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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4506 | 31 de Janeiro de 2019

LEGISLAÇÃO: Validade das Declarações de Aptidão ao Pronaf volta para dois anos

legislacao 31 01 2019A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, assinou nesta quarta-feira (31/01) portaria que altera o prazo de validade da Declaração de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com isso, o prazo de validade volta a ser de dois anos. A medida atende ao pleito da Ocepar, OCB e cooperativas, que vêm trabalhando na questão deste a publicação da norma anterior, em agosto e 2018, que reduziu o prazo de validade das DAPs para um ano.

Metas - Essa medida estava entre as metas anunciadas para os primeiros 100 dias do Governo Federal, e foi um dos itens da pauta apresentada pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, à ministra e ao secretário executivo do ministério, Marcos Montes, em reunião realizada no último dia 9.

Publicação - De acordo com a ministra, a partir da publicação nesta quinta-feira (31/01) no Diário Oficial da União (DOU), as DAPs ativas permanecem assim por dois anos, a contar da emissão até o decurso do prazo. “Da forma como estava a norma, seriam afetados cerca de 2,5 milhões de registros, gerando demanda por emissão de novas DAPs incompatível com a capacidade de emissão da rede”, afirmou. Foi evitada, conforme explicou, a possibilidade de colapso no sistema, o que prejudicaria agricultores familiares e cooperativas da agricultura familiar em todo o país.

Alteração - A nova portaria altera a publicada em 24 de agosto do ano passado, que havia fixado a validade da DAP até o próximo dia 27 de fevereiro e o prazo para a emissão em um ano. A DAP funciona como carteira de identidade do agricultor familiar e dá acesso as linhas de crédito rural do Pronaf, aos programas de compras institucionais, como a Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (PNAE), além da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o Programa Garantia Safra e o Seguro da Agricultura Familiar, além de outras 15 políticas públicas.

Migração de sistemas - O secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke, disse que ainda neste ano a secretaria fará a migração do atual sistema de DAPs para a do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), mais completo, utilizando outras bases de dados existentes, o que diminuirá o risco de fraudes nas suas emissões. (Com informações da Assessoria do Mapa)

FÓRUM TI: Profissionais antenados com as novidades e tendências da área de Tecnologia da Informação

O presidente da Hewlett Packard Enterprise (HPE) no Brasil, Ricardo Brognoli, o gerente da Aruba Network, Eduardo Gonçalves, e o CEO e fundador da Totvs, Laércio José de Lucena Cosentino, são os palestrantes do Fórum dos Profissionais de TI 2019 que o Sistema Ocepar promove, nos dias 6 e 7 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Estado. A grade de palestras tem ainda três nomes de peso: Gil Giardelli, professor e difusor de conceitos e atividades liadas à inovação, e Arthur Igreja, professor pela pela FGV, e Allan Costa, presidente da Celepar. Estes dois últimos são co-fundadores da plataforma de inovação AAA.

Show Rural– Desta vez, o Fórum de TI será realizado dentro do Show Rural Coopavel, evento considerado a segunda maior feira de agronegócio do mundo e a primeira da América Latina. Além de oportunizar para que os profissionais de TI das cooperativas conheçam esse grande palco de exposições do agronegócio brasileiro, o Fórum terá em sua programação um horário para visitação no Show Rural Digital, num espaço de 2.800 metros quadrados, no centro do Parque Tecnológico onde o Show Rural ocorre, com foco em inovação extrema e presença de startups, pessoas e empresas reconhecidas como mundialmente inovadoras.

Inscrições – O Fórum é exclusivo para os profissionais de TI das cooperativas paranaenses. As inscrições devem ser realizadas com o Agente de DH da cooperativa ou no Sescoop/PR com Esdras Silva – esdras.silva@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1159, e Francine Danielli – francine.danielle@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1158

 

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COCARI: Dia de Campo aborda a agricultura digital

2cocari 31 01 2019Nesta quinta-feira (31/01) o Centro Tecnológico Cocari (CTC), em Mandaguari, está recebendo produtores de diversos municípios paranaenses no 16º Dia de Campo de Culturas de Verão e Pecuária, que teve início ontem. Com o tema ‘Agricultura digital: realidades e tendências’, os cooperados estão percebendo com que naturalidade as tecnologias têm tomado conta e marcado presença nas atividades das propriedades, encurtando distâncias e agilizando processos.

Tecnologia na prática – O objetivo da Cocari é alertar aos cooperados sobre a necessidade de acompanhar as tendências e otimizar resultados das atividades agrícolas para se manterem na atividade. Nesse sentido, cooperativa e empresas parceiras demonstram, nos campos experimentais, as tecnologias disponíveis no mercado, que foram aplicadas às parcelas de cultivares de soja, híbridos de milho, cultivares de capim e opções para manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, mostrando na prática a viabilidade e os resultados alcançados nas lavouras.

Estrutura do CTC – Conforme destacou o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, o CTC registou um grande salto em sua estrutura e adequação para receber o crescente número de estandes. “O objetivo principal do incremento na estrutura é que o produtor faça uma reflexão sobre a evolução tecnológica que está ocorrendo na agricultura e ao final consigamos que os cooperados saiam do dia de campo com mais definições quanto ao que podemos fazer, avaliando os custos de produção, que estão cada vez mais relevantes, para termos resultados positivos em nossas propriedades”, observou Sebold.

Nova realidade – Em visita aos pavilhões agropecuário e de agricultura digital, e também em palestras com especialistas, os cooperados tiveram oportunidade de conhecer as ferramentas que estão ao seu alcance para solucionar problemas, transformando a realidade da agricultura.

Gestão facilitada – Nessa edição do dia de campo, os cooperados tiveram acesso a sementes, toda linha de insumos e defensivos agrícolas e ao que há de mais moderno em maquinários e implementos agrícolas que, aliados aos aplicativos, agricultura de precisão, softwares e toda a tecnologia, facilitam a gestão das propriedades. O evento é uma grande oportunidade para que empresas parceiras e institutos de pesquisas demonstrem o que é possível fazer com as tecnologias disponíveis.

Agricultura – Dr. João Batista Gonçalves Dias da Silva, engenheiro agrônomo responsável pelo CTC, falou sobre as novidades dessa edição. “Os produtores estão conferindo tecnologias em inoculantes para a cultura da soja, controle de plantas daninhas, fungicidas protetores para o manejo da ferrugem asiática e também sobre plantabilidade da soja”, disse. “Em uma parcela está sendo demonstrado o plantio intercalar da Brachiaria ruziziensis na cultura do milho, como opção a ser utilizada na safrinha, garantindo maior cobertura do solo na sequência, no plantio de soja, o que melhora a qualidade do plantio direto”, completou o engenheiro agrônomo.

Pecuária – Essa edição do Dia de Campo da Cocari trouxe como uma das novidades o espaço exclusivo para atendimento aos pecuaristas. O supervisor de veterinária, Wanderlei Batista Bicalho, destacou a novidade. “Neste ano a pecuária está participando mais ativamente, com 21 parceiros no CTC, para melhor atender aos pecuaristas. Estamos com o Balcão de Negócios da Agropecuária, trabalhando com preços diferenciados em máquinas, produtos e implementos também voltados para a pecuária, para garantir aos cooperados as melhores opções de negócios”, afirmou.

TRR – O Transportador Revendedor Retalhista (TRR) da Cocari também está presente com estrutura para receber os cooperados e falar sobre as vantagens da aquisição e entrega de combustíveis nesse serviço disponibilizado pela cooperativa. (Assessoria Cocari)

 

 

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SICREDI: Ano começa com novidades para associados PJ

sicredi 31 01 2019Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos empreendedores é a realização de cobranças. Se a empresa ainda não tem o sistema adequado para fazer essa gestão, o controle se torna ainda mais complexo. Na área de cobrança, o Sicredi passa a oferecer o serviço de Negativação de Boletos, atuando em uma das demandas de donos de empresas. Os associados PJ que emitem boletos com o Sicredi poderão incluir os títulos vencidos em uma empresa de restrição de crédito e terão ainda mais facilidade para cobrar valores devidos. A partir de agora, a empresa de restrição de crédito vai notificar o pagador sobre a dívida, com uma cópia do boleto original.

Necessidade - Trata-se de uma necessidade na atual conjuntura econômica do Brasil. Em 2018, houve um avanço de 4,41% no número de consumidores com contas em atraso em comparação a 2017. Os indicadores foram divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em janeiro. Foi o maior porcentual registrado em um ano desde 2012, quando o aumento foi de 6,8%. Estima-se que o país tenha fechado 2018 com cerca de 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso, tendo o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. Este número representa 41% da população adulta.

Acesso fácil - A Negativação de Boletos já está disponível aos associados de acordo com a tarifa padrão do produto, sem necessidade de irem até a agência. Caso o associado tenha necessidade de personalizar o serviço, basta entrar em contato com o gerente da conta. (Assessoria Sicredi)

UNIMED CASCAVEL: Estande com palestras e atividades de saúde no 31º Show Rural

unimed cascavel 31 01 2019O Show Rural de Cascavel é segundo maior evento do mundo – e o maior da América Latina - em transmissão de tecnologias e novos conhecimentos para aumentar a produtividade de pequenos, médios e grandes produtores rurais. Em 2019, a feira será de 4 a 8 de fevereiro. Mesmo focado no agronegócio, o Show Rural é uma importante forma de divulgação das ações do cooperativismo paranaense. Esta edição contará com 520 expositores, e estimativa de público é superior a 250 mil pessoas. Por essa razão, o Sistema Unimed do Paraná estará presente com um estande identificado pela logomarca institucional, demostrando a força do cooperativismo médico.

Agenda variada - No estande, a Federação Paraná e a Unimed Cascavel farão distribuição de brindes e minipalestras com interações rápidas com os públicos:

4 de fevereiro (segunda-feira)

Manhã: Mudança de hábitos e atividades de saúde

Tarde: Higienização adequada dos alimentos

5 de fevereiro (terça-feira)

Manhã: Mudança de hábitos e atividades de saúde

Tarde: Cuidados com a exposição solar

6 de fevereiro (quarta-feira)

Manhã: Depressão no meio rural

Tarde: Mudança de hábitos e atividades de saúde

7 de fevereiro (quinta-feira)

Manhã: Alimentação saudável

Tarde: Mudança de hábitos e atividades de saúde

8 de fevereiro (sexta-feira)

Manhã: Mudança de hábitos e atividades de saúde

Tarde: Mudança de hábitos e atividades de saúde

Comemoração - O estande da Unimed também terá a presença dos diretores da Federação Paraná, da Singular de Cascavel e outros diretores. Para a Unimed Cascavel a participação na feira também é uma forma de comemorar os 30 anos de história da singular, celebrados oficialmente no dia 29 de janeiro. (Assessoria Unimed Cascavel)

SICOOB NORTE DO PARANÁ: Felicitadores se reúnem para discutir ações do FIC para 2019

 sicoob 31 01 2019Na última segunda-feira (28/01), aconteceu em Londrina o encontro dos felicitadores do Sicoob Norte do Paraná. O grupo, responsável por contribuir para o sucesso do programa de Felicidade Interna do Cooperativismo (FIC) na cooperativa, se reuniu na Unidade Administrativa da singular para alinhar o planejamento de 2019. O evento faz parte do calendário de ações proposto pela Pluricoop, cooperativa de executivos em gestão e treinamentos, responsável pelo processo de implantação e aplicação do projeto em diversas cooperativas paranaenses.

Estruturar ações - Durante o encontro, que teve a participação de cerca de 30 pessoas, a equipe da Pluricoop conduziu debates e reflexões que contribuíram para a estruturação das ações que devem ser desenvolvidas ao longo do ano para que os colaboradores do Sicoob Norte do Paraná tenham mais qualidade de vida e felicidade no ambiente de trabalho, em família e sociedade. Segundo a assistente de Cobrança, Solange Apolonio, o encontro foi muito produtivo e abordou assuntos apaixonantes. “Somos privilegiados por termos a oportunidade de participar de um programa desse nível. Isso realmente não tem preço e é uma experiência para vida toda. Gratidão define”, explica.

Incentivo - A colaboradora, Luciane Bizarro, que é a responsável pelas ações do FIC+Feliz e de Valorização Humana no Sicoob Norte do Paraná, comenta que o programa recebe grande incentivo dos diretores e conselheiros da cooperativa. “Nossos dirigentes acreditam que as iniciativas do FIC fortalecem as relações dos colaboradores com a família, com a sociedade e também potencializam o desenvolvimento profissional. Tudo isso se reflete diretamente no atendimento aos cooperados”, complementa. (Assessoria Sicoob Norte do Paraná)

SICREDI PARANAPANEMA PR/SP: Programa A União Faz a Vida chega a Cândido Mota

 Foi lançado na noite de terça-feira (29/01) o Programa A União Faz a Vida (PUFV) no município de Cândido Mota. Trata-se da primeira cidade do estado de São Paulo da área de atuação da Sicredi Paranapanema PR/SP a receber a iniciativa de responsabilidade social desenvolvida pelo Sistema Sicredi – desde 2007, a cooperativa vem estendendo o programa, sendo que a ação inaugural ocorreu no município de Itambaracá.

Objetivos - Na cidade paulista, o convênio foi firmado com o Centro Vocacional Frei Paulino, que tem como missão desenvolver programas e projetos em defesa dos direitos humanos e na promoção da cidadania, com ações socioeducativas para crianças, adolescentes e famílias em vulnerabilidade social. Além disso, as duas instituições compartilham os mesmos valores, como a solidariedade, a ética, a sustentabilidade e a transparência.

Presenças - Ao todo, cerca de 200 pessoas estiveram na cerimônia, que aconteceu em uma chácara. Entre elas, o presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP, Cláudio Marcos Orsini, o diretor-executivo, Volmir Caraciolo e o diretor de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson Felix de Sá, além de gerentes de agência, colaboradores do Sicredi e do Centro Vocacional Frei Paulino, autoridades e empresários da cidade. Cândido Mota é o sétimo município da área de atuação da Sicredi Paranapanema PR/SP a contar com o PUFV. Além de Itambaracá, Nova América da Colina, Uraí e Nova Santa Bárbara contam com parcerias com as respectivas secretarias municipais de educação; em Bandeirantes, há um projeto integrado ao Sesi; em Cambará, a parceria é com o Colégio Nossa Senhora das Graças.

Fazer a diferença - Orsini afirma que a cooperativa está cumprindo com seus propósitos ao implantar o PUFV dentro de sua área de atuação, que engloba dois estados. “Ficamos orgulhosos e com a sensação de dever cumprido em firmar uma nova parceria, expandindo o programa que já estava no Paraná para o estado de São Paulo. A iniciativa dissemina os valores cooperativistas e promove a educação para a comunidade como um todo, o que faz a diferença na vida das pessoas”, diz o presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP.

Comunidade - O presidente do Centro Vocacional Frei Paulo, José Osmar Matiolli, afirma que o trabalho em conjunto vai gerar benefícios para a comunidade como um todo. “Há mais de 40 anos podemos contribuir com nossas crianças e adolescentes através do trabalho do Centro Vocacional. Com essa grande parceria, somamos mais forças para desenvolver nossos alunos e prepara-los para juntos construirmos uma sociedade melhor através da educação. Estamos ansiosos para colocar o programa em prática e fazer com que os jovens e adolescentes vivam novas experiências”, diz. Em 2018, o Sistema Sicredi como um todo levou a sua iniciativa de responsabilidade social para 357 cidades do país em colaboração com 1.879 escolas, em 22 estados. Ao todo, o programa envolve 24.974 educadores e 257 mil crianças e adolescentes.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br) (Assessoria Sicredi)

 

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COOPERATIVISMO: Sistema OCB propõe criação de Programa de Integridade empresarial

cooperatiismo 31 01 2019A transparência é um dos pilares do cooperativismo, modelo de negócios pautado em princípios como adesão voluntária, gestão democrática e autonomia, por exemplo. Por isso, o Sistema OCB realizou, nesta quarta-feira, em Brasília, um debate sobre a estruturação de um programa de integridade empresarial. A iniciativa interna, que contou com a participação dos gestores das três casas que compõem o Sistema (OCB, Sescoop e CNCoop), teve como facilitador o ex-ministro do Planejamento, Valdir Simão.

Lei Anticorrupção - Ele fez um breve relato sobre a Lei 12.846/13, também conhecida como Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa, e seu decreto regulamentador (nº 8420/15) que dispõe sobre a responsabilização administrativa de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. Para Valdir Simão, esse marco regulatório tem dois vieses importantes. O primeiro é que representa um avanço ao prever a responsabilização objetiva, no âmbito civil e administrativo, de empresas que praticam atos ilícitos; o segundo, é a oportunidade de implantar nas empresas, organizações e instituições, um conjunto de mecanismos e procedimentos internos, tais como auditorias, elaboração de códigos de conduta ou ética, que se combata atos ilícitos, por exemplo.

Perfil - Valdir Moysés Simão foi ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão de 18 de dezembro de 2015 até 12 de maio de 2016. Possui Master em Direção e Gestão de Sistemas de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá (Espanha) e graduação em Direito pela Instituição Toledo de Ensino (São Paulo). Iniciou sua carreira no serviço público em 1987, como auditor-fiscal da Receita Federal. No ano de 2000, foi superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social no Estado de São Paulo. No período de agosto de 2000 a março de 2003, foi diretor da receita previdenciária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Atuação - De agosto de 2005 a abril de 2007, foi presidente do Instituto Nacional do Seguro Social. Entre 2007 e 2008, atuou como secretário-adjunto da Receita Federal do Brasil e assessor especial do Ministério da Previdência Social. Em dezembro de 2008 assumiu novamente a Presidência do Instituto Nacional do Seguro Social onde permaneceu até 2010. No ano de 2011, foi secretário de estado da Fazenda do Distrito Federal. De 2011 a 2013, foi secretário-executivo do Ministério do Turismo. Em seguida, atuou como assessor especial do Gabinete Pessoal da Presidente da República, e, em 2014, assumiu a Secretaria-Executiva da Casa Civil da Presidência da República até ser convidado para o cargo de ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), cargo exercido de janeiro a dezembro de 2015.

CONFIRA A ENTREVISTA!

Hoje em dia, fala-se muito em programas de integridade empresarial. Há até um termo em inglês, para isso: o compliance. Como o senhor define esse tipo de programa?

São mecanismos de política de procedimentos, de códigos de ética, de canal de denúncia, que garanta que, no âmbito das empresas e organizações, as decisões sejam tomadas de forma íntegra, e que as relações também se deem de forma íntegra, com transparência, preservando a higidez da empresa e respeitando a parceiro, o agente público que está do outro lado. Isso garante que nenhum ato ilícito seja praticado contra terceiros ou contra a própria empresa.

Porque as empresas estão cada vez mais preocupadas com essa questão?

Esse movimento é muito recente no Brasil. A lei anticorrupção que foi aprovada em 2013 estabeleceu que os programas de integridade que protegeriam as empresas que, por ventura, tenham sido, por intermédio de seus agentes, beneficiadas por um ato ilícito, passam a poder ser punidas, a partir dessa nova legislação, com uma multa que pode chegar a até 20% do seu faturamento anual e o programa de integridade é uma grande ferramenta para que a empresa se proteja, evite que terceiros, em seu nome, pratiquem atos ilícitos e, também, que permita que, eventuais desvios de conduta possam ser identificados.

Mas mais que isso, é importante dizer que estamos passando por um momento no Brasil em que as pessoas cada vez mais querem transparência, ética e integridade. E não é só por parte dos governos, querem também das empresas, dos prestadores de serviço. É um anseio geral de que todas as pessoas ajam sempre conforme a lei, respeitando a legislação em todos os níveis (trabalhista, ambiental, social, no mercado), evitando, assim, a prática de corrupção, que causou tanto mal aqui no Brasil.

Qual a vantagem de se ter uma área voltada às boas práticas de integridade empresarial?

O que se pretende é que todas as decisões sejam tomadas com transparência, visando o bem comum. Para isso, o que as organizações fazem sempre é ter uma área ou uma instância responsável pela gestão do programa de integridade que fará toda a interlocução interna, para que a organização se mobilize, havendo, inclusive, um patrocínio inequívoco da alta administração, do conselho, dos dirigentes todos e, a partir daí se construa um conjunto de políticas e procedimentos que tenham como matriz, um código de conduta que seja aplicável a todo mundo.

Essas políticas e procedimentos procuram identificar a partir de um mapeamento de riscos, quais as situações de vulnerabilidade em que pode acontecer a prática de um ato ilícito. Por exemplo: que comportamento se deve ter na interação com o Poder Público? Qual a política para oferta de brindes, para doações ou patrocínios? Que cuidados se deve ter com pagamentos para evitar lavagem de dinheiro e conflito de interesses? Essa política passa a vincular todas as pessoas da empresa e, também, terceiros que queiram se relacionar com a empresa/organização, como prestadores de serviços, por exemplo.

A partir dessas políticas se estabelecem mecanismos para identificar um desvio de conduta. Por exemplo: um canal de denúncias, que deve ser acessível a todos, que protejam as pessoas que denunciam de boa-fé e que favoreçam a apuração interna, quase sempre por um comitê de conduta ou comitê de ética, a quem compete tanto investigar se o que foi denunciado, de fato, caracteriza um ato ilícito quanto aplicar medidas disciplinares, se for o caso. (Assessoria Sistema OCB)

RESPONSABILIDADE SOCIAL: Dia C mostra compromisso das cooperativas com o Brasil

dia c 31 01 2019Prestes a completar dez anos de existência, o movimento Dia de Cooperar (Dia C), iniciado em 2009, demonstra, a partir de iniciativas práticas, a força do cooperativismo no Brasil. Com o propósito de mostrar à sociedade seu comprometimento com o desenvolvimento socioeconômico local, as cooperativas brasileiras unificaram seus esforços em uma grande corrente de voluntariado capaz de transformar a realidade de muita gente.

Engajamentos - Em 2018, por exemplo, o número de cooperativas engajadas com as iniciativas do Dia C cresceu 8,4% em relação ao ano anterior. Ao todo, 1.706 cooperativas, com o apoio de quase 120 mil voluntários, dedicaram tempo, talento e muito trabalho para beneficiar mais de 2,2 milhões de pessoas com iniciativas que melhoram a qualidade de vida, a saúde, a educação, o meio ambiente e que estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). Aliás, vale destacar que das 1.355 iniciativas realizadas em 1.136 cidades do país, 509 são projetos contínuos, tornando as cooperativas aliadas naturais da ONU, para o alcance das metas de erradicação da pobreza extrema no mundo até 2030, conforme previsto em sua agenda.

 

Cuidar é o propósito - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, cuidar das pessoas é o propósito de uma cooperativa, por isso o interesse pela comunidade, muito mais que é um princípio do cooperativismo, é um dever. “Cooperar é abraçar um modelo de negócio que une o desenvolvimento econômico ao desenvolvimento sustentável e que também garante oportunidades igualitárias para todos. O sucesso do Dia C se concentra em reunir voluntários que acreditam que é possível mudar o mundo, vida por vida. Se cada um fizer um pouquinho, logo, logo o mundo conhecerá a força da cooperação”, avalia o presidente.

 

Cooperativas em ação - Outro dado bastante relevante sobre as iniciativas do Dia C diz respeito aos ODS, estabelecidos pela ONU. Todos os 17 objetivos foram contemplados pelas iniciativas que, em alguns casos, abrange mais de um ODS. “Encerramos 2018 satisfeitos com os resultados alcançados, mas certos de que em 2019 podemos fazer ainda mais. Por este motivo, convidamos as cooperativas que ainda não realizam projetos com base nos ODS para estarem conosco nesta caminhada”, pontua o presidente.

 

Objetivos do Milênio - Os grandes destaques são: o ODS 3, que trata de saúde e bem-estar, no número de projetos realizados: ao todo, 1.273 iniciativas. Já o ODS 4, que estabelece Educação e Qualidade de Vida, foi a base para que 584 iniciativas fossem idealizadas. (Assessoria OCB)

AGRICULTURA: Ministério estuda mudar financiamento do agronegócio e seguro rural

agricultura 31 01 2019O governo federal estuda medidas para modificar o financiamento das atividades no campo. Estão em discussão alterar o crédito para produção, rever os mecanismos de seguro para garantia de renda para quem planta. Há também demanda para viabilizar a participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Conselho Monetário Nacional (CMN). A titular da pasta, ministra Tereza Cristina, já sinalizou que quer essas mudanças.

Ampliação - Ao participar de evento no Paraná no último dia 24, a ministra Tereza Cristina defendeu que o seguro rural seja ampliado, mais barato e tenha juros baixos. “Quando estão com a produção segurada, os produtores não perdem o sono e nem precisam pedir renegociação de dívida com o pires não”, disse a ministra, acrescentando que debate o assunto com o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn e com Roberto Campos Neto, que irá sucedê-lo, e o vice presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Ivandré Montiel da Silva, segundo informações publicadas no site do ministério.

Solicitação - Sobre a participação no CMN, a ministra já disse em entrevistas que teve a "ousadia de pedir a ele [Paulo Guedes, ministro da Economia] que colocasse o Mapa num assento do Conselho Monetário”. Junto ao CMN funciona uma comissão consultiva de crédito rural. A intenção da ministra foi bem recebida pela Associação Brasileira de Agronegócio (Abag). “Tamanho para jogar nós temos, mas se vamos ser escalados eu não sei”, ponderou o diretor da entidade, Luiz Carlos Corrêa Carvalho. “O agronegócio é um setor que tem uma relevância muito grande na economia e só por isso justificaria estar próximo de um conselho como esse. Medidas por lá decididas podem alavancar ou botar travas desnecessárias.”

Conselho Monetário - A ideia de ter um lugar no CMN também agradou a Luís Carlos Guedes Pinto, ex-ministro da Agricultura (2006-2007) e professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). De acordo com ele, o ministério já teve assento no CMN nos primeiros anos de funcionamento. O órgão, criado na segunda metade dos anos 1960, era composto pelo ministro da Fazenda; presidente do Banco do Brasil; presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social e por “sete membros nomeados pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal, escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros” (Lei nº 5.362, de 30.11.1967).

Formação - Até dezembro passado, antes da reforma administrativa proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (MP 870/2019), o Conselho Monetário era formado pelo ministro da Fazenda, ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e presidente do Banco Central do Brasil.

Seguro, crédito e renda - Em estudo encaminhado à Agência Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto apontou a necessidade de que o seguro rural seja “mecanismo de mitigação de risco” e atenda recomendações já feitas pelo Tribunal de Contas da União como “promover a universalização do acesso ao seguro rural; assegurar o papel do seguro rural como instrumento para a estabilidade da renda agropecuária; e induzir o uso de tecnologias adequadas e modernizar a gestão do empreendimento agropecuário”.

Reflexos - Para Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Abag, mudanças no seguro rural repercutiriam na oferta de crédito e condições de financiamento. “Se tiver uma modalidade de seguro mais atualizada, vai melhorar o nível de risco menor, e vai refletir nos prêmios que têm que ser pagos hoje. Assim os bancos vão ter mais apetite para operar no setor, não só em volume de crédito, mas em taxas – taxas de administração, taxas de risco, juros básicos, prazos”. O diretor da entidade também destaca a desatualização das sistemáticas de financiamento. “A modernização do crédito não andou na mesma velocidade das outras coisas”. Segundo ele, as operações ainda são baseadas no Manual de Crédito Agrícola, editado na década de 1970.

Números - Já para o ex-ministro Luís Carlos Guedes Pinto, o crédito atende pequena parte dos produtores rurais: cerca de 500 mil produtores, que mobilizam 86,5% da renda no campo. No estrato seguinte, estão 995 mil pequenos produtores com acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e que aferem 10% da renda no campo. Segundo ele, o sistema de financiamento deixa descoberto 2,9 milhões de produtores rurais que vivem de atividades de subsistência e acessam a 3,5% da renda no campo. (Agência Brasil)

PARANÁ: Governo alinha estratégias para impulsionar o turismo

Representantes de secretarias e órgãos do Governo do Estado alinharam nesta quarta-feira (30) as estratégias para impulsionar o turismo no Paraná. O seminário Sustentabilidade do Turismo, promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, com a participação do vice-governador Darci Piana, no Palácio das Araucárias, em Curitiba, teve o objetivo de integrar as ações de todas as áreas de governo que possam desenvolver e promover as atividades turísticas do Estado.

Prioridade - O setor é uma prioridade da atual gestão, que vê no turismo um importante pilar de desenvolvimento econômico do Paraná. Para isso, órgãos como a Secretaria de Estado da Comunicação e Cultura e a Agência Paraná de Desenvolvimento vão dedicar parte de sua estrutura e orçamento para desenvolver os polos turísticos e trazer mais visitantes ao Estado. Além de contar com um dos principais destinos do País, que são as Cataratas do Iguaçu, o Paraná tem grande potencial em diversas áreas, como no turismo religioso, gastronômico e de natureza, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes.

Roteiro - “Temos que criar um roteiro turístico no Estado que possa integrar o grande turismo de visitação em Foz do Iguaçu, que tem um apelo internacional muito forte, para levar os turistas para outras regiões, para o Litoral, o Norte e a região Central do Estado, por exemplo”, disse. “Vamos criar um caminho para que quando a pessoa venha ao Paraná, ela possa ficar mais tempo e faça vários roteiros, fortalecendo e integrando essa grande cadeia. É preciso que todas as regiões do Estado cresçam nessa área”, afirmou.

Investimentos - O presidente da Paraná Desenvolvimento, Eduardo Bekin, afirmou que o desenvolvimento do setor trará mais investimentos ao Estado, ampliando as oportunidades de emprego e gerando mais renda aos paranaenses. “Estamos focando na questão do desenvolvimento voltado à geração de emprego. A ideia é capacitar os paranaenses para melhorar o trade e o ecossistema turístico do Estado e trazer mais benefícios para todas as regiões”, disse.

Áreas - O Paraná tem hoje 14 regiões turísticas e mais de dois mil atrativos em pelo menos 283 municípios. O levantamento mais recente da Paraná Turismo mostra que cerca de 16 milhões de pessoas se deslocam pelo Estado por ano. A cadeia do turismo é ampla, gerando emprego e renda em setores como de alimentação, hospedagem, transporte, comércio e serviços.

Viaje Paraná – A primeira campanha publicitária do Governo do Estado, que será divulgada nas próximas semanas, terá como tema o turismo. A ideia é ampliar o trânsito interno de turistas, fazendo com que os paranaenses conheçam as atrações do Estado, e também atrair visitantes de estados e países vizinhos, como São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Argentina e Paraguai. Também está em fase de desenvolvimento o portal e o aplicativo Viaje Paraná, que trará informações completas sobre os atrativos e infraestrutura turística do Estado. Além disso, grande parte do conteúdo da TV Educativa será voltada para promover o turismo paranaense.

Presenças - Também participaram do evento o secretário estadual da Comunicação e Cultura, Hudson José; o diretor-geral do DER (Departamento de Estradas e Rodagem), João Alfredo Zampiere; o presidente do Simepar, Eduardo Alvim, e demais autoridades e técnicos. (Agência Estadual de Notícias)

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