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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4515 | 13 de Fevereiro de 2019

GOVERNO: Uma secretaria com compliance, de portas abertas e transparente, afirma Sandro Alex

Durante sua posse como secretário de Infraestrutura do Estado do Paraná, na manhã desta quarta-feira (13/02), no Palácio Iguaçu, Sandro Alex afirmou que assume, em conjunto com o corpo técnico, o desafio de resgatar a imagem da pasta. Ele citou as investigações que estão ocorrendo no âmbito da Operação Lava-Jato que investiga sobre os contratos de pedágio no Paraná. “A secretaria voltou a se tornar uma secretaria aberta e transparente, tanto que é a primeira que tem o compliance do Governo do Estado e a primeira do Brasil a estar nesta regra de conduta. Faremos uma gestão de portas abertas. Primeiro, temos o desafio de resgatar a credibilidade do DER e da Secretaria, que hoje estão sob investigação. Nós queremos passar de investigados para colaboradores e, para isso, trouxemos uma equipe de trabalho composta pelo coronel João Alfredo Zampieri, que será o diretor geral do DER, e no Porto de Paranaguá, uma equipe técnica comandada pelo presidente Luiz Teixeira Júnior, a Ferroeste, com o André Luiz Gonçalves, e estamos escalando os profissionais para realizarmos um trabalho estruturante para as próximas décadas no Estado. Isso passa pelas nossas rodovias, numa negociação com o governo federal que seja benéfica para os paranaenses e, para isso, nós montamos um grupo de trabalho que vai discutir esses pedágios para 2021, incluindo trechos de rodovias paranaenses, PRs que vão fazer parte deste Anel, rediscutindo o Anel de Integração e, principalmente, defendendo uma redução de, no mínimo, 50% do valor das rodovias, mantendo os investimentos em duplicação e de obras em infraestrutura”, frisou o secretário.

Expectativas - Sandro Alex afirmou que a Secretaria de Infraestrutura conta com o terceiro maior orçamento do Estado e que pretende corresponder com todas as expectativas do governador e da sociedade paranaense. Sobre o porto de Paranaguá, Sandro Alex disse que “o desafio é de manter a qualidade. O trabalho da última administração foi correto, nós temos que continuar e conseguimos já um avanço nesses primeiros dias e pedimos então autonomia do porto para que ele possa realizar um trabalho independente junto ao litoral do Paraná”. Sobre a Ferroeste, o secretário afirma que a missão dada pelo governo é trazer a riqueza e o desenvolvimento do Oeste até o nosso litoral. “Um desafio ainda maior será ligar o nosso estado com o Chile, por meio do Oceano Pacífico, com uma ferrovia que ligue até o porto de Autofagasta”. Já sobre o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Alex disse que é “órgão muito importante, com profissionais sérios, mas que, neste momento, população e a opinião pública têm, com toda a razão, desconfiança. Precisamos e vamos resgatar esta credibilidade”. Ele adiantou que em março será anunciado pela infraestrutura, um grande investimento e projeto do executivo. “O Paraná é um dos poucos estados do Brasil que pode captar recursos, e vamos ter projetos importantes para que possamos investir e executar. E com toda economia feita pelo governador no corte de mordomias, vamos utilizar esses recursos para realizar duplicações, terceiras faixas, viadutos e pontes”, frisou. Sandro Alex que deixou uma cadeira na Câmara Federal para assumir a secretaria lamenta: “nos deparamos com investigações que nos entristecem e envergonham. É uma mudança de página e espero contar com o apoio dos paranaenses”.

Rodovias estaduais - Sobre os possíveis investimentos do governo do estado em rodovias, Sandro Alex disse que a meta é reverter o atual quadro: “a maior discussão hoje está exatamente relacionada a rodovias como as PRs 323, 092, 445, 280. Algumas já estamos colocando no rol de projetos executivos, vamos tocar trechos mais críticos, como ampliação das terceiras faixas. Também vamos negociar com o governo federal a possibilidade de delegar. Vamos fazer um processo inverso: as rodovias federais eram delegadas ao estado. Nós estamos pedindo que as nossas estaduais sejam delegadas à União para que elas, no pacote de concessão que o governo vai anunciar, sejam favoráveis a uma negociação com preço menor. Então, queremos incluir trechos que foram esquecidos das rodovias do Anel da Integração como, por exemplo, a PR 151, no trecho entre Jaguariaíva e Sengés que ficou de fora. Enfim, incluir rodovias, como a 323, que representa um dos maiores desafios deste momento. Nós não queremos deixar ninguém de fora e, para isso, todas nossas ações serão transparentes. Tudo que nós negociarmos no grupo de trabalho com o governo federal eu estarei conversando com instituições como a Ocepar, Fiep, Faep, Associações Comerciais e Industriais, vereadores, câmaras, prefeituras, todos os paranaenses saberão passo a passo o que nós estamos fazendo”, destacou.

Cooperativas - O secretário também fez questão de destacar a abertura de diálogo com as cooperativas, através da Ocepar. “Eu tive hoje uma das melhores notícias destes meus primeiros dias de gestão. Fui pessoalmente com o governador conversar com a Ocepar e eu tenho orgulho de ser um representante da Ocepar no Congresso Nacional (como deputado federal) e de apoiar o setor produtivo. Hoje, ouvir o presidente dizendo que já, num primeiro momento, existe a vontade da Ocepar de participar com o projeto executivo de uma rodovia, como a PR 280. Este é o maior sinal. Primeiro, da credibilidade do governo Ratinho Júnior perante os paranaenses e o setor produtivo, e de que a parceria será vantajosa para todos porque nós também vamos fazer um termo de compromisso. Uma vez que o projeto executivo venha, vamos dar a nossa contrapartida de realizar a obra. Não vamos mais deixar projetos em gavetas, a serem realizados ou nunca serem realizados. Nós vamos tocar. Nosso objetivo é que a Secretaria seja tocadora de obras e, junto com o Tribunal de Contas, Ministério Público e Procuradoria, nós vamos realizar este trabalho”, destacou.

Agronegócio - O governador Ratinho Júnior destacou durante a posse de Sandro Alex que o Paraná é um estado agrícola e mencionou e agradeceu a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, representando as cooperativas. “A Secretaria de Infraestrutura tem uma importância fundamental para o desenvolvimento social e econômico. O Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do planeta. Com apenas de 2,3% do território brasileiro o Paraná produz mais de 20% dos grãos, segunda maior bacia leiteira, maior produtor de proteína animal da América Latina, maior exportador de frango, suínos e não estamos parando de crescer no setor do agronegócio. E missão deste governo é buscar agregação de valor, agroindustrializar ainda mais nossos produtos, onde as cooperativas já são uma referência”, frisou o governador. Ratinho disse que o governo, nesses mais de 40 dias, já manteve contato com mais de 40 empresas do mundo todo que manifestaram interesse em se instalar no Paraná e que gerarão investimentos de mais de R$ 7 bilhões.

Desafios - “Temos que preparar o Paraná para atender toda esta demanda e nada melhor do que começar pela infraestrutura no campo. Os Estados Unidos só se tornaram uma potência mundial na produção de alimentos porque se planejou. Construiu rodovias, ferrovias, hidrovias e depois nas autopistas e aeroportos regionais. Aqui não investimentos quase nada e precisamos correr contra o tempo. Vamos modernizar nossa infraestrutura, portos, rodovias, ferrovias e aeroportos. A infraestrutura é que dá base para desenvolver uma região, o estado e o país. O Paraná por muito tempo não se organizou de maneira estratégica e planejada para ter um norte de desenvolvimento sustentável. Temos um problema chamado pedágio. Não sou contra o pedágio, sou contra os preços e a falta de investimentos, fato que os paranaenses já cobram há mais de 20 anos e foram contratados mal feitos. Agora teremos que esperar até 2021 para consertar e pode ter certeza de que vamos nos empenhar para arrumar isso tudo. Montamos um comitê de trabalho comandado pelo Sandro Alex para criarmos critérios para as novas licitações que ocorrerão antes de 2021 e para que as novas concessionárias assumam dentro daquilo que interessa para o Paraná e sua população, ou seja, duplicações, viadutos, trincheiras, rodovias modernas e diminuir, no mínimo, 50% o valor das tarifas”, destacou.

Projetos executivos - Ratinho Júnior disse que nada disso será possível se o estado não tiver projetos executivos. “Estamos enxugando a máquina pública para que, com esses recursos, possamos em março anunciar o maior investimento do Paraná em projetos para o nosso desenvolvimento. Estamos conversando com o G-7, as cooperativas para que elas possam fazer esses projetos e doar para o Estado e nós vamos executá-lo. Unir todas as forças políticas e empresariais para isso. O Paraná tem que ser o hub logístico da América Latina, estamos perto dos principais centros consumidores como Argentina e São Paulo. O Paraná fica no centro do PIB da América Latina. Próximos do Pacífico, então teremos que ser a central logística da produção dos países vizinhos e do Centro-Oeste brasileiro e do Sul. Estamos modernizando as atividades do porto de Paranaguá que conquistou sua independência de gerência financeira e administrativa, sem depender de Brasília. Temos que avançar ainda mais”, destacou Ratinho Júnior.

Escolha - Sobre o secretário Sandro Alex, Ratinho Júnior disse que o escolheu para a pasta, porque sempre se destacou como um parlamentar que trabalhou em prol do Paraná. “Sandro Alex foi eleito entre os 10 melhores deputados do Congresso Nacional pelo Instituto Transparência Brasil, portanto, tem credibilidade, é trabalhador e tem condições de chegar em qualquer ministro e argumentar sobre as necessidades do estado e cobrar investimentos. É rápido em suas decisões e montou uma super equipe e conhece nosso Estado. E aceitou o desafio de assumir uma secretaria que precisa resgatar sua credibilidade. Existe uma investigação dentro da secretaria de infraestrutura, uma das maiores já realizadas no Paraná. Então, se não tiver alguém no comando que tenha linha dura, competência e pulso firme para o cargo como Sandro Alex, não conseguiríamos. O maior ativo que temos dentro da secretaria são os seus servidores, o histórico que eles têm dentro do DER que ajudaram o Paraná a chegar até aqui. Por isso precisamos também resgatar a autoestima de todos, para que esses servidores que tem um ativo intelectual maravilhoso possam também nos ajudar nesta tarefa de preparar o Paraná para os próximos 30 anos”, frisou o governador.

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RECEITA FEDERAL: Publicada retificação que trata sobre contribuição ao Senar

receita federal 13 02 2019Foi publicada, na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (13/02), a retificação da Instrução Normativa RFB nº 1.867, de 25 de janeiro de 2019, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil que, entre outros ajustes, altera a redação disposta no Anexo IV, estabelecendo que o produtor rural pessoa física equiparado a autônomo (contribuinte individual), empregador que optar por contribuir sobre a folha de pagamento não deverá recolher a contribuição de 2,5% ao Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) sobre a folha e, sim, 0,2% (dois décimos por cento) sobre a comercialização da produção rural.

Esclarecimento - A Receita Federal esclarece que, independentemente da opção exercida pelo produtor rural empregador pessoa física ou jurídica pelo recolhimento da contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários, em substituição à contribuição incidente sobre a comercialização da produção rural, a retenção e o recolhimento para o Senar continuarão sendo sobre a comercialização da produção rural.

Observações - “A publicação desta quarta no Diário Oficial da União não trata de nova Instrução Normativa mas, sim, de uma retificação do texto original da IN 1.867, devendo ser observadas as disposições nela contida”, lembra o analista de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar, Rogério Croscato.

Clique aqui para conferir na íntegra a retificação publicada no Diário Oficial da União

 

SICOOB OURO VERDE: Cambé ganha mais uma agência

No último dia 8, o Sicoob Ouro Verde inaugurou mais um ponto de atendimento. A nova unidade fica em Cambé (PR) e está localizada em um importante bairro da cidade, o Jardim Santo Amaro. Esta é a segunda agência da cooperativa na cidade e 28ª no Paraná. Recentemente, a singular se uniu ao Sicoob Amapá e ganhou mais duas unidades no estado.

Momento atual - Em seu discurso, o presidente do Conselho de Administração, Rafael de Giovani Netto, ressaltou a importância do atual momento vivido pela cooperativa, que tem sede em Londrina. “Estamos em plena expansão, são 30 pontos de atendimento, mais de 35 mil associados e um quadro de 340 colaboradores atuando em dois estados e 21 municípios”, afirma.

Novos negócios - Segundo a gerente Administrativa, Priscila Paes Corsog, atualmente o número de habitantes de Cambé ultrapassa 100 mil pessoas e por essa razão, o novo ponto de atendimento tem grande potencial para geração de novos negócios. “O Jardim Santo Amaro é uma região muito populosa, que além de ser um polo comercial e industrial, independe da região central para acesso a produtos e serviços”, explica.

Presenças - Cerca de 70 pessoas, entre autoridades, colaboradores, cooperados e comunidade, estiveram presentes ao evento. Entre elas, o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia; o presidente da Associação Comercial de Cambé, Pedro Mazzei; a secretaria municipal de Desenvolvimento, Lourdes Massola e o Conselheiro do Sicoob Ouro Verde, Alfredo Carvalho.

Endereço - O endereço da nova agência do Sicoob em Cambé é Av. Gabriel Freceiro de Miranda, 506. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB MERIDIONAL: Convênio é firmado com prefeitura de Estrela

O Sicoob Meridional firmou um convênio com a prefeitura de Estrela (RS) e, a partir de agora, os servidores públicos municipais, além de aposentados, pensionistas e cargos comissionados, poderão realizar operações de crédito consignado na cooperativa.

Participação - Recebidos pelo prefeito de Estrela, Rafael Mallmann, participaram do encontro a gerente regional do Sicoob Meridional, Andressa Wagner Carbonera, e o gerente da agência de Estrela, Sérgio Lindemann.

Taxas - Com a parceria, são oferecidas aos servidores taxas a partir de 0,83% e prazo de até 96 meses, mediante avaliação e conforme disponibilidade de margem para crédito consignado. Outra vantagem é que a cooperativa também faz a portabilidade de dívidas. Ou seja, é possível transferir dívidas de uma instituição financeira com taxas mais altas para o Sicoob e garantir condições melhores.

Receptividade - Segundo Lindemann, mesmo inaugurada há pouco mais de seis meses, a agência de Estrela tem ótima receptividade. “Já são dezenas de cooperados jurídicos e centenas de físicos em pouco mais de seis meses de operação aqui.”, explica.

Economia local - Para o prefeito, trata-se de mais uma forma de alavancar a economia local. “É mais uma atraente alternativa para um público que tem grande representatividade e cujos reflexos vão além, pois fomentam os negócios e a economia de nosso município. Esta parceria traz benefícios a todos”, ressalta.

Empréstimos - Com o convênio estão autorizados os empréstimos com valor depositado diretamente na conta corrente e as parcelas descontadas mensalmente na folha de pagamento. “Para o Sicoob abre uma possibilidade de ampliação de negócios especialmente para pessoa física, tornando as vantagens que nosso sistema tem mais conhecidas da população em geral”, destaca Lindemann.

Outros benefícios - Além das taxas atrativas, o Sicoob oferece conta corrente sem tarifa de manutenção mensal, até dez dias sem juros no limite da conta, cartão de crédito sem anuidade e participação nas sobras da cooperativa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Associado de Iporã é contemplado em sorteio de Seguro de Vida

No Sicredi, o seguro de vida é sinônimo de segurança, proteção e tranquilidade para o associado e sua família, caso algum imprevisto aconteça, mas também possibilita ganhar excelentes prêmios em dinheiro. Foi o que aconteceu com José S. L., associado do Sicredi de Iporã (PR), que contratou o Seguro Vida Mais Premiada, foi contemplado no sorteio mensal e faturou mais de R$ 26 mil.

Entrega simbólica - A entrega simbólica do prêmio aconteceu na agência de Iporã e o associado recebeu o cheque premiado das mãos do gerente da agência, Fábio Gremaschi e da assessora de seguros da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Daiane Campos. Para o gerente Fábio, as premiações ressaltam a confiança dos associados em permitir que a cooperativa cuide da sua vida financeira e de seu bem-estar. “Com os Seguros de Vida Sicredi, o associado tem benefícios para usufruir de coberturas e assistências diferenciadas que proporcionam proteção e comodidade para facilitar o seu dia a dia”, explica.

Contemplados - Desde o início das operações com a Icatu Seguros, 32 associados da Sicredi Vale do Piquiri já foram contemplados, gerando um valor expressivo de R$ 1,1 milhão em prêmios. Segundo Daiane Campos, assessora da cooperativa, o seguro de vida reflete a importância da preocupação e do cuidado com a proteção financeira, principalmente em caso de eventuais riscos existentes. “O seguro de vida traz esta tranquilidade em momentos críticos em que estamos propensos e o associado ainda participa dos sorteios que podem garantir uma grata e feliz surpresa ao segurado.”, complementa a assessora.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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SICREDI FRONTEIRAS I: Processo Assemblear 2019 é iniciado

A instituição financeira cooperativa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP iniciou, no dia 4 de fevereiro, o Processo Assemblear. O giro começou pelo estado de São Paulo, onde a Sicredi passou por 12 cidades, partindo de Jundiaí e encerrando em Louveira, no dia 12/02. Durante esses dias, 1.245 pessoas, entre convidados e cooperados, estiveram presentes nas reuniões.

Momento crucial - Este momento é crucial para a cooperativa, pois é quando acontece a prestação de contas para os associados. Através dela, é possível colocar em prática os valores da democracia e da transparência, pilares centrais do cooperativismo. “Somos uma instituição feita de pessoas, para pessoas. A presença expressiva de associados fortalece o modelo democrático e participativo de gestão do Sicredi”, afirmou José César Wunsch, presidente da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP.

Próximos - Os próximos estados a realizar o Processo Assemblear serão Paraná e Santa Catarina.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI FRONTEIRAS II: Agricultor encontra parceria para expansão do seu negócio

sicredi fronteiras 13 02 2019O Sicredi diariamente procura construir um relacionamento mais próximo com os associados, conhecendo seus sonhos e ajudando-os a conquistar seus objetivos pessoais através de diversos tipos de soluções financeiras.

Silagem de milho - Este foi o caso de Eder Kemper, de Santa Izabel do Oeste (PR). O agricultor de 40 anos, sócio da cooperativa há 20, trabalha com colheita de silagem de milho e decidiu que era hora de expandir ainda mais seus negócios, por isso, procurou a Sicredi Fronteiras PR/SC/SP.

Colheitadeira - Eder conta que há tempos utiliza os serviços da cooperativa, mas que nunca tinha arriscado tão alto. Com o financiamento de R$ 650.000,00, liberados no dia 12/09/2018 para compra de uma colheitadeira, a sua produção aumentou consideravelmente. “A aquisição da máquina abriu novos caminhos, mais serviços e novas regiões para trabalhar. Hoje estou fazendo colheitas em Minas Gerais, nos próximos dias estaremos no Pará, e claro, continuaremos nosso trabalho na Região Sudoeste, em época de colheita.” 

Relação de confiança - É por meio dessa relação de confiança com o associado e com o seu negócio, que o Sicredi consegue gerar valor às comunidades onde atua. “O Sicredi pra mim é um ótimo parceiro. Continuarei procurando-o sempre que surgir um novo projeto, porque sei que ainda cresceremos muito juntos”, afirma Eder.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SC/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

COCAMAR: Chuvas interrompem estiagem mais severa em 19 anos

As chuvas de terça-feira (12/02) interromperam a colheita de soja, em pleno andamento na região da Cocamar, Norte e Noroeste do Estado, e também a estiagem e as altas temperaturas que já duravam várias semanas. Segundo previsões meteorológicas, deve chover volumes consistentes até quinta-feira (14/02), o que favorece o milho de inverno recém-semeado e também a lavoura que já se encontra em desenvolvimento.  

Relatório - O cooperado Jorge Pedro Frare, de Doutor Camargo,a 30 quilômetros de Maringá, chama atenção para o fato da irregularidade climática na safra 2018/19 ser a mais severa desde 2000, ano em que ele começou a anotar os volumes de chuva que caem em sua propriedade.

Pluviômetro - Organizado e caprichoso, o produtor, que mora no local desde 1975, onde cultiva soja e milho, se baseia em um pluviômetro, um tipo de recipiente que, exposto ao tempo, no quintal de casa, serve para medir o acúmulo de água a cada dia. No dia 12 de fevereiro, faltando pouco para terminar sua colheita, ele recebeu a equipe do Rally Cocamar de Produtividade.

Pouca chuva e calor - Os números de cada chuva o produtor de Doutor Camargo vai adicionando em um relatório manual que permite comparações entre anos e períodos. Segundo Frare, se no mês de janeiro do ano passado choveu 424 milímetros, em janeiro último o total foi de apenas 94 milímetros, praticamente uma quinta parte.

Menos ainda - Para complicar, as precipitações em dezembro somaram só 36 milímetros, quase dez vezes menos que os 331 milímetros anotados em dezembro do ano anterior. “Nos dois meses mais críticos para a lavoura, em que a água não pode faltar, choveu só 130 milímetros”, pontua Frare. Ele acrescenta a essa situação mais de 10 dias sem chuvas neste mês de fevereiro, período seco que foi agravado ainda mais por temperaturas muito altas, que judiaram das plantas.

Safra menor - O resultado pode ser percebido na forte redução da produtividade: a expectativa de Frare é finalizar a colheita com a média de 100 sacas por alqueire (41,3 sacas/hectare), 35% a menos em comparação ao número médio obtido nas duas safras anteriores, de 156 sacas por alqueire (64,4/hectare). Muito pouco para quem investe em tecnologias para melhorar sempre o desempenho.

Colheita no final - “Na região de Doutor Camargo a média deve ficar em 90 sacas por alqueire (37,1/hectare)”, assinala o engenheiro agrônomo Evandro Borghi, da Cocamar. De acordo com Borghi, mais de 80% das lavouras já foram colhidas.

Milho - Por outro lado, as chuvas que voltaram em bom volume no dia 12 (choveu 40 milímetros na propriedade de Frare) trouxeram alívio aos produtores que já fizeram a semeadura do milho de inverno. “Agora, com a umidade, a germinação deve ser boa”, completa o agrônomo da cooperativa.

Rally - Realizado pelo quarto ano consecutivo, o Rally Cocamar de Produtividade tem o objetivo de conhecer as boas práticas agrícolas que levam ao aumento da produtividade das lavouras. A realização é da cooperativa, com o patrocínio das empresas Ford Center, Basf e Spraytec, o patrocínio institucional das empresas Agrosafra, Estratégia Ambiental, Sancor Seguros, Sicredi, Texaco Lubrificantes e Cocamar TRR, com o apoio da Unicampo, Aprosoja-PR e Cesb.

Na TV - Desde setembro, já foram rodados mais de 6 mil quilômetros por regiões regiões atendidas pela Cocamar nos Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Reportagens sobre o Rally podem ser acompanhadas no programa RIC Rural, apresentado todos os domingos a partir das 9h30 nas emissoras da RIC TV (Record). (Imprensa Cocamar)

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BALANÇA COMERCIAL: Exportações do agronegócio sobem 7,4% em 12 meses e somam US$ 102,14 bilhões

balanca comercial 13 02 2019As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 6,63 bilhões no primeiro mês do ano, 7,4% acima dos US$ 6,17 bilhões de janeiro do ano passado. No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2018 e janeiro último, o resultado chegou a US$ 102,14 bilhões, em alta de 6% em comparação com os US$ 96,32 bilhões dos 12 meses imediatamente anteriores. As importações de produtos do agro totalizaram US$ 14,04 bilhões, com retração de 0,5% em relação ao período anterior. Com isso, o saldo no período foi de US$ 88,10 bilhões (+7,2%).

Principais desempenhos - Os principais desempenhos por segmentos do agro foram complexo soja, com 40,3% de participação; carnes, com 14,2%; produtos florestais, com 14,1%; complexo sucroalcooleiro, com 7%; e cereais, farinhas e preparações, com 5%.

Parcela - De acordo com a Secretaria do Comércio e de Relações Internacionais do Mapa, esses produtos que representaram 79,1% do total exportado pelo setor do agro entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018, agora passaram a representar 80,8%. O aumento da concentração se deve à expansão das vendas do complexo soja e de produtos florestais, especialmente farelo de soja e em grão e celulose.

Soja - As exportações do complexo soja aumentaram de US$ 31,79 bilhões para US$ 41,20 bilhões (+29,6%), com incremento de 22,1% no quantum comercializado, além de alta na cotação média dos produtos do setor à taxa de 6,2%.

Metade para Ásia - A Ásia segue como principal destino dos produtos brasileiros do agro. As vendas para o continente atingiram US$ 52,33 bilhões, 17,8% a mais em comparação com o período entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018 (US$ 44,43 bilhões). A participação da região passou de 46,1% para 51,2%.

União Europeia - O segundo principal bloco de destino nos últimos doze meses, a União Europeia, apresentou incremento de 5,2% nas aquisições de mercadorias brasileiras no setor, alcançando US$ 17,80 bilhões, ante US$ 16,93 bilhões nos doze meses imediatamente anteriores (-US$ 873,50 milhões).

China - Quando se trata de países, a China permanece como o principal destino, com a cifra de US$ 35,96 bilhões, quase 69% das exportações agropecuárias brasileiras para a Ásia. Em relação ao período anterior, houve expansão de 34% no valor exportado. Para os Estados Unidos, segundo principal destino, as vendas diminuíram de US$ 6,79 bilhões para US$ 6,74 bilhões (-0,6%).

No mês - Em janeiro, as importações no setor cresceram 0,5%, passando de US$ 1,236 bilhão em janeiro do ano anterior para US$ 1,242 bilhão. O índice de quantum subiu 1% enquanto o de preço caiu 0,5%, resultando nessa expansão de 0,5% nas importações.

Índice - Nas exportações, o crescimento se deveu ao índice de quantum das exportações, que subiu 8,9%, enquanto o índice de preço caiu 1,3%. A participação no total das exportações do país foi de 35,7%, ante 36,2% em janeiro de 2018, em em função do maior crescimento das exportações dos demais setores.

Montante - O montante representou 42,3% do total das vendas externas brasileiras, ante 43,8% em igual período no ano passado. (Mapa)

Confira a nota técnica

 

INFRAESTRUTURA: Portos movimentaram 1,117 bilhão de toneladas de cargas em 2018

infraestrutura 13 02 2019A movimentação de cargas no setor portuário apresentou um crescimento de 2,7% em 2018, na comparação com o ano anterior. Dados divulgados nesta terça-feira (12/02) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, no ano passado, 1,117 bilhão de toneladas de cargas foram movimentadas em terminais públicos e privados.

Públicos - Os portos públicos movimentaram 374 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 2,6% em comparação com 2017, quando foram movimentados 365 milhões de toneladas. Já os terminais privados movimentaram 743 milhões de toneladas no ano passado, um crescimento de 2,8% em relação a 2017 (723 milhões de toneladas).

Posições - Entre os portos públicos, o de Santos (SP) aparece na primeira posição, com 107,5 milhões de toneladas de cargas. Em segundo, está Itaguaí (RJ) com 56,6 milhões de toneladas. No terceiro lugar, Paranaguá (PR), com 48,5 milhões de toneladas. Depois aparecem Rio Grande (RS), com 27,2 milhões de toneladas movimentadas, e Suape (PE), que movimentou 23,4 milhões de toneladas.

Privados - Já em relação aos privados, o terminal de Ponta da Madeira (MA) liderou a movimentação em 2018, com 198,1 milhões de toneladas. Depois vem Tubarão (ES), com 103,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem Tebar (SP), com 44,1 milhões de toneladas; Tebig (RJ), com 42,9 milhões de toneladas; e Ilha Guaíba (RJ), com 41,2 milhões de toneladas.

Granel sólido - As cargas de granel sólido foram as responsáveis pela maior movimentação. No total, os portos e terminais movimentaram 712,8 milhões de toneladas de granel sólido, 2,4% a mais que em 2017. Em seguida, com 235,1 milhões de toneladas, vêm as cargas de granel líquido, um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior. Os contêineres aparecem em terceiro lugar, com 112,8 milhões de toneladas, crescimento de 4,8% em 12 meses. A carga geral solta movimentou 56,7 milhões de toneladas, crescimento de 6,1% no período.

Minério de ferro - A principal carga transportada foi o minério de ferro. "O setor portuário movimentou 407 milhões de toneladas dessa carga em 2018. O minério de ferro, conforme os dados da Antaq, representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país", informou a agência.

Mais - Na sequência, aparecem os combustíveis, com 203 milhões de toneladas, crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior. Na terceira posição, contêineres, com cerca de 113 milhões de toneladas, crescimento de 10,1% no período. A soja apresentou um aumento de 91% no volume transportado, com 102 milhões de toneladas.

Cabotagem - A navegação de cabotagem, movimentação aquaviária de cargas dentro do país, transportou 229 milhões de toneladas, crescimento de 26%, no mesmo período. De acordo com o diretor da Antaq Adalberto Tokarski, a greve dos caminhoneiros no ano passado ajudou no crescimento. "Com a greve dos caminhoneiros, houve uma lupa nesse setor, até então bastante desconsiderado, a Antaq trabalha para ela crescer cada vez mais", disse.

Estimativa - A Antaq estima que a movimentação de cargas nos portos chegue a 1,156 bilhão de toneladas em 2019, um aumento de 3,5% em relação a 2018. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Guedes quer fim de isenção previdenciária de exportador rural; Agricultura é contra

economia 13 02 2019A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, quer o fim da isenção dada atualmente às contribuições previdenciárias dos produtores rurais que exportam. Essa renúncia retira cerca de R$ 7 bilhões por ano dos cofres do INSS. O término do benefício consta na proposta de minuta da reforma da Previdência obtida pelo Estadão/Broadcast.

Recolhimento - Hoje, os produtores rurais recolhem 2,6% sobre a comercialização de sua produção como contribuição previdenciária, mas ficam isentos quando exportam parte do que produzem.

Proposta - O ex-presidente Michel Temer chegou a propor o fim do benefício no seu texto de reforma da Previdência, mas o item acabou caindo em meio à desidratação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Resistência - A medida enfrenta resistência do Ministério da Agricultura, que avalia que o setor não pode perder recursos sem que seja feito um estudo amplo de seu impacto.

Embate - O impasse marca o que deve ser mais um embate entre a Agricultura e a Economia. Na segunda-feira, a ministra Tereza Cristina disse ao Estado que o corte dos subsídios do crédito rural anunciado pelo ministro Paulo Guedes não pode ser um “desmame radical”.

Primeira batalha - Na terça-feira (12/02), a ministra conseguiu vencer a primeira batalha. Para compensar o fim da cobrança de uma taxa extra sobre as importações de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia, o governo decidiu aumentar o imposto de importação para a compra de leite em pó europeu. A alíquota deve subir de 28% para 42,8%, o que compensa totalmente o fim da medida antidumping. O decreto deve ser publicado na quinta-feira (14/02).

Competitividade - O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para se dirigir aos produtores de leite e dizer que a decisão de elevar a tarifa de importação sobre o produto “manteve o nível de competitividade com outros países”.

Adicional - A sobretaxa era cobrada sobre o leite em pó importado desde 2001 e se somava à tarifa já cobrada sobre o produto, que hoje é de 28%. No caso da Nova Zelândia, havia um adicional de 3,9%. Para o produto europeu, a sobretaxa era de 14,8%. Em ambos os casos, era uma taxação para compensar os efeitos do dumping, ou seja, da concorrência desleal praticada por esses países, ao vender para cá um produto abaixo de seu preço de custo, causando prejuízo à produção local.

Revisão - A sobretaxa é revista a cada cinco anos e veio sendo sucessivamente prorrogada desde 2001. Porém, na revisão referente ao período 2012 a 2017, realizada ainda no governo de Michel Temer, o estudo técnico concluiu que não houve dumping. Pelo contrário, no período o Brasil não importou leite em pó da Nova Zelândia, o país mais competitivo do mundo nesse produto. E as compras da União Europeia foram na faixa de US$ 1 mil por dia, um valor considerado baixo. No total, o leite em pó importado contribui com 2,4% do consumo nacional.

Risco - Para a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o setor do agronegócio é um dos poucos no País que tem crescido de forma mais dinâmica nos últimos anos e a volta da contribuição ao INSS pode prejudicar as exportações agrícolas. “Não podemos criar o risco de se ter o que ocorre no setor de manufaturados, que é um gigantesco déficit (na balança comercial)”, afirmou José Augusto de Castro.

Isenções - As renúncias ao setor agrícola não são as únicas isenções previdenciárias em vigor. Há as desonerações do Simples Nacional, dos microempreendedores individuais (MEI) e das entidades filantrópicas. Como informou o Estadão/Broadcast, no ano passado, todas as renúncias somaram R$ 46,3 bilhões. O valor corresponde a praticamente um quarto do rombo nas contas da Previdência em 2018, que foi de R$ 195,2 bilhões. (O Estado de S.Paulo)

 

PREVIDÊNCIA: Reforma prevê idade mínima de 57 e 62 anos em 2022

previdencia 13 02 2019O ministro da Economia, Paulo Guedes, busca uma forma de atender a vontade do presidente Jair Bolsonaro de que a idade mínima para aposentadoria seja de 57 anos para mulheres e de 62 anos, para homens. Uma das propostas é usar essas idades como referência no último ano do mandato do presidente, 2022, no desenho da regra de transição.

Início - A intenção é partir de idades mínimas iniciais de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens com a promulgação da reforma da Previdência. Essas idades subiriam um ano a cada dois anos, a partir de 2020. Ou seja, a partir do ano que vem, as mulheres se aposentariam com 56 anos, e os homens, com 61.

Posição - Com essa regra, as idades chegarão a 57 anos para mulheres e 62 anos para homens exatamente em 2022, como foi dito por Bolsonaro em entrevistas. “O presidente teve uma sensibilidade política e faz sentido para ele manter essa posição”, disse um integrante da equipe econômica.

Transição - O formato foi desenhado para simplificar a transição, que na minuta da reforma revelada pelo Estadão/Broadcast na semana passada seguia um modelo de pontos, semelhante à atual regra 86/96 em vigor para obter o benefício integral para a aposentadoria. Nesse formato, a pontuação é obtida pela soma da idade e do tempo de contribuição.

Facilidade - A avaliação da equipe econômica, no entanto, é de que a fixação de idades mínimas progressivas vai facilitar as explicações. Além disso, deixa a critério de Bolsonaro a definição da “linha de chegada” e o tempo da transição. Se o presidente concordar com idades iguais para homens e mulheres em 65 anos ao fim do período, significa que a transição será mais longa, de 20 anos. Caso a opção política seja por manter uma diferença, a transição fica menor, podendo ser de 10 anos caso a idade das mulheres pare de subir quando atingir 60 anos.

Divulgação - Segundo apurou o Estadão/Broadcast, Guedes pretende, tão logo o presidente Jair Bolsonaro decida sobre a proposta final da reforma, divulgá-la à imprensa para evitar ruídos de comunicação. A estratégia inicial de apresentar o texto no plenário da Câmara foi abortada depois que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou que era preciso seguir o rito de tramitação desde o início com a apresentação de uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Com esse rito, o calendário prevê votação, em primeiro turno na Câmara, no fim de maio. O governo está fechando os detalhes da comunicação, ponto considerado central para aprovação da reforma.

Avaliação - De acordo com o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, será alguns pontos da reforma ainda serão avaliados por Bolsonaro. Ele não quis dizer os pontos que ainda estão em aberto. O secretário afirmou ainda que o texto está “bem diferente” da minuta que foi obtida na semana passada pelo Estadão/Broadcast. (O Estado de S.Paulo)

 

ANEL DE INTEGRAÇÃO: Nova licitação dos pedágios no PR será feita pela União; estado exige redução de 50%

anel integracao 13 02 2019O governo do Paraná abriu mão de insistir na renovação da delegação de rodovias federais ao estado para que o Palácio Iguaçu conduzisse a nova licitação do Anel de Integração. Pelo modelo acertado entre as equipes do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a União será responsável pela licitação, inclusive dos trechos de rodovias estaduais que compõem o Anel Viário. O anúncio foi feito pelo governador nesta terça-feira (12/02) após uma série de reuniões em Brasília

Melhor opção - Segundo Ratinho Junior, essa foi a melhor opção porque o governo federal já tem estudos em estágio avançado sobre a nova concessão. “A Caixa Econômica já vinha fazendo todo um preparo para essas rodovias – não só do Paraná, mas de todo o Brasil. Então nós entendemos que não era inteligente a gente pedir para o Ministério da Infraestrutura passar essas rodovias para a gente”, afirmou o governador. 

Prioridades - Segundo ele, mesmo com o processo nas mãos do governo federal, o estado terá condições de apontar prioridades e exigências para a nova licitação. Essa negociação será feita em um comitê com representantes da União e do Palácio Iguaçu. A primeira reunião desta equipe deve acontecer ainda nesta semana. 

Redução das tarifas - Dos 2,5 mil km de rodovias pedagiadas no Anel de Integração, 1,8 mil km são federais e 587 km estaduais. Para a delegação das rodovias estaduais, o Paraná exigiu do governo federal que as tarifas sejam reduzidas no mínimo em 50% e que todas as duplicações previstas sejam concluídas. Atualmente, o preço do pedágio é de R$ 13 a cada 100 km.

Atrativo - Segundo o secretário de Infraestrutura do Paraná, Sandro Alex, a inversão nas delegações é importante para que o pacote de concessões seja atrativo. O secretário relata que o grupo de trabalho também estuda a inclusão de trechos que ficaram de fora do Anel Viário, como alguns contornos no estado. Sem dar mais detalhes, diz que essas discussões estão sobre a mesa do comitê. 

Outras rodovias no pacote - Ainda segundo o governador, outra ideia que está sendo discutida no comitê é a inclusão de novas rodovias no pacote de concessão. Estão no radar as PRs 323, no Noroeste do estado; a 092, o Vale do Ribeira; a 280, no Sudoeste; e a 445, na Região Norte. O que se discute entre os governos é se essas estradas serão concedidas no mesmo processo do Anel Viário ou se posteriormente será aberto novo processo – no mesmo modelo de parceria.

Fim de imbróglio - A decisão do governador de deixar o processo sob comando da União acaba um imbróglio que atrasava o início da preparação da nova licitação. Inicialmente, os técnicos do governo federal defendiam que as rodovias não deveriam ser delegadas. A partir dessa decisão, o então governador Beto Richa (PSDB) e sua sucessora Cida Borghetti (PP) decidiram pressionar o governo federal para renovar a delegação e assim deixar o Paraná na liderança do processo. As negociações e arrastaram por mais de um ano. (Gazeta do Povo)

 

TRIBUTO: TCU espera prazo maior para Congresso analisar Lei Kandir

tcu 13 02 2019O Tribunal de Contas da União (TCU) não vai decidir agora sobre a compensação devida pela União aos Estados pelas perdas com a chamada Lei Kandir - que isentou do ICMS as exportações de produtos primários e semi-elaborados. Os ministros do TCU vão aguardar que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue um pedido de prorrogação do prazo para que o Congresso Nacional decida sobre a questão.

Decisão - A decisão foi tomada na terça-feira (12/02), durante a reunião do presidente do TCU, ministro José Múcio Monteiro, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Após o encontro, Múcio argumentou que "a definição de critérios e de montante de recursos não integra as competências constitucionais e legais originais do Tribunal". Mas observou que o pronunciamento do TCU se tornou "um dever institucional em decorrência da decisão do STF".

Natureza política - Para ele, "trata-se de decisão de natureza política, que se insere na discussão mais ampla do federalismo fiscal", segundo nota publicada na página do TCU na internet.

Prazo - Em novembro de 2016, o STF fixou prazo de 12 meses para que o Congresso editasse a lei complementar regulamentando a compensação financeira aos Estados. Se o prazo não fosse cumprido, caberia ao TCU definir a compensação. O Congresso não aprovou a lei no prazo definido pelo STF.

Pedido - Em outubro de 2017, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo a prorrogação em 24 meses do prazo dado ao Congresso. Se o pedido da AGU for aceito, os deputados e senadores terão até o dia 14 de dezembro de 2019 para decidir sobre a compensação da Lei Kandir. O pedido da AGU ainda não foi julgado. Para fortalecer essa estratégia, o deputado Rodrigo Maia comprometeu-se, durante a reunião com José Múcio, a enviar ao Supremo novo pedido de prorrogação do prazo.

Acórdão - Em seu acórdão sobre o assunto, publicado no dia 18 de agosto de 2017, o STF não deu um prazo ao TCU para que anuncie a sua decisão, caso o Congresso não cumprisse o seu prazo. A rigor, o TCU já está há mais de um ano sem se pronunciar sobre a questão, uma vez que o prazo dado pelo Supremo ao Congresso acabou no dia 14 de dezembro de 2017.

Primeira dificuldade - A estratégia de Maia e Múcio enfrenta uma primeira dificuldade. Em parecer de outubro de 2018, sobre o pedido da AGU, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contrária à prorrogação do prazo e ao pedido para que o período dado ao Congresso fosse contado a partir da data de publicação do inteiro teor da decisão, que foi o dia 18 de agosto de 2017.

Posicionamento - Em seu parecer contrário à prorrogação do prazo, Dodge diz que o STF já se posicionou, por ocasião do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, "pela inviabilidade de se prolongar a situação de distorção nos repasses devidos aos Estados-membros e ao Distrito Federal por força do artigo 91 do ADCT, que gera inestimáveis prejuízos aos entes da Federação atingidos pela desoneração do ICMS nas exportações".

Comissão mista - Uma comissão mista do Congresso chegou a aprovar um projeto que previa a compensação de R$ 39 bilhões por ano aos Estados. Haveria um prazo de transição, com os pagamentos sendo de R$ 19,5 bilhões neste ano, de R$ 29,5 bilhões em 2020 e de R$ 39 bilhões em 2021. O governo do ex-presidente Michel Temer conseguiu evitar a aprovação do projeto. (Valor Econômico)

 

SEFA: Adesão ao parcelamento de dívidas fiscais começa dia 20

sefa 13 02 2019A adesão ao programa de parcelamento de débitos de ICMS e dívidas ativas não tributárias instituído no novo Refis começa no dia 20 de fevereiro. Conforme determina a lei, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) dará oportunidade de regularização dos débitos com redução de multa e juros e parcelamento em até 180 vezes.

Indicação - Na adesão, o contribuinte deve indicar todos os débitos que pretende parcelar, devendo a primeira parcela ser paga até o último dia útil do mês da adesão e as demais até o último dia útil dos meses subsequentes. O compromisso com o parcelamento, bem como o recolhimento em parcela única, deverá ser firmado até o dia 24 de abril de 2019, às 18 horas.

Créditos - Os créditos tributários de ICM e ICMS decorrentes de fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2017, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, poderão ser pagos em parcela única com redução de 80% na multa e 40% nos juros; em até 60 parcelas mensais, iguais e sucessivas, com redução de 60% na multa e 25% nos juros; em até 120 parcelas mensais com redução de 40% na multa e 20% nos juros; e em até 180 parcelas mensais com redução de 20% na multa e 10% nos juros. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a 5 UPF/PR (em torno de R$ 500).

Não tributárias - Para as dívidas não tributárias as reduções ocorrem somente sobre os encargos moratórios, e são de 80% para pagamento em parcela única, 60% nos parcelamentos em até 60 meses e, por fim, de 40% caso o contribuinte opte pelo parcelamento em até 120 parcelas.

Juros - De acordo com a Lei Estadual 19.802/2018, para liquidação das parcelas serão aplicados juros equivalentes à taxa referencial da Selic, acumulada mensalmente e calculada a partir do mês subsequente à homologação da proposta, e 1% relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado.

EFD - A legislação também estabelece que o contribuinte deverá estar em dia com o recolhimento do imposto declarado em Escrituração Fiscal Digital (EFD) a partir de outubro de 2018.

Site - A adesão deve ocorrer no site da Secretaria da Fazenda. Os pagamentos em parcela única já estão disponíveis.

Rescisão - O parcelamento pode ser rescindido pela Secretaria da Fazenda em caso da falta de pagamento da primeira parcela no prazo estabelecido; falta de pagamento de três parcelas, consecutivas ou não, ou de valor correspondente a três parcelas, de quaisquer das duas últimas parcelas ou de saldo residual por prazo superior a 60 dias; e falta de recolhimento do ICMS declarado na EFD, desde que não regularizado no prazo de 60 dias, contados do vencimento original, cujo prazo de vencimento ocorra no período de vigência do parcelamento. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ENERGIA: Brasil dobrará potência eólica até 2026, diz estudo

energia 13 02 2019O Brasil deve passar a ser o 8º país com maior potência instalada em geração eólica até 2026, praticamente dobrando sua capacidade instalada na fonte para algo perto de 25 gigawatts (GW), de acordo com um estudo da consultoria A.T. Kearney, obtido com exclusividade pelo Valor. Um dos principais fatores que favorecem o país é a qualidade dos ventos. Enquanto o fator de capacidade (proporção entre a produção efetiva da usina e a capacidade total máxima) média global é de 28%, o Brasil supera 50%, e deve chegar a 63% em 2021, segundo o estudo.

Potencial - Considerando dados de julho de 2018, o Brasil estava em 12º lugar em número de projetos solares instalados, atrás de mercados como Alemanha, Dinamarca, China, Estados Unidos, França e Espanha. Segundo Cláudio Gonçalves, sócio especialista no setor elétrico da A.T. Kearney no Brasil, o país tem potencial de ultrapassar alguns mercados europeus no ranking, como Itália, Holanda e Reino Unido.

Otimismo - "Acredito que o Brasil vai subir no ranking. Trabalhamos com empresas otimistas em relação ao mercado de energia renovável", disse Gonçalves, lembrando que o país tem enorme potencial eólico. O mercado europeu, que hoje está na frente, é considerado "saturado" em vários países, como Itália, Reino Unido e Espanha. Além disso, por falta de espaço, países como a Holanda estão apostando em parques eólicos "offshore" (instalados na costa), que são mais caros. Os Estados Unidos, que também se destacam no setor eólico, têm disponível o gás de xisto, que também tem um preço muito competitivo. "Vemos o Brasil com muito potencial de penetração e condições meteorológicas favoráveis. Só vai depender da economia."

Plano - O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entidade responsável pelo planejamento energético do país, prevê o acréscimo de 12 GW da fonte eólica no país até 2026. "Somos mais conservadores, prevemos de 9 GW a 11 GW de expansão até 2026", afirmou Gonçalves.

Leilões - Depois de um período sem a contratação de novos projetos, os leilões foram retomados em 2017 e 2018. Enquanto isso, as geradoras começaram a apostar em leilões privados e contratos no mercado livre, que são uma tendência para continuação da expansão da fonte nos próximos anos. "O jogo vai mudar, acreditamos que os leilões privados e o mercado livre, especialmente, vão continuar crescendo", disse.

Estratégia - "A estratégia dos investidores agora é mais agressiva no mercado livre", disse o especialista. No mercado cativo, os preços de energia devem continuar em baixa, mas não nos patamares vistos nos últimos leilões, abaixo de R$ 100 por megawatthora (MWh). "Mas o mercado ainda tem ajustes, vai demorar de dois a três anos até as fábricas voltarem a operar cheias. Só quando isso acontecer, os fabricantes serão mais exigentes em termos de preço", explicou.

Outras tendências - A A.T. Kearney identificou outras tendências para o setor eólico no Brasil, como a continuação da capacidade ociosa de vários fabricantes de turbinas e torres. "O mercado cresceu rápido e em grande escala, e os players acabaram não se estruturando da melhor forma. Por isso, têm fabricas e quadros de funcionários maiores que o necessário. Essa é uma oportunidade de busca por eficiência."

Priorização - Do ponto de vista dos desenvolvedores de projetos, a consultoria vê oportunidades de priorização de portfólio. "Eles precisarão aprimorar as práticas para serem mais competitivos", afirmou, lembrando que hoje a demanda por novos projetos de geração em leilões é menor, e o mercado livre exige qualidade e atratividade ainda maior dos empreendimentos.

Ativos - Uma área que tem chamado a atenção dentro da cadeia de suprimento é o foco em operação e manutenção de ativos. Segundo Gonçalves, esse segmento ainda é muito fragmentado, mas as grandes empresas do setor elétrico devem ocupar um papel cada vez maior nisso. "Algumas empresas começaram a trabalhar com eficiência internamente, mas hoje vemos muitas discutindo por que não fazer serviço de operação e manutenção também de parques vizinhos." (Valor Econômico)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Governo prepara retaliação de US$ 180 mi à UE por aço

O governo brasileiro se prepara para retaliar a União Europeia pelas salvaguardas ao aço anunciadas por Bruxelas no mês passado. A resposta aos europeus deverá ser dada na forma de aumento das tarifas de importação aplicadas pelo Brasil contra US$ 180 milhões em mercadorias europeias - mesmo valor dos produtos siderúrgicos brasileiros alcançados pela medida protecionista.

Identificação - O Valor apurou que os ministérios da Economia, da Agricultura e das Relações Exteriores trabalham juntos na identificação de uma série de bens produzidos pela UE que possam ter sobretaxas sem prejudicar importadores brasileiros. A retaliação será oficializada provavelmente nesta quarta-feira (14/02).

Notificação - O Acordo de Salvaguardas da Organização Mundial do Comércio (OMC) permite que países que se sintam prejudicados façam uso de aumentos de tarifas em resposta à aplicação de tais medidas. Elas só podem ser efetivamente adotadas mediante notificação dos parceiros comerciais. É isso o que o Brasil pretende fazer.

Leite em pó - As discussões ganharam corpo com a pressão do agronegócio contra as importações de leite em pó europeu, já que chegou ao fim a vigência de uma taxa antidumping autorizada pelo governo. Como forma de manter a proteção, o Palácio do Planalto deu aval ao aumento de 28% para 42% da tarifa específica sobre o leite proveniente da UE. Para isso, o Brasil se valerá da retaliação a que tem direito.

Valor - Uma fonte oficial lembra, no entanto, que as importações do produto europeu chegam a apenas US$ 500 mil por ano. Ou seja, haveria um espaço ainda de mais de US$ 179 milhões. Trata-se de uma fagulha perto das importações de quase US$ 35 bilhões que o Brasil teve de produtos europeus em 2018. Como a ideia não é prejudicar importadores brasileiros nem ir na contramão do processo de abertura comercial, o governo busca hoje fechar uma lista de bens da UE que podem causar dor de cabeça a Bruxelas e reforçar o poder de barganha nas negociações específicas do aço.

Situação similar - É mais ou menos o que fez a própria Comissão Europeia, em resposta às salvaguardas americanas também para produtos siderúrgicas e para o alumínio, quando a Casa Branca alegou razões de segurança nacional para impor a medida. Na tentativa de fragilizar Donald Trump perante lobbies poderosos de empresas ou de regiões, Bruxelas retaliou sobretaxando produtos dos Estados Unidos como as motos Harley-Davidson ou uísque bourbon. O desafio é justamente encontrar produtos que, no caso do Brasil, tenham reflexo político.

Preocupação - Há, no entanto, grande preocupação - sobretudo no Itamaraty - sobre os efeitos que essa retaliação teria nas negociações entre UE e Mercosul para um tratado de livre-comércio. Uma nova rodada de discussões - a primeira depois da posse do presidente Jair Bolsonaro - está prevista para os dias 11 a 15 de março, em Buenos Aires. Embora as sobretaxas brasileiras, se realmente aplicadas, sejam só uma resposta na mesma moeda, teme-se o uso delas pela UE como justificativa para travar um acordo. (Valor Econômico)

SAÚDE: Boletim aponta crescimento de casos de dengue no Paraná

saude 13 02 2019Um segundo município paranaense entrou nesta semana em situação de epidemia de dengue. O boletim semanal traz a ocorrência de 13 novos casos autóctones da doença em Lupionópolis, onde já existiam dois.

Norte - A cidade fica na região metropolitana de Londrina, onde o número de infectados também aumentou em 41 casos autóctones, o que significa que a infecção ocorreu no próprio município. Uraí, que já estava em situação de epidemia, apresenta 8 casos novos. Para esta região está programado o uso de fumacê para reduzir a infestação de mosquitos.

Total - No total, o Paraná soma 288 casos de dengue autóctones (eram 193 na última semana). São 56 municípios com casos autóctones e 72 com casos confirmados, ainda que importados.

Chikungunya - Devido ao surto de chikungunya no Pará, o Paraná tem três casos importados da doença em pessoas que viajaram para aquele Estado, um em Foz do Iguaçu, outro em Curitiba e o terceiro em Medianeira. Já quanto à dengue, Foz registra 25 casos autóctones e cinco importados.

Cuidados – A Secretaria de Estado da Saúde vem insistindo bastante na conscientização da população, para que atue na eliminação de criadouros do mosquito Aedes egypti, transmissor da dengue. Eles se reproduzem em todo tipo de água parada, em pratos de plantas, lixo abandonado em terrenos baldios, garrafas, bebedouros de animais ou objetos abandonados em quintais.

Proliferação - A proliferação do mosquito transmissor aumenta muito no verão. Os casos mais graves da doença costumam ocorrer em determinados grupos de risco, composto por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras.

Orientação - A orientação é que todos busquem atendimento de saúde tão logo apresentem os primeiros sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso.

Sintomas - Os sintomas são febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular e dor atrás dos olhos ou mal-estar geral. Esses sinais não podem ser desprezados.

Acúmulo de água - O verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. E quem viaja deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença, tanto no seu imóvel, que ficará desabitado, como na casa eventualmente alugada para a temporada. (Agência de Notícias do Paraná)

 

CLIMA: Estado do Paraná teve o mês de janeiro mais quente já registrado

clima 13 02 2019Um mês marcado por chuvas irregulares e calor, muito calor. Foi o que os paranaenses vivenciaram no primeiro mês do ano, o mais quente no Paraná desde que se faz acompanhamento e registro nas estações meteorológicas, em 1975.

Bloqueio - “A presença de uma massa de ar quente, chamada de Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), na costa Sudeste do Brasil, bloqueou a circulação das frentes frias que trariam chuvas abrangentes e duradouras”, explica a agrometeorologista Heverly Morais, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Ela conta que as temperaturas máximas no mês superaram a média histórica em várias regiões do Estado.

Paranavaí - Em Paranavaí foi de 34,4ºC a média das temperaturas mais altas nos dias de janeiro, 3,3ºC superior ao que é historicamente obtido naquela cidade. “Lá também observamos a maior temperatura já registrada para o mês desde o início dos registros, em 1975”, diz a pesquisadora, referindo-se aos 38,1ºC registrados no dia 22.

Londrina - O quadro geral não foi diferente na região de Londrina – dias com temperatura ao redor de 25,8ºC, contra a média de 23,9ºC obtida em registros que começaram em 1976.

Guarapuava - Guarapuava experimentou o mês de janeiro mais quente desde que se iniciaram os registros no município, também em 1976 – 18,3ºC para uma média histórica de 16,8ºC.

Mínimas - A agrometeorologista aponta ainda que não apenas as temperaturas máximas bateram recorde histórico em várias regiões do Paraná, mas igualmente as mínimas diárias. “Isso explica por que tivemos também noites muito quentes em janeiro”.

Agricultura - Chuvas irregulares e mal distribuídas marcaram o período no Estado. Desde novembro do ano passado houve episódios de estiagem em diversas regiões produtoras, com prejuízos em lavouras de soja, milho e feijão. “Essa perda é sempre maior quando a seca ocorre nas fases críticas da lavoura, como florescimento e enchimento de grãos”, diz Heverly.

Última projeção - De acordo com a última projeção do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a produção paranaense de soja deve ser reduzida em 14% – das 19,5 milhões de toneladas inicialmente previstas, estima-se uma colheita de 16,8 milhões de toneladas.

Feijão primeira safra - Para o feijão primeira safra, a estimativa é colher 260 mil toneladas, 61 mil a menos do que a estimativa inicial. No milho, a projeção inicial apontava uma colheita de 3,3 milhões de toneladas, agora atualizada para 3,1 milhões.

Prevenção - Lavouras implantadas em solos bem manejados toleram mais a seca, afirma a agrometeorologista. Ela preconiza a rotação de culturas para obter proteção e enriquecimento com a palhada e a matéria orgânica. E acrescenta que as raízes de algumas plantas, como girassol e braquiária, ajudam a descompactar o solo, o que melhora sua aeração e, consequentemente, a eficiência na absorção de água e de nutrientes pelas culturas comerciais.

Reciclagem de nutrientes - Plantas de cobertura também fazem a reciclarem de nutrientes, que, eventualmente, podem até diminuir a necessidade de adubação química nas lavouras comerciais, com redução de custos para o agricultor.

Cultivares de diferentes - Heverly também recomenda utilizar cultivares de diferentes ciclos – precoce, médio e tardio – com o objetivo de evitar que todos os talhões da lavoura fiquem igualmente expostos à adversidade climática. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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