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CABECALHO

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4501 | 24 de Janeiro de 2019

DAVOS I: Bolsonaro garantiu que reforma da Previdência fará cortes “substanciais"

 

davos I 24 01 2019O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (23/01) que a reforma da Previdência que será enviada ao Congresso trará “substanciais” cortes nos desembolsos previdenciários e estabelecerá uma idade mínima de aposentadoria. Paralelamente, ele ainda confirmou que o plano de privatização está quase pronto. As declarações do presidente foram feitas durante entrevista à emissora de televisão da Bloomberg, empresa internacional de notícias, em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

 

Consciência - Na entrevista, Bolsonaro se disse comprometido a adotar medidas para impedir qualquer movimento negativo na economia brasileira. Segundo o presidente, há uma “consciência” no país que as reformas em discussão, como a da Previdência e a tributária, são “vitais”.

 

Comércio exterior - Bolsonaro declarou à Bloomberg que há esforços para modernizar o Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além da Venezuela, que está suspensa) e permitir que o Brasil faça acordos comerciais separados do bloco.

 

Impasse - Durante a entrevista, Bolsonaro mencionou o impasse nas negociações entre o Mercosul e a União Europeia. De acordo com a reportagem, o presidente afirmou que as dificuldades envolvem a resistência da França à demanda brasileira relacionada a bens agrícolas.

 

Explicações - Ainda segundo a reportagem, o presidente fez questão de responder sobre as investigações relacionadas às movimentações financeiras atípicas envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com Bolsonaro, se for comprovado que o filho errou, “terá que pagar o preço” pelas ações atribuídas a ele. (Agência Brasil)

(Foto: Alan Santos/PR)

 

 

DAVOS II: Guedes compromete-se a zerar déficit orçamentário neste ano

 

davos II 24 01 2019A reforma da Previdência, as concessões de petróleo e as privatizações permitirão ao governo zerar o déficit orçamentário neste ano, afirmou nesta quarta-feira (23/01) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ressaltou, no entanto, que o país precisa levar adiante as reformas estruturais que reduzam o gasto público para que essa redução seja sustentável nos próximos anos.

 

Análise - Em entrevista à Bloomberg, emissora internacional de notícias, em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Na conversa, Guedes classificou a democracia brasileira como “vibrante” e disse que o país precisa romper a armadilha do baixo crescimento.

 

Déficit-  Perguntado em quanto tempo conseguiria zerar o déficit nominal do setor público, que alcançou 7,10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país), o ministro disse que o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) deve terminar 2019 em torno de 2% do PIB. O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo excluindo os juros da dívida pública.

 

Meta ousada - Segundo Guedes, metade dos recursos para zerar o déficit orçamentário viria da reforma da Previdência. A outra metade viria das concessões de petróleo, principalmente da camada pré-sal, e de privatizações de estatais. Ele admitiu que a meta é ousada, mas que é assim que as grandes empresas trabalham.

 

Fórmula - “Mais da metade do déficit vamos eliminar com a reforma da Previdência. Temos muitas concessões de petróleo. A outra metade disso, vamos eliminar neste ano com concessões de petróleo e uma lista imensa de privatizações. Então, em termos de dinheiro, vamos zerar o déficit neste ano. Vamos trabalhar como as grandes companhias privadas, com metas ousadas”, declarou Guedes.

 

Valores - Segundo Guedes, a venda de subsidiárias de duas ou três grandes estatais renderia em torno de US$ 20 bilhões, equivalente a R$ 75,3 bilhões pela cotação de venda do dólar comercial do último dia 23. A meta de déficit primário para este ano está em R$ 159 bilhões. Ele disse que a equipe econômica pode cortar cerca de US$ 10 bilhões (R$ 37,7 bilhões pelo câmbio deste mesmo dia) de subsídios, mas disse que o principal desafio será a reforma da Previdência.

 

Urgência - “A coisa mais urgente são as reformas estruturais. Se conversarmos sobre cortar subsídios aqui e lá, vamos perder apoio político. Então, temos de fazer a reforma mais importante, que é a da Previdência. Por que se envolver em pequenas batalhas se temos uma grande batalha adiante?”, declarou , ao acrescentar que o governo não pretende congestionar o Congresso com três reformas simultâneas. Por isso, pretende centrar munição para aprovar a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso em até 60 dias.

 

Democracia - O ministro da Economia classificou a eleição do presidente Jair Bolsonaro como uma característica vibrante da democracia brasileira. Para ele, o país passou por uma alternância de poder depois de 30 anos regido por um modelo social-democrático. “É como se tivéssemos 30 anos seguidos de governo democrata nos Estados Unidos. Qualquer republicano venceria as eleições seguintes. Ou 30 anos de governo trabalhista no Reino Unido. Qualquer conservador venceria as próximas eleições”, argumentou.

 

Situação - “O que estamos vendo é uma democracia muito vibrante funcionando. Nunca houve risco de os perdedores [das eleições brasileiras] transmitirem à opinião pública interna que o Brasil está em risco, que está fechado politicamente. Essa é uma percepção errada”, acrescentou. (Agência Brasil)

(Foto: Alan Santos/PR)

 

ECONOMIA: Para Mourão, sauditas querem produzir a carne de frango que consomem

 

economia 24 01 2019O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira (23/01) que a decisão da Arábia Saudita de suspender a compra de carne de frango de cinco empresas brasileiras pode ter sido motivada pela intenção de incentivar a produção interna do produto. Segundo ele, não há relação entre a suspensão e os estudos para a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de TelAviv para Jerusalém, o que desagrada a comunidade muçulmana.

 

Motivo - “O dado que eu tenho, que não é confirmado ainda, é de que eles pretendem também produzir frangos lá na Arábia Saudita. Óbvio que vai sair mais caro, mas eles têm dinheiro. Então é isso que está acontecendo”, disse.

 

Tudo igual - Em seguida, o general Mourão acrescentou que "não tem nada a ver com questão de embaixada". "Até porque, qual foi a declaração do nosso representante na ONU? Que existe um Estado de Israel e um Estado Palestino, conforme reconhecemos desde 1947, então nada mudou.”

 

Vistoria - O presidente em exercício lembrou que um grupo de especialistas sauditas visitou o Brasil para verificar as empresas produtoras de carne de frango. “Em outubro do ano passado, o pessoal da Arábia Saudita esteve no Brasil fazendo uma verificação, não só nos nossos frigoríficos como também nas granjas, nas indústrias de grãos. Eles tinham uma ideia de cortar as importações do Brasil para 400 mil toneladas. Nós estamos exportando em torno de 600 [mil toneladas]”, disse.

 

Mapa - De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o relatório sanitário encaminhado pelos sauditas está sendo examinado para que os estabelecimentos sejam informados, em detalhes, sobre as recomendações. (Agência Brasil)

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

 

OCB: Cooperativas poderão participar do Selo Agro+ Integridade

 

ocb 24 01 2019As cooperativas agropecuárias poderão obter o Selo Agro+ Integridade (edição 2019-2020) para adicionar nas embalagens de seus produtos. Para isso, basta que elas participem de uma seleção de identificação daquelas que estão de acordo com as regras do programa. As inscrições, que se iniciam no 1º de fevereiro e vão até o dia 31 de maio, devem ser feitas diretamente do site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Negociação - A boa notícia foi publicada no Diário Oficial a União desta terça-feira (22) e é o resultado de negociações entre Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa. Logo que foi lançado, no mês passado, o programa não previa a participação das cooperativas, apenas de empresas do setor agropecuário que desenvolvam boas práticas de integridade, responsabilidade social e sustentabilidade.

 

Em análise - Vale destacar, também, que a Portaria que inclui representantes da Organização da OCB no Comitê Gestor do “Selo Agro+ Integridade” está sob análise na Secretaria Executiva do Mapa e a expectativa dos cooperativistas é de que seja publicada nos próximos dias.

 

Vantagens - As empresas e cooperativas selecionadas no programa terão o direito de utilizar o Selo Agro+ Integridade em seus produtos e em meios de comunicação, publicidade e afins durante a vigência do mesmo. Além disso, o Mapa também poderá divulgar em sua página oficial, no espaço destinado ao tema integridade, as boas práticas de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade adotadas pelos premiados.

 

Propósitos - O Selo Agro+ Integridade tem quatro objetivos: Estimular a implementação de programas de integridade, ética e de sustentabilidade, em seu amplo espectro, qual seja: econômico, social e ambiental; conscientizar empresas e cooperativas do agronegócio sobre seu relevante papel no enfrentamento às práticas concorrenciais corruptas e antiéticas; reconhecer práticas de integridade e ética em empresas e cooperativas do agronegócio no mercado nacional, no relacionamento entre si e com o setor público, e mitigar riscos de ocorrência de fraudes e corrupção nas relações entre o setor público e o setor privado ligado ao agronegócio.

 

Público - São público-alvo do programa as empresas do agronegócio, instaladas no país, dedicadas a prática agropecuária de qualquer natureza, as empresas de insumos diretamente vinculadas à produção agropecuária e as cooperativas de produção agropecuária, instaladas no país. (Assessoria de Imprensa OCB)

 

CAPAL: Tec Campo 2019 será realizado no Paraná e estado de São Paulo

 

A identificação da cultivar ideal para cada região, cuidados com pragas e doenças e a nutrição das plantas são assuntos que serão tratados no Tec Campo 2019, que será  realizado pela Capal Cooperativa Agroindustrial junto com a Fundação ABC. O evento, o maior dia de campo da cooperativa, será realizado nos dias 30 e 31 de janeiro em Taquarivaí, Itaberá e Taquarituba, no estado de São Paulo, e, nos dias 6 e 7 de fevereiro, em Curiúva, Wenceslau Braz e Arapoti, no Paraná.

 

Novidades - Gerente técnico de pesquisa da Fundação ABC, Luís Henrique Penckowski explica que a programação do Tec Campo inclui as novidades em fitotecnia e em cultivares de soja e milho. “O objetivo do evento é estar próximo ao cooperado, promovendo uma integração entre pesquisa, assistência técnica e produtor rural”, destaca. 

 

Exclusividade - O Tec Campo é exclusivo aos produtores associados à Capal e tem conteúdo traçado sob medida às necessidades dele para aumento da produtividade, redução de custos de produção e melhor performance da lavoura. Nesse ambiente, todas as dúvidas e expectativas para a safra são respondidas pelo corpo técnico da Capal e da Fundação ABC.

 

Programa - Para a programação deste ano, os temas são entomologia (pragas), fitopatologia (doenças), fitotecnia (produção de culturas) e solos e nutrição de plantas. O gerente da Fundação ABC destaca que, nesta safra, a atenção está na cigarrinha do milho, comum no Centro-Oeste, que está chegando com força na região Sul. A resistência genética do híbrido é uma forma de controle. A cigarrinha causa o enfezamento do milho (doença) originário de infecção por microrganismos chamados de “molicute”.

 

Desafios - Roberto Martins, coordenador do Departamento de Assistência Técnica (DAT) da Capal, lembra que a linha agronômica é dinâmica. “O grande desafio é o desenvolvimento contínuo para o produtor alcançar seu objetivo. O Tec Campo estimula o cooperado a conciliar produtividade, custo, preservação ambiental e qualidade na produção”. O formato do dia de campo facilita essa conciliação, já que as ações são descentralizadas, adequando as demandas para cada região, que apresenta diferenças de solo, clima e relevo.

 

Foco - Martins reforça ainda que o foco do evento é a soja, cuja colheita começa no fim de janeiro (seu auge é entre a segunda quinzena de fevereiro e primeira quinzena de março), e o milho, que teve o plantio iniciado em setembro e a colheita em fevereiro. 

 

Clima - Nesta safra, houve estiagem para as culturas de inverno e bolsões de seca para as safras de verão. “Em dezembro as chuvas se normalizaram, por isso, quem plantou na época preferencial, terá uma produtividade melhor comparado a quem antecipou o plantio”, conclui Penckowski.(Assessoria de Imprensa Capal)

 

Sobre a Capal:

Fundada em 1960, a Capal Cooperativa Agroindustrial conta atualmente com quase 3.000 associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e de São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares.

 

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COOPAVEL: Filhos de agricultores cooperados vão participar do hackathon do SRD

 

Filhos de agricultores cooperados da Coopavel vão participar do hackaton, maratona de programação que é uma das atrações do Show Rural Digital (SRD). São dez jovens agricultores que integrarão as equipes que vão participar de uma disputa bastante concorrida. O primeiro lugar dará como prêmio uma viagem internacional ao Vale do Silício, na Califórnia (EUA), berço de algumas das maiores e mais importantes empresas da revolução tecnológica que tomou conta do mundo, há cerca de 30 anos.

 

Oportunidade - Profissionais formados nas mais diversas áreas do conhecimento vão participar da hackathon, e é importante que filhos de agricultores, que gostam de tecnologia e inovação, também participem para frequentar esse ambiente ainda com mais decisão e desenvoltura, informa o gerente de TI da Coopavel, Rogério Aver. O hackathon vai ser realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro em um ambiente especialmente preparado para a maratona. No dia 6, ocorrerá a premiação durante a abertura do Fórum de TI das Cooperativas, em parceria com a Ocepar.

 

Premiação - “As equipes vão receber problemas ligados ao cotidiano do agronegócio e então apresentar soluções com base nas novas ferramentas tecnológicas”, diz o coordenador geral do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto. As equipes vão trabalhar de forma ininterrupta para apresentar as alternativas aos problemas apresentados. Um júri especialmente formado, que conhece a fundo esse tipo de competição, vai analisar as soluções e então definir as melhores. O segundo e o terceiro colocados ganharão prêmios em dinheiro - R$ 4 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro.

 

Organização - O hackathon é organizado pela mentoria da Coopavel, em parceria com o Acic Labs (aceleradora de tecnologia da Acic de Cascavel), Sebrae, Fiep, Fundetec, Senai, Iguassu Valley e Sindicato Rural. E tem o apoio do Banco do Brasil. Os participantes do Show Rural Digital terão à sua disposição também uma carreta especialmente projetada para reuniões e encontros de negócios, conseguida em parceria com o Sebrae. Com ambientes confortáveis e climatizados, ela será instalada ao lado da estrutura que abrigará o evento com foco em tecnologia e inovação. (Assessoria de Imprensa Coopavel)

 

coopavel 24 01 2019

SHOW RURAL: Organização faz recomendações quanto ao uso de drones no evento

 

show rural 24 01 2019Cresce em todo o mundo, nos mais diferentes tipos de eventos, o uso de drones como recurso para a realização de filmagens e de fotografias. Isso também ocorre de forma mais intensa nos últimos anos durante o Show Rural Coopavel, que realizará a sua 31ª edição de 4 a 8 de fevereiro de 2019, em Cascavel, no Oeste do Paraná – BR-277, km-577, na saída para Curitiba.

 

Recomendações - A utilização desse recurso é permitida, no entanto é fundamental, para que não tenham problemas e transtornos, que os operadores de drones sigam recomendações específicas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e também se apresentem na unidade móvel da Polícia Civil, que funcionará no parque. Ali ocorrerá a fiscalização dos documentos e, caso tudo esteja bem, será dada a liberação para o uso do equipamento.

 

Exigências - Os documentos básicos para poder utilizar o drone são: manual de voo, documento de avaliação de risco, cadastro na Anac (sistemas.anac.gov.br/sisant), apólice de seguro contra terceiros, autorização Decea-Sarpas (servicos2.decea.gov.br/sarpas), homologação do drone na Anatel, documentos de identificação do piloto maior de 18 anos (RG) e autorização dos frequentadores caso queiram sobrevoá-los. (Assessoria de Imprensa Coopavel)

 

SICOOB MERIDIONAL: Instituição cooperativa oferece linha de crédito especial para compra de bicicletas

 

sicoob meridional  24 01 2019Seja como meio de transporte, para o lazer ou para a prática de atividade física, a bicicleta melhora a qualidade de vida, colabora para diversos benefícios do corpo e da mente e ainda é uma alternativa ecologicamente sustentável. Pensando em estimular essa opção, no final de 2018, o Sicoob Meridional lançou uma linha de crédito específica para quem deseja investir no equipamento. A Linha Verde Bicicleta é uma exclusividade da singular e oferece crédito de até R$ 10 mil, com taxa de apenas 0,89% ao mês e não requer avalista.

 

Incentivo - Para a colaboradora, Gracielli Mioti, que trabalha em uma das agência de Toledo, além de facilitar a aquisição, a linha de crédito veio para incentivar a mudança de hábitos. “Sabemos da importância de ter um bom equipamento para realizar exercícios de forma saudável e sabemos também que o investimento é alto, por isso, as taxas e condições são muito favoráveis”, afirma.

 

Oportuno - O primeiro cooperado a aproveitar as condições da Linha Verde Bicicleta foi o motorista Gedeann Fernandes Damaceno, de Toledo. Ele conta que por realizar longos percursos, necessitava de um equipamento mais moderno e mais seguro. “Com o apoio do Sicoob, consegui comprar uma bicicleta nova e parcelar o valor em 18 vezes”, complementa.

 

Como contratar - Para saber mais sobre a Linha Verde Bicicleta, o cooperado deve procurar a agência do Sicoob Meridional mais próxima. O recurso está disponível em todas as unidades da singular no Paraná (Toledo, Guaíra, Palotina, Santa Helena, Terra Roxa e Vera Cruz do Oeste) e no Rio Grande do Sul (Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Lajeado e Estrela). (Assessoria de Imprensa Sicoob Meridional)

 

SICREDI UNIÃO: Cooperativa apresenta crédito sustentável na Safratec 2019, em Floresta

 

A Sicredi União PR/SP participa da 29ª edição do Encontro de Soluções em Agronegócios (Safratec), em Floresta. O evento, que começou nesta quarta-feira (23/01) e se encerra nesta quinta-feira (24/01), conta com mais de 100 expositores de diferentes segmentos. A feira também oferece programação de palestras com temas que visam a apoiar o aumento da produtividade na lavoura. A expectativa da Cocamar Cooperativa Agroindustrial é receber mais de 5 mil produtores cooperados. 

 

Parceria - Neste ano, a participação da Sicredi União conta com a parceria das empresas MCH Metha Energy e Sonergy, especialistas em placas fotovoltaicas. O objetivo é apresentar soluções e linhas de crédito rurais voltadas para produtos sustentáveis. Para isso, a instituição financeira cooperativa disponibiliza um estande e promove palestras durante a feira. 

 

Novidades - O assessor de Negócios de Crédito Rural e Seguros Agrícola da Sicredi União, Alípio Dias de Oliveira Júnior, comenta que todo ano a instituição financeira cooperativa leva novidades ao Safratec e, desta vez, a opção foi pela energia solar e limpa hidro. “Com essas soluções o produtor economiza e pode obter retorno do investimento em até cinco anos. Essas vantagens chamam a atenção dos produtores rurais, tanto que nosso estande está bem movimentado.”

 

Linhas - A Sicredi União também está apresentando as linhas de crédito que viabilizam a aquisição de equipamentos e os gastos com mão de obra e instalação. Em palestras, o assessor de Negócios de Crédito Rural, Gilbert o Paulo Rauber, informa que a linha do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Eco oferece limite de crédito de até R$ 165 mil por produtor, taxas de juros de 2,5% ao ano, e prazo de pagamento de 10 anos. 

 

Outras - Há também o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com limite de crédito de até R$ 430 mil por produtor, taxa de juros de 6% ao ano e prazo de pagamento de até 8 anos. Para os demais produtores, Rauber apresenta a linha Inovagro, que tem limite de crédito de até R$ 1,3 milhão, prazo de pagamento de até 10 anos e taxa de 6% ao ano. “Todas essas linhas financiam até 100% do valor”, acrescenta.

 

Moderfrota - O assessor destaca ainda que a Sicredi União oferece outras linhas de créditos para a aquisição de equipamentos pesados, como trator, colheitadeiras e plantadeiras. Nesses casos, uma das opções seria a Moderfrota, que financia 90% do valor com prazo de sete anos e taxa de 7,5% ao ano.

 

Participantes - Além da Sicredi União, a Safratec conta com expositores que vão desde companhias fornecedoras de sementes, até concessionárias de veículos que apresentam máquinas ultramodernas e capazes de realizar todas as operações na lavoura. Considerada uma das maiores feiras tecnológicas agroindustrial regional,o evento também conta com a presença de várias instituições de pesquisa, como Embrapa Soja, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Universidade Estadual de Maringá (UEM). O evento é aberto ao público e a Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da Cocamar fica às margens da PR-317, em Floresta. (Assessoria de Imprensa Sicredi União)

 

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UNIMED LONDRINA: Cooperativa realiza aula gratuita de ioga e atividade funcional na Praça Nishinomiya

 

unimed londrina 24 01 2019 Em virtude do Calendário da Saúde, a Unimed Londrina realizará no próximo domingo (27/01) um evento gratuito para toda a comunidade. A ação contará com atividade funcional e aula de ioga e será, das 9 às 11 horas, na Praça Nishinomiya (próximo ao Aeroporto de Londrina). O objetivo da iniciativa é promover uma aula ao ar livre para reforçar os cuidados com a saúde e o bem-estar da mente, alertando sobre o Janeiro Branco, mês da Saúde Mental.

 

Programa - O evento trará alongamento corporal e uma aula funcional - com movimentos de baixo impacto, como agachamento livre, flexão de braços (com ou sem apoio), abdominal e polichinelos. Haverá também uma aula de ioga, com exercícios voltados para os cuidados com a mente, e respiração, com intuito de promover o relaxamento.

 

Propósito - Érico Zanini, gerente de Promoção de Saúde da Unimed Londrina, reforça que a proposta do evento é ampliar a discussão do tema na cidade. “A cooperativa quer amplificar o assunto para todos os públicos, seja cliente ou não. Acreditamos que o cuidado com a saúde mental precisa ser difundido, já que se trata de um tema muito recorrente nos dias de hoje”, justifica.

 

Experiência - A gerente de Marketing & Comunicação da operadora de planos de saúde, Dayane Santana, explica que além de ampliar a discussão sobre o tema, o evento propõe oferecer uma experiência com o público.  “A ação foi pensada para que os nossos clientes e a comunidade discutam a saúde mental por meio de uma experiência diferenciada, promovendo a prevenção, o cuidado e o bem-estar ao realizarem as atividades”.

 

Calendário - A iniciativa desenvolvida pela Unimed Londrina trabalha em todos os meses do ano assuntos ligados à saúde. Matérias, cartazes, eventos e dinâmicas são algumas das ações propostas pela cooperativa médica para ampliar o tema escolhido com todos os públicos de interface (clientes, cooperados, funcionários, secretárias de médicos e comunidade em geral). Em fevereiro, a operadora dedicará o mês para trabalhar o combate ao câncer. (Assessoria de Imprensa Unimed Londrina)

 

PESQUISA: Pesquisadores identificam um novo vírus associado ao mosaico do trigo

 

O mosaico do trigo transmitido via solo é uma virose que causa perdas frequentes em lavouras com o cereal em vários países. No Brasil, a doença era atribuída a dois vírus: SBWMV e WSSMV. A descoberta de que uma nova espécie de vírus (chamado de WhSMV) está associada a essa doença abre possibilidades no uso da tecnologia para a identificação da variabilidade da população viral em trigo, orientando a geração de cultivares resistentes e as práticas de manejo para redução dos impactos do mosaico.

 

Prejuízos - O mosaico do trigo é uma doença viral cujos efeitos negativos na produção de trigo tem se tornado mais frequentes nas regiões tritícolas da América Latina, especialmente no sul do Brasil e do Paraguai. A doença pode reduzir em 50% a produtividade, quando cultivares suscetíveis são semeadas em áreas com inóculo e em condições favoráveis de ambiente. As plantas infectadas pelo vírus apresentam graus variados de subdesenvolvimento, lesões nas folhas e colmos, além do reduzido desenvolvimento de espigas, limitando o potencial de rendimento da cultura.

 

Hospedeiros - No Brasil, o mosaico do trigo foi previamente atribuído ao Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV) e, posteriormente, também ao Wheat spindle streak virus (WSSMV), ambos transmitidos por Polymyxa graminis, um microorganismo residente no solo que coloniza as raízes de plantas. Além do trigo, também são hospedeiros o triticale, o centeio, a cevada e outras gramíneas. Os danos à produção causados por mosaico costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições ambientais favoráveis (frio e umidade), grandes áreas com cultivares suscetíveis podem ser comprometidas. 

 

Resistência - O longo período de sobrevivência do vetor no solo e a ampla gama de plantas hospedeiras dificultam o controle desta virose de outra forma que não por meio da resistência genética, o que torna fundamental caracterizar o nível de resistência e o dano potencial das cultivares disponíveis no mercado para auxiliar na tomada de decisão quanto ao seu emprego em áreas com histórico ou risco de mosaico comum.

 

Tecnologia - Apesar dos primeiros registros de viroses no trigo no Brasil datarem das décadas de 60 e 70, quando iniciou a expansão da triticultura no País, somente com o avanço da biologia molecular e do sequenciamento tem sido viável identificar corretamente os vírus. A descoberta do WhSMV foi possível através de técnicas avançadas de sequenciamento (Next Generation Sequencing ou NGS). As plataformas NGS realizam o sequenciamento de milhões de pequenos fragmentos de DNA em paralelo. Análises de bioinformática são usadas para juntar esses fragmentos permitindo a montagem do genoma viral. O genoma obtido foi então comparado com genomas virais disponíveis em banco de sequências e observou-se que o vírus associado ao mosaico em trigo é 50% divergente de vírus já conhecidos.

 

Conhecimento - De acordo com a pesquisadora Juliana Valente, mestranda da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), até então, a identificação do patógeno estava baseada na observação dos sintomas, forma de transmissão, hospedeiros e formato das partículas virais. “O uso do sequenciamento não direcionado nos permite detectar a presença de novas espécies de vírus que ainda não haviam sido caracterizados pela comunidade científica mundial”, conta ela.

 

Confirmação - Além das amostras coletadas na Embrapa Trigo, em Passo Fundo (RS), com sequenciamento do RNA de oito cultivares de trigo, também foram avaliadas amostras de plantas com sintomas de mosaico obtidas em outras áreas tritícolas no Rio Grande do Sul  e no Paraná, que confirmam a existência do novo vírus. Outros estudos ainda serão necessários para esclarecer dúvidas sobre a origem do WhSMV, sua distribuição geográfica, sua variabilidade e como afeta a resistência das plantas.

 

Publicação - O professor da pós-graduação em produção vegetal da UDESC, Fábio Nascimento da Silva, destaca a importância do trabalho, publicado na renomada revista Plant Pathology: “uma nova espécie viral infectando trigo no Brasil foi caracterizada o que propiciou o desenvolvimento de ferramentas seguras no diagnóstico. A identificação correta dos vírus é essencial para apoiar os programas de melhoramento genético e a recomendação de medidas eficazes de manejo”. Ele destaca também a formação de recursos humanos no projeto que envolve seis estudantes de graduação e pós-graduação.

 

Estratégia - Para o pesquisador da Biotrigo Paulo Kuhnem, por ser uma doença de difícil controle, a resistência genética ao mosaico do trigo tem sido a principal estratégia utilizada, desta forma esta doença é um dos principais focos dos programas de melhoramento de trigo no Brasil. “Sem o conhecimento do agente causal, gastamos muito tempo e espaço tentando achar locais apropriados para seleção de materiais através da fenotipagem das linhagens, uma vez que o uso de marcadores moleculares estrangeiros apresentam resultados inconsistentes. Com a descoberta deste novo vírus pelo nosso grupo de pesquisa, agora podemos trabalhar para mapear os genes de resistência e desenvolver marcadores moleculares confiáveis para auxiliar na seleção de genótipos resistentes. Com isso os programas de melhoramento genético ganham eficiência e agilidade, e os produtores mais segurança para o cultivo do trigo nas regiões onde esta doença ocorre”, explica.

 

Projeto - A identificação de uma nova espécie viral associada ao mosaico do trigo é o primeiro resultado divulgado pelo projeto “Análise da população viral e estratégias de manejo para o mosaico comum em trigo no Brasil”, que iniciou em fevereiro de 2018. Além de identificar com maior precisão os diferentes vírus que causam o mosaico do trigo, o projeto também está avaliando a eficiência de estratégias genéticas, químicas e culturais no controle da doença.

Parcerias - De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Douglas Lau, o projeto foi estruturado de forma multi-institucional, combinando universidades e empresas de pesquisa públicas e privadas. O sequenciamento e análise da variabilidade da população viral estão sendo realizados na UDESC, com apoio da Embrapa Uva e Vinho e Embrapa Informática Agropecuária. A caracterização fenotípica, análise da população viral e avaliação das práticas de manejo estão sendo realizadas em rede de ensaios de campo nas regiões tritícolas do sul do Brasil, executados por Embrapa Trigo, Biotrigo Genética, CCGL Tecnologia, OR Melhoramento de Sementes e Fundação ABC. No total, serão quatro anos de pesquisa, com experimentos em sete municípios do Rio Grande do Sul e do Paraná. (Assessorias de imprensa Embrapa Trigo, Biotrigo e UDESC)

 

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ARTIGO: Projeto Ferroviário Bioceânico, a maior obra do século XXI

 

artigo 24 01 2019Por Dilvo Grolli*

 

O Brasil é um grande produtor de grãos, com 240 milhões de toneladas, e de carnes, com 30 milhões de toneladas. O Paraná é o segundo maior produtor de grãos e o primeiro de carnes do Brasil. Nesse contexto, o desafio será melhorar a infraestrutura e a logística de transporte e portuária do Estado. O Porto de Paranaguá, em 2018, foi responsável por movimentar 53 milhões de toneladas, o segundo maior porto em exportação do complexo soja e o primeiro em importação de fertilizantes do País.

 

O Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos e 40 milhões de toneladas de carne até o ano de 2030, e a maior parte dessa produção será destinada à exportação. Nos próximos anos, o Brasil e o Paraná precisarão avançar na modernização e na eficiência da logística para não comprometer a competitividade do agronegócio. Os produtores rurais do Paraná e do Brasil são onerados entre 30% e 50% no valor do transporte de grãos, carnes e fertilizantes justamente pela falta de investimentos em ferrovias para atender a demanda.  

 

A visão estratégica do senhor Carlos Massa Ratinho Júnior, governador do Paraná, com o projeto para construir uma ligação de Paranaguá, no oceano Atlântico, ao Pacífico, criou o Projeto Ferroviário Bioceânico. Será a maior obra do Paraná, do Brasil e da América do Sul do século XXI para atender a demanda do Paraná e do Brasil e fortalecer o Porto de Paranaguá, que em 2030 precisará atender a demanda 100 milhões de toneladas/ano. 

O Projeto Ferroviário Bioceânico será um novo caminho para o Paraná, que tem a sua economia sustentada pela agricultura e pela pecuária. Essa visão estratégica e de empreendedorismo com a participação de vários países, com investimentos públicos e privados, é a maior obra para o crescimento do Paraná e a demanda mundial de alimentos.

 

A forte crise política e econômica que afetou o Brasil comprometeu parte do agronegócio. O governador Carlos Massa Ratinho Júnior, com o Projeto Ferroviário Bioceânico, deixará o maior legado logístico da América do Sul, um marco histórico que somente os grandes estadistas são capazes de empreender.  Uma boa ideia que vai estimular muitos investimentos privados, que vai alavancar a eficiência do Brasil e da América do Sul e que vai melhorar e fortalecer o agronegócio, toda a economia do Estado, e principalmente os produtores rurais.

 

A Coopavel e toda a sociedade paranaense estão unidas nesse trabalho de coragem de unir o continente da América do Sul numa visão de empreendedorismo para garantir para as próximas gerações um legado sólido, que resolverá definitivamente a logística desse século. Em resumo, o crescimento da produção do Brasil e da América do Sul foi muito grande e, ainda, há espaço para continuar crescendo, para o desenvolvimento econômico de muitos países sul-americanos. Paradoxalmente, a infraestrutura brasileira e a dos países vizinhos não cresceu no mesmo ritmo que a produção do agronegócio. 

Por isso, o Projeto Ferroviário Bioceânico, sem dúvida, será a obra do século para o agronegócio para atender ao grande mercado da Ásia, para onde é escoada a maior parte das exportações de soja e carne do Brasil, Argentina, Paraguai e de frutas e peixes do Chile, com o preço de frete justo e fortalecendo a competitividade.

 

Em resumo, o futuro do Paraná será mostrado por um novo caminho para o amanhã, com ideias e valores elevados que estejam centrados no desenvolvimento econômico, social e cultural em benefício da população da América do Sul.

 

*Diretor-Presidente da Coopavel

 


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