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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4510 | 06 de Fevereiro de 2019

IC AGRO: Índice de Confiança do Agronegócio de Fiesp e OCB disparou no 4º tri

icagro 06 02 2019 destaqueEmbalado pela vitória de Jair Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais e pelas promessas do então candidato para a economia brasileira, o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) bateu todos os recordes positivos no quarto trimestre do ano passado.

Pontos - Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (05/02), o indicador encerrou o período em 115,8 pontos, 15,4 pontos a mais que no trimestre anterior, e a alta observada foi puxada por todos os elos das cadeias produtivas que compõem o setor. A escala vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro. O resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas de todo o país. Cerca de 50 indústrias também são ouvidas.

Sentimento de euforia - “Foi possível constatar, de fato, um sentimento de euforia. As entrevistas foram realizadas no fim de novembro e no início de dezembro, pouco depois das eleições presidenciais — e a vitória de Jair Bolsonaro alimentou a expectativa de um novo ciclo de crescimento econômico e de um ambiente de negócios mais favorável a partir de uma agenda de reformas estruturais”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em comunicado.

Confiança - Segundo o levantamento, o indicador que mede especificamente a confiança dos produtores rurais passou de 101,7 pontos, no terceiro trimestre de 2018, para 113,8 pontos no quarto. Entre os agricultores — os produtores de grãos também tiveram bons resultados em seus negócios no ano passado —, subiu de 106 pontos para 115,2, e entre os pecuaristas, cujas perspectivas de mercado para 2019 são mais positivas, foi de 88,9 para 109,6 pontos.

Custo de produção - “No entanto, vale destacar que, dentre os aspectos levantados, os custos de produção destoaram do panorama de otimismo. A confiança nesse item está no nível mais baixo já registrado”, informaram Fiesp e OCB. Boas perspectivas em relação às produtividades em geral pesaram positivamente, mas neste ponto os sinais são de que poderá haver recuo neste primeiro trimestre, tendo em vista os problemas climáticos que passaram a afetar lavouras de diversas culturas — grãos inclusive — em distintas regiões do país.

Agroindústrias - O indicador que mede a confiança das agroindústrias também disparou no quarto trimestre do ano passado. Subiu 18 pontos e atingiu 117,3, içado tanto pelas empresas que atuam “antes da porteira” (alta de 95,4 para 122,9 pontos) quanto por aquelas que fazem seus negócios “depois da porteira” (alta de 101 para 114,8 pontos) — como os resultados dos produtores, todos os das indústrias também são recorde.

Fertilizantes - No comunicado que divulgaram, Fiesp e OCB lembram que as entregas de fertilizantes das misturadoras às revendas cresceram 3,9% em 2018, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), e que os fabricantes de defensivos tiveram um mercado mais “enxuto” depois de pelo menos uma safra de estoques elevados acumulados nas mãos dos distribuidores. (Valor Econômico)

icagro 06 02 2019

 

CNPQ/SESCOOP: Cooperativismo é tema de pesquisas científicas

cnpq sescoop 06 02 2019Já estão em andamento as pesquisas científicas financiadas pela parceria CNPq/Sescoop. No ano passado, as instituições estruturaram um edital no valor de R$ 2,7 milhões. No total, das 374 inscrições de pesquisadores, 41 foram selecionadas para trabalhar questões que envolvem o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação no movimento cooperativista.

Vinculação - Uma das pesquisas é a do professor Mateus Carvalho, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Minas Gerais. A ideia é analisar como a vinculação de um produtor rural a uma cooperativa agropecuária pode impactar no resultado financeiro de quem tira, do campo, o sustento da família.

Bons olhos - Segundo ele, a comunidade acadêmica vê com bons olhos a iniciativa do Sescoop em iniciar o processo de incentivo à pesquisa em um setor tão singular quanto o cooperativismo. “O fato de termos um edital para atuar com foco nas cooperativas aumenta as chances dos pesquisadores que já têm um histórico de pesquisas nessa área. Então, essa iniciativa do Sescoop é muito importante para subsidiar pesquisas mais específicas”, avalia.

Possibilidades - Para Renato Nobile, superintendente do Sistema OCB, do qual o Sescoop faz parte, o cooperativismo, por reunir diferentes setores econômicos, representa um grande campo possibilidades para os pesquisadores. “Nós acreditamos que quanto mais as universidades e as cooperativas caminharem juntos, maior será o desenvolvimento para ambos os lados”, comenta o líder cooperativista.

Expectativa - Nobile ressalta, também, que é grande a expectativa do movimento cooperativista a respeito do andamento e dos avanços que essas pesquisas poderão trazer ao setor. “Temos a certeza de que o conhecimento gerado a partir do trabalho dos pesquisadores fortalecerá bastante a atuação das cooperativas e consolidará o diálogo entre a academia e a nossa base”, conclui o superintendente.

Saiba mais - O edital elaborado pelo CNPQ/Sescoop contemplou 28 instituições de ensino e pesquisa, sendo que a UFV e a Universidade Federal de Santa Catarina foram as que obtiveram o maior número de bolsas concedidas: quatro, cada uma.

Linhas - Os projetos têm duração de até dois anos e se enquadram nas seguintes linhas de pesquisa:

Linha 1: Impactos econômicos e sociais do cooperativismo (12 projetos)

Linha 2: Competitividade e inovação nas cooperativas (13 projetos)

Linha 3: Governança Cooperativa (10 projetos)

Linha 4: Cooperativismo e Cenário Jurídico (6 projetos)

Extrato - Quanto às áreas de atuação, os projetos se dividem da seguinte forma:

- Ciências agrárias: 7

- Ciências exatas e da terra: 1

- Ciências humanas: 2

- Ciências sociais aplicadas: 28

- Engenharias: 3

(Informe OCB)

Foto: Pixabay

 

SICOOB NORTE DO PR: Cooperativa se une ao Sicoob Amapá e passa a se chamar Sicoob Ouro Verde

Depois de mais de 15 anos de história, o Sicoob Norte do Paraná ultrapassou as fronteiras do interior paranaense rumo ao Norte do Brasil. Desde o início do mês, a cooperativa passou a atuar, também, no estado do Amapá. A união com a cooperativa de Macapá aconteceu simultaneamente com a mudança de nome da singular, que agora, passa a ser Sicoob Ouro Verde. A expansão foi concretizada em 1º de fevereiro em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na capital amapaense.

Expansão - Na prática, isso significa que a cooperativa expande todos os seus números. De 27 pontos de atendimento em 20 municípios do Paraná, a cooperativa passa a contar com 29 agências nos dois estados. Entretanto, esse número tende a crescer muito em breve, com as inaugurações previstas de três novos PAs em Cambé (PR), Macapá (AP) e Santana (AP). O número de cooperados também aumentou de 32 para 35 mil.

Comunidade - “A vontade de servir à comunidade é algo intrínseco ao Sicoob. Então, essa expansão vem ao encontro desse propósito. A medida em que você desenvolve determinado ambiente de negócios, tudo melhora. Do pequeno e médio ao grande empresário. Toda sociedade é beneficiada. Estamos muito felizes em anunciar e viver essa expansão”, afirma o presidente do Conselho Administrativo do Sicoob Ouro Verde, Rafael de Giovani Netto.

Novidades - Entre as novidades que impactam diretamente os cooperados amapaenses, a primeira delas é um novo número de agência bancária: 4355. Com a união é importante também que visitem sua agência para se informar sobre os novos dígitos de conta, atualizar folhas de cheque e, no caso de pessoa jurídica, solicitar nova chave de acesso aos sistemas, caso o atual seja recusado. “Unificamos essas informações operacionais porque agora todos fazemos parte de uma mesma cooperativa”, esclarece Giovani Netto.

Marco - A expansão é um marco importante para a história da cooperativa. Segundo o diretor-presidente Emerson Ferrari, a ampliação da área de atuação do Sicoob Norte do Paraná se deu após terem superado os 60% da região original e após um longo período de análise e planejamento estratégico. “Tem sido um grande desafio, mas acreditamos e trabalhamos com um espírito cooperativista que respeita a cultura local, envolve e valoriza todos os talentos para contribuir com a comunidade e com o desenvolvimento da nova região.”

Fortalecimento - Para o diretor-presidente do Sicoob Central Unicoob, Marino Delgado, a união fortalecerá a atuação do Sicoob no estado do Amapá. “Acreditamos que essa união irá proporcionar um desenvolvimento muito mais rápido para a singular e para o Estado como um todo”, ressalta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICOOB SUL: Iniciadas as atividades do PDGC

sicoob sul 06 02 2019Em busca do aperfeiçoamento da gestão, o Sicoob Sul, cooperativa com sede em Curitiba (PR), iniciou a implantação do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC). Promovida pelo Sescoop, a iniciativa é realizada em ciclos anuais e promove a adoção de boas práticas de gestão e governança, visando a melhoria contínua das cooperativas.

Avaliação - O PDGC oferece um instrumento de avaliação, que identifica os pontos fortes e oportunidades de melhoria, permitindo um diagnóstico objetivo da gestão. Essas informações servem como base para a elaboração do planejamento estratégico e dos planos de ação da cooperativa. Além disso, gera indicadores para acompanhamento do processo de melhoria da gestão e da governança.

Primeira vez - É a primeira vez que a cooperativa participa do programa e no primeiro momento, foi realizada uma reunião para responder aos questionários de avaliação, um sobre governança e outro sobre gestão.

Gratificante - Segundo o analista administrativo, Bruno Cézar dos Santos, trabalhar em uma empresa que se empenha em fazer a diferença é extremamente gratificante. “Poder fazer parte de um projeto audacioso como o PDGC deixa evidente o quanto é grande a responsabilidade e comprometimento que devemos aplicar na execução. Participar do programa em conjunto com profissionais de referência na cooperativa será uma grande experiência de enriquecimento pessoal e profissional”, afirma.

Contribuição - Para o assistente de Crédito, Ryszard Antunes, o programa é uma grande oportunidade para contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do Sicoob Sul, além de permitir trabalhar a essência do cooperativismo. “O PDGC vai nos possibilitar ter uma visão mais ampla sobre todos os processos realizados e os recursos utilizados. O resultado será a garantia da melhora contínua da cooperativa, buscando sempre a excelência da gestão e dos processos realizados", comenta ele. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Cooperativa chega a Mamborê com a inauguração de ampla agência

Dando sequência à estratégia de expansão, o Sicredi – primeira instituição financeira cooperativa do país, inaugurou nesta terça-feira (05/02), sua agência em Mamborê – município de 14 mil habitantes localizado no centro-oeste do Paraná.

Ambiente moderno - Uma ambientação moderna e de acordo com a nova identidade visual do Sicredi compõe a arquitetura da agência, que conta com uma área de mais de 400m². O objetivo é aprimorar e enriquecer a relação com o associado, tornando o relacionamento mais simples e próximo.

Resultado positivo - Segundo o presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Jaime Basso, a cooperativa chega a mais um município para contribuir com o seu desenvolvimento econômico e social. “Seguimos na contramão do mercado, ampliando nossa rede física de atendimento e fortalecendo o relacionamento através do atendimento próximo e personalizado. Trabalhamos para os nossos associados e o resultado positivo é uma consequência”, complementa Jaime.

Funcionamento - O novo espaço Sicredi já está em pleno funcionamento e toda a população está convidada a fazer uma visita para conhecer, tirar dúvidas e conhecer todo o portfólio de produtos e serviços financeiros cooperativos para empresas e pessoas físicas.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.  

 

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COAMO: Encontro de Cooperados reúne produtores de três estados em Campo Mourão

A Coamo está promovendo durante esta semana o seu 31º Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental, em Campo Mourão. O evento, que é voltado às lavouras de verão, como soja e milho, teve início na segunda-feira (04/02) e será encerrado nesta sexta-feira (08/02), reunindo entre 3,5 mil a 4 mil cooperados, técnicos e pesquisadores. O encontro reúne produtores rurais do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Transferência - De acordo com o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o evento é uma forma eficaz de transferir novidades tecnológicas e conhecimento aos produtores rurais, cooperados da empresa. “É um trabalho muito importante e esperado pelos cooperados. São pesquisas levadas aos produtores por técnicos e pesquisadores da Embrapa, entre outras universidades”, afirmou Gallassini.

Participantes - O encontro reúne por dia mais de 600 pessoas. De segunda a quinta-feira, o evento é direcionado aos cooperados, e sexta-feira será para técnicos da região que trabalham em parceria com a Coamo. O objetivo é uniformizar as informações técnicas repassadas. Vários tipos de tecnologia estão sendo abordados tanto em lavouras de milho como de soja. De 150 trabalhos técnicos desenvolvidos na Fazenda Experimental, foram escolhidos 10 considerados de maior importância ao cooperado, distribuídos em estações.

Assuntos - São temas como pesquisa e variedade, teste hormonal da soja, tipos de herbicidas e misturas, entre outras. “Hoje com estes produtos de novas tecnologias se o produtor não tem noção do que está aplicando terá perdas em sua propriedade. Então tudo isso está apresentado”, frisou Gallassini.

Na frente- Ele acrescentou que os cooperados que participam do encontro ‘saem na frente’ com as novidades de mercado e as novas tecnologias no campo. “Temos de tudo, a criação de novas variedades do ano passado para cá, combate a ervas daninhas resistentes, combate a ferrugem, enfim toda doença e praga que oferece dificuldade de combate é feita a pesquisa e repassado ao cooperado para ele definir o melhor tratamento para aplicar na sua lavoura”, explicou. “Esperamos que estes cooperados que estão participando possam fazer essa transferência de informações aos demais que não tiveram oportunidade de participar deste dia de campo”, emendou.

10 estações- Dos cerca de 150 trabalhos técnicos desenvolvidos pela Fazenda Experimental, são selecionados 10 para que as informações sejam repassadas aos produtores durante o Encontro de Cooperados. “São métodos que se o produtor colocar em prática terá o aumento de sua produtividade e mais eficiência no combate às pragas”, explicou o coordenador de suporte técnico da Coamo, João Carlos Bonani.

Prática - No entanto, de acordo com Bonani, para que o produtor sinta a mudança, é preciso aplicar os conhecimentos na prática. “Todos os nossos engenheiros agrônomos que estão na ponta estão aptos a orientar o produtor com recomendações corretas e ideias para que ele colha os bons frutos”, ressaltou ao acrescentar que a transferência de informações tanto ao cooperado quanto para a equipe técnica tem sido o diferencial na vida dos cooperados. “O produtor que tem buscado essa informação tem colhido bons resultados”, acrescentou.

Temas – Os temas abordados durante o encontro 2019 são:

Estação 1 - Utilização de bioreguladores, hormônios na cultura da soja e como a falta deles afetam o desenvolvimento da cultura;

Estação 2 – Trata sobre problemas emergentes na cultura do milho, como estria bacteriana e cigarrinha do milho, pragas novas que estão chegando na região;

Estação 3 - Sobre ferrugem e utilização de multissítios, assunto bastante importante visto as condições climáticas e a severidade da doença;

Estação 4 – Aborda o monitoramento de resistência “ABT” e suas tecnologias, refúgio da soja e do milho, prática importante que o produtor deve fazer para manter as tecnologias por mais tempo possível;

Estação 5 – Traz informações sobre a plataforma tecnológica Soja Intacta 2 Xtend, uma nova tecnologia na cultivar de soja tolerante a mais pragas e mais herbicidas para o seu manejo;

Estação 6 – Trata sobre o manejo de solo, identificação visual das características do solo, taxa de infiltração e seus impactos no manejo em si;

Estações 7 e 8 - São sobre cultivares de soja, este ano estão sendo tratados nestas duas estações assuntos sobre a mosca branca, inseto que tem causado problemas principalmente no cerrado e está começando a surgir na região, e sobre antracnose, doença que afeta a cultura;

Estação 9 – Aborda sobre herbicidas pré-emergentes, ferramenta de manejo de plantas daninhas;

Estação 10 - Trata a importância da cultura do milho no sistema de produção como um todo. Estão sendo apresentados aos produtores os híbridos de milho, trazendo um panorama a eles sobre os benefícios da cultura no sistema. (Tribuna do Interior e Assessoria de Comunicação da Coamo)

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SHOW RURAL I: Evento tem público recorde de 76.935 pessoas

show rural I 06 02 2019O segundo dia do 31º Show Rural Coopavel bateu novo recorde histórico de público do evento. A terça-feira (05/02), recebeu 76.935 visitantes contra o recorde anterior, do segundo dia da 30ª edição, que registrou no ano passado 61.570 pessoas.

Superação - A segunda e a terça-feira (04 e 05/02) desta 31ª edição superaram os recordes anteriores. Juntos, os dois primeiros dias do Show Rural Coopavel somam 113.047 visitantes. Na segunda e terça-feira de 2018, alcançou 106.075 pessoas.

Informação - O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, informa que o dado mostra que os agricultores querem informação para produzir ainda mais e melhor. A expectativa de público para a 31ª edição é de mais de 250 mil pessoas.

Presenças - Alguns dos nomes mais importantes do País de empresas de inovação estarão nesta quarta-feira (06/02), no evento. Eles vêm para participar do Show Rural Digital e do Fórum de TI organizado pelo Sistema Ocepar. As atividades do fórum tiveram início às 9h, no pavilhão do SRD, com anúncio de vencedores e entrega de premiação aos três finalistas do hackathon. Houve, em seguida, apresentações de Ricardo Brognoli, da HPE Brasil, Eduardo Gonçalves, da Aruba, Laércio José Cosentino, fundador da Totvs, e Allan Costa, diretor da Celepar, entre outros.

FAO - O Show Rural Coopavel também vai receber nesta quarta-feira as presenças do diretor da FAO/ONU, Rafael Zavala, do representante do governo australiano Fábio Nave, e de diretores do BRDE, Crea, Agraer, Fiep, sindicatos rurais de várias cidades e diretores de grandes empresas nacionais e estrangeiras. O evento, que segue até sexta-feira (08/02), ocorre em área da Coopavel na BR-277, Km-577, saída para Curitiba. (Imprensa Coopavel) 

SHOW RURAL II: Avetop vence hackathon do Show Rural Digital

O uso de câmera com apoio de sensores para indicar quando o silo precisa ser recarregado é a ideia central do projeto vencedor do hackathon do Show Rural Digital, a principal novidade do 31º Show Rural Coopavel, que segue até sexta-feira (08/02), em Cascavel, no Oeste do Paraná. O anúncio oficial da maratona de programação foi feito na manhã desta quarta-feira (06/02), na arena patrocinada pelo Banco do Brasil.

Equipe - A equipe vencedora, Avetop, de Cascavel, é formada por Luiz Fernando, Jeferson, Clayton, Rafael e Luiz Gríggio. “Estamos muito felizes. Não foi fácil encontrar uma solução para o problema proposto. Mas com união e perseverança soubemos escolher a proposta que se mostrou a mais viável e conseguimos colocá-la em prática”, diz Luiz Fernando, que, ao lado dos colegas, vai embarcar para o Vale do Silício, na Califórnia, para conhecer o berço das empresas de tecnologia que transformaram o mundo nas últimas décadas.

Prêmio - A viagem aos Estados Unidos é o prêmio da equipe vencedora. Em segundo lugar ficou a Agrofamily, que recebeu R$ 4 mil em dinheiro e em terceiro a QG Agro, que ganhou R$ 2 mil. A maratona de tecnologia foi iniciada às 9h de segunda-feira e terminou no fim da tarde de terça. Incluindo os preparativos foram 36 horas ininterruptas de atividades.

Destaque - O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, destacou o trabalho dos organizadores e dos parceiros em promover um evento tão dinâmico e relevante. Citando Ayrton Senna, que além de títulos buscava fazer a diferença, Dilvo disse que o Show Rural Digital faz o algo a mais na 31ª edição do Show Rural Coopavel. “Parabenizo a Coopavel e todos os participantes pelo protagonismo”, afirmou o superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Marcelo Palhano.

Novo capítulo - Para o vice-presidente da Acic, Michel Lopes, o Show Rural Digital marca um determinante novo capítulo no Show Rural Coopavel. “Acompanhei os trabalhos e fiquei surpreso com a qualidade do que foi apresentado”. Ele agradeceu a colaboração do Acic Labs, aceleradora da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, que contribuiu com o hackathon.

Vale do Silício- O CEO da HPE, Ricardo Brognoli, lembrou que desde 1939 a empresa que representa ajuda a desenhar o Vale do Silício. Ricardo citou também sobre as mudanças trazidas pela tecnologia e o que ela representa na atualidade do mundo. “Foi maravilhoso ver o que vocês fizeram aqui”, resumiu o diretor da Itaipu/PTI, Nereu Procopiak.

Equipes e desafios - As dez equipes inscritas foram: Gatak, Agro+, Touro Ferdinando, Digital Agro, Avetop, QG Agro, Agrofamily, Agrotech, West Software e Top Agro. E os desafios nas áreas de logística, armazenamento, transporte, apicultura, avicultura, agricultura, alimentos e bebidas, gado de corte e agricultura familiar. O hackathon foi organizado pela Coopavel em parceria com Acic Labs/Sicoob Credicapital, Sebrae, Sistema Fiep, Sindicato Rural de Cascavel, Iguassu Valley e Fundetec. (Imprensa Coopavel)

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SHOW RURAL III: BRDE assina contratos de mais de R$ 100 milhões nesta quarta-feira

show rural III 06 02 2019O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou contratos com empresas, cooperativas e produtores rurais das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná nesta quarta-feira (06/02), às 10h30, no estande da instituição no Show Rural Coopavel 2019, em Cascavel. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões. Estiveram presentes o presidente do BRDE, Orlando Pessuti, e o diretor de Operações, Guilherme Guerra.

Contrato - Às 14h30, também no estande do Banco, será assinado contrato de R$ 10 milhões com a cooperativa Sicoob Cascavel Credicapital, para operações com recursos do Fundo Clima e outras linhas de investimentos. Os demais financiamentos serão liberados para empresas dos setores hoteleiro, de tecnologia, comércio e prestação de serviços, produtores rurais cooperados e cooperativas de produção.

Produtores associados - Dos financiamentos a serem liberados, R$ 4 milhões são destinados a produtores associados às cooperativas Credi Coopavel, Cresol, C Vale, Copacol e Sicredi, com recursos de linhas voltadas à inovação, para as áreas de avicultura, suinocultura e piscicultura, e do programa Pronaf-Trator Solidário.

Investimentos - Investimentos de empresas representam R$ 49,2 milhões dos contratos. São financiamentos para empresas dos setores hoteleiro, de tecnologia, comércio e prestação de serviços, incluindo o convênio com o Sicoob. Outros R$ 49 milhões são destinados às cooperativas Coasul, Copacol, Tradição, Coprossel e Frimesa.

Linhas - O BRDE trouxe ao Show Rural linhas de financiamento voltadas ao agronegócio, à inovação e a projetos de desenvolvimento sustentável. Além do estande tradicional, o Banco participa da feira com um segundo espaço no Show Rural Digital, para um atendimento diferenciado ao setor da inovação.

Assinatura - O presidente do BRDE, Orlando Pessuti, diz que a assinatura de contratos no Show Rural representa a solenização do resultado das contratações do Banco em 2018, que passaram de R$ 2,36 bilhões nos três estados do Sul, dos quais R$ 776,4 milhões investidos no Paraná (32,89% do total). (Assessoria de Imprensa do BRDE)

 

SHOW RURAL IV: Painel sobre Agricultura 4.0 é uma das atrações

show rural IV 06 02 2019A experiência da Embrapa Gado de Leite com o Ideas for milk, que se iniciou há três anos com o objetivo de estimular a criação de um ecossistema de startups para a solução de problemas da pecuária de leite será uma das atrações do Show Rural da Coopavel. A tradicional feira agropecuária, realizada em Cascavel-PR, montou um pavilhão especial para o seu Show Rural Digital. No dia sete de fevereiro, das 14h às 17h, ocorrerá no pavilhão um painel sobre o Ideas for Milk, com apresentação de startups e mesa de debates.

Espaço - O chefe-adjunto de transferência de tecnologias da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, que coordenará o painel, diz que está se tornando cada vez mais comum as feiras agropecuárias abrirem espaço para o universo digital. “A Internet das Coisas está intensificando sua presença no campo e a chamada ‘agricultura 4.0’ é um caminho que não tem mais volta”.

Evento anual - O Ideas for Milk é um evento anual, formado por um hackathon (que leva o nome de Vacathon) e um desafio de startups. O primeiro é uma maratona de programação, envolvendo diversas instituições de ensino do país. Já o desafio mobiliza jovens empresas de todo o Brasil, premiando as melhores startups.

Debates - O painel, que acontecerá no Show Rural, irá discutir questões como visão de mercado das startups voltadas para o agronegócio, organização das empresas e aporte de investimentos. Haverá uma mesa redonda com o tema “Agricultura 4.0 e a revolução digital no campo”. Carvalho também falará sobre como o Ideas for milk tem ajudado as startups a se lançarem no mercado.

Startups - Durante o painel, está prevista a participação de três startups que se destacaram nas edições do Ideas for Milk. São elas:

- Cowmed – Monitoramento de nutrição, saúde e reprodução para gado de leite;

- Ajagro (Mobimilk) – Salas de ordenhas móveis para bovinocultura de leite.

- Farmin4milk – Monitoramento da saúde e fertilidade do rebanho.

(Assessoria de Imprensa da Embrapa)

 

GOVERNO FEDERAL: Previdência de Guedes embute nova reforma trabalhista para jovens

governo federal 06 02 2019A proposta de reforma da Previdência concebida pelo Ministério da Economia trará, embutida, uma nova reforma trabalhista. Os jovens que ingressarem no mercado de trabalho poderão optar por duas portas de entrada, uma com as regras atuais, onde há muitos direitos e poucos empregos, e a outra, onde os direitos serão substituídos por maior oferta de emprego e eventuais problemas entre empregados e empregadores serão resolvidos na Justiça comum.

FGTS - Nessa segunda hipótese não deverá haver, por exemplo, a figura do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) tal como existe hoje. Provavelmente o FGTS poderá ser usado no regime de capitalização.

Idade - Não há uma proposta de emenda constitucional (PEC) pronta e aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro. "Eu gostaria de estabelecer 65 anos como idade mínima para homens e mulheres se aposentarem, mas o presidente não quer, ele prefere 60 anos para mulheres e 65 para os homens", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Há outras possibilidades de variações como, por exemplo, abater a idade mínima da mulher conforme um determinado número de filhos.

Dedução - Um filho deduz-se um ano da idade mínima, dois filhos, dois anos, mas de forma limitada para que não se queira ter dez filhos, indicou Guedes. Bolsonaro disse, no início da discussão da reforma, que gostaria de estabelecer como idade mínima 57 anos para mulheres e 62 anos para os homens. Nesse caso, não haveria um período de transição, ponderou Guedes.

Meta - A meta do ministro é que a nova Previdência economize pelo menos R$ 1 trilhão no período de dez anos. Para este ano, o objetivo da política fiscal será encerrar o ano com déficit primário zero, garantiu Guedes, que participou, ontem, de um jantar com jornalistas e empresários, patrocinado pelo site Poder 360.

Reforma tributária - No cronograma do ministro, a reforma tributária deverá ser enviada ao Congresso ainda este ano, tão logo esteja aprovada a da Previdência. A abertura da economia terá início na medida em que a reforma tributária for aprovada. E as privatizações ocorrerão simultaneamente. (Valor Econômico)

 

VAREJO: Vendas dos supermercados cresceram 2,07% em 2018

varejo 06 02 2019O setor supermercadista cresceu 2,07% em 2018, na comparação com o ano anterior. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (05/02) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em dezembro, as vendas do setor em valores reais aumentaram 21,13% na comparação com novembro e 3,93% em relação ao mesmo mês do ano de 2017.

Acumulado - De acordo com a Abras, o resultado acumulado de 2018 ficou um pouco abaixo da estimativa de 3% feita no começo do ano passado e revista para 2,53% em julho.

Fôlego - O presidente da Abras, João Sanzovo Neto, disse que o ano de 2018 não teve fôlego para crescimentos mais expressivos, conforme esperava o setor. “Começamos bem, mas fomos surpreendidos com a paralisação dos caminhoneiros no final de maio, impactando no preço dos combustíveis e dos alimentos por causa do desabastecimento. Sem esses fatores, provavelmente, teríamos alcançado melhores resultados.”

Desconfiança - Sanzovo destacou ainda a desconfiança dos consumidores após a crise, o que levou as pessoas a ponderar seus gastos. “Também houve a influência das incertezas do cenário político, causadas pelo ano de eleições. Mesmo assim, crescer 2,00% nesse cenário é muito positivo, e foi nosso melhor resultado desde 2015”, disse.

Expectativas - Ele destacou as expectativas para este ano estão melhores, principalmente após a definição do novo governo. “Estamos otimistas e esperançosos de que 2019 será melhor que o ano de 2018. As projeções do mercado financeiro estão positivas, com juros e inflação controlados. A confiança dos empresários segue em alta, como vimos na nossa última pesquisa e, diante desse cenário, projetamos um crescimento em torno de 30% nas vendas deste ano”, ressaltou.

Abrasmercado - O custo da cesta de produtos Abrasmercado, com 35 itenos de largo uso, subiu 0,92% em dezembro, passando de R$ 461,48 para R$ 465,71. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro, o custo da cesta aumentou 3,72%.

Produtos - Os produtos cujo preço mais caiu foram farinha de mandioca (-7,18%), massa sêmola espaguete (-5,93%), desinfetante (-4,42%) e xampu (-4,20%). Os que mais subiram foram cebola (24,41%), batata (14,30%), feijão (8,54%) e carne traseiro (3,55%).

Maior alta - A Região Centro-Oeste apresentou a maior alta nos preços, 2,31%, com a cesta chegando a R$ 442,25 ante R$ 432,25, registrados em novembro. O resultado foi impulsionado, principalmente, por Campo Grande. A única queda no valor da cesta Abrasmercado foi registrada na Região Norte (0,95%). (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Entidades reduzem projeções para crescimento e inflação

economia 06 02 2019A lentidão da atividade econômica neste início de ano tem provocado ajustes nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), ao mesmo tempo que a grande ociosidade da economia reduz as estimativas para a inflação.

Anbima - O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) - que reúne 25 economistas de instituições associadas - cortou a estimativa para a expansão do produto neste ano para 2,6%, de 2,8% previstos em dezembro do ano passado.

Avanço gradual - A economia brasileira iniciou o ano avançando de forma "mais gradual", afirmou, em nota, Fernando Honorato, presidente do comitê da Anbima.

Banco Fibra - O Banco Fibra, em relatório também divulgado ontem, diz ter colocado viés de baixa na estimativa de crescimento de 2,5%. "Os indicadores coincidentes e antecedentes já divulgados neste início de ano nos mostram uma economia crescendo ainda muito lentamente, com gradual melhora do mercado de trabalho", diz o texto elaborado pela instituição.

Bradesco - Em meados de janeiro, outra instituição financeira, o Bradesco, já tinha reduzido a expectativa de crescimento do PIB do primeiro trimestre deste ano de 0,7% para 0,3%, resultado da herança pior que a esperada deixada pelo quarto trimestre do ano passado, cujos números oficiais serão conhecidos no início de março. A herança estatística mais fraca do fim de 2018 e a atividade ainda fraca neste início de ano tornam mais desafiador crescer acima de 2,5% neste ano, economistas disseram ao Valor em janeiro.

Relatórios - No caso dos relatórios divulgados nesta terça-feira (05/02), ambos, Fibra e Anbima, avaliam que o avanço na agenda de reformas, Previdência em especial, a melhora da confiança e das condições financeiras devem contribuir para acelerar a economia ao longo do ano.

Aceleração - "Mesmo reconhecendo o início mais gradual, o avanço na agenda de reformas e a posição cíclica da economia, incluindo importante melhora nas condições financeiras, devem provocar aceleração do crescimento ao longo de 2019", afirma Fernando Honorato.

IPCA - Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2019, o comitê da Anbima reduziu ligeiramente sua estimativa, de 4% para 3,9%, um movimento já registrado também pelo boletim Focus, do Banco Central, em que a mediana das estimativas está em 3,94%. O Banco Fibra projeta uma inflação mais abaixo, em 3,45%. Ambos estimam a Selic em 6,5% até o fim deste ano.

Outubro - Na reunião de dezembro, os economistas da Anbima tinham apontado expectativas de aumento a partir de outubro, com a taxa chegando a 7,5% no encerramento do ano. "A mudança da estimativa foi provocada pela percepção do comitê de que o crescimento da economia pode ser mais moderado do que o previsto anteriormente", diz o relatório da instituição.

Dólar - O comitê também revisou a projeção do dólar: de R$ 3,80, na reunião anterior, para R$ 3,70. O resultado corresponderia a uma valorização de 4,5% do real no ano. O Fibra espera que a cotação caia a R$ 3,50 até o fim do ano, dos atuais R$ 3,67. (Valor Econômico)

 

CNI: Frete e diesel tiraram R$ 20,3 bilhões do PIB

cni I 06 02 2019A aplicação da tabela dos preços mínimos do frete rodoviário e a alta do preço do diesel provocaram uma redução de R$ 20,3 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, aponta estudo inédito elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pela mesma razão, a inflação no período ficou 1,07 ponto porcentual maior.

Custo - “Os resultados corroboram o que os setores já vinham falando”, disse o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. “Toda vez que se faz uma intervenção na economia e se fixa um preço, há um custo.”

Reflexo parcial - Os números refletem apenas parte do impacto do tabelamento. Não estão na conta custos como da fiscalização, da insegurança jurídica e da própria greve que, segundo cálculos feitos na época pelo Ministério da Fazenda, foram de R$ 15,9 bilhões. Os cálculos também apontam que, em razão da greve, cerca de 570 mil empregos foram perdidos ou deixaram de ser criados.

Suporte técnico - A conta começou a ser feita no ano passado mas, por sua complexidade, só ficou pronta agora. A ideia era dar um suporte técnico à afirmação da entidade de que o frete rodoviário traria prejuízo à economia. Segundo Fonseca, o PIB já cresceria menos por causa do aumento do diesel. O tabelamento amplificou esse efeito. Segundo a CNI, de julho de 2017 até janeiro o preço do diesel subiu 15,6%. Num regime de liberdade de preços, isso teria elevado o frete em 4,7%. Mas, com o tabelamento, o aumento foi de 12,1%. A conclusão é que o preço do transporte, fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está 7,4 pontos porcentuais acima do de mercado.

Cálculo - Com base no aumento no custo de transporte, a CNI usou um modelo para calcular como as relações econômicas mudaram para chegar a um novo equilíbrio. “O aumento do frete é repassado ao produto final. Isso faz com que a demanda caia. As pessoas consomem menos ou substituem por produto importado. Isso gera desemprego”, disse Fonseca. O modelo calculou os níveis de redução do PIB e do emprego e o reflexo na alta dos preços. “Essa conta mostra o custo da exploração que faziam com a gente”, reagiu uma das lideranças dos caminhoneiros, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (RS). “Eles facilitaram a nossa vida, calculando.”

Ações - Adotada em maio, no auge da greve, a tabela é alvo de três ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). A CNI é autora de uma delas. Argumenta que o tabelamento fere os princípios constitucionais da livre iniciativa, da livre concorrência e da defesa do consumidor. O relator é ministro Luiz Fux, e não há previsão para julgamento.

Lei - A ANTT informou que o tabelamento é previsto em lei. O cálculo dos preços mínimos “é um procedimento de altíssima complexidade”. Mas, com prazo curto para fixar os valores, foram feitas “simplificações metodológicas”. Uma nova regulamentação está sendo elaborada pela Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós (Esalq/USP).

Solução - “Seria importante encontrar uma solução que não crie dificuldade para o setor produtor ou para os caminhoneiros”, disse o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes, após reunião da Frente Nacional da Agropecuária. Para o deputado Pedro Lupion (DEM-PR), a tabela é um problema para o produtor, principalmente porque há perspectiva de redução na próxima safra de soja. (O Estado de S.Paulo)

 

INFRAESTRUTURA: Paraná ganha uma das legislações mais modernas na área de concessões

infraestrutura 06 02 2018O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira (05/02) a lei que cria o Programa de Parcerias do Paraná (PAR) e institui um Fundo para o Desenvolvimento de Projetos de Infraestrutura (Funpar). A assinatura aconteceu no Paraná Day, evento realizado em Curitiba com a presença de mais de 100 investidores do País e do exterior.

Proposta - “A proposta que fizemos, e que foi atendida, é da lei mais moderna do País na área de privatizações e concessões”, afirmou o governador. “Hoje o mercado mundial busca boas parcerias porque o poder público sozinho não consegue acompanhar. O mundo todo participa desse sistema e o Paraná não pode estar de fora”.

Transição - A lei foi proposta por Ratinho Junior ainda durante o processo de transição de governo, no final do ano passado. O texto foi discutido na Assembleia Legislativa e a redação final foi aprovada pelos deputados na sessão da última segunda-feira (04/02).

Riqueza e emprego - O governador disse que a nova lei vai permitir investimentos que gerem riqueza e emprego no Paraná. O texto propicia a racionalização dos ativos públicos e a ampliação da eficiência e da qualidade dos empreendimentos, além de atrair investimentos para o desenvolvimento do Estado do Paraná.

Transparência - A nova legislação também permite o aprimoramento da transparência da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar). “Estamos fortalecendo a Agepar com muita independência e credibilidade para dar todas as garantias ao Estado e ao investidor. Isso vai criar um ambiente de negócios positivo para o Estado, algo inédito nos últimos anos”, afirmou o governador.

Carteira de projetos e contratos - O PAR será integrado por uma carteira de projetos de desestatização e de contratos de parcerias, implementada e desenvolvida por meio de uma unidade gestora e de um órgão deliberativo, o Conselho do PAR.

Dobrar infraestrutura - A nova lei de concessões permite um quadro institucional favorável para os negócios, afirmou Fernando Vernalha, consultor do PAR, que também falou a investidores no Paraná Day.

Transparência - “Queremos transparência nas licitações e na gestão dos contratos. O PAR pretende ser um hub institucional para desenvolver projetos estruturantes”, destacou Vernalha. Segundo ele, o PAR atende a intenção de dobrar a infraestrutura nos próximos anos para dar conta das demandas da administração pública.

Participação - A lei prevê a participação bem definida dos atores dos processos. “Os controladores também precisam participar das concessões, por isso trazemos Ministério Público e tribunais de conta para dar segurança jurídica para os contratos. A ideia é reduzir a participação do Estado na escolha dos parceiros. Isso deve ser feito por escolha técnica e imparcial, pelos medidores apontados”, completou.

Fundo - O Funpar vai financiar a estruturação e o desenvolvimento dos estudos e dos projetos de parceria do Estado, inclusive dos municípios e suas entidades. O Fundo será gerido pela Fomento Paraná e contará com aportes do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), transferências realizadas por instituições governamentais e não governamentais, entre outros.

Assinaturas - Também assinaram o documento o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva, o secretário de Planejamento, Valdemar Jorge, e o diretor da Agência Paraná de Desenvolvimento, Eduardo Bekin. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INTERNACIONAL I: Sem muito otimismo, Mercosul e UE voltam a negociar acordo em março

internacional I 06 02 2018O Mercosul e a União Europeia (UE) marcaram para 11 a 15 de março, em Buenos Aires, a primeira rodada de negociações com Jair Bolsonaro no poder no Brasil, em vista do acordo birregional de comércio.

Reunião - Nos próximos dias 26 e 27, haverá reunião entre os países do Mercosul, para ajustar posições. Autoridades da Comissão Europeia insistem que só falta agora vontade política para superar impasses em agricultura, regras de origem, indicações geográficas e liberalização no comércio automotivo no Mercosul.

Amazônia - Um tema que tem sido levantado agora informalmente na Comissão Europeia é sobre planos de Bolsonaro em relação à Amazônia. Algumas fontes veem risco de o novo governo permitir maior desmatamento para apoiar a pecuária, algo que os brasileiros continuam a negar e considerar sem sentido.

Questões ambientais - A negociadora europeia Sandra Gallina teria afirmado na semana passada, no Parlamento Europeu, que regras ambientais são consideradas condição "sine qua non" para a conclusão do acordo.

Princípios - Durante o Fórum Econômico Mundial, o comissário de assuntos econômicos e monetários da UE, Pierre Moscovici, destacou que Bruxelas continuará a negociação baseado em princípios como desenvolvimento sustentável, proteção ambiental e direitos humanos.

Expectativa - Em todo caso, a expectativa é pequena em relação à conclusão de um acordo antes da eleição do Parlamento Europeu em maio. Além disso, a chanceler alemã, Angela Merkel, está na direção de saída do poder e o francês Emmanuel Macron continua fragilizado após as manifestações no país. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL II: Brasil quer compensações para salvaguardas da UE sobre produtos de aço

internacional II 06 02 2019O governo brasileiro disse nesta terça-feira (05/02) que as circunstâncias previstas no Acordo de Salvaguardas da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o oferecimento de compensações se aplicam no caso da imposição de quotas tarifárias, com taxas de 25% sobre importações de aço, anunciadas recentemente pela União Europeia (UE).

Equilíbrio - O Brasil “continuará a buscar, junto à UE, as compensações adequadas para equilibrar os efeitos adversos das salvaguardas sobre a corrente de comércio”, diz a nota conjunta divulgada hoje pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores (Itamaraty). O governo brasileiro tem acompanhado desde o início os processos da UE acerca das salvaguardas, tendo manifestado diversas vezes uma posição contrária à sua aplicação.

Histórico - A União Europeia publicou, em 1º de fevereiro, sua regulamentação sobre imposição de salvaguardas definitivas às importações de produtos de aço. As medidas serão aplicadas na forma de quotas tarifárias, com sobretaxas de 25% sobre as importações que excederem os limites estabelecidos por categoria de produto.

Avaliação - A UE já havia iniciado, em março de 2018, uma avaliação sobre a imposição de salvaguardas, as quais foram implementadas em caráter provisório em junho daquele ano. A intenção de aplicar as medidas de modo definitivo foi notificada pela UE à OMC em 4 de janeiro de 2019. O prazo de expiração da medida é junho de 2021.

Impacto - Segundo nota divulgada em janeiro passado, pelo Itamaraty, a salvaguarda "impactará as exportações brasileiras". Conforme a pasta, o governo brasileiro" tem dialogado com a União Europeia com o objetivo de preservar as exportações das empresas nacionais".

Empenho - O Itamaraty informou ainda que continuará atuando, em conjunto com os demais órgãos de governo federal e com o setor privado, "com todo o empenho na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros".

EUA - No ano passado, os Estados Unidos sobretaxaram as importações de aço de outros países. Após gestões do governo, o aço brasileiro ficou fora da medida. (Agência Brasil)

Foto: Pixabay

 


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