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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4513 | 11 de Fevereiro de 2019

OCEPAR: Governador Ratinho Júnior participa da primeira reunião da diretoria de 2019

A primeira reunião ordinária da diretoria da Ocepar de 2019 e a 44ª da gestão 2015/2019, ocorrida na manhã desta segunda (11/02), na sede da entidade, em Curitiba, contou com a presença do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e dos secretários estaduais da Agricultura, Norberto Ortigara, e da Infraestrutura, Sandro Alex. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, apresentou os principais indicadores do cooperativismo paranaense e entregou um documento ao governador, contendo demandas e propostas do setor nas áreas de infraestrutura, tributária, meio ambiente, sanidade vegetal e animal, entre outras.

Resultados - Ricken lembrou que, nos últimos anos, as cooperativas vinculadas à Ocepar têm registrado um média anual de crescimento de 10,5%, saindo dos R$ 26 bilhões de faturamento em 2010 para R$ 83,5 bilhões em 2018. “De acordo com o nosso planejamento estratégico, o PRC100, nossa meta é chegar aos R$ 100 bilhões de faturamento entre os anos de 2020 e 2021. As nossas cooperativas têm atingido resultado líquido de R$ 2,1 bilhões por ano. É um recurso que fica aqui dentro do Estado e que faz toda a diferença. Anualmente, o setor tem feito investimentos na ordem de R$ 2 bilhões em média e já respondemos por quase 60% da produção agropecuária paranaense, sendo que quase a metade com valor agregado. Também temos registrado R$ 2,150 bilhões em impostos recolhidos e geramos mais de 100 mil empregos diretos”, afirmou o presidente da Ocepar. Na sequência, ele fez uma síntese dos principais pontos que integram o documento entregue ao governador, destacando que são medidas importantes para que o cooperativismo e os demais integrantes do setor produtivo paranaense possam continuar avançando. Clique aqui para conferir na íntegra.

Ações - Depois, o governador discorreu sobre ações em andamento e outras que estão sendo planejadas por sua gestão, especialmente na área de infraestrutura, e que devem ser anunciadas em breve. Disse ainda que reconhece a importância do setor para o Paraná e que quer contar com as cooperativas em um projeto que visa reduzir os bolsões de pobreza no Estado. “Temos cerca de 350 mil pessoas passando fome no Paraná. São pessoas que vivem com o equivalente a menos de US$ 1 por dia. Vamos criar um programa em conjunto com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Fomento Paraná, entre outras entidades, e achamos que o modelo da Ocepar pode nos ajudar a solucionar esse problema da fome, que é urgente. Nosso objetivo é estabelecer uma parceria com o setor, dentro dos termos legais”, disse Ratinho Júnior.

Avaliação positiva - O governador avaliou positivamente o encontro com os diretores da Ocepar. “Para mim, foi um prazer ter participado dessa reunião, com as lideranças do cooperativismo, presidentes de cooperativas de vários setores, desde o agronegócio até a saúde, que são pessoas que tocam o dia a dia do Estado. A Ocepar tem essa capacidade e essa importância, no sentido de organizar e incentivar o crescimento dessas cooperativas e, ao mesmo tempo, auxiliar aquelas que estão sendo criadas. O Paraná tem mais de 200 cooperativas e não dá para falar em desenvolvimento do Estado sem citar essa parceria com o setor”, afirmou Ratinho Júnior ao Informe PR Cooperativo. “Eu fiz questão de trazer os secretários de Agricultura, Norberto Ortigara, e o de Infraestrutura, Sandro Alex, porque o modelo de fazer politica onde o poder público fica distante de quem produz já faliu. O modelo moderno é fazer as pessoas sentarem à mesa, discutir o que é bom para o Estado, para o desenvolvimento econômico e social, e o nosso compromisso de fazer esse Paraná inovador é justamente por meio dessa troca de informações, buscar soluções de forma conjunta, poder público e iniciativa privada, e é o que tem dado certo. E, nesta reunião de hoje, conseguimos construir uma série de pautas para que possamos avançar no desenvolvimento do Paraná”, completou.

Temas – Antes da participação do governador e dos secretários na reunião, os diretores discutiram temas como a composição das equipes dos governos estadual e federal, as ações da Ocepar e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em âmbito dos poderes executivo e legislativo, as normas mais recentes publicadas pela Receita Federal, Ministério da Agricultura e Conselho Monetário Nacional, de interesse do setor cooperativista, entre outros temas.

Fecoopar e Sescoop/PR – Também nesta segunda de manhã ocorreu a 18ª reunião ordinária da diretoria da Fecoopar, a partir das 9h. Já às 14h, foi a vez dos conselheiros administrativos do Sescoop/PR promoverem a sua 25ª reunião ordinária.

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GETEC: Informe traz projeções da semana sobre principais indicadores econômicos

gerencia tecnica destaque 11 02 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (11/02), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella ( maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi ( jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado

 

SHOW RURAL: Decreto de Temer vai na contramão da agricultura, afirma Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou, na sexta-feira (08/02), durante visita ao Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), que o Decreto 9.642/2018, assinado pelo então presidente Michel Temer, no dia 28 de dezembro de 2018, que reduzirá em cinco anos os descontos sobre a tarifa básica de energia nas propriedades rurais, “vai na contramão de tudo aquilo que nós desejamos no Ministério da Agricultura, ou seja, incentivar a irrigação, avicultura, suinocultura, enfim, a produção rural neste país, que tem dado provas de que é quem carrega nossa economia”. A ministra afirmou que já recebeu na quinta-feira (07/02),um estudo de técnicos do Ministério para que se possam fazer sugestões para modificar esta decisão errada no final do governo Temer.

Cooperativismo – A ministra disse que o cooperativismo tem muito o que contribuir para o desenvolvimento do Paraná e do Brasil. “Precisamos diminuir as diferenças regionais e isso só será possível através do cooperativismo que oferta diversos serviços importantes aos produtores, como assistência técnica, pesquisa, armazenagem, e dá escala para que o pequeno não fique desguarnecido. O cooperativismo é um exemplo de organização de cadeias produtivas. O cooperativismo é nossa mais importante referência. Precisamos pegar os bons exemplos como o que acontece entre a Coopavel a Carpil, cooperativa de Alagoas, e levar para outras regiões do país. Por isso, estou fazendo um chamamento a todas as entidades, como a OCB, a Ocepar aqui no Paraná, para nos ajudar num projeto de governo neste sentido”, frisou.

Demarcações – Outra pergunta que a ministra respondeu foi com relação às demarcações de terras indígenas. Ela afirmou que ainda está tomando ciência de todas já realizadas e em andamento, que antes era de responsabilidade da Funai e agora passou para a responsabilidade do Incra. “O que vamos fazer? Vamos olhar o processo de demarcações, analisar os laudos e fazer visitas a esses locais. Sabemos que existem conflitos aqui no Paraná e também no meu estado, Mato Grosso, mas peço paciência porque o Ministério vai trabalhar para dar uma solução a este grave problema. A grande novidade é que teremos um conselho interministerial para decidir sobre as demarcações, justiça, agricultura, meio ambiente, direitos humanos e da defesa. Serão cinco ministérios que irão decidir sobre o tema”.

Seguro rural – Em relação ao seguro rural, Tereza Cristina afirmou: “Estamos discutindo isso junto com o Ministério da Economia para massificar o seguro rural para que ele atenda a um maior número de agricultores no Brasil todo. Hoje, ele ainda é caro e precisamos melhorar o acesso a ele. Sabemos que os recursos ainda não são suficientes. No ano passado foram disponibilizados um pouco mais de R$ 300 milhões e, neste ano, passaremos para R$ 440 milhões, o que, na minha opinião, ainda é pouco. Seriam necessários muito mais recursos para atender mais agricultores brasileiros.”

Propostas – A ministra da Agricultura recebeu do secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, um documento assinado por ele e pelos presidentes dos Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e da Faep, Ágide Meneguete, com propostas para a política de agricultura.

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SHOW RURAL: Público de 288.802 visitantes e R$ 2,2 bilhões em vendas

show rural balanco 11 02 2019O 31º Show Rural Coopavel recebeu público de 288.802 visitantes no período de 4 a 8 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. A movimentação financeira chegou R$ 2,2 bilhões. Os números são recorde para uma única edição da feira, que reuniu 520 expositores. O 32º evento já tem data para ocorrer, será de 3 a 7 de fevereiro de 2020.

Bom momento - O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, diz que os números representam o bom momento brasileiro, de retomada da confiança no governo e no futuro do País. “Estamos muito felizes e somos gratos a todos que contribuíram para tornar esse evento possível”, afirmou Dilvo ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do vice-presidente da Coopavel, Jeomar Trivilin, do coordenador geral do Show Rural Coopavel, Rogério Rizzardi, do coordenador de TI Rogério Aver e do publicitário Samuel Grolli, que ao lado de José Rodrigues da Costa Neto estiveram à frente do Show Rural Digital.

Show Rural Digital - O Show Rural Digital foi a grande sensação da 31ª edição, disse Dilvo, informando que o desafio para 2020 será fazer do próximo um evento ainda maior e melhor. “Ele tem características únicas no mundo e representa uma revolução fantástica, que insere a produção e o agronegócio em um novo patamar”, ressaltou o presidente da Coopavel. O público dessa sexta-feira foi de 40.602 visitantes, também novo recorde histórico para o dia de encerramento da feira. (Imprensa Coopavel)

 

SHOW RURAL: Sicredi participa de assinatura de contratos com o BRDE

show rural sicredi 11 02 2019O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados, recebeu R$ 594 mil do Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), durante cerimônia realizada na última quarta-feira (06/02), no Show Rural Coopavel. Este valor é simbólico e representa recursos repassados a produtores rurais pronafianos enquadrados no Programa Trator Solidário.

Investimento - “Com o valor disponibilizado, os agricultores investem em maquinário agrícola melhorando a produtividade e fomentando o setor. O Sicredi, por meio da parceria com o BRDE, disponibiliza anualmente, somente para este programa, aproximadamente R$ 10 milhões para produtores associados”, afirma o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

Recursos disponibilizados pelo Sicredi - Durante o Show Rural Coopavel, o Sicredi disponibiliza R$ 550 milhões para financiamentos de veículos, maquinários e tecnologias agrícolas. Um salto nas estimativas da instituição financeira cooperativa, que, no ano passado, disponibilizou R$ 300 milhões para o mesmo fim. Além disso, durante a feira, os produtores contam com a condição especial de 0% de taxa flat nos financiamentos de máquinas e implementos via linhas BNDES.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

COAGRU: Caravanas da cooperativa participaram do Show Rural

Com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento técnico, econômico e social, a Coagru busca constantemente fomentar a difusão de tecnologias para o aumento da produtividade e rentabilidade de seus cooperantes. Com este pensamento, mais uma vez, a cooperativa organizou caravanas para visitar o Show Rural, evento que propicia o acesso a informações importantes relacionadas ao agronegócio.

Vitrine do agronegócio - O Show Rural da Coopavel é realizado anualmente no município de Cascavel PR, sendo considerado a maior feira do agronegócio da América Latina e uma das maiores vitrines do agronegócio no mundo. Neste ano, ocorreu entre os dias 4 e 8 de fevereiro.

Presença - Dentre os participantes estiveram presentes associados, familiares e integrantes do Programa Coopermulher. Os grupos organizados pela Coagru visitaram estandes e conheceram muitas novidades e tendências para o setor. Também foram recepcionados no estande da Ocepar – Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná, e na oportunidade conheceram um pouco mais sobre o trabalho e os produtos das cooperativas paranaenses. O vice-presidente da Coagru, Cavalini Carvalho, também esteve presente e na oportunidade recepcionou a caravana do Coopermulher, da qual participaram cerca de 80 integrantes.

Momento importante - "A visita ao Show Rural é um momento importante para os agricultores em especial aos associados da Coagru, mas o que nos chama a atenção é a grande participação das mulheres cooperativistas nesse evento. Buscamos constantemente estimulá-las como empreendedoras rurais e já estamos tendo resultados expressivos através deste trabalho.", destacou o vice-presidente, Cavalini. (Imprensa Coagru)

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INTEGRADA: Pré-assembleias promovem aproximação com o cooperado

Entre os dias 31 de janeiro e 19 de fevereiro, a diretoria da Integrada percorre os estados do Paraná e São Paulo, para a realização das pré-assembleias.

Canal - As reuniões acontecem com 15 Núcleos Regionais de Cooperados e são um importante canal para a apresentação de informações sobre a economia, o agronegócio e a cooperativa, a exemplo dos resultados alcançados em 2018, o balanço dos investimentos, o avanço do planejamento estratégico e a perspectiva para as atividades e ações que serão implementadas ao longo deste ano.

Fundamentais - O presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, dirige os encontros, que reúnem cooperados e contam com a participação do Núcleo Feminino e Núcleo Jovem da Integrada. “As reuniões são fundamentais para ampliar o relacionamento com quadro social e para agradecer a confiança e a participação dos cooperados no desenvolvimento da Integrada. O fornecimento de informações é outro ponto relevante, pois colabora com nossos associados no processo de tomada de decisões relacionadas aos negócios”, afirma Hashimoto.

Aproximação - Os encontros com os Núcleos Regionais de Cooperados aproximam ainda mais a cooperativa de seus associados, garantindo aos produtores o acesso seguro às informações oficiais, e à Integrada, o relevante espaço para ouvir as sugestões e propostas dos seus cooperados, se mantendo atenta às necessidades de cada um.

Assembleia Geral - As reuniões antecedem a Assembleia Geral Ordinária, agendada para o dia 01 de março, em Londrina, no Paraná. (Imprensa Integrada)

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PRIMATO: Assembleia Geral Ordinária do exercício 2018 ocorre nesta semana

primato 11 02 2019Após todas as pré-assembleias realizadas ainda em dezembro de 2018, a Primato Cooperativa Agroindustrial se prepara para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) exercício 2018, que acontece no dia 16 de fevereiro, a partir das 8h30 na Associação da Primato, no complexo industrial e administrativo localizado na BR 163, sentido Toledo a Três Bocas, no Oeste do Estado.

AGO - O evento contempla a prestação de contas do exercício 2018 aos cooperados da Primato. “Este é um momento importante para a cooperativa que apresenta todas as ações, receitas, investimentos, capacitação de colaboradores, assim como a projeção para 2019”, explicou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, que complementou, “por isso é fundamental que todos nossos cooperados participem deste momento que é de prestar contas de como a diretoria executiva vem desempenhando o trabalho na gestão da Primato e seus negócios”. Os cooperados serão recepcionados com um café da manhã a partir das 8h30 com previsão de término às 11h30. (Imprensa Primato)

 

CAPAL: Pré-assembleias começam nesta segunda-feira

capal 11 02 2019Fevereiro é um mês estratégico para a Capal. Entre os dias 11 e 20, os cooperados poderão participar das pré-assembleias, onde são apresentados e discutidos todos os assuntos para a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que ocorrerá dia 23.

Proximidade - Adilson Fuga, presidente-executivo da Capal, destaca a importância da realização das pré-assembleias, lembrando que elas são feitas em todas as unidades da cooperativa no Paraná e em São Paulo. “As pré-assembleias promovem uma maior proximidade com o associado, já que é muito difícil para todos irem na AGO”, pontua.

Datas e locais - As primeiras reuniões serão no dia 11 de fevereiro nas filiais de Taquarivaí e Itararé, seguidas das pré-assembleias em Taquarituba e Fartura (12), Carlópolis e Joaquim Távora (13), Ibaiti e Curiúva (14), Santana do Itararé e Wenceslau Braz (15) e, por fim, Arapoti (20). Os 11 encontros devem reunir cerca de 500 cooperados.

Dúvidas - Segundo o presidente-executivo, nas pré-assembleias os assuntos são mais detalhados ao cooperado e geram mais aprofundamento em todas as questões levantadas. “Todas as dúvidas são sanadas nessas reuniões”, conclui.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal Cooperativa Agroindustrial conta atualmente com quase 3.000 associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e de São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. (Imprensa Capal)

 

SICREDI CAMPOS GERAIS: Mais de 1.700 pessoas participam da primeira semana de assembleias

Imagine poder escolher o destino de parte dos resultados de sua instituição financeira e quais serão suas prioridades de investimento daqui para frente? Isso já é realidade, ao menos para os cerca de 4 milhões de associados que integram o Sistema Sicredi em quase todo o país. De janeiro a março, são realizadas as assembleias de núcleo anuais, que reúnem dirigentes, colaboradores e associados de cada uma das 114 cooperativas de crédito existentes no país para aprovar contas e decidir o planejamento da cooperativa.

Principal diferença - A principal diferença entre um banco e uma cooperativa está no fato de o banco ser controlado por acionistas, que buscam lucro, enquanto a cooperativa seguirá o caminho determinado pela maioria dos associados. Dessa forma, todos os associados têm participação econômica, com uma parte em quotas do negócio, de acordo com o volume de recursos investido e sua movimentação.

Momento importante - “A assembleia é um dos momentos de maior importância para a cooperativa e para os associados. É o momento que exercemos a transparência na gestão, possibilitando aos associados questionar e obter informações sobre a estratégia da cooperativa, exercendo o seu papel de verdadeiro dono do negócio”, explica o presidente da Sicredi Campos Gerais, Popke Ferdinand Van Der Vinne (Fredy).

Calendário da Sicredi Campos Gerais - Na Sicredi Campos Gerais, as assembleias iniciaram na segunda-feira passada (04/02), na cidade de Ventania. Foram realizados ainda eventos das agências Witmarsum (Palmeira), Curitiba (agências Kennedy e Portão), Cajati e Registro. As cinco assembleias reuniram mais de 1.700 pessoas, entre associados e convidados. O maior público até o momento foi na cidade de Ventania, com 421 participantes.

Assuntos - De acordo com o presidente Fredy, entre os assuntos apresentados está o balanço de 2018 da cooperativa, que encerrou o ano comemorando um resultado recorde de R$ 49 milhões, dos quais R$ 12,3 milhões serão direcionados aos associados (somando juros ao capital e distribuição das sobras). O volume de ativos se aproximou da casa dos R$ 2 bilhões. Os recursos administrados chegaram a R$ 1,8 bilhão, com um patrimônio líquido de R$ 244 milhões.

Promoção de aniversário - Também está sendo apresentada a promoção de aniversário de 30 anos da Sicredi Campos Gerais. De fevereiro a agosto, os associados que adquirirem produtos e serviços em uma das agências da cooperativa recebem cupons para concorrer a R$ 270 mil em dinheiro (um prêmio de R$ 10 mil por agência), dois Renault Kwid e um Jeep Compass.  

Agenda - Confira a agenda de assembleias desta semana:

11/02 – 19h30: Agência Castrolanda

12/02 – 19h30: Agência Ivaí

13/02 – 19h30: Agência Piraí do Sul

14/02 – 19h30: Agência Castro Rio Branco

15/02 – 19h30: Agência Ipiranga

(Imprensa Sicredi Campos Gerais)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Município de Perobal ganha nova agência

A história do Sicredi em Perobal – município localizado na região noroeste do Estado do Paraná - teve seu início em abril de 2002. Hoje, quase 17 anos depois, a cooperativa se alegra em poder disponibilizar aos associados de Perobal uma nova, moderna e confortável agência.

Cerimônia - A cerimônia de reinauguração aconteceu na noite de quinta-feira (07/02), juntamente com a Assembleia de Núcleos que contou com a presença de cerca de 600 pessoas, entre associados, convidados, dirigentes da Cooperativa e autoridades locais. Almir de Almeida, Prefeito Municipal de Perobal prestigiou a solenidade e agradeceu a confiança e investimento da Cooperativa no município e reforçou os votos de sucesso e parceria para com a instituição. “É motivo de muita alegria para nós, sermos presenteados com uma estrutura tão completa, moderna e funcional que, certamente, possibilitará um atendimento ainda mais diferenciado aos associados desta cooperativa”, complementou o Prefeito.

Ambiente - Uma ambientação moderna e de acordo com a nova identidade visual do Sicredi compõe a arquitetura da agência. Foram 330 dias de trabalho para finalizar a obra que conta com mais de 400m² de área construída, totalmente voltados para que o relacionamento com os associados aconteça de forma mais personalizada, simples e próxima. “Acredito que esta agência é uma retribuição do Sicredi para a comunidade de Perobal que, há 17 anos nos acolheu e construiu conosco esta trajetória de conquistas e de muito trabalho”, agradeceu Jaime Basso, Presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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SICOOB UNICOOB: Instituto está de cara nova

O Instituto Sicoob está de cara nova. A instituição, mantida pelo Sicoob, passa a utilizar nova logo em 2019. A alteração faz parte do alinhamento entre as marcas da mantenedora e da organização de investimento social privado.

Engajamento - O engajamento das cooperativas Centrais e Singulares para implementação dos programas e projetos do Instituto Sicoob é um dos desafios para 2019, o que também influenciou na decisão pela alteração da identidade. “O Instituto Sicoob está vivendo um novo momento. Dessa forma, entendemos que a organização precisa, tanto de maneira interna, quanto externa, estar alinhada com o Sicoob em seu propósito e sua marca, de forma que todos os públicos envolvidos possam identificar, facilmente, que nós fazemos parte do mesmo sistema”, explica Emanuelle Marques de Moraes, gerente do Instituto.

Impactos reais - Além de buscar o alinhamento e fortalecimento da marca Sicoob, a alteração também tem o objetivo de trazer impactos reais na sociedade. “Buscamos uma linguagem única, padronização, força e profissionalização de uma atuação social com impacto real e positivo. Queremos que o Sicoob seja visto como de fato é: uma instituição financeira comprometida com a comunidade e com o desenvolvimento dela”, completa Emanuelle. (Imprensa Instituto Sicoob)

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LÁCTEOS: Mapa estuda medidas para minimizar impactos do fim do antidumping no leite em pó

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informou na sexta-feira (08/02) que estão em estudo no governo medidas para resolver o problema provocado pela suspensão da taxa de antidumping para a importação de leite em pó, integral ou desnatado oriundo da União Europeia e da Nova Zelândia. Uma das medidas em estudo, de acordo com a ministra, é o aumento temporário do imposto de importação do leite em pó da alíquota atual, de 28%, para cerca de 42%, com o objetivo de compensar a queda da barreira antidumping. Outra proposta em discussão é a redução dos impostos cobrados na importação de equipamentos usados pela indústria leiteira.

Reunião - Foi realizada longa reunião na noite de quinta-feira (07/02), com a equipe econômica do governo para estudar as medidas que possam minimizar impactos negativos para a produção nacional.

Alternativa - “Não dá para repor a taxa antidumping, pelo menos por enquanto, a não ser que a gente prove que está ocorrendo dumping na Europa e na Nova Zelândia. Então, o que podemos fazer, e estamos estudando, é aumentar a taxa de 28 para alguma coisa perto de 42, dificultando a importação. Não seria viável trazer esse leite para cá”, afirmou Tereza Cristina, em entrevista concedida na manhã de sexta, em Cascavel (PR).

Renovação- A taxa antidumping, de 14%, era renovada sucessivamente desde 2001. Com o imposto de importação, hoje de 28%, a soma chegava aos 42% citados pela ministra. O MAPA reconhece o problema e trabalha considerando a sensibilidade do setor leiteiro, de grande importância social e econômica para o Brasil. Trata-se de um dos setores mais inclusivos do agronegócio em que pequenas propriedades rurais, com área de até 50 hectares, são responsáveis por 51% do leite líquido comercializado no campo. Ao todo, cerca de 1,2 milhão de estabelecimentos rurais são dedicados à produção de leite no país. O antidumping foi, sem dúvida, eficaz e decisivo para a rentabilidade do setor e permitiu a manutenção dos produtores rurais na atividade. Antes da implementação da medida, os preços pagos aos produtores de leite estavam em queda. Com a medida, houve melhora dos valores recebidos pelos bovinocultores de leite.

Mercosul - “Nosso maior problema ainda está no Mercosul”, disse a ministra. “Nós também estamos discutindo o problema da importação do leite que vem via Uruguai e Argentina. Já sentamos com a Argentina, estivemos com o governo argentino, os ministros, e estamos construindo uma política juntos, para talvez abrirmos um mercado. Nós também podemos aproveitar para pedir ao governo (brasileiro) que diminua as taxas de importação de equipamentos para a produção de leite, como robôs, esteiras e outras coisas. Hoje, o setor paga 100% de impostos sobre esses equipamentos. O setor pode ganhar bastante com isso”.

Temporária - O Mapa reconhece, contudo, que este tipo de medida antidumping é temporária, e que é preciso trabalhar em ações para reestruturar a cadeia produtiva do país, para tornar o setor mais competitivo. Nesta manhã, também foi realizada uma reunião no Ministério da Agricultura para discutir medidas que permitam reestruturar o setor como um todo, e dar a ele melhores condições de competição no mercado internacional. A estrutura de armazenamento e escoamento da produção está sendo revista.

Tarefa de casa - “Vamos ter de fazer a tarefa de casa. Não vou dizer que a culpa é da cadeia produtiva, pois nosso custo de produção é muito alto”, explicou Tereza Cristina.

Discussão - A ministra lembrou que o fim da taxa antidumping começou a ser discutido pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) ainda no governo passado. O Ministério da Agricultura ainda tentou reverter a decisão, mas não foi possível. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro, o Mapa entende os motivos que levaram à decisão, publicada no Diário Oficial da última quarta-feira (06/02), mas considera que este não era o melhor momento para adotar a medida, porque o setor de leite, que é protegido no mundo todo, já vinha enfrentando problemas desde o meio do ano passado, devido ao fim do acordo entre privados com a Argentina relativo à importação de leite em pó. (Mapa)

PESQUISA: Lançadas duas tecnologias da Embrapa

show rural pesquisa 11 02 2019A ministra da Agricultura Tereza Cristina, o presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias participaram da solenidade de lançamento de tecnologias da Embrapa, na sexta-feira (08/02), no Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). Foram lançados o Fast-K, método de avaliação nutricional para soja e a cultivar de feijão BRS FP403.

Resultados mais recentes - Durante a solenidade, o presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, destacou que a Empresa trouxe para o Show Rural os resultados mais recentes da pesquisa para fortalecer a agricultura brasileira. “Estamos fazendo um esforço ainda maior de aproximação com os produtores brasileiros”, enfatizou. “Sob orientação da ministra da Agricultura, a Embrapa está buscando atender ainda mais as necessidades do mercado, de forma ágil, porque em time que está ganhando a gente mexe sim, para continuar ganhando”.

Player importante - Barbosa ressaltou que o Brasil é um player muito importante na agricultura mundial e está “assustando” os competidores. “Temos produtividades muito altas no Brasil e a Embrapa, junto com seus parceiros, teve, tem e sempre terá participação neste esforço de continuarmos desenvolvendo novas tecnologias que atendam às necessidades do agricultor”, reforçou.

Melhor e mais ágil - Para a ministra da Agricultura, a Embrapa é muito elogiada e querida por todos os brasileiros. “A minha intenção, como ministra da Agricultura, é ajudar a Embrapa a ser melhor, a ser mais ágil. Queremos dar oportunidade para que a Embrapa continue fazendo um trabalho maravilhoso e de vanguarda”, disse.

Mundo - Tereza Cristina entende que o mundo tem os olhos voltados para o agronegócio brasileiro, tanto que o País sofre ataques comerciais, algumas vezes, ditos sanitários ou alfandegários. “O agronegócio brasileiro incomoda sim, por isso, vamos ter cada vez mais restrições relacionadas ao meio ambiente, ao uso de agrotóxicos, entre outros. Neste contexto, o Brasil precisa da Embrapa, de uma Embrapa moderna, que esteja pensando à frente, como sempre esteve”, concluiu.

História de sucesso - Em seu discurso, o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, lembrou que há 31 anos, a Embrapa participa do Show Rural, um dos maiores eventos técnicos da agropecuária na América Latina. “No Show Rural é possível apresentar nossas soluções tecnológicas para técnicos e produtores, interagir com parceiros e prospectar demandas e oportunidades de trabalho”, destacou Farias. O chefe-geral considera tão importante o evento que, todos os anos a Embrapa faz lançamentos no Show Rural para que os visitantes conheçam em primeira mão as novidades da pesquisa. Em 2019, foram lançados o Fast-K, método de avaliação nutricional para soja, e a cultivar de feijão BRS FP403.

Potássio - O potássio (K) é o segundo nutriente mais exigido pela cultura da soja. Em média, a planta exporta 20 kg/ha de K2O para cada tonelada de grãos produzidos. Quando os produtores não reaplicam as quantidades de potássio compatíveis com as exportadas pode haver redução da disponibilidade de K no solo. Para auxiliar a tomada de decisão a campo, a Embrapa desenvolveu o Fast-K um método rápido para a avaliação do teor de K nas folhas de soja, de fácil utilização e interpretação.

Proposta - A proposta do Fast-K é melhorar o manejo nutricional da soja, a partir da adoção da metodologia que utiliza um medidor portátil para ler e interpretar os resultados, dispensando a diagnose tradicionalmente feita por técnicas laboratoriais. “Ao realizar o teste foliar no campo, a assistência técnica ganha tempo para tomar as decisões mais acertadas em relação à correção da deficiência de potássio ainda na safra em curso, uma vez que o potássio tem influência direta na produtividade”, destaca pesquisador Adilson de Oliveira Jr., da Embrapa Soja.

Feijão BRS FP403 - É uma cultivar com alto rendimento, potencial de 4,7 mil quilos por hectare. Apresenta ciclo normal de crescimento (85-95 dias) e é recomendada para cultivo em 19 estados brasileiros. A BRS FP403 tem uma boa arquitetura de raizes com sistema radicular bastante vigoroso e tolerante a murcha de fusarium e Podridão-radicular-seca. Os seus grãos são graúdos com alta qualidade industrial. Possui plantas com porte semi prostrado e inserção de vagens altas em relação ao solo proporcionando adaptação à colheita mecânica direta.

Boa arquitetura - A BRS FP403 tem uma boa arquitetura de raízes com sistema radicular bastante vigoroso e tolerante a murcha de fusarium e Podridão-radicular-seca. Os seus grãos são graúdos com alta qualidade industrial. Possui plantas com porte semi prostrado e inserção de vagens altas em relação ao solo proporcionando adaptação à colheita mecânica direta. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

MEIO AMBIENTE: IAP e Crea atuarão juntos na fiscalização ambiental

meio ambiente 11 02 2019Entra em vigor, no sábado (16/02), o acordo de cooperação técnica entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea). Para fortalecer a fiscalização, os órgãos trocarão informações nas áreas de fiscalização, cooperação administrativa, desenvolvimento gerencial e dados.

Acesso compartilhado - Com isso, IAP e Crea terão acesso compartilhado a documentos importantes de todas as regiões paranaenses, como as declarações de licenciamentos ambientais. O acordo foi firmado em 11 de dezembro de 2018 e publicado no Diário Oficial da União no dia 19 do mesmo mês.

Avanço - “Essa parceria proporcionará um avanço nos procedimentos de fiscalização, principalmente nos empreendimentos dispensados de licenciamento”, diz o diretor de Proteção e Emergências Ambientais do IAP, Ivo Good.

Atuação ampliada - Para a gerente do Departamento de Fiscalização (Defis) do Crea-PR, Mariana Alice Maranhão, a parceria amplia a atuação dos órgãos, direcionando a fiscalização conforme os princípios da assertividade e universalidade, uma vez que, baseando-se em informações previamente disponíveis, a eficácia da fiscalização aumenta.

Funcionários e profissionais - Ela ainda diz que a união dos órgãos também gera benefícios aos funcionários e profissionais, já que ambos terão os conhecimentos ampliados por meio de palestras e capacitações.

Na prática - O Crea-PR fiscaliza a atividade profissional, não a falta dela. Assim, quando identificado pelo Crea que uma empresa não cumpriu alguma normativa do IAP, o canal direto de troca de informações agilizará o encaminhamento para que o órgão exerça seu poder de autuação.

Consulta - Da mesma forma, durante a análise de um processo onde há a participação profissional e existam dúvidas sobre sua atribuição, o IAP poderá consultar o Crea de maneira direta, agilizando o trabalho e não permitindo que um processo siga com irregularidades.

Acesso - “O IAP fornecerá acesso aos dados desses licenciamentos e os fiscais do Crea em campo farão a conferência dos dados declarados, e em caso de divergência quem adotará as providencias administrativas referentes a autuação será o IAP”, afirma Ivo.

Relatórios - Pelo banco de dados, o Crea poderá verificar se os relatórios ambientais estão sendo apresentados por profissionais habilitados, e o IAP a regularidade dos serviços, se há emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) - instrumento legal necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais - e os dados do responsável técnico ambiental.

Parceria - Segundo o gerente da Regional Maringá do Crea, Hélio Xavier da Silva Filho, parcerias como essa são importantes para que o poder fiscalizador dos órgãos não fique limitado a sua área de competência. “Muitas vezes são identificadas infrações que fogem da atribuição legal do órgão e, a partir de agora, o IAP e o Crea poderão atuar juntos em defesa da sociedade”, afirmou. (Agência de Notícias do Paraná)

 

GRÃOS: Falta de chuvas em MS e PR acende alerta para safrinha de milho

graos 11 02 2019A perspectiva de chuvas escassas no Centro-Sul do Brasil acendeu o sinal amarelo para a safra de inverno de milho — a safrinha — do ciclo 2018/19, que começa a ser colhida em junho. Apesar de ainda haver muito tempo pela frente, modelos climáticos indicam que haverá pouca umidade no solo entre o fim de fevereiro e o início de março no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Sinal de alerta - “Não teremos quebra [de safra] como no ano passado, mas o sinal de alerta já está ligado”, avaliou Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da consultoria Rural Clima. Na safra passada (2017/18), a colheita de milho de inverno diminuiu 20%, somando 54 milhões de toneladas.

Estimativas iniciais - Para o ciclo atual, as estimativas iniciais chegaram a apontar para colheita de 68,6 milhões de toneladas, segundo previsões da consultoria Agroconsult. Esse volume representaria um aumento de 27% ante a temporada 2017/18, quando houve quebras no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Preocupações - No entanto, os mesmos Estados devem trazer preocupações para os produtores na safra corrente. “Os modelos apontam para chuvas abaixo do normal novamente”, disse Paulo Sentelhas, pesquisador da área de agrometeorologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná é o segundo maior Estado produtor do país e Mato Grosso do Sul, o terceiro.

Umidade - Para Sentelhas, a perspectiva é de umidade entre 10% e 30% no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul no fim de fevereiro.

São Paulo - Em São Paulo, que produz apenas 4% da safrinha do país, a perspectiva é de umidade entre 20% e 30%. “Até 30% de umidade ainda é muito baixo para a cultura se desenvolver bem”, disse. O pesquisador, contudo, ponderou que estimativas não são tão confiáveis com uma distância de mais de cinco dias e que o cenário pode mudar até o fim do mês.

Certeza - “Mas uma coisa já é certa. Não chegaremos perto daquela safra inicialmente prevista em 68 milhões de toneladas”, acrescentou Santos, da consultoria Rural Clima.

Cultivo adiantado - Se o cultivo de milho safrinha não estivesse adiantado ante 2017/18, o estrago seria maior. Após o plantio de soja mais acelerado da história, o avanço da semeadura de milho é evidente. Segundo dados da consultoria Safras & Mercado, o plantio da safrinha no Centro-Sul, maior região produtora, já chega a 28,8% da área de 11,9 milhões de hectares a ser semeada, bem à frente dos 10% de área cultivada em igual período de 2018.

Velocidade - A velocidade dos trabalhos fará com que quase 100% da safrinha seja plantada na janela climática ideal, o que diminui os riscos de estiagem. “Isso é um benefício, mas também tem seus riscos. Tem áreas em que a semeadura avançou bem e tiveram um início bem ruim por falta de chuvas”, disse Sentelhas.

Acelerado - No Paraná, o plantio da safrinha também está acelerado. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado, o plantio de milho de inverno já ocupou 38% da área de 2,2 milhões de hectares a ser plantada. No mesmo período do ano passado, apenas 2% da área havia sido semeada.

Perspectivas positivas - Em Mato Grosso, principal produtor de milho do país, as perspectivas são positivas e apontam para uma safra maior que em 2017/18. As últimas projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam para 28,8 milhões de toneladas de milho, um aumento de 4,4% ante 2017/18.

Cedo - “Ainda é cedo para falarmos em quebra. No momento, podemos afirmar que a produção ainda será grande”, disse Ana Luiza Lodi, analista da consultoria INTL FCStone.

Realidade - Enquanto a ameaça de perdas paira sobre a safrinha, a queda de produção de soja já é realidade. Perdas acentuadas são percebidas em Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Para analistas, dificilmente a safra ultrapassará as 116 milhões de toneladas, aquém das 122 milhões de toneladas inicialmente estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA I: Portos do Paraná pedem descentralização de arrendamentos

infraestrutura I 11 02 2019O Paraná foi o primeiro estado do Brasil a solicitar a descentralização das atividades relacionadas à exploração dos portos organizados. A intenção é que os arrendamentos das instalações portuárias, que hoje são definidos pela Secretaria Nacional de Portos, sejam controlados via Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A mudança, se aceita, dará mais eficiência e celeridade aos processos envolvendo os terminais paranaenses.

Contrato de cessão - O arrendamento é um contrato de cessão de uma área para exploração dentro da atividade portuária. A solicitação para alteração no modelo atual foi feita na quinta-feira (07/02), em Brasília. “A administração local está mais próxima das empresas, conhece todas as particularidades da região e conta com estrutura organizacional, física e funcional para gerir com segurança e competência a exploração das instalações portuárias”, explica o diretor-presidente da Appa, Luiz Fernando Garcia da Silva.

Condições necessárias - Segundo ele, a administração paranaense tem todas as condições necessárias para assumir a atribuição – desde a elaboração dos editais e a realização dos procedimentos licitatórios para os arrendamentos, até a gestão dos contratos e a fiscalização da execução dos mesmos.

Licença de Operações - “Temos a Licença de Operação válida. Tivemos o nosso Plano Mestre atualizado recentemente, assim como o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento e o Recinto Alfandegado, que estão em vigência”, disse Garcia. “Além disso, a auditoria para a regularização do ISPS-Code está em fase de licitação. Já aderimos ao Plano de Contas regulatório da Antaq e estamos adimplentes com todas as obrigações estabelecidas no convênio de delegação”, detalha.

Núcleo específico - O Porto de Paranaguá também já possui um núcleo específico para cuidar dos arrendamentos, com sistema informatizado de gestão dos contratos e relatórios circunstanciados.

Receita - De acordo com o diretor-presidente da Appa, outra vantagem da mudança é que os processos licitatórios geram um custo de oportunidade para quem o administra – o BID (traduzido do inglês como lance ou oferta). Com a descentralização, esses recursos, que antes ficavam no Tesouro Geral da União, vão para o caixa da Appa.

Melhorias - Garcia acrescenta que a intenção do Governo do Estado é usar parte destes recursos em melhorias para a população. A Appa já apresentou ao Governo Federal uma proposta de criação de um fundo de compensação que repasse uma parcela da receita arrecada para o desenvolvimento do Litoral do Estado.

Fundo - “A orientação do governador Ratinho Júnior é criar um fundo nos moldes do que existe hoje na Região Oeste, com a Itaipu. A ideia é destinar 0,5% da receita anual dos Portos do Paraná para o desenvolvimento dos municípios do Litoral, mas, para isso, precisamos que a Secretaria Nacional de Portos modifique o convênio de delegação existente”, destaca Garcia.

Estudos - De acordo com ele, após essa manifestação inicial junto à Secretaria Nacional de Portos, uma equipe técnica da Appa vai finalizar os estudos para propor oficialmente a alteração. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: Consumo de energia elétrica deve crescer 7% em fevereiro

infraestrutura II 11 02 2019O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê crescimento de 7% na demanda por energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN), neste mês, em comparação com fevereiro do ano passado. A expansão será de 5,3 pontos percentuais em relação ao crescimento de 1,7% relativo a fevereiro do ano passado.

Carnaval - A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. Para ele, no entanto, não há motivo para preocupação, porque o carnaval deste ano cai em março – no ano passado, foi em fevereiro. “As pessoas logo pensam: 'poxa, vai crescer tanto assim a carga? Então, aí acende o sinal amarelo. Acontece que, em fevereiro do ano passado, nós tivemos o carnaval, que este ano será em março.”

Consumo menor - Barata explicou que, no período de carnaval, o consumo cai bastante com a redução no ritmo de algumas atividades, principalmente na indústria. “Então, o consumo de energia em fevereiro deste ano vai ser muito maior do que no ano passado, uma vez que a semana do carnaval é de baixo consumo, por ser de baixa produção no país.”

Temperatura - Lembrando as altas temperaturas verificadas em janeiro, que já levaram à quebra de cinco recordes de demanda de carga de energia ao SIN nas últimas três semanas, Eduardo Barata disse acreditar que a situação não deverá se repetir agora em fevereiro. “Nossa expectativa é de que, obviamente, vai haver crescimento de consumo, mas nada exagerado em relação às demandas que tivemos em janeiro, até porque é possível que as temperaturas não fiquem tão alta em fevereiro quanto estiveram no mês passado.”

Recordes - Nas últimas três semanas, o país já bateu cinco recordes de demanda de energia ao Sistema Interligado Nacional. O último foi batido no dia 30 de janeiro, quando a demanda máxima do SIN chegou a 90.525 MW às 15h50. O recorde anterior, de 89.114 MW, foi batido no dia 23 de janeiro.

Subsistema Sul - O Subsistema Sul também registrou recorde de carga por dois dias consecutivos. No dia 29 de janeiro, foi registrado pico de 18.554 MW, às 14h28. No dia seguinte, um novo recorde: 18.883 MW, às 14h08. Anteriormente, o recorde era de 17.971 MW, no dia 6 de fevereiro de 2014. Os recordes se devem às altas temperaturas registradas no país. (Agência Brasil)

 

FOCUS: Instituições financeiras reduzem pela 4ª vez estimativa de inflação

focus 11 02 2019Instituições financeiras reduziram pela quarta vez seguida a previsão para a inflação neste ano. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou, desta vez, de 3,94% para 3,87%. A projeção é do boletim Focus, uma publicação semanal do BC, com estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

2020 - Para 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração na estimativa: 3,75%.

Meta de inflação - A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Selic - Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022.

Taxa média - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Indicativo - A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Tendência - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Crescimento econômico - A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,50%, em 2019 e nos próximos três anos.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020. (Agência Brasil)

 

PREVIDÊNCIA: Marinho diz que proposta deve ser anunciada entre os dias 19 e 21

previdencia I 11 02 2019O secretário especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, Rogério Marinho, apresentou na sexta-feira (08/02), ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, a proposta da equipe econômica sobre as aposentadorias especiais dos policiais. Segundo ele, os dois ministérios e a Casa Civil trabalham juntos por uma estratégia para que o pacote anticrime e a reforma da Previdência possam tramitar ao mesmo tempo no Congresso.

Finalização - "Estamos conversando com vários ministros sobre a finalização do texto da reforma e apresentei a Moro a proposta para as aposentadorias dos policiais, que são de responsabilidade do Ministério da Justiça", afirmou Marinho. "Moro já conhece o teor da medida, mas a proposta só deve ser anunciada entre os dias 19 e 21 deste mês", acrescentou ao ser perguntado sobre detalhes do texto.

Primeiras medidas - Segundo Marinho, a conversa com Moro também serviu para apresentar as primeiras medidas já tomadas em relação à medida provisória de combate à fraude em benefícios previdenciários e assistenciais. Perguntado pelos jornalistas se o trâmite da reforma da Previdência no Congresso não pode ser atrapalhado pelas discussões do pacote anticrime apresentado por Moro, Marinho avaliou que a Casa Civil deverá estabelecer a estratégia mais adequada para que ambas as matérias sejam votadas.

Militares - O secretário disse ainda que as negociações com os militares para o envio de um projeto de lei sobre suas aposentadorias, em paralelo à reforma da previdência, têm avançado muito. "O presidente Jair Bolsonaro já tomou a decisão, desde o início do seu governo, de que os militares também estarão no processo de reforma", acrescentou.

Questionamento - Questionado se o governo já colocou no papel ao menos parte das medidas em estudo para o aprofundamento da reforma trabalhista, como a criação de uma carteira verde e amarela, com menos direitos, o secretário não respondeu. "O ministro Paulo Guedes falou disso na ontem (quinta-feira)", limitou-se a dizer.

Legislação trabalhista - Na quinta-feira (07/02), Guedes voltou a atacar a atual legislação trabalhista, classificando-a como fascista, e negou que o governo pretenda mexer em direitos constitucionais como férias e 13.º salário. Ele confirmou, no entanto, estudos para a criação de um novo regime que, segundo ele, terá menos direitos, mas mais empregabilidade. (Agência Estado)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Indústria e agronegócio têm agenda antiprotecionismo para levar à OMC

comercio externo destaque 11 02 2019O setor privado pediu ao governo para apresentar cinco propostas visando derrubar barreiras às exportações brasileiras, na revisão do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (acordo SPS) na Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa negociação sensível e importante para o setor agrícola deve durar todo o ano de 2019.

Proteção - As medidas sanitárias e fitossanitárias são normas adotadas pelos países para proteger a saúde humana, animal e a sanidade vegetal. No entanto, elas podem criar obstáculos indevidos ao comércio internacional.

Agronegócio - As exportações do agronegócio brasileiro movimentaram US$ 101,7 bilhões em 2018, que corresponderam a 42% das exportações brasileiras no período. Mas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que barreiras impostas por outros países chegaram a reduzir 14% das vendas nacionais ao exterior, numa perda de US$ 14 bilhões.

Barreiras disfarçadas - "Barreiras disfarçadas, sem embasamento científico, estão aumentando e atingem nossas exportações", diz a gerente de Política Comercial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Constanza Negri Biasutti. Essas barreiras crescem sobretudo na Europa, na Ásia e, alguns casos específicos, nos EUA.

Propostas - O Itamaraty deverá levar em conta as propostas da CNA e da CNI, até porque se enquadram na decisão do governo de ser agressivo e assumir papel de liderança na revisão do Acordo SPS, pelo peso do país, globalmente, no agronegócio. Os EUA, com o qual o Brasil está alinhado, têm interesse em mais clareza nesse acordo também.

Reconhecimento mútuo - Uma das propostas do setor privado visa estimular os países a aceitar o reconhecimento mútuo de medidas sanitárias e fitossanitárias. Quando os países recusarem a equivalência, precisarão explicar suas decisões. A falta desse acordo impede os produtores, por exemplo, de usar certificados sanitários de seus países e os obriga a emitir novos certificados nos país importador. Conforme a CNI e a CNA, há países que querem preservar sua própria burocracia e se recusam a reconhecer os padrões sanitários do parceiro comercial.

UE - Exemplificam que uma clara barreira sanitária e fitossanitária é imposta pela União Europeia (UE) ao não reconhecer o sistema de controle sanitário brasileiro e, por isso, deixar de comprar carne suína do Brasil. Isso ocorre apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificar que o Brasil cumpre com os padrões internacionais em termos de bem-estar animal e segurança alimentar.

Regionalização - Outra proposta é para os 164 membros da OMC estabelecerem a regionalização, ou seja, cronograma para o reconhecimento de áreas livres de pragas e de doenças. Se um país não conceder o reconhecimento e impedir a importação, deve apresentar os critérios a serem cumpridos para o país exportador obter o atestado.

Redução - Essa medida reduziria casos como o embargo do Japão à carne bovina brasileira, que vem desde 2012, por causa de um caso atípico da doença da vaca louca. O Japão nunca suspendeu o embargo, embora o Brasil seja apto e exporte para outros mercados.

Barreira provisória - A CNI e CNA defendem também que, quando um país adota barreira provisória e, portanto, fecha o mercado, precisa mostrar evidência científica à medida. Para evitar as barreiras disfarçadas, outra proposta é para o país importador levar em conta os pareceres técnico-científicos da OIE, da Convenção Internacional de Proteção de Plantas (IPPC) e do Codex Alimentarius. Elas ajudam a atestar se uma área está livre ou não de pragas e doenças. As decisões passam a ser mais técnicas e menos política.

Prazos - O Brasil deve levar adiante também uma proposta para que os prazos para controle, inspeção e aprovação de produtos importados sejam os mesmos que os dos bens nacionais. O setor privado reclama ser comum os países usarem atrasos em procedimentos como barreiras para a entrada de mercadorias estrangeiras.

Ampliação - "Se aceitas, essas propostas vão permitir ampliar o acesso dos produtos brasileiros no exterior e ampliar a inserção internacional e a competitividade das empresas brasileiras", diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Regulação - Para a coordenadora de Relações Internacionais da CNA, Camila Sande, "se não tivermos a OMC para regular, as perdas podem ser muito maiores do que os 14% que perdemos anualmente. Para nós, a OMC precisa ser mais rigorosa na regulação". (Valor Econômico)

comercio externo tabela 11 02 2019

COMÉRCIO EXTERIOR II: Sete commodities concentram 50% das exportações

comercio exterior II destaque 11 02 2019Sete commodities responderam por metade do valor das exportações brasileiras em 2018, o percentual mais alto desde os 51,4% registrado em 2011. No ano passado, as vendas do complexo soja, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, complexo carnes, celulose, açúcar e café renderam US$ 120,3 bilhões ao país, o equivalente a 50,2% do total exportado.

Forte aumento - Houve em 2018 um forte aumento das exportações de soja, petróleo e celulose, produtos que ganharam espaço na pauta com alta simultânea de preços e volumes negociados com o exterior, num ano de crescimento ainda razoavelmente expressivo da economia global. Ao mesmo tempo, as vendas de produtos manufaturados mostraram pouco dinamismo, um reflexo do impacto da crise da Argentina - grande compradora desses bens - e da crônica falta de competitividade da indústria.

Recuperação de preços - Parte importante do aumento da concentração da pauta nessas commodities se deve à recuperação dos preços de alguns produtos, diz o economista Fernando Ribeiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A participação dessas sete commodities caiu para a casa de 45% do total exportado em 2015 e 2016, período em que a média das cotações de venda dos produtos básicos ao exterior recuou quase 35%, segundo números da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). Em 2017 e 2018, os preços de exportação dos básicos reagiram, subindo 21%.

Participação - Isso levou a participação das sete commodities no total exportado para a casa de 50%, um nível bastante elevado, mas ainda um pouco abaixo do recorde atingido em 2011. "Foi quando muitas commodities atingiram o seu pico histórico", lembra Ribeiro, especialista em comércio exterior.

Complexo soja - Em 2018, um dos grandes destaques foi o aumento das vendas do complexo soja (grão, farelo e óleo). Em valor, elas subiram 29%, para US$ 40,9 bilhões. As exportações de soja em grão subiram 22,7% em volume e 5,3% em preços. A fatia do complexo soja no total exportado passou de 14,57% em 2017 para um pouco mais de 17% em 2018.

Óleos brutos - A alta das vendas de óleos brutos de petróleo foi ainda mais significativa. Atingiu 51%, para US$ 25,1 bilhões. Com isso, a participação do produto na pauta pulou de 7,64% em 2017 para 10,48% em 2018. O volume exportado cresceu 12,4% e os preços, 34,4%.

Celulose - As vendas de celulose também ganharam espaço nas exportações, de 2,91% em 2017 para 3,48% em 2018. O bom desempenho se deveu à alta de 19% dos preços e de 10,4% das quantidades exportadas. Já o minério de ferro fechou 2018 no terceiro posto, respondendo por 8,43% das exportações, um pouco menos que os 8,82% do ano anterior.

Açúcar e café - O açúcar e o café, por sua vez, perderam espaço na pauta em 2018, num ano marcado pela queda dos preços de exportação desses produtos, devido à grande oferta no mercado internacional. O complexo carnes também viu a sua participação recuar. Houve redução das exportações de frango, por causa das restrições da União Europeia (UE) e da Arábia Saudita, e de carne suína, nesse caso em virtude do embargo da Rússia.

Mais espaço - A fatia de produtos primários na pauta passa a ganhar mais espaço especialmente a partir de meados da década passada, como destaca Welber Barral, sócio da Barral M Jorge Consultores. Houve então um salto dos preços de commodities, na esteira do fortíssimo crescimento da China. A participação das sete commodities no total vendido ao exterior pulou de 25,2% em 2000 para 38,7% em 2008, atingindo 51,4% em 2011. Desde então, nunca ficou abaixo de 45%.

Manufaturados - Ao mesmo tempo em que as vendas de produtos primários mostram grande dinamismo desde os anos 2000, as exportações de produtos manufaturados vão mal, refletindo a falta de competitividade da indústria brasileira, segundo Barral e Ribeiro. "A concentração em produtos primários reflete o fato de que quase toda a indústria brasileira nunca conseguiu ser competitiva internacionalmente", reforça Luciano Nakabashi, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP).

Desempenho - O economista do Ipea chama a atenção para o mau desempenho das exportações de produtos industrializados num prazo mais longo, mostrando as dificuldades de o país concorrer nesse segmento. No ano passado, o volume exportado de bens manufaturados ainda era quase 10% menor do que em 2008, enquanto o de produtos básicos aumentou 76,4% no período. Os números são da Funcex.

Perspectiva- Para ele, a perspectiva é de aprofundamento do processo de avanço da fatia de commodities nas exportações do país. Barral também vê como provável a continuidade desse processo, uma vez que os setores que exportam produtos primários mantêm o dinamismo, enquanto a indústria sofre com a crônica falta de competitividade.

Custos - Esse problema estrutural se deve aos custos elevados enfrentados pela indústria no país, diz Barral. Ele cita fatores como os problemas de logística, o custo de capital elevado, a burocracia e a complexidade tributária. "É a longa lista do custo Brasil." Além disso, no curto prazo a fraqueza da economia da Argentina atrapalha as vendas de manufaturados do Brasil.

Abordagem pragmática - Para Ribeiro, é o momento de uma abordagem pragmática sobre o assunto. Dadas as vantagens comparativas do Brasil no segmento de commodities e os problemas de competitividade da indústria, que não serão resolvidos de uma hora para uma outra, é importante traçar estratégias que consigam fazer com que o crescimento das exportações de produtos primários "transborde" para outros setores da economia, levando a maior expansão na indústria e nos serviços, avalia ele. Na visão de Ribeiro, é preciso integrar mais esses dois segmentos à cadeia produtiva de commodities, uma vez que é pouco factível reverter a predominância dos produtos básicos na pauta exportadora.

Oscilações de preços - Um dos problemas apontados de uma pauta excessivamente concentrada em commodities é o país ficar sujeito às oscilações dos preços desses bens. As cotações desses produtos flutuam muito mais do que os dos produtos manufaturados e semimanufaturados, diz Nakabashi. "A oscilação nos preços das commodities altera o valor exportado de forma mais frequente e em maior magnitude, com efeitos maiores sobre a economia doméstica."

Choques internacionais - Com isso, os choques internacionais têm maior potencial de afetar a economia brasileira, avalia Nakabashi. "Parcela da crise recente pela qual a economia brasileira atravessou é decorrente, em parte, da queda dos preços das commodities que ocorreu a partir da crise iniciada nos EUA em 2007-2008, apesar de os erros internos de política econômica terem sido mais relevantes."

Tendência - Para ele, a tendência é de manutenção da participação das commodities na pauta no curto e no médio prazo. "De qualquer forma, é importante fomentar uma maior agregação de valor nas commodities que exportamos, para que se possa aumentar a produtividade, o emprego e reduzir a dependência da oscilação de preços", diz Nakabashi, para quem é necessário qualificar a mão de obra, reduzir entraves burocráticos e tornar o sistema tributário mais racional, para não penalizar os produtos com maior valor agregado. (Valor Econômico)

comercio exterior II tabela 11 02 2019


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