrática na gestão e nos resultados financeiros, além de aliar o econômico ao social.

É por isso que digo: é preciso investir em formação profissional e em educação cooperativista para, assim, mostrar aos brasileiros que, juntos, podemos fazer muito mais – e de forma organizada – pelo nosso país. O cooperativismo é o caminho.

Para se ter uma ideia, o cooperativismo no Brasil, hoje, conta com aproximadamente 6,8 mil cooperativas, onde atuam mais de 14, 2 milhões de pessoas, gerando quase 400 mil empregos formais. Isso forma uma rede de relações de quase 15 milhões de brasileiros ligados ao setor. Portanto, o cooperativismo já se consolidou como uma organização social capaz de integrar e equacionar os desafios da diversidade trazida pelas dimensões territoriais do país. (Informe OCB)

 

COAMO: Cooperativa já é 19ª indústria do país em torrefação de cafés

coamo 21 02 2019Qualidade e origem aliados ao sabor e aroma marcante, garantem posição de destaque aos Cafés Coamo no ranking das 100 maiores indústrias de café do Brasil, que fazem parte da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). Em relação ao último ranking a Coamo subiu dez posições e agora ocupa a 19ª colocação. Trata-se de uma marca comemorada pela cooperativa, uma vez que, compete com empresas multinacionais e nacionais e com tradição no mercado cafeeiro.

Qualidade – Neste levantamento a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), constatou também que os consumidores brasileiros estão mais exigentes com relação à qualidade. Isso é resultado de maior conhecimento sobre cafés, suas características, suas diferenças por formas de preparo. A ABIC iniciou em 2004 um inédito programa de certificação de qualidade, o PQC – Programa de Qualidade do Café, que certifica e monitora a qualidade das marcas que aderem ao programa e são destacadas por um selo que garante ao consumidor o tipo Extra Forte, Tradicional, Superior ou Gourmet.

Selo  Todos os cafés que compõem a linha da Coamo são reconhecidos e contam com os Selos de Pureza e Qualidade da ABIC, têm a certificação do PQC – Programa de Qualidade da ABIC e, também, levam o Selo de Origem de Produto de Cooperativa. “Nossos cafés são fabricados a partir de matéria-prima selecionada, que garante um café com aroma e sabor marcante”, destaca o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni. Os produtos da linha alimentícia também são preparados com um rigoroso controle, mediante as Boas Práticas de Fabricação (BPF), Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e NBR – ISO 9001:2000. “Anualmente realizamos auditorias interna e externa para garantir um rigoroso controle de qualidade, sempre pensando no consumidor”, afirma Goldoni.

Aplicativo – Para fornecer mais informações ao consumidor, um pioneiro aplicativo gratuito (De olho no café), nas plataformas Android e IOS, também desenvolvido pela ABIC, e permite que seja verificada através do código de barras do produto, se o café é certificado ou não e em qual programa. Sendo certificado no PQC, o consumidor pode acessar as suas características, como tipo de bebida, ponto de torra, sabor e aroma. Além de poder fazer comentários e denúncias.

Linha de cafés – Na torrefação de café da Coamo, são produzidos os cafés, Coamo Premium – categoria superior - em grãos torrados ou torrados e moídos, em embalagens de 1kg e 500 gramas; Coamo Tradicional em grãos torrados e moídos, embalagens a vácuo e almofada de 500 gramas; Coamo Extra Forte em grãos torrados e moídos, embalagens a vácuo e almofada de 500 gramas e Sollus Extra Forte em grãos torrados e moídos, embalagens a vácuo e almofada de 500 gramas.

Consumo – Segundo dados da ABIC, o consumo interno de café no Brasil chegou a 21 milhões de sacas, no período de novembro de 2017 a outubro de 2018. O consumo continua concentrado nas residências, representando 64% do total, enquanto fora do lar atingiu 34%. Este último tende a crescer continuamente, porque a oferta de cafés de alta qualidade em restaurantes e panificadoras induz ao aumento de demanda da bebida. Cresceu também a busca por cafés em grão torrado. A preferência por espressos, bem como a procura por máquinas automáticas e domésticas de café elevou o total das vendas em grão, que passou de 18% para 19%.

Café Coamo Premium  Para esse público que está a procura por café em grãos torrados, destaca-se a Coamo que conta com o Café Coamo Premium, produzido com grãos selecionados, predominantemente arábica. Goldoni afirma ainda que o consumidor, além de adquirir um café diferenciado pelo aroma e sabor, tem a certeza de que trata-se de um café com origem. (Imprensa Coamo)

 

C.VALE: Dia de campo atrai mais de 3 mil produtores no RS

Mais de três mil produtores rurais e familiares participaram, nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, do Dia de Campo de Verão da C.Vale em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. As palestras de José Denardin, da Embrapa, sobre manejo de solo, e de Marcelo Madalosso, da Universidade Regional Integrada (URI), sobre doenças da soja foram bastante disputadas pelos participantes. O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, disse que a cooperativa veio ao Rio Grande do Sul para ficar. Ele prevê que a soja vai continuar tomando lugar da pecuária no estado.

Expectativa - A central de negócios montada pela C.Vale permaneceu lotada durante todos os dias por produtores interessados em fechar a compra de insumos para as próximas safras. A expectativa da cooperativa é um aumento de 40% no volume de negócios durante o evento.

Família - Muitos produtores vieram acompanhados de esposas e filhos para conhecer as novidades que foram apresentadas por 21 empresas do agronegócio.

Maior produtor de soja do RS - Com 30 mil hectares de cultivo, o maior produtor de soja do Rio Grande do Sul, Cássio Souza Bonotto, participou, na quarta-feira, 20, do Dia de Campo. Ele conheceu a estrutura do campo experimental e se reuniu com o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, para tratar de parcerias comerciais. (Imprensa C.Vale)

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FRÍSIA I: Homenageada nas comemorações dos 87 anos do Sindileite

Em um evento concorrido no dia 18 de fevereiro, com a presença de mais de 400 representantes e convidados, a Frísia Cooperativa Agroindustrial foi homenageada por ter sido a primeira indústria de leite instalada no Paraná, em 1925. Realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba (PR), o evento marcou as comemorações dos 87 anos do Sindileite (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná) e contou com a presença de Renato Greidanus (diretor-presidente), Johannes van der Meer (diretor-secretário), Jan van der Vinne e Janus Katsman (diretores-conselheiros) e Dick de Geus (presidente do Parque Histórico de Carambeí) representando a cooperativa. Além da solenidade comemorativa, a noite teve também o lançamento do livro que conta a história do Sindicato e uma exposição fotográfica alusiva ao tema.

História de superação- Ao receber a homenagem e o troféu das mãos de José Roberto Ricken (presidente do Sistema Ocepar), Renato Greidanus destacou a história de superação dos pioneiros, que começaram as atividades da cooperativa com apenas sete associados, número que hoje chega a 837 cooperados. Greidanus, que é neto de um dos fundadores, apontou também para os desafios que o setor tem pela frente. “A rastreabilidade do nosso produto será cada vez mais exigida pelo mercado, por isso estamos colocando um foco muito grande na origem do leite, que é o que pode nos diferenciar e agregar valor ao produto”. Outro fator importante destacado pelo diretor-presidente da Frísia foi a opção da cooperativa pela agroindustrialização como uma forma de agregar valor e rentabilizar a cadeia toda. “Queremos ter sustentabilidade no longo prazo e nos antecipar ao que o cliente vai exigir lá na frente”, afirmou ele.

Cadeia leiteria - O presidente executivo do Sindileite, Wilson Thiesen, destacou a importância da cadeia leiteira do sul do Brasil, que responde por 40% do leite produzido no País, montante que é superior à produção somada da Argentina, Uruguai e Paraguai, e envolve aproximadamente dez milhões de famílias que dependem da atividade. Além da homenagem à Frísia, foram homenageados também João Manfredo Siemens, ex-presidente do Sindileite e da cooperativa Clac; o ex-governador e atual presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Orlando Pessuti (pelo seu apoio ao setor leiteiro); o produtor Ronei Volpi e sua esposa Maria Ely Volpi (representando todos os produtores de leite do Paraná); e, por fim, Wilson Thiesen, ex-presidente e atual diretor do Sindileite (pela sua dedicação e desenvolvimento no setor leiteiro).

Livro e Exposição - Logo após as homenagens, o saguão da Fiep recebeu a abertura oficial da Exposição “87 anos de História” e o lançamento do livro Sindileite Paraná – 87 anos de história na defesa dos interesses do setor leiteiro paranaense, de autoria do jornalista Samuel Zanello Milléo Filho.

Presenças - Prestigiaram também o evento o vice-governador Darci Piana; o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; o deputado estadual Wilmar Reichembach; os secretários de Estado Norberto Ortigara (Agricultura) e Reinhold Stephanes (Administração); o secretário de Abastecimento de Curitiba, Luiz Dâmaso Guzzi; os diretores do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta e João Gava; Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e demais convidados.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

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FRÍSIA II: Sementes Batavo garante presença no 22º Show Tecnológico de Verão

frisia II 21 02 2019A Sementes Batavo, marca produzida pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, está presente no 22º Show Tecnológico de Verão, nesta quarta e quinta-feira (20 e 21/02). O estande voltado para as sementes reúne associados e produtores rurais interessados em aumentar a produtividade e o desempenho da próxima safra. O estande fica localizado no Campo Demonstrativo e Experimental de Ponta Grossa.

Ponto de encontro - De acordo com Antônio Alberto Gomes da Silva, coordenador comercial da área de Sementes, há um estande no Show Tecnológico, realizado pela Fundação ABC com o apoio da cooperativa, que é um ponto de encontro para os agricultores. “Queremos estreitar contato e promover negociações com clientes terceiros a fim de fomentar negócios”.

Variedades - Em atividade há mais de 40 anos, o setor de sementes da Frísia trabalha atualmente com uma média de 30 variedades de soja ao ano. O potencial de germinação da Sementes Batavo é de 85%, acima da regulamentação vigente que prevê 80%.

Outros estados - Além do Paraná, o produto é comercializado no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

SERVIÇO

22º Show Tecnológico de Verão

20 e 21 de fevereiro

Rodovia PR-151, Km 318, Ponta Grossa (PR)

Entrada gratuita

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Convenção reúne 1,2 mil colaboradores

sicredi uniao 21 02 2019Para promover integração e conhecimento, a Sicredi União PR/SP realizou mais uma convenção de colaboradores no último sábado (16/02), em Maringá. O evento reuniu os 1,2 mil colaboradores de toda a área de abrangência da instituição financeira cooperativa, desde diretores até estagiários.

Programação - A programação começou pela manhã com as boas-vindas da diretoria. Na oportunidade, o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, agradeceu o esforço e a colaboração de todos os profissionais que integram a equipe. “Somos a quarta maior cooperativa de crédito do país e temos entre os nossos principais diferenciais o atendimento e o relacionamento com o associado. Isso tudo é graças a vocês, colaboradores, que humanizam a nossa atividade e se comprometem com o propósito do cooperativismo”.

Balanço - Em seguida, o diretor executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson Sá, e o diretor executivo da Sicredi União PR/SP, Rogério Machado, fizeram uso da palavra e apresentaram, brevemente, um balanço de 2018 e as perspectivas de crescimento. Durante a manhã os colaboradores também assistiram ao palestrante Arthur Igreja, que ministrou sobre “O profissional do futuro”. E a manhã foi encerrada com a história de superação da assessora de programas sociais da Sicredi União PR/SP, Gisely Almeida.

Trilha de Conteúdo - No início da tarde, a programação seguiu com a Trilha de Conteúdo. Trata-se de canais de transmissão por phone, nos quais foram debatidos os seguintes temas: “CAS e Central: Como as entregas de produtos e serviços contribuem para a experiência do associado”, “Icatu e Mapfre: As tendências para um cenário cada vez mais dinâmico”, e “Mastercard: O futuro dos pagamentos”. A convenção foi encerrada com o jornalista e autor do best seller “O papai é pop”, Marcos Piangers, que ministrou palestra sobre “Pensamento fora da caixa”.

Doação de leite - A Sicredi União PR/SP também realizou a tradicional ação de arrecadação de leite durante a convenção. Este ano, os participantes do evento doaram 1,1 mil litros de leite que foram entregues ao Maringá Apoiando a Recuperação de Vidas (Marev), entidade sem fins lucrativos que atende em média 50 dependentes de substâncias psicoativas por mês.

Destinação - De acordo com o gerente administrativo da Marev, Romeu Lopes Filho, o leite vai ser destinado à padaria que funciona no internato e também ao consumo com chocolate em pó, já que a instituição não serve café a fim de evitar o efeito estimulante. “Buscamos produzir os alimentos necessários, mas doações são sempre bem-vindas. Estamos gratos à Sicredi União por esse gesto de solidariedade”. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

AGRONEGÓCIO: Cooperativa paranaense Copacol vai acelerar os abates de frangos

agronegocio 21 02 2019Sócias na Frimesa, central de cooperativas que processa suínos e leite, as cooperativas Lar e Copacol, sediadas no oeste do Paraná, estão em lados opostos quando o assunto são as perspectivas para a economia do país. Enquanto a primeira demonstra reticência com a realização das reformas econômicas, a segunda aposta na retomada do consumo e ampliará a produção.

Expectativa melhor - “Nada é milagroso, mas tudo está mostrando que existe uma expectativa melhor”, afirmou o presidente da Copacol, Valter Pitol, em entrevista durante a feira de alimentos Gulfood, que acontece esta semana em Dubai. Na contramão, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, demonstra cautela. “As reformas têm que dar certo, e são muitas para fazer”, disse o dirigente.

Abates - Mais otimista, a Copacol vai acelerar os abates de frangos em 2019. De acordo com Pitol, a cooperativa concluiu no ano passado o projeto de ampliação capacidade do abatedouro que possui em sociedade com a Coagro, outra cooperativa, em Ubiratã (PR). Ao todo, foram investidos R$ 330 milhões. O projetou chegou a ser adiado em 2016, quando a forte alta dos preços do milho e a crise econômica derrubaram as margens dos frigoríficos no país.

Projeção - Pelas projeções de Pitol, a ampliação dos abates, que passarão de cerca de 520 mil frangos por dia para 720 mil até meados de 2020 — neste ano chegarão a 600 mil cabeças —, impulsionará o faturamento da Copacol, que tem sede em Cafelândia (PR) e abatedouros de aves no município de sua sede e em Ubiratã. A expectativa do dirigente é que as vendas da totalizem R$ 4,1 bilhões em 2019, aumento de 8% ante os R$ 3,8 bilhões do ano passado.

Consumo doméstico - Além da melhora do consumo doméstico, Pitol conta com a recuperação das exportações de carne de frango. Nos últimos dois anos, as vendas externas do produto brasileiro recuaram. “A expectativa é que a avicultura tenha um ano bem melhor do que foi o ano passado”, disse. Pitol acredita que a alta do preço em dólar da carne de frango exportada pelo Brasil compensará o impacto negativo da desvalorização do real, movimento previsto no caso da retomada da economia.

Receio - Do lado da Lar, cooperativa sediada em Medianeira (PR), a maior receio com a perspectiva econômica talvez tenha relação com a frustração de receita que a cooperativa deverá amargar em 2019. Em razão da quebra da safra de soja no Paraná, a Lar já admite que não atingirá a meta de faturar R$ 6,9 bilhões neste ano. Segundo Rodrigues, é mais provável que o faturamento fique próximo de R$ 6,5 bilhões. No ano passado, as vendas da Lar somaram R$ 6,3 bilhões.

Estável - No segmento de carne de frango, a produção da Lar deverá ficar estável, em torno de 520 mil aves por dia. A Lar possui dois abatedouros de frango, em Matelândia e em Cascavel, no Paraná. (Valor Econômico)

 

PESQUISA: Embrapa promove curso de produção de semente de soja

pesquisa 21 02 2019A Embrapa Soja promove o III Curso sobre Tecnologia de Produção de Sementes de Soja de Alta Qualidade, entre 1 e 5 de abril, no Hotel Crystal Palace, em Londrina (PR). Dirigido a profissionais envolvidos na produção de sementes de soja e também no processo de armazenamento, o curso objetiva apresentar as tecnologias que propiciem a produção de sementes de soja de qualidade em regiões tropicais e subtropicais, caso brasileiro e de países da América Latina.

Aulas - As aulas serão proferidas pelos pesquisadores da equipe de Sementes da Embrapa Soja, além de especialistas em sementes de universidades e outras instituições de pesquisa. De acordo com os pesquisadores da Embrapa Soja, Francisco Krzyzanowski e Fernando Henning, coordenadores do curso, a produção de semente de soja de elevada qualidade é um desafio para o setor sementeiro. “Nas regiões tropicais e subtropicais a produção de sementes de soja só é possível mediante a adoção de técnicas especiais. Sem tecnologia adequada a qualidade da semente é prejudicada, resultando inclusive em severas reduções de produtividade”, afirmam os pesquisadores.

Qualidade das sementes - Na visão dos pesquisadores, a qualidade da semente é estabelecida no campo, onde estresses climáticos e nutricionais, frequentemente associados com danos causados por insetos e por microrganismo. Por isso, a programação do curso contempla as principais técnicas para evitar as principais causas da deterioração da semente e garantir a produção de sementes de alta qualidade. “Vamos compartilhar as técnicas mais modernas e mais atuais para serem adotadas em diferentes etapas de produção e de armazenamento das sementes”, garantem. “São técnicas que precisam ser adotadas antes mesmo da semeadura, por meio da seleção do local dos campos de produção, do escalonamento da semeadura, da adoção das melhores épocas de semeadura, dentre outras práticas”, destacam Krzyzanowski e Henning.

Programação - Para mais informações e programação completa consulte o site do evento: http://www.tecsementes.agr.br/

Informações - Fone: (43) 3371-6361 / 3371-6067 ou E-mail: cnpso.cursosementes@embrapa.br. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

AGRICULTURAL OUTLOOK FORUM: Expedição Safra confere nos EUA o ‘efeito Trump’ nos rumos da agricultura mundial

expedicao safra 21 02 2019A escalada de tarifas na guerra comercial do presidente Donald Trump com a China, as conturbadas negociações com os vizinhos México e Canadá e o impacto dessa política sobre outros países – entre eles o Brasil, maior competidor agrícola mundial dos EUA – vão estar no centro dos debates do 95º Agricultural Outlook Forum, de 21 a 23 de fevereiro em Arlington, na Virginia.

Expedição Safra - Pelo décimo ano consecutivo, a Expedição Safra da Gazeta do Povo viaja aos Estados Unidos para fazer cobertura jornalística e análise daquele que é o evento internacional mais importante sobre produção, mercado e políticas agrícolas, realizado há quase cem anos no país que mais produz alimentos no mundo. Em foco, as oscilações no mercado da soja, a principal commodity agrícola do comércio internacional devido a seus múltiplos usos, seja na indústria, na alimentação humana ou para ração animal.

Oportunidade - Para o setor do agronegócio brasileiro, o Agricultural Outlook Forum é uma oportunidade ímpar de acompanhar tendências no marketing, comércio, tecnologia e políticas agrícolas, além de sondar os movimentos do mercado de commodities. “A largada das exportações brasileiras de grãos neste ano, com crescimento de 59% nos embarques de soja e 50% nos de milho pelo Porto de Paranaguá, mostra que este será um ano emocionante”, avalia o coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira.

Chuva e dólar - Além do apetite asiático pela soja brasileira, o início acelerado deste ano no terminal de Paranaguá se explica também pela escassez de chuvas, que espalhou prejuízo nos campos, mas favoreceu os embarques. “Digamos que tivemos um início com sorte. Janeiro e fevereiro costumam ser meses chuvosos e difíceis aqui em Paranaguá. Por outro lado, a cotação do dólar também está muito melhor, então isso faz com que o produtor solte aquela produção que estava estocada”, avalia o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Fernando Garcia da Silva.

Radar - Em plena colheita da safra de verão, os movimentos nos portos e as estatísticas da safra brasileira estão nos radares dos americanos e devem refletir nas discussões do Agricultural Outlook Forum, que acontece em Arlington, Virginia, a apenas 7 km da Casa Branca, do outro lado do rio Potomac.

USDA - O último relatório do USDA sobre estimativa de oferta e demanda mundial de alimentos aponta uma diminuição das safras de soja no ciclo 2018/19, tanto nos EUA como no Brasil e na Argentina, os três principais produtores. No Brasil, a perda é de 5 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior, tendo como causa a seca de dezembro e janeiro em regiões importantes, como o Oeste do Paraná, partes de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

É a guerra - Para mexer com a cotação internacional da soja, no entanto, o fator preponderante continua a ser a disputa comercial entre chineses e americanos. “O cenário das cotações em Chicago só muda se houver quebra no Brasil acima de 10 milhões de toneladas e também perdas na Argentina. As cotações hoje estão centralizadas na guerra comercial (entre EUA e China)”, avalia Luiz Fernando Gutierrez, consultor da agência Safras & Mercado.

Tema - O tema do fórum de agricultura do USDA, neste ano, é “Growing locally, Selling Globally” – produzir localmente, vender globalmente – um slogan que pode até parecer irônico diante das escaramuças do presidente Trump com a China, maior cliente da soja americana, que resultou em sobretaxa de 25% ao produto dos EUA e ajuda emergencial de 12 bilhões de dólares aos agricultores. Neste xadrez comercial, o maior beneficiado, até aqui, tem sido o Brasil, que no ano passado exportou um recorde de 69,1 milhões de toneladas para a China, destino de 84% do total exportado da oleaginosa. (Gazeta do Povo)

 

INFRAESTRUTURA: Paraná reforça necessidade de modernização de rodovias estaduais

infraestrutura 21 02 2019O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, levaram nesta quarta-feira (20/02) ao Secretário Nacional de Transportes Terrestres, Jamil Megid Junior, a proposta de inclusão das rodovias PR-092 (Norte Pioneiro), PR-323 (Noroeste), PR-280 (Sudoeste), além da ligação entre Campo Mourão e Guarapuava, no pacote de concessões do governo federal. A reunião do grupo de trabalho aconteceu em Brasília.

Modernização - Segundo o governador Ratinho Junior, a modernização das rodovias é fundamental para o Paraná ter uma estrutura adequada de escoamento da produção agropecuária. Segundo ele, a inclusão de trechos estaduais no pacote da União agilizaria a realização das melhorias necessárias.

Solução mais rápida - “É a solução mais rápida, ganharíamos tempo. Essas rodovias não estão estruturadas para receber toda a demanda que já vêm recebendo nos últimos anos”, afirmou Ratinho Junior, reforçando que a produção rural do Paraná praticamente dobra a cada 10 anos. “Queremos deixar as rodovias mais apropriadas para o escoamento da produção e acima de tudo levar mais segurança para a população”.

Dados - Na reunião com técnicos do governo federal houve a apresentação de dados de demanda e de tráfego que explicam a necessidades de remodelação das rodovias para fomentar a economia regional e nacional, já que o Paraná é grande exportador de grãos e carnes. A partir da apresentação, o governo federal passa a qualificar as sugestões para viabilizar o ingresso no pacote de concessões.

Comitê - O Paraná e o governo federal criaram um comitê para discutir os pacotes de concessão de infraestrutura. O grupo de trabalho é composto por servidores da Secretaria de Infraestrutura e Logística e órgãos ligados ao Ministério da Infraestrutura. O governo federal pretende promover leilões de 23 concessões, incluindo portos e aeroportos, dentro dos 100 primeiros dias de administração federal.

Anel de Integração - O governador Carlos Massa Ratinho Junior já confirmou que o governo federal será responsável pelas concessões de rodovias que formam o Anel de Integração, inclusive os trechos estaduais, cujos contratos expiram em 2021. A União concordou com as exigências feitas pelo Estado, que passam pela redução de pelo menos 50% no valor das tarifas pagas pelos usuários e implantação de contornos rodoviários, principalmente nas maiores cidades.

Aeroportos - O governador do Paraná e o secretário Nacional da Aviação Civil, Ronei Glanzmann, definiram na semana passada que quatro aeroportos do Paraná integrarão o pacote de 20 aeroportos do Sul e Centro-Oeste que serão licitados pelo governo federal em março: Foz do Iguaçu, Londrina, Bacacheri (Curitiba) e Afonso Pena (São José dos Pinhais).

Corredor Bioceânico - O governador voltou a destacar na reunião desta quarta que o Paraná pretende ser um hub logístico entre Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país e a América do Sul. Um dos projetos para concretizar esse modelo é o do corredor bioceânico ligando os portos de Paranaguá e Antofagasta, no Chile.

Integração - A rede de ferrovias e rodovias integrariam os mais de 3 mil quilômetros que separam os portos. A ligação vai ajudar a desenvolver uma nova rota de exportação de produtos para a China. (Agência de Notícias do Paraná)

 

PREVIDÊNCIA: Veja os principais pontos da proposta de reforma

previdencia 21 02 2019O presidente Jair Bolsonaro entregou, nesta quarta-feira (20/02), a proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ele chegou por volta das 9h30 ao prédio do Congresso Nacional.

Texto - O texto elaborado pelo governo propõe idade mínima para aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos), além de um período de transição. Inicialmente, a proposta será submetida à análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e depois será discutida e votada em uma comissão especial da Casa, antes de seguir para o plenário.

Turnos - No plenário, a aprovação do texto depende de dois turnos de votação com, no mínimo, três quintos dos deputados (308 votos) de votos favoráveis. Em seguida, a proposta vai para o Senado cuja tramitação também envolve discussão e votações em comissões para depois, ir a plenário.

Proposta -Veja o que propõe a reforma da Previdência:

Idade mínima - O texto propõe idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com contribuição mínima de 20 anos. Atualmente, a aposentadoria por idade é de 60 anos para mulheres e 65 anos para os homens, com contribuição mínima de 15 anos. A idade mínima para a aposentadoria poderá subir em 2024 e, depois disso, a cada quatro anos, de acordo com a expectativa de vida dos brasileiros. Nessa proposta, não haverá mais aposentadoria por tempo de contribuição.

Contribuição - Os trabalhadores da iniciativa pública e privada passarão a pagar alíquotas progressivas para contribuir com a Previdência. E quem ganha mais, contribuirá mais. As alíquotas deixarão de incidir sobre o salário inteiro e incidirão sobre faixas de renda, num modelo semelhante ao adotado na cobrança do Imposto de Renda. No fim das contas, cada trabalhador, tanto do setor público como do privado, pagará uma alíquota efetiva única.

Percentual - Pela nova proposta, quem ganha um salário mínimo (R$ 998) contribuirá com 7,5% para a Previdência. Acima disso, contribui com 7,5% sobre R$ 998, com 9% sobre o que estiver entre R$ 998,01 e R$ 2 mil, com 12% sobre a renda entre R$ 2.000,01 a R$ 3 mil e com 14% sobre a renda entre R$ 3.000,01 e R$ 5.839,45 (teto do INSS). Dessa forma, um trabalhador que receber o teto do INSS contribuirá com alíquota efetiva (final) de 11,68%.

Alíquotas - De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, as alíquotas efetivas ficarão em 7,5% para quem recebe o salário mínimo, de 7,5% a 8,25% para quem ganha de R$ 998,01 a R$ 2 mil, de 8,25% a 9,5% para quem ganha de R$ 2.000,01 a R$ 3 mil e de 9,5% a 11,68% para quem recebe de R$ 3.000,01 a R$ 5.839,45 (teto do INSS).

Setor público - No setor público será aplicada lógica semelhante. Pelas novas regras, o sistema de alíquotas progressivas será aplicado, resultando numa alíquota efetiva (final) que variará de 7,5% para o servidor que recebe salário mínimo a 16,79% para quem recebe mais de R$ 39 mil.

Regras de transição - O tempo de transição do atual sistema de Previdência para o novo será de 12 anos. A regra de transição para a aposentadoria prevê três opções:

1) A soma do tempo de contribuição com a idade passa a ser a regra de acesso. O tempo de contribuição é 35 anos para homens e 30 para mulheres. Em 2019, essa soma terá que ser 96 pontos para homens e 86 anos para mulheres. A cada ano, será necessário mais um ponto nessa soma, chegando a 105 pontos para homens e 95 para mulheres, em 2028. A partir deste ano, a soma de pontos para os homens é mantida em 105. No caso das mulheres, a soma sobe um ponto até atingir o máximo, que é 100, em 2033.

2) A outra opção é a aposentadoria por tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres), desde que tenham a idade mínima de 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres), em 2019. A idade mínima vai subindo seis meses a cada ano. Assim, em 2031 a idade mínima será 65 anos para homens e 62 para mulheres. Os professores terão redução de cinco anos na idade.

3) Quem está a dois anos de cumprir o tempo de contribuição para a aposentadoria – 30 anos, no caso das mulheres, e 35 anos, no de homens – poderá optar pela aposentadoria sem idade mínima, aplicando o fator previdenciário, após cumprir o pedágio de 50% sobre o tempo restante. Por exemplo, uma mulher com 29 anos de contribuição poderá se aposentar pelo fator previdenciário se contribuir mais um ano e meio.

> Veja mais sobre as regras de transição

Aposentadoria integral - Para aposentar-se com 100% da média do salário de contribuição, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos. A nova fórmula de cálculo do benefício substituirá o fator previdenciário, usado atualmente no cálculo das aposentadorias do INSS.

Aumento gradativo - Pelas novas regras, o trabalhador com 20 anos de contribuição começará recebendo 60% da média das contribuições, com a proporção subindo dois pontos percentuais a cada ano até atingir 100% com 40 anos de contribuição. Caso o empregado trabalhe por mais de 40 anos, receberá mais de 100% do salário de benefício, algo vetado atualmente.

Aposentadoria rural - Também houve mudança na aposentadoria rural: 60 anos, tanto para homens quanto para mulheres, com contribuição de 20 anos. A regra atual é 55 anos para mulheres e 60 anos para os homens, com tempo mínimo de atividade rural de 15 anos. No caso da contribuição sobre a comercialização, a alíquota permanece em 1,7% e é necessária a contribuição mínima de R$ 600 por ano para o pequeno produtor e sua família. Para se aposentar, nessa categoria, serão necessários 20 anos de contribuição.

Aposentadoria por incapacidade - Rebatizada de aposentadoria por incapacidade permanente, a aposentadoria por invalidez obedecerá a novos cálculos. Pelo texto, somente receberão 100% da média dos salários de contribuição os beneficiários cuja incapacidade estiver relacionada ao exercício profissional.

Pagamento integral - A proposta prevê o pagamento de 100% do benefício somente para os casos de acidente de trabalho, doenças relacionadas à atividade profissional ou doenças comprovadamente adquiridas no emprego, mesmo sem estarem relacionadas à atividade. Caso a invalidez não tenha relação com o trabalho, o beneficiário receberá somente 60% do valor. Hoje, todos os aposentados por invalidez recebem 100% da média de contribuições.

Aposentadoria para parlamentar - Os futuros parlamentares – em nível federal, estadual e municipal – passarão para o INSS caso a reforma da Previdência seja aprovada. Haverá uma regra de transição para os parlamentares atuais.

Idade e teto- Pela proposta, os futuros parlamentares poderão se aposentar com idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com teto de R$ 5.839,45. Os parlamentares atuais passarão por uma regra de transição, sujeitos a pagar um pedágio (trabalhar mais) de 30% do tempo que falta para atingir os 35 anos de contribuição.

Regra atual- Atualmente, os deputados federais e senadores aposentam-se com 60 anos de idade mínima (homens e mulheres) e 35 anos de contribuição. Eles recebem 1/35 do salário para cada ano como parlamentar, sem limitação de teto.

Pensões - O cálculo das pensões por morte será relacionado ao número de dependentes, sistema que vigorou até a década de 1980. Inicialmente, o beneficiário com até um dependente receberá 60% da média de contribuições. O valor sobe em 10 pontos percentuais a cada dependente, atingindo 100% para quem tiver cinco ou mais dependentes. Atualmente, o pagamento de pensões obedece a cálculos diferentes para trabalhadores do INSS (iniciativa privada) e servidores públicos.

Benefício de Prestação Continuada (BPC) - Pela proposta, a partir dos 60 anos, os idosos receberão R$ 400 de BPC. A partir de 70 anos, o valor sobe para um salário mínimo. Atualmente, o BPC é pago para pessoas com deficiência, sem limite de idade, e idosos, a partir de 65 anos, no valor de um salário mínimo. O benefício é concedido a quem é considerado em condição de miserabilidade, com renda mensal per capita inferior a um quarto do salário mínimo.

Policiais e agentes penitenciários - Os policiais civis, federais, agentes penitenciários e socioeducativos se aposentarão aos 55 anos. A idade valerá tanto para homens como para mulheres.

Contribuição - Os tempos de contribuição serão diferenciados para homens e mulheres. Os agentes e policiais masculinos precisarão ter 30 anos de contribuição, contra 25 anos para as mulheres.

Tempo de serviço - A proposta também prevê tempo mínimo de serviço de 20 anos para policiais homens e agentes homens e 15 anos para policiais e agentes mulheres. Progressivamente, o tempo de exercício progredirá para 25 anos para homens e 20 anos para mulheres nos dois cargos (agente e policiais).

Não são especiais - As duas categorias não estão submetidas a aposentadorias especiais. A proposta não contempla os policiais militares e bombeiros.

Militares - O governo quer aumentar o tempo de contribuição dos militares de 30 para 35 anos. O projeto de lei específico para o regime das Forças Armadas será enviado aos parlamentares em até 30 dias. A proposta também englobará a Previdência de policiais militares e de bombeiros, atualmente submetidos a regras especiais dos estados. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, informou que o governo pretende aumentar a alíquota única dos militares de 7,5% para 10,5%.

Regime de capitalização - Os trabalhadores que ingressarem no mercado de trabalho após a aprovação da reforma da Previdência poderão aderir a um regime de capitalização. Por esse sistema, será garantido o salário mínimo, por meio de um fundo solidário.

Escolha - O trabalhador poderá escolher livremente a entidade de previdência, pública ou privada, e a modalidade de gestão de reservas, com possibilidade de portabilidade. (Agência Brasil)

Clique aqui para ver a apresentação da proposta de reforma da Previdência do governo federal

 

ECONOMIA: Prévia da inflação registra menor taxa para fevereiro desde Plano Real

economia 21 02 2019O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou uma taxa de 0,34% em fevereiro deste ano, a menor para meses de fevereiro desde o Plano Real, implantado em 1994. A taxa é, no entanto, superior à registrada em janeiro (0,3%).

IBGE - O dado foi divulgado nesta quinta-feira (21/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a prévia de fevereiro, o IPCA-15 acumula taxas de 0,64% no ano e de 3,73% em 12 meses. (Agência Brasil)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Com pedido por OCDE, Bolsonaro vai à Casa Branca em 19 de março

relacoes externas 21 02 2019O presidente Jair Bolsonaro já tem data praticamente fechada para um encontro com Donald Trump na Casa Branca: 19 de março. A ida a Washington rompe com uma tradição da diplomacia brasileira de escolher a Argentina como primeira visita oficial. Não conta sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, por não ser uma agenda bilateral - é, na verdade, evento de caráter global e organizado por instituição privada.

Anúncios - A menos de um mês da viagem, Brasil e Estados Unidos correm para "engordar" o cardápio de anúncios. O destaque pode ficar por conta do acordo de salvaguardas tecnológicas, que viabilizaria o uso da Base de Alcântara (MA) para lançamentos espaciais de satélites americanos. Estimativas feitas pelo Ministério da Defesa indicam potencial para a arrecadação anual de R$ 140 milhões apenas com taxas de lançamento.

Cooperação militar -Também devem ser anunciados um programa de cooperação militar, que poderia envolver o campo da segurança, e a criação de um fórum para aproximar os dois países na área energética.

Patamar - A intenção do Palácio do Planalto e do Itamaraty, com essa visita de Bolsonaro a Washington, é mostrar claramente que as relações Brasil-Estados Unidos estão passando para outro patamar.

Demandas - Junto com os sinais de alinhamento, algumas demandas serão apresentadas ao governo americano. Uma das mais importantes é o apoio da Casa Branca ao pedido brasileiro para iniciar o processo de entrada na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Problema - Em conversas com o presidente Mauricio Macri, a quem conhece antes de ambos terem sido eleitos, Trump já empenhou sua promessa de sinal verde à Argentina. O problema é que a postura de Washington, até agora, foi a de lutar contra o inchaço da OCDE e avalizar apenas uma ampliação bastante gradual. Dessa forma, não haveria espaço para a adesão de dois sul-americanos praticamente ao mesmo tempo - o Peru e três países da Europa Central também são candidatos.

Outros pleitos - O governo Bolsonaro tem outros pleitos na área comercial, como facilitação às vendas de melão brasileiro e uma cota maior para a entrada de açúcar no mercado americano, mas não pretende fazer disso um cavalo de batalha. Tudo para não contaminar os resultados positivos de uma visita que, na leitura de fontes envolvidas nos preparativos, tende a tornar-se uma marca da nova política externa do país.

Cautela - Por isso mesmo, integrantes graduados da equipe econômica pedem cautela ao comentar sobre a possibilidade de declaração conjunta dos presidentes na linha de buscar um acordo de livre-comércio. Há uma série de questões anteriores à decisão de eventual engajamento em negociações comerciais com os americanos - como fica o Mercosul, se a Casa Branca teria apetite em discutir o tema a caminho da reta final do mandato de Trump, se não seria criar expectativa exagerada.

Área consular - Avanços estão previstos na área consular. Como informou o Valor ontem, uma minuta de decreto presidencial está pronta para dar isenção unilateral de visto para a entrada de turistas americanos no Brasil. O fim da reciprocidade obrigatória na isenção do documento também deve valer para canadenses, japoneses e australianos - cidadãos com alto gasto médio como turistas e baixo risco migratório.

Global Entry - Por outro lado, depende apenas da Receita Federal a entrada do Brasil no programa Global Entry. Não há isenção de visto nem de taxas, mas o programa agiliza a passagem de viajantes frequentes pelo controle migratório em aeroportos dos Estados Unidos. Os passageiros pré-aprovados - principalmente empresários e executivos - são liberados sem passar por oficiais de imigração e sem enfrentar fila.

Chile - Pouco após voltar de Washington, Bolsonaro seguirá para o Chile, que organiza um encontro de presidentes sulamericanos para discutir questões de integração e segurança na região. O presidente chileno, Sebastián Piñera, se esforça para emplacar a ideia de um novo organismo regional que substitua a Unasul.

Venezuela - A Venezuela não participa das discussões. Bolívia e Suriname já avisaram, nos bastidores, que não veem motivo para mudanças. O Itamaraty se coloca ao lado dos apoiadores do projeto, mas faz uma série de observações. Defende uma estrutura enxuta, sem secretariado permanente, com uma presidência rotativa. Acredita que funções hoje exercidas pela Unasul podem ser desempenhadas pelo Mercosul ou ser tratadas em caráter bilateral.

Israel - Na virada do mês, mais provavelmente nos últimos dias de março, Bolsonaro deverá fazer uma visita oficial a Israel. O primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, foi a grande estrela de sua posse, em Brasília, no dia 1º de janeiro. (Valor Econômico)

Foto: Pixabay

 

OPINIÃO: Agronegócio brasileiro em alerta com os acordos e conflitos comerciais

* Mauricio Moraes

No atual cenário internacional, com a globalização sendo fortemente questionada e barreiras ao livre comércio sendo levantadas por diversos países, as incertezas no comércio mundial estão se tornando cada vez maiores, desafiando os líderes de empresas a adaptarem suas estratégias. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), o período entre maio e outubro de 2018 registrou recorde no número de medidas protecionistas adotadas pelas maiores economias do mundo (G20) desde 2012, atingindo um comércio equivalente a US$ 481 bilhões. Além disso, de acordo com a 21ª Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC, entre 2017 e 2018, enquanto o excesso regulatório permaneceu como a principal preocupação dos CEOs, a preocupação com incertezas geopolíticas subiu da quinta para a terceira posição.

Para o agronegócio brasileiro, estes movimentos protecionistas igualmente são preocupantes. Diversos produtos brasileiros são bastante competitivos no mercado internacional, levando determinados países a impor barreiras ou sobretaxar às exportações das commodities agrícolas brasileiras.

A guerra comercial entre os Estados Unidos (EUA) e China, principal conflito comercial desencadeado em 2018, causou muitos impactos. A China é o principal destino das exportações agrícolas brasileiras, respondendo por cerca de 30% das exportações em 2017, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Os EUA, além de ser o terceiro principal destino, é um importante competidor do agronegócio brasileiro nas cadeias de soja, algodão e proteína animal.

No caso da soja, com a tributação da oleaginosa americana em 25%, os asiáticos, maiores consumidores e importadores mundiais, recorreram ao Brasil para comprar a commodity, valorizando o preço e aumentando as exportações. Segundo dados do MDIC, no acumulado de julho a outubro o faturamento com a exportação do produto aumentou 62%, em relação a 2017. O cenário positivo também estimulou o aumento da área plantada de soja e as incertezas do mercado anteciparam a comercialização da safra 2018/19. De acordo com a Companhia Nacional de abastecimento (Conab), a área plantada da safra atual pode chegar a 36,1 milhões de hectares, aumento de 2,8% em relação ao ciclo anterior. Segundo a consultoria Datagro, até a primeira semana de dezembro, mais de 30% da safra já havia sido comercializada, valor superior aos 26% registrados no mesmo período de 2017. O melhor resultado das exportações e a expansão do cultivo fomentaram o otimismo do setor em relação à próxima safra.

Reflexos comerciais também foram sentidos no algodão. No comparativo entre as safras 2017/18 e 2018/19, com o aumento de área plantada podendo chegar a 21,4%, a produção de algodão em pluma pode atingir 2,3 milhões de toneladas, crescimento de 16,5%, de acordo com dados da Conab. O incremento na produção prevista para o Brasil já reflete na expectativa de exportação da pluma para 2019. A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) estima ao menos 1,7 milhão de toneladas de pluma para 2019. Isso é reflexo dos bons resultados na comercialização da safra 2017/18 e das boas perspectivas futuras de mercado para o produto brasileiro pois, além da perspectiva de déficit na produção mundial, também pode haver a possibilidade do mesmo se beneficiar do conflito comercial entre o principal exportador da pluma de algodão, EUA, e o maior consumidor, China.

Outro segmento que se beneficiou da disputa foi o de proteína animal. Em um ano em que o segmento sofreu diversas barreiras às exportações de carnes, como os embargos russo à carne suína brasileira e da União Europeia a 20 estabelecimentos brasileiros exportadores de frango, as exportações só não foram ainda menores devido ao aumento da demanda chinesa. De acordo com os dados do MDIC, ao compararmos o acumulado de 2018 até novembro com o mesmo período do ano anterior, as exportações de carne de frango e suína para a China, em valor, aumentaram 4% e 238%, respectivamente. Para a carne bovina, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirma que a China passou a representar, em outubro, cerca de 45% das exportações brasileiras de carne bovina contra 35% em igual mês do ano passado. No acumulado do ano, até setembro, o avanço é bastante expressivo: embarques 56% maiores de carne bovina para a China, com faturamento adicional de 68%, conforme a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Mas até quando esse cenário vai continuar? No início de dezembro, os presidentes dos EUA e China, acertaram uma trégua válida por 90 dias, a partir de 1º de janeiro de 2019, onde se comprometeram a não elevar ainda mais as tarifas e concordaram em iniciar negociações para esfriar as tensões comerciais. Além disso, as empresas estatais chinesas voltaram a buscar a soja norte-americana, reservando mais de 1,5 milhão de toneladas para serem entregues de janeiro a março de 2019, a primeira grande compra da China do produto dos EUA nos últimos seis meses.

Apesar deste recuo nas medidas protecionistas, que gerou alívio e otimismo pelos mercados globais, as incertezas continuam, principalmente pelos desafios de como reformar o sistema multilateral de comércio. As práticas protecionistas de comércio tiram dinamismo da economia internacional e afetam seu crescimento, proporcionando um ambiente adverso e complexo.

Nesse sentido, além de olhar para a safra que está no campo, as empresas do agronegócio brasileiro devem estar atentas, entre tantas importantes questões ligadas as suas atividades, aos acordos bilaterais e multilaterais que estão sendo firmados e aos conflitos comerciais, principalmente em relação à China e EUA.

* Mauricio Moraes é sócio da PwC Brasil e líder de Agribusiness


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