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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4514 | 12 de Fevereiro de 2019

GOVERNO: Márcio Nunes afirma que comandará a secretaria do “equilíbrio”

Durante concorrida solenidade realizada na manhã desta terça-feira (12/02) no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o governador Ratinho Júnior deu posse ao novo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Márcio Nunes. No seu discurso, Nunes reafirmou o compromisso do governo em realizar um trabalho que possa atender às questões ambientais, mas sem prejudicar o setor produtivo. “Faremos uma gestão do diálogo, onde realizaremos um trabalho conjunto com o Ministério Público do Meio Ambiente, com a Ocepar, a Faep e todas as demais entidades do setor produtivo para que possamos desenvolver ainda mais nosso estado de forma racional e equilibrada. A secretaria passará a se chamar (após aprovação do Projeto de Lei pela Alep) de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, mas se eu pudesse escolher um nome para ela, diria que será a secretaria do equilíbrio”, enfatizou.

Função - Márcio afirmou que a sua função frente a pasta “será para mostrar que o Paraná é um dos estados que mais pode crescer e se desenvolver e cuidar da natureza. É neste equilíbrio que nós vamos caminhar: do respeito às leis que estão em vigência no país e no Paraná. Sabemos que temos que simplificar procedimentos, para que eles possam, logo ali na frente, alavancar crescimento, desenvolvimento e melhoria da vida das pessoas. Não criar uma indústria de demandas judiciais, de celeumas, disputas, não. Estamos vindo com as mãos limpas, coração cheio de esperança e com a cabeça cheia de sonhos. Sei que nossas ações poderão influenciar e muito as futuras gerações do Paraná. Não é retórica, é fato!”, frisou Nunes.

Parcerias - Márcio Nunes se comprometeu em dar condições para que o Paraná viva um novo ciclo positivo e, para isso, ele afirmou que precisa, “mais do que o apoio de toda a sociedade paranaense, dos funcionários públicos, do judiciário e Ministério Público e também, de lideranças como o Ricken, da Ocepar, Ágide, da Faep, o G-7 e demais entidades do setor produtivo paranaense”. “Somente assim seremos reconhecidos como um estado que respeita o desenvolvimento sustentável. Este trabalho em conjunto, num novo patamar poderá dar condições para que empresas aqui se instalem e respeitem as leis o meio ambiente. Teremos muito cuidado com a natureza e seremos muito firmes com aqueles que cometerem crimes em cima das agilidades dos procedimentos que iremos dar. Esses irão pagar muito caro. O grande problema do nosso estado não são aquelas empresas ou produtores que estão percorrendo um árduo caminho atrás de um licenciamento ambiental, e sim aqueles que estão à margem da sociedade, estão clandestinos, esses sim serão penalizados”, finalizou.

Ratinho Júnior - O governador Ratinho Júnior afirmou durante a posse de Márcio Nunes que o desenvolvimento econômico e social do estado passa pela questão do meio ambiente. “É onde começa tudo, a ponte para buscar investimentos para o Paraná. Sem sombra de dúvida, será um grande desafio para o Márcio e sua equipe. Nenhuma empresa, seja pequena ou grande se instala aqui se não tiver a licença ambiental. No Paraná e no Brasil a licença ambiental passou a ser sinônimo de coisa errada. O técnico que dava uma licença para o funcionamento de uma empresa ele já era questionado, mesmo tecnicamente estando tudo certo. Porque acabaram colocando o viés ideológico dentro de decisões técnicas. Com esta nova secretaria, iremos resgatar o corpo técnico, modernizando a atual legislação para que tenha acima de tudo apenas as decisões técnicas e corretas. Quando você fala de meio ambiente e fala de agronegócio, você está falando de paixões. E, muitas vezes, a paixão só trabalha com o coração e não com o cérebro. Nós temos que trabalhar com decisões técnicas no agronegócio e no meio ambiente. Não podemos mais concordar que se demore tanto para dar uma licença ambiental. Não quero dizer que vamos sair daqui dando licença para todo mundo, afinal, temos que ter critérios. Mas demorar um prazo de um ano ou dois para expedir uma licença não é ser criterioso ou rígido. Isso é incompetência! A licença pode ser dada em 60 dias, mas ela também pode ser negada em 60 dias. Temos que ser ágeis em nossas decisões”, frisou o governador.

Presenças - Lideranças do G7, grupo que reúne as federações das principais entidades representativas do setor produtivo paranaense, entre as quais o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, Ágide Meneguette, da Faep, Gláucio Geara, da ACP, e Coronel Malucelli da Fetranspar, além de Vítor Tioqueta, do Sebrae, prestigiaram a posse do novo secretário e sua equipe. Na ocasião também foram empossados o presidente do Instituto Água e Terra, Everton Souza; o presidente do Simepar, Eduardo Alvin Leite; o presidente da Agência Paraná Desenvolvimento, Eduardo Bekin; e o presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl.

Leprevost - Depois, às 11h, também tomou posse o secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, no auditório do Museu Oscar Niemeyer.

Clique nos links abaixo para acessar na íntegra os discursos 

Márcio Nunes

Ratinho Júnior

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NOVA PRODUTIVA: Cooperados participam de prestação de contas do exercício de 2018

nova produtiva 12 02 2019Cento e sessenta e quatro cooperados prestigiaram, nesta segunda-feira (11/02), a Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada pela Nova Produtiva, na Associação dos Funcionários da cooperativa, localizada em Astorga, Noroeste do Paraná. Na oportunidade, o Sistema Ocepar foi representado pelo gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra. Já as pré-assembleias ocorridas entre os meses de novembro e dezembro do ano passado contaram com a presença de cerca de dois mil participantes.

Balanço - Na AGO foi feita a prestação de contas do exercício de 2018. O faturamento, por exemplo, cresceu 9,5%, saindo dos R$ 602,9 milhões, contabilizados em 2017, para R$ 660,4 milhões no ano passado. Também foram registrados R$ 500 mil de resultado líquido. Além disso, houve a eleição dos Conselhos de Administração e Fiscal. O diretor-presidente, Tácito Octaviano Barduzzi Júnior, e o vice, Waldenir Romani, foram reconduzidos aos cargos. Estiveram ainda em pauta outros temas de interesse da Nova Produtiva, como o plano de atividades de 2019.

 

TRABALHO DIGNO: ACI divulga tema do Dia Internacional das Cooperativas 2019

trabalho digno 12 02 2019Comemorado este ano em 6 de julho, o tema do Dia Internacional das Cooperativas 2019, (CoopsDay) é “Cooperativas por um trabalho digno”. O objetivo é justamente reforçar a mensagem de que as cooperativas são empresas centradas nas pessoas, caracterizadas por um controle democrático que prioriza o desenvolvimento humano e a justiça social no local de trabalho.

Motivação - “As cooperativas ajudam a preservar o emprego e promovem o trabalho decente em todos os setores da economia. Através da participação, os membros têm uma motivação para mudar suas vidas, suas comunidades e o mundo”, afirma o presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco.

Emprego e renda - O emprego cooperativo está longe de ser um fenômeno marginal. De acordo com uma estimativa recente, as cooperativas em todo o mundo empregam ou são a principal fonte de renda para mais de 279 milhões de pessoas – quase 10% do total da população trabalhadora da humanidade.

Estudos - Além desses números, diferentes estudos confirmam que na comparação com o emprego em outros setores, os trabalhos cooperativos:

– tendem a ser mais sustentáveis ​​ao longo do tempo;

– a diferença entre os salários de cargos de maior e menor responsabilidade é menor;

– distribuem-se mais uniformemente entre áreas rurais e urbanas.

Por que este tema? - Devido à crescente desigualdade de hoje, o aumento da insegurança no emprego e altos níveis de desemprego, particularmente entre os jovens, o tema de 2019 #Coopsday foi escolhido para apoiar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8: “Desenvolvimento inclusivo e trabalho decente”.

Desenvolvimento - Como empresas centradas nas pessoas e atores-chave do desenvolvimento (de acordo com o Consenso Europeu sobre Desenvolvimento de 2017), as cooperativas têm um papel importante a desempenhar na criação de empregos decentes e no empoderamento econômico e social das comunidades locais. O princípio do cooperativismo Gestão democrática pelos associados permite que as comunidades possuam e gerem cooperativas de maneira conjunta, através do controle democrático que traz crescimento inclusivo e sustentável, sem deixar ninguém para trás.

Valores - Como as cooperativas são empresas geridas por seus valores, que pertencem a seus associados, que as controlam e dirigem, os trabalhadores cooperativos experimentam “uma busca por eficiência, flexibilidade compartilhada, um senso de participação, um ambiente familiar e um forte senso de identidade”, conforme revelado na série de entrevistas realizadas em dez países diferentes em todo o mundo, em conexão com a publicação Cooperatives and Employment: a Global Report.

Sobre o Dia Internacional das Cooperativas - O Dia Internacional das Cooperativas das Nações Unidas é celebrado anualmente no primeiro sábado de julho e o objetivo desta comemoração é aumentar a conscientização sobre as cooperativas. O evento ressalta as contribuições do movimento cooperativo para resolver os principais problemas enfrentados pelas Nações Unidas e para fortalecer e ampliar as parcerias entre o movimento cooperativo internacional e outros atores.

Resolução - Em 16 de dezembro de 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução, que proclamava o primeiro sábado de julho de 1995 como o Dia Internacional das Cooperativas, marcando o centenário da criação da Aliança Cooperativa Internacional. A comemoração deste ano será o 25º Dia Internacional das Cooperativas das Nações Unidas e o 97º Dia Internacional do Cooperativismo.

Tema - Desde 1995, a ACI e as Nações Unidas vêm definindo o tema para a celebração do Dia Internacional por meio do Comitê para a Promoção e Avanço das Cooperativas (Copac). Agrupa a ACI, o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa), a OIT, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial de Agricultores (OMP). (Aliança Cooperativa Internacional / Portal do Cooperativismo Financeiro)

 

HABITACIONAL: Prioridades do ramo farão parte de Plano da SNH

habitacional 12 02 2019Na tarde de quinta-feira (07/02), representantes do cooperativismo brasileiro foram recebidos pelo secretário nacional de Habitação, Celso Matsuda, em reunião para apresentar as principais demandas das cooperativas habitacionais.

Receptividade - Demonstrando simpatia aos pleitos, o secretário se comprometeu em trabalhar em prol do cooperativismo, levando ao ministro Gustavo Canuto as propostas da OCB para o setor habitacional.

Fundamental - Acompanhando a reunião, o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, avaliou a importância de encontros como este: “Consideramos ser fundamental a compreensão, pelos órgãos de regulamentação, de controle e de fiscalização, do cooperativismo como modelo econômico sustentável e socialmente responsável, capaz de aprimorar diversas políticas públicas e ser um dos motores do desenvolvimento do país, com alto impacto no desenvolvimento de pessoas e comunidades”.

Produtiva - Na visão do coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Habitacional do Sistema OCB, Aristóteles Neto, a reunião foi bastante produtiva, com grande receptividade por parte do secretário: “Colocamos para o secretário Celso as nossas preocupações com o tratamento que vem sendo dado às cooperativas habitacionais no Brasil. Ele se mostrou sensível e disposto a avaliar essa situação”, disse.

Agilidade - Segundo Neto, o secretário não só se mostrou interessado como pediu à equipe agilidade na proposição de alternativas para serem incluídas no Plano Nacional de Habitação. “Saímos de lá com esse dever de casa”, acrescentou o Diretor do Ramo Habitacional do Sistema Ocesp, Marco Antônio Jorge, comentando que este é um momento muito oportuno, de uma nova equipe de governo assumindo e trabalhando em cima de novas propostas para a pasta da habitação.

Apresentação - “Apresentamos ao secretário Matsuda um histórico das contribuições do cooperativismo habitacional para o desenvolvimento do Brasil, e ele ficou bastante entusiasmado com a nossa disposição em contribuirmos na formulação dessa política. Será um plano plurianual, para o período de quatro anos, e ele foi enfático ao nos pedir as propostas ‘pra ontem’, comemora o Diretor.

Contribuição - Segundo Marco Antônio Jorge, as cooperativas brasileiras têm condição de contribuir com os programas “De A a Z” dentro da habitação. “Desde habitação social até empreendimentos para rendas maiores, em todos eles nos destacamos por resultados que apresentam menor custo e melhor qualidade”. “Isso porque”, explica o diretor, “o modelo cooperativista reúne, em primeiro lugar, pessoas, que serão os moradores; e eles participam de todo o processo: desde a escolha do terreno, passando pelo projeto do imóvel até a qualidade dos materiais, tudo isso é de interesse dos próprios cooperados.” E enfatizou: “Não fazemos habitação para ganhar dinheiro; nosso lucro é a qualidade”.

Próximos dias - Dentro dos próximos dias, o Conselho Consultivo do Ramo Habitacional trabalhará nessas propostas para apresentação à Secretaria Nacional de Habitação. (Informe OCB)

 

SICREDI: Volume de negócios supera R$ 190 milhões no Show Rural

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados no Brasil, encerrou a sua participação na 31ª edição do Show Rural Coopavel com mais de R$190 milhões em volume de negócios. Foram mais de 800 propostas de financiamento protocoladas durante a feira, realizada em Cascavel (PR) entre os dias 4 e 8 de fevereiro.

Destaques - Para o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias, os diferenciais do cooperativismo e as condições especiais para máquinas, implementos, veículos e equipamentos para energia solar oferecidas durante a feira foram alguns dos destaques que resultaram no grande volume de negócios.

Parceria - “Trabalhamos como parceiros do produtor rural e por conhecer bem o nosso associado conseguimos atender à necessidade de cada um da melhor maneira possível. Essa cooperação resulta em negócios que beneficiam o produtor rural, a cooperativa e por consequência a comunidade”, explica. Durante a feira, o Sicredi ofereceu a condição especial de 0% de taxa flat nos financiamentos de máquinas e implementos, nas linhas de crédito que contam com recursos do BNDES.

Energia solar - Também foi dado enfoque para divulgação das linhas de financiamento para compra de equipamentos de energia solar, um dos grandes destaques da feira este ano, com diversos expositores. O Sicredi também realizou de forma pioneira as primeiras operações de financiamento de veículos durante o evento, ampliando o leque de soluções que beneficiam os produtores e associados que visitaram o Show Rural Coopavel.

Inovação com BNDES - No Show Rural Coopavel, o Sicredi inovou com a contratação de operação para financiamentos de máquinas agrícolas, na linha Moderfrota, em menos de 24 horas. “Normalmente, uma operação dessa, entre receber o pedido, aprovar e contratar demoraria mais de dez dias. Durante o Show Rural conseguimos realizar o processo de maneira muito ágil e agora avaliaremos a possibilidade de replicar esse modelo nas próximas feiras”, comenta o gerente de Crédito Direcionado do Banco Cooperativo Sicredi, Silas Souza.

Primeiros - Os primeiros casos da contratação em tempo recorde foram de produtores rurais associados das cooperativas Sicredi Aliança PR/SP, Sicredi Progresso PR/SP e Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ no estande da instituição financeira cooperativa no Show Rural e contaram com a presença de representes do BNDES. “É uma iniciativa que tem como objetivo simplificar e agilizar o acesso ao crédito pelo produtor rural”, afirma o gerente de Relacionamento Institucional do BNDES, Felipe Lobo.

Condições - A parceria do BNDES possibilita ao Sicredi acessar recursos com melhores condições para fomentar as atividades produtivas dos associados. “Com o processo de melhoria desenvolvido, o produtor rural associado escolhe a máquina ou equipamento agrícola, faz o pedido de protocolo do financiamento ao Sicredi, que, internamente, aprova junto ao BNDES e retorna com o kit de formalização com a documentação para assinatura. Durante a feira, os produtores associados que assinaram a contratação haviam protocolado o pedido no dia anterior. Um avanço importante para os nossos associados”, explica o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

Show Rural Coopavel - A 31ª edição do Show Rural Coopavel recebeu um público de mais de 288 mil visitantes nos cinco dias de feira, em Cascavel (PR). O evento reuniu 520 expositores e gerou movimentação financeira de R$2,2 bilhões.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI INTEGRAÇÃO: Programa A União Faz a Vida é lançado no município de Lapa (PR)

sicredi integracao 12 02 2019Buscando transmitir a importância da educação, a Sicredi Integração PR/SC lançou no último dia 5 de fevereiro, o Programa A União Faz a Vida (PUFV) na cidade da Lapa, interior do Paraná. O evento reuniu 300 professores de toda rede municipal de educação e convidados especiais para a oficialização do lançamento do projeto no município.

Escolhidas - A Escola Municipal de Ensino Fundamental David Carneiro e a Escola Municipal de Educação Infantil Irmã Santa Rita foram as escolhidas para receberem o programa. Além da Lapa, a Sicredi Integração PR/SC também realiza o PUFV na cidade de Quitandinha.

Essencial - Segundo o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio, a ampliação do programa para mais uma cidade é essencial para a formação dos alunos. “A educação é a base para que tenhamos pessoas bem instruídas e preparadas no futuro. A implementação do programa oferece aos docentes possibilidades para desenvolver ações junto aos alunos em sala de aula, sempre pensando em maneiras diferentes para gerar mais conhecimento aos estudantes”, ressalta.

PUFV - O Programa A União Faz a Vida (PUFV) é principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi. Atua na educação integral de crianças e adolescentes, ajudando a despertar a essência do cooperativismo e contribuindo para formar uma sociedade mais colaborativa, ética e empreendedora. O sucesso do projeto está aliado ao engajamento de vários atores, como educadores, alunos e gestores das escolas envolvidas.

Pergunta - Em sala de aula, tudo começa com uma pergunta formulada pelos alunos com auxílio dos professores. Com as questões em mente, os alunos saem da sala de aula para realizar a expedição investigativa. É hora de observar, conhecer a comunidade, interagir e promover a troca de experiências. Como esse método exploratório são desenvolvidos projetos integrados com as disciplinas escolares, despertando nos estudantes um olhar colaborativo para a realidade.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI VANGUARDA: Consórcio ajuda associados a realizar sonhos

Serviço financeiro tipicamente brasileiro, o consórcio está crescendo no país, conforme apontam os dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC). De janeiro a novembro de 2018, a modalidade teve 2,36 milhões de adesões, que somaram um volume de R$ 96,3 bilhões, um crescimento de 8,3% na comparação com o mesmo período de 2017.

Desempenho - Na Central Sicredi PR/SP/RJ, o desempenho foi ainda melhor: 23% de aumento no volume comercializado em 2018 frente ao ano anterior, com o diferencial de contemplar 30% mais do que o previsto nas assembleias. Neste início de ano, a Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ resolveu tornar ainda mais atraente o produto: para o associado que adquirir um consórcio, a cooperativa pagará metade da primeira parcela. No Sicredi, em muitos casos, as compras de bens, produtos ou serviços, por meio de consórcios, representam a realização de um sonho para os associados.

Moto - “Eu tinha vontade de ter uma moto grande para pegar a estrada e viajar. Algumas pessoas me desencorajaram do consórcio por causa do tempo que levaria até a contemplação. Foi mais rápido do que eu imaginei: assinei o contrato em uma sexta-feira e, na semana seguinte, fui contemplado. Consegui o valor para comprar uma moto, boas taxas e realizei o sonho de entrar para o mundo do motociclismo”, conta o empresário e contador Leonardo Luiz Uberti Redin, associado de Santa Helena (PR).

Boa opção - Para a empresária Loreni Wolfart Cattani, foi uma boa opção para planejar o aniversário de 15 anos da filha mais nova. “Decidimos investir no consórcio Sicredi sem pressa e organizar as finanças para pensar no que faríamos na data. Com o passar do tempo, ela escolheu uma viagem para a Disney. Fomos contemplados alguns meses antes e já iniciamos outro consórcio para a formatura da nossa filha mais velha”, relata a associada da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ.

Área de atuação - O corretor e avaliador de imóveis Vanderlei Degasperi usou a modalidade para investir em sua área de atuação. “Tinha uma reserva de dinheiro que não dava para construir uma casa. Optei pelo consórcio e, com o dinheiro que havia guardado, dei um lance e fui contemplado. Com o recurso, construí duas casas, que estão sendo finalizadas e já estão alugadas”, relata. “Esse aluguel pagará as parcelas do consórcio, com taxas de administração diferenciadas no Sicredi. E os imóveis, depois de prontos, valorizarão de 30 a 50%, o que torna o consórcio uma excelente alternativa”, comenta Degasperi.

Reconhecimento - Em 2018, o Sicredi foi reconhecido pela ABAC na categoria “melhores práticas comerciais”. Nas agências, os colaboradores são capacitados para conhecer os produtos oferecidos pela cooperativa e identificar qual é o mais indicado para o associado naquele momento. Em geral, os cooperados buscam o consórcio para fugir dos juros e até mesmo como uma opção para poupar.

Oportunidade - Além disso, no sistema cooperativo, o consórcio oferece uma ótima oportunidade para o associado e para a instituição financeira cooperativa. Explica-se: a taxa de administração gera receita para a cooperativa, que devolve uma parte do seu lucro aos associados, de acordo com a sua movimentação financeira. Portanto, é como se o associado recebesse parte do seu pagamento após as prestações de contas.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICOOB MERIDIONAL: Agência é reinaugurada no bairro Panorama, em Toledo

Nesta segunda-feira (11/02), o Sicoob Meridional reinaugurou uma de suas agências na cidade de Toledo. Localizada no bairro Panorama, a unidade passa a contar com uma estrutura mais moderna e confortável.

Integração - Outra novidade é a integração com o ponto de atendimento antes instalado na Coofato (Cooperativa de Crédito Mútuo de Funcionários da Sadia). Agora, os cooperados das duas agências serão atendidos no mesmo endereço, que fica na Av. Senador Atílio Fontana, 3330.

Atendimento humanizado - Segundo a presidente do Sicoob Meridional, Solange Martins, o novo espaço visa atender os cooperados de forma mais humanizada. "São 3.200 associados da Coofato que se unirão aos 1.800 do bairro Panorama, em um espaço mais amplo e acolhedor. Queremos que o cooperado entra e se sinta bem", afirma.

Crescimento - O gerente da agência, Julcimar Carbonera, comenta que as novas instalações representam o crescimento da cooperativa e também da comunidade. “A reinauguração vem para somar e contribuir com o desenvolvimento e crescimento de uma região tão significativa para a cidade”, complementa.

Comodidade - Para o gerente da antiga agência da Coofato, Edgar Neiverth, a mudança trará maior comodidade para os associados. “É muito bom estar em um lugar maior e poder atender os cooperados com mais tranquilidade. O mais importante é que, de casa nova, teremos a oportunidade de ampliar a oferta de produtos e serviços, com o apoio da equipe da agência Panorama”, explica.

Presenças - Além da presidente e dos gerentes de agência, participaram do evento de reinauguração os conselheiros Celso Kelniar e Joel Loh; a diretora financeira, Lizabete Sacramento; o delegado da Coofato, Derli Binelo e o presidente do Sindicato da Alimentação, João Moacir Lopes Belino. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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UNIMED MARINGÁ: Simulação de combate a incêndio será realizada nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (13/02), os colaboradores da Unimed Maringá participarão de uma simulação de incêndio no prédio da cooperativa. A iniciativa é organizada pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), e faz parte das ações de segurança no trabalho. O objetivo é treinar os colaboradores e brigadistas para casos de emergências.

Obrigatória - De acordo com o técnico em segurança do trabalho da cooperativa, Vanderson Bury Battalini, a simulação, que acontece uma vez por ano, é obrigatória e segue a determinação da NPT 017 (Norma Técnica do Corpo de Bombeiro - Brigada de Incêndio). “A Unimed Maringá tem cerca de 670 colaboradores, destes, 160 são brigadistas. A simulação serve para que todos estejam preparados e ajam com segurança no caso de situações reais”.

Máquina de fumaça - Para simular um incêndio, uma máquina de fumaça vai ser colocada na sede da cooperativa. Assim que os detectores identificarem o que seria um princípio de incêndio, o alarme de evacuação será acionado imediatamente. É neste momento que os brigadistas entram em ação e orientam os demais colaborares a sair do prédio o mais rápido possível. Battalini lembra que uma das premissas de segurança em caso de incêndio é nunca usar os elevadores, e sim as escadas.

Contato - Simultaneamente ao disparo do alarme, um dos brigadistas deverá entrar em contato com o Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. “Neste momento, havendo a disponibilidades dos veículos, as equipes se deslocam para o local do ‘incêndio’ com as sirenes ligadas e socorristas a postos para fazer a simulação de um resgaste. É tudo muito realista, por isso, é importantíssimo que os colaboradores tenham essa experiência”.

Ação - Toda a ação de evacuação do prédio não deve levar mais do que cinco minutos, por isso, as atividades administrativas não devem ser afetadas. Já os setores assistenciais seguirão o atendimento normal com equipe reduzida durante a simulação. Os clientes da cooperativa que estiverem no prédio poderão ou não participar do treinamento. (Imprensa Unimed Maringá)

SERVIÇO

Simulação de Combate a Incêndio

Data: 13/02/19 (quarta-feira)

Horário: 8h

Local: Sede da Unimed Maringá – Av. Bento Munhoz da Rocha, 750, Zona 7.

PARANAGUÁ: Movimentação de cargas no porto cresce 20%

 

paranagua 12 02 2019O Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá movimentou em janeiro deste ano 20% mais cargas que em janeiro de 2018. Juntos, os granéis farelo, trigo, soja e milho somaram 1,87 milhão de toneladas exportadas. O maior destaque foi na movimentação da soja: 575.570 toneladas do grão exportadas no primeiro mês de 2019. O volume representa um aumento de 59%. O milho também teve crescimento expressivo. As 259.084 toneladas movimentadas representaram aumento de 50% no período.

Maior porto graneleiro - De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Fernando Garcia, Paranaguá segue como o maior porto graneleiro da América Latina. A nova gestão pretende ampliar ainda mais os investimentos voltados para o agronegócio. “Ainda neste ano serão concluídas as obras do corredor oeste de exportação. O berço 201 terá a capacidade de embarque ampliada de 2 milhões para 6,5 milhões de toneladas”, destaca.

Ampliação - De acordo com Garcia, também existe um projeto de ampliação do corredor leste, com a construção de quatro novos berços em um novo píer. “Com isso, teremos capacidade de fazer o carregamento simultâneo de quatro navios graneleiros. Além disso, estão previstas melhorias na armazenagem e nas vias de acesso, tecnologia e sistemas de controle e recebimento de cargas”, adianta o diretor-presidente da Appa.

Embarques - Atualmente, os embarques de grãos acontecem em um complexo que tem nove terminais interligados e três berços de navios, e carregamento simultâneo.

Importação - Em janeiro de 2019, o volume de importações no Porto de Paranaguá somou 1,85 milhão de toneladas – 14% maior que o registrado no primeiro mês do ano anterior. Entre os produtos que apresentaram maior aumento estão o Malte e a Cevada, que juntos movimentaram 80.102 mil toneladas, 160% mais que em 2018. O trigo, que não registrou movimentação em janeiro do último ano, voltou a desembarcar no último mês. Foram 64.433 toneladas importadas.

Fertilizantes - Os fertilizantes continuam sendo o principal produto importado via Portos do Paraná. Em Paranaguá, foram 977.073 toneladas descarregadas, com alta de 20% na comparação com o mesmo mês de 2018. No Porto de Antonina, a movimentação somou 110.427 toneladas da carga.

Contêineres - A movimentação de cargas conteinerizadas também foi maior no fechamento do mês de janeiro. O crescimento é de 9%. Em unidade própria de medida (TEUs, unidade equivalente a 20 Pés), são 62.617 contêineres movimentados em janeiro deste ano: 29.581 sentido exportação, 33.036 de importação.

Cargas - Entre as cargas mais exportadas por contêiner estão madeira, carne de aves congelada, papel e derivados, farelo, soja e açúcar. Na importação, se destacam fertilizantes, reatores, caldeiras e maquinários e plásticos.

Veículos - A quantidade de veículos que chegou ou saiu via Porto de Paranaguá cresceu 15% na comparação entre o primeiro mês de 2018 e de 2019. Foram 7.514 unidades movimentadas neste ano, 5.156 sentido importação, 2.358 para exportação.

Origem - Os carros, caminhões, ônibus e tratores que entram pelo terminal paranaense chegam, principalmente, do México, Argentina e Alemanha. Os principais países de destino das exportações são Argentina, Colômbia e Panamá.

Sem chuva - Segundo a Appa, o tempo seco contribuiu para o aumento na movimentação. Em janeiro de 2018 houve aproximadamente 13 dias de chuva, com redação para 8 dias no primeiro mês deste ano. (Agência de Notícias do Paraná)

 

CONAB: Safra 2018/2019 deve ser de 234 milhões de toneladas de grãos

conab 12 02 2019A produção brasileira de grãos do período 2018/2019, segundo o 5º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta terça-feira (12/02), deve alcançar 234,1 milhões de toneladas. Se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 6,5 milhões de t, o que representa volume 2,8% superior.

Houve incremento de 910,5 mil hectares na área plantada ou 1,5% a mais em relação à safra 2017/18, elevando o total para 62,6 milhões de hectares.

De acordo com o levantamento, a produtividade supera a marca registrada no ano passado, mesmo com a falta ou ocorrência de chuvas pontuais, além da incidência de temperaturas elevadas em algumas regiões de maior produção. O grau de eficiência produtiva média do país deve passar dos 3.692 para 3.738 kg/ha.

O maior destaque do estudo é o algodão, que registrou grande concentração de plantio em janeiro, em função do bom desempenho das cotações da pluma. Também novas áreas foram incorporadas ao processo produtivo em detrimento de outras culturas. A estimativa é de aumento de 27,9% na produção e 33% na área. Com isso, os números estão em 3,8 milhões toneladas e 1,6 milhão de hectares, respectivamente.

Já a soja, o milho primeira safra, o arroz e o feijão não tiveram o mesmo desempenho. A leguminosa deve reduzir 3,3%, atingindo 115,3 milhões de toneladas, mas com aumento na área de 1,9%. O fator responsável é a redução da produtividade, ocasionada por adversidades climáticas em alguns estados. O milho primeira safra também perde em produção, atingindo 26,5 milhões de toneladas e a área cultivada reduz 1,2%. Mas, se acrescida da segunda safra, a produção total poderá alcançar 91,7 milhões de toneladas, 13,6% a mais que em 2017/18.

“A soja a principal cultura, foi afetada de forma bem pequena em relação as outras culturas”, observou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eduardo Sampaio. “Mas se espera uma boa safra de milho e uma boa safra de algodão”, afirmou.

O arroz, com concentração maior no Sul do país, esteve mal situado no mês passado e também neste levantamento apresentou percentual de 11,3% de perdas frente à safra anterior, ficando em 10,7 milhões de toneladas. O feijão primeira safra sofreu igualmente, com registro de 10,6% a menos, refletindo numa produção de 1 milhão de toneladas.

Safra de inverno – O início de plantio para os cultivos de aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale é a partir do mês de abril. O estudo deste mês estima uma produção dessas culturas superior em cerca de 6,9% à de 2018, podendo alcançar 6,9 milhões de toneladas. (Mapa)

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SAFRA 2019/20: Crédito agropecuário será, no mínimo, o valor do ano passado

safra 12 02 2019A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em reunião com representantes da diretoria da Contag, adiantou que o valor a ser destinado ao financiamento agropecuário na safra 2019/2020 será, no mínimo, o mesmo do ano passado. Nas negociações que tem feito com a equipe econômica do governo, o montante da safra de 2018/2019 é base para as conversas, afirmou.

Montante - Em junho do ano passado, foram anunciados R$ 194,37 bilhões para financiar e apoiar a comercialização da produção agropecuária brasileira de médios e grandes produtores e R$ 31 bilhões para a agricultura familiar. “É o mínimo, não pode diminuir disso. Queremos aumentar, mas vamos partir dessa base”. Disse ainda que “a ideia do governo é privilegiar o pequeno e o médio produtor”.

Diálogo - Tereza Cristina reafirmou sua disposição para o diálogo. Observou que está aberta a sugestões para priorizar a destinação dos recursos disponíveis. “Vamos ter que priorizar e centralizar algumas linhas que sejam as mais importantes, as que a gente vai dar conta. Faz de conta não é bom para ninguém, não é o meu estilo. Então vamos trabalhar, se há 19 ações e com o orçamento dá para fazer dez, vamos discutir o que que é mais importante para o segmento”.

Titulação - A ministra garantiu que a entrega dos títulos de propriedade a assentados da reforma agrária é prioridade zero de sua gestão, além do georreferenciamento dessas áreas. A afirmação foi nesta segunda-feira (11/02). “Quem já pode ter títulos vai ter. Acabei de falar isso na Casa Civil. Nós temos que ver como é que nós vamos arrumar recurso para fazer o georreferenciamento e ter o registro. Isso porque muitas vezes você faz o georreferenciamento e, muitas vezes, as pessoas não têm como registrar a propriedade”, explicou. (Mapa)

 

SAFRA 2018/19: Contratação de crédito agropecuário tem alta de 13%

safra 2018 19 12 02 2019A contratação de crédito do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) entre médios e grandes produtores alcançou entre julho do ano passado e janeiro último R$ 93,73 bilhões, volume que é 12% maior do que o contratado no mesmo período da safra 2017/2018, que somava R$ 83,89 bilhões. As contratações totais (empresarial e familiar) cresceram 13%, chegando a R$ 110,2 bilhões, comparativamente ao mesmo período da safra passada (R$ 97,6 bilhões).

Custeio - O volume financiado para custeio, em alta de 12%, nesses sete meses, soma R$ 53,8 bilhões. Mas a maior alta, de 26%, foi na modalidade destinada a investimentos, que já chega a R$ 20 bilhões, ante R$ 15,9 bilhões em igual período da safra passada.

Otimismo - De acordo com o Diretor de Financiamento e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, esse desempenho traduz otimismo dos agricultores, uma vez que, entre as diferentes finalidades, os financiamentos de investimentos registraram os maiores aumentos. Neste e nos próximos meses deverão se intensificar os créditos de custeio para produtos da safra de inverno e para comercialização.

Atividade agrícola - Para a atividade agrícola foram fechados 67.423 contratos, com aumento de 14%, e na pecuária, 26.307 (6%).

Altas - Entre os programas de financiamento, a maior alta (235%) foi registrada no Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária). Com a aplicação de 780 milhões, foram financiados 79% dos recursos destinados ao programa.

Moderfrota - O Moderfrota, um dos programas mais demandados do PAP, já teve desembolso de 66% do total previsto para 12 meses, com contratação de R$ 5,696 bilhões, que representam 46% de alta sobre o montante financiado em igual período de 2017/2018.

Moderagro - Do Moderagro, destinado a projetos de modernização e expansão da produtividade, 93% do volume de R$ 839 milhões destinado ao programa já foi emprestado, representando aumento de 177% nas contratações.

Agricultura Familiar - Na Agricultura Familiar, o investimento registrou alta 55% na comparação com julho de 2017 a janeiro de 2018, sendo contratados R$ 635 milhões. Para industrialização, o recurso financiado subiu 50%, somando nos sete meses transcorridos R$ 7,40 bi, ante R$ 4,94 no período anterior. O recurso de custeio contratado é de R$ 8,45 bilhões, em alta de 1%. O total emprestado para produtores familiares soma R$ 16,49 bilhões, com aumento de 20%. (Mapa)

Acesse o 

 do estudo da Secretaria de Política Agrícola 

 

FONTES RENOVÁVEIS: Governo quer investir em biomassa para ampliar oferta de energia

O Governo do Paraná quer estabelecer parcerias entre a Copel e grandes empresas para gerar energia a partir de biomassa. O assunto foi debatido durante o Show Rural, em Cascavel, em reunião com o diretor-presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero; o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; empresários, prefeitos e o diretor executivo do programa Oeste Desenvolvimento, Danilo Vendrúsculo.

Modelo ideal - O entendimento é que esse modelo de exploração da biomassa seria o ideal para atender as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. Essas localidades se transformaram no maior polo de produção de proteína animal do Brasil e podem aproveitar esse potencial para gerar energia limpa e renovável.

Insumo - No encontro, foi enfatizado que todos os projetos de ampliação das empresas transformadoras de proteína vegetal em proteína animal têm a energia elétrica como um dos principais insumos.

Documento - A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) entregou um documento com propostas para ampliar a geração e melhorar a rede de distribuição de energia elétrica no Estado.

Potencial - De acordo com o secretário Norberto Ortigara, o potencial que a região Oeste tem de crescer é de 6% ao ano, só com os projetos das empresas transformadoras nas áreas de suínos, aves, leite e de peixes. “Estamos atrasados no tipo do aproveitamento racional da biomassa”, afirmou.

Crescem mais - O diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero Pimentel, reconheceu a importância do tema e se comprometeu com um plano de estímulo à produção de biomassa que foi relatado durante o encontro.

Média - Segundo Pimentel, é fato é que as regiões Oeste e Sudoeste do Estado crescem muito mais que a média do Paraná e do Brasil. “É um crescimento em alta tecnologia, com automação e uma energia de qualidade se torna pré-requisito para continuar crescendo”, afirmou.

Determinação - Pimentel antecipou que, por determinação do governador Carlos Roberto Massa Ratinho Júnior, a Copel vai recuperar esse atraso e fará os investimentos necessários, conforme autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A Copel não pode se dar ao luxo de perder grandes clientes”, disse.

Potencial - O Paraná dispõe de um potencial de 3.700 Megawatts de potência só com a exploração de biomassa, disse o engenheiro químico da Diretoria de Desenvolvimento de Negócios da Copel, Gustavo Ortigara. Os projetos de produção de energia elétrica renovável, com a destinação adequada de resíduos podem ser executados a partir de parcerias entre a Copel e as empresas da iniciativa privada, explicou.

Segmentos - Entre as fontes de biomassa prospectadas pela Copel, estão basicamente quatro segmentos: aproveitamento de resíduos do setor sucroenergético e de outras culturas que poderiam proporcionar geração de 1.500 MW; aproveitamento de biomassa florestal (potencial 1.000 MW); aproveitamento de biogás da agropecuária, agroindústria, de aterros sanitários (potencial para gerar mais 1.000 MW); aproveitamento de resíduos sólidos urbanos e industriais têm capacidade de geração de 200 MW de potência.

Presenças – Participaram da reunião os presidentes da Copacol, Valter Pitol; da Frimesa, Valter Vanzella; da Copagril, Ricardo Chapla; da Cooperativa Lar, Irineo da Costa Rodrigues; da C.Vale, Alfredo Lang: e da Primato, Ilmo Welter, e o diretor executivo da Frimesa, Elias Zydek. (Agência de Notícias do Paraná)

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COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 1,069 bi nos primeiros dias de fevereiro

comercio exterior 12 02 2019A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,069 bilhão nos primeiros 10 dias de fevereiro, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. No período, as exportações somaram US$ 4,865 bilhões e as importações totalizaram US$ 3,795 bilhões. Com o resultado dos primeiros dias do mês, o saldo comercial no ano está positivo em US$ 3,262 bilhões.

Média diária- As exportações em fevereiro caíram 16,2% para US$ 810,8 milhões, pelo critério de média diária, na comparação ao mesmo mês do ano passado. A retração foi puxada pelas vendas de manufaturados (-27,5% para US$ 319 milhões), com destaque para plataforma para extração de petróleo, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, tratores e veículos de carga. O embarque de semimanufaturados também caiu 12,1% para US$ 110,1 milhões, puxado por celulose, ferro fundido bruto e ferro spiegel, óleo de soja em bruto, açúcar de cana em bruto e semimanufaturados de ferro e aço.

Básicos - A exportação de básicos, em contrapartida, subiu 0,6% para US$ 381,7 milhões, sustentada especialmente por soja em grãos, milho em grãos, algodão em bruto, café em grãos, carnes bovina e de frango e fumo em folhas.

Importações - A média diária de importações até a segunda semana de fevereiro (01 a 10) caiu 21% para US$ 632,6 milhões. Nesse comparativo, diminuíram os gastos com combustíveis e lubrificantes (-38,0%), veículos automóveis e partes (-26,6%), instrumentos médicos de ótica e precisão (-16,3%), equipamentos mecânicos (-6,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (-4,9%). (Valor Econômico)

 

PARANÁ: Reforma administrativa do Governo trará economia de R$ 10 milhões

parana 12 02 2019O chefe de Casa Civil, Guto Silva, e o secretário de Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge, apresentaram nesta segunda-feira (11/02) aos líderes da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o projeto de lei da reforma administrativa que extingue 13 secretarias e gera economia de R$ 10 milhões por ano aos cofres públicos. O documento será protocolado nesta terça-feira (12/02) e não tramitará em regime de urgência para permitir debate amplo entre os parlamentares.

Redução - A reforma propõe a redução de 28 para 15 secretarias e o remanejamento de algumas estruturas de governo. A Defesa Civil passa a integrar a Governadoria, conforme preconiza a Constituição Estadual, e a Agência Paraná de Desenvolvimento (ADP) vai compor a estrutura de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, por exemplo.

Superintendentes - O texto também propõe a criação de cargos para superintendentes. Eles serão vinculados ao governador Carlos Massa Ratinho Junior para dar agilidade a projetos estratégicos para o Estado e poderão atuar em mais de uma área.

Construção - Guto Silva afirmou que a reforma administrativa foi construída ao longo dos últimos meses por uma equipe técnica do governo e especialistas da Fundação Dom Cabral, contratada para assessorar a composição das pastas. A economia será de R$ 10 milhões ao ano apenas com cargos e os respectivos encargos.

Processo - “Nós queremos dar vida ao processo de redução. Além da economia, o projeto mostra a sinergia do governo, para que as decisões possam chegar de forma mais rápida e eficiente ao cidadão em forma de política pública”, afirmou. “Nós vamos enxugar cargos menores e potencializar as gerências. Isso vai atrair mais técnicos para a gestão”, completou.

Mais propostas - Depois da análise dos deputados estaduais, o governo do Paraná apresentará mais duas propostas para enxugar os institutos e as autarquias com expectativa de economia de mais R$ 20 milhões.

Reorganização - “A redução não é apenas um organograma, mas a reorganização da ordenação de despesas, além da questão orçamentária. Tudo isso demanda um trabalho de planejamento para que o Estado tenha mais velocidade”, destacou o Chefe da Casa Civil. “Nós entendemos que essa reengenharia está de acordo com as aspirações da sociedade. O governo precisa ter responsabilidade com o dinheiro público. Brincamos que o corte de gastos é como cortar as unhas, precisa acontecer toda semana. Precisamos ter controle permanente sobre os gastos públicos”.

Base - O Secretário de Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge, explicou que a reforma foi construída com a base do governo. “É um diagnóstico bem amplo feito a partir do compromisso do governador. O projeto de lei conciliou anseios de todos os secretários e dos diretores gerais das pastas”, afirmou.

Intenção - O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri, afirmou que a economia será significativa e a oficialização do projeto mostra a verdadeira intenção do Poder Executivo nos primeiros meses. “O governo quer deixar uma simbologia. Não é só o aspecto legal. A reorganização visa demonstrar que o governo está antenado com esse novo momento de redução de secretarias, consequentemente de redução de cargos comissionados”, afirmou.

Melhoria da gestão - Para o deputado Luiz Claudio Romanelli, 1° Secretário da Alep, a mensagem do governo pretende adequar a administração pública a uma melhor forma de gestão. “Em época de crise é hora de cortar gastos, despesas, e há uma absoluta necessidade do Estado racionalizar o uso do dinheiro público”, destacou.

Protocolo - O projeto de lei será protocolado nesta terça-feira (12/02).

Diálogo – Líder do governo, Hussein Bakri afirmou ainda que essa reunião estabelece uma diretriz para os projetos do Poder Executivo que serão analisados pelos parlamentares nos próximos quatro anos. Segundo ele, será uma metodologia. “Não abro mão disso. Sofremos muito no mandato passado por conta de processos que vieram com atropelo. Você não pode exaurir a discussão. Nesse momento de diálogo você descobre uma possível falha ou emenda. Vai ser uma prática para que a Assembleia exerça seu papel de fiscalizar e propor medidas para melhorar o Paraná”, afirmou.

Respeito - Luiz Claudio Romanelli afirmou que essas reuniões mostram respeito com o Parlamento. “Na medida que o governo envia o chefe da Casa Civil e o Secretário de Planejamento e vem conversar com os líderes antes do projeto de lei chegar, é uma demonstração de boa vontade, trata o Parlamento com respeito”, completou.

Secretarias – Com a reestruturação proposta pelo governo estadual, a administração direta ficará desta forma: Secretaria de Planejamento e Projetos Estruturantes; Comunicação Social e Cultura; Administração e Previdência; Agricultura e Abastecimento; Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas; Infraestrutura e Logística; Desenvolvimento Ambiental e Turismo; Educação e Esporte; Segurança Pública; Saúde; Fazenda; Justiça, Família e Trabalho; Casa Civil; Controladoria-Geral do Estado e Procuradoria-Geral do Estado.

Participações – Participaram do encontro o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano; o líder do governo, Hussein Bakri; o 1° secretário, Luiz Claudio Romanelli, o Controlador Geral do Estado, Raul Siqueira; e os deputados Alexandre Amaro, Alexandre Curi, Delegado Recalcatti, Marcio Pacheco, Goura, Tião Medeiros, Tiago Amaral, Evandro Araújo, Michele Caputo, Mauro Moraes, Do Carmo e Wilmar Reichembach. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ECONOMIA: Para Copom, economia depende de incerteza menor com reformas

economia 12 02 2019A ata da primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no governo Jair Bolsonaro, divulgada na manhã desta terça-feira (12/02), reforça avaliação de que o balanço de riscos do colegiado para a inflação segue pendendo para o lado negativo, apesar de uma redução recente nos riscos associados ao cenário externo.

Ociosidade - O Copom enfatizou o nível elevado de ociosidade na economia e afirmou de forma explícita que, após a atividade ter dado sinais de arrefecimento no quarto trimestre de 2018, a aceleração do ritmo da atividade econômica no país vai depender da diminuição de incertezas em relação às reformas econômicas, principalmente as fiscais.

Riscos - Os riscos desfavoráveis para a inflação associados a essas incertezas internas e também ao cenário global seguem sendo mais elevados do que os riscos benignos impostos pela ociosidade na economia, disse o Copom. A assimetria dos riscos diminuiu, mas persiste, foi o recado renovado na ata da reunião, que voltou a pregar a importância de "cautela, serenidade e perseverança" nas decisões de política monetária.

Selic - Na reunião da última semana, o Copom manteve a taxa básica de juros em 6,5% pela sétima vez, o que levará a Selic a completar, em março, um ano em seu menor patamar da história.

Detalhes - Ao comentar o cenário externo, o Copom deu mais detalhes sobre como está avaliando as perspectivas para a economia dos Estados Unidos. O colegiado discutiu dois cenários possíveis para sua evolução na reunião, com implicações opostas para o rumo da política monetária do Federal Reserve. Um dos cenários envolve risco de "desaceleração econômica relevante" e o outro pressupõe continuidade do vigor exibido pela economia norte-americana.

Conclusão - "Os membros do Copom concluíram que, ao menos até a definição de qual dos cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram", afirmou a ata.

Economia global - O colegiado também chamou atenção para o risco maior de desaceleração da economia global, com o arrefecimento de algumas economias relevantes, e destacou que incertezas associadas à continuidade da expansão do comércio internacional e ao Brexit podem contribuir para esse processo.

Flexibilidade - Sem cravar indicações sobre seus próximos passos, o Copom reforçou que, na atual conjuntura, considera importante ter flexibilidade para conduzir a política monetária. Também entende que a conjuntura prescreve uma política monetária estimulativa, ou seja, com taxas abaixo da taxa de juros estrutural.

Última - Essa deve ter sido a última ata do Copom redigida sob o comando de Ilan Goldfajn. O colegiado volta a se reunir em 19 e 20 de março, quando a expectativa é que o economista Roberto Campos Neto, nomeado para suceder Ilan, já tenha assumido o cargo após ser sabatinado no Senado Federal. (Valor Econômico)

 

ARTIGO: Parece mentira, mas o agronegócio da Holanda supera o Brasil

opiniao 12 02 2019

*Amélio Dall'Agnol e Pedro Moreira 

A Holanda é um país pequeno (41.528 km²), mas sua população de cerca de 17 milhões de habitantes a torna uma das nações mais densamente povoadas do Planeta. O nome oficial é Países Baixos: Países, porque é resultado da junção de vários antigos reinos e Baixos, porque cerca de 27% do território e 60% da população ficam localizados abaixo do nível do mar.

Conhecida como a terra das bicicletas, das tulipas e dos moinhos de vento, a Holanda também poderia ser reconhecida como o país do agronegócio, pois, a despeito do seu tamanho reduzido, é o segundo maior exportador de produtos agropecuários. Suas exportações agrícolas em 2017 somaram US$ 112 bilhões, só perdendo para os Estados Unidos e ficando bem à frente do Brasil, o quarto colocado, com US$ 88 bilhões.

O solo holandês é plano e fértil. Mais da metade do território é utilizado para atividades agrícolas - flores e alimentos, principalmente - aproveitando qualquer espaço disponível, incluindo áreas urbanas localizadas entre as residências.

Assim como existe o Vale do Silício na Califórnia (EUA), a Holanda conta com o Vale dos Alimentos, uma região intensamente cultivada, onde impera a poderosa Universidade de Wageningen, a Universidade do Agronegócio.

Segundo estimativas do FMI, a Holanda é a 17ª maior economia mundial, com PIB de US$ 910 bilhões (outubro de 2018). Tem o sétimo maior PIB per capita (US$ 53.000 anuais), taxa de desemprego inferior a 4% e um IDH dos mais elevados do Planeta (0,93). O território brasileiro é cerca de 200 vezes maior, sua população é 12 vezes superior, mas o PIB brasileiro (US$ 2,14 trilhões) é apenas 2,2 vezes o da Holanda.

A Holanda é importante parceiro comercial do Brasil. É o quinto em importância, depois de China, Estados Unidos, Argentina e Alemanha. Os investimentos holandeses no Brasil somam US$ 13,0 bilhões, ante uma contrapartida de apenas US$ 500 milhões do Brasil. Em 2017/18, as exportações brasileiras para a Holanda totalizaram US$ 12,3 bilhões e as importações US$ 1,6 bilhão: superávit favorável ao Brasil de US$ 10,8 bilhões. O Brasil importa dos holandeses gasolina, diesel, fertilizantes, químicos, plásticos, bebidas, queijos, máquinas e equipamentos e exporta as commodities de sempre: soja, minério de ferro, celulose, carnes, café, frutas e suco de laranja. O porto de Roterdã - o maior da Europa - é destino principal das exportações brasileiras para União Europeia, desde onde, 44% são reexportadas para outros países da região.

Dado ao pequeno território, a Holanda não pode realizar agricultura em larga escala, como EUA e Brasil, razão pela qual especializou-se em agricultura de alta performance, conseguindo produtividades médias três vezes superiores ao restante da Europa. Boa parte dessa produção intensiva é realizada em ambientes controlados (estufas), onde frutas, flores e hortaliças são produzidas em larga escala o ano todo e exportados para toda a Europa.

Pequena no tamanho, mas gigante no comércio de produtos agrícolas, a Holanda exporta muito menos do que o Brasil em volume, mas arrecada muito mais dinheiro, dado o maior valor agregado dos produtos que exporta.

Este modelo poderia inspirar o Brasil na busca por maior rentabilidade, via mais agregação de valor.

*Amélio Dall'Agnol e Pedro Moreira são pesquisadores da Embrapa Soja, sediada em Londrina (PR)

 

Foto: Pixabay

 


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