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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4519 | 19 de Fevereiro de 2019

G7: Presidente do Sistema Ocepar assume a coordenação do grupo

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, assume a coordenação do G7, grupo de entidades representativas do setor produtivo paranaense. Ele substitui Darci Piana, presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Paraná) e vice-governador do Paraná. A indicação do nome de Ricken para comandar o G7 foi aprovada nesta segunda-feira (18/02), durante a reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae-PR, em Curitiba.

Estudo - Na oportunidade, o grupo recebeu o estudo que baseou a proposta de reforma administrativa do governo do Estado do Paraná e um conjunto de sugestões de medidas para os próximos anos. Os documentos são fruto da parceria entre o G7, Sebrae/PR e Itaipu Binacional e foram elaborados pela Fundação Dom Cabral e RC Consultores.

Entidades - Além da Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) e da Fecomércio/ PR, o G7 é composto pela Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) e ACP (Associação Comercial do Paraná).

Foto: Regis Santos / Assessoria Sebrae/PR

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87 ANOS DO SINDILEITE/PR: Num tempo em que Curitiba era rural

Na noite desta segunda-feira (18/02), num concorrido evento realizado no auditório Mário de Mari, no Campus da Indústria, em Curitiba, com a presença de cerca de 400 convidados, o Sindicato da Industria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite/PR) comemorou aniversário de 87 anos de sua fundação. Na ocasião, foram prestadas homenagens a algumas personalidades e realizado o lançamento do livro sobre a história do sindicato. Quando o Sindileite foi constituído, a cidade de Curitiba possuía cerca de 100 mil habitantes, muitos dos quais, imigrantes europeus e a economia do município era baseada única e exclusivamente na atividade rural. Nos arredores da capital paranaense muitas granjas de leite e de hortifrutigranjeiros abasteciam as casas diariamente, através de carroças que circulavam por toda cidade. Esta foi a base que possibilitou a expansão da atividade leiteira para outras regiões do Paraná.

Data inicial– Na abertura do evento, o presidente executivo do Sindileite/PR, Wilson Thiesen fez um breve relato sobre alguns fatos interessantes e que marcaram esses anos todos de história. “inicialmente, tínhamos a informação de que o Sindileite havia sido constituído no dia 3 de fevereiro de 1939. Como não possuímos arquivos oficiais da época, nos baseamos no trecho de uma ata do Sindicato dos Fabricantes de Caramelo do Paraná, em cuja página 10 aparece um trecho sobre o “reconhecimento” do Sindileite no estado. Desde então, tomamos essa data como ponto de partida. A carta sindical foi expedida para o Sindileite em 31 de outubro de 1942”, lembra Thiesen.

Pesquisas- “Ao contratarmos um profissional jornalista para contar essa história, que seria dos 80 anos, para surpresa de todos, acabamos descobrindo, por meio de uma detalhada pesquisa junto à Biblioteca Nacional – Hemeroteca Digital, com o apoio do Centro de Memória da Federação da Indústrias do Paraná (Fiep), que a data de fundação do Sindileite na verdade é 22 de maio de 1932, com posse da diretoria no dia 12 de junho do mesmo ano. Essa informação oficial foi publicada no jornal O Dia, de Curitiba, em julho de 1932, inclusive com a composição da diretoria eleita. Portanto, neste ano de 2019, completamos 87 anos de história, o que, para nós, é motivo de muito orgulho”, destacou Thiesen.

Curitiba rural- De autoria do jornalista Samuel Milléo Filho, a publicação com 260 páginas inicia pela história do leite, desde as civilizações mais antigas e passa pela chegada dos imigrantes alemães menonitas na capital paranaense. “Famílias que se instalaram nos bairros do Boqueirão e Xaxim e dedicaram toda uma vida na vocação de produzir leite e distribuir diretamente nas casas dos curitibanos. Um profundo estudo de pesquisa mostra com fotos da época o quanto Curitiba foi uma cidade rural até o início da década de 1960. Nas pesquisas levantadas pelo escritor foi possível constatar que no mesmo ano que o Sindileite Paraná foi fundado, 1932, Curitiba tinha no cadastro municipal 1.029 carroças de 2 rodas com mola, 297 sem molas, 112 carroças de condução, 1.100 carroças de quatro rodas coloniais, totalizando 2.538 veículos de tração animal, contra apenas 933 automóveis e 30 motocicletas”, descreve Milléo.

Conquistas - O Sindileite foi um dos nove sindicatos que, no ano de 1943, fundaram a Fiep e é um dos mais antigos ainda em funcionamento. Para o presidente do Sindileite/PR, Marco Antônio Gallassini da Silva, “é importante deixar este registro em um livro sobre as lutas e conquistas. É uma referência para as futuras gerações. Histórias de pioneiros que também contribuíram para uma importante conquista para o setor: ter um órgão representativo e voltado aos interesses dos leiteiros particulares no passado e, hoje, em defesa de toda a cadeia, do produtor à indústria e consumo”, destacou.

Homenagens– Durante o evento foram prestadas homenagens de reconhecimento e de agradecimentos. A Cooperativa Agroindustrial Frísia, de Carambeí, fundada no ano de 1925 foi homenageada por ter sido a primeira indústria de leite instalada no Paraná, inicialmente com o nome de Batavo. A homenagem foi recebida pelo presidente, Renato Greidanus. João Manfredo Warkentin Siemens que conduziu o sindicato por quatro mandatos foi outro homenageado pela sua liderança sindical, produtor e ex-presidente da Clac – Cooperativa de Laticínios de Curitiba. Representando todos os produtores de leite do Paraná, Ronei Volpi foi o terceiro homenageado na noite de segunda-feira pelo sindicato, acompanhado de sua esposa e produtora, Maria Ely Volpi. Já o ex-governador, ex-secretário, ex-deputado e atual presidente do BRDE, Orlando Pessuti, foi o homenageado por todo seu apoio à causa do setor leiteiro, em especial, por ter presidido a Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Paraná na década de 1990 – CPI do Leite e que foi um divisor de água na relação entre produtores, indústria e varejo. O último homenageado foi o ex-presidente, Wilson Thiesen que recebeu da diretoria do sindicato uma placa de agradecimento pela sua dedicação no desenvolvimento do setor da indústria leiteira no Paraná e no Brasil.

Fiep– No final do evento, o presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Fiep, Edson Campagnolo, entregou ao presidente do Sindileite/PR, Marco Antônio Gallassini, uma placa pelos 87 anos de existência do sindicato, um dos nove que ajudaram a fundar a Fiep em 4 de dezembro de 1943. Prestigiaram o evento, o vice-governador Darci Piana, o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, o deputado estadual Wilmar Reichembach, os secretários, Norberto Ortigara, da agricultura, Reinhold Stephanes da Administração, o secretário de Abastecimento de Curitiba, Luiz Dâmaso Guzzi, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, os diretores do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta e João Gava, Alexandre Guerra, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e demais convidados.

Apoio – O livro sobre os 87 anos do Sindileite/PR foi elaborado com apoio do Sistema Fiep e Sistema Ocepar.

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OCB: Organização divulga estudo do novo cenário político do país

ocb 19 02 2019As cooperativas brasileiras têm novos interlocutores tanto no Congresso Nacional quanto no governo federal, em função das mudanças geradas pelo processo eleitoral do ano passado. Por conta da entrada de novos integrantes nestas duas esferas do Poder, o Sistema OCB acaba apresentar o estudo Cooperativismo e o Novo Governo, já disponível para acesso. O documento apresenta a nova composição ministerial, informações sobre o novo Congresso Nacional e, ainda, as ações desenvolvidas pelo Sistema OCB no âmbito do Executivo e do Legislativo, bem como iniciativas de compliance.

Estrutura - "Nosso objetivo com esse documento, é mostrar quem são os principais tomadores das decisões que envolvem o movimento cooperativista, como estão estruturados os órgãos de interesse do setor e, também, apresentar um breve perfil dos nossos novos interlocutores. Assim, o que pretendemos é dar passos seguros na hora de apresentar os nossos pleitos, defender os interesses das cooperativas e mostrar o quanto o cooperativismo é capaz de transformar a realidade do nosso país”, comenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. (Informe OCB)

Acesse o documento

 

ACI: Definidos tema e local da Conferência Mundial

aci 19 02 2019As cooperativas são aliadas naturais da Organização das Nações Unidas (ONU) no alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), elaborados com o objetivo de reduzir a pobreza extrema no mundo até 2030. E mostrar isso ao mundo é o propósito da Aliança Cooperativa Internacional, ao realizar sua Conferência Mundial, neste ano. O tema do evento é Cooperativas em prol do Desenvolvimento e a programação ocorrerá entre os dias 14 e 17 de outubro, na cidade de Kigali, em Ruanda, na África.

Mais de 100 países - A conferência reunirá dirigentes e cooperados de mais de 100 países, dentre eles o Brasil, e contará, também, com a presença de atores da sociedade civil, agências de desenvolvimento, formuladores de políticas públicas, agentes governamentais, representantes de organizações internacionais e regionais e pesquisadores.

DIA 14 - Recepção e encaminhamento dos participantes.

DIA 15 - O evento será aberto com discursos de representantes institucionais. A programação continuará com seminários temáticos a serem realizados simultaneamente e organizados por cada um dos escritórios regionais da ACI.

DIA 16 - Será focado na apresentação de boas práticas de cooperativas em termos de desenvolvimento local, em nível global, mas com prioridade para a África. Essas experiências buscarão mostrar que as cooperativas estão florescendo em todos os lugares porque respondem aos desafios da atualidade e atendem às necessidades dos cidadãos. Além disso, os resultados do trabalho da ACI sobre a contribuição das cooperativas para os ODS serão apresentados no final da sessão plenária. A tarde será dedicada a seminários que abordarão os esforços do cooperativismo ao redor do globo têm feito para alcançar os ODS.

DIA 17 - A conferência será encerrada com recomendações feitas pelo movimento cooperativista perante um painel de representantes de instituições internacionais. Em paralelo ao evento, ocorrerá uma exposição para conscientizar o público sobre a ampla gama de questões ligadas ao desenvolvimento, dentre as quais, o potencial das cadeias de valor e do comércio justo.

Idiomas - A conferência terá como idiomas oficiais: o inglês, o espanhol e o francês.

Sobre a ACI - Fundada em 1895 em Londres, a Aliança Cooperativa Internacional é o principal organismo global de representação do movimento cooperativista no mundo. Seus integrantes são as organizações representativas, como a OCB, em 104 países. A estimativa é que a Aliança represente cerca de 1,2 bilhão de pessoas, com vínculo em mais de 3 milhões de cooperativas.

OCB - A OCB é membro da ACI há 30 anos e tem participado ativamente do conselho de administração e dos projetos internacionais desenvolvidos pela Aliança. O ex-presidente da OCB, Roberto Rodrigues, foi o primeiro presidente não europeu da ACI. (Informe OCB)

 

PRIMATO: Assembleia Geral Ordinária aprova contas do exercício 2018

Foi realizada, no dia 16 de fevereiro, na Associação da Primato, em Toledo (PR), a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da cooperativa do exercício 2018. Com a presença de aproximadamente 600 pessoas, o evento serviu para apresentação dos investimentos, capacitações, ações, números gerais que a Primato gerou no ano passado. A AGO contou com a participação de cooperados de todas as regiões de atuação, autoridades e representantes das cooperativas parceiras da região.

AGO - Após seguir o protocolo, deu-se início a AGO às 9h30 com a presença dos cooperados ativos para votação. Foi posicionada a mesa de honra que contou com a diretoria executiva e conselho fiscal, representantes da Frimesa, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, auditores independentes, além das cooperativas convidadas. Na ordem do dia foram apreciados os seguintes itens: Relatório da gestão; Demonstrações contábeis; Parecer da auditoria independente; Parecer do Conselho Fiscal.

Vídeo - “Elaboramos um vídeo que contempla todas as informações que estão no Relatório Anual do exercício 2018, dando dinamismo e trazendo informações claras sobre nossos números no ano passado”, explicou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, que complementou, “mesmo com um ano complicado e com muitas interferências externas, conseguimos crescer 23%”.

Aprovação - Após a apresentação dos itens do dia e o parecer dos auditores fiscais independentes, que recomendaram a aprovação do relatório, foram colocados à votação com os cooperados presentes, que aprovaram as contas apresentadas. Foi também eleito, de forma unânime, o novo conselho fiscal.

Homenagem - Antes, foi respeitado um minuto de silêncio ao conselheiro e um dos pioneiros da cooperativa, Nelson Otavio Minozzo, que faleceu no ano passado. “Uma justa homenagem a quem teve participação efetiva e importante para a ampliação da cooperativa no início de nossas atividades, além de ter sido um conselheiro ativo”.

Resultados - A Primato Cooperativa Agroindustrial teve os seguintes resultados em 2018:

Produção Leite – 25.110.523 litros

Produção Suínos – 37.447.145 – quilos

Primato Carnes – 1.769 toneladas

Faturamento Marcas Próprias – R$ 2.841.865

Faturamento Indústrias: R$ 149.592.629

Faturamento Agropecuária – R$ 252.783.469

Faturamento Supermercados – R$ 169.287.864

Cooperados Ativos – 7.820

Colaboradores – 1.073

Faturamento Global – R$ 587.080.728

Sobras - O valor de sobras disponível à AGO foi de R$ 2.481.722. A proposta inicial da cooperativa seria a destinação em cotas capitais aos cooperados, “além dos investimentos aplicados, tivemos os prejuízos causados principalmente pela paralisação dos caminhoneiros no ano passado”, explicou Ilmo. Porém, em um ato de democracia, os cooperados presentes fizeram uma contraproposta, que ficou em 50% em cotas capitais e 50% que serão utilizados na comercialização de insumo e rações aos cooperados nas unidades agropecuárias da Primato.

Demonstração - “Essa é uma grande demonstração de que o cooperativismo é diferenciado, afinal, entramos em um consenso pela proposta, e assim, daremos andamento aos investimentos e ações neste ano”, parabenizou o presidente da Primato, após a aprovação final.

Investimentos - Segundo o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin, 2019/20 serão anos intensos em investimentos à cooperativa. “Iremos concluir a implementação do sistema de informação da cooperativa, que será unificado, fizemos a inauguração do posto de combustível, ampliação do supermercado da Avenida Parigot de Souza e na Vila Pioneiro, a abertura de uma loja agropecuária e o atacarejo em Toledo. Abertura de indústria de carnes e panificação e confeitaria”, nominou Anderson que concluiu, “além de participações em feiras, exposições, visando a diversificação dos negócios para o equilíbrio financeiro de nossa cooperativa”. Após o término da AGO, os cooperados ganharam um vale de R$ 100 para uso nos supermercados e no posto da Primato. (Imprensa Primato)

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BOM JESUS: Dia de Campo reúne cerca de 5000 participantes

O Dia de Campo 2019 da Cooperativa Bom Jesus reuniu cerca de 5000 pessoas no seu campo experimental entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Além dos cooperados presentes, no primeiro dia teve a participação de Norberto Ortigara, Secretário Estadual de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná. Durante todos os dias, a abertura oficial do evento foi realizada por Luiz Roberto Baggio, diretor-presidente da Cooperativa Bom Jesus.

Parabenização - Norberto Ortigara parabenizou a Bom Jesus. "Gostaria de parabenizar a cooperativa, pois vendo aqui a Assembleia, pelo seu desempenho, não é das maiores, mesmo sendo grande, mas uma das melhores cooperativa do Brasil, bem gerida e administrada com resultados palpáveis, acima da média. Parabenizar também este esforço contínuo e dar a oportunidade a cada um de aprender algo novo, a gente fica para trás se não aprender. E a gente louva a disposição de aproveitar os três dias de evento”, diz o secretário, e complementa “o nosso desafio é fazer bem feito, ter mais lucratividade e menos gastos de maneira inteligente”.

Empresas - Nesta 14ª edição do evento, a cooperativa reuniu 62 empresas voltadas as tecnologias de sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, maquinários, agricultura de precisão, implementos agrícolas, veículos e linha completa pecuária. Durante o evento a Bom Jesus realizou preços promocionais de negócios para a safra 2019/2020.

Evolução - Para Luiz Roberto Baggio, o evento “estamos evoluindo muito em nível técnico e também em nível estratégico. Temos um stand onde toda nossa área comercial preparou pacotes de negócios com melhores condições para fechar bons negócios. Vamos aproveitar essa oportunidade que temos, de tecnologia e momento comercial propício para fazer bons negócios”.

Apelo - Com grande apelo voltado a manejo e tecnologias, as empresas posicionaram seus produtos de acordo com melhor período de plantio, tipo de solo adaptável e potencial produtivo das plantas. Na linha pecuária o destaque do stand Fibra ficou por conta de animais expostos com alimentação balanceada com as rações Fibra. Outra novidade foi a exposição de maquinários voltados a linha pecuária.

Produtores - Baggio destaca os produtores no evento. “Na Assembleia, em resumo, tivemos um quadro de evolução em desempenho da cooperativa, crescemos 21% em relação ao ano passado, também no resultado positivo da cooperativa e distribuímos mais de R$ 6 milhões, desse resultado, na conta capital com rentabilidade média de 12% ao ano. Isso significa que temos colunas de sustentação em nossa cooperativa, uma das principais estão sentadas aqui, os agricultores”, destaca o presidente. (Imprensa Bom Jesus)

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COAMO: Livro conta a história do presidente da cooperativa

Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Coamo, realizada no último dia 15, foi lançado um livro com a biografia do engenheiro agrônomo, José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo, com o título “José Aroldo Gallassini – Uma Visão Compartilhada, a inspiradora trajetória do presidente da maior cooperativa agrícola da América Latina”.

Propósito - A obra é de autoria do jornalista, escritor e palestrante Elias Awad, e foi motivada pelo propósito de Gallassini partilhar um pouco da sua experiência, empreendedorismo e cooperativismo mostrando o que foi realizado e deu certo, o que alcança o sucesso e a aprendizagem nesses anos todos. Além de contar um pouco da sua trajetória empresarial e também sua origem e relata sua opção de vida pela agricultura e cooperativismo, e o compromisso com os associados da Coamo. (Imprensa Coamo)

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SICREDI: Pela primeira vez na história, associado adquire carrinho de golfe com consórcio

sicredi 19 02 2019Pela primeira vez na história do Sicredi, um associado usou os recursos do consórcio para adquirir um carrinho de golfe. Trata-se de um cooperado Pessoa Jurídica da cooperativa Sicredi Integração PR/SC, a Lapinha Spa, no município da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. A entrega do veículo ocorreu na última quinta-feira (07/02).

Possibilidade - A aquisição desse tipo de veículo é uma das possibilidades existentes dentro das modalidades de consórcio disponíveis no Sicredi, caso de imóveis, automóveis, caminhões, tratores e utilitários, motocicletas, serviços e o sustentável, no qual os recursos podem ser usados para financiar iniciativas renováveis, como energia solar e eólica.

Propósito - “O propósito do consórcio é permitir às pessoas ou às empresas, neste caso, adquirirem produtos ou serviços que sejam necessários para ela. Nesse caso, o carrinho de golf era o propósito do associado, que acabou sendo contemplado e pode usar o recurso para esse fim”, explica Luiz Roberto Baggio, presidente da Sicredi Integração PR/SC.

Crescimento dos consórcios - Em 2018, a Central Sicredi PR/SP/RJ teve crescimento de 23% no volume comercializado de consórcio em comparação ao ano anterior. O Sicredi, ao longo do ano, aparecia entre as cinco maiores administradoras desse serviço no país, conforme ranking do Banco Central – que avalia o desempenho de 150 companhias do segmento.

Desempenho - O desempenho da Central Sicredi PR/SP/RJ ficou acima da média do mercado. De janeiro a novembro de 2018, a modalidade teve 2,36 milhões de adesões em todo o país, que somaram um volume de R$ 96,3 bilhões, um crescimento de 8,3% na comparação com o mesmo período de 2017, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). Além disso, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) reconheceu o Sicredi na categoria “melhores práticas comerciais”.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Assembleia reúne associados da agência Higienópolis

Em Londrina (PR), os associados da agência Higienópolis da Sicredi União PR/SP participam, na sexta-feira (22/02), da assembleia de prestação de contas, que acontece no Buffet Laguna, com início às 19h.

Público - O gerente da agência, Sonivaldo Rodrigues, espera reunir entre 650 a 800 pessoas no evento e destaca a importância da realização da assembleia. “O objetivo é que os associados conheçam os resultados da cooperativa no ano de 2018 e participem das decisões. É sempre um momento marcante, que reforça a transparência da cooperativa e o nosso compromisso com os associados”, frisa.

Total - Ao todo, a Sicredi União realizará 79 assembleias, no período de 15 de janeiro a 18 de março, em todas as cidades em que têm agências, no norte e noroeste do Paraná, centro e leste paulista.

Regional Norte - Na Regional Norte, além da assembleia da agência Higienópolis no dia 22, as próximas reuniões estão marcadas para o dia 25/2, com associados das agências Santos Dumont, Duque de Caxias e Guaravera, todas de Londrina. Em março, no dia 14, acontece a assembleia da agência Tiradentes, também de Londrina. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Cooperativa doa 1,1 mil litros de leite para Marev

sicredi uniao 19 02 2019A Sicredi União PR/SP realizou a tradicional ação de arrecadação de leite durante a Convenção de Colaboradores no último sábado (16/02), no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá (PR). Os participantes do evento doaram 1,1 mil litros de leite que foram entregues ao Maringá Apoiando a Recuperação de Vidas (Marev), entidade que atende pessoas dependentes de substâncias psicoativas.

Gratificante - Para a assessora de programas sociais da Sicredi União PR/SP, Gisely Almeida, é gratificante ver os colaboradores se engajarem em prol de uma causa tão nobre. “O Marev realiza há mais de 23 anos um trabalho sério”, afirma.

Atendimento - Satisfeito com a ação, o gerente administrativo da Marev, Romeu Lopes Filho, informa que a entidade atende em média 50 internos por mês, com o auxílio de 18 profissionais. “Somos uma entidade sem fins lucrativos, então vivemos de doações. Esse leite vai ser destinado à padaria que funciona no internato”, explica.

Chocolate - O leite também é consumido com chocolate em pó, já que o Marev não serve café a fim de evitar o efeito estimulante. “Buscamos produzir os alimentos necessários, mas doações são sempre bem-vindas. Estamos gratos à Sicredi União por esse gesto de solidariedade”. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB MARECHAL: Parceria possibilita oferta de crédito consignado a servidores da SAAE

sicoob marechal 19 02 2019No último dia 6, o Sicoob Marechal firmou parceria com a SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Marechal Cândido Rondon) para oferecer aos servidores a linha de crédito consignado com taxas e prazos mais acessíveis.

Condições - Segundo o assessor de Crédito e Captação, Alan Patrick de Moura Roscamp, as condições oferecidas pelo Sicoob são as mais atrativas do mercado. “Sem contar o nosso atendimento, que é personalizado e humanizado”, afirma.

Portabilidade - Ele conta ainda que, logo após a assinatura do contrato, diversos servidores da SAAE aproveitaram a oportunidade para fazer a portabilidade salarial e passarão a receber pelo Sicoob. “Isso mostra a qualidade do nosso trabalho e da nossa cooperativa”, complementa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

PRO-CDD AGRO: Dívidas de financiamento para produtores e cooperativas no BNDES são prorrogadas

Foi prorrogado para 30 de março o prazo para pagamento das dívidas do programa BNDES Pro-CDD Agro, conforme a circular 12/2019 do BNDES. O programa solicitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) possui limite orçamentário de R$ 5 bilhões. O objetivo do Pro-CDD AGRO é conceder créditos para liquidação integral de dívidas de produtores rurais ou de cooperativas de produção.

Operações - Serão incluídas nesta prorrogação operações de crédito rural de custeio ou investimento que foram contratadas até 28 de dezembro de 2017, dívidas contraídas junto a fornecedores de insumos agropecuários ou instituições financeiras, inclusive decorrentes da emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) e Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

Limite - A rolagem poderá incluir até 100% do valor do saldo devedor, limitado a R$ 20 milhões, com prazo de até 12 anos, incluindo carência de até 3 anos.

TJLP - Os recursos podem ser contratados com base na Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP). O custo final inclui a remuneração do BNDES, de 1,5% ao ano, e a dos agentes financeiros, limitado a até 3% ao ano, totalizando uma taxa mensal final de aproximadamente 1%.

Agentes financeiros - As operações de financiamento poderão ser contratadas com os 55 agentes financeiros credenciados para operar com recursos do banco. Entre eles há bancos públicos, privados, bancos de cooperativa, cooperativas de crédito, bancos de montadoras, agências de fomento e bancos de desenvolvimento. (Mapa)

LEITE: Estados do Sul querem avançar em sanidade na produção

leite 19 02 2019O avanço da sanidade e da rastreabilidade animal foram eleitas as prioridades para que os três estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) adquiram condições de qualidade e de competitividade para que a região se torne grande exportadora de leite. Esses estados compõem a Aliança Láctea Sul, constituída há quatro anos, para harmonizar o crescimento da cadeia produtiva do leite na região Sul do País.

Debate - Representantes dos estados do Sul debateram nesta segunda-feira (19/02) tema na sede da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), em Curitiba, com a presença dos secretários da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, do Paraná; e de Ricardo de Gouvêa, da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina.

Pauta - A pauta da Aliança Láctea Sul será encaminhada aos novos governadores dos estados do Sul para que possam ratificar e dar sustentação às propostas. A região é responsável por 40% da produção de leite no País, enquanto tem apenas 15% dos consumidores brasileiros. Os três estados se destacam como segundo, terceiro e quarto colocados, respectivamente, no ranking da produção nacional de leite. O primeiro estado produtor é Minas Gerais.

Importância - Segundo Norberto Ortigara, o leite representa o quarto produto em volume de produção no Paraná, atrás das cadeias de soja, frango e milho. “Ou a gente produz para o mundo ou não temos como colocar toda a produção no mercado interno. Para isso temos que continuar perseguindo uma produção de qualidade”, disse.

Revolução silenciosa - O secretário Ricardo de Gouvêa disse não ter dúvidas que está ocorrendo uma revolução silenciosa na produção de leite na região Sul do País, onde muitas propriedades familiares já trabalham com grande tecnologia.

Indício - O chefe da Embrapa Gado de Leite de Juiz de Fora (MG), Paulo do Carmo Martins, afirmou na reunião que um indício forte dessa evolução é que a empresa foi procurada pelo BNDES para fazer um trabalho específico para o produtor, o que representa uma mudança importante para o setor. “Chamou a atenção que embora nossa produtividade seja menor em relação aos países grandes produtores, nossos preços são competitivos, o que favorece uma transformação no meio de produção”, disse.

Políticas públicas- Martins elencou a necessidade de políticas públicas focadas no setor produtivo para eliminar diferenças regionais. “Ao mesmo tempo que municípios têm baixa produtividade, outros exibem excelente produtividade, similares às melhores do mundo”, acrescentou.

Condições e prioridades- Foram debatidos os desafios para que os estados do Sul busquem o mercado externo para dar vazão à produção, que é bem maior que o consumo.

Condições adequadas- Para o secretário Norberto Ortigara, os três estados reúnem condições adequadas de pastagens abundantes, possibilidade de produção de biomassa, oriunda da avicultura e suinocultura, na reciclagem das pastagens, que representa um valioso insumo que é o adubo orgânico que a vaca converte em leite.

Clima - Também reúne boas condições de clima, regime hídrico e condições mais favoráveis de se trabalhar com animais das raças europeias, grandes produtoras de leite. Além disso, os três estados têm a tradição da agricultura familiar porque a produção de leite exige a habilidade do produtor na produção e manejo do animal.

Prioridades - O coordenador-geral da Aliança Láctea Sul, Airton Spies, falou das prioridades do programa de trabalho para 2019, elencando em cinco eixos as frentes de trabalho: tecnologia e assistência técnica aos produtores; qualidade do leite como elevação da incidência de sólidos no leite; sanidade no combate à brucelose e tuberculose; organização setorial para que a logística de captação do leite seja mais eficiente e redução das assimetrias, com a eliminação de vantagens tributárias em alguns estados.

Participação - Participaram da reunião os representantes do Sindicato da Indústria do Leite do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul; Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Emater-PR, Instituto Tecpar, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e de empresas como Aurora Alimentos e Frimesa. (Agência de Notícias do Paraná)

Foto: Faep

 

CAFÉ: Institutos alertam sobre alta incidência da ferrugem nas lavouras paulistas

Pesquisadoras do Instituto Agronômico (IAC) e do Instituto Biológico (IB), ambos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, alertam os cafeicultores paulistas sobre a antecipação dos danos causados pela ferrugem do cafeeiro na safra de 2018-2019. A principal doença da cultura está amplamente distribuída em todas as regiões cafeicultoras do Brasil, podendo reduzir a produção em até 35%. A ferrugem forma lesões amareladas na face inferior das folhas, levando-as à queda e debilitando a planta, que não consegue formar os botões florais da safra seguinte, reduzindo a produção.

Clima - Segundo as pesquisadoras Angelica Prela Pantano, do IAC, e Flávia Rodrigues Alves Patrício, do IB, por ser a ferrugem muito dependente do clima, a epidemia pode variar em cada região em que o cafeeiro é cultivado no Brasil. "Este ano a doença está muito agressiva em função do clima que tem altas temperaturas e chuvas desuniformes, foi muita chuva em novembro e pouca em dezembro, quando esquentou muito", comenta Angelica sobre as condições que favorecem a disseminação da ferrugem, causada pelo fungo Hemileia vastatrix. Normalmente, há maior incidência de chuvas em dezembro e janeiro.

Volumes - Este ano, os volumes de janeiro foram inferiores aos esperados. Em alguns locais como Franca, Mococa e Caconde, o volume esperado era de 281 mm, 275 mm e 247 mm e foram registrados cerca de 65,5 mm, 105,2 mm e 45,3 mm, respectivamente. No ano anterior, nesse mesmo mês, a precipitação pluviométrica registrada foi de 193 mm, em Franca, e de 250 mm em Mococa e Caconde. "Em Campinas, o volume registrado de 225 mm foi pouco abaixo do esperado, que era em torno de 240 mm, porém em todos os locais citados, as temperaturas médias mínimas foram acima da média histórica, o que favorece a doença", diz Angelica.

Tratamentos - A maioria dos cafeicultores brasileiros realiza, rotineiramente, tratamentos com fungicidas para o manejo da ferrugem do cafeeiro em lavouras instaladas com cultivares suscetíveis. As pesquisadoras acreditam que o calor que ocorreu em janeiro deste ano em todas as regiões cafeicultoras deve ter contribuído para inibir o progresso da doença no período.

Atenção - "No entanto, o fato de haver inóculo em plantas sem tratamento, ou com tratamento deficiente, indica que os produtores devem estar atentos para o ressurgimento da doença assim que as condições climáticas se tornarem mais favoráveis", afirma Flávia.

Intervalos menores - A pesquisadora orienta os produtores a não reduzir o número de aplicações, mas sim diminuir o intervalo entre elas, caso as condições climáticas estejam favoráveis à ferrugem novamente. "Fazemos essa recomendação especialmente considerando que os uredosporos da ferrugem são bastante resistentes a condições climáticas adversas e que as folhas contendo lesões de ferrugem podem permanecer no campo", diz Flávia.

Epidemia - De acordo com a pesquisadora do IB, a epidemia de ferrugem, em geral, inicia-se em dezembro, e pode se manifestar até o inverno, quando a temperatura começa a decrescer. As condições climáticas que favorecem a ferrugem são temperaturas entre 20ºC e 22oC e chuvas acima de 30 mm. Temperaturas máximas médias mensais acima de 30oC e mínimas médias mensais abaixo de 15ºC desfavorecem a ocorrência.

Avaliações de campo - Os pesquisadores do IAC e IB fazem avaliações de campo mensalmente nas regiões de Campinas, Mococa, Caconde e Franca. Ainda em janeiro, observaram que em alguns locais a doença já havia atingido o nível aceitável e era necessário iniciar o controle químico. Essa necessidade pode aumentar os custos da produção porque requer mais pulverizações. "Tem produtores que, para economizar, esperam atingir o nível aceitável, para então dar início às pulverizações", conta a pesquisadora do IAC.

Preocupação - Nos levantamentos realizados na safra de 2018-2019, causam preocupação as elevadas incidências de ferrugem já em janeiro nas regiões de Campinas, Franca e Caconde. Foi observada a doença, nas áreas sem tratamento, em 44,4% das plantas da cultivar Catuaí, em Campinas, em 32% da cultivar Mundo Novo, em Franca, em de 33% e 53% nas cultivares Catuaí e Mundo Novo, respectivamente, em Caconde. "Apenas em Mococa, região mais quente que as demais, as folhas com ferrugem encontradas em novembro caíram e a ferrugem ainda não está ocorrendo nas áreas sem tratamento", afirma Flávia.

Fácil disseminação - Por ser composta por um pó, a ferrugem tem fácil disseminação por vento e umidade. "A folha doente cai no chão e o fungo permanece vivo; ao nascer uma nova folha ela já é contaminada", explica a pesquisadora do IAC. A ferrugem ataca somente as folhas, não incide sobre os frutos, mas ao causar a desfolha, compromete a safra do ano seguinte. Isso porque a planta gasta sua energia para fazer o novo enfolhamento, recurso este que deveria ser usado para a produção de fruto. "Assim, não terá fruto, por isso o prejuízo acontece na próxima safra", resume Angelica.

Atuação preventiva - Há os cafeicultores que atuam preventivamente e iniciam o controle químico em novembro, totalizando, por safra, quatro pulverizações, sendo uma via solo e três foliares. O custo desse controle é de R$ 140,00 a R$ 180,00, por hectare, somente com os produtos, sem considerar a mão de obra. Em geral, o manejo preventivo é adotado por fazendas que miram o mercado de exportação. No município de Franca, por exemplo, há propriedades com esse perfil que fazem o controle rigoroso, com calendários de aplicações, tendo ou não a doença. O resultado é bastante positivo: apenas cerca de 3% de plantas contaminadas na época de pico da doença.

Incidência aumenta - As pesquisas mostram que sem o tratamento preventivo, a incidência da ferrugem aumenta. "Sobra inóculo para o próximo ano e causa a desfolha da planta", diz Angelica.

Levantamento - Desde 2016, uma equipe formada por pesquisadores do Instituto Agronômico, Instituto Biológico, Embrapa Café e produtores rurais de Franca e Caconde realizam levantamentos em Franca, Caconde, Mococa e Campinas para estudar a relação entre a ocorrência de doenças e pragas e o clima do período analisado. Nesses locais, pequenas áreas das lavouras são disponibilizadas para os levantamentos e permanecem sem tratamentos químicos contra doenças e pragas durante os experimentos. (Assessoria de Imprensa)

COMÉRCIO EXTERNO: Balança comercial tem superávit de US$ 608 milhões na semana

comercio exterior 19 02 2019A balança comercial registrou superávit de US$ 608 milhões na terceira semana de fevereiro. No período com cinco dias úteis, as exportações somaram US$ 3,948 bilhões e as importações US$ 3,340 bilhões. As informações foram divulgadas há pouco pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Acúmulo - Em fevereiro, o superávit comercial acumulado nas três primeiras semanas é de US$ 1,613 bilhão e, no ano, de US$ 3,805 bilhões. No mês, as exportações registram queda de 17,8% na comparação com fevereiro de 2018. A média diária embarcada (US$ 795,3 milhões) encolheu puxada por manufaturados (-29,9%, para US$ 308,4 milhões) com destaque para plataforma de extração de petróleo, automóveis de passageiros, tratores, veículos de carga e açúcar refinado.

Semimanufaturados - A venda de semimanufaturados também caiu 18% para US$ 102,8 milhões, por conta de celulose, açúcar de cana em bruto, óleo de soja em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, couros e peles.

Produtos básicos - Em contrapartida, as vendas de produtos básicos avançaram ligeiramente (1,2%) para US$ 384,1 milhões, lideradas por soja em grão, milho em grãos, minério de ferro, algodão em bruto, carnes bovina e de frango e café em grãos.

Média diária - A média diária de importações também caiu 19% para US$ 648,6 milhões. Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com veículos automóveis e partes (-26,1%), combustíveis e lubrificantes (-16,4%), farmacêuticos (-14,1%), equipamentos eletroeletrônicos (-11,0%), equipamentos mecânicos (-8,6%). (Valor Econômico)

 

RURAL CLIMA: Não haverá El Niño no Brasil nos próximos três meses

Não há a probabilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño nos próximos 90 dias no Brasil, avalia Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, em boletim. “Em todas as regiões monitoradas no Pacífico, as temperaturas estão em processo de resfriamento. Se houvesse El Niño de fato, [as águas] estariam aquecendo”, disse.

Padrão caracterizado - Na semana passada, o Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos confirmou que o padrão climático El Niño está caracterizado, entrou em vigor e deve permanecer "ativo" até meados de outubro. Apesar dessa avaliação, o fenômeno deve ser fraco.

Condições - “As condições de El Niño em todo o Pacífico equatorial ocorreram e agora podemos anunciar a sua chegada”, disse, em nota, Mike Halpert, vice-presidente do centro de previsão. “Embora as temperaturas da superfície do mar estejam acima da média, as observações atuais e os modelos climáticos indicam que esse El Niño será fraco, o que significa que não esperamos impactos globais significativos durante o restante do inverno e até a primavera [no Hemisfério Norte]”.

Neutras - De acordo Santos, da Rural Clima, no Brasil, o cenário continuará apresentando características neutras para El Niño e La Niña. “Não devemos ver características de El Niño no Brasil - secas no Norte e muita chuva no Sul. Os modelos sinalizam para muita chuva para o Centro-Norte do Brasil em fevereiro e março. Todos os modelos de previsão estão sinalizando um decréscimo de probabilidade do El Niño”, ressaltou. (Valor Econômico)

RELAÇÕES EXTERNAS: Governo notifica OMC que poderá retaliar UE por salvaguarda ao aço

relacoes externas 19 02 2019O governo brasileiro notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta segunda-feira (18/02) que poderá adotar medidas para “reequilibrar” seu comércio com a União Europeia, após salvaguardas aplicadas pelo bloco europeu às exportações de aço do Brasil.

Direito - Como antecipou o Valor, o Brasil resolveu usar um direito de retaliar a UE em US$ 180 milhões após disputa na OMC envolvendo justamente as salvaguardas ao aço. A estratégia, num primeiro momento, é incluir o leite europeu entre os produtos sujeitos à retaliação, ampliando de 28% para 42,8% sua tarifa de importação para entrar no Brasil. A ideia, porém, é que outros itens exportados pelos europeus ao Brasil constem da lista.

Retirada - Há duas semanas, o Ministério da Economia retirou duas tarifas antidumping que vigoravam por 18 anos sobre as importações brasileiras de leite em pó do bloco europeu e da Nova Zelândia. A medida gerou uma grande reação negativa o setor produtivo do leite e da bancada ruralista. Até o presidente Jair Bolsonaro orientou a pasta da Economia a encontrar uma solução para o problema e usou seu Twitter para dizer que o governo agiu e “manteve o nível de competitividade do produto com outros países”.

Pedido - “O governo brasileiro encaminhou hoje à União Europeia pedido de compensações pelas salvaguardas às importações de aço impostas pela União Europeia no início deste mês”, diz nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura, obtida pelo Valor.

Notificação - “Paralelamente, o governo brasileiro encaminhou à OMC notificação de que o Brasil, ao amparo do Acordo de Salvaguardas, poderá adotar medidas de forma a reequilibrar o seu comércio com a União Europeia, ante o impacto das medidas de salvaguarda no setor de aço”.

Diálogo - Por fim, sem dar detalhes, o comunicado diz que o governo brasileiro “permanece aberto ao diálogo com a União Europeia, a fim de buscar o melhor encaminhamento para essas questões”. E acrescenta que seguirá “defendendo com todo o empenho os interesses dos produtores e exportadores brasileiros”. (Valor Econômico)

Foto: Pixabay

 

OPINIÃO: A importância da verticalização

opiniao 19 02 2019* Omar Taha

Nos últimos anos, a Unimed Londrina vem obtendo bons resultados econômicos, inclusive promovendo a distribuição de recursos aos cooperados em volume considerável, graças a uma gestão equilibrada e conservadora. Existem dois riscos importantes para a cooperativa que devem ser compartilhados: o primeiro está relacionado à entrada de fortes concorrentes no setor, altamente capitalizados e que, inclusive, já têm a nossa região no mapa de seus futuros negócios; o outro risco, já conhecido por todos nós, é o crescimento exponencial dos custos assistenciais, ou seja, o valor que efetivamente é gasto para prestarmos os serviços contratados pelos beneficiários.

Já sabemos que hoje os custos que têm maior impacto são os custos relacionados a despesas hospitalares, aquisição de órteses e próteses, materiais e medicamentos de alto custo, dentre outros. As nossas equipes têm trabalhado arduamente no sentido de reduzir esses custos, e cada centavo economizado é repassado ao cooperado na forma de honorários. Entretanto, existem limites para esse controle, quando a nossa rede de prestadores hospitalares é totalmente terceirizada. Ficamos, literalmente, na mão daqueles que estão vendendo esse tipo de serviço.

Por outro lado, essa é a principal estratégia dos concorrentes: estruturam serviços próprios, como hospitais e ambulatórios, e pagam pouco para o médico, tendo um custo assistencial muito menor. Assim, podem concorrer com preços muito abaixo do mercado e acabam entrando em localidades onde a Unimed tradicionalmente sempre foi hegemônica.

Como combater isso? Como atuar neste setor, mantendo o nosso modelo cooperativo que prioriza o honorário médico? Por meio da verticalização. A verticalização da cooperativa pode ser feita de várias maneiras. A mais comum é construindo estruturas hospitalares e/ou ambulatoriais. Outra forma é participar de projetos onde a cooperativa possa fazer gestão da estrutura hospitalar. Este modelo é mais atual e moderno e não necessita de nenhum tipo de investimento em construção e equipamentos.

É exatamente o modelo de parceria que estabelecemos recentemente com a empresa que se propõe a instalar um hospital em nossa cidade: a For Life Healthcare (FLH). Nessa parceria, a FLH se compromete contratualmente a implantar um hospital e nós, da Unimed, nos comprometemos a credenciá-lo quando ficar pronto. A partir daí, teremos direito a participar efetivamente da gestão, sem comprometimento de custo algum para a cooperativa.

Exigência que eles fazem a partir do momento em que o hospital estiver pronto: encaminharmos um volume de internações proporcional à necessidade que o hospital terá em atingir seu ponto de equilíbrio econômico financeiro. Isso começa com 54% da ocupação do hospital (primeiro ano), até atingir 73% no quarto ano de contrato. Os estudos realizados demonstram claramente tanto a demanda reprimida como o crescimento das internações. Quem consegue internar facilmente pacientes hoje em Londrina?

Estamos realizando várias reuniões para explicar detalhadamente esse tipo de contrato e certamente você, cooperado, foi convidado a participar de alguma. Essas reuniões são preparatórias para discussão do assunto em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que foi proposta por um grupo de cooperados e será convocada pela diretoria.

Venha participar das reuniões e faça contato com a sua cooperativa. Será uma boa oportunidade para demonstrarmos os benefícios que esse tipo de parceria e a verticalização em si trazem para a Unimed.

* Omar Taha é presidente da cooperativa médica Unimed Londrina

 


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