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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4511 | 07 de Fevereiro de 2019

SISTEMA OCEPAR: Diretoria realiza primeira reunião de 2019

sistema ocepar 07 02 2019Na segunda-feira (11/02), será realizada a primeira reunião ordinária da diretoria da Ocepar do ano de 2019 e a 44ª da gestão 2015/2019. Será a partir das 9h, na sede da entidade, em Curitiba. Entre os assuntos em pauta estarão a composição das equipes dos governos estadual e federal, as ações da Ocepar e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em âmbito dos poderes executivo e legislativo, as normas de interesse do setor cooperativista publicadas recentemente pela Receita Federal, Ministério da Agricultura e Conselho Monetário Nacional, entre outros temas.

Fecoopar e Sescoop/PR - Na sequência, ocorrerá a 18ª reunião ordinária da diretoria da Fecoopar, a partir das 13h. Já às 14h, será a vez dos conselheiros administrativos do Sescoop/PR promoverem a sua 25ª reunião ordinária.

 

SHOW RURAL I: Prêmio Ocepar de Jornalismo é lançado em Cascavel

“O Show Rural é uma verdadeira vitrine tecnológica a céu aberto, local onde os profissionais de jornalismo podem produzir excelentes matérias voltadas ao cooperativismo. Este prêmio é uma grande oportunidade para que todos vocês possam mostrar a pujança do agronegócio e das novas tecnologias que estão surgindo. O profissional de comunicação é um elo importante na cadeia de difusão de novos conhecimentos, esperamos poder contar com o trabalho de todos no concurso deste ano, promovido pela Ocepar e com o apoio do Sicredi e da Unimed Paraná”. Com essas palavras, o presidente da Coopavel e diretor da Ocepar, Dilvo Grolli, participou do lançamento do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo, na manhã desta quinta-feira (07/02), na Estação do Conhecimento da Embrapa, no Parque Tecnológico da Coopavel, durante o Show Rural 2019, em Cascavel (PR), com a presença de 35 profissionais de imprensa e convidados.

Workshop - O lançamento aconteceu em parceria com a Embrapa Soja, de Londrina, e foi promovido em conjunto o 1º Workshop para Jornalistas: Soja no contexto da Sustentabilidade. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Alexandre José Cattelan, ministrou uma palestra no evento para debater como a soja tem impacto direto na socioeconomia e na sustentabilidade de diferentes cadeias produtivas. 

Soja no Brasil Na safra 2017/2018, o grão foi cultivado em 35 milhões de hectares no Brasil, o que resultou na produção 119 milhões de toneladas. A relevância da cultura exige a adoção de soluções tecnológicas sustentáveis que maximizem o processo produtivo da cultura, beneficiando mutuamente a rentabilidade do produtor e a preservação dos recursos naturais. “A Embrapa Soja vem incrementando o desenvolvimento de conhecimentos e tecnologias, em bases sustentáveis, para que os agricultores brasileiros continuem produtivos e competitivos”, destaca Cattelan.

Guia - Durante o evento, também foi lançado o Guia de Referência para Jornalistas - Produção de Soja em Sistemas Sustentáveis, editado pela Embrapa, que traz terminologias de A a Z sobre as principais expressões ou conceitos utilizados na cobertura jornalística referente à cultura da soja e assuntos correlatos. A ideia não é esgotar o tema, mas ser uma referência inicial para consultas feitas por jornalistas. A expectativa é que a publicação contribua para o aprimoramento de abordagens de qualidade em produções jornalísticas com enfoque em processos sustentáveis.

PresençasAlém do diretor da Ocepar, Dilvo Grolli e de Castelan, estiveram presentes o diretor executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cléber Soares, a assessora de imprensa da Embrapa Soja, Lebna Landgraf do Nascimento, o gerente de Comunicação da Sicredi Central PR/SP/RJ, Rogério Leal, e o coordenador de Comunicação Social da Ocepar, Samuel Mlléo Filho, que fez uma apresentação sobre a premiação e como participar.  

O Prêmio -  O Prêmio Ocepar de Jornalismo é um programa institucional desenvolvido pelo Sistema Ocepar (Ocepar - Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, Fecoopar – Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná e Sescoop/PR - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). É uma iniciativa que conta com o patrocínio do Sicredi Central PR/SP/RJ e da Federação Unimed do Paraná e apoio institucional da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor/PR) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná. Desde sua criação, em 2004, visa mobilizar e reconhecer o trabalho desenvolvido por jornalistas dedicados a divulgar ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo paranaense.

Tema - Nessa edição, serão premiados os melhores trabalhos jornalísticos que abordem o tema “No campo ou na cidade, somos o cooperativismo no Paraná”. Podem ser inscritas, até o dia 1º de julho de 2019, matérias publicadas ou veiculadas no período de 1º de janeiro de 2018 a 1º de julho de 2019. Serão aceitos materiais que façam referência a um ou mais ramos do cooperativismo paranaense em que atuam as cooperativas filiadas à Ocepar: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura, consumo e trabalho. O evento de premiação dos vencedores está programado para julho de 2019, em Curitiba.

Categorias e valor -  Ao todo, serão distribuídos R$ 88 mil em prêmios, já descontados os impostos. O Prêmio Ocepar é dividido em seis categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Mídia Cooperativa, Categoria Especial Ramo Crédito, Categoria Especial Unimed. Os três primeiros colocados nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Mídia Cooperativa vão receber, respectivamente R$ 10 mil (1º lugar), R$ 4 mil (2º) e R$ 3 mil (3º). Já os vencedores nas categorias especiais Ramo Crédito e Unimed vão ganhar R$ 10 mil cada. Mais detalhes, acesse www.paranacooperativo.coop.br.

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SHOW RURAL II: Arena Digital da Coopavel recebe o Fórum de TI do Sistema Ocepar

O presidente da Coopavel e diretor da Ocepar, Dilvo Grolli, realizou, na manhã desta quarta-feira (06/02), a abertura do Fórum de Tecnologia da Informação, no auditório do Show Rural Digital, em Cascavel, Oeste do Paraná. Para uma plateia de 100 profissionais de T.I. de diversas cooperativas paranaenses, Grolli disse que o cooperativismo precisa avançar no campo digital. “Isso somente acontecerá se vocês, desta nova geração contribuírem de forma efetiva para que essas mudanças aconteçam. Pessoas de cabeças novas, mentes abertas para o novo. É este o desafio que propomos com este evento que acontece aqui em parceira com o Sistema Ocepar e a Coopavel”.

Oportunidade - Para o coordenador de T.I. do Sistema Ocepar, Plácido da Silva Júnior, “realizar este primeiro evento de T.I. do ano dentro do Show Rural está sendo uma grande oportunidade para que os colegas das cooperativas possam ouvir especialistas sobre as principais tendências no campo digital e também visitar o Show Rural Coopavel, uma das principais feiras do agronegócio do país. Serão dois dias de intenso aprendizado”, lembrou. Plácido destacou que além de todo o conhecimento que cada participante levará para a casa, “será um momento para praticarmos o sexto princípio do cooperativismo: a intercooperação. São momentos como este que surgem grandes ideias inovadoras, aproveitem”, destacou.

Engrandecimento - Rogério Aver, gerente de T.I. da Coopavel disse que o Fórum engrandece ainda mais não só o Show Rural, mas, pela primeira vez em 31 anos, realizar um evento voltado especificamente para a Tecnologia da Informação e do pioneirismo de um Hackathon com várias equipes participando. “Na era digital em que vivemos, as mudanças são muito rápidas e este evento é uma oportunidade para nos reciclarmos, ouvirmos os principais especialistas no setor para que possamos ter ferramentas na gestão do setor em nossas cooperativas”.

Palestras - O evento iniciou com duas palestras. A primeira sobre os desafios da transformação digital no cooperativismo, a cargo do presidente da HP no Brasil, Ricardo Brognoli, e a segunda abordou Edge Computing e mobilidade para cooperativas 4.0, com Giovanni Anele, da Aruba Country Manager do Brasil. Na parte da tarde, o evento prosseguiu com palestra do professor Gil Giardelli que falou sobre Al Economy – o futuro inteligente além da inovação. Em seguida, foi a vez de Laércio José Lucena Consentino, CEO e fundador da Totus, que abordou sobre agricultura 4.0. O primeiro dia terminou com Arthur Igreja, professor da FGV, que discorreu sobre inovação disruptiva. O Fórum de T.I. prosseguiu nesta quinta-feira (07/02), a partir das 9h30, com duas palestras: Projeto Ocepar Campo, com o analista técnico Jhony Moller, inovação, com Allan Costa, presidente da Celepar. O evento encerra com uma visita ao Parque Tecnológico da Coopavel, que sedia o Show Rural.

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SHOW RURAL II: Palestras debatem perspectivas da economia e oportunidades de financiamentos

show rural II 07 02 2019Oferecer informações aos associados e participantes do Show Rural Coopavel é um dos objetivos do Sicredi durante a feira, realizada em Cascavel (PR), até sexta-feira (08/02).

Palestras - A instituição financeira cooperativa organizou, ao todo, três palestras voltadas ao agronegócio. Já no primeiro dia de feira, o gerente de Análise Econômica do Banco Cooperativo Sicredi, Pedro Lutz Ramos, apresentou as principais perspectivas econômicas para 2019 destacando as possibilidades para o agronegócio.

Financiamento - Na terça-feira (05/02), os participantes puderam saber um pouco mais sobre as linhas do BNDES e as oportunidades para financiamento. O gerente de Relacionamento Institucional do BNDES, Felipe Lobo e o economista do BNDES, Arthur Rezende falaram sobre a importância do agronegócio para a instituição. De acordo com Lobo, somente em 2018, cerca de 30% do desembolso do banco foi destinado ao setor.

Estratégia - Os palestrantes também destacaram que o BNDES está alinhado a toda estratégia das instituições financeiras voltada ao crédito rural e ao cooperativismo de crédito. “Estamos alinhados ao compromisso de vocês de se aproximar do associado, entender as necessidades e prestar um bom serviço, o que é extremamente importante para o nosso país”, disse Lobo.

Energia solar - No terceiro dia de feira, a palestra disponibilizada pelo Sicredi tratou sobre a energia solar e como reduzir custos do agronegócio com o uso de painéis fotovoltaicos. No fim da apresentação, os participantes puderam tirar dúvidas sobre custos e instalação.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SHOW RURAL IV: BRDE libera R$ 112 mi em financiamentos

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) liberou R$ 112,6 milhões em financiamentos a empresas inovadoras, cooperativas, prestadores de serviços e produtores rurais das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, nesta quarta-feira (06/02), durante o Show Rural Coopavel 2019, em Cascavel.

Valor - Acrescentado o valor liberado nesta quarta, são R$ 2,36 bilhões contratados pelo BRDE em 2018, nos três estados do Sul. A previsão para 2019 é investir em torno de R$ 2,5 bilhões na região Sul, dos quais R$ 1 bilhão no Paraná.

Estande - A liberação dos financiamentos aconteceu no estande do BRDE no Show Rural, com a assinatura dos contratos e a entrega de cheques simbólicos no valor dos investimentos.

Incentivo - “O BRDE faz um papel que temos de aplaudir, que é o de incentivar o desenvolvimento de empresas e o crescimento dos produtores rurais. Sem esse apoio, o sistema cooperativo não teria dinheiro para investir e crescer”, afirmou o diretor-presidente da Cooperativa Frimesa, Valter Vanzella.

Modernização de unidade - A cooperativa investirá os recursos contratados no BRDE, no valor de R$ 1 milhão, na modernização das atividades da unidade de suínos, no município de Medianeira, incluindo a aquisição de equipamentos.

Fertilizantes - A empresa Innova Ltda - Fábrica de Fertilizantes Líquidos, de Foz do Iguaçu, contratou R$ 7 milhões no BRDE para dar início a um novo projeto – a produção de fertilizantes biológicos. “O BRDE está nos apoiando nessa ideia que representa um mercado promissor” disse o diretor da empresa Marco Casagrande.

Investimentos - Dos financiamentos liberados, R$ 4 milhões são destinados a produtores associados às cooperativas Credi Coopavel, Cresol, C Vale, Copacol e Sicredi, com recursos de linhas voltadas à inovação, para as áreas de avicultura, suinocultura e piscicultura, e do programa Pronaf-Trator Solidário.

Contratos assinados - Investimentos de empresas representam R$ 39,2 milhões dos contratos assinados. São financiamentos para empresas dos setores hoteleiro, de tecnologia, inovação, comércio e prestação de serviços. Foi assinado também um convênio com a Cooperativa Sicoob Credicapital de Cascavel, no valor de R$ 10 milhões.

Cooperativas - Para as cooperativas de produção Coasul, Copacol, Tradição, Coprossel e Frimesa foram liberados R$ 59,7 milhões, destinados à ampliação e à construção de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos; modernização de atividades e melhorias em unidades industriais.

Inovação - O BRDE trouxe ao Show Rural linhas de financiamento voltadas ao agronegócio, à inovação e a projetos de desenvolvimento sustentável. Além do estande tradicional, o Banco participa da feira com um segundo espaço no Show Rural Digital, para um atendimento diferenciado ao setor da inovação.

Importância - O presidente do BRDE, Orlando Pessuti, destacou a importância do Show Rural para o agronegócio paranaense, lembrando que a chamada agroeconomia representa entre de 65% e 70% das operações do Banco na Região Sul. Atualmente, o BRDE tem R$ 14 bilhões aplicados nos três estados, dos quais perto de R$ 6 bilhões no Paraná. (Agência de Notícias do Paraná)

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COCAMAR: Governador participa da AGO em Maringá

Com a presença, ao final, do governador Ratinho Júnior, a Cocamar promoveu, na manhã de quarta-feira (06/02), em Maringá (PR), na Associação Cocamar, Assembleia Geral Ordinária (AGO) de prestação de contas do exercício 2018.

Participantes - O evento, que reuniu cerca de 400 participantes, entre cooperados, dirigentes, lideranças, autoridades e outros convidados, completou um ciclo de 47 reuniões pré-assembleia, realizadas no período de 25 de janeiro a 4 de fevereiro em municípios das regiões atendidas pela cooperativa, das quais participaram 2.005 produtores.

Internet - Pela primeira vez uma AGO foi transmitida pela internet para todas as unidades operacionais, nos Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, possibilitando que cooperados acompanhassem o seu andamento por meio dos monitores da TV Cocamar.

Números - Conduzindo a AGO, o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, destacou o crescimento registrado pela cooperativa no ano passado, de 16,2%, com o faturamento saindo de R$ 3,934 bilhões para R$ 4,571 bilhões. O presidente-executivo Divanir Higino fez a leitura do relatório, apresentando os números do exercício.

Resultado - O bom desempenho foi saudado pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que presidiu parte da Assembleia. “É um resultado extraordinário num ano muito difícil”, disse Ricken, salientando que, em média, o sistema cooperativista paranaense cresceu 18,5% em 2018, adicionando R$ 13,5 bilhões ao seu faturamento que, em dois anos, poderá chegar a R$ 100 bilhões, o dobro de cinco anos atrás.

Reivindicações - Ao receber o governador, o presidente Luiz Lourenço lembrou que o setor agropecuário “tem sido muito maltratado” pelos governos, apesar de, em doze anos, o campo ter deixado um saldo positivo na balança comercial brasileira de mais de US$ 1 trilhão. Ele pediu a Ratinho Júnior uma atenção especial aos produtores e, no caso da Cocamar, entre outras reivindicações, a liberação de R$ 80 milhões que se encontram retidos no tesouro, por conta de ICMS.

Vocação - Ao discursar, o governador começou dizendo que o agronegócio “é a grande vocação brasileira” e que o Estado do Paraná produz o maior volume de alimentos por metro quadrado em todo o mundo. “Estamos prontos para atender as demandas de um mundo que vai precisar de mais alimentos nos próximos anos”, afirmou ele, explicando que o grande desafio está em fazer fluir a produção para os diferentes mercados. Para isso, entre outras medidas, Ratinho Júnior defendeu a construção da ferrovia bioceânica ligando Paranaguá a Antofagasta, no Chile, um projeto que definiu como ousado. E prometeu, ao terminar, que o agronegócio vai ser “a mola propulsora” do seu governo.

Almoço - Acompanhado do secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, Ratinho Júnior almoçou com a diretoria da Cocamar, dirigentes de outras cooperativas e do segmento cooperativista no Estado, deputados e lideranças municipais. (Imprensa Cocamar)

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COCARI: Cooperativa completa 57 anos

Nesta quinta-feira (07/02), a Cocari completa 57 anos de uma história que começou a ser escrita por 20 cafeicultores de Mandaguari (PR), que se uniram e caminharam juntos, até a idealização da cooperativa. Se no início o objetivo era conseguir melhores condições de comercialização, que garantissem tirar o sustento da família com as atividades no campo, o passar dos anos abriu novas oportunidades.

Diversificação – A Cocari buscou diversificar as atividades dos cooperados, agregando valor à produção, industrializando, criando cadeias produtivas que beneficiassem o cooperado no começo e no final do processo. Cada ciclo vivido é carregado de respeito aos associados e colaboradores, que ajudam a construir essa história no dia a dia.

Atuação – Com atuação séria e comprometida, a cooperativa foi avançando para outras regiões do Paraná, depois veio a oportunidade de voltar a atuar em Goiás e mais recentemente a expansão para Minas Gerais. Os reflexos positivos se apresentam em geração de empregos e desenvolvimento para as comunidades. Hoje, está presente em 20 municípios do Paraná, seis de Goiás e dois em Minas Gerais.  

Atividades – Em suas unidades, a cooperativa disponibiliza insumos para produção agropecuária, assistência técnica com equipes especializadas e atua no recebimento e comercialização de soja, milho, trigo e café produzidos pelos cooperados. No Paraná, ainda possui Fiação e Fábricas de Rações.

Comunidade – Sempre voltada à comunidade que a acolhe, a Cocari desenvolve projetos que aliam ações sociais e preservação ambiental, cumprindo sua missão de promover o desenvolvimento econômico, social e cultural dos cooperados em toda a área de ação nos três estados.

Socioambiental – Uma ação que traz resultados bastante significativos na comunidade é a Campanha Cocari Solidária. Em 13 edições, a ação já beneficiou entidades assistenciais e educacionais com R$ 4.646.100,00 (sem correções monetárias). Na área ambiental, um belo exemplo é o Projeto Olho D’Água, que promove a restauração de nascentes em propriedades de cooperados, serviço que já foi realizado em mais de 800 minas, proporcionando água livre de contaminação e com grande vazão para uso nas atividades domésticas e agrícolas.

Futuro – Com planejamento estratégico voltado ao crescimento sustentável, desde o fim de 2017 a Cocari vem colocando em prática uma importante fase de reestruturação, atuando com gestão especializada para alcançar resultados e se tornar uma das melhores cooperativas do Brasil. (Imprensa Cocari)

cocari 07 02 2019

 

INTEGRADA: Cooperativa participa de Programa de Inovação

integrada 07 02 2019A inovação é um valor para a Integrada, está presente em seu planejamento estratégico e tem ganhado cada vez mais espaço no dia a dia da cooperativa.

Programa - Com base nessa premissa, um grupo de colaboradores participa do Programa de Inovação para o Cooperativismo, organizado pelo Sistema Ocepar, cujo propósito é capacitar o time para promover a cultura da inovação.

Agentes - A capacitação, que teve início no segundo semestre de 2018 com conclusão prevista para o fim deste ano, tem atuado com a formação de agentes de inovação e agentes de transformação, com foco em criar e fomentar ideias e consolidar projetos inovadores.

Passo importante - Para o analista de processos, Jair Laperuta Neto, o Programa de Inovação é um passo importante para que o grupo ganhe maior robustez e continue a discutir soluções e a otimizar processos frente aos desafios do cotidiano e do futuro, gerando valor para a cooperativa e para o cooperado.

Próximo encontro - O próximo encontro do grupo acontece entre os dias 22 e 23 de fevereiro, no ISAE/FGV, em Londrina.

Os projetos - Dois estudos já estão em andamento pelo grupo Integrada de inovação, um para quantificar o volume de grãos contidos nos silos da cooperativa e, outro, um sistema de telemetria para tratores e pulverizadores que já está sendo testado em Mauá da Serra.

Relevância - Na opinião do coordenador de agricultura de precisão Rogério Raposo, essas inovações são de grande relevância para a cooperativa e colaboram para o desenvolvimento do mercado agro no país. (Imprensa Integrada)

 

SICREDI: Instalação artística conscientiza veranistas sobre descarte adequado do lixo

Um peixe gigante com três metros de comprimento e dois metros de altura. Pode parecer história de pescador, mas o animal encontrado na praia Mansa, em Caiobá (PR), é feito de metal e chama atenção para um tema atual e relevante de conservação marinha: o correto descarte de resíduos na praia.

Fun Fish- Localizada na Arena Mundo Ric Woop Sicredi, desde o dia 25 de janeiro, a instalação Fun Fish - Consciência Marinha funciona como local para descarte de resíduos metálicos e plásticos. O material vai preenchendo o interior da instalação ao mesmo tempo que conscientiza sobre as consequências do lixo nos oceanos.

Ideia central - “A ideia central partiu do slogan da nossa conta digital, a Woop Sicredi que é ‘A conta digital do bem’. Imaginamos como estimular os veranistas a promover uma ação concreta visando o benefício da sociedade. Queremos mostrar que o lixo jogado em local inadequado interfere na vida marinha. Ao mesmo tempo, ao colocar essa grande instalação na praia, estamos despertando o sentimento de cooperação nos veranistas. Eles podem identificar que com uma atitude simples é possível melhorar o seu entorno” comenta o gerente de marketing da Central Sicredi PR/SP/RJ, Rogério Leal.

Estruturas - A instituição financeira cooperativa participa de ações em estruturas montadas em praias do litoral paranaense com espaços que levam o nome Woop Sicredi - conta digital da instituição. “Baseada em um modelo de negócio diferente, o cooperativismo, a conta é moderna e traz benefícios tanto para o associado quanto para a comunidade. Por isso nada mais apropriado do que fazer uma ação que beneficiassem o meio ambiente e todo nós que somos frequentadores das praias”, analisa.

Impacto - O descarte incorreto do lixo impacta diretamente a vida marinha. De acordo com o estudo Universidade de Queensland, na Austrália, cerca de 100 mil animais morrem todos os anos em decorrência da contaminação nos oceanos, principalmente por plásticos. O volume de lixo descartado de maneira irregular no litoral brasileiro também impressiona: cerca de 190 mil toneladas de materiais plásticos são lançados ao mar, na costa brasileira, de acordo com dados do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP). Somente no Paraná, 760 toneladas de lixo foram recolhidas nas areias do litoral, no verão de 2018, segundo dados do governo do estado.

Coleta diária - A instalação ficará na praia de Caiobá (PR) até o dia 10 de fevereiro. A coleta do resíduo acumulado no peixe gigante é realizada diariamente pela equipe de apoio da ação. Entidades de coletores locais dão apoio ao descarte, auxiliando iniciativas que geram renda. Para o presidente da cooperativa Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio, a parceria garante benefícios ao meio ambiente e incentiva o reaproveitamento de materiais. “O Sicredi está presente no litoral do Paraná com agências em Paranaguá e Matinhos. Focamos nossas ações no desenvolvimento das regiões onde atuamos, estimulando o crescimento sustentável”, finaliza.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI PARANAPANEMA: Resultados de 2018 são apresentados em primeira mão para líderes das comunidades

Aproximadamente 250 pessoas estiveram presentes na reunião preparatória com os coordenadores de núcleo da Sicredi Paranapanema PR/SP, realizada na noite da última sexta-feira (01/02), em Cornélio Procópio. Trata-se do primeiro movimento oficial para o giro de assembleias, que será realizado em 25 cidades, sendo iniciado na noite de terça-feira (05/02) em Rancho Alegre, e seguirá até 17 de abril, em Assaí, visando a realização da Assembleia Geral Ordinária, no final do mês de abril.

Prestação de contas - Nesse encontro, foi realizada uma prestação de contas para os coordenadores de núcleo, que tiveram essas informações em primeira mão. “Os resultados da cooperativa foram ótimos. Históricos, eu diria. Tivemos o melhor desempenho em mais de 33 anos de vida da cooperativa, mas, ainda estamos apenas no começo do crescimento que temos potencial e que queremos para a nossa cooperativa”, conta o presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP, Cláudio Marcos Orsini. Na comparação com 2017, a cooperativa teve crescimento de 21% nas aplicações financeiras, 34% no saldo dos depósitos em poupança, 51% no crédito comercial. No ano que passou, o Sicredi alcançou também a marca de 4 milhões de associados no Brasil.

Proximidade - Para Orsini, além de celebrar os resultados, a cooperativa pretende estar cada vez mais próxima do associado, e esse tipo de encontro é uma maneira de fortalecer o relacionamento com as comunidades. “Graças aos associados, a Sicredi Paranapanema PR/SP tem sido capaz de entregar resultados e desenvolver as ações programadas. Por isso, há a convicção de que, quando a cooperativa atinge os seus resultados, ela está contribuindo para o desenvolvimento do associado e da comunidade de forma direta por meio das distribuições de sobras e pela possibilidade de realizar cada vez mais ações sociais”, analisou.

Espaço cheio - Ao todo, a cooperativa conta com 76 núcleos atualmente, com 3 representantes cada, somando quase 230 pessoas. A reunião também contou com a presença de conselheiros, diretores e gerentes. A partir desses dados, os coordenadores de núcleo, considerados líderes em suas comunidades, disseminam as datas e locais das assembleias, ressaltando a importância da participação dos associados para definir os rumos da cooperativa.

Importante - “Essa reunião preparatória é muito importante, pois o conteúdo das assembleias é disseminado em primeira mão. Os coordenadores, como representantes do seu grupo, podem fazer sugestões e recomendações, bem como difundir os temas em suas comunidades. Dessa forma, as assembleias serão muito mais efetivas e alinhadas aos interesses dos associados”, ressalta Orsini.

Quem são e o que fazem os coordenadores de núcleo? - São pessoas que representam um núcleo de associados e suas decisões, além de manter em evidências temas importantes e dignos de debate para a cooperativa. O coordenador, além de representar o grupo de pessoas na assembleia geral, mobiliza e coordena o seu núcleo, exercendo um papel de liderança.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

 *Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICOOB MÉDIO OESTE: Colaboradores definem planejamento estratégico da cooperativa

“Sou feliz, por isso estou aqui, também quero viajar nesse balão.” Foi nesse clima que o Sicoob Médio Oeste comemorou os resultados conquistados no Pensar Inovação, dos dias 01 e 02 de fevereiro. A cooperativa de Assis Chateaubriand reuniu os mais de 70 colaboradores para definir o planejamento estratégico da singular.

Conexão direta - Segundo a diretora superintendente, Nadir Lulu, o objetivo não era apenas falar sobre os desafios para este ano, mas criar uma conexão direta com o propósito do Sicoob Unicoob, e, principalmente, proporcionar uma experiência diferente na vida e no coração de todos que participaram. “Eu gostaria que essa experiência se estendesse para o dia a dia e que todos tenham saído melhores do que chegaram”, reforça.

Números e propósito - Durante o evento, todos conheceram um pouco mais sobre os números e o propósito do Sicoob Unicoob, além de estimular o pensamento inovador e discutir os problemas e oportunidades da cooperativa através da gamificação.

Entendimento - No jogo, os colaboradores puderam ter um melhor entendimento do negócio e identificar as possibilidades de inovação. As equipes ainda repensaram o negócio, propuseram inovações e definiram o plano estratégico.

Agradecimento - O diretor de Gestão da Central Unicoob, Marcio Gonçalves, agradeceu a cooperativa pela receptividade e reforçou a importância dos colaboradores participarem do planejamento estratégico. “Como estamos fazendo na mesma dinâmica que fizemos com diretores e presidentes, eles se sentem mais incorporados e mais empoderados. Além disso, no final eles conseguem construir as ideias que querem explorar para implementar”, explica.

União - “Espero que todos tenham aproveitado esse momento tão importante para a cooperativa, porque juntos conseguimos fazer muito mais”, relata o presidente do Conselho de Administração, Edson Pereira.

Foco - A assistente administrativo, Carla Jaqueline, agradeceu a oportunidade que a cooperativa ofereceu a todos os colaboradores. “Assim conhecemos o foco que realmente temos que ter para poder melhorar a relação com o cooperado, ter mais garra e atingir nossos objetivos”, diz.

Sicoob Sul - No dia 16 será a vez do Sicoob Sul, de Curitiba, receber o Pensar Inovação. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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COPAGRIL: Escolinha de futsal da AACC abre inscrições para treinos de 2019

copagril 07 02 2019Serão realizadas, na próxima semana, as inscrições para crianças e adolescentes interessados em participar das aulas da Escolinha de Futsal da AACC – Associação Atlética Cultural Copagril, de Marechal Cândido Rondon. Podem ser inscritos estudantes nascidos entre os anos de 2004 a 2014. Os treinos são oferecidos gratuitamente, sendo apenas necessário estar matriculado e ter frequência escolar.

Horário e local - Os pais ou responsáveis poderão realizar a inscrição dos alunos-atletas no período da próxima segunda-feira (11/02) até sexta-feira (15/02), no horário das 08 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas, na quadra da AACC. Para a inscrição é necessário apresentar RG e CPF do atleta e dos responsáveis e uma foto 3x4 do aluno.

Ficha - De acordo com os instrutores de futsal, Carlos Eduardo Dürks (Dudu) e Karl Schmidt, somente poderão treinar os alunos que tiverem a ficha preenchida. Os treinos serão ministrados às segundas e quartas-feiras, em horários diferenciados, conforme a faixa etária do aluno (ver abaixo). As aulas terão início no próximo dia 18.

Competições - Segundo os professores da escolinha, a novidade para este ano é que a Copagril e a Prefeitura Municipal oportunizarão às equipes das categorias de base participarem de competições de alto nível no Estado. “Já estão confirmadas três categorias na competição Novo Futsal Paraná - NFP (sub-11, sub-13 e sub-15), além da Copa Kids, Troféu Difusora e Taça Paraná, que possivelmente devemos participar”, menciona Dudu.

Informações - Mais informações sobre o trabalho da escolinha podem ser obtidas pelo fone 99904-2098 com Dudu ou ainda pessoalmente com o professor Karl Schmidt. (Imprensa Copagril)

 

AGRICULTURA: Um Plano Safra para médios e pequenos

agricultura 07 02 2019Diante da tendência de redução de subsídios ao crédito rural no país, o governo articula o embrião do Plano Safra 2019/20. A ideia é que o corte de subsídios a grandes produtores de fato prevaleça, mas que novas linhas de crédito com taxas de juros livres, porém abaixo de 10%, sejam criadas. E que também vingue o estabelecimento de um programa de subvenção aos prêmios de seguro mais robusto, com pelo menos R$ 1 bilhão - o orçamento previsto para este ano é de R$ 665 milhões.

Em estudo - As linhas gerais do próximo Plano Safra, que entrará em vigor em 1º de julho, ainda estão sendo estudadas pelos técnicos do governo, e a ideia é que as mudanças sejam graduais, mas, segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esses pontos básicos estão amadurecendo. Tereza já conversou sobre eles com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o próximo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Juros controlados - Sobre a mesa de negociações também está a manutenção ou mesmo ampliação do volume de financiamentos com juros controlados (equalizados pelo Tesouro) para médios e pequenos produtores. Para o atual Plano Safra (2018/19), que terminará em 30 de junho, os gastos com equalização das taxas de juro do crédito rural previstos pelo Tesouro chegam a R$ 4,4 bilhões para a agricultura familiar (Pronaf) e a R$ 5,6 bilhões para a agricultura empresarial, que abrange grandes e médios.

Estratégia - A estratégia em construção em Brasília não é reduzir esse montante de R$ 10 bilhões que hoje financia o setor agropecuário no país, mas redistribuir os recursos de modo a incentivar cada vez mais os grandes produtores a se financiarem no mercado, seja por meio de títulos do agronegócio como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e CDCA ou por meio de financiamento bancário sem dinheiro público.

Negociação - "Já estamos conversando com o ministro Paulo Guedes para termos linhas de crédito para os grandes com juros não tão altos. Precisamos dar condições para o sistema financeiro e para os produtores para que esse juro melhore um pouco. Hoje, o juro de mercado está muito bom, porque a Selic baixou e a diferença em relação ao juro carimbado, do crédito oficial, já não é tão grande como antes", afirmou Tereza Cristina ao Valor. "O problema é que [o governo] não tem mais dinheiro".

Banco do Brasil - O Banco do Brasil, por exemplo, tem praticado em empréstimos ao agronegócio com base em captações de LCA taxas de juros entre 9,75% e 11,4% ao ano. Na leitura do Ministério da Agricultura, esse patamar ainda é um pouco elevado e o ideal seria ter taxas de até 9,5% ao ano.

Direcionamento - Para garantir mais crédito a juros livres, por exemplo, o governo não descarta aumentar o direcionamento obrigatório das LCA para operações de crédito rural e diminuir o de depósitos à vista (uma das principais fontes do crédito controlado), diz uma fonte. Hoje, os bancos precisam direcionar 35% de todas suas emissões com LCA para esses financiamentos.

PSR - Como efeito das mudanças em discussão, a ministra reitera que é preciso fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio Rural (PSR). Os recursos podem vir tanto da redução do que é destinado ao crédito rural quanto de outras rubricas do seguro, como o Proagro, outro programa de apoio ao seguro mantido com orçamento público.

Seguro mais barato - "Você tira desse crédito rural equalizado e dá para o seguro. O problema é achar um seguro mais barato, que atenda a uma base maior de produtores. Porque o seguro hoje, como é mais caro, pouca gente faz. E também temos que ter mais empresas no mercado", defendeu a ministra. Doze seguradoras operam atualmente na área rural no mercado brasileiro.

Elevados - Em parte, os juros livres ainda são mais elevados que o setor de agronegócios gostaria, tendo em vista uma taxa básica de juros (Selic) que permaneceu nesta quarta-feira (06/02) no patamar de 6,5% ao ano, devido ao o alto risco embutido na atividade agrícola. Em suma, os patamares mais altos das taxas de mercado também refletem a falta de mais subvenção ao seguro rural.

Área segurada - Atualmente, a área segurada no Brasil ainda é muito pequena -- foram 4,6 milhões de hectares em 2018.

Outras medidas - Nesse contexto de mitigar riscos ao agronegócio, a ministra também pretende ampliar o escopo do zoneamento agrícola e tornar o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mais ativo e equipado com mais estações. (Valor Econômico)

 

LÁCTEOS: Caem taxas antidumping sobre leite em pó de UE e Nova Zelândia

lacteos 07 02 2019O governo retirou as tarifas antidumping que incidiam sobre as importações de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia há 18 anos e cujo prazo de validade vencia nesta quarta-feira (06/02).

Argumento - Na decisão, publicada na edição desta quarta, do “Diário Oficial da União”, a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia argumenta que resolveu “encerrar” a medida antidumping “uma vez que não houve comprovação da probabilidade de retomada de dumping nas exportações (...) e do dano à indústria doméstica decorrente de tal prática, no caso de extinção da medida antidumping em questão”.

CNA - Desde 2001, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem pressionando para que essas tarifas fossem mantidas a cada cinco anos. A alíquota era de 14,8% para o produto vindo da União Europeia e de 3,9% para o item da Nova Zelândia. Além do antidumping, esses países ainda pagam 28% de Tarifa Externa Comum (TEC), imposto de importação cobrado de países de fora Mercosul. Essas barreiras praticamente eliminaram por completo as importações brasileiras de leite em pó dessas regiões.

Definição - Esses percentuais foram definidos depois que o governo brasileiro chegou à conclusão que os exportadores europeus e da Nova Zelândia vendiam seu produto abaixo do preço praticado dentro de seus próprios mercados, prática considerada desleal pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Avaliação - Desta vez, porém, o Ministério da Economia parece avaliar que não há mais dumping e que, portanto, não existem razões técnicas para manter as tarifas. Uma fonte a par do assunto afirma que o pensamento liberal do ministro Paulo Guedes, crítico a algumas vantagens tarifárias do Mercosul e defensor do livre comércio, também pode contribuir para que os entraves sejam eliminados.

Temor - Caso de fato o Brasil suspenda as taxas antidumping, produtores de leite do país temem que UE e Nova Zelândia tenham passe livre para “inundar” o mercado doméstico de leite em pó. Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes, disse que a Pasta estava fazendo gestões junto ao Ministério da Economia para tentar manter as tarifas.

Grandes estoques - Geraldo Borges, presidente da Abraleite (entidade que representa produtores brasileiros), argumenta que os países da Comunidade Europeia mantêm atualmente grandes estoques de leite em pó. Em parceira com a CNA e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), a Abraleite lidera um movimento pela manutenção das taxas.

Renovação - “A Abraleite insistiu com o governo federal para que as tarifas antidumping sejam renovadas tendo em vista que já temos muitos problemas com o leite em pó que vem dos países vizinhos do Mercosul, principalmente Argentina e Uruguai, que de certa forma causam transtornos a nossa cadeia produtiva de leite”, afirma Borges.

Expectativa - Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, a expectativa agora é que o governo federal também flexibilize outras demandas do setor lácteo nacional, como o programa de escoamento da produção e outras linhas de pré-comercialização do leite.

Política nacional - Ele recordou ainda que o Ministério da Agricultura antecipou a criação de uma política nacional do leite que beneficiaria a produção nacional. Em 12 de fevereiro, ocorrerá a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, em Brasília, onde serão discutidas as demandas do setor. (Valor Econômico)

Foto: Pixabay

 

PESQUISA: Produtividade da agropecuária cresce 3,43% ao ano

pesquisa 07 02 2019A produtividade da agropecuária entre 1975 e 2017 tem impulsionado o setor, graças à evolução anual a uma taxa média de 3,43%, superior ao da agricultura americana, de 1,38% ao ano. Em período mais recente, de 2000 a 2017, a média brasileira alcançou 3,8 % ao ano.

Fatores - De acordo José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um dos autores do estudo, um conjunto de fatores influenciou a produtividade. Os mais importantes foram as políticas setoriais, o aumento de investimentos, o financiamento através do crédito rural, a abertura de mercados externos a produtos nacionais e a adoção de novos sistemas de produção.

Estados - Estados que lideram a produção agropecuária e as exportações são também os que apresentam as maiores taxas de crescimento de produtividade, como o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia, entre outros.

Taxa média - O trabalho mostra ainda que a taxa média de crescimento da produção agropecuária foi entre 3,8 % e 4% entre 1975 e 2017. Essas taxas correspondem a um acréscimo de quase cinco vezes do produto agropecuário. O aumento foi decorrente do crescimento da quantidade produzida, e também da inclusão de produtos de maior valor agregado, como carnes, frutas, produtos do setor sucroalcooleiro e grãos. A mudança de composição na produção também foi responsável pelos ganhos de produtividade.

Grãos e carnes - Em 42 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 237,8 milhões de toneladas. Os destaques são a cultura da soja e de milho 2ª safra. A produção de carne bovina passou de 1,8 milhão de toneladas para 7,7 milhões de toneladas. A quantidade de carne suína cresceu de 500 mil toneladas para 3,8 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas.

Indicadores - Entre os indicadores de produtividade (mão de obra, terra e capital), o maior crescimento do uso desses fatores tem ocorrido no capital, formado por tratores, fertilizantes e defensivos. Para Gasques, o resultado do estudo reflete que a qualificação do pessoal ocupado na agricultura ocorre de forma lenta. Mas a dotação de equipamentos para o trabalho, como o uso de tratores e colheitadeiras, foi decisivo para o desempenho observado.

Estudo - O estudo teve a colaboração de servidores da Secretária de Política Agrícola do Mapa, de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês). (Mapa)

Acesse a íntegra do Estudo da  Produtividade da Agricultura Brasileira de 1975 a 2017 – algumas atualizações.

 

CARNE SUÍNA: Janeiro fecha com 41,7 mil toneladas embarcadas

As exportações de carne suína in natura fecharam o mês de janeiro com a 41,7 mil toneladas embarcadas, movimentando US$ 84 milhões. Com 22 dias úteis a média diária ficou em 1,9 mil toneladas, uma queda de 20,4% em relação ao mês de dezembro. Já em relação com janeiro de 2018 a queda foi menor, ficando em 7,9%.

Valor - Já o valor pago por tonelada foi maior referente a dezembro, foram pagos US$ 2006,7 por tonelada em janeiro ante US$ 1983,90 no mês anterior, uma ligeira valorização de 1,2% no valor. Já em relação ao mesmo período de 2018, houve desvalorização foi maior, chegando a 6,7%, visto que o preço pago naquele período era US$ 2320,20.

Resultados gerais da balança comercial - No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 18,579 bilhões. Sobre janeiro de 2018, as exportações registraram crescimento de 9,1%, e retração de 13,6% em relação a dezembro de 2018, pela média diária.

Importações- As importações totalizaram US$ 16,387 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram aumento de 15,4%, e de 15,3% sobre dezembro de 2018, pela média diária.

Corrente de comércio - No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 34,965 bilhões. Sobre igual período do ano anterior registrou crescimento de 12,0%, pela média diária.

Superávit - O saldo comercial do mês apresentou superávit de US$ 2,192 bilhões, valor 22,4% inferior ao alcançado em igual período de 2018, US$ 2,824 bilhões. (Suinocultura Industrial)


ANUFOOD BR: Crescimento da população mundial e responsabilidade do Brasil na produção de alimentos conduzem debates

anufood 07 02 2019Para atender ao expressivo crescimento da população mundial nos próximos 10 anos, a produção global de alimentos precisa aumentar 20%. Os dados são da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). E para atender essa demanda crescente, o Brasil precisa aumentar sua oferta de alimentos ao mundo em 40% no período referido.

Evento - Foi baseado nesses dados que a FGV, parceira da alemã Koelnmesse na realização da ANUFOOD Brazil – Feira Internacional Exclusiva para Alimentos e Bebidas, que acontece entre os dias 12 e 14 de março, em São Paulo, organizou o Congresso ANUFOOD Brazil. "Nosso país ainda não se ligou a essa realidade. Falta uma ação estratégica concertada entre o público e o privado. Por isso o Congresso foi formulado para buscar soluções que transformem nosso país no campeão mundial em segurança alimentar até 2030", explica Roberto Rodrigues, coordenador do GVAgro e responsável pela programação do congresso.

Painel - No dia 12 de março, das 13h às 15h, será realizado o painel "Segurança Alimentar", com a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, falando sobre este papel que está reservado ao Brasil. Em seguida Manoel Otero, diretor geral do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura) falará sobre "O Papel da América Latina" na segurança alimentar, e por fim Rodrigues fará comentários sobre o cenário global.

Comércio internacional- No segundo painel "Facilitação do Comércio Agrícola Internacional – Desafios Regulatórios", o embaixador Victor do Prado, diretor do Comitê de Comércio e Negociações da Organização Mundial do Comércio – OMC, falará sobre "O Estado Atual e Perspectivas das Negociações". Marcos Jank, Presidente da Aliança Agro Ásia-Brasil, apontará em seguida "O Papel Dos Estados Unidos, Europa e China no Comércio Internacional de Alimentos". No final do painel, o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, falará sobre os importantes "Acordos Bilaterais".

Foco na indústria- Com o foco na "Indústria de Alimentos", o terceiro painel, no dia 13 de março, terá Sebastião Barbosa, presidente da Embrapa, falando sobre "A Produção Agropecuária tendo em vista a Indústria de Alimentos". Na sequência, Jonathan Brooks, Chefe da Divisão de Agro-Alimentos, Comércio e Mercado da OCDE, apresentará "As Tendências do Consumo de Alimentos no Mundo". Willian Dib, diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) falará sobre "A Adequação das Normas Frente às Exigências do Consumidor: A Visão da Anvisa". "A Visão da Indústria de Alimentos" ficará a cargo de Wilson Mello, presidente do Conselho da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos).

Distribuição em pauta- No período da tarde do segundo dia do Congresso, o painel "Os Gargalos da Distribuição de Alimentos" trará Anita Gutierrez, chefe do Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) que apresentará dados das "Perdas Causados pela Logística e Distribuição". Logo após, o presidente Executivo da ABIA, João Dornelas abordará os "Desperdícios Causados pelo Desconhecimento". Para falar sobre Macroeconomia, o Congresso terá o professor Carlos Languem da FGV. No encerramento, o diretor do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos, Luiz Madi, mostrará a "Importância da Embalagem na Diminuição do Desperdício").

Patrocínio - A 1ª edição da ANUFOOD Brazil tem o patrocínio do Banco Fator. O evento é exclusivo para profissionais do setor, que devem fazer o credenciamento pelo site www.anufoodbrazil.com.br.

Programação - A programação do Congresso ANUFOOD e as informações para inscrições estão no link http://www.anufoodbrazil.com.br/congresso/.

Sobre a ANUFOOD Brazil - A ANUFOOD Brazil está sendo organizada pela Koelnmesse do Brasil em parceria com a FGV Projetos, unidade de assessoria técnica da Fundação Getúlio Vargas, dedicando o devido espaço a toda diversidade das atividades relacionadas ao agronegócio e à indústria alimentícia e de bebidas. Dessa forma, compradores nacionais e internacionais terão a oportunidade de se encontrar em um mesmo local para realizar negócios, além de ter contato com as inovações da indústria. O evento acontece de 12 a 14 de março de 2019, no São Paulo Expo, em São Paulo. Mais informações: anufoodbrazil.com.br

Sobre a Koelnmesse - Global Competence in Food and FoodTec: A Koelnmesse é líder internacional na implementação de feiras de alimentos e serviços e produtos relacionados a processamento de alimentos e bebidas. Feiras como a Anuga, a ISM - Feira Internacional de Doces e Biscoitos e a Anuga FoodTec são reconhecidas em todo mundo como líderes absolutas em seus setores. A Koelnmesse também organiza feiras líderes no setor de alimentos e bebidas em outros mercados emergentes no mundo todo, tais como: Brasil, China, Índia, Itália, Japão, Tailândia, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. Com estas atividades globais, a Koelnmesse oferece aos seus clientes um completo portfólio de eventos qualificados, em diferentes mercados, que garantem uma rede de negócios sustentável e internacional. Mais informações: http://www.global-competence.net/food/. (Assessoria de Imprensa)

SERVIÇO

Congresso ANUFOOD Brazil

Data: 12 e 13 março de 2019

Horários: Dia 12 das 13h às 16h30 |Dia 13 das 10h às 17h30

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo - SP

 

TRIBUTO: Equipe econômica estuda mudança na contribuição das empresas ao INSS

tributo destaque 07 02 2019A equipe econômica do governo estuda a criação de uma nova contribuição das empresas para financiar o INSS, substituindo a atual cobrança de 20% sobre folha de pagamentos, considerada muito alta. Seria uma forma de aliviar a carga tributária das empresas, uma promessa feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em sua posse. O governo também tem planos de amenizar os descontos sobre os salários dos trabalhadores de baixa renda e estuda a redução da alíquota mínima cobrada no INSS, de 8% para 7,5%, e aumentar para os que ganham mais, dos atuais 11% para até 14%.

Mecanismo - O texto da minuta da reforma elaborada pela equipe econômica, divulgada pelo Estadão/Broadcast, tem um mecanismo que permite a criação de uma nova contribuição para as empresas, sobre base tributária a ser definida em lei complementar. A meta do governo é reduzir os encargos sobre as empresas para que isso seja um incentivo à geração de empregos.

Ampla desoneração - O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, por exemplo, defende uma ampla desoneração para as empresas, com a criação de um imposto único sobre movimentações financeiras para compensar a perda na arrecadação.

Carteira - Dentro desse plano, o governo também quer criar a “carteira verde amarela”, que representará menos obrigações aos empregadores, em contraposição à atual carteira de trabalho, que assegura mais direitos, mas também gera mais encargos. O trabalhador poderá optar, mas a previsão legal para esse novo regime “não precisa estar na PEC (proposta de emenda à Constituição)” e pode ser desenvolvido nos próximos seis meses, segundo um integrante da equipe econômica. Há um cuidado para que essa discussão não contamine as negociações em torno da reforma da Previdência.

Trabalhador - No caso dos trabalhadores, a mudança da alíquota ficou de fora da minuta, mas está sendo avaliada internamente pelo governo. Uma fonte da equipe econômica informou que simulações com a queda da alíquota para 7,5% estão sendo feitas pelos técnicos para trabalhadores que ganham de um a dois salários mínimos.

Princípio - A medida tem princípio semelhante ao do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que conta com faixas de renda. Hoje, a alíquota da contribuição do trabalhador ao INSS varia de acordo com o salário (ver quadro). O foco central da reforma é de “remoção” dos privilégios, que o ministro da Economia tem chamado de “transferência perversa de renda” no Brasil via Previdência Social. Esse ponto será reforçado na campanha de comunicação da reforma, que está sendo estruturada agora pela equipe da Secretaria de Comunicação da Presidência.

Piso - Guedes tem insistido dentro do governo que é preciso garantir um piso de R$ 1 trilhão de economia de despesas com a reforma. A maneira como esse valor será atingido pode mudar, mas, para isso, outras medidas terão de ser incluídas. É o caso da idade mínima. A equipe de Guedes quer a fixação de uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. O presidente Jair Bolsonaro chegou a falar em 62 anos para homens e 57 anos para mulheres. Mas, segundo a fonte, já aceita 60 anos para mulheres e 65 para homens. Se o presidente considerar que é preciso deixar essa diferença, outros acertos terão de ser feitos na PEC para garantir a economia mínima de R$ 1 trilhão.

Variação - A proposta em análise no governo tem uma variação de R$ 700 bilhões a R$ 1,3 trilhão de economia, dependendo das mudanças a serem feitas. (O Estado de S.Paulo)

 

ECONOMIA I: Selic estável em 6,50% tem impacto em investimentos, mas taxa de crédito não recua

Com a sétima manutenção sequencial da taxa de juros Selic pelo Banco Central nesta quarta-feira (06/02), o Comitê de Política Monetária (Copom) gera para o mercado uma onda de estabilidade nunca vista antes no País.

Impacto - A taxa de juros básico da economia a 6,50%, em vigor desde 21 de março do ano passado, tem impactos diretos nos investimentos e, até agora, muito pouco no mercado de crédito. Segundo especialistas, a Selic não é determinante para a política de concessão de financiamento dos bancos.

Riscos individuais - Hoje em dia, os bancos se guiam muito mais pelos riscos individuais do tomador de empréstimo de pagar ou dar um calote na dívida do que qualquer outra coisa. E, nesse contexto, em dezembro de 2018, o total de brasileiros com dívidas em atraso chegou a 62,6 milhões, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Medidas - Para tentar reduzir os juros do crédito, principalmente do cheque especial, o mais caro de todos, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) implementou uma série de medida há seis meses. No entanto, as taxas cobradas dos clientes não recuaram.

Juro médio - Os dados divulgados no final de janeiro pelo Banco Central mostram que, em dezembro do ano passado, quem entrou no cheque especial pagou um juro médio de 312,6% ao ano. Em junho, antes que as medidas entrassem em vigor, a taxa média era de 304,9% ao ano.

Queda - Em abril do ano passado, ao anunciar as medidas, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, havia defendido que as novas regras iriam acelerar a queda da taxa de juros ao consumidor. Desde julho, a regra prevê oferta de crédito mais barato ao cliente que usar 15% do limite do cheque especial por 30 dias.

Inadimplência - Os dados do BC mostram que, em 2018, o juro médio do cheque especial chegou a cair 10,4 pontos porcentuais, em relação ao verificado no fim de 2017. Só que este recuo está, em grande parte, ligado à redução da inadimplência e ao fato de a Selic (os juros básicos da economia) estar estável desde março do ano passado. “Não podemos dizer que houve redução das taxas de juros do cheque especial após as medidas da Febraban”, disse em janeiro o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Investimento - Já no campo dos investimentos, a coisa muda. O declínio da Selic ao longo dos últimos anos esmagou a rentabilidade de boa parte da renda fixa – refúgio do conservador investidor brasileiro.

Produtos - Produtos que antes eram sinônimo de ganho fácil, como Tesouro Selic, CDBs e fundos DI, agora praticamente se igualam ou até perdem para a poupança, instigando até os mais cautelosos a dar os primeiros passos na renda variável.

Renda fixa - Com a Selic estagnada em 6,50%, os fundos de renda fixa só ganham da caderneta de poupança quando a taxa de administração é menor que 1% ao ano, seja qual for o prazo do resgate.

Na frente - Nos fundos com custos de 1,5% ao ano, a poupança só perde em resgates após dois anos. A poupança agora sai na frente desses produtos pois é isenta de Imposto de Renda (IR).

Exemplo - Descontado o IR, uma aplicação de R$ 1 mil num CDB de um banco de grande porte que rende 85% do CDI (taxa que anda de mãos dadas com a Selic) ou num fundo DI com taxa de 1% pagaria, em um ano e meio, R$ 1.044 – ligeiramente abaixo da poupança.

Atenção - Por tudo isso, o investidor precisa ficar muito atento não à notícia da manutenção da Selic, mas o que o Banco Central projeta para as próximas reuniões - qual o recado do Copom para o futuro.

Reforma da Previdência - Segundo os principais gestores, se a reforma da Previdência realmente avançar, a chance é muito grande de que no médio e longo prazos a Selic cai até 100 pontos base, ou seja, possa chegar a 5,50%. Essa dinâmica favorece e muito o mercado de ações. Isso porque juro menor é igual a preço maior de ação. E essa é uma conclusão puramente aritmética.

Futuro - O preço de uma ação reflete a expectativa de quanto dinheiro uma empresa tem em seu caixa no futuro. Pra se fazer essa conta, os analistas projetam esse caixa e trazem para o presente descontado a taxa de juros médio da economia. Logo, juro menor é proporcionalmente igual a mais dinheiro nas empresas. E mais dinheiro nas empresas é o mesmo que ações valorizadas na Bolsa. (O Estado de S.Paulo)

economia I tabela 07 02 2019

ECONOMIA II: Saques na poupança superam depósitos em R$ 11,23 bilhões em janeiro

economia II 07 02 2019A população brasileira sacou mais dinheiro do que depositou na poupança ao longo de janeiro deste ano. O saldo de saques menos depósitos para o mês ficou em R$ 11,232 bilhões, informou nesta quarta-feira (06/02) o Banco Central (BC). Ao todo, foram depositados na caderneta de poupança R$ 194,672 bilhões. As retiradas durante o primeiro mês do ano somaram R$ 205,905 bilhões.

Maior retirada - Esse resultado representa a maior retirada de recursos da poupança para o mês de janeiro desde 2016, quando a diferença entre saques e depósitos foi de R$ 12,032 bilhões. A série histórica registra as movimentações da caderneta desde 1995.

Crédito - Em janeiro, os rendimentos da aplicação mais popular do país resultaram em crédito de R$ 2,939 bilhões. O saldo atualmente depositado na poupança está em R$ 788,988 bilhões, segundo o BC.

Cálculo - Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre que a taxa básica de juros (Selic) estiver acima de 8,5% ao ano.

Remuneração - Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Hoje, a taxa Selic está em 6,5% ao ano. (Agência Brasil)

 


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